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CABECINHA EMPREENDEDORA

Descobre a iniciativa ‘Realiza o Teu Sonho’. P. 07

OFICINA DE PORTFÓLIO

Andam designers à solta no IADE. P. 05

THE GLOCKENWISE

Procura-se: recém-licenciado com experiência profissional

Oferece-se: Sucessivos estágios com muito trabalho a troco de nada e nenhumas perspectivas de integração. Exige-se excelente apresentação, palminho de cara, viatura própria e disponibilidade total a qualquer hora do dia e da noite. Domínio de 157 programas informáticos diferentes e jeito para tirar cafés serão factores preferenciais. P. 08 e 09

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17 MARÇO

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C M Y K Prisvideo MUNDO UNIVERSITÁRIO Rodapé “…” 260x50mm

NOS CINEMAS

© 2010 SCARED PRODUCTIONS, INC.

Directora: Laura Alves | Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011 | N.º 179 | Quinzenal | Distribuição gratuita | www.mundouniversitario.pt

Música rock à moda de Barcelos. P. 14


www.mundouniversitario.pt

EDIÇÃO 179 de 28 de Fevereiro a 13 de Março 2011

Não pe rc a próx as ima edição 14 de m arço

» Editorial «Ninguém luta por ti. Tu é que tens de lutar, pá!» Tenho uma amiga que ficou desempregada há uns tempos – por opção, saiu da empresa em que trabalhava – e que, nas múltiplas tentativas para encontrar uma nova oportunidade profissional, se tem desdobrado em respostas a anúncios de emprego e contactos em diversas direcções. Disposta a trabalhar numa área que não aquela para a qual estudou tentou, inclusive, candidatar-se para trabalhar numa loja de roupa. Não foi aceite porque, segundo a conhecida marca cujo nome começa em Z e acaba em A, a minha amiga seria demasiado baixa para o cargo. Não sei ao certo qual é a altura da minha amiga, mas sei que ela é desembaraçada e grande em iniciativa. E pergunto-me que raio de tempos são estes em que, para trabalhar numa loja de roupa, é mais valorizada a altura – como se os portugueses típicos fossem todos altos e espadaúdos e descendentes de escandinavos – do que as competências de comunicação, o perfil atencioso e a capacidade de seguir em frente perante as adversidades. Vem isto a propósito de um tema que, nos mais variados prismas, tem feito as notícias

do dia e as delícias do pessoal nas redes sociais – o Protesto da Geração à Rasca, agendado para o próximo dia 12 de Março em Lisboa e no Porto. A música da banda Deolinda deu o mote e logo houve quem o considerasse um hino para servir várias causas: os desempregados, os trabalhadores precários, os falsos recibos verdes, etc. Já agora, gostaria de deixar aqui a dúvida: a Ana Bacalhau, que não é lá muito alta, será que algum dia terá cantado «e fico a pensar / que mundo tão parvo / onde para numa loja de roupa trabalhar / é preciso medrar»? Esteja-se ou não de braço dado com este movimento, há algo de podre no reino do mercado de trabalho. Há quem diga que as pessoas não têm nada que protestar e que têm mais é que aplicar, em prol do desenvolvimento das empresas e do País, aquilo que aprenderam nas universidades. Há quem diga que, por muito que se estude, se trabalhe e se tente triunfar, os incentivos e reconhecimento são poucos ou nenhuns, e que com 600 euros por mês a recibos verdes não há grande margem de manobra para se pagar as contas e contribuir para o desenvolvimento do que quer que seja.

Opiniões há muitas, e nem todas cheiram bem. Tal como muitos dos anúncios de emprego com os quais nos deparamos diariamente – basta fazer uma breve incursão pelos principais sites e jornais – que parecem saídos da mente de um comediante com um sentido de humor duvidoso. Já me deparei com anúncios a pedir estagiários não remunerados com viatura própria, com empresas a solicitar profissionais para trabalho não remunerado e, claro, empregadores que consideram qualquer pessoa acima dos 28 anos demasiado velha (!). Mudando radicalmente a direcção deste raciocínio, ontem estava eu a chegar a casa quando, na rua, dou de caras com três tipos desconhecidos num animado diálogo. Não faço ideia de qual seria a conversa, mas um deles, com ar meio tresloucado, começou a afastar-se dos outros, a esbracejar e a gritar: «O qu’é que queres, pá? Tens de ser forte! Ninguém luta por ti. Tu é que tens de lutar, pá!» E é isto.

Laura Alves • Directora lalves@mundouniversitario.pt

©Inácio Rosa/Lusa

CONVERSA DE CORREDOR É o tema do momento e não há como fugir dele. Vale ou não vale a pena estudar? Há ou não há trabalho? Para ‘remendar’ a questão, o primeiro-ministro José Sócrates prometeu recentemente um novo incentivo à inserção de jovens na vida activa, através da integração de 500 jovens quadros nas empresas exportadoras através do programa Inov-Export. Sócrates promete 500 jovens nas empresas exportadoras. Além desta medida, o primeiro-ministro avançou ainda com um novo programa para formação complementar para jovens desempregados, que junta as universidades e politécnicos aos serviços públicos de emprego e empresas. Assim, Sócrates espera, durante este ano, aumentar de 37 mil para 50 mil o número de estágios profissionais, e integrar os estagiários no sistema de segurança social. Mas olhe que as promessas são para cumprir, sim?

vê as novidades que temos para ti na página de fãs do mu no FACEBOOK ficHa TécNicA: Título registado no I.C.S. sob o n.º 124469 | Propriedade: Moving Media Publicações Lda | Empresa n.º 223575 | Matrícula n.º 10138 da C.R.C. de Lisboa | NIPC 507159861 | Conselho de Gerência: António Stilwell Zilhão, Francisco Pinto Barbosa, Gonçalo Sousa Uva | Directora: Laura Alves | Redacção: Andreia Arenga | Estagiário: André Mateus | Online: Graziela Costa | Colaboradores: Bruna Pereira, Emanuel Amorim, João Tomé, José Frazão Reis, Luís Magalhães, Renata Lobo | Projecto Gráfiico: Joana Túlio | Paginação: Filipa Andrade | Revisão: Catarina Poderoso | Marketing: Vanda Filipe | Publicidade: Margarida Rêgo (Directora Comercial), Elsa Tomé (Account Sénior), Mariana Jesus (Account Júnior) | Distribuição: José Magalhães | Sede Redacção: Estrada da Outurela n.º 118 Parque Holanda Edifício Holanda, 2790-114 Carnaxide | Tel: 21 420 13 50 | Periodicidade: Quinzenal | Distribuição: Gratuita | Impressão: Grafedisport; Morada: Casal Sta. Leopoldina – Queluz de Baixo 2745 Barcarena; ISSN 1646-1649.


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[17 jan 2011]

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» João Gabriel Silva é o novo reitor de Coimbra

» Estudantes de Ciências da Educação em Évora

João Gabriel Silva será o Reitor da Universidade de Coimbra (UC) durante os próximos quatro anos. A eleição decorreu no passado dia 14 de Fevereiro na Reitoria da Universidade e a votação apurada deu 18 votos a João Gabriel Silva e 16 a Cristina Cordeiro, docente da Faculdade de Letras e actual vice-reitora. O resultado da eleição tem agora de ser reconhecido pelo Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, estando a tomada de posse do novo Reitor marcada para a manhã de 1 de Março.

De 3 a 5 de Março, a Universidade de Évora acolhe o IV ENECE - Encontro Nacional de Estudantes de Ciências da Educação. Este encontro propõe uma reflexão em torno do papel da educação na construção dos caminhos para o amanhã, em especial, no que toca à actividade dos alunos dos cursos de Ciências da Educação. Os painéis contam com a participação de estudantes e investigadores de diversas faculdades. Mais info em www.enece.uevora.pt.

VOLUNTARIADO. No Ano Europeu do Voluntariado 36 universitários de 13 países dão formação a alunos do ensino secundário

Abram alas para o voluntariado Mostrar que o voluntariado é essencial para passar mensagens e tornar os jovens cidadãos activos, é o objectivo do Make it Possible. Este projecto promovido pela AIESEC arrancou no passado dia 11 de Fevereiro no ISCTE – Business School, e vai levar 36 jovens voluntários de 13 países europeus até às escolas secundárias portuguesas e sensibilizar os alunos para os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio da ONU.

