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As rodas do futuro Estudantes do ISCTE vencem desafio da Renault sobre carros eléctricos. P.04

Vídeo-empreendedores Jovens realizadores ganham prémios com filme que custou apenas 27 euros. P.06

Novos discos

Directora: Laura Alves | Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011 | N.º 194 | Quinzenal | Distribuição gratuita | www.mundouniversitario.pt

Entrevistas com Os Lacraus e The Doups. P.10 e 12

E se um voluntário ajuda muita gente...

...Cinco voluntários ajudam muito mais. Na época de Natal multiplicam-se as acções humanitárias e aumenta, de forma geral, a vontade de ajudar quem mais precisa. Mas há quem faça do voluntariado uma actividade de todos os dias. Como os cinco estudantes que fomos conhecer. P.08 e 09


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5 de Dezembro | www.mundouniversitario.pt

edição 194, 5 de Dezembro de 2011 | edição online em www.mundouniversitario.pt

FLASHADAS Cortes levam universidades a apostar em donativos de alunos Editorial

Laura Alves • Directora editorial lalves@mundouniversitario.pt

Ajuda os outros, ajuda-te a ti próprio Estamos na recta final de mais um ano. E esta edição do Mundo Universitário será a última de 2011, uma vez que se impõe o merecido período de descanso das férias do Natal. Uma época que em que tu, com certeza, irás reflectir sobre as tuas conquistas, vitórias e fracassos dos meses que passaram, em que irás analisar o teu percurso e projectar dias melhores e mais ricos a todos os níveis. Até porque os finais de ano são mesmo propícios a isso, a fazer balanços e resoluções. Terminamos, por isso, esta leva de edições do Mundo Universitário da melhor forma, destacando estudantes que procuram tornar as suas vidas e as dos outros mais ricas. Falamos de cinco jovens que oferecem um pouco (às vezes tanto) de si aos outros em acções de voluntariado, não hesitando em lhes estender uma mão amiga ou, simplesmente, ouvir o que têm para dizer. Por altura do Natal é já normal o tema da solidariedade vir à baila, pois muitas pessoas e associações se esforçam nesta época por tornar menos penosa a vida de pessoas que pouco ou nada têm. Mas também é certo que ser solidário não se esgota numa época do ano. As dificuldades não desaparecem por artes mágicas, e é preciso um trabalho contínuo, quer seja a levar comida a quem não a tem, quer seja a fazer sorrir quem perdeu a esperança, quer seja a alimentar animais esquecidos pelos donos, quer seja a dar as condições básicas de vida a quem vive noutro país, noutro continente, longe daquilo que damos por adquirido. A solidariedade não se deve esgotar no Natal, portanto. Nem que isso represente, no teu caso – se nunca tiveste contacto com o voluntariado – estar simplesmente atento a quem te rodeia, a quem te lança um pedido de ajuda (às vezes silencioso) nos teus percursos diários. Nesta edição destacamos cinco estudantes universitários. Poderiam ser muitos mais, houvesse espaço nestas páginas para tal. Esperamos, assim, que neste final de ano – que foi o Ano Internacional do Voluntariado, não esquecer – possas sentir-te contagiado pelas suas palavras e possas, também tu, dar um pouco de ti a uma causa. Independentemente da crise, da austeridade, do cenário pouco positivo que o país atravessa, independentemente de tudo. Porque ajudar o próximo é, cada vez mais, a melhor forma de nos ajudarmos a nós próprios.

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A Universidade do Porto vai, no próximo ano, criar um gabinete de angariação de fundos, apelando a antigos alunos para que ajudem a financiar a instituição. A iniciativa surge na sequência de uma primeira experiência bem sucedida que permitiu angariar recentemente cerca de 50 mil euros. Outras instituições que também estão a optar por este sistema de financiamento alternativo são o Instituto de Tecnologia Química e Biológica da Universidade Nova de Lisboa, o ISCTE, a Universidade de Aveiro e a Universidade de Lisboa.

portuguesa Preside a sociedade norte-americana de Matemática A matemática portuguesa Irene Fonseca foi eleita presidente da Sociedade de Matemática Aplicada e Industrial, sedeada em Filadélfia. Esta é a primeira vez que um português preside à instituição. A investigadora foi também escolhida para receber o próximo “Seeds of Science” na categoria “Consagração”, em Maio de 2012. Irene Fonseca, professora do Departamento de Ciências Matemáticas da Universidade Carnegie Mellon, em Pittsburg, desenvolve investigação na área das Equações às Derivadas Parciais e Cálculo de Variações.

Politécnico de Leiria cria fundo para evitar abandono O Instituto Politécnico de Leiria criou um Fundo de Apoio ao Estudante, que será constituído a partir de uma parcela das propinas, revelou o presidente da instituição, Nuno Mangas, explicando que «o objectivo é que nenhum estudante deixe de estudar, por razões de natureza socioeconómica.» No ano passado esta já era uma preocupação da instituição, mas em 2012, acrescentou, «é um objectivo estratégico, um verdadeiro desígnio», pois «os recursos financeiros são cada vez mais escassos.»

Associação Académica do Algarve assume que há estudantes com fome

Yo La Tengo e Michael Moore apoiam Movimento dos Indignados

O presidente da Associação Académica da Universidade do Algarve afirmou recentemente que há estudantes com fome na instituição, alguns dos quais irão receber cabazes com alimentos básicos e roupa, através do “Projecto Amanha-te”, lançado no final de Novembro. «Encontrámos estudantes que dizem que não vão conseguir acabar o curso porque perderam o direito à bolsa e alguns que nos disseram que já passam fome», revelou Guilherme Portada. O responsável da Associação Académica salientou que os actuais limites orçamentais «não permitem uma efectiva ajuda» dos serviços sociais aos estudantes mais carenciados.

A banda norte-americana Yo la Tengo e o realizador Michael Moore irão participar num álbum de apoio ao movimento “Occupy Wall Street”. O disco “Occupy This Album”, inspirado por aquele movimento de indignados, pretende «proporcionar um hino e um grito de protesto aos manifestantes envolvidos na insurreição», referiram os produtores do álbum. Os lucros provenientes do disco irão beneficiar o movimento “Occupy”. Entre os artistas envolvidos no álbum, que deverá ser lançado neste Inverno, estão ainda Devo, Ladytron, Third Eye Blind e Lloyd Cole.

ficHa TécNicA: Título registado no I.C.S. sob o n.º 124469 | Propriedade: Moving Media Publicações Lda | Empresa n.º 223575 | Matrícula n.º 10138 da C.R.C. de Lisboa | NIPC 507159861 | Conselho de Gerência: António Stilwell Zilhão, Francisco Pinto Barbosa, Gonçalo Sousa Uva | Directora: Laura Alves | Colaboradores: Andreia Arenga, Emanuel Amorim, João Tomé, Renata Lobo | Revisão: Catarina Poderoso | Publicidade: Tel: 21 416 92 10 | Distribuição: José Magalhães | Sede Redacção: Estrada da Outurela n.º 118 Parque Holanda Edifício Holanda, 2790-114 Carnaxide | Tel: 21 420 13 50 | Periodicidade: Quinzenal | Distribuição: Gratuita | Impressão: Grafedisport; Morada: Casal Sta. Leopoldina – Queluz de Baixo 2745 Barcarena; ISSN 1646-1649.


