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AJUDAR O PRÓXIMO

Descobre as iniciativas Movember e Música Por Uma Causa. P.04

APRENDER A SER LÍDER Fomos espreitar o Leadership Tournament. P.06

BALLA E GUTA NAKI

Música nova para pores no sapatinho neste Natal. P.10 e 11

Directora: Laura Alves | Segunda-feira, 6 de Dezembro de 2010 | N.º 175 | Quinzenal | Distribuição gratuita | www.mundouniversitario.pt

Sair do armário para o cacifo

Ser estudante universitário e homossexual. É este um tema ainda tabu ou há espírito de liberdade para o assumir no meio académico? O medo de se ser rotulado e até ridicularizado publicamente faz com que muitos estudantes escondam a sua orientação sexual e relações amorosas. Fomos saber como é que se lida com esta realidade nos corredores da faculdade. P. 08 e 09 Publicidade


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EDIÇÃO 175 de 6 de Dezembro a 16 de Janeiro

Não percas a próxima edição 17 de janeiro 2011

» Editorial Laura Alves • Directora lalves@mundouniversitario.pt

Resoluções de ano novo, «que las hay, las hay» Se eu for contabilizar, entre os meus amigos e conhecidos, quais os que foram viver para fora de Portugal nos últimos três ou quatro anos – e quais aqueles cujas conversas nos recentes cafés e jantares giram em torno da vontade de emigrar para outro país – não tenho dedos nas mãos nem nos pés que cheguem para isso. No que a mim me toca, nunca senti uma necessidade vital de ir fazer a minha vida para outro lado. Gosto estar por cá e alturas houve em que me irritou o discurso de que «lá fora é que é bom». Mas convenhamos que começa a ser difícil manter a convicção de que é possível fazer coisas grandiosas num país onde ser jovem significa não ter emprego, significa ser mal pago, significa não conseguir alugar uma casa – muito menos comprar –, significa viver até não se sabe muito bem quando à sombra da ajuda e boa-vontade dos pais, significa mandar currículos e não obter resposta, significa ter ideias e não haver formas de as pôr em prática. Claro que podemos contrapor com argu-

mentos do tipo: hoje em dia os jovens têm telemóveis e computadores, gastam mais dinheiro em lazer do que alguma vez gastaram, têm carros e roupas de marca, têm acesso a uma série de bens que os pais e avós dificilmente teriam, etc., etc., etc. Poderá ser um lugar-comum recorrer a esta ideia, mas a verdade é que há sempre duas faces numa mesma moeda. O ponto onde quero chegar é que, apesar de tudo, um jovem que hoje tenha 20 ou 25 anos não está assim tão distante dos anseios de quem era jovem há 50 anos. Com cinco décadas de distância, sobressai um denominador comum chamado ‘emigração’. Há 50 anos saltava-se a fronteira para ir em busca do que não havia cá. Eram, sobretudo, jovens sem perspectivas e sem formação que procuravam noutro país um ordenado compatível com melhores condições de vida, acalentando o sonho de um dia voltar à terra natal. Hoje, sobrevoam-se as ‘fronteiras’ com uma bagagem rica em formação, devido à falta de perspectivas

num país que se deixa para trás, e ao qual muitas vezes não se pensa voltar. E já não somos só nós, portugueses, que nos apercebemos deste enorme êxodo. Também a imprensa estrangeira tem dado destaque à crescente emigração da juventude portuguesa que deixou de acreditar naquilo que Portugal lhes pode dar. Esta é a última edição do Mundo Universitário deste ano. Agora só voltamos a estar contigo em Janeiro, já depois das tradicionais festividades de Natal e de passagem de ano. Por isso, antecipamo-nos e vamos já aqui fazer uma única resolução de ano novo, daquelas à séria, misturada com os «não vou comer bolachas na cama pela noite dentro» ou os «prometo que vou correr cinco quilómetros todas as manhãs antes de ir para as aulas». A nossa resolução é que 2011 traga algumas boas razões para se querer ficar por cá.

CONVERSA DE CORREDOR

No início deste mês, o De Volkskrant, um dos principais jornais diários holandeses, deu destaque à crescente vaga de emigração dos jovens portugueses. «Juventude portuguesa em fuga» é o título de um artigo cuja entrada diz: «Além da crise financeira, Portugal também enfrenta um declínio da população. Muitos jovens emigram. Um êxodo em busca da felicidade.» Por sua vez, outros jornais europeus – como o britânico The Telegraph, por exemplo – também apontaram recentemente o cenário de elevado desemprego e endividamento em Portugal, um fenómeno que leva uma grande parte da juventude a procurar uma oportunidade fora do País. Que bela forma de fechar o ano de 2010, hã?

Com a crise iminente, os jovens portugueses vão para fora, diz o The Telegraph Juventude portuguesa em fuga, em destaque num dos principais jornais holandeses

vê as novidades que temos para ti na página de fãs do mu no FACEBOOK ficHa TécNicA: Título registado no I.C.S. sob o n.º 124469 | Propriedade: Moving Media Publicações Lda | Empresa n.º 223575 | Matrícula n.º 10138 da C.R.C. de Lisboa | NIPC 507159861 | Conselho de Gerência: António Stilwell Zilhão; Francisco Pinto Barbosa; Gonçalo Sousa Uva | Directora: Laura Alves | Redacção: Andreia Arenga | Online: Graziela Costa | Colaboradores: Emanuel Amorim, Eunice Oliveira, João Tomé, Luís Magalhães, José Frazão Reis, Pedro Primo Figueiredo | Cronistas: Luís Franco-Bastos | Projecto Gráfiico: Joana Túlio | Paginação: Filipa Andrade | Revisão: Catarina Poderoso | Marketing: Vanda Filipe | Publicidade: Margarida Rêgo (Directora Comercial); Mariana Jesus (Account Júnior) | Distribuição: José Magalhães | Sede Redacção: Estrada da Outurela n.º 118 Parque Holanda Edifício Holanda, 2790-114 Carnaxide | Tel: 21 420 13 50 | Tiragem: 35 000 | Periodicidade: Quinzenal | Distribuição: Gratuita | Impressão: Grafedisport; Morada: Casal Sta. Leopoldina – Queluz de Baixo 2745 Barcarena; ISSN 1646-1649.


