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N.º 2

notícias RMA Janeiro / Março 09

noticias rma

Editorial

O número 2 do Notícias RMA apresenta o balanço do primeiro ano de trabalho da Rede de Museus do Algarve e as linhas de trabalho para 2009. Este boletim informativo pretende servir de instrumento de divulgação das acções da rede e, simultaneamente, dar a conhecer as boas práticas da região. Saudações Museológicas e um Excelente 2009!!

Um ano de trabalho em rede A Rede de Museus do Algarve, criada em 16 de Outubro de 2007 por 10 Museus da região (ver mapa), funcionou durante o primeiro ano com a realização de reuniões mensais do Grupo Coordenador e reuniões bi-mensais de todo o Grupo. O Grupo Coordenador do primeiro ano foi composto pelos Museus de Albufeira, Tavira, Portimão, S. Brás de Alportel e Loulé. As reuniões gerais tiveram lugar em Faro, Loulé, Portimão, Albufeira e Vila Real de Santo António. Nos encontros de Loulé, de Albufeira e de Portimão foram convidadas três personalidades do Algarve: Eng. Macário Correia, Presidente da AMAL (Área Metropolitana do Algarve) e Dr. Nuno Aires, Vice-Presidente da Entidade Regional de Turismo e Dr. Gonçalo Couceiro, Director Regional de Cultura do Algarve. O primeiro orador falou-nos da questão do Museu Regional do Algarve e do seu enceramento desde Setembro de 2007 e o segundo interveniente abordou a questão da relação entre o Turismo e os Museus e dos possíveis apoios a projectos de valorização e divulgação. O último convidado fez-se

representar pelo Dr. Rui Parreira, o qual tem vindo deste então, a participar como observador nas reuniões da RMA.

Museus da RMA

A acção da Rede de Museus do Algarve centrou-se em três eixos: formação, informação e parcerias.

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Formação Uma das áreas em que a RMA apostou no primeiro ano foi na realização de formação para os técnicos dos Museus algarvios. Esta área tem como principais objectivos: contribuir para a qualificação do pessoal técnicos ao serviço dos Museus da região; Recomendar e divulgar “boas práticas” museológicas. Foram realizados três cursos em 2008: “Prevenção, Conduta e Manutenção em Museus, Monumentos e Sítios”, “Realização de réplicas de materiais arqueológicos” e “O Mundo da Encadernação”, promovidos pelos Museus de Albufeira e de Loulé, contando com a participação de mais de três dezenas de formandos.

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1 - Museu Municipal de Faro 2 - Museu Municipal de Portimão 3 -Museu Municipal de Tavira 4 - Museu Marítimo Almirante Ramalho Ortigão 5 - Museu do Trajo de S. Brás de Alportel 6 - Museu Municipal de Loulé 7 - Museu Municipal de Arqueologia Albufeira 8 - Museu Municipal Dr. José Formosinho 9 - Museu Municipal de Lagoa (em processo de implantação) 10 - Museu Municipal de Arqueologia de Silves 11 - Núcleos Museológicos de Alcoutim 10 - Núcleo Museológico da Indústria Conserveira de Vila Real de Santo António


