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www.mundoequestre.com.br

Bem-estar para cavalo e cavaleiro.

Número 40 | Agosto 2011

Nesta Edição #40

R$ 9,90

Esporte

GCT Chantilly

Saiba Mais

Janne-Friederike Meyer vencedora do GP Rolex Aachen 2011

Especial

Aachen 2011

A grande festa do esporte mundial Entrevista: A carreira vitoriosa de Ludo Philippaerts

Pôneis e equitação


Para você que abriu esta revista

pensando em cavalos. Freelander 2. Novo motor turbo diesel de 190 cavalos.

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E D I TO R I A L

Caro Leitor, Zelando pela qualidade e buscando o que há de melhor no hipismo mundial, trazemos como entrevistado o cavaleiro Ludo Philippaerts. Simples e determinado, o atleta belga comenta um pouco de sua trajetória e expõe algumas dicas para quem deseja aprimorar sua técnica.

Ainda sobre atrações internacionais, nossa matéria especial é dedicada ao belíssimo Concurso Internacional de Aachen. Reunindo os melhores cavaleiros e amazonas do Mundo, este evento é um símbolo da força do hipismo no continente europeu. Vencer o Grande Prêmio de Aachen está entre os maiores objetivos na vida de um cavaleiro. Para nossa felicidade, o Brasil subiu três vezes ao pódio através da brilhante atuação de Doda Miranda e suas montarias. Através das lentes do experiente fotógrafo Raphael Macek, reviva os melhores momentos do campeonato em cores e imagens espetaculares. Em Raça do Mês, a Mundo Equestre foi buscar um representante legítimo das terras inglesas. O pônei Dartmoor leva o nome da região que habita. Considerado uma raça rara, o pônei destaca-se por sua beleza refinada e docilidade. Ainda sobre pôneis, veja na seção Saiba Mais uma matéria sobre a utilização de pôneis na equitação de crianças. A belga Françoise Denis conta como foi implantar o clube do pônei no Brasil e as vantagens deste animal no aprendizado das crianças. Informações, entretenimento, imagens e emoções. Sejam bem vindos ao nosso Mundo Equestre.

Uma ótima leitura,

Editor


Índice 12

Entrevista Ludo Philippaerts

16

Raça do mês Dartmoor

21

eduardo mOREIRA Sincronismo

22

Saiba mais Pônei e equitação

24

Especial Aachen 2011

30

Esporte CSI 5* Chantilly

38

clínica veterinária Anemia Infecciosa Equina

12

24

30

48

28 32 34 36 40

álbum pERFIL Monzon Perg. veterinária notícias

expediente Impressão e acabamento

Edição

Redação

assessoria Jurídica

Afonso Westphal

Monique Silva

Merico Advogados

Posigraf

arte e diagramação

MALA DIRETA PARA: Sociedade Hípica de Brasília Sociedade Hípica Paranaense Sociedade Hípica Catarinense Sociedade Hípica Porto Alegrense Sociedade Hípica Paulista (no clube) Sociedade Hípica de Ribeirão Preto Criadores Brasileiro de Hipismo

direção EXECUTIVA E marketing

Manuela Merico

Fotografia

Grace Carvalho (Colaboração) Raphael Macek (Colaboração)

Editora BemAmostra

Capa

Revisão

Raphael Macek

Lays Coutinho

Departamento comercial

comercial@mundoequestre.com.br

Monique Silva Equipe veterinária

Pedro Vicente Michelotto Jr. Bruna Dzyekanski

8

Federações: FHPR | FCH | FHBR

Rua Visconde do Rio Branco 1630, sala 705, Centro. CEP 80420 210 Curitiba, PR. redacao@mundoequestre.com.br ou ligue: 41 3203.1960

Todos os direitos reservados. Artigos assinados não representam necessariamente a opinião da revista.


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Yuri


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Clube Mundo Equestre: > “Gosto da Revista Mundo Equestre por ser uma leitura bastante agradável e ocupar um espaço precioso no Hipismo Nacional, trazendo novidades sobre as competições e o meio hípico. A revista também conta com reportagens com grandes nomes do esporte, servindo de direcionamento e entusiasmo para todos os envolvidos com o hipismo. Além disso, matérias sobre as raças, perguntas ao veterinário e medicina veterinária, dão ao leitor maior conhecimento sobre o grande astro do hipismo, o cavalo.”

Pedro Michelotto - Médico Veterinário - PR > “A revista Mundo Equestre, única no Brasil dedicada realmente aos esportes hípicos, é uma ótima leitura a todas as pessoas, desde os iniciantes aos cavaleiros experientes, pois apresenta matérias específicas a cada um. A publicação divulga novas raças e transmite informações importantes para o cuidado e o bem-estar dos cavalos. Além disso, traz informações sobre todos os eventos que ocorreram no país e fora dele. Também é uma importante fonte de pesquisa sobre materiais esportivos, criadores e instrutores. Parabéns.”

Anna Paula Noronha - Amazona - RS


E N T R E V I S TA Texto: Mundo Equestre | Foto: Global Champions Tour

Ludo Philippaerts

Qualidade técnica Referência no esporte no Brasil e no mundo, Ludo Philippaerts conta um pouco sobre sua trajetória, seu trabalho e sua opinião sobre os atletas brasileiros. 12


Incentivado pelo pai desde pequeno, Ludo começou cedo no esporte. Com importantes participações em 4 olímpiadas, 5 finais de Copa do Mundo, foi ao lado do garanhão Darco que Ludo Philippaerts marcou seu nome na história do hipismo mundial.

Como você iniciou no esporte?

meses até se acostumar com o cavalo. O conjunto deve ser um

Eu comecei a montar em casa, com meu pai, quando

time. Em grandes competições, como o Global Champions

tinha 7 anos de idade e iniciei no Salto quando tinha 9.

Tour, você realmente precisa conhecer o seu cavalo. Por isso, é

Participei primeiro das competições regionais e fui evoluindo,

fundamental dar tempo até que consiga formar um conjunto.

saltando cada vez mais alto. Fui três vezes campeão belga em regionais quando eu tinha 11, 12 e 13 anos. Quando fiz 18,

Qual é a sua opinião sobre o Athina Onassis

eu fui para as grandes séries. Com 21 anos eu estava com o

Horse Show?

Darco e, com ele, tudo foi evoluindo bem rápido. Comecei

Sem dúvida,

é um dos melhores campeonatos do

normalmente como todo cavaleiro, em séries menores e

mundo. É muito bom que a Athina Onassis tenha cavalos

depois fui evoluindo.

e salte também. Ela organiza e faz um ótimo trabalho nas competições, beneficiando todo o mundo do cavalo. Como

O que o cavalo Darco representou em sua vida? O Darco foi um marco em minha vida porque a partir

amazona, ela melhorou muito nos últimos anos e está montando muito bem. Para o hipismo, isto é muito bom.

do dia em que ele chegou tudo foi muito rápido. Depois do Darco, eu montei vários filhos dele: o Otterongo, o Parco, o

Quando foi que você descobriu o desejo de se

King Darco. Muitos destes me levaram a níveis altos. Posso

tornar cavaleiro profissional?

dizer que o Darco é, na verdade, o cavalo da minha vida.

Quando eu tinha uns 12 ou 13 anos, eu montava em um

Naquele tempo ele era ótimo e, depois, também se destacou

centro hípico e um dia fui assistir um grande campeonato

na reprodução. O Darco não fez apenas eu, mas várias

em Aachen. Assisti às provas e falei para o meu pai que eu

pessoas felizes.

queria montar assim um dia. Dez anos depois, eu fiquei em terceiro em um Grande Prêmio em Aachen. Foi um sonho

Qual era a principal qualidade de Darco?

realizado, e acho que este é um sonho de muitas pessoas,

O mais importante era a sua cabeça, ele realmente

de muitas crianças. Sou muito feliz porque o meu sonho de

queria saltar. O Darco era muito cuidadoso, às vezes difícil,

criança virou realidade. Participei de quatro Olímpiadas, de

mas eram tantos os pontos positivos que você esquecia os

Campeonatos Mundiais, ganhei Copas do Mundo. Quando

negativos.

criança, eu queria estar em grandes campeonatos, agora, já estou neste meio há 25 anos e há pelo menos 20 entre os

Em sua opinião, que aspectos são importantes

30 melhores do mundo. É realmente um sonho que virou

na relação cavalo-cavaleiro para que o conjunto

realidade.

obtenha sucesso? Para mim, o aspecto mais importante é o tempo. Os cavalos precisam de tempo para que entrem em sintonia

Em sua trajetória, você teve algum cavaleiro como referência?

com seu cavaleiro. Antes de você conseguir bons resultados,

No meu tempo, havia muitos cavaleiros bons como John

você precisa formar um conjunto e isso pode demorar. Se

e Michael Whittaker, Ludger Beerbaum, Nelson Pessoa,

você compra um cavalo novo, vai levar normalmente uns seis

eu tinha muitos bons exemplos. Na Bélgica, tínhamos Eric

13


Grandes parceiros: considerado o cavalo mais importante de sua vida, o Sela Belga Darco levou Ludo a grandes resultados.

