Page 1


FICHA TÉCNICA

Título: Margarida Ribeiro, aspectos da vida e obra, 1911-2001 Autor: Mário Justino Silva Edição: Câmara Municipal de Coruche/Museu Municipal de Coruche Fotografias: Arquivo Fotográfico do Museu Municipal: Fundo Margarida Ribeiro Paginação e design gráfico: Domingos Francisco Revisão: Ana Paiva Impressão e acabamento: Guide, Artes Gráficas 1.ª edição (2005): 1000 exemplares ISBN: 972-99637-0-3 Depósito Legal: 226980/05


MÁRIO JUSTINO SILVA

MARGARIDA RIBEIRO ASPECTOS DA VIDA E OBRA 1911 - 2001

Câmara Municipal de Coruche/Museu Municipal de Coruche 2005


É devido um agradecimento especial às senhoras D. Aida Ribeiro Pais, D. Elisa Cassola Ribeiro, D. Cesaltina Pinto, D. Maria Antónia Portela e D. Rita Lã Branca pela prestimosa colaboração.


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Margarida Rosa Cassola Ribeiro, de seu nome completo, nasceu a 15 de Novembro de 1911, na cidade de Portalegre.1 Era a mais velha de seis irmãos e recebeu desde cedo uma educação esmerada, exigente e distinta, numa família com tradições de cultura. A mãe era professora primária e possuía excelentes dotes artísticos, nomeadamente nos domínios da pintura e dos bordados. O pai, que trabalhou inicialmente como caixeiro, tornou-se depois funcionário público. Desempenhou também funções directivas na Associação dos Bombeiros, foi vereador da Câmara Municipal de Portalegre, escreveu muito na imprensa regional, tendo fundado e dirigido publicações periódicas, e foi autor de peças de teatro.2 Foi em Portalegre que Margarida Ribeiro aprendeu as primeiras letras. Frequentou a Escola da Corre-

Freguesia de São Lourenço. António Ventura – «Francisco de Ascensão Ribeiro», in Publicações periódicas de Portalegre (1836-1974), p. 76. 1 2

9


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Escola Primária da Corredoura, Portalegre (1923)

doura, completando aí, na sua cidade natal, a instrução primária. Frequentou, depois, o Liceu Mousinho da Silveira, mas a morte prematura de sua mãe obrigou-a a ir viver para Lisboa. Tinha então doze anos. Ficou interna no Instituto do Professorado (mais tarde Instituto Sidónio Pais). Em Lisboa, a pequena Margarida viveu de perto os acontecimentos revolucionários relacionados com a revolta militar do 28 de Maio de 1926,3 que puseram fim à I República. A revolução de 28 de Maio de 1926, iniciada em Braga através de um movimento militar liderado pelo general Gomes da Costa, levou à demissão do Governo de António Maria da Silva. O país passou então a viver num regime de Ditadura Militar. Entretanto, a agitação e a instabilidade sociais prolongaram-se por mais alguns anos, pois continuou a recorrer-se a actos revolucionários que se repetiam, quase anualmente, até 1931 (cfr. Joaquim Veríssimo Serrão – História de Portugal (1926-1935), p. 20). 3

10


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Entretanto, a jovem Margarida frequentou também o Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho. Quando concluiu o sétimo ano, quis tirar o mesmo curso de sua mãe, quis ser professora primária.4 Entrou para a Escola do Magistério Primário, onde se diplomou com alta classificação.5 Revelou-se bem cedo o seu gosto pela escrita, a sua ânsia de aprender, de pesquisar e de comunicar. O feminismo, a educação e formação da mulher foram, entre muitas outras, temáticas que muito a interessaram, tendo colaborado durante muitos anos nos suplementos femininos Vida Feminina e Modas e Bordados (depois revista feminina) do jornal O Século, granjeando a amizade e admiração de personalidades como Maria Lamas6 e Etelvina Lopes de Almeida.7

Margarida Ribeiro em entrevista conduzida por Luísa Baeta no catálogo A olaria tradicional portuguesa: colecção de Margarida Ribeiro, s/ p. 5 Américo Lopes de Oliveira – «Ribeiro, Margarida Rosa Cassola», in Dicionário de mulheres célebres, p. 1113. 6 Maria Lamas (1893-1983) foi jornalista e escritora, protagonista de uma relevante actividade cívica. Dirigiu inúmeras iniciativas culturais. O papel da mulher na sociedade esteve sempre no centro dos seus interesses. 7 Etelvina Lopes de Almeida (1916-2004) foi jornalista e deputada à Assembleia Constituinte e Assembleia da República. Trabalhou na Rádio Renascença, n’ O Século (onde substituiu Maria Lamas na direcção da revista Modas e Bordados), no Rádio Clube Português, na Emissora Nacional. Foi também autora de livros infantis e romances. 4

11


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Anos mais tarde publicou interessantes estudos em torno do universo feminino, de que se destacam os artigos Mulheres Fumadoras,8 Mulheres Oleiras9 e o livro Temas de Etnologia: Maternidade.10 Em 24 de Maio de 1952 Margarida Ribeiro regressou à sua cidade natal para participar nas comemorações do centenário do Liceu Nacional de Portalegre, onde declamou o poema «Destino»,11 da sua autoria, em homenagem ao reitor daquele liceu, o Dr. A. Honório de Freitas. Em 1961 ingressou no Serviço Nacional de Informação e Turismo (SNI) como Técnica de Etnografia. A partir de 1967 organizou, como Conservadora-Ajudante e a convite de D. Fernando de Almeida,12 a Secção de Etnologia do Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, tendo elaborado os índices da revista O Arqueólogo Português, um trabalho com «excelente

In Ethnos, vol. VII, pp. 77-105. Ibidem, pp. 254-255. 10 Publicado por Livros Horizonte em 1990. 11 In A Rabeca, 4 de Junho de 1952, p. 2. 12 D. Fernando de Almeida – «Despedida», in O Arqueólogo Português, pp. 7-8. 8 9

12


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

apresentação gráfica, abundância de ilustrações e preciosos índices».13 Tornou-se, depois, Chefe da Secção de Etnografia da Secretaria de Estado da Informação, Cultura Popular e Turismo (SEIT). Em 1973, dirigiu os trabalhos de inventariação, classificação e interpretação das numerosas peças expostas na Casa-Museu de José Régio, em Portalegre.14 Em 1976 foi nomeada Técnica de 2.ª Classe, responsável pelo sector de Etnografia da Direcção Geral do Património Cultural da Secretaria de Estado da Cultura. Foi chefe de Departamento de Etnologia no Instituto Português do Património Cultural, de onde se aposentou como Técnica Superior de 1.ª Classe. Trabalhou de perto com figuras cimeiras de elevada craveira científica, como os Professores Doutores Manuel Heleno,15 Ruy de Azevedo, João Couto e Fernando de Almeida. Colaborou

José Mattoso – «Notas bibliográficas», in Do Tempo e da História, p. 241. Jornal de Notícias, 9 de Março de 1973, p. 6. 15 Foi o Prof. Manuel Heleno quem encaminhou Margarida Ribeiro para a etnografia (cfr. Maria Teresa Horta – «Parir em Portugal», in DN – Magazine, 23 de Julho de 1991, p. 17). 13 14

13


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

infatigavelmente em variadíssimas instituições de grande prestígio: o Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia (onde foi secretária); a Sociedade de Geografia de Lisboa (onde foi Vice-Presidente da Secção de Etnografia; 1.ª secretária da Secção de Arqueologia; 2.ª secretária da Secção de Estudos Luso-Árabes; secretária e depois Vice-Presidente da Secção Luís de Camões, que de resto ajudou a fundar); a Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia (Porto); a Sociedade Martins Sarmento (Guimarães); foi também sócia efectiva do Círculo David Lopes (Lisboa) e da Sociedade de Língua Portuguesa; ajudou a fundar a Associação Portuguesa dos Amigos dos Moinhos; foi correspondente da Associação Brasileira de Folclore de São Paulo; membro de la Société d’ Ethnographie Française de Paris e Directora do Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo. Margarida Ribeiro representou Portugal em diversas missões oficiais ao estrangeiro e participou em numerosos colóquios, palestras, conferências e congressos. Publicou numerosos trabalhos, de temática

14


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

diversa, em vários títulos da imprensa nacional, regional e local. 16 Sentiu, ainda muito nova, o apelo da escrita. Publicou alguns contos, crónicas, novelas, notas de viagem, biografias, crítica literária, participou em jogos florais e do seu punho saíram também belos poemas. Aspectos singulares e simbólicos de Coruche serviram-lhe de motivo inspirador, como foi o caso do soneto «Senhora do Castelo»: A teus pés, sob o teu olhar, medito Nesse encanto que prende e me domina, Na tua graça excelsa de menina, Na luz que pões em tudo quanto fito. Mais belo que as estrelas, mais bendito, É teu olhar, ó minha Mãe Divina, É sublime clarão que me fascina, É como um sol raiando no infinito.

