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LUÍSA SOBRAL DE CEREJA A FLOR... TEXTO SARA QUARESMA CAPITÃO FOTOGRAFIA GONÇALO F. SANTOS

Hello Luísa! “Hello stranger” Não vou começar no dó e acabar no si, não tenho sustenidos, não vou ao tradicional solfejo de perguntas que “Mr & Mrs Brown” já sabem as respostas. “Why should I?” Disse ao “Xico” que não me interrompesse. “After all”, “I would love to” have a nice talk! Algum recado ou saudades para o “Xico” antes de avançarmos? Um obrigada por tudo. Ele levou-me a conhecer os músicos que tenho, levou-me a tocar em sítios onde queria tocar, levou-me a este disco, levou-me a tudo o que tenho agora, por isso, obrigada! “As the night comes along”, em jeito de contradança das palavras, soltemos a conversa com amores cantados e acordes na memória porque “I remember you”, quando havia um bolo com uma cereja... Porque de um bolo com cereja saltamos para uma flor no quarto? Evolução ou só emoção? É só emoção, não penso neste disco como uma evolução do disco anterior. Bom... sim, é uma 56

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evolução no sentido em que sou eu dois anos depois, mas não no sentido musical, são histórias diferentes, são dois discos diferentes. A flor é porque sinto que o disco é um pouco melancólico, mas também tem um lado feliz e a flor mostra que há esperança, que há um lado bonito das histórias. Queria uma flor por isto mesmo. O quarto é porque foi o primeiro disco que eu escrevi de volta a casa, escolhi-o naturalmente. A flor é uma “Japanese rose”, a bebida é do “Sr. Vinho”, a cidade é Paris porque nos dizes “I was in Paris today” e eu questiono “Cuantas veces” hesitaste em cantar em castelhano? Chegaste a pensar em jeito de metáfora “The letter I won’t send”? É uma canção que foi escrita, há mais de um ano, para a nossa primeira tournée em Espanha. Era para ser tocada só nessa tournée, mas no dia a seguir a voltarmos de Espanha, tocámos “Cuantas veces” no Casino Lisboa. Quando foi para gravar não tinha a cer-

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