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Nº 106

JANEIRO/FEVEREIRO/MARÇO 2018

BOLETIM INFORMATIVO CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO VERDE DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

CÂMARA TEM NOVO EXECUTIVO O novo órgão executivo da Câmara Municipal de Castro Verde para o mandato 2017-2021 tomou posse a 17 de outubro de 2017 na sequência do ato eleitoral de 1 de outubro, que ditou a vitória, por maioria absoluta, do Partido Socialista. Pág. 2

Seca preocupa agricultores do Campo Branco Em outubro, a Associação de Agricultores do Campo Branco promoveu mais umas Jornadas Técnicas de Outono que marcaram o início do novo ano agrícola. Perante o cenário de seca extrema que se

instalou em território nacional, José da Luz Pereira, presidente da associação, falou ao “Campaniço” sobre a atividade da AACB, mas também sobre as preocupações e medidas que estão a ser tomadas para

PRESIDENTE DA REPÚBLICA VISITA CASTRO VERDE Pág. 7 O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve em Castro Verde onde visitou a Casa de Acolhimento Residencial Especializada (CARE) GPS e a Asso-

ciação de Respostas Terapêuticas (ART). Durante a visita, o Presidente falou com dezenas de jovens e enalteceu o trabalho desenvolvido por ambas as instituições.

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MÚSICA

DESPORTO

AMBIENTE

O músico e compositor, Francisco Chaves, estreou em Castro Verde «Concerto de Sombras», peça da sua autoria. A viver atualmente na Alemanha divide o seu tempo entre a guitarra e a composição.

Cristina Rakasi é uma das grandes promessas da patinagem artística a nível nacional. Recentemente conquistou a medalha de bronze na Taça Europa, onde representou a seleção nacional pela segunda vez consecutiva.

A Câmara Municipal de Castro Verde tem em curso uma campanha de sensibilização para a poupança de água no concelho, que tem como objetivo alertar a população para a importância do uso racional deste recurso.

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FRANCISCO CHAVES FALA DO FUTURO

ART E GPS

tentar colmatar a situação e evitar possíveis constrangimentos à atividade agropecuária da região.

PATINAR É A MINHA GRANDE PAIXÃO

CAMPANHA PARA POUPAR ÁGUA


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O Campaniço

JANEIRO/ FEVEREIRO/MARÇO 2018

AUTARQUIA AUTÁRQUICAS 2017

EDITORIAL ANTÓNIO JOSÉ BRITO

N

ão escondemos que assumir a Presidência da Câmara Municipal de Castro Verde, depois da vitória histórica do dia 1 de outubro de 2017, foi uma enorme honra e privilégio. Contudo, ao mesmo tempo, estamos muito cientes da grande responsabilidade e do grau de exigência que representa este desafio. Depois de um longo período de 41 anos de administração, sempre assumida pela mesma força política, parece-nos que esta alternância democrática é saudável e essencial, pois irá contribuir para uma renovação de políticas e ações que entendemos fazerem falta no nosso concelho. É de um novo ciclo que estamos a falar e esse novo ciclo afigura-se como muito exigente, porquanto temos vários desafios que carecem de respostas concretas e eficientes, fundadas noutras metodologias e numa visão mais realista e pragmática. É bom lembrar que, durante muitos anos, a Câmara Municipal teve uma situação privilegiada em termos financeiros e assumiu, por decisão dos anteriores executivos, as opções e os caminhos que muito bem entendeu. Fê-lo, sublinhe-se, com total legitimidade política. E o julgamento dessas opções foi feito democraticamente pelo povo de Castro Verde! Agora, o tempo é de ação e de respostas que permitam à Câmara Municipal ter eficácia em áreas muito distintas. Respostas que sirvam os legítimos interesses de todos os Castrenses mas, ao mesmo tempo, salvaguardem o equilíbrio orçamental e as finanças pouco saudáveis do Município. O exercício será tremendo! Nesta hora de arranque do novo mandato, não devemos ocultar a complexidade de problemas graves e com solução ainda indefinida. A “rotura” constante na rede de águas de Castro Verde; a degradação da Escola Secundária; a inexistência de uma estratégia de ação social que dê resposta às famílias mais carenciadas; a fragilidade dos serviços de higiene urbana; a degradação do parque de máquinas e viaturas ou o quadro insustentável da rede municipal de estradas são problemas concretos, que todos sentimos e testemunhamos. E que terão de ser resolvidos! Apesar desta “herança” que recebemos, o executivo da Câmara Municipal de Castro Verde está fortemente empenhado no sentido de conseguir até 2021 a execução da proposta política que foi apresentada e mereceu o apoio maioritário da população. Temos a consciência de que este primeiro mandato será muito exigente e difícil. Mas essa dificuldade terá de ser, em larga medida, superada pela motivação de estarmos a trabalhar para melhorar cada vez mais a qualidade de vida e o bem-estar de toda a população do concelho de Castro Verde. Este é o grande desafio de todos nós!

PS alcança vitória histórica em Castro Verde

Pela primeira vez desde 1976, o Partido Socialista alcançou a maioria absoluta na Câmara Municipal de Castro Verde. Uma conquista que, o atual presidente, António José Brito, associa a um trabalho político intenso e à qualidade das propostas apresentadas. Após o ato eleitoral do dia 1 de outubro de 2017 que elegeu os órgãos autárquicos para o mandato 2017/2021 e que ditou a vitória, por maioria absoluta, do PS com 1.941 votos (50,86%), contra 1.618 votos (42,40%) da CDU e 98 votos (2,57%) da coligação PPD/PSD.CDS-PP, tomou posse a 17 de outubro de 2017, no Fórum Municipal de Castro Verde, o novo órgão executivo da Câmara Municipal de Castro Verde constituído por António José Brito (Presidente), Francisco Duarte (Vereador), David Marques (Vice-presidente), António João Colaço (Vereador) e Alda Mestre (Vereadora). Os resultados obtidos nestas Autárquicas 2017 "expressaram a confiança da população de Castro Verde no Partido Socialista que, pela primeira vez, em 41 anos, alcançou uma vitória histórica e memorável no concelho", depois de ter conquistado a Câmara Municipal e a União das Freguesias de Castro Verde e Casével.

FICHA TÉCNICA

PUBLICAÇÃO PROPRIEDADE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO VERDE DIRETOR ANTÓNIO JOSÉ BRITO REDAÇÃO SANDRA POLICARPO, ALEXANDRA CONTREIRAS, MIGUEL REGO DESIGN E PAGINAÇÃO PEDRO PINHEIRO APOIO FOTOGRÁFICO SERVIÇOS SOCIOCULTURAIS REDAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO VERDE - PRAÇA DO MUNICÍPIO, 7780 CASTRO VERDE T 286 320 700 DEPÓSITO LEGAL 287879109 TIRAGEM 4000 EXEMPLARES IMPRESSÃO GRÁFICA COMERCIAL LOULÉ. E-MAIL GERAL@ CM-CASTROVERDE.PT * GAB.COMUNICACAO@CM-CASTROVERDE.PT * WWW. CM-CASTROVERDE.PT

"Os resultados obtidos nestas Autárquicas 2017 expressaram a confiança da população de Castro Verde no Partido Socialista que, pela primeira vez, em 41 anos, alcançou uma vitória histórica e memorável no concelho"

ao intenso e planeado trabalho político desenvolvido pelo PS durante o último mandato, o que mereceu o apoio da expressiva maioria da população”. O programa eleitoral para os próximos quatros anos de mandato será a linha de orientação do novo executivo que, através de uma gestão responsável, competência e determinação, cumprirá as propostas sufragadas em prol da qualidade de vida das populações do concelho. Os membros da nova Assembleia Municipal também tomaram posse na tarde do dia 17 de outubro, sendo que a primeira sessão deste órgão se realizou de imediato e elegeu a mesa da Assembleia, que ficou composta por Ana Paula Baltazar (Presidente), Carolina Cabaça (Primeira Secretária) e João Miguel Benedito Branco (Segundo Secretário). As respetivas Assembleias de Freguesia tomaram posse com a eleição dos respetivos órgãos executivos e mesas de Assembleia.

RESULTADOS DAS ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS 2017 PS CÂMARA MUNICIPAL ASSEMBLEIA MUNICIPAL

O Campaniço

Uma vitória que o atual presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito, associa à “qualidade das propostas apresentadas durante a campanha eleitoral, bem como

50,86%

(1.941 votos)

49,25%

(1.884 votos)

CDU (PCP-PEV) 42,40%

(1.618 votos)

42,98%

PPD/PSD CDS-PP

Abstenção

2,57%

39,33%

3,71%

39,08%

(98 votos)

(1.644 votos)

(142 votos)

40,61%

41,00%

54,81%

34,78%

55,92%

35,06%

55,09%

29,64%

ASSEMBLEIAS DE FREGUESIA CASTRO VERDE E CASÉVEL ENTRADAS SANTA BÁRBARA DE PADRÕES SÃO MARCOS DA ATABUEIRA

54,00%

(1.452 votos)

41,73%

(169 votos)

40,78%

(210 votos)

40,74%

(88 votos)

(1.092 votos) (222 votos) (288 votos) (119 votos)


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O Campaniço

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AUTARQUIA ÓRGÃO EXECUTIVO CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO VERDE Presidente António José Rosa Brito (PS) Coordenação geral da atividade municipal bem como a cooperação com as Juntas de Freguesia do Concelho e as relações interinstitucionais e ainda a coordenação e gestão corrente da atividade municipal na área do ordenamento, gestão urbanística e obras municipais, compreendendo os domínios do planeamento estratégico, habitação, licenciamento de obras particulares, proceder ao lançamento de obras municipais e acompanhar e fiscalizar a sua execução. Especificamente assegurará a coordenação, em termos políticos, dos seguintes setores: - Secção Administrativa; - Secção Financeira e Património; - Secção de Recursos Humanos; - Secção de Licenciamento de Urbanização e Edificação; - Secção de Aprovisionamento e Armazém; - Setor de Transporte e Máquinas; - Setor de Oficinas; - Setor de Abastecimento de Água; - Gabinete de Informação e Comunicação; Vice-Presidente, Vereador David Manuel Pego Merritt Marques (PS) Coordenação e gestão corrente da atividade municipal nas seguintes áreas: - Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento; - Gabinete de Planeamento e Gestão de Contratos; - Estudos, Projetos e Fundos Comunitários; - Modernização Administrativa; - Educação, Cultura, Lazer e Desporto; - Reserva da Biosfera; - Turismo e Iniciativas Promocionais; - Segurança e Proteção Civil; - Feiras e Mercados; - Gabinete Técnico Florestal; Vereadora Alda de Jesus Cabral Mestre (PS) Coordenação e gestão corrente da atividade municipal nas seguintes áreas: - Gabinete de Apoio Social; - Saúde; - Setor de Gestão Ambiental, dos Serviços Urbanos, Higiene e Limpeza, Drenagem e Tratamento de Efluentes; - Espaços Verdes; - Habitação Social; - Gabinete Médico Veterinário; - Rede Social. Vereador Francisco José Caldeira Duarte (CDU) Sem pelouros atribuídos. Vereador António João Fernandes Colaço (CDU) Sem pelouros atribuídos. ÓRGÃO DELIBERATIVO Assembleia Municipal de Castro Verde Presidente Ana Paula Gomes Baltazar (CDU) 1ª Secretária Carolina Conceição Hipotecas Cabaça (CDU) 2º Secretário João Miguel Benedito Branco (CDU) Deputados Municipais / Vogais Filipe Manuel Patrício Mestre (PS) Maria Manuela Revés Florêncio (CDU) Leandro José de Almeida Gonçalves (PS) Carlos Alberto Soares Ramos (CDU) Susana Paula Trindade Figueira (PS) Diogo Gomes Pereira (PS) Vanda Isabel Camacho Guerreiro (PS) Ricardo Luís Torcato Matias Rodrigues (PS) António José Silvestre Jerónimo (CDU) Rita Camacho Silvestre Nobre (PS) Luís Micael Mira Salvador (PS) Carla Maria Costa Guerreiro Gonçalves (CDU) António José da Luz Paulino (PS)* Ana Maria Carolina Guerreiro (CDU)* Alexandra Isabel Bravo Nunes Batista Tomé (CDU)* Ana Luísa Marques Fatana (CDU)* *Presidentes das Juntas de Freguesia de Castro Verde e Casével, Entradas, São Marcos da Atabueira e Santa Bárbara de Padrões. Presidentes Juntas de Freguesia União das Freguesias de Castro Verde e Casével / António José da Luz Paulino (PS) Junta de Freguesia de Entradas / Ana Maria Carolina Guerreiro (CDU) Junta de Freguesia de Sta. Bárbara de Padrões / Ana Luísa Marques Fatana (CDU) Junta de Freguesia de S. Marcos da Atabueira / Alexandra Isabel Bravo Nunes Baptista Tomé (CDU)

GOP E ORÇAMENTO DE 2018

Município enfrenta realidade muito exigente A elaboração dos documentos teve em consideração os contributos da população e foi condicionada pelo quadro de dificuldades financeiras que a autarquia enfrenta.

