Issuu on Google+

www.mundoequestre.com.br

Bem-estar para cavalo e cavaleiro.

Número 37 | Maio

Nesta Edição #37

R$ 9,90

Especial

Quiropraxia Equina

Saiba mais

O aprendizado

Encantador

de cavalos

Entrevista exclusiva com Monty Roberts Raça do mês: Conheça os talentos do Mangalarga Marchador


tacomunicacao.com.br

Cursos Internacionais 2011 30 de Abril / 01 de Maio Curso Internacional de Odontologia Equina com Dr. Richard Miller e Chana Whipple (USA), um dos mais importantes veterinários especialistas em Odontologia Equina. 23 a 26 de Junho Clínica Internacional de Horsemanship utilizando o gado, com Zane Davis (USA) - Como usar o gado para trabalhar, ganhar confiança e corrigir seu cavalo de passeio e esporte. Zane Davis é uma das maiores autoridades em Working Cow Horse. Aberto a todos os interessados de todas as raças. 20 a 23 de Julho Clínica Internacional de Podologia e Ferrageamento Workshop Internacional sobre Laminite com um dos maiores nomes da podologia equina e especialista em laminites: Simon Curtis (UK), que trabalha com ferrageamento deste 1972 e ministra palestras ao redor do mundo, em mais de 20 países como USA, Austrália, Índia, Rússia, África do Sul e Dubai.

13 e 14 de Agosto Curso teórico e prático de Pilates para Cavalos com Gillian Higgins (Inglaterra), uma das mais importantes e requisitadas profissionais da Europa. Gillian fez demonstrações no World Equestrian Games 2011 em Kentucky (USA) e viaja o mundo trabalhando e manipulando os mais importantes cavalos de esporte. 16 a 18 de Setembro IX Encontro Internacional de Horsemanship Um dos mais consagrados programas da UC, traz profissionais vindos de toda parte do mundo para demonstrações sobre suas técnicas e conceitos nas mais diversas modalidades equestres. Presença confirmada de Dale Myler (USA) o mais famoso designer de freios e bridões de todo o mundo, e Tomas Garcilazo (MEX), uma das maiores autoridades da prova do Charro Mexicano. 01 e 02 de Outubro Curso Internacional de Fotografia de Cavalos com  Paula da Silva (ITA) -  Desde a morfologia e preparação do cavalo até a organização de sets de fotografia e, obviamente, as técnicas e os mistérios que fazem de Paula a TOP 5 do mundo.

15 3292.6633 | 3217.8978 | 3202.7866 www.universidadedocavalo.com.br


E D I TO R I A L

Caro Leitor, Fazendo jus à sua fama, Monty Roberts veio ao Brasil e encantou não apenas cavalos. O público maravilhou-se com a aplicação de suas técnicas e pôde presenciar impressionantes resultados.

Tendo como base de seus trabalhos a não-violência, Monty demonstrou, através de processos relativamente simples, que é possível estabelecer uma comunicação com o cavalo de maneira harmônica, desde que o chicote seja trocado pela compreensão e paciência. Em entrevista para a Mundo Equestre, Monty expõe parte de sua trajetória e compartilha suas experiências. Simples e direto, o cavaleiro e treinador de renome internacional é uma aula de perseverança, simpatia e humildade. Ainda sobre bem-estar, a seção Especial aborda as indicações e os benefícios da Quiropraxia Equina. Prática cada vez mais popular nos países europeus e nos Estados Unidos, a Quiropraxia vem sendo utilizada com sucesso por adeptos de todo o Brasil. Na seção Raça do Mês, conheça as origens e características dos cavalos Mangalarga Marchadores. Estes animais surpreendem por sua andadura exclusiva, de tríplice apoio, e hoje constituem uma das grandes potências brasileiras no segmento. A popularidade dos Mangalarga vem crescendo em todo o mundo. Cavalos + bem-estar + entretenimento + você = Mundo Equestre. Em nome de toda a equipe, agradeço seu interesse, carinho e atenção.

Uma ótima leitura,

Paulo

Editor


Índice 12

Entrevista Monty Roberts

16

Raça do mês Mangalarga Marchador

20

Saiba mais O aprendizado

28

ESPECIAL Quiropraxia

32

Denis Gouvea Boa recepção

35

pergunta veterinária Escolha da cama

38

clínica veterinária Bambeira

12

16

20

44

24 álbum 26 pERFIL 40 notícias

expediente Impressão e acabamento

Edição

Redação

assessoria Jurídica

Afonso Westphal

Afonso Westphal / Monique Silva

Merico Advogados

Posigraf

arte e diagramação

MALA DIRETA PARA: Sociedade Hípica de Brasília Sociedade Hípica Paranaense Sociedade Hípica Catarinense Sociedade Hípica Porto Alegrense Sociedade Hípica Paulista (no clube) Sociedade Hípica de Ribeirão Preto Criadores Brasileiro de Hipismo

direção EXECUTIVA E marketing

Manuela Merico

Fotografia

Grace Carvalho (Colaboração) Raphael Macek (Colaboração) Assistente de design

Thais Ikuta Capa

Foto: Raphael Macek Departamento comercial

comercial@mundoequestre.com.br 8

Editora BemAmostra Revisão

Lays Coutinho Monique Silva Equipe veterinária

Pedro Vicente Michelotto Jr. Bruna Dzyekanski

Federações: FHPR | FCH | FHBR

Rua Visconde do Rio Branco 1630, sala 705, Centro. CEP 80420 210 Curitiba, PR. redacao@mundoequestre.com.br ou ligue: 41 3203.1960

Todos os direitos reservados. Artigos assinados não representam necessariamente a opinião da revista.


Paddock Selecionamos algumas opções de produtos e serviços que podem tornar seu dia a dia ainda mais interessante.

Adestramento seguro A companhia holandesa L’Hiver lançou a primeira cartola que atende às normas de segurança europeias. Por mais de cinco gerações a marca é conceito em chapéus personalizados e tem a família real holandesa e o cavaleiro olímpico Steffen Peters entre seus clientes. www.lhiver.nl

O mundo de Monty O cowboy americano que mudou o conceito de doma no mundo inspira todos com seus métodos únicos e sua ideologia de não violência. Confira as publicações e vídeos que disseminam suas técnicas e conhecimentos pelo mundo. Acesse: www.montyroberts.com “Cortesia de Monty and Pat Roberts Inc.” Foto: Christopher Dydyck

Dressur Quem gosta de esportes equestres e não abre mão da elegância na hora de se vestir deve conferir as peças da marca brasileira. Com atenção especial aos materiais e modelos, a Dressur alia qualidade, funcionalidade e bom gosto. Saiba mais sobre a marca em: www.dressur.com.br

Promoção que vale ouro A Revista Mundo Equestre completou três anos, mas quem comemora é você. Assine a revista e concorra a uma joia 18k da Joalheria e Ótica Quevedo. De R$109,00 por R$ 89,00 (12 edições). Assinando a revista por dois anos você paga apenas R$180,00. Promoção válida até o dia 31/05. Imperdível. www.mundoequestre.com.br/assine

Yuri


S orteio do m ê s

Sorteio No mês de maio, a Mundo Equestre, em parceria com a grife Dressur, sorteia uma camisa polo feminina.

A marca brasileira Dressur tem suas coleções focadas nos esportes equestres. Tecidos nobres, boas ideias e inspirações na cultura hípica europeia e americana fazem da marca uma referência em estilo, conforto e elegância.

Para concorrer aos prêmios da revista, acesse o site da Mundo Equestre e clique em “Sorteio”. Boa sorte!

Sorteado de abril Sarah D. Arroyo Amori - São Paulo

Palmilha Amortecedora ESE

Clube Mundo Equestre: > “Ao completar três anos de existência, a revista Mundo Equestre tem servido para que muitos cavaleiros e amazonas renovem seus conhecimentos nas entrevistas com grandes nomes do hipismo mundial. A publicação de reportagens sobre as várias raças de cavalos sempre com bela feitura, demonstra o quanto essa revista se empenha para mostrar aos seus leitores o que isso significa. Parabéns e que a Mundo Equestre tenha uma longa existência.”.

José Carlos Amaral - ex-Presidente da SHPR 1964 - 66

> “Desde que a revista foi lançada, não perco uma edição. Lendo as matérias, fico por dentro dos assuntos atuais, das entrevistas, vejo as fotos, acompanho as provas que ocorreram, vejo os resultados e aprendo, pois tem muita matéria que nos ensina a lidar e entender os cavalos. A revista é um viínculo muito bom, pois mesmo não montando mais, ainda fico por dentro das notícias do esporte que amo”.

Isabella Heusi - estudante - SC


e n tre v ista Texto: Equipe Mundo Equestre | Foto: Raphael Macek

Monty Roberts

O Encantador O cowboy americano que revolucionou o conceito da doma no mundo veio ao Brasil com a turnê Join Up. Monty Roberts é uma verdadeira lenda viva e percorre o mundo difundindo seus métodos e seu manifesto contra a violência. 12


“Retire toda a violência e você tirou 95% de todos os erros”. Desde criança lutando contra a violência aos cavalos, Monty Roberts compartilha um pouco de sua experiência e talento.