Informação Nesta área privilegiou-se a edição de um instrumento de divulgação on-line, um boletim de informação – Notícias RMA. Com esta publicação a rede pretende dar a conhecer a sua actividade para o exterior e divulgar as boas práticas regionais. Esta publicação terá uma periodicidade trimestral. Parcerias No âmbito de duas candidaturas ao PROMUSEUS foram apresentados dois projectos: 1. Caixa-Viagem pela História do Algarve: trata-se de uma maleta pedagógica para ser utilizada quer no Museu, quer em actividades no exterior ou mesmo solicitada como empréstimo pelas escolas. Esta candidatura teve por base os quatro Museus integrados na Rede Portuguesa de Museus no Algarve (Albufeira, Faro, Portimão e Tavira), contando com a participação dos outros Museus: Loulé, S. Brás de Alportel, Silves, Marítimo Ramalho Ortigão, Lagos e Lagoa). 2. 4 “Museus 4 Edifícios com História”: trata-se da edição de um livro bilingue dos quatro museus que integram a Rede Portuguesa de Museus no Algarve e centra-se na história do Museu e das colecções, bem como na dos edifícios que lhes servem de contentor, a saber: Albufeira – antiga Câmara Municipal; Faro – antigo convento século XVI; Portimão – antiga fábrica de conservas e Tavira – antigo Palácio. Novas adesões Juntaram-se no final de 2008 mais dois parceiros à RMA: a rede museológica polinucleada de Alcoutim e o Centro de Investigação e Informação de Vila Real de Santo António. A rede em 2009 No dia 22 de Setembro de 2008 foi eleito novo Grupo Coordenador composto pelos Museus de Faro, Loulé, Portimão, Tavira e S. Brás de Alportel. Para este novo ano, para além dos eixos da formação e da informação que vão ser consolidados e desenvolvidos, destacamos na área das parcerias, a preparação de uma exposição que decorrerá nos 12 Museus do Algarve intitulada “Do Reino à Região”, com inauguração prevista para 18 de Maio de 2010. Esta exposição versará os seguintes temas: 1. Albufeira: Outras Viagens, Outros olhares 2. Alcoutim: Linhas de fronteira – a raia 3. Faro: O Século XX – a criação artística no Algarve 4. Lagoa: Reino das Taifas 5. Silves: O Garb al-Andaluz 6.Lagos: Descobrimentos e Cartografia 7. Loulé: A 1.ª República no Algarve 8. Museu de Marinha: Navios, Instrumentos Náuticos do Período dos Descobrimentos 9. Portimão: Entre o Rural e o Industrial e Manuel Teixeira Gomes

10. S. Brás de Alportel: O Romantismo centrado na história de três famílias Bívar (Faro e Portimão); Girão (Faro e Tavira) e Piedade (Tavira) 11. Tavira: Cidade e Mundos Rurais 12. Vila Real de Santo António e o Urbanismo Iluminista


Exposições Museu Municipal de Tavira

Museu de Portimão

“Tavira, patrimónios do mar” analisa a

“Bacalhoeiros do Barlavento Algarvio”

relação da cidade com o mar, numa perspectiva cronológica, com preocupações informativas e educativas, uma exposição

e

“Crónicas Portuguesas”

desenvolvida a partir do espólio arqueológico e objectos artísticos, desenhos e mapas, modelos tridimensionais e peças

A primeira, organizada conjuntamente com o Museu Marítimo de

multimédia.

Ílhavo, presta homenagem aos pescadores da “faina maior” que

São descritas alterações físicas e territoriais provocadas pelas

das várias localidades do Barlavento do Algarve, demandavam os

hidrodinâmicas do estuário e as mutações das ilhas-barreira, as

mares gelados da Terra Nova, em busca do bacalhau.

mobilidades humanas que levaram à fundação da cidade (primeiras maquetas projectivas da Tavira fenícia e turdetana), a

“Crónicas Portuguesas” do fotógrafo francês Georges Dussaud,

evolução de um urbanismo e arquitectura de carácter portuário,

revela-nos as viagens que fez a Portugal desde 1980, nas quais

as economias locais (pescas, salinas, conservas…), as rotas

captou de forma directa e natural, os gestos, os rostos, os rituais,

comerciais entre a Ásia, o Mediterrâneo e o Norte da Europa que

as paisagens, de um País rude mas verdadeiro, que o deixaria

deixaram vestígios na cidade, as religiosidades marítimas e

deslumbrado na cumplicidade hospitaleira das gentes que o

também as novas funções do mar trazidas pelo século XX.

acolheram em Trás-os-Montes, no Minho, nas vinhas do Douro, em Lisboa e no campos do Alentejo.

Patente até 27 de Junho de 2009 Informações: Informações:

Museu de Portimão

Palácio da Galeria/ Museu Municipal de Tavira

Horário: 3ª feira 14:00 às 18:00 / 4º a Domingo 10:00 às 18:00

Horário: 10h00 – 12h30 / 14h00 – 17h30

encerra às Segundas.

