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O Museu do Vidro é um motivo de regozijo para o concelho. Reúne colecções e saberes que testemunham a actividade vidreira portuguesa sob as perspectivas industrial, artesanal e artística, desde meados do século XVII, até à actualidade. Trata-se do único museu em Portugal especificamente vocacionado para o estudo da arte, artesanato e indústria do vidro. O visitante tem à sua disposição, ao longo do ano, exposições temporárias, assim como uma exposição permanente que reflecte a evolução da indústria vidreira em Portugal, nomeadamente na Marinha Grande. O museu desenvolve ainda actividades educativas, dentro e fora das suas instalações, vocacionadas para o público infantil, juvenil e sénior. Pretende-se incutir na população, essencialmente nos mais novos, o gosto por descobrir e trabalhar o vidro. É essa transmissão de saberes entre gerações que é testemunhada na exposição “Vilma Libana – Arte da Gravura em Vidro”. Através do seu trabalho, de qualidade reconhecida, a artista homenageia o seu Pai – Mestre Libano, com quem aprendeu a arte da gravação a ácido. O seu talento e a sua persistência em manter viva uma das técnicas vidreiras, merecem o nosso reconhecimento e louvor. Agradecemos o trabalho desenvolvido por Vilma Libana e deixamos uma palavra de incentivo para que continue a trabalhar o vidro e, dessa forma, honrar a Marinha Grande.
Álvaro Manuel Marques Pereira Presidente da Câmara Municipal da Marinha Grande
Vilma
Teresa Franco Roque nasceu na Marinha Grande a 2 de Novembro de 1965. Filha de José Manuel Roque de Jesus (Libano) e Maria Alice da Silva Franco Roque, veio a frequentar a Escola Primária do Engenho e o Ciclo Preparatório na Marinha Grande. Na sua infância e juventude passava os tempos livres a fazer desenhos, pinturas e diversos trabalhos manuais junto do pai, na sua oficina de lapidação e gravação. Estudou na Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte entre 1978 e 1983, do 7º ao 11º ano, onde frequentou o Curso Complementar de Contabilidade e Administração, ficando este incompleto. Optou pela contabilidade, à semelhança dos seus colegas na altura, embora nunca tenha trabalhado nesta área. Iniciou o seu percurso profissional como desenhadora de moldes a estirador durante as férias de verão de 1983. Passou os meses de Julho, Agosto e Setembro na sala de desenho da fábrica de moldes em aço para plásticos “Palmolde”, em Pêro Neto, Marinha Grande, a convite do seu tio, António José Franco, sócio-gerente da empresa. No final do verão foi convidada a ficar e aceitou a proposta, aí permanecendo durante nove anos. Veio a concluir o 11º e o 12º anos em 2008/2009 através do Centro de Novas Oportunidades, no âmbito do Sistema Nacional de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências na Escola Secundária Eng.º Acácio Calazans Duarte. Em 1992 foi convidada para a fábrica “Instamolde”, no Casal da Formiga, Marinha Grande, tendo aceite a proposta pelo desafio de evolução e desenvolvimento profissional. Passou então a desempenhar as mais variadas funções, sem
descurar o acompanhamento do projecto de desenho dos moldes. Desde a orçamentação, acompanhamento de projecto de concepção do molde e controlo do processo de fabrico do mesmo, Vilma Roque foi responsável por toda a aquisição de materiais e acessórios para os moldes, acompanhamento dos testes e encaminhamento das peças para os clientes, chegando à função de Agente de Moldes. Na viragem do século XXI, à semelhança dos outros sectores em Portugal e na Europa, também a indústria dos moldes viria a ser suplantada pela concorrente chinesa, onde os custos de produção eram drasticamente reduzidos e o produto final substancialmente mais barato. Em resultado, a “Instamolde” começou a perder alguns dos seus principais clientes e viu-se obrigada a reduzir o número de empregados. Em