O Educador, Vida Feminina, Arte Feminina, Modas e Bordados, Voz Portalegrense, A Planície, A Defesa, Notícias de Évora, Notícias de Gouveia, Diário Insular, O Sorraia… 16

15


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

E eu não sei, ó divina Mãe de Deus, Que mais busco na luz dos olhos teus, Se a ternura, se a tua compaixão Ou saudade daquela santa mãe Que me olhava assim como tu também, Num doce olhar de amor e de perdão!...17 Além de alguns livros, escreveu numerosos estudos de carácter científico que publicou em revistas de grande prestígio: Revista Lusitana, Revista de Portugal, Revista de Etnografia, O Arqueólogo Português, Ethnos, Ocidente, Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa. Foram imensas, portanto, as suas áreas de interesse e múltiplos os seus campos de investigação, desde a Etnologia e Etnografia à Literatura, à Filologia e à Linguística, passando pela História, Arqueologia, Arte, Sociologia… Inteira razão tinha, pois, o padre Moreira das Neves quando um dia, referindo-se ao carácter que

17

16

In A Defesa, 19 de Março de 1954, p. 4.


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

definia a infatigável investigadora que foi Margarida Ribeiro, escreveu: «É capaz de ir de Lisboa a Paris, à busca de um documento de poucas linhas, sejam quais forem os sacrif ícios a que tenha de sujeitar-se.»18 Na verdade, o imprevisto com que muitas vezes se deparava, nas suas infindáveis buscas e pesquisas, despertava nela uma fascinante curiosidade. Curiosidade que, por sua vez, alimentava o seu entusiasmo e a estimulava para novos desafios. Sempre novos desafios e novos caminhos que era preciso desbravar, porque não havia tempo a perder, como, de resto, a própria deu testemunho: «Eu tinha tão pouco tempo, tão pouco tempo… e queria fazer tanto!... Eu queria abarcar o mundo. Era de uma ambição fantástica!»19 A sua ânsia de conhecimento levou-a à Universidade, como aluna extraordinária, mas deixou de frequentar a Faculdade de Letras para poder cumprir a sua vida profissional com o respeito e a dedicação de sempre.

Padre Moreira das Neves – «Prefácio» a Margarida Ribeiro, in Estojo de prata do século XVII com a Imagem de N.ª Sr.ª da Conceição de Vila Viçosa, p. V. 19 Margarida Ribeiro em entrevista conduzida por Luísa Baeta no catálogo A olaria tradicional portuguesa…, s/ p. 18

17


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Margarida Ribeiro percebeu claramente que a sociedade estava em acelerada mutação. Eram mudanças profundas que estavam, de facto, a atingir o universo das comunidades rurais. Aspectos da cultura rural, que procediam de épocas primitivas, estavam em vias de desaparecimento.20 Com efeito, a crescente difusão e generalização de novos combustíveis, de novas fontes de energia e de novos materiais, estavam a operar transformações com inevitáveis reflexos no quotidiano das populações. Como Margarida Ribeiro, argutamente, gostava de sublinhar, a lenha e o carvão vegetal estavam a deixar de crepitar nas lareiras e fogões...21 Era, portanto, toda uma nova revolução industrial que estava a chegar e que iria influenciar, de forma irreversível, numerosas tradições ancestrais. Aliás, foi a própria Margarida Ribeiro quem afirmou: «A primeira vez que vi uma coisa de plástico pensei: agora o plástico vai substituir a olaria toda. Então arrumei as

20 21

18

José Mattoso – «Notas bibliográficas»…, p. 240. Margarida Ribeiro – Jogar a panela, jogar a bilha, sep. Revista de Etnografia, p. 2.


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

minhas coisas, pus a minha casa em ordem e comecei todos os fins-de-semana a viajar. Viajei muito. Viajei e andei à procura de olarias para poder escrever o que escrevi sobre tão antiga indústria. (…) Apaixonei-me pela olaria e vi: isto é um mundo.»22 E era de facto um mundo que estava a desaparecer e cuja memória era preciso preservar para o futuro, pois Margarida Ribeiro considerava a cerâmica como «uma das mais antigas conquistas do engenho humano».23 Com efeito, o êxodo das populações de muitas zonas do interior ia acentuando a desertificação humana e ia apagando, pouco a pouco, as velhas tradições.24 Muitas delas já se encontravam mesmo em vias de extinção. Foi, por isso mesmo, um trabalho insano, de muitos e muitos anos de labor intenso, porfiada dedicação e entranhado amor ao património cultural português. Margarida Ribeiro foi uma investigadora

Margarida Ribeiro em entrevista conduzida por Luísa Baeta no catálogo A olaria tradicional portuguesa…, nota 3. 23 Margarida Ribeiro em entrevista conduzida por Maria Antónia Fiadeiro na revista Mulher : modas e bordados, 18 de Fevereiro de 1976, p. 31. 24 Margarida Ribeiro – Bênçãos de gado: subsídios para o estudo do catolicismo popular, sep. Ethnos, p. 3. 22

19


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

20


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

multifacetada, dotada de um enorme talento e grande capacidade de trabalho. De entre a sua poliédrica actividade, revelou um especial interesse pelo estudo das indústrias populares e, também, por aquilo a que ela chamava a tecno-economia rural portuguesa, mostrando ser possuidora de uma extraordinária visão de futuro. Uma das suas grandes referências terá sido o Doutor José Leite de Vasconcelos, autor de uma vastíssima obra que abrange os mais diversos campos das Ciências Sociais, como a Filologia, a Linguística, a Literatura, a Etnografia, a Numismática, a Arqueologia e a Etnologia. Os ensinamentos do Mestre, quanto ao método de investigação, eram claros: «Observar é sempre, sem dúvida, o melhor método […], porque o que aparece espontâneo possui carácter mais genuíno. Queremos conhecer um serão, uma romaria, um balharico, uma esfolhada – vamos assistir! Queremos saber como funciona um moinho, qual o interior de uma Página anterior: habitação – entremos! Quais Margarida Ribeiro (finais dos anos 60) as peças de um carro de bois, os

21


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

aprestos de um oleiro, o vestuário de um serrano – examinemo-los! Qual o perfeito teor de uma canção, de uma xácara, das fórmulas de um jogo infantil – escutemos. […] Contudo, nem sempre se apresenta aos olhos e ouvidos do etnógrafo o que ele deseja saber. Para remediar a falta utilizará fotografias e desenhos exactos, consultará pessoas fidedignas, ou interrogará, ele mesmo, o povo. No lidar com o povo, no perguntá-lo para o observar etnograficamente, use de muita precaução, pois sujeita-se a ser informado de modo incompleto.»25 E por certo que Margarida Ribeiro teve presente esta lição do Mestre, pois nas suas investigações ela sempre privilegiou o contacto diário e directo com as populações, a estada nos lugares, numa «aproxima-

José Leite de Vasconcelos – «Fontes de investigação etnográfica», in Boletim de Etnografia, p. 10. 25

