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A PURA VERDADE QUE A HISTÓRIA NUNCA ESCREVEU!

A. Marques


Título: A PURA VERDADE QUE A HISTÓRIA NUNCA ESCREVEU Autor: A. Marques Capa e Paginação: Bruno Cortes Imagem da capa: © Bruno Cortes Este livro pode ser comercializado gratuitamente. Para esse fim, terá que contactar através do mail mundo.de.amanha@gmail.com


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A PURA VERDADE QUE A HISTÓRIA NUNCA ESCREVEU

«Anda em minha presença e sê perfeito». (Génesis. 17:2) Conheceis este Deus? Tendes a certeza que Ele existe? Grandes surpresas vos esperam! A certeza da prova da existência de Deus, é para muitos, uma das certezas mais difíceis de encontrar, enquanto que para outros, é a coisa mais simples. Quer para uns quer para outros, irão ser aqui apresentadas as provas mais espectaculares e inconfundíveis, que derrubarão toda e qualquer dúvida sobre a prova da existência de um grande Deus. Esse grande Deus, que criou os céus, a terra, a luz, a vida, o mar e as montanhas. Montanhas, que à Sua vinda, Ele mesmo removerá do seu lugar com a mesma facilidade com que as criou. A Sua tão necessária intervenção, dará fim a um mundo caótico e angustiante, que o homem, seduzido por Satanás, irá loucamente continuar a percorrer até lá. Se O Messias não viesse, seria o fim da humanidade, mas o homem não é consciente disso, porque não sabe aquilo que o espera. O homem não consegue ver esse grande precipício que está mesmo diante dos seus olhos, porque Deus guardou misteriosamente até ao tempo por Ele determinado, aquilo que a humanidade nunca entendeu, e que será explicado neste livro. Mas o grande Deus vai intervir nesta terra, ainda que muito poucos acreditem e o desejem, porque não entendem a Sua tão necessária intervenção. É isso que nos explicam as Sagradas Escrituras. Existem muitos, para quem a verdade das Escrituras é tratada com uma profunda indiferença. Mas paradoxalmente, também existe o contrário, em que se acredita em quase tudo, sem se sentir a necessidade de provar nada. Qualquer destes extremos, não são a melhor forma considerada lógica e racional, para encontrar essa resposta fundamental que toda a humanidade necessita, mas que muito poucos conseguem entender. Como realistas que somos, muito poucos mostram interesse por esse conhecimento, que, como dizem as Escrituras, ultrapassa todo o entendimento. Através das Escrituras, irão ser apresentadas algumas das muitas provas irrefutáveis e extraordinárias, que ao longo dos séculos têm sido incompreensíveis para a grande maioria dos grandes homens que fizeram a nossa história. Para a ciência, os teólogos, os filósofos, os grandes pensadores, e bem entendido as grandes confissões religiosas, com extensão para o resto da humanidade. Pode parecer aqui um excesso de ousadia, mas na conclusão deste trabalho, essa prova ficará bem patente. A manifestação de tal prova, torna-se ainda mais inaceitável para estes, quando a Bíblia apresenta certas pessoas simples, nas -5-


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quais se manifesta a compreensão de tais mistérios. Estas últimas, não são em si mesmas diferentes daquelas que não compreendem, salvo na sua atitude humilde, e forma de viver. Porque tais conhecimentos só são possíveis por Deus, pelo que, não existe nenhum mérito para o homem. Assim, é para esses homens, que, pela sua humildade tiveram o grande privilégio de as compreenderem, e a porta ainda está aberta para mais alguns. Existem, como se sabe, várias classes e diferentes níveis de conhecimentos, os quais são muito variáveis. A sua recepção enquanto conhecimento religioso, depende sempre de vários factores que influenciam o conhecimento, a vida e a forma de viver de cada homem em particular. O primeiro, é, bem entendido, o meio onde se nasce. Depois, a religião dos seus pais, também ela geralmente influenciada pela cultura do seu país de nascimento. Mais tarde, por uma razão ou por outra, essa educação religiosa pode ser alterada. Dependerá em muito do seu nível intelectual ou do meio da sociedade onde cresceu e faz a sua aprendizagem profissional. Poderia falar-se ainda de outros factores, mas certamente que é fácil comprovar que o nosso mundo, é hoje uma cidade virtual, onde vivem muitos milhões de pessoas de diversas nacionalidades e culturas, que se confundem entre si. Além de todos os meios de comunicação que se encontram em quase todo mundo, disponíveis a qualquer momento. Ainda que assim não fosse, o nosso mundo, desde muito cedo ainda antes da era cristã, foi envolvido de várias filosofias fundadas sobre aquilo que se pensou ser a realidade sobre Deus, e que ao longo da história, serviram para fundar as diversas formas de civilização. Mas o único conhecimento do mundo espiritual, ultrapassa de longe o mundo papável. É aqui que reside a origem da grande confusão do nosso mundo. Este mundo, que por sua vez também foi influenciado por doutrinas e tradições, que muito poucos se interessam por saber a sua proveniência e a utilidade da sua prática. A grande maioria das que conhecemos nos nossos dias, pelo menos, têm as suas raízes provenientes da terceira geração do pós dilúvio. As provas da existência de Deus, que irão ser apresentadas, não são fruto da sabedoria do homem, nem da sua inteligência pessoal, a qual sempre foi e será limitada. Mas sim, da parte Desse Deus que tudo criou, inclusivo o ser humano segundo a Sua aparência. É somente a Deus que se deve a verdadeira compreensão das Escrituras. Ele disse: -6-


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«Lembrai-vos das coisas passadas, desde a antiguidade: Que eu sou Deus, e não há outro Deus. Não há outro semelhante a mim. Que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade, as coisas que ainda não aconteceram. Que digo: O meu conselho será firme, e farei toda a minha vontade. Que chamo a ave de rapina desde o Oriente, e o homem do meu conselho desde terras remotas. Porque assim o disse, e também o farei. Ouvi-me, ó duros de coração, os que estais longe da justiça» (Isaías.46:9-12) É baseado nesta informação, que irá ser fundado este trabalho. É esse grande Deus, que elaborou e distribuiu este maravilhoso universo a todos esses seres, dos quais a maioria sempre O desprezou. Assim, ao longo dos séculos, todos nós temos sido vítimas da falta de um conhecimento fundamental, que teria dado a todos os homens o mesmo conhecimento e a resposta exacta, sobre a questão de saber, se Deus é uma realidade, ou apenas um mito. Mas pior ainda, é que muito poucos se interessam de saber, ainda que muitos digam que O servem. Existe alguma forma de saber se Ele existe? Se Ele existe, porque motivo então, há tão poucos que verdadeiramente acreditam e O procuram? E se não existe, porque motivo tantos outros, pensam o contrário? Ao longo deste trabalho, irão ser apresentadas muitas provas, que poderão satisfazer, ou contrariar quem as ler. Dependerá em muito do interesse de cada um, e do que pode representar para ele saber a verdade, essa verdade que muitas vezes, muitos não querem saber. Para muitos, Deus não existe! Não existe, porque dizem: nunca O terem visto pessoalmente. Se O vissem, aí sim, as coisas poderiam mudar de figura. Esta é uma forma de pensar que aparentemente pode ser vista como lógica, mas a história prova, que ela já foi real no passado, e no entanto, mais de 99% dos que O viram e conviveram com Ele, não acreditaram Nele. Ele, que foi a grande personagem de destaque e admiração nos últimos três anos e meio da sua vida enquanto homem. Essa visão pessoal, sempre foi causa de admiração, sempre que Ele tinha sobretudo, uma intervenção sobrenatural, e foram muitas. Depois de Ele ter anunciado mais de 1000 anos antes que viria para o meio dos homens, Ele disse antecipadamente onde nasceria, como viveria, como morreria e ressuscitaria. E afinal, quantos -7-


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acreditaram Nele? Poucos! muito poucos. Pouco depois da sua morte e ressurreição, Ele voltou apresentar-se entre os homens, e no entanto, somente cerca de 120 de entre esses milhares de pessoas que O conheceram pessoalmente, no meio dos quais Ele conviveu durante os últimos 3 anos e meio da sua vida na terra, que viram a sua grandeza entre os homens, e, no entanto, somente este pequeno grupo seguiu as suas instruções, ao reunir-se no dia de Pentecostes, como Ele lhes tinha ordenado. Dá, pelo menos a ideia, que muito poucas pessoas acreditaram nas suas instruções, não é verdade? Obviamente que se está falando de Jesus Cristo. Para muitos a Sua existência, terá tido início quando nasceu entre os homens, mas o que muitos não sabem, é que Ele já era Deus, desde a eternidade. Foi Ele, quem sob as ordens do Seu Pai, nesse tempo o Deus Altíssimo, criou todo o universo, e inclusivo, o homem à Sua imagem. Por isso já era Deus, esse Deus que veio viver entre os homens, mas que os homens têm rejeitado. E, quando analisamos o que se passa nos nossos dias, constata-se que na realidade nada mudou desde então. A única forma de levar a humanidade a acreditar Nele, seria talvez, se Ele viesse e pusesse fim a todos os sofrimentos. Mas isso não significa ainda que O acreditassem. Porque para tal fim, Ele entregou ao homem um grande manual de instruções, para que o homem pudesse verdadeiramente viver uma vida de paz e abundância, mas que muito poucos aceitam. Mas se Ele agisse assim, não há a menor dúvida, que o homem momentaneamente, deixaria de questionar-se, pelo menos durante um certo tempo, não é verdade? Ainda que este ponto não faça parte deste sujeito aqui, saibam que Ele virá, precisamente para que a terra tenha uma nova vida, mas a grande maioria dos homens, também não acredita nisto. Mas, por outro lado, muitos acreditam em qualquer coisa sem sentirem a necessidade de provar as suas crenças e a suas práticas, como se a responsabilidade pessoal, fosse unicamente de quem diz ser assim. Mas uma das provas mais reais e palpável da Sua existência ao alcance de todos os homens, é aquilo a que podemos chamar, a simples vida da natureza. Basta olhar a vida deste imenso universo, e com uma racionalidade simples, entender, que a complexidade deste maravilhoso sistema vivo, e tudo o que o rodeia, é obra e fruto de um conhecimento, e de uma sabedoria sem limite (Isaias .40:26). Além desta simples e magnífica realidade, irão ser dadas muitas provas, que, para qualquer homem, qualquer que seja a sua opinião sobre Deus, lhe permitirá pelo menos, poder meditar sobre a perfeição como tudo se -8-


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tem realizado ao longo dos séculos. Essas provas, são a realização das Profecias. Elas provam irrefutavelmente, que alguém, ainda que desconhecido de muitos, tem que existir. Caso contrário, seria impossível que tais acontecimentos pudessem ter sido concretizados como têm sido ao longo dos séculos, e o serão nos tempos vindouros. Desta forma, a incredulidade parece não ter lugar neste mundo onde vivemos. Quem se interessar por elas, verá que, de entre os homens, ainda que fossem eles quem escreveram as profecias, nenhum poderia adiantar informação sobre uma ínfima parte dos acontecimentos a que elas se referem e que aconteceram. Bem como a forma como esses acontecimentos anunciados se concretizaram. Por vezes, anunciados milhares de anos antes, e eles realizaram-se e continuarão a realizar aos olhos dos homens. Mas uma outra coisa também é verdade. Poucos se terão apercebido disso. A grande prova, é que essas profecias informavam: A data, o local, os diversos intervenientes e o seus nomes, os seus países, além da forma, as consequências, e a precisão com que elas se realizaram. É verdade que, existem muitas ideias contraditórias por parte de muitos homens considerados sábios de entre os homens, mas a essa sabedoria, Deus chama-lhe loucura, e insensatez.

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O DEUS REAL, MANIFESTA-SE ATRAVÉS DAS SUAS OBRAS Que Deus tenha criado todo o universo, não é uma realidade para uma grande parte das pessoas nos nossos dias, e no entanto, ninguém até hoje conseguiu apresentar uma prova contrária, uma prova absoluta. As muitas que supostamente têm aparecido no mundo científico, têm sido sempre provas que têm durado apenas um tempo. Porquê tanta dúvida e incerteza, quanto à existência de Deus? Se o leitor nunca pensou sobre esta questão, as respostas dadas através deste trabalho, poderão mudar radicalmente a sua opinião! Ainda que seja livre de as aceitar ou rejeitar. No presente artigo, iremos examinar as origens da decadência do conhecimento, e apresentar provas mais extraordinárias sobre as questões sobre o verdadeiro Deus. Já alguma vez acreditou, que Deus existe? Se sim; tem a certeza absoluta? E se não, como pode provar tal coisa? Estais à altura de o poder provar? Existe um Verdadeiro Deus, ou existem vários deuses? A ideia de que existe um Deus Verdadeiro, é real, ou fruto da imaginação humana? Será assim tão importante o acreditar na existência de Deus? É possível apresentar provas da existência de Deus? Ou pensais que não tem qualquer importância? Estas questões, ainda que se possa pensar o contrário, são as mais importantes na vida de todo o homem que já alguma vez veio a esta terra. Milhões de pessoas dizem acreditar em Deus, ao mesmo tempo que para elas, O Deus Verdadeiro não lhes é sinceramente real. E portanto, Ele é mesmo uma realidade! Deus, é Ele realmente real para si? O Deus que vós venerais, se é que venerais algum, é Aquele que nos é revelado através das páginas da Bíblia? Será possível que a vossa percepção sobre Deus tenha sido o resultado concebido pela mente dos homens? A dúvida e o cepticismo que se infiltrou na nossa sociedade, terá ainda influenciado as suas ideias sobre Deus? Nos tempos que correm, muitíssimas pessoas têm enorme dificuldade em encontrar respostas sólidas e concretas no respeitante a Deus. Talvez que, para vós, seja uma grande surpresa descobrir que o nosso mundo moderno sofisticado e instruído, tenha sido desde quase o seu nascimento, seduzido quanto à resposta às questões mais importantes da vida! A verdade sobre O Deus real, foi pervertida e sufocada, não so- 10 -


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mente pelos filósofos ateus seculares, desde tempos antigos, mas também pelos teólogos perdidos! Mesmo parecendo ultraje esta afirmação, é exactamente o que a Bíblia anunciou antecipadamente, apoiada agora pelos factos reais que têm tido lugar ao longo da história, como iremos verificar ao longo deste estudo. Os ateus afirmam que Deus não existe e que a crença da Sua existência, não é outra coisa que uma invenção humana. Os agnósticos dizem que é impossível saber se Deus existe. Quanto aos biologistas evolucionistas, pensam que Deus não nos é necessário: Os científicos seculares, procuram afastar Deus de qualquer discussão, partindo do princípio que este assunto permanece pessoal, pois que se trata de uma crença que pode ser individual, sem apoio de qualquer prova. Muitos outros homens têm uma opinião comum, quando olhando toda a espécie de tragédias e injustiças, dizem: Deus não existe! Se Ele existisse, na verdade, estas coisas não aconteceriam. É importante, apesar de tudo, ter tal opinião sobre Deus. Mas parece haver aqui um paradoxo. Por um lado, dizem não existir, por outro lado imaginam-no bom. Um Deus que não permitiria que tais tragédias aconteçam. Mas o que todos ou quase todos desconhecem, é que não é Deus que está na origem desses inúmeros desastres, ainda que Ele tenha a possibilidade de os impedir. Só que Deus, não pode ser aquele Deus que a humanidade quer, cada um à sua maneira. A humanidade desde muito cedo, perdeu de vista aquele manual de instruções, que lhe teria dado a saber, como tomar as boas decisões, para que todas essas desgraças não aconteçam. Esse manual é a Bíblia. É aí, que Deus manifesta o Seu carácter. Foi exactamente para que tais tragédias nunca acontecessem, que Deus antecipadamente deu esse manual de instruções, mas porque o homem o rejeitou desde o princípio da sua existência ainda que pense o contrário, e assim o sofrimento se tem multiplicado ao longo da história da humanidade. Se reparar-mos simplesmente para a base de toda a lei que Deus estabeleceu para toda a humanidade a qual se encontra no livro do Êxodo, podemos sem qualquer dificuldade ver, que, se a humanidade o tivesse aplicado ainda que somente a letra dessas instruções, quanto diferente seria o nosso mundo. Se formos pelo menos um pouco honestos, somos obrigados a reconhecer quanto real é esta realidade. No citado livro diz: «Então falou Deus todas estas palavras dizendo: Eu Sou, o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. - 11 -


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Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te curvarás a elas, nem as servirás. Porque eu, O Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a maldade dos pais nos filhos, até à terceira e quarta geração, daqueles que me aborrecem. E faço misericórdia, em milhares, aos que me amam e guardam os meus mandamentos. Não tomarás o nome do Senhor teu Deus, em vão. Porque o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia, é o Sábado Do Senhor teu Deus. Não farás nenhuma obra, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor o céu, a terra e o mar, e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou. Portanto, abençoou o Senhor o dia de Sábado, e o santificou. Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor, teu Deus, te dá. Não matarás. Não adulterarás. Não furtarás. Não dirás falso testemunho contra o teu próximo. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo» (Êxodo20:1-17) Cada um pode comparar estas instruções, que são somente a base de toda a lei, e reconhecer quanto diferente é o nosso mundo. Deus estabeleceu a Sua lei, para que a humanidade pudesse saber como escapar a todo e a qualquer sofrimento. Entendem agora porque motivo a humanidade sofre? A humanidade sofre, porque ainda hoje o homem não aplica na sua vida tais instruções. Ainda que saiba todas as coisas, Deus não é alguém que corre atrás dos homens para ver o que eles fazem e castigá-los ou abençoá-los de acordo com as suas obras. Não! Deus não precisa, porque a bênção ou a maldição fica decidida automaticamente na acção de cada um. É somente depois uma questão de tempo. Todo o homem que não mentir, não roubar, não acusar falsamente, não matar, não cometer adultério e por ai adiante, nunca terá que sofrer por tais actos, visto que não os cometeu. É simples, é claro e sem qualquer necessidade de explicação adicional. Mas agindo opostamente, fica sujeito à condenação. Deus deu as instruções e depois disse: «Os céus e a terra, tomo hoje por testemunhas contra vós, que - 12 -


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vos tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe pois, a vida! Para que vivas tu e a tua semente» (Deuteronómio. 30:19). Deus deu a escolha à humanidade, e o que temos no nosso pobre mundo, é o resultado dessas escolhas que o homem tem feito ao longo da sua vida. Deus quer que o homem reconheça e entenda, que, seguindo o seu próprio caminho ceifará aquilo que semear. Ele disse por intermédio do apostolo Paulo:” Não erreis: Deus não se deixa escarnecer. Porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará» (Gálatas. 6:7). E como todos estes desastres acontecem, a razão é evidente. E, porque Deus não intervém, então a dúvida sobre a sua existência predomina. Mas, entre todos os pecados, existe um que passa como uma coisa banal entre os homens, e portanto é o princípio do fim. Esse grande pecado é a cobiça. A cobiça, segundo o apóstolo Timóteo, é a fonte de águas negras que rega a raiz de todo o sofrimento. A cobiça, é a origem de todas as guerras, de toda a fraude, de todo adultério, de toda a idolatria, da ganância, etc. Timóteo diz o seguinte: “ Porque o amor do dinheiro, é a raiz de todos os males (…) (1ºTimóteo.6:10). E, no entanto, é um comportamento visto nos nossos dias quase como uma coisa natural. Quanto vendados estão os olhos da humanidade. Foi a cobiça, que levou Eva a apoderar-se do fruto proibido e que deu origem à decadência da humanidade, e foi a mesma cobiça que levou Satanás, a tentar apoderar-se do trono de Deus, tornando-se assim o inimigo nº 1 de Deus e do homem criado à Sua imagem. O homem é livre das suas acções, é verdade, mas não deixa de ser responsável por elas. Por isso, Deus não é responsável pelo resultado das acções que o homem decide. Mas por detrás de todo e qualquer desastre, existe uma razão, ainda que por vezes não seja bem entendida pelo homem.

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O DESTINO DA HUMANIDADE Quando Deus criou o homem, estabeleceu ao mesmo tempo para ele um grandioso projecto, mas este, a raras excepções, nunca o entendeu. Isto pelo facto que aconteceu logo a partir de Adão e Eva, e, daí para cá, o homem tem vivido com os seus altos e baixos, como já foi analisado várias vezes. Muitas são as vezes, que quando as inúmeras desgraças acontecem, o homem, aquele que mesmo parcialmente acredita na existência de um Deus, pensa, que tudo acontece porque Deus assim decidiu. Deus nunca marcou o destino a qualquer homem, salvo muito raras excepções, quando escolheu certos homens para o seu serviço na terra. Como simples exemplo, imaginai se Deus marcasse o destino a qualquer homem, que durante a sua vida, fosse um assassino, um terrorista, um salteador, um pedófilo, ou qualquer outra coisa deste género. Se Deus lhe tivesse marcado o destino previamente, quem era o responsável? Evidentemente que seria Deus, visto que a humanidade não tem qualquer possibilidade de escapar daquilo que Deus determina. Nem sequer Deus, que é justo, o poderia condenar por ter transgredido os Seus mandamentos, visto que lhe tinha previamente marcado o destino para assim fazer. É muito importante que sejamos realistas e procure-mos compreender pelas Escrituras, certas coisas tão simples, e não nos deixarmos influenciar por esta ou por qualquer outra forma de pensar ou ideologia. Por isso, quando certas coisas acontecem e são imensas, as pessoas pensam: Se Deus existisse, isto ou aquilo não teria acontecido. Ou: Deus quis assim. Quem assim pensa, faz ou diz, aquilo que ouviu a outros, e talvez sem ser consciente, está acusando Deus de algo que Ele não fez nem desejou, ainda que o permita. Quem assim pensa, ainda que não saiba, peca grandemente contra Deus. Entendeis isto? E portanto é simples. Esta é uma das grandes razões, porque motivo tantas pessoas duvidam da existência de Deus. Mas este trabalho, irá apresentar, provas grandiosas, que permitirá uma melhor compreensão desta realidade. Muitos teólogos ignorantes e mal intencionados, têm uma boa parte da responsabilidade no conjunto de todas estas dúvidas, ao sugerirem que se pode considerar a existência de Deus, contentando-se de - 14 -


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ter uma fé cega, crendo simplesmente sem a necessidade ou possibilidade de provas! Com tais indivíduos a quem chamam especialistas de ideias contraditórias, não é de admirar que o indivíduo em geral, permaneça na dúvida e mantenha as suas reservas no respeitante a Deus. É importante que o homem saiba, que Deus não necessita do homem para nada, tudo é Dele, pois foi Ele quem o criou. Geralmente tem-se por hábito, pedir a prova de uma compra, sempre que se faz uma aquisição. Requer-se o talão de depósito, sempre que se faz um depósito bancário, mas quando se entra na área mais importante de todas, dizem-nos simplesmente que basta ter “fé “. Uma fé cega, crendo sem qualquer elemento de prova de que Deus existe! Ou então, escutamos os chamados «especialistas,» declarando que Deus não existe, ou então que existe, mas de forma irreal. E, duma ou de outra forma, ficamos na incerteza. Infelizmente não se tem por hábito de verificar seriamente a questão, a fim de analisar a veracidade de tais graves declarações. Para uma grande parte do século passado, muitas pessoas tomaram como um facto consumado, que a ciência podia explicar o universo, sem Deus, e que a Sua existência era mais que duvidosa. Dizem ainda que um povo inteligente, não precisa de acreditar em Deus, mas a realidade, é que nada está mais longe da verdade! Para não inferiorizar a sua influência, muitos teólogos tomam como pretexto, que a Bíblia não é o suficiente para estatuir o dogma respeitante a Deus e à Sua Palavra, tentando acertar o passo numa tentativa de harmonizar a ciência com a religião. E porque não? A ciência, tem nas últimas décadas, conseguido revelações extraordinárias. Ainda que não se manifestem abertamente, mas muitos reconhecem que as supostas descobertas do passado, fundadas em falta de provas, estão condenadas ao fracasso. Este sentimento é real, e manifestar-se-á mais amplamente, à medida que novas descobertas venham a surgir. Isso será muito importante, para que seja revelada a existência de uma mão poderosa em tudo o que nos rodeia. Nos nossos dias, a religião encontra-se em decadência, pelo facto que a verdade referente ao Deus verdadeiro ter sido ignorada e pervertida. Quanto ao Deus da Bíblia, lança-nos um desafio para provar que Ele existe realmente, colocando ao nosso alcance meios específicos para conseguirmos alcançar esse estado. O Deus real, anuncia o futuro antecipadamente, e desafia qualquer homem para que tente ser capaz de O afrontar fazendo igual com uma exactidão infalível. O Deus Criador que inspirou as Sagradas Escrituras, declara com - 15 -


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toda a clareza que pelo facto da humanidade viver afastada das Suas instruções, ela dirige-se para a um desastre fatal. Deus enviará uma vez mais seu Filho Jesus Cristo a esta terra, a fim de terminar com a actual má maneira de governos e instaurar o Seu Reino sobre a terra. Mas na Sua vinda, a humanidade em vez de O receber com alegria, visto que será no momento mais crítico da história da humanidade, e somente Ele trará a solução para todos os sofrimentos, a humanidade irá tentar combatê-lo. É o que nos informa o livro do Apocalipse. Esse reino, será estabelecido sobre a terra e será dirigido com a ajuda dos seus santos. Adorais vós este Deus? É deste Deus Criador, que ouvis falar quando assistis ao culto da vossa igreja, ou quando ligais o vosso posto de rádio ou de televisão, ou nas muitas literaturas que abundam? É deste mesmo Criador que falam os sábios deste mundo? É este Deus que é adorado pela maioria da humanidade? Certamente que não! Neste estudo, podeis ver como e porquê o conhecimento do Deus verdadeiro foi pervertido, bem como podereis aprender a compreender a razão pela qual a nossa sociedade é céptica nas questões respeitantes a Deus. Veremos ainda porque razão as perguntas sobre o Deus Real que são colocadas pela humanidade, não obtêm resposta concretas e verdadeiras. Tendes ainda a oportunidade de estudar por vós mesmos, provas infalíveis que demonstram que Deus é Real e sempre activo, e comprovar que a humanidade em geral se encontra numa confusão quase total, além doutras questões relativas a Deus. Vereis ainda, como foi que esta confusão nasceu e se expandiu através de toda a terra. Primeiramente vamos analisar e se possível compreender, porque razão a nossa cultura moderna vive na ignorância da verdade, e onde teve ela a sua origem. Veremos ainda, porquê o acreditar em Deus “deixou” de ser importante para muitos, bem como as consequências deste comportamento trágico. A humanidade não se pode dar ao luxo de permanecer na escuridão respeitante a estas questões fundamentais, porque o tempo é curto. É possível que as verdadeiras respostas vos choquem e ao mesmos tempo vos surpreendam! Mas elas são a realidade da vida, e estão nas Escrituras.