As Grandes Opções do Plano (GOP) e o Orçamento 2018 do Município de Castro Verde foram aprovados pela Câmara (dia 14 de dezembro) e pela Assembleia Municipal (dia 21 de dezembro), com os votos favoráveis do PS e a abstenção da CDU. Os documentos inscrevem um valor global de 11 950, 000 euros. Este é o primeiro Orçamento da nova maioria do PS na Câmara Municipal e a sua preparação assentou em contributos da população, a partir de sessões públicas realizadas em todas as freguesias (incluindo Casével), e também das Juntas de Freguesia e dos partidos da oposição. Refira-se que a elaboração dos documentos decorreu no âmbito de um quadro em nada simples para a autarquia. A par dos volumosos compromissos para pagar a curto e médio prazo, registados no final do mandato 2013/2017, o Município de Castro Verde está confrontado com a eliminação das transferências da Autoridade Tributária, em sede de Derrama, de uma verba volumosa, na ordem de 1.314.104,78 euros, o que representa um problema acrescido e muito preocupante. Por outro lado, há obras adjudicadas cujo financiamento não está garantido na totalidade e que não terão apoio comunitário. É o caso das empreitadas da Estrada Municipal 508 (Castro Verde - Santa Bárbara de Padrões) e do Caminho Municipal 1139 (Santa Bárbara de Padrões/Mina de Neves-Corvo). Estas duas obras estão adjudicadas pelo valor de 1.372.669,00 euros, no entanto, a Câmara somente tem financiamento assegurando no valor de 460.000,00 euros. O que quer isto dizer? Que o Município de Castro Verde terá de garantir mais de 900. 000 euros para honrar os seus compromissos e concretizar esta obra. É, portanto, neste contexto de dificuldades e de acentuada exigência orçamental que vamos enfrentar o ano de 2018. Não é tarefa simples quando, além do mais, temos igualmente pela frente o enorme desafio de dar resposta ao estado de “constante rotura” da rede de água da vila de Castro Verde e, neste momento, o que está planeado afigura-se como insuficiente para debelar o problema. Apesar deste legado complexo, a Câmara Municipal de Castro Verde está fortemente empenhada no sentido de alcançar até 2021 a execução da proposta política que a atual maioria apresentou à população.

• Assegurar os acordos de cooperação com todas as Juntas de Freguesia do concelho e, no caso do investimento a concretizar, a Câmara decidiu ir mais longe e contemplar obras nas freguesias, o que não sucedeu nos últimos anos. • Avançar, de modo gradual mas consolidado, com a concretização dos projetos inscritos no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) de Castro Verde. • Garantir uma nova visão para o fomento do investimento no concelho é outra das áreas em destaque nas GOP 2018. • Apostar na Educação através da consolidação da oferta formativa, nomeadamente a criação de um projeto de Ensino Pós-Graduado no nosso concelho, na inadiável requalificação da Escola Secundária ou no auxílio direto aos estudantes, seja através de apoio social, prémios de mérito e transportes. • A Área Social é outra prioridade, com o planeamento de respostas atempadas aos casos de evidente fragilidade e pobreza existentes no concelho, a partir de uma intervenção estratégica e muito concertada entre o Gabinete de Ação Social da CMCV e as instituições de solidariedade social. • Destacamos, ainda, o trabalho de promoção da Cultura, Lazer e Desporto, garantindo a programação regular em todo o concelho e dando continuidade, com visão inovadora e criativa, a eventos como a “Primavera no Campo Branco” ou as "Festas da Vila". • Fortalecer a Feira de Castro como grande “marca” do concelho e valorizar o borrego como produto “emblemático” da agropecuária do concelho. • O ano de 2018 será de consolidação de Castro Verde como Reserva da Biosfera e, nesse enquadramento, pretendemos fortalecer a estratégia global de promoção turística do concelho, assumindo isso como um desafio prioritário.


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O Campaniço

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DESTAQUE ANTÓNIO JOSÉ BRITO, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE CASTRO VERDE

“Situação financeira é muito preocupante” "Este novo tempo obriga a uma mudança de paradigma na gestão da Câmara Municipal. Estamos determinados em traçar esse caminho, com firmeza e com a colaboração dos nossos trabalhadores."

A Câmara Municipal de Castro Verde (CMCV) tem retido cerca de um milhão e 300 mil euros, em função da reavaliação das Finanças em sede de Derrama. Este cenário põe em causa as propostas sufragadas pela população do concelho a 1 de outubro de 2017? Durante longos anos, a Câmara Municipal fez assentar os seus “hábitos” nos diferentes domínios a partir de uma receita extraordinária que é a Derrama. Por decisão das anteriores maiorias da CDU, criou toda uma estrutura e atitude que ignorou sempre a possibilidade de um dia não haver receita de Derrama. Ora, infelizmente, hoje estamos confrontados com essa realidade! Como é fácil de entender, este novo tempo obriga a uma mudança de paradigma na gestão da Câmara Municipal. E nós estamos determinados em traçar esse caminho, com firmeza e com a colaboração dos nossos trabalhadores, que serão fundamentais para repormos a gestão financeira da Câmara em ordem. Quero, contudo, dizer que acredito, para bem do nosso concelho, que esta situação da Derrama possa ser minorada. Mas ainda não é o momento certo para falar do assunto. A CMCV conta, para 2018, com um orçamento de 11 milhões e 950 mil euros. Será fácil executá-lo com o quadro que encontrou? Não posso dizer que será simples e também não escondo que estou muito preocupado. A par dos volumosos valores de faturas para pagar a curto e médio prazo, registadas no final do mandato anterior, este executivo foi confrontada com vários compromissos sem ter financiamento garantido. Há obras adjudicadas que não têm financiamento assegurado na totalidade e não terão apoio de fundos comunitários. É o caso das empreitadas da Estrada Municipal 508 (Castro Verde - Santa Bárbara) e do Caminho Municipal 1139 (Santa Bárbara/Mina de Neves-Corvo). Estas duas obras estão adjudicadas por mais de 1,3 milhões de euros mas, neste momento, a Câmara somente tem financiamento assegurando no valor de 460 mil euros. E esse valor foi obtido através do empréstimo bancário na Caixa Geral de Depósitos. Vamos ter de assegurar, pelo menos, mais 900.000 euros para honrar compromissos do Município. Por outro lado, ainda teremos de proceder à expropriação dos ter-

António José Brito, presidente da Câmara Municipal de castro verde

FINANÇAS

"Para nós, é totalmente legítimo que haja um esclarecimento cabal do quadro financeiro da Câmara Municipal de Castro Verde. "

renos adjacentes à estrada… o que implica mais umas dezenas de milhar de euros de investimento que se somam ao valor da obra. As Opções do Plano e Orçamento para 2018 foram elaboradas num quadro de dificuldades e grande exigência. Podemos estar perante um período de austeridade nas contas da Câmara? Não diria que será austeridade, mas nalgumas áreas teremos de ser muito exigentes e rigorosos na gestão. Porém, a Câmara Municipal não vai deixar de cumprir e de dar respostas às questões essenciais, como na Educação e na Área Social, a par do apoio ao movimento associativo e na Saúde, por exemplo. A par de tudo isto, vamos assumir uma gestão com princípios de maior rigor, de maior atenção e

AÇÃO

"Depois de elaborado e aprovado o Orçamento, é agora tempo de começar a concretizá-lo e pôr no terreno o nosso programa político."

maior sentido de responsabilidade. Esta Câmara assumiu hábitos de “casa rica” e, na verdade, há muito que deixámos de o ser! Como descreve a situação financeira da Câmara Municipal de Castro Verde? Muito preocupante e exigente. Nós tínhamos uma noção geral do quadro da autarquia, seja em termos financeiros ou do planeamento da ação municipal, mas estando nestas funções obtivemos informação mais rigorosa, detalhada e alargada da realidade existente. Não posso dizer que estamos tranquilos com o que encontrámos. Há muito para corrigir e, nalguns casos, o exercício não será simples… muito pelo contrário. O trabalho que temos pela frente será muito intenso e difícil.


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DESTAQUE Por que tomou a decisão de avançar com uma auditoria às contas da autarquia? Vamos avançar com uma auditoria às contas porque necessitamos de ver esclarecidos vários pontos da situação económica da autarquia e da respetiva gestão. Para nós, é totalmente legítimo que haja um esclarecimento cabal do quadro financeiro da Câmara Municipal de Castro Verde e dos termos em que a gestão foi assumida pelo anterior executivo da CDU. Que balanço faz dos primeiros três meses de mandato? Têm sido dias de muito trabalho, de reflexão de preparação de decisões que consideramos essenciais. Dira que, depois de elaborado e aprovado os Orçamento, é agora tempo de começar a concretizá-lo e pôr no terreno o nosso programa político. A requalificação da rede de águas é um projeto dependente de financiamentos comunitários. É possível, ao Município concretizar estas obras com os apoios disponíveis? Depois de anos consecutivos sem um projeto concreto para resolver este grave problema, já disse que será um enorme desafio encontrar a solução certa para o estado de “constante rotura” da rede de água da vila. Com ponderação e responsabilidade, saberemos superar esta situação. De facto, deixou-se chegar a rede de água a um ponto que é inaceitável e absolutamente incompreensível. Qual o valor do apoio a transferir para as freguesias e quais as principais intervenções que destaca para 2018? As Juntas de Freguesia terão mais apoios. Em 2018 vamos assegurar transferências para as Juntas que serão exatamente iguais às de 2017: Castro Verde e Casével receberá 135.000 euros e as restantes freguesias receberão 55.000 euros/cada. Mas vamos mais longe porque assumimos no Orçamento, desde já, a concretização de obras nas freguesias, o que raramente acon-

BORREGO

"Vamos lançar um festival dedicado ao setor agropecuário que terá o borrego do Campo Branco como motivação principal."

teceu no passado. É o caso da Casa Mortuária de Entradas, da Biblioteca de S. Marcos da Atabueira e da construção de um Jardim Público em Santa Bárbara de Padrões. Para nós, é ponto assente, estes projetos, que estão na “gaveta” há muito tempo, têm de ser concretizados.

Obras na Escola Secundária vão avançar

Apesar dos cortes orçamentais vai manter-se uma política de promoção cultural. O que há a destacar neste plano? Obrigatoriamente vai haver ajustes que são necessários. Queremos imprimir novas dinâmicas e, por exemplo, a “Primavera no Campo Branco” vai voltar a ser quinzena. A Feira de Castro terá um reforço substancial da sua programação, assumindo o seu papel de principal “marca” de Castro Verde e momento único de grande encontro das pessoas da nossa terra. Vamos lançar um festival dedicado ao setor agropecuário que terá o borrego do Campo Branco como motivação principal. A CMCV vai manter um apoio aos Bombeiros Voluntários de Castro Verde. Considera este apoio um estimulo e um reconhecimento pelo trabalho desenvolvido em prol da população? Esse apoio já está no Orçamento de 2018 e fomos mais longe porque, além dos Bombeiros, também vamos reforçar o apoio da Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa (CVP). Os Bombeiros vão receber mais 500 euros mensais, ou seja mais 6.000 euros/ ano. A CVP terá um reforço de 1.465 euros/ano. Com esta medida estamos a cumprir a palavra dada! A Higiene Urbana da vila é outra das questões em avaliação pelo novo executivo. Que medidas estão a ser tomadas neste plano? Assumo que ainda não estamos bem nessa área… apesar de haver já alguma evolução positiva. Estamos a estudar e a preparar uma ação mais sistemática e vamos dotar a autarquia de meios, seja com pessoas ou com equipamentos, para resolver esse problema. É um compromisso para cumprir e que assumo com frontalidade. Eventualmente, o quadro financeiro da Câmara não nos deixará ser tão breves quanto gostaríamos mas garantimos que este problema será resolvido com a maior celeridade. Para terminar, o orçamento para 2018 marca o início de um novo ciclo político e reflete uma mudança de paradigma. Qual a principal aposta do novo executivo para 2018? Pôr as contas em ordem. Este novo ano será, como disse, muito exigente no plano financeiro. Com este ponto de partida, seremos capazes de dar o nosso melhor, tomar as decisões mais acertadas e dar as respostas que a nossa população necessita. Estamos muito determinados nesse sentido.

O processo de requalificação da Escola Secundária de Castro Verde deverá avançar em breve depois de, no passado dia 10 de janeiro, o presidente da Câmara Municipal, António José Brito, ter reunido com a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, para tratar deste problema que há muito tempo está por resolver. A Escola Secundária de Castro Verde está muito degradada e a proposta do Ministério da Educação é que seja feito um investimento na ordem de um milhão e duzentos mil euros, sendo que esse valor será financiado por fundos comunitários em 85% e os restantes 15% serão repartidos em partes iguais entre o Ministério (7,5%) e a Câmara

Municipal (7,5%). Na sequência da reunião mantida em Lisboa, decorreu durante a manhã de dia 15 de janeiro, a visita dos técnicos da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares às instalações deste estabelecimento de ensino. Acompanhada pelo Presidente da Câmara, por técnicos da autarquia e pela direção do Agrupamento de Escolas de Castro Verde, a comitiva da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares visitou os vários espaços, de forma a avaliar a situação e a tomar conhecimento dos problemas existentes, para que o desenvolvimento deste processo tenha seguimento o mais brevemente possível. Segundo António José Brito, a Câ-

Fatura da água sem alterações A Câmara Municipal de Castro Verde, com os votos favoráveis dos eleitos do PS e a abstenção da CDU, decidiu não aumentar os preços da Água, Saneamento e Resíduos Sólidos. Segundo o presidente da autarquia, António José Brito, a decisão da atual maioria baseia-se “numa atitude de total coerência com as posições assumidas no passado e, no facto de, neste momento, a rede de abastecimento da vila de Castro Verde continuar a ter graves problemas que afetam o fornecimento normal à população”. Perante este quadro que persiste, o executivo municipal está, neste momento, a estudar os termos em que poderá avançar com a requalificação da rede na vila de Castro Verde, sabendo-se que os fundos comunitários para esse fim deixaram de estar disponíveis em 2013 e o estado de degradação a que chegou a rede é de resolução muito complexa. “Só haverá um facto objetivo que nos levará a alterar o preço em 2018: termos uma imposição da ERSAR para podermos aceder a fundos comunitários que permitam fazer obras profundas na rede de águas! Nesse caso, teremos de ponderar o interesse maior das pessoas do concelho”, explica António José Brito.

mara Municipal de Castro Verde “quer e vai participar ativamente nesta solução” e, por outro lado, segundo revelou, “já está em cima da mesa, em sintonia com a Secretária de Estado Adjunta e da Educação, a possibilidade de consolidar este processo, “com o objetivo de negociar uma segunda fase de investimento na Escola Secundária”. “É um processo de negociação difícil e exigente mas estamos determinados para conseguir fortalecer o investimento na Escola Secundária. Para já, o diálogo com o Ministério da Educação está retomado e a obra vai avançar. Nesse sentido, já estamos no terreno a dar os passos iniciais da intervenção”, revela o presidente da Câmara Municipal.

