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TUM TUM PA!

Ritmo no Campus com canetas, latas ou agrafadores. P. 04

FEUP FIRST JOB

A partir de amanhã na Faculdade de Engenharia do Porto. P. 07

LUISA SOBRAL

Música doce com sabor a cereja. P. 11

Directora: Laura Alves | Segunda-feira, 28 de Março de 2011 | N.º 181 | Quinzenal | Distribuição gratuita | www.mundouniversitario.pt

As curvas da ciência

Elas estão em maioria nas universidades, mas acabam, em muitos casos, por ter um papel secundário quando se fala em ciência. Não porque não façam obra nesta área, mas porque a ciência ainda é, falando de estereótipos, vista como uma área tipicamente masculina. O que é que falta fazer, então? P. 08 e 09


www.mundouniversitario.pt

EDIÇÃO 181 Queres festa? de 28 de Março a 3 de Abril 2011

Toma!

De Norte a Sul de Portugal, eis o calendário das Semanas Académicas mais emblemáticas. Braga (Enterro da Gata) 7 a 14 de Maio Estádio Municipal de Braga

Editorial Laura Alves • Directora lalves@mundouniversitario.pt

Porto 1 a 8 de Maio Fitódromo do Porto

Antes que me esqueça...

Vila Real 7 a 13 de Abril Recinto da Queima

Aveiro Semana do Enterro 6 a 12 de Maio

... começo por te dizer que o Mundo Universitário, que costuma sair quinzenalmente, por causa das tuas bem merecidas férias da Páscoa vai cruzar-se contigo semanalmente durante uns tempos. Ou seja, além desta edição que estás neste momento a ler, em Abril terás jornal no expositor do costume nos próximos dias 4 e 11. E depois... Vemo-nos em Maio! Vemo-nos, como quem diz, porque nós estamos por cá à mesma, em www.mundouniversitario ou em www.facebook.com/jornalMU, para te ouvir e partilhar contigo o que se anda a fazer pelas universidades de todo o País, que acontecimentos não podes perder, que música não podes deixar de ouvir, que preocupações andam a ocupar a cabeça dos teus colegas... E também para te dar conta de algo muito, muito importante: semanas académicas! Pronto, já se sabe que o País vai de mal a pior, que andamos literalmente desgovernados, que está tudo com vontade de ir para a rua protestar – e a este propósito, ainda se está para perceber porque é que os protestos anunciados para o Dia do Estudante a propósito dos cortes na acção social mobilizaram apenas meia dúzia de grupos mais activos, uma história para explorar com mais pormenor na próxima edição, avisamos desde já... – mas vamos lá esquecer as tristezas por um bocadinho. Se olhares aqui para o lado (e agora permito-te que tires uns segundos para virar a cabeça para o teu lado direito, mas não em demasia, para não saíres desta página...) verás o programa das festas para a próxima temporada de festejos académicos. De Norte a Sul de Portugal, seja Queima das fitas, Semana Académica, Enterro da Gata ou outras designações do género, é apontar na agenda e ir ficando atento(a) às próximas edições do MU, porque iremos também revelando os cartazes, para que nada te falte. Psstt! Onde é que vais? Sabemos que já estás com a pica toda, mas antes que te vás embora em busca da semana académica mais próxima, gostaríamos apenas de te chamar a atenção para o tema de capa desta edição: a representação feminina nos meandros da ciência, que ainda é claramente insuficiente, apesar dos esforços de diversas entidades para estimular a formação das mulheres nesta área. Mesmo em 2011, há ainda muitas questões de base – sociais, formativas, etc. – que explicam porque é que muitas mulheres ‘fogem’ das formações ‘tradicionanalmente masculinas’. Mas esse nem é o maior problema. O problema é quando, mesmo tendo carreira e trabalho feito no domínio da investigação científica, o crédito e reconhecimento dados não são os justamente merecidos. Falta uma maior participação feminina na ciência, portanto. Porque se a ciência pode (e deve) ter curvas, que essas curvas sejam sempre no sentido Não ascendente.

Viseu 3 a 8 de Abril Pavilhão Multiusos

Coimbra 6 a 13 de Maio Parque da Canção

Covilhã 28 de Março a 2 de Abril Pavilhão Anil

Évora 28 de Maio a 5 Junho Colégio do Espírito

Lisboa 9 a 14 de Maio FIL, Parque das Nações

perc a próx as ima edição 4 de Ab ril

Faro 9 a 13 de Maio Vale das Almas

WWW.FACEBOOK.COM/JORNALMU

vê as novidades que temos para ti na página de fãs do mu no FACEBOOK ficHa TécNicA: Título registado no I.C.S. sob o n.º 124469 | Propriedade: Moving Media Publicações Lda | Empresa n.º 223575 | Matrícula n.º 10138 da C.R.C. de Lisboa | NIPC 507159861 | Conselho de Gerência: António Stilwell Zilhão, Francisco Pinto Barbosa, Gonçalo Sousa Uva | Directora: Laura Alves | Redacção: Andreia Arenga | Estagiário: André Mateus | Online: Graziela Costa | Colaboradores: Bruna Pereira, João Tomé, José Frazão Reis, Emanuel Amorim, Mónica Moitas, Renata Lobo | Paginação: Filipa Andrade | Revisão: Catarina Poderoso | Marketing: Vanda Filipe | Publicidade: Margarida Rêgo (Directora Comercial), Elsa Tomé (Account Sénior), Mariana Jesus (Account Júnior) | Distribuição: José Magalhães | Sede Redacção: Estrada da Outurela n.º 118 Parque Holanda Edifício Holanda, 2790-114 Carnaxide | Tel: 21 420 13 50 | Periodicidade: Quinzenal | Distribuição: Gratuita | Impressão: Grafedisport; Morada: Casal Sta. Leopoldina – Queluz de Baixo 2745 Barcarena; ISSN 1646-1649.


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» Aveiro abre curso de Medicina

» IADE cria novo espaço de lazer em Lisboa

A Universidade de Aveiro, em consórcio com o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, vai ministrar um curso de Medicina. Esta formação de quatro anos arranca em Setembro deste ano e destina-se a licenciados de qualquer área científica que demonstrem um elevado nível de aptidões científicas. As candidaturas decorrem até dia 1 de Abril e serão formalizadas exclusivamente online. Mais informações em www.ua.pt/mestrados/medicina.

O IADE – Instituto de Artes Visuais, Design e Marketing acaba de apresentar o IADE Lounge, um projecto que pretende evidenciar o papel do design na actual vida contemporânea e que parte da remodelação do piso térreo do emblemático edifício onde está instalado desde 1997, em Santos, Lisboa. O Lounge assume-se como a face do IADE voltada para cidade, posicionando-se como um ‘meeting point’ aberto a toda a comunidade. A inauguração está agendada para o final de Outubro.