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UMA RELIGIÃO SUPERFICIAL Várias sondagens de opinião revelam como exemplo, que cerca de 95% de Americanos acreditam em Deus, mesmo se a maior parte vive como se Ele não existisse. Mais de 80% raramente assiste ao culto, onde é lida a Bíblia. Há apenas cerca de 30% que consideram que a Palavra de Deus “ A Bíblia,” lhes diz respeito. Quanto ao resto, ela confia-se à sua consciência e vivem em função daquilo que consideram ser bem ou mal, naquilo que lhes é agradável. Nos países europeus, a crença em Deus, a situação não é melhor, pelo que o número de pessoas ocasionalmente praticantes, é ainda menor. Na Inglaterra, na França, na Itália na Alemanha e nos países nórdicos, 30% e por vezes ainda menos, acreditam num Deus pessoal. (The empty Church: The Suicíde of Liberal Christianity, Reeves, 1996, pág: 51, 61-65). Estes exemplos mostram que para os considerados cristãos, mesmo nos países de tendência cristã, acreditar em Deus não faz parte das suas preocupações. Mesmo que o interesse pela religião permaneça regular junto dos americanos, a América é descrita como um país onde a sociedade é materialista. Edward Farley, professor em Vanderbild Divinity School, afirma que a crença religiosa é marginal, na maior parte das suas instituições culturais, governo, negócios, educação e lazer . O instituto de sondagens George Gallupe, revela que a América é (Uma nação analfabeta em matéria bíblica), no seio da qual somente metade da população adulta é capaz de nomear os quatros evangelhos (ibid., páginas 49 e 63), e que somente metade dos americanos é capaz de citar cinco dos dez Mandamentos. Esses princípios fundamentais que o Deus Real resumiu como base sólida para a humanidade, e a mesma coisa acontece para o resto do mundo. Ora, quando se chega a este estado, não é de admirar que não se viva à luz dessa grandiosa lei. É evidente, que aqui faz-se apenas alusão ao mundo dito cristão. Hoje mais do que nunca, a grande maioria pratica um cristianismo consumista, ou uma religião de café, resumindo, pratica uma religião baseada naquilo que gosta, independentemente de ser bom ou não, rejeitando assim as doutrinas que lhes não interessa. Para a grande maioria, as crenças religiosas são muitas vezes vagas, fortuitas e pessoais, revelando pouca fé e convicção, e onde as doutrinas específicas são habitualmente vazias, onde cada um acredita naquilo que lhe parece justo e importante, ideias em parte do credo da reforma protes- 17 -


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tante, segundo a qual o indivíduo não a igreja nem a Bíblia, é a única autoridade. (Ibid, páginas 61-62) Como iremos ver, esta é infelizmente um tipo de reflexão corrente. Tanto a América como os países da Europa, parecem ter penetrado numa era pós cristã (ibid capítulo 2). Nós deixámos de acreditar nos ensinos que Jesus Cristo nos deu na Palavra de Deus. A Bíblia declara que Jesus Cristo virá de novo à terra, a fim de reinar com os seus santos; (Daniel 2: 44-45 ; 7: 27; (Apocalipse 5:10 11:15-18), todavia, o cristianismo tradicional ensina e a maioria prefere acreditar, que depois da morte vai-se para o céu. Deus diz-nos de nos recordar-mos do dia de Sábado para o santificar (Êxodo 20: 8-11), mas o homem faz neste dia como em qualquer outro, o que bem entende. A Bíblia condena a fornicação, o adultério, a prostituição, a homossexualidade a pedofilia, a morte, a injúria, a corrupção as injustiças a infidelidade a mentira etc. Mas estas práticas, são muitas vezes toleradas e até apoiadas por uma grande parte da sociedade. Tudo isto acontece em grande parte, porque nós esquecemos e rejeitamos ou porque talvez nunca tenhamos ouvido falar do Deus Verdadeiro e nas Suas instruções. Mas, como é que é possível que isto seja verdade, num mundo dito cristão? E portanto é a realidade.

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A RAZÃO SE SUBSTITUI À RELIGIÃO Esta América que proclama ao mundo: (Em Deus nós colocamos a nossa confiança). Ela desenvolveu-se a partir de raízes europeias. A Europa recebeu o conhecimento do Deus verdadeiro trazido pelos apóstolos vinculado a partir de Jerusalém aos europeus, mas nós sabemos que a escola da civilização ocidental, foi construída sobre as ideias nobres da democracia grega e das leis romanas com uma religião estranha. Mas temos a Bíblia e a história, que nos revelam como estas falsas ideias religiosas e culturais destas antigas culturas pagãs, contribuíram para a confusão em que vive a humanidade. No livro dos Actos, podemos ler o que o apóstolo Paulo disse em Atenas aos habitantes locais, referindo-se ao verdadeiro Deus. Tendo encontrado um altar com uma descrição: “ Ao DEUS DESCONHECIDO”, o apóstolo disse: «Esse pois que vós honrais, não o conhecendo, é o que eu vos anuncio» (Actos 17:23 -24). Esse povo podia efectivamente exercer a democracia, mas era totalmente ignorante quanto à verdade em matéria de religião pura! Paulo em Roma foi ainda mais claro quando afirmou aos romanos: «Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça. Porque o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou» (Romanos 1:18-19). Nas palavras de Paulo, estava a afirmação que esses romanos educados estavam sem desculpa, por não conhecerem o Deus Verdadeiro. «Porque as suas coisas invisíveis desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que fiquem inexcusáveis (Romanos 1: 20). Nos versículos seguintes, Paulo diz que esses homens caminhavam erradamente, mesmo conhecendo a existência do Deus Criador, pela Sua criação, não O glorificaram como tal. Tendo como resultado que a sua compreensão se obscureceu de tal modo, que, considerando-se sábios, tornaram-se loucos. Então e hoje? Pois mudaram a verdade de Deus em mentira, honraram e serviram mais a criação do que o Criador, que é bendito eternamente» (Romanos 1:21-25). A Bíblia revela uma certa tendência natural do ser humano e descreve as suas consequências. Como não se preocuparam de conhecer Deus, Ele abandonou-os às paixões infames bem como à confusão religiosa cujos resultados são hoje bem patentes (Romanos 1: 26-32). Nos nossos dias, são - 19 -


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poucas as pessoas que são conscientes que o conhecimento do verdadeiro Deus e do verdadeiro cristianismo levado por Paulo à Grécia e a Roma, durou pouco tempo, sem que fosse substituído em grande parte, por uma mistura de ideias religiosas pagãs, quando se comparam com as Sagradas Escrituras. Como escreveu o historiador católico Will Durant: (O cristianismo não destruiu o paganismo, ele adoptou-o). A forma de cristianismo que se desenvolveu na Europa, e que mais tarde se espalhou nas Américas e no resto do mundo. (Foi a última grande criação do mundo pagão) (Caesar and Christ, Durant, 1944, página 595). Durant e outros historiadores explicam, que a crença no verdadeiro Deus, se transformou na crença numa “ Trindade “, sobre a influência duma cultura pagã. Ele revela que as ideias pervertidas do agnosticismo obscureceram a fé cristã e que os teólogos instruídos na filosofia pagã, procuraram explicar a natureza de Deus, especulando em vez de ensinarem o que Deus ensina a Seu respeito nas Escrituras. Por isso, após séculos de discussão e de debates, não é surpreendente que o Deus abstracto do cristianismo moderno, se assemelhe a muito pouco com o Deus das Escrituras. Outras ideias de origem europeia, minaram e alteraram igualmente os ensinos referentes ao verdadeiro Deus. O século 18, século das “ luzes “ e das descobertas científicas que pareciam contradizer as Escrituras, levaram a alguns a concluir que a Bíblia e o seu Deus, não eram outra coisa que mitos (God “ Funeral, Wilson, 1999). As especulações de Darwin referentes à evolução, pareciam afastar a necessidade de um Deus Criador. Julian Huxley, um dos promotores das ideias de Darwin, dava a entender, que o objectivo das ideias evolucionistas, era o de afastar a necessidade dos seres sobrenaturais, capazes de exercerem a sua influência no curso dos acontecimentos. A Terra não terá sido criada; ela terá evoluído, assim como todos os animais, as plantas, incluindo o homem, o pensamento da alma, a inteligência etc. Huxley pretendia sem conhecimento nem inteligência nesta matéria, fazer acreditar, que Deus deixasse de ser O monarca Supremo de todo o Universo. Face às muitas descobertas por muitos cientistas, os teólogos foram obrigados a reconsiderar as suas afirmações, recuando nas suas concepções sobre Deus. Huxley fez ainda outra observação, que nos nossos dias ainda influencia a visão que o mundo tem de Deus. As suas ideias, resumem-se que: num conceito - 20 -


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do mundo sobre Deus, basta impregnar-se de uma experiência religiosa, em vez de se acreditar num dogma em particular. Noutros termos, não importa qual a religião. Deus seria a sensação dum sentimento que sobe do nosso coração, e não O Ser Supremo do qual nós podemos provar a sua existência. Esta foi a ideia propagada por volta do ano 1600, entre outros pelo filosofo francês Pascal, que a firmava que era o coração que sentia Deus e não a razão. Mas a verdade, é que Ele, sempre que decide intervém no curso dos acontecimentos da história. O teólogo da reforma, John Wesley partilhava da mesma opinião ao falar do mesmo estado sentimental, como sinal de que uma pessoa encontrava a verdade religiosa. No entanto tudo isto se opõe à exortação do apóstolo Paulo diante do seu auditório grego, ao encorajá-los a: «Examinai tudo. Retende o bem» (I Tessalonicenses 5: 21). O Profeta Isaías cita Deus ao dizer: «Fazei prova de mim» (Isaías 3:10). Para provar, têm que existir razões sólidas e convincentes. Para uma crença real, válida e duradoira, é indispensável algo de muito mais, que a simples sensação ocasional. Ao longo dos últimos dois séculos, e até aos nossos dias, a crença verdadeira em Deus, tem sido alvo de ataques da parte de muitos intelectuais ocidentais, os chamados (Filhos do século da luz). (O filósofo alemão Nietzsche, afirmou que: (Deus é um pensamento). Quanto a Freud, assimilava a crença em Deus, como: uma desordem mental que a humanidade tinha acabado por desenvolver. O célebre Karl Marx comparava a crença religiosa, ao opium (droga) do povo. Também o ateu Mencken afirmava que: (Deus, é o refúgio constante dos abandonados, por conta dos miseráveis). O dramaturgo Tennessee Williams descreve Deus como (um velho desequilibrado). Nos anos 60, teólogos reputados, faziam eco aos sentimentos exprimidos por Nietzsche, para finalmente fazerem a seguinte pergunta: (Deus morreu?) O zoologista de Oxford num dos seus discursos intitulado: (Um caso científico contra Deus,) apoiava que não existia nenhuma evidência que apoiasse a religião e que as pessoas mais instruídas concordavam com o seu ponto de vista (Ciência , 15 Out. 1997, página 892. Afirmava ainda que todo o que acreditasse num Deus Criador, era (cientificamente ignorante). Este mesmo género de opiniões, continua a fazer carreira através de homens insensatamente inteligentes, que falam e escrevem do que não sabem. Com um fogo cruzado de tal ordem contra a crença em Deus, com uma enorme falta de - 21 -


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ensino por parte do clero e com a escassez de honestidade por parte dos cientistas ao “apresentarem” objectivamente as evidências físicas contraditórias, não é surpreendente que o Deus Real de todo o universo, continue quase desconhecido da grande maioria da humanidade! Mas a questão permanece. Os detractores, têm razão, ou estão seduzidos? Os argumentadores dos séculos passados e os ateus, terão eles tragicamente enganado com a sua ignorância, a nossa sociedade no respeitante a Deus ? Notai algumas das muitas lições tiradas da Bíblia de um passado recente, que têm uma relação directa com a pergunta que se continua a fazer referente a Deus.

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6000 ANOS DE PROFECIAS, PROVAM A EXISTÊNCIA DE DEUS Actualmente, ninguém sabe a idade da terra, e muito menos a do Universo, ainda que existam muitas especulações sobre este sujeito. Segundo o calendário católico, Gregoriano, estamos no ano 2010, mas esta data não está em sintonia com o texto da criação do homem. Além disso, este calendário é em si mesmo, mais longo que o calendário divino, aquele que foi dado ao povo de Israel quando saiu do Egito, e que para a eficaz contagem dos tempos lunares, ainda hoje é utilizado. Não somente pelos judeus, mas também pela Igreja de Deus. Os meses no calendário Gregoriano, não são uniformes e podem variar em meses com, 28,29,30 ou 31 dias. Enquanto que o calendário Divino, o calendário lunar, todos os meses têm 30 dias. Aos seis mil anos a que se refere a Igreja de Deus, como idade aproximativa da criação do homem, é calculada, tendo como base a vida de certos homens citados nas Escrituras, o que nos aproxima dessa data de cerca de 6.000 anos. Mas qualquer que seja a data em que na realidade nos possamos encontrar, ela não é de muita relevância, tendo em conta que, para o homem, e sobretudo para o povo de Deus, o importante é estar preparado para o fim dos seus dias. Tendo em conta, que, é o seu estado espiritual, quando morrer, que vai determinar o seu futuro depois da sua ressurreição. Qualquer que sejam os anos de vida de cada homem, ainda que passem dos 100, uma certeza existe. Durante a sua vida, curta ou longa, as profecias que Deus deu a entender aos seus servos ao longo dos séculos, sempre têm acompanhado a vida de cada um. E elas, e isto é muito importante, realizar-se-ão infalivelmente, salvo se o homem mudar o seu comportamento, sempre que Deus determine a sua intervenção, caso o homem continue teimosamente em prosseguir no caminho do pecado. Um caso que pode ser visto como exemplo, foi o da antiga cidade de Ninive, onde Deus tinha determinado destruir aquela cidade. Mas, para que tal não acontecesse, Deus enviou lá o seu profeta Jonas, avisando-a da sua destruição, caso eles persistissem na sua forma de viver. Ao saberem da decisão de Deus, O rei de Ninive, que era um inimigo de Israel, e todos os seus grandes, determinaram um jejum colectivo entre homens e animais, e converteram-se do seu mau caminho. E Deus voltou a traz da sua decisão. Essa história encontra-se no livro do profeta (Jonas, capítulo 3). Deus não é caprichoso, antes pelo contrário, é um Deus de amor. - 23 -


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Por essa razão, algumas vezes tem de intervir na vida de várias nações, porque Ele tem bem planeado um gigantesco projecto, e ninguém o poderá impedir. Ainda que os homens o desconheçam e tudo façam sem saber, para o contornar, Deus não permite ao homem que ele o altere, ainda que o homem seja livre das suas decisões, dentro desse limite de tempo que está agora chegando ao seu fim. As profecias, têm acompanhado a vida de todas as gerações, e da mesma forma continuará até ao fim. Deus é o único ser, que pode dizer como e quando elas acontecerão. Das muitas profecias descritas ao longo de toda a Bíblia, algumas vão ficar explicadas neste trabalho. Elas são além da criação que nos envolve, a prova mais autêntica da existência de um grande Deus Todo-Poderoso! Elas têm acontecido ao longo dos séculos, narradas pela história como acontecimentos que os homens viram sempre por outras razões, mas que a mão de Deus esteve bem presente. Isto, porque os acontecimentos conduzidos pela mão do homem, levaram a que Deus tenha interferido na vida das nações, e assim será até ao fim desta civilização. O que se segue, é uma análise de histórias fantásticas, onde Deus interveio, por vezes com centenas de anos de espaço, entre o princípio e o fim de certas profecias. Algumas têm mais de 5.000 anos, e outras ainda irão até à eternidade. Veremos ainda, sem que muita gente imagine, como Deus está obrando, para em certas ocasiões proteger certas pessoas, e noutras ocasiões castigar outras pessoas e até nações, para que por seu intermédio, essas profecias sejam realizadas, e desta forma seja cumprida a Palavra desse grande Deus, que muito pouca gente respeita.

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1ª PROFECIA: A TRANSGRESSÃO, DARIA A MORTE! Esta é a mais longa profecia. Ela estende-se desde a criação do primeiro homem, Adão, e irá até cerca de 1000 anos, depois da próxima vinda de Cristo. Deus disse a Adão. «De toda a árvore do jardim, comerás livremente. Mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás. Porque no dia que dela comeres, certamente morrerás» (Génesis. 2:16,17). Deus profetizou a morte de todos os homens, caso Adão transgredisse, ainda que Adão, segundo as Escrituras, tenha vivido 930 anos. A prova da execução desta profecia, é que ao longo da história da humanidade, esta morre quando por certas circunstâncias chega ao fim dos seus dias de vida. Deus disse que o homem morreria, e é isso que acontece e acontecerá, até que se cumpra totalmente esta profecia, quando Deus a concluir no fim dos tempos. A partir daí: «E Deus limpará dos seus olhos, toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor. Porque já as primeiras coisas são passadas» (Apocalipse. 21:4)

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2ª PROFECIA: SATANÁS, O INIMIGO DA HUMANIDADE! Quando Deus criou o homem, Ele não o criou perfeito, mas segundo as Suas Palavras, criou-o recto, (Eclesiastes. 7:29). Mas, uma vez transgredida a lei de Deus pela sedução de Satanás, o homem separou-se de Deus. A partir desse momento, o homem passou na prática, a ter diante de si dois caminhos. O de Deus e a felicidade, ou o de Satanás e a desgraça. Quando analisamos um pouco do que foi a história da humanidade e hoje talvez mais do que nunca, dificilmente alguém não vê o caminho que o homem tem tomado ao longo da sua história. Mas, como não é novo, considera-o simplesmente normal. Logo no princípio da nossa civilização, Deus, pessoalmente, reconheceu que o homem estava livre e disposto a caminhar nesse caminho inspirado por Satanás, do qual o homem sabe muito pouco. Isto, porque tal como a Deus, o homem não vê Satanás. Deus disse: «Eis que o povo é um, e todos têm a mesma língua, e isto é o que começam a fazer, e agora, não haverá restrição, para tudo o que intentarem fazer» (Génesis. 11:6). Satanás é invisível, mas a sua actividade é grandiosa, porque Deus, contrariamente ao que muitos podem pensar, não encerrou Satanás nas chamas do inferno, que a humanidade pensa existir. Não! Deus permite-lhe uma certa liberdade, e ele pode viajar através do mundo, para que a sua actividade maliciosa, se manifeste junto do homem, e é isso que muito lhe apraz, mas que o homem não vê. Numa ocasião, Deus reuniu a Sua Coorte, e, inclusivamente, também Satanás estava presente. E Deus perguntou a Satanás: «De onde vens? E respondeu Satanás ao Senhor. De rodear a terra e passear por ela» (Job. 2:2). Virá um dia, porém, em que Satanás será preso para sempre, mas até lá, ele terá a liberdade de viajar através do mundo. Daí a razão porque espalha a sua influência espiritual junto da humanidade que desconhece os seus ardis. Satanás, não força ninguém, mas injecta do seu espírito maligno, no espírito do homem, e quando indefeso pelo desconhecimento da Palavra de Deus, o homem cede. Assim, Deus deixou ao homem a liberdade das suas decisões, pelas quais ele é responsável. Daí a causa de todos os sofrimentos que desde sempre existiram sobre a terra, porque o homem por si só, é incapaz de se defender de Satanás. Na conclusão desta profecia, uma parte reali- 26 -


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zou-se com a morte de Cristo, ao sair vitorioso da sua luta espiritual quando da tentação de Satanás. Depois da transgressão de Eva e Adão, Deus sentenciou Satanás, personificado na serpente. «Então o Senhor disse à serpente: E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente. Esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar» (Génesis.3:15). Quanto ao ferimento por parte da semente da mulher, Cristo o realizou vencendo Satanás, mas Satanás iria perseguir a mulher, e assim tem feito ao longo da sua existência. Em muitas situações, mulher é símbolo de Igreja, e essa perseguição, é obra de Satanás a partir desse momento, mesmo quando a Igreja do Novo Testamento ainda não existia como organização, mas já existia a Assembleia do deserto, ou seja o povo de Deus. Satanás sempre seduziu todos os homens, mas o povo de Deus, sempre lhe mereceu uma especial atenção. E como sempre enganou toda a humanidade, por isso, é denominado o deus deste século que engana todo mundo. (Apocalipse. 12:9). É por Deus ter dado ao homem, a liberdade das suas acções referente ao conhecimento do homem, que esta profecia determinava que o homem o utilize até ao fim dos séculos. Mas um período especial de desenvolvimento, devia marcar a história, visto que a ciência, iria multiplicar-se grandemente num curto espaço de tempo. Esse acontecimento, de acordo com as Escrituras, tem um papel fundamental, porque ele faz parte duma profecia para o tempo do fim. Desde sempre o homem progrediu em conhecimento e ciência, e o que existe nos nossos dias, prova que Deus até hoje, não impediu o homem de o desenvolver, mas infelizmente, muita vez no mau sentido. A profecia em questão diz assim: «E tu, Daniel, fecha estas palavras, e sela este livro, até ao tempo do fim. Muitos correrão de uma parte para a outra, e a ciência se multiplicará”» (Daniel. 12:4). Se analisarmos os versículos anteriores, vemos que Deus refere-se a um tempo como nunca existiu outro, o que reforça a ideia de que seria no fim dos tempos que essa profecia seria compreendida. Então quem terá entendido esta profecia e quando? Daniel, ele mesmo, também não entendeu. Por isso ele disse: “ Eu pois ouvi, mas não entendi. Por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? E ele disse: Vai Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados. Mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão (vv 8 -10). Não somente - 27 -


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os sábios iriam entender no tempo indicado, mas esse tempo seria no tempo definido por: Tempo do fim. O profeta Óseas, sabia quem eram os sábios, ele disse: «Quem é sábio, para que entenda estas coisas? E prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são rectos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão» (Oseas.14:9). Como a Igreja de Deus, entendeu e tem nas últimas décadas levado esse conhecimento através do mundo, prova que na realidade estamos no tempo do fim, no tempo dessa compreensão, bem como quando a ciência se multiplicasse. Quanto a esta realidade, não é necessário qualquer comentário, ela está diante dos olhos de cada um. Existem alguns homens honestos e realistas, que olhando para o nosso mundo, prevêem que nos aproximamos do grande desastre. Aliás, recentemente foi avançado o relógio nuclear, mas não são muitos os que sinceramente acreditam. Isto, porque, a ciência, parece ter solução para todos os males. Mas Deus deu ao homem um limite de tempo, durante o qual Satanás seria o dominador dos homens, e ele o tem feito ao longo da história. Mas esse tempo está chegando ao fim, porque o calendário divino passa uma página em cada dia. O facto de Cristo ter esmagado a cabeça de Satanás, não significa que ele morra, mas sim, que no futuro, depois da vinda de Cristo e do julgamento do grande trono branco, (Apaocalipse.20:11). Satanás será afastado para sempre. (vv10). Deus disse em (Génesis. 3:15), que Satanás seria um feroz inimigo do homem, mas o homem, muito pouco tem feito para o combater. Na maior parte da sua vida muitos nunca entenderam, e muitos outros nunca quiseram entender. Quão grande tem sido a actividade deste ser e dos seus anjos junto dos homens de todas as gerações.

