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CAPA

Nos dias 19 e 20 de setembro, a cidade de Campinas (SP) sediou mais uma edição do Seminário Nacional de Tomate de Mesa, realizado pela Associação Brasileira do Comércio de Sementes e Mudas (ABCSEM) em parceria com a Win Eventos. Em sua sétima edição, o seminário contou com uma programação que englobou 14 palestras e várias empresas expositoras do setor. De acordo com Steven Udsen1, presidente da ABCSEM, “esta edição foi idealizada com o objetivo de sanar as principais necessidades e dúvidas apresentadas em edições anteriores, bem como promover um fórum de debates sobre a realidade atual do segmento e as principais tendências de mercado”, disse durante a abertura do Seminário. Na ocasião, o secretário executivo da ABCSEM, Marcelo Pacotte2, lembrou que “a ABCSEM está fazendo um trabalho de conscientização para tornar o setor ainda mais conhecido e reconhecido pelo seu valor e sua importância”, comentou. O evento foi patrocinado pelas empresas Syngenta, Blue Seeds e Sakata. Contou ainda com o apoio da Associação Brasileira de Horticultura (ABH) e da Embrapa Hortaliças, bem como das empresas PMA Fresh Connections e Eacea Estufas Agrícolas. Desafios do negócio Durante o seminário de tomate, Gerson Cezar Stein3, proprietário do Sítio Paraízo, de Sumaré (SP), produtor de tomate desde 1991, apresentou os principais desafios vividos pelo profissional do campo nos dias de hoje. Segundo ele, o produtor deve enxergar o seu

negócio como uma empresa e, para isso, é fundamental investir na qualificação técnica e em gestão, além de considerar sempre os contratempos que fazem parte do negócio. Segundo o produtor, ao longo dos últimos anos, as despesas aumentaram consideravelmente. “O custo de produção médio praticamente dobrou em 5 anos, chegando à R$ 9,00 por planta. Hoje, o produtor recebe em média de 40% a 45% do valor praticado nos supermercados”, apontou. Contudo, apesar das dificuldades, acredita: “É o trabalho vocacionado e dedicado à agricultura que nos motiva a continuar neste ramo de negócio”, enfatizou Stein. Tiago Tinti4, sócio da empresa Morada Verde de Uberlândia (MG), ressaltou em sua palestra que boa parte do lucro é perdido com o interceptador que revende para o comprador. “Perdemos muito dinheiro ao não investir na venda direta. Infelizmente, como a logística de entrega direta às redes de Varejo impõe muitas condições, o produtor acaba decidindo por terceirizar a distribuição, por receio de não conseguir atendê-las”, explicou Tinti. Busca constante Atacado ao Varejo

pela

qualidade:

do

Durante sua palestra, Ricardo Alavarse Lopes5, sócio do Grupo Giga, contou sobre a mudança de foco no planejamento estratégico que a empresa realizou para passar a entregar um padrão de qualidade também em produtos comercializados às classes C e D. “O foco da qualidade antes era no segmento do Varejo (classes A e B), mas a partir de um realinhamento interno, a empresa optou por focar nisto também para o Atacado, o que aumentou de 4% para 7,5% nossa margem de

Revista da ABCSEM  
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Ed. 11 - III Trimestre de 2017

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