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Mário Justino Silva

50.º Aniversário

Paróquia de São João Baptista de Coruche 2008

1958.2008

Igreja de São João Baptista de Coruche


Mário Justino Silva

Igreja de São João Baptista de Coruche (1958-2008) Breves notas por ocasião das comemorações dos 50 anos da Igreja Matriz

Paróquia de São João Baptista de Coruche 2008


Título: Igreja de São João Baptista de Coruche (1958-2008): Breves notas por ocasião das comemorações dos 50 anos da Igreja Matriz Autor: Mário Justino Silva Paginação: Hélder Roque/Ana Paiva Revisão: Ana Paiva Impressão: Tipocasi Imagens: O Sorraia, n.º 42, 3 de Agosto de 1930; Fundo Fotocine/Centro de Documentação Margarida Ribeiro/MMC; Arquivo CMC; Arquivo da Paróquia de São João Baptista de Coruche (Foto África, Coruche; Rapozo, Coruche; Agência de Reportagens Lisbonense, Évora; Arteluz, Lisboa; Virgílio Ferreira, Cadaval); Mário Justino Silva Edição: Paróquia de São João Baptista de Coruche Patrocínio: Caixa de Crédito Agrícola de Coruche Apoio: Museu Municipal / Câmara Municipal de Coruche Colaboração: Sociedade Instrução Coruchense Agradecimentos: Padre Elias Serrano Martins; António Gil Malta; Américo Dias; Cristina Calais; Ana Paiva; Hélder Roque; Deonilde Tomásia Rebola; Arquivo do jornal A Defesa © Paróquia de São João Baptista de Coruche Novembro 2008


Da velha “Igreja da Praça” à Igreja da Misericórdia A antiga Igreja Matriz de Coruche, da invocação de São João Baptista, localizava-se junto à praça do município. Sabe-se que a sua construção é anterior a 1221. Era um templo que, segundo a descrição de Margarida Ribeiro, “não possuía naves, com telhado de duas águas, capela-mor de abóbada de tijolo, com retábulo, possuía tribuna de entalhados e alguns altares colaterais com talha dourada”.1 Era lá que funcionava a Real Colegiada de São João Baptista de Coruche, fundada na primeira metade do século XIII e uma das mais antigas e poderosas do reino. A partir do violento terramoto de 1531, e de outros que se sucederam, a velha “Igreja da Praça” – como também era conhecida entre a população – foi entrando progressivamente em decadência. A última torre, já em ruínas, foi demolida a 26 de Julho de 1857.2 O exercício do culto passou, na primeira metade do século XIX, para a igreja da Santa Casa da Misericórdia de Coruche. Também este templo sofreu alguns abalos sísmicos que vieram comprometer a sua estabilidade e segurança,3 nomeadamente o terramoto de 23 de Abril de 1909 que fustigou boa parte da região ribatejana, com especial incidência em Benavente. Mas a matriz ali funcionou até aos anos 50.

“A titulo de curiosidade damos hoje a estampa da Torre que por muitos anos esteve erguida e isolada na Praça de Coruche na linha que vai do Talho Municipal à moradia que foi do falecido lavrador, fundador da opulenta casa Patrício José Gomes, fazendo quasi anglo recto com a Rua da Mesericordia. Estava ligada com a antiga Igreja Parochial de que fazia parte, pelo resto da parede que se observa na gravura. É copia de um desenho infantil da época que nos foi facultado por um amigo nosso. […] Lisboa, Julho 1930. Autentico Coruchense” Coruche Antigo, in O Sorraia, n.º 42, 3 de Agosto de 1930, p. 1

1 Margarida

Ribeiro, Estudo Histórico de Coruche, Coruche: Câmara Municipal, 1959, p. 100. O Sorraia, n.º 42, Coruche, 3 de Agosto de 1930, p. 1. 3 Mário Justino Silva, “A Igreja da Misericórdia de Coruche num documento inédito de 1919”, in O Sorraia, Coruche, 21 de Dezembro de 1985, pp. 1, 15, 24. 2