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» Minho recolhe brinquedos

» » Belas Artes ajudam instituição

Sob o lema ‘Oferece um Sorriso’, os Serviços de Acção Social da Universidade do Minho – em cooperação com a Associação Académica da UM e Associação de Antigos Estudantes – estão a promover até 20 de Dezembro uma Campanha de Recolha de Brinquedos nos Complexos Desportivos Universitários de Gualtar e Azurém. O objectivo é levar um brinquedo àqueles que mais precisam. Um pequeno gesto que pode ser maior para aqueles que recebem.

Os alunos da Faculdade de Belas Artes de Lisboa e jovens artistas vão apresentar as suas obras de pintura, bijuteria e desenhos a carvão na Biblioteca Cosmelli Sant’Anna, no Largo de São Mamede em Lisboa. A iniciativa chama-se ‘Arte para Ajudar’ e o objectivo é angariar fundos para a reabilitação da Escola dos Filhos do Povo, uma instituição sem fins lucrativos que acolhe crianças dos 6 aos 10 anos e que foi uma das primeiras escolas a combater o analfabetismo em Portugal. A campanha decorre de 14 a 21 de Dezembro.

SOLIDARIEDADE. Com o Natal à porta, é tempo de ajudar os outros

Música e bigodes solidários

É verdade que nem só no Natal se devem fazer acções de solidariedade, mas é nesta altura que o espírito de ajuda está mais apurado. No passado mês de Novembro, os estudantes da Universidade Nova de Lisboa deixaram crescer o bigode para chamar a atenção para um problema real: o cancro da próstata. Mas há outras acções a decorer para as quais ainda podes contribuir. Se tens instrumentos musicais em casa que já não usas ou que já não funcionam, pega neles e leva-os à Fundação Gulbenkian no dia 12 de Dezembro. Com esta pequena acção podes ajudar as escolas de música de Moçambique e do Médio Oriente. Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

Não é só na rua que podemos ser solidários com quem precisa de ajuda. O campus da tua faculdade também pode ser um espaço de solidariedade para ajudar aqueles que mais precisam. Foi nesta perspectiva que, em Novembro, os estudantes da Universidade Nova de Lisboa deixaram crescer o bigode para chamar a atenção para um problema real: o cancro da próstata.

Minho recebe Campeonato Mundial de Futsal A Universidade do Minho vai acolher o XIII Campeonato Mundial Universitário de Futsal masculino e feminino, em 2012. A decisão foi anunciada pelo comité executivo da Federação Internacional do Desporto Universitário, em Bruxelas, na Bélgica. A candidatura portuguesa superou as da França e de Espanha e a prova vai ser integrada no programa oficial da Capital Europeia da Juventude – Braga 2012, na última semana de Agosto. A organização do evento fica a cargo da Federação Académica do Desporto Universitário (FADU) e este vai ser o sétimo evento desportivo internacional acolhido pela Universidade do Minho.

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Passear os bigodes pela faculdade Também já realizado noutras capitais europeias como Londres, Madrid ou Berlim, o ‘Movember’ começou na Austrália e, no ano

passado, um total de 128.000 participantes conseguiu juntar 21 milhões de dólares. Em Portugal, a campanha tem sido organizada pelos estudantes da Universidade Nova de Lisboa desde o ano passado, em colaboração com a Associação Nacional de Doentes da Próstata. «É uma iniciativa muito gira porque durante todo o mês de Novembro os rapazes têm que deixar crescer o bigode. A ideia do ‘Movember’ é estar presente todos os dias. Nós não sabemos muito sobre o cancro da próstata e também é importante para informar os jovens», explica Francesco Farne, aluno Erasmus a fazer mestrado em Economia e membro da organização do evento na Faculdade de Economia da Nova. A campanha culminou numa

festa que decorreu na discoteca Gossip em Lisboa, no dia 30 de Novembro, e que elegeu o melhor Mo Bro (bigode masculino mais original) e Mo Sista (bigode feminino falso, claro). Um instrumento musical por uma causa A Fundação Gulbenkian desafia-te, no próximo dia 12 de Dezembro, a doares um instrumento musical que já não uses ou que já não funcione. A iniciativa chama-se ‘Música Por Uma Causa’ e é uma acção europeia que todos os anos decorre numa cidade diferente. Já passou por outras capitais como Paris, Bruxelas, Amesterdão e Madrid que, no ano passado, conseguiu recolher 400 instrumentos musicais, o recorde até agora. O objectivo é distribuir estes instrumentos musicais em Moçambique e no Médio Oriente. «A Music Fund [fundação promotora da campanha com sede em Bruxelas] ajuda países que sairam de zonas de conflito, pelo que já foram entregues, noutros anos, instrumentos musicais na Palestina e no Congo. Desta vez, vão sobretudo para Moçambique, para a única escola de música a funcionar em Maputo. Esperemos que, com esta causa, no futuro possa haver mais escolas de música», explica Elizabete Caramelo, directora dos serviços de comunicação da Fundação Gulbenkian. Se não tiveres nenhum instrumento musical, podes levar outro objecto. O importante é contribuir. Depois, tens oportunidade de assistir gratuitamente a diversos espectáculos de música e cinema que a Gulbenkian programou para este dia. Sabe mais sobre esta campanha em www.musicfund.be.


PUBLIreportagem

MATRAQUILHOS. Torneio Universitário movimentou centenas de estudantes em Lisboa (23 e 24 de Novembro) e no Porto (dias 25 e 26)

Matrecos à solta! O Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto foram palco dos campeonatos mais emocionantes dos últimos tempos. O Torneio Universitário Matraquilhos For Lovers, uma parceria do Mu e da Harmony, levou os participantes ao rubro! E se a equipa os Zés da Bilha se encontrou com Os Lenhadores do Sahara ou com Os Traficantes de Bacalhau, isto só pode mesmo ter sido o melhor campeonato de matrecos de sempre!