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Universidade do Minho cria prémio literário em Moçambique

Estudante português distinguido com prémio da NASA, ESA e C3P

Fundo para apoiar alunos carenciados na Guarda A Associação Académica da Guarda (AAG) está a preparar a criação de um fundo monetário para prestar apoio aos alunos mais carenciados do Instituto Politécnico da cidade. De acordo com Marco Loureiro, presidente da AAG, o projecto deverá ser concretizado muito em breve e em colaboração com o Provedor do Estudante e com os serviços de acção social da instituição. Os estudantes com mais carências económicas irão, assim, beneficiar de uma verba financeira extra, para fazer face às dificuldades.

André Pina, estudante de doutoramento no Instituto Superior Técnico, foi distinguido com o prémio para Melhor Apresentação atribuído pela National Aeronautics and Space Administration (NASA), European Space Agency (ESA) e Centro Para Prevenção da Poluição (C3P). A distinção foi entregue no encontro que se realizou em Novembro na Holanda. O estudante apresentou a palestra “Planear a Transição Para Sistemas de Energéticos Sustentáveis: O Projecto Green Islands nos Açores”. O objectivo do projecto é desenvolver nos Açores um novo modelo para a utilização de energias renováveis.

A Universidade do Minho, através da Fundação Carlos Lloyd Braga, e a ONG portuguesa Karingana Wa Karingana criaram um prémio nacional literário em Moçambique. Este concurso tem o apoio do Ministério da Educação moçambicano e visa distinguir contos ou novelas inéditos de jovens pré-universitários. O júri é presidido pelo conceituado escritor Mia Couto. O autor vencedor terá direito a uma bolsa de estudos de licenciatura na Universidade do Minho e as três melhores obras a concurso vão ser editadas em todos os países lusófonos. Mais informações em www.uminho.pt.

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Exposição de cerâmica na Faculdade de Belas Artes do Porto Inaugura a dia 7 de Dezembro, na Galeria dos Leões da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, a exposição “Cerâmica nas Belas Artes”, com trabalhos produzidos por 27 alunos da instituição no módulo de Cerâmica. A exposição está aberta ao público até 7 de Janeiro de 2012. Horário: das 10h00 às 18h00. Mais informações em www.fba.up.pt.

Trabalhos de alunos do Secundário no IST Taguspark O campus do Taguspark do Instituto Superior Técnico vai acolher, até dia 31 de Dezembro, um conjunto de trabalhos realizados pelos alunos da disciplina de Oficinas de Artes do 12.º ano do Colégio Amor de Deus de Cascais. Os temas trabalhados para a exposição são a obra “Guernica” de Pablo Picasso e ainda o universo de Fernando Pessoa e os seus heterónimos. A entrada na exposição é gratuita. Mais informações em www.ist.utl.pt.

Voluntariado no Instituto Politécnico de Setúbal

Universidade de Aveiro apresenta carro que dispensa condutor

No âmbito do Dia Internacional do Voluntariado decorre, no dia 5 de Dezembro, no auditório da Escola Superior de Ciências Empresariais do Instituto Politécnico de Setúbal (ESCE/IPS), a conferência “Dia do Voluntário no IPS”. Este encontro tem como objectivo apresentar o novo projecto de responsabilidade social da instituição: IPS Solidário. Durante a conferência serão apresentadas algumas das acções de voluntariado desenvolvidas no Politécnico de Setúbal e irão intervir alguns dos estudantes voluntários. O evento contará com a participação de representantes do Banco Alimentar Contra a Fome, Cáritas, Confederação Nacional do Voluntariado e RUMO. Mais em www.ips.pt.

Durante a Semana Aberta da Ciência e Tecnologia, a equipa do projecto Atlas, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade de Aveiro, apresentou o “ATLASCAR”, um carro transformado em robô que não precisa de condutor. O automóvel foi adaptado para estudos avançados na assistência ao condutor e tem capacidade de executar manobras de condução autónoma. Para esse efeito foram instalados a bordo sensores, computadores e actuadores que permitem fazer investigação e desenvolvimento na condução assistida. Mais informação em http://atlas.web.ua.pt.


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DESAFIO. Estudantes do ISCTE vencem concurso da Renault para promover uso de carros eléctricos

Pensar agora nos carros do futuro João Solano, Bruno Martins, David Sobrinho, Edgar Rodrigues, Paulo Raimundo e Vera Silva foram os vencedores do concurso universitário ‘Building the Wheels of the Future’, um desafio lançado pela Renault. O objectivo era aproximar o mundo académico da realidade empresarial, tendo como mote a mobilidade eléctrica do futuro. A equipa do ISCTE-IUL elaborou um plano de comunicação para um dos carros eléctricos da marca e conquistou o direito a bolsas de estudo e de investigação.

A apresentação dos projectos finalistas do concurso ‘Building the Wheels of the Future’ decorreu no final de Novembro, no Oceanário de Lisboa. Aí foram conhecidos os cinco projectos finalistas, sendo que uma das equipas do ISCTE-IUL – composta por seis alunos do curso de Gestão de Marketing – ficou em primeiro lugar, graças ao seu plano de comunicação para a gama Renault Z.E. No total foram 48 universidades e 54 grupos envolvidos neste concurso, sendo que entre os finalistas se encontravam estudantes do IPAM – Instituto Português de Marketing, do ISEG – Instituto Superior de Gestão e ainda outra equipa do ISCTE. Fasquia bastante elevada Para perceber as motivações da equipa vencedora o MU falou com um dos elementos, João Solano. «O ISCTE, já por si, promove este género de cola-

borações entre universidades e empresas. A nossa participação surgiu no âmbito da cadeira de Projecto Final, e fizemos um trabalho que serviu essa dupla função», explica. O desconhecimento inicial sobre o segmento dos carros eléctricos era grande, revela João, pelo que o processo de investigação e pesquisa foi bastante intenso, para conseguirem desenvolver o plano de comunicação para a Renault. Tiveram a oportunidade de assistir a conferências sobre o tema e, inclusive, de experimentar conduzir veículos eléctricos – o primeiro contacto para todos os seis estudantes do grupo. Certo é que a opinião mudou ao longo deste processo, algo que lhes permitiu conceber um projecto bem fundamentado. «Muito sinceramente, olhávamos para os carros eléctricos de forma um bocado céptica, por causa de factores como a autonomia. Mas à medida que fomos pesquisan-

do mais sobre este mercado ficámos espantados com a evolução tecnológica que houve nos últimos anos», admite. A vitória deste concurso valeu-lhes atribuição de uma bolsa de estudo no valor de seis mil euros, além de uma bolsa de investigação para Joa-

quim Vicente, o professor orientador. Quanto à finalidade da bolsa, no caso dos estudantes, não há muito espaço para dúvidas: «Ainda estamos a pensar nisso, mas provavelmente será para pagar propinas e podermos continuar os estudos.»

Diálogo entre empresas e universidades Para a Renault, as ideias de comunicação apresentadas pelos estudantes surpreenderam pela positiva. De acordo com Ricardo Oliveira, director de comunicação e imagem da Renault Portugal, «a qualidade média dos trabalhos é notável, tendo em conta que este projecto foi iniciado no final de 2010, numa fase em que existia ainda um menor conhecimento sobre os veículos eléctricos». O responsável da marca assegura que ficou demonstrada a «grande criatividade e capacidade de inovar» dos estudantes universitários. «Surgiram ideias inovadoras, desde a criação de novos produtos, à criação de novas empresas, passando por acções de comunicação e marketing extremamente originais, na maior parte dos casos, com uma clara aplicação prática.»