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O FIM DE UMA ERA Ao deixar-se seduzir por Satanás, o homem deu início a um período de vida especial. Ainda que a humanidade não seja consciente disso, mas foi este acontecimento dramático, que deu origem e continuidade a este mar de sofrimentos e angústias, em que a humanidade sempre esteve mergulhada. Foi pela humanidade ter seguido o exemplo de Adão e Eva, que Deus teve que meter um travão, na descida vertiginosa para um fim antecipado da humanidade, que provavelmente, iria impedir que o homem atingisse o período de tempo que Deus tinha estabelecido para o homem viver até à restauração de todas as coisas, e provavelmente teria acontecido, caso Deus não tivesse trazido o dilúvio sobre a terra. Ao agir assim, Deus obrigou por assim dizer, o homem a um novo início, e aquela maldade que já nesse tempo existia, recomeçou somente mais tarde, provavelmente depois da morte de Noé. Assim, o tempo ficou mais próximo para que tudo se realizasse tal como estava previsto por Deus para essa nova época, para esse Novo Mundo, «O Mundo de Amanhã», que está agora preste a chegar, o qual irá pôr termo a tudo o que é mau. Foi nesse sentido, que Deus ordenou a Noé que construísse uma arca, porque disse Deus, que era chegado o fim de toda a carne. (Génesis. 6:13) Deus viu quanto era perverso o comportamento da humanidade, e arrependeu-se de ter criado o homem (Génesis. 6:5,6), por isso decretou o dilúvio. O conhecimento do homem, marchava no mau sentido, e foi por isso necessário que Deus retardasse que o homem atingisse um desenvolvimento como o de hoje, e, provavelmente, a humanidade teria a capacidade de se autodestruir antecipadamente, como nos nossos dias. Que seria da nossa civilização, se ela não tivesse sido retardada de mais de 1000 anos? Ninguém de entre os homens pode saber, mas Deus sabe. Deus tinha determinado que o homem vivesse todos estes anos, até à próxima vinda de Cristo, pior ou melhor, dependia das suas decisões, e o que temos feito, é o que está à vista. Nos primeiros milénios, a corrupção do género humano já era imensa, e tal como nos nossos dias, a sua causa ocasionava grandes sofrimentos. Sofrimentos que eles atribuíam como castigo, não de Deus, porque não O conheciam, mas sim dos deuses que eles temiam. Aí, a razão, porque as suas superstições os levavam a imaginar a existência de muitos deuses, sobretudo deuses da astrologia, essa mesma astrologia que ainda existe nos nossos dias. Por isso, cada um à sua maneira adorava - 29 -


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tudo o que imaginava ser um deus. A tal ponto, que Deus não podia tolerar mais tais comportamentos, quando muitos pais sacrificavam os seus próprios filhos, os primogénitos, aos deuses pagãos, entre eles, o velho deus Muloch da Mesopotâmia, queimando-os no fogo no altar desses deuses. Daí a origem de muitas crenças em deuses, que na realidade são imaginários, mas que permite uma profunda idolatria que Deus detesta, mas que Satanás adora. Ídolos, dos quais ainda muitos sobrevivem entre nós. Esta mentalidade não mudou muito, simplesmente hoje é mais refinada. Por essa razão, temos o mundo que temos, no qual existe um conhecimento como nunca, onde uma boa parte é de inspiração satânica, numa profunda ignorância nas coisas fundamentais. Mas é assim que iremos até ao fim. Deus tinha instruído Adão e Eva, a não comerem da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque Deus sabia que eles não estavam preparados para enfrentar Satanás, e poderem fazer a distinção entre esses dois caminhos, e serem capazes de lhe resistirem permanecendo no caminho justo. Mas foi precisamente isso que ele com Eva não escolheram para eles e para toda a humanidade depois deles, e o resultado, é o que conhecemos.. Ao terem um tal comportamento no jardim do Éden, colocaram um obstáculo entre o homem e o seu Criador. Assim se separaram de Deus, e a partir de então por necessidade, agarravam-se a tudo o que imaginavam que os poderia ajudar, e aos quais temiam, a quem chamavam deuses. O homem tornou-se excessivamente supersticioso, acreditando e temendo esses deuses imaginários. Acreditavam que todos os seus males, eram castigos dos seus deuses. Mas na realidade os seus males, tal como os de hoje, eram simplesmente causados pela ausência entre eles, da aplicação das leis de Deus, e por consequência, a falta das bênçãos que as leis de Deus trazem a quem as pratica, porque são elas a protecção do homem. E quanto a este ponto, pode dizer-se ainda hoje, que nesse caminho o homem nada mudou no bom sentido, porque a grande maioria ainda que assim não pense, continua a fazer as mesmas coisas. Esta é na realidade, uma das fases do plano de Deus, que deixasse o homem seguir o caminho que escolhesse. Esse caminho que a humanidade, a raras excepções tem seguido, e que trouxe o homem até aos nossos dias, a viver na situação em que se encontra. Deus permitiu que o homem pudesse livremente dirigir os seus próprios passos, para que compreenda onde o conduz. Ou seja, que Deus não pressiona o homem para que procure o Seu caminho, - 30 -


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mas também não impede ao que o quer encontrar. Para isso, entregoulhe a forma como o encontrar, mas são tão poucos os que O procuram! Deus deixou desde tempos remotos, instruções que hoje, mais do que nunca, estão ao alcance do homem, mas este simplesmente as rejeita. Mas Deus não é passivo, pelo contrário, ainda que muitos O não vejam como tal, vendo-O como alguém que talvez exista, mas que não se preocupa com o sofrimento da humanidade. Deus estabeleceu um determinado número de anos, em que permitiria ao homem viver segundo as Suas instruções, ou viver pelas suas próprias experiências. Mas os acontecimentos registados ao longo dos séculos, mostram que os homens, uns mais do que outros, desprezaram as instruções divinas. Não é que Deus não tenha desde a criação do homem, colocado à sua disposição, a possibilidade de uma vida pacífica, abundante e duradoira. Mas o homem em geral seduzido por Satanás não entende isso. Para dar fim a todo este sofrimento sobre a terra, Deus desde há muito, segundo o seu calendário, estabeleceu um grandioso plano, que nem Satanás conseguirá anular. E para tal, Ele iria pôr em acção, esse magistral plano há muito preparado, cujo conhecimento deixou ao homem, em fórmulas proféticas.

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AS DIFERENTES ÉPOCAS DO PLANO DE DEUS O plano de Deus, previa ser executado em épocas diferentes. Para um tal propósito, Deus foi ao longo dos séculos, escolhendo certos homens, que, pela sua atitude de humildade e obediência, mostraram apesar das suas fraquezas naturais, que estavam disponíveis para exercer uma certa actividade ao serviço de Deus. O seu comportamento, consistia numa obediência incondicional, ainda que tivessem diante deles promessas fantásticas, mas a maior parte desses homens, nunca as receberam durante a sua vida, porque a sua esperança era fundada na fé. Mas uma verdadeira fé, não pode ser fundada numa simples convicção, como aquela que poderá ser demonstrada pela maioria dos homens desde a sua existência. A verdadeira fé, deve assemelhar-se aquela que é citada na carta aos Hebreus, ainda que sejam poucos os que ali estão citados. Entre todos, existiu um homem em particular, e seu nome foi Abraão. Este, foi descrito pelas Escrituras, como sendo o pai da fé de todo o crente. Foi este o pioneiro de todo o verdadeiro cristão, e por isso essa fé deve fazer parte integrante na vida do verdadeiro cristão.

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3ª PROFECIA: UM POVO ESPECIAL! A terceira profecia destacada neste trabalho, é certamente a mais grandiosa de todas pela sua dimensão, mas a sua realização tem sido ao longo dos séculos, um dos grandes mistérios entre os homens, ainda que ela se tenha realizado em todas as gerações, e também ela culminará somente com a vinda de Cristo. «Ora o Senhor disse a Abraão: sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa do teu pai, para uma terra que eu te mostrarei, e far-te-ei uma grande nação. (…).Abraão não tinha descendentes. Mas, depois de vários acontecimentos na sua vida, Deus procurou consular Abraão por este não ter filhos. «E Abraão disse: Senhor Deus, que me hás-de dar, pois ando sem filhos, e o mordomo da minha casa, é o damasceno Elieser? Disse mais Abraão: Eis que me não tens dado semente, e eis que um nascido na minha casa, será meu herdeiro. E eis que veio a palavra do Senhor a ele, dizendo: Este não será o teu herdeiro, mas aquele que sair das tuas entranhas, esse será o teu herdeiro. Então o levou fora, e disse: Olha, agora, para os céus, e conta as estrelas, se as podes contar. E disse-lhe: Assim será a tua semente» (Génesis. 15:1-5) Na história da vida de Abraão, vemos que a sua vida nem sempre foi um mar de rosas. Mas vemos como ele ultrapassou todos os obstáculos, que eventualmente poderiam levá-lo ao desânimo. Uma coisa porém é manifestada. Abraão nunca abandonou o princípio a que se tinha proposto, que era o de obedecer a Deus acima de todas as coisas. Essa demonstração através das suas obras, levou-o a sacrificar no seu coração, o seu próprio filho, Isaac. Filho que ele esperou até á idade de 100 anos, e sobre o qual repousavam todas as bênçãos que Deus anteriormente tinha feito a Abraão, uma das quais era destinada a toda a humanidade. Tal comportamento para a mente humana, poderá parecer irracional, porque Abraão tinha recebido da parte de Deus, a promessa que o seu filho ainda por nascer, (Isaac), seria extremamente grande. Quando Deus disse a Abraão que lhe daria um filho da sua esposa, Sara, Abraão olhou para a fragilidade do seu corpo, então com 99 anos, e para o de Sara, cerca de 9 anos mais nova. Como qualquer outro homem, Abraão pensou no seu coração, e disse:” A um homem de 100 anos há-de nascer um filho? E conceberá Sara da idade de noventa anos?» (Génesis. 17. 17). Deus disse a Abraão: «Na verdade - 33 -


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Sara tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaac, e com ele estabelecerei o meu concerto, por concerto perpétuo, para a sua semente depois dele» (vv19). E acrescentou que seria no ano seguinte (vv21). E, para que a Palavra de Deus se cumprisse, as Escrituras dizem: «E era Abraão da idade de cem anos, quando nasceu Isaac» (Génesis.21:5) Mas aqui, já Abraão tinha um filho, Ismael, filho de Agar, mas esta não era esposa de Abraão, mas sim sua concubina, que anteriormente lhe tinha sido dada da parte de Sara, a Abraão, para que ela lhe suscitasse filhos, visto que ela, Sara, era estéril, e os filhos das concubinas eram contados entre os homens por filhos legítimos. Mas para Deus, as coisas parecem não ser bem assim. Talvez por isso, Deus não considerava Ismael, o filho de Abraão, como sendo o seu primogénito. Tal como Deus tinha anunciado, Sara deu a Abraão um filho, ao qual Deus chama várias vezes, o seu filho único. Quando Isaac nasceu, Ismael já tinha cerca de 14 anos, mas foi Isaac quem ficou o primogénito. Porque motivo, Deus não via Ismael como sendo o primogénito de Abraão? A Bíblia não o diz. Mas analisando o curso dessa história, nós encontramos a informação, que Ismael era filho de Abraão, e da sua concubina, Agar, serva de Sara, mulher de Abraão. Se este ponto de vista está correcto, será uma boa questão a meditar nos nossos dias, tendo em conta os muitos milhares de crianças que nascem fora de um verdadeiro matrimónio. A ser verdade, entende-se melhor porque motivo Deus estabeleceu o matrimónio, entre um homem e uma mulher. Mas depois do nascimento de Isaac, Deus testou Abraão, ordenando-lhe de Lho sacrificar. Como pois poderia Isaac ser o herdeiro das promessas, se Abraão o tivesse sacrificado? Este acontecimento que se encontra relatado nas Escrituras, parece fora de senso, sobretudo referindo-se ao homem que não queria pecar contra Deus, pois Abraão sabia, que matar alguém era condenável, pior ainda, o seu próprio filho. Mas o segredo, se assim pode ser considerado, é que Abraão tinha muita fé em Deus, sempre que Deus lhe ordenava uma determinada tarefa. Era de tal modo grande a sua fé, que Abraão sabia, que, qualquer que fosse a decisão final com Isaac, Deus era suficientemente capaz de lhe devolver a vida, (Hebreus.11:18) O importante, era o obedecer a Deus, cujo exemplo deixou para todo homem que deci- 34 -


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da obedecer a Deus. Foi isso que tornou mais fácil a Abraão tomar a decisão de executar as ordens de Deus. Ainda que a finalidade de Deus, não tenha sido que Abraão sacrificasse o seu filho, mas de testar Abraão, para ver até onde ia a sua obediência, e ter a certeza, que no futuro, ele iria instruir a sua casa nesse sentido (Génesis.18:19) A prova, é, que uma vez realizada essa obediência no seu coração, Deus disse a Abraão: «Abraão, Abraão! E ele disse: Eis-me aqui. Então disse: Não estendas a tua mão sobre o moço, e não lhe faças nada. Porquanto, agora sei que temes a Deus, e não me negaste o teu filho, o teu único»(Génesis. 22:11,12) E porque Abraão obedeceu, Deus vai fazer-lhe uma promessa grandiosa, que ficou em forma de profecia, que culminará com a instauração do Reino de Deus sobre a terra. Deus disse-lhe: «Então o anjo do Senhor bradou a Abraão pela segunda vez desde os céus, e Disse: Por mim mesmo, jurei, diz o Senhor. Porquanto fizeste esta acção, e não me negaste o teu filho, o teu único, que deveras te abençoarei, e grandíssimamente multiplicarei a tua semente, como as estrelas dos céus, e como a areia que está na praia do mar. E a tua semente possuirá a porta dos teus inimigos, (vv 15-17). Ao dar a Abraão a promessa duma grande posteridade na qual seriam abençoadas todas as nações da terra, Deus referia-se certamente ao nascimento de Jesus Cristo, no qual todos os homens podem encontrar a salvação, sendo Jesus Cristo, um descendente directo de Abraão. Nessas promessas, Deus incluía também uma promessa material, que dizia respeito aos descendentes físicos de Abraão que viveram ao longo dos séculos. Era uma promessa de grandeza nacional, incluindo o controle das portas estratégicas dos seus inimigos, (Génesis. 22:17) Esta profecia já foi realizada, mas muito poucos homens a entenderam. Nem mesmo a maior parte dos seus intervenientes. Existem estudos gratuitos disponíveis em várias línguas, que explicam em detalhe este acontecimento. A história tomou nota, que da descendência de Abraão, foi formada uma nação chamada Israel. Mas Deus tinha-lhe dito também, em forma de profecia, que mais duas outras grandes nações, iriam ser formadas, também da sua descendência. Uma da descendência de Ismael, e outra da descendência de Isaú, todos descendentes de Abraão. Ainda Jacob e seu irmão gémeo Isaú, não tinham nascido, Deus informou Raquel, mulher de Isaac, que no seu ventre tinha duas - 35 -


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nações, e que uma seria maior do que a outra, (Génesis. 25: 22,23) E assim aconteceu. Esta profecia e a sua realização, foi ao longo dos séculos pelo desconhecimento das Escrituras, a razão pela qual o homem fez deste o sujeito, um dos mais incompreensíveis, que deu lugar a escritos e opiniões, que preencheram milhões de páginas. Livros que receberam os sentimentos e expressões de milhares de homens, e até mulheres, que nunca entenderam nem as Escrituras, nem as consequências do que escreveram sobre elas. Todos esses sábios e intelectuais, foram envolvidos por esse grande véu, que o apóstolo Paulo classificou e com justa razão, de véu da ignorância. Essa gente, parece nunca ter entendido, que as Escrituras não são um romance, nem uma autobiografia, nem algo que os homens podem compreender, utilizando qualquer que seja o elemento físico mais sofisticado de entre os homens. As Escrituras são um livro codificado, um livro real, mas a mente normal, neste caso, simplesmente pela mente humana, jamais conseguirá decifrar a real mensagem das Escrituras. Pode parecer estranha e audaciosa tal afirmação, mas ela não é pessoal, ela é bíblica. Por isso, é natural, que as inúmeras opiniões dos grandes escritores, a maior parte dos teólogos, os filósofos e bem entendido, o clero, são opiniões pessoais, ainda que sejam sinceras. A prova de que não sabem o que dizem, é que nunca conseguiram entender a realização das profecias, ainda que elas se tenham realizado diante dos seus olhos. Se esta afirmação não é real e se as entenderam, porque motivo nunca falaram delas, e têm deixado toda a humanidade agarrada a credos e doutrinas, que estão em total oposição com a real veracidade das Escrituras? Que sabem todos eles do futuro? Sabem eles qual será o futuro de Israel? Sabem eles que sem Israel não haverá mundo futuro? O mal, apesar de tudo, não é que as não tenham entendido. O mal, está, principalmente, no que afirmam, baseando as suas palavras no que pensam entender. Eles não sabem sequer, como este mundo foi criado, o porquê da sua existência, qual será o futuro da humanidade, nem a razão porque o mundo tanto sofre, nem ainda o que lhes sucederá depois da morte, etc. etc. A isso, no máximo, chamam-lhes mistérios. Mas todos estes sujeitos estão bem detalhados na Obra: (O que a Humanidade nunca entendeu e o Futuro do Mundo) E é verdade, que, para quem não entender as Escrituras, são mistérios. - 36 -


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Mas tudo isto está revelado claramente nesse livro que difamam e desprezam, (A Bíblia). O profeta Isaías, ilustra perfeitamente bem a realidade do que são, todos os que sem entendimento das Escrituras, têm ao longo dos séculos escrito os seus pensamentos, quando se referem às Escrituras. Ele disse: «Pelo que toda a visão, vos é como palavras de um livro selado, que se dá ao que sabe ler, dizendo-lhe: Ora lê isto! E ele dirá: Não posso, porque está selado. Ou dá-se o livro ao que não sabe ler, dizendo-lhe: Ora lê isto! E ele dirá, não sei ler, (Isaías. 29: 11,12). E mais disse: Assim, pois, a Palavra do Senhor, lhes será, mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre grega, regra sobre regra. Um pouco aqui um pouco ali. Para que se vão, e caiam para trás, e se quebrantem, e se enlacem, e sejam presos (Isaías.28:13) As Escrituras são um livro codificado, e somente Deus pode permitir a sua compreensão. Este é o motivo real, que justifica a existência de tanta Igreja. Um exemplo importante que prova a ignorância da humanidade, é que nunca entenderam que mesmos os 4 Evangelhos, ainda que apresentem claramente nos seus contextos, o dia da morte e ressurreição de Cristo, muito poucos conseguiram até hoje alcançar esse entendimento. Não acham estranho num mundo onde uma grande parte diz ser cristão? E no entanto, tudo está lá! No fim deste trabalho será feita essa revelação. É pois natural que, nesta situação, avancem com todas as opiniões imagináveis que se conhecem, incluindo a suposta irracionalidade dos textos bíblicos. Tais afirmações, são na maioria dos casos, uma autêntica aberração. É verdade que alguns textos das Escrituras, aparentam irregularidades, sobretudo na sua tradução. Mas como já explicado, existem sempre outras passagens que dão luz a esses pontos menos exactos. Mas o homem por si só, jamais conseguirá entender. É aí que reside toda a confusão. No final deste trabalho, irá ficar um exemplo, que prova o que acaba de ser escrito, e serve para tantas outras passagens das Escrituras, que tantos têm ultrajado pelas suas declarações insensatamente ignorantes. No final, ver-se-á, que para explicar o tempo cronológico que Jesus Cristo esteve na sepultura, tal como Ele disse, e pelo qual Ele provou ser o Filho de Deus o Salvador do mundo, Ele esteve na sepultura três dias e três noites, 72horas. Para esta conclusão verídica, sem a qual Cristo não teria cumprido a Sua Palavra, e por conseguinte teria mentido, são necessários pelo menos três dos quatro Evangelhos, e o quarto confirma. Mas só por- 37 -


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que todos os evangelistas compreenderam as mesmas coisas ainda que por vezes apresentem as suas narrações de forma diferente, muitos sábios deste mundo dizem, que eles optaram por copiar o trabalho dos outros. Pobres sábios! Se Cristo tivesse permanecido na sepultura somente da sexta feira até ao domingo de manhã, como diz a tradição, onde estavam os três dias e as três noites na sepultura? Neste caso a humanidade andava a adorar um falso salvador. Ainda que pareça incrível, mas é exactamente o que acontece. Mais de 99% dos homens que vieram a este mundo, nunca entenderam, incluindo todos os papas desde a sua existência. O apóstolo Paulo, sabia bem o que dizia ao dizer, que o homem sem O pensamento de Deus, não consegue compreender as coisas de Deus. Foi o que ele disse: Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? Assim também, ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus» (1º Coríntios.2:11)

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4ª Profecia: Uma Grande Nação, e Várias Nações Deus tinha prometido a Abraão, que a sua descendência seria imensa, e esse crescimento começou no Egito. A entrada no Egito por parte dos descendentes de Israel, teve início apenas com um homem. O seu nome era José, que naquele tempo teria cerca de 18 anos, e pode dizer-se que ele era o mal amado entre os seus irmãos. José era filho de uma das duas mulheres de Jacob. Noutra literatura, foi feito um relato da forma como Jacob foi marido de duas irmãs. Uma era Lea, e a outra era Raquel. Raquel, era mãe de José e do último filho de Jacob, Benjamim. José era o penúltimo filho de Jacob, e como José era, segundo a Bíblia, o filho da sua velhice, Jacob fez-lhe uma túnica de várias cores, o que fez aumentar a inveja dos seus irmãos. Como se isso não fosse já o suficiente, José teve dois sonhos, que contou aos seus irmãos, ao dizer: “ Ouvi, peço-vos, este sonho que eu tenho sonhado: Eis que estávamos atando molhos no meio do campo, e eis que o meu molho se levantava, e também ficava de pé. E eis que os vossos molhos o rodeavam, e se inclinavam ao meu molho. Então disseram os seus irmãos: Tu pois, deveras, reinarás sobre nós? Por isso, tanto mais o aborreciam, por seus sonhos e suas palavras. E sonhou ainda outro sonho, e o contou aos seus irmãos e disse: Eis que ainda sonhei um sonho, e eis que o sol e a lua, e onze estrelas, se inclinavam a mim. E contando-o ao seu pai e aos seus irmãos, repreendeu-o seu pai, e disse-lhe: Que sonho é este que sonhastes? Porventura viremos, eu e a tua mãe e os teus irmãos, a inclinar-nos perante ti, em terra? Os seus irmãos pois o invejavam, seu pai, porém, guardava estas coisas no seu coração” (Génesis. 37: 6-11) Mais tarde, José, a mando do seu pai, foi visitar os seus irmãos que guardavam os seus rebanhos perto de Siquém. E José partiu, mas não os encontrou naquele lugar. Eles tinham subido mais para norte, para Dotan. Aconteceu porém que José andava perdido naquela região, porque era uma região deserta e montanhosa, destinada aos rebanhos, e não sabia como encontrar os seus irmãos, até que uma personagem informou José, dizendo-lhe, que tinha ouvido dizer aos seus irmãos, que iam para Dotan. (Génesis. 37:13 -17). Foi ali que José os encontrou, e foi ali que eles o prenderam, com intenção de o matarem. Eles não o mataram, mas venderam-no a uns ismaelitas, que numa caravana passava naquele momento, transportando mercadorias para o Egito. Foi assim que José foi preso como escravo para o Egito, - 39 -