RUM aposta na cidadania A Associação Académica da Universidade do Minho através da RUM - Rádio Universitária do Minho, criou um programa que pretende estimular a discussão sobre o processo democrático e incrementar a participação activa e democrática dos estudantes em estruturas sociais e organizações juvenis, nomeadamente nas estruturas estudantis da universidade e escolas secundárias da região do Minho. O ‘Progama Europa Viva’ tem a duração de seis meses e será realizado em pequenos seminários para 14 grupos distintos com parceiros nacionais e internacionais. Moderado por profissionais da RUM, vai ainda contar com a presença de decisores políticos da região, representantes da Agência Nacional de Juventude em Acção e personalidades da Universidade do Minho. Mais info em www.rum.pt. e em www.aaum.pt.

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[28 FEV 2011]

«A maior forma de mudar o mundo é através da educação: formar e educar os jovens para os inspirar a mudar o mundo», diz Rui Duarte, presidente da AIESEC Portugal Escola José Gomes Ferreira, Lisboa

Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

«O voluntariado hoje em dia já não tem aquele ‘cheiro a mofo’ e é preciso limpar a poeira que existe de ainda se pensar que é uma actividade só para os reformados. Ser voluntário não é só ser boa pessoa, é também passar mensagens importantes», diz Fernanda Freitas, apresentadora do programa Sociedade Civil, que compareceu no arranque do ‘Make it Possible’, não enquanto jornalista, mas na qualidade de Presidente do Ano Europeu do Voluntariado em Portugal. Derrubar barreiras culturais A sessão de apresentação desta iniciativa da AIESEC – uma organização internacional de estudantes – contou com a presença dos 36 voluntários que, depois de passarem por um período de partilha e troca de experiências com a cultura portuguesa, vão agora ser distribuídos por diversas escolas

secundárias em Lisboa, Porto, Coimbra, Aveiro, Covilhã e Faro. «Estivemos em Torres Vedras nas últimas duas semanas a experimentar a cultura portuguesa e em formação com diversas organizações para podermos ajudar outros jovens a reflectir sobre os Objectivos do Milénio e mostrar-lhes que também eles podem tornar o mundo num lugar melhor. Estamos ansiosos por ir para as escolas e começar», diz Luise, uma das voluntárias a participar no projecto. Mudar o mundo através da educação No terreno, os voluntários irão organizar sessões de formação com os estudantes do secundário, desenvolver trabalho comunitário e campanhas de rua. Para Rui Duarte, presidente da AIESEC Portugal, esta é uma oportunidade única de apostar na educação para formar e inspirar os estudantes que vão ser os líderes do futuro e derrubar barreiras

Escola José Gomes Ferreira, Lisboa

linguísticas. «A maior forma de mudar o mundo é através da educação: formar e educar os jovens para os inspirar a mudar o mundo. Para isso é preciso apostar numa cidadania activa no contexto local, nacional e global. É vital o contacto com a diversidade cultural.» ‘European Volunteer Tour’ O ‘Make it Possible’ é uma

das muitas actividades a decorrer no âmbito do Ano Europeu de Voluntariado em Portugal, que arrancou a 3 de Fevereiro em Lisboa com o ‘European Volunteer Tour’ e que reuniu mais de cinco mil jovens para participarem em diversas actividades em torno do voluntariado. Até 2015, o projecto tem como meta chamar a atenção dos jovens para problemáticas sociais de

modo a promover a igualdade de género e capacitar as mulheres com novas competências, reduzir a mortalidade infantil, a pobreza extrema e a fome, combater o VIH/Sida, a malária e outras doenças mortais, garantir a sustentabilidade ambiental e fortalecer uma parceria global rumo ao desenvolvimento. Fica a saber mais sobre o Ano Europeu do Voluntariado em www.voluntariado.pt.


centro de Emprego

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» Feira de Formação em Lisboa e Porto

» Empreendedorismo em Setúbal

Os estudantes e recém-licenciados portugueses têm uma oportunidade de conhecer as ofertas de mestrados e pós-graduações de mais de 20 universidades e escolas de negócio internacionais nos próximos dias 1 e 2 de Março, no Porto e em Lisboa, respectivamente, durante a XV edição da Feira Internacional de Pós-Graduação – FIEP. As inscrições estão abertas em www.fiep.es.

Decorrem, até 31 de Março, no Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), as candidaturas para a primeira fase do 8.º concurso Poliempreende. A iniciativa tem como objectivo promover o empreendedorismo no ensino superior e fomentar a criação de empresas baseadas no conhecimento. Esta iniciativa é desenvolvida em conjunto com outros institutos politécnicos do País. Informações e inscrições em www.ips.pt ou www.poliempreende.pt

CURSO. IADE – Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing aposta na empregabilidade

Criativos duas vezes por semana Proporcionar o contacto com o mercado de trabalho e a criação de um portfólio profissional são os objectivos da Oficina de Portfólio criada pelo IADE. O curso já vai na terceira edição e desafia os alunos de Design e Marketing a criar campanhas de publicidade reais para clientes reais. Alexandre Duarte, professor e coordenador do curso, diz que a oficina tem uma taxa de empregabilidade de 95 por cento. Andreia Arenga

director de arte, um director criativo. Aqui nós fazemos tudo, experimentamos todas essas opções e quando vamos para o mercado de trabalho já sabemos o que queremos», diz entusiasmado. No Verão, conseguiu estágio na Label Brand Studio e no ínicio de Fevereiro deste ano foi aceite na Ogilvy. Quando acabar a licenciatura, espera conseguir ficar lá a trabalhar.

aarenga@mundouniversitario.pt

Das 19 às 23 horas, todas as terças e quintas-feiras, o IADE transforma-se numa pequena agência de publicidade e os alunos em criativos e marketeers profissionais. Sob a orientação de formadores especializados na área e em contacto com marcas como a PT, a Redbull e o Continente, entre outras, os alunos recebem os briefings e pensam em ideias para a criação de campanhas de publicidade que são depois utilizadas pelas marcas. No final dos seis meses de duração da Oficina de Portfólio, os alunos somam a essa experiência um portfólio rico que lhes dá entrada no mercado de trabalho. Preparar o futuro «Eles aqui levam a experiência e a rotina de trabalho muito próxima da realidade. Trabalham com timings, com ideias e em contacto directo com os clientes que avaliam as suas ideias. Não há teoria, há exemplos práticos e nós ajudamos na criação das campanhas», explica Alexandre Duarte, professor

Na Oficina de Portfólio, os alunos como a Mariana Pereira (à direita) aprendem as rotinas de desafios de uma agência de publicidade

e coordenador da Oficina de Portfólio. Ao fim de seis meses de formação, os alunos podem mostrar as suas campanhas numa exposição final. Uma oportunidade única de mostrarem o seu potencial e ideias aos recrutadores, clientes e empresas que visitam a exposição. A próxima decorre de 10 a 18 de Março no IADE. «Temos um protocolo com várias agências que lhes garantem quase a 100 por cento entrada directa no mercado de trabalho. Isso é uma mais-valia gigantesca que outros cursos não conseguem proporcionar».

