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CAPÍTULO 3

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UM GIRO EM 365 DIAS

Um Giro em 365 dias

Ouro em Sustentabilidade Desde a criação de seu projeto arquitetônico, o Amanhã foi idealizado em práticas sustentáveis. “Um passeio ao redor do Museu é uma lição de sustentabilidade, de botânica, uma aula do que significa energia solar”, destacou Santiago Calatrava, arquiteto responsável pela obra. A ideia é que a comunidade, ao percorrer os 15 mil metros quadrados de área construída do Museu, cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e área de lazer, pudesse ter uma experiência única com a paisagem em uma estrutura que está conectada com a proteção do meio ambiente. O Amanhã foi o primeiro museu do Brasil a receber o selo Ouro da certificação internacional LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), no segundo maior nível de classificação. A certificação é resultado da eficiência energética e de processos empregados na construção e foi entregue no segundo semestre pelo Green Building Council, principal instituição americana que chancela edificações verdes.

Foram priorizadas ações desde o uso das águas da Baía de Guanabara até a utilização de materiais com componentes reciclados. Com as águas do mar, o Amanhã faz funcionar seu sistema de climatização e abastece seus espelhos d’água, que, por sua vez, contribuem para reduzir em até dois graus a temperatura ambiente. O consumo se dá, também, por meio da captação das chuvas, por intermédio de calhas. Na estação de tratamento de reúso armazenamos a água, depois de tratada, que vem de lavatórios, chuveiros e do sistema de ar-condicionado. Posteriormente é usada nas descargas do banheiro, irrigação dos jardins e lavagem do chão. Uma parte significativa da iluminação do Museu do Amanhã vem de um recurso natural que é a luz solar, energia captada por intermédio de painéis fotovoltaicos, ou seja, 48 conjuntos de asas móveis instalados na cobertura metálica projetados para suprir até 15% do consumo energético total do prédio.

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O Amanhã é Hoje