22


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

ção confiante ao povo»,26 perscrutando e desvendando segredos e tradições ancestrais. Ela falou com o povo, deu-se a conhecer, escutou pacientemente, convivendo lado a lado com gente simples de numerosas aldeias e lugares deste país: observando, registando, gravando, anotando, fotografando, procurando sempre mais e mais. E assim soube conquistar a confiança das populações. De tal modo que, criando um clima quase familiar, as pessoas, naturalmente, lhe iam contando as suas preocupações e anseios, para logo a seguir a «escutarem respeitosamente e com muito interesse».27 Descansava nas áreas a percorrer, por vezes em casas muito humildes. Foi sempre bem acolhida: «nunca tive recusa»,28 orgulhava-se ela ao recordar as suas múltiplas andanças por esse país fora. Era na verdade uma apaixonada pelas coisas da sabedoria popular, por isso não olhou a sacrif ícios para mergulhar em profundidade no estudo das coisas do

Margarida Ribeiro – Temas de etnologia: maternidade, p. 9. Margarida Ribeiro – Mulheres fumadoras, sep. Trabalhos de Antropologia e Etnologia, p. 232. 28 Margarida Ribeiro em entrevista conduzida por Luísa Baeta no catálogo A 26 27

23


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

povo, em busca da verdade, daquilo a que ela chamava um «assombro de maravilha». Na Serra da Estrela, por exemplo, as queijeiras revelaram-lhe confiadamente o segredo, sempre bem guardado, do famoso queijo da serra. Em Coruche, os organizadores do «enterro do galo» confiaram-lhe também alguns segredos daquela velha tradição que anunciava a chegada da Quaresma. Margarida Ribeiro defendia que o investigador nunca se deve esquecer da ética que sempre o deve nortear, nem dos princípios que deve defender, quando, verdadeiramente, tem a preocupação de meditar e de fazer trabalho sério. O seu perfil de rigor científico e de exigência moral mostram que Margarida Ribeiro nunca se afastou de uma «conduta recta, justa e leal».29 Na sua obra perpassa um grande Humanismo.30 Ela percorreu o país de lés a lés: da costa algarvia à raia mirandesa, do Alentejo à região saloia, passando pelo

olaria tradicional portuguesa…, s/ p. Justino Mendes de Almeida – «Evocação da Prof.ª Margarida Ribeiro», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, p. 14. 30 José Alexandre Laboreiro – «O Humanismo em Margarida Ribeiro», in Boletim 29

24


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Em Barreira, Meda (Abril de 1965)

25


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Ribatejo, Beiras, Açores. Deslocava-se de toda a maneira: a pé, de bicicleta, de camioneta, de burro e às vezes, quando tinha dinheiro, alugava um táxi.31 Organizou os museus regionais de Barcelos e Estremoz. Reuniu, durante décadas, uma vasta colecção de peças de olaria, salvando-as da destruição total. Todo esse riquíssimo espólio, que «representa o património de uma época»,32 foi doado ao Museu do Con-

Em Monte Novo do Pocinho, freguesia de Santa Maria, Estremoz (1965) do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, p. 4. 31 32

26

Maria Teresa Horta – «Parir em Portugal»…, p. 19. Margarida Ribeiro em entrevista conduzida por Luísa Baeta no catálogo A


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

vento de S. Domingos de Montemor-o-Novo e é lá que, ainda hoje, se conserva exposto, numa sala dedicada à olaria portuguesa e a que muito justamente foi dado o nome de Margarida Ribeiro.

Na organização das peças de olaria, Convento de S. Domingos (Montemor-o-Novo)

27


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Percebe-se agora melhor o relevo que, no conjunto da sua obra, têm os trabalhos sobre etnografia e etnologia. De entre estes, avultam, naturalmente, os estudos sobre olaria e cerâmica: os vasos lusitano-romanos de Coruche, os engenhos de amassar barro, a cerâmica de Nisa, os vasos de barro da roda de tirar água, a olaria de uso doméstico na arquitectura conventual do século XVI, a cerâmica de influência islâmica são alguns exemplos da riqueza e diversidade das suas investigações. Margarida Ribeiro foi, sem exagero, uma das mais distintas especialistas de olaria e cerâmica popular portuguesas. Estudou também um vasto conjunto de técnicas e objectos, dos mais variados: teares manuais, enxofradeiras, aparelhos de destilação, rocas, silos, jugos, vasos de barro, engenhos de amassar barro, rodas de oleiros, formas de madeira para fazer pães de sal, anzóis, tulhas, punção de ourives… tudo passou pelo seu «olhar vivo, interrogador»,33 arguto e incisivo. Tam-

olaria tradicional portuguesa…, s/ p. 33

28

Mário Varela Gomes – «Homenagem a Margarida Ribeiro», in Boletim do


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

bém a joalharia, a pintura, a escultura, a arquitectura rural, a alimentação, as figuras populares de Lisboa,34 o traje, os jogos e danças, entre muitos outros, foram temas aos quais Margarida Ribeiro deixou preciosos contributos. Ela considerava que nenhum produto da arte popular é meramente «acidental ou esporádico, no aspecto tecnológico, pois corresponde a necessidades e à correlação destas com o progresso das várias civilizações e culturas».35 A maternidade foi uma temática que muito a interessou, desenvolvendo, ao longo de décadas, extensas, porfiadas e exaustivas investigações. O seu belo livro, intitulado Temas de etnologia: maternidade, é um notável contributo para a reflexão sobre o nascimento – esse milagre da vida humana – sobretudo na sua dimensão moral e social.

Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, p. 9.

34 35

O amolador, o limpa-chaminés, o ferro-velho. Margarida Ribeiro – O fogo eterno nos lagares de azeite, sep. O Arqueólogo

29


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Deixou ainda, no campo da história local, importantes estudos. O Estudo Histórico de Coruche terá sido o de maior fôlego.36 Trata-se de uma monografia baseada numa «larga investigação arquivística e museográfica»,37 com notícias «abundantes e seguras», reunindo um «corpo documental muito completo». Trata-se de uma obra valiosa que, como escreveu o poeta coruchense José Galvão Balsa, «fez do passado da nossa terra uma mensagem para o presente».38 Também os estudos sobre Cerzedelo, com a singular Festa das Cruzes, e ainda os criteriosos estudos sobre a Glória do Ribatejo, são trabalhos que em muito ajudaram a conhecer, a redescobrir e a valorizar o património daquelas localidades. Por sua vez, o livro Estojo de Prata do século XVII com a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa é um «meritório estudo erudito».39 Mais

Português, p. 147. A monografia de Coruche foi elogiada pelo grande medievalista Ruy d’Azevedo (cfr. Justino Mendes de Almeida, «Evocação da Prof.ª Margarida Ribeiro»... p. 13). 37 Fernando Castelo-Branco – «Estudo Histórico de Coruche», in Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, p. 78. 38 Dedicatória, de José Galvão Balsa a Margarida Ribeiro, que encima o soneto 36

30


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

do que isso. É como uma «pedra que vem solidificar o edif ício dos nossos estudos histórico-etnológicos».40 Trata-se, por consequência, de um notável trabalho sobre uma pequena imagem da Virgem, de barro policromado, descoberta e revelada por Margarida Ribeiro. A importância histórica e cultural deste estudo reside no facto de se tratar precisamente do objecto que serviu de «senha» aos conspiradores de 1640. Constitui, por isso, uma relíquia profundamente ligada à «gesta da Restauração»,41 de enorme significado patriótico e verdadeiro símbolo da conjuração de 1640.42 A sua incursão no domínio dos estudos camonianos foi igualmente de muito mérito. Ajudou a fundar, em 1980, a Secção Luís de Camões da Sociedade de Geografia de Lisboa, colaborando activamente nas actividades da mesma. Era uma convicta admiradora de Camões, publicando vários estudos sobre aspectos da vida e obra do Poeta cuja universalidade, como ela «Velhos pergaminhos», in O Sorraia, 13 de Outubro de 1984, p. 14. 39 João Ameal – «Imagem da Padroeira», in Época, p. 3.

«Estojo de prata do século XVII», in Diário de Notícias, 29 de Janeiro de 1973, p. 2. Margarida Ribeiro – Estojo de prata do século XVII com a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, p. 5. 40 41

31


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Na Escola Primária de Coruche (1959)

própria escreveu, «surpreende, ainda hoje, aqueles que o estudam nos vários aspectos da Ciência».43 Relativamente aos quase trinta anos de docência no ensino primário, onde se revelou como uma «professora distinta»,44 Margarida Ribeiro percorreu, ao longo da sua carreira, várias localidades: Montargil (Ponte de Sor) (1934), Fronteira (1934), Figueira e 42

Idem, ibidem, p. 33.