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O esforço do Pároco e a construção da nova matriz Impunha-se, por isso, a construção de uma nova, moderna e mais ampla igreja para esta vila sul-ribatejana, capital do Sorraia. Os primeiros contactos, esforços e diligências levados a cabo para a sua edificação começaram em finais de 19514 e ficaram a dever-se ao labor e denodado esforço do Pároco, Padre José Alves, que foi um obreiro incansável a cuja obra o seu nome ficará eternamente ligado. Foi ele o grande responsável pelo ressurgimento da Igreja Matriz, pois nunca desanimou e, vencendo todos os sacrifícios, conseguiu erguê-la. O local escolhido foi um terreno junto ao Terreiro do Brito – um largo com as suas “casas solarengas, uma delas com arcaria antiga e quase todas sobrepujadas por vegetação”.5 A autoria do projecto esteve a cargo do conceituado arquitecto Vasco de Morais Palmeiro (Regaleira),6 tendo a empreitada sido entregue ao empresário

Projecto da Igreja de São João Baptista: alçados principal, lateral esquerdo, posterior e lateral direito (Arquivo CMC) 4

Arquivo Paroquial de Coruche, Livro da Correspondência Expedida, ofício de 15.05.1952. O Século, Lisboa, Novembro de 1958. 6 Arquivo Paroquial de Coruche, Livro da Correspondência Enviada, ofício de 29.11.1954. 5

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Júlio Cismeiro. As dificuldades na angariação de fundos não foram pequenas, já que o empreendimento orçou em mais de dois mil e quinhentos contos.7 O lançamento da primeira pedra efectuou-se a 27 de Fevereiro de 1955, onde esteve presente o arcebispo de Évora, D. Manuel Mendes da Conceição Santos, que presidiu ao acto. Na cerimónia, e pelo seu simbolismo, foi benzida e depositada nas fundações uma pedra, em calcário, extraída e preparada na Cova de Iria,8 trazida na sequência de uma peregrinação da paróquia a pé a Fátima e organizada pelo Padre José Alves. Na sua alocução, o senhor D. Manuel, algo debilitado e denotando já o peso dos anos, disse que, se ainda pôde vir a Coruche lançar a primeira pedra, já não seria ele a vir inaugurar a nova igreja. E não se enganou, pois viria a falecer logo no mês seguinte, a 30 de Março.

D. Manuel Mendes da Conceição Santos, Arcebispo de Évora, presidindo à cerimónia da bênção da primeira pedra (Rapozo)

Dr. Joaquim Prates Ribeiro, então Presidente da Câmara, assinando a acta de lançamento da primeira pedra (Fundo Fotocine) 7 8

Arquivo Paroquial de Coruche, Livro da Correspondência Enviada, ofícios de Dezembro de 1955. Joaquim Antunes Pinto, Coruche e as suas gentes, Coruche: Caixa Agrícola, 1987, p. 140. 7


Selagem da pedra onde foram colocados os documentos assinados a as moedas em circulação na época (Fundo Fotocine)

Bênção da primeira pedra (Rapozo)

Entretanto, o arranque das obras efectuou-se a 1 de Março com a abertura das fundações. O enchimento dos caboucos deu-se a 11 de Abril.9 Daí até à conclusão definitiva dos trabalhos ainda foi preciso esperar cerca de três anos.

No local onde foi colocada a primeira pedra, o Padre José Alves ergue uma cruz para assinalar o espaço destinado à construção (Rapozo) 9

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Aspectos da construção da nova igreja (Rapozo)

Arquivo Paroquial de Coruche, Livro da Correspondência Enviada, ofício de 06.03.1957.