Wauters, que foi um grande amigo, aprendi muito com ele.

acompanhar as aulas. Ele começou nas cocheiras, chegou

A vantagem que eu tive é que não segui apenas um modelo,

sem nada e cresceu dentro do esporte. Acredito que ele

eu assistia muitos cavaleiros e tentei fazer um sistema

aprendeu muito conosco, sobre administração, negociação,

próprio de montar. Acredito que cada um tem o seu estilo e

sobre muitas coisas. Ele voltou ao Brasil e um tempo depois

você pode aprender muito com várias pessoas e pegar para

entramos em contato novamente porque soubemos que ele

você aquilo que acha que vai usar.

se tornou um grande negociador de cavalos no Brasil. Fizemos contato e já começamos a fazer negócios também. Faz uns 4

Como é sua rotina?

ou 5 anos que trabalhamos em parceria. Todo ano, eu venho

Eu tenho meu próprio lugar na Bélgica, com 40 a 45

para o Brasil, dou clínicas e quando ele vai pra Europa, ele

cavalos para trabalhar. Eu moro lá e todas as manhãs eu

fica conosco. Nós temos um ótimo relacionamento e eu sou

monto e à tarde faço algo diferente. Vou ver novos cavalos,

muito feliz por ter uma pessoa como o Yuri no Brasil.

ou faço alguma coisa na parte de reprodução, dou aulas, ajudo meus filhos, etc. Procuro cuidar dos meus negócios à

Nas clínicas que você ministra no Brasil, você

tarde e montar pela manhã.

percebe algum problema particular na montaria dos nossos atletas?

Como funciona a parte de venda dos cavalos?

O trabalho de solo é muito importante, mas não acho

Na maioria das vezes as pessoas deixam os cavalos

que é um problema apenas do brasileiro. Acontece em

comigo, eles são trabalhados e depois vendidos. Mas eu

muitos lugares do mundo e é fundamental que essa parte seja

também compro e vendo.

melhorada. Há muitos cavaleiros novos e bons aqui no Brasil, muitas crianças com talento. O brasileiro tem muito talento

14

Como iniciou sua parceria com o cavaleiro

para montar e se tiverem uma boa educação e bons cavalos,

brasileiro Yuri Mansur?

o Brasil tem todo o potencial para se destacar no mundo

Eu acho que já conheço o Yuri há mais de dez anos. Ele

hípico. Acredito que haverá muitos “Rodrigos Pessoa” no

esteve na Bélgica comigo por dois anos, veio para ajudar e

futuro. Mas não é somente a técnica que é necessária, você


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Você tem algum conselho para os jovens cavaleiros que sonham um dia em chegar ao seu nível? Quando você é jovem, é muito importante aprender as coisas certas porque quando você começa e não tem bons professores e aprende coisas erradas, torna-se difícil mudar. É fundamental que quando se inicia no hipismo você tenha o professor certo e o cavalo certo. Isso torna as coisas mais fáceis. A base deve ser bem feita. É o mesmo com as crianças, se elas não forem para a escola, quando crescerem, elas não poderão ir para a faculdade. Se os cavaleiros jovens não tiverem uma boa base, não será possível saltar grandes competições no futuro. Se tiver um bom cavalo, deve-se iniciar também pela base e ir crescendo. Isso é fundamental.

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De todos os eventos internacionais, qual o campeonato que você mais gosta? É o concurso internacional de Aachen, sem dúvida. Para mim, este é o melhor campeonato do mundo. Eu estive em muitas competições, mas se você ver Aachen, onde 40 mil pessoas vão assistir, vibrar, torcer, e mesmo com tanta gente, o evento é extremamente organizado. É realmente impressionante.

Gostaria de deixar algum recado para nossos leitores? Eu sou muito feliz por poder vir ao Brasil e dar clínicas, ter todo o contato com as pessoas daqui. Gosto muito do país, é ótimo estar no Brasil.

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R a ç a do m ê s Texto: Monique Silva e Dartmoor Pony Society | Foto: Arquivo e Dartmoor Pony Society

16


Dartmoor Inicicialmente capturado para o trabalho em minas, o Dartmoor, hoje, se destaca como pônei de montaria por sua beleza refinada, resistência e elegante movimentação. 17


Devido à facilidade de serem encontrados e domesticados, os Dartmoors foram intensivamente utilizados para o trabalho em minas.

H

á milhares de anos, os

Welsh, Galês, Cob, Exmoor, e até de Puro Sangue

pôneis têm habitado

Inglês foram introduzidos para a melhoria da raça.

a região de Dartmoor,

Em 1899, foi aberta uma seção para o Dartmoor

uma área montanhosa

na antiga Sociedade de Pôneis de Polo (atual So-

localizada no centro do condado de Devon, sudo-

ciedade Nacional de Pôneis). Somente há 30 anos,

este da Inglaterra. O solo árido e pedregoso e o

a Sociedade do Pônei Dartmoor se encarregou de

clima quente e seco, próprio das charnecas, fizeram

manter atualizado o stud book da raça, organizan-

do pônei Dartmoor um animal de grande resistên-

do os registros, as transferências e as entradas nas

cia e energia. Até o final do século XIX, os pôneis

seções de garanhões e castrados. Atualmente, a

não eram registrados e apresentavam uma grande

Sociedade tem aproximadamente 700 membros e

variedade de tipos, tamanhos e cores. Há registros

funciona com um conselho de 12 membros eleitos

de pôneis vivendo selvagens por Dartmoor desde a

pelos sócios.

Idade Média. Devido ao tamanho, foram intensiva-

Como aconteceu com várias raças, a Segunda

mente utilizados na região no transporte de esta-

Guerra Mundial ameaçou a existência do pônei de

nho das minas de Cornish para as cidades.

Dartmoor. A região foi amplamente utilizada como

Ao contrário do seu vizinho, o pônei Exmoor,

centro de treinamento do exército, o que quase le-

o Dartmoor vagava por áreas bastante acessíveis

vou a raça à extinção. Entre 1941 e 1943, foram

tanto por terra, quanto por mar. Essa facilidade ge-

registrados apenas dois machos e doze éguas Dart-

ográfica fez com que variados cruzamentos se rea-

moor. Foi graças aos esforços da Pony and Riding

lizassem. Destacam-se, inicialmente, os cruzamen-

Society e de seus criadores que a raça continuou

tos com o cavalo de carga Old Devon, que possuía

seu desenvolvimento. Em 1957, o registro passou

sangue Exmoor e Dartmoor, e o Goonhilly, da Cor-

a ser concedido apenas para os filhos de animais

nualha. Ambas as raças já estão extintas. No auge

já registrados e, em 1961, normas ainda mais rígi-

da Revolução Industrial, garanhões

das foram colocadas em prática para conservar a

Shetlands foram trazidos com o

integridade da raça pura, já bastante abalada por

objetivo de cruzar com éguas nati-

cruzamentos falhos.

vas de Dartmoor e produzir cavalos ainda menores para o trabalho nas

18

Destaque

minas. Estes cruzamentos quase

The Leat foi o cavalo de maior influência no de-

extinguiram a raça. Após esta de-

senvolvimento da raça. Criação de Sylvia Calmady-

sastrosa tentativa, sangue árabe,

Hamlyn, secretária honorária da Sociedade do Pônei


Belos, resistentes e versáteis, o Dartmoor chama a atenção pela sua beleza.

habilidade de fazê-los ótimas companhias à capacidade de competir com sucesso em várias esferas da equitação. O Dartmoor tem uma reputação de ser naturalmente um bom saltador. Sua movimentação é baixa e reta, suas espáduas inclinadas e sua frente alta contribuem para que o pônei seja uma montaria confortável. De cabeça refinada, com grandes olhos e pequenas e delicadas orelhas, o Dartmoor não deve exceder 1,27m Dartmoor por 32 anos, The Leat era filho de um gara-

de altura. A pelagem pode ser tordilha, castanha ou

nhão árabe chamado Dwarka e de uma égua com san-

preta. Cavalos malhados ou ruanos não são aceitos e as

gue Dartmoor. Hoje, quase todos os pôneis Dartmoor

marcas brancas em excesso são desencorajadas. Os Dart-

tem algum grau de parentesco com Leat. A filha de Leat,

moors apresentam volumosas e sedosas crinas e caudas,

Juliet IV, cruzou com um pônei Welsh e produziu Jude, o

uma conformação robusta e muitas qualidades como

mais famoso garanhão Dartmoor de todos os tempos.

pônei de montaria.

Uma raça rara O Dartmoor encontra-se na categoria 3 de vulnerabilidade, isto significa que não são registrados muitos potros todos os anos. Há muitos pôneis vivendo em Dartmoor, de todos os tamanhos e cores, a maioria sem raça definida. O verdadeiro Pônei Dartmoor é reconhecido como uma raça rara pela “Rare Breeds Survival Trust” (Fundo para Sobrevivência de Raças Raras) e é típico dos pôneis vistos em competições pelo Reino Unido.

Características Os pôneis Dartmoor apresentam um bom temperamento. Equilibrado e dócil, os criadores há tempos exploram o seu potencial como pônei para crianças, aliando a

Ao longo de sua história, o Dartmoor esteve a beira da extinção. Hoje, ainda é considerado uma raça rara.