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» Taxa de desemprego é a mais elevada de sempre

» Aluna da Uminho ganha prémio

São 99 mil os jovens sem emprego em Portugal actualmente. Os dados referem-se ao período entre Julho e Setembro deste ano e revelam que 2010 foi o pior ano para os jovens que tentaram entrar no mercado de trabalho. Quanto aos licenciados, a taxa de desemprego atingiu os 21,5 por cento, o que significa que cerca de 69 mil jovens com ensino superior estão no desemprego.

Sónia Costa, aluna do mestrado integrado em Engenharia de Materiais da Universidade do Minho, venceu o Prémio SPM 2010 com a investigação sobre “Desenvolvimento de Ligas de Alumínio de Ultra Alta Resistência”. O galardão foi atribuído pela Sociedade Portuguesa de Materiais ao melhor trabalho apresentado por finalistas do 2.º ciclo de Ciências e Engenharia de Materiais em Portugal.

Leadership Tournement. Equipa do ISCTE vence torneio de liderança empresarial

Os líderes de amanhã já ganham prémios hoje Um bom líder não se constrói de um dia para o outro. Com isto em mente, a AIESEC, a maior organização mundial gerida por estudantes universitários, organizou o Leadership Tournament, um torneio cuja final decorreu a 26 de Novembro em Lisboa. © Bruno Simão

Incubadora de Coimbra é a melhor do mundo A incubadora do Instituto Pedro Nunes - Associação para a Inovação e Desenvolvimento em Ciência e Tecnologia da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, foi eleita a Melhor Incubadora de Base Tecnológica do Mundo no concurso mundial ‘Best Science Based Incubator’ que decorreu nos dias 18 e 19 de Novembro, em Liverpool. Entre as cerca de 50 incubadoras de 23 países diferentes, a IPN destacou-se por se basear num modelo de negócio auto-sustentável e ter contribuído para a criação de 1500 postos de trabalho. Em actividade desde 1996, a IPN Incubadora já apoiou a criação e o desenvolvimento de mais de 140 empresas de base tecnológica.

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A equipa Omega, do ISCTE, foi a grande vencedora

© Bruno Simão

BP premeia vencedores Pedro Primo Figueiredo info@mundouniversitario.pt

Durante três meses mais de 800 estudantes de Norte a Sul do País participaram no torneio nacional, um teste às capacidades de liderança dos universitários ao longo de uma série de desafios. A equipa OMEGA, do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, foi a grande vencedora do evento e terá como prémio, oferecido pela BP Portugal, enquanto patrocinadora oficial, a possibilidade de passar um dia na sede da empresa e acompanhar o CEO da petrolífera durante um dia de trabalho. The Management Leaders, da Universidade do Algarve, e ONUBIs, da Universidade da Beira Interior, ocuparam os restantes lugares do pódio.

O objectivo do primeiro prémio passa por colocar os estudantes a contactar ‘in loco’ com a forma como se lidera uma empresa da dimensão da BP Portugal. Para o director de comunicação da empresa, Luís Roberto, o Leadership Tournament serve para reforçar «a aposta na área da educação e responsabilidade social». «Já somos parceiros da AIESEC há uns anos e achamos que é extraordinariamente importante o intercâmbio e a partilha de experiências entre o mundo empresarial e as universidades. Acho que só temos a ganhar e o que se fez aqui é a demonstração disso», disse Luís Roberto ao Mundo Universitário à margem da entrega de prémios, que teve lugar numa sala do Pavilhão Atlântico. Para o responsável

o «dar a conhecer um pouco do mundo empresarial» é essencial para os jovens «que dentro de pouco tempo» estarão no mercado de trabalho. «É importante eles conhecerem o que as empresas procuram quando vão ao mercado buscar recursos», frisa, reiterando que na BP existe «algum equilíbrio» nos recursos humanos, embora actualmente o merca-

do, reconhece, esteja «algo estagnado». Na final do Leadership Tournment as vinte melhores equipas do País, acompanhadas pelos seus respectivos ‘coachers’, foram confrontadas com os desafios finais durante um intenso dia de actividades que culminou com um jantar de convívio e a entrega de prémios aos melhores ‘pequenos futuros líderes’.

«É possível liderar de baixo para cima» Ao longo dos últimos anos a liderança, ou melhor, o potencial de liderança de um indivíduo, tem sido cada vez mais valorizado pelo empregador, sublinha a organização do Leadership Tournament. «Anos e anos de experiência aliados a dezenas de estudos comprovam o papel fulcral de uma boa liderança nos resultados», revela a organização, citando estudos do Hay Group que revelam que a liderança tem um impacto sobre o clima das equipas de cerca 70 por cento. Por sua vez, o clima numa equipa «pode fazer variar os resultados do negócio até 30 por cento», de acordo com o mesmo estudo. Para Nuno Saraiva, vice-presidente da AISEC e responsável pelas relações empresariais e comunicação, o objectivo do torneio passa por enfrentar os estudantes com as dificuldades inerentes à liderança de um projecto, até porque «a liderança é mais que um cargo». Para o responsável, um bom líder tem de ser uma pessoa «que inspira e que leve atrás o movimento». «Tem de ser uma pessoa corajosa, que dê o primeiro passo, que às vezes é o mais difícil», diz Nuno Saraiva, alertando ainda que é possível liderar «de baixo para cima ou ao mesmo nível» de hierarquia. A AIESEC acredita que aprender sobre liderança é como andar de bicicleta, ou seja, apenas «com a prática se criam bons líderes». E tu, estás preparado para a Volta a Portugal em versão empresarial?