Fazer a ponte com o mercado A Oficina de Portfólio surgiu para responder a uma lacuna: a falta de vertente prática das aulas aliada à dificuldade em integrar os alunos no mercado de trabalho após a licenciatura. É a primeira vez que a Ana Paula Neves está a participar. Tem apenas 19 anos, estuda Design, mas quer especializar-se em Publicidade. «É essencial para sentirmos aquele choque com a realidade. Aqui vemo-nos forçados a cumprir os prazos, fazer apresentações, aprendemos a estar prepara-

dos. Acho que é importante para enriquecimento pessoal e profissisonal», diz com um ar tímido. Para ela, essas são precisamente as mais-valias da oficina, e espera com esta experiência conseguir emprego. A prática faz a perfeição Edgar Sousa é não é novato na Oficina de Portfolio. Está no 3.º ano de Marketing e Publicidade e concilia as aulas com a oficina. «Aprendo o que é trabalhar em publicidade na vida real. O que é ser um account, um copy, um

Em busca de mais Os resultados têm sido tão positivos que alguns alunos optam mesmo por participar em mais do que uma edição. É o caso da Mariana Pereira, licenciada em Design. Participou na primeira edição porque queria especializar-se como directora de arte e conseguiu um estágio na agência de publicidade Brandia Central. Agora, enquanto procura emprego e, «para não perder o ritmo de trabalho», decidiu fazer um ‘refresh’. «Se não tivesse frequentado este curso, que me ensinou a desenvolver essas capacidades, nunca conseguiria adquirir conhecimentos tão amplos enquanto publicitária, designer e criativa.»

INSCRIÇÕES ABERTAS PRÓXIMA EDIÇÃO DA OFICINA DE PORTFÓLIO Destinatários Todos aqueles que queiram construir a sua ‘pasta de portfólio’ com soluções de comunicação integradas, realizadas com acompanhamento de profissionais experientes. Prazos Inscrição: 100€ Propinas: 1.200€ Até final de Fevereiro:

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Lifestyle

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Carnaval em lisboa é no Bairro

Não sabes onde ir no Carnaval? O MU apoia a 6.ª edição do ‘Carnaval é no Bairro Alto’, um concurso de Carnaval promovido por 15 bares do Bairro Alto e pela discoteca Space que oferece shots grátis no Bairro, festa no Space Club em Alcântara e prémios no valor de 300 euros em gadgets. Basta passares na Embaixada Lomográfica de Lisboa, na Baixa, para te inscreveres.

Poder feminino na neve Nos próximos dias 11, 12 e 13 de Março, a estância de ski da Serra da Estrela será invadida por mais de uma centena de mulheres destemidas, dos 7 aos 77 anos, ansiosas pelo maior encontro feminino de Snowboard da Europa, o Volkswagen Polo Snowgirls 2011. Comemorando o Dia Internacional da Mulher e o Carnaval (ambos a 8 de Março), o MU associou-se a este evento, em que cerca de 150 participantes terão a oportunidade de se iniciarem ou se desenvolverem na prática do surf das montanhas. A inscrição inclui alojamento para duas noites, aulas de snowboard e equipamento, alimentação nas pistas, jantar convívio, Caipi One Snowparty, sorteio de prémios e muitas surpresas.

Desporto universitário em alta na capital

Concurso Vive PCI promove património cultural A Direcção Regional de Cultura do Algarve e a FNAC Algarveshopping associam-se ao Ano Internacional da Juventude lançando o concurso ‘Vive PCI’ – Património Cultural Imaterial, uma iniciativa que visa sensibilizar para a temática do património cultural e desafiar os participantes a experienciar o Algarve através da fotografia e do vídeo. Além do concurso de fotografia e vídeo, ao qual podes concorrer até 15 de Março se tiveres entre 15 e 25 anos, o ‘Vive PCI’ está também a ser divulgado pela associação cultural ‘Ao Luar Teatro’ através de um roadshow em escolas secundárias e universidades da região algarvia. ‘Caminhos de Pedra’ é uma intervenção de 30 minutos que brinca, promove e recupera, de forma leve e descontraída, o imaginário colectivo e a essência daquilo que é ser algarvio. O roadshow estará na Universidade do Algarve a 2 de Março, no Instituto Afonso III a 4 de Março e no Instituto Piaget a 10 de Março. Visita o site www.vivepci.com para mais informações.

Os Campeonatos Universitários de Lisboa, organizados pela Associação do Desporto do Ensino Superior de Lisboa (ADESL), chegam às suas fases finais na semana de 21 a 24 de Março. Cerca de 3.500 atletas masculinos e femininos estão envolvidos na competição em várias modalidades: futebol, futsal, andebol, basquetebol, voleibol e râguebi. O encontro decorre no Estádio Universitário de Lisboa e o Mundo Universitário vai lá estar para dar uma força aos desportistas. Mais informações em www.adesl.pt e na página de fãs da associação no Facebook.

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Iluminados

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» Investigador da UMinho premiado

Pedro Moreira, investigador do Centro de Tecnologias Mecânicas e de Materiais da UMinho foi galardoado com uma Menção Honrosa no 4.º Congresso Nacional de Biomecânica pelo artigo ‘A Biomechanical Multibody Model for Forward Dynamic Analysis’, considerado o melhor na área da biomecânica. A peça apresenta um novo modelo computacional que analisa a marcha humana com ou sem patalogias no pé, e foi desenvolvida em co-autoria com Paulo Flores (UMinho) e Miguel Tavares da Silva (Instituto Superior Técnico).

» Vice-Reitora da UL recebe prémio Ibero-Americano

Maria Amélia Martins-Loução, vice-reitora da Universidade de Lisboa, professora catedrática da Faculdade de Ciências da UL e investigadora do Centro de Biologia Ambiental da FCUL, foi distinguida com o Prémio Ibero-Americano de Botânica ‘Celestino Mutis 2010’ pela sua originalidade e qualidade científica no trabalho ‘Alfarrobeira’. O prémio, no valor de 12 mil euros, será entregue em Cádiz a 19 de Março, sendo atribuído pela Câmara Municipal da cidade em colaboração com a Real Academia Nacional de Farmácia e Real Academia Hispano-Americana de Cádiz.

BOAS IDEIAS. Entre 1 de Março e 15 de Maio podes inscrever-te em www.sonho.org

Acredita Portugal: qual é o teu sonho? Quem não tem um sonho por realizar? É precisamente realizar sonhos que se propõe a Associação Acredita Portugal, uma entidade sem fins lucrativos que, através do concurso Realiza o Teu Sonho, apoia a criação de centenas de projectos à espera de se tornarem realidade. Foi mesmo isso que aconteceu na primeira edição no ano passado, quando esperavam cerca de 50 candidaturas e receberam cerca de 700.

Todos os sonhos são válidos. Candidata-te!

al, dita Portug or da Acre o’ o, fundad nh ad So im u ue te Q l liza o José Migue ove o ‘Rea que prom associação

Renata Lobo

também ao nível de serviços”, explica Susana Bandarrinha, actual directora da Acredita Portugal.

info@mundouniversitario.pt

O projecto nasceu no Verão de 2008 pelas mãos de José Miguel Queimado, que após ter estudado muitos anos fora de Portugal, sentiu que lá fora existia maior incentivo ao empreendedorismo do que por cá. Para dar a conhecer a associação Acredita Portugal começou por fazer uma maratona de Norte a Sul do País, chamando a atenção dos meios de comunicação social e de alguns investidores. «O primeiro passo foi criar uma entidade que disponibilizasse informação concentrada e numa linguagem acessível a todos sobre o tipo de apoios existentes e que ajudasse de forma directa, não só ao nível de financiamento, mas

Workshops e ferramentas online Surge desta forma o concurso Realiza o Teu Sonho, aberto a todas as idades e formações. «Muitas pessoas têm sonhos e projectos que gostavam de realizar, mas têm medo de arriscar, de mudar de vida, não sabem a que entidades recorrer. Nós capacitamos os sonhadores para a concretização de projectos e fazemos a ponte com potenciais financiadores», acrescenta. Devido ao elevado número de concorrentes na edição passada, foi criada uma ferramenta online de forma a ajudar na estruturação dos projectos. Essa ferramenta, chamada Dream Factory, coloca uma série de perguntas relaciona-

das com a concorrência, qual a inovação do novo produto, o preço que o público-alvo está disposto a pagar, quais os espaços – tudo muito simples, de forma que qualquer pessoa possa desenvolver o seu plano de negócios. Alguns workshops presenciais serão também gravados e disponibilizados online. Os sonhos de 2010 No ano passado, o primeiro lugar do Realiza o Teu Sonho foi para o projecto de Rodrigo Capoulas, na área do turismo medicinal; e o segundo lugar para Samuel Pinto e Pedro Rosa, com um projecto de eficiência energética para habitações. Mas… só ganham projectos bonzinhos? Susana Bandarrinha responde: «Queremos estruturar os prémios de forma a que uma pessoa com um projecto pequeno, como abrir uma loja ou uma

mercearia, possa ter as mesmas hipóteses. Os serviços muitas vezes são mais importantes que o dinheiro, como a construção da entidade corporativa, contabilidade ou a construção de sites». Os dez finalistas tiveram ainda acesso a um forte painel de conselheiros. Ajudar a definir prioridades O MU falou com os segundo classificados de 2010 e quis saber que impacto teve o Realiza o Teu Sonho na concretização do seu projecto. Licenciados em Engenharia Electrotécnica e de Computadores pelo Instituto Superior Técnico, Samuel Pinto e Pedro Rosa tinham um sonho em comum, no qual trabalhavam há três anos durante os tempos livres. «Se não tivessemos participado não estaríamos tão avançados no desenvolvimento do projecto.