O caminho está assim aberto para mais colaborações com o meio académico no futuro. Até porque há ainda um longo percurso a percorrer no diálogo entre universidades e empresas a nível nacional, considera Ricardo Oliveira. «Contactamos com jovens de diferentes nacionalidades e é recorrente que a preparação teórica dos estudantes portugueses seja normalmente superior à dos seus homólogos de outros países ocidentais, mas estes estão menos bem preparados e têm um menor conhecimento da realidade das empresas.»

Laura Alves • lalves@mundouniversitario.pt

breves Autónoma cria parceria com Associação de Patinagem de Lisboa

A Universidade Autónoma estabeleceu um protocolo de cooperação com a Associação de Patinagem de Lisboa (APL). Entre os objectivos deste protocolo destaca-se a criação de condições especiais de acesso à universidade. Os patinadores sócios da Federação de Patinagem de Portugal e inscritos em clubes da área de jurisdição da APL podem usufruir, respectivamente, de um desconto de 10 e 15 por cento sobre o valor da inscrição e propina. Esta parceria tem início a partir do ano lectivo de 2012/13. Mais informações em www.universidade-autonoma.pt.

Selected B destaca alunos do IADE

A Selected B, uma publicação espanhola que revela trabalhos de estudantes europeus de design, inclui na última edição projectos de duas alunas do IADE – Creative University. Editado pelo Index Book de Barcelona, a obra integra uma selecção de trabalhos destacados por um júri de profissionais, destacando na edição de 2011 projectos de design editorial e ilustrações de Lola Tinnirello e Mónica Yang, alunas do mestrado em Design e Cultura Visual.

Faculdade de Direito da Católica entre as melhores

A Católica Global School of Law entrou, pelo segundo ano consecutivo, para a lista das melhores faculdades de Direito que integram este ano o “Innovative Law Schools Report” do Financial Times. Desta lista constam 82 faculdades de Direito de 18 países a nível mundial, sendo a Faculdade de Direito da Universidade Católica a única escola portuguesa no ranking. Podes consultar a lista do Financial Times em http://rankings.ft.com/ lawschools/llm-2011-listing.


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6 | emprego

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EMPREENDEDORISMO. Jovens de Almancil produzem curta-metragem com apenas 27 euros e ganham prémios de cinema

Curta-metragem low cost ganha prémios Foram precisos apenas 27 euros, muita criatividade e dedicação para que três jovens do Algarve conseguissem realizar uma curta-metragem de sucesso. “Comando” conta com um cenário de guerra feito à mão, actores amadores e guarda-roupa emprestado, mas já conquistou vários prémios em diversos festivais de cinema. A prova de que para realizar um bom filme não é necessário um grande orçamento e que o espírito empreendedor está ao alcance de todos.

Patrício Faísca, Sonat Duyar e Nuno Custódio trabalham num supermercado e ao fim-de-semana produzem filmes. A ideia nasceu de Patrício que desde os 13 anos se dedica à sétima arte e criou uma pequena produtora de cinema, a New Light Pictures. Depois, convidou um grupo de amigos e todos começaram a brincar ao cinema. «Fazer cinema foi algo que sempre o fascinou, mas ele distinguiu-se largamente de muitas outras pessoas que sempre quiseram fazer filmes de uma maneira muito simples: levantando-se do sofá. Aos 10 anos decidiu pegar numa câmara e editar o seu primeiro filme. Nunca mais parou desde então, melhorando continuamente a sua qualidade, sempre de forma autodidacta, e nesse processo começou a cativar cada vez mais gente», conta Sonat Duyar, um dos seus amigos e membro da equipa da New Light Pictures.

‘‘Comando’’ é uma curta-metragem premiada e feita com poucos meios

Um exemplo de sucesso Mas isso foi só o início, já que em 2010 a equipa decidiu filmar “Comando”, uma curta-metragem que conta a história de um soldado que atravessa as trincheiras e muitas explosões com uma missão: entregar uma mensagem ao comandante das operações. A curta tem sido exibida em vários festivais de cine-

ma nacionais e internacionais e já arrecadou vários prémios. “Comando” venceu o prémio de Melhor Filme Nacional no festival de Arouca, foi distinguida como “Melhor Produção Nacional” e “Melhor Curta do Mês” no evento Shortcutz e arrecadou o prémio de “Melhor Realização” no Festival de Curtas do Algarve. O filme foi produzido à custa

de muito poucos recursos, muitas noites mal dormidas e sem orçamento, motivado apenas pela paixão que este grupo de jovens com pouco mais de 20 anos tem pelo cinema. «Como sempre trabalhámos sem orçamento, nunca pensámos muito no que queríamos fazer, mas sempre naquilo que podíamos fazer. Este projecto não foi ex-

cepção – criámos o argumento a partir dos recursos disponíveis que se limitavam basicamente a três camuflados militares e a três réplicas de metralhadoras, explica Sonat, que realizou a curta ao lado de Patrício Faísca. Fazer muito com pouco é possível Na verdade, as trincheiras que aparecem no filme foram cavadas pelas suas próprias mãos num descampado perto da casa de um deles, o filme foi realizado em apenas dois dias e o trabalho de pós-produção demorou cerca de dois meses. No total, a equipa gastou apenas 27 euros. «É a soma daquilo que acabámos por gastar, tendo em conta que todos os participantes trabalharam voluntariamente. Os 27 euros foram gastos em arame farpado, envelopes e em ingredientes para produzir a nossa receita secreta de sangue falso. Muito do material usado já nos pertencia e também muito foi pedido emprestado. Feliz-

mente vivemos numa comunidade pequena e muito amável, à qual temos tudo a agradecer, pois sem ela o projecto não tinha sido possível». Depois do reconhecimento que têm tido, a equipa pretende tornar a produtora comercialmente viável, já que têm sido contactados para produzir outros trabalhos como vídeos promocionais e videoclips. Mas mais do que ter um bom orçamento, a equipa da New Light Pictures acredita que o mais importante é apostar na qualidade e ser criativo para vencer a crise. «Numa época em que o País enfrenta uma enorme crise, não só económica, mas também de identidade, o “Comando” parece relembrá-las que existe algo de muito forte no espírito tipicamente português do “desenrasca” e do “fazer muito com o pouco que se tem”.»

Andreia Arenga • editorial@mundouniversitario.pt

breves ETIC desafia alunos a estagiar na Europa

A ETIC, através do Projecto Leonardo Da Vinci, está a desafiar os seus alunos finalistas a estagiar num outro país europeu. Até 31 de Dezembro, os estudantes interessados devem desenvolver um projecto em formato livre sobre a história da participação da ETIC no Projecto Europeu Leonardo Da Vinci. Em 2011, a Agência PROALV atribuiu à ETIC o “Certificado Mobilidade Leonardo da Vinci”, reconhecendo a capacidade operacional da escola na gestão de projectos de mobilidade. Regulamento em www.etic.pt.

Próxima edição do Programa COHiTEC em 2012

A COTEC Portugal está a desenvolver um roadshow para divulgar o COHiTEC em universidades, laboratórios e centros de investigação. O objectivo é recolher candidaturas para a próxima edição do programa, que decorre em 2012, e que avalia o potencial empresarial de projectos baseados em tecnologias reais. Tem o apoio da FLAD - Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e é realizado em parceria com o Centro HiTEC da North Carolina State University, a EGP - University of Porto Business School e o ISCTE-IUL. Mais em www.cohitec.com.

