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TEXTO HELENA ALES PEREIRA FOTOGRAFIA KIM FRANK

LLOYD COLE “ESTOU MAIS PERTO DE DEIXAR DE SER INVISÍVEL” Gosta de dar entrevistas, porque diz que é uma forma de fazer terapia. Acredita que com o novo trabalho, “Standards”, deixará de ser invisível para o grande público. Se não resultar, esta pode ser uma das últimas entrevistas de Lloyd Cole.

“Standards” é sobre o quê? Pergunto isto porque nos últimos 10/15 anos, fez música acústica, foi inspirado pelo álbum de Bob Dylan, “Tempest”, que é, sobretudo, um músico folk, e, no entanto, este é um disco de música mais elétrica. Não penso em Bob Dylan apenas como um músico folk, penso nele como um artista. Durante alguns anos, considerei-me um músico folk, tocava com uma guitarra acústica. Como é que me haveria de classificar? Mas os meus discos não eram de folk, eram simplesmente quiet 82

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records porque eu achava que, quando entrei nos meus 40, era o tipo de música que as pessoas mais velhas faziam. E porque Dylan tinha feito precisamente aquele disco com 72 anos. Quando o ouvi, percebi que andava a perder o meu tempo ao preocupar-me com o que é que seria a idade certa para fazer esta ou aquela música. Era melhor fazer aquilo que me apetecia e o que me apeteceu foi fazer este disco.

Mutante 17  

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