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enquanto que o seu pai, enganado pelos seus irmãos, foi informado que o seu filho tinha desaparecido. Provavelmente comido por animal feroz, ao receber das mãos de alguns dos seus filhos, a célebre túnica manchada de sangue que os irmãos de José mancharam com o sangue de uma rês que mataram para fazer crer ao seu pai que efectivamente José tinha sido despedaçado, como imaginou o seu pai. Os anos passaram, e José, servo de um tal Potífara, eunuco de Faraó, era abençoado por Deus em tudo o que fazia. Daí a razão, porque o seu senhor colocou José acima de todos os da sua casa, salvo o seu senhor. Só que Satanás como tanta vez acontece com os servos de Deus, não deu tréguas a José, ao ponto de ser tentado pela mulher do seu senhor, para cometer adultério. Ao esquivar-se várias vezes, numa delas, a mulher do seu senhor, conseguiu guardar na sua mão, a túnica de José. E, perante a recusa de José, e por se sentir humilhada, acusou-o de precisamente querer abusar dela. A esta acusação injusta, José foi encerrado na prisão. E ali ficou durante cerca de dez anos, até que Deus de novo pôs em movimento o seu grande plano. Para esse fim, Deus deu um sonho a Faraó, que muito o intrigou. De tal modo estava preocupado, que reuniu os seus mágicos, os feiticeiros, e os chamados sábios, porém nenhum conseguiu saber qual tinha sido o seu significado. Assim, Faraó, vivia muito preocupado, até que alguém se lembrou na coorte, que já no passado estando esse tal, também na prisão, teve um sonho muito estranho, e que um certo judeu chamado José, lhe tinha declarado o que seria e que realmente aconteceu no dia exacto. Foi o copeiro do rei, que depois se sair da prisão, onde José lhe revelou o sonho, voltou a dar o copo na mão de Faraó, tal como José lhe tinha dito. Lembrou-se pois de José, que prontamente chamaram, para dar a explicação ao rei. «E Faraó disse a José: Eu sonhei um sonho, e ninguém há que o interprete. Mas de ti ouvi dizer, que quando ouves um sonho, o interpretas. E respondeu José a Faraó dizendo: Isso não está em mim. Deus dará a resposta de paz a Faraó. Então disse Faraó a José: Eis que no meu sonho, estava eu em pé na praia do rio. E eis que subiam do rio sete vacas, gordas de carne e formosas à vista, e pastavam no prado. E eis que outras sete vacas subiram após estas, muito feias à vista magras de carne, não tenho visto outras tais, quanto à fealdade em toda a terra do Egito. E as vacas magras e feias, comiam as sete vacas gordas. E entravam nas suas entranhas, - 40 -


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mas não se conhecia que houvessem entrado nas suas entranhas, porque o seu parecer era feio como no princípio. Então acordei. Depois vi no meu sonho, e eis que, do mesmo pé, subiam sete espigas cheias e boas. E eis que sete espigas secas, miúdas e queimadas do vento oriental, brotavam após elas. E as sete espigas miúdas devoravam as sete espigas boas. E eu disse-o aos magos, mas ninguém houve que mo interpretasse. Então disse José: O sonho de Faraó, é um só. O que Deus há-de fazer, notificou-o a Faraó. As sete vacas são sete anos, as sete espigas formosas, também são sete anos. O sonho é um só. As sete vacas magras e feias à vista, que subiram depois delas, são também sete anos. Como as sete espigas miúdas e queimadas do vento oriental, serão sete anos de fome. Esta é a palavra que tenho dito a Faraó. O que Deus há-de fazer, mostrou-o a Faraó. Eis que vêm sete anos, em que haverá grande fartura em toda a terra do Egito. E, depois deles, levantar-se-ão sete anos de fome, e toda aquela fartura será esquecida na terra do Egito, e a fome consumirá a terra. E não será conhecida abundância na terra, por causa daquela fome que haverá depois, porquanto será gravíssima. E que o sonho foi duplicado duas vezes a Faraó, é porque esta coisa é determinada por Deus, e Deus se apressa a fazê-la. Portanto Faraó, se proveja agora de um varão entendido e sábio, e o ponha sobre a terra do Egito. Faça isso Faraó, e ponha governadores sobre a terra, e tome a quinta parte da terra do Egito os sete anos de fartura. E ajuntem toda a comida destes bons anos que vêm, e amontoem trigo debaixo da mão de Faraó, para mantimento nas cidades, e o guardem. Assim será o mantimento para provimento da terra, para os sete anos de fome, que haverá na terra do Egito, para que a terra não pereça de fome. E esta palavra foi boa aos olhos de Faraó, e aos olhos de todos os seus servos. Depois disse Faraó a José: Pois que Deus te fez saber tudo isto, ninguém há tão entendido e sábio como tu. Tu serás sobre a minha casa, e por tua boca se governará todo o meu povo. Somente no trono, eu serei maior do que tu. Disse mais Faraó a José: Vês, aqui te tenho posto sobre toda a terra do Egito. E tirou Faraó o anel da sua mão, e o pôs na mão de José, e o fez vestir de vestidos de linho fino, e pôs um colar de ouro no seu pescoço. E o fez subir no segundo carro que tinha. E clamavam diante dele: Ajoelhai! Assim o pôs sobre toda a terra do Egito»,Génesis.41:15-44) Não é muito comum, e, é aliás o que se tem visto ao longo da história da humanidade, que os homens acreditem em Deus, manifestando essa crença, aplicando-se a respeitar as Suas instruções. Instruções - 41 -


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essas, que garantem em qualquer tempo e em qualquer lugar, a felicidade de qualquer homem. Isto, porque, como explicado na obra já citada, são essas instruções, conhecidas por leis, que nos mostram como evitar todo e qualquer sofrimento. A crença em Deus exige uma demonstração de atitude, que é a obediência. É pela obediência, que o homem mostra a sua fé. Mas como também explicado ali, desde a transgressão de Adão, à humanidade, de um modo geral, ficou vedado o caminho dessa compreensão, salvo raras excepções, que durou até à morte e ressurreição de Cristo. José, foi um de entre os homens, que se aplicou a esse respeito das leis, ao dizer à mulher sedutora: «E aconteceu que depois destas coisas, que a mulher do seu senhor, (Potífara), pôs os seus olhos em José, e disse: Deita-te comigo. Porém José recusou, e disse à mulher: Eis que o meu senhor, não sabe do que há em casa comigo, e entregou na minha mão tudo o que tem. Ninguém é maior do que eu, nesta casa, e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como pois, faria eu este tamanho mal, e pecaria contra Deus?», Génesis. 39:7-9). Não somente para com Deus, mas ainda contra o seu próximo, quando reconhece que era mau para o seu senhor, o que lhe era proposto pela sua esposa. José não foi abençoado por Deus instantaneamente pela sua atitude. Não! Antes pelo contrário, José foi encerrado no cárcere, (vv20) Mas o tempo chegaria, em que de prisioneiro, Deus o colocaria no 2º lugar mais alto do grande Egito. Estava assim concretizada a primeira fase das várias fases do plano de Deus, não somente para a nação descendente de Abraão, mas para toda a humanidade. Sem a Sua intervenção divina, seria impossível que uma nação se formasse no interior de outra nação, e muito menos no interior do grande império da época, o Egito. Mas a Deus nada é impossível! Deus sabe todas as coisas antes que elas aconteçam. O rei David sabia disso e por isso disse: “ Sem que haja uma palavra na minha língua, eis que, ó Senhor, tudo conheces”. (Salmo.139:4) Ao decretar a fome sobre o Egito, e às regiões circundantes, Deus obrigou a família de José, que habitava em Canaan do outro lado da fronteira, a procurar trigo para sua subsistência, e Israel foi encontrar o trigo nas mãos de José, o qual supunham ter morrido, pelo menos o seu pai. Ao irem ao Egito, lugar onde segundo os rumores havia trigo, os irmãos de José não o conheceram, o que se entende bem. Quem imaginaria que um jovem rapaz, vindo - 42 -


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como escravo levado de Canaan, estaria agora sentado ao lado direito do grande Faraó do Egito? Mas José conheceu os seus irmãos. Ao ver os seus irmãos, José lembrou-se do sonho que tinha tido, mas que naquele tempo, provavelmente não terá entendido, (Génesis 42:8,9). E, por sua vez, José apertou com os seus irmãos, ao acusá-los de espiões, não para os castigar, como é óbvio, mas porque sempre que Deus projecta uma intervenção na vida de alguém ou de uma nação, tudo se desenrola com a melhor perfeição, ainda que entre os homens possam não entender das Suas intervenções. É isso que constatamos em muitas intervenções divinas e esta em particular, mas de uma forma geral em toda a Bíblia. Quando mais tarde José se deu a conhecer, os seus irmãos ficaram pasmados, sem saber o que dizer, mas as coisas passaram-se da forma seguinte: “ E a fome era gravíssima na terra. E aconteceu que, como acabaram de comer o mantimento que trouxeram (a primeira vez) do Egito, disse-lhe seu pai: Tornai, e comprai-nos um pouco de alimento. Mas Judá respondeu-lhe dizendo: Fortemente, nos protestou aquele varão. (José) dizendo: Não vereis a minha face, se o vosso irmão (Benjamim) não vier convosco. Se enviares o nosso irmão, desceremos, e te compraremos alimento. Mas, se não enviares, não desceremos. Porquanto aquele varão nos disse: Não vereis a minha face, se o vosso irmão não vier convosco. E disse Israel. Por que me fizeste tal mal, fazendo saber àquele varão, que tínheis ainda outro irmão? E eles disseram: Aquele varão, particularmente perguntou por nós, e pela nossa parentela, dizendo: Vive ainda o vosso pai? Tendes mais um irmão? E respondemos-lhe conforme as mesmas palavras. Podíamos nós saber que diria: Trazei o vosso irmão? Então disse Judá a Israel, seu pai: Envia o mancebo comigo, e levantar-nos-emos, e iremos para que vivamos e não morramos. Nem nós, nem tu, nem os nossos filhos. Eu serei fiador por ele. Da minha mão o requererás, se eu não to trouxer, e não o puser diante da tua face, serei réu de crime para contigo para sempre, (Génesis. 43: 1-9). Analisando esta narração, vemos que aparentemente, Deus permitia que esta família se preocupasse pela falta de esperança de sobrevivência. Ainda que fosse aos olhos de Deus, a única família especial sobre a terra. Ela era composta de várias dezenas de pessoas, e todos viviam dos - 43 -


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frutos da terra e do gado. Como pois sobreviver, onde durante sete anos, não existiu nem lavoura nem sega? Pior ainda, eles desconheciam quanto tempo iria durar essa situação. Mas o plano de Deus, não iria permitir que esta família morresse, mas tudo devia seguir o seu curso, segundo o planeado por Deus. Vemos que Judá, não sendo o filho mais velho, mostrou-se audacioso, e certamente com alguma fé, ao tornar-se o garanto do seu irmão mais novo. Foi da tribo com o seu nome, que veio a nascer Jesus Cristo. Uma vez a garantia dada por Judá, ao seu pai, os seus irmãos apoiaram. “ E se nós não nos tivéssemos detido, certamente que já estaríamos segunda vez de volta. Então disse-lhes Israel, seu pai. Pois se assim é, fazei isto. Tomai do mais precioso desta terra nos vossos vasos, e levai ao varão um presente, um pouco de bálsamo, e um pouco de mel, especiarias, e mirra, terebinto e amêndoas. E tomai nas vossas mãos, dinheiro em dobro, e o dinheiro que voltou na boca dos vossos sacos. Bem pode ser que fosse erro (…) (vv10-12). “E os varões tomaram aquele presente, e tomaram dinheiro em dobro nas suas mãos, e a Benjamim e levantaram-se e desceram ao Egito. E apresentaram-se diante da face de José. Vendo, pois José a Benjamim com eles, disse ao que estava sobre a sua casa: Leva estes varões à casa, e mata reses, e prepara tudo, porque estes varões comerão comigo ao meio dia. E o varão fez como José dissera, e o varão levou aqueles varões à casa de José. Então temeram aqueles varões, porquanto foram levados à casa de José, e diziam: Por causa do dinheiro que da outra vez voltou nos nossos sacos. Fomos trazidos aqui, para nos incriminar e cair sobre nós, para que nos tome por servos, e aos nossos jumentos. Por isso chegaramse ao varão que estava sobre a casa de José, e falaram com ele à porta da casa. E disseram: Ai! senhor, meu, certamente descemos dantes a comprar mantimento. E aconteceu que, chegando nós à venda, e abrindo os nossos sacos, eis que o dinheiro de cada varão, estava na boca do seu saco. Nosso dinheiro por seu peso, e tornámos a trazê-lo nas nossas mãos. Também trouxemos outro dinheiro nas nossas mãos, para comprar mantimento, não sabemos quem tenha posto o nosso dinheiro nos nossos sacos. E ele disse: Paz seja convosco, não temais. O vosso Deus, e o Deus do vosso pai, vos tem dado um tesouro nos vossos sacos. O vosso dinheiro me chegou a mim. E trouxe-lhes fora a Simeão. (o que tinha ficado preso até eles voltarem). (Génesis.42:24) Depois, - 44 -


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levou o varão aqueles varões, à casa de José, e deu-lhes água e lavaram os seus pés, também deu pasto aos seus jumentos. E prepararam o presente, para quando José viesse ao meio dia, porque tinham ouvido que ali haviam de comer pão. Vindo, pois, José a casa, trouxeram ali o presente, que estava na sua mão, e inclinaram-se até à terra. E ele lhes disse: Vosso pai, o velho de quem me falastes, está bem? Ainda vive? E eles disseram: Bem está o teu servo. Nosso pai ainda vive. E baixaram a cabeça, e inclinaram-se. E ele levantou os olhos, e viu Benjamim, seu irmão, filho da sua mãe, e disse: Este, é o vosso irmão mais novo, de quem falastes? Depois disse: Deus te abençoe, meu filho. E José apressou-se, porque as suas entranhas moveram-se para o seu irmão, e procurou onde chorar, e entrou na sua câmara e chorou ali. Depois, lavou ao seu rosto, e saiu, e conteve-se, e disse: Ponde pão. E puseram-lhe a ele à parte, e a eles à parte, e aos egípcios que comiam com ele à parte, porque os egípcios não podem comer pão com os hebreus, porque é abominação para os egípcios. E assentaram-se diante dele, o primogénito segundo a sua primogenitura, e o menor segundo a sua menoridade, do que os varões se maravilharam entre si. E apresentou-lhes porções que estavam diante dele, porém a porção de Benjamim, era cinco vezes maior do que a de qualquer deles. E eles beberam, e se regalaram com ele. (43: 15-34)

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A ASTÚCIA DE JOSÉ! “E deu ordem ao que estava sobre a sua casa, dizendo: Enche os sacos destes varões de mantimento, quanto poderem levar, e põe o dinheiro de cada varão, na boca do seu saco. E o meu copo, o copo de prata, porás na boca do saco do mais novo e o dinheiro do seu trigo. E fez conforme à palavra que José tinha dito. Vinda a luz da manhã, despediram-se estes varões, eles com os seus jumentos. Saindo eles da cidade, e não se havendo ainda distanciado, disse José ao que estava sobre a sua casa. Levanta-te, e persegue aqueles varões. E alcançando-os lhes dirás: Porque pagastes mal por bem? Não é este o copo por onde bebe o meu senhor? E em que ele bem advinha? Fizestes mal no que fizestes. E alcançou-os e falou-lhes as mesmas palavras. Eles disseram: Por que diz meu senhor tais palavras? Longe estejam os teus servos de fazerem semelhante coisa. Eis que o dinheiro que temos achado na boca dos nossos sacos, te voltámos a trazer, desde a terra de Canaan. Como pois furtaríamos da casa do teu senhor prata ou ouro? Aquele dos teus servos com quem for achado, morra. E ainda nós seremos escravos do meu senhor. E ele disse: Ora seja também assim conforme as vossas palavras. Aquele com quem for achado será meu escravo, porém vós sereis desculpados. E eles apressaram-se e cada um pôs em terra o seu saco, e cada um abriu o seu saco. E buscou, começando no maior, e acabando no mais novo. E achou-se o copo no saco de Benjamim. Então rasgaram os seus vestidos, e carregou cada um o seu jumento, e tornaram à cidade. E veio Judá com os seus irmãos à casa de José, porque ele ainda ali estava, e prostraram-se diante dele em terra. E disse-lhes José: Que é isto que fizestes? Não sabeis que tal homem como eu, bem advinha? Então disse Judá: Que diremos ao meu senhor? Que faremos? E como nos justificaremos? Achou Deus a iniquidade dos teus servos. Eis que somos escravos do meu senhor, tanto nós, como aquele em cuja mão foi achado o copo. Mas ele disse: Longe de mim que eu tal faça, o varão em cuja mão foi achado, aquele será meu servo, porém vós subi em paz para vosso pai.

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A HUMILDE SÚPLICA DE JUDÁ! Então Judá se chegou a ele, e disse: Ai! Senhor meu, deixa, peçote o teu servo dizer uma palavra aos ouvidos do meu senhor. E não se acenda a tua ira contra o teu servo, porque tu és como Faraó. Meu senhor perguntou aos seus servos dizendo: Tendes vós pai, ou irmão? E dissemos ao meu senhor. Temos um velho pai, e um moço da sua velhice, o mais novo, cujo irmão é morto. E só ele ficou da sua mãe, e seu pai o ama. Então tu dissestes aos teus servos: Trazei-mo a mim, e porei os meus olhos sobre ele. E nós dissemos a o meu senhor: Aquele moço, não poderá deixar o seu pai, se deixar a seu pai, este morrerá. Então tu dissestes aos teus servos. Se o vosso irmão mais novo não descer convosco, nunca mais vereis a minha face. E aconteceu que, subindo nós a teu servo, meu pai, e contando-lhe as palavras do meu senhor. Disse o nosso pai. Tornai, comprai-nos um pouco de mantimento. E nós dissemos: Não podemos descer, mas, se o nosso irmão menor for connosco, desceremos, pois não podemos ver a face do varão, se este nosso irmão menor não estiver. Então disse-nos o teu servo, meu pai: Vós sabeis que minha mulher me deu dois filhos. E um ausentou-se de mim, e eu disse: Certamente foi despedaçado, e não o tenho visto até agora. Se agora também me tirardes a este da minha face, e lhe acontecer algum mal, fareis descer as minhas cãs com dor à sepultura. Agora, pois, indo eu a teu servo, meu pai e o moço não indo connosco, como a sua alma está atada com a alma dele. Acontecerá que, vendo ele que o moço ali não está, morrerá. E os teus servos farão descer as cãs do teu servo, nosso pai, com tristeza à sepultura. Porque teu servo se deu por fiador deste moço para com meu pai, dizendo: Se não to tornar, eu serei culpado a meu pai todos os dias. Agora, pois, fique eu teu servo em lugar deste moço por escravo do meu senhor, e suba o moço com os seus irmãos. Porque, como subirei eu a meu pai, se o moço não for comigo? Para que não veja eu, o mal que sobrevirá a meu pai. (Génesis. 44: 1-34:)

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JOSÉ DÁ-SE A CONHECER! Então José não se podia conter diante de todos os que estavam com ele, e clamou. Fazei sair daqui todo varão, e ninguém ficou com ele, quando José se deu a conhecer aos seus irmãos. E levantou a sua voz com choro, de maneira que os egípcios o ouviram, e casa de Faraó o ouviu. E disse José: Eu sou José. Vive ainda meu pai? E seus irmãos não lhe puderam responder, porque estavam pasmados diante da sua face. E disse José aos seus irmãos: Peço-vos, chegai-vos a mim. E chegaram-se . Então disse ele. Eu sou José, vosso irmão, a quem vendeste para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos pese aos vossos corações por me haverdes vendido para cá. Porque para conservação da vida, Deus me enviou diante da vossa face, (Génesis. 45:1-5). Estava assim preparada a entrada de Israel no Egito, onde Deus o iria proteger e preparar para lhes dar a terra prometida. Mas Deus não os levou directamente para lá, Deus levou-os para o Egito? Porquê? A Bíblia não o diz. Mas pode imaginar-se, que as 75 pessoas, que totalizavam a família de Jacob, ainda que tivessem alguns servos, eram muito poucos, para povoar uma terra, com a dimensão daquela que Deus tinha prometido a Abraão. Embora Deus os pudesse proteger como já tinha feito até ali, mas demoraria muito tempo, como aliás se viu, para que todas aquelas terras ficassem ocupadas, como ficaram quando da sua entrada na terra prometida. De recordar, que, naquele tempo, as guerras tribais eram frequentes, e para que não fossem expulsos dali, Deus teria mesmo que os proteger, porque o povo de Israel iria certamente ter comportamentos, como aqueles que teve ao longo da sua existência, e inevitavelmente Deus teria que os corrigir, em vez de os proteger. Assim, Deus achou por bem fazê-los crescer em número no Egito protegidos doutros povos, e depois mostrar a Israel e mesmo ao Egito, a sua grandeza e a Sua glória, para que esse povo soubesse que Ele existe efectivamente, e continuou o seu grande plano para toda a humanidade. Quando Jacob entrou no Egito, o seu avô Abraão, tinha falecido havia cerca de 115 anos, e o seu pai Isaac, cerca de 10. Ao longo das suas vidas, todos eles sabiam que Deus tinha feito a promessa de grandeza para esse povo, mas nenhum desses patriarcas achou estranho, que no seu tempo, ainda não tivessem entrado na terra prometida. Embora - 48 -


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tivessem vivido nela, como se a terra ainda não fosse deles, mas eles tinham a certeza absoluta que aquela terra seria deles para sempre, era somente uma questão de tempo. Por isso a Bíblia diz, que eles viviam ali: Como, se vivessem em terra estranha. (Hebreus. 11:9) Todos sabiam que antes de entrar na terra prometida, esse povo deveria viver como peregrino durante um certo tempo, e durante 400 anos deveria ser oprimido, como Deus tinha dito a Abraão, (Génesis.15:13) Abraão sabia que seria na 4ª geração, (Génesis 15:16). Isaac sabia que seria depois dele, (Génesis.35:12). Jacob também sabia, porque quando entrou no Egito, já era da idade de 130 anos, e a sua família incluindo José, que já estava no Egito, era somente de 75 pessoas, ou almas, como dizem as Escrituras (Actos.7:14). Quanto a José, disse: “ Eu morro, mas Deus, certamente vos visitará, e vos fará subir desta terra, para a terra que jurou a Abraão, a Isaac e a Jacob» (Génesis.50:24). Todos sabiam que Deus os levaria àquela terra prometida, terra que foi por eles habitada como estrangeiros, mas com a certeza absoluta que era a sua terra. Foi isso que aconteceu, quando passados 430anos, (Exodo12:40) Deus os fez sair do Egito. “E o tempo que os filhos de Israel habitaram no Egito, foi de 430 anos” Há quem compare esta passagem, com (Génesis.15:13) onde Deus informa Abraão, e lhe dá somente o número de 400 anos. E desta forma, parece existir uma aparente contradição. Mas examinando correctamente as duas passagens e ainda (Actos.7: 6), encontramos a informação complementar, que nos permite distinguir entre o tempo que Israel habitou no Egito, 430 anos, e o tempo em que foram afligidos. Ou seja que, dos 430 anos em que habitaram no Egito, 400 anos viveram-nos sob opressão. E é normal que assim se entenda, visto que durante as primeiras décadas, o chefe do governo do Egito, era José. Assim se cumpriu esta profecia dada cerca 630 anos antes, a Abraão. Ao saírem do Egito pela mão de Moisés, o povo tinha diante de si, todas as maravilhas que Deus tinha realizado no Egito. De destacar entre outras, a morte que sobreveio a todos os primogénitos do Egito na noite da Páscoa, quando no mesmo território, o povo de Israel foi protegido. Além deste, certamente o mais profundo, terá sido a travessia do mar Vermelho, onde passaram mais de 2,5 milhões de pessoas, e talvez outros tanto animais. Além destes, todo o exército de Faraó, - 49 -