12,9%

Novo recorde para os números do desemprego

O desemprego oficial em Portugal terá atingido um novo valor máximo de 12,9 por cento em Outubro, segundo dados do Eurostat. Este valor é mais alto que os 12,4 por cento anunciados pelo INE para o terceiro trimestre do ano. Espera-se que a taxa de desemprego continue a aumentar nos próximos meses, sendo que a Comissão Europeia prevê que fique este ano nos 12,6 por cento, subindo ainda para 13,7 por cento em 2013.

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AF_MBNET_MU_NATAL_128x340.pdf

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12/2/11

1:49 PM PUBLICIDADE

artes | 7 Conferência internacional sobre artes na Culturgest De 13 a 15 de Dezembro, o serviço educativo da Culturgest, em Lisboa, realiza a segunda edição da conferência internacional “Em Nome das Artes ou em Nome dos Públicos?”. O objectivo deste evento é reflectir sobre as práticas de incentivo à participação dos públicos na área cultural. Entre os conferencistas estão John Falk e Fernando Hernandez, o projecto espanhol Antimuseo (vencedor do prémio Ibermuseus de 2010) Stela Barbieri (projecto educativo da Bienal de São Paulo), representantes do GAM (Grupo de acessibilidade nos museus), do ICOM-CECA (Comité para a educação e animação cultural do ICOM) e alguns artistas e críticos. A estrutura da conferência incluirá “speed meeting”, mesas redondas em simultâneo, oficinas práticas, performances provocatórias nos intervalos, entre outras modalidades. Informação em www.culturgest.pt/actual/30-emnomedasartes.html.

Arquitectura e performance em Guimarães Ao longo do próximo ano, cinco novas intervenções urbanas temporárias vão surgir nas ruas da cidade de Guimarães, capital europeia da cultura. Até 6 de Janeiro de 2012, o concurso de ideias “Performance Architecture” vai desafiar artistas, arquitectos e designers nacionais e internacionais a idealizar e projectar conceitos e estruturas que favoreçam a apropriação de espaços controversos por parte dos habitantes da cidade. Os cinco melhores trabalhos são posteriormente construídos e vividos no espaço público de Guimarães. A inscrição é gratuita e pode ser submetida através do preenchimento e envio da ficha disponível em www.performancearchitecture.guimaraes2012.pt.

Lisboa promove workshop de diários gráficos Um workshop-percurso que parte da Faculdade de Belas Artes de Lisboa e que passa pelo Museu Nacional de História Natural e da Ciência e pela Cidade Universitária marca o fim das comemorações dos 100 anos da Universidade de Lisboa. O objectivo é desafiar os estudantes a criarem um diário gráfico a partir do desenho dos diversos espaços e arquitectura dos edifícios que compõem a Universidade de Lisboa. O percurso termina na Reitoria e decorre de 13 a 15 de Dezembro. Inscrições e informações através do endereço de e-mail nucleocultural@reitoria.ul.pt.

Comédia com Maria Rueff no Tivoli A afilhada mais querida do Herman regressa aos palcos. Falamos de Maria Rueff, que tem subido ao palco do Teatro Tivoli, em Lisboa, para apresentar a peça “Em Fuga”. A história de Natália (Maria Rueff), uma vendedora ambulante que começa por persuadir o ministro (encarnado por José Pedro Gomes) a comprar um artigo inusitado e que acaba por fazer com que este se perca de amores por ela. Mas nem tudo é fácil e, pelo caminho, Natália vai ter que enfrentar uma prostituta (Sónia Aragão), o seu pai (João Maria Pinto), um homem paralítico e mudo a quem presta assistência, e um marido que a engana e que lhe faz a vida negra (Jorge Mourato). “Em Fuga” é uma comédia com muito mistério e em que nem tudo é o que parece. É preciso esperar pelo fim e, até lá, aproveitar para dar umas belas gargalhadas.


8 | grande plano

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BOAS CAUSAS. Conhece alguns estudantes que se emp

Quando universitário

Numa altura em que caminhamos para o Natal a passos largos – uma época em que a solidariedade é um valor Por onde anda a solidariedade dos nossos estudantes universitários e não sabes por onde dar largas ao teu coração de mel, pode se

Renata Lobo | editorial@

Pedro Tunes

Miguel Pessoa Jorge

Beatriz Camacho

Idade: 23 anos Curso: 2.º ano do Mestrado em Gestão, Nova School of Business and Economics Voluntário em: AHEAD - Associação Humanitária para a Educação e Apoio ao Desenvolvimento – www.ahead.org

Idade: 22 anos Curso: 3.º ano de Economia, ISCTE-IUL Voluntário em: Gambozinos – www.gambozinos.org

Idade: 20 anos Curso: 3.º ano de Jornalismo, Escola Superior de Comunicação Social de Lisboa Voluntária em: Associação Conversa Amiga – acamiga.blogspot.com

Pedro Tunes abraçou as actividades de voluntariado em 2010, quando se inscreveu nos dois programas da AHEAD: o Bairros, em que todas as semanas dá apoio escolar e organiza actividades lúdico-pedagógicas com alunos do ensino primário e básico, e o PUMPAP, um programa destinado a todos os universitários da Grande Lisboa, também centrado no apoio escolar e desenvolvimento de actividades, mas em Maputo, Moçambique. Este Verão, Pedro trabalhou com crianças num centro de dia, localizado num bairro pobre nos arredores de Maputo, tendo contacto com situações de pobreza extrema, uma experiência que, diz, «nos faz questionar tudo e pôr em perspectiva muito daquilo que damos por garantido». Conheceu crianças de três e quatro anos que comiam apenas uma refeição por dia (chá e uma fatia de pão duro), sem família e portadoras do vírus VIH/SIDA. «Um dia, já perto do fim do programa, organizámos uma recolha de alimentos e demos um saco de comida a cada criança. Uma delas com os seus quatro anos de idade e sem ter comido nada o dia todo, a primeira coisa que fez quando recebeu o seu saco foi perguntarme se eu queria metade, que podia ter fome. Desarmante.» Mesmo assim, aconselha: «primeiro encontrem uma associação e uma causa com que realmente se identifiquem. A partir daí será difícil não acordarem de manhã com vontade de darem o vosso contributo.»

Os Gambozinos existem mesmo e há cinco anos Miguel Pessoa Jorge juntou-se ao grupo, uma associação de campos de férias ligada à Companhia de Jesus. «Não tendo fins lucrativos, os Gambozinos promovem actividades que formam “para a vida” jovens provenientes de meios socioeconómicos muito distintos. Em todas as actividades que promovem, os animadores dos Gambozinos tentam, numa base de relação de amizade, mostrar aos seus participantes que é possível fazer do mundo um lugar melhor», explicou. Mas a sua vontade de ajudar já era longa e Miguel já fez de tudo um pouco, desde trabalho com cidadãos inadaptados a explicações a crianças de bairros sociais. O voluntariado sempre lhe interessou e chega por vezes a pensar se a sua vocação não passará por actividades relacionadas com uma vertente mais social: «Gosto de pensar que foi a necessidade de “dar mais”, saindo de mim para dar mais aos outros. Fazendo o bem, bem feito, como dizia o Padre Amadeu Pinto. Mas na prática, dispensando palavras bonitas e talvez alguma soberba, posso dizer com toda a certeza que veio de uma vontade de sentir-me útil à sociedade.» Hoje é um confesso orgulhoso do seu voluntariado como animador dos Gambozinos, uma associação que mudou a forma como via o voluntariado: «Ser Gambozino é uma forma de vida, que me ajuda a ser, em todas as circunstâncias, uma pessoa melhor, mais útil ao mundo e, claro, mais feliz.»