19


E d u ardo m O R E I R A Foto: Acervo pessoal

Sincronismo A relação cavalo e cavaleiro pode ser mais próxima do que você imagina. No ano de 2010, Monty Roberts rea-

que nos tornar pessoas mais capazes de

lizou, pela primeira vez, uma experiência

controlar nossos corpos e mentes se de-

durante o curso que ministra anualmente

sejamos ter controle sobre as atitudes de

para cerca de 40 alunos em sua fazenda na

nossos cavalos. Três coisas são fundamen-

Califórnia. A ideia era colocar à prova sua

tais para isso: respiração, preparo físico e

hipótese de que os cavalos sincronizam-se

prática, temas que serão abordados nas

com o estado mental e físico do cavaleiro

próximas colunas nesta revista.

ou pessoa com a qual está interagindo du-

Antes, portanto, de colocar a culpa em

rante suas atividades. Para a realização do

seu cavalo por não se juntar a você após

experimento, Monty colocou um monitor

realizar um Join Up, ou mesmo, por não

cardíaco no cavalo com o qual iria trabalhar

ter feito uma boa prova, procure dentro de

no redondel, e outro em seu peito, para

seu peito e cabeça a razão do fracasso. Na

que os alunos pudessem avaliar a evolução

grande maioria das vezes, somos nós que

das frequências cardíacas enquanto Monty

precisamos melhorar, e admitir isso, apesar

lidasse com o animal.

de difícil, é o que nos tornará atletas e pes-

O resultado foi absolutamente surpreendente. Após alguns minutos dentro do redondel, depois de realizado o Join Up, ambas as frequências cardíacas eram absolutamente iguais. Um aumento ou redução de poucos batimentos por minuto na frequência de Monty era imediatamente seguido e constatado na frequência cardíaca do cavalo. Sua hipótese estava comprovada. O que causa este fenômeno ainda é um mistério mas suas implicâncias são fantásticas. O experimento nos ensina que para termos um cavalo calmo, capaz de realizar tarefas ou atividades com foco e precisão, precisamos também estarmos em um estado mental e físico adequado. O que, necessariamente, faz com que tenhamos

soas melhores.


sai b a m ais Texto: Monique Silva | Foto: www.poneiclubebrasil.com.br

Pônei e Equitação Muito utilizados na Europa, além do apelo estético, os pôneis são uma excelente opção para introduzir as crianças no esporte equestre.

Se no Brasil as crianças crescem com uma bola no pé, na Europa elas crescem ao lado dos cavalos. Tradição no Velho Continente, as crianças começam cedo a conviver e aprender sobre os cuidados e características deste animal. Em lugares como a Suécia, saber montar e cuidar dos cavalos é disciplina escolar e muitos adolescentes saem da escola com um diploma que os habilitam a trabalhar com cavalos. Outra realidade europeia são os “Poney Riding Clubs” (Clubes de Equitação em Pôneis). As crianças iniciam na equitação muito cedo montando pôneis até atingirem o tamanho para montar cavalos. Diferentemente do Brasil, os pôneis lá são tratados como pequenos cavalos, participam de competições de salto, de adestramento, atrelagem, entre outras modalidades. Já no Brasil, os pôneis são vistos mais como pets e animais decorativos que podem, eventualmente, serem montados sem compromisso.

No Brasil Tentando trazer o universo dos pôneis para nosso país, a belga Françoise Denis montou o primeiro clube do pônei brasileiro em 2006, na Sociedade Hípica Paulista. Um ano depois, foi a vez da Sociedade Hípica Brasileira (RJ) hospedar um clube do pônei.

Françoise Denis e seu pequeno aprendiz.

Françoise trabalha com pôneis há mais de 20 anos. Quando decidiu montar um clube de pôneis no Brasil, ela se deparou com a falta de criação destes animais no país. Françoise trouxe de seu clube na Bélgica 24 pôneis para o Brasil e, assim, iniciou as atividades. “Quando vim para o Brasil, quis trazer o mesmo projeto da Europa para cá. Lá as crianças limpam os pôneis,

22


levam no piquete, encilham, lavam. Mas em São Paulo

“Montar não pode ser uma obrigação, as crianças

eu vi que isso não era possível. Os pais estão sempre

devem se divertir”, revela Françoise.

correndo para seus compromissos e as crianças não

O clube do pônei de São Paulo possui cerca de 130

tem tempo para fazer todas as atividades propostas.

alunos, o do Rio chegou a ter mais de 100. Atualmente,

Por isso, tentamos nas colônias de férias desenvolver

os animais são criados na fazenda de Françoise, que

todas as atividades que são realizadas nos clubes de

administra os dois clubes. Eles são trazidos para a

pôneis europeus”, conta Françoise.

doma com dois anos de idade e domados com a ajuda das próprias crianças. “ É um erro comum no Brasil adultos montarem pôneis. Eles acabam machucando

Na prática

o animal com o excesso de peso”, explica Françoise.

Estes jovens atletas, a medida que vão crescendo,

Segundo ela, os pôneis possuem um gênio mais forte

vão subindo de categoria até atingirem a altura para

que os cavalos, por isso, são trazidos para a doma

montar cavalos. Depois que crescem, aplicam nos

mais jovens e domados com a ajuda das crianças

cavalos o que aprenderam com os pôneis. Françoise

mais experientes. Françoise conta que os pôneis são

conta que não há diferenças técnicas entre a

bem fáceis de serem domados e voltam para o pasto

equitação com pôneis ou cavalos. A maior vantagem

depois da doma para completarem o seu crescimento.

está no tamanho. A criança tende a ficar mais

Em geral, se a doma for bem feita, são animais muito

segura, um tombo não representa tanto perigo e elas

dóceis e seguros.

conseguem aplicar as ajudas de pernas e mãos com

A intenção dos pôneis clubes brasileiros é mostrar

mais eficiência do que conseguiriam em um animal

um modo diferente de iniciação das crianças no

grande. O manejo também é aprendido com mais

hipismo. Já consagrados em países tradicionais no

facilidade. Elas conseguem escovar os pôneis, limpar

hipismo, os pôneis ainda carecem de espaço no meio

os cascos e encilhar apenas com a supervisão de um

equestre brasileiro, que ainda o vê como um animal

adulto. Para os pequenos, a categoria “Baby Pônei”

de estimação e não de esporte.

trabalha com crianças a partir dos 18 meses. Nesta fase, o contato com o animal, as brincadeiras e a estimulação são as principais metas do aprendizado.

A maior vantagem que os pôneis apresentam para as crianças em comparação com os cavalos é justamente sua característica principal: seu tamanho. Eles são divididos em quatro categorias: A = até 1,18m de altura - B= até 1,28m C= até 1,38m - D= até 1,48m

23


es p e c ial Texto: Monique Silva e www.chioaachen.de | Fotos: Raphael Macek

Aachen 2011 Reunindo os melhores cavaleiros do mundo de diversas modalidades equestres, ser campe達o em Aachen faz parte dos sonhos de todos os grandes atletas 24


112 horas de esporte, shows, os melhores cavalos e cavaleiros e o maior público fazem do CHIO de Aachen o concurso mais tradicional da Europa

N

este ano,

o Concurso

da Atrelagem e os atletas do Volteio, e 541 cavalos.

Hípico Internacional Ofi-

E se acompanhar as competições como espectador

cial (CHIO) de Aachen

já é uma experiência única, competir em Aachen é

(ALE), aconteceu entre

o desejo de muitos cavaleiros e amazonas de todo o

os dias 8 e 17 de julho. Reservado a convidados, cava-

mundo. Vencer o Grande Prêmio é consagrar-se no

leiros e amazonas do mundo inteiro esperam pelo dia

esporte, é a realização de um sonho, é ser o melhor

em que também possam participar desta competição

entre os melhores.

que reúne a elite do hipismo mundial em provas altamente qualificadas. O CHIO Aachen apresenta uma

“Bienvenuta Itália”

das melhores estruturas do mundo. São 225 mil me-

Em 2011, o CHIO de Aachen estava vermelho,

tros quadrados, 4 grandes pistas e capacidade para 53

verde e branco. 10º país parceiro do evento, a Itália foi

mil pessoas, sendo 40 mil apenas no estádio principal.

escolhida para contar um pouco sobre sua cultura aos

Desde 2007, influenciado pelo World Equestrian

espectadores e atletas.

Games de 2006, o CCE e o Volteio tornaram-se

Na cerimônia de abertura, realizada no dia 12

disciplinas oficiais do CHIO de Aachen. O Adestramento

de julho, o estádio principal se transformou em uma

e a Atrelagem também estão presentes neste grande

arena selvagem: carruagens romanas, cavaleiros da

evento. Em 2011, os números impressionam. No total

Cavalieri de Maremma e Pariglias (dubles de cavaleiros)

foram 27 países, 381 cavaleiros, além dos condutores

saudaram os 37.500 espectadores com apresentações 25


impressionantes. Orgulhosos Carabineiros (um dos

5ª etapa da FEI Copa das Nações

quatro componentes das forças armadas da Itália) em

O CHIO de Aachen sediou a 5ª etapa da FEI Copa

seus uniformes de gala, “stilt walkers” (artistas em

das Nações no dia 14 de julho. A Holanda enviou seu

pernas de pau) em suas fantasias italianas e 100 vespas

melhor time e garantiu o primeiro posto no Prêmio

e lambretas tomaram conta do gramado. Sopranos

Mercedes-Benz, vencendo com 12 pontos. Ao todo,

preencheram a atmosfera com lindas melodias e o

foram 8 times competindo, cada um com quatro

público pode saborear pratos da cozinha italiana nos

conjuntos. A prova consistia em duas voltas idênticas

vários pontos de alimentação.

a 1,60m. Empatados na segunda colocação, com 16 pontos, ficaram Irlanda, Inglaterra e Alemanha.