O que te incentivou a desenvolver um método

ele na natureza, assim, os sinais que ele passa são os mesmos

não violento de doma?

que ele faria para se comunicar com a mãe em um ambiente

Meu pai sempre foi um homem extremamente violento.

selvagem. Entender estes sinais é saber se comunicar com o

Devido a isso, quando eu tinha 12 anos, decidi que queria

cavalo. O primeiro sinal é a orelha de dentro da volta (o join

mata-lo. Nesta época eu tive uma professora muito especial,

up é realizado em um redondel) que trava em sua direção. Aí

e ela me disse que eu nunca iria atingir todo o meu potencial

vem o salivar e a mastigação que significa que ele está ali para

se eu o matasse. Eu seria conhecido, para sempre, como o

pastar com você e para não brigar. Depois, ele começa a se

homem que matou o pai. E, então, um dia meu pai me bateu

afastar da parede do redondel, fazer um círculo menor à sua

muito. Eu tinha 13 anos. E foi a última vez. Eu peguei um

volta e te olhar. Então ele abaixa a cabeça em direção ao solo

rifle para matá-lo. Mas eu ouvi as palavras dela sem parar na

em uma atitude de respeito. São estes os quatro sinais que ele

minha cabeça. Eu queria muito alcançar o meu potencial e

te dá antes de te seguir e completar o processo de “Join Up”.

então tirei a munição da arma. Eu ainda tenho o rifle na minha casa mas felizmente não matei meu pai. A minha professora

Antes de fazer um exercício ou trabalhar o cavalo,

me acompanha (ele retira uma foto da carteira) para todo

é sempre necessário fazer o “Join Up”(união)?

lugar onde eu vá no mundo. Eu nunca vou esquecer a irmã

Não, é necessário fazer o “Join Up” somente umas quatro

Agnes Patrícia. Ela salvou a minha vida e me permitiu atingir

vezes na vida do cavalo. Talvez até dez, mas entre quatro e

o meu potencial. Eu sofri muito com a violência de meu pai e

dez vezes, e então você deve viver nos princípios do “Join Up”

quis trabalhar de uma maneira diferente.

pelo resto da vida do cavalo. Eles sabem a linguagem, você não precisa ficar falando a mesma história toda vez.

O que os cavalos representam em sua vida? Eles foram meus salvadores, eles salvaram a minha vida.

Existe algum cavalo impossível de domar? Não existem cavalos impossíveis de domar. Normalmente,

Como é o trabalho de “Join Up”(união)?

o “Join Up” deve ser feito entre quatro a dez vezes, e a

Eu consigo trabalhar o “Join Up” com o cavalo porque

maioria dos cavalos estão prontos para o resto da vida. Se

eu uso a linguagem dele. Eu faço o cavalo entender que eu

você tiver algum problema com seu cavalo você pode repetir

não vou machucá-lo. Serei um amigo e não um inimigo.

um ou dois anos depois, ou de vez em quando.

A medida que você consegue isso, o “Join Up” se torna muito fácil porque os cavalos querem estar com você.

E quais são os problemas mais comuns que os cavalos apresentam, como não embarcar, ter

Que sinais o cavalo dá para indicar que ele está pronto para o “Join Up’’(união)? Quando você manda o cavalo se afastar e correr, você está reproduzindo uma atitude que a mãe do cavalo faz com

medo da cabeça, ou morder? O problema mais comum que notamos é não embarcar no trailer. Mas a razão mais comum para que isso aconteça é que em outras tentativas, houve violência.

13


Foto: Raphael Macek

Momento de concentração durante o Join Up. Monty Roberts durante sua apresentação na Sociedade Hípica Paulista.

Quais as qualidades necessárias para um homem

Velvet”. A história era sobre uma criança e um cavalo. A criança

começar a ouvir os cavalos?

era Liz Taylor. Depois, participei de “Stormy”, “Thunderhead”,

As qualidades são: Amar os cavalos, se importar com eles e querer aprender. Se você tiver isso, é fácil seguir em frente.

“My friend Flicka”, e tantos outros. Era um trabalho pesado, às vezes divertido, mas eu não queria fazer isso minha vida inteira. Em 1945, o que eu queria fazer era produzir cavalos campeões

Como podemos ensinar um cavalo novo a saltar

mundiais em competições. Este era o meu objetivo, então fugi

de uma maneira que ele goste, que ele queira

de Hollywood. Naquele tempo, a produção de filmes não era

saltar e se divirta saltando?

muito legal com os cavalos e eu não gostava de fazer o que

Na verdade, temos que descobrir o que o cavalo quer

eu precisava fazer. Por exemplo, derrubá-los era horrível. Eu

fazer, qual modalidade é ideal para ele: Salto, Adestramento,

trabalhei muito até 1955 para que não fizessem mais aquelas

Rédeas, Corrida. E o cavalo, se ele quer fazer, vai fazer

abordagens nos filmes e eu consegui muitas coisas. Mas, então,

melhor. Se você se perguntar: será que eu faço meu trabalho

eles começaram a filmar no México, em Indiana, em Spring

melhor quando eu quero fazer ou faço melhor se tiver

onde podiam fazer as mesmas coisas. Os sets de filmagens,

alguém lá, com um chicote, me dizendo que eu tenho que

muitas vezes, não são bons lugares para os cavalos.

fazer? É claro que eu faço melhor quando eu quero fazer.

Durante sua turnê pelo Brasil, você trabalhou com Você pode nos contar como foi o seu trabalho

um cavalo que tinha medo da cabeça (Head-shy) e

como dublê de cinema?

você conseguiu que ele superasse isso em poucos

Bom, meu trabalho começou em 1939 como garoto-dublê.

14

minutos. Como você desenvolveu este método?

Eu participava de filmes baratos, filmes de cowboys, de tiroteio,

Fico muito feliz com a escolha desta pergunta. Fico contente

correndo, caindo, todo o tipo de coisa. Em 1940, participei como

porque, primeiramente, eu sou a única pessoa na face da terra

dublê de um dos principais filmes de Hollywood, o “National

que já domou um head-shy desta maneira. Eu desenvolvi a


BRONK’S SEGUROS CORRETORA DE SEGUROS GERAIS

“Trabalhamos com todos os tipos de seguros e seguradoras, com solidez e segurança para seu patrimônio”

NOSSOS SERVIÇOS:

Monty Roberts em ação.

técnica há dois meses e pratiquei apenas com cinco cavalos. Então, eu não fiz o bastante para dizer que vai ser perfeito, mas todos os cinco foram sensacionais. Trabalhar um cavalo com “head-shy“ é uma tarefa delicada, porque uma vez que você força um cavalo com medo a tentar se defender, você se coloca em uma situação perigosa, ele pode, por exemplo, te atingir com as patas ou te morder. Mas quando você está em cima de outro cavalo é mais seguro. Eu penso que o fato dos cavalos ficarem mais baixos que você montado ajuda a fazê-lo entender, porque aparentemente você parece um animal diferente daquele que o machuca do chão. Portanto, fico feliz que vocês conheceram esta demonstração, pois acho que esta é uma das melhores descobertas que eu já fiz.

O que os cavalos mais gostam de fazer e o que eles menos gostam? A coisa que eles mais gostam de fazer é estar em um lugar onde podem

- AUTOMÓVEIS - AERONAVES - ANIMAIS - AGRÍCOLAS - ALARME MONITORADO - ALUGUEL - ASSISTÊNCIA VIAGEM NACIONAIS E INTERNACIONAIS - BLINDAGEM PARA AUTOMÓVEIS - CARTÃO DE CRÉDITO - CONDOMÍNIO - CONSÓRCIO - CRÉDITO - EMPRESAS - EQUIPAMENTOS - FINANCIAMENTOS - GARANTIA - MOTO - NÁUTICO - PLANO ODONTOLÓGICO EMPRESARIAL - PLANO DE SAÚDE - PREVIDÊNCIA - RESIDENCIAL - RESPONSABILIDADE CIVIL PROFIS. - RESPONSABILIDADE CIVIL OBRAS - RISCO DE ENGENHARIA - RISCO DE PETRÓLEO - TRANSPORTES - VIDA

ver mais de uma milha de distância em todas as direções, pastar e fazer parte de um grupo de cavalos. O que eles menos gostam é a violência.

Se um cavalo tem medo de saltar, existe algum modo de fazêlos superar este medo? Qual é a técnica ? Sim, tem um modo de fazê-los saltar. Mas eu não quero obrigar o cavalo, eu quero que ele queira saltar. Então você tem que trabalhar e, se ele realmente não é feliz saltando, talvez ele queira fazer outra coisa. Se ele não vai ser um saltador competitivo, tentar fazê-lo ser não é uma boa solução.

www.bronksseguros.com.br atendimento@bronksseguros.com.br


ra ç a do m ê s Texto: Equipe Mundo Equestre | Foto: Roberto Pinheiro- fotosroberto1@hotmail.com

Mangalarga

Marchador De Portugal ao Brasil, sem perder a majestade.

