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DIREITOS HUMANOS

IADE e Amnistia Internacional em parceria. P04

empreendedorismo alunos da nova criam projectos inovadores. P07

ESTORIL SURF & MUSIC Directora: Laura Alves | Segunda-feira, 6 de Junho de 2011 | N.º 186 | Quinzenal | Distribuição gratuita | www.mundouniversitario.pt

Vamos à praia com a Billabong? P11

Política cá da casa Disse um dia Eça de Queirós que os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente, e pela mesma razão. E o que sentem os estudantes universitários? Revêem-se no actual sistema político? O que mudariam? Como o fariam? Com que objectivos? Fomos descobrir. P. 08 e 09


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EDIÇÃO 186 de 6 a 14 de Junho 2011

Laura Alves • Directora lalves@mundouniversitario.pt

« – Mãe, mãe... não gosto desta política!» « – Põe na borda do prato…» Decorreram ontem as eleições legislativas. Digo ontem, mas a verdade é que estou a escrever este texto na sexta-feira anterior às eleições, uma vez que é à sexta que fecha a edição do Mundo Universitário. Seria, assim, necessário um talento paranormal de previsão do futuro – infelizmente ainda não consegui adquirir tal dom, mas conto em breve fazer a aquisição numa qualquer campanha de Verão, juntamente com um quilo de sardinhas e uma tenda de campismo tamanho familiar – para poder avançar, com três dias de antecedência, o nome do novo primeiro-ministro de Portugal, independentemente daquilo que apontam as sondagens. Hoje é, portanto, segunda-feira. Dia a seguir às eleições. Tudo terá mudado. Ou então não. Porque, mesmo que o cargo de primeiro-ministro vá parar às mãos de outro quadrante político, a verdade é que, aos olhos da juventude, parece tudo ‘farinha do mesmo saco’. Estamos endividados. Se até aqui vivemos remediados, a partir de agora vamos passar a viver mal. Se até aqui vivemos mal, vamos passar a usar o verbo ‘viver’ com muita parcimónia. Não, isto não é um discurso pessimista: é um discurso das coisas como elas são. Por alguma razão, a Praça do Rossio em Lisboa esteve ocupada durante uma semana com uma acampada, um manifesto que se replicou por outras cidades portuguesas, em sintonia com os acampamentos na Praça Porta do Sol em Madrid e na Praça da Catalunha, em Barcelona. Com menos adesão e com menos força que os nossos congéneres espanhóis – e, felizmente, sem os incidentes de violência que envolveram os manifestantes catalães e os ‘mossos’ –, esteja-se ou não de acordo com a concentração e com as assembleias populares que foram organizadas, a verdade é que não podemos ficar indiferentes às movimentações. Talvez o ‘povo’ não se tenha identificado com alguns discursos mais ‘intelectualizados’ e, porventura, haverá quem não goste de se aproximar de malta com cabelo à rastafari e sandália no pé. Mas, voltando a pegar no tema das eleições que ontem decorreram, faço agora a ponte com o tema de capa desta edição do MU: a desilusão que a política e os partidos políticos representam no imaginário de uma grande parte da juventude. Aquela parte da juventude que não pertence a nenhum ‘jota’, nem à esquerda nem à direita, mas que precisa, igualmente, de respostas para os seus problemas. Porque, afinal de contas, os estudantes universitários até se interessam por política. Não se interessam é por esta política. E, tal como fazem aos bróculos, colocam a política actual na borda do prato. Nota final para apontar uma morte recente, que entristeceu o mundo musical, e que me parece adequado assinalar neste contexto: Gil Scott-Heron, poeta, precursor do rap e autor do poderoso ‘The Revolution Will Not Be Televised’. Não conheces? Vai ao YouTube. Agora.

Não pe rc a próx as ima edição especi al m 14 de Ju oda nho

Nós MUvimentamo-nos contigo! Eis que estamos a chegar àquela altura do ano em que os corredores das universidades se esvaziam e, em contrapartida, se enchem as estradas que levam às praias. E porque, mesmo em tempo de férias, o MU faz questão de te acompanhar, nós MUvimentamo-nos contigo até às praias e festivais onde estarás a curtir como se não houvesse amanhã. Vai estando atento! A primeira edição Mundo Universitário Night & Day sai a 24 de Junho e vai até à praia apanhar uma corzinha. Mas antes ainda damos um ar da nossa graça já na próxima semana, com uma edição Especial Moda.

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vê as novidades que temos para ti na página de fãs do mu no FACEBOOK ficHa TécNicA: Título registado no I.C.S. sob o n.º 124469 | Propriedade: Moving Media Publicações Lda | Empresa n.º 223575 | Matrícula n.º 10138 da C.R.C. de Lisboa | NIPC 507159861 | Conselho de Gerência: António Stilwell Zilhão, Francisco Pinto Barbosa, Gonçalo Sousa Uva | Directora: Laura Alves | Redacção: Andreia Arenga | Online: Graziela Costa | Colaboradores: João Tomé, José Frazão Reis, Luís Magalhães, Mónica Moitas, Renata Lobo | Paginação: Filipa Andrade | Revisão: Catarina Poderoso | Marketing: Vanda Filipe | Publicidade: Margarida Rêgo (Directora Comercial), Elsa Tomé (Account Sénior), Mariana Jesus (Account Júnior) | Distribuição: José Magalhães | Sede Redacção: Estrada da Outurela n.º 118 Parque Holanda Edifício Holanda, 2790-114 Carnaxide | Tel: 21 420 13 50 | Periodicidade: Quinzenal | Distribuição: Gratuita | Impressão: Grafedisport; Morada: Casal Sta. Leopoldina – Queluz de Baixo 2745 Barcarena; ISSN 1646-1649.

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» ISCTE abre mestrado em Estudos Indianos

» Festa de encerramento do FATAL 2011

O ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa vai abrir um mestrado internacional em Estudos Indianos único no mundo. Organizado em colaboração com o Indian Institute of Technology e a Brown University, o curso visa dotar os estudantes de uma perspectiva multifacetada sobre a Índia contemporânea. As inscrições para a primeira edição (2011/2013) já se encontram abertas. O ISCTE irá ainda atribuir uma bolsa de estudos a 100 por cento e outras oito bolsas a 50 por cento do valor da propina. Mais info em http://indianstudies.iscte.pt.

Depois de um mês de intensa actividade de palco, é já amanhã, dia 7 de Junho, no Teatro do Bairro, que decorre a festa de encerramento do FATAL – Festival de Teatro Académico, organizado pela Universidade de Lisboa. Além da entrega de prémios aos grupos vencedores, a festa está prometida com DJ Francisco Veloso & Budah VJ. O FATAL teve este ano a sua 12.ª edição e levou o que de melhor se faz no teatro universitário a diversos espaços da capital, com destaque para o Teatro da Comuna. Todas as informações estão disponíveis em www.falatl2011.ul.pt.