Maio de 2004, ao fim de doze anos, Vilma Teresa Roque ficou desempregada e sem alternativas, o que veio a despoletar o início de carreira artística como gravadora a ácido. O seu marido incitou-a a experimentar a arte da gravura, seguindo as pisadas de seu pai, Mestre José Manuel Libano (1931-2009), conceituado artista marinhense, exímio desenhador, lapidário, gravador à roda e gravador a ácido. Por esta altura não tinha nenhum discípulo na arte da gravura a ácido na Marinha Grande (e porventura em Portugal), pelo que a sua filha, consciente deste facto, tomou a decisão de experimentar um novo desafio, tendo pedido para que lhe ensinasse esta técnica. José Manuel Libano, por sua vez, veria realizada uma grande aspiração: que a técnica de gravura a ácido não se perdesse. Iniciaram assim a gravação da primeira de muitas peças que Vilma Libana viria a fazer, já com o seu nome artístico de família: a sua bisavó chamava-se
Libânia de Jesus, o seu avô, José de Jesus, era chamado por “Zé da Libânia” e o seu pai adoptou o nome artístico “Libano”, com que assinava as suas obras. Para executar este tipo de gravura a ácido é necessário antes de mais, saber desenhar, ter segurança e firmeza na mão que segura o pincel. É por esta razão que a gravura a ácido é considerada uma técnica de decoração muito exigente no que respeita ao domínio técnico do desenho, comparada com as demais técnicas utilizadas na decoração sobre vidro. Não admite erros uma vez que não existe a possibilidade de apagar a pincelada anterior depois do ácido actuar na superfície do vidro. A gravura a ácido fluorídrico só tem expressão sobre cristal doublé, que implica que a peça seja constituída por duas ou mais camadas de vidro, sendo a interior incolor e a exterior de cor. A camada de vidro transparente colorida compreende geralmente uma espessura de 1 mm, com uma das seguintes cores: vermelho, azul, roxo e verde. Trata-se de cores escuras que permitem um grande contraste e uma grande variação de tonalidades. O processo de gravação, nas suas várias etapas, é explicado detalhadamente mais à frente, no capítulo intitulado “Técnica de gravação a ácido fluorídrico por Vilma Libana”. Baseia-se na aplicação de um verniz betuminoso a pincel nas áreas que se pretendem mais escuras e resguardadas da acção do ácido fluorídrico, que vai corroendo o vidro nas zonas que são
deixadas a descoberto pelo verniz, aprofundando a superfície do vidro e variando a tonalidade da cor até chegar à camada de vidro incolor. Este princípio permite explorar a superfície do vidro, inicialmente plana, conferindo baixo-relevo à imagem. Conforme o grau de exigência da gravura, o número de vezes que se aplica o verniz varia até se obter o resultado final pretendido. Relativamente à produção artística em si, as primeiras gravuras de Vilma Libana foram realizadas em peças que pertenciam à colecção do seu pai, em cristal “Stephens” doublé, provenientes da “Fábrica-Escola Irmãos Stephens”. À medida que o trabalho ia progredindo, e necessitando de adquirir mais peças para gravar, sentiu imensa dificuldade em encontrar fábricas na Marinha Grande que produzissem cristal de chumbo doublé. Deste modo começou a utilizar peças em cristal ecológico (sem chumbo, e como tal, menos sonoro), adquiridas na fábrica “Jasmim Glass Studio”, na Marinha Grande. Porém, a maior parte das suas peças em cristal de chumbo são provenientes de uma fábrica de vidros em Alcobaça, propriedade do Mestre Vidreiro Jorge Mateus, e que em 2006 passou a denominar-se “Alexandre & Campos”. As peças de Vilma Libana, segundo a tradição do seu pai - um auto-didacta nesta técnica de gravação a ácido fluorídrico -, partem sempre de uma dualidade lapidação-gravura. Os motivos decorativos da lapidação eram inicialmente marcados pelo seu pai. Mais tarde seria a própria Vilma Libana a fazê-lo e presentemente costuma deixar ao critério do seu amigo de família e lapidário marinhense, o Sr. Octávio Botas Marques, que tem vindo a executar a lapidação de todas as suas peças. No entanto, a área destinada à gravura é sempre