FREESTYLE. Red Bull ‘Tum Tum Pa!’ desafia universitários a criar batidas com lápis e canetas

Força nas canetas! O sonho deles era roubar um mini e fugir para o Brasil, e talvez consigam mesmo concretizá-lo. O Filipe Casimiro, o André Ferreira e o Gil Semedo estão no 3.º ano de Cinema da Universidade Lusófona de Lisboa e são os primeiros vencedores do ‘Tum Tum Pa!’. O desafio da Red Bull arrancou a 18 de Março e vai percorrer várias universidades portuguesas para descobrir os verdadeiros freestylers da batida com canetas, lápis e outro material escolar. A melhor equipa vai à final Mundial que se realiza no Rio de Janeiro em Junho.

OS VENCEDORES, RAGING BULLS

os forcados

Alunos protagonistas dos 100 anos do ISEG No âmbito da campanha de comemoração do centenário do ISEG - Instituto Superior de Economia e Gestão, que tem vindo a ser trabalhada pela OgilvyDesign desde 2010, foram seleccionados num casting seis alunos que, durante este ano, serão protagonistas da comunicação do Instituto. O slogan ‘Em criança sonhou ser pintora, hoje o ISEG acredita que poderá vir a ser marketing manager do Museu de Arte Moderna’ corresponde a Inês Geraldes, aluna do mestrado em Marketing, uma das caras da iniciativa. Sob a assinatura ‘ISEG. 100 anos a pensar no futuro’, a campanha pretende dar a conhecer o instituto aos potenciais candidatos de licenciaturas, pós-graduações, mestrados, MBA e doutoramentos com o envolvimento dos actuais alunos.

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[28 MAR 2011]

Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

Por volta das 14 horas, no pátio da U. Lusófona o ambiente era quente. Não só porque estava um calor abrasador, mas porque os ritmos vindos do Auditório Q já se faziam ouvir e vibravam nos nossos pés. Estavam reunidas todas as condições para dar ínicio ao ‘Tum Tum Pa!’, o mais recente desafio especialmente criado para universitários pela Red Bull. Uma fila já bem preenchida aguardava à porta para entrar na sala onde tudo iria acontecer. Uns para mostrar a sua habilidade com as canetas, lápis, agrafadores, folhas de papel, fita-cola, tesouras e x-acto – entre outros materiais que viessem à imaginação – para produzir batidas dançantes, e outros para apoiar os colegas. Transformar ruído em música «Como é pessoal? Todos preparados para a batida? Aproximem-se que vamos começar!», puxava uma das meninas da Red Bull quase a en-

golir o microfone. Cada uma das sete equipas, composta até três elementos, tinha que apresentar uma cover e um original para convencer o júri e o público. Os Raging Bulls, a primeira equipa a disputar o palco, vinham artilhados com vários instrumentos que normalmente são usados para escrever, sublinhar, riscar, cortar, colar ou agrafar e agora era a vez de provar que, afinal, também serviam para fazer música. Ah, sem esquecer as latinhas de Red Bull, claro. Os Raging Bulls são do 3.º ano de Cinema, mas já não são propriamente novatos nisto. O Gil tem uma banda de rock alternativo, o André é DJ e o Filipe toca bateria. Nesta altura ainda não sabiam, mas pelos pontos arrecados logo na primeira actuação se previa que iriam chegar longe. E foram mesmo os vencedores. «Tínhamos alguma confiança, mas não esperávamos ganhar. Só soubemos disto há dois dias e foi o Filipe Casimiro que nos conveceu: ‘Vamos lá formar uma equipa! Vamos lá

Próximas eliminatórias 29/03 • 14h ÉVORA Colégio Espírito Santo 31/03 • 12h LISBOA Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa 05/04 • 13h COIMBRA Universidade de Coimbra 13/04 • 14h PORTO IPP - ESMAE 28/04 • 13h LEIRIA IPL - Escola Superior de Tecnologia e Gestão 02/05 FINAL NACIONAL PORTO Teatro Helena Sá e Costa

brincar, fazer uns barulhos!’. Foi por aí, pela diversão e vontade de participar», conta o André, um dos elementos da equipa vencedora. Kuduro vs. Bossa Nova Mas não foi uma vitória fácil. Na última ronda concorreram contra os Forcados, numa final tão renhida que foi preciso contar com a ajuda das palmas do público que os elegeu.

«Agora ao fim estávamos um bocado mais preocupados» diz a equipa vencedora, que apostou em ritmos mais orelhudos para conquistar o público e o júri, em contraponto com Os Forcados, com quem os Raging Bulls disputaram a final e que optaram por criar ritmos da bossa nova e uma linguagem mais indie nas batidas. E na opinião dos Raging Bulls foi precisamente isso

que os levou à vitória. «Tínhamos um ritmo de fácil conhecimento, com ritmos acelerados e por isso foi mais fácil de improvisar e de conquistar o público.» Agora, preparam-se para disputar a final nacional a acontecer no dia 2 de Maio, no Porto e, quem sabe, ir até ao Rio de Janeiro, no Brasil, representar Portugal na Final Mundial do Red Bull Tum Tum Pa!.


Iluminados

www.mundouniversitario.pt

REDE SOCIAL. Uma plataforma internacional para unir os estudantes Erasmus

ErasmusU.com: põe-te a andar!

Erasma-te! Apesar do nome indicar ‘Erasmus’ esta é uma plataforma bastante inclusiva. São bem-vindos estudantes de todos os programas internacionais, que também podem entrar na rede, estabelecer contactos e partilhar experiências. Cada utilizador pode contar as suas histórias pessoais nos sítios onde vive ou onde estudou, classificá-los, fazer upload de fotografias, criar tópicos num fórum, adicionar locais de interesse em cada local, procurar perfis e enviar mensagens a outros utilizadores, disponibilizar informações de quartos para alugar ou até criar o próprio blog (neste caso com direito a prémios para os melhores).

