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Coimbra da UNESCO Património de capa traçada TEXTO Sara quaresma capitão fotografia bruno pires

Folha branca, séculos de história, estórias e vidas para contar. Síntese, suma, resumo, contenção é tudo negação. Método. Discurso. Começar. Acabar. E não ousar tentar. E o que é afinal Património na minha matriz?

É Universidade, saber que quase se funde, confunde, com a Fundação de Portugal. São as pancadas de um Molière, em 1290, pela pena d’ El Rei D. Dinis. É o documento “Scientiae Thesaurus Mirabilis” assinado pelo autor de Cantigas d’Amor. É o século XIII com as Faculdades de Artes, Leis, Cânones e Medicina. É a Universidade mais antiga da nação e das mais antigas a mover-se além fronteiras. É um complexo vário, denso, cheio do material e imaterial. É a língua

portuguesa, pátria de Pessoa e nossa. É cultura e saber. É a arquitetura que tudo alberga, guarda e separa. São as Escadas Monumentais que nos tiram o fôlego; é El Rei D. Dinis que nos recebe; é um conjunto arquitetónico moderno retilíneo, racional, de eixos definidos, de uma arquitetura de Estado (Novo). É, à direita, mirar o Colégio de São Jerónimo e o das Artes, seguir e ver o Chimico. É no meio de tanta razão e exatidão tentar acreditar no etéreo, diluindo-nos

1 panteão nacional - igreja de santa cruz

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