Aberto de Terça a Sábado, encerra aos Domingos, Segundas e

Telf: 282 405 230

Feriados

museu@cm-portimao.pt

Telf: 281 320 540 museu@cm-tavira.pt


Exposições Núcleo Museológico da Indústria Conserveira

Museu Municipal de Arqueologia de Silves

de Vila Real de Santo António

Ribat da Arrifana Cultura material e Memórias da pesca e da indústria

espiritualidade

conserveira Exposição que apresenta os resultados de trabalhos Fundada em 1774 por ordem do Marquês de Pombal, Vila Real

arqueológicos levados a cabo sob a responsabilidade cientifica de

de Santo António foi construída de raiz, sobre o areal junto à foz

Rosa e Mário Varela Gomes na Ponta da Atalaia, em Aljezur, com

do Guadiana, com o intuito de controlar o comércio de fronteira e

o apoio da Câmara Municipal e da Associação de Defesa do

desenvolver as pescas, no contexto da reforma da indústria

Património Histórico e Arqueológico de Aljezur. Estes trabalhos

conserveira. No traçado e nos edifícios da "Vila Regular",

colocaram a descoberto um conjunto importante de estruturas e

edificada em menos de dois anos, de acordo com os princípios

espólio pertencente ao Ribat da Arrifana, um convento-fortaleza

iluministas, materializavam-se estas intenções. Na baixa-mar,

que teria sido mandado construir pelo mestre Sufi Ibn Qasi.

alinhavam-se na fachada, de um e outro lado da Alfândega, as Sociedades de Pescarias, complexos industriais de manufactura,

Até 31 de Janeiro de 2009

armazenamento e comercialização de sardinha. Em meados do séc. XIX instalaram-se as primeiras grandes fábricas de

Informações

conservas (Ramirez, Parodi & Roldan, entre outras) a que se

Museu de Silves

vieram associar litografias e fábricas de sal. Alguns dos

Horário: 2º a Sábado das 9:00 às 18:00 encerra aos domingos e

testemunhos materiais e humanos da tradição pesqueira e

feriados

conserveira foram recentemente reunidos no Núcleo Museológico

282 44 832

sobre a Industria Conserveira aberto ao público desde 2007 no

museu.municipal@cm-silves.pt

piso térreo do Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António. A área expositiva está dividida em dois temas o “Ciclo do Atum” e o “Ciclo da Sardinha” passando pelas fases do copejo; cozedura; enlatamento; azeitamento; cravação, esterelização e exportação; vazio e litografia. Informações Arquivo Histórico Municipal de Vila Real de Santo António Horário: 2ª a 6ª feira das 9:30 às 12:30/ 14:00 às 16:30 Telef. 281 510 260 arquivomunicipal@cm-vrsa.pt


Exposições

Outros

Museu do Trajo de S. Brás de Alportel Museu de Lagos

Rota da Cortiça «Vieira, a Voz Visível» A Rota da Cortiça, em processo de implementação desde meados do ano passado, é um produto turístico-cultural que procura

No dia 27 de Janeiro de 2009, data em que Lagos comemora o 436.º

divulgar e rentabilizar o património corticeiro existente no

aniversário da sua elevação a cidade, a Câmara Municipal de Lagos

Concelho de São Brás de Alportel. Um percurso que una as

leva a efeito, através do Museu Municipal Dr. José Formosinho, o

fábricas actuais, o processo histórico, a paisagem de sobreiral, as

espectáculo teatral “Vieira, a Voz Visível”.

novas utilizações e a gastronomia associada, são argumentos de

Trata-se de uma iniciativa de carácter lúdico e pedagógico destinada

peso para um dia bem passado.

aos alunos do 11.º ano do Ensino Secundário, como apoio aos

No Museu do Trajo foi inaugurado recentemente mais um dos

programas das disciplinas de História e Português. Através desta

pólos deste projecto – o da apresentação e contextualização –

iniciativa pretende-se promover uma melhor compreensão do

que funciona como porta de entrada da Rota da Cortiça.

conteúdo da obra do Padre António Vieira e um conhecimento geral do período barroco em Portugal.