Chamam-lhe a Wikipédia dos estudantes internacionais, mas é mais uma rede ao bom estilo social. Criada no final de 2008, mas com um boom de adesão em meados de 2010, é um espaço gratuito em que está disponível informação para quem for estudar para fora sobre alojamentos, cidades e universidades, incluindo ratings, fotografias, um fórum e muito mais. Renata Lobo info@mundouniversitario.pt

O ErasmusU foi criado por uma equipa de quatro jovens espanhóis com formação em engenharia informática. Dois foram eles próprios estudantes de Erasmus e, por isso mesmo, sentiram todas as dificuldades que passa um estudante que quer estudar noutro país. Para onde ir, como arranjar casa ou quais as cadeiras a escolher eram algumas das dúvidas que precisavam de respostas mais imediatas. Juntaram-se então a mais dois amigos e surgiu o ErasmusU. Falámos com o

português Philippe Teixeira da Mota, que se juntou ao projecto em Dezembro de 2010. «Estou, de um lado a pensar o futuro do ErasmusU, mas maioritariamente faço a ligação entre a plataforma e o público-alvo: a comunicação com as universidades, através das redes sociais.» Comunidade em crescimento Os cinco membros da equipa vivem em três cidades diferentes e comunicam por e-mail, Skype ou Google Talk, até porque a vida não está fácil e estão também envolvidos noutros projectos. Mas nada é impedimento a que o ErasmusU traga sempre mais novidades.

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Actualmente estão registados no ErasmusU 23 mil utilizadores e até ao final de Abril os responsáveis esperam atingir os 30 mil

Recentemente lançaram o Erasmus Places, em que cada utilizador pode ficar a conhecer locais aconselhados por outros estudantes em cada cidade. Philippe revelou-nos ainda que têm tido uma boa aceitação

por parte das faculdades, sobretudo em Portugal, Espanha e mais recentemente no Brasil, acrescentando que o mais difícil é conseguir a atenção das universidades. «Mas assim que vêem a

plataforma ficam bastante interessadas pelas vantagens que esta pode proporcionar aos seus alunos. E é nesse sentido que passam a palavra aos estudantes e nos ajudam a crescer.» A ajudar estiveram

alguns prémios conquistados como o ‘Bancaja para Jovenes Enpreendedores 2008’ e uma subvenção da Junta da Galiza em 2010, com o apoio da União Europeia. Agora só falta o mais importante: tu.

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» Qualifica aposta no coaching

» IPAM cria página de finanças pessoais

A Qualific@ 2011, que arranca esta próxima semana (31 de Março a 3 de Abril), na Exponor (Porto), aposta este ano no ‘coaching’. ‘Coaching para um Portugal mais Positivo’ é o tema de um seminário organizado pela AEP (Associação Empresarial de Portugal) e pela ISPC (International School of Professional Coaching) e chama a atenção para a importância das competências empreendedoras. À semelhança de edições anteriores, a feira reúne os principais interlocutores e dá a conhecer as novidades ao mercado profissional, criando sinergias entre a oferta e a procura.

Como gerir as finanças pessoais? Em que investir? Como poupar? Estas são perguntas que motivaram o IPAM – Instituto Português de Administração e Marketing a criar uma página de discussão no Facebook. Irina Amaral – do IPAM Aveiro – e António Sousa – do IPAM Porto – são os docentes responsáveis pelo projecto. A abordagem ao tema das finanças pessoais é feita através de situações do dia-a-dia vividas pelos professores, alunos e visitantes da página, que são convidados a participar.

FEIRA. FEUP First Job, a feira de emprego da Faculdade de Engenharia do Porto, decorre de 29 a 31 de Março

Emprego científico à vista na FEUP Arranca já amanhã, dia 29 de Março, a 4.ª edição do FEUP First Job, a feira de emprego anual da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto. Este ano, além da presença de empresas nacionais, a feira conta com a presença de empresas internacionais como a CERN, uma instituição suíça. Outra novidade é a aposta no emprego científico como oportunidade de carreira. As inscrições estão abertas até hoje. Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

Dirigida aos estudantes e antigos alunos da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, a FEUP First Job pretende pôr em contacto as empresas das áreas de engenharia com os estudantes que se preparam para entrar no mercado de trabalho. Empresas nacionais e estrangeiras recrutam Entrevistas de selecção e recrutamento, workshops de empregabilidade e soft skills, stands de aconselhamento de carreira e conferências, são algumas das actividades que os estudantes de engenharia vão encontrar na FEUP First Job. É esperada a presença de cerca de 50 empresas nacionais e estrangeiras como a Sonae, a Galp Energia, EDP, Delloite, EFACEC , a Tam Tam VB, Geolog International BV e o CERN – que tem vindo a recrutar diversos estudantes para os seus estágios profis-

sionais no estrangeiro. «Temos empresas de todas as áreas da engenharia: civil, mecânica, gestão de engenharia industrial, ambiente, bioengenharia disponíveis durante três dias para esclarecer de forma individualizada as dúvidas dos estudantes sobre o mercado de trabalho», explica Fernanda Correia, uma das organizadoras do evento. Aposta no emprego científico Mas uma das novidades deste ano é a aposta no emprego científico como oportunidade de carreira. A FEUP First Job vai ter uma sessão dedicada exclusivamente aos alunos que optam por uma carreira na investigação, apostando na divulgação de bolsas de doutoramento, pós-graduação e numa conferência especial sobre emprego científico. «Cada vez mais temos verificado que há um número crescente de alunos que envereda pelos doutoramentos e por bolsas de investigação. Há também cada vez mais em-

29, 30 e 31 de Março Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto

Quick Job Hunting Chat-Rooms Espaço-Empresas Workshops de Empregabilidade Stand de Aconselhamento de Carreira Emprego Científico Mesa Redonda de Empreendedores

presas a apostar nestas mesmas áreas, como a Sonae e o Instituto Fraunafer, e estão receptivas a receber estudantes com estas carecterísticas e esta formação altamente qualificada.» Patrocinadores Oficiais

Organização SICC/DCoop - Divisão de Cooperação Tel: 225 082 162 firstjob@fe.up.pt

Inscreva-se em:

www.fe.up.pt/firstjob2011

inscrições terminam hoje Esta é também uma forma de mostrar outras alternativas profissionais aos estudantes da área de Química que, apesar da elevada taxa de empre-

gabilidade da FEUP – cerca de 90 por cento dos estudantes conseguem emprego no espaço de um ano –, são dos que mais dificuldade têm de ser integrados numa carreira empresarial, de acordo com Fernanda Correia. «Grande parte dos estudantes opta pela investigação, por isso, a empregabilidade ao nível empresarial nesta área não é tão expressiva. E daí nós termos feito esta conferência como uma primeira iniciativa no sentido de mostrar aos estudantes que é possivel uma carreira científica em ambiente empresarial.» Além destas actividades, a FEUP First Job vai ainda dar destaque ao empreendedorismo, através de uma mesa redonda que conta com a presença de estudantes e antigos alunos da FEUP que criaram os seus próprios projectos a partir de ideias empreendedoras. As inscrições para participar na feira terminam hoje, dia 28 de Março, e podem ser efectuadas no site do evento em www.fe.up.pt/firstjob2011.