16 16


17


De origem nobre, a história do Mangalarga começou em Portugal há mais de duzentos anos.

S

eus antepassados, deno-

fazenda Mangalarga”. Com o tempo, muitos no-

minados Alter do Chão

bres passaram a procurar a fazenda do barão em

ou Alter-real, eram cava-

busca de exemplares “Mangalargas”. Devido a

los ligados à família real

grande demanda, o barão de Alfenas intensificou

portuguesa e criados na Coudelaria de Alter,

sua criação primando pela estética, docilidade e

no Alentejo. Fundada em 1748, no reinado de

resistência dos animais nesta modalidade.

D. João V, a Coudelaria pertencia aos nobres e mais tarde ao Estado, que se encarregou da

Marchador e Paulista

criação. O cavalo Alter do Chão tem origem no

Não demorou para a fama dos animais da fa-

Andaluz, que por sua vez provém de cavalos ibé-

mília Junqueira se espalhar além das Gerais e da

ricos e berberes. Perfeitos para o Adestramento

Corte. Francisco Antonio, sobrinho do barão de

de Alta Escola, os cavalos Alter eram considera-

Alfenas, mudou-se para São Paulo e levou alguns

dos animais nobres e selecionados especifica-

animais para trabalhar em sua nova fazenda.

mente para espetáculos.

Novo ambiente, novo clima e nova topogra-

Quando Napoleão invadiu Portugal e D.

fia, o Mangalarga teve que se adaptar aos cam-

João VI se pôs em fuga para o Brasil, trouxe

pos cerrados, caçadas em campo aberto, não

consigo alguns garanhões da Coudelaria de

mais em terreno acidentado, e lida com gado

Alter. A História do Mangalarga parte deste

de corte que exigia maior rapidez, altura e ex-

período. Amigo da família real, Gabriel Fran-

plosão. Os mangalargas mineiros eram selecio-

cisco Junqueira, o Barão de Alfenas, ganhou

nados pela marcha de tríplice apoio e possuíam

um garanhão Alter e o levou para sua fazenda

um galope desequilibrado, o que não servia aos

em Campo Alegre, sul de Minas Gerais. Nas

propósitos paulistas. Da seleção para o trote, ou

terras mineiras, cruzamentos com éguas sele-

marcha trotada, surge o Mangalarga Paulista.

cionadas daquela região, na maioria da raça Crioulo, deram origem ao Mangalarga.

A Marcha Característica que dá nome à raça, a mar-

A Origem do Nome

18

cha do Mangalarga Marchador é única e con-

Embora não haja uma versão oficial sobre a

siste em um passo acelerado, por isso, não

origem do nome Mangalarga, a mais aceita re-

há suspensão. Bastante confortável, o animal

mete à fazenda Mangalarga, situada próxima à

transmite pouco impacto ao cavaleiro, diferen-

Corte, em Petrópolis, no Rio de Janeiro. A fazen-

temente dos cavalos de trote.

da tinha alguns exemplares dos cavalos mineiros,

Ao marchar, o Mangalarga Marchador

presentes do Barão de Alfenas. Os produtos da

traceja no ar um semicírculo com os membros

fazenda Campo Alegre ficaram famosos na Cor-

anteriores e usa os posteriores como uma ala-

te. Confortáveis e resistentes a longas jornadas,

vanca para se impulsionar. Ele alterna diagonal

tornaram-se conhecidos como “os cavalos da

e lateralmente os apoios, e entre eles acontece


o tríplice apoio, momento em que três patas to-

de Três e Cinco Tambores, na Baliza, no Team Pen-

cam o solo ao mesmo tempo.

ning, nas cavalgadas e nas provas funcionais (competições que simulam atividades diárias do campo,

Características

como a abertura de porteira, o recuo, o salto, etc.).

De temperamento dócil, enérgico e vivo, o

O Mangalarga Marchador é um dos cavalos

Mangalarga Marchador é forte e musculoso,

mais difundidos no Brasil. Desde 1950, quando a

mas demonstra leveza em seus movimentos. A

ABCCMM começou o registro dos animais, já foram

cabeça deve ser triangular e o pescoço pirami-

cadastrados mais de 390 mil animais. Os Estados que

dal. O tronco é forte, com costelas bem arquea-

mais concentram exemplares da raça são Minas Ge-

das. Sua altura mínima é de 1,47m e máxima de

rais, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Espírito Santo.

1,57m, sendo 1,52m considerado a altura ideal. O stud book da raça permite todas as cores, com exceção da albina.

O Mangalarga Marchador na Equitana 2011 Com o objetivo de expandir o Mangalarga Mar-

Curiosidades

chador no mercado europeu, a ABCCMM, parceiros

O Mangalarga Marchador entrou para o Gui-

e criadores brasileiros levaram cinco animais para a

ness Book, o livro dos recordes, depois que, em

Equitana 2011, a maior feira equestre do mundo,

maio de 1991, três cavaleiros e seis animais da

realizada em Essen, na Alemanha.

raça fizeram uma cavalgada do Oiapoque, no

A Equitana foi o primeiro grande evento do Pro-

Amapá, ao Chuí, no Rio Grande do Sul, com re-

jeto Vitrine do Mangalarga Marchador. O projeto,

torno a São Paulo, em julho de 1993. Foram dois

organizado pela ABCCMM visa divulgar a raça nos

anos e mais de 19 mil quilômetros percorridos.

grandes eventos equestres do mundo. É uma apos-

Uma demonstração da incrível resistência destes

ta no mercado europeu.

animais e uma ótima estratégia de marketing para a raça.

Segundo a Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo Mangalarga Marchador (ABCCMM), a raça vem se destacando nas cavalgadas e passeios ecológicos, sendo muito

Foto: Raphael Macek

Atualmente

empregada no turismo rural. Pela sua docilidade, pode ser montada por crianças e amadores de todas as idades. Outro ponto de destaque é a boa performance da raça na lida com o gado ao ponto da associação investir em exposições em conjunto com os criadores da raça Nelore. Já no campo esportivo, o Mangalarga Marchador se sobressai nas provas

19


sai b a m ais Texto: Manuela Merico / Fonte: Livro “La verdade sobre los caballos“ e estudos complementares.

O Aprendizado Desde o seu nascimento, o cavalo se desenvolve e aprende seguindo seus instintos. Na natureza, o instinto é a sobrevivência.

Ao nascer, em poucas horas, o cavalo já se encontra de pé e, por instinto, procura alimento, aprendendo rapidamente a sugar o leite materno. Quando falamos em aprender algo, significa adquirir uma nova conduta ou modificar uma já existente. Para os animais, aprender algo novo implica em dar uma nova resposta a estímulos que antes provocavam uma reação diferente. Conhecer o comportamento natural do cavalo torna o ensino bem mais eficaz.

Treinamento gradativo O medo de saltar o rio em competições de Salto é frequente. O bom treinador irá ensinar o cavalo, sem o uso da violência e com paciência, que uma lona azul é segura e não há necessidade que ele reaja como se ela fosse o rio Amazonas. Lentamente, o treinador “desmontado” faz com que o cavalo experimente pisar nos cantos do “rio” (lona azul) e, aos poucos, o cavalo irá perceber que a lona não oferece nenhum perigo real. Logo, sua antiga reação não é mais necessária. O cavalo tem uma excelente memória, e reações negativas a situações ou objetos (ex: medo do rio, de lixeiras, etc) podem acompanhá-lo por toda a vida, contudo, também podem ser superadas. Fazer com que o animal experimente o objeto de medo, familiarizando-o com a situação gradativamente é a melhor forma de fazê-lo aprender. Reforçar negativa ou positivamente a sua conduta não irá fazê-lo ultrapassar seus medos e desconfianças.

20


Há anos o homem seleciona cavalos quanto às

mal. Sempre gradativamente, o treinador pode au-

suas aptidões e os focos de medo não são os mesmos

mentar a intensidade da exposição do cavalo ao seu

em todas as modalidades. Os cavalos de Concurso

medo até que sua reação mude e o animal consiga re-

Completo de Equitação, em sua maioria, são corajo-

alizar novas associações às situações que antes temia.

sos e não têm medo dos diferentes obstáculos e da agitação das bandeiras. Já os cavalos de Salto tendem

Bom saber

a ser medrosos. Quanto mais desconfiado, mais sen-

Uma dica é utilizar o grande apetite do cavalo a

sível aos estímulos e mais cauteloso é o cavalo. Esta

favor do treinamento. Esta técnica é usada não so-

sensibilidade e atenção apuradas o faz não querer to-

mente para ensinar novas condutas, mas também

car nos obstáculos e, consequentemente, destacar-se

para fortalecer as respostas positivas que o animal

na modalidade.

fornece. Oferecer um doce ou mesmo acariciar seu chanfro encoraja o cavalo a repetir a ação positiva e o

Peculiaridades Os cavalos atletas estão acostumados ao cavaleiro,

ajuda a compreender melhor a situação em que está submetido.