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que perseguia o povo e que Deus fez com que ele fosse submerso pelo mar, sem que ficasse um único homem. «Assim o Senhor salvou Israel naquele dia, da mão dos egípcios, e Israel viu os egípcios mortos na praia do mar» (Êxodo.14:30). Terá sido certamente este acontecimento aterrador, que terá levado os israelitas a meditarem sobre a Real existência de Deus, segundo o versículo seguinte, onde diz: «E viu Israel a grande mão que o Senhor mostrara aos egípcios, e temeu o povo, e creram no Senhor e em Moisés seu servo». Mas Deus sabia que a natureza humana é muito vulnerável, e sabia que o seu povo não era excepção. A prova, viu-se durante as suas caminhadas, e depois no decorrer dos tempos até aos nossos dias. Deus podia sem dúvida alguma, ter resolvido de imediato a situação, caso tivesse decidido fazer com todo o povo, como fez com Moisés. Mas não eram os Seus planos. Deus colocou em Moisés, o Seu Espírito Santo, assim como em Josué. Mas para com o povo, iria fazer como com o resto da humanidade, salvo a Sua presença no meio do povo. Assim, Deus sabia que o seu povo ir-se-ia revelar um povo rebelde e obstinado. Quando Deus deu ao povo a base de toda a lei, o povo estava plenamente de acordo para a executar. Tanto assim, que era a sua aplicação na sua vida, que iria distinguir a nação de Israel, de todas as outras nações. Moisés disse: «Vedes aqui vos tenho ensinado estatutos e juízos, como me mandou o Senhor meu Deus, para que assim façais no meio da terra, a qual ides a herdar. Guardai-os, pois, e fazei-os porque esta, (aplicação) será a vossa sabedoria e o vosso entendimento, perante os olhos dos povos, que ouvirão todos estes estatutos, e dirão: Este grande povo, só é gente sábia e entendida. Porque, que gente há tão grande, que tenha deuses tão chegados como o Senhor, nosso Deus, todas as vezes que o chamarmos?» (Deuteronómio. 4:5-7). «E sucedeu que, ouvindo a voz do meio das trevas, e vendo o monte ardendo em fogo, vos chegastes a mim, todos os cabeças das vossas tribos, e os vossos anciãos. E dissestes. Eis aqui o Senhor nosso Deus, que nos fez ver a sua glória e a sua grandeza, e ouvimos a sua voz no meio do fogo. Hoje vimos que Deus fala com o homem, e que o homem fica vivo, (Deuteronómio. 5:23,24) Mas o povo temia morrer, por isso disseram a Moisés, que lhes servisse de porta voz. Assim disseram a Moisés: «Chega-te tu, e ouve tudo o que disser, o Senhor nosso Deus. E tu - 50 -


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nos dirás tudo o que te disser o Senhor nosso Deus, e ouviremos, e o faremos. Ouvindo, pois o Senhor, a voz das vossas palavras, quando me faláveis a mim, o Senhor me disse: Eu ouvi a voz das palavras deste povo, que te disseram: Em tudo falaram eles bem. Quem dera que eles tivessem tal coração. Que me temessem, e guardassem todos os meus mandamentos, todos os dias, para que bem lhes fosse, a eles e aos seus filhos para sempre! (vv 27-29). Mas foi exactamente o contrário que se verificou ao longo da sua história. Por isso, e com o passar dos tempos, Deus decidiu que os enviaria em cativeiro. Então disse a vários profetas, que anunciassem a sua deportação. Mas, nem assim este povo recuou no seu comportamento. Conclui-se que, tal como todos os homens sem o Espírito de Deus, nenhum homem consegue compreender as coisas de Deus, e permanecer na sua obediência. Assim, Deus sabia antecipadamente que o povo mais tarde ou mais cedo iria enveredar por um caminho desastroso. Seria por essa causa, que as duas nações de Israel iriam em cativeiro, com um espaço de tempo entre uma e outra, de cerca de 130 anos. Mas nem por isso Deus os abandonou, porque também isso faz parte da Sua promessa, (Amós.9:9)

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5ª PROFECIA: DEUS ANUNCIOU 40 ANOS ANTES! Quando Deus libertou o povo de Israel do Egito, o povo de Israel, sempre se mostrou um povo rebelde, mesmo tendo sido testemunha de pelo menos 10 pragas lançadas sobre o Egito, e das quais eles foram protegidos, ainda que também habitassem o mesmo país, além da intervenção divina ao longo das suas caminhadas. Mas a este povo, faltava-lhe o que sempre faltou a todos os homens. Faltava-lhe o pensamento de Deus, a Sua força, a presença do Espírito Santo, no povo israelita. Essa força que a humanidade nunca teve, e por isso, sempre fez a mesma coisa, e às vezes ainda pior. Assim, esse comportamento detestável aos olhos de Deus, e o seu murmúrio, atingiu o ponto máximo, quando os homens enviados para espiar a terra prometida, voltaram com um relatório de tal modo negativo pela maior parte deles, que tal murmúrio, fez com que o povo quisesse de novo voltar ao Egito. Assim, Deus decidiu ao dizer: «Porém, tão certamente, como eu vivo, a glória do Senhor encherá toda a terra. E todos os homens que viram a minha glória e os meus sinais, que fiz no Egito e no deserto, e me tentaram estas dez vezes, e não obedeceram à minha voz. Não verão a terra de que a seus pais jurei, e até nenhum daqueles que me provocaram a verá» (Números. 14:21-23). Neste deserto cairão os vossos cadáveres como, também, todos os que foram contados, segundo toda a vossa conta, de vinte anos e para cima, os que de entre vós, contra mim murmurastes. Não entrareis na terra, pela qual levantei a minha mão que vos faria habitar nela, salvo Caleb, filho de Jefoné, e Josué filho de Nun. Mas os vossos filhos, de quem dizeis: por presa serão, os meterei nela. E eles saberão da terra que vós desprezastes. (vv 29-31) Ao chegar ao fim dos quarenta anos que erraram no deserto, Moisés preparava o povo para entrar na terra prometida. Antes porém, recordou ao povo, que aquela geração de adultos, os que eram considerados quando saíram do Egipto com idade de ir à guerra, de vinte anos e para cima, que todos eles tinham morrido, tal como Deus tinha determinado 40 anos antes. Moisés disse: “ E os dias que caminhámos desde Cades-bárnea até que passámos o ribeiro de Zered, foram trinta e oito anos. Até que toda aquela geração dos homens de guerra - 52 -


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se consumiu do meio do arraial, como o Senhor jurara. Assim, também, foi contra eles a mão do Senhor, para os destruir do meio do arraial, até os haver consumido», (Deuteronómio. 2:14,15). Deus jurou 40 anos antes, Deus cumpriu, 40 anos depois.

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6ª PROFECIA: LOCAL DE NASCIMENTO, VIDA E MORTE E RESSURREIÇÃO DO MESSIAS! A profecia que devia anunciar a vinda de um Salvador, era faseada em várias etapas, ao logo de vários anos. O profeta Isaías disse cerca de 600 anos antes, mas nunca ninguém conseguiu falar dela em pleno conhecimento, porque segundo tais pessoas, existem muitas contradições, e por isso, não são aceites. Mas tudo se realizou, tal como as profecias anunciaram muitos séculos antes através de várias personagens bíblicas. Isaías disse: Ouvi agora, ó casa de David: Pouco vos é afadigardes os homens, senão que ainda afadigareis também ao meu Deus? Portanto, o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome: Emanuel, (Isaías: 7: 13,14). O futuro Jesus Cristo, anunciava aqui, o seu próprio nascimento enquanto homem. E assim aconteceu, (Mateus.1:22,23) O nascimento de Jesus Cristo, foi de uma importância capital para toda a humanidade, ainda que Ele nunca tenha deixado instruções, para celebrarem o Seu aniversário. Celebrar o seu aniversário, é um acontecimento que nunca foi citado nas Escrituras, e mesmo o seu nascimento no seu tempo, passou quase despercebido, mesmo na sua terra. É verdade que Ele não nasceu na sua terra, mas para que se cumprisse a profecia. Os acontecimentos relatados nas Escrituras, foram para que, tudo o que Dele estava escrito fosse cumprido. Foi isso mesmo que Ele disse, quando depois da Sua ressurreição, ao falar com os seus discípulos, disse: «São estas as palavras que vos disse, estando ainda convosco,: Que convinha que se cumprisse: Tudo, o que de mim estava escrito na lei de Moisés e nos profetas, e nos Salmos? (Lucas. 24:44). Foi por esse motivo, que no último acontecimento que as profecias anunciavam a sua morte, nesse momento antes de morrer, Ele disse: «Está consumado». Noutras versões diz: Está cumprido. Ou seja que tudo o que estava escrito a seu respeito até à sua morte, acabava de se realizar. (João 19:30)

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QUE DIZIAM ESSAS ESCRITURAS? 1º- Que o Messias devia nascer em Belém. “ E tu, Beth-leém, Efrata, (Belém Génesis.48:7) posto que pequena entre as milhares de Judá. De ti sairá O que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos. Desde os tempos da eternidade. (Miquéas. 5:2). 2º- Devia nascer de uma virgem. (Isaías. 7:14) João.7:41-42) 3º- Devia voltar do Egito. (Oséas.11:1) Mateus.2:19-23) 4º- Devia pregar por um período de 3 anos e meio. (Daniel: 9: 27), 5º- Devia ser contado entre os malfeitores. «E cumpriu-se a Escritura que diz: E com os malfeitores foi contado: (Marcos. 15:28) «Porquanto importa que em mim se cumpra aquilo que está escrito: E com os malfeitores foi contado. Porque o que de mim está escrito, terá cumprimento», (Lucas. 22:37) 6º- Quando da sua crucifixão, deviam lançar sortes sobre a sua roupa. (Salmo. 22:18), E isso foi feito, Lucas.23: 34) 7º- Deviam dar-lhe vinagre a beber. (Salmo. 69:21 – E assim aconteceu Mateus. 27:48). 8ª- Cristo devia permanecer 3 dias e 3 noites na sepultura, (Mateus 12:40 - 20:19). E assim aconteceu. 9º- Deus através de David, profetizou que o corpo de Cristo, não entraria em decomposição. (Salmo. 16:10) 10º- Os seus pés e as sãs mãos seriam trespassados. (Salmo. 22:16) Todas estas coisas aconteceram, embora o mundo tenha guardado apenas o Seu nome, e uma suposta data de nascimento, que na realidade não é a sua. Esta data de 25 de Dezembro, é a data da celebração do solstício de Inverno, que veremos mais adiante. Festa que existia muito antes da era de Cristo, cuja finalidade era a adoração, em honra do deus sol do Egito, o deus Tamuz, nascido na Babilónia na 2ª geração depois do dilúvio, que era a personificação de Satanás, outrora a estrela da manhã, ou filha da alva, (o sol) ou Lúcifer. (Isaías.14:12) Os homens do passado, viam o sol, como a fonte de vida, e é verdade que sem sol, não haverá vida. Mas eles viam o sol como um deus, e não um elemento criado por Deus. Assim, adoravam a criação como ainda hoje fazem, em vez de adorarem o Criador. Exactamente como o apóstolo Paulo já salientou.

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7ª PROFECIA: OUTRO MISTÉRIO NUNCA ENTENDIDO Um dos mistérios mais incompreensíveis até por volta do século vinte, é a profecia de (Génesis. 22:16,17). Ao longo da história de Israel e por várias razões, Deus iria utilizar outros países e outros povos. Aqui, foi a nação do Egito que Deus utilizou. Não somente para dar a Israel a possibilidade de crescer em paz, mas também para mostrar aos filhos de Israel, e pela mesma ocasião aos egípcios, que, apesar dos seus muitos deuses, nenhum outro existia como O Deus de Abraão. Por intermédio de Moisés, Deus diz a Faraó, que o levantou para nele mostrar a Sua glória (Êxodo.9:16). Uma vez a entrada de Israel concretizada, o povo sempre viveu com os seus altos e baixos. A sua grandeza teve o seu ponto mais alto na vida de Salomão, mas devido à negligência pelas instruções divinas e por Deus ao mesmo tempo, a nação de Israel começou a declinar no final deste reinado, que durou 40 anos. Antes, o rei Salomão e o seu reino, eram o ponto de admiração dos reinos seus vizinhos. Mesmo a rainha da Etiópia, conhecida nas Escrituras por rainha de Sabá, tinha ouvido falar de Salomão, da sua sabedoria e da sua grandeza. Mas ao visitá-lo, disse: «Foi verdade a palavra que ouvi na minha terra, das tuas coisas e da tua sabedoria. E eu não cria naquelas palavras, até que vim e os meus olhos o viram. E; eis que não me disseram metade, sobrepujastes em sabedoria e bens, a fama que ouvi», (1 Reis.10,7). Mas a sua glória, foi como toda a glória dos homens, porque Salomão, também ele se deixou envolver pelos prazeres físicos da vida opostos à vontade de Deus. Entre outros, os prazeres com mulheres estranhas. Mulheres, com as quais o povo de Israel, nunca deveria ter relações. A prova disso, já tinha sido demonstrada por Deus, quando as mulheres moabitas tinham seduzido os filhos de Israel, quando estes caminhavam para a terra prometida. Onde por essa grande transgressão, Deus castigou Israel, onde morreram cerca 24.000 homens. O grande problema, além das relações ilícitas com as mulheres estranhas, é que quase sempre, elas pervertiam o coração do povo para adorarem outros deuses. Foi exactamente isso que aconteceu com Salomão. Anteriormente, Deus tinha dito a Salomão, quando no início do seu reinado: «E em - 56 -


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Gibeon apareceu o Senhor a Salomão, de noite, em sonhos, e disselhe Deus: Pede o quiseres que te dê. E disse Salomão: De grande beneficência usaste para com o teu servo David, meu pai, como ele andou para contigo em verdade e em justiça, e em rectidão de coração perante a tua face. E guardaste-lhe esta grande beneficência, e lhe deste um filho que se assentasse no seu trono, como neste dia se vê. Agora, pois, ó Senhor, meu Deus, tu fizeste reinar o teu servo em lugar de David, meu pai, e sou ainda menino pequenino, nem sei como sair, nem entrar. E teu servo está no meio do teu povo que elegestes, povo grande, que nem se pode contar, nem numerar pela sua multidão. Ao teu servo, pois, dá um coração entendido, para julgar o teu povo, para que prudentemente discirna entre o bem e o mal. Porque quem poderia julgar a este teu tão grande povo? E esta palavra pareceu bem aos olhos de Deus, que Salomão pedisse esta coisa. E Disse-lhe Deus: Porquanto pediste esta coisa, e não pediste para ti riquezas, nem pediste a vida dos teus inimigos, mas pediste para ti entendimento, para ouvir as causas de juízo. Eis que fiz, segundo as tuas palavras. Eis que te dei um coração tão sábio e entendido que, antes de ti teu igual não houve, e depois de ti, teu igual não se levantará. E também, até o que não pediste te dei. Assim riquezas como glória que não haja teu igual entre os reis por todos os teus dias. E se andares nos meus caminhos, guardando os meus estatutos, e os mandamentos, como andou David teu pai, também prolongarei os teus dias», (1 Reis. 3:5-14) Só que a natureza humana que permitiu que Adão e Eva e todos os homens depois deles os levassem a pecar, essa mesma natureza, também não ajudou Salomão para fazer diferente. Ainda que Deus tenha colocado nele o Seu Espírito, Salomão não resistiu à sedução das mulheres estranhas, e como Deus é justo, agiu para com Israel, pela mesma razão que destruiu Sodoma e Gomorra, por terem transgredido grandemente a Sua lei. Sobre esse ponto a Bíblia diz o seguinte:” E o rei Salomão amou muitas mulheres estranhas, e isso além da filha de Faraó, moabitas, amonitas, idumeias, sidónias, e heteias. Das nações de que o Senhor tinha dito aos filhos de Israel: Não entrareis a elas, e elas não entrarão a vós. Doutra maneira, perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se uniu Salomão com amor.», (1 Reis. 11: 1,2). Estava pois, aberta a porta para a desgraça e deportação de Israel, ainda que somente depois de passados muitos anos. “ Porque Salomão andou em seguimento de Astaroth, deusa dos sidónios, e - 57 -


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em seguimento de Milcon, a deusa dos amonitas. Assim fez Salomão o que parecia mal aos olhos do Senhor, e não preservou em seguir ao Senhor, como David seu pai. Então edificou Salomão um alto a Camos, a abominação dos moabitas, sobre o monte que está diante de Jerusalém, e a Muloch, a abominação dos filhos de Amon. Assim fez para todas as suas mulheres estranhas as quais sacrificavam incenso e sacrificavam aos seus deuses. Pelo que, o Senhor se indignou contra Salomão, porque desviara o seu coração do Senhor, Deus de Israel. O qual duas vezes lhe aparecera, e acerca desta matéria lhe tinha dado ordem, que não andasse em seguimento de outros deuses. Porém não guardou o que o Senhor lhe ordenara. Pelo que, disse a Salomão: Pois que houve isto em ti, que não guardasses o meu concerto e os meus estatutos que te mandei, certamente rasgarei de ti este reino, e o darei ao teu servo. Todavia, nos teus dias não o farei, por amor do meu servo David, teu pai. Da mão do teu filho o rasgarei», (vv5-12). Durante o reino de Salomão, Deus não permitiu que outros povos os guerreassem. Assim permitiu que Salomão consolidasse o trono que recebeu do seu pai, e magnificou-o como nenhum outro rei depois dele. Dentro das Escrituras, não é mencionado outro rei humano que tenha ficado para a história como este, mesmo aos olhos de Deus. Mas também ele era humano, e como tal, sujeito à sedução de Satanás, ele mais do que ninguém, sempre desejou a queda de Israel, e com ele, toda a humanidade. A profecia que falava da separação da nação de Israel e o controlo pelas portas dos seus inimigos, estava agora para dar os primeiros passos. Foi logo depois da morte de Salomão, que a nação se iria separar em duas. Esse acontecimento teve início, com o protesto do povo de Israel por uma questão de impostos. Este assunto, não é novo nos nossos dias. Segundo a opinião do povo, Salomão, apesar da sua grande riqueza, tinha aplicado uma imposição de impostos, que, segundo parece, era já bastante elevada. E depois da sua morte, o seu filho sucessor ao trono, Reboão, ameaçou de a tornar ainda mais difícil. Foi isso que ele afirmou, quando depois da queixa do povo, Reboão prometeu ao povo dar ao povo uma resposta dentro de três dias. O plano de Deus, estava agora delineado a provocar a fragmentação desta nação. Assim, na sua resposta ao povo, Reboão, seguindo os jovens conselheiros do seu novo governo, deixando de lado os conse- 58 -


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lhos dos anciãos, homens com experiência do tempo do seu pai, disse: «Meu pai agravou o vosso jugo, porém eu ainda aumentarei o vosso jugo. Meu pai vos castigou com açoites, porém eu vos castigarei com escorpiões. O rei não deu ouvidos ao povo, porque esta revolta vinha do Senhor, para confirmar a Sua Palavra, que o Senhor tinha dito pelo ministério de Aías, o silonita, a Jeroboão, filho de Nebat, (1 Reis. 12:14) (11:35). Depois desta decisão do rei Reboão, dez das doze tribos, abandonaram o rei Reboão, e constituíram para si, rei, Jeroboão, filho de Nebat, aquele a quem Salomão tentou matar. (1 Reis.11:40). Reboão ficou em Jerusalém com as tribos de Judá e Benjamim, e as outras subiram para o Norte, para Siquém no monte de Efraím onde já habitavam, e somente mais tarde a capital das dez tribos se mudou para Samaria. Reboão, de imediato reuniu o seu exército restante para combater os seus irmãos, mas Deus enviou um profeta a Jerusalém, proibindo que ele o fizesse, (vv21-24). Mas a separação, não serviu de boa lição para o povo. Antes pelo contrário! Isto porque Jeroboão, a quem Deus ofereceu as dez tribos que o seguiram, aprofundou ainda mais a idolatria, ao colocar dois bois de ouro, símbolos dos deuses egípcios. Um em Dan e outro em Betel, (vv28,29). Tal comportamento, não foi certamente pacífico, sobretudo por parte da classe sacerdotal, a tribo de Levi. (vv31) Foi por esse motivo, que Jeroboão expulsou de Siquém, uma parte, ou talvez até, toda da tribo dos sacerdotes Levitas. Estes voltaram para Jerusalém, e Jeroboão, estabeleceu sacerdotes dos mais baixos de entre o povo, homens que não tinham nem cultura nem o direito de executar essa profissão sacerdotal, visto que ela tinha sido dada aos filhos de Levi. Porque terá agido Jeroboão desta forma? Porque o deus que inspirou Salomão a transgredir as instruções de Deus, é mesmo que inspirou Jeroboão. Jeroboão receava que o povo descesse a Jerusalém para celebrar as Festas de Deus. E depois, alguns deles poderiam não voltar para Siquém, para o reino de Jeroboão, fragilizando assim a seu reino. Foi por esse motivo, que além de substituir o seu Deus, o Deus de Israel, por dois bois de ouro, Jeroboão, alterou as datas das Festas de Deus. Assim, as Festas que deveriam ser celebradas no 7º mês, ele as estabeleceu no 8º mês. (vv32). Talvez por isso, na forma de pensar dos israelitas, já não havia razão para descerem a Jerusalém, para celebrarem as Festas que Deus estabeleceu para todo o seu povo. E isso - 59 -


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era evidentemente uma preocupação para esse povo. Mas não conseguiram discernir a grande transgressão, ao celebrá -las um mês fora da data estabelecida por Deus, e adorarem os ídolos. É claramente um comportamento ingénuo e sedutor, ao adorarem também imagens. Mas não há de entre os homens, razão para criticarem este povo, apesar de tudo, visto que, passados milhares de anos, os homens fazem hoje exactamente a mesma coisa. Este povo continuou na sua transgressão de várias formas ao longo dos séculos, até que Deus se enfadou de os ver sempre sem se converterem, e enviou o rei da Assíria, que os levou cativos. “ Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei a meu filho. Mas como os chamavam, assim se iam da sua face, e sacrificavam a balaains, e queimavam incenso às imagens de escultura. Todavia, eu ensinei a andar a Efraím. Tomei-os pelos seus braços, mas não conheceram que eu os curava. Atraí-os com cordas humanas, com cordas de amor. E fui para eles como os que tiram o jugo de sobre as suas queixadas, e lhes dei mantimento. Não voltará para a terra do Egito, mas a Assíria será o seu rei, porque recusam converter-se», (Oséas. 11:1-5) Além do seu mau comportamento, havia outra boa razão para que assim acontecesse. Pode parecer paradoxal, mas na realidade, esta separação tinha que existir, mas Deus teria decidido as coisas doutra forma. Porque Deus, tem o seu grande plano, e nele, Jerusalém deve estar habitada pelos judeus quando daqui a pouco Jesus Cristo regressar à terra para tomar o trono do seu pai David, e finalmente trazer a esta terra a impossibilidade de se auto-destruir. Ele trará uma nova vida de paz, justiça, abundância, e de uma verdadeira adoração ao Deus Criador. É isso que Deus classifica de Reino de Deus. Mas, por outro lado, essa separação deveria existir, porque no seu grande plano, Deus tinha prometido a Abraão que os seus descendentes possuiriam outras nações e a porta dos seus inimigos. E não eram os judeus que estavam destinados a esta realidade, porque o povo judeu, embora descendente de Israel, mas para as Escrituras, ele não é o Israel das Escrituras. Ou seja que, todos os judeus são israelitas, mas nem todos os israelitas são judeus. Existe na verdade uma imensa multidão de israelitas, que nunca foram judeus, embora eles mesmo não o saibam. Este foi um dos grandes segredos que a humanidade nunca entendeu. Porque jamais o clero, a história e todos os grandes pensadores, alguma vez fizeram alusão a outros povos - 60 -