O seu currículo de voluntariado é extenso e já tinha participado em acções de voluntariado do Banco Alimentar, AMI e Caritas, mas sentiu a necessidade de colaborar com mais assiduidade num projecto. A participação numa série de conferências e debates promovidos no âmbito do Ano Europeu do Voluntariado fez Beatriz perceber que primeiro tinha de descobrir em que área queria desenvolver voluntariado. E escolheu a educação. Essa decisão levou-a em Março à Associação Conversa Amiga (ACA), onde faz parte do Projecto Rumos, o qual tem por objectivo a educação pela afectividade. «Muitos dos dias que passo com estes jovens fico simplesmente a ouvir as suas histórias e a partilhar também as minhas, a conversar e a fortalecer ou estabelecer laços de amizade, porque isto será a base para todas as actividades que vier a desenvolver com eles», explica a voluntária que desenvolve actividades como aulas de guitarra, apoio escolar, jogos lúdicos e de tabuleiro, ateliês de jornalismo e dinâmicas. Beatriz Camacho acredita que também mudou: «Muitas vezes vamos para o voluntariado e queremos ter impacto na vida daqueles que ajudamos. Mas esquecemo-nos que nós também beneficiamos.» Nunca pensou em abandonar o seu trabalho como voluntária e vai mais longe quando diz que «a solidariedade deve começar nos núcleos próximos com as famílias, colegas, etc. Não temos necessariamente de estar numa associação para sermos voluntários.» Mas ressalva que todos o deviam experimentar pelo menos uma vez na vida. «Não é preciso muito para nos sentarmos e ouvir alguém que apenas precisa que estejamos lá.»


grande plano | 9

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penham em acções de voluntariado durante todo o ano

o rima com voluntário

r imperativo –, e tendo em conta que este ano se assinalou o Ano Europeu do Voluntariado, ficámos curiosos... s? Se a palavra “ajudar” ainda não faz parte do teu léxico quotidiano er que descubras um novo mundo com estes cinco voluntários.

@mundouniversitario.pt

Mariana Cúria

Sara Duarte

Idade: 26 anos Curso: 2.º ano de Mestrado em Psicologia Clínica, Universidade Lusíada do Porto Voluntária em: Got Food? – gotfoodmovement.blogspot.com

Idade: 21 anos Curso: 1.º ano do Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, ISMAI Voluntária em: Acreditar – www.acreditar.org.pt

Desde a adolescência que Mariana dedica grande parte da sua vida a ajudar cães e gatos abandonados. «A minha infância foi passada rodeada de cães e sempre cresci com a preocupação constante daqueles cães que estavam na rua e não tinham uma família», explica. Dedicava-se a ajudar associações com canil, nas limpezas e mesmo no tratamento dos animais. Quando ganhou a sua independência passou também a ajudar monetariamente e começou a colaborar com a Pata Vermelha, onde hoje é a responsável pela farmácia. No entanto, precisava de canalizar esforços. «Só quando entrei pela primeira vez numa associação tive a certeza que era a minha vocação, missão e vontade: ajudar animais para o resto da minha vida. O Got Food? surgiu como filtro de ajudas, como uma forma de me organizar, porque nunca me sentia totalmente satisfeita com o que fazia, achava que era sempre pouco», conta. Mas com o seu projecto tem conseguido ajudar inúmeras associações e, mesmo quando não encontra tempo, qualquer tarde de fim-de-semana é sagrada para tratar de medicação para enviar para casos urgentes, organizar eventos e contactar espaços que possam ajudar.» Na fotografia está acompanhada pela Surya, adoptada recentemente após o que Mariana descreveu como uma «situação marcante». «Tento sempre apelar e sensibilizar as pessoas que passam pelos nossos eventos no sentido de não levar um animal para casa se não tiver a certeza que com ele poderá passar, pelo menos, dez anos. Um cão ou um gato não é um objecto que se deita fora quando se enjoa e todos temos responsabilidade por aqueles animais que estão na rua.»

Voluntária na Acreditar desde Julho deste ano, aqui apoia crianças diagnosticadas com cancro e respectivas famílias na promoção da qualidade de vida, ao proporcionar-lhes momentos agradáveis e diminuir o desconforto causado pela doença. «Eu “Acreditei” que na “Acreditar” poderia auxiliar estas crianças, que se encontram numa fase verdadeiramente frágil, a possuírem uma melhor qualidade de vida na doença, esse sempre foi o meu verdadeiro objectivo. O voluntariado, nesta área, possibilitou-me também cumprir um sonho de menina, que era permitir a estas crianças fugirem um pouco à realidade que os rodeia», afirma a futura psicóloga que deseja poder integrar esta área na sua profissão. Nunca pensou em baixar os braços, nem mesmo quando é confrontada com casos mais difíceis como o caso de uma criança que morreu há um mês. «Foi um acontecimento marcante, mas com o qual lidei bem. Até melhor do que imaginava. No entanto, foi um acontecimento doloroso e do qual não irei jamais esquecer-me», desabafa. E a sua mensagem é clara: «Vivemos tempos difíceis, tempos em que se põem em causa não só os valores ditos “monetários” relativos ao estado da economia em Portugal, mas também os valores morais relativos à crise de valores pela qual somos invadidos no nosso quotidiano. É apelando ao fim desta crise de valores morais que incito a todos os portugueses a exteriorização do seu lado mais humano e incentivo ao voluntariado. Pensem que por semana investem três horas para aquelas pessoas. E a elas dão-lhes possivelmente mais três horas de vida!»


10 | música

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ENTREVISTA. Os Lacraus falam do disco no qual “encaram o lobo”

Ornatos Violeta

Ornatos Violeta desafiam fãs a fazer vídeo A propósito da edição do disco “Inéditos/ Raridades”, que chega hoje às lojas, a Universal e a Antena 3 estão a desafiar os fãs dos Ornatos Violeta a criar um vídeo para o tema “Pára-me Agora”. Esta edição, que comemora o vigésimo aninersário da extinta banda, contém numa única caixa os históricos álbuns “Cão” (1997) e “O Monstro Precisa de Amigos” (1999), inclui ainda cinco temas inéditos e tem estado em pré-venda no iTunes. “Pára-me Agora” é, precisamente, um desses temas, originalmente gravados para o álbum “Monte Elvis”, anunciado mas nunca editado. Os vídeos podem ser enviados através de uma aplicação nas páginas de Facebook da Antena 3 e da Universal.

“Por Um Objectivo” em prol dos Objectivos do Milénio A Plataforma Portuguesa das ONGD lançou a colectânea “Por Um Objectivo: Sentir – Pensar – Agir”, um disco que reúne diversas bandas e artistas nacionais em torno dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. O projecto, que inclui o tema inédito “Somos Voz”, conta com a participação de Orelha Negra, Moonspell, Souls of Fire, Noiserv, João Só e os Abandonados, Easyway, Humble e Nu Soul Family. O projecto “Por Um Objectivo” pretende consciencializar os jovens para algumas questões de cariz social. Mais informação em www.facebook. com/POR1OBJECTIVO e www.por1objectivo.org.