Margarida Ribeiro – «IV Centenário da morte de Camões», in Notícias de Gouveia, 12 de Fevereiro de 1980, p. 5. 44 Justino Mendes de Almeida – «Evocação da Prof.ª Margarida Ribeiro»…, p. 14. 43

32


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Barros (Avis) (1934), Alcobertas (Rio Maior) (1937), Couço (1940), Coruche (1941) e, por fim, Lisboa (1959). Revelou altíssimas qualidades pedagógicas, sobretudo pelo carácter inovador do seu magistério e pelo dinamismo com que procurava envolver a comunidade educativa. Em Coruche, onde permaneceu cerca de vinte anos e onde fez muitos amigos, deixou marcas indeléveis da sua acção e que perduraram no tempo: na iniciação à costura que ministrava às alunas; nos jogos infantis que dinamizava durante o re-

Na Escola Primária de Coruche (1959)

33


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

No recreio da Escola Primária de Coruche (inícios dos anos 50)

creio; na organização de desfiles, festas e récitas, em

Acompanhando desfile escolar, Coruche (1940)

34


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

tudo deixou a marca do seu entusiasmo contagiante e imensa criatividade. Por vezes algumas alunas acompanhavam-na durante as suas investigações nas «minas» do Castelo e na Igreja da Misericórdia. Muitos anos depois, ao lembrar-se da Coru-

Junto à «mina do Castelo» em Coruche. Vêem-se (da esquerda para a direita): António José Palaio, Jorge de Alarção Potier, Prof.ª Margarida Ribeiro, José de Sousa, Joaquim Amâncio, Diogo do Vale (calceteiro) e uma jovem aluna da Prof.ª Margarida Ribeiro

che que conhecera nos anos 40 e 50, escreveu belos textos poéticos, carregados de saudade e nostalgia. Num deles exalta a beleza da vila de Coruche compa-

35


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

rando-a a uma camélia branca: (…) Ó minha camélia branca, Orvalhada de frescura, Flor do meu jardim! Deste-me tanto d’esp’ranças, Deste-me tanto de ternura, No sorriso das crianças, Que sorriam para mim! Ó minha camélia branca, Em fita azul enlaçada, Flor do meu jardim! No meu peito retratada, Olho p’ra ti com saudade! Lembro tudo que me deste E o muito que aprendi e não soubeste! … Mas o pouco que a ti te dei de mim, Foi somente a mocidade!... 45

45

36

Excerto do poema «Coruche (lembranças rimadas)», in O Sorraia, Coruche,


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Com a Prof.ª Maria Emília Veiga Lopes, junto às velhas pontes sobre o Sorraia (anos 50)

11 de Julho de 1994, p. 13.

37


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

Noutro, revela as lembranças que ainda guardava do rio Sorraia: (…) Tu Sorraia, grande mal nos fizeste! Mas foi maior o quanto tu nos deste! Meu belo e lindo Sorraia, De salgueiro enfeitado, Aqui, ali, além, de cada lado! (…) Tu, Sorraia, meu ânimo reforçavas E a minha angústia sempre minoravas! A tua mansa corrente, Só pela brisa enrugada, Era música plangente De lindíssima balada!...46 Várias foram as terras que testemunharam publicamente a sua gratidão à professora e investigadora Margarida Ribeiro: Montemor-o-Novo,47 Coruche,48 Glória do Ribatejo49 e Portalegre.50 O seu nome está

Excerto do poema «O Sorraia (lembranças rimadas)», in O Sorraia, Coruche, 15 de Dezembro de 1994, p. 25. 47 A «Sala Margarida Ribeiro» do Museu de Arqueologia do Convento de São Domingos foi inaugurada a 19 de Abril 1977. De referir ainda a homenagem póstuma, promovida pelo Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, na Biblioteca do Convento de São Domingos, a 20 de Outubro de 2001. 48 Homenagem promovida pela Associação para o Estudo e Defesa do Património Cultural e Natural do Concelho de Coruche, a 14 de Outubro 1989. Coube a 46

38


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

perpetuado numa rua da vila de Coruche, o mesmo sucedendo em Glória do Ribatejo (Salvaterra de Magos). Depois de cerca de quarenta anos a viver em Lisboa, e quando começaram a faltar-lhe as forças, Margarida Ribeiro foi viver para a cidade do Porto, para junto da família. Ali permaneceu alguns meses – os últimos da sua vida. Uma vida cheia, vivida intensamente e posta ao serviço do engrandecimento da Arte, da Ciência e da Cultura. E foi no Porto que veio a falecer, a 6 de Maio de 2001. Era domingo e celebrava-se o Dia da Mãe. Os seus restos mortais repousam hoje em Portalegre – seu berço e também sua última morada. Senhora de uma vasta Cultura, Margarida RiMargarida Ribeiro a inauguração oficial da nova sede da Associação, proferindo na circunstância, com voz comovida, algumas palavras, dizendo que «É uma honra que me dão abrir uma porta onde a Cultura será uma constante; eu que tanto tenho lutado, sem armas, só peço desculpa pelo pouco que deixei. A todos: obrigada» (cfr. O Sorraia, 21 de Outubro 1989, p. 1). A homenageada foi, depois, nomeada, por aclamação, Sócia Honorária daquela Associação. 49 Inauguração, a 16 de Janeiro de 2000, de exposição fotográfica e descerramento, pela própria Margarida Ribeiro, de placa toponímica perpetuando o seu nome numa artéria daquela freguesia. 50 Exposição documental e palestra de homenagem a Margarida Ribeiro, promovida pela Câmara Municipal de Portalegre, e que teve lugar na Biblioteca

39


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

beiro era dotada de um espírito ávido de riqueza intelectual. Muitos foram os voos da sua predilecção, desde a sabedoria popular até aos tratados científicos,51 sendo considerável o produto das investigações com que valorizou o património cultural do nosso país. Com rara sensibilidade, arguta intuição e perspicaz espírito de observação, cultivou múltiplos saberes, construindo uma obra de invulgar riqueza, vasta e multifaceta-

No Congresso de Etnografia, Santo Tirso (1963) Municipal, a 6 de Março de 2004.

40


MARGARIDA RIBEIRO - VIDA E OBRA

da, marcada por uma incessante busca do passado e da vida, desvendando saberes ancestrais e práticas quase esquecidas e que o tempo teimava em querer apagar para sempre. Margarida Ribeiro procurou lançar «pontes enriquecedoras»52 para o futuro, enriquecendo a Cultura com páginas eruditas que ficam para os vindouros como a expressão viva e eloquente de toda uma vida de «ardente inquietação»,53 de fervorosa entrega ao trabalho honesto e de entranhada paixão pelos estudos.

51

José Alexandre Laboreiro – «O Humanismo em Margarida Ribeiro»…, p. 5.