Informações Museu do Trajo

A peça será apresentada na Igreja de Santo António, anexa ao

Horário: 2ª a Domingo 10:00 às 12:00 / 14:00 às 17:00, Sábados

Museu. Esta igreja é um dos maiores exemplos da Arte Barroca em

Domingos e feriados 14:00 às 17:00

Portugal, ostentando no seu interior, entre outras sete, uma tela do

289 840 100

pintor louletano Joaquim Rasquinho, alusiva ao sermão de Santo

geral@museu-sbras.com

António aos peixes, iconografia explorada pelo discurso do Padre António Vieira. A peça é da responsabilidade da companhia Há Cultura, encenada por Carlos Pimenta e interpretada pelos actores João Loy e Paulo Oliveira. Para um melhor enquadramento e compreensão do espectáculo por parte dos alunos das escolas secundárias do Concelho, e como complemento, o Professor Francisco Lameira, da Universidade do Algarve, fará uma palestra introdutória à Arte Barroca, à qual se seguirá o espectáculo propriamente dito. As actividades terão início às 9h30. Para comemorar a elevação de Lagos a cidade, decidida por D. Sebastião em 27 de Janeiro de 1573, as pessoas que queiram visitar os espaços museológicos da cidade neste dia, têm entrada gratuita.


Encontros Museu de Portimão

Museu de Faro

Encontro Internacional de Museus do

Encontro Núcleos Museológicos:

Trabalho, Indústria e Sociedade

que sustentabilidade?

Organizado pelo Museu de Portimão, em cooperação com a

Organizado pelo Museu de Faro, em colaboração com o Instituto de

Associação Europeia de Museus do Trabalho – WORKLAB e com o

Museus e Conservação (IMC), realizou-se em Faro nos dias 25 e 26

apoio do Instituto de Museus e Conservação (IMC), realizou-se

de Setembro, o Encontro “Núcleos Museológicos: que

naquela cidade, de 29 e 30 de Outubro, o Encontro Internacional de

sustentabilidade?”

Museus do Trabalho, Indústria e Sociedade. O Encontro teve como objectivos: contribuir para a compreensão do Para além de vários Museus nacionais relacionados com as

“fenómeno” dos núcleos; problematizar e reflectir sobre a

temáticas do trabalho, da indústria e da dimensão social da

sustentabilidade destas unidades museológicas; incentivar boas

museologia, o Encontro contou com a participação de convidados e

práticas de dinamização dos núcleos; reflectir sobre as parcerias e a

oradores internacionais provenientes de Museus da Dinamarca,

sua importância vital nestes projectos e reflectir sobre a dimensão

Áustria, Suécia, Inglaterra, Dinamarca, França, Noruega e

territorial dos núcleos.

Finlândia, que contribuíram activamente para o debate dos três principais eixos que nortearam os trabalhos e os objectivos deste

Foram apresentadas várias experiências - nacionais e uma

Encontro:

experiência internacional pela mão de Hugues de Varines - que visaram pensar o território de forma sustentada e perceber as suas

1- As novas missões dos Museus do Trabalho e de História Social,

potencialidades e os desafios que se colocam à museologia. Assim,

num mundo globalizado

pretendeu-se com este encontro enfatizar as questões de

2- A divulgação de novos tema nestes domínios e o seu impacte nos

programação, concepção, criação e dinamização de núcleos

Museus;

museológicos, bem como de parcerias entre entidades que

3- A mediação e uma maior interacção museológica com os públicos

permitam assegurar a sustentabilidade dos projectos.

e as comunidades As Actas deste Encontro sairão no próximo número da MUSEAL, O Encontro Internacional de Portimão, através das várias experiências apresentadas, permitiu, clarificar as potencialidades museológicas existentes no domínio da história do trabalho, da indústria e da evolução social das comunidades. uma convergência de atitudes e uma oportunidade para partilhar metodologias de acção, constituindo em si mesmo, uma mais-valia para o aprofundar do conhecimento entre os profissionais dos Museus e das suas diferentes realidades museais.

Revista de Museologia do Museu de Faro, em Maio de 2009.

RMA boletim nº 2 | janeiro - março 09  

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