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made in portugal

texto e fotografia Maria Pratas

Prazer conservado Os enlatados que tenho empilhados e organizados por conteúdo na minha despensa não percebem a importância que têm e o bem que fazem à economia caseira. Abrir uma lata não carece de grandes instruções. É fazer magia gastronómica que impressiona qualquer um: o conteúdo está limpo, temperado, está pronto a consumir, nunca teve de passar pelo fogão ou frigorífico e tem uma validade duradoura. Deita-se o conteúdo num prato forrado com pão caseiro, tomate, salsa, coentro, manjericão, azeite e alho, vinagre balsâmico ou… com o que se quiser, que nem o céu é o limite. Vai à mesa sem preconceitos, porque hoje as conservas já não são alimento marginal como o foram durante algum tempo, aquando da invasão dos produtos congelados nos supermercados. No final da década de 70, no mundo doméstico, lembro-

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move

-me que as conservas, os enlatados em geral, eram mercadoria que constava do menu, ou melhor, da lista das férias de campismo. O sector conserveiro veio ascender a curva da economia do país com o aumento da produção e da exportação e, consequentemente, do seu consumo. As conservas são saudáveis, práticas e económicas para fazer uma refeição que se queira completa. A indústria conserveira anima a economia portuguesa quando apostou na qualidade e não na quantidade. Portugal compete e ganha mercado quando se apresenta com a sardinha ou o atum pescados na costa portuguesa. São os melhores de todas as águas e são as-

Mutante 16  

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