às selas, cabeçadas, embocaduras, capas, mas qualquer outra coisa que se aproxime dele pela primeira vez o fará sentir medo e reagir, muitas vezes, negativamente. Na natureza, o cavalo é uma presa e seu instinto de sobrevivência o torna desconfiado. Deste modo, a chave da aprendizagem é acostumar o animal a diferente situações de maneira gradativa, fazendo com que ele perceba que pode mudar sua reação frente a antigas situações. Métodos para adequação e domesticação do cavalo são usados, muitas vezes, sem que o adestrador tenha o devido conhecimento, e podem resultar em danos psicológicos ao animal. Existem técnicas que expõem o equino a uma forte e enfática confrontação com o seu medo de uma só vez. Estes meios não prevêem o stress ao qual o cavalo é exposto e colocam o treinador em uma situação perigosa: ele pode ser atingido por uma reação violenta do ani-

21 21


I N f or m e

O valor do atleta amador Em meio a atletas de ponta e jovens iniciantes, os amadores compreendem uma importante e expressiva parcela, às vezes pouco lembrada, do universo equestre.

Essenciais para a estabilidade financeira do esporte hípico, estes cavaleiros e amazonas, em sua maioria empresários e profissionais liberais, possuem gostos e critérios que elevam o nível do esporte equestre em muitos aspectos, adicionando elegância, vanguarda e estilo à rotina dos cavalos. Às vezes esquecidos, cavaleiros e amazonas amadores são os que mais investem no esporte. Primam pelos mínimos detalhes, querem sempre os melhores equipamentos e fortalecem o mercado de cavalos.

Cavalo e cavaleiro Sentimento incondicional, vínculo emocional com alguém capaz de receber e devolver este mesmo sentimento e, deste modo, construir uma relação. O amor aos cavalos é assim, como todo amor, sem explicação racional ou causal. As pessoas se apaixonam pelo cavalo e seu ambiente, fazem dele seu hobby, seu esporte, sua distração, sua fuga daquele mundo por trás das cercas e muros de um centro hípico. As pessoas fazem do cavalo a sua vida. Dedicam um enorme tempo, que muitas vezes não tem, a estes seres nobres tão dignos de nosso respeito e admiração. Muitos fazem do cavalo a sua fonte de renda, o seu negócio, mas a maioria não. A maior parte dos cavaleiros e amazonas são amadores, pessoas que não nutrem nenhum interesse monetário com o mundo dos cavalos. Estão ali pelo animal, apaixonadas pelo mundo equestre. Paulo Monteiro e Carthagena VDL. 22


Nova seção A fim de marcar a importância que estas pessoas exercem no cenário hípico, a Cavalleria Toscana irá proporcionar aos leitores a seção entitulada “Únicos”. Nesta seção, os atletas amadores serão evidenciados, compartilhando assim parte de sua rotina, seus ideais e sua paixão pelo cavalo. Neste mês, destaque para o empresário, cavaleiro e sócio da Cavalleria Toscana, Paulo Monteiro, que entre os trabalhos, prazos e eventos sociais, não abre mão de sua visita diária à Sociedade Hípica Paulista.

Únicos: Paulo Monteiro Há dois anos sócio da grife italiana, o empresário se enquadra no perfil de amador amante do esporte. Consultor financeiro de grandes empresas, Paulo organiza sua agenda tendo como prioridade o encontro com seus cavalos. “O hipismo é minha grande paixão, é onde encontro inspiração para a vida. Ir à Hípica e montar meus cavalos é com certeza a melhor parte do meu dia”, revela Paulo com satisfação. Segundo Monteiro, a Cavalleria Toscana zela pela elegância e reflete em seus produtos a beleza e o requinte do esporte. Identificando-se com o propósito da marca, quando perguntado sobre os aspectos que aprecia no esporte, Paulo ressalta o glamour presente no dia a dia e nas competições hípicas. Em sua opinião, cavaleiros e amazonas devem zelar pela beleza da equitação valorizando sua estética aristocrata tanto no seu comportamento, como no cuidado com os equipamentos, vestuário e com o animal. Para Paulo, o tempo em que passa na Sociedade Hípica Paulista é o seu momento de criatividade, de alegria. Admirar os cavalos, conversar com amigos, tomar um café, fazem parte de um prazeiroso ritual que o auxilia a seguir em frente com os afazeres diários. De acordo com “Tranks“ apelido pelo qual Paulo é conhecido no meio hípico, mesmo quando não está na Hípica, os cavalos não saem de sua cabeça. “Seja na academia, no trabalho ou com os amigos, o tema principal de minhas conversas são sempre os cavalos. Eles são fascinantes e fazem parte integral da minha vida”, finaliza o cavaleiro.

“Mais que um esporte, para mim, o hipismo é fundamentalmente um estilo de vida”. Paulo Monteiro, empresário e cavaleiro Amador e seu cavalo Coco Loko Z.

23


Álb u m

Alcides Cavaleiros Jimenez, e amazonas Pedro Leon no Haras e Guilherme MD, em Passo Alonso Fundo

Bruna NinfaVicense, Cafarena, Marina Fabrizio, Bongiorno Tiago Claro e Carla e Fernando Batista Costa

Ricardo Calixto, Arnaldo Viana e Otaviano Premiação de Isabelle Sebben Angelo

Mario Morgenstern, Erleno Schenkel e Cristian William Pacheco e Henrique Zanella Schenkel

Gabriele Berger

Alberi, Clarisse Ramos e Leandro Isabela e Shirley Heusi Cardoso

Weldon EduardoNogueira Arruda eeClarissa RebecaRechden Carvalho

Carlos Júlia Böhs Gamarra e AnaePaula Dyego Noronha Neves

Daniela Salim, Joaquim Borges Neto e Gabriela Pruner, Germano e Bruno Alessandra Ventura

Equipe Momento Equestre José Sanches, Camila Galindo, Adelia- Guerra e Juliana Galindo Samys Montanaro, André Calió e Silvia Milani

Anna LuizDora FelipeFischer Azevedo Boos

Carlos Seixas e Fernanda Ciro Abel Ceconello

24


Larissa e Marlene Quevedo Vailton Jaci Cordeiro com Neide esposa - PR

Promoters do CSI0 Mercosul da Juventude: Cristiano Quadros e Antonio Pinent Tigre Bruna, Talita, Carine e Paula

Carolina Diaz Rodrigo Sant’ana

Paulo Noronha, Cristiano Quadros, André O casal Christina e Lucas Brambilla Furlano e Patrícia Campello

Cristovão Sérgio Stock, Delagerise Iris eeWalter Coronel Conde Dangui

Luiz Sofia Alberto, Truppel Gabriel Alexandre e Antonio e Manuela Camargo Merico

Ana Carolina Paula Sperinde, Casteli,César Natalia Sperinde Formigueli, e Karina Lisiane ePacheco Marina Vargas

Kátia, Luiz Cassettari e Bel Scheer Mariana, Franciele, Graziana e Bruna

Verônica Dias e Christina Ney Junior e Josiany Paz Brambilla

Djuyara, Julia, Leandro Luana Todte Marcelle

Pedro, Sofia Scheer Rodrigo, e Pauline Jenifer Hansen e Pablo

Cel. Luiz Freddy Rodrigues Aguirre Ana Bruna Cabral e Anoel Portella 25


p er f il

Paixão que

vem de berço Promessa do esporte, Rodrigo Marchezzi herdou de sua família o amor e o talento com os cavalos. Nascido em meio a criadores e es-

rão Preto no ano passado e o primeiro

portistas, o jovem cavaleiro Rodrigo Jun-

lugar por equipes no Campeonato Brasi-

queira Reis Marchezzi, de 12 anos, tem o

leiro de pré-mirim de 2010, em Curitiba.

gosto pelos cavalos no sangue. Começou

No mês passado, Rodrigo conquistou o

a montar logo aos 7 anos e aos 9 já tinha

título de campeão paulista de hipismo,

sua própria égua, nomeada Granfina em

na categoria Pré-Mirim. Montando Kiss,

homenagem a égua que seu pai, Marce-

o jovem ginete garantiu a vaga no Cam-

lo, saltava. Seu tio Rivaldo é jogador de

peonato Brasileiro que acontece em ju-

Pólo e veterinário de equinos, seu avô foi

lho, em Santa Catarina.

o fundador da hípica de Riberão Preto,

Fã de Guega, de Francisco Musa, de

seu tio Eduardo Marchezzi é instrutor de

Marcos Ehning e do seu xará Rodrigo

hipismo em Curitiba e sua prima Renata

Pessoa, o hipismo já é considerado a vida

é casada com seu instrutor: o cavaleiro

deste ribeirão-pretano que almeja termi-

Olímpico de CCE Guega Fofanoff.

nar os estudos e seguir como cavaleiro

Praticante há 5 anos, Rodrigo com-

profissional. Marchezzi treina de terça

pete na categoria Pré-Mirim e coleciona

a sábado e reserva dois dias aos saltos.

títulos importantes, entre eles, o terceiro

Seus resultados mostram que o cavaleiro

lugar no Campeonato Paulista em Ribei-

está na trilha certa.