Alunos com transporte entre Castro e Funcheira A Câmara Municipal de Castro Verde iniciou no dia 26 de Novembro o transporte de alunos do ensino superior entre Castro Verde e a Funcheira (e vice-versa), assegurando um serviço público e social que o presidente da Câmara Municipal considera “extremamente importante”. “Esta proposta foi apresentada por nós, ainda na oposição, e nunca mereceu resposta do anterior executivo

da CDU. O projeto está concretizado com 52 alunos inscritos”, revela o presidente António José Brito, manifestando a sua satisfação com este facto. O autarca explica ainda que, neste momento, existem contactos com as câmaras municipais de Almodôvar e Ourique no sentido de consolidar este serviço e alargar o seu âmbito a outros destinos, nomeadamente à cidade de Beja.


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SOCIAL 4º ANIVERSÁRIO GPS – GERAR, PERCORRER, SOCIALIZAR

Quatro anos de atividade com balanço positivo A Casa de Acolhimento Residencial Especializada “GPS de Castro Verde – Gerar, Percorrer e Socializar” assinalou no passado dia 7 de novembro, o seu 4º Aniversário. Para celebrar a data, a associação promoveu uma iniciativa no Cineteatro Municipal de Castro Verde, da qual fizeram parte diferentes momentos, como uma exposição de fotografia, a interpretação de uma peça de teatro, subordinada à temática do bullying, e de um tema musical, levados a cabo pelos jovens da instituição e ainda as intervenções de Pedro Strecht, pedopsiquiatra, e de Sara Lopes, diretora técnica do GPS. A funcionar desde 2013 na Quinta Horta da Nora, a menos de 1km da vila de Castro Verde, o GPS Casa de Acolhimento Residencial Especializada foi criado com o objetivo de proporcionar um ambiente terapêutico adequado às necessidades/problemáticas de jovens que já passaram por todo o sistema de acolhimento da Segurança Social, e encontra-se enquadrado num conjunto de Casas Especializadas, num total de seis em todo o país. Em entrevista ao “Campaniço”, Sara Lopes, diretora técnica da associação refere que “esta é quase a última linha das medidas de promoção e proteção aplicadas pelos Tribunais de Família e Menores ou pelas CPCJ’s. Estamos a falar de jovens que têm medidas judiciais de promoção e proteção, com medida de acolhimento residencial, com uma história de vida já muito marcada e com situações que obviamente começam na família. Por detrás de cada jovem que aqui está existe uma família altamente desestruturada e experiências de vida coincidentes com essa desestruturação”. A missão do GPS passa por olhar estes jovens de uma forma diferente, tendo em conta as suas histórias de vida, experiências e comportamentos, intervindo através do estabelecimento de uma relação alargada, que contempla a implementação de rotinas, de tarefas, regras sociais e de exteriorização de emoções: “A experiência destes jovens aqui é quase que um “começar de novo”. Acreditamos que se formos capazes de lhes proporcionar uma experiência de vida diferente, eles também vão aprender coisas diferentes acerca deles próprios e vão, com certeza, agir de forma diferente. É isso que a nossa experiência nos tem dito, que estes miúdos mudam. Mas isto é um processo que demora o seu tempo, que rondará os 2 anos, 2 anos e meio”, afirma a diretora técnica. Para esta missão o GPS conta com uma equipa multidisciplinar integrada que gera várias dinâmicas durante a intervenção terapêutica de cada caso, constituída por um pedopsiquiatra, que faz um acompanhamento individualizado, uma equipa técnica composta por dois psicólogos, uma equipa educativa, que é composta por três chefes de equipa e que assumem o papel de educadores sociais, e por cerca de 15 monitores. Ao longo destes quatro anos passaram pela Casa de Acolhimento Especializada mais de ses-

“Um dos maiores desafios com que nos deparámos ao longo destes quatro anos foi fazer com que as pessoas entendessem estes jovens” senta jovens, apenas rapazes, com idades entre os 15/16 anos, todos com histórias e experiências de vida marcantes: “São jovens que têm comportamentos disruptivos e são agressivos. São miúdos que estão num nível de sofrimento tão grande que os leva a magoarem-se a eles próprios. Esta-

mos a falar de miúdos que sofreram abusos sexuais, que foram espancados pelos pais, e quase todos abandonados por um dos progenitores, ou até pelos dois. Também temos aqui muitos miúdos que são casos de adoções falhadas, e jovens cuja perturbação emocional é de tal nível que, como não fizeram as aprendizagens que deviam ter feito quando eram crianças, chegam aqui, e são bebés em corpos de adolescentes”. O dia-a-dia destes jovens é pautado por uma rotina estabelecida pela própria associação. Frequentam o ensino regular, mas através de aulas que lhes são lecionadas nas próprias instalações do GPS, em estreita articulação com o Agrupamento de Escolas de Castro Verde. No entanto, a oportunidade de usufruírem de um vasto conjunto de atividades é constante: “O dia-a-dia deles quer-se previsível. Quando estão em tempo de aulas, por norma têm as aulas de manhã. Além disso dinamizamos uma série de atividades, que se pretende que sejam o mais criativas possível. Todos os dias, ao final da tarde, fazemos uma reunião comunitária, onde se reúne o grupo todo com a equipa técnica num momento de partilha. Falam dos conflitos entre eles, destacam

aspetos positivos, falam sobre emoções… damos-lhes voz! E grande parte do trabalho que fazemos com estes jovens consiste em ensiná-los a identificar as emoções e, depois disso, a geri-las, pois só assim é que eles vão conseguindo avançar”. No que respeita à reintegração destes jovens na vida ativa e na sociedade, Sara Lopes salienta que este não é um processo fácil e que o GPS, dentro das suas possibilidades, envida todos os esforços para tentar proporcionar-lhes uma alternativa de vida: “A maioria dos jovens que chega até nós não tem família. E se há, é muito problemática e muito distorcida. Por isso temos que nos “virar do avesso” e recorrer a todos os recursos que estão ao nosso alcance, para tentarmos construir projetos de vida que lhes deem pelo menos uma possibilidade de lançamento e uma outra alternativa. Os miúdos que saem daqui com objetivos, com uma perspetiva de futuro e, para cada um deles, temos que encontrar uma solução adequada à sua situação, ou então partimos para as autonomias de vida. Infelizmente ainda não temos capacidade para fazer o acompanhamento pós-reintegração. Apenas vamos acompanhando de uma maneira informal”.

Para a diretora técnica estes quatro anos de atividade do GPS têm sido bastante positivos, pautados por vários casos de sucesso, mas salienta que um dos maiores desafios tem sido a aceitação destes jovens por parte da sociedade: “Um dos maiores desafios com que nos deparámos ao longo destes quatro anos foi fazer com que as pessoas entendessem estes jovens. Lidamos com tribunais, com equipas de apoio ao tribunal da Segurança Social, com famílias, com uma série de entidades e com a comunidade em geral, e é muito difícil fazer entender às pessoas que estes miúdos são muito pequenos, precisam de tempo e de espaço e que não precisam de ser desculpados, pelas atitudes e comportamentos que têm, porque nem nós o fazemos. Por outro lado, temos uma equipa muito coesa, com 4 anos de trabalho, que têm implicado uma relação próxima com estes jovens. Somos como que uma família e temos que fazer esse papel, com alguns limites e assertividade. Temos que ser para eles o que eles nunca tiveram e temos de ser capazes de lhes transmitir sentimentos genuínos. Acho que estamos no bom caminho e que isso também ficou espelhado naquilo que foi o evento comemorativo do nosso 4º Aniversário”.


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SOCIAL

Presidente da República visita jovens da ART e GPS em Castro Verde O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, esteve em Castro Verde, no dia 9 de dezembro, onde visitou a Casa de Acolhimento Residencial Especializada (CARE) GPS e a Associação de Respostas Terapêuticas (ART), localizadas na

Quinta Horta da Nora. Durante a visita, o Presidente da República falou com dezenas de jovens, deu conselhos, autógrafos e até jogou matraquilhos. “Passamos a vida a dizer que o futuro deste país são os jovens, mas isso tem de se traduzir nos

vários aspetos da vida portuguesa”, no sentido de “proporcionar aos jovens condições para serem o futuro”, frisou. O Presidente da República elogiou ainda o trabalho do GPS e da ART e lembrou que o seu trabalho é bastante exigente. “Não há

dois jovens iguais: os problemas de uns não são os problemas de outros. Aqui temos como lidar com situações diferentes, abrindo caminhos para que o futuro deles seja melhor”. Uma mensagem de esperança dirigida aos jovens que também deixou Car-

la Silva, responsável pelas duas instituições, sensibilizada “pelo reconhecimento do trabalho desenvolvido”, bem como pelo “apoio, afeto e carinho” demonstrados aos jovens durante a sua presença na Quinta da Horta da Nora.


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IN CASTRO NESTE NÚMERO DE “O CAMPANIÇO” DAMOS CONTINUIDADE À RUBRICA “IN CASTRO” COM O OBJETIVO DE DAR A CONHECER OS PROJETOS AQUI RESIDENTES.

SANTANAJEWELRY Joias de autor

"O Alentejo é, e sempre será, uma fonte de inspiração para os nossos trabalhos" Santanajewerly é uma marca de joias de autor, onde o elemento principal é a missanga de vidro de alta qualidade. As peças, elaboradas através de um processo totalmente artesanal, são delicadas e criativas. Carla Santana é a criadora da marca que assume em conjunto com o marido, Telémaco Santana. Sediada no InCastro – Centro de Ideias e Negócios de Castro Verde desde 2016, na modalidade de incubação, a marca Santanajewerly encontrou no Alentejo a fonte de inspiração para os seus projetos. No InCastro encontrou um espaço de partilha de conhecimentos e de aprendizagens que “oferece confiança aos clientes e excelentes condições de trabalho a baixo custo”, o que, na opinião de Carla Santana, “facilita a expansão do negócio na sua fase de arranque”, ao mesmo tempo que “representa um atrativo para novas empresas e favorece a fixação de pessoas no concelho”. Foi durante a juventude, altura em que aprendeu a bordar e a tricotar, que Carla Santana considera ter tido o primeiro impulso para a criação das peças que dão hoje rosto à marca Santanajewerly. Apesar de ser licenciada em Matemática, pela Universidade de Coimbra, o gosto pelas artes foi sempre uma constante na sua vida. Há 12 anos atrás descobriu o beadwork e, cansada da vida de professora, decidiu dedicar-se às artes a tempo inteiro. A riqueza cultural, o respeito pelos costumes e tradições, pesaram na escolha de Carla e Telémaco aquando da escolha do local onde haveriam de se fixar. “Conhecemo-

"O InCastro oferece confiança aos clientes e excelentes condições de trabalho a baixo custo o que facilita a expansão do negócio na sua fase de arranque”. -nos em Mértola e o amor que nasceu desse encontro misturou-se com a nossa paixão pelo Alentejo. Há medida que os anos foram passando, o nosso deslumbramento pelo concelho de Castro Verde fez-nos perceber que era aqui que queríamos ficar e desenvolver os nossos projetos. O Alentejo é, e sempre será, uma fonte de inspiração para os nossos trabalhos. Tudo aquilo que expresso em termos artísti-

SANTANA JEWELRY INCASTRO Centro de Ideias e Negócios. Rua Manuel Assunção Mestre, nº 22, sala 18 7780-199 Castro Verde 286 249 024 - 962 562 446 santanajewelryarte@gmail.com

Carla Santana, criadora da marca Santana Jewelry cos é filtrado por essa matriz social e cultural que é o Alentejo, e embora não tenha nascido alentejana, é o Alentejo que amo e sinto”. Para Carla Santana, cada peça é única e irrepetível, mesmo que um objeto seja reproduzido várias vezes. “A confeção de cada peça que crio passa pelo desenho, seleção de cores e junção de técnicas que a tornem exequível. É um trabalho extremamente elaborado, muito

cuidado, criativo e artístico, em que todos os elementos são bordados, um a um, usando apenas agulha e fio, quer sobre uma base de tecido, ou unindo-as entre si formando o objeto pretendido, usando, para estes efeitos, diversas técnicas de beadwork. Nos trabalhos são usados com frequência cristais, pérolas de cristal, peças em vidro que servem para adornar o trabalho principal e prata. Muitas vezes uti-

lizo uma multiplicidade de técnicas para criar determinados objetos, mas também, dependendo do trabalho que estou a desenvolver no momento, posso fundir a arte do beadwork com outras artes: a pintura, a literatura, o desenho ou a fotografia”. Apesar da marca ter já uma boa visibilidade em Castro Verde, facto que se deve às inúmeras participações da artesã em atividades pro-

movidas pela Câmara Municipal de Castro Verde ligadas ao artesanato, o casal perspetiva alcançar um público mais alargado e expandir a marca além fronteiras. “A longo prazo, queremos crescer para um patamar europeu. Embora haja consciência de que o caminho é longo e difícil, temos noção de que o trabalho de produção artesanal é cada vez melhor compreendido e apreciado. Sentimos que as pessoas começam a entender o artesanato, seja ele erudito, popular ou folclórico, como um processo de manifestação cultural e artística, o que é fundamental para a valorização e desenvolvimento desta arte”. A nível promocional Carla Santana tem realizado exposições em alguns eventos a nível nacional, desenvolve uma página online com vendas diretas ao público e aposta nas redes sociais como ferramenta de divulgação das peças que cria. Os seus trabalhos estão à venda no Centro de Promoção do Património e do Turismo, em Castro Verde, e na loja online http://santanajewelry.com.pt/.


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ECONOMIA JOSÉ DA LUZ PEREIRA, PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO DE AGRICULTORES DO CAMPO BRANCO

“Seca poderá asfixiar o sequeiro"

Em entrevista ao “Campaniço”, José da Luz Pereira, presidente da AACB falou sobre a atividade da associação e sobre a situação preocupante de seca extrema que se instalou em território nacional e que poderá trazer grandes constrangimentos para a atividade agropecuária da região. Qual o balanço que faz desta edição das Jornadas Técnicas de Outono da Associação de Agricultores do Campo Branco? As Jornadas Técnicas de Outono têm tido um balanço bastante positivo, tendo em conta o elevado número de participantes que temos registado e que seguem atentamente os diversos temas em apreciação. Foi exatamente isso que aconteceu nesta última edição, em que estiveram em cima da mesa questões referentes ao Apoio Zonal de Castro Verde, Ajudas Comunitárias, Pastagens e Forragens, compatibilidade entre áreas regadas e áreas protegidas, sanidade e profilaxia animal e a questão da Reserva da Biosfera, que mereceram e despertaram o interesse dos nossos associados presentes nas Jornadas.