encontro de Estudantes de Ciências da Comunicação O Núcleo de Ciências da Comunicação do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade Técnica de Lisboa organiza, pela primeira vez, o ENEC – Encontro Nacional de Estudantes de Ciências da Comunicação. O encontro, dirigido a todos os alunos e ex-alunos de Ciências da Comunicação, pretende fomentar o intercâmbio entre as diversas instituições de ensino superior do País, e acontece no Peniche Praia Camping, em Peniche, nos dias 8, 9 e 10 de Abril. O evento terá duas vertentes de aproximação entre os alunos: uma parte recreativa, com a organização de várias actividades de lazer, e uma parte formativa composta por duas conferências subordinadas aos temas ‘Ciências da Comunicação: Perspectivas’ e ‘Dinâmica nos Festivais’ com várias personalidades da comunicação convidadas. Mais informações em: www.facebook.com/ enecc2011 pUBLICIDADE

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PODER FEMININO. Apesar da actual representação das mulheres no mercado de trabalho, a ciência parece ser um terreno ainda por c

Com quantas mulher

Ingressaram em conventos para ter acesso ao conhecimento, foram perseguidas pelo Santo Ofício, acabaram em fogueiras a ser empurradas para uma vocação que passava apenas por uma maternidade analfabeta. Depois de muitos séculos, o r também se traça com as curvas e o cérebro de uma mulher.

ELA É CIENTISTA… E GOSTA!

Bruna Pereira

Carla Costa, 40 anos Estudante de doutoramento em Mudança Tecnológica e Empreendedorismo no Programa Carnegie Mellon Portugal (Carnegie Mellon University – Instituto Superior Técnico e Universidade Católica Portuguesa)

Um estudo recente, realizado pela Royal Society, revelou que 90 por cento dos ingleses inquiridos, com idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, foram incapazes de citar um único nome de mulher, quando o assunto é a ciência. Foram apenas 18 por cento os inquiridos que souberam nomear Dorothy Hodgkin, responsável pela descoberta da estrutura da insulina e agraciada com o Nobel de Química em 1964. Neste estudo, 6 por cento puxaram ainda muito pela cabeça e conseguiram lembrar-se de Jocelyn Bell Burnell e da sua descoberta nos anos 60: os pulsares ou estrelas de neutrões em rotação. Tendo em conta que as escassas figuras femininas presentes na memória dos jovens ingleses nasceram no século passado e que mais de metade deles admitiu, por outro lado, saber perfeitamente quem é e o que fez o alemão Albert Einstein, à BBC, a professora Lorna Casselton, vice-presidente da Royal Society, mostrou-se frustrada com estas conclusões, referindo que «as pessoas, no geral, ainda

Quando lhe mordeu o bichinho da Ciência? Um dia, na escola secundária, houve um seminário pelo Prof. Eurico da Fonseca e eu fiquei fascinada. Entendi, nesse dia, a importância que o conhecimento científico tem na sociedade e a satisfação pessoal que pode trazer quando se encontram as respostas às perguntas que pretendemos fazer. Na altura pensava que seria um trabalho semelhante ao dos detectives: sempre a seguir as pistas até descobrir a resposta certa! É a ciência uma coisa de homens? Deve ser tanto para homens como para mulheres. Hoje em dia existem muitas mulheres cientistas com provas dadas, nomeadamente em Portugal onde a proporção de mulheres investigadoras era de 43 por cento, em 2008, segundo os dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES). Qual pensa ter sido a mulher mais importante da História da Ciência? Talvez Marie Curie, por ter sido a primeira mulher a receber um Prémio Nobel, logo em 1903. Ela teve um papel muito importante ao mostrar que as mulheres podiam contribuir significativamente para a ciência e que podiam ser reconhecidas por isso, numa altura em que o papel da mulher na sociedade era muito constrangido.

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desconhecem o enorme contributo que as mulheres representaram para a ciência no passado.» A professora considera, no entanto, que nada está perdido. «Estas fracas percepções da mulher na ciência estão a mudar e nós queremos encorajar mais raparigas (e as respectivas famílias) a verem o meio científico como uma opção de carreira que, não só é capaz de proporcionar um emprego, como também pode contribuir para mudar o mundo e melhorar a nossa qualidade de vida.»

Ciência à portuguesa

Por cá, também Luísa Saavedra, professora da Escola de Psicologia da Universidade do Minho, se dedicou a investigar, nomeadamente o tema Mulheres nas Ciências, Engenharias e Tecnologias: O Efeito do ‘Oleoduto que Pinga’. Para perceber o porquê do título curioso, a autora explica que «apesar das mudanças face à representação das mulheres no mercado de trabalho, as raparigas e mulheres continuam a evitar determinados domínios de actividade associados às ciências (principalmente a física e a matemática), à informática e às engenharias.»

Não quer dizer que não haja interesse por parte de ambos os sexos. O que acontece é que, a partir de determinada altura, há factores que direccionam para caminhos diferentes. «O número de raparigas e rapazes que se interessam por matérias e actividades das ciências e tecnologia é idêntico até aos 12/13 anos de idade, fase a partir da qual se começa a registar uma diminuição no número de raparigas que escolhem aqueles domínios, em todos os níveis de ensino subsequentes. Esta situação tem sido designada pelo efeito do ‘oleoduto que pinga’, ou ‘leaky pipeline effect’, no original.» A docente analisou uma amostra de 100 mulheres e concluiu que existe ainda uma prevalência de «estereótipos de géneros» associados às profissões ‘tradicionalmente masculinas’. A reforçar tais afirmações estão os dados da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género, indicadores de que, em 2007, a percentagem de mulheres no ensino superior atingiu os 86,3 por cento no domínio da educação, os 66,5 por cento no domínio das Ciências Sociais, e apenas 33,4 por cento em Engenharia.