CAMPANHA. Alunos do IADE dão a cara pelos direitos humanos

IADE associa-se à Amnistia Internacional A delegação portuguesa da Amnistia Internacional está de parabéns. Completou recentemente 30 anos de existência e, em jeito de comemoração, associou-se a uma série de instituições de ensino superior de Norte a Sul do País com o projecto Face-to-Face. E o IADE contou-nos como está a ajudar a passar a mensagem. Renata Lobo info@mundouniversitario.pt

ISEG Art Dynamics assinala o aniversáro do ISEG Até 9 de Julho, o ISEG apresenta um projecto inédito na arte contemporânea para celebrar o seu centésimo aniversário. O ISEG Art Dynamics aproxima a arte da economia e da gestão através de um ciclo de oito exposições individuais, de artistas consagrados e novos talentos, reunindo um total de 300 obras inéditas de fotografia, vídeo-arte, instalação, pintura e desenho. O ISEG torna-se, assim, palco para a criatividade nacional com a participação de artistas como os brasileiros Gilvan Nunes e Marcos Marin, ou os portugueses João Vilhena, Jorge Rodrigues, Nirvana, Pedro Casqueiro, Salvador Colaço e Susana Guardado. De acordo com o comissário da exposição, Nuno Olim Marote, o projecto «pretende afirmar o carácter desta escola através da expressão artística contemporânea, conferindo dinamismo aos seus espaços e mostrando que a arte existe em todos os contextos.»

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Um grupo de estudantes, que recebeu formação especializada, deu a cara por esta causa. E, até 30 de Junho, os jovens estarão na rua numa acção de angariação de fundos, divulgação das actividades da Amnistia Internacional e também de recrutamento de novos apoiantes e membros (até agora mais de 12 mil pessoas aderiram à causa). O IADE – Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing também pôs mãos à obra, deu corda aos pés e à língua para falar com os portugueses. Mas a parceria não ficou por aí. Uma nobre missão Falámos com Catarina Lisboa, coordenadora da Agência Escola IADE (que faz a ponte entre a escola, o mercado e a sociedade civil através de vários projectos) que nos explicou de que forma colaboram as duas entidades. Em Outubro do ano passado, a Amnistia Internacional contactou o IADE no sentido de se associarem às comemorações dos 30 anos da delegação portuguesa, e o instituto rapidamente aceitou o desafio, porque, e segundo defende Catarina Lisboa, «a missão de uma escola é mesmo essa». O mote para o projecto era ‘30 Anos, 30 Imagens’, representando as causas defendidas por esta associação ao longo de três décadas. Para desenvolverem o trabalho de forma não só a ajudar a Amnistia Internacional, mas também os estudantes, o briefing foi introduzido em várias unidades curriculares dos alunos do 3.º ano da licenciatura de Fotografia e Cultura Visual

Vem dar a cara pelos Direitos Humanos, PARTICIPA! Projecto “FACE TO FACE” De 19 de Maio a 30 de Junho LISBOA „ Trabalho de equipa; „ Horário: 2ª a 6ª feira das 13h às 19h; • Formação e Remuneração adequadas.

Agarra esta oportunidade de trabalho envia-nos o teu CV para: d. jeronimo@amnistia-internacional.pt

«Toda a comunidade acaba por participar, o que transcende o espaço-escola», revela Catarina Lisboa, coordenadora do projecto de parceria entre o IADE e a Amnistia Internacional

e do CET de Fotografia. Ou seja, em vez de trabalharem num briefing fictício estão a trabalhar num real. «Toda a comunidade acaba por participar, o que transcende o espaço-escola, porque como cidadãos temos consciência e queremos participar de alguma maneira. O que o espaço-escola permite é que seja em equipa, e isso é fantástico», afirma a coordenadora do projecto. Criar cidadãos conscientes As imagens já foram apresentadas na Fábrica de Braço de Prata, em Lisboa, no dia 18 de

Maio, mas no início de Junho serão divulgadas em locais ainda por definir. «Está no ADN do IADE promover e dar apoio a esse tipo de projectos. Nos últimos três anos temos divulgado tudo o que são acções da Amnistia Internacional, sejam lançamentos de livros ou exposições», explica Catarina Lisboa, que acredita ainda ser a missão de uma escola dar apoio àqueles que têm menos espaço no mercado e fazer dos alunos cidadãos mais conscientes. «Temos projectos que permitem um debate na sala de aula que, de outra maneira, nunca existe. São

Pelos Direitos Humanos “EU ASSINO!”

experiências para os nossos alunos muito válidas enquanto cidadãos e ajudam a ter uma consciencialização que o mundo tem uma dimensão um bocadinho maior do que esta da escola», acrescenta a coordenadora, concluindo: «É estranho que em pleno século XXI ainda tenhamos de estar a explicar os direitos hu-

manos que damos como adquiridos. Para nós foi uma honra e os alunos tiveram oportunidade também de conhecer as agências que já tinham trabalhado com a Amnistia, para contarem a experiência de trabalhar nessas áreas criativas com mensagens que não são comerciais.» Ficamos então a aguardar novidades!


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Iluminados

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» Alunos do Técnico premiados

» Licenciada da UMinho distinguida

Pedro Mendes, aluno de Engenharia Electrotécnica e de Computadores, foi o vencedor do Prémio REN 2010 – Redes Energéticas de Portugal, que visa distinguir as melhores teses de mestrado em Portugal no âmbito das temáticas de redes e sistemas eléctricos de energia e gás natural. O trabalho valeu-lhe um prémio no valor de 12.500 euros.

É um dos maiores galardões na Informática e distingue pela primeira vez um trabalho sobre teoria da computação. Alexandra Silva, licenciada em Matemática e Ciências da Computação (MCC) pela Universidade do Minho, ganhou o Prémio Científico IBM 2010. A investigação assenta sobre métodos algébricos e coalgébricos para arquitectura de software.

LIVRO. ‘Até lá abaixo’ é a história de três jovens que partem de Lisboa rumo a África do Sul em busca de alento para as suas vidas

De bola na mão até África Cansados de preencher recibos verdes e da incerteza que o futuro lhes reservava, três amigos fogem para a África do Sul. Com apenas 60 euros por dia no bolso, um jipe em segunda mão e bolas de futebol na bagageira, Tiago Carrasco, João Henriques e João Fontes lançam-se à estrada para perseguir o sonho de fazer jornalismo a sério. Pelo caminho fizeram-se passar por estudantes de desporto e atravessaram selva e deserto para assistir ao Mundial de Futebol na Cidade do Cabo. Tiago Carrasco, autor de ‘Até Lá Abaixo’, conta-nos como foi a aventura.

aarenga@mundouniversitario.pt

Lembras-te da primeira vez que se imaginaram em África? Tínhamos um desconhecimento total da África Subsariana. Imaginava-me em África de cada vez que lia ‘Ébano’ de Ryszard Kapuscinski, que é o meu autor preferido, mas sempre com uma imagem bastante distanciada daquilo que deveria ser a realidade porque nunca lá tinha estado. Quando essa hipótese começou a aproximar-se aumentei o número de documentários que vi e livros que li. E algumas coisas corresponderam, outras não. O que é que vos puxava? Certamente cada um de vocês tinha motivações diferentes. Primeiro tinha a ver com a paixão pelo jornalismo. Sabemos bem aquilo que queremos fazer na nossa profissão e que aqui em Portugal, quer pela nossa idade, quer pelo mercado, temos as vias muito tapadas para poder fazer reportagens internacionais. A única forma de o fazer era com um projecto independente. Segundo, temos um grande gosto por viajar. E depois tinha a ver com o Mundial de Futebol, porque todos nós amamos futebol, somos grandes adeptos. E também pelas circunstâncias de vida. Estávamos fartos, cansados da rotina, um bocado perdidos, e a fuga acabou por ser a melhor solução para começar tudo de novo.