Que tipo de serviços presta a Associação de Agricultores do Campo Branco aos seus associados? A AACB disponibiliza diversas prestações de serviços aos seus associados, quer no que respeita à Sanidade dos Ruminantes e à profilaxia de todos os animais, assim como no apoio, acompanhamento e receção das Candidaturas aos Prémios e Ajudas Comunitárias, bem como em toda a burocracia a que os agricultores estão obrigados, como o Apoio Zonal e acompanhamento no terreno em todas as situações que os Associados solicitem. Que projetos tem a Associação para os próximos tempos? Os projetos para os próximos anos passam por uma colaboração com as autarquias no sentido de contribuir para uma melhoria de vida no nosso mundo rural. Pensamos também fazer algumas ações junto das escolas da nossa zona de intervenção, no sentido de levar os miúdos a visitar explorações agropecuárias e incentivar os mais jovens a tomarem gosto pela nossa ruralidade e pela agricultura e pecuária que aqui fazemos. Vamos dar continuidade a todos os projetos que temos em curso e, naturalmente, que vamos estar atentos ao que poderá acontecer, proximamente, no novo quadro comunitário de apoio, pois isso tem toda a influência na nossa atividade. Quantos associados tem atualmente a AACB? A Associação de Agricultores do Campo Branco tem mais de novecentas explorações agropecuárias associadas, que estão sediadas

na nossa área de intervenção (concelhos de Almodôvar, Aljustrel, Castro Verde e Ourique) e ainda algumas explorações nos concelhos de Mértola e Beja. A seca extrema que se instalou no país tem sido muito prejudicial para a atividade agrícola e está a comprometer a agricultura de sequeiro na região. Quais são as suas maiores preocupações para os tempos que se avizinham? A situação que se está a viver na agricultura de sequeiro devido à seca extrema e, particularmente, na zona do Campo Branco, está a causar imensas dificuldades às explorações agropecuárias. Se a situação climatérica não se alterar dentro de pouco tempo, o panorama é já bastante difícil e preocupante e tende a agravar-se, porque as culturas já feitas, ou ainda a fazer, como as pastagens semeadas ou espontâneas não emergem e, a partir dos primeiros meses do próximo ano, as reservas de fenos e palhas estarão esgotadas e os agricultores e produtores pecuários vão sentir imensas dificuldades na manutenção dos seus efetivos pecuários. A componente pecuária extensiva é, atualmente, a base fundamental da atividade económica das nossas explorações e não havendo condições para o pastoreio e alimentação dos animais, a atividade tornar-se-á inviável.

Que medidas estão a tomar para tentar minimizar os efeitos da seca? Esta seca, ao contrário do que normalmente acontece, é generalizada a grande parte do nosso país, daí que as medidas a tomar a nível estatal terão de ser bastante alargadas. Infelizmente há muitos anos que temos vindo a alertar para esta situação. Dada a abrangência desta seca foi criada uma Comissão de Acompanhamento, que tem estado, permanentemente, a acompanhar a situação e a propor medidas de apoio. Por insistência das organizações de agricultores, o que foi posto à disposição da produção até agora, traduz-se em apoios para o abeberamento pecuário e a criação de uma linha de crédito bonificada para a alimentação que, no entanto, não vai de encontro ao que seria expetável. Neste campo, nem só a agricultura tem sido afetada. Também o abeberamento de gado pode estar comprometido? O abeberamento pecuário tem sido uma das intervenções em que a AACB se tem empenhado desde sempre. Desde 1995 e até hoje, tanto os agricultores como a Associação têm aproveitado bem as linhas de apoio e foram feitas muitas charcas, construídas captações de água, adquiridos depósitos e cisternas para reservatórios e transporte de água. Não direi que o problema

AACB promove Jornadas Técnicas A Associação de Agricultores do Campo Branco promoveu mais uma edição das Jornadas Técnicas de Outono, no Cineteatro Municipal de Castro Verde, a 18 de outubro.  A iniciativa teve como finalidade assinalar o início de mais um ano de atividade agrícola e prestar informações e esclarecimentos aos associados desta associação sobre vários assuntos relacionados com a atividade agrícola e pecuária. esteja completamente solucionado nesta matéria, mas posso afirmar que foi desenvolvido um importante trabalho para garantir o abeberamento pecuário na zona do Campo Branco. Receia que este cenário se mantenha nos próximos anos e que a agricultura de sequeiro esteja condenada nesta região? Graças às medidas tomadas anteriormente, a água para os animais

não tem faltado, a menos que a situação de seca se agrave ainda mais. O mesmo já não se pode dizer em relação à alimentação, pois a situação é bem mais complexa e problemática. A manter-se este cenário de seca, a continuidade da agricultura de sequeiro vai ser a asfixia do setor. O Governo anunciou recentemente que a ligação da Barragem da Rocha a Alqueva se vai concretizar num futuro próximo. Considera que esta medida poderá vir a beneficiar as explorações agrícolas do Campo Branco, a longo prazo? A ligação da água da Barragem do Alqueva à Barragem do Monte da Rocha é uma decisão importante e fundamental para a região, na medida em que esta reserva de água tem uma função essencial no abastecimento de água ao concelho de Castro Verde e concelhos limítrofes. Só por isso o empreendimento já é bem-vindo. Mas vamos por partes: o objetivo principal é levar água a casa das pessoas, ou melhor garantir que a água não falte nas torneiras. Só depois se irá colocar a hipótese do regadio. De qualquer forma, depois da resolução desta situação, seria prudente equacionar-se a construção de duas barragens na bacia do Guadiana, uma localizada no concelho de Almodôvar e outra no concelho de Castro Verde.


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ENTREVISTA FRANCISCO CHAVES

"Conhecer outras realidades dá-nos outras visões... aprende-se imenso" Natural de Castro Verde, Francisco Chaves entrou para o Conservatório Regional do Baixo Alentejo aos 11 anos, onde frequentou aulas de guitarra clássica. Concluiu, simultaneamente, as licenciaturas em guitarra clássica e composição na Universidade de Évora e frequentou o mestrado em guitarra clássica no Conservatorium Maastricht, na Holanda. Em 2013 venceu o “Prémio Novos Compositores". Em Castro Verde estreou a peça da sua autoria «Concerto de Sombras», com o violinista José Teixeira e a Orquestra Metropolitana de Lisboa. A viver atualmente na Alemanha divide o seu tempo entre a guitarra e a composição. OLIVER BRACHAT

Com que idade iniciaste a tua aprendizagem na música? Comecei a tocar guitarra aos 11 anos no Conservatório Regional do Baixo Alentejo, em Castro Verde, com o professor José Micael. Inicialmente comecei a estudar guitarra clássica com o intuito de, posteriormente, vir a tocar guitarra elétrica porque era esse o estilo de música que ouvia na altura… Aos 24 anos tens um percurso que demonstra muito trabalho, dedicação e talento. Quando tens a certeza que a música é o caminho a seguir? Não diria talento, porque sempre tive que estudar muito… Passados dois ou três anos de estar a frequentar o Conservatório, o professor José Micael falou-me numa masterclass de uma semana, em Lagos, a primeira em que participei e na qual fui premiado com o 1º lugar. Tocávamos cerca de 8 horas por dia e, foi nesse momento, no final dessa semana, que eu soube que queria seguir música. Posso dizer que demorei cerca de três anos até ter a perceção de que queria ser músico. Em 2013 vences o Prémio Novos Compositores com a peça “Sinfonieta em três andamentos”. Estavas à espera deste prémio? Esta peça foi a primeira que escrevi para orquestra. Acabei por ganhar o prémio e a peça foi tocada. Fiquei muito satisfeito, obviamente mas não estava à espera de ganhar. Foi a partir daí que a composição começou a ser uma opção a considerar seriamente? Não necessariamente. Comecei a estudar composição com 15/16 anos. Para mim, a composição foi algo sempre muito óbvio, algo que fazia além da guitarra, quase como hobbie, como prazer. Sempre intencionei fazer a licenciatura em guitarra, no entanto, a licenciatura em composição foi algo que fiz quase como complemento… Não a fiz por querer ter uma carreira em composição. Simplesmente foi acontecendo. Depois de concluíres a licenciatura da Universidade de Évora, decides prosseguir os estudos na Holanda, onde compões um significativo número de peças para orquestra, música de câmara, coro e instrumentos a solo. O

que te motivou a sair do país rumo à Holanda? Enquanto estudante queria muito fazer Erasmus mas estava a fazer as duas licenciaturas e não me interessava perder um ano. No entanto, durante a Universidade fui por várias vezes ao estrangeiro com o objetivo de participar em concursos de guitarra, aulas de composição masterclasses, etc…

A verdade é que gosto imenso de contactar com outras realidades, descobrir outras culturas. Quando vives num determinado sítio, durante algum tempo, acabas por estar condicionado a um modelo, pois as pessoas partilham das mesmas conexões. Conhecer outras realidades dá-nos novas perspetivas, outras visões, e nesse processo, aprende-se imenso.

Atualmente vives em Krefeld (Düsseldorf), na Alemanha, onde és professor de guitarra numa escola de música… Sim. Dou aulas de guitarra numa escola de música em Krefeld mas procuro conjugar o ensino, com a composição, novos projetos e concertos como guitarrista. Tenho alunos de todas as idades, desde miúdos com 7 ou 8 anos,

mas também tenho uma aluna com mais de 60 anos. Aqui há muitos adultos a aprender um instrumento, muitos reformados, muita gente com uma profissão, mas que no seu tempo livre se interessa por aprender música. Foi difícil a adaptação a um país e clima tão diferentes? Foi muito fácil. Quando muda-


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EDUCAÇÃO

Cante alentejano na Escola Projeto envolve 363 alunos do pré-escolar e 1º ciclo do concelho

Em outubro, o Cineteatro Municipal de Castro Verde recebeu a Orquestra Metropolitana de Lisboa, num concerto intitulado “Os 500 Anos da Reforma”, que marcou a estreia do “Concerto de Sombras”, a mais recente composição do compositor e guitarrista natural de Castro Verde, de Francisco Chaves. O espetáculo contou ainda com a interpretação de obras de Johannes Brahms e Felix Mendelssohn e com a participação do músico José Teixeira, no violino, sob a orientação do maestro Michael Zilm. O evento foi uma organização da Câmara Municipal de Castro Verde.  mos de país é preciso “mudar o chip”, gerir as expetativas. Em Maastricht, mais de metade dos alunos são estrangeiros. Na classe de guitarra que frequentava e, apesar de estar na Holanda, havia zero holandeses. O ambiente era muito internacional. Todos tínhamos em comum o facto de sermos novos ali. Além disso os holandeses são  pessoas espetaculares e com uma mentalidade muito aberta. E quanto à distância da família e dos amigos que deixaste em Portugal? Falo frequentemente com a minha família e, por isso, posso dizer que nunca sinto aquela saudade fortíssima. Acho que já estamos habituados às distâncias pois parte da minha família está repartida por diferentes países. Lá está, há que aceitar a realidade. A estreia de uma obra envolve sempre um misto de orgulho e ansiedade. Como foi vivenciar a estreia do teu Concerto de Sombras em Castro Verde, com sala esgotada? Na verdade, não consegui desfrutar muito, estava preocupado com algumas questões, o que é normal num momento como uma estreia. Em Castro Verde estava muito ansioso... Em Lisboa consegui desfrutar mais da música, estava mais relaxado. É difícil controlar a ansiedade num momento destes. Mas fiquei satisfeito, obviamente. Como nasce, para já, a ideia para esta obra e, depois, a possibilidade de vir a ser interpretada pela Orquestra Metropolitana de Lisboa?  Surge numa aula de composição com um dos meus professores - o Christopher Bochmann – que, por sinal, não escreve concertos por considerar o género demasiado tradicional e ser necessário avançar para algo mais contemporâneo. Quando escrevi o Concerto de Sombras foi, digamos, uma resposta à problemática que se discutia na aula do professor Bochmann.

Imaginei-me sentado no público, observando um violinista, em palco, a mexer o arco, a produzir som, mas sem perceber se o som vinha dele mesmo ou se da orquestra que o imitava. Em certos momentos parecia que sim, por vezes parecia que não... Às vezes, ele era claramente ‘O Solista’ e liderava a orquestra. Noutros, ele ‘misturava-se’ com a orquestra e tornava-se numa ’sombra’ dela. Ou às vezes a orquestra uma ‘sombra’ dele... Esta peça é uma ‘transcrição’ desta minha visualização… A OML já tinha tocado a minha obra ”Sinfonieta em três andamentos”.Propus-lhe compor um concerto para violino e aceitaram. Sugeriram-me o solista José Teixeira, com o qual trabalhei e discuti algumas ideias enquanto escrevia a peça. Que experiências mais têm contribuído para a tua maturidade musical? Desde os meus 14 anos que frequento masterclasses, cursos, concursos, etc.. Contactei com muitos músicos, todos diferentes, alguns melhores que eu, com mais conhecimentos, mais experiência. Certamente não teria evoluído tanto, não fossem estas vivências. Como em quase todas as áreas é muito importante experimentar e contactar com outras realidades e pessoas.   Que outros projetos tens em mente? Neste momento estou a escrever música para videojogos. No cinema sempre foi muito comum bandas sonoras de música clássica. Nos videojogos há hoje uma maior procura da música clássica, contrariamente à eletrónica que sempre foi mais predominante. O futuro passa por Portugal? Por enquanto não. Essa hipótese não está nos meus planos a curto prazo. Aqui estou mais central, mais perto das grandes capitais europeias… Paris, Berlim, Amesterdão… É muito fácil deslocar-me. Mas quero fazer projetos em Portugal, sem dúvida…

Está a decorrer nas escolas do pré-escolar e 1º ciclo do ensino básico do concelho de Castro Verde, o projeto “Cante Alentejano na Escola”. Desenvolvido no âmbito da parceria estabelecida entre a Câmara Municipal de Castro Verde e o Agrupamento de Escolas, o projeto promove atividades semanais de cante alentejano e envolve atualmente 363 alunos do pré-escolar e 1º ciclo. O projeto tem como objetivos dar continuidade a um trabalho de afirmação do cante alentejano como expressão da cultura local, contribuindo para o surgir de novas dinâmicas comunitárias e para o enriquecimento curricular dos alunos através de uma abordagem lúdica e pedagógica do cante. Associada ao projeto está uma equipa que envolve os professores titulares, os monitores de cante e os animadores, que asseguram a

contextualização necessária ao desenvolvimento dos ateliers dinamizados semanalmente. O projeto “Cante Alentejano na Escola” veio permitir que o cante seja hoje uma realidade nos centros escolares do concelho, materializando

as aprendizagens adquiridas na sala de aula durante as apresentações de projetos escolares dinamizadas ao longo do ano letivo, ou noutras realidades comunitárias, como é o caso dos centros de dia e lares de terceira idade.