previamente marcada pela própria artista. As principais temáticas abordadas nas gravuras executadas por Vilma Libana compreendem retratos de personalidades nacionais e estrangeiras ligadas às artes, política ou religião; cenas religiosas, individuais ou compostas; cenas tauromáquicas, entre outras. As formas das peças variam entre cálices, taças, jarras, compoteiras e jarrões. Ao contrário de outras técnicas de decoração, na gravura a ácido o trabalho é compartimentado por várias fases, o que lhe permite conciliar o tempo com a família e as tarefas domésticas. Durante quatro anos dedicou-se exclusivamente ao desenvolvimento artístico da gravura a ácido. Em 2008 surge a oportunidade de voltar a trabalhar noutra área e inicia funções numa agência de viagens na Marinha Grande, onde actualmente se mantém. Remetendo a actividade artística para segundo plano, Vilma Libana tem continuado a desenvolver esta arte que já não corre o risco de extinção, porque a sua filha tem intenções de dar continuidade à arte do seu avô. Conta no seu currículo com nove exposições individuais e participação em duas exposições colectivas. A internacionalização aconteceu em 2009, em Espanha, onde foi convidada a expor no Centro Cultural de La Guardia. Artista de renome nesta área, declara que as suas peças já atravessaram as fronteiras da Europa. Algumas das quais foram já adquiridas para oferta a personalidades da sociedade portuguesa, incluindo o actual Presidente da República, o Professor Doutor Aníbal Cavaco Silva.
Técnica de gravação a ácido fluorídrico por Vilma Libana A técnica de gravação a ácido fluorídrico é executada em oito etapas, que variam consoante o tipo de trabalho a realizar, tendo por base uma peça de vidro em cristal doublé:
1. Marcação da reserva onde vai ser feita a gravura a ácido, com um marcador próprio para vidro e com o auxílio de umas mestras em cartolina. 2. A marcação das linhas para a lapidação é realizada consoante a peça e fica ao critério do gravador ou do lapidário. 3. Após a lapidação da peça, limpa-se com álcool a superfície do vidro a gravar e marcam-se a caneta os traços gerais do desenho, que servirão de guia para o passo seguinte.
4. Aplicação de um verniz (composto por uma solução de cera, pez-loiro1, betume da Judeia, aguarrás2 e negro de fumo3) a pincel sobre as zonas marcadas anteriormente com a caneta. Nestas zonas cobertas de verniz o ácido não dissolve a camada de vidro de cor - que adquire assim uma tonalidade mais escura -, ao passo que as zonas que ficam a descoberto serão atacadas pelo ácido, tornando-se mais claras. Os motivos gravados resultam de uma composição apurada de diferentes tonalidades da mesma cor, obtidas ao longo de várias etapas de aplicação de verniz e ácido. 5. Isolamento da reserva com uma cerca de plástico, perpendicular à superfície do vidro e selada com cera. 6. Colocação do ácido fluorídrico sobre a gravura. O ácido fica a actuar por um período determinado, em função da cor e tonalidade pretendida. Quanto mais tempo estiver o ácido a actuar, mais profunda e mais clara fica a zona da gravura. 7. Remoção do ácido fluorídrico, que é reaproveitado até perder a sua força, passando em seguida a gravura por água corrente. O plástico é retirado e é removida a cera, mecanicamente ou por aquecimento com o auxílio de um secador. Retira-se o verniz com diluente e volta-se a aplicar directamente sobre as áreas pretendidas, sem o recurso à caneta. Repetem-se os passos 5, 6 e 7 até obter o resultado pretendido. 8. Por fim, para realçar a gravura, procede-se à foscagem com jacto de areia, proporcionando assim um maior contraste com as restantes superfícies da peça lapidada e polida.