A fé no (e do) rock Os Lacraus já existem há muito tempo, mas só agora se estreiam com “Os Lacraus Encaram o Lobo”. Banda carismática do universo FlorCaveira, estreiam-se em 2011 com um álbum de rock suado, directo, apelativo e curto (como se quer). O MU esteve à conversa com Tiago Cavaco (ex-Guillul) e Ben Monteiro (baterista).

Têm dito que este álbum contém muito dos princípios originários da Flor Caveira. Querem desenvolver esta ideia? Ben Monteiro: Não sou um membro original da FlorCaveira, embora já esteja envolvido há alguns anos, mas conheci a FlorCaveira como algo, acima de tudo, barulhento, muito numa linha punk-rock. Depois, com o evoluir das coisas, a FlorCaveira ficou mais conhecida por ser uma editora de cantautores, quando veio, na verdade, de um plano exactamente oposto. Tiago Cavaco: No início, até as coisas mais autorais eram, por força também da baixa-fidelidade, de alguma forma mais ruidosas. A partir de 2008 parecia que a FlorCaveira era só uma confederação de pessoal acústico-punk [risos]. A vossa música é directa e procura, de certa forma, o prazer directo. Isso parece entrar em contradição com as letras, que estão recheadas de referências que não são do senso comum. Interessa-vos explorar essa aparente contradição? Tiago: Uma das coisas que têm dito, e que eu acho justo, é que

as letras parecem mais directas do que eu havia feito… Acho que isso tem a ver com o facto de fazermos rock, que é um som muito directo e que por isso simplifica tudo. E, sendo verdade que as referências não são imediatas, para nós elas aparecem de forma natural. Mas claro que isto está, também, relacionado com a nossa fé. Como foi trabalhar com Armando Teixeira para produzir “Os Lacraus Encaram o Lobo”? Tiago: A dada altura escrevi “Canção Para a Flannery O’Connor” numa onda mais de Bruce Springsteen, e isso levou-me depois a fazer mais músicas. Rapidamente percebi que tinha um disco rock e falei com os restantes elementos e decidimos gravar. O Armando, que é associado à electrónica, mas que já fez literalmente de tudo, tinha oferecido o seu espaço e nós não podíamos perder essa oportunidade de trabalhar com ele. Ben: Os Lacraus vivem muito dos encontros aparentemente inesperados, e trabalhar com o Armando foi um desafio que nos pareceu imediatamente interessante. Por exemplo, o Armando dizia-me que eu batia

Disco de Jónatas Pires reverte para crianças de Rabo de Peixe

O vocalista e guitarrista d’Os Pontos Negros apresentou na semana passada o álbum “Tudo É Vaidade”, um projecto cujas receitas irão reverter a favor de crianças necessitadas da freguesia de Rabo de Peixe, nos Açores. Esta é uma das freguesias

Os Lacraus

na bateria com muita força. Depois perguntou-me se podia samplar… No final percebemos que ele acabou por dar um tratamento mais soft à bateria. A nível de produção, a referência que está sempre a saltar, e que é muito acertada, é do Phil Spector e da sua “muralha de som”. Foi isso que procurámos. Em 2007 o Tiago disse que a música cristã deveria ser, e passo a citar, «mais criativa, literária, suada e charmosa». Ainda concordas com esta ideia? Os Lacraus são, de alguma forma, fruto dela? Tiago: Ainda concordo com es-

mais pobres da Europa, onde as crianças faltam à escola devido a dificuldades económicas e onde a alimentação escasseia. O projecto nasceu da vontade de dois professores que se depararam com esta realidade e conta ainda com a produção fotográfica de Vera Marmelo, que registou o quotidiano de algumas das crianças. O disco “Tudo É Vaidade” custa 5 euros e a totalidade das

sas palavras, mas hoje escolheria outro tipo de adjectivos. Se me perguntares qual é a utilidade da música que eu faço, eu diria que a minha vida gira à volta da fé em que creio e de transmitir isso às pessoas. Por outro lado, quando fazes rock’n’roll não é um programa evangelístico. A religião e o rock são coisas diferentes, mas eu acho que são universos que se podem misturar, por muito perigoso que isto possa parecer. É óbvio que as pessoas quando compram o disco de Os Lacraus não estão a comprar um tratado de teologia.

Emanuel Amorim • editorial@mundouniversitario.pt

receitas será usada para assegurar a alimentação das crianças de Rabo de Peixe. As encomendas podem ser feitas através do e-mail encomendas.florcaveira. com. Mais informação em www. facebook.com/tudoevaidade.


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12 | música

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ENTREVISTA. The Doups lançam “Small Town Gossip”

Energia ambiciosa Meninos e meninas, eis uma das mais recentes novidades do indie rock nacional. Vêm de Setúbal e o álbum de estreia, “Small Town Gossip”, viu a luz do dia no mês passado com o selo da Optimus Discos. Para falar da energia que alimenta estes rapazes trocámos impressões com o baixista da banda, Gustavo Andrade.

Corte de cabelo com desconto! Sair à noite com novo penteado, e a um preço baratinho, é possível. O salão FactoFetish, na Rua do Alecrim, em Lisboa, proporciona descontos aos estudantes nos cortes de cabelo. Pelo preço especial de 17,50 euros podes ter um look renovado e atrevido. A oferta é válida todos os dias, mediante a apresentação do cartão de estudante. Mesmo a calhar em tempos de crise, hã?

MUSICard CP à venda a partir de dia 13 Para quem gosta de música e faz uso do comboio para chegar aos festivais, eis uma boa notícia. O MUSICard CP 2012, uma iniciativa da CP, estará à venda já a partir de 13 de Dezembro. Além das viagens de ida e volta em comboios regionais, intercidades e urbanos, o MUSICard CP inclui ainda passes para o Super Bock Super Rock, Sudoeste tmn (com uma área reservada no campismo) e, pela primeira vez, para a Nova Era Beach Party no Porto. Com uma edição limitada de 1.500 exemplares, o cartão estará disponível apenas em algumas bilheteiras da CP – Sete Rios, Entrecampos, Rossio, Cais do Sodré, Oeiras, Lisboa Oriente, Vila Franca de Xira, Braga, Guimarães, Porto São Bento, Porto Campanhã, Ermesinde, Aveiro, Faro, Portimão – com o preço de 110 euros. Para mais informações vai a www.musicard.cp.pt.

Sabemos que são de Setúbal, que são um grupo de rapazes nascidos todos depois de 1988, mas... Quem são os The Doups? Somos todos estudantes, lançámos um EP há dois anos e agora, mais recentemente, o nosso primeiro álbum. Eu estou em Direito, o João, vocalista, está em Engenharia, o Nuno Cunha está em Produção Musical, o André Rosa está em Letras e o Bernardo já trabalha. Conhecemo-nos por Setúbal, pois frequentámos a mesma escola... O vosso álbum tem o selo da Optimus Discos. É importante para vocês terem este selo de garantia e chegarem ao público desta forma? Claro! Dá-nos uma motivação extra porque estamos associados a uma grande marca, o que implica uma promoção gigantesca e nos permite ir tocar a alguns festivais de Verão. Só temos de agradecer às pessoas que nos convidaram, porque permite-nos ter uma maior projecção. Os The Doups já andaram a tocar em palcos internacionais. A vossa aposta passa por aí, por internacionalizarem desde logo o vosso trabalho? Sim, temos esse objectivo desde o início, e o facto de cantarmos em inglês tem a ver com isso. Gostamos muito de Portugal e

Musicbox comemora quinto aniversário com festa rija

The Doups

de música portuguesa, mas também queremos tocar lá fora. Já tocámos e percebemos que somos capazes de o fazer. A fasquia é mais elevada, mas acho que as bandas portuguesas conseguem ir lá fora e fazer o mesmo ou melhor. Partilharam já palco com bandas de renome como Franz Ferdinand, The Offspring... Olham para estas bandas como referências para o vosso próprio som, ou têm influências mais diversas? Entre nós temos influências bastante diferentes, poderei apontar Arctic Monkeys, the Strokes... Mas ter tocado nos mesmos palcos que essas bandas foram experiências únicas e muito enriquecedoras.

porque desde sempre, desde que comecámos a tocar, as vibrações são muito boas nos concertos, desde os sítios mais pequenos aqui em Setúbal como em salas como o Campo Pequeno ou mesmo lá fora. As reacções são muito positivas. Gostamos de ver as pessoas a dançar e a cantar.