DES (COBRE) O TEU CORPO - DA TEORIA À PRÁTICA

ULSBA e Agrupamento de Escolas promovem projeto contra abuso e violência sexual "Des (cobre) o teu corpo - da teoria à prática" - Projeto de Prevenção do Abuso e da Violência Sexual é o projeto que a Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo está a desenvolver em parceria com o Agrupamento de Escolas de Castro Verde durante este ano letivo. O projeto está a ser desenvolvido junto dos alunos do pré-escolar de Castro Verde e das crianças do jardim-de-infância do Lar Jacinto Faleiro. Intervêm na sua dinamização, ao nível dos diferentes grupos/turma, para além das educadoras de infância e técnicos de saúde, o Programa Escola Segura, o Lar Jacinto Faleiro, a Equipa Local de Intervenção Precoce e a CPCJ de Castro Verde. O projeto tem como objetivos capacitar famílias, educadores e crianças do ensino pré-escolar dos 13 concelhos da área de abrangência da ULSBA

para a importância da prevenção da violência e do abuso sexual, dotando-os de novas competências, bem como, aumentar os co-

nhecimentos sobre o corpo humano e a adequação do contacto físico nos diferentes contextos de sociabilidade.

Biblioteca Municipal dinamiza Clube de Leitura infantojuvenil A Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca dinamiza semanalmente um Clube de Leitura infantojuvenil destinado a crianças entre os 7 e os 12 anos de idade, onde o livro é a ferramenta principal. Fomentar o gosto pelos livros através da partilha da leitura em voz alta, criar laços entre as crianças e a Biblioteca, desenvolver a discussão e a troca de ideias

são alguns dos objetivos deste Clube de Leitura. As sessões acontecem à terça-feira, das 16h30 às 17h30 (crianças dos 10 aos 12 anos), e à quarta-feira, das 17h30 às 18h30 (crianças dos 7 aos 9 anos), dinamizadas pelas técnicas da Biblioteca Municipal, Milene Mendonça e Ana Isabel Duarte. Entre histórias, poesias e contos as crianças são convida-

das a explorar os diversos modos de ver e sentir o mundo, ao mesmo tempo que ampliam a sua compreensão da realidade e estimulam a criatividade e a imaginação. As inscrições (gratuitas) para o Clube de Leitura continuam abertas e podem ser efetuadas na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, durante o horário de funcionamento.


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O Campaniço

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CULTURA

Entrudanças 2018 junta às tradições do Entrudo, a música e a dança  De 9 a 11 de fevereiro de 2018, o Entrudanças regressa a Entradas e junta às tradições do Entrudo, a música e a dança numa festa partilhada por todos. “ÁGUA” é o tema da edição deste ano que, durante três dias, nos leva numa dança entre identidade local, nacional e internacional, cruzando gentes, tradições e saber-fazer, oferecendo várias propostas para a celebração do Entrudo em festa, tradição e confraternização, num movimento de ritmos locais, nacionais e internacionais. Organizado pela Associação Pedexumbo, Câmara Municipal de Castro Verde e Junta de Freguesia de Entradas, o "Entrudanças" constrói-se a partir de uma programação diversificada e proporciona atividades variadas como bailes, concertos, oficinas de dança, oficinas de instrumentos, artes circenses, atividades para famílias e crianças e animação de rua.“Era uma

Tela em branco” é o nome do projeto de criação artística que a Pedexumbo vai desenvolver junto da comunidade escolar e que este ano tem como finalidade a criação de um espetáculo abordando os conceitos de integração, igualdade e sentido de comunidade. Esta criação será o resultado de uma série de oficinas (de artes plásticas e movimento) desenvolvidas em contexto escolar e/ou extracurricular. A envolvência da comunidade local e das várias associações culturais faz do festival um espaço que, para além de promover o convívio, fomenta o contato com as tradições da região, seja através do cante alentejano e da viola campaniça, dos costumes ou da gastronomia local.O festival tem site próprio (http:// ent r uda nc a s.pedex u mbo. com/2018/) através do qual pode aceder a todas as novidades em primeira mão.

Cante Alentejano celebra 3º aniversário Castro Verde comemorou a 25 de novembro o III Aniversário da Classificação do Cante Alentejano como Património Cultural Imaterial da Humanidade. Do programa das comemorações fizeram parte a exibição do filme de Tiago Pereira, “Os Cantadores de Paris”, que contou com a presença de Carlos Balbino, fundador do grupo, e a atuação conjunta dos grupos

corais do concelho. Uma tarde de festa, de cante e de convívio, organizada pela Câmara Municipal de Castro Verde, no âmbito da ação desenvolvida pelo Grupo de Trabalho do Cante. Também os grupos corais do concelho dinamizaram um conjunto de atividades intitulado “O Cante no Concelho” que percorreu as diferentes localidades e teve como intuito assinalar a data.

Ganhões cantam "Fadinho Alentejano" de Ricardo Ribeiro O fadista Ricardo Ribeiro apresentou recentemente o videoclip de “Fadinho Alentejano”, canção escrita por Paulo de Carvalho, para o qual convidou “Os Ganhões” de Castro Verde. “Para mim fazia todo o sentido ter um grupo coral a cantar comigo e lembrei-me dos “Ganhões” de Castro Verde porque já os conhecia e admiro o seu cante. O meu técnico de som, o Rui Guerreiro, é de Castro Verde, então foi muito “fácil” o contacto com os Ganhões. Foi uma experiência comovente porque o cante é uma expressão que mexe comigo. É uma alegria, um privilégio ter comigo este grupo de homens simples e de arte profunda”. “Fadinho Alentejano” integra o mais recente álbum do fadista “Hoje É Assim, Amanhã Não Sei” e cruza cante alentejano e fado, ambos classificados como “Património da Humanidade” pela UNESCO. Duas formas distintas de cantar o que vai na alma, mas ambas com uma forte herança e

"O Alentejo é cultura viva. É uma terra mágica, é elegante, obedece às leis das proporções." sentimento que aqui se complementam com apuro e mestria. “Duas das minhas grandes paixões estão aqui representadas, o Fado e o Alentejo. E as pessoas têm reagido muito bem à mensagem que queremos passar”. Para o fadista “esta é uma cantiga fresca e inocente, com muita graça”. Nem é um fado nem é um cante; é uma cantiga popular com o cheiro e o tempero das duas coisas”. Realizado por Hugo Moura, o videoclip foi filmado entre Castro Verde e Lisboa e capta os doura-

Discoteca "Santa Loucura" vai ser novo hotel em Castro A discoteca S Club / Santa Loucura foi pequena para receber a multidão que fez questão de se despedir desta casa de diversão noturna. A 23 de dezembro o espaço abriu as suas portas, pela última vez, numa noite que ficará na memória de muitos, e que reuniu muitas centenas de pessoas, que aqui participaram naquela que foi “a última dança”. Casa de referência da noite a

sul do país, a Santa Loucura/S Club foi transversal a várias gerações e trouxe a Castro Verde, ao longo destes 24 anos, vários artistas de renome nacional e internacional. O espaço irá dar origem ao novo projeto de José Canário, que consiste na criação de uma unidade hoteleira, que se prevê que entre em funcionamento ainda durante o ano 2018.

dos do Alentejo, com imagens realizadas na Herdade do Vale Gonçalinho e na Casa Dona Maria, em Castro Verde. “Tenho uma relação muito minha com o Alentejo, não sou alentejano, mas tenho um amor, uma ternura a esta terra e à sua cultura que não sei explicar. É de tal modo que às vezes fico “ridículo” porque basta ir ao Alentejo um dia e venho falando à moda do Alentejo e não sai de mim tão depressa. O Alentejo é cultura viva. É uma terra mágica, é elegante, obedece às leis das proporções. Não sei porquê mas amo o Alentejo e lá sinto-me em paz”. O videoclip conta com as participações especiais do humorista César Mourão e da fadista Diana Vilarinho e teve a colaboração da Câmara Municipal de Castro Verde, do Centro de Educação Ambiental do Vale Gonçalinho da Liga para a Proteção da Natureza e dos herdeiros de Álvaro Romano Colaço e de Maria Francisca de Brito Romano Colaço.


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PATRIMÓNIO Museu da Ruralidade Coleção aumentou com antiga oficina de marceneiro e carpinteiro O Museu da Ruralidade recebeu no passado mês de setembro, a título de oferta, uma importante coleção de ferramentas de marcenaria e carpintaria, pertencentes a Fátima Serápio, natural de Ourique. O conjunto de quase uma centena de peças, que inclui enchós, plainas, cepilhos, formões, trados, entre outras, pertencia a seu pai José Vitorino Serápio, natural de Ourique, vila onde este desenvolveu maioritariamente a sua profissão de carpinteiro/marceneiro. Nascido a 15 de maio de 1932, José Vitorino Serápio aprendeu a profissão com o pai e o irmão mais velho, após terminar o exame da

4ª classe, com a idade de 12 anos. Com eles trabalhou até 1964, ano em que morrem os dois, tomando então conta da oficina. Em 1966 vai para Beja trabalhar numa oficina de restauro, onde fica até 1970, regressando então a Ourique onde se instala definitivamente até 2003, ano em que por doença deixa de trabalhar. Conhecido por Mestre Zé, tratava por tu a folha de ouro, a goma-laca e os trabalhos no torno, fabricando algumas das suas ferramentas. A coleção está atualmente a ser objeto de trabalhos de conservação e limpeza, e poderá ser objeto de exposição a partir do próximo ano.

José Vitorino Serápio

Castro Verde marca presença no V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul

Museu da Ruralidade recebe projetos da Escola de Entradas

O Museu da Farinha de S. Domingos, em Santiago do Cacém, acolheu o V Colóquio da Rede de Museus Rurais do Sul, que se realizou a 17 de novembro. Mais de 60 pessoas participaram nesta iniciativa que teve a colaboração do Museu da Ruralidade na sua organização. A molinologia foi o tema de fundo do colóquio onde, entre outras, foram apresentadas comunicações que mostraram a realidade histórica e arqueológica dos moinhos de água de vários concelhos, nomeadamente de Castro Verde, Aljustrel e Santiago do Cacém. A Rede de Museus Rurais do Sul, fundada em Castro Verde em 2015, terá no ano de 2018, "Ano Europeu do Património", pelo menos mais dois colóquios. Em fevereiro/mar-

“Brincadeiras de ontem nos dias de hoje” é o título da exposição que está patente ao público até 31 de janeiro, no Museu da Ruralidade, em Entradas. Fruto de um trabalho que teve como objetivo envolver as crianças do Jardim de Infância de Entradas, sob a orientação da educadora Graça Felício, e os seus familiares, a exposição apresenta um conjunto de jogos, brinquedos e brincadeiras construídos em oficinas organizadas onde participaram pequenos e graúdos. Na sala de exposições temporárias do Museu onde a exposição esteve patente ao público, está também instalado o “presépio do museu” feito em colaboração com os professores da Escola de Entradas e inaugurado no dia

ço em Monchique, tendo como tema de fundo a oralidade, o património imaterial e os discursos expositivos destas duas vertentes

do nosso património e, no final do ano, em Cuba. Qualquer informação pode ser solicitada para o email museururalidade@gmail.com.

FOTODESTAQUE A procissão de Nossa Senhora da Conceição passa em frente da Igreja dos Remédios, onde ainda se vê, no lado esquerdo da imagem, aquela que seria a loja de Fazendas do Sr. Cruz, desmoronada nos primeiros anos da década de cinquenta do século XX. Do lado direito as casas derrubadas no pós 25 de abril de 1974, abrindo espaço para a construção do anfiteatro. Uma banda de música completa o cortejo na direção da Basílica Real. No horizonte é possível ver um moinho, que estaria localizado próximo do local onde está hoje o Lar Jacinto Faleiro, e que faria parte de um conjunto de dois moinhos que já ali estaria no século XVIII. A fotografia será de 1908/1912 e poderá ser de António Francisco Colaço, médico, proprietário, fotógrafo amador, matemático, de ideologia republicana, que nasceu em Castro Verde em 1866, tendo falecido no ano de 1934. A imagem foi cedida ao Museu da Ruralidade por Luís Miguel Figueira.

da festa de Natal, que decorreu na sala principal do Museu de Entradas.


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AMBIENTE “VAMOS POUPAR ÁGUA. TODOS OS GESTOS CONTAM!”