Salto:

A FEI Copa das Nações é composta por 8 etapas.

Festa Feminina no GP Rolex de Aachen

O time holandês venceu três das cinco etapas até o

A competição mais esperada, o Grande Prêmio de

momento e se mantém na liderança da Super liga

Aachen, foi realizada no último dia de eventos, 17 de

com 39,5 pontos. Em segundo lugar está a Irlanda

julho, no estádio principal. Com ingressos esgotados,

com 30 pontos, seguida pela Alemanha, com 27 e a

40 mil pessoas assistiram a disputa pelo título mais

Inglaterra, com 25.

cobiçado do Hipismo.

A equipe holandesa em Aachen foi liderada

Neste ano, a amazona alemã Janne-Friederike

pelo chefe de equipe Rob Ehrens, e composta pelo

Meyer entrou para a lista dos grandes vencedores do

campeão olímpico Jeroen Dubbeldam, terceiro lugar

Grande Prêmio de Aachen, atual Grande Prêmio Rolex.

na final da Copa do Mundo de Saltos 2010/2011, Eric

Sobre o dorso de Cellagon Lambrasco, a amazona,

van der Vleuten , Gerco Schröder e Jur Vrieling.

que foi medalha de bronze por equipes no Mundial de Kentucky, foi a única a zerar os dois percursos do GP, não dando chance ao desempate para os 17

Doda Miranda – Três vezes no pódio O cavaleiro brasileiro Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda, continua confirmando sua boa fase.

conjuntos classificados para a segunda volta. Após a passada de Meyer, apenas Luciana Diniz,

No primeiro dia de competições em Aachen, o

representante de Portugal, poderia levar a disputa

cavaleiro venceu o Prêmio STAWAG, com obstáculos

ao desempate, porém, uma única falta no último

a 1,50m, montando AD Norson. O irlandês Billy

obstáculo do percurso levou Luciana e Winningmood

Twoney, que montou Tinka’s Serenade, ficou com

à

a segunda posição seguido pela norte-americana

quarta

colocação. O

francês

Kevin

Staut

Laura Kraut que montou Teirra KWPN.

alcançou o vice-campeonato

Já no dia 14, o brasileiro subiu ao terceiro lugar

montando sua égua KWPN

no pódio, desta vez montando AD Wilbert Z no

Silvana de Hus. O terceiro

Prêmio H&T Componetes Automotivos, a 1,45m.

lugar foi para o jovem

O vencedor foi o francês Simon Deleste com VDL

cavaleiro alemão de apenas

Vancouver. Hans-Dieter Dreher e Constantin B

20 anos, Andreas Kreuser, que montou Chacco Blue.

garantiram a segunda colocação, pela Alemanha. Para fechar sua participação com chave de ouro, Doda, que ocupa a quarta colocação no ranking do Global Champions Tour, ficou em terceiro lugar no Prêmio Yageo de Aachen, montando AD Wilbert Z. O cavaleiro americano medalha de ouro nos Jogos

Por pouco: apenas 1 falta no último obstáculo separou a amazona Luciana Diniz do título do GP de Aachen. 26


A emocionante despedida de Shutterfly, principal montaria de Meredith.

As apresentações de Adestramento encantaram o público no Deutsche Bank Stadium.

Olímpicos de 2008, Mc Lain Ward, venceu a prova

Extras:

sobre o dorso de Rothchild. A segunda posição

Despedida de gigantes

também ficou com os norte-americanos: a amazona

anos

presença

garantida

nos

grandes

Margie Engle garantiu o segundo lugar montando

campeonatos mundiais de Salto, Meredith Michaels

Índigo, de 11 anos. Doda é o único representante

Beerbaum e seu Hanoveriano Shutterfly se despediram

brasileiro em Aachen já que Rodrigo Pessoa optou

das pistas durante o CHIO de Aachen. Foi o décimo

por não participar.

ano que Shutterfly competiu no concurso. Em 2005, o conjunto venceu o Grande Prêmio de Aachen, atual

Adestramento:

GP Rolex. Este ano, após a vitória no Prêmio Warsteiner

Totilas vence novamente

realizado no dia 13 de julho, Meredith decidiu não

O conjunto de maior sucesso internacional,

participar do Grande Prêmio Rolex e aposentar seu

Mathias Alexander Rath e o garanhão Totilas, o cavalo

grande companheiro, hoje aos 18 anos, em uma

de adestramento mais caro do mundo, venceram o

cerimônia em frente a 40 mil espectadores.

Grande Prêmio Freestyle CDIO. O conjunto, que perdeu

Também aos 18 anos, o garanhão Holsteiner

alguns pontos pelos erros nas mudanças de pé, obteve

Cumano, montaria do belga Jos Lansink, disse adeus

82,825% de aproveitamento.

às pistas durante o CHIO de Aachen 2011. Cumano e

Animado pela torcida, Steffen Peters, vencedor do GP de Aachen em 2009, pontuou 82% com seu

Jos fizeram história em Aachen ao vencerem os Jogos Equestres Mundiais em 2006.

KWPN Ravel, de 13 anos. A amazona holandesa Adelinde Cornelissen conquistou a terceira colocação montando Jerich Parzival, totalizando 81,775% de aproveitamento. Mathias e Totilas venceram três provas em Aachen. Todas as vezes com ingressos esgotados. No Grande Prêmio FEI CDIO, no dia 14 de julho, o conjunto liderou a prova com 82,149% seguido pela inglesa Laura Bechtolsheimer que montou Mistral Hojris e totalizou 80,596%. A terceira colocação foi para a experiente Isabel Werth e El Santo NRW, com 77,830%.

É do Brasil: com ótimas apresentações, Doda garantiu a bandeira verde-amarela no pódio por três vezes.


Álbum

Alcides Juliano Jimenez, LoureiroPedro e Fernando Leon e Guilherme de Assis Costa, Alonso o Bigorna

Bruna Vicense, Fernanda Marina AguiarBongiorno da Silva e e Carla Gabriela Batista Cherubini

Ricardo Calixto, Arnaldo Viana e Otaviano Paulo Foroni e Marcelo Blessmann Angelo

Mario Morgenstern, Erleno Schenkel e Cristian Georgia Black e Marta Baratella Schenkel

Nicole Schlosser e Carolina Dunin

Eroni Pacheco, Hermano Marin Isabela e Shirley Heusi e Denis Gouvea

Eduardo João Victor Arruda Blacke eClarissa Paulo Miranda Rechden

Carlos e Dyego Neves LuciaGamarra Faria e Moisés Pereira

Gabriela Manuela Pruner, e Cristine Germano Lopes e Bruno

Equipe Momento Equestre - José Sanches, Aroldo, Raquel, Mariana Bezerra Samys Montanaro, André Calió e Silvia Milani

Anna Alexander DoraDattelkremer Fischer Boos

Carlos Seixas e Fernanda Amanda Pedrosa Ceconello

28


Pedro Dalcanale e Denise Araujo

Sofia Scheer e Thalison

Anna Daniela Dora Ribas Fischer e Renato Boos

Josテゥ Carlos Luiz Seixas Pereiraedos Fernanda Santos e Ceconello Miriam

Luiza Camargo

Lテュgia P. Lemos e Gabriela Oms

Fernanda Piva, Luiza e Giulia Scampini

Jin Chiang, Afonso Westphal e Anderson Reis e Silva

Daniel Pereira e テ「reo

Val, Humberto e Eloy Biesuz

Giovanna Amorim, Monica Hage, Antonio Amorim, Doris Wolff e Thomas Wolff

Victoria Mendonテァa e Henrique Carlos Gamarra e Dyego Neves Torturella

29


esP O R T E Texto: Monique Silva - Global Champions Tour e CBH | Fotos: Raphael Macek

Chantilly Pequena e encantadora, Chantilly foi palco da sétima etapa do Global Champions Tour

Entre os dias 22 e 24 de julho, a pequena cidade de Chantilly, no norte da França, serviu de cenário para um dos eventos mais glamurosos do meio hípico: o Global Champions Tour. A refinada decoração do Chateau de Chantilly transformou a 7ª etapa do circuito em um belo espetáculo tanto para os cavaleiros quanto para o público. É a segunda vez que Chantilly é escolhida para sediar uma etapa do GCT, que este ano contou com a presença de 530 cavalos e 200 cavaleiros. O Grande Prêmio principal do concurso, no dia 23 de julho, animou os 6 mil espectadores com uma disputa feminina de tirar o fôlego. Dos dezoito conjuntos que passaram para a segunda volta, nove concluíram o percurso sem faltas. Destes, apenas três foram classificados para o desempate: Edwina Alexander (Austrália), Pénélope Leprévost (França) e Luciana Diniz (Portugal). A amazona Edwina Alexander que montou Cevo Itot du Château repetiu o feito realizado na etapa do GCT em Cannes e venceu o GP. Com este resultado, Edwina segue na liderança do circuito com 195 pontos, à frente do alemão Ludger Beerbaum, com 186,50 pontos. Luciana Diniz, brasileira radicada em Portugal, montou Lennox e ficou na segunda posição do GP, apenas 3 centésimos de segundo atrás de Edwina e segue na vice-liderança do GCT. Pénélope Leprévost completou o pódio feminino na terceira colocação, percurso limpo em 44s16. Representando o Brasil, Doda Miranda montou AD Norson e terminou na 16ª colocação, resultado que o fez saltar da sétima para a quarta colocação no ranking GCT. Rodrigo Pessoa competiu com Palouchin de Ligny ficando com o 8º lugar.