Mais fácil seria impossível. De 1 de Março a 15 de Maio, com apenas duas perguntinhas e um tempo estimado de 30 segundos, fica oficializada a pré-inscrição em www.sonho.org. Como já percebeste, todos os sonhos são acompanhados a par e passo pela Acredita Portugal, por isso, os medos podem ficar todos à porta. Só tens de preencher os seguintes critérios: viabilidade, utilidade pública, responsabilidade social, inovação e muita motivação.

A Acredita Portugal deu um enorme contributo na elaboração do plano de negócios e na identificação de quais eram as nossas mais-valias e maiores dificuldades. Esta iniciativa ajudou-nos a encontrar prioridades para o desenvolvimento do projecto e a balizar investimentos de acordo com as expectativas de retorno financeiro a médio e longo prazo», contam. Mas a associação também recebeu algumas candidaturas mais caricatas como, por exemplo, um veículo com características de mota, carro e avião, uma colecção de arte erótica ou um casamento gótico. Afinal, sonhos... pode haver muitos.

Bar da FAUP distinguido a nível internacional O bar temporário da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto, criado por dois estudantes de Arquitectura para a Queima das Fitas de 2008, foi considerado pelo ArchDaily (reconhecido site de arquitectura) como um dos edifícios do ano 2010 pelo seu design arrojado. Os estudantes Diogo Aguiar e Teresa Otto utilizaram cerca de 400 caixas de arrumação da Ikea para construir a estrutura. Além do bar provisório da FAUP, o site de arquitectura distinguiu ainda o edifício da Vodafone, na zona da Boavista, e a Closet House, em Matosinhos. Mais info sobre o projecto em www.likearchitects.com.

[28 FEV 2011]

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. . . m Jove e d a d i e u Até q s a s n pe ? e t r i m i r dep

RECRUTAMENTO. Nem tudo o que vem à rede é anúncio de emprego sério e profissional Bruna Pereira info@mundouniversitario.pt

No fim de ter de pago um curso superior – que na maior parte dos casos terminou com um estágio curricular não remunerado – um jovem licenciado português que esteja hoje à procura de emprego fixo e bem remunerado não tem a vida facilitada como, à partida, poderia pensar. As entidades recrutadoras ainda exigem aos candidatos viaturas próprias, excelentes características físicas, capacidades extraordinárias de lidar com o stress, idade não superior a 30 anos e disponibilidade total e imediata, por vezes, para ‘cargos’ com funções muito duvidosas... E urgentes. Estará mesmo tudo parvo, como cantam os Deolinda?

Mariana Rodrigues – o nome é fictício, porque a entrevistada disse ao MU que tinha vergonha de relatar a sua situação laboral – licenciou-se em Design de Comunicação em 2009. «Como a maioria dos jovens que acaba a sua formação, não me importei e concorri a um estágio não remunerado. O meu trabalho era elogiado pelos superiores e as minhas funções, pouco a pouco, iam sendo idênticas às dos meus colegas que, ao contrário de mim, eram pagos ao fim do mês. No final de quase seis meses a trabalhar de borla disseram-me que tinham gostado muito da minha prestação, mas que de momento não estavam a aceitar ninguém na empresa.» Mariana ficou de rastos, recorda: «Ainda me dis-

seram que eu é que tinha ficado a ganhar, porque agora já tinha o que escrever no CV e se não tivesse estagiado não tinha.» Recém-licenciado com experiência Por seu turno, João Labrincha, um dos dinamizadores do Protesto da Geração à Rasca que acontece no próximo dia 12 de Março (continuar a ler texto), quando viu que o mercado estava deveras agreste para os recém-licenciados, decidiu continuar a estudar. «Terminei a licenciatura em Relações Internacionais enviei dezenas de currículos e, não tendo obtido respostas positivas, decidi ingressar num mestrado. Entretanto, felizmente, tive uma proposta de trabalho que aceitei. Mas há um mês que

me encontro desempregado. Estive então a frequentar uma formação (Formação Pedagógica Inicial de Formadores – CAP).» Sempre que está mais atento aos anúncios de emprego que vão aparecendo, João depara-se com algumas surpresas. «Recordo-me, por exemplo, de ver uma vez um anúncio que pedia um recém-licenciado com cinco anos de experiência na área, a recibos verdes. Surreal.» Estes são dois dos muitos jovens que já prestaram bastante atenção à letra de Pedro da Silva Martins (da banda Deolinda) e chegaram à conclusão de que, mais do que parvos, são seres humanos que vivem num país onde muitas vezes as empresas os querem fazer de parvos. «Sou da geração sem remuneração/

e não me incomoda esta condição./ Que parva que eu sou!/ Porque isto está mal e vai continuar,/ já é uma sorte eu poder estagiar./ Que parva que eu sou!/ E fico a pensar,/ que mundo tão parvo /onde para ser escravo é preciso estudar.» Anúncio de emprego procura jovem para relacionamento pouco sério Actualmente com 91 mil utilizadores registados, tendo no ano de 2010 colocado mais de 9.300 ofertas de emprego online, o Carga de Trabalhos é um site bem conhecido por todos os que procuram um lugar ao sol nas áreas de comunicação e design. Para percebermos como funciona esta plataforma, Ricardo Dias explica que «a colocação de ofertas de emprego é feita automaticamente pelas empresas que recrutam. Qualquer oferta ‘duvidosa’ que seja identificada não é colocada. Alguma oferta também ‘duvido-

sa’ que seja identificada pelos utilizadores do Carga de Trabalhos é igualmente removida», garante o responsável pelo site. Além disso, «apesar de o conteúdo da oferta ser da inteira responsabilidade do anunciante (como está definido nos estatutos de utilização do serviço), sempre que existe alguma referência a idade ou sexo, o Carga de Trabalhos remove essas especificações. Existem, no entanto, ofertas que o permitem, como por exemplo ofertas para estágios profissionais, onde existe um limite de idade ou ofertas para castings, onde são procuradas características específicas nos candidatos.» Movido pela curiosidade e dedicação a este artigo e aos seus leitores, o MU andou à procura de emprego nos mais variados sites espalhados pela Internet e nos ‘media’ impressos (não vamos citar as fontes para não ferir susceptibilidades) e chegou à conclusão de que nem sempre é fácil reunir todos os requisitos

mínimos obrigatórios num candidato só. Vejamos porquê… Ah, os erros ortográficos nos excertos que se seguem são única e exclusivamente culpa das entidades que redigiram tais anúncios!

Procura-se actor. Envio de f

Para participar do casting online tem o endereço de email oficial da empresa p corpo inteiro e pénis. Para participar n Ser bem parecido (deixe que sejamos n sexo. Não é nessessário (sic), mas agra inglesa (as actrizes já foram escolhidas assiste nesta co-produção e o filme ser esta oportunidade, quem sabe n

Moço(a) de recados ‘

A função inclui tarefas tão importa pesadas para levar aos clientes, trata manutenção da frota da agência, fazer acoli, ir ao banco e aos correios, ante depois de comprar ramos de flores. P fazer tudo isso e mais o que for precis não faça mossas na carrinha e que n carrinha tem GPS). Se achas que tens Moço(a) de Recados Extraordinaire,


Fotógrafo com vontade de trabalhar urgentemente e de graça Precisa-se de fotógrafo ou aluno de fotografia para realizar um trabalho não remunerado para algumas marcas de roupa. Apesar de não ser remunerado penso que não deixa de ser um desafio, fomentando um portefólio ainda mais positivo quer para as modelos e para o aluno/fotógrafo. Trata-se de algo urgente e procurase alguém com vontade de trabalhar e de ajudar as ‘modelos’ a sentirem-se bem, já que nunca fizeram este tipo de trabalho.