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centro de Emprego

Emprego sobre rodas Durante quatro dias, em Novemro, a Associação Académica de Coimbra (AAC) conduziu o ‘Autocarro do Emprego’ pelos vários pólos universitários da Universidade de Coimbra. As centenas de jovens que passaram pelo veículo tiveram a oportunidade de se candidatar às propostas de emprego oferecidas por mais de uma dezena de empresas.

Autocarro do Emprego da AAC

Eunice Oliveira info@mundouniversitario.pt

Este ano a AAC substituiu a tradicional feira do emprego pelo ‘Autocarro do Emprego’. O bus londrino, vermelho e de dois andares, deu forma à ideia, cumprindo o objectivo de chamar a atenção para a realidade do desemprego entre recém-licenciados. Em cada paragem o mesmo objectivo: oferecer emprego. Os estudantes que alinharam na viagem não pagaram bilhete e viram abrir-se uma porta para um futuro profissional. Flávia Pinto, 22 anos, licenciada em Análises Clínicas e Saúde Pública e Maria Inês Santos, 23 anos, formada em Engenharia do Ambiente, já conhecem a angústia do desemprego. Ambas terminaram o curso há cerca de um mês e procuram agora uma oportunidade no mercado de trabalho. Flávia e Maria são apenas dois exemplos entre os mais de 54 mil licenciados que se contabiliza estarem à procura de emprego (de acordo com os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional relativos ao mês de Outubro). Dentro do autocarro as duas

recém-licenciadas contactaram com as empresas presentes, entregaram o currículo e saíram com a esperança de um novo emprego. Mas esta foi apenas mais uma paragem e a procura de um futuro profissional vai continuar. «Já foi bom para conhecer as empresas», desabafam no final do percurso.

sença junto dos estudantes já que está mais habituada a recrutar pessoas sem formação superior para trabalhos temporários. No entanto, a empresa possui já algumas ofertas de emprego direccionadas para as áreas da gestão comercial e da informática, pelo que não passou despercebida entre os estudantes.

Aproximar a academia do mundo empresarial

Quanto mais cedo melhor

Durante a viagem deste autocarro cerca de 400 estudantes garantiram lugar a bordo e contactaram com as doze empresas presentes. Sara Carvalho, representante da Martifer, garante que «esta iniciativa é uma mais-valia porque gera maior aproximação entre o mundo empresarial e a academia». A empresa especializada em construções metalomecânicas já está habituada a trabalhar com estudantes provenientes das áreas da engenharia e, anualmente, emprega cerca de 200 recém-licenciados. Já na Talenter o cenário é diferente. A empresa de recursos humanos tem ainda pouca pre-

«Os estudantes não têm a noção do que é o desemprego. Quanto mais cedo começarem a procurar trabalho, melhor. E esta foi a forma mais directa que encontrámos para levá-los até às empresas», explica o coordenador do gabinete de Saídas Profissionais da AAC, Carlos Barandas. Já as empresas mostraram-se receptivas a este novo método uma vez que «elas próprias têm dificuldades em chegar aos estudantes». Para quem não viu o autocarro, o Gabinete de Saídas profissionais da AAC, realiza ao longo de todo o ano sessões de recrutamento. Basta estar atento à página oficial da associação.

» Bolsa Virtual de Emprego aberta todo o ano A Bolsa Virtual de Emprego e Empreendedorismo Universia vai passar a estar aberta todo o ano, 24 horas por dia. Esta feira em 3D organizada pelo Universia permite que as universidades e empresas partilhem ofertas de emprego e estágio e informações sobre recrutamento. «O Universia sentiu necessidade de contribuir de uma forma mais eficaz para o combate ao desemprego proporcionando um acesso contínuo às oportunidades de emprego disponibilizadas na nossa plataforma», refere Bernardo Sá Nogueira, director-geral do Universia.

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HOMOSSEXUALIDADE. A discriminação face a jovens LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Trangénero ainda é uma realidade, mesmo

Fantasmas na sala

A universidade é um lugar onde se pode discutir abertamente assuntos mais sensíveis ou mesmo polémicos. Mas n da homossexualidade e da identidade de género ainda são relativamente desconhecidas no meio académico e com de jovens homossexuais alvos de discriminação, como estes que te contamos.

A rede Ex Aequo lançou uma campanha contra o bullying homofóbico nas escolas secundárias e universidades.

Sofia Rodrigues, 19 anos Instituto Superior Técnico (Lisboa) Andreia Arenga aarenga@mundouniversitario.pt

«É menos ameaçador saberem que sou lésbica»

O QUE É A REDE EX AEQUO? É uma associação de apoio a jovens LGBT – Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero, entre os 16 e os 30 anos. Esse apoio é prestado de variadíssimas formas, desde acções de formação entre pares e com profissionais sobre os temas e assuntos relacionados com as questões LGBT e identidade de género, passando por sessões de apoio a estes jovens. A associação está também neste momento a fazer uma campanha contra o bullying homofóbico nas escolas de ensino básico, secundário e superior com postais e cartazes. SABER MAIS Se precisas de apoio ou simplesmente queres saber mais sobre a rede Ex Aequo e sobre questões de identidade de género, acede ao site www.rea.pt ou www.rea.pt/observatorio.html.