Aspectos da construção (Rapozo)

Aspecto da igreja em obras (Fundo Fotocine)

O dia da inauguração A inauguração, que chegou a estar marcada para 12 de Outubro de 1958, acabou por ser adiada devido ao falecimento do Papa Pio XII, ocorrido a 9 de Outubro. Entretanto, nos dias 20, 21 e 22 de Novembro teve lugar, na Igreja da Misericórdia, um Tríduo de preparação, tendo sido orador o Padre Dr. Domingos Maurício. Cerca de 120 anos10 depois da velha matriz ter entrado em ruína, o tão esperado dia chegou, finalmente, a 23 de Novembro de 1958. O sonho de muitos tornou-se realidade e o novo arcebispo de Évora, D. Manuel Trindade Salgueiro, deslocou-se a Coruche para a bênção e inauguração da nova igreja. Uma igreja moderna, austera, toda branca e cheia de luz, construída ainda segundo os cânones anteriores ao Concílio Vaticano II. 10

Mensageiro de Coruche, Coruche, 10 de Março de 1957, p. 1. 9


O Arcebispo de Évora, e demais comitiva, foi aguardado no limite do concelho, na estrada junto a Santana do Mato, sendo depois acompanhado em cortejo automóvel até à nova igreja, no Terreiro do Brito, que se encontrava repleto de gente. À chegada, o Prelado foi de imediato saudado por um grupo de meninas vestidas de branco, ouvindo-se palmas, “vivas” e aclamações entre a assistência.11 Marcaram presença no acto uma guarda de honra formada por campinos a cavalo, bem como representantes de todos os organismos de acção católica, escuteiros, Corpo de Bombeiros Municipais, Banda da Sociedade Instrução Coruchense, crianças das escolas e seus professores, ranchos das casas agrícolas, associações recreativas, desportivas e culturais.

A chegada ao Arcebispo ao Terreiro do Brito (ARL, Évora) Aspecto das cerimónias da bênção do exterior da igreja (Fundo Fotocine)

A entrada solene na nova igreja (Arteluz, Lisboa)

No adro, D. Manuel paramentou-se para dar a bênção ao exterior da igreja. Formou-se depois um cortejo litúrgico para a entrada solene do arcebispo na nova igreja, ao som das ladainhas S. Joane Batiste... ora pró nobis, entoadas pelo Coro do Seminário Maior de Évora, que abrilhantou toda a cerimónia. Só depois entrou a multidão de fiéis que encheu literalmente o corpo da igreja. No altar, no trono do lado do Evangelho, sentou-se o senhor Arcebispo, 11

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O Século, Lisboa, Novembro de 1958.


O Arcebispo de joelhos junto ao altar (Fundo Fotocine) Aspectos da multidão que compareceu à cerimónia (Fundo Fotocine)

A celebração da missa (Fundo Fotocine)

ladeado por Monsenhor José Filipe Mendeiros, Reitor do Seminário, e pelo Padre José Maria Dias. Do lado da Epístola tomaram lugar as entidades oficiais, civis e militares: o Eng. João Carlos Castro Reis, Governador Civil, que representava o Ministro das Obras Públicas; o Dr. Joaquim Prates Ribeiro, Presidente da Câmara; o Dr. Cruz Filipe, Secretário do Governo Civil; o Dr. Varela Pinto, Juiz da Comarca; o Alferes Manuel da Costa, Comandante da GNR de Coruche; e ainda o Dr. José Navega.12 A Missa foi celebrada por Monsenhor Joaquim Vicente da Costa, natural de Coruche, acolitado por outro sacerdote coruchense, o Padre José Flausino. Ao longo da cerimónia as várias passagens da Missa foram sendo assinaladas ao microfone pelo Padre José Sampaio. No momento de usar da palavra D. Manuel Trindade Salgueiro congratulou-se por a Arquidiocese possuir mais um templo, lembrando que ”nas cate12

A Defesa, Évora, 29.11.1958, p. 2. 11


drais antigas todos colaboravam, ricos e pobres… nesta casa de Deus a mesma unidade”, sem esquecer o Pároco de Coruche que foi a “força galvanizadora vencendo todos os obstáculos”. Exaltou a fidelidade dos Portugueses à Igreja Católica, discorrendo sobre “o nosso povo humilde, trabalhador e bom”.13