Protesto agendado via Facebook Há ainda outros perfis particulares curiosos, tais como o ‘desempregado português’, o ‘Trabalho aos Domingo não!’, e ainda o ‘Sindicato dos Desempregados’, que no espaço dedicado às informações faz ‘chapa 5’ do Artigo 58.º da Constituição da República Portuguesa, referente ao Direito ao Trabalho, em que, entre outras ideias, vem referido que «todos têm direito ao trabalho» e que «para assegurar o direito ao trabalho, incumbe ao Estado promover: a execução de políticas de pleno emprego; a igualdade de oportunidades na escolha da profissão ou género de trabalho e condições para que não seja vedado ou limitado, em função do sexo, o acesso a quaisquer cargos, trabalho ou categorias profissionais…»

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pode ler-se: «Nós, desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal. Protestamos (…) Porque não queremos ser todos obrigados a emigrar, arrastando o País para uma maior crise económica e social!»

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Rafael Cavadas Desempenha funções de consultadoria de Tecnologias de Informação por conta própria

obrigatoriamente de enviar para o pelos menos três fotografias: Face, no casting precisa: Ter até 25 anos; nós a julgar este ponto); Gostar de adecemos: Conhecimento da língua s pela empresa americana que nos rá filmado nesta língua). Não perca não descobre o seu talento…

No seguimento da sua política de expansão, a XXX pretende recrutar para a empresa YYY, Enfermeiro/a: Perfil do Candidato: Ensino superior em Enfermagem; Experiência na função; Forte capacidade de comunicação; Disponibilidade imediata. Horários: Segunda a Domingo das 09H00 às 12h00 e das 17h00 às 20h00. Só serão consideradas as candidaturas que cumpram a descrição do perfil, não contando para tal os estágios efectuados.

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Está difícil para todos!

Embora não esteja ainda a exercer, recolhi, junto de antigos colegas meus, testemunhos de uma dificuldade crescente em obter o primeiro emprego na área de informática. Falando em ‘bom português’, está difícil para todos. Se existe quem aceite tais termos e condições como os que aparecem nos anúncios de emprego, muito provavelmente está, de alguma forma, a pensar no enriquecimento do seu currículo. São novas experiências que lhe podem servir futuramente. A curto prazo, esperemos... Mafalda Gomes Estudante de Tecnologias de Informação e Comunicação da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa

Recordo-me de ver uma vez um anúncio que pedia um recém-licenciado com cinco anos de experiência na área, a recibos verdes. Surreal.

João Labrincha um dos dinamizadores do Protesto da Geração à Rasca

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Somos levados a aceitar qualquer tipo de actividade

Hoje em dia sinto que as empresas não querem pessoal efectivo e até preferem alguma mão-de-obra gratuita (em regime de estágio, claro está...) O que vai safando é o espírito de iniciativa e o conhecimento adquirido do mundo do trabalho. Para se ter sucesso neste país, mais do que trabalhar por conta de outrem, é ter boas ideias, muita audácia e espírito para as concretizar. Ah, e dinheiro. Não sou de mandar currículos para todo o lado para estar a desempenhar funções que não me agradem, e ainda por cima por vencimentos que não valem a pena. Eu trabalharia pelo ordenado mínimo numa loja de discos, ou numa loja de instrumentos musicais, por exemplo, por ser uma actividade apaixonante para mim.

Enfermeiros(as) com experiência mas os estágios não contam

antes como alancar com caixas ar de todas as tarefas inerentes à r entregas aqui e buscar materiais es de passar pelo supermercado e Procuramos alguém que consiga so, que saiba conduzir muito bem, não se perca (em todo o caso, a s tudo para preencher o lugar de dá-nos uma apitadela para XXX.

(geracaoenrascada.wordpress.com)

As empresas não querem pessoal efectivo

foto do pénis obrigatória

‘extraordinaire’

Mas a movimentação que mais tem dado que falar nos últimos tempos é mesmo o Protesto Apartidário, Laico e Pacífico da Geração à Rasca, marcado para 12 de Março na Avenida da Liberdade (Lisboa) e na Praça da Batalha (Porto). Na página do Facebook e no blogue relacionado

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Condições de Trabalho: das 00h de Segunda-feira às 24h de Domingo; Horas de serviço a realizar: Até 50h semanais; Recibos Verdes sem Retenção de Fonte; Preço por hora: 4.04 €; Tempo estimado: no mínimo 1 a 2 meses.

em clara violação da lei. (…) Esta situação resulta, em boa parte, da ineficácia do Estado e particularmente da Inspecção do Trabalho, que não desempenham a sua missão de fazer cumprir as leis do trabalho. Por esta razão, os vínculos laborais precários, tidos pela lei como um regime de excepção, transformaram-se ilegalmente numa regra que atinge mais de 50 por cento dos jovens até aos 24 anos.»

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Técnico de radiologia que passe recibos verdes sem retenção na fonte

«Cumprimos horários, temos deveres como efectivos, mas nunca ninguém nos reconhece valor, paga subsídios, nem nos dá direitos! Depois, podemos ser despedidos sem justificação nenhuma porque... estamos a recibos! Acabem com isto!» Não verde, mas sim rosa, é o porquinho mealheiro que serve de avatar da causa ‘Estágios não remunerados, NÃO’, cuja descrição recorda as promessas do Governo sobre o tema. «A interdição dos estágios profissionais extracurriculares não remunerados é uma das medidas que o Governo propôs, de acordo com o documento apresentado pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social para a renovação do Código do Trabalho. O Ministério quer ainda regular os estágios obrigatórios para acesso a profissões, ‘para evitar a prática de trabalho dissimulado’…» Na página ‘Para um posto de trabalho permanente e um vínculo de trabalho efectivo!’, os 7.696 membros fazem uso do direito de petição e dirigem-se ao Presidente da Assembleia a República nestes termos: «Em Portugal existe uma verdadeira praga de recibos verdes, de contratos a termo ilegais e de contratos de trabalho temporário usados de forma abusiva,

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Manifestos em rede. Quem dá mais? Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) revelam que os diplomados em situação de trabalho precária (com contratos a termo, a recibos verdes, ou em regime de estágios não ou mal remunerados) passaram de 83 mil, no final do terceiro trimestre de 2000, para 190 mil, ainda no final de Setembro de 2010. Por causa de notícias como esta é que as redes sociais, com destaque para o Facebook, se tornaram arena para os mais variados protestos em Portugal. Assim, 13.437 é o número de membros da página de Facebook dedicada ao ‘Fim aos recibos verdes’. No perfil pode ser lido o seguinte desabafo:

Em Portugal, e na minha área em particular, penso que não vai ser fácil conseguir emprego. O País está a passar por um período bastante negro da sua história e para perceber esta crise basta olhar para a taxa de desemprego actual. Este flagelo é bastante grave e para nós, estudantes universitários, é terrivelmente desanimador. Porém, quando a necessidade se torna maior que a dignidade somos levados a aceitar qualquer tipo de actividade, por quantias irrisórias e com cargas laborais excessivas. Daniela Noné Estudante de Filosofia na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

NOTA: Estes anúncios, por muito estranhos que pareçam, são reais. Não referimos as fontes para não causar embaraços a ninguém.

Designer gráfico que goste de trabalhar gratuitamente e em clima de stress Se achas que estás à altura deste desafio e se gostas de trabalhar num clima de stress diário de um jornal envia-nos o teu CV!!! Estágio (3 meses não remunerado). Perfil Pretendido: Talento e bom gosto (muito muito importante); Formação superior em Design Gráfico (preferencial); Conhecimentos consolidados e experiência nas plataformas ADOBE, nomeadamente, Indesign, Ilustrator e Photoshop; Grande sentido de responsabilidade, capacidade de organização, empenho, criatividade; Capacidade de trabalho sob stress e rapidez de execução (muito importante).