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O Mundial de Futebol serviu apenas de pretexto ou também é uma parte importante da viagem? O futebol é a mais universal das linguagens a par da música. Se eu tiver uma bola de futebol e tu também quiseres jogar, fazemos uma baliza com duas pedras e estamos a comunicar. Achámos que o futebol, principalmente em África, era a plataforma perfeita para chegar a sítios onde de outra forma seria muito difícil. E essa foi a primeira premissa: nós chegávamos com uma bola, mesmo em bairros problemáticos como na Nigéria, e fazíamos logo muitos amigos. Para fazer uma viagem destas, assim sozinhos, durante meses, é preciso ter alguma coragem. Não sei se é coragem ou se é ingenuidade. Lembro-me que no primeiro dia estava completamente tonto, sentia-me com os pés fora da terra, cheio de medo. Não sabia o que ia apanhar. Quando arrancas no carro, pensas: «Onde é que eu me vou meter? A minha vida vai mudar toda daqui para a frente.» É realmente uma sensação de um grande conflito interior, mas que depois é saborosa. O que te marcou mais nesta experiência? Pela positiva, e isto pode parecer um lugar comum, mas foram as pessoas. Noventa por cento dos africanos levanta-se todos os dias sem saber o que vai comer ao almoço, sem um único euro. Ao levantarem-se cada dia como se fosse o último acabam por também não ter grandes ambições nem respeitar grandes convenções. São muito genuínos e puros. E

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Andreia Arenga

© João Henriques

A única maneira de nos sentirmos satisfeitos é voltar a fazer uma coisa destas Tiago Carrasco, autor de ‘Até Lá Abaixo’

PASSAPORTE Tiago Carrasco É jornalista. Estagiou na TVI, colaborou em alguns programas da RTP, escreveu para a revista ‘Sábado’ e ‘Playboy’, mas sempre a recibos verdes. No início do livro agradece às chefes que nunca lhe ofereceram um contrato de trabalho. Depois de regressar de África continua a trabalhar como freelancer para vários meios e produtoras para pagar as contas. Espera voltar a fazer mais um destes projectos até que alguém valorize o seu trabalho. João Henriques É fotógrafo. Colaborou regularmente com o jornal ‘Público’ e com a Associated Press em Portugal. Quando regressou de África ficou três meses à procura de emprego sem perspectivas de futuro. Continua a fazer trabalhos como freelancer para sobreviver. João Fontes É o homem da câmara. Quando regressou da aventura esteve três meses à procura de trabalho e acabou por voltar para casa dos pais. Finalmente conseguiu emprego no programa ‘Só Visto’ na RTP e continua, tal como os amigos, a dedicar-se à edição de um documentário sobre a viagem ao continente africano.

nesse contacto tu voltas um bocado às tuas raízes humanas. O que mais me marcou pela negativa foi, sem dúvida, a situação política e social da grande maioria dos países por onde passámos. Nunca me senti tão livre como nesta viagem – podia andar descalço, sentar-me no chão, ninguém conhecia os meus passos. O regresso trouxe-vos alguma esperança quanto ao futuro profissional? O projecto, que à partida toda a gente dizia que era falhado e morto à nascença, permitiu-nos fazer coisas que nunca tínhamos feito na vida. Publicámos em meios onde nunca tínhamos publicado antes, publicámos o livro, possivelmente vamos fazer um documentário, e isso tudo preencheu-nos completamente a nível profissional. Depois há o outro lado, que é o retorno que nós pensávamos que poderíamos ter. Isso realmente não aconteceu e deixa-nos um bocado tristes. Possivelmente a única maneira de nos sentirmos satisfeitos a nível profissional e conseguir seguir o jornalismo é voltarmos a fazer uma coisa destas.


centro de Emprego

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» Lift Summer Nova CampIdea comCompetition inscriçõesdáabertas EMPREENDEDORISMO. Final da iniciativa vitória a energias limpas A Lift Consulting vai realizar, de 8 a 15 de Julho, a 3.ª edição do Lift Summer Camp. Um curso intensivo que aposta numa formação teórico-prática nas principais áreas da comunicação. Dirigido a estudantes finalistas dos cursos de comunicação, a recém-licenciados e a jovens profissionais, o Lift Summer Camp, surge em resposta aos novos desafios do mercado de trabalho e decorre nas instalações da Oni Communications, parceira desta iniciativa, na Av. Fontes Pereira de Melo, em Lisboa. Inscrições em http://summercamp.lift.com.pt.

» Empresas portuguesas nas melhores da Europa Após a eleição das 30 Melhores Empresas para Trabalhar em Portugal, um ranking elaborado pelo Great Place to Work Institute, nove foram seleccionadas para o ranking das 100 melhores empresas europeias. A Baxter, Cisco Systems, Danone, Diageo, Mars, Medtronic, Microsoft e o SAS Institute destacam-se entre as multinacionais, enquanto a Roche Farmacêutica se destaca no grupo de pequenas e médias empresas, na edição de 2011 da lista europeia.

EMPREENDEDORISMO. Final da iniciativa Nova Idea Competition dá vitória a energias limpas

Ideias inovadoras num minuto Convencer em apenas um minuto que a sua ideia de negócio é a melhor. Foi o desafio lançado pela Nova Idea Competition através da técnica ‘elevator pitch’ que marcou a final do concurso de empreendedorismo da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa. Entre as 10 equipas em competição, a equipa Rebionics mostrou ser a mais empreendedora. O projecto, um reactor de biodisel, pretende actuar na área das energias limpas e já foi testado numa incubadora de empresas nos Estados Unidos.

Jovens promissores são premiados

Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

Maria Ester Ferreira, Aneesh Zutshi, Flávio Reis e Manuel Fernandes são amigos, todos estudantes na Universidade Nova de Lisboa, e desenvolveram um reactor de biodisel amigo do ambiente. Chama-se Rebionics e permite a produção de biodisel através de microalgas. «A Rebionics irá comercializar licenças do bioreactor simbiótico (B.S). O B.S produz intensivamente microalgas para a produção de biodiesel e permite a captura e armazenamento de dióxido de carbono das indústrias poluentes. O potencial de mercado das microalgas é enorme, permitindo considerar a licença de tecnologia SB para as indústrias de alimentos, empresas químicas e farmacêuticas, entre outros», explica Manuel Fernandes em entrevista ao MU. Produto testado nos Estados Unidos Para esta equipa multidisciplinar com conhecimentos nas áreas de engenharia industrial, gestão industrial, direito e economia, convencer o júri em apenas um minuto foi um desafio, mas também uma experiência enriquecedora. «Esta experiência foi muito marcante e estimulante para todos os elementos da equipa, reforçou a nossa consciência de que, de facto, o empreendedorismo se cruza com a nossa realização pessoal», diz o membro da equipa. Mas eles não são propriamente novatos nestas andanças