Origem da técnica de gravação a ácido fluorídrico O ácido fluorídrico (HF) tem uma propriedade muito singular: a capacidade de reagir quimicamente com a sílica e dissolver o vidro. A sua acção sobre o vidro caracteriza-se pelo desgaste da superfície, em função da concentração do ácido e do tempo de actuação4. A aplicação do ácido fluorídrico concentrado sobre o vidro confere-lhe uma superfície rugosa. Por sua vez, a mistura deste ácido com uma certa quantidade de ácido sulfúrico, confere ao vidro uma superfície polida. Existem várias técnicas de gravação a ácido, tendo por base o revestimento da superfície com verniz ou cera. No primeiro caso, o verniz é aplicado a pincel em áreas específicas e geralmente por etapas, conforme se descreveu anteriormente no capítulo intitulado “Técnica de gravação a ácido fluorídrico por Vilma Libana”. No segundo caso, revestindo a totalidade da superfície vítrea da peça com cera, desenham-se os motivos a gravar com o recurso a estilete ou outro tipo de utensílios, por processos manuais ou mecânicos5, removendo a cera da superfície do vidro. Em seguida, a peça leva um banho de ácido. A área coberta fica protegida do ácido e não é corroída, ao passo que as zonas a descoberto são atacadas pelo ácido. Por fim, remove-se a cera e os motivos desenhados ficam gravados em baixo-relevo. A primeira utilização documentada do ácido fluorídrico para a gravação da superfície do vidro remonta ao ano de 1670, em Nuremberga. Segundo consta, o lapidário alemão Heinrich Schwanhard descobriu acidentalmente que misturando o mineral fluorite, composto basicamente por
fluoreto de cálcio (CaF2), e um outro ácido, aparentemente o ácido sulfúrico, resultava uma solução que reagia quimicamente com o vidro, corroendo-o, tendo verificado esse fenómeno pelo ataque ácido às lentes de vidro dos seus óculos, causado pelos vapores que a própria solução libertava durante uma experiência. Contudo, o ácido fluorídrico só viria a ser identificado e caracterizado quimicamente em 1771, pelo químico sueco Carl Wilhelm Scheele (1742-1786). A partir do século XIX, Emille Gallé viria a criar um novo estatuto de excelência para o vidro decorativo durante o movimento Arte Nova, em França. O precursor deste movimento artístico internacional procurou usar o vidro como uma forma directa de expressão criativa, tentando elevá-lo ao nível das outras artes, como a escultura, pintura e literatura, desenvolvendo assim os seus “poemas vitrificados”. O recurso intensivo à cor em sintonia com o contraste de texturas permitiu quebrar a tradição e explorar um sem número de potencialidades escondidas neste material. Aqui, o recurso à gravação a ácido foi exaustivamente utilizado na exploração de texturas em baixos-relevos, em vidros com multi-camadas de vidro opaco de cor, cujos detalhes eram finalizados em esmaltes coloridos, sem contudo incidir na gradação de tons dentro de uma só camada de vidro colorido - à semelhança da técnica adoptada por Vilma Libana. Em Portugal a técnica tem vindo a ser utilizada desde meados do século XIX, atingindo grande desenvolvimento já no século XX, nomeadamente com um dos seus maiores artistas: o Mestre José Manuel Roque de Jesus Libano (1931-2009). Com formação de pintor de vidros pela Escola Industrial da Marinha Grande, José Manuel Libano frequentou ainda aulas de desenho na Sociedade Nacional de
Belas Artes e o ateliê do escultor Lagoa Henriques. Desde sempre procurou saber e aprender mais sobre as técnicas de decoração do vidro e aos 25 anos as suas capacidades artísticas como lapidário, gravador a ácido, à roda, pintor e foscador são evidenciadas na “Fábrica-Escola Irmãos Stephens”, tendo mais tarde substituído o grande gravador dessa fábrica, Mestre Justino de Magalhães, por falecimento deste. Após o 25 de Abril de 1974, as condições de trabalho alteram-se e decide sair da fábrica. Até 2009, José Manuel Libano continua a produzir as suas obras-primas a título individual, sendo de destacar algumas das principais colecções de peças gravadas a ácido - Reis de Portugal, Via-Sacra e Presidentes da República Portuguesa que viria a expor por todo o país. A sua arte e mestria encontram-se difundidas e reconhecidas nacional e internacionalmente. No século XX-XXI o recurso à gravação a ácido não conheceu limites, desde esculturas artísticas ao vidro arquitectural, um sem fim de utilizações, texturas e padrões.