D. Manuel Trindade Salgueiro no uso da palavra (Fundo Fotocine)

Por fim, depois de se ter referido à Igreja como verdadeiro centro de unidade, apontou o exemplo do padroeiro, São João Baptista: “Forte na coragem, simples na humildade e heróico no martírio.”14 No final da Missa foi entoado o Te Deum – solene cântico de Acção de Graças – com o Santíssimo Sacramento exposto. Seguiu-se um almoço, servido no salão nobre do Clube dos Lavradores (também conhecido por Clube da Praça), onde se procedeu à habitual “troca de amistosos brindes”.15 Na ocasião, usaram da palavra o Presidente da Câma-

Refeição partilhada no final das cerimónias (autor desconhecido; Fundo Fotocine) 13

A Defesa, Évora, 29.11.1958, p. 2. A Defesa, Évora, 29.11.1958, p. 2. 15 A Defesa, Évora, 29.11.1958, p. 2. 14

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ra, Monsenhor Vicente da Costa, o Governador Civil e, por fim, o Arcebispo de Évora. Todos os oradores tiveram palavras de rasgado elogio para com a “obra notável que o esforço do Rev. Padre José Alves e a generosidade do Povo de Coruche acabaram de levar a efeito”.16 Seguidamente, realizou-se a condução da imagem de São João Baptista, acompanhada pela Banda de Música, da Igreja da Misericórdia para o novo templo, onde se deu a Entronização do Padroeiro na sua nova igreja, que novamente se encheu de fiéis.

Condução da imagem para o novo templo (VF, Cadaval)

São João Baptista (Fundo Fotocine)

Pelas 17 horas, no Salão Paroquial, teve lugar um concerto de música polifónica pelo Coro do Seminário Maior de Évora, sob a regência do Professor e Maestro Cónego Dr. José Augusto Alegria. O Coro trouxe um reportório variado, constituído por dezasseis temas, tendo iniciado a actuação com o Hino a São João Baptista e concluído com o Christus Vincit. Com o termo das comemorações chegava ao fim um dia vivido intensamente, cheio de fortes emoções, pela concretização de um sonho antigo. Um jornal da época descrevia de forma sugestiva o pôr-do-sol daquele fim de tarde, no lusco-fusco da campina sorraiana: “Caía a tarde. Um poente admirável, de uma serenidade de que só o Outono tem o segredo. (...) O Ribatejo e o Alentejo, sob a invocação de São João Baptista, padroeiro da igreja matriz de Coruche, comungavam diante do sol que, num galeão de nuvens de ouro, ia a enterrar, todo vestido de púrpura. Nas torres das igrejinhas e ermidas aldeãs os sinos tocavam as ‘Ave-Marias’...”17 16 17

A Defesa, Évora, 29.11.1958, p. 2. O Século, Lisboa, Novembro 1958. 13


D. Maurílio recebido em festa na comemoração dos 25 anos da igreja (Fundo Fotocine)

D. Maurílio a falar aos jovens na festa das Bodas de Prata da igreja (Fundo Fotocine)

A nova igreja A igreja é caracterizada por duas altas torres sineiras, em agulha e de base quadrangular. Os sinos ostentam as datas de 1764, 1780 e 1914. Os dois primeiros exemplares são, ao que tudo indica, provenientes da antiga igreja matriz, tendo no entanto permanecido durante muitas décadas conservados no adro da Igreja de São Pedro, numa estrutura construída especialmente para o efeito e, finalmente, transferidos para a nova igreja. Um escadório dá acesso ao adro que antecede o portal axial e à esquerda do qual se encontra a entrada para o baptistério. Na fachada, coroando o pór-

Conjunto escultórico em granito que coroa o pórtico principal (Arquivo MMC)