O projecto da Rebionics, premiado no âmbito da Nova Idea Competition, permite a produção de biodisel através de microalgas

do empreendedorismo, já que a equipa tem vindo a traçar o seu caminho há algum tempo e já ganhou outros lugares de destaque, sendo semifinalista da edição 2009 do prémio nacional de empreendedorismo START e um dos membros da equipa venceu o American Club Award 2009. Por outro lado, o seu projecto já foi testado numa incubadora dos Estados Unidos, o que lhes permitiu aperfeiçoar o pro-

duto. A equipa do Rebionics acredita que a sua tecnologia era aquela que tinha mais potencial e, por isso, conseguiu vencer esta competição. «Tivemos a oportunidade de testar a nossa tecnologia de B.S numa empresa líder na produção de microalgas, nomeadamente na XL Renewables nos EUA. Este facto possibilitou fazermos um ‘scale up’ da nossa tecnologia e assim consolidar os nossos resulta-

dos num ambiente industrial. Os resultados foram mesmo muito bons.» Conquistar investidores Os estudantes de mestrado e doutoramento ganharam 9.500 euros e a possibilidade de incubação durante um ano na OnCampus do Parque das Nações, em Lisboa. A longo prazo, a equipa quer conquistar o mercado nacional, mas também internacional. «O B.S

é a via mais barata e eficiente de produzir biodiesel a baixo custo. Representa a solução ideal para reduzir a dependência de petróleo estrangeiro em qualquer país não produtor de petróleo. Será parte da nossa estratégia de negócios construir para o ano uma planta-piloto do B.S com o intuito de demonstrar os excelentes resultados da nossa tecnologia a possíveis clientes e investidores.»

A Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) e as empresas BPI, Mckinsey & Company, Portugal Telecom, Randstad, Sonae e Siemens seleccionaram os 10 talentos da Escola no ano 2011. O concurso ‘Pool de Talentos’ teve como objectivo descobrir estudantes promissores da FEP, com base em diversas fases de selecção e desafios lançados aos candidatos. As provas foram desenhadas, coordenadas e implementadas pelas seis empresas parceiras da FEP que constituíram um júri a que se juntaram os professores da FEP. O processo foi dinamizado no âmbito da Academia de Competências, uma nova estrutura criada na FEP que promove actividades de desenvolvimento pessoal e social dos estudantes. António Araújo, Carlos Moreira, Diogo Navarro, Inês Mateus, João Reis, João Sousa, Libânia Ribeiro, Luís Costa, Nuno Moreira e Pedro Gonzaga foram premiados com estágios nacionais e internacionais, propinas de mestrado na FEP, programas de mentoring, visitas e reuniões com administradores de empresas, entre outros prémios. [6 JUN 2011]

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SOCIEDADE. O que os estudantes universitários pensam da situação actual do país

«Eliminava esta classe polít

Afirmam que votam sempre, mas estão desiludidos com o estado do País e acreditam que só uma reforma completa do sistema resolveria os problemas que os p a cultura e o desemprego, os universitários não têm esperança quanto ao futuro, mas ideias não lhes faltam para tirar Portugal da fossa em que se encontra. No r dos estudantes sobre a situação económica e política do momento e as suas expectativas para o que aí vem. Criar um novo sistema político

Texto: Andreia Arenga Fotos: Graziela Costa

Foi à saída do metro da Cidade Universitária que encontrámos o Igor Furão. Ficámos a saber que o Igor tem 27 anos e que vota sempre que há eleições, mas não está satisfeito com o que se passa à sua volta. «Está tudo simplesmente a desmoronar-se. Não estou nada confiante que as coisas possam mudar. Neste momento a solução da democracia parlamentar não está a resultar e teria que haver ou uma reforma ou a implementação de um sistema completamente diferente», diz o estudante de mestrado em Estudos Comparativos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. As questões que mais o preocupam são a educação e a cultura, e acha que é nessas áreas que é preciso investir mais.

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Um pouco mais à frente, junto à Faculdade de Letras, conhecemos o Diogo Cardoso, estudante de Estudos Artísticos e Artes do Espectáculo. Estava a conversar hiperactivamente com duas colegas sobre o alinhamento do festival Optimus Alive!, por isso, com certeza também seria capaz de nos dar a sua opinião sobre a situação do País. «Quem sai da faculdade não tem perspectivas de futuro favoráveis ao curso que tira», diz Diogo, preocupado com o que o espera quando terminar a licenciatura. Além daquilo que o toca pessoalmente, Diogo considera que outro dos problemas graves é a questão da divída pública. «Não cumprindo o défice não saímos da recessão. O FMI já cá esteve e ficámos melhor. Mas sem dúvida que também traz contrapartidas. Tudo depende de como as coisas forem geridas e da aplicação dessas medidas.

As pessoas não se revêem nos ideais deles, os discursos estão gastos, são sempre as mesmas caras e isso desacredita os partidos e as medidas. Diogo Cardoso, estudante na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa

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Laurent Duarte 25 anos Estudante de Geologia, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa «Para mim, um dos maiores problemas é a corrupção. Quem tem mais consegue sempre mais e quem tem menos nunca tem nada. E cada vez mais existe essa discrepância. Isso acontece porque as pessoas que mandam no País e que têm cargos bastante elevados, em empresas e não só, controlam isto tudo. Faz parte da mentalidade portuguesa. As coisas mudariam se houvesse um partido ou alguma entidade governamental que fosse diferente e que não se regesse pelos mesmos ideais políticos que existem. Tinha que ser uma coisa feita de raiz porque quando uma pessoa entra para a política já está contaminada. Não é por mais PEC ou menos PEC que a economia vai recuperar.»

Claro que a longo prazo isso nos vai custar o pagamento desses empréstimos», diz freneticamente, à medida que gesticula com o resto do corpo. Tal como o Igor, as expectativas do Diogo para o novo Governo são duvidosas. Está desiludido e não sabe o que esperar. Na sua opinião, há questões, como por exemplo as políticas para a saúde, que não ficaram bem esclarecidas em nenhum dos debates. Mas se o Diogo fosse primeiro-ministro começava do zero. «Eliminava esta classe política, toda! Pegava nos partidos, escolhia as

pessoas mais eficientes e o melhor de cada um e formava um governo de coligação. E acabava com esta questão dos ‘presidencialismos’. Não há rotatividade, as pessoas não se revêem nos ideais deles, os discursos estão gastos, são sempre as mesmas caras e isso desacredita os partidos e as medidas. Por isso é que eu não acredito em partidos, acredito em pessoas».

Na escadaria da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Ana Pedro e a Ana Louro esperam pelo amigo

que as vem buscar para irem almoçar. Quando lhes dizemos ao que vimos, torcem o nariz. Parece que falar de política antes do almoço não é propriamente bom para abrir o apetite, mas mesmo assim as bolseiras na área de geografia partiham connosco a sua opinião. «Não estamos nada confiantes. Devemos ser muito pessimistas porque não vemos nenhuma solução», afirmam. Dizem estar sobretudo preocupadas com a situação dos bolseiros como elas e que o facto de estarem sempre dependentes dos apoios na sua área de estudos é bastante complica-

do. «Estamos sempre no meio da confusão em relação aos ordenados.» Quanto a soluções, as duas colegas nunca pensaram no assunto. Concordam que o País precisa do dinheiro do FMI, mas acreditam que os juros são altíssimos e que vai ser difícil recuperar a economia. «Tirando o facto de que o que vamos pagar a mais ser uma enormidade completamente absurda, nós precisávamos do dinheiro. A comparar com os empréstimos dos outros países acho que estamos a ser roubados. Por outro lado o FMI vem trazer algumas regras que poderão ser favoráveis».