Médico veterinário com menos de 30 anos e robusto emocionalmente Perfil: Mestrado Integrado em Medicina Veterinária (factor eliminatório); Experiência profissional mínima de 1 ano; Idade não superior aos 30 anos; Dinamismo; Facilidade no relacionamento interpessoal; Forte sentido de responsabilidade, coordenação e organização; Disciplina, atenção e concentração; Capacidade para gerir tarefas e trabalhar por objectivos; Robustez emocional; Flexibilidade, autonomia e iniciativa para antecipar problemas; Bons conhecimentos de línguas: espanhol e inglês; Bons conhecimentos de informática, na óptica do utilizador; Disponibilidade imediata.

Assistente pessoal culta, disponível e com dotes de taxista Escritor, pretende uma assistente pessoal para trabalhar 5 tardes por semana com possibilidade de prolongamento pós-laboral. (60 a 100 horas mensais) com remuneração a combinar. Requisitos: Pessoa culta, responsável e dinâmica. Disponibilidade para eventuais deslocações no país. Interesses: Literatura - Artes - Filosofia - Escrita criativa. Indicar diplomas comprovativos das habilitações literárias. (no mínimo Freq. Universitária). Funções: Colaborar em criatividade literária e artística. Imprescindível ter carta de condução de ligeiros.


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LIVROS

TEATRO. O Bando apresenta nova peça sobre a lenda de D. Pedro e Inês de Castro em itinerância pelo país

Os amores de Pedro e Inês Chama-se ‘Pedro e Inês’ e marca a estreia de Miguel Jesus na dramaturgia. O jovem autor pegou numa das mais belas lendas da nossa História e quis reinventá-la, dar-lhe a cor do sangue e iluminá-la. A convite d’O Bando, o russo Anatoly Praudin, director do Experimental Stage of Baltic House, em S. Petersburgo, aceitou encenar o espectáculo. ©Pedro Soares

Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

«Diz-nos, diz-nos, ó sombra vizinha / Quem depois de morta conseguiu ser rainha. / Diz-nos, diz-nos, ó história esquecida, / quem compra com a morte o que paga com a vida». É em forma de poema épico que se desenha esta história do vingador D. Pedro e de D. Inês de Castro, coroada rainha depois de morta. Uma nova leitura da lenda A partir de ‘Inês Morre’, texto inédito de Miguel Jesus, o teatro O Bando cria um espectáculo marcado pela poesia e pela metáfora. Mas mais do que isso, a peça ‘Pedro e Inês’ marca a vontade da companhia

em reinventar a história, reflectir sobre o mito e dar-lhe outras leituras. Para isso, O Bando convidou, pela primeira vez, o encenador russo Anatoly Praudin que confere ao mito uma visão nova, de quem olha para a lenda pela primeira vez e lhe dá nova cor.

Antestreia 4 e 5 de Março Centro Cultural Vila Flor, Guimarães Estreia 11 de Março Centro Cultural de Congressos das Caldas da Rainha Outras datas 9 de Abril Teatro Municipal de Bragança 21 de Abril Teatro de Vila Real 21 de Abril Cine-Teatro de Estarreja 30 de Abril Centro de Artes de Sines 6 de Maio Teatro Municipal da Guarda 21 de Maio Teatro Virginia, Torres Novas 28 de Maio Cine-Teatro de Alcobaça 9 a 15 de Junho Centro Cultural de Belém 17 e 18 de Junho Teatro O Bando, Palmela

Entre o contemporâneo e o ancestral Apesar de o tempo histórico das personagens ser o da primeira dinastia portuguesa, o que sobressai são os conflitos internos das personagens e o jogo de opostos característicos da condição humana: a inocência de Inês e a perversidade dos carrascos, a justiça e a injustiça, o amor e o ódio. Também por isso, a encenação vive do jogo entre o contemporâneo e o ancestral.

O CÃO QUE PERDEU O REBANHO Autor: Consol Iranzo Género: Auto-ajuda Editora: Clube do Autor Usando a metáfora sobre um cão que deixou de conseguir controlar o rebanho do seu dono e que procura apoio nos outros animais, este é um guia de ajuda para potenciar o talento e o desenvolvimento pessoal e profissional através das técnicas de coaching.

O ÚLTIMO HOMEM AMERICANO Autor: Elizabeth Gilbert Género: Romance Editora: Bertrand Da autora de ‘Comer, Orar, Amar’, chega-nos mais um livro distinguido, desta vez pelo New York Times. Partindo da identidade do homem americano contemporâneo, Elizabeth Gilbert explora a história verídica de Eustace Conway, um homem que troca a sua vida confortável pelos Apalaches.

DOCUMENTÁRIOS. Canal Odisseia transmite cinema documental português

Do cinema para a televisão Para celebrar os 15 anos do Odisseia, o canal vai transmitir vários documentários produzidos por realizadores portugueses e passa a ter uma programação feita em Portugal. Alguns destes filmes estiveram nos festivais DocLisboa e IndieLisboa, e em competição em festivais internacionais. Para ver a partir de 1 de Março na caixa mágica. Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

A programação especial ‘15 anos, 15 documentários’ vai mostrar pela primeira vez em televisão uma selecção de trabalhos premiados em diversos festivais internacionais de cinema, com um enfoque especial sobre a produção cinematográfica nacional. Esta é uma oportunidade única de apoiar o género documental em Portugal, de acordo com alguns realizadores presentes na sessão de apresentação. «O facto de haver um novo meio de financiamento sobre o cinema português é relevante. É um reconhecimento do nosso trabalho e uma forma de mostrar que devemos olhar com orgulho para a criatividade portuguesa», diz a realizadora Inês de Medeiros. Este será também um apoio importante na projecção do trabalho de jovens criadores portugueses, que nem sempre têm meios para produzir e distribuir as suas obras. «Quando fazemos um filme, o objectivo é que seja visto por cada vez mais pessoas e a televisão permite-nos isso, chegar a mais pessoas, além do circuito das salas e festivais», diz Filipa Reis, realizadora premiada com o Grande Prémio CGD para Melhor Longa-Metragem com o filme ‘Li Ké Terra’.

‘Li-Ké Terra’ venceu o Grande Prémio CGD na categoria de longa-metragem no DocLisboa

Portugueses entre os melhores O documentário ‘Li Ké Terra’ será transmitido pelo Canal Odisseia a par de outros premiados como ‘Lisboetas’ de Sérgio Tréfaut, director do DocLisboa, ‘Cartas a uma Ditadura’ de Inês de Medeiros, ‘Documento Boxe’ e ‘Combate às Escuras’ de Miguel Clara Vasconcelos, e ainda ‘Se podes olhar vê, se podes ver repara’ de Rui Simões, entre outros. Além da transmissão de documentários portugueses, o canal de televisão

por cabo vai também dar destaque a documentários internacionais como ‘As Crianças do Bairro Vermelho’, filme vencedor do Óscar para melhor documentário no Academy Awards em Hollywood; ‘Aileen, Uma Assassina em Série’, vencedor do prémio para melhor documentário no Tribeca Film Festival; e ainda ‘Birmânia, Desafiando a Censura’, documentário que participou em mais de 150 festivais em todo o mundo e venceu 47 prémios internacionais.

OS TERRAÇOS DE JUNHO Autor: Urbano Tavares Rodrigues Género: Conto Editora: D. Quixote Neste livro de contos de Urbano Tavares Rodrigues, quase todos eles se caracterizam pelo insólito, pelo mágico, pelo surpreendente. Mas, como é habitual na escrita do autor, também aqui o papel da vertente social não é esquecido.