52

Mário Varela Gomes – «Homenagem a Margarida Ribeiro»…, p. 7. Padre Moreira das Neves – «Prefácio» a Margarida Ribeiro, in Estojo de prata

53

41


BIBLIOGRAFIA


Almeida, D. Fernando de – «Despedida», in O Arqueólogo Português, Lisboa, série III, vol. VI, 1972, pp. 7-8. Almeida, Justino Mendes de – «Evocação da Prof.ª Margarida Ribeiro», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, série II, n.º 1, [2001], pp. 12-14. Ameal, João – «Imagem da Padroeira», in Época, Lisboa. n.º 665, 8 de Dezembro de 1972, p. 3. Balsa, José Galvão – «Dedicatória» [a Margarida Ribeiro, que encima o soneto «Velhos pergaminhos»], in O Sorraia, Coruche, 13 de Outubro de 1984, p. 14. Castelo-Branco, Fernando – «Estudo Histórico de Coruche», in Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, série 79.ª, n.º 1-3, Jan.-Mar. 1961, p. 7-8. A Defesa, Évora, 19 de Março de 1954. Diário de Notícias, 29 de Janeiro de 1973. Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. VII, 1970. Gomes, Mário Varela – «Homenagem a Margarida Ribeiro», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, série II, n.º 1, [2001], pp. 6-11. Horta, Maria Teresa – «Parir em Portugal», in DN – Magazine, 23 de Julho de 1991, pp. 16-20. Jornal de Notícias, 9 de Março de 1973. Laboreiro, José Alexandre – «O Humanismo em Margarida Ribeiro», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, série II, n.º 1, [2001], pp. 4-6. Mattoso, José – «Notas bibliográficas», in Do tempo e da história, IV, Lisboa : Instituto de Alta Cultura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, 1971, pp. 238-241. Mulher : modas e bordados, 18 de Fevereiro de 1976. Neves, Padre Moreira das – «Prefácio» a Margarida Ribeiro, in Estojo de prata do século XVII com a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Lisboa : Minerva, 1972, pp. V-VI. A olaria tradicional portuguesa: colecção de Margarida Ribeiro, [Montemor-oNovo] : Oficinas do Convento – Associação Cultural de Arte e Comunicação, 1998.

45


Oliveira, Américo Lopes de – «Ribeiro, Margarida Rosa Cassola», in Dicionário de mulheres célebres, Porto : Lello e Irmão, 1981, p. 1113. A Rabeca, Portalegre, 4 de Junho de 1952. Ribeiro, Margarida – Mulheres fumadoras, Porto : Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, sep. Trabalhos de Antropologia e Etnologia, n.º 21, 1969, p. 232. Ribeiro, Margarida – O fogo eterno nos lagares de azeite, Lisboa, sep. O Arqueólogo Português, série III, vol. II, 1969, pp. 145-152. Ribeiro, Margarida – Bênçãos de gado : subsídios para o estudo do catolicismo popular, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, sep. Ethnos, n.º 6, 1970. Ribeiro, Margarida – Estojo de prata do século XVII com a Imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Lisboa : Minerva, 1972. Ribeiro, Margarida – Jogar a panela, jogar a bilha, Porto : Junta Distrital, sep. Revista de Etnografia, vol. XVI, tomo 1, n.º 31, 1972. Ribeiro, Margarida – «IV Centenário da morte de Camões», in Notícias de Gouveia, Gouveia, 12 de Fevereiro de 1980, p. 5. Ribeiro, Margarida – Temas de etnologia : maternidade, Lisboa : Livros Horizonte, 1990. Ribeiro, Margarida – «Coruche (lembranças rimadas)», in O Sorraia, Coruche, 11 de Julho de 1994, p. 13. Ribeiro, Margarida – «O Sorraia (lembranças rimadas)», in O Sorraia, Coruche, 15 de Dezembro de 1994, p. 25. Serrão, Joaquim Veríssimo – História de Portugal (1926-1935), 2.ª ed., vol. XIII, Lisboa : Verbo, 2000. O Sorraia, Coruche, 21 de Outubro de 1989. Vasconcelos, José Leite de – «Fontes de investigação etnográfica», in Boletim de Etnografia, Lisboa : Museu Etnológico do Doutor Leite de Vasconcelos, n.º 5, 1938, p. 10. Ventura, António – «Francisco de Ascensão Ribeiro», in Publicações periódicas de Portalegre (1836-1974), Portalegre : Câmara Municipal, 1991, pp. 76-77.

46


BIBLIOGRAFIA DE MARGARIDA RIBEIRO


Monografias Cerzedelo e a sua Festa das Cruzes : elementos para o seu estudo, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, 1972. Estojo de prata do século XVII com a imagem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa, Lisboa : Editorial Minerva, 1972. Estudo histórico de Coruche, Coruche : Câmara Municipal, 1959. Estudos sobre Glória do Ribatejo, Glória do Ribatejo : Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural, Cadernos culturais, n.º 3, 2001. Nota sobre o Couto e Vila de Galegos, Lisboa : [s.n.], 1968. Olaria de uso doméstico na arquitectura conventual do século XVI, Montemor-o-Novo : Grupo dos Amigos, Cadernos de Etnologia, n.º 1, 1984. Olhares do passado : Glória do Ribatejo, Glória do Ribatejo : Associação para a Defesa do Património Etnográfico e Cultural, Cadernos culturais n.º 2, 1999. Temas de etnologia : maternidade, Lisboa : Livros Horizonte, 1990. Separatas Acerca da dança das pélas, Lisboa : Instituto Nacional de Investigação Científica, separata da Revista Lusitana, nova série, n.º 8, 1987, pp. 97-103. Acerca de um scrimshaw, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 3, n.° 88, tomo 1, 1982. Alguns aparelhos de destilação em Portugal, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 1, n.° 91, 1989. Alguns aspectos de etnografia portuguesa em «Os Lusíadas», Lisboa: Sociedade de Geografia, separata do Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, 1981, pp. 207-260. Alma minha gentil : uma interpretação de leitura, Lisboa : Editorial Império, separata da Revista de Portugal, vol. 33, 1968, pp. 394-398. O amolador : figuras de Lisboa, Lisboa : Junta Distrital, separata do Boletim da Junta Distrital de Lisboa, série 3, n.os 65-66, 1967. Anzóis de Tróia : subsídios para o estudo da pesca no período lusitano-romano, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 4, 1970, pp. 221-236; Coimbra : Ministério da Educação Nacional, separata das actas do II Congresso Nacional de Arqueologia, 1971. Aspectos linguísticos e etnográficos das cartas de perdão: lavrar de correia, Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, vol. 33, 1968, pp. 276-281 (colaboração de Fernando Portugal).

49


Bênção de gados, Porto : Junta Distrital, separata da Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História, n.º 30, 1972. Bênçãos de gado : subsídios para o estudo do catolicismo popular, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, separata de Ethnos, vol. 6, 1970. Breve comentário sobre rocas e técnicas de fiar e retorcer, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 3, n.° 91, tomo 2, 1989. Breve notícia sobre o paleolítico da Glória, Lisboa : [s.n.], separata de Actas e Memórias, l Congresso Nacional de Arqueologia, vol. 1, 1959, pp. 83-88. As caleiras da Escusa : Marvão : contribuição etnográfica, Lisboa : Junta de Investigações do Ultramar, separata de Actas do Congresso Internacional de Etnografia, vol. 2, 1965. O cão-d’ água : costumes de pescadores e técnicas de pesca, Lisboa : Junta Distrital, separata do Boletim Cultural da Junta Distrital de Lisboa, série 2, n.os 79/80, 1973-74. Cerâmica popular de Nisa : contribuição etnográfica, Madrid : [s.n.], separata da Revista de Dialectología y Tradiciones Populares, tomo 17, cuad. 4, 1961. Cerzedelo e a sua Festa das Cruzes : subsídios históricos, Lisboa : Secretaria de Estado da Informação e Turismo, separata de Informação, Cultura Popular, Turismo, ano 2, n.° 1, 1971, pp. 47-101. Cerzedelo e a sua Festa das Cruzes : usos e costumes, Lisboa : Secretaria de Estado da Informação e Turismo, separata de Informação, Cultura Popular, Turismo, ano 2, vol. 2, n.° 2, 1971, pp. 55-114. Cerzedelo e a sua Festa das Cruzes : elementos para o seu estudo, Lisboa : Secretaria de Estado da Informação e Turismo, separata de Informação, Cultura Popular, Turismo, ano 4, n° 3, 1973, pp. 27-54. As chacotas de Almodôvar e as gouchinhas de Aljustrel, Porto : Junta Distrital, separata da Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História, n.º 13, 1966. O chapéu dos carregadores de Sines e de Setúbal : subsídios para o estudo das populações da costa portuguesa e de seus costumes, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 84, 1975. Construções de falsa cúpula e de planta circular do sítio do Álamo : Mértola, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 73, n. o s 3- 4, 1963, pp. 391-406. O conto dos três ovos, Lisboa : Junta de Investigações do Ultramar, separata das Actas do Congresso Internacional de Etnografia de Santo Tirso, vol. 6, 1965. Contribuição para o estudo da cerâmica popular portuguesa, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 72, n.os 3-4, 1962.