Campanha pública de sensibilização para a poupança de água no concelho de Castro Verde Desde o mês de novembro que a Câmara Municipal de Castro Verde tem em curso a campanha de sensibilização para a poupança de água no concelho, que tem como objetivo alertar a população para a importância do uso racional deste recurso face à situação de seca severa que atravessa todo o país. A campanha “Vamos Poupar Água. Todos os Gestos Contam!” tem sido divulgada através de informação enviada diretamente aos munícipes, nomeadamente, folhetos informativos distribuídos juntamente com a fatura da água, cartazes, “banners” e sensibilização na rádio, e abrange todo o concelho de Castro Verde, propondo medidas para o uso eficiente da água em pequenos gestos do dia-a-dia, contribuindo assim para minimizar os riscos de escassez hídrica e para melhorar as condições ambientais nos meios hídricos. A Câmara Municipal de Castro Verde implementou entretanto algumas medidas de diminuição do consumo de água como a redução do número de regas na generalidade dos espaços verdes e uma atitude mais vigilante no controle de gastos exagerados. Refira-se que na sede de concelho, em particular, Castro Verde enfrenta dificuldades acrescidas uma vez que a vila é abastecida a partir da Barragem do Monte da Rocha cuja capacidade de armazenamento regista atualmente um volume muito baixo. Perante esta situação tão difícil, as palavras não bastam, é urgente agir de modo concreto e consciente.

A água é um bem escasso e essencial que devemos preservar. A falta de água e a seca são um assunto preocupante e da responsabilidade de todos. A adoção de medidas para o uso eficiente da água pode contribuir para minimizar os riscos de escassez hídrica e para melhorar as condições ambientais nos meios hídricos. Poupe hoje a água de amanhã! Siga estas recomendações e dê o seu contributo!   CANALIZAÇÃO • Instale um misturador de água quente e fria nas torneiras, de forma a evitar desperdício de água. • Não deixe as torneiras a pingar. • Mantenha em bom estado a canalização de torneiras, autoclismo e máquinas. • Se detetar uma fuga de água na via pública (rua ou jardim) avise a Câmara Municipal ou outra entidade competente.   CASA DE BANHO • Evite os banhos de imersão. • Tome duches rápidos. • Feche a torneira enquanto escova os dentes ou se barbeia. • Não utilize a sanita como caixote do lixo. • Reduza a quantidade de água por cada descarga do autoclismo. Coloque uma garrafa de plástico cheia de água no depósito ou opte por um autoclismo duplo.   COZINHA • Na compra de eletrodomésticos opte pelos de menor consumo de água e eletricidade. • Utilize as máquinas de lavar roupa e loiça com a carga completa. • Quando tiver pouca quantidade de roupa lave-a à mão. Aproveite alguma água para lavar o chão.   JARDIM • Nunca regue o jardim nas horas de maior calor. • Se possível faça a rega com água de poços e ribeiros, recupere a água da chuva ou reutilize a de uso doméstico (ex.: de lavagem de fruta e legumes). • Cubra a terra do jardim com casca de pinheiro ou outro material apropriado.   LAVAGEM DO CARRO • Reduza o consumo de água na lavagem do carro. • Opte por baldes de água. • Evite a utilização da mangueira mas, caso o faça, feche a torneira quando não estiver a utilizar água.

SEMANA EUROPEIA DA PREVENÇÃO DE RESÍDUOS

Câmara promove ações de sensibilização No âmbito da Semana Europeia da Prevenção de Resíduos, que se assinalou de 18 a 26 de novembro, a Câmara Municipal de Castro Verde promoveu um conjunto de ações de sensibilização junto das crian-

ças dos Jardins-de Infância dos Centros Escolares 1 e 2 de Castro Verde e da Creche do Lar Jacinto Faleiro. Com estas ações, a autarquia teve como objetivo sensibilizar as crian-

ças para esta temática e ajudá-las a compreender a importância que a prevenção de resíduos tem nos dias de hoje, ensinando-as e motivando-as para reciclagem e reutilização de materiais.

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Câmara Municipal de Castro Verde


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PROTEÇÃO CIVIL JUVEBOMBEIRO DE CASTRO VERDE

Escola de Infantes e Cadetes inicia atividade O dia 21 de outubro marcou o arranque da Escola de Infantes e Cadetes da JuveBombeiro de Castro Verde. Foi nesta data que, com o entusiasmo estampado no rosto, os 46 infantes e 13 cadetes, entre os 6 e os 16 anos, receberam das mãos dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde as fardas que os irão acompanhar ao longo da sua passagem por esta escola, numa cerimónia que decorreu no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde, e que contou com a presença do Comandante dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde, Vítor Antunes, e do Presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito. Além da receção dos equipamentos individuais, cuja aquisição foi subsidiada pela Câmara Municipal de Castro Verde, num valor de 2000 euros, as várias crianças e jovens presentes tiveram a oportunidade de conhecer as instalações dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde. A Escola de Infantes e Cadetes encontra-se a funcionar dois sábados por mês, das 14h00 às 17h30,

nas instalações dos Bombeiros Voluntários e tem como missão sensibilizar, motivar e formar as gerações mais novas, envolvendo-as em atividades de associativismo e voluntariado, a fim de

"Este projeto é uma verdadeira mola para a mudança e tem como objetivo aproximar a corporação à comunidade castrense" desenvolverem espírito de partilha e de iniciativa. Para Diana Marcelino, coordenadora da JuveBombeiro de Castro Verde, o número de inscrições superou largamente as expecta-

tivas e o feedback tem sido “muito positivo, tanto por parte das crianças, como dos pais”. As Escolas de Infantes e Cadetes são atualmente uma realidade em muitas associações de Bombeiros Voluntários. Nos últimos anos tornou-se constante o apelo ao ingresso de novos bombeiros e tem vindo a desenvolver-se um importante trabalho de consciencialização da sociedade para as dificuldades que os efetivos existentes enfrentam diariamente para garantir uma resposta operacional adequada. Neste sentido, para a coordenadora da JuveBombeiro, este projeto vem constituir “uma verdadeira mola para a mudança, tendo como objetivo aproximar a nossa corporação à comunidade castrense, promover a instrução inicial para um possível ingresso na carreira de Bombeiro, formando estes jovens nas temáticas da proteção e socorro, ao mesmo tempo, procurando fazer com que estes se tornem cidadãos mais conscientes, fomentando-lhes valores morais e éticos de cidadania”.

NÃO QUEREMOS QUE A ÁGUIA IMPERIAL IBÉRICA DEIXE DE VOAR NO NOSSO CÉU.

ÁGUIA -IMPERIAL-IBÉRICA (Aquila Adalberti)

500

Casais na Península Ibérica

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Casais em Portugal

Águia mais ameaçada da Europa Protegê-la é nosso dever!

Câmara apoia Bombeiros Voluntários de Castro Verde Reconhecendo a importância que a missão dos Bombeiros Voluntários representa para a sociedade e bem-estar das populações do nosso concelho e, tendo em consideração as dificuldades que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde enfrenta diariamente para fazer face aos custos correntes da sua atividade, a Câmara Municipal de Castro Verde, reuni-

da em sessão ordinária de dia 21 de dezembro, aprovou a concessão de um apoio financeiro no montante de 500€euros a esta entidade. A proposta de atribuição desde subsídio surge ainda no seguimento da realização da Venda de Natal 2017, que decorreu de 15 a 20 de dezembro nas instalações dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde, tendo esta entidade prescindido de qual-

quer contrapartida financeira pela utilização do espaço. Refira-se, ainda, que durante esta Venda de Natal, a Câmara Municipal promoveu a presença de uma “banca” onde disponibilizou livros e diversos materiais promocionais com edição da autarquia, cuja receita das vendas, a par do apoio agora decidido, reverteu inteiramente para os Bombeiros Voluntários de Castro Verde.

Castro Verde participa no projeto Conservação da Águia Imperial em Portugal. Projeto LIFE Imperial LIFE 13 NAT/PT/001300

BENEFICIÁRIO COORDENADOR

BENEFICIÁRIO ASSOCIADO

FINANCIAMENTO COMUNITÁRIO

CO-FINANCIAMENTO


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NECROLOGIA Adelina de Jesus Mestre Simões, 76 anos, Rio de Mouro Albano Graça d’Almeida, 75 anos, Castro Verde Alcino Custódio Guerreiro, 55 anos, Almeirim Álvaro José G. Ludovina, 75 anos, República Federal Alemã Ana Maria Carneirinho Marcelino Ferreira, 74 anos, Castro Vede António Correia Gomes Ferreira, 74 anos, Entradas António Paulino Mestre, 83 anos, Castro Verde António Salvador C.Tadeu, 78 anos, Santa Bárbara de Padrões Arlete Ramos Figueira, 84 anos, Castro Verde Bárbara de Brito Guerreiro, 93 anos, Setúbal Bárbara Guerreiro Mestre Coelho, 80 anos, Castro Verde Bazília dos Santos Colaço, 91 anos, Castro Verde Capitolina da Conceição Vilhena, 91 anos, Castro Verde Conceição Maria Paes, 99 anos, Entradas Constança Maria Mestre, 101 anos, Beringelinho Delmira Maria, 84 anos, Entradas Elísia Antónia Paulino Lança Silva, 38 anos, Sete Etelvina Júlia Paulos, 80 anos, Castro Verde Eugénio Colaço Ramires, 92 anos, Santa Bárbara de Padrões Evaristo André Santos, 53 anos, Lombador Fernanda Ferreira Sardinha Colaço, 83 anos, Castro Verde Francisco Valério Guerreiro, 89 anos, Castro Verde Horácio Afilhado Teresa, 78 anos, Castro Verde Ilda Guerreiro Palma, 88 anos, Castro Verde Isabel Florêncio Colaço, 96 anos, Castro Verde Jacinto Nobre Marques, 82 anos, Castro Verde Joana Afilhado Escorrega Afonso, 90 anos, Castro Verde Joana Leandra dos Santos, 84 anos, Entradas Joaquim Agostinho Valério, 88 anos, Castro Verde Joaquim Baltazar Cristina, 79 anos, Sete Joaquim da Graça Estevens, 69 anos, Castro Verde Joaquim José Teresa Mestre, 67 anos, Entradas José Paulino Júnior, 80 anos, Castro Verde José Seroide, 84 anos, Castro Verde Leonor Maria Silva, 77 anos, Entradas Luís Manuel do Carmo Matoso, 60 anos, S. Marcos da Atabueira Manuel Bartolomeu da Silva, 95 anos, Entradas Manuel da Costa Gonçalves, 76 anos, Entradas Manuel de Brito Guerreiro, 92 anos, Castro Verde Manuel Jesuína Graça, 64 anos, Castro Verde Manuel Joaquim, 96 anos, Castro Verde Manuel Joaquim Inácio, 70 anos, Faro Manuel José Vargas Revés, 84 anos, Vendas Novas Manuel Madeira Coelho, 79 anos, Entradas Manuel Maria Correia, 87 anos, São Marcos da Atabueira Manuel Rosa Fatana, 70 anos, Sete Margarida Maria dos Santos, 70 anos, Castro Verde Maria Bárbara, 89 anos, Beringelinho Maria Catarina Mamede Branco, 81 anos, Castro Verde Maria de Fátima da Silva Candeias, 51 anos, Castro Verde Maria de Fátima Ressurreição Rosa, 76 anos, Entradas Maria dos Anjos Guerreiro Madeira Gomes, 52 anos, Castro Verde Maria Isabel Marques da Cruz, 91 anos, Castro Verde Maria Ivone Marques Escorrega, 67 anos, Castro Verde Maria Virgínia Bernardino Coelho, 89 anos, Castro Verde Mariana Catarina Costa, 87 anos, Entradas Mário da Costa, 92 anos, Lombador Mário da Palma Mestre, 56 anos, Beringelinho Noémia Esperança Reis, 84 anos, Castro Verde Rui Cesário da Silva Aguiar, 67 anos, Castro Verde Sebastião Manuel Canário Tomé, 81 anos, Beringelinho Virgílio Manuel Lagartinho, 79 anos, Castro Verde

EUGÉNIA MARIA LUDOVINA Faleceu a 20-12-2016

MANUEL ANTÓNIO ROSA Faleceu a 14-01-2017

O filho Manuel Fernando Ludovina Rosa para todos os dirigentes e trabalhadores (as) de todas e quaisquer funções e ao seu presidente, o meu sincero e profundo agradecimento. Ao Lar Jacinto Faleiro, ao qual fico muito grato, pelo que fizeram pelos meus pais e também aquelas pessoas que os acompanharam até à sua última morada. Um abraço a todos e muito obrigado.

Despedida a Castro Verde

Estrada Nacional nº 2

Utopia

Eu te saúdo Castro Verde Terra de meus avós, de meus pais, Minha terra, terra da minha infância, Da minha primeira escola e meu primeiro sonho. Por todos e por tudo eu te agradeço Castro Verde.

A número 2 é uma estrada De categoria Nacional De Norte a Sul instalada Atravessa o nosso Portugal

Hoje estou sem inspiração, mas ainda me atrevo a dizer que gostaria de viver num mundo justo onde as pessoas se compreendessem, onde a hipocrisia se afastasse e todos fossem mais unidos e justos, onde ninguém tivesse de viver da caridade.

Castro Verde Rua da Belavista A rua onde eu nasci. Casa nº17 Já tenho imensas saudades Das suas casas branquinhas. Ai quantas vezes me lembro Da rua onde eu nasci Nada lá era tristinho Por isso às vezes eu sonho Com a rua onde eu vivi. Que boa mocidade Havia em tempos antigos Às vezes era à pedrada Outras vezes à chapada Mas sempre grandes amigos. Castro Verde Fazíamos corridas a pé Para ver quem ao fim chegava Era com a mocidade toda´ Lá na rua onde eu morava. E aquela casa modesta Que eu ainda não esqueci Mas já não é minha, meus pais a venderam Com grande desgosto fiquei. Pois era a casa onde eu nasci. Era linda a mocidade No tempo que lá vivi Hoje tenho saudades Mas a vida é mesmo assim. Castro Verde é uma vila linda És tão linda, para mim não há igual És a vila mais linda Das vilas de Portugal. Castro Verde terra bendita Cheia de encanto e beleza Fica no Baixo Alentejo Linda vila por natureza.