Quando as mulheres se chegam à frente

Perfazem mais de metade do total dos diplomados que saem, actualmente, do ensino superior, mas poucas conseguem posições de topo ao longo da carreira. Foi para combater essa invisibilidade feminina das mulheres no mundo da ciência – e o facto de, em 2003, o processo de avaliação das licenciaturas das áreas científicas de ambiente e de química ter sido levado a cabo por comissões, nomeadas pelo Conselho Nacional de Avaliação do Ensino Superior, constituídas, respectivamente, por 13 e 19 homens, apesar de, nestes campos científicos, mais de 50 por cento dos docentes e investigadores serem mulheres, entre outros motivos – que nasceu, em 2005, a AMONET – Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas. Com sede na Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, o organismo foi buscar o nome a uma deusa egípcia, mulher de Amon, que «materializa

Quando ganh dois Nobel nã

Marie Curie (1867 primeira mulher a universidade fran a primeira mulher com um Prémio N (Física), e a prime a receber um segu 1911 (Química), am desenvolvido em t tividade. Mesmo a escrito aquando d Curie num terríve The New York Tim à cientista como s ‘assistente’ do ma


conquistar

res se faz ciência?

s rotuladas de bruxas e estiveram séculos rumo da História comprovou que a ciência

har ão chega…

7-1934) foi a a dar aulas na ncesa Sorbonne, r a ser galardoada Nobel, em 1903 eira mulher undo Nobel, em mbos pelo trabalho torno da radioacassim, num artigo da morte de Pierre el acidente, o jornal mes referiu-se sendo uma mera arido.

um primitivo e inextinguível poder. (…) Geradora do vento Norte, sopra nova vida e sabedoria nas mentes das elites, e dos governantes, propiciando-lhes o conhecimento de que necessitam para governar», pode ser lido no site oficial, em www.amonet.org. A AMONET criou um espaço onde as mulheres cientistas podem, de forma organizada, optimizar a sua capacidade de intervenção na sociedade e «inspira-se nos princípios consagrados na Declaração Universal dos Direitos Humanos e na Constituição Europeia, nomeadamente no que se refere à eliminação de todas as formas de discriminação e à promoção da igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens.» Para poder ser membro efectivo da AMONET, com capacidade eleitoral, é necessário ser-se investigadora, portuguesa ou residente em Portugal, em qualquer domínio científico, incluindo as ciências sociais, há pelo menos cinco anos.

Mulheres que valem um livro

Joana Barros coordena a Associação Viver a Ciência (VAC) desde 2008, estudou Genética Molecular no Kings College London, fez o doutoramento no Institute of Cancer Research e também faz questão de promover a ciência no feminino. No âmbito do seu trabalho de pós-doutoramento na VAC lutou sempre pela divulgação da carreira de investigador, produzindo o caderno ‘Profissão: Cientista – Retratos de Uma Geração em Trânsito’ e o livro ‘Vidas a Descobrir – Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono’.

As dez cientistas em relevo neste livro representam três continentes e várias nacionalidades. Os percursos de vida são totalmente diferentes, as culturas igualmente díspares, mas todas elas partilham a paixão pelo que fazem e a perseverança perante os obstáculos e os estereótipos socioculturais, raciais e de género. Mas «o mundo científico precisa de pessoas com percursos, origens e culturas diversificadas, porque pessoas diferentes colocam questões diferentes e criam abordagens diferentes para encontrar respostas», acredita Joana Barros.

Se não podes com eles… Vai para um convento!

Na Europa Medieval, a alemã Hildegarda de Bingen (1098-1179) escreveu verdadeiras enciclopédias (ilustradas por detalhados desenhos, também da sua autoria) sobre várias matérias, incluindo a Medicina, a Botânica e as Ciências da Natureza, durante a sua larga estadia no convento – um dos raros lugares onde era permitido às mulheres da época serem instruídas.

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O MU LEU E GOSTOU

Queremos encorajar mais raparigas (e as respectivas famílias) a verem o meio científico como uma opção de carreira.

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Lorna Casselton, vice-presidente da Royal Society

O legado civilizacional do ‘banho-Maria’

A expressão faz parte de muitos dos nossos diálogos – além dos culinários, está claro, e deve-se à alquimista conhecida como Maria, ‘a Judia’ ou Maria, ‘a Profetisa’ (273 A.C.), uma contemporânea de Aristóteles. A ela se deve a descoberta do famoso banho-Maria – uma técnica de aquecimento lento e gradual que não manipula as substâncias directamente no fogo, permitindo um melhor controlo da temperatura, por ser feito em água.

Vidas a Descobrir – Mulheres Cientistas do Mundo Lusófono

Coordenação: Joana Barros 1.ª edição: Junho de 2009 Cientistas: Alcinda Honwana, Anabela Leitão, Amabélia Rodrigues, Cláudia Sousa, Fátima Monteiro, Irene Fonseca, Maria de Jesus Trovoada, Niède Guidon, Norma Andrews, Thaísa Storchi Bergmann. Jornalistas: Ana Sousa Dias, Carla Mendes, Chó do Guri, Marco Antinossi, Marisa Serafim, Rafael Marques, Sílvio Mendes Preço: €17.90

Investigadoras criam associação de mulheres nas engenharias Filomena Soares e Celina leão, investigadoras da Universidade do Minho, juntamente com a aluna Inês Martins, criaram uma delegação portuguesa da Women in Engineering (WIE). A WIE é uma organização internacional que visa distinguir as mulheres engenheiras e cientistas, educá-las para assumir papéis de liderança e promover o avanço na carreira profissional. «A nossa missão é inspirar, cativar, encorajar e dar poder às mulheres que estão nestes ramos. A WIE deseja ser uma vibrante comunidade de mulheres e homens inovando o mundo de amanhã», salienta Filomena Soares, presidente da WIE Portugal. O grupo conta ainda com docentes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

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BES Photo 2011. Museu Berardo expõe trabalhos de fotógrafos internacionais pela primeira vez

Descobrir fotos-mundí Teatro da U. Nova com peça em Almada O Novo Núcleo de Teatro do Teatro Universitário da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia, da Universidade Nova de Lisboa, integra a programação da 15.ª Mostra de Teatro de Almada. A iniciativa decorre de 1 a 17 de Abril em vários espaços culturais da cidade com duas peças de teatro. De carácter pluridisciplinar, ‘Tartarugas e Migração – 2.° Acto’ está em cena no dia 3 de Abril às 19h na Casa Municipal da Juventude de Cacilhas e utiliza o vídeo e a música ao vivo para contar histórias e preparar uma refeição. No dia 5 de Abril, às 21h30 na sala experimental do Teatro Municipal de Almada, o grupo apresenta a peça ‘Verbo Müller’ do dramaturgo alemão Heiner Müller.