Notas 1. Colofónia. 2. Essência de terebintina. 3. Pigmento negro orgânico, constituído por carbono em pó proveniente da combustão de substâncias orgânicas. 4.O manuseamento deste ácido deve cumprir sempre as regras de segurança especificadas na ficha técnica do produto, através da utilização de óculos de protecção, máscara e luvas específicas, roupa e calçado de protecção. O ácido fluorídrico é extremamente perigoso para a saúde, quer por inalação quer em contacto directo com a pele: produz queimaduras graves, penetrando na pele até atacar o tecido ósseo. 5. A pantogravura é um dos processos mecânicos de gravura a ácido mais utilizado no século XX na indústria vidreira. O seu princípio assenta na transposição do desenho de uma chapa matriz para uma ou duas dúzias de peças ao mesmo tempo, através de uma engrenagem complexa que percorre o desenho e um conjunto de braços com suportes e com um sistema de estiletes que o executa nas peças, previamente revestidas a cera. Posteriormente as peças são mergulhadas em ácido fluorídrico. O ácido reage e corrói o vidro nas zonas a descoberto, produzindo os motivos decorativos.
Bibliografia AAVV, Marinha Grande. História e Património. Edição: Projecto “Os Caminhos de Excelência do Vidro no Sudoeste Europeu - Vidro SO”/Câmara Municipal da Marinha Grande, 2004. Davidson, Sandra, Conservation and Restoration of Glass, 2nd Ed., Butterworth-Heinemann, Oxford and Boston, 2003. Jackson, Lesley, 20th Century Factory Glass, Rizzoli, New York, 2000. Jesus, José, 50 Anos de Arte sobre Cristal por José Manuel Roque de Jesus (Libano): 1946-1996, Edição do Autor, Marinha Grande, 1996. Roque, Vilma, Entrevistada por Filipa Lopes, Áudio, Fundo Documental do Museu do Vidro, Marinha Grande, 29 de Abril de 2010.
Vilma Libana Arte da Gravura em Vidro
Guilherme Stephens Jarrão - vidro manual soprado roxo doublé 33,5 x 20,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção particular
Napoleão Bonaparte 1769-1821 Jarra - vidro manual soprado azul doublé 15 x 34 cm Gravação à caneta: Mestre José Manuel Libano Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção Vilma Libana
Tourada Jarrão - vidro manual soprado roxo doublé 29 x 19,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2005 | Colecção Vilma Libana
São Tiago Jarra - vidro manual soprado verde doublé 33 x 20 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2009 | Colecção Vilma Libana
Miguel Torga 1907-1995 Jarra - vidro manual soprado verde doublé 30 x 10,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Afonso Lopes Vieira 1878-1946 Jarra - vidro manual soprado azul doublé 26 x 13 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção Vilma Libana
Agustina Bessa Luís Jarra - vidro manual soprado verde doublé 30 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção Vilma Libana Alves Redol 1911-1969 Jarra - vidro manual soprado azul doublé 30,5 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2005 | Colecção Vilma Libana
José Régio 1901-1969 Jarra - vidro manual soprado azul doublé 29 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana
Alfredo Duarte “Marceneiro” 1891-1982 Compoteira - vidro manual soprado roxo doublé 57 x 19 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção Vilma Libana Carlos Paredes 1925-2004 Taça - vidro manual soprado azul doublé 34,5 x 17 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana
Amália Rodrigues 1920-1999 Cálice - vidro manual soprado azul doublé 20 x 9,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Zeca Afonso 1929-1987 Cálice - vidro manual soprado azul doublé 21,5 x 9 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2005 | Colecção Vilma Libana Adriano C. Oliveira 1942-1982 Cálice - vidro manual soprado vermelho doublé 21,5 x 9 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana
D. Afonso Henriques 1140-1185 Compoteira - vidro manual soprado azul doublé 55 x 20 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Infante D. Henrique 1394-1460 Compoteira - vidro manual soprado azul doublé 45,5 x 18 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Vasco da Gama 1469-1524 Cálice - vidro manual soprado roxo doublé 21,5 x 8,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana