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«No semestre passado, na festa de traçar a capa, eu e os meus colegas estavámos na fila para o refeitório e mais à frente estava um colega nosso com o namorado. O pessoal todo começou a apontar e a fazer piadas do género «’panisgas’, ‘paneleiro’, ‘ai que homem’. Senti vergonha de estar com eles». Quem nos conta este episódio é João Delgado, estudante do Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL). Ele é homossexual assumido e os colegas sabem da sua orientação sexual. Mas João diz que ainda sente algum ambiente de discriminação na universidade. «No ISEL é muito frequente haver bocas homofóbicas e tive muito medo de ser marginalizado e de ser excluído do meio académico. Mesmo o pessoal que nos aceita ainda fica incomodado quando se fala do tema. Quando souberam que eu era gay, os meus colegas acharam estranho. Disseram que eu não tinha ar disso e que me aceitavam tal como eu era. No entanto, as piadas, que eram frequentes, continuaram». Discriminação ainda existe Andreia Pereira, membro da direcção da Rede Ex Aequo – uma associação de apoio a jovens LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgénero) – diz que, ao contrário do que se possa pensar, o meio académico ainda é um espaço de desconhecimento generalizado sobre as questões da homossexualidade e identidade de género. «No relatório do Observatório de Educação LGBT de 2008, das 76 queixas de discriminação que foram apresentadas, 29 eram de alunos do ensino superior. Enquanto que para alguns jovens que saem da sua terra de origem e vão para uma cidade maior, a entrada na universidade acaba por facilitar que eles se assumam, para muitos outros o ambiente da universidade pode ser homofóbico também», conta. Destruir estereótipos Mas porque é que isso ainda acontece e, especialmente, no espaço universitário? Uma das razões apontadas pela associação é o facto de esta ser uma questão pouco debatida, tanto na sociedade em geral como no espaço académico. «A invisibilidade é um problema e desencandeia muita discriminação. É não se falar do assunto, não haver assim tanta informação quanto isso, sobretudo correcta e objectiva. Há pouca formação dos profissionais sobre estes temas», explica Andreia Pereira. Por outro lado, a técnica da Ex Aequo explica que outro dos problemas tem a ver com o facto de não haver modelos positivos para encorajar estes jovens a ‘saírem do armário’. O preconceito está sempre presente. «Muitos dos que procuram a rede não são assumidos ou assumiram-se há pouco tempo. Muitas vezes, os pais ou os pares não aceitam ou têm alguma dificuldade em lidar com o assunto e eles procuram-nos para se sentirem menos diferentes. Há muita violência psicológica e verbal. Comentários menos positivos, mesmo não sendo directos, acabam por atingi-los. E é o medo de se sentirem rejeitados pela família e pelos amigos.»

A Sofia é lésbica, assume a sua orientação sexual sem grandes problemas, e optou por contar aos colegas. «Reagiram bem. A princípio com curiosidade, e alguns até se tornaram protectores. Uma coisa é certa, os que tinham opinião adversa a uma orientação sexual diferente, já não a têm». Contudo, a Sofia admite que, em algumas circunstâncias, ainda sente dificuldades em relação ao assunto. «O primeiro obstáculo são os meus pais que ainda estão numa fase de adaptação. Por outro lado, sendo escuteira numa localidade pequena tenho de ter em atenção a imagem que passa para o exterior». Nunca foi disciminada, tem namorada e age de forma natural na faculdade. «Não tenho qualquer problema em demonstrar afectos. É menos ameaçador saberem que sou lésbica e que tenho uma relação estável do que saberem apenas que essa é a minha orientação sexual».


Bissexual Pessoa que se sente atraída por pessoas de ambos os sexos.

ealidade, mesmo no meio académico.

a de aula

Gay Homem que se sente atraído por pessoas do mesmo sexo Heterossexual Pessoa que se sente atraída por pessoas de outro sexo

Mas nem sempre é assim. As questões e com alguma frequência há casos

Sara Mendes, 22 anos Mariana Gonçalves, 23 anos (nomes fictícios) Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa Tiago Santos (nome fictício), 18 anos Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo Instituto Politécnico do Porto

«A discriminação é uma questão de ignorância» O Tiago é gay, mas acha que ser assumido ou não apenas tem a ver com a consciência de cada um e que isso não é o mais importante. «Essa decisão fica a cargo de cada um. Até agora nunca fiz grande esforço nem para esconder, nem para revelar». Apesar de nunca ter sido tratado de maneira diferente, o Tiago diz que é evidente que há discriminação na universidade. «Existe sempre. E em muitas instituições é até perpetuada em imensas actividades, como em ambiente de praxe. Noto que a discriminação existente não é tanto uma questão ideológica, mas apenas uma questão de ignorância e de incapacidade de se porem no lugar do outro».

«Temos uma cadeira de Sexologia na qual nunca se falou do assunto» O A Sara e a Mariana são namoradas e estudam Medicina na mesma faculdade. Foi lá que se conheceram e ambas descobriram a sua orientação sexual juntas. Talvez por isso ainda tenham algumas reservas em dar a cara, apesar de os amigos mais próximos já saberem. «Medo da rejeição, do afastamento, de críticas e de desrespeito. Não sabemos o que esperar. A nossa maturidade e segurança no assunto ainda está a crescer», dizem. Apesar de sentirem que a discriminação ainda existe nos olhares de algumas pessoas, acreditam que essa diferenciação está presente sobretudo no facto de não ser um assunto abordado, mesmo nos cursos de saúde. «Temos uma cadeira optativa de Sexologia na qual não nos lembramos sequer de se ter falado do assunto, o que é surpreendente e preocupante. Todo o pensamento clínico que nos é ensinado parte do princípio de que a mulher tem relações heterossexuais.»

Rui Silva, 23 anos João Reis, 25 anos (nomes fictícios) Universidade do Algarve

«Temos medo que isso possa prejudicar as notas e o acesso ao emprego no futuro» Tal como a maioria dos jovens homossexuais, o Rui e o João não assumiram publicamente a sua orientação sexual. São namorados, mas apenas os amigos mais próximos sabem. «Temos medo do afastamento e do isolamento, de ouvirmos comentários negativos e também que isso possa prejudicar as notas e o acesso ao emprego no futuro». Por serem poucas as pessoas que sabem da sua relação amorosa, a discriminação que sentem é indirecta, nos comentários e brincadeiras durante as praxes.«Penso que está muito melhor do que antes, pois pelo menos já se fala no assunto e já se ouvem posições favoráveis em relação a isso. Mas no geral continua a existir discriminação, pelo menos nesta universidade. Penso que não há muitas condições ainda para os jovens