Que reacções é que obtêm do vosso público quando tocam ao vivo? Costumamos dizer que somos uma banda para tocar ao vivo,

Apresentam este “Small Town Gossip” como sendo um disco «versátil, gingão, coeso, ambicioso e real». Quais são as vossas ambições? Somos ambiciosos e não temos nenhum problema em assumi-lo. Quando vencemos um concurso de bandas inglês, em que eram quase mil bandas a participar e nós ficámos em terceiro lugar, vimos isso como um sinal que nos deu alguma força para chegar mais além. O disco não ficou nada aquém das nossas expectativas. O nosso produtor fez um excelente trabalho e gostamos muito de ouvir o álbum.

O Musicbox Lisboa dá início na próxima quarta-feira às comemorações do seu quinto aniversário. Para assinalar a data, durante quatro dias haverá um programa recheado de concertos de artistas nacionais e estrangeiros. No dia 7 a sala recebe o jazz de Zara MacFarlane, que apresenta o seu disco de estreia “Until Tomorrow”, editado pela Brownswood

Recordinds, a editora de Gilles Peterson, que também estará presente nessa noite em formato DJ set. No dia seguinte, The Stepkids fazem a estreia em Portugal, naquela que é a primeira digressão europeia de uma das grandes apostas da Stones Throws Records (editora que lançou Aloe Blacc ou Mayer Hawthorne). No dia 9 é a vez de Totally Enormous Extinct

O público tem recebido bem o disco? Sim, inclusive temos que agradecer a muitos bloggers nacionais e estrangeiros que têm falado do disco, fazendo análises muito positivas. Tem vindo muita gente perguntar-nos onde é que gravámos e a história até é muito curiosa, porque gravámos tudo em casa sem grandes condições, na nossa garagem de ensaios. Creio que não se nota que foi uma gravação caseira. Onde é que os The Doups ensaiam normalmente? Em vários sítios, desde o meu sótão até um clube cá em Setúbal. Mais recentemente temos ensaiado numa garagem em Lisboa. Já fomos mandados embora pelos vizinhos de vários sítios. Faz parte.

Laura Alves • lalves@mundouniversitario.pt

Dinosaurs levar ao Musicbox a sua electro-pop-contangiante e, para fechar noite, a PANIC! preparou uma festa com Moullinex, Da Chick, Xinobi, Bandido$ e Tha Lovely Bastards. No último dia, Rita Braga e Sean Rilley partilham o palco num espectáculo acústico. A entrada é livre. Sabe mais em www.musicboxlisboa.com.


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14 | boa vida

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Sonhos para a meia de Natal João Tomé • editorial@mundouniversitario.pt

Canon Powershot S100 E porque não são só os smartphones a evoluírem, as máquinas digitais vão melhorando a qualidade para níveis bem superiores aos rivais telemóveis. Exemplo disso é a novíssima Canon compacta, que usa a experiência do sensor profissional EOS Canon e o processador DIGIC 5 mais recente, para obter imagens extraordinárias com pouca luz. É um nível diferente e profissional numa máquina que cabe no bolso, com objectiva f/2,0, RAW e GPS. A diferença é facilmente verificada se tirarmos fotografias na noite de Natal à muito aguardada abertura dos presentes. Com 12,1 MP e um zoom óptico de 5x, ainda tem gravação vídeo Full HD e disparos a alta velocidade para nunca se perder uma fotografia. O preço é que ainda é alto: 489 euros.

Samsung Galaxy S II O grande concorrente do iPhone 4S é este Samsung Galaxy S II, cuja maior aposta é o seu belo ecrã de 4,3 polegadas – o maior no mercado. Já falámos por aqui nas vantagens da mais recente coqueluche da Apple (que já testámos), que aquilo que tem de novo é interno: um processador mais rápido, uma câmara muito mais sensível e uma assistente pessoal incrível chamada Siri. O Galaxy, que tem o sistema operativo Android 2.3, disponibiliza uma espécie de tentativa de cópia do assistente pessoal chamada Tellme, mas funciona infinitamente pior do que a Siri. As vantagens do Galaxy são outras: é fino, tem um processador (1.2 GHz dual-core) quase ao nível do novo iPhone, é bem mais leve e a máquina fotográfica é de qualidade semelhante (8 megapixels e com gravação de vídeo Full HD). Os gráficos têm melhor leitura, mas preenchem mais espaço do ecrã. Custa desde 499 euros.

HTC Titan O primeiro smartphone a chegar a Portugal com sistema Windows Phone 7.5 Mango é este Titan. O novo sistema operativo da Microsoft pretende fazer face à concorrência. Só tem um problema, ainda existem muito poucas aplicações, comparado com o Android e o iOS da Apple. No entanto, este gadget com o enorme ecrã LCD de 4,7 polegadas vem com Office e aplicações multitarefa, um teclado de grandes dimensões e com fama de ser fino. O processador é bem rápido (1.5 GHz) e a câmara promete qualidade (8 MP). A FNAC vende-o por 569,99 euros.

LEITURAS Terra Sangrenta Autor: Timothy Snyder Editora: Bertrand Como era a Europa entre Hitler e Estaline? Nesta obra documental o autor apresenta uma investigação sobre os locais onde milhares de europeus foram mortos, bem como explicações para os motivos e métodos adoptados pelos dois ditadores. Fazendo um percurso histórico do Holocausto de Hitler e do Terror de Estaline, Timothy Snyder elabora um retrato da relação entre os dois regimes sob uma nova perspectiva, com especial atenção às fontes documentais deixadas pelas vítimas. Steve Jobs Autora: Walter Isaacson Editora: Objectiva Dois meses após a morte do co-fundador da Apple, surge a biografia autorizada de Steve Jobs, escrita em colaboração com o próprio. Na obra, Walter Isaacson – autor de biografias de personalidades como Benjamin Franklin e Einstein – dá a conhecer a impressionante vida profissional e também o lado pessoal de Steve Jobs, com base em entrevistas feitas ao longo de dois anos. Desde os tempos do “flower power” e do consumo de LSD ao fascínio pelas novas tecnologias informáticas e electrónicas, do génio artístico às visões tecnológicas que revolucionaram o mundo, está cá tudo. 1494 – O Tratado de Tordesilhas Autor: Stephen R. Bown Editora: Casa das Letras Portugal e Espanha protagonizaram um dos maiores acordos políticos e diplomáticos de todos os tempos: o Tratado de Tordesilhas. Nesta obra, o historiador canadiano Stephen R. Bown dá-nos a conhecer uma fascinante história de amor, de intrigas e ciúmes, bem como as motivações políticas e religiosas deste acontecimento. A divisão territorial que moldou o mundo em que vivemos envolve reis, príncipes e até um Papa, num embróglio de relações de poder e ambição.

vai às compras Vai um cafezinho para aquecer?