Papa João Paulo II 1920-2005 Taça - vidro manual soprado azul doublé Cristal “Stephens” 37 x 25 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Mestre José Manuel Libano e Vilma Libana 2005 | Colecção Vilma Libana Papa João Paulo II Cálice - vidro manual soprado azul doublé 20 x 9,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2009 | Colecção Vilma Libana
Rainha Santa Isabel Jarra - vidro manual soprado roxo doublé 30,5 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana São Miguel Arcanjo Jarra - vidro manual soprado vermelho doublé 30 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2005 | Colecção Vilma Libana
Santo António Jarra - vidro manual soprado verde doublé 30,5 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção Vilma Libana
William Shakespeare 1564-1616 Cálice - vidro manual soprado azul doublé 20 x 9 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Che Guevara 1930-1967 Cálice - vidro manual soprado vermelho doublé 9 x 21,5 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana
Beatles Jarra - vidro manual soprado azul doublé 28,5 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Diana, Princess of Wales 1961-1997 Jarra - vidro manual soprado roxo doublé 30 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana
Winston Churchill 1874-1965 Jarra - vidro manual soprado vermelho doublé 30 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma
Gioconda Jarra - vidro manual soprado vermelho doublé 29 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2007 | Colecção Vilma Libana Cônsul Bizantino Vidro manual soprado e moldado verde doublé 24 x 9 cm Lapidação: Mestre José Manuel Libano Gravação a ácido: Vilma Libana 2005 | Colecção Vilma Libana
Cristo Jarra - vidro manual soprado roxo doublé 30,5 x 11 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2006 | Colecção Vilma Libana Sagrada Família Compoteira - vidro manual soprado roxo doublé 50 x 16 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2009 | Colecção Vilma Libana
A Última Ceia Jarrão - vidro manual soprado azul doublé Cristal “Stephens” 32,5 x 24 cm Lapidação: Octávio Botas Marques Gravação a ácido: Vilma Libana 2005 | Colecção Museu do Vidro
Gravura do jarrão “A Última Ceia” A representação desta obra foi realizada a partir de três gravuras feitas individualmente, através da observação à vista de uma imagem a preto e branco que a autora colocou ao lado da peça a gravar (Figura 1) e que se encontrava na posse da sua avó.
Figura 1 Imagem representativa da “Última Ceia” a partir da qual foi realizada a gravura a ácido, com as uniões das três gravuras assinaladas a cor vermelha; autor desconhecido, 1ª metade do século XX.
Primeiro realizou a gravura central, depois a gravura à esquerda e finalmente a terceira gravura à direita. O trabalho foi efectuado com extrema precisão para que não se notassem as uniões entre as três gravuras. O faseamento da produção da gravura deveu-se à forma do jarrão, dado que a inexistência de uma área plana impede o isolamento com a cerca de plástico e a colocação do ácido sem que este verta para fora da zona a gravar. A gravura é geralmente compreendida como um meio de “reproduzir” uma imagem através da transposição do desenho (matriz) para um outro suporte, diferente do original. A gravura pela técnica acima exposta adquire aqui um carácter importante de obra de arte, no sentido em que a sua criação é única e irrepetível, superando também o significado da matriz.
FICHA TÉCNICA Organização e Produção Câmara Municipal da Marinha Grande Coordenação Executiva Catarina de Sousa Carvalho Filipa Lopes Design Gráfico e Paginação António Guilherme Fotografia Jorge Soares Textos Filipa Lopes Produção de Materiais Gráficos Gabinete Comunicação e Imagem - CMMG Printlife, Lda Apoio Técnico Ana Cláudia Filipe - Comunicação Ana Santos - Design Joana Cordeiro - Fotografia e Comunicação Paula Maia - Revisão Apoio Técnico Museográfico Adriano Sousa Amélia Pereira Carla Simões Carmen Cruz Helena Viegas Rita Pedro Tânia Rosa Umbelina Sobral Vítor Frias Colaboração CMMG: Divisão Financeira; Divisão de Edifícios e Equipamentos Municipais, Divisão de Infra-Estruturas e Redes Municipais, Gabinete de Comunicação e Imagem, Gabinete de Informática e Organização Tiragem: 500 exemplares Junho/Novembro 2010
Catálogo da exposição do Museu do Vidro "Vilma Libana - Arte da Gravura em Vidro"
Published on Aug 4, 2016
Catálogo da exposição do Museu do Vidro "Vilma Libana - Arte da Gravura em Vidro"