Na prática O jovem atleta Rodrigo e seu instrutor, o cavaleiro Guega Fofanoff

• Nome: Rodrigo Junqueira Reis Marchezzi • Idade: 12 anos • Onde monta: Centro Hípico Guega • Categoria: Pré Mirim - 1,10m


es sai ac ial ais s ap bei b am m ais Texto: Monique Silva | Foto: Arquivo

Quiropraxia Em termos simplistas, a Quiropraxia é uma prática que restaura a função da coluna vertebral, auxiliando no bom fluxo dos impulsos nervosos.

Definida como uma terapia manual holística, ou seja, que analisa o problema como um todo e não apenas através de uma visão especializada e pontual, a Quiropraxia trata o animal como um sistema, onde cada elemento se conecta e se combina para formar um conjunto. De origem grega, o termo “quiropraxia” significa “praticar com as mãos”(quiro= mãos e práxis= prática). A descoberta da terapia foi atribuída ao médico D.D. Palmer em 1895. Desenvolvida como um método de tratamento para disfunções neurológicas e músculo–esqueléticas, bem como para tratar seus efeitos no organismo, a técnica vem sendo cada vez mais utilizada na Medicina Veterinária. A coluna vertebral de um cavalo possui cerca de 54 vertébras (o número varia em algumas raças, como o Árabe). Dentro dela, passa a medula espinhal que, por sua vez, é formada por tecido nervoso. Os neurônios são responsáveis por transmitir e receber informações (impulsos nervosos) do cérebro para as várias partes do corpo e vice-versa. Quando há qualquer desvio na coluna vertebral, este fluxo de informações é interrompido ou prejudicado. A Quiropraxia age diretamente na vértebra através de “apalpações dinâmicas”, um processo manual que utiliza pressões rápidas que vibram a vértebra e a recolocam no lugar. O mau alinhamento vertebral provoca um pinçamento nervoso, que muda toda a biomecânica e prejudica, além da saúde, o desempenho atlético do cavalo.

28


Na prática A Médica Veterinária e doutora em Quiropraxia, Camila Morandini, revela que um cavalo que tem a coluna afetada pode demorar de 4 a 6 meses para demonstrar dor. Com o fluxo nervoso comprometido, os nervos começam a mandar a mensagem errada mas, antes de manifestar dor, o cavalo tenta compensar (muda sua postura a fim de poupar a parte afetada) e somente quando não consegue mais contornar o problema é que a dor se manifesta. Contudo, Camila diz que a dor é boa, é a proteção do animal. Com o cavalo ao passo ou parado, o quiroprata é capaz de tirar várias conclusões da análise da musculatura e ossos. Normalmente, o profissional pede para ver o cavalo ao passo, em um trote montado e em um galope curto. Se o animal for bem trabalhado, com a musculatura desenvolvida e simétrica, o diagnóstico através somente da visão pode ser impreciso, por isso a necessidade da apalpação. O tratamento varia de duas a seis sessões e, segundo Dra Morandini, muitos proprietários gostam tanto dos resultados apresentados que acabam contratando para seus animais um acompanhamento preventivo mensal. Esta preocupação preventiva com a saúde do animal – já comum na Europa e nos Estados Unidos - é um comportamento novo no Brasil e sentido também em outros campos da Veterinária. Mais conhecida como uma terapia de tratamento, a maioria das pessoas recorre à Quiropraxia quando o médico veterinário não encontra o problema, seja em uma claudicação crônica, dores na coluna, ou quando notam uma assimetria na musculatura. Porém, este ponto de vista começa a mudar: “No Brasil, estou conseguindo que a Quiropraxia seja preventiva”, revela Morandini.

Sintomas Diminuição do desempenho, postura anormal, desconforto ao colocar a sela, insubordinação à monta, movimentos bruscos de cabeça atirando-se para trás ou para os lados, mudanças no comportamento, desobediência ao saltar, entre outros sintomas podem ser provocados por um desalinhamento funcional de uma vértebra ou limitação da mobilidade de sua articulação. Quando isto ocorre, o cavalo pode apresentar uma rigidez, tensão ou dor e, consequentemente, uma queda no desempenho. A cada movimento, o cavalo utiliza muitos músculos sincronizados. Se houver alterações negativas no nervo esta coordenação e sincronia é afetada, causando dor. Para compensar, o animal muda sua postura a fim de restringir os movimentos da vértebra comprometida. Esta

29


compensação leva a problemas secundários, tais como desenvolvimento desigual da musculatura (atrofia ou hipertrofia), lesões nas articulações, tendões ou nos ligamentos dos membros. As causas para os desvios na coluna vertebral são diversas. Desde um trauma causado por uma queda, tropeços ou acidentes, até transportes de longa duração, problemas no parto, no ferrageamento, problemas com a postura do cavaleiro ou falta de espaço que impossibilita o cavalo correr, dar coices e rolar livremente. Selas que não se ajustam adequadamente às costas dos cavalos são as causas mais frequentes de problemas na coluna vertebral. Vale ressaltar que cada modalidade esportiva força o cavalo de uma maneira e o afeta. Cavalos de Salto normalmente apresentam problemas nos posteriores e nas espáduas. As alterações encontradas nos cavalos de Adestramento, por sua vez, são frequentes nos posteriores e na nuca. Já os cavalos de tambor forçam mais o pescoço e posteriores e os de corridas concentram-se nos membros, tanto posteriores quanto anteriores.

No Brasil Em nosso país, a Quiropraxia é uma especialização exclusiva de médicos veterinários e é aplicada como complemento à medicina convencional. O número de quiropratas veterinários ainda é pouco expressivo, mas já há cursos de formação e alguns profissionais que atuam no país especializaram-se no exterior.

30


Tonnus JCR Pó e Aminomix Potros JCR Força e potência para o seu cavalo. Crescimento saudável para o seu potro.

Estes são os suplementos ideais para que seu potro cresça forte e saudável e seu cavalo adulto possa ser submetido a esforços físicos intensos, sem perder a disposição. O Tonnus JCR Pó é composto por 40 elementos para a maximização da performance e do vigor físico, incluindo aminoácidos em altas concentrações, BCAA´s, Gama-Orizanol, HMB, Betaína, Cromo Quelato e Nucleotídeos.

O Aminomix Potros JCR apresenta 21 aminoácidos, que promovem ganho de musculatura, níveis ideais de Cálcio e Fósforo, Zeolita (fonte de Silício) e Nucleotídeos, elementos fundamentais para animais em crescimento e desenvolvimento.

0800 109 197 www.linhajcr.com.br 31


de n is g o u v ea

Boa recepção Estou tendo dificuldades de conduzir meu cavalo após os saltos. O que devo fazer para melhorar? É comum ver que os cavaleiros e amazonas se preocupam

do; se ele está encostado nas suas mãos. Esta é a sua chance

bastante em abordar corretamente o obstáculo, porém, ne-

de corrigir qualquer problema. Você não deve esperar para

gligenciam o trabalho de recepção (Aterrisagem do cavalo).

realizar estas correções no meio do percurso.

Geralmente, logo após o contato do cavalo com o solo, o que

Utilize os treinos e o aquecimento das competições para

acontece é um surto repentino de virar o animal para algum

disciplinar e verificar como o seu cavalo está atendendo às

lado, em uma tentativa de direcionar o cavalo para o salto

suas solicitações. Para manter a fluência e a impulsão ao

seguinte.

longo do percurso, tente corrigir possíveis erros logo nos pri-

Você deve ter em mente que muita coisa pode dar er-

meiros lances (galopes) após o salto.

rado se o trabalho terminar quando o cavalo ultrapasssa o obstáculo. Devemos lembrar que os percursos são uma sequência de saltos, por isso, cada vez que ultrapassamos um obstáculo já temos que nos concentrar no próximo. Procure disciplinar seu cavalo a continuar andando para

Sobre o Autor

a frente após cada salto. A menos que haja a necessidade de

Cavaleiro e instrutor há 15 anos,

uma mudança de direção imediata, continue galopando em

Denis Gouvea representou o Brasil no

linha reta após o salto. A cada lance, após a recepção, pro-

Rolex Finals 2007, em Las Vegas.

cure se concentrar em seu cavalo: verifique se o ritmo está muito rápido ou muito lento; se você tem controle adequa-


p er g u n ta v eteri n á ria

Escolha

da cama Pergunta feita por: DiÓgenes rodrigues

Qual o melhor material para compor a “cama“ de meu cavalo, serragem ou cepilho? A cama do cavalo deve ser confeccio-