Nas manhãs frias de Dezembro, calha mesmo bem um café quentinho. E se te portares bem, até pode ser que o Pai Natal seja generoso contigo e te deixe uma destas novas máquinas automáticas Krups Nescafé Génio no sapatinho. Este modelo tem uma roda de selecção e um indicador LED que permitem controlar a dosagem, para que a tua bebida saia perfeita, seja quente ou fria, simples ou combinada. De uma forma simples podes fazer Espressos, Lattes e Cappuccinos num piscar de olhos. PVP: 130 euros.

Descontos de Natal na Sportzone

Até dia 13 de Dezembro podes encontrar vários produtos com desconto nas lojas Sport Zone. A campanha “Não corte no seu Natal. Nós cortámos nos preços” abrange equipamentos, acessórios, vestuário e calçado, e ainda packs especiais e promoções “leve 3 pague 2” para homem, senhora e criança. As lojas possibilitam ainda a aquisição de cartões-presente, que pode ser carregado a partir de 5 euros até um máximo de mil euros, e que permite ter descontos de 50 por cento na compra de blusões e coletes Deeply.

Contra ventos e tempestades

Nesta altura de corrida aos presentes de Natal, começa a dar dicas aos teus pais quanto à necessidade de teres uns ténis novos. E, como quem não quer a coisa, mostra-lhes a nova colecção Nike Shield Pack para homem e para mulher. Esta nova linha da Nike inclui seis modelos diferentes de calçado resistentes à água e com costuras reduzidas que permitem que os pés se mantenham secos, quentes e cómodos. Portanto, além de ficares com uns pés ainda mais bonitos e confortáveis, podes argumentar que são completamente anticonstipações. A tua mãezinha vai gostar.


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Estreia da semana. “Drive – Risco Duplo”

ana

De duplo a protagonista Ryan Gosling é um duplo de cinema, especialista em condução agressiva, neste filme cheio de acção e emoção de Nicolas Winding Refn, que valeu ao realizador o prémio do Festival de Cannes deste ano. Um filme intenso a provar que a acção pode ter um enredo entusiasmante.

Os filmes de acção pura e dura costumam agradar aos fãs do género, mas deixar os adeptos de dramas ou filmes mais introspectivos totalmente de fora. Neste “Drive – Risco Duplo” não falta acção, drama e até laivos de filme policial. Por juntar tão bem estes géneros foi aplaudido de pé no Festival de Cannes e o seu realizador, o dinamarquês Nicolas Winding Refn, recebeu mesmo a Palma de Ouro pelo seu trabalho. Embora tenha várias semelhanças com um filme de 1978 cheio de perseguições com carros, chamado “The Driver”, na verdade “Risco Duplo” é uma adaptação do romance com o mesmo nome de James Sallis, lançado em 2005. O realizador adoptou ainda como referências filmes míticos como “Bullit” (de 1968, com Steve McQueen no seu melhor) e “The Day of the Locust” (1975). Tal como o livro, o filme acompanha um duplo de cinema em filmes de Hollywood, de quem curiosamente nunca se sabe o nome, e é interpretado por Ryan Gosling (actor cada

Drive – Risco Duplo Realizador: Nicolas Winding Refn Com: Ryan Gosling, Carey Mulligan, Bryan Cranston, e Albert Brooks Género: Acção/Drama/Thriller/Crime EUA, 2011; 100 minutos

vez mais em voga). Mas este duplo guarda outra profissão, chega à noite e é um piloto de fuga para criminosos que o contratam só para os tirar de situações potencialmente complicadas. Quando tudo corre mal O nosso duplo tem regras específicas para o seu emprego ilegal. Trabalha sempre de forma anónima, nunca duas vezes para os mes-

Já nas salas

mos bandidos e só lhes dá cinco minutos para fazerem os seus “serviços”. Depois disso, é a fuga, a sua especialidade. É já depois de conhecer e ajudar a sua vizinha Irene (Carey Mulligan), que tudo se começa a complicar na sua vida. Entre serviços, acaba por fazer um a uma loja de artigos em segunda mão que corre mal. Um dos criminosos é abatido e o duplo é obrigado a fugir

com a sua cúmplice Blache (a voluptuosa Christina Hendricks, de “Mad Men”) e um saco de dinheiro. Refugiam-se num motel, mas tudo se complica quando ele percebe que o assalto que rendeu dinheiro foi feito a gente perigosa demais.

João Tomé • editorial@mundouniversitario.pt

Estreia esta sem

Os Olhos da Guerra Este drama peculiar de 2009, do escritor e realizador Danis Tanovic, é descrito como um conto negro sobre um fotojornalista de guerra. Acompanhamos Mark Walsh (Colin Farrell), conhecido por ser destemido e ir para os locais mais complicados do mundo. Quando é enviado para o Curdistão, só a sua mulher Elena (a espanhola Paz Vega) fica preocupada. Ao lado do seu amigo e também fotógrafo, David (Jamie Sives), Mark parte para a guerra confiante, mas quando algo corre mal no terreno acaba por regressar sozinho a casa e sem o amigo. Traumatizado pela experiência, Elena não consegue que ele conte o que se passou e por isso pede ajuda ao seu avô, Joaquin (Christopher Lee), um psicoanalista veterano com experiência militar. Um filme intenso baseado em factos reais, sobre valores e traumas.

Happy Feet 2 Os pinguins maravilha estão de volta nesta animação do australiano George Miller, que agora está disponível em 3D. Quando Mumble, um pinguim recém-nascido, descobre que não sabe cantar, todos em seu redor ficam preocupados. Mas Mumble rapidamente descobre ter outro talento: dança sapateado como ninguém. Rejeitado pela sua comunidade, Mumble inicia uma viagem em que descobre a amizade de um grupo meio louco de pequenos pinguins Adelies e a razão da escassez de peixe no oceano que ameaça a sobrevivência da vida na Antártida.

A Lista dos Ex Esta comédia romântica conta a história de Ally (Anna Faris) que, depois de ler numa revista que as mulheres O Gato das Botas com mais de 20 namorados correm o sério risco de ficar Foi uma das personagens mais famosas da saga “Shrek” e tem agora direito a um filme próprio realizado Chris Miller solteiras parapor sempre, começa a perder a esperança. (dirigiu o terceiro “Shrek”). O Gato das Botas (voz de Antonio Banderas, na versão original), que também surgede disponível em 3D, Com o objectivo não fracassar novamente, pede ajuda é aqui apresentado nas suas primeiras aventuras cheias de peripécias, como não poderia deixar de ser.para perceber porque é que os ex-namorados ao vizinho Acompanhamos o Gato que se junta ao génio Humpty Dumpty (Zach Galiafianakis) e à astuta gata Kitty ‘o (Salma Hayek), nunca foram tal’. Com Chris Evans, Ryan Phillippe na tentativa de roubar o célebre Ganso que põe Ovos de Ouro. e Zachary Quinto (o último Spock, em ‘Star Trek’).


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Mundo Universitário - Edição 194  

Edição de 5 Dezembro 2011

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