Homofobia O termo é usado para descrever uma repulsa face às relações afectivas e sexuais entre pessoas do mesmo sexo, um ódio generalizado aos homossexuais e todo o tipo de discriminação Identidade de género Refere-se ao género (masculino, feminino ou outro) com que a pessoa se identifica. Também pode ser usado para se referir ao género de uma determinada pessoa com base em caracteristicas dessa pessoa (roupa, corte de cabelo, gestos) Lésbica Mulher que se sente atraída por pessoas do mesmo sexo LGBT Sigla usada para designar Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgéneros Orientação sexual Indica qual o sexo que uma pessoa se sente atraída física e emocionalmente Transfobia Semelhante à homofobia, mas dirigida a pessoas com identidade de género distinta daquela esperada a partir do seu sexo biológico Transgénero Alguém que não corresponde às categorias tradicionais dos géneros e que não se comporta de acordo com o sexo biológico com que nasceu Transexual Designa pessoas que sentem o seu corpo não corresponde à sua identidade de género (pessoas que nasceram com sexo feminino, mas que se identificam com o masculino e vice-versa)


DISCO. Guta Naki, a nova banda da Meifumado, lança ÁlbUm de estreia

Festim sonoro Talvez se tratem de histórias repetidas do quotidiano português, mas a nova coqueluche da música portuguesa, Guta Naki, contam-nas de uma maneira diferente. Não há um ponto de partida no qual a banda alfacinha se sustente e as influências do homónimo LP de estreia variam por diversos géneros musicais. Em conversa com o MU, os Guta Naki aguçam o apetite para ouvir as suas músicas. José Frazão Reis info@mundouniversitario.pt

Na música ‘Clark Nova (Metal House)’ Cátia Pereira canta sobre um garfo nas costas. Consideram-se uma nova garfada na música nacional? Guta Naki: Uma nova garfada na música nacional não sei, mas em relação a garfadas podemos dizer que somos pessoas com apetite e, como mostra a capa do nosso disco, temos a mesa posta. Cantam em português, mas a vossa música tem uma linguagem universal, que vai do indie-rock, música electrónica, alguma folk, fado e até tango. Qual é o ponto de partida para a criação das vossas músicas? GT: É sabermos que não há ponto de chegada. A criação começa sempre a meio e no

O que mudou na vossa vida depois de terem ganho o Restart Resound Fest 2009? GT: Depois de termos ganho o Resound, tivemos a primeira crítica a um concerto numa publicação online e algumas visitas extra no MySpace. As pessoas que assistiram gostaram e bateram palmas. Foi bom. GUTA NAKI

meio de tudo aquilo que a contagia. Gostamos de música, independentemente do género, e isso é capaz de transparecer nas canções que fazemos. Nem o cantar em português é um ponto assegurado. A primeira música que

fizemos (‘Volúpia do Aborrecimento’) também é cantada em castelhano. Uma canção pode nascer de outras canções, de livros, de conversas, de tédios, de um som, de uma palavra. Partimos de onde é possível, da nossa vontade.

as bandas e lemos «Todas as convenções implícitas de uma editora são orgulhosamente ignoradas. Venham ver o barco a afundar!» Não resistimos e enviámos-lhes o poema do E. E. Cummings ‘Let’s start a publishing house’. Passados poucos dias, o Duarte da Meifumado enviou-nos um e-mail a perguntar se

queríamos gravar um disco. Passados outros dias, ele e o Zé Nando vieram jantar a nossa casa e assistir a um ensaio. Foi assim. Depois do disco, que futuro esperam para os Guta Naki? GT: Esperamos dar muitos concertos e depois irmos para casa fazer outro.

Assinaram pela Meifumado, editora que tem lançado bandas que são do mais original e inovador no panorama nacional. Como surgiu essa oportunidade? GT: Foi numa noite de muito calor e em que estávamos muito entediados, quando nos deparámos com o MySpace da Meifumado. Ouvimos

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[11 OUT 2010]


Sugestões natalícias

ENTREVISTA. Balla apresentam novo disco dia 10 em Lisboa (Lux) e dia 15 no Porto (Casa da Música)

Ponto de equilíbrio

Poker é em Espinho!

‘Equilíbrio’, assim se chama o novo disco de Balla, alter-ego de Armando Teixeira. Com convidados surpreendentes e letristas de luxo, este é um disco mais electrónico que os seus antecessores. © Rui Aguiar

também tira cafés

Armando teixeira, BALLA

Emanuel Amorim info@mundouniversitario.pt

Passaram-se quatro anos desde o último disco de originais. Este hiato levou, de alguma forma, a uma redefinição do som de Balla? Armando Teixeira: Uma nova garfada na música nacional não sei, mas em relação a garfadas podemos dizer que somos pessoas com apetite e, como mostra a capa do nosso disco, temos a mesa posta. “Equilíbrio” é um disco mais electrónico. Porquê? AT: Senti desde cedo que queria fazer um disco electrónico porque muita da música portuguesa cantada em português tem um cariz mais acústico, mesmo aquela de que eu mais gosto. Queria mostrar que existe em Portugal uma maneira electrónica de se fazer canções. É algo que eu venho, de alguma forma, reivindicando há algum tempo.

Estamos a chegar ao fim do Campeonato Universitário de Poker e a Grande Final vai decorrer no próximo fim-de-semana (dias 11 e 12) no Casino de Espinho. Os nove jogadores mais talentosos que chegaram a esta etapa vão poder disputar ao vivo um prizepool de 20 mil euros garantidos pela PokerStars, sendo que 5 mil euros são para o grande vencedor. Os finalistas vão ainda ter a oportunidade de respirar o ambiente de um grande torneio de poker, uma vez que esta final está incluída no programa do evento principal do PokerStars – Solverde Poker Season, o maior e mais antigo circuito de poker em Portugal. O Campeonato Universitário de Poker online decorreu durante o mês de Novembro com o apoio do Mundo Universitário, pelo que desafiamos desde já a não perder pitada da reportagem sobre a Grande Final na próxima edição, em Janeiro de 2011.