Porém, em determinadas regiões, a ser-

nada com material absorvente, o qual é

ragem tem maior dificuldade de forneci-

colocado sobre o piso para dar conforto

mento o que pode encarecer o produto.

ao animal. Com isso, quando falamos em

Contudo, o importante na hora de es-

escolher um material para esta cama, o

colher o material ideal é avaliar todas as

que se deve levar em consideração são

condições, as quais dependem muito da

tópicos como o conforto e a segurança

região, principalmente no fornecimento e

do animal; a limpeza, conservação e repo-

preço do material. Porém, de nada adian-

sição do material; e ainda o custo e a dis-

ta obter um ótimo produto se as devidas

ponibilidade de fornecedores na região.

condições de higiene não forem propor-

A serragem e o cepilho são materiais

cionadas. Vale ressaltar que o acompa-

muito semelhantes, ambos extraídos a

nhamento do médico veterinário é sem-

partir da madeira, o primeiro é o resíduo

pre indispensável, até mesmo na hora de

da madeira serrada e o segundo é a so-

fazer a cama para o animal.

bra da madeira, em forma de tiras, com menos de 1mm de espessura. Os dois produtos são muito utilizados na composição de camas para os cavalos, pois são de fácil manutenção e absorvem bem a urina, evitando que a cama fique úmida e ocasione o amolecimento dos cascos ou ainda o apodrecimento da ranilha. Estes produtos permitem também o nivelamento do piso, em caso de cocheiras com piso desnivelado, evitando aprumos viciosos. O cepilho pode causar inflamação pul-

Sobre a Veterinária

monar, pois acumula poeira. Este apresen-

A Dra. Bruna Dzyekanski é graduada

ta maior nível de disperdício, por possuir

pela PUCPR e cursa mestrado em

partículas maiores que as da serragem.

Ciência Animal.


V E T E R INÁ R I O S


Cl í n i c a v eteri n á ria

Bambeira Pedro Vicente Michelotto Júnior, Médico Veterinário, MSc, Dr.Professor do Curso de Medicina Veterinária e do Mestrado em Ciência Animal da PUCPR Inicialmente, bambeira é uma palavra que assusta pro-

terando o comportamento (sua maneira habitual de agir)

prietários e criadores, e por muito tempo também assustou

e o estado mental (sua maneira de percepção e interação

os médicos veterinários. O termo bambeira é utilizado, de

com o meio que o cerca) do cavalo. Assim, este animal de-

uma forma geral, para cavalos que apresentam problemas

verá ser isolado enquanto é avaliado e tratado para evitar

de coordenação. A incapacidade em coordenar os movimen-

o comprometimento dos demais animais da propriedade.

tos pretendidos está relacionada a algum comprometimento

Cavalos das raças Puro Sangue Inglês e Quarto de

do sistema nervoso. O medo das bambeiras vem do desafio

Milha, especialmente entre 1 e 5 anos de idade, tam-

que o diagnóstico para as afecções neurológicas representou

bém podem manifestar falta de coordenação em mem-

por muito tempo. Obviamente que alterações neurológicas

bros posteriores devido a alguma alteração ocorrida na

sempre serão indesejáveis, e uma vez que há uma suspeita,

coluna cervical durante o desenvolvimento do seu es-

ela deverá ser abordada de forma precoce e minuciosa, para

queleto. A coluna cervical pinçará a medula cervical ou

um diagnóstico rápido e o mais preciso possível. De qualquer

a comprimirá, causando a manifestação nos membros

forma, muitas das situações antes temidas hoje são diagnos-

pélvicos. Este é um quadro que pode ser diagnostica-

ticadas com métodos disponíveis, e algumas encaradas de

do pela radiografia digital e que melhora a condição

forma positiva e com bom prognóstico.

diagnóstica se empregado um contraste radiográfico. O

O maior risco dos quadros neurológicos é a questão infectocontagiosa, que normalmente envolve o cérebro al-

38

quadro clínico destes cavalos pode se manter estável, mas o tratamento é difícil.


Contudo, estes quadros clínicos mencionados até aqui não são os mais frequentes nos cavalos atletas. A afecção neurológica mais prevalente nos cavalos de esporte, por vários anos e segue atualmente, é a mieloencefalite protozoária equina (MEP). Esta doença é causada por um protozoário chamado Sarcocystis neurona, que faz uma fase do seu desenvolvimento em pássaros silvestres, a carcaça destes é ingerida por gambás e o protozoário finaliza seu ciclo neste animal. O gambá elimina o Sarcocystis pelas fezes, contaminando pastagens e depósitos de ração, e o cavalo se infecta pela ingestão destes alimentos. A doença ocorre quando o protozoário atravessa a barreira entre o sangue e o sistema nervoso (barreira hematoencefálica), afetando a medula e alguns pares de nervos cranianos. A medula sendo afetada haverá falta de coordenação dos movimentos em membros pélvicos e atrofia muscular na anca, ou generalizada. Uma característica deste quadro é que estes sinais acontecem de forma assimétrica, isto é, os sinais são mais evidentes em um dos lados do que do outro. Também pode haver comprometimento de pares de nervos cranianos, especialmente os responsáveis pela sensibilidade da cara, pela musculatura mastigatória (músculo masseter pode estar atrofiado) e pelo movimento das cartilagens da laringe.


N O T ÍC I A S Fonte: FPH - Carola May | Foto: Raphael Macek

CSN

Ribeirão Preto Válido como seletiva para o Mundial de Cavalos Novos, o evento reuniu parte dos melhores cavaleiros do país que foram atrás da classificação e dos mais de 100 mil reais em prêmios.

O grande campeão Edison Coutinho

O Concurso Nacional de Saltos (CSN) de Ribeirão Preto foi

Design à segunda pista limpa, em 51s46. O cavaleiro da casa

realizado entre os dias 20 e 24 de abril, na Sociedade Hípica de

Nelton Marcon com Caroline JMen chegou a assumir a liderança

Ribeirão Preto, no interior paulista.

parcial com um respeitável duplo zero, mas fechou a prova em

Sempre competitivo, José Roberto Reynoso Fernandez Filho

terceiro lugar, no tempo de 54s74.

garantiu dobradinha na principal prova do CSN, com obstáculos

MINI GP - Em clima de festa, a grande atração do CSN de Ri-

a 1,40m. O percurso ficou por conta do armador Carlos Alberto

beirão Preto foi o mini-GP do sábado, 23. Com participação das

Raposo Lopes. Foram 13 conjuntos habilitados ao desempate.

maiores feras do hipismo, 64 conjuntos largaram na 1ª passagem,

Zé Roberto venceu com Rouche JMen Sanol Dog Protécnica e

a 1,30m. Destes, 16 garantiram um emocionante desempate.

garantiu o 2º posto com Cartujano JMen Sanol Dog Protécnica,

Com muita festa da torcida, o mini GP chegou ao final con-

sem faltas, em  32s28 e 32s87 respectivamente. Em 3º lugar,

sagrando Sérgio Marins que montou Gin Fix Cepel em um per-

aparece Renato Martinez de Barros com Fort Neuville de Joter

curso sem faltas no tempo de 32s.

que zerou a prova em 33s90.

Já a 2ª colocação coube a outra fera do hipismo nacional,

GRANDE PRêMIO - Edison Coutinho montando Laeken JMen

o mineiro radicado em São Paulo José Francisco de Mesquita

foi o campeão do Grande Prêmio a 1,40m. O mineiro não come-

Musa, o Musa, que apresentou Quality Z em uma pista limpa no

teu nenhuma falta nos dois percursos e marcou o ótimo tempo

tempo de 33s98. Lourenço Vieira da Silva, campeão do ranking

de 48s73. Ao todo 43 conjuntos participaram do GP e destes,

paulista e vice-campeão do ranking brasileiro senior 2011, levou

11 passaram para a segunda volta. O segundo lugar ficou com

o ainda jovem Singular Darwin Climber, de 6 anos, ao 3º posto,

Bartolomeu Bueno de Miranda Neto que levou GK Romy Voltaire

sem faltas, em 34s45.

www.fph.com.br

Fonte: FPH

Campeonato Paulista Evento concentrou a elite do Hipismo paulista com disputas emocionantes e acirradas. Entre os dias 14 a 17 de abril, as dependências no Clube

do e em processo de adaptação, com 2,23 pontos perdidos (pp).

Hípico de Santo Amaro, em São Paulo, foram palco do Campe-

Em segundo lugar, Carolina Simões brilhou em pista com a égua

onato Paulista 2011. Realizado em novo formato, que reuniu

QH Mega Mamute Ratina VJ Hipos, com 7,30pp. A medalha de

jovens, masters e profissionais, o concurso contou com nada

bronze foi para Fernando de Assis Costa, com WHF Vallantino,

menos que 8 categorias e suas subdivisões.

conjunto que totalizou 8 pontos.