A BESTA Autor: Raffaelle Sardo Género: Actualidade Editora: Bertrand Depois do filme ‘Camorra’, surge agora em livro mais uma série de histórias sobre a máfia napolitana. Neste caso são testemunhos reais trazidos à luz pelo jornalista Raffaele Sardo e com prefácio de Roberto Saviano. [28 FEV 2011]

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Tecnologias

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Pequenos, evoluídos e bons Numa altura em que começaram a surgir rumores que a Apple poderá lançar um iPhone Nano (mais pequeno), fomos à procura de gadgets pequenos em tamanho mas grandes no conteúdo. João Tomé

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iPhone Nano? As imagens são fictícias, criadas na Internet, e ajudaram a divulgar o rumor que a Apple vai lançar um iPhone mais pequeno e barato. Não houve nenhuma confirmação da empresa de Steve Jobs, que está sempre na vanguarda e adora o secretismo, e não há certezas sobre que produto aí virá, nem tão pouco o preço ou a data de lançamento. Ainda assim, ficam as imagens criativas dos fãs da Apple a ilustrar a hipótese iPhone Nano.

Micro Rato USB E porque há quem ache os ratos de computador um objecto fora de moda, a empresa Evergreen criou o Micro Rato USB. Custa nos Estados Unidos uns 17 euros e torna o antigo ‘matacão’ que está sempre ao lado dos computadores num minúsculo gadget portátil que não é volumoso para andar no bolso (para não gerar malentendidos nos homens) e tem quatro botões e uma esfera para nos guiar pelo estranho mundo dos computadores.

inPulse Smartwatch Depois do telefone inteligente está aí o relógio inteligente – nada que não se visse em séries antigas como ‘Olho Vivo’ ou nos filmes de James Bond. A inPulse lançou nos Estados Unidos um relógio inteligente, com processador, tal como um computador e a possibilidade de jogar jogos como o DOOM e fazer tarefas normais de um smartphone. Tem ligação com os telefones BlackBerry e até dá para fazer chamadas.

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Mini Netbook NEC Os pequenos netbooks (portáteis mais pequenos que os normais) têm vindo a perder terreno para a moda dos tablets. Mas a NEC está determinada a ressuscitar a espécie com o novo netbook com sistema Android (da Google e mais usado nos telemóveis) chamado LifeTouch Note. Com 8GB de memória, uma placa gráfica NVIDIA Tegra 2 CPU, um ecrã táctil resistente de apenas sete polegadas (800 x 480 de resolução), a marca procura integrar características de tablet num computador normal. Quando surgir no mercado deve rondar os 450 euros.

» 5.ª Dimensão Marvel VS. Capcom 3. Os super-heróis da banda desenhada na tua consola

O destino de dois mundos

Para quem cresceu a ler banda desenhada, personagens como o Capitão América e o Homem-Aranha, ou toda a equipa dos X-Men, são referências incontornáveis. O mesmo se pode dizer acerca das personagens da Capcom, algumas das mais conhecidas dos jogos de consola da década de 90 e adiante. Luís Magalhães luis.falcao.magalhaes@gmail.com

Quando as duas companhias se uniram pela primeira vez para juntar personagens de ambos os universos num jogo que seguia os moldes do clássico Street Fighter, os fãs vibraram. Wolverine contra Ryu. Akuma contra Magneto. Desde então, a série ganhou um estatuto de culto e milhões de seguidores – seguidores que estão à espera desde terceiro jogo há uma década. Super-heróis lendários É seguro que não desilude – afinal de contas, a Capcom domina o jogo de luta em 2D, e que melhor forma de representar personagens lendárias provenientes da banda

desenhada? O leque de participantes deste novo torneio é vasto, e cada qual é uma presença única, com o seu estilo de luta próprio – por exemplo a loba Amaterasu (como é natural para um canino) concentra-se essencialmente em golpes baixos e rasteiros; já o ciborgue M.O.D.O.K. voa pelo ecrã e muitos dos seus golpes são em arco descendente. Ataques espectaculares Sendo um jogo de heróis e super-heróis, os efeitos visuais são espantosos, ataques especiais que dizimam planetas e enchem o ecrã de fogo de artifício virtual, efectuados por personagens que são autênticos desenhos vindos à vida, silhuetas enormemente detalhadas que se apoderam do televisor.

Curiosidades O último jogo da série foi lançado no ano 2000; este demorou uma década a ser feito. O jogo que deu origem a esta parceria foi o menos global X-Men VS Streetfighter. Marvel VS Capcom 3 já está disponível para Xbox 360 e PlayStation 3.

Marvel VS Capcom 3

Com alguns afinamentos no método de controlo que ajudam qualquer jogador a conseguir desencadear os melhores e mais espectaculares ataques, o jogo está mais acessível do que nunca, e isso combinado com a fama e variedade dos protagonistas tornam-no a melhor opção para uns combates entre amigos.


OUTRAS ESTREIAS

ESTREIA DA SEMANA. ‘127 HORAS’, uma história de sobrevivência

Quem quer ficar preso num desfiladeiro? Um filme simples, mas que proporciona uma experiência no cinema mais intensa do que a maior parte dos filmes em 3D. Neste ‘127 Horas’, que estreou na semana passada, Danny Boyle traz-nos uma aventura incrível baseada em factos reais, com James Franco a interpretar o alpinista Aron Ralston. João Tomé info@mundouniversitario.pt

Como é que um filme que praticamente retrata apenas um homem preso num desfiladeiro durante cinco dias (127 horas) pode ser tão cativante ao ponto de estar na lista dos dez melhores filmes do ano? A resposta a essa pergunta só é possível encontrar numa sala de cinema perto de ti. Danny Boyle, depois de ter brilhado nos Óscares com o seu ‘Quem Quer ser Bilionário’, em 2009, voltou a arriscar e adaptou a história real contada em livro do engenheiro alpinista Aron Ralston. Deu-se bem, porque voltou a estar nomeado para os Óscares. Este aventureiro destemido foi sozinho para uma zona árida e deserta do Utah e acabou por ficar cinco dias encurralado, com o braço direito preso a uma rocha entre desfiladeiros. Como saiu? Amputou o seu próprio braço com um pequeno canivete. A história simples e circunscrita a um espaço minúsculo entre rochas leva-nos para uma experiência sensorial e sentimental incrível graças à realização cuidada e atenta aos pormenores de Boyle.

Entre desfiladeiros

O filme parece dividir-se em duas partes distintas. Nos primeiros minutos acompanhamos o minu-

127 HORAS

Realizador: Danny Boyle Com: James Franco Género: Acção/Aventura EUA, 2010; 94 minutos

cioso, organizado e determinado Aron (a melhor actuação de James Franco) a sair de casa para ir fazer o que mais gosta: deambular pelos desfiladeiros. É quando tenta bater, de BTT, o tempo de um guia local num dos trilhos mais famosos da zona que descobre duas raparigas perdidas. Aron faz uma pausa para as ajudar e acaba por lhes mostrar algumas das maravilhas dos desfiladeiros. Feitas as despedidas, ele continua até que, ao descer um desfiladeiro uma pedra escorrega e lhe prende o braço.

Estreia a 3 de março

Tens a Certeza? E porque o riso também tem direito à vida, nesta comédia romântica escrita, realizada e produzida pelo lendário James L. Brooks, acompanhamos um triângulo amoroso. Temos a jogadora de softebol (parecido com o basebol) da selecção americana, Reese Witherspoon, que é excluída da equipa quando faz 30 anos. Um executivo (Paul Rudd) que se vê no centro de uma investigação de ilegalidades corporativas e terá de aturar o seu chefe e pai Jack Nicholson. E ainda o mulherengo lançador da liga principal de basebol Owen Wilson.

Estreou a 24 de Fevereiro

Da urina ao talk-show

Depois disso começa a aventura maior. Ele começa por ser o mais racional possível. Tenta poupar a água, organizar turnos para desgastar a pedra com um pequeno canivete. Pensa na sua vida e nas decisões que tomou e que o levaram até ali. Quando o desespero começa a instalar-se é obrigado a beber a própria urina para não morrer de sede. O momento mais duro, mas necessário no filme, é quando acaba por amputar o braço – os mais sensíveis devem virar os olhos nesta parte. Mas este é um filme de sobrevivência e esperança, que até inclui comédia: é inesquecível quando ele simula um talk-show matinal onde se auto-entrevista e acaba a gozar consigo próprio, por não ter dito a ninguém para onde ia. Sem dúvida, uma experiência a não perder.