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israelitas, ainda que alguns historiadores nas suas pesquisas tenham encontrado indícios de que certos grupos de povos pudessem ser de entre as dez tribos perdidas de Israel. Entre eles os Gimiras, Cimérios Citas e Celtas. Além dos que em certas épocas, ainda que intermitentes, viveram em Jerusalém, onde se encontram nos nossos dias. Esta é a 7ª Profecia! Ela é bastante longa, e somente por volta do século XX, Deus permitiu a sua compreensão. Não ao mundo, nem ao clero tradicional, mas à Sua Igreja. Ainda hoje, são poucos os que a compreendem, mas ela é uma realidade, e em execução uma nova fase, pelo menos a partir do início do século XVIII. Ela vai ficar aqui, além das outras, para que, mesmo os cépticos fiquem sabendo, que na verdade um Grande Deus existe, e como Ele diz: fará toda a Sua vontade! Em Génesis 22:16,17 Deus disse a Abraão, que a sua descendência, possuiria a porta dos seus inimigos. Mas Judá, deveria estar presente em Jerusalém, quando Cristo voltar, ainda que nesse tempo Jerusalém esteja de novo sitiada e ocupada, e até uma parte da sua população será levada cativa. Além deste pormenor interessante, quando Jacob estava perto do fim dos seus dias, José foi visitar o seu pai, e levou com ele, os seus dois filhos que tinham nascido no Egito, antes que Jacob chegasse junto de José. Sobre este acontecimento importante, a Bíblia diz: «E aconteceu depois destas coisas, que disseram a José: Eis que o teu pai está enfermo. Então tomou consigo os seus dois filhos, Efraím e Manassés. E um deu parte a Jacob, e disse: Eis que José vem a ti. E esforçou-se Israel, e assentou-se sobre cama. E Jacob disse a José: O Deus Todo-Poderoso, me apareceu em luz, na terra de Canaan, e me abençoou. E me disse: Eis que te farei frutificar e multiplicar, e te porei por multidões de povos. E darei esta terra à tua semente, depois de ti, em possessão perpétua. Agora pois, os teus dois filhos, que te nasceram na terra do Egito, antes que eu viesse a ti no Egito, são meus. Efraím e Manassés serão meus, como Ruben e Simeão, (Génesis. 48: 1-5) «E Israel viu os filhos de José, e disse: Quem são estes? José disse a seu pai: Eles são meus filhos, que Deus me tem dado. E ele disse: Peço-te, traz-mos aqui, para que os abençoe. Os olhos, porém de Israel, eram carregados de velhice, já não podia ver bem, e fê-los chegar a ele, e beijou-os e abraçou-os. E Israel disse a José: Eu não cuidara ver o teu rosto, e eis que Deus me fez ver a tua semente também. Então José os tirou dos seus joelhos, e inclinou-se à terra diante da sua face. - 61 -


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E tomou José a ambos eles, a Efraím na sua mão direita, e a Manassés, na sua mão esquerda, à direita de Israel, e fê-los chegar a ele. Mas Israel entendeu a sua mão direita, e a pôs sobre a cabeça de Efraím, ainda que fosse o menor, e a sua mão esquerda sobre a cabeça de Manassés, dirigindo as suas mãos avisadamente, ainda que era o primogénito. E abençoou a José, e disse: O Deus, em cuja presença andaram os meus pais, Abraão e Isaac, o Deus que me sustentou, desde que eu nasci até este dia. O anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, e seja chamado, neles o meu nome, e o nome de meus pais, Abraão e Isaac, e multipliquem-se como peixes em multidão, no meio da terra,. (vv816) Foi aqui que Israel fez a transmissão da sua primogenitura, como assim era chamada naquele tempo em Israel. Ou seja, que, José, foi colocado como sendo o primogénito, a quem segundo os estatutos da época em Israel, era conferida a maior parte dos seus bens. E muito mais importante ainda, foram os seus filhos, que herdaram o nome de Israel. Este ponto é muito importante para o desenrolar desta importante profecia. Mais tarde, no tempo do protesto apoiado por Jeroboão, Efraím e Manassés, ao se separarem de Reboão, ficaram com os outros que passaram a viver em Siquém, e mais tarde em Samaria, todos ficaram a ser conhecidos por Israel. O Israel, ficou no Norte, e só os que ficaram em Jerusalém, ficaram para a história a ser conhecidos por Judeus, embora desde há muito, os vejam como sendo o Israel, mas o verdadeiro Israel desapareceu com essa identidade. Cada uma destas monarquias, tinha o seu rei e o seu território. Umas vezes viviam em paz, outras vezes guerreavamse. Mas nunca mais viveram juntos. Assim, mais tarde por volta do ano 720 a.C. os israelitas do Norte, foram levados cativos pelo rei da Assíria, tal como indicava a profecia, devido ao seu mau comportamento. Essa nação que teve o seu nascimento na Babilónia, mais concretamente em Niníve, a tal cidade que Deus tinha destinado a destruir, e que depois da pregação de Jonas, não destruiu. O seu fundador foi Nimrod, bisneto de Noé. (Génesis. 10:8-11) Ao ver o detestável comportamento de Israel, Deus decidiu: “ E deixaram todos os mandamentos do Senhor, seu Deus, e fizeram imagens de fundição, dois bezerros, e fizeram um ídolo no bosque, e se prostraram perante todo o exército do céu, e serviam Baal. Também fizeram passar pelo fogo a seus filhos e suas filhas, e deram-se a adivi- 62 -


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nhações, e criam em agouros, e venderam-se para fazer o que parecia mal aos olhos do Senhor, para o provocarem à ira. Pelo que, o Senhor muito se indignou sobre Israel, e os tirou de diante da sua face. Nada ficou se não a tribo (nação) de Judá. Até Judá não guardou os mandamentos do Senhor, seu Deus. Antes andaram nos estatutos de Israel, que eles fizeram pelo que o Senhor rejeitou a toda a semente de Israel, e os oprimiu, e os deu nas mãos dos despojadores, até que os tirou de diante da sua presença. Porque rasgou a Israel da casa de David, e fizeram rei a Jeroboão filho de Nebat. E Jeroboão apartou a Israel de seguir o Senhor, e os fez pecar um grande pecado. Assim andaram os filhos de Israel, em todos os pecados que Jeroboão tinha feito. Nunca se apartaram deles. Até que o Senhor tirou a Israel da sua presença, como tinha falado pelo ministério de todos os seus profetas. Assim Israel, foi transportado à Assíria, até aos dias de hoje», (2 Reis.17:16-23). Deus, tinha prometido a Abraão, que a sua semente seria como a areia da praia do mar, e cumpriu a Sua a Palavra, mas também tinha dito, que, caso eles desobedecessem ao não preservarem no caminho que lhes tinha determinado, então os espalharia sobre a terra e a sua memória seria esquecida. No último cântico de Moisés, antes de morrer no monte Pisga, ele disse: «Porque a porção do Senhor, é o seu povo, Jacob é a corda da sua herança. Achou-o na terra do deserto e num ermo solitário, cheio de uivos. Trouxe-os ao redor, e instruí-o , guardou-o como a menina do seu olho. Como águia desperta no seu ninho se move sobre os seus filhos, estende as suas asas, toma-os e os leva sobre as sua asas. Assim só o Senhor o guiou, e não havia com ele deus estranho» (Deuteronómio, 32: 9-12). E engordando-se Jeshurun, (Jerusalém) deu coices. Engordaste-te, engordaste-te e de gordura te cobriste, e deixou a Deus, que o fez e desprezou a Rocha da sua salvação. Com deuses estranhos o provocaram a zelos, com abominações o irritaram (vv15,16). O que vendo-o o Senhor, os desprezou, provocando à ira contra os seus filhos e suas filhas (vv19). Porque um fogo se acendeu na minha ira, e arderá até ao mais profundo do inferno, e consumirá a terra com a sua novidade, e abrasará os fundamentos dos montes. Eu disse: Por todos os cantos os espalharia, e faria cessar a sua memória de entre os homens» (vv22,26) Moisés profetizava aqui, o que seria desse povo, muito antes que isso acon- 63 -


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tecesse. Deus sabia, por isso colocou na boca de Moisés esta profecia. E foi isso que aconteceu quando o rei Salmanasar, rei da Assíria, invadiu Israel do Norte, e os levou cativos por volta do ano720. aC. A Assíria levou-os, para além do rio, e os colocou em Hala- Habor, junto ao rio Gozan, e nas cidades dos Medos. (2 Reis.17:6) O povo de Israel, não foi apanhado de surpresa. Tal como nos nossos dias, Deus é muito paciente, mas não se esquece do que fazem os homens. Antes de morrer, David deu um grande aviso ao seu filho, Salomão, mas, como se viu e verá ainda, foi sol de pouca dura. David disse: «E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com um coração perfeito e com uma alma voluntária. Porque esquadrinha o Senhor, todos os corações, e entende todas as imaginações dos pensamentos. Se O buscares, será achado de ti. Porém se o deixares, rejeitar-te-á para sempre» (1 Crónicas. 28:9) Israel estava plenamente informado, mas tal como os homens desde todos os tempos, não deu ouvidos. Já no tempo do rei Saúl, ele fez a mesma coisa. Umas vezes ia ao de lá das instruções de Deus, outras vezes ficava à quem, mas sempre em oposição. Por isso Deus lhe retirou o trono de Israel e aos seus descendentes. Numa ocasião, Saúl determinou oferecer sacrifícios, sem esperar pelo sacrificador, Samuel, porque só Samuel podia fazer os sacrifícios. «Então disse Saúl: Trazei-me aqui um holocausto, e ofertas pacíficas. E ofereceu o holocausto. Sucedeu que, acabando Saúl de oferecer o holocausto, eis que chegou Samuel, e Saúl lhe saiu ao encontro para o saudar. Então disse Samuel: Que fizestes? Disse Saúl: Porque via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se ajuntaram em Micmas. Então eu disse. Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e à face do Senhor ainda não orei, e violentei-me, e ofereci o holocausto. Então disse Samuel: Obraste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus, te ordenou. Porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Porém, agora, não subsistirá o teu reino. Já o Senhor tem buscado para si um homem segundo o seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja chefe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou» (1 SAMUEL. 13:9-14) «Então disse Samuel a Saúl. Enviou-me o Senhor a ungir-te rei sobre o seu povo, sobre Israel. Ouve agora a voz das palavras do Senhor. Assim diz o Senhor dos exércitos: Eu me recordei, do que fez - 64 -


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Amalec a Israel, como se lhe opôs no caminho, quando subia do Egito. Vai, pois, agora e fere a Amalec, e destrói totalmente a tudo o que tiver. E não lhe perdoes.(…) E Saúl e o povo, perdoaram a Agag (rei de Amalec) e ao melhor das ovelhas e das vacas, e à segunda sorte, e aos cordeiros, e ao melhor que havia, e não quiseram destruir totalmente, porém a toda coisa vil e desprezível destruíram totalmente» (vv15:1-3, 9) Veio então a palavra do Senhor a Samuel dizendo: Arrependo-me de haver posto a Saúl como rei. Porquanto deixou de me seguir, e não executou as minhas palavras. Então Samuel se contristou, e toda aquela noite clamou ao Senhor. E madrugou Samuel, para encontrar a Saúl pela manhã, e anunciou-se a Samuel, dizendo: Já chegou Saúl ao Carmelo, e eis que levantou para si uma coluna. Então fez volta e passou, e desceu a Gilgal. Veio pois, Samuel a Saúl, e Saúl lhe disse: Bendito tu do Senhor, executei a palavra do Senhor. Então Samuel disse a Saúl: Que balido pois, de ovelhas é este nos meus ouvidos, e o mugido de vacas que ouço? E disse Saúl: De Amalec as trouxemos, porque o povo perdoou ao melhor das ovelhas e das vacas, para as oferecer a teu Deus. O resto, porém, temos destruído totalmente. Então disse Samuel. Espera, e te declararei o que o Senhor me disse esta noite. E ele disse: Fala. Porém Samuel disse: Tem porventura, o Senhor, tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer à palavra do Senhor, é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião, é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar, como a iniquidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, Ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei (vv10-16,22,23)

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As Duas Nações Com a divisão da primitiva nação de Israel, o trono de David, iria ficar para sempre na tribo de Judá, e das outras tribos do Norte, iriam ser formadas várias nações. Uma outra profecia em paralelo, dá-nos uma melhor explicação de que não seria Judá, centrada em Jerusalém, que iria controlar as portas dos seus inimigos. Das várias nações formadas a partir das tribos do Norte, as tribos de Efraím e Manassés, foram quem tinham herdado o nome de Israel. Referente a este assunto, outra profecia encontra-se em Génesis.28:14, Onde Deus diz: «E a tua semente, será como o pó da terra, e estender-se-á, ao Ocidente, ao Oriente, ao Norte, e ao Sul. E em tua semente, serão benditas todas as famílias da terra». Então quais foram essas nações e onde se encontram nos nossos dias? A história pode facilmente identificá-las pela sua grandeza, somente nunca as viram como sendo filhas de Israel. Deus tinha dito que as espalharia sobre a terra, e isso aconteceu (Deuteronómio 32:26), e que faria esquecer a sua memória, e que falariam outras línguas. Nos nossos dias essas nações salvo raras excepções, não sabem que são descendentes israelitas espalhados através do mundo e falam outras línguas. Esses israelitas, são todos os países Anglo-saxões, Inglaterra, Escócia, Irlanda, Estados Unidos da América, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, todas descendentes das tribos de Efraím e Manassés. O outros irmãos que formavam as outras tribos do Norte, estão dispersos noutros países, na maior parte pela Europa. Entre eles: a França, a Bélgica, a Holanda, a Dinamarca, a Suíça etc. Como prova exacta, temos que voltar à história, e ver quem na verdade foi poderoso, quem dominou as maiores passagens marítimas, quem possuiu o maior império, e quem foi a maior nação sobre a terra. Esta era a promessa feita a Abraão. Também ali está explicado, porque razão estas nações estão em plena decadência, e qual será o seu fim dentro de poucos anos. Ainda assim, deixa-se aqui uma pequena conclusão informativa. A multidão de nações, como Deus assim classificou os descendentes de Israel, não de Judá, foi o império britânico. A Inglaterra, foi a única nação até aos nossos dias, que reuniu todas essas condições. É verdade, que, outros países foram países colonizadores, como por exemplo Portugal e Espanha, França, Holanda. Bélgica etc. Mas nunca como o Commonwealth Britânico possuíram as portas dos seus - 66 -


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inimigos. Essas portas foram principalmente: o Sri Lanka 1815-1948, o Canal do Suez 1888-1956, Singapura 1819-1965, o Golf d’Aden 1839-1967, a Base Naval de Simon’s Town (África do Sul) 17951975, Hong Kong 1841-1997, o Canal do Panamá, e ainda outras possessões na Ásia. Hoje ainda domina Gibraltar, as ilhas Malvinas, mas por quanto tempo ainda? O Commonwealth Britânico, possuía uma área tão imensa, que se dizia, que o sol não se deitava sobre o seu império. Quando o sol se estava pondo num continente, estava-se levantando noutro. Todos os países anglófonos, são filhos da nação Britânica, incluindo os Estados Unidos da América. Nunca outra nação tão grande e poderosa existiu sobre a terra, como os Estados Unidas da América. Mas como profetizado, o seu fim está chegando, e de novo serão escravos, ainda que por um curto espaço de tempo e com eles outros países do antigo Israel. Quanto ao trono de David, ele mudou de Judá, através do profeta Jeremias, tal como Deus lhe tinha dito, que ele iria arrancar, e plantar. Foi ele quem o arrancou de Judá, através de uma filha do último rei de Judá, Zedequias, levou-o para Tara, na Irlanda, e ali ficou durante alguns séculos. Mais tarde na época de Kenneth Mcalpine transferiam o trono para a Scone, na Escócia, e depois transferido por Isabel II para Londres onde permanece. Os tais três revezes, como Deus tinha anunciado no livro de Ezequiel, que diz assim: “ Assim diz o Senhor Eterno: Tira o diadema, e levanta a coroa, esta não será a mesma. Exalta o humilde e humilha ao soberbo. Ao revês, ao revês, ao revês a porei. E ela não será mais, até que venha aquele, (Jesus Cristo), a quem pertence de direito, e a ele a darei”. (Ezequiel. 21:26,27). Assim ficou para trás, a maior parte da profecia nº 8. Porque a sua conclusão terá lugar somente depois da vinda de Cristo quando Ele voltar e tomar o trono de David, e recolher todos os restantes de Israel e de Judá, e reunificar a velha, mas então uma nova nação, a gloriosa Israel, e a levará à sua terra, Jerusalém, para toda a eternidade.

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9ª PROFECIA Falámos das tribos que constituíram as 10 tribos do Norte de Israel, falemos agora das tribos que ficaram em Jerusalém e que formaram a casa, ou o trono de David. Estas tribos, não foram levadas cativas pela a Assíria, quando as do Norte foram levadas por volta do ano 720 a.C. Elas continuaram em Jerusalém ainda cerca de 130 anos. Mas o seu comportamento, não era melhor do que o da sua irmã, a nação do Norte. Aliás, Deus disse a Jeremias, que o seu comportamento ainda foi pior «Disse mais o Senhor, nos dias do rei Josias: Viste o que fez a rebelde Israel? Ela foi-se a todo o monte alto, e debaixo de toda árvore verde, e ali andou prostituindo-se. E eu disse, depois que fez tudo isso. Volta para mim, mas não voltou. E viu isto a sua aleivosa irmã, Judá. E vi, quanto, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério, a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei o seu libelo de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu, mas foi-se e também ela mesma, se prostituiu. E sucedeu que, pela forma da sua prostituição, contaminou a terra, porque adulterou com a pedra e com o pau. E, contudo, nem por tudo isso voltou para mim a sua aleivosa irmã Judá, com sincero coração, mas falsamente, diz o Senhor. E o Senhor me disse: Já a rebelde Israel justificou mais a sua alma, do que a aleivosa Judá» (Jeremias. 3:6-11) «E disse o Senhor: Também a Judá, hei-de tirar de diante da minha face, como tirei a Israel, e rejeitarei esta cidade de Jerusalém que elegi, como também a casa que disse: Estará ali o meu nome» (2 Reis. 23:27). Assim foi decretado, que a nação judaica iria em cativeiro, como tinha ido a sua irmã Israel. Esta profecia está dividida em duas partes. Uma, a da sua ida para o cativeiro, e outra, a do seu regresso do cativeiro. Foi a Jeremias que Deus confiou a responsabilidade de escrever essa profecia. Para que Deus mantivesse a sua promessa de que para sempre daria a David e seus sucessores o seu trono e mais tarde reiterada a Salomão, Deus tinha que permitir, que um descendente de David guardasse esse trono. Esse trono deve existir quando Cristo voltar, visto que o anjo fez essa promessa a Maria, quando ele lhe anunciou que no seu ventre, iria ser fecundado pelo poder de Deus, um filho, o seu primogénito. O seu nome seria Jesus, e que um dia, iria sentar-se no trono do seu Pai (antecessor) David. (Lucas. 1:32). - 68 -


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Assim, ao levar em cativeiro a Judá, segundo a história por volta do ano 586 a.C. teria que ir, à primeira vista, também a coorte real. Só que foi precisamente o contrário que aconteceu. Na obra já citada, encontra-se bem detalhada toda esta história, mas vejamos apenas a partida de Judá para o exílio, para que se veja, que outro mistério existiu no passado, e que a humanidade também nunca entendeu. Como já vimos, Israel do Norte, com a sua capital em Samaria, foi levado cativo para a Assíria. E, tal como tinha sido profetizado, Judá também foi em cativeiro. “ Nos seus dias, subiu Nabucodonosor, rei de Babilónia, e Joaquim ficou três anos seu servo, depois se virou, e se revoltou contra ele. E Deus enviou contra ele, as tropas dos caldeus, e as tropas do siros, e as tropas dos moabitas, e as tropas dos filhos de Amon. E as enviou contra Judá, para destruir, conforme à palavra do Senhor, que tinha falado pelo ministério dos seus servos, os profetas. E, na verdade, conforme o mandado do Senhor, assim sucedeu a Judá, que o tirou diante da sua face, por causa dos pecados de Manassés, conforme a tudo quanto fizera. Como também, por causa do sangue inocente que derramou, enchendo Jerusalém de sangue inocente. E por isso, o Senhor não quis perdoar» (2 Reis 24:1-4). «Naquele tempo, subiram os servos de Nabucodonosor, rei de Babilónia a Jerusalém, e a cidade foi tomada. Também veio Nabucodonosor rei de Babilónia, contra a cidade, quando os seus servos a estavam cercando. Então saiu Joaquin, rei de Judá, ao rei da Babilónia, ele, e sua mãe e os seus servos, e os seus príncipes, e os seus eunucos. E o rei de Babilónia o levou preso, no ano oitavo do seu reino. E tirou dali os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros da casa do rei, e fendeu todos os vasos de ouro, que fizera Salomão, rei de Israel, no templo do Senhor, como o Senhor tinha dito. E transportou a toda a Jerusalém, como também a todos os príncipes, e a todos os homens valorosos. Dez mil presos, e a todos os carpinteiros e ferreiros. Ninguém ficou, senão o povo pobre da terra. Assim transportou Joaquin a Babilónia, como também a mãe do rei, e as mulheres do rei, e os seus eunucos, e os poderosos da terra, levou presos a Babilónia. E todos os homens valentes, até sete mil, e carpinteiros e ferreiros, até mil, e todos os varões dextros na guerra, a estes o rei da Babilónia levou presos, para Babilónia (vv 10-16). Era o princípio do fim do trono de David em Jerusalém, do qual Deus tinha prometido a David que nunca teria fim. A esse respeito, - 69 -


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Deus tinha dito: «E estas são as últimas palavras de David: Diz David, filho de Jessé, e diz o homem que foi levantado em altura, o ungido do Deus de Jacob, e suave em salmos de Israel. O Espírito do Senhor falou por mim, e a sua palavra esteve em minha boca: Disse o Deus de Israel, a Rocha de Israel a mim falou: Haverá um justo que domine sobre os homens, que domine no temor (respeito) de Deus. E será como a luz da manhã, quando sai o sol da manhã sem nuvens, quando, pelo seu resplendor e pela chuva, a erva brota da terra. Ainda que a minha casa não seja tal para com Deus, contudo, estabeleceu comigo um concerto eterno, que em tudo será bem ordenado e guardado. Pois toda a minha salvação e todo o meu prazer está nele, apesar de que ainda, não o faz brotar» 2 Samuel 23:1-5) Deus reafirma essa promessa ao dizer: «Fiz um concerto com o meu escolhido: Jurei ao meu servo David: A tua descendência estabelecerei para sempre, e edificarei para sempre o teu trono, de geração em geração» (Salmo 89:3,4). Mas a grande questão é saber, como é que Deus guardou a Sua Palavra, nesta profecia tão importante. Na continuação da história de Judá, até a sua deportação, Deus mandou a Nabucodonosor invadir Jerusalém e levar o jovem rei e sua mãe para Babilónia, pois tinha profetizado, que eles morreriam em Babilónia. “ Vivo eu diz o Senhor, que ainda que Jeconias (Joaquin) filho de Joaquim, rei de Judá, fosse o selo do anel na minha mão direita, eu dali te arrancaria, e te entregarei na mão dos que buscam a tua vida, na mão daqueles diante de quem tu temes, a saber, na mão de Nabucodonosor, rei de Babilónia, e na mão dos caldeus. E lançar-te-ei, a ti e à tua mãe que te deu à luz, para uma terra estranha, em que não nascestes, e ali morrereis” (Jeremias 22:24-26) Esta partida aconteceu por volta do ano 597 a.C (2 Reis 24:11,12) Isto num primeiro tempo, mas Deus tinha anunciado noutra profecia que Jerusalém não somente iria em cativeiro, como ainda a cidade seria destruída. Mas isso não aconteceu nesta invasão. Nesta altura, Nabucodonosor não destruiu a cidade, ele estabeleceu outro rei no lugar de Joaquin. Foi o seu tio Matanias, conhecido por Zedequias, ou ainda Cedécias, que recebeu do rei de Babilónia, o trono de Judá. “Tinha Zedequias vinte e um ano quando começou a reinar e onze reinou em Jerusalém”. (2 Reis. 24:18). Mas este povo obstinado, como Deus o considerava, parecia nunca aprender a lição. “ E fez (Zedequias) o que era mal aos olhos do - 70 -