Interior da nova igreja (Fundo Fotocine) 14


tico principal, está um conjunto escultórico feito em granito amarelo de Gáfete, da autoria de Manuel de Jesus Lopes, composto por um nicho com a imagem de São João Baptista, encimado por dois anjos, sentados em volutas, separados pelo escudo de Portugal e segurando a coroa de Nossa Senhora. Na portaria, respira-se um “ambiente arquitectónico”18 típico do século XVII. A pedra que reveste uma boa parte do exterior da igreja veio da Benedita. Por debaixo do templo, e aproveitando as características do terreno, fez-se um Salão Paroquial, um espaço concebido para acolher as mais variadas iniciativas e eventos, quer de cariz religioso quer de âmbito cultural, como cinema, teatro, música, colóquios, conferências, reuniões… No interior, no espaço de culto propriamente dito, o corpo da igreja apresenta-se amplo e com capacidade para várias centenas de fiéis. Da cobertura, não abobadada, pendem três lustres graciosamente trabalhados em ferro forjado. O rodapé é forrado a toda a volta por nove fiadas de azulejos dum bonito padrão azul e amarelo sobre fundo branco. Nos flancos merecem justa referência os painéis azulejares, representando o rosto de Cristo nas estações da Via Sacra. No altar-mor destaca-se o dourado dum velho sacrário indo-português (mandado restaurar para funcionar na nova igreja) e sobretudo uma bela imagem de Cristo Crucificado, de tamanho quase natural, enquadrada numa ornamentação de tipo clássico com colunas encimadas por capitéis em volutas, a imitar o estilo jónico, que suportam a arquitrave, o friso e a cornija que remata o conjunto.

A igreja vista do Santuário de Nossa Senhora do Castelo (Mário J. Silva)

18 Expressão

utilizada pelo arquitecto Vasco de Morais Palmeiro (cfr. Arquivo Paroquial de Coruche, Livro da Correspondência Recebida, doc. manuscrito s/ data [1955?]). 15


O material utilizado é o mármore rosa-avermelhado (mais cor de salmão) proveniente das pedreiras de Pêro Pinheiro.19 Também a balaustrada, o púlpito e a pia baptismal (agora na zona do transepto) utilizam o mesmo material, transmitindo ao conjunto um belo efeito cenográfico e dando-lhe uma dignidade muito própria, ajudando a criar uma atmosfera que convida ao recolhimento. Esta igreja ficou a marcar a paisagem urbana da vila de Coruche. Se o seu interior convida à meditação, no exterior “as duas torres elegantes (...) lembram dois círios acesos a Nossa Senhora do Castelo”.20

Concelebração eucarística com a presença de D. Maurílio de Gouveia, D. Amândio Tomás e D. Basílio do Nascimento (Bispo de Baucau, Timor), nas Bodas de Prata Sacerdotais do Padre Elias Martins, em 2002 (Foto África) 19 20

O Século, Lisboa, Novembro de 1958. A Defesa, Évora, 29.11.1958, p. 2.

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Os Sacerdotes: passado, presente e futuro...

Pe. José Alves (1951-1981), Pároco

Pe. António dos Santos Pereira (1958-1959), Coadjutor

Pe. José Sampaio Ferreira (1958-1959), Coadjutor

Pe. António José Nabais Fernandes (1959), Coadjutor

Pe. Guilhermino António Barros (1960-1963), Coadjutor

Pe. Manuel Ferreira Lagoa (1962-1964), Coadjutor

Pe. António da Silva Braga Simões (1964-1966), Coadjutor

Pe. António Francisco Silveiro (1964-1968), Coadjutor

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Pe. Américo Dias (1970-1971), Coadjutor

Pe. Silvestre António Ourives Marques (1971-1976), Coadjutor

Pe. Adelino Nunes (1976-1992), Copároco

Pe. Joaquim Ramiro Reya, (1981-1995), Pároco; (1995-2001) Copároco

Pe. Marcelino José Moreno Caldeira (1995-1996), Copároco

Cónego Salvador Dias Terra (2001-2004), Copároco

Pe. Elias Serrano Martins (1977- ), actual Pároco

Pe. Ricardo Nuno Carolino Lameira (2008- ), Vigário Paroquial


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