I Em vias de comunicação Nesta nação pacata Não há quem a bata Na sua extensão Toda com alcatrão Sempre muito transitada Por milhares é circulada No mundo é a terceira Na europa a primeira A número 2 é uma estrada II 32 concelhos e onze rios atravessa O turismo vai atraindo E nessa estrada seguindo No seu percurso, sem pressa Alta velocidade não interessa Mas sim a normal Com aceleração natural Por aqueles que é percorrida No país a mais comprida De categoria Nacional III Em Chaves, seu início tem Onze distritos vem visitar E em Faro terminar A todos ela convém Essa via lhes faz bem Perto de onde está fixada Constantemente ocupada Rasga planícies e quatro serras De Norte a Sul instalada IV No seu comprimento Com 738 quilómetros e meio Quem nela transita em cheio Tem o seu conhecimento Do seu apetrechamento Com falhas ou divinal Informo que afinal Tem o km nº 607 em Ervidel O 619 em Aljustrel Atravessa o nosso Portugal Vitorino da Palma Cavaco - Ervidel

Amo-te Castro Verde És verde e nunca secas. Maria Clara Ramos - Verride

Isto é um sonho meu, uma utopia, tenho plena consciência de que este meu sonho de menina, que ainda na minha terceira idade continua a martelar na minha cabeça, nunca será realizado. Mas também a consciência de que tudo poderia ser melhor se a ambição dos homens fosse mais moderada, mas a ganância de ser sempre superior enlouquece os soberanos, bem como os seus subordinados, por isso digo que vivemos num mundo louco. Eu queria ser uma flor Que perfumasse todo o mundo Onde reinasse o amor E o respeito fosse profundo Mariana Palma

Bombeiro, homem de paz O bombeiro voluntário Amigo de toda a gente Luta nesse calvário Nunca recua, vai sempre em frente. Ser bombeiro é ter coragem E com a coragem leva a paz O bombeiro é corajoso e forte Ele o povo satisfaz. O bombeiro apaga a chama Não hesita voltar atrás Ele avança, não reclama É um soldado da paz. Quantas vezes desfaleceu A sua carne já queimada Até a morte lhe aparece Sem ser desejada. Veio a morte e o levou Quem muito teve para dar A cooperação brilhou Pelo seu dever praticar. Condecorado também Bombeiro, homem de paz Salvou a vida de alguém A sua ficou para trás. Maria de Jesus Peres Lopes - Lisboa

MANUEL ROSA FATANA Faleceu a 27/09/2017 - Sete A família de Manuel Rosa Fatana, consternada com o seu falecimento (em 27 de Setembro de 2017), vem por este meio agradecer a todas as pessoas que manifestaram o seu carinho, conforto e apoio, pela perda do seu ente querido.

JOSÉ DE SOUSA ARRUDA O Açoriano Quatro anos de intensa saudade da sua esposa e família. José estarás sempre no coração da tua Maria. Descansa em paz.

FRANCISCO VALÉRIO GUERREIRO Faleceu a 19-07-2017 - Monte Cerro Esposa, filha e restante família, agradecem todas as homenagens que lhe foram prestadas, assim como a todas as pessoas que, de alguma forma, partilharam a nossa dor. O nosso muito, muito obrigado!

JOSÉ PAULINO JÚNIOR Faleceu a 12/09/2017 - Castro Verde Esposa, filhos, nora, genro, netos e demais familiares agradecem a todos os que, de diferente forma, manifestaram o seu pesar pelo falecimento do seu ente querido, bem como aos órgãos autárquicos do concelho de Castro Verde, nomeadamente, Assembleia Municipal, Câmara Municipal e Assembleia de Freguesia da União de Freguesias de Castro Verde e Casével.


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LEITORES & UTILIDADES A sombra

PARA LER E MEDITAR

Já não sou eu, já não sou Uma sombra apoderou-se de mim Solene, como uma folha que cai duma árvore Sorrateira e sombria como o nevoeiro

Em todas as épocas, desde que o Mundo é Mundo, houve sempre alterações no ser humano, no aspeto físico e comportamental. Nesse sentido, vou dedicar este poema à juventude que conduzirá os destinos deste País, no futuro.

A chuva, gelada e forte Encharca todos os sonhos primaveris Transforma lagos em pântanos Faz esconder o sol e o arco-íris O fumo, dono e senhor duma cor negra Penetra num mundo que já foi colorido Polui todos os pensamentos Escurece todos os litros de sangue A solidão devora o vazio Consome a esperança Alcança o coração e trinca-o Violentamente, sábia e matreira O frio, quase ártico, corre Arrefece qualquer bocado de calor Queima qualquer vestígio de sol Congela qualquer tipo de luz O vento, veloz, sopra Leva as forças e esvanece os sonhos Deixa as lágrimas e a derrota Vence imponente e imperial Cabisbaixo, já não sou eu Já é só sombra dominante Que dolorosamente, é rainha Dona de mim, dona alma, dona de tudo.

I Porque será que lhes dizem, Que são a geração rasca? Preguiçosos e indolentes, Juventude descarrilada, Vivendo para a vertigem, Sem vontade,sem ter graça. II Que atenção lhes têm dado, Quem lhes aponta o dedo, Qual o caminho indicado, Para o sucesso o segredo, Devem é ser informados, Ou será que têm medo? III Mas eu venho aqui dizer, Com revolta e sem rebuço, Que tenho enorme prazer, E sou dos que têm orgulho, Neles, os que irão fazer, No País,um melhor futuro. Vicente Q. Guerreiro - Almada

                    

Carlos Luís (filho) - Castro Verde

FEVEREIRO AGRICULTURA /JARDINAGEM / ANIMAIS As terras para sementeira de primavera devem estar lavradas. No norte e no centro semear alface (a transplantar em março-abril), couves, nabo, nabiça, pimento, alho-porro, repolho, feijão e tomate; no sul semear abóbora, cenoura, couves, ervilha, pimento, feijão, nabiça, pepino, tomate e melancia. Semear milho de sequeiro nas terras altas. Transplantar as cebolas a colher em maio-junho e as couves semeadas em dezembro, a colher em junho-julho (repolhos); colher os espinafres, couve-flor e brócolos; plantar batata (a colher em junho). Podar no minguante, menos damasqueiros e morangueiros. Tratamento das macieiras, pereiras e pessegueiros. Iniciar a enxertia. Plantar árvores e semear pinheiro-bravo ao crescente. Trasfegar o vinho se ainda não o fez. Face à geada, a rega melhora a resistência das plantas. Na horta semear alho-francês, beterraba, cebola, cenoura, coentro, couve-flor, de grelo, de nabo, espargos, ervilha, espinafre, fava, feijão, melancia, nabiça, pimento, rabanete, repolho, salsa, segurelha e tomate. Colher nos abrigos cenouras e couves de Bruxelas. No jardim proteger os pés-mães de crisântemos com palha miúda para se obter mais estacas. Semear as flores anuais como ervilhas-de-cheiro, gipsófilas, manjericos, cíclames, cólios, sécias, etc. Animais: fornecer às vacas leiteiras suplementos de farinha, amendoim e linhaça.

FASES DA L

A

Informações BORDA-D’ÁGUA

7 FEV 15 FEV 23 FEV 2 MAR 9 MAR 17 MAR 24 MAR 31 MAR

QUARTO MINGUANTE LUA NOVA QUARTO CRESCENTE LUA CHEIA QUARTO MINGUANTE LUA NOVA QUARTO CRESCENTE LUA CHEIA

NOTA DA REDAÇÃO Estas páginas são dedicadas a todos os leitores do boletim “O Campaniço”. Envie-nos as suas poesias, crónicas e outros textos fruto da sua criatividade. Os trabalhos podem ser enviados por correio, para "O Campaniço". Câmara Municipal de Castro Verde. Praça do Município, 7780-217 Castro Verde ou através do email gab.comunicacao@cm-castroverde.pt

Receitas Filetes de Peixe-Espada ao Mel 4 filetes de peixe-espada 4 dentes de alho 2 colheres de sopa de polpa de tomate 1 dl de vinho branco 2 colheres de sopa de mel azeite q.b. sal e pimenta q.b. 4 colheres de sopa de água Descasque os dentes de alho, pique-os e leve a alourar em azeite. Acrescente o mel, o vinho branco, as quatro colheres de água e a polpa de tomate. Tempere com sal e pimenta e deixe arrefecer durante alguns minutos. Coloque os filetes de peixe num recipiente e regue com a mistura. Deixe macerar durante uma hora. Aqueça um pouco de azeite numa frigideira ampla, cozinhe o peixe, já escorrido, em lume forte, virando para que fique dourado uniformemente dos dois lados. Aqueça o molho de mel em lume brando, retirando-o antes de começar a ferver. Coloque os filetes numa travessa e regue com o molho. Sirva quente e acompanhado de batata cozida e salada.

Peito de Pato com Mel e Pêras Caramelizadas 4 peitos de pato 4 pêras rocha 1 pitada de sal 1 colher de chá de pimenta 50g de margarina 1dl de azeite 60g de mel 1 dl de vinho tinto 1 cravinho 3 hastes de rosmaninho Dê uns golpes na diagonal na pele do peito de pato e leve a alourar em frigideira com azeite. Tempere a carne com sal e pimenta e coloque-a num tabuleiro. Descasque as pêras, corte-as ao meio e tire-lhes o caroço. Numa frigideira coloque a margarina e deixe aquecer. Introduza as pêras e adicione um pouco de mel. Deixe caramelizar e adicione o pato, leve-o ao forno. Deite o vinho e o restante mel na frigideira. Adicione o cravinho e o rosmaninho. Deixe ferver sobre lume médio até o molho reduzir e espessar. Pode acompanhar com arroz ou salada.

Bolo de Vinho do Porto 5 ovos 500g de farinha 500g de açúcar 4 colheres de sopa de mel 250ml de leite 250ml de azeite 1 cálice de vinho do porto raspas de um limão açúcar em pó Bata as gemas com o açúcar, o mel, o azeite e a raspa do limão. Depois de tudo batido misture o leite, o vinho do porto e a farinha e envolva, posteriormente, com as claras, previamente batidas. Leve ao forno em forma untada com manteiga. Desenforme e polvilhe com açúcar em pó. in “À Nossa Mesa com…Mel” de Maria José Palma, Editora 100Luz


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DESPORTO Atividade Com’Vida Programa está no terreno com propostas para todas as idades

Atletismo Jovem Castro Verde recebe 199 atletas no 8º Meeting O Meeting de Atletismo Jovem de Castro Verde continua a ser uma prova que marca o calendário do atletismo no sul do país tendo, nesta sua oitava edição ,contando com a participação de 199 atletas de 13 equipas de vários pontos do país (distritos de Lisboa, Setúbal, Beja e do Algarve) que, no dia 10 de dezembro, disputaram na Pista de Simplificada Atletismo do Estádio Municipal 25 de Abril, as diferentes disciplinas que compõem esta competição, nomeadamente, corrida, concurso de

saltos (comprimento e altura) e concurso de lançamentos (peso e dardo) e a realização simultânea da Taça de Benjamins. Coletivamente, esta oitava edição teve como vencedora a equipa do Sporting Clube de Portugal (Lisboa). Nas marcas individuais, entram para o Ranking de Meeting de Atletismo Jovem de Castro Verde um conjunto de resultados que refletem a importância da formação e da criação de momentos de encontro entre atletas, uma das missões da prova ao direcio-

nar-se para os escalões jovens. O 8º Meeting de Atletismo Jovem de Castro Verde foi organizado pela Câmara Municipal de Castro Verde, no âmbito da parceria estabelecida com a Associação de Atletismo de Beja, e contou com o apoio da União de Freguesias de Castro Verde e Casével, com o apoio à divulgação do Diário do Alentejo, Rádio Castrense e Rádio Voz da Planície e o apoio da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde.

“Atividade física para todos”. É este o lema do programa “Atividade Com’ Vida”, da Câmara Municipal de Castro Verde, que em setembro iniciou mais uma época desportiva. Com uma abrangência territorial que se estende a todo o concelho, o programa engloba uma pluralidade de projetos desportivos, direcionados a diferentes públicos e a diferentes problemáticas, e reflete a preocupação da autarquia na dinamização de projetos com benefícios diretos no bem-estar da população. “Agita a tua Vida!”, “Desporto Sénior”, “Escola Municipal de Natação e Atividades Aquáticas”, “Escola Municipal de Ténis” e “Bóccia Sénior” são alguns dos projetos disponíveis, e que têm como objetivo a promoção da prática de atividade física e a sensibilização da população para hábitos de vida mais saudáveis. A dinamização das instalações desportivas, associativas e cul-

turais do concelho é outra das componentes deste Programa de Atividade Física, animando os centros culturais e de convívio das pequenas localidades do concelho. PROJETOS EM CURSO

- Agita a Tua Vida! - 65 inscritos - Desporto Sénior - 213 inscritos - Escola Municipal de Natação - 479 inscritos - Escola Municipal de Ténis - 7 inscritos - Boccia Sénior - 105 participantes - Expressão Motora no Ensino Pré-Escolar - 131 inscritos - Caminhadas e Passeios de Bicicleta - 68 participantes Informações/inscrições Gabinete de Desporto da Câmara Municipal de Castro Verde, no Fórum Municipal (t 286 320 040 / desporto@cm-castroverde.pt).

Castro Verde Luís Filipe Vieira inaugura Casa do Benfica Luís Filipe Vieira, Presidente do Sport Lisboa e Benfica, esteve em Castro Verde no passado dia 25 de novembro, tendo sido recebido nos Paços do Concelho pelo presidente da Câmara Municipal de Castro Verde, António José Brito, pela presidente da Assembleia Municipal, Ana Paula Baltazar, e pelo presidente da Casa do Benfica, José Carlos Tomé. Além do presidente do clube, Luís Filipe Vieira, a comitiva encarnada foi composta pelo vice-presidente, Domingos Almeida Lima, e pelo antigo futebolista, António Veloso. A visita teve como propósito a inauguração oficial da Casa do Benfica de Castro Verde, à qual se seguiu um jantar com cerca de duas centenas de adep-

“Voleibol nas Aldeias” AVAL lança projeto-piloto nas EB1 de Entradas e Santa Bárbara de Padrões

tos na Escola Secundária. Para o presidente da Casa do Benfica de Castro Verde, José Car-

los Tomé, este foi um “dia especial” para a instituição e “um dos momentos altos da sua história”.