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Senhor, seu Deus, nem se humilhou perante o profeta Jeremias, que falara da parte do Senhor. De mais disto, também se rebelou contra o rei Nabucodonosor, que o tinha ajuramentado por Deus, mas endureceu a sua cerviz e, tanto se obstinou no seu coração, que não se converteu ao Senhor, Deus de Israel. Também todos os chefes dos sacerdotes e o povo aumentavam de mais em mais as transgressões, segundo todas as abominações dos gentios, e contaminaram a casa do Senhor, que tinha santificado em Jerusalém. E o Senhor, Deus dos seus pais, lhes enviou a sua palavra pelos seus mensageiros, madrugando e enviando-lhes, porque se compadeceu do seu povo e da sua habitação. Porém, zombaram dos mensageiros de Deus, e desprezaram as suas palavras, e mofaram (escarneceram) dos seus profetas, até que o furor do Senhor subiu tanto contra o povo, que mais nenhum remédio houve. Porque fez subir contra eles o rei dos caldeus, o qual matou os seus mancebos à espada, na casa do seu santuário, e não teve piedade, nem dos mancebos, nem das donzelas, nem dos velhos, nem dos decrépitos, e a todos os deu na sua mão. E todos os vasos da casa de Deus, grandes e pequenos, e os tesouros da casa do Senhor, e os tesouros do rei e dos príncipes, tudo levou para Babilónia. E queimaram a casa do Senhor, e derrubaram os muros de Jerusalém, e todos os seus palácios queimaram a fogo, destruindo também, todos os seus preciosos vasos. E os que escaparam da espada, levou para Babilónia, e fizeramse servos dele, até ao tempo do rei da Pérsia. Para que se cumprisse apalavra do Senhor, pela boca de Jeremias, até que a terra se agradasse dos seus sábados. Todos os dias da desolação repousou, até que os setenta anos se cumpriram (2: Crónicas. 36:12-21). Mas existe ainda um pormenor interessante, que se encontra no livro de Jeremias, que diz assim: “E prenderam o rei, e o fizeram subir ao rei de Babilónia, a Ribla, na terra de Hamath, o qual lhe lavrou a sentença. E o rei de Babilónia degolou os filhos de Zedequias, à sua vista, e também degolou a todos os príncipes de Judá em Ribla. E arrancou os olhos a Zedequias, e o atou com duas cadeias de bronze, e o rei de Babilónia, o levou para Babilónia, e o encerrou na prisão até ao dia da sua morte (Jeremias. 52:9-11) Jeremias tinha efectivamente, anunciado este cativeiro ao dizer: “ Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos: Visto que não escutastes as minhas palavras, eis que eu enviarei, e tomarei a todas as gerações do norte, diz o Senhor, como também a Nabucodonosor, rei - 71 -


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de Babilónia, meu servo, e os trarei sobre esta terra, e sobre estas nações em redor, e os destruirei totalmente, e pô-los-ei em espanto e em assobio, e em perpétuos desertos. E farei perecer entre eles a voz do folguedo e a voz de alegria, a voz do esposo e a da esposa. O som das mós e a luz do candeeiro. E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto. E estas nações servirão ao rei de Babilónia, setenta anos» (Jeremias. 25:8-11) “ Porque assim diz o Senhor. Certamente que passados os setenta anos, em Babilónia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando-vos a trazer a este lugar» (Jeremias.29:10). Que terá acontecido com esta profecia? A primeira parte, está aqui cumprida. A segunda aconteceu tal como Deus tinha falado: “ Porém, no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia (para que cumprisse a palavra do Senhor, pela boca de Jeremias) despertou o Senhor o espírito de Ciro rei da Pérsia, o qual fez passar pregão por todo o seu reino, como também por escrito, dizendo: Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor, Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Judá. Quem há, entre vós, de todo o seu povo, o Senhor, seu Deus, seja com ele, e suba” (2 Crónicas. 36:22,23) (Esdras. 1:1-3) “ Então se levantaram os chefes dos pais de Judá e Benjamim, e os sacerdotes e os levitas, com todos aqueles, cujo Espírito de Deus despertou, para subirem a edificar a casa do Senhor, que está em Jerusalém”. (vv5). Os quais vieram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Serais, Reelais, Mardoqueu, Bilsan, Mispar, Bigvai, Reúm, e Baana”. (Esdras. (1:5) Toda a congregação junta, foi de quarenta e dois mil, trezentos e trinta e sete. Também tinha duzentos cantores e cantoras”. (vv65) Assim Deus concluiu mais uma profecia.

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10ª PROFECIA Como nos informa a história, a um determinado momento e tendo em conta a grandeza de certos países, a Espanha foi uma grande potência mundial durante um período nos século XV e XVI. Ela tinha um enorme poder, e ainda mais, quando andava de mão dada com o bispo de Roma, agora chamado papa, quando por eles foi implantada a célebre Inquisição, essa tirania diabólica que vitimou tantos milhares de pessoas. Essa perseguição em nome de Deus, era sobretudo apoiada em superstições. Ainda que as acusações fossem falsas, permitia ter debaixo do seu poder a ingenuidade e o medo de muitos, assim como um ajustar de contas e vinganças e um bom meio de colectar fundos. A Espanha imperial, dominou o mundo por um curto espaço de tempo, mas a sua queda foi repentina. Talvez o seu maior desastre tenha sido a poderosa e célebre “Armada Invencível”, que a Espanha lançou ao mar na direcção da Inglaterra, composta de treze prestigiosos navios de guerra, com os seus 2500 canhões e 30.000 soldados, com a qual pretendia impor à Inglaterra protestante, a submissão católica. Mas uma terrível tempestade abateu-se sobre a Invencível Armada, ainda antes de chegar ao seu destino. Ali, no Canal da Mancha, e sobre o poder dos canhões ingleses de maior alcance, a armada espanhola, foi obrigada a fugir para Norte, para águas da Escócia. Mas pouco depois, essa tempestade levou para o fundo do mar, toda essa grandiosa armada, que a Espanha dizia ser invencível. Quando se entendem as Escrituras, tal como várias vezes recordado neste e noutros trabalhos similares, constata-se que Deus tem um grandioso plano para a humanidade, ainda que de momento, continue deixando muitas vezes que os homens sigam os seus próprios passos. Quanto ao Seu plano, ninguém poderá alterar as Suas decisões, sempre que Ele tiver que intervir na vida das nações para que esse plano seja plenamente concretizado, Ele o fará. Assim se entende, como tão espectacularmente, essa tempestade destruiu por completo essa grande armada. Deus tinha que inferiorizar a Espanha, e fazer subir a Inglaterra, porque estava chegando o tempo da sua grandeza, tal como aconteceu. Deus tinha feito essa promessa a Abraão, e o tempo tinha chegado. Mais de 2.500 anos antes, o rei David, o 2º rei de Israel, profetizou que essa grande armada, seria destruída por Deus. Ele disse: “Tu quebrarás as naus de Társis (Espanha), com um vento - 73 -


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Oriental” (Salmo. 48:7) É uma realidade que em muitos casos Deus intervém na vida das nações, como noutros pontos das Escrituras se constata. Assim irá acontecer até ao fim como está profetizado nalguns livros da Bíblia, sobre tudo, nos livros proféticos. É por isso que, quem entender as Escrituras, sabe o que irá acontecer nos próximos anos, bem como poderá saber, porque motivo as coisas se têm passado da forma como se passaram. O nosso futuro será muito sombrio, poderá mesmo dizer-se, muito negro. Efectivamente, poucas pessoas sabem, ainda que muito se fale, que nos estamos aproximando dos tempos finais desta civilização. Mas uma certeza permanece. Poucas pessoas darão verdadeiramente atenção. Jesus Cristo sabendo estas coisas de antemão, disse que as coisas se passariam exactamente como elas se têm passado, e que a grande desgraça cairá sobre o homem de improviso. Ele disse: “ E, como foi nos dias de Noé, assim será, também, à vinda do Filho do homem. Porque, assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou a todos. Assim será à vinda do Filho do homem” (Mateus: 24:37-29). O homem será tomado pela surpresa.

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O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO! O nosso futuro, pode ser visto da mesma forma que já vimos o passado. Ou seja que ele será, melhor ou pior, em função daquilo que os homens escolherem. Nada aparece por acaso. Tudo o que acontece, tem sempre uma causa por detrás de cada acontecimento. Somente que, como já dito, Deus conhece o fim desde o princípio, e para que o homem tivesse a oportunidade de escolher, deixou escrito através dos seus servos do passado. Mas como já repetido, poucos se interessam de encontrar esse conhecimento, e muitos dos que chegam a saber, não lhe dão grande importância. Então como será o futuro da humanidade? Hoje mais do que nunca, existem meios sofisticados, que no-lo poderiam revelar, caso estivesse na mão do homem, a possibilidade de alcançar esse conhecimento. Mas não é este o caso. Apesar dos muitos prognósticos e projectos, o homem não tem qualquer espécie de possibilidade de conhecer o futuro. O que hoje parece poder ser, pode não durar mais que um instante. Porque tudo é tangível, tudo é palpável, tudo é físico. Assim, para conhecermos o futuro, temos que voltar ao passado, e ir aos livros que a humanidade geralmente sempre desprezou, «A Bíblia». É lá que iremos descobrir o futuro, e adquirir esse conhecimento, que o homem nunca alcançou, nem está na sua mão o poder de o alterar. Há cerca de 2.600 anos, existiu um jovem judeu, que foi levado cativo junto com muitos outros, de Jerusalém, para Babilónia. Por volta do ano 605 a.C, segundo a história, a Bíblia informa, que a sua nação, Judá, foi invadida pelo rei da Babilónia, e que mais tarde foi levada em cativeiro. E se considerarmos exactas as informações escritas, foi por essa nação ter desprezado as instruções de Deus. Como sempre ao longo dos séculos, Deus tem guardado alguns homens, que mesmo com as suas fraquezas naturais, encontra neles algo de muito especial, que geralmente a nossa natureza humana suporta muito mal. Essa atitude, é a humildade! Embora seja uma realidade que o homem não gosta desta suposta inferioridade, mas para Deus é de uma importância capital, pois o homem com a sua natureza humana e o seu orgulho rígido, pode ser comparado com uma vara seca, que ao tentar vergá-la, parte. - 75 -


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Ao longo das Escrituras, salvo muito poucas ocasiões, Deus mostra que não força ninguém, mas essa qualidade, é o primeiro passo para que os homens aceitem as instruções de Deus. Ora nesse tempo e no grupo da nação de Judá, existiam ainda alguns homens, neste caso aqui jovens rapazes, que tinham em si essa qualidade. A Bíblia não diz como a adquiriram, mas é muito possível que se tenham tornado humildes, ao verem a desgraça da sua nação, segundo o que tinha sido escrito no livro de Jeremias. Entre esses jovens, havia um, chamado Daniel. É ele mesmo que conta a sua história, num livro que nas Escrituras tem o seu nome. Nesse livro ele diz:” No ano terceiro do reinado de Joaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei da Babilónia, a Jerusalém, e a sitiou. E O Senhor entregou nas suas mãos, a Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos vasos da casa de Deus, e ele os levou para a terra de Sinar, para a casa do seu deus, e pôs os vasos na casa do tesouro do seu deus. E disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse a alguns dos filhos de Israel, e da linhagem real e dos nobres. Mancebos em quem não houvesse defeito algum, formosos de parecer, e instruídos em toda a sabedoria, sábios em ciências, e entendidos no conhecimento, e tivessem habilidade para viverem no palácio do rei, a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caldeus. E o rei, lhes determinou a ração de cada dia, da porção do manjar do rei, e do vinho que ele bebia. E que assim fossem criados por três anos, para que no fim, pudessem estar diante do rei. E entre eles se achavam dos filhos de Judá, Daniel, Hananias, Misael e Azarias. E o chefe dos eunucos lhes pôs outros nomes, a saber: A Daniel, pôs o de Belteshazar, a Hananias, pôs Sedrach, a Missael, pôs Mesach, e a Azarias, o de Abed-nego. E Daniel assentou no seu coração, não se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia. Portanto, pediu ao chefe dos eunucos, que lhes concedesse não se contaminar. Ora deu Deus a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos. E disse o chefe dos eunucos a Daniel. Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida. Por que veria ele os vossos rostos mais tristes do que os dos mancebos que são vossos iguais? Assim arriscarei a minha cabeça para com o rei. Então disse Daniel ao despenseiro, a quem o chefe dos eunucos havia constituído sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias. Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias, fazendo que se nos dê legumes, e, conforme vires, te hajas com os teus servos. E - 76 -


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ele conveio nisto, e os experimentou dez dias. E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores. Eles estavam mais gordos do que todos os mancebos que comiam a porção do manjar do rei. Desta sorte, o despenseiro tirou a porção do manjar deles, e o vinho que todos os mancebos deviam beber, e dava-lhes legumes. Ora, a estes quatro mancebos, Deus deu o conhecimento e inteligência em todas as letras, e sabedoria. Mas a Daniel deu entendimento em toda a visão e sonhos. E ao fim dos dias, em que o rei tinha dito que os trouxessem, o chefe dos eunucos os trouxe diante de Nabucodonosor. E o rei falou com eles, e entre todos eles, não foram achados outros tais, como Daniel, Hananias, Misael, e Azarias. Por isso, permaneceram diante rei. E em toda a matéria de sabedoria e inteligência, sobre o que o rei lhes fez perguntas, os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos ou astrólogos que havia em todo o seu reino. E Daniel esteve até ao primeiro ano do rei Ciro” (Daniel 1:1-21) A maravilhosa forma como tantas vezes Deus realiza o seu plano, permite-nos entender, que Deus não faz excepção de pessoas, porque quando analisamos a vida da humanidade, não há ninguém que seja perfeito. O ponto importante a reter na nossa memória, é a atitude de cada um. Se recordarmos alguns dos homens mais citados nas Escrituras, também eles tiveram as suas fraquezas. Tal como nós, Abraão teve algumas ocasiões, em que manifestou uma profunda falta de fé, no entanto é chamado nas Escrituras: o pai da fé. Este ponto podemos encontrá-lo, quando ele desceu ao Egito com Sara, sua esposa. Ali, e antes de entrar no Egito, pediu à sua esposa que dissesse que era sua irmã, para que ao verem a sua beleza, segundo a suposição de Abraão, por medo que os egípcios o matassem para ficarem com ela. (Génsis.12:11-13). E no entanto é nomeado por Deus como o pai da fé. Além de Abraão, outro homem muito importante diante de Deus que cometeu grandes erros, em particular, quando cobiçou uma mulher casada com outro homem e fez com que o seu marido morresse na guerra para que pudesse ficar com a sua mulher. Este homem foi o rei David, e no entanto Deus diz deste homem, que o encontrou com um coração como o Seu. Certamente que Deus faz unicamente referencia, à forma humilde como David se arrependeu, como nos relatam os Salmos que ele escreveu. Por isso, entre nós, não deve haver complexo de inferioridade, quando decidimos viver uma vida humilde. Ser humilde, não é sinónimo de fraqueza ou - 77 -


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inferior, antes pelo contrário. A humildade é uma qualidade que se cultiva, não se compra. É um comportamento, que poucos conseguem alcançar. Aliás, o apostolo Paulo, falando desse estado espiritual disse: “Quando sou fraco, então sou forte”. Ou seja que, quando se humilhava, era visto pelos outros como uma fraqueza, mas ele estava conseguindo aquilo que muitos não conseguem, e aí era realmente forte (2. Coríntios. 12:10). Por conseguinte, é um privilégio, ser-se humilde. Salomão escreveu: “ O temor do Senhor, é a instrução da sabedoria, e diante da honra, vai a humildade.” (Provérbios. 15:33). Por ser humilde, não era inferior, Daniel, o homem mais inteligente e sábio da Babilónia, ele que estava diante do rei, e que veio a ser o chefe e governador dos sábios de Babilónia. A palavra traduzida por chefe, ainda que possa ter um certo sentido, não corresponde à posição de Daniel na coorte real de Babilónia. Há quem utilize esta passagem, para dizer, que Daniel era chefe, ou instrutor dos mágicos ou feiticeiros de Babilónia. Mas também aqui a incompreensão das Escrituras, leva muitas pessoas a dizer e a escrever, aquilo que pensam entender, e esta passagem é mais um exemplo. Para quem não sabe, fique sabendo, que qualquer pessoa que executasse qualquer arte ligada às muitas formas de magia, entre o povo de Israel, era punido com a morte por apedrejamento. Esta foi uma das razões pelo qual, Deus desalojou dos seus habitantes, a terra de Canaan. Sendo Daniel, um dos poucos que temia a Deus, seria impossível que ele aceitasse receber tal instrução em Babilónia, para depois ensinar os outros. Se recordarmos as palavras decretadas pelo rei da Babilónia, vemos que as artes mágicas, não estavam incluídas nas instruções que o rei ordenou que fossem dadas aos hebreus. Eles não sabiam as artes mágicas, porque o que ele aprendeu, assim como os seus amigos, foi a língua e as letras dos caldeus. (Daniel.1:4). Além desta passagem simplesmente clara, veremos mais adiante que Daniel, não foi chamado diante do rei, Belshazar, quando da escritura na parede, quando os astrólogos e adivinhos foram chamados, mas somente quando nenhum de entre eles, conseguiu ler a escritura. Porque se Daniel se desse às artes mágicas, jamais Deus utilizaria um tal homem, para revelar por seu intermédio as profecias que lhe confiou. Nesse caso, Daniel era um servo de Satanás, como o eram e o são, todos os que praticam tais práticas. Por isso, Deus decretou a morte por lapidação para tais pessoas. Para Deus, é uma abominação! Assim dizem as Escrituras. Sobre este sujeito, já muito se disse, mas fica - 78 -


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aqui mais uma passagem, que mostra que existem algumas passagens nas Escrituras cuja tradução pouco cuidada, deixa uma porta aberta para uma má compreensão. Mas ao mesmo tempo, mostra, que essas incorrecções, têm sempre uma compreensão perfeita, quando como atrás foi dito, que noutras passagens existem complementos que permitem a sua compreensão. Basta que deixemos falar as Escrituras, e que Deus permita a sua compreensão. Quando Moisés conduzia o povo de Israel para a terra prometida. Deus mostrou-lhe quanto eram abomináveis tais comportamentos, e que o povo de Deus, nunca os deveria praticar. Moisés disse ao povo: «Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti, não se achará quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha. Nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoireiro, nem feiticeiro. Nem encantador de encantamentos, nem quem consulte os mortos. Pois todo aquele que faz tal coisa, é abominação ao Senhor. E por estas abominações, o Senhor teu Deus, as lança fora de diante dele» (Deuteronómio. 18:9-12). Parece ser suficientemente claro, que Daniel, não poderia ter sido o chefe destas abominações. Mas, porque ele tinha sido o único que conseguia com uma certeza absoluta, explicar as profecias, era certamente superior aos outros na coorte de Babilónia. Daí a inveja, de todos quantos o acusaram de servir o seu Deus com fidelidade. Visto pelo homem, não tem qualquer lógica que ele vivesse uma vida humilde, sendo ele a grande personagem no seu tempo. Este é seguramente o ponto de vista comum entre os mortais, sobretudo nos países desenvolvidos, onde o orgulho e a arrogância, já atingiu os escalões mais baixos da nossa sociedade, já quase ao sair do berço. Quanto a Daniel, qual terá sido o seu comportamento? Vê-lo -emos mais adiante. Como dito, a humildade não significa fraqueza, ou inferioridade. Não! Na continuação desta narrativa sobre a questão de saber o que no futuro nos espera, como sempre aconteceu e acontece ainda hoje, Satanás desde sempre se aplicou para esconder aos homens, não somente os seus erros, mas também esse futuro glorioso que Deus tem para dar a esta humanidade. Naquele tempo, Satanás, inspirou um determinado grupo de homens da coorte babilónica, para que procurassem a queda e mesmo a morte dos verdadeiros servos de Deus. E no futuro, as coisas não serão diferentes. Naquele tempo, Deus deu um sonho a Nabucodonosor, sonho que nem ele nem nenhum dos seus grandes ou dos seus sábios - 79 -


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ou ainda os astrólogos conseguiram entender. Daí a razão que na sua cólera, mandou executar todos esses homens. Ora Daniel e os seus amigos, estavam incluídos entre os homens grandes da coorte real. A Bíblia diz-nos o seguinte: “ E, no ano segundo do reinado de Nabucodonosor, teve Nabucodonosor uns sonhos, e o seu espírito se perturbou, e passou-se-lhe dele o sono. E o rei mandou chamar os magos, e os astrólogos e os encantadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei, qual tinha sido o seu sonho. E eles vieram e se apresentaram diante do rei. E o rei lhes disse: Tive um sonho, e para saber o sonho, está perturbado o meu espírito. E os caldeus disseram ao rei, em siríaco: Ó rei, vive eternamente! Diz o sonho a teus servos e daremos a interpretação. Respondeu o rei e disse aos caldeus. O que foi me tem escapado, (esquecido) e se não me fizerdes saber o sonho e a sua interpretação, sereis despedaçados, e as vossas casas, feitas num monturo. Mas, se vós me declarares o sonho e a sua interpretação, recebereis de mim dons, e dádivas, e grande honra. Portanto declarai-me o sonho e a sua interpretação. Responderam segunda vez, e disseram: Diga o rei o sonho a seus servos, e daremos a sua interpretação. Respondeu o rei, e disse: Percebo muito bem, que vós quereis ganhar tempo, porque vedes muito bem, que o que eu sonhei me tem escapado. Por consequência, se me não fazeis saber o sonho, uma só sentença será a vossa. Pois vós preparastes palavras mentirosas e perversas para as proferirdes na minha presença, até que se mude o tempo. Portanto dizei-me o sonho, para que eu entenda que me podeis dar a sua interpretação. Então responderam os caldeus na presença do rei, e disseram: Não há ninguém sobre a terra, que possa declarar a palavra ao rei. Pois nenhum rei há, senhor ou dominador, que requeira coisa semelhante, ou caldeu. Portanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que a possa declarar diante do rei, senão os deuses, cuja morada não é com a carne. Então o rei muito se enfureceu, e ordenou que matassem a todos os sábios de Babilónia. E saiu o decreto, segundo o qual, deviam matar todos os sábios e buscaram a Daniel e aos seus companheiros, para que fossem mortos. Então Daniel falou avisada e prudentemente a Arioch, capitão da guarda do rei que tinha saído para matar os sábios de Babilónia. Respondeu, e disse a Arioch, prefeito do rei: Porque se apressa tanto o mandado do rei? Então Arioch explicou a Daniel. E Daniel entrou, e pediu ao rei que lhe desse tempo, para que pudesse dar a interpretação. - 80 -