30


Comemoração dos cavaleiros brasileiros João Roberto Marinho e Álvaro Affonso de Miranda Neto, o Doda

cavaleiro Jerome Hurel, montando Opheline de Gorgos, fez o terceiro melhor tempo seguido pelo italiano Roberto Turchetto, que montou Ultimo FS, no tempo de 35s50, ficando com a quarta colocação. Na série Invitacional, o cavaleiro Amador carioca, João

Brasileiros – Doda é Ouro em Chantilly

Roberto Marinho que montou Made in Rouge protagonizou mais um bom resultado para o Brasil. O conjunto venceu o

O cavaleiro brasileiro Álvaro Affonso de Miranda Neto,

Prêmio Volkswagen Espace Saint Maximin, na série 1,15m.

o Doda, encerrou com vitória o CSI5* de Chantilly. Sobre

Destaque também para Carolina Drummond, atual campeã

o dorso de AD Wilbert Z, Doda foi o campeão do Grande

brasileira Pré-Júnior, que conquistou a terceira colocação na

Prêmio Equídia, principal prova a 1,50m que marcou o final

série 1,25m e o quarto posto na prova de 1,35m.

da competição, no dia 24 de julho.

Doda ocupa a quarta colocação no ranking do Global

O conjunto brasileiro que já havia conquistado o

Champions Tour e a 14ª colocação no Ranking da FEI. O

segundo lugar no primeiro dia do GCT, foi o último a entrar

cavaleiro estará no Brasil de 02 a 04 de setembro para a

em pista para o desempate no prêmio France Galop e

disputa do Oi Athina Onassis Horse Show, na Sociedade

baixou o tempo em 10 centésimos de segundo, terminando

Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro.

a prova sem faltas em 37s37. Patrice Delaveau, que montou Ornella Mail, pela França, ficou na segunda posição em 37s47, seguido por Denis Lynch e Night Train, da Irlanda, com 38s70. No total, 36 conjuntos participaram da prova com obstáculos a 1,50m, 12 fizeram o primeiro percurso sem faltas e se classificaram para o desempate, entre eles, os brasileiros Doda Miranda e Rodrigo Pessoa. Aliás, os dois cavaleiros fizeram o mesmo tempo no desempate (37s37), porém, Rodrigo Pessoa com Palouchin de Ligny cometeu uma falta no último obstáculo e terminou com a 8ª colocação. No primeiro dia, Rodrigo e Palouchin venceram o Prêmio Ville de Chantilly, prova de abertura do CSI de Chantilly Com obstáculos a 1,45m, o brasileiro e o filho de Baloubet de Roet fecharam a disputa em 33s39. O irlandês Denis Lynch e Night Train ficaram logo atrás com 33s73. Pela França, o 31


p er f il Foto: Hipics - Grace Carvalho

Yuri Ferreira Fortes Iniciado no hipismo com apenas 5 anos, Yuri, hoje com 17, alcança um dos seus grandes objetivos dentro deste belo esporte. Desde que iniciou na escola de equi-

atleta está focada no Concurso de Saltos

tação da Sociedade Hípica de Ribeirão

Internacional Oficial (CSIO) da Juventude,

Preto, Yuri Ferreira Fortes não parou mais.

evento que acontece entre os dias 22 e 25

Aos 7 anos, ganhou seu primeiro cavalo

de setembro, em Passo Fundo (RS).

e hoje, dez anos depois, Yuri consagra-se

Auxiliado pelo seu instrutor,

o ca-

campeão brasileiro júnior. No campeona-

valeiro Bartholomeu Bueno de Miranda

to, realizado na Sociedade Hípica Parana-

Neto, o Totty, Yuri treina três horas por dia

ense, Yuri montou o belo Rio Lindebjerg,

– além de Rio, o cavaleiro tem mais dois

um sela dinamarquesa de 10 anos, e mos-

cavalos. Rio Lindebjerg, que está apenas

trou que está entre os melhores de sua

há três meses no Brasil, foi comprado no

geração.

Santana Stables, de propriedade de Pau-

Entre suas principais conquistas, Yuri

lo Santana, cavaleiro brasileiro radicado

destaca o título de campeão por equipes

nos Estados Unidos. Yuri morou oito me-

no Paulista do Interior 2008, o vice-cam-

ses na cidade de Wellington, na casa de

peonato na Copa São Paulo 2010 (1,20m)

Paulo. Lá, estudava e montava e acabou

e, principalmente, o segundo lugar no

comprando o Rio, seu principal cavalo no

Grande Prêmio “Open Stakes” (1,45m),

momento.

em Palm Beach (EUA), no ano passado. “Foi apenas a segunda prova que fiz nesta altura, fiquei na frente de muitos nomes consagrados e perdi apenas para o meu professor Paulo Santana”, conta Yuri. Yuri terminou o terceiro ano do ensino médio e aguarda as aulas da faculdade começar neste semestre. O cavaleiro passou em Engenharia Civil em três universidades e escolheu a Moura Lacerda por se localizar em Ribeirão Preto. A intenção é conciliar o estudo com os treinos, mesmo porque, neste ano, a atenção do

“O Hipismo é a minha vida. Desde criança gosto de ir à hípica, ver meus cavalos. Não consigo nem imaginar minha vida sem eles”, revela o Campeão Brasileiro Júnior 2011.

32

• Nome: Yuri Ferreira Fortes. • Idade: 17 anos. • Instrutor: Bartholomeu Bueno de Miranda. • Categoria: Júnior – 1,40m • Cavalo: Rio Lindebjerg.


Mon z on

A função do Juiz O juiz é o responsável por assegurar a prática do bom esporte e, principalmente, do bem-estar dos cavalos. Convidamos o experiente juiz Luis Fernando Monzon para comentar sobre a difícil arte de julgar. A função de um Juiz em qualquer competição é garantir que todos os concorrentes tenham um tratamento

ponsabilidades, até mesmo as que possam parecer primárias e irrelevantes.

equânime e isento. É preciso que todos tenham, dentro

Parece difícil, não? E é mesmo. Ainda mais quando se

de uma normalidade e não do imponderável, as mesmas

fica por muitas horas na mesma posição, julgando o que

condições para competir e demonstrar suas habilidades.

para os leigos é sempre igual e repetitivo.

O juiz deve ser a garantia de que ninguém vai burlar as

O ato de julgar deve ter antes de tudo uma grande

regras, vai mudá-las durante a competição ou mesmo

parcela de puro entusiasmo, de amor pelo esporte e pela

usá-las de forma tendenciosa. Um juiz deve ser antes de

qualidade do trabalho. Tem de ser entendido como aten-

tudo um partícipe do sucesso da modalidade, deve querer

dimento especial a cada cliente, cavaleiro ou amazona, e

que sua atuação seja a mais discreta, a mais ponderada e

em especial ao cavalo, partícipe inocente, indefeso e não

menos influente possível no resultado final. Para que isto

voluntário, mas nosso maior patrimônio. Deve ser não

aconteça, não se pode ter medo de agir quando se fizer

uma forma de aparecer, mas de contribuir, de ajudar, de

necessário, com toda a calma, experiência e o conheci-

abrilhantar e de participar.

mento que forem precisos. O juiz pode e deve se cercar de tudo e de todos que possam ajudá-lo nas suas decisões. Mas, se sua interpretação for alterada por uma decisão posterior e de órgão

O cavalo me deu o bastante, já me tirou muito, mas me ensinou tudo... A minha admiração pelos que o defendem é uma fé! Inabalável...

competente para fazê-lo, deve acatá-la e fazer com que seus efeitos sejam cumpridos, sem qualquer constrangimento, sem qualquer mostra de contrariedade. Também não pode ter interesses pessoais, quaisquer que sejam,

Sobre o Autor

nem aceitar pressões ou ameaças. Deve saber, portanto,

Luís Fernando Monzon é Juiz

trabalhar em equipe, ter a mente clara e limpa, procurar

Nacional Oficial de Salto da CBH,

estar sempre atualizado e pronto para assumir suas res-

locutor de concursos e comentarista do SporTv.


P E R G U N T A V E T E R I N ária

Garrotilho Pergunta feita por: Alexandre caruso

Logo que começou a esfriar meu cavalo apresentou tosse, é possível que seja garrotilho?

A adenite equina, ou como chamamos, o garrotilho, é uma doença infecto contagiosa caracterizada por inflamação das vias aéreas. É causada por infecção por uma bactéria chamada Streptococcus equi, a qual está presente no corrimento nasal dos animais infectados, e é espalhada para o ambiente quando o animal espirra, tosse ou relincha. Animais com baixa resistência (jovens, potros em desmama, animais em treinamento intenso ou submetidos ao transporte prolongado) são mais acometidos quando a temperatura cai e o tempo fica úmido. Sendo assim, seu cavalo pode estar sim com garrotilho. Porém, além da tosse, há outros sinais clínicos importantes, como descargas nasais, febre e aumento de volume dos linfonodos retrofaríngeos, por isso, a doença é conhecida como “strangles” (estrangula). Contudo, uma doença nunca deve ser diagnosticada por poucos sinais clínicos, sendo sempre necessário um exame clínico criterioso para o diagnóstico definitivo. A tosse é um sinal clínico comum entre muitas enfermidades respiratórias, as quais podem afetar tanto o bem estar do animal como seu rendimento esportivo. Por isso, ao primeiro sinal, deve-se requerer um médico veterinário para evitar maiores danos.