É a primeira edição do BES Photo que integra trabalhos internacionais, nomeadamente de fotógrafos do Brasil, Angola e Moçambique. A exposição está patente no Museu Berardo até 13 de Junho e o vencedor será conhecido já a 12 de Abril. Depois, a mostra segue para a Pinoteca do Estado de São Paulo em Agosto onde permanecerá até Outubro de 2011. Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

Nuclear Barbecue, Kiluanji Kia Henda

A 7.ª edição do BES Photo reúne os trabalhos inéditos de cinco artistas que concorrem ao prémio deste ano. Carlos Lobo é um deles; fotógrafo português cujo trabalho foi distinguido no BES Revelação em 2005 e professor na Universidade Católica de Lisboa. O autor mostra uma série de fotografias captadas em Janeiro de 2011 durante uma viagem ao Líbano. As fotografias retratam o pós-guerra, mas é sobretudo um trabalho sobre a normalidade e o quotidiano da cidade. «Interessa-me a vida a voltar ao normal. A minha fotografia é sobre o quotidiano. O que me surprendeu em Beirute

25 contact II, Manuela Marques

pUBLICIDADE

foi a normalidade como eles encaram o cenário de guerra», explica Carlos Lobo, que descreve as suas imagens como um trabalho muito urbano e ao estilo ‘on the road’, sempre associado a uma ideia de viagem. Um retrato humano Já Mário Macilau, de Maputo, Moçambique, e um dos mais jovens fotógrafos em exposição, – tem apenas 26 anos, mas conta já com diversos prémios internacionais – apresenta dois trabalhos em dois lugares diferentes, ambos sobre o modo como as pessoas vivem: o primeiro no seio de uma comunidade moçambicana, e o segundo num bairro da Nigéria. A primeira série de fotos retrata a prática de rituais religiosos nas praias e a importância que a água tem nas crenças religiosas de uma comunidade africana. «Tentei

contar a história de modo a dar a conhecer estas pessoas e o modo como vivem e o que acontece lá», explica Mário Macilau. Já na segunda sala dedicada ao trabalho do artista, o fotógrafo moçambicano explora a condição humana de pessoas que vivem num bairro da Nigéria, em Maloko, uma favela nos arredores de Lagos. Questionar o mundo através da ficção Além destes dois fotógrafos, o BES Photo 2011 reúne ainda os trabalhos da portuguesa Manuela Marques, do angolano Kiluanji Kia Henda e do brasileiro Mauro Restife. Três propostas muito diferentes das anteriores, e que assentam sobretudo na manipulação do objecto fotográfico em si e na construção de uma realidade encenada através da fotografia. Objectivo? Questionar o mundo em redor, como é o

caso do trabalho de Kiluanji Kia Henda. «Nas minhas fotografias tento criar e ficcionar a minha própria narrativa sobre temas à escala global, mostrando como as acções de uns podem afectar a vida dos outros. Essa liberdade de poder criar algo é muito importante para o artista.» À semelhança de anos anteriores, o BES Photo, promovido em parceria com o Banco Espírito Santo e o Museu Berardo, pretende promover a criatividade e a integração de artistas plásticos contemporâneos de língua portuguesa no panorama internacional. Neste caso através da itinerância inédita do BES Photo que, pela primeira vez, vai estar patente na Pinoteca de São Paulo de 20 de Agosto a 23 de Outubro de 2011. O vencedor, revelado no próximo dia 12 de Abril, recebe um prémio no valor de 40 mil euros.


ENTREVISTA. Álbum de estreia de Luisa Sobral é um doce que vale a pena saborear

Doce de cereja musical Luisa Sobral participou com apenas 16 anos no programa Ídolos. Depois quis voltar ao anonimato, foi para os Estados Unidos estudar música e lá descobriu que o jazz é o estilo musical perfeito para sua voz. ‘The Cherry On My Cake’ é o seu primeiro álbum e é uma estreia auspiciosa. A voz de Luisa Sobral é frágil, mas segura. Os arranjos são de bom gosto. Um disco a descobrir. Emanuel Amorim info@mundouniversitario.pt

Para quem ainda não te conhece, como definirias a tua música? Luisa Sobral: A minha música é uma mistura de jazz dos anos 50 com instrumentos e arranjos mais modernos.

e essa parte da representação dá-me muito prazer. As canções autobiográficas são as que me fazem lembrar algo que se passou comigo e mexem mais com o meu lado sentimental.

Tens feito, nos EUA, um circuito de concertos em bares. De que forma essa experiência contribuiu para a feitura de ‘The Cherry On My Cake’? LS: O facto de tocar com músicos de todo o mundo e de ter pelo menos duas actuações por semana fez com que eu desenvolvesse bastante a minha voz e as minhas composições.

É mais difícil compor e cantar em português dentro da tua sonoridade? LS: Sim, para mim é mais difícil, porque não vivo em Portugal há seis anos. Talvez agora seja diferente.

Apesar de a tua música parecer, muitas vezes, inocente, algumas das letras não são nada inocentes e demonstram uma atitude madura. Gostas de explorar esse contraste? LS: Sim, acho que isso é quem eu sou. Apesar de continuar a ser bastante ‘naive’, fui viver para fora aos 16 anos e isso tornou-me mais madura. Gosto de provar que ver o mundo cor-de-rosa não significa ser infantil, mas sim ser positiva e feliz. Nota-se que tentas criar um universo muito próprio, não só com a música, mas também com toda a tua imagem. Descreve um pouco esse teu universo e aquilo que pretendes transmitir. LS: É uma mistura de realidade com fantasia. Sempre adorei os filmes do Tim Burton e outros semelhantes, por essa razão; fazem-nos pensar que tudo é possível. Sinto que a minha música também tem tudo isso na sua sonoridade. No disco há canções que parecem ter muito de autobiográfico e outras que são manifestamente uma construção de personagem. Qual dos registo preferes? LS: Os dois, por razões diferentes. Ao falar de outras pessoas, sinto-me quase como se estivesse a ler um livro a alguém,

Como surgiu a ideia de fazer uma versão de ‘Saiu Para a Rua’ de Rui Veloso? É uma versão improvável… LS: Pensei que seria interessante ter uma versão de um cantor português no meu CD. Como queria que fosse alguém que tivesse marcado a minha vida de algum modo, achei que o Rui Veloso seria o cantor perfeito, pois quase todos os seus discos fazem parte da minha infância. Quanto à canção em si, sempre foi das minhas letras preferidas do seu trabalho.

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Ver o mundo cor-de-rosa não significa ser infantil, mas sim ser positiva e feliz.