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Então Daniel foi para a sua casa, e fez saber o caso a Hanias, Misael, e Azarias seus companheiros. Para que pedissem misericórdia ao Deus do céu sobre este segredo, a fim de que Daniel e seus companheiros, não perecessem, com o resto dos sábios de Babilónia. Então foi revelado o segredo a Daniel, numa visão de noite. Então Daniel louvou o Deus do céu. Falou Daniel e disse: Seja bendito o nome de Deus, para todo o sempre, porque dele é a sabedoria e a força. E Ele muda os tempos e as circunstâncias. Ele remove os reis, e estabelece os reis. Ele dá sabedoria aos sábios, e ciência aos entendidos. Ele revela o profundo e o escondido, conhece o que está em trevas, e com Ele mora a luz. Ó Deus de meus pais, eu te louvo e celebro, porque me deste sabedoria e força, e agora me fizeste saber o que te pedimos, porque nos fizeste saber este assunto do rei. Por isso Daniel foi ter com Arioch ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios de Babilónia. Então disse-lhe assim: Não mates os sábios de Babilónia. Introduz-me na presença do rei, e direi ao rei a interpretação. Então Arioch, depressa introduziu Daniel na presença do rei, e disse-lhe assim: Achei um, de entre os filhos de Judá, o qual fará saber ao rei a interpretação. Respondeu o rei e disse a Daniel, (cujo nome era Belteshazar): Podes tu fazer-me saber o sonho que vi e a sua interpretação? Respondeu Daniel na presença do rei, e disse: O segredo que o rei requer, nem sábios, nem astrólogos, nem magos, nem adivinhos o podem descobrir ao rei. Mas há um Deus nos céus, O qual revela os segredos. Ele pois, fez saber ao rei Nabucodonosor, o que há-de ser no fim dos dias. O teu sonho e as tuas visões da tua cabeça na tua cama são estas: Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há-de ser depois disto. Aquele, pois, que revela os segredos, te fez saber o que há-de ser. E em mim me foi revelado este segredo, não porque haja em mim mais sabedoria do que em todos os viventes, mas para que a interpretação fizesse saber ao rei, e para que entendesse os pensamentos do teu coração. Tu, ó rei, estavas vendo, eis aqui uma grande estátua. Esta estátua que era grande e cujo esplendor era excelente, estava em pé diante de ti, e a sua vista era terrível. A cabeça daquela estátua, era de ouro fino. O seu peito e os seus braços, eram de prata. O seu ventre e as suas coxas era de cobre. - 81 -


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As pernas eram de ferro, e os seus pés em parte de ferro e em parte barro. Estavas vendo isto, quando uma pedra foi cortada sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro, e a esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata, e o ouro. Os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio, e o vento os levou, e não mais se achou lugar para eles. Mas a pedra que feriu a estátua, fez-se um grande monte, e encheu toda a terra. Este é o sonho, e também a interpretação dele que diremos na presença do rei. Tu, ó rei, és o rei dos reis. Pois o Deus do céu te tem dado o reino, o poder, e a força, e a majestade. E onde quer que habitem filhos dos homens, animais do campo e as aves do céu, Ele tos entregou na tua mão, e fez que dominasses sobre todos eles. Tu és a cabeça de ouro! E, depois de ti, se levantará outro reino inferior ao teu. E um terceiro reino de metal, o qual terá domínio sobre a terra. E, o quarto reino, será forte como o ferro, pois como o ferro esmiúça e quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrará. E quanto ao que viste dos pés e os dedos, em parte de barro de oleiro, e em parte de ferro, isso será um reino dividido. Contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de lodo. E como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim, por uma parte o reino será forte e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro, misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com sementes humanas, mas não se ligarão um ao outro, assim, como o ferro não se mistura com o barro. Mas, nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído. E este reino não passará a outro povo, e esmiuçará e consumirá, todos estes reinos, e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi retirada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, e a prata e o ouro. Isto, O Deus grande fez saber ao rei o que há-de ser depois disto. E certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Daniel 2: 1- 45) Terão acontecido todas estas coisas desde este grande acontecimento? Perfeitamente! Doutra forma não teria sentido, Deus dar a Daniel esta revelação. Então, porque razão os grandes homens de todos os tempos e de todas as classes nunca entenderam? Tantos sábios como os da Babilónia, que ao longo dos séculos na sua ignorância de várias formas, injuriaram, não somente aos homens como Daniel que falou da parte de Deus, mas sobretudo ao grande Deus, pois grandemente têm denegrido a Sua Palavra. - 82 -


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Tais pessoas nunca entenderam, que o plano de Deus não previa, que estas coisas fossem compreendidas até aos nossos dias. Só Deus pode determinar o tempo da compreensão das coisas que Ele estabeleceu. O próprio Daniel a quem Deus revelou estas profecias e tantas outras, acabou por reconhecer que não tinha entendido tudo. Por isso, perguntou ao anjo que lhe revelou outras profecias, que lhe explicasse o que não entendia, por isso disse: “Eu, pois ouvi, mas não entendi. Por isso, eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? E ele disse: vai Daniel, porque estas palavras estão seladas até aos tempos do fim. Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados. Mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão, (Daniel 12:8-10). Podemos retirar daqui, duas simples conclusões. A primeira, é que somente os sábios entenderão. E as Escrituras informam, que o temor de Deus é o princípio da sabedoria e da ciência, (Provérbios. 1:7). A segunda, é que estas profecias deviam ser entendidas nos tempos do fim. Se na verdade estas profecias se entendem nos nossos dias, isso significa que nos encontramos nos tempos do fim. Mas terão elas verdadeiramente sido entendidas? É o que veremos mais adiante. Estas profecias, datam actualmente de mais de 2.600 anos. Então que se terá passado desde então? Muita coisa! Mas, para compreendermos melhor, vamos buscar outras profecias que também foram reveladas pelo mesmo profeta. Segundo a história, Babilónia terá caído no ano 539 a.C. Mas existe aqui uma incoerência, entre a história e as Escrituras. Segundo a história, foi no ano 539, que Babilónia caiu, às mãos de Ciro, rei da Pérsia. Mas Deus diz que foi o rei Dário, o Medo, que conquistou Babilónia, (Daniel 5:31) Se esta data 539 está exacta, e se Daniel foi levado para Babilónia no ano 605 a C. existem incoerências entre a história e as e as Sagradas Escrituras, a menos que se trate da mesma personagem, o que parece pouco provável, quando consideramos (Daniel 6:28) Daniel profetizou da parte de Deus que ao longo da história iriam existir no total, quatro impérios, os quais iriam dominar, durante toda a civilização, depois dessa data até à vinda de Cristo. Na sua compreensão, Daniel citou um primeiro império, que ele disse ser o do seu tempo, como sendo o domínio de Babilónia. Mas, como qualquer outro império, todos tinham um tempo determinado e este não foi excepção. Assim, o império caldeu, iria chegar ao seu fim. Para que isso acontecesse, outro superior deveria surgir, e foi o que aconteceu, quando o - 83 -


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rei Dário, o Medo, conseguiu vencer as poderosas muralhas de Babilónia, as quais nunca alguém tinha conseguido vencer, devido àquela poderosa fortaleza. O relato deste acontecimento, é-nos relatado no mesmo livro de Daniel, que diz assim: “ O rei Belteshazar, deu um grande banquete a mil dos seus grandes, e bebeu vinho na presença dos mil. Havendo Belteshazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem por eles, o rei e os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo, da casa de Deus, que estava em Jerusalém, E beberam por eles, o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas. Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, e de prata, de cobre, de madeira e de pedra. Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam de fronte do castiçal, na estrutura da parede do palácio real. E o rei via a parte da mão que estava escrevendo. Então se mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turvaram. As juntas dos seus lombos se relaxaram e os seus joelhos bateram um no outro. E ordenou, com força, que se introduzissem os astrólogos, os caldeus, e os adivinhadores. Falou o rei e disse aos sábios de Babilónia. Qualquer que me ler esta escritura, e me declarar a sua interpretação, será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será no meu reino, o terceiro dominador. Então entraram todos os sábios do rei, mas não puderam ler a escritura, nem fazer saber ao rei a sua interpretação. Então o rei Belteshazar perturbou-se muito, e mudou-se nele o seu semblante, e os seus grandes estavam assombrados. E a rainha, por causa das palavras do rei e dos seus grandes, entrou na casa do banquete, e falou a rainha, e disse: Ò rei, vive para sempre! Não se turvem os teus pensamentos, nem se mude o teu semblante. Há, no teu reino, um homem que tem o espírito dos deuses santos, e nos dias do teu pai, se achou nele luz e inteligência, sabedoria, como a sabedoria dos deuses. E teu pai, o rei Nabucodonosor, sim, teu pai, ó rei, o constituiu chefe dos magos, dos astrólogos, dos caldeus e dos adivinhadores. Porquanto se achou neste Daniel, um espírito de excelência, ciência, e entendimento, interpretando sonhos e explicando enigmas, e solvendo dúvidas, ao qual o rei pôs o nome de Belteshazar. - 84 -


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Chame-se pois, agora, Daniel, e ele dirá a interpretação. Então, Daniel foi introduzido à presença do rei. Falou o rei, e disse a Daniel: És tu aquele Daniel, dos cativos de Judá, que o rei, meu pai trouxe de Judá? Tenho ouvido dizer a teu respeito, que o espírito dos deuses está em ti, e que a luz e o entendimento e a excelente sabedoria, se acham em ti. Acabam de ser introduzidos à minha presença, os sábios (de Babilónia) e os astrólogos, para lerem esta escritura e me fazerem saber a sua interpretação. Mas não puderam dar a interpretação destas palavras. Eu, porém, tenho ouvido dizer de ti, que podes dar a interpretações e solver dúvidas. Agora, se puderes ler esta escritura e fazer-me saber a sua interpretação, serás vestido de púrpura, e terás cadeia de ouro no teu pescoço, e no meu reino serás o terceiro dominador. Então respondeu Daniel, e disse na presença do rei. Os teus dons fiquem contigo, e dá os teus presentes a outro. Todavia lerei a escritura e lhe farei saber a interpretação. Ó rei! O Deus Altíssimo, deu a Nabucodonosor, teu pai, o reino e a grandeza e a glória e a magnificência. E, por causa da grandeza que lhe deu, todos os povos, nações e línguas, tremiam diante dele. A quem ele queria matava, e a quem queria dava vida, e a quem queria engrandecia, e a quem queria abatia. Mas, quando o seu coração se exaltou, e o seu espírito se endureceu em soberba, foi derribado do seu trono real, e passou dele a sua glória. E foi tirado de entre os filhos dos homens, e o seu coração foi feito semelhante aos animais. E a sua morada foi com os jumentos monteses, e fizeram-no comer erva como os bois, e pelo orvalho do céu foi molhado o seu corpo, até que conheceu que o Altíssimo, tem domínio sobre todos os reinos dos homens, e a quem quer, constitui sobre eles. E tu, seu filho Belteshazar, não te humilhastes no teu coração, nem ainda que soubesses tudo isso. E te levantaste contra o Senhor, do céu, pois foram trazidos os vasos da casa Dele perante ti, e tu, os teus grandes, as tuas mulheres, e as tuas concubinas, bebestes vinho por eles. Além disto, destes louvores aos deuses de prata, de ouro, de cobre, de ferro, de madeira e de pedra. Que não vêm, não ouvem, nem sabem. Mas a Deus, em cuja mão está a tua vida e todos os teus caminhos, a Ele não glorificaste. Então Dele foi enviada aquela parte da mão, e escreveu-se esta escritura. Esta, pois, é a escritura que se escreveu: Mene. Mene, Tequel, Ufar- 85 -


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zim. Esta é a interpretação daquilo: Mene. Contou Deus o teu reino e lhe pôs fim. Tequel: Foste pesado numa balança, e fostes achado em falta. Ufarzim, dividido foi o teu reino, e deu-se aos Medos e aos Persas. Então mandou Belteshazar que vestissem a Daniel de púrpura, e que lhe pusessem uma cadeia de ouro ao pescoço, e proclamassem a respeito dele, que havia de ser o terceiro dominador do reino. Naquela mesma noite, foi morto Belteshazar, rei dos caldeus. E Dário, o Medo, ocupou o reino, na idade de sessenta e dois anos” (Daniel. 5:1-31 Conforme à profecia de Daniel, estava feita a 1ª transição dos impérios da história da humanidade. Só que na vida de Daniel, nem sempre as coisas foram fáceis, pois que como já dito, Satanás sempre procurou obstruir a conclusão das profecias. Mesmo tendo prestado grandes serviços a Babilónia, inclusivo ter salvado a vida de todos os considerados sábios de Babilónia, a influencia de Satanás, mais uma vez se manifestou junto dos grandes de Babilónia. Assim, devido a essa influencia, estes procuraram encontrar a falha na perfeição da justiça de Daniel, ao serviço do rei. E essa falha, seria a sua religião. Era aqui, a única forma de poderem acusar Daniel de desobediência ao rei. Mas, ele e os seus três amigos para permanecerem fieis ao seu Deus, o Deus de Israel, não podiam ceder a esta armadilha. “ Então os príncipes e os presidentes, procuravam achar ocasião contra Daniel, a respeito do reino, mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma. Porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício, nem culpa. Então, estes homens disseram: Nunca acharemos ocasião alguma contra Daniel, se não a procurar-mos, contra ele, na lei do seu Deus. Então estes príncipes e presidentes, foram juntos ao rei, e disseram-lhe assim: Ó rei Dário, vive para sempre! Todos os príncipes do teu reino, os prefeitos e presidentes, capitães e governadores, tomaram conselho, a fim de estabelecerem um édito real, e fazer firme este mandamento. Que qualquer que, por espaço de trinta dias, fizer petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, ó rei, seja lançado na cova dos leões. Agora, pois, ó rei, confirma o édito e assina a escritura, para que não seja mudada, conforme a lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar. Por esta causa, o rei Dário assinou esta escritura e édito. Daniel, pois, quando soube que a escritura estava assinada, entrou na sua casa, (ora havia no seu - 86 -


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quarto janelas abertas, da banda de Jerusalém) e três vezes no dia se punha de joelhos, e orava e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer. Então se apresentaram, e disseram ao rei: No tocante ao mandamento real, porventura não assinastes o édito, pelo qual todo o homem que fizesse uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem por espaço de trinta dias, e não o fizesse ao rei, seria lançado na cova dos leões? Respondeu o rei, e disse: Essa palavra é certa, conforme à lei dos medos e dos persas, que não se pode revogar. Então responderam, e disseram diante o rei: Daniel, que é dos transportados de Judá, não tem feito caso de ti, ó rei. Nem do édito que assinaste, antes, três vezes por dia faz a sua oração. Ouvindo, então o rei o negócio ficou muito penalizado, e a favor de Daniel propôs dentro do seu coração, livrá-lo, e até ao pôr do sol, trabalhou para o salvar. Então aqueles homens foram juntos ao rei, e disseram ao rei: Sabe, ó rei, que é uma lei dos medos e dos persas, que nenhum édito ou ordenança que o rei determine se pode mudar. Então o rei ordenou, que trouxessem a Daniel, e o lançaram na cova dos leões. E falando o rei, disse a Daniel: O teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará. E foi trazida uma pedra, e foi posta sobre a boca da cova. E o rei a selou com o seu anel e com o anel dos grandes, para que se não mudasse, a sentença acerca de Daniel. Então o rei dirigiu-se para o seu palácio, e passou a noite em jejum, e não deixou trazer à sua presença instrumentos de música, e fugiu dele o sono. E pela manhã cedo se levantou, e foi com pressa à cova dos leões. E chegando-se à cova, chamou por Daniel com voz triste. E falando o rei, disse a Daniel: Daniel, servo do Deus vivo! Darse-ia o caso, que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livra-te dos leões? Então Daniel falou ao rei: Ó rei, vive para sempre! O meu Deus enviou o seu anjo, e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante Dele, e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum. Então o rei muito se alegrou em si mesmo, e mandou tirar a Daniel na cova, e nenhum dano se achou nele, porque crera no seu Deus. E ordenou o rei, e foram trazidos aqueles homens que tinham acusado Daniel, e foram lançados na cova dos leões, eles seus filhos e suas mulheres, e ainda não tinham chegado ao fundo da cova, quando - 87 -


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os leões se apoderaram deles, e lhes esmigalharam todos os ossos”. (Daniel.6:4-24). Na continuação da história da humanidade, e seguindo o curso da sucessão de Impérios, Deus tinha anunciado a Daniel, numa outra profecia, que as coisas iriam a uma nova fase, mas um pouco diferente. Para lhe dar esse conhecimento, Deus tinha-lhe dado ainda no tempo de Nabucodonosor, uma visão de quatro animais, que lhe permitiu ver como as coisas se iriam passar no futuro. Assim, Daniel teve uma visão, que a relatou da seguinte forma: “ Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, na minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu combatiam o mar grande. E quatro animais grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro, era como leão, e tinha asas de águia. Eu olhei, até que lhe foram arrancadas, e foi levantado da terra, e posto em pé como um homem, e foi-lhe dado um coração de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na sua boca três costelas entre os dentes. E foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas. Tinha também este animal, quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro. Ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava. Era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez pontas. Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas, subiu outra ponta pequena, diante da qual, três das pontas primeiras foram arrancadas. E eis que nesta ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma língua que falava grandiosamente”. (Daniel. 7:2-8) Então estive olhando, por causa da voz das grandes palavras que provinha da ponta. Estive olhando, até que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado no fogo. E, quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio, todavia foi-lhes dada prolongação de vida, até certo espaço de tempo. (vv11,12). Quanto a mim, Daniel, o meu espírito foi abatido dentro do meu corpo, e as visões da minha cabeça me espantavam. Cheguei-me a um dos que estavam perto, e pedi-lhe a verdade acerca de tudo isto. E ele disse e fez-me saber a interpretação das coisas. - 88 -


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Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis (impérios) que se levantarão da terra.(vv15,16). Então tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quatro animal que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, e a suas unhas de metal. Que devorava e fazia em pedaços, e pisava a pés o que sobrava. E também das dez pontas que tinha na cabeça e da outra que subiu, de diante da qual caíram três. Daquela ponta, digo eu, que tinha olhos e falava grandiosamente, e cujo parecer era mais firme do que o das suas companheiras. E eu olhava, e eis que a ponta fazia guerra aos santos, e os vencia. (vv19,21). Disse assim: O quarto animal será o quarto reino (império) da terra, o qual será diferente de todos os reinos. E devorará toda a terra e pisará aos pés e a fará em pedaços. E, quanto às dez pontas daquele mesmo reino, se levantarão dez reis, e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros, e abaterá três reis. E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei. Eles serão entregues na sua mão, por um tempo, tempos e a metade de um tempo. Mas o juízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e desfazer até ao fim. E o reino, e o domínio e a majestade dos reinos, debaixo de todo o céu, serão dados ao povo dos santos do Altíssimo, e o seu reino será um reino eterno e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão. Aqui findou a visão. Quanto a mim, Daniel, os meus pensamentos muito me espantaram, e mudou-se em mim o meu semblante, mas guardei estas coisas no meu coração. (vv23-28). No ano terceiro do reinado de Belteshazar, apareceu-me uma visão, a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio. E vi na visão (acontecendo quando vi, eu estava na cidadela, na província de Elam) e vi pois, na visão, que eu estava junto ao rio Ulai. E levantei os meus olhos, e vi, e eis que um carneiro (império medo persa) estava diante do rio, o qual tinha duas pontas, e as duas pontas (duas nacionalidades) eram altas, mas uma era mais alta que a outra, e a mais alta subiu por último. Vi que o carneiro dava marradas para o Ocidente, para o Norte e para o meio dia, e nenhum dos animais podiam estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se da sua mão, e ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia. Estando eu considerando, eis que um bode (Alexandre Magno) vinha do Ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão. E aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos. E dirigiu-se - 89 -


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ao carneiro que tinha as duas pontas, ao qual eu tinha visto diante do rio, e correu contra ele com todo o ímpeto da sua força. E vi chegar perto do carneiro, e irritar-se contra ele. E feriu o carneiro, e lhe quebrou as duas pontas, pois não havia força no carneiro para parar diante dele. E o lançou por terra, e o pisou a pés, e não houve quem pudesse livrar o carneiro da sua mão. E o bode se engrandeceu de grande maneira, mas, estando aquela grande ponta na sua maior força, aquela ponta foi quebrada, e subiram no seu lugar 4, também notáveis, para os quatro ventos do céu. E daquelas saiu uma ponta muito pequena, a qual cresceu muito para o meio dia, e para o Oriente, e para a terra formosa. (Alexandre Magno) E se engrandeceu até ao exército do céu, e a alguns do exército e das estrelas, deitou por terra.(Daniel. 8:1-11).

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TRANSIÇÃO IMPERIAL Nesta parte das profecias até agora citadas e fundadas sobre as visões de Daniel, Deus deu-lhe a entender, que ao longo de toda a história da humanidade, a partir dessa revelação, iriam existir 4 eras imperiais de maior destaque. Como nos mostra a história, a primeira foi a Babilónia, a segunda os Medos e os Persas, a terceira a Grego Macedónio, e o último o império Romano. Se aceitarmos como autênticas estas informações, e se nos nossos dias, tudo estivesse já realizado, visto que a história deu por terminado o império romano, quando da queda de Roma no ano 476, algo está errado. Porque, segundo as visões de Daniel, existiam símbolos, que se traduziram em realidade depois da queda de Roma. Essa realidade foram as 6 tentativas de ressurreição do império até aos nossos dias. Como sabemos, também através da história, as primeiras cinco tentativas de restauração do velho império, terminaram quando uma coligação chefiada pela Inglaterra, obrigou à capitulação de Napoleão, em 1814 na batalha de Waterloo. Porque todas estas tentativas de ressurreição, fazem parte do Império romano. Mas, o mundo em geral, não vê uma relação directa com o império romano, porque, segundo a visão lógica dos homens, este império há muito que tinha deixado de existir. E portanto, nos nossos dias, as suas raízes estão ficando fortes como nunca. Mas as profecias quanto ao futuro do nosso mundo, não se encontram todas nas profecias de Daniel. Existem outras em paralelo, no livro Apocalipse. É pois, indispensável, que elas sejam analisadas, para se poder obter uma conclusão complementar. Ali, o apóstolo João, que se encontrava desterrado na ilha grega de Pátmos, cerca de 700 anos depois da profecia de Daniel, por causa da pregação do Evangelho, ao olhar as areias do mar grego, disse: “ E Eu pus-me sobre a areia do mar, e vi subir do mar uma besta, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre os seus chifres, dez diademas, e sobre as suas cabeças, um nome de blasfémia. E a besta que vi, era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como de leão, e o dragão, deu-lhe o seu poder, e o seu trono e grande poderio. E vi uma das cabeças, como ferida de morte, e a sua chaga mortal foi curada, e toda a terra se maravilhou após a besta”. (Apocalipse.13:1-3). “ E vi subir da terra, outra besta, e tinha dois chifres semelhantes a um cordeiro, e falava como o dragão. - 91 -


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E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra, e os que nela habitam, adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada. E engana os que habitam na terra, com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra, que fizessem uma imagem da besta que recebera a ferida da espada e vivia. (vv 11-14). O império de Babilónia, propriamente dito, terá tido início logo a partir da segunda geração do após dilúvio. Nesse tempo, existiu um homem negro com o nome de Nimrod, bisneto de Noé, e sua mãe e esposa, Semiramis. A Bíblia diz-nos que o seu reino teve início em Babel, Erech, Acad e Calne (Génesis.10:10) Babel, é Babilónia. Mas este homem, ao tornar-se o primeiro rei sobre a terra, tornou-se também um inimigo de Deus, até porque segundo a Bíblia, ele terá procurado ocupar a primazia diante de Deus. Assim, Deus permitiu que este homem morresse ainda novo com uma morte atribulada, onde o seu corpo terá sido cortado em pedaços e disperso através do seu território. Com a morte de Nimrod, sua mãe Semiramis, depois da sua morte, e entrando aqui nas questões sobre a religião dali provenientes e dispersas pelo mundo até aos nossos dias, ela terá dito que no seu ventre, estava em gestação um filho por fecundação divina, que era o seu marido reencarnado. Mas, quanto ao seu reino, ela ficou sendo a rainha de Babilónia, mais tarde conhecida nas Escrituras, por rainha dos céus. Este sujeito está mais bem detalhado na obra já citada. Essas e outras doutrinas que ainda perduram nos nossos dias, eram e ainda são, atribuídas às antigas divindades, que foram desenvolvidas nos centros culturais da Babilónia. D/B “ Enki de Eridu e Enlip de Nipur, deuses superiores do panteão babilónico, conhecido na mitologia como o épico da criação. Mas o império de Babilónia, tal como qualquer outro império estava destinado a existir apenas