50


Contribuição para o estudo das feiras e mercados, Lisboa : Junta Distrital, separata do Boletim da Junta Distrital de Lisboa, série 2, n.os 63-64, 1965. Contribuição para o estudo de teares manuais, Porto : Junta Distrital, separata da Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História, n.° 1, 1963. Os corcovados, Porto : Junta Distrital, separata da Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História, n.º 2, 1963. Currais desprovidos de cobertura : elementos para o estudo tipológico da arquitectura rural, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 2, 1969, pp. 157-168. Eiras : elementos para o estudo tipológico da construção rural, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 1, 1967, pp. 49-55. Elementos bibliográficos sobre Carlos Lopes Cardoso : o etnógrafo, Sintra : Instituto de Sintra, separata de Etnografia da região saloia : a diversidade do quo­tidiano, 1999, pp. 301-310. Engenho de amassar barro : subsídios para o estudo das técnicas da olaria popular, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 6, 1972, pp. 289-306 [+ 12 est.]. Enxofradeiras manuais, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 3, n.° 90, 1989. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : notas sobre a linguagem, Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, n.° 8, vol. 3, 1963. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : literatura tradicional, Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, n.º 216, vol. 28, 1963. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : literatura tradicional : conclusão, Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, n.° 217, vol. 28, 1963, pp. 19-52. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : características geográficas da região : tempos pré-históricos : notícia histórica, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 73, n.os 1-2, 1964. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : crenças e superstições, Lisboa : [s.n.], separata da Revista Ocidente, n.º 315, vol. 67, 1964. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : notas sobre a linguagem : suplemento, Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, n.° 229, vol. 29, 1964. Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos: linguagem: suplemento: cont., Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, n.° 230, v o l . 2 9 , 1 9 6 4 , p p . 17-32.

51


Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : linguagem : conclusão, Lisboa : [s.n.], separata da Revista de Portugal, n.° 234, vol. 30, 1965, pp. 65-80. O ferro-velho : figuras de Lisboa, Lisboa : Junta Distrital, separata do Boletim da Junta Distrital de Lisboa, série 3, n.os 71-72, 1970. O fogo eterno nos lagares de azeite, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 2, 1969, pp. 145-152. Formas de madeira para fazer pães de sal, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 5, 1971, pp. 257-262. Iconografia camoniana, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 3, n.° 91, to­mo 2, 1989. Ideais e humor na época de Santos Graça, Póvoa de Varzim : [s.n.], separata de Actas do Colóquio Santos Graça de Etnografia Marítima, vol. 1, 1984. Instrumentos auxiliares de modelação, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 3, 1969, pp. 217-234. Jogar a panela, jogar a bilha, Porto : Junta Distrital, separata da Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História, n.° 31, 1972. Laças de ouro e jóias afins : elementos para o estudo de jóias portuguesas de carácter popular, Lisboa : [Instituto de Alta Cultura, Junta de Investigações do Ultramar], separata de In memoriam António Jorge Dias, vol. 3, 1974, pp. 325-355. O limpa-chaminés, Lisboa : Junta Distrital, separata de Boletim da Junta Distrital de Lisboa, n.os. 69-70, série 3, 1968. A mecânica ao serviço da olaria popular : máquina de fazer tubos de barro, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, separata de Ethnos, vol. 7, 1970. Medalhão de filigrana do século XIX, Lisboa : Secretaria de Estado da Informação e Turismo, separata de Informação, Cultura Popular, Turismo, ano 4, vol. 4, n.° 3, 1973, pp. 79-111. A montaria na escultura tumular : subsídios para o estudo do baixo-relevo historiado, Lisboa : Secretariado Nacional da Informação, separata de Panorama, n.° 20, série 4, 1966, pp. 29-40. Mulheres fumadoras, Porto : Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnografia da Faculdade de Ciências, separata de Trabalhos de Antropologia e Etnografia, vol. 21, 1969, pp. 231-241. Nossa Senhora da Luz : nota etnográfica da raia mirandesa, Porto : Junta Distrital, separata da Revista de Etnografia, Museu de Etnografia e História, n.º 16, 1967. Nota sobre a fixação de saloios em Lisboa, Sintra : Instituto de Sintra, separata de Etnologia da região saloia : a terra e o homem, 1993.

52


Notas e comentários sobre feiras e mercados, Lisboa : Junta Distrital, separata do Boletim da Junta Distrital de Lisboa, série 2, n.os 61-62, 1964. Notas de viagem, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, separata de Ethnos, vol. 4, 1965, pp. 299-304 [10 est.]. A olaria nos punções ou marcas de ourives, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 82, 1972. Pintura popular japonesa : um biombo de seda, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 3, tomo 2, n.° 88, 1982. Recolecção do polvo na costa do Algarve, Lisboa : Secretaria de Estado de Informação e Turismo, separata de Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia do Dr. Leite de Vasconcelos, 1970. Recolha de areia : elementos para o estudo da ergologia e tecno-economia do litoral português, Aveiro : [s.n.], separata de Arquivo do Distrito de Aveiro, vol. 33, 1967. Reflexão sobre as rodas de oleiro e sua origem, Lisboa : Junta Distrital, separata do Boletim Cultural da Junta Distrital de Lisboa, série 4, n.° 92, 1998, pp. 5-7. Ruas de Lisboa : acerca de uma edição de gravuras, Lisboa : Assembleia Distrital, separata do Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, série 3, tomo 2, n.° 87, 1981. Silos de secção trapezoidal, Porto : Sociedade Portuguesa de Antropologia e Etnologia, separata de Trabalhos de Antropologia e Etnologia, fasc. 1-4, vol. 21, 1969, pp. 379-383. Silos de superf ície : elementos para o estudo da tecno-economia rural portuguesa, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, separata de Ethnos, vol. 6, 1970. Tulhas de pedra : subsídios para o estudo da tecno-economia rural portuguesa, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, vol. 2, 1969, pp. 153-155. Vaso de barro para separação do azeite : subsídios para o estudo da olaria portuguesa, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, série 3, volume 3, 1969, pp. 201‑215. Vasos de barro da nora e da roda de tirar água : suas analogias e divergências, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 79, 1969. Vasos lusitano-romanos de Coruche, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 85, 1976; Madrid : Universidad Complutense, separata de Anejos de Gerión, 1, 1988, pp. 269-284. Vestígios de um tipo de alimentação neolítica : a falacha, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 81, 1971.

53


Vestígios lusitano-romanos da Herdade do Escatelar, Guimarães : [s.n.], separata da Revista de Guimarães, vol. 74, 1964. Vestígios romanos em Abrantes e arredores : nota sobre uma planta arqueológica, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, separata de O Arqueólogo Português, nova série, tomo 5, 1965. Artigos «A propósito de ranchos folclóricos», in Diário Insular, Açores, ano 34, n.º 9759, 13.12.1978, p. 1-2. «A propósito do sexto centenário da batalha de Aljubarrota : importância estratégica e climática de Montemor-o-Novo no final do século XIV», in O Montemorense, Montemor-o-Novo, série 3, ano 4, n.° 43, 20.05.1985, pp. 8, 7. «A propósito do sexto centenário da batalha de Aljubarrota», in O Montemorense, Montemor-o-Novo, série 3, ano 4, n.° 44, 20.06.1985, p. 4. «Ainda a província de Trallos Montes : II», in Notícias de Trás-os-Montes, Lisboa, ano 2, n.º 32, 16.08.1970, pp. 1, 2. «Ainda a província de Trallos Montes : III», in Notícias de Trás-os-Montes, Lisboa, ano 2, n.º 33-34, 16.09.1970, pp. 1, 5. «Algumas referências ao Ribatejo em Gil Vicente», in II Congresso de Folclore do Ribatejo, Santarém : Região de Turismo do Ribatejo, 1989, pp. 15-32. «Alto Alentejo : por terras de Portugal», in Viagem, ano 4, n.º 26, 1942, pp. 4-6. «A antiga comarca de Trallos Montes : I», in Notícias de Trás-os-Montes, Lisboa, ano 2, n.º 31, 01.08.1970, pp. 1, 2. «A arte de baleeiros : o scrimshaw», in Património Cultural, Lisboa : Instituto Português do Património Cultural, vol. 1, n.° 1, 1983, pp. 25-43. «Arte popular e artesanato», in Informação, cultura popular, turismo, Lisboa : Secretaria de Estado da Informação e Turismo, ano 3, vol. 3, n.° 3, 1972, pp. 61-80. «Arte religiosa popular», in Dicionário de História de Igreja em Portugal, [s.l.] : Editora Resistência, fasc. 11, 1980, p. 626. «Les Arts Populaires au Portugal», in La Revue Française, França : [s.n.], 1972, pp. 59-62. «Bibliografia», in Trajos e costumes populares portugueses do século XIX : em litografias de Joubert, Macphail e Palhares, Lisboa : Edição Panorama, 1968, pp. 65-77. «Carta aberta ao sr. António Bivar de Sousa, autor de ‘O desastre do casamento’», in O Educador, Lisboa, 17.01.1943.