O novo Nokia N8 tem integrado o novo sistema operativo Symbian^3, câmara de 12MP com lentes Carl Zeiss, flash Xenon e capacidade de gravação de vídeos em HD. Com um ecrã de 3,5 polegadas táctil capacitivo, saída HDMI, 16GB de espaço interno e possibilidade de expansão através de cartão microSD, o que mais podes querer neste Natal? PVP: 500 euros livre de operadora.

Trat a- se de um pisc ar de olhos aos anos 80? AT: Não vejo este disco dessa forma. É normal que existam essas referências, a minha cultura musical vem daí. Mas não sinto este disco como fechado nessa década. Acho que ‘Equilíbrio’ tem influências também tem dos anos 60, 70 e até do trip hop dos anos 90… O que te levou a convidar, pela primeira vez, escritores para escreverem canções para Balla? Porquê estes nomes? AT: Foi um luxo que, ao fim de todos estes anos de trabalho, me pude dar. O Miguel Esteves Cardoso é, desde dos primeiros discos dos Sétima Legião, uma das minhas referências como letrista. Sempre admirei as suas canções. O Pedro Mexia, além de um grande escritor, escreveu a sua primeira canção e é uma honra para mim cantá-la. O José Luís Peixoto também é um escritor que eu admiro bastante.

Para quem se portou bem Na parte musical há algumas participações que, por virem de universos musicais aparentemente distantes de Balla, acabam por surpreender. Foi complicado conseguir essa harmonia? AT: Tanto o Samuel Úria como o Luís Varatojo vêm de ambientes diferentes dos meus, mas há uma admiração. Isso faz com que as coisas surjam naturalmente. Eu sabia que o que poderia esperar deles e vice-versa. Não tenho

convidados só por ter. São pessoas que eu, acima de tudo, admiro e respeito. Como serão os concertos de apresentação de ‘Equilíbrio’? Poderemos esperar a presença de alguns dos convidados? AT: Os concertos serão com banda e cada músico irá colocar o seu cunho pessoal, até porque só um elemento tocou na gravação do disco. Espero

ter alguns convidados nesses concertos, mas ainda não tenho confirmações. Senti durante alguns anos alguma resistência a fazer concertos. Sentia que o que eu queria fazer era discos, estar em estúdio, etc… Agora gosto cada vez mais de partilhar as canções com o público. Quero tocar bastante no próximo ano. Sinto que este disco tem mais condições para ser tocado ao vivo que os anteriores.

Tão bonito, que até o vais querer pendurar na tua árvore de Natal. O Apple iPad tem somente 1,3 cm de espessura e 680 gramas de peso, e permite navegar na Internet, ler e escrever e-mails, ler livros, jornais e revistas, editar e visualizar vídeos, ver fotos, ouvir música, comprar na Web… Portaste-te bem durante o ano? PVP: 499 euros. [06 DEZ 2010]

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CRÓNICA

És o maior!

Catarina Figueiredo

Animadora Mega Hits – 14h-18h

Agora é aquela parte em que tu perguntas «Então e porquê?» Numa altura em que Portugal anda nas bocas do mundo pelos piores motivos, sabe bem ouvir que temos o melhor treinador do mundo, aka José Mourinho, o melhor jogador, entenda-se Cristiano Ronaldo, o presidente do maior banco de Inglaterra, Horta Osório, um dos melhores surfistas do mundo, grande Tiago Pires, o presidente da comissão europeia, Durão Barroso, para não falar no vertiginoso decote de Rita Pereira que ganhou um Emmy em Nova Iorque... Ups, afinal não foi o decote que ganhou o Emmy, mas sim ‘Meu Amor’, a primeira telenovela portuguesa a ganhar um Emmy. Mas é agora que vem a melhor parte, tens a Mega Hits 24 horas por dia contigo, para o que der e vier, pela parte que me toca, sempre das 14h00 às 18h00. (E sim continuo a ser a menina da foto, Catarina Figueiredo in the house, ou simplesmente ‘cat figas’ ;)) Se estes senhores são capazes de mostrar o melhor de Portugal ao mundo, tu podes fazer o mesmo e sem sair do País.

LISBOA 92.4 PORTO 90.6 COIMBRA 90.0

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Dizem que os portugueses sãos dos povos mais simpáticos, generosos e solidários do mundo, e não é que é verdade?! A Mega Hits convida-te a contribuir com apenas 1 euro para a nossa campanha de Natal, a favor da Casa de Santa Isabel. Com 1 euro não vais muito longe, mas podes fazer tanto por bebés, filhos de mães adolescentes, que precisam de coisas tão básicas como fraldas, produtos de higiene, leite, para crescerem com saúde. Basta 1 euro para alimentar a vida e quanto não vale o sorriso de um bebé. Comprova que nós, portugueses, somos realmente os maiores! Passa em mega.fm para saberes como contribuir e ajudar estes bebés! E posto isto, Um Feliz Natal para ti, sempre com a Mega Hits no sapatinho. :) Até já!


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Cinema

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Estreia da semana. Scott Pilgrim Contra o Mundo

O FUTURO NAS TUAS MÃOS

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Uma banda, uma rapariga, um herói

E porque o Natal está quase a chegar... Deixamos aqui uma sugestão de cursos em campanha, com um desconto especial de 50%! Para usufruires deste desconto, só tens de proceder à inscrição até 10 de Dezembro de 2010!

ESPECIAL FLAG LISBOA DEZEMBRO/2010

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Michael Cera é Scott Pilgrim, um jovem com uma banda peculiar, que se apaixona por uma rapariga que faz entregas e terá de enfrentar os seus sete maléficos ex-namorados. esta é Uma comédia baseada numa novela gráfica canadiana, passada num mundo de boa música e repleto de imaginação sem limites. Bem-vindos ao mundo cool de Pilgrim.

CURSO ADOBE FLASH (27 horas)

Início a 08 / Janeiro (Sábados)

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Início a 14 / Janeiro (2ª, 4ª a 6ª - das 14h30 às 17h30)

CURSO ADOBE DREAMWEAVER AVANÇADO (30 horas)

Início a 19 / Janeiro (2ª, 4ª e 6ª - das 09h30 às 12h30)

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SCOTT PILGRIM CONTRA O MUNDO

Esta campanha é apenas válida para os cursos apresentados, nas datas de realização indicadas. Não é acumulável com outras ofertas ou promoções.