Ana Louro e Ana Pedro

Diogo Cardoso

Igor Furão

Soluções ao fundo do túnel?


tica, toda!»

portugueses atravessam. Preocupados com a educação, rescaldo das eleições legislativas fomos saber a opinião

É urgente renegociar a dívida

Já a Mariana Santos parece ter uma opinião bastante clara e bem formada sobre o assunto. Para a estudante de mestrado em Economia no ISCTE, é inevitável não falar na dívida externa. Para ela esse é o problema mais grave e que acaba por afectar tudo o resto. «A intervenção externa do FMI não vai produzir aquilo que nos dizem que vai produzir. Vai só trazer mais crise e criar mais desemprego. Tenho muitas dúvidas sobre a eficácia desse programa, aliás, tenho certezas da sua ineficácia», diz a estudante de 25 anos, assertivamente.

Informada e esclarecida sobre o contexto económico em que Portugal se encontra, Mariana não se mostra minimamente esperançada quanto ao futuro, mas aponta uma solução que, do seu ponto de vista, poderia minimizar a situação em que o País se encontra. «A renegociação da dívida é fundamental porque o valor de juros exigido não é compatível com o nível de crescimento económico previsto, portanto, nem sequer é possível pagar a dívida com os níveis de crescimento actuais. Depois, parte dessa dívida resulta de muitas componentes que nem sequer são legais, como a manipulação de mercado por parte das agências de rating, e outros factores como a configuração da união monetária que resultaram num empolamento dos juros exigidos à divida portuguesa que tem que ser revisto.»

OS RECADOS DOS ESTUDANTES

E o futuro, é agora?

Mariana Santos

Pegando nestas opiniões de jovens estudantes que estão atentos ao panorama social e político – contrariamente às críticas que com regularidade se ouvem quanto ao desinteresse da juventude sobre o estado da Nação – percebe-se que há uma ideia que percorre todos os discursos. A ideia de que urge criar uma coisa completamente nova, um movimento ou entidade reguladora à margem dos partidos políticos que possa, realmente, trazer uma mudança significativa a Portugal.

Mónica Borges, 19 anos Estudante de Direito, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa «O que me preocupa mais é a falta de apoio social. Se pudesse fazer alguma coisa, tentava ir ao encontro das soluções que a Troika criou para desenvolver em Portugal porque são pessoas que têm mais experiência. Já no passado estiveram em Portugal e o País melhorou. Acho que pode vir a ser positivo.»

Pedro Nancy, 20 anos Estudante de Direito, Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa «O desgoverno, a incapacidade de governar, falta de honestidade e sinceridade são os maiores problemas do País. Aqui na faculdade, devido às bolsas que foram cortadas este ano, muitos estudantes nem dinheiro têm para pagar o almoço. Há estudantes que têm cadastro por cometerem actos de prostituição para pagar a faculdade. É uma situação complicada. Eu quero acreditar que os técnicos que estudam a economia portuguesa e europeia têm consciência e capacidade para fazer alterações profundas. Não sei quais são as melhores medidas, mas com certeza que algumas terão efeitos muito positivos se forem cumpridas a sério e se houver um acordo governamental. Quero acreditar que as coisas vão mudar.»

António Gama, 20 anos Estudante de Matemática Aplicada, Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa «Desemprego a crescer e economia estagnada são os maiores problemas neste momento. Temos de ser muito organizados, ter uma estratégia definida, saber prever o que pode acontecer, utilizarmos os nossos recursos e evitar irmos buscar aos outros países. Temos de ser muito unidos. Mas se temos que pagar mais coisas, à partida deve ser pior. As pessoas estão sujeitas a impostos altíssimos de tudo e mais alguma coisa. Acho que vai ser muito complicado.»

Se passasses uma tarde com o primeiro-ministro o que lhe dirias? «Diria para ele olhar mais para o País em vez de olhar para si.» Mónica Borges, 19 anos, estudante de Direito na Universidade de Lisboa «Para começar a pensar mais na educação e na parte cultural da sociedade portuguesa.» Igor Furão, 27 anos, estudante de mestrado em Estudos Comparativos da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa «Diria uma coisa óbvia: para ir buscar receita. Por exemplo, a nível do arrendamento. Há imensos estudantes que alugam casa por todo o País e cujos senhorios não passam recibo. Vai tudo para o bolso de quem está a arrendar. Eram milhões e milhões que entravam no bolso do Estado.» Laurent Duarte, 25 anos, estudante de Geologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa «Para estudar economia política e não se basear nos dogmas que não têm funcionado e que são evidentes nos casos da Grécia, Espanha, Irlanda.» Mariana Santos, 25 anos, estudante de Mestrado em Economia no ISCTE «Diria: ponha a mão na consciência e veja, à imagem dos líderes europeus e do resto do mundo, se se acha capaz de governar este País.» Pedro Nancy, 20 anos, estudante de Direito na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa


ARTE URBANA. CIN Re-Make regressa às ruas de Lisboa pela mão dos universitários

Estudantes pintam a cidade À quarta edição, o CIN Re-Make volta a dar cor às ruas de Lisboa, mas também lhes dá música. A organização do evento convidou Tiago Bettencourt para escrever uma canção para Lisboa e depois emprestou-a aos estudantes de artes de várias universidades portuguesas que se inspiraram nas palavras do músico e pintaram oito murais espalhados pela cidade. Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

Quem passar pela Rua José Gomes Ferreira às Amoreiras, Avenida de Ceuta, e Segunda Circular em Lisboa vai poder contemplar os oito murais pintados pelos estudantes do IADE, ETIC, RESART, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Lisboa, Faculdade de Belas Artes do Porto, Escola de Artes da Universidade Católica do Porto, Escola Superior de Artes e Design e Escola Superior Artística do Porto.

Lisboa inspiraram-se num dos versos da música que Tiago Bettencourt escreveu especialmente para o CIN Re-Make e que é dedicada à cidade de Lisboa. Peixes voadores coloridos a entra-

rem pela janela de uma moradia lisboeta é a imagem criada por Pedro e Miguel. «O nosso verso era muito rico e abrangente, por isso tivemos muita liberdade para criar», conta Miguel.

Requalificar o espaço público Para eles, a maior compensação deste trabalho foi, além de mostrar o seu talento para toda a gente ver, transformar um espaço degradado numa

obra de arte. «Mais do que enriquecer o nosso portfólio, é importante porque sentimos que estamos a contribuir para a requalificação do espaço público», diz Pedro. Na edição do ano passado

Murais criativos salpicam a cidade de cor, com inspiração na música de Tiago Bettencourt

Liberdade criativa

do CIN Re-make o desafio foi lançado ao escritor José Luis Peixoto que escreveu diversos poemas sobre Lisboa e a partir dos quais os estudantes trabalharam. Este ano, foi a vez do músico Tiago Bettencourt dar o mote para o projecto. «Foi um desafio porque nunca tinha cantado sobre Lisboa e foi engraçado porque cheguei mesmo a ir ao Porto falar com alguns alunos. Queria que se sentissem inpirados pela música mas, ao mesmo tempo, não lhes queria cortar a criatividade», recorda Tiago Bettencourt.