54


«Carta dos Açores : o topónimo Beira em S. Jorge», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.° 2993, 01.09.1978, p. 1. «Carta da aldeia», in O Educador, Lisboa, 25.11.1944. «Carta do Brasil : férias em São Paulo», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.º 2984, 23.06.1978, pp. 1, 7. «Carta do Brasil : sociedade de consumo e calor humano», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.º 2981, 26.05.1978, pp. 1, 2 «Carta da cidade», in O Educador, Lisboa, 03.12.1944. «Carta de Lisboa : excerto vicentino : Serra da Estrela», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.° 2978, 05.05.1978, p. 1. «Carta de Lisboa : Gouveia há 220 anos», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.° 2975, 14.04.1978, p. 1. «Carta de Lisboa : o trancador de baleia», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.° 3001, 03.11.1978, p. 1. «Carta de Lisboa : a Virgem Santíssima e seu Divino Filho invocados em horas de aflição», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.° 3024, 20.04.1979, p. 1. «Carta do Rio de Janeiro : Gouveia na Universidade de Santa Úrsula», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.° 2989, 21.07.1978, p. 1. «IV Centenário da morte de Camões», in Notícias de Gouveia, Gouveia, n.os 3062-3063, 12.02.1980, p. 5. «Cerâmica de Nisa», in Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Lisboa, série 79, n.os 10-12, 1961, p. 422. «Coberjões e alinhavados de Nisa», in Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Lisboa, série 79, n.os 4-6, 1961, p. 206. «Uma conversa, uma ideia, um facto», in O Educador, Lisboa, 10.05.1944. «Coruche nas crónicas de Fernão Lopes», in O Sorraia, Coruche, n.° 780, 27.06.1994, pp. 1, 11. «Coruche medieval», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 4, 1965, p. 344. «Coruche : a sua história e o seu progresso», in A Defesa, Évora, 14.12.1954. «Crítica ao livro ‘A primeira viagem’ de Maria da Graça Azambuja : Prémio Ricardo Malheiros», in A Defesa, Évora, 16.06.1953, pp. 1, 6. «A dança das espadas», in Revista Turismo, Lisboa, ano 29, série 4, n.º 15, 1965, pp. 58-65.

55


«Dom Rodrigo Coutinho de Montemor-o-Novo», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, Montemor-o-Novo, n.° 40, 01.11.1986, pp. 1-2. «O Dr. António Gomes da Rocha Madahil», in O Arqueólogo Português, Lisboa : Museu Nacional de Arqueologia e Etnologia, série 3, vol. 3, 1969, p. 319. «O Dr. Luís da Silva Ribeiro e as exigências culturais do nosso tempo», in Diário Insular, Açores, ano 34, n.° 9769, 24.12.1978, pp. 1, 6. «Ela impõe-se», in O Educador, Lisboa, 17.04.1944, pp. 1, 6. «Uma escritora profissional do século XIV», in O Sorraia, Coruche, n.° 786, 10.10.1994, pp. 1, 11. «Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : tarefa dos ranchos», parte 1, in Revista de Portugal, Lisboa, n.° 232, vol. 30, 1965, pp. 33-48. «Estudos sobre a aldeia da Glória : Salvaterra de Magos : tarefa dos ranchos (cont.)», in Revista de Portugal, Lisboa, n.° 233, vol. 30, 1965, pp. 49-64. «Fastigimia ou fastiginia?», in O Sorraia, Coruche, n.° 778, 30.05.1994, pp. 1, 5. «Feminismo : comentários a algumas diatribes», in Diário Liberal, 30.11.1932. «O filho», in Modas e Bordados, n.º 1763, 21.11.1945. «Um filho de Camões?», in Boletim da Sociedade de Geografia de Lisboa, Lisboa, série 113, n.os 1-12, 1995, pp. 205-214. «O filho do Ocidente», in O Educador, Lisboa, 06.12.1942. «A grande exposição industrial portuguesa», in A Voz Portalegrense, Portalegre. «O homem da gravata encarnada : episódio policial», in O Educador, Lisboa, n.os 607, 608, 609, 1944. «Igreja do Convento da Ordem de S. Domingos», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, Montemor-o-Novo, n.° 41, 01.12.1987, pp. 1-2. «O impaludismo é um problema escolar», in O Educador, Lisboa, 25.06.1945. «Incremento agrícola de Coruche no século XVI», in O Sorraia, Coruche, n.° 608, 10.01.1987, p. 9. «João do Norte», in Joaninha, Lisboa, ano 11, n.º 635, 14.04.1948, pp. 1, 3. «Jugos esculturados», in Património Cultural, Lisboa : Instituto Português do Património Cultural, vol. 1, n.° 1, 1983, pp. 85-86. «Lá fora brilha o sol», in A Defesa, Évora, 02.06.1953. «O lar do professor primário», in O Educador, Lisboa, 17.11.1944 «Ler», in A Rabeca, Portalegre, [195-].

56


«Livro de horas de D. Manuel : subsídios para a reconstituição da vida popular portuguesa no século XVI», in Panorama, Revista Portuguesa de Arte e Turismo, n.° 32, série 4, 1969, pp. 101-114 (colaboração de Fernando Portugal). «’Os Lusíadas’, edição de 1584, designada ‘dos piscos’», in O Sorraia, Coruche, n.° 779, 13.06.1994, pp. 1, 6. «A Mãe», [?], [194-]. «Uma moderna peça de olaria», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 7, 1970, p. 252. «Mulheres oleiras», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 7, 1970, pp. 254-255. «Museus vivos nos Açores?», in Diário Insular, Açores, ano 34, n.° 9754, 06.12.1978, pp. 1, 3. «Natal», in O Sorraia, Coruche, n.° 790, 15.12.1994, pp. 1, 7. «Nota sobre o Penedo da Forca de S. Miguel do Outeiro (Tondela)», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 5, 1966, pp. 571-573. «Ofensiva da Primavera», in O Educador, Lisboa, 25.06.1944. «Oleiros espingardeiros», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 6, 1969, pp. 407-409. «Padrões de medidas gravadas numa igreja», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 7, 1970, pp. 253-254. «Património cerâmico e linguístico português sob influência islâmica», Mértola : Campo Arqueológico de Mértola, in A cerâmica medieval no Mediterrâneo Ocidental, 1991, pp. 491-496. «Pedro das Loas», in Modas e Bordados, 1946. «Pena de Talião», [?], 19.03.1943. «Pétala Caída», [?], [192-]. «Pobre Pierrot», [?], 20.08.1929. «Pôr do sol», in A Planície, Moura, 15.11.1954 e 01.12.1954. «Um protesto», in O Educador, Lisboa, 17.05.1944. «Quando o tempo corre...», in Modas e Bordados, 17.11.1954. «Uma rapariga de trinta anos», in Arte Feminina, Lisboa, n.º 15, 25.10.1942; in Vida Feminina, n.º 16, 26.10.1942. «Raparigas de hoje : o passeio de Joaninha», in Joaninha, Lisboa, 16.10.1946.