Realizador: Edgar Wright Com: Michael Cera, Kieran Culkin, Anna Kendrick, Mark Webber, Johnny Simmons Género: Acção/Aventura/Comédia EUA, 2010; 112 min.

João Tomé info@mundouniversitario.pt

Ainda não se inventou tudo. Ainda não se imaginou tudo. A mostrar que nem todas as fórmulas estão batidas e não é preciso repetir heróis, mundos e ideias, do sossegado Canadá chega-nos um herói tão ‘geek’ quanto cativante. Scott Pilgrim pode ter uma história demasiado improvável para parecer real, ou não tivesse saído do mundo da BD, mas este é um herói estranho, cheio de estilo pouco convencional e que vale a pena conhecer. A personagem criada pelo canadiano Bryan Lee O’Malley, ele próprio um músico que também é cartoonista, tem 22 anos, gosta de não fazer nenhum e de tocar a sua música em part-time pela

Toronto dos tempos modernos. Scott toca baixo na sua banda repleta de influência diferentes (tendo como base o rock), os Sex Bob-omb, é de paixão fácil e tem uma maneira muito especial de ser. O filme repleto de sons e elementos visuais dos jogos de vídeo e da BD e conversas entre o interessante, fútil e estranhamente muito divertido é realizado pelo britânico Edgar Wright, que já tinha feito o louco ‘Hot Fuzz’. Pilgrim por Cera Acompanhamos então Scott, interpretado pelo inimitável Michael Cera (que esteve na série ‘Arrested Development’ e no filme ‘Juno’) numa altura em que namora com uma jovem de origem chinesa que o idolatra. Tudo muda quando conhece Ramona Flowers (Mary Eli-

zabeth Winstead), uma misteriosa rapariga de entregas da Amazon canadiana. O fascínio pela rapariga misteriosa é imediato e Scott Pilgrim vai usar todos os seus recursos para chamar a atenção da incrível Ramona. Como confidentes tem o amigo gay e colega de quarto Wallace (Kieran Culkin) e a irmã (Anna Kendrick). Quando se aproxima da excêntrica Ramona, descobre que o bonito e poético amor por ela terá um custo: tem de enfrentar os sete maquiavélicos, repletos de poderes, ex-namorados dela – onde se incluem Chris Evans, Brandon Routh (o último Super Homem), e Jason Schwartzman) – para poder ficar com ela. Um daqueles filmes raros, cheios de imaginação, personagens adoráveis, excelentes actores e bons momentos para mais tarde recordar.

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Centro de Formação

[11 OUT 2010]


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» 5.ª Dimensão NESTE NATAL TODOS VÃO ACHAR A SUA PRENDA UM ESPECTÁCULO Demon’s Soul

Mass Effect 2

9 DEZ | CAMPO PEQUENO

God of War 3 Alan Wake

Os jogos do ano C

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CY

CMY

Civilization V K

Estamos a entrar na recta final de 2010 e a colheita de jogos foi sublime e abundante. Aqui está a nossa selecção do melhor que 2010 ofereceu, os jogos essenciais do ano que passou. Luís Magalhães luis.magalhaes@ene3.com

1. God of War 3 (PS3) Violência desmedida à parte, não houve este ano jogo mais épico, mais belo, mais emocionante do que o novo ‘God of War’. A sede de vingança de Kratos leva-o a combater os deuses do Olimpo com consequências devastadoras para o mundo, numa série de batalhas contra inimigos que chegam a alcançar a dimensão de montanhas. A série é fechada com chave de ouro, num jogo que define esta geração de jogos de acção. 2. Mass Effect 2 (Xbox 360/PC) Viajamos aos confins do uni-

verso de modo a reunir uma equipa de elite, para confrontar uma entidade sombria que ameaça toda a galáxia. Uma história magnífica com excelentes actuações que nos levam realmente a criar um elo com os nossos fictícios companheiros de equipa é rematada por um excelente sistema de combate que resulta em tiroteios épicos cheios de adrenalina. 3. Demon’s Souls (PS3) Para quem não dispensa um desafio, esta aventura é um dos jogos mais difíceis do ano, com um sistema de combate tenso que não perdoa erros, e um conjunto de regiões cheias de armadilhas para evitar.

» Menções honrosas Fallout: New Vegas (Xbox 360/PC/PS3) Fable III (Xbox 360) Final Fantasy XIII (PS3/Xbox 360) Halo: Reach (Xbox 360) Red Dead Redemption (Xbox 360/PS3)

16 DEZ PAV. ATLÂNTICO

Mas a vitória é doce e nada sabe melhor do que desferir o último golpe num demónio gigante quando estamos a um dedo da morte. 4. Alan Wake (Xbox 360) Um triller de terror inspirado nas obras de Stephen King, a busca pela esposa desaparecida de Alan e a sua luta contra uma força negra que o faz duvidar da sua sanidade deu origem a uma das aventuras mais aterradores dos últimos anos. O combate peca um pouco por se tornar repetitivo, mas ainda assim ‘Alan Wake’ é um marco na sua categoria. 5. Civilization V (PC) O regresso do ópus de Sid Meyer volta a colocar nas mãos dos jogadores o destino do mundo, que o podem dominar através de um misto de diplomacia, supremacia militar ou económica. A versão 2010 torna o género mais acessível sem remover nenhuma da profundidade táctica.

31 jul • parque bela vista BILHETES: FNAC, WORTEN, CTT, EL CORTE INGLÉS, MEDIA MARKT, AGÊNCIA ABEP, SALAS DE ESPECTÁCULOS, TICKETLINE 707 234 234 | WWW.TICKETLINE.PT | M/6


Mundo Universitário - Edição 175  

6 Dezembro 2010

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