Festival de Tunas no Tivoli A Tuna Iscalina, do Instituto Superior de Contabilidade e Administração de Lisboa (ISCAL), organiza já no dia 2 de Abril, o II Iscalino – Festival de Tunas Mistas. A iniciativa decorre às 21h00 no Cine-Teatro Tivoli, e está prevista uma festa cheia de boa disposição, tunas de Norte a Sul do País e muita, muita cantoria. Este ano o festival presta homenagem a Marquês de Pombal, pela importância que teve na reconstrução da cidade de Lisboa, e ainda ao cantor Fernando Tordo, pela sua carreira na música portuguesa. Será também organizada uma recolha de bens essenciais para a Associação SOL. Os bilhetes, a 3 euros, podem ser adquiridos no ISCAL ou no Tivoli. Mais info em www.iscalina.blogspot. com

Foste para os EUA estudar e acabaste por te fixar lá. Sendo o Mundo Universitário um jornal para estudantes, que conselho darias a quem se prepara para ir estudar para o estrangeiro? LS: Não se juntem só a portugueses, conheçam o máximo de gente possível e vivam a cultura do país para onde vão ao máximo.

Movimento Alternativo Rock em festa No próximo sábado, dia 2, o Movimento Alternativo Rock (MAR) celebra o seu 3.º aniversário, com uma festa de arromba no Santiago Alquimista (Lisboa). O bar abrirá as portas às 22h00 para dar entrada a oito bandas do Movimento e alguns DJ ‘improváveis’ que vêm ajudar a apagar as velas ao novo rock português. Os bilhetes custam 8 euros, mas há um desconto de 2 euros para quem levar uma vela de aniversário com o n.º 3. Vai a www.movimentoalternativorock.com para saber mais informações. [28 MAR 2011]

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novos lançamentos. Pop, reggae, folk, rock, hard-rock... é escolher!

adas r t n e a Ganh o MU.

José Frazão Reis info@mundouniversitario.pt

Novidades do mês

w

com o em Vê com iversitario.pt n ndou ww.mu

SUPRAH The Infinite Method

NICOLE EITNER & THE CITIZENS I Am You

RISE AGAINST End Game

JESSIE J Who You Are

IBERIA Revolution

BOB MARLEY AND THE WAILERS Live Forever

É rock, é metal, é electrónico e transpira uma originalidade da qual as bandas do nu metal não se podem alienar – pois poderia ou deveria ter sido o caminho que muitos órfãos do insonso movimento ‘Family Values’ deveriam ter seguido!

Interprete alemã e músicos portugueses, para um LP folk com reminiscências de world music e seis clichés, com momentos interessantes, recriando o ambiente da luxuriante Paris de Henry Miller, mas no seu todo algo enfadonho, como a crise do País.

‘End Game’ é um forte, despropositado e demagógico discurso antipolítico, com lirismos de birra de adolescente e, claro, uma boa dose de distorção nas guitarras. Em 2011 a banda chama para si a celeuma punk de bandas como os NOFX ou Bad Religion, mas fica a léguas do pedestal movimento antiglobalização que as mesmas cantaram.

Jessie J é a mais nova coqueluche da pop cor-de-rosa. Oriunda de Londres, esta menina e compositora de 23 anos escreve música para meninas 10 anos mais novas, e sofre dos mesmos problemas hormonais. O que diz muito da sua música.

Extintos em 1995, os Iberia ressuscitam no calamitoso ano de 2011, com o mesmo sudário sonoro que lhes cobriu a carreira nos anos 80 e 90. Hard-rock sem grandes pretensões de mediatismo e sem grande inovação, ainda assim, para muitos fãs este ‘Revolution’ vai ser uma boa viagem ao passado.

‘Live Forever’ encaixa na perfeição num registo documentário da obra do deus do reggae, Bob Marley, pois no seu conteúdo encontrase a captação que foi feita do último concerto do mítico musico.

DIGITAL. Diz-nos o que ouves, dir-te-emos onde ouvir

Uma caixa com a tua música

vamos criar Playlists

?

Diz-nos o que andas a ouvir em www.facebook.com/jornalMU

O Mundo Universitário e o Music Box juntaram as mãos para te darem a melhor música. Desafiamos-te, desde já, a contribuir com sugestões para criar uma playlist bem catita com a assinatura do Mundo Universitário. Vai à nossa página do Facebook – www.facebook.com/jornalMU – e conta-nos qual é a música que não te sai da cabeça por estes dias. Queremos saber tudo! Qual a música que ouves nos transportes públicos, que tema é que baila em repeat no teu leitor de mp3, que banda é que pões em altos berros no teu quarto, ao ponto de levares os teus pais à loucura, que música é que a tua namorada ou namorado põe a tocar ao teu ouvido antes de ires dormir... E porque é que queremos saber isto tudo? Porque o Mundo Universitário e o Music Box querem saber o que andas a ouvir, para lançar para o mundo playlists com o teu contributo e cunho pessoal. Música ao cubo O Music Box é um serviço de música que permite aceder a milhões de músicas em três suportes – através do teu com-

putador, telemóvel ou televisão – e criar playlists para partilhares com os teus amigos nas redes sociais. E nem precisas de fazer download das músicas! Para ouvires as faixas no teu telemóvel (ou tablet), computador ou TV basta que sejas cliente TMN, Sapo ou MEO. O acesso ao serviço é gratuito ou com preços muito vantajosos, consoante o teu perfil de cliente. E se quiseres fazer donwload dos temas tens um pacote de dez músicas em formato mp3 gratuitas mensalmente. Além de poderes encontrar as tuas músicas preferidas, tens sempre sugestões dos temas do momento, recomendações de álbuns, acesso a lançamentos exclusivos e possibilidade de escuta offline.

Para conheceres melhor as possibilidades e condições de acesso ao Music Box vai a www.musicbox.sapo.pt. E, entretanto... Entra na nossa página do Facebook e partilha as músicas que te fazem cantarolar pelas ruas! As playlists do Mundo Universitário serão depois divulgadas através do Music Box.

Sugestões Music Box para encheres a cabeça de boa música!

Glasvegas Euphoria, Take My Hand

Holy Ghost! Holy Ghost

Britney Spears Femme Fatale

Milow North and South

Pearl Jam Vitalogy (reedição com 3 inéditos)


ESTREIA DA SEMANA. Sobre Rodas, realizado por Drew Barrymore

As rodas de Drew, também cineasta Sob o lema «sê a tua própria heroína», a estreia de Drew Barrymore na realização é uma comédia peculiar com Ellen Page no papel de uma jovem em busca de algo que a inspire.

João Tomé info@mundouniversitario.pt

Drew Barrymore está muito longe dos tempos em que era uma criança-actriz e despontou para a fama como a irmã curiosa do protagonista de ‘ET – O Extraterrestre’, de Steven Spielberg, de 1982. Depois disso perdeu-se pelo caminho da fama com drogas e bebida à mistura e muita rebeldia e reencontrou-se, já depois da adolescência, para se tornar numa actriz reputada. Agora, e já depois de ter tomado o gosto como produtora, estreou-se na realização para nos contar uma história que lhe é muito próxima. Em ‘Sobre Rodas’ acompanhamos Bliss (Ellen Page, que brilhou em ‘Juno’), uma adolescente que se sente desenquadrada do mundo em que vive. A sua mãe (Marcia Gay Harden) é uma antiga rainha de concursos de beleza e pressiona a filha rebelde para que também siga o mesmo caminho e participe no mesmo tipo de concursos. Só que Bliss prefere ficar em casa a ouvir música indie-rock.