Pedro Nunes e Miguel Guimarães são os autores de um dos murais da Avenida de Ceuta. Os dois estudantes da Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de pUBLICIDADE

LIVROS

Um Quarto Desconhecido Autor: Damon Galgut Editora: Alfaguara De origem sul-africana, Damon Galgut traz-nos um romance que relata a história de um homem que, em viagem pelo mundo, encontra o amor. Sentindo-se sem pátria e sem lar, as suas reflexões mais íntimas acabam por transformar a forma como vive o mundo em redor.

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Portugal a Arder Autor: Joana Amaral Dias Editora: Objectiva A psicóloga clínica e ex-deputada pelo Bloco de Esquerda reflecte, nesta compilação de crónicas acerca do Portugal em que vivemos, sobre questões como o poder económico e financeiro, a cultura, a sociedade e a educação.

O Que Eu Sei Sobre as Mulheres Autor: Ana Sousa Dias Editora: Objectiva Esta obra faz parelha com a versão que revela o ponto de vista do sexo oposto – ‘O Que Eu Sei Sobre os Homens’, da mesma autora. Num estilo divertido e recorrendo a testemunhos de diversas personalidades, os comportamentos dos homens e mulheres são aqui ‘dissecados’ ao pormenor.

No Meu Peito Não Cabem Pássaros Autor: Nuno Camarneiro Editora: D. Quixote Algumas pessoas dizem que os livros se escolhem pela capa ou pelo título. Mas esta obra não tem muito a ver com o título. Na verdade, fala sobre um imigrante que lava vidros num dos primeiros arranha-céus de Nova Iorque e um rapaz que chega de Lisboa num navio. Curioso?

O Aprendiz Autor: Tess Gerritsen Editora: Bertrand Um policial tenso e assustador é o que podemos encontrar nas páginas deste livro. À medida que os corpos vão sendo descobertos, o puzzle vai ficando completo e a investigação mais próxima de encontrar um culpado. Tens coragem para o ler?

A Vida Imortal de Henrietta Lacks Autor: Rebbecca Skloot Editora: Casa das Letras O seu nome era Henrietta Lacks, mas os cientistas conhecem-na como HeLa. Era uma pobre assalariada, mas as suas células acabaram por contribuir para a ciência. As células HeLa foram vitais para o desenvolvimento da vacina contra a poliomielite e para os avanços nos estudos do cancro e dos efeitos da bomba atómica.


Desporto

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SURF. Estoril Surf & Music Billabong Girls 2011

Diversão é em cima da prancha

Inscrições

As inscrições para os participantes devem ser efectuadas através do registo no site oficial da competição em www.rock-sisters.com onde também encontras o regulamento.

Pega na prancha e faz-te às ondas porque, de 10 a 12 de Junho, o Estoril Surf & Music Billabong Girls 2011 está de volta. A conceituada competição de surf feminino acontece nas praias de S. Pedro e Guincho. A abrir a festa no dia 9 de Junho vão estar DJ Ride, Cais Sodré Funk Connection, Frankie Chavez entre muitos mais artistas nacionais. José Frazão Reis

info@mundouniversitario.pt

A maior festa do surf feminino está de volta às idílicas praias do Estoril, onde durante quatro dias a música e o surf se fundem numa celebração ao mais reconhecido e ecológico desporto náutico. Na passerelle de ondas e tubos irão desfilar mais de 150 concorrentes nacionais e internacionais, entre profissionais e amadoras que se dividem entre o Campeonato Mundial Feminino de Surf - ASP Women Star e o Troféu Europeu de Surf Feminino. O Estoril Surf & Music Billabong Girls vai já na sua 8.ª edição e a organização espera uma forte afluência de

participantes e de público, por isso implementou novas regras à prova e abre o certame com uma das mais promissoras festas para o ano de 2011. Ondas musicais A edição de 2011 contempla o espírito amador das concorrentes, pois as inscrições estão abertas a todas as mulheres que se queiram aventurar na rebentação da praia, com a excepção das surfistas que ocupam o top 10 do circuito nacional feminino de 2010. Quem se inscrever tem entrada garantida na festa de abertura, que acontece no dia 9 de Junho, no Salão Preto e Prata do Casino Estoril. Como cabeça-de-cartaz da festa o incontor-

Apanha o comboio do Estoril Surf & Music Billabong Girls!

nável DJ Ride, músico e produtor oriundo das Caldas da Rainha, que se tem destacado nos pratos com sonoridades urbanas, na vertente do hip hop em especial. Sendo Ride um exímio executante da arte do ‘djing’, a festa está garantida. Antes passa pelo palco o funk boémio dos Cais do Sodré Funk Connection, com a sua recriação do coração da Motown e das quentes sonoridades afro-americanas dos anos 60 e 70, e também o músico português de blues&folk, Frankie Chavez, que subirá ao palco acompanhado do ‘shaper’ Nick Uricchio. A festa inicia ao som dos DJ Nelson Cunha e André Henriques da Mega Hits e ainda DJ Rui Miguel Abreu. pUBLICIDADE

[31 JAN 2011]


ENTREVISTA. Os Velhos editam o álbum de estreia com o carimbo da Amor Fúria

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«Nós tocamos para as meninas»

Decidimos que nos íamos chamar Os Velhos um dia em que estávamos a ouvir uma canção dos Beach Boys

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É uma das bandas portuguesas mais recentes e pode ser encontrada no cartaz do Optimus Alive! deste ano, precisamente daqui a um mês. A aparente contrariedade do nome acaba por fazer sentido quando se conversa com Os Velhos e estes demonstram que sabem bem o que querem, mantendo-se fiéis aos seus gostos. Trata-se de uma massa de som que ainda agora começou a cobrir a música portuguesa. O MU falou com um dos guitarristas e com o baterista d’Os Velhos. ©Diogo Belo

Joana Damas info@mundouniversitario.pt

Primeiro que tudo, porquê o nome Os Velhos? Pedro Lucas: (Risos) Decidimos que nos íamos chamar Os Velhos um dia em que estávamos a ouvir uma canção dos Beach Boys que se chama ‘Wouldn’t it be nice if we were older’... Começámos a falar sobre isso, sobre a questão de ser velho e o que isso comportava... E ficámos Os Velhos. Não tem grande história (risos). E o vosso álbum, tem ou não nome? PL: Contrariamente ao que se tem dito, o álbum em si não tem nome. Normalmente diz-se que o álbum é homónimo, mas saiu em imensos sítios que era ‘Maria Diz’. Nós também não desgostamos do nome, portanto não ficamos chateados (risos). Para que tipo de pessoas é quem tentam direccionar mais a vossa música? PL: Nós tocamos para as meninas (risos). E tem corrido bem? PL: Tem, mas elas queixam-se que tocamos muito alto (risos). O nosso público-alvo somos nós. Preocupamo-nos em gostarmos das músicas que fazemos. Depois mostramos às pessoas e as reacções são múltiplas. Sabe-se que começaram a tocar no colégio onde andavam todos. A partir daí como é que se concretizou a vossa reunião e como é que chegaram até aqui? Zé Preguiça: Quando conheci o Pedro não foi no contexto do colégio. Ele estava no primeiro ano da faculdade e eu no secundário ainda e, por acaso, estávamos na mesma escola de música. A coisa começou por eu perguntar: «não eras lá do colégio?», assim com um ar um bocado despistado e ele, ainda mais despistado que

eu, não fazia a mínima ideia de quem eu era. E quer dizer, depois a banda juntou-se mais pela vontade de todos querermos tocar. PL: Mantivemo-nos a tocar em Évora, nas férias do Verão onde vivemos juntos. Se calhar tocámos muito pouco e conversámos mais sobre coisas e acho que isso acabou por ser tão importante como ensaiar.