Fernando de Assis Costa, o Bigorna, venceu o Sênior Top

A disputa dos juniores (1,40m) começou para valer a partir

Paulista 2011. Com obstáculos a 1,50, Bigorna e WHF Ahorn

da 2ª passada (dia 15) já que, na primeira volta, todos os nove

levaram o campeonato com apenas dois pontos perdidos. César

conjuntos empataram com 20 pontos na primeira posição devi-

Almeida e Kauana Laskara Joter garantiram a vice liderança se-

do a decisão conjunta de cometer um erro de percurso.

guidos por Rowin Gustav Von Reininghaus e Ytaipu Do Gerezin.

Recém radicado em São Paulo, o cinco vezes campeão pa-

Na categoria Sênior (1,40) sagrou-se campeão geral o cava-

raibano, Vitor Dantas Medeiros, conquistou seu primeiro título

leiro Mario Appel com Cote D’Or, cavalo recentemente adquiri-

paulista com 29 pontos perdidos. www.fph.com.br

40


Oi

Copa Gerdau

Serra e Mar

> A primeira etapa da Copa Gerdau de Hipismo, nos dias 1 e 2 de abril, contou com 81 conjuntos. As provas ocorreram nas depen-

Francisco Musa sagra-se campeão da primeira etapa do concurso que movimentou a Hípica Brasileira A sétima temporada do Oi Serra & Mar teve início no dia 8 de abril, na Sociedade Hípica Brasileira, no Rio de Janeiro. Este ano, a abertura do evento distribuiu 150 mil reais em prêmios. Além de classificatório para o Oi Athina Onassis Horse Show, o evento foi um observatório para a formação da equipe brasileira nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, em outubro, no México. O cavaleiro Francisco Musa foi o grande campeão do Oi Serra e Mar de Hipismo. Musa, com o Brasileiro de Hipismo Premiere Xindoctro Método, sagrouse campeão do Grande Prêmio Oi de 1,50m. Ao todo 40 conjuntos largaram na primeira volta do GP, que teve seu percurso armado pelo brasileiro Guilherme Jorge. À noite, os dez melhores voltaram para a segunda e decisiva rodada. O GP foi válido como a 1ª seletiva rumo aos Jogos Pan-Americanos 2011. Antepenúltimo conjunto em pista, Musa com seu BH Premiere Xindoctro, garantiu pista limpa, em 41s94. O resultado lhe garantiu a vitória no GP e, somado ao 2º posto na prova da véspera, a liderança na 1ª seletiva em solo brasileiro rumo ao México. O carioca Pedro Monteiro com JCR Emington, também sem faltas, em 45s59, sagrou-se vice-campeão. Por São Paulo, Lourenço Vieira da Silva montando a BH

dências do Jockey Clube Pérola das Colônias, em Caxias do Sul. Na grande prova, 1,30m, Tiago Zart Arruda venceu no sábado com Senhorita Caliana Joter. O grande campeão do domingo foi Gustavo Xavier montando Galileu. Ao todo a Copa terá cinco etapas, sendo a final sediada em Porto Alegre. www.fgee.com.br

Clínica com Bernardo Alves > O cavaleiro olímpico Bernardo Alves ministra entre os dias 19 a 22 de maio uma clínica de Salto para cavaleiros e amazonas selecionados. O local escolhido é o Centro de Treinamento Helvetia Riding Center (HRC), em Indaiatuba-SP. As vagas são limitadas a 36 conjuntos. A taxa de inscrição será de R$2200. www.fph.com.br

CCE - Rumo a Londres 2012 > No dia 17 de Abril, o cavaleiro paulista

Singular Pia Lena Jmen garantiu o terceiro lugar com uma falta, em 41s30.


Ruy Fonseca, terminou a seletiva olímpica

Brasil e o Pan-Americano 2011

do Concurso Completo Internacional 3*,

Musa lidera o processo seletivo em solo brasileiro visando a formação da

realizado em Vairano, na Itália. Montando

equipe brasileira no Pan 2011 com zero pontos perdidos. O 2º posto cabe a

Tom Bombadill, Ruy conquistou a 8ª colocação

dois jovens talentos: o mineiro Lucas Costa Araújo com seu Lavito Pádua Mé-

com 53 pontos. Em março, Ruy conseguiu seu

todo, com 3.44 pontos perdidos, seguido por Pedro Monteiro com JRC Eming-

primeiro índice de qualificação. Agora, com

ton, que acumula 5.42 pontos.

o segundo índice garantido, Ruy já

“Esse começo foi melhor do que esperava. Estou focado desde o final do

está tecnicamente qualificado para

ano passado na minha preparação para o Pan. Contar com a presença do Rodri-

as olimpíadas de Londres 2012.

go Pessoa (técnico da equipe brasileira) é sempre importante o que nos obriga

www.cbh.org.br

a fazer o melhor. É uma pressão boa, bastante positiva”, analisou Musa, de 32 anos, que levou a fatia de 30 mil reais dos 100 mil reais distribuidos no GP Oi.

Rogério Clementino

O técnico da equipe brasileira de Saltos, Rodrigo Pessoa, recém liderou o

> Com a marca de 71,950% de aproveitamento,

time brasileiro que garantiu a vaga Olímpica para Londres 2012, com o 4º posto

Rogério Clementino e Sargento do Top

por equipes nos Jogos Equestres Mundiais 2010 .

executaram a melhor dança perante o júri

“Foi muito bom observar todos os conjuntos. Como as seletivas terão

do Oi Serra Mar de Hipismo. Em sua terceira

grau de dificuldade progressiva não foi um começo muito puxado”, disse Ro-

vitória o sul matogrossense lidera rumo ao

drigo Pessoa, que traz em seu incomparável currículo os títulos de campeão

Pan Americano de Guadalajara, no México. Já

olímpico, mundial e tricampeão da Copa do Mundo.

Rodolpho Riskalla com Nilo VO e Mauro Pereira

A próxima etapa do Oi Serra & Mar será nos dias 3, 4 e 5 de junho, no Helvetia Riding Center, em Indaiatuba-SP, e o Hotel Porto Belo, em Mangaratiba -RJ, foi o escolhido para sediar a final.

www.cbh.org.br

Júnior, com Tulum Comando SN, empataram na 2ª colocação, com 69,200%.

www.cbh.org.br 41


Encontre os melhores profissionais do segmento e as melhores opções Unindo você a sua paixão

em compras, de algumas das principais cidades do circuito nacional. Para estar no GUIA 4 PATAS, ligue para 41 3203.1960

i n str u tores Alexandre Gadelha

Clodoaldo dos Santos

Ciro Abel

Telefone: (11) 7310 0766 Clube Hípico Santo Amaro alex_gadelha@hotmail.com São Paulo

Telefone: (47) 9636 8369 Joinville Country Clube secretaria@sitejcc.com.br Santa Catarina

Telefone: (51) 9641 7755 Centro Hípico Porto Palmeira portopalmeira@uol.com.br Rio Grande do Sul

Fabio Sarti

Leandro Jorge Cardoso

Cristiano Quadros de Castro

Telefone: (11) 8133 0190 Sociedade Hípica Paulista www.fabiosarti.com.br São Paulo

Telefone: (48) 7812 0504 Movimento Equestre ljccardoso@yahoo.com.br Santa Catarina

(51) 3385.1635 / 9318 8389 Escola de Equitação Cristal crico@plugin.com.br Rio Grande do Sul

Marcelo Blessman

Francisco Luiz Viana

Cristovão Delagerise

Telefone: (11) 8334 3434 Assessoria B.H. - Juíz Nacional B.H. mblessmann@hotmail.com São Paulo

(47) 9122 7534 / 84*78758 Centro Equestre Leme chico_cavaleiro@hotmail.com Santa Catarina

Telefone: (54) 8146 7833 Centro Hípico e Haras MD ctdellagerisi@hotmail.com Rio Grande do Sul

Yuri Mansur

Rafael Lindner Dias

Denis Gouvea

Telefone: (11) 9647 0030 Assessoria yuri_mansur@yahoo.com.br São Paulo

Telefone: (47) 9977 3393 Assessoria lindnerdias@yahoo.com.br Santa Catarina

(51) 8126 2814 / 134*2902 Centro Hípico Lacan www.chlacan.com.br Rio Grande do Sul

Eduardo Marquezi

Coronel Silva Júnior

Eroni Pacheco

Telefone: (41) 9622 3687 Sociedade Hípica Paranaense Paraná

Telefone: (41) 9600 5550 Col. Militar/Sociedade Hípica PR vicentesjunior@brturbo.com.br Paraná

Telefone: (54) 9992 2722 Centro Hípico e Haras MD eronipacheco@yahoo.com.br Rio Grande do Sul

Anderson Tonon

Struz, Silvio Eduardo

Tina Louise

(41) 7811.4246 - 92*3138 .78114720 Sociedade Hípica Paranaense www.andersontonon.com.br Paraná