Cidade pequena, diversão extra

Desencantada com a vida pacata na cidade do interior, onde nada acontece, Bliss ganha uma nova vida quando descobre quão emocionante uma modalidade desportiva pouco convencional, roller derby, pode ser. Numa viagem à cidade de Austin, ela vê um grupo de raparigas a fazerem estas corridas de patins em pista oval, em

TAMBÉM ESTREIA

Perigo à Espreita E porque um pouco de thriller e terror faz-nos sempre sentir vivos, esta quinta-feira também estreia este ‘Perigo à Espreita’, com Hillary Swank no papel de uma mulher a viver sozinha que vai ter o susto de uma vida e realizado pelo finlandês especialista em videoclips, Antti Jokinen. Quando Juliet se divorcia e procura novo apartamento, descobre um ‘achado’ com o espaço e vista perfeitos. Mas estranhos acontecimentos começam a perturbá-la. Movimentos e barulhos obrigam-na a tomar medidas para perceber o que se passa. O seu senhorio está obcecado por ela e não vai olhar a meios para atingir fins.

ESTREOU A 24 MARÇO

Sobre Rodas

Realizador: Drew Barrymore Com: Ellen Page, Drew Barrymore, Marcia Gay Harden, Juliette Lewis, Alia Shawkat, Zoe Bell, Jimmy Fallon Género: Comédia/Drama EUA, 2009; 111 minutos

que o objectivo é derrubar a equipa adversária de todas as maneiras possíveis, e fica ‘agarrada’. É depois de conhecer as jogadoras – mais maduras, mas entusiastas – Juliette Lewis, Zoe Bell e a própria Drew Barrymore, que é convidada a experimentar e acaba por entrar nesta ‘tribo’ de um jogo duro e até violento.

London Boulevard

Esta comédia com tons sérios procura mostrar que nem sempre o que é convencional pode tornar uma mulher, ou adolescente, feliz. Drew Barrymore diz mesmo, sobre o filme, que «mostra que uma mulher pode, de facto, fazer tudo a que se propõe, mesmo o mais improvável». O agora apresentador Jimmy Fallon também participa.

Neste filme londrino sobre crime e romance, de um argumentista multi-premiado norte-americano, William Monahan, que se estreia agora na realização, Colin Farrell é um homem acabado de sair da prisão, que tenta evitar a tentação de voltar à vida de crime que levava. Arranja um trabalho como segurança de uma actriz que vive quase em reclusão, mas o seu passado apanha-o e ele vai ter de voltar a ser o ‘durão’ que sempre foi à medida que se apaixona. Publicidade

[31 JAN 2011]

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entrevista

Energia todo o dia

David Carronha

Animador Mega Hits Sábado e Domingo - 23h às 02h

David, parece que és daquelas pessoas que já acordam cheias de energia. Isso não te traz muitas inimizades, especialmente junto daquelas pessoas que só conseguem articular duas palavras depois de um ‘shot’ de café? Inimizades nem por isso, mas frases como: «São sete da manhã! Como é que é possível?» , já as ouvi algumas vezes. Raramente acordo de mau humor. As coisas só mudam de figura quando fico parado na A5 duas horas para andar 500 metros e mesmo aí, se olhar para o lado, há coisas que dão vontade de rir! Sim… há quem se barbeie enquanto conduz! Eu já vi! Mau humor de manhã é coisa que não está no meu dicionário, até porque começar o dia com cara feia só vai piorar ainda mais as coisas! Mesmo quem se espanta com a minha energia matinal, habitua-se rapidamente!

Também fazes surf... Ou gostavas de fazer... Já conseguiste pôr-te de pé em cima da prancha? Conta-nos as tuas figuras.... É provavelmente o maior desafio a nível desportivo. Sempre quis fazer surf, mas fico com receio que a coisa corra mal! É preciso equilíbrio e algum à-vontade em cima da prancha, no entanto já enfrentei os medos e arrisquei a minha sorte em plena Costa de Caparica (as ondas eram baixinhas). Se ao princípio pensava que não ia tirar os pés da areia, o facto é que depois de alguma insistência aguentei alguns ‘minutos’ com os dois pés em cima da prancha… ou melhor, foram apenas 2, 3 segundos, mas pareceram muitos mais! É claro que não me calei o resto da tarde… E não, nunca mais voltei a arriscar!

Os dias já estão a ficar maiores, a Primavera deu um ar da sua graça e está tudo verde e florido. Que sugestões primaveris dás aos leitores do Mundo Universitário? Agora que há mais tempo de sol, nada de ficar fechado em casa depois das aulas ou do trabalho! Há que aproveitar as horas extra e dar um salto a uma qualquer esplanada junto ao mar e convidar os amigos para um café ao som da MEGA HITS… claro! Por Lisboa atenção às After Work Parties na Avenida da Liberdade para começar a dançar assim que puseres os pés fora da sala de aula ou do escritório! Se por acaso és mais dado a actividades desportivas é a melhor altura para experimentar coisas novas, como por exemplo o surf ou o bodyboard (este ano eu prometo que não falho)! Está mais calor e uma ida à praia nunca é demais! Além da diversão esta é a altura das alergias… se é o teu caso, a melhor sugestão é não largar os lenços nas próximas semanas! É capaz de ser o melhor amigo a ter à mão! LOL

A MEGA HITS tem alguma festa catita preparada para os próximos tempos? Queremos saber tudo! Depois do Festival do Estudante, no Parque das Nações, a MEGA aqueceu motores para o mês de Maio com as Queimas das Fitas e as Semanas Académicas! Preparados estão muitos dias de boa música em vários pontos do País! Sejam estudantes ou recém-licenciados, o melhor é começarem já a preparar-se! Além das festas em terra, vem aí o cruzeiro com a MEGA HITS em pleno Mediterrâneo: um ouvinte mais três amigos vão poder entrar na Onda da Rita e aproveitar umas férias à borla, em que não faltam festas exclusivas em alto mar com Diego Miranda e os FunkYou2 do Groove Box! Se alguém quiser ser o felizardo ou a felizarda, o melhor mesmo é passar em megahits.fm!

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Mundo Universitário - Edição 181