E, para quem ainda não vos ouviu, como caracterizam o vosso som? ZP: É uma massa de som. Os instrumentos acabam por se misturar todos uns aos outros, também um bocado porque nós gravamos todos ao mesmo tempo. Depois, mesmo no processo de mistura tem que se ter cuidado, porque isso influencia o som todo.

Como foi o processo até à criação deste álbum? Que dificuldades tiveram? PL: Em 2009 lançámos um EP com quatro canções. Demorámos muito tempo até lançar o disco, porque éramos muito exigentes em relação a ele. Chega o momento da gravação que acaba por ser um momento simples. Tudo numa sala, todos a tocar ao mesmo tempo, as vezes que fosse preciso, até as canções estarem a soar como queríamos. Quando um falha, falham todos.

Em relação à Amor Fúria, como é que surgiu essa colaboração? PL: A relação é um bocado especial porque conhecemos bem as pessoas, não é uma relação estritamente profissional, e têm-nos ajudado muito. Estamos lá muito bem. Os Velhos contribuíram para a banda sonora de uma longa-metragem no IndieLisboa. Acham que vos deu oportunidade para se difundirem?

PL: Estávamos curiosos para perceber como é que eles tinham usado as canções, fora do nosso contexto. Foi mais uma experiência do que propriamente para as pessoas nos conhecerem. Será que vão gostar de tocar no Optimus Alive!? ZP: Acho que para nós vai ser estranho o facto de tocarmos num espaço aberto, visto que nunca o fizemos. Vai ser um desafio porque o som vai fugir para todo o lado e é mais complicado. Que motivo podem apresentar às pessoas para as convencer a ouvir-vos? ZP: (Risos) O disco vai estar disponível a toda a gente nas lojas e as pessoas que tenham alguma curiosidade, que oiçam o disco... E a partir daí tirem as suas conclusões, nós não temos mais argumentos do que aqueles que demos no disco.

As tuas festas académicas Quando?

o quê?

onde?

7 JUN

Low Cost Erasmus Party

Fiéis ao Bar do Rio – Lisboa

10 JUN

Emotions

Gossip

10 JUN

VII Gala Motricitária

Faculdade de Motricidade Humana - Cruz Quebrada

11 JUN

Summer Beats Opening Fest

Ngaru Beach Lounge Praia Cabana do Pescador

12 JUN

Tenda Tê’tio – Festas de Lisboa – Noite Santos

Ao lado da Sé de Lisboa

14 JUN

Low Cost Erasmus Party

Fiéis ao Bar do Rio – Lisboa

17 JUN

Emotions

Gossip

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ESTREIA DA SEMANA. O Panda do Kung Fu 2

Po, o salvador da arte do Kung Fu

Estreia a 9 Junho

Nunca o grande Panda Po pareceu tão real, na sequela que vem com versão 3D e coloca o novo perito em Kung Fu (com voz de Jack Black) na difícil tarefa de salvar a arte que tanto lhe deu. Bem-vindos ao mundo de Po.

João Tomé

da China com voz de Angelina Jolie), Macaco (Jackie Chan), Víbora (uma cobra verde com voz de Lucy Liu), Grou (um animal japonês parecido com voz de David Cross) e Louva (um louva-a-deus com voz de Seth Rogen), todos sob as ordens do mestre Shifu (Dustin Hoffman). Mas a nova vida de Po é ameaçada pela aparecimento de um formidável vilão, que planeia usar uma secreta e imparável arma para conquistar a China e destruir o Kung Fu tal como o conhecemos. Está nas mãos de Po e dos seus amigos iniciar uma cruzada pela China para enfrentar a ameaça e eliminá-la. Mas nem tudo serão rosas na hora de lutar contra algo que pode destruir esta filosofia de vida. Po terá de olhar para o seu passado e descobrir os segredos das suas misteriosas origens.

info@mundouniversitario.pt

Como é que um panda gigante, com aparente excesso de peso e a praticar uma arte (Kung Fu) para a qual parece totalmente desajeitado conseguiu tornar-se tão icónico? A questão tem resposta na maravilha que é o cinema e no talento dos estúdios da DreamWorks em nos divertir. Foram esses mesmos estúdios, criados pelo poço de imaginação que é Steven Spielberg, que também nos trouxeram a saga de ‘Shrek’ e de ‘Madagáscar’, tudo animações com uma forte componente de comédia. No centro da história do primeiro filme ‘O Panda do Kung Fu’ estava o confiante e muitas vezes incompreendido, grande Panda Po, uma personagem que parece ter sido feita à imagem de quem lhe empresta a voz: o inimitável, divertido e cheio de talento, Jack Black. A sequela, que já não é realizada por uma dupla de homens, mas sim por uma mulher, a artista de animação Jennifer Yuh, continua a mostrar-nos as aventuras do sonhador Po.

Neste drama francês que venceu o prémio da crítica no Festival de Toronto, acompanhamos a força da fé de Céline (Julie Sokolowski), que é posta à prova ao sair do convento. Quando a jovem trava amizade com um muçulmano encontra também alguém que vê a sociedade tal como ela: um mundo que se afastou da presença de Deus. Céline embarca numa peregrinação ao Médio Oriente, num percurso incerto de medo e violência.

Já nas salas

X-Men: O Início

Defender uma filosofia

Com o Kung Fu na ponta dos membros, Po protege o Vale da Paz ao lado dos seus amigos e companheiros mestres desta arte marcial milenar, cujos vários estilos surgiram pela observação dos animais ao longo de muitas centenas de anos. Fiéis à filosofia do Kung Fu continuam Os Cinco Sensacionais: Tigresa (Tigre do Sul Rodape-ModelTour-JornalMU.pdf

Hadewijch

O PANDA DO KUNG FU 2

Realizador: Jennifer Yuh Com vozes de: Jack Black, Dustin Hoffman, Jackie Chan, Angelina Jolie, Lucy Liu, Jean-Claude Van Damme, Seth Rogen EUA, 2011; 90 minutos

Ao quinte filme, a saga de X-Men chega às suas origens. Depois de três filmes de seguida e de um desvio em 2009 para falar de Wolverine, em 2011 chegou a altura de conhecermos nesta prequela toda a história por trás dos humanos-mutantes. O filme passa-se nos anos 1960 e foca-se na relação entre os mais novos Professor Charles Xavier (James McAvoy) e Magneto (Michael Fassbender) e a origem dos seus grupos, X-Men e a Irmandade dos Mutantes. Da amizade à guerra foi um pequeno passo.

1 17-05-2011 18:03:01 Publicidade

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Discos

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NOVOS LANÇAMENTOS. Discos para começar a pensar em férias

José Frazão Reis info@mundouniversitario.pt

Novidades do mês Ben Harper Give Till It’s Gone

Flip Grater While I’m Awake I’m at War

Meu & Teu Aquela Cidade

Danger Mouse & Daniele Luppi Rome

Dear Telephone Birth of a Robot

Jamie Woon MirrorWriting

Foram precisos desalinhamentos emocionais, que pouco ou nada têm a ver com música, para que Ben Harper voltasse aos bons discos. ‘Give Till It’s Gone’ é um desabafo dorido, harmoniosamente relatado em gospel, rock e blues, de alguém desencantado com um divórcio litigioso e com a apatia dos trabalhos anteriores.