57


«Raparigas de hoje : a consciência de Joaninha», in Joaninha, Lisboa, 23.10.1946. «Raparigas de hoje : Joaninha tem personalidade», in Joaninha, Lisboa, 30.10.1946. «Raparigas de hoje : Maria Cristina», in Joaninha, Lisboa, 22.01.1947. «Raparigas de hoje : o primeiro desgosto : a paz voltou», in Joaninha, Lisboa, 05.02.1947. «Resposta a uma resposta», in O Educador, Lisboa, 25.02.1943. «Santa Maria de Agosto : breve notícia histórica», in O Sorraia, Coruche, 08.08.1994, p. 25. «Teatro português : representações nas naus da carreira da Índia», in O Sorraia, Coruche, n.º 781, 11.07.1994, pp. 1, 7-8. «O trancador de baleia», in Diário Insular, Açores, ano 34, n.° 9749, 29.11.1978, pp. 1, 3. «A última lição de Banha de Andrade», in Boletim do Grupo dos Amigos de Montemor-o-Novo, Montemor-o-Novo, n.° 39, 01.11.1984, pp. 2-3. «Vaso de barro de lagar», in Ethnos, Lisboa : Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia, vol. 7, 1970, pp. 249-251. «A viagem», in Joaninha, Lisboa, n.º 540, 12.06.1946. «Vila de Coruche», in A Defesa, Évora, 19.03.1954, p. 4 (artigo atribuído a Margarida Ribeiro). «Visitas pastorais : Couço», [?], [195-]. Poesia «À memória de Joaquim Costa», in A Planície, Moura, 15.08.1956. «Alentejana», in A Planície, Moura, 15.04.1956. «Altivez», in A Defesa, Évora, 15.04.1955; in A Planície, Moura, 01.05.1955. «Ambiciosa», in A Planície, Moura, 01.07.1955. «Ansiedade», in A Planície, Moura, 15.12.1953; in A Defesa, Évora, 07.01.1955. «Capricho», in A Defesa, Évora, 25.02.1955. «Coruche», in O Sorraia, Coruche, n.º 826, 24.06.1996, p. 3. «Coruche : lembranças rimadas», in O Sorraia, Coruche, n.º 781, 11.06.1994, p. 13; in O Sorraia, Coruche, n.º 949, 26.11.2001, p. 10. «Couço», in A Defesa, Évora, 14.12.1954.

58


«Desalento», [?], [192-]. «Destino», in A Rabeca, Portalegre, 04.06.1952, p. 2. «Desvario», in A Planície, Moura, 18.05.1954; in A Defesa, Évora, 25.06.1954. «Dez anos depois...», in O Sorraia, Coruche, n.º 783, 08.08.1994, p. 6. «Dor», in A Planície, Moura, 01.10.1953. «Eu», in A Defesa, Évora, 10.05.1955; in A Planície, Moura, 15.06.1955. «Índia», in A Defesa, Évora, n.º 990, 06.08.1954, p. 6; in A Planície, Moura, 15.08.1954. «Inverno», in A Defesa, Évora, 26.02.1954; in A Planície, Moura, 15.03.1954. «Juramento», in Notícias d’ Évora, Évora, 1955. «Lamento», [?], [192-]. «Lírica do poente», in A Defesa, Évora, 01.04.1954. «Loucura», [?], [192-]. «Louvor», in A Planície, Moura, 01.05.1955. «Maior beleza», in A Planície, Moura, 15.07.1954. «O mar», in A Defesa, Évora, 09.02.1954. «Mentir», in A Planície, Moura, 15.05.1955; in A Defesa, Évora, 26.07.1955. «Meus versos», in A Defesa, Évora, 29.06.1954. «Mundo...», in A Defesa, Évora, 29.07.1955; in A Planície, Moura, 15.08.1956. «Noite de Natal», in A Defesa, Évora, 25.12.1953; in A Planície, Moura, 25.12.1953. «Oração», in O Sorraia, Coruche, 09.08.1995, p. 26. «Orgulho», in A Defesa, Évora, 28.01.1955; in A Planície, Moura, 01.03.1955. «Pastor do monte», in A Defesa, Évora, 26.03.1954; in A Planície, Moura, 01.05.1954. «Portalegre», in A Defesa, Évora, 02.02.1954. «Portugal novo», in O Sorraia, Coruche, n.º 777, 16.05.1994, p. 7. «Preceito», in A Planície, Moura, 01.07.1953; in A Defesa, Évora, 08.06.1954. «Salúquia», in A Defesa, Évora, 09.07.1954; in A Planície, Moura, 15.07.1954. «Os sapatinhos», in A Planície, Moura, 15.08.1953.

59


«Saudação», in A Defesa, Évora, 07.02.1956. «Se... : soneto por ninguém», in A Planície, Moura, 15.11.1953. «Senhora do Castelo», in O Sorraia, Coruche, 05.03.1954; in A Defesa, Évora, 19.03.1954. «Sinceridade : soneto por ninguém», in A Planície, Moura, 01.11.1953. «Sonetilho», in A Defesa, Évora, 28.01.1955. «Sorraia : lembranças rimadas», in O Sorraia, Coruche, n.º 785, 26.09.1994, p. 13; in O Sorraia, Coruche, n.º 790, 15.12.1994, p. 25. «Talvez», in A Defesa, Évora, 16.02.1954; in A Planície, Moura, 1.03.1954 (obteve Diploma de Honra dos Jogos Florais de Nossa Senhora do Carmo, Moura, 01.02.1954). «Tempestade : soneto por ninguém», in A Planície, Moura, 08.09.1953. «Terra natal», in A Planície, Moura, 15.04.1954. «Tristeza», in A Defesa, Évora, 21.06.1955; in A Planície, Moura, 08.09.1955. «Versos», in A Planície, Moura, 01.01.1995. «Versos de amor», in A Defesa, Évora, 20.07.1954. «Viver», in Notícias d’ Évora, Évora, 1955. Jogos Florais «Mestre Malhoa» (biografia), obteve o 2.º Prémio dos II Jogos Florais das Caldas da Rainha, 18 de Setembro 1954. Comunicações A propósito de uma cadeira de barbeiro, comunicação; original dactilografado pela Autora, sem data. Alcunhas, comunicação apresentada à Sociedade de Geografia de Lisboa, 16.11.1988. Camões : reflexões sobre a época, o poeta e o homem, comunicação apresentada à Sociedade de Geografia de Lisboa, 16.11.1983. Cerâmica popular de Nisa : contribuição etnográfica, conferência proferida no Instituto Nacional de Estudios Juridicos de Madrid, 30.10.1961. O cordão de S. Francisco na tradição, comunicação; cópia dactilografada pela Autora, sem data.

60


Duas peças artísticas de baquelita, comunicação apresentada em sessão de estudo da Secção de Etnografia da Sociedade de Geografia de Lisboa, original dactilografado pela Autora, 17.06.1981. A educação da mulher, palestra proferida no Campolide Progresso Clube, [192-]. In Memoriam Celestino Graça (1914-1975), discurso proferido em Sessão de homenagem à memória de Celestino Graça, Santarém, 1978. Nota acerca da edição anastática d’ «Os Lusíadas», comunicação apresentada à Sociedade de Geografia de Lisboa, 11.02.1987. A vida, história, hábito e utilidade das abelhas, palestra proferida no Liceu Mousinho da Silveira, Portalegre, [192-]. Trabalhos policopiados A Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos no ano de 1738, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], 1988. A Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos no ano de 1741, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], 1988. A Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos no ano de 1747, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], 1988. A Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos no ano de 1776, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], 1988. Rol dos confessados : decénio de 1700 a 1709, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], s/d. Rol dos confessados : decénio de 1710 a 1719, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], 1989. Rol dos confessados : decénio de 1720 a 1729, Paróquia de Nossa Senhora dos Anjos, Centro de Documentação e Arquivo Histórico, colaboração de Maria José de Almeida [trabalho policopiado], 1989.

61


MUSEU MUNICIPAL DE CORUCHE CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO MARGARIDA RIBEIRO Telefone: 243 610 827 email: c.doc.mmc@mail.telepac.pt

Margarida Ribeiro vida e obra  

Autor: Mário Justino Silva

Margarida Ribeiro vida e obra  

Autor: Mário Justino Silva

Advertisement