(41) 3649 4756 / 7815 0322 Centro Equestre Gallope www.hipismostrutz.com.br Paraná

Telefone: (41) 7815-1304 Sociedade Hípica Paranaense tinalouisevargas@gmail.com Paraná

André Guérios

Vailton Jaci Cordeira (Baíca)

Rafael Lima (Foguinho)

Telefone: (41) 9947 0172 Sociedade Hípica Paranaense andreguerios2009@hotmail.com Paraná

(41) 9987 4578 / 92*5248 Sociedade Hípica Paranaense baicahipismo@terra.com.br Paraná

(51) 8136 3339 / 8545 9547 Centro Hípico Lacan rafafoguinho@hotmail.com Rio Grande do Sul

Alonso Tarifa

Marcos Capra de Castro

(61) 9271 3241 / 97*6495 Sociedade Hípica de Brasília alonsotarifa@hotmail.com Brasília

(48) 9969 0390 Sociedade Hípica Catarinense marcos_capra_castro@hotmail.com Santa Catarina

Para anunciar, ligue 41. 3203 1960


S elarias Selaria Santa Rosa

(41) 3266 7831 Vitor Ferreira do Amaral -Jockey Club www.selariasantarosa.com.br Paraná

Cavallus

Telefone: (61) 3445 2008 Setor Hípico Sul. dentro da SHBR www.cavallus.com.br Brasília

Galope Sport

(19) 3894 5493 / 9177 3894 Rancho Império www.galopesport.com.br São Paulo

Horse Shop

Maison du Cavalier

(11) 8380 0853 Alameda das meninas,265-Cotia www.horseshop.com.br São Paulo

Telefone: (11) 5505 0900 R. Quintana 206, dentro da SHP www.maisonducavalier.com.br São Paulo

Selaria Artcouros

Selaria Dias

Selaria Santa Rosa

Telefone: (48) 3284 3084 R. Gustavo Zimmer Lote 17 www.selariaartcouros.com.br Santa Catarina

Telefone: (41) 3232 8275 R. Visc. de Guarapuava 2219 www.selariadias.com.br Paraná

Telefone: (51) 3241 8455 R. Cel.Claudino 10 CS12-Jockey Club www. selariasantarosars.com.br Rio Grande do Sul

(16) 7811 4825 / 7*87989 R. Pedro Barbieri 9003 Chácara 01 neltonmarcon@hotmail.com São Paulo

(51) 3311 1256 / 9333 1556 Av. Juca Batista 4931 mariahipica@hotmail.com Rio Grande do Sul

Salto e Sela

Centros hípicos e criadores Equipe Marcon-S.H.Ribeirão Preto

Ecuyer

Centro Hípico Alterosa

(61) 9271 4945 INCRA 9 – chácara 3 / 465 rafa.d.j@hotmail.com Brasília

Telefone: (11) 5533 2990 Av. Santo Amaro 1775 www.saltoesela.com.br São Paulo

Haras Rio Acima

EOHIPPUS

Sociedade Hipíca Paranaense

Telefone: (12) 9715 8123 F. Sta Cruz do Rio Acima - Paraitinga visikerly@hotmail.com Raça B.H. São Paulo

(41) 3669 2940 / 92*10611 R.FranciscodeAssisRicardo150-Piraquara eohippus@ig.com.br Paraná

Telefone: (41) 3266 6644 Br 116 / km 93 www.hipicaparanaense.com.br Paraná

Rancho Império

Haras HDB

CEHIP - Marina Cassetari

Telefone: (19) 9771 3949 R. Norte 118 - Indaiatuba ranchoim@terra.com.br São Paulo

(41) 3332 6500 / 9101 0387 Prolongamento Av. Iraí, 15 www.hdbextreme.com Paraná

Telefone: (48) 7812 0726 R. Anardina Silveira Santos 441 www.cehip.com.br Santa Catarina

Centro Equestre Gallope

Manege das Araucárias

Movimento Equestre

(41) 9987 5588 Estrada da Fazendinha, km 6 - Araucárias manegedasaraucarias.com.br Paraná

(48) 3357 3159 / 7812 0504 Av. Vidal Vic. de Andrade 676 movimentoequestre.com Santa Catarina

By Ranna

Centro Hípico Lacan

Sociedade Hípica Portoalegrense

Telefone: (51) 9965 8889 Beco do Schneider - Porto Alegre milucan_n@hotmail.com Rio Grande do Sul

Telefone: (51) 3268 8662 R. Schneider 697 www.chlacan.com.br Rio Grande do Sul

Telefone: (51) 3264 1099 Juca Batista 4931 www.hipicapoa.com.br Rio Grande do Sul

C. Hípico e Haras MD

Joinville Country Club

Hípica Beija-Flor

Telefone: (54) 3313 3769 Estrada Santo Antão s/n www.harasmd.com.br Rio Grande do Sul

Telefone: (47) 3489 9620 Estrada da Ilha 4830 www.sitejcc.com.br Santa Catarina

Telefone: (47) 9979-1777 Rua da Palha, 300 - Camboriú contato@hipicabeijaflor.com.br Santa Catarina

Telefone: (41) 3649 4756 BR 277 km 104,6 nº 10200 ivanjmr@onda.com.br Paraná


f edera ç õ es Federação Paulista de Hipismo

Federação Hípica de Brasília

Federação Paranaense de Hipismo

F. Catarinense de Hipismo

F. Gaúcha de Esportes Equestres

Federação Eq. Rio de Janeiro

Presidente: Eduardo Caldeira Telefone: (11) 5642 3350 R. Carmo do R. Verde 241 - 10º Andar www.fph.com.br São Paulo

Presidente: Artisio Prandini Neto Telefone: (47) 3350 6881 Av. Antonio Heil km 29,5 nº33 s.4 www.fch.com.br Santa Catarina

Presidente: Rodrigo Otávio Kost Telefone: (41) 3363 3406 R. Itupava 1299 sala 111 www.fprh.com.br Paraná

Presidente: Luiz Felipe R. Coelho Telefone: (61) 3245 5870 SHIP Sul Lote n08 www.fhbr.com.br Brasília

Presidente: Pedro Valente (21) 2539 4602/ R. Jardim Botânico,421 www.feerj.com.br Rio de Janeiro

Presidente: João Mazzaferro Telefone: (51) 3264 1297 Av. Juca Batista 4931 www.fgee.com.br Rio Grande do Sul

VENDA DE CAVALOS e transporte Cavalos de Salto

(11) 7741 9558 / 11*53207 Bolívia raphaelbarros@djalmaleiloes.com.br

Quality Horses

FV Consultoria Equestre

Telefone: (11) 4778 1344 Est. José Mathias de Camargo, 625 qualityhorses@hotmail.com São Paulo

Marcelo Mesias

Raphael Barros

(11) 9121 0633 | 7695 6865 contato@cavalosdesalto.com.br www.cavalosdesalto.com.br São Paulo

Telefone: (19) 9771 3949 Rancho Império ranchoim@terra.com.br São Paulo

Falcão Transporte

47) 9122 7534 / 84*78758 Youtube: fvequestrianteam chico_cavaleiro@hotmail.com Santa Catarina

(41) 3627 1582 / 9946 8295 falcaotransporte@gmail.com Paraná

V E T E R INÁ R I O S Pedro Vicente Michelloto Jr

Valdir Roberto Tonin

Telefone: (41) 9974 2888 Sociedade Hípica Paranaense valdiroberto@globo.com Clínica e cirurgia equina Paraná

Eduardo Geyer

Telefone: (41) 9234 9218 Jockey Club do Paraná michelottojunior@yahoo.com.br Clínica, cirurgia e acupuntura Paraná

CARE Centro Avançado de Reabilitação

Marcelo Miranda

João Luiz dos Santos

(41) 3076 3218 / 96*1813 Jockey Club do Paraná j.garotti@uol.com.br Radiografia digital / Clínica e cirurgia Paraná

Telefone: (41) 3667 7077 R. Fran. de A. Ricardo 10 - Piraquara mdm.gr@terra.com.br Podiatria (cascos e ferrageamento) Paraná

(51) 7815 7394 / 8404 0800 Sociedade Hípica Portoalegrense edugeyer@yahoo.com.br Odontologia equina Rio Grande do Sul

J.S

Telefone: (47) 9985 4372 eohippus_joao6@hotmail.com Clínica e cirurgia equina Santa Catarina

p rod u tos e ser v i ç os Lab. de Análises Cliínicas Tarumã

Murilo Nichele Telefone: (41) 3366 7616 / 9974 4955 Av. Vitor F. do Amaral - Jockey Club - PR tarumalab@hotmail.com Paraná

Road House Grill

(61) 3321 8535 / 3034 8535 Brasília SCES e Terraço Shopping www.roadhousegrill.com.br Brasília

Palmilhas ESE

Telefone: (41) 3667 7077 R. Francisco Assis Ricardo,10 - Piraquara www.palmilhasese.com.br Paraná



Revis Mundo Equestre - Maio 2011