A dark-folk também encontrou o seu nicho ‘down under’, mais propriamente na Nova Zelândia, pela voz da musa Flip Grater – que em ‘While I’m Awake I’m At War’ se encontra demasiado próxima da pop para que possa ser comparada com Cat Power, mas também demasiado desiludida para que se possa encontrar alguma analogia com a nossa Rita Redshoes. Grater estará algures aí no meio, que é onde dizem que está a virtude.

Este projecto de Alcobaça é mais um dos muitos que aproveitaram a catapulta dos concursos de música moderna como rampa. Lograram mesmo vencer o U Rock e foram finalistas do Festival de Música de Alcácer do Sal e do Rock Rendez Worten, na categoria Rock. Com estes feitos chegaram de uma forma natural a ‘Aquela Cidade’ que contém músicas com enorme impacto sonoro. Um projecto para ver crescer, mas também para se ir escutando já!

Importar para a pop em 2011 o ambiente dos musicais dos filmes ‘western spaghetti’ foi o que o produtor Brian Joseph Burton, mais conhecido como Danger Mouse, fez com o músico italiano Daniele Luppi. Jack White e Norah Jones emprestam a voz a ‘Rome’, um LP peculiarmente diferente do que se pode encontrar nas demais prateleiras da pop e do rock actualmente. É por isso e muito mais um LP obrigatório!

Do desencanto pela pop nasce o discurso mais experimentalista dos Dear Telephone. Um projecto novo que reúne nas suas fileiras velhos conhecidos do submundo da música portuguesa, mais propriamente André Simão e Paulo Araújo, La La La Ressonance e Pedro Oliveira, peixe:avião, a que se junta a voz de Graciela Coelho. ‘Birth of a Robot’ é um certificado de qualidade e de bom gosto, um EP que em nada defrauda a música nacional.

A plataforma musical usada por Jamie Woon para dar largas aos seus dotes vocais apresenta-se em ‘MirrorWriting’ algo confusa, com momentos de R&B brilhantes, e outros completamente enfadonhos, mas embora não seja uma obra a ter em conta pelo seu todo, é um trabalho a não descurar neste ano de 2011.

5.ª Dimensão Zumba Fitness. Rumba, salsa, mambo e tudo o mais para noites quentes

Ritmos ‘calientes’ Zumba Fitness junta-se ao vasto leque de programas de exercício para as consolas caseiras e está disponível para Xbox 360, Wii e PS3. Será este o derradeiro jogo de dança? Luís Magalhães luis.falcao.magalhaes@gmail.com

Zumba é uma das formas mais populares de aeróbica, e não é por acaso. Quase todos gostamos de dançar, e Zumba faz a união entre a dança e o exercício de uma forma fantástica, com ritmos que quase todos conhecemos e apreciamos. ‘Follow the leader’ O jogo, que só é possível graças aos sensores de movimento disponíveis para as consolas, tem uma base muito simples: uma treinadora dança no ecrã, e cabe-nos a nós seguir os passos de dança. Quanto mais passos certos, mais aumenta uma barra de energia que se vai traduzindo em efeitos mais espectaculares na pista de dança. E é isto. A detecção de movimentos é muito competente, e todas as danças têm um

modo de treino em que os passos são ensinados um de cada vez, para que os menos habituados a dançar possam depois transitar para os modos de jogo principais, em que se dançam várias danças em sequência, variando os ritmos. Algumas limitações Zumba Fitness permite ainda agendar vários exercícios semanais; mas trata-se de pouco mais que isso, uma agenda. Como programa de exercício, o jogo é bastante básico, nem uma estimativa das calorias queimadas faz. Mas a música é boa, o ritmo é divertido e embora a interacção não seja muita, é uma boa iniciação para os menos hábeis na dança. Tipos de dança disponíveis: reggaeton, merengue, salsa, cumbia, hip hop, mambo, rumba, flamenco e calypso. Estes estilos estão espalhados por 30 rotinas pré-definidas e podem ser jogadas por dois jogadores em simultâneo ou quatro jogadores por turnos.


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Já cheiRa a praia!

entrevista

Filipa Galrão

Filipa, já cheira a férias! Podemos saber se já tens planos para fazer alguma viagem espectacular, ou é segredo? Eu diria que cheira intensamente a férias. No final do mês de Junho, logo depois de me entregar ao espírito reggae do Sumol Summer Fest, vou directa para Roma ver o Papa. Como uma cidade só não chega, ainda vou dar um saltinho a Atenas e termino a banhar-me nas praias de Santorini. E no meio disto tudo só o meu espírito de aventura é que não é low-cost. Fantástico, hã? :) Nas férias és uma pessoa mais de praia, de campo ou de aventuras citadinas? «Era um bocadinho de tudo, se faz favor», com uma predilecção especial por boas praias. Sou aquela pessoa chata que está sempre a pedir para ir à água, para ir jogar com raquetes, para ir correr, paradinha é que não dá. Também adoro conhecer novas cidades e de preferência que tenham lagos – pode-me apetecer dar um mergulho – (no caso de Roma vou ficar-me pela Fontana di Trevi). O campo fica como terceira escolha, porque faz-me lembrar ‘acampamento’ e eu não gosto nada de acampar. Nesta edição do MU andámos atrás dos estudantes para saber se eles se preocupam com os temas da actualidade política ou se não ligam patavina ao assunto. O que é que tu achas? Temos uma juventude informada? Não é a juventude que é desinformada, é a geração mais velha que não ‘quer’ informar. Os políticos nunca sabem como abordar os jovens, esquecem-se rapidamente de que já o foram, de que passaram os mesmos problemas, as propinas, o preço alto dos transportes, a falta de actividades interessantes promovidas por quem de direito. Parece que um político cresce em proporção inversa ao seu espírito jovem. «Quanto mais político sou mais homenzinho adulto me torno», e não devia ser assim, não tem de ser assim. Os jovens querem saber de política quando a política é apelativa, quando lhes fala ao coração, não é com papo-secos que se cativam os jovens para a política. Falta por vezes na classe política o atrevimento que tão bem caracteriza e entusiasma a juventude. E quanto a novidades da Mega Hits?? O que andam vocês a cozinhar por aí? Temperos de Verão é o que mais há nesta cozinha! Festas e festivais são o pão-nosso de cada dia, bem como músicas novas a passar na telefonia sempre com alguma loucura pelo meio. Por onde começar? Há Estoril Surf & Music Billabong Girls de 9 a 12… com festa no Casino Estoril e surf com as melhores surfistas do mundo. A Mega Hits está também com o baile de finalistas Cornetto na Escola Secundária de Figueiró dos Vinhos. Quem me dera a mim ter tido um ‘prom’ destes na minha altura. E para terminar o mês, a Mega está com o 1.º festival do teu Verão, o Sumol Summer Fest na Ericeira, onde o mar é mais azul e o reggae se ouve ainda melhor. Se queres saber como estar presente em todos os eventos Mega que vêm para aí, é fácil: megahits.sapo.pt.

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Mundo Universitário - Edição 186