Sobre a Veterinária A Dra. Bruna Dzyekanski é graduada pela PUCPR e cursa mestrado em Ciência Animal.

Envie suas perguntas para redacao@mundoequestre.com.br que as encaminharemos para nosso conselho de veterinários.


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C L í ni c a veterinária

Anemia Infecciosa Equina Daniele Bier, Médica Veterinária, especialista em Microbiologia, mestranda em Ciências Veterinárias na UFPR e Professora de Microbiologia Veterinária na Universidade do Contestado, SC. A Anemia Infecciosa Equina (AIE) é uma doença infec-

freios, esporas e outros), principalmente pela utilização de

tocontagiosa causada por um vírus, semelhante ao da AIDS

uma mesma agulha quando da aplicação de medicamentos

humana, o qual pode acometer os equídeos, como o ca-

em vários animais. Além disso, o vírus pode ser transmitido

valo, o burro, a mula e o jumento. Todas as raças e idades

através da placenta (intra-uterino), leite (aleitamento) ou sê-

são suscetíveis, porém, animais subnutridos, parasitados e

men (acasalamento).

debilitados apresentam uma maior predisposição.

38

Contudo, o risco de transmissão aumenta, princi-

Também conhecida como febre dos pântanos (“swamp

palmente, quando um animal infectado é introduzido

fever”), por ocorrer principalmente em regiões úmidas e

na propriedade ou quando há grande concentração de

pantanosas onde existe uma grande quantidade de insetos

insetos transmissores. Outros fatores como o estado de

chamados hematófagos (aqueles que se alimentam de san-

saúde do animal e a quantidade do vírus no sangue do

gue), como moscas, mutucas e mosquitos, que são uma das

cavalo infectado também podem influenciar na trans-

formas de transmissão do vírus da AIE (VAIE), a transmissão

missão.

é, geralmente, relacionada com a transferência de sangue

O animal, uma vez infectado, torna-se portador perma-

de um cavalo infectado a um cavalo sadio. Porém, devido a

nente do vírus e pode desenvolver os sinais clínicos da do-

desinformação ou a imprudência, o homem pode se tornar

ença em torno de 15 a 60 dias após a exposição. Os sinais

parte da cadeia de transmissão desse vírus, em função do

apresentados pelo animal doente podem incluir febre, falta

manejo inadequado dos animais, expondo animais sadios à

de apetite, perda de peso, respiração rápida, abatimento,

utensílios previamente contaminados (materiais cirúrgicos,

cabeça baixa, debilidade nas patas, enfraquecimento, deso-


rientação, andar em círculos, mucosas amareladas, acúmu-

Animal.” Após a notificação, é obrigatório o sacrifício do

los de líquidos sob a pele e anemia.

animal doente, conforme a normativa nº 44 do MAPA.

A doença pode ser classificada de forma aguda ou

O controle da doença é difícil, uma vez que equinos

crônica. Se o animal sobrevive ao episódio inicial, pode

contaminados, mesmo sem apresentar sinais clínicos, po-

progredir para a forma crônica. Nessa forma o animal

dem apresentar o vírus no sangue, aumentando a possibili-

pode apresentar os sinais em intervalos variáveis de dias,

dade de transmissão para animais sadios. Alguns cuidados

semanas ou meses. Quando o intervalo é curto, em geral

devem ser tomados para minimizar ou eliminar o contato

a morte sobrevém depois de algumas semanas. Na forma

desses animais com secreções, excreções e sangue de ani-

crônica, pode haver grande destruição de células verme-

mais infectados. Isso pode ser realizado por meio de um

lhas do sangue, o que resulta em anemia. Contudo, al-

rígido controle dos animais, através do diagnóstico de ma-

guns animais infectados podem tornar-se portadores as-

neira constante e permanente nas propriedades. Além dis-

sintomáticos do vírus, sem apresentar qualquer sintoma

so, deve-se evitar a transmissão do vírus pela proibição do

da doença.

trânsito de animais positivos e esterilização do material uti-

O diagnóstico da infecção é feito através de exames

lizado nos animais, como instrumentos cirúrgicos, materiais

de sangue específicos realizados por médicos veterinários

para tatuagem, injeções, abre-bocas, entre outros. Sugere-

credenciados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e do

se também manter as baias onde estão os animais sempre

Abastecimento (MAPA), que permitem a identificação de

limpas e livre de sujidades e evitar depósitos de entulhos,

animais portadores ou não do vírus, podendo assim, cer-

acúmulos de água parada e dejetos orgânicos, que são fon-

tificar os animais como livres da doença para exportação,

tes de crescimento e desenvolvimento de insetos.

transporte e eventos. Devido à importância de tal diagnós-

Houve casos recentes de animais positivos em regiões

tico, é de suma seriedade que o sangue seja colhido dos

próximas a Curitiba, participantes de rodeios e outros even-

animais por um médico veterinário, e que este, seja respon-

tos. Estas são ocasiões, em que pessoas levam seus animais

sável por fazê-lo sem fraudes.

e não sabem o risco que podem estar correndo. Por isso,

A AIE é, até o momento, uma doença incurável, ou

devemos ser muito rigorosos, nos exames, na notificação

seja, não se conhece um tratamento ou vacina eficazes que

de doentes e sacrifí-

combatam o vírus. Seria possível apenas um tratamento de

cio dos mesmos.

suporte para minimizar os sinais clínicos, com o objetivo de

Enfim, é impres-

aumentar a resistência do animal. Por isso, trata-se de uma

cindível a conscien-

doença de notificação obrigatória, apresentada na lista de

tização das pessoas

Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Segundo o Mi-

envolvidas com os

nistério da Agricultura: “Qualquer membro da comunidade

equinos, para que se

deve comunicar, imediatamente, toda suspeita ou ocorrência

possa garantir a se-

de doenças de notificação obrigatória à unidade mais pró-

gurança dos nossos

xima do órgão executor das atividades de Defesa Sanitária

animais.


Fonte: FPH - Carola May | Foto: Raphael Macek

Campeonato Brasileiro

Masters e Senior César Almeida com Vanity Império Egípcio sagra-se campeão senior top e, de quebra, conquista vaga no Pan

A alegria de Cesar Almeida

Realizado na Sociedade Hípica Paulista entre os dias 9 e 12 de

vou para casa 10 mil reais em premiação. O vice campeonato ficou

junho, o evento reuniu atletas de vários estados brasileiros e con-

com o também paulista, Rafael Ribeiro, montando Rhea Climber.

tou além da corrida pelo título de campeão brasileiro, com a 4ª e

Masters - Após três dias de campeonato, sagrou-se campeã

última seletiva para os Jogos Pan-americanos 2011. Os percursos

brasileira Master B (1m) a amazona de Brasília, Deborah Duprat

foram desenhados pelo armador alemão, Frank Rothenberger.

com Priscol JMen. O conjunto Emyr Diniz Costa Junior e Lady

César Almeida, que estava na vice-liderança do campeonato,

Madonna HI terminaram com o vice-campeonato. No Master A

com Vanity Império Egípcio fechou o percurso final com uma falta

(1,10m), o campeão veio de Minas Gerais: Carlos Floriano L. Perei-

e 1 ponto por excesso, sagrando-se campeão brasileiro senior top

ra montando Kira. O vice-campeonato ficou com o representante

com 19,18 pp e totalizando 24,40 pp no processo seletivo do Pan.

do Paraná, João Gilberto Freire e Temprament.

“Estou muito feliz. Sabia que o Brasileiro seria muito puxado e que ficar dentro do índice técnico seria muito difícil.” comemorou. Francisco Musa com o Brasileiro de Hipismo Premiere Xindoctro Método completou o percurso com só uma falta, finalizando

Saltando por Santa Catarina, o gaúcho Alexander S. Dattelkremer e Prince Calido Datt levaram o troféu no Master (1,20m). Com Amore Mio, o carioca Luiz Carlos fez 4 pontos e terminou em segundo.

com 19,27pp e ficando com o 2º posto na seletiva do Pan, com

Eloy Valles Prieto Junior e Kokochka des Hayettes foram os

25,45 pp. Completou o placar, Yuri Mansur e QH Mega Mamute

grandes campeões do Master Top (1,30m), defendendo as cores

Chico Z Hipos na terceira colocação.

da bandeira paulista. Sagrou-se vice Wilson Mathias de Lima e

Na categoria Senior, a vitória foi para o jovem de São Paulo, Rodrigo Tsau com BB Seg vida Mulher Teka GMS. O campeão le-

Pavarotti JMen e em terceiro, o mineiro Marcos da Silva Fernandes com Ivvy Xango.

Abraveq A edição 2011 do evento contou com o número recorde de 1200 participantes de todas as partes do Brasil Nos dias 11 e 12 de junho, aconteceu a XII Conferência Anual

Além dos palestrantes nacionais, nesta edição, a Abraveq con-

da Associação Brasileira dos Médicos Veterinários de Equídeos, a

tou com 50 empresas expositoras, que apresentaram diversos equi-

Abraveq. O evento, que é considerado o maior da medicina vete-

pamentos, produtos e inovações. No Painel de Negócios, palestras

rinária de equídeos da América do Sul, foi realizado em Campinas,

sobre questões jurídicas, empregabilidade, marketing de relaciona-

na casa de campo do Royal Palm Plaza Resort.

mento, entre outros assuntos também foram contemplados.