Somewhere – Algures Demorou, mas foi. Sofia Coppola está de volta. Desta vez conta-nos a história de Johnny Marco (Stephen Dorff), um actor que atingiu a fama recentemente e recupera de uma lesão no lendário hotel Chateau Marmont, em Hollywood. Apesar da fama, dinheiro e pretendentes, Johnny está a atravessar uma crise existencial e tudo lhe parece indiferente. Tudo muda quando a sua filha de 11 anos (Elle Fanning) tem de deixar a avó para viver com o pai. Johnny vai ter de assumir a responsabilidade adulta que nunca assumiu na vida e crescer. Um filme à medida de Sofia. Publicidade

[31 JAN 2011]

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The Glockenwise. Música moderna a cantar de galo

Abriu a época de caça aos festivais Numa altura em que os festivais de Verão ainda parecem distantes, mas em que já se alinham os principais cabeça-de-cartaz, eis aquilo que não vais querer perder nos dois titãs musicais que são o Optimus Alive! e o Super Bock Super Rock. O Alive!11 decorre de 6 a 9 de Julho no Passeio Marítimo de Algés e para já tem um cartaz que abrange todos os gostos e idades. Coldplay, Blondie, Foo Fighters, Chemical Brothers, 30 Seconds to Mars, Primal Scream e Xutos & Pontapés são alguns dos pesos pesados que vão passar pelo festival. Já pelo Super Bock Super Rock, que volta ao Meco nos dias 14, 15 e 16 de Julho, passam grandes nomes da música alternativa como The Strokes, Arcade Fire, Brandon Flowers (The Killers), Portishead ou Arctic Monkeys.

Juventude sónica Eles são jovens barcelenses e fazem rock. Chamam-se The Glockenwise e não pediram licença para lançar o seu primeiro álbum – ‘Building Waves’. Com uma postura desprendida, parecem querer apenas divertir-se fazendo música. Resultado disso, ‘Building Waves’ é curto, directo, espontâneo e livre. Revela uma maturidade e uma segurança raras em bandas debutantes. O MU falou com João Rafael Martins, guitarrista.

©Filipa Alves

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Brandon Flowers

Queríamos que o disco ficasse com um som ‘sem merdas’

The Glockenwise

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Emanuel Amorim info@mundouniversitario.pt

‘Building Waves’ é o vosso primeiro disco. Estão satisfeitos com o resultado? João Rafael Martins: Completamente! Antes tínhamos gravado e editado o nosso EP com métodos de trabalho completamente diferentes. Em ‘Building Waves’ evoluímos muito no trabalho de estúdio. O álbum foi feito sempre de uma forma bastante natural, sem pressas e sem grandes preocupações. O disco transpira espontaneidade. Até que ponto essa espontaneidade é genuína ou, pelo contrário, é trabalhada? JRM: É completamente genuína, caso contrário não faria sentido estarmos a fazer o que fazemos. A nossa maneira de estar em cima do palco é um reflexo da nossa maneira de ser, por isso não é de todo trabalhada. É sim a nossa maneira de fazer as coisas. Quando ouvimos o disco ficamos com a sensação que a vossa ideia era que soasse a algo gravado durante um ensaio na vossa garagem. É intencional? JRM: Essa foi a nossa principal preocupação quando fomos para o estúdio. Queríamos

que o disco ficasse com um som ‘sem merdas’, mas, por paradoxal que possa parecer, queríamos também que o disco soasse bem. Nesse aspecto o Paulo Miranda [produtor do disco] dos AMP Studios fez um óptimo trabalho. Apesar de todos vocês serem ainda muito jovens, nota-se em ‘Building Waves’ algumas influências de bandas bastante mais velhas que vocês. Quais são as vossas referências musicais? JRM: As nossas influências passam um bocado por toda aquela onda de bandas de ‘garage rock’ anos 60 e 70. Nomes como Beatles, 13th Floor Elevators, The Sonics, MC5 e muitas outras. Também algumas bandas desta nova vaga de garage: Thee Oh Sees, Ty Segall, Black Lips. Provavelmente são estes os nomes que mais nos influenciaram enquanto banda.

Na faixa ‘Stay Irresponsible’ apelam à irresponsabilidade. Acham que é precisa uma certa dose de irresponsabilidade para ter uma banda rock? JRM: Nessa faixa apenas fazemos um apelo ao facto de ser necessária uma certa dose de irresponsabilidade para podermos aproveitar a vida de uma forma divertida. Penso que para ter uma banda de rock não é de todo necessário ser irresponsável. A ‘cena’ barcelense tem estado muito em voga nos últimos tempos. Acham-se fruto dela? JRM: O facto de haver imensas bandas em Barcelos foi bastante importante para desenvolver o nosso interesse pela música. Acabou por facilitar o acesso a boa música e a bons concertos. Por isso acho que em Barcelos toda a gente, de uma forma directa ou indirecta, acaba por ser influenciada por toda essa ‘cena’.


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entrevista

carnaval é com a mega! LISBOA 92.4 PORTO 90.6 Catarina, ouvimos dizer que és tu quem tem o remédio para tirar o pessoal da depressão! Podemos saber qual é? Podia passar-te uma daquelas prescrições médicas, cheia de nomes esquisitos e com uma letra difícil, mas se ouvires a Mega Hits sempre que puderes, em especial das 14h00 às 18h00, vais ver que qualquer ‘dor de burro’ passa num instante! :) Basicamente, curamos tudo aquilo que tu quiseres… Somos pessoas com muita boa vontade! Falo por mim, claro! :)

Nesta edição do MU falamos destes grandes problemas que andam a afectar uma grande parte dos recém-licenciados: os estágios não-remunerados, o desemprego e os trabalhos precários. Se tu fosses ministra do Trabalho, o que é que fazias para resolver isto? Sempre desejei dar a minha opinião sobre isto. Faria uma coisa muito simples, tornaria obrigatória a existência de estágios ou até mesmo simplesmente visitas às empresas, desde o primeiro ano de curso. Acho importante os jovens terem contacto com o mercado de trabalho desde sempre. Mais do que teóricos os cursos devem ser práticos. Assim as empresas também poderiam começar já a formar os seus futuros colaboradores e a captar os melhores.

Tristezas à parte, daqui a alguns dias estamos no Carnaval. És uma pessoa que gosta de se mascarar nesta altura? Se eu responder que já não aprecio muito, é muito mau? Em tempos fui completamente fã, começava a planear tudo com meses de antecedência, combinava máscaras com as amigas e íamos todas à anos 60. Vendo bem, acho que repeti a mesma máscara algumas vezes. Deve ter sido por isso que desisti de me mascarar…

Se sim, podemos saber qual vai ser a tua fantasia deste ano? Queremos saber todos os pormenores do teu modelito. Posso inventar um? Se me mascarar, talvez escolha a fantasia de Twix. Lembrei-me agora. É giro, não é? Vá… e docinho também! :) Mas deixo aqui um apelo: se alguém quiser ser a minha outra metade, então vamos a isso! Mascaro-me mesmo.

Aí na Mega o pessoal costuma mascarar-se nesta altura? E quem é o mais folião ou foliona? Arrisco a dizer que é a Filipa Galrão… Passem por Torres Vedras este ano e vejam porquê. «Uuuii, ca ganda cabeçuda!!» Mas também há quem diga que é o David Carronha. Este ano tiramos as teimas. Está lançado o desafio «Quem é o mais folião do Carnaval 2011?» Eu já disse, voto na Filipa. E tu?

A Mega Hits preparou alguma partida especial de Carnaval para os ouvintes? Conta-nos tudo! As partidas não se revelam, têm que esperar para ver e ouvir! Mas normalmente gostamos sempre de surpreender os nossos ouvintes… Este ano não será diferente, mas será melhor!

Catarina Figueiredo

Animadora Mega Hits – 14h às 18h

DESTAQUE

COIMBRA 90.0

SINTRA 88.0 AVEIRO 105.6 BRAGA 92.9 WWW.MEGA.FM


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Mundo Universitário - Edição 179  

28 de Fevereiro 2011

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