A Associação de Voleibol do Alentejo e Algarve (AVAL) lançou no início de 2018, um projeto-piloto nas Escolas Básicas do 1º Ciclo de Entradas e Santa Bárbara de Padrões, com o objetivo de divulgar a modalidade junto dos mais novos e cativar novos praticantes. Este projeto surge no seguimento de uma necessidade identificada durante o trabalho desenvolvido pela associação, ao abrigo do protocolo de coope-

ração celebrado com o Agrupamento de Escolas de Castro Verde, que concluiu que muitas das crianças que frequentam estes estabelecimentos de ensino não têm a possibilidade de deslocar-se a Castro Verde para praticar desporto. Para já este projeto-piloto vai funcionar duas vezes por mês, nas escolas já referidas, mas poderá tomar outra dimensão, dependendo da aceitação dos alunos e professores.


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O Campaniço

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DESPORTO CRISTINA RAKASI

“A Patinagem é a minha grande paixão”

Jiu-Jitsu Bruno Lima sagra-se Campeão Nacional

Cristina Rakasi é uma das grandes promessas da patinagem artística a nível nacional. A atleta do Futebol Clube Castrense tem-se destacado em várias competições nacionais e, em outubro passado, conquistou a medalha de bronze na Taça Europa, competição onde se apresentou pela segunda vez ao serviço da seleção nacional.

O atleta da Associação de Jiu-jitsu Brasileiro de Castro Verde, Bruno Lima sagrou-se campeão nacional na categoria Infanto-Juvenil/ Faixa Verde, no passado dia 9 de dezembro. O atleta de 15 anos disputou o Campeonato Nacional Open 2017, que decorreu em Lisboa, e trouxe para Castro Verde a medalha mais desejada da competição. Bruno Lima é já considerado um dos melhores lutadores de Jiu-Jitsu de Portugal e tem feito história ao alcançar um conjunto

de títulos nacionais e internacionais na modalidade, como o de campeão britânico na categoria de Juvenis/ Faixa Laranja, no British National Kids Jiu-Jitsu Championship, em 2016, e o Portugal Grand Slam Jiu-Jitsu 2017 e o terceiro lugar no VII Campeonato Português de Jiu-jitsu, em 2017. Em novembro, o atleta foi também homenageado pelo Canal Londres 24 Horas, através da publicação de um vídeo com alguns momentos da sua carreira desportiva.

Carlos Sequeira é campeão europeu Cristina Rakasi tinha apenas cinco anos quando calçou os patins pela primeira vez. Incentivados por António dos Anjos (ex-dirigente do Futebol Clube Castrense e impulsionador do desporto patinado na região), os pais da atleta, Cláudia e Janos Rakasi, levaram-na ao Pavilhão Desportivo Municipal de Castro Verde onde haveria de experimentar pela primeira vez aquela que é hoje a sua grande paixão, patinar. Sete anos depois, a atleta da secção de patinagem artística do Futebol Clube Castrense é uma das grandes promessas da modalidade na região e no país. No passado dia 31 de outubro representou, pela segunda vez, a seleção nacional na Taça Europa de Patinagem Artística onde conquistou a medalha de bronze (3º lugar), na prova de Patinagem Livre, escalão de Iniciados Femininos, e onde já tinha marcado presença em 2015, em França, protagonizando assim mais um importante momento para a história do desporto em Castro Verde. Para Cristina Rakasi o nível de responsabilidade é grande quando se trata de representar a Seleção Nacional. “Estou muito orgulhosa por ter representado Portugal, uma

vez mais, e por ver todo o meu trabalho e esforço recompensados mas é uma grande responsabilidade pois estou a representar-me a mim, ao meu treinador, Edgar Jorge, e a todo o povo português”. A primeira conquista de Cristina Rakasi aconteceu em 2011, ao receber a medalha de bronze no Torneio Planície (Beja). Desde então, outros prémios se seguiram no percurso da jovem patinadora que afirma sentir-se orgulhosa com todas as suas medalhas e das quais destaca a Medalha de Bronze alcançada a título individual no Campeonato Nacional (2015), a Medalha de Bronze, na Taça de Portugal, por equipas (2016), e a Medalha de Prata obtida na Taça de Portugal (2017). Prémios que encara como uma compensação por todo o empenho e esforço com que, ao longo dos anos, se tem dedicado à modalidade. “Para alcançar bons resultados é necessário uma boa preparação física e técnica. Por semana, costumo treinar 10 horas. Oito horas de patinagem e duas horas de preparação física”. Exigências que cumpre com facilidade não fosse esta a sua única e grande paixão. “O que me motiva a continuar é simplesmente o facto de eu adorar este desporto mas

também o apoio da minha família, que tem sido fundamental, bem como a paciência e dedicação do meu treinador, sem o qual, não conseguiria alcançar tais resultados”. No entanto, há obstáculos, e como atleta de alta competição o ideal seria treinar diariamente com um máximo de 5 a 6 atletas dentro do ringue, ou frequentar um ginásio adaptado a este desporto, o que não acontece e acaba por dificultar todo o trabalho”. Paralelos aos treinos, estão os estudos que, Cristina Rakasi, a frequentar atualmente o 8º ano na EB 2,3 Dr. António Francisco Colaço, afirma conseguir conjugar com algum método e organização. “Para os meus pais, os estudos são o mais importante e estão sempre em primeiro lugar. Como diz a minha mãe, “se não tiver boas notas, não pode patinar”. Aos 12 anos a atleta da secção de patinagem artística do Futebol Clube Castrense tem objetivos bem definidos e espera, a médio prazo, continuar a obter as melhores classificações a nível nacional e, se possível, internacional. A longo prazo, continuar a ser uma atleta de topo, ser treinadora e fisioterapeuta e conseguir trabalhar com atletas de nível mundial.

O atleta Carlos Sequeira, da Associação de Jiu-Jitsu Brasileiro de Castro Verde (AJJBCV), sagrou-se Campeão Europeu do Escalão Master 3 – Faixa Azul, no European Jiu-Jitsu IBJJF Championship 2018. A competição, que marcou o arranque da época desportiva 2018, decorreu entre os dias 16 a 21 de janeiro no Pavilhão Desportivo de Odivelas, e contou com a participação de cerca de 6000 atletas.

Castro Verde participa na Mini/Meia Maratona de Lisboa 2018 A Câmara Municipal de Castro Verde organiza mais uma participação na Mini/Meia Maratona de Lisboa 2018 - Travessia da Ponte 25 de Abril. A prova, de âmbito nacional, realiza-se a 11 de março e propõe dois percursos diferentes: a mini (7km) e a meia-maratona (21km). O percurso tem como «ex-líbris» a passagem da Ponte 25 de Abril e a meta fica em frente ao Mosteiro dos Jerónimos.


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O Campaniço

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NOTÍCIAS Breves Castro Verde integra Rede das Bibliotecas da UNESCO A Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, em Castro Verde, já integra a Rede das Bibliotecas Associadas à Comissão Nacional da UNESCO (CNU), que engloba mais de 500 bibliotecas nacionais e internacionais, após formalização da candidatura apresentada a 5 de dezembro de 2017.
Promovida pela Comissão Nacional da UNESCO, a rede tem como objetivo aproximar e apoiar as bibliotecas para que, junto das suas comunidades, promovam o diálogo entre culturas e a atenção para assuntos internacionais e divulguem a informação sobre as publicações da própria UNESCO.
Castro Verde junta-se agora às restantes bibliotecas do Baixo Alentejo que integram a Rede, como Ferreira do Alentejo, Ourique, Aljustrel, Beja e Serpa.

Novos corpos sociais nos Bombeiros de Castro Verde Tomaram posse a 5 de janeiro os novos Corpos Sociais da Ass. Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde para o Triénio 2018/2020. Aníbal da Conceição mantém-se na presidência da direção da associação, composta por José Francisco Contente (Vice-Presidente), Jacinto Palminha (Primeiro Secretário), Juvenal Chichorro (Segundo Secretário) e Manuel Aires Pereira (Tesoureiro). A Mesa da Assembleia Geral será presidida por António Baião, contando ainda com José António da Conceição (Vice-Presidente) e Natércia da Silva (Secretária). Já o Conselho Fiscal é composto por Manuel Camacho (Presidente), António Guerreiro Brito (Vice-presidente) e Eduardo Rodrigues (Secretário Relator).

Natal em Castro Verde

De 15 a 20 de dezembro, Castro Verde promoveu um conjunto de iniciativas que teve como objetivo assinalar a quadra natalícia. A Venda de Natal, uma das várias ações dinamizadas pela autarquia abriu ao público a 15 de dezembro, no Pavilhão dos Bombeiros Voluntários de Castro Verde, e reuniu um total 24 artesãos e produtores locais naquele que voltou a ser um espaço de divulgação e promoção dos produtos e do artesanato que se produzem em Castro Verde. Durante os dias da Venda de Natal, a Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca dinamizou neste espaço um programa de animação infantil com propostas para os mais pequenos, como contos, artes plásticas, pinturas faciais e modelagem de balões, e os Bombeiros Voluntários de Castro Verde desenvolveram um conjunto de ações de sensibilização. Refira-se, ainda, que durante esta Venda de Natal, a Câmara Municipal promoveu uma “banca” de livros e diversos materiais promocionais com edição da autarquia, cuja receita das vendas, a par do apoio aprovado, reverteu inteiramente para os Bombeiros Voluntários de Castro Verde. Houve ainda espaço para diferentes momentos musicais e animações alusivas à quadra natalícia, workshop de cozinha e apresentação do livro de Sofia Paulino “Contos ao Vento”. Outra das iniciativas a decorrer em Castro Verde, no âmbito da quadra natalícia foi a Campanha “Neste Natal, Ofereça Castro Verde. Compre no Comércio Local”, promovida pela Câmara Municipal de Castro Verde, que contou este ano com 56 estabelecimentos aderentes. A iniciativa decorreu até ao dia 6 de janeiro de 2018, data em que foram anunciados os prémios aos vence-

"Durante esta Venda de Natal, a Câmara Municipal promoveu uma “banca” de livros e diversos materiais promocionais com edição da autarquia, cuja receita das vendas, a par do apoio aprovado, reverteu inteiramente para os Bombeiros Voluntários"

dores. Os primeiros três prémios incluíram este ano vouchers em compras no valor de 700€e (1º prémio), de 300 e€ (2º prémio) e de 150 e€ (3º prémio), a utilizar nas lojas aderentes ao Concurso. No âmbito da Campanha foi promovido um conjunto de ações que teve como objetivo animar e contribuir para a revitalização do espaço comercial de Castro Verde. Na Praça da Liberdade, junto ao Cineteatro Municipal funcionou uma pista infantil, que fez as delícias dos mais novos, e pelas ruas da vila, o Pai Natal e os seus duendes distribuíram música e doces. O Passeio de Pais Natal em Bicicleta, com partida da Praça da República e desfile pelas ruas da vila, foi outro dos momentos altos desta programação de Natal. Também a iluminação de Natal voltou a dar um brilho especial às principais artérias da vila, valorizando os diferentes espaços urbanos e o comércio local.

Breves Agrupamento de Escolas edita Calendário 2018 O Agrupamento de Escolas de Castro Verde, com o apoio da União de Freguesias de Castro Verde e Casével e da Câmara Municipal de Castro Verde, editou um Calendário para 2018 com desenhos alusivos à Reserva da Biosfera de Castro Verde, elaborados pelos alunos do pré-escolar e 1º ciclo do Ensino Básico do concelho de Castro Verde, no âmbito projeto Fénix. Os calendários podem ser adquiridos, a título gratuito, na União de Freguesias de Castro Verde.

Câmara apoia “Asas Verdes” e “Os Rafeiritos do Alentejo” A Câmara de Castro Verde vai atribuir à Sociedade Columbófila “Asas Verdes” e à Associação Canil e Gatil “Os Rafeiritos” do Alentejo, um subsídio no valor de 1.000€, cada. A concessão destes apoios tem por base o importante papel que a “Asas Verdes” tem tido na promoção da atividade columbófila e mobilização associativa da comunidade e o plano de atividades apresentado para o ano 2018, assim como o importante trabalho que a “Os Rafeiritos do Alentejo” tem desenvolvido no campo da recolha e tratamento de animais abandonados.

Calendário de Feiras e Mercados para 2018

Castro Verde recebeu, a 23 de janeiro, a visita do Secretário-Geral da Organização Mundial do Turismo (OMT), Zurab Pololikashvili, que se fez acompanhar pela Secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e pelo Presidente da Entidade Regional de Turismo do Alentejo-Ribatejo, António Ceia da Silva. A visita representou uma oportunidade única de valorização do concelho num setor decisivo para o futuro e teve como objetivo proporcionar o contacto direto com a oferta turística sustentável do território. Durante a visita, o Secretário-Geral ficou a conhecer os projetos e as boas práticas implementadas ao nível da conservação da natureza e, por

conseguinte, os motivos que levaram à classificação do concelho como Reserva da Biosfera da UNESCO. Zurab Pololikashvili enalteceu o importante trabalho desenvolvido em Castro Verde, bem como o seu potencial turístico e considerou que este é “um bom exemplo de como respeitar e conservar a natureza”. O Secretário-Geral da Organização Mundial do Turismo e restante comitiva foram recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal de Castro Vede, António José Brito, pelo Presidente da Associação de Agricultores do Campo Branco, José da Luz, e pela responsável da Liga para a Proteção da Natureza, Rita Alcazar.

A Câmara Municipal de Castro Verde, aprovou a 23 de novembro de 2017, o Calendário de Feiras e Mercados para o ano de 2018. Assim, conforme o calendário, a Feira de S. Sebastião (ou do Pau-Roxo) acontece a 20 de janeiro, no Rossio do Santo, em Castro Verde, a Feira de Maio realiza-se a 5 de maio de 2018, no Parque de Feiras e Exposições de Castro Verde e a Feira de Castro decorre nos dias 19, 20 e 21 de outubro de 2018, também no Parque de Feiras e Exposições. Já a realização de Mercados coincide com a primeira quarta-feira de cada mês, com exceção dos meses de agosto e dezembro, em que acontecem nas primeiras e terceiras quartas-feiras do mês.

Campaniço nº 106  

Boletim Municipal de Castro Verde Janeiro / Fevereiro / Março 2018

Campaniço nº 106  

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