A programação foi extensa, com atividades que começavam

A Conferência ainda contou com exposição de produtos de

às 7 horas da manhã e terminavam por volta das 18h. Entre os

vários países, mostra de mais de 200 resumos de trabalhos cien-

programas realizados, a conferência deste ano apresentou 6 pales-

tíficos publicados e quatro mini cursos, que foram realizados no

trantes internacionais: Dr. Tom Stout, da Holanda, Dr. Jordi Miró, da

Hospital Veterinário da Faculdade de Jaguariúna, em São Paulo.

Espanha, e Dr. Patrick McCue, dos Estados Unidos, que abordaram

No domingo, 12 de junho, a programação encerrou com a

questões referentes à reprodução. Dr.Roger Smith, da Inglaterra,

palestra sobre doma racional com o Dr. Fernando Rolim, reconhe-

Dra. Mimi Porter, dos EUA, e Dr. Antônio Alfaro, da Costa Rica,

cido pelos seus métodos não agressivos, ele abordou o comporta-

discutiram questões da clínica e cirurgia.

mento e o relacionamento do homem com o cavalo. www.abraveq.com.br

40


not í c ias - salto Fonte: Mundo Equestre | Foto: Grace Carvalho - Hipics

1. As equipes vencedoras da categoria Young Rider

Campeonato Brasileiro

de Categorias

2. Domínio feminino no pódio PréJúnior

Mirim, Pré Júnior, Júnior e Young Rider A Sociedade Hípica Paranaense foi palco de mais um grande

1

concurso hípico nacional. Entre os dias 06 e 10 de julho foi realiza-

Scheer e Fun-

do em Curitiba o Campeonato Brasileiro das categorias Mirim, Pré

desporte Levin

Júnior, Júnior e Young Rider. Atletas de todo o Brasil compareceram

Z completaram o pódio ocu-

ao evento e demonstraram a boa fase do hipismo nacional.

pando a terceira posição entre

Equipe: o 1º lugar no Mirim ficou com São Paulo, seguido por

os melhores pré-juniores do

Brasília e Santa Catarina. Na categoria Júnior, os paulistas nova-

país.

mente sagraram-se campeões, deixando a prata para o Paraná e

Júnior (1,40m): O ven-

o bronze para Minas Gerais. No Young Riders, venceu a equipe de

cedor da Categoria foi Yuri

Minas, ficando Rio de Janeiro e São Paulo com a segunda e terceira

Ferreira Fortes com o cavalo,

colocação. Não houve disputa por equipes no Pré- Júnior.

recém adquirido, Rio Lindebjerg. A segunda posição ficou com o

2

Mirim (1,20m) : o título de campeã brasileira ficou com a ama-

também paulista, Juliano Loureiro Carlos com WFH Qiz e a terceira

zona paulista Luiza de Alcantara da Costa Ribeiro, que montou

colocação foi da amazona representante da Federação Gaúcha de

Cable Z. A segunda e terceira colocação ficaram, respectivamente,

Esportes Equestres, Anna Paula Nerung de Noronha, que montou

com os cavaleiros André Afonso Fernandes da Rosa da Federação

By Ranna Palermo Guet.

Hípica de Brasília e Giulia Dal Canton Scampini, amazona da Fede-

Young Rider (1,45m): Lucas Costa Araújo com Sidney Pá-

ração Paulista de Hipismo.

dua Pré Moldados Cequipel, conjunto da Federação Hípica de Mi-

Pré-Júnior (1,30m) : alcançou o topo do pódio a amazona

nas Gerais, foi o melhor em pista. A segunda posição ficou com o

carioca Carolina Drummond, montando Lala de-la-Hurie. Em se-

paranaense Lucas Rodrigues da Luz e Qrishna VD Smis Z, seguido

gundo lugar, Daniela Aquino de Arruda Martins e Princess Emilion

por João Pedro Lambertucci com Nutreal Lola Mia JMEN, na ter-

Buona Fortuna, pelas cores de São Paulo. Sofia Monteiro da Silva

ceira colocação.

Corrida em

Chantilly

1. Cavaleiros no páreo

Para a alegria do público presente e descontração

2. Cavaleiros de Salto reconhecendo pistas com os jockeys

dos cavaleiros, a organização do Concurso de Salto Internacional de Chantilly 2011 (França) promoveu, no dia 22 de julho, uma prova extra. Em pares, jockeys profissionais e os melhores cavaleiros de salto competiram no evento que animou

3. Rodrigo Pessoa

1

Crédito: RB Presse

a plateia. A corrida reuniu além de jockeys profissionais, os cavaleiros Rodrigo Pessoa, Eric Lamaze, Kevin Staut, Simon Delestre, Pénélope Leprévost e Laura Kraut. Depois, foi a vez dos jockeys saltarem um percurso com alturas reduzidas. Na corrida, venceu o jockey Olivier Peslier seguido por Penélope Leprévost. No final, a dupla formada por Olivier e Penélope venceram a prova.

2

3


not í c ias - salto Carola May e Luciola Barbosa com a fonte Luana Feldens - Fóes, berlato associados e colaboração: Maria Luisa Amodeo Daiello | Foto: Marcus Varella - Horseback

Brasileiro de Jovens

Cavaleiros Com um grande número de atletas inscritos, Porto Alegre apresentou os quatro melhores Jovens Cavaleiros do Brasil. Entre os dias 21 e 24 de julho, a Sociedade Hípica Porto Alegrense foi palco do Campeonato Brasileiro de Jovens Cavaleiros. Com a participação de nada menos que 185 conjuntos, a competição foi aberta aos atletas entre 12 e 21 anos - que não disputam as categorias de alto rendimento (Mirim, Pré-Junior, Junior e Young Riders). O campeonato aconteceu em quatro diferentes séries: Jovem Cavaleiro B (1m), Jovem

1

2 1. A equipe gaúcha, campeã da categoria Jovens Cavaleiros. 2. A amazona catarinense Luiza Moreira, vencedora Jovem Cavaleiro B. 3. Salto de Yasmin Carmona, campeã Jovem Cavaleiro A.

3

Cavaleiro A (1,10m), Jovem Cavaleiro (1,20m) e Jovem Cavaleiro Top (1,30m).

EQUIPES: Na categoria Jovens Cavaleiros B, Brasília levou a melhor na final por equipes, seguida pelo Rio Grande do Sul

foi feliz em sua apresentação com uma queda no primeiro obs-

e Santa Catarina, na segunda e terceira posição. Na categoria Jo-

táculo - um fato que, no entanto, não lhe tirou o mérito de vice-

vens Cavaleiros A, foi a vez do Rio Grande do Sul levar a meda-

campeã brasileira. O 3º posto foi para William Pacheco com MD

lha de ouro. Minas Gerais ficou com o vice-campeonato e Santa

Lawenna JMen, representando o Rio Grande do Sul, que zerou o

Catarina completou o pódio. Nos Jovens Cavaleiros, ouro para o

desempate em 38s88.

Rio Grande do Sul, prata para o Paraná e bronze para a equipe de São Paulo. Na categoria Jovem Cavaleiro Top não houve disputa por equipes.

nas mãos da brasiliense Karen Pimentel com Sephia Topocart

JOVEM CAVALEIRO B (1m): Foram 49 os conjuntos que

que fechou o campeonato com apenas 8 pontos. Outros três

largaram na corrida pelo título de campeão brasileiro Jovem

conjuntos - com 12 pontos perdidos - foram ao desempa-

Cavaleiro B. Após a 3ª prova, dez conjuntos ainda vinham

te na disputa pela medalha de prata. O gaúcho Guilherme

zerados mostrando alto nível técnico e habilitando-se a um

Melo com Legist sagrou-se vice-campeão sem faltas no de-

desempate com a melhor aproximação ao tempo ideal de 41

sempate em 31s86. A medalha de bronze ficou com a pau-

segundos.

lista Julia Parente com seu Utah que também fez pista limpa

Pelas cores de Santa Catarina, Luiza Moreira Heinzelmann com seu PP Nirvana de Fundesporte deu show de categoria, com mais uma pista limpa, em 41s09, ou seja, 0.09 segundos de aproximação ao tempo ideal, sagrando-se campeã brasileira. O vice-campeonato foi para o gaúcho Dionatan Barbosa com CRM Winton que zerou em 40s48. Honrando Pernambuco, Camila Ferreira com Jimmy Bean conquistou o bronze, pista limpa, em 40s19. Todos os finalistas no pódio fecharam o campeonato sem um único ponto perdido.

42

JOVEM CAVALEIRO (1,20m): Com participação de 30 conjuntos, ao final da 3ª prova, a medalha de ouro já estava

em 32s51.

JOVEM CAVALEIRO TOP (1,30m): Oito conjuntos largaram na categoria Jovem Cavaleiro Top. Após 3 decisivas e disputadas rodadas, o brasiliense Iago Xavier sagrou-se campeão com Anuska, totalizando 13 pontos perdidos (pp), e obteve o 4º posto com Cordel, 22 pp. Giovanne Vargas com sua La Nikole foi o grande vencedor da 3ª rodada e garantiu o vice-campeonato. Também com 22 pp, Franco Magnus da Rocha Junior com Jade California conquistou a medalha

JOVEM CAVALEIRO A (1,10m): Na corrida pelo ouro,

de bronze honrando as cores do Mato Grosso do Sul. Vale

Yasmin Carmona com Horácio JMen foi a primeira a largar e com

lembrar que um mesmo cavaleiro não pode acumular duas

muita habilidade cruzou a linha de chegada em mais um percurso

colocações nas três primeiras posições, por isso, Iago e Fran-

sem faltas em 41s88 sagrando-se campeã brasileira sem um único

co não foram ao desempate para decisão da medalha de

ponto perdido. Maria Paula com Fundesporte das Umburanas não

bronze.


Fonte: Carola May & Revista Mundo Equestre | Foto: Grace Carvalho - Hipics

Paulista do interior

Campeonato Brasileiro

Mini e Pré Mirim

> A Soc. Hípica de Ribeirão Preto sediou entre os dias 22 e 24 de julho o Campeonato Paulista do Interior de Salto. Na série principal, 1,30m, Francisco de Assis Costa, conquistou

Entre 14 e 17 de julho, foi a vez da Sociedade Hípica Catarinense receber o Campeona-

o ouro montando WFH Vallantino. Laércio

to Brasileiro de Salto das categorias Mini-mirim, para jovens entre 8 e 11 anos, e Pré-mirim,

Costa, montando Ana Bella Cooper ficaram

de 12 a 14 anos. Ao todo 77 conjuntos – 31 mini-mirins e 46 pré-mirins (categoria de

com o vice-campeonato e o campeão brasi-

transição para a categoria mirim) representando Santa Catarina, São Paulo, Brasília, Paraná,

leiro Júnior, Yuri Fortes e Rio Lindebjerg, ter-

Amazonas, Pernambuco, Rio de Janeiro e Paraíba – disputaram um acirrado páreo nos

minou com a medalha de bronze.

percursos desenhados por Vailton Jaci Cordeiro, o Baíca, do Paraná.

por equipes: São Paulo levou dois ouros e Santa Catarina conquistou duas medalhas de prata. O bronze foi para os atletas paranaenses no mini -mirim e para os brasilienses na categoria pré-mirim.

Copa BH

Mini-mirim - Após os cinco percursos do campeonato, nada menos que 9 cava-

> Entre os dias 14 e 15 de ju-

leiros habilitaram-se para o desempate. A formação do pódio final respeitou o critério do

lho foi realizado na SHP a etapa

tempo ideal: ganhou quem mais se aproximou dos 38 segundos.

extra da Copa BH. O evento realizado pela

Pelas cores de São Paulo, Thales Gabriel de Lima Marino com Apolo III sa-

ABCCH destinou-se a cavalos de 4 a 8 anos

grou-se campeão brasileiro de mini-mirim em um percurso sem faltas, no tempo

e contou com 13 mil reais em prêmios. Caio

de 38s32. Montando Primadonna GV, Thales ainda arrematou o 4º posto, pista

Magri com Hope SJS (IA) venceu na categoria

limpa, em 39s03. Honrando Santa Catarina, Luiza Santos e Silva com Hercules

Cavalos Novos (CN) 4 anos. Ricardo da Luz

conquistou o vice-campeonato, sem faltas, em 37s54. Já o 3º posto foi para o

com CS Witch (IA) venceu o CN 5 anos e com

paulista Pedro Egoroff, campeão do ranking paulista e brasileiro mini-mirim do

Balme Rio (TE) o CN 7 anos. Já no CN 6 anos,

ano de 2010, montando Kaliupy, pista limpa, em 38s95.

Tiago Costa venceu com Burggirl DC.

Pré-mirim - A disputa final pelo título de campeão brasileiro pré-mirim foi conquistada pela amazona de Brasília, Siew Chiang, que montou a égua Europa, pista limpa em 31s02. Rodrigo Jardim da Rosa, pela Federação Catarinense de Hipismo,

Jogos Mundiais Militares

conquistou o vice-campeonato com SS Tijuca, também sem faltas em 34s73. Por São

> No dia 24 de julho, o gaúcho Capitão Claudio

Paulo, o conjunto Giovanna Amorim e Linda garantiu a terceira posição com 4 pontos

Goggia conquistou a medalha de bronze

no total, em 29s84, seguido por Rodrigo Junqueira Reis Marchezzi e Kiss, na quarta

na modalidade Salto dos 5º Jogos Militares

colocação, 4 pontos e 32s22.

Mundiais Rio 2011, realizado no Centro Nacional de Hipismo, em Deodoro, no Rio de 1. O campeão brasileiro Mini-mirim, Thales Marino.

Janeiro (RJ). Pelo Chile, o Major Alfonso Anguita conquistou a medalha de prata. O francês Major Didier Schauly conquistou a medalha de

2. O pai Jin Chiang e o instrutor JoséCabral premiando a amazona Siew Chiang.

1

2

3. Pódio Pré-Mirim

ouro, vitória muito comemorada pela delegação militar francesa.

Ouro no CCE > O Brasil levou o ouro na decisão do CCE nos 5º Jogos Militares Mundiais Rio 2011, realizado no Complexo Hípico em Deodoro (RJ). O conjunto brasileiro formado pelo Tenente Coronel Sgnaolin e Escudeiro do Rincão, conquistou a medalha de ouro. O chileno, Capitão Carlos Lobos com o alazão Ranço garantiu a medalha de prata e seu compatriota, o Capitão Felipe Martinez,

3

montando Navideño, ficou com o bronze.


not í c ias - A D E S T R A M E N T O Fontes: Escola de Equitação do Exército, Site Oficial dos Jogos e Rute Araújo / Country Press; fotos: Capitação Diógenes - EsEqEx

Jogos Mundiais Militares

Rio 2011

1

Conquistando o Ouro no individual e a Prata por equipes, o Brasil demonstrou sua força na bela modalidade. A Sargento Luiza Tavares de Almeida e o lusitano Pas-

2 1

tor conquistaram no dia 21 de julho a medalha de ouro na disputa individual de Adestramento, na 5ª edição dos Jogos Mundiais Militares Rio 2011. As provas aconteceram entre os dias 19 e 24 de julho, no Centro Nacional de Hipismo, localizado no Parque Equestre Gen Eloy Menezes, no Rio de Janeiro. Luiza, que era a única mulher entre os 80 competidores dos Jogos (Salto, CCE e Adetramento), obteve a nota final de 68,509%. A prata coube ao Coronel Oscar Coddou, que montou Tambo Merlin, seguido pelo Coronel Max Pirraino e Jaguar, ambos pelo Chile. A prova teve como juízes o brasileiro Cel Salim Nigri, o argentino Cesar Lopardo Grana e a mexicana Mercedes Campdera Alatorre. Na disputa pelo título no mundial individual, estavam atletas da Argentina, Brasil, Chile, Colôm-

2

3

1. A Sargento Luiza Almeida e Pastor, ouro no individual. 2. O Conjunto medalha de prata: Cel Oscar Coddou e Tambo Merlin 3. O chileno Cel Max Pirraino e Jaguar, medalha de bronze.

bia, Equador, Paraguai e Uruguai .

A Prata por Equipe - No dia 19 de julho, o Grand Prix São Jorge abriu as provas de hipismo dos Jogos Militares com garantia de medalha de Prata para a equipe brasileira. No Adestramento, que reuniu 17 atletas de 7 países, o ouro ficou com o Chile e o bronze com o Uruguai. O time verde-amarelo foi formado pelo Coronel Marcus Vinhas com Arquipélago do Rincão, Major Sérgio Cerqueira

no, os Jogos Mundiais Militares reuniram seis mil atletas de 110 países em 20 modalidades. Nas disputas hípicas, o Brasil marcou presença com 11 competidores. Além dos quatro membros do Adestramento, o país foi representado no Concurso Completo de Equitação (CCE) por Fabrício Albuquerque, Vinicius Leal, Jeferson Moreira e Jair Silva e no Salto por Ruy Couto, Claudio Goggisa e Rodrigo Oliveira.

Filho montando Feitor do Rincão, o Capitão Eduardo Schlup com Remonta Zeus e pela Sargento Luiza Tavares de Almeida com o lusitano Pastor – que fechou sua apresentação com o índice de 68,991%, o maior entre todos os competidores. Para poder integrar a equipe brasileira, a amazona precisou realizar um curso de sargento. O chefe de equipe do Ades-

> O nome do mascote dos 5º Jogos

tramento foi o Cel. Mosqueira e como técnico o medalhista

Mundiais Militares foi definido

panamericano Orlando Facada.

após a votação que durou 22 dias

O time vencedor do Chile contou com Eduardo Clavel

44

O mascote Arion

e mobilizou 81.537 pessoas. Arion

que montou Yho Holanda, Oscar Coddou e Tambo Merlin,

tem origem grega e significa “O que tem energia”. O

Rene Zunija e Bridge e Max Pirraino com Jaguar. A equipe

mascote foi desenhado por Maurício de Souza. Inspirado

de bronze do Uruguai foi formada por Julio Alvarez e Ala-

pelo tema central dos JMM Rio 2011, a paz por meio do

dino, Olavo Estevez e SVR Mandatário e Roberto Silva com

esporte, o desenhista utilizou o símbolo da pomba branca

Kaluss. Realizado pela primeira vez no continente america-

da paz para criar Arion.


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Revista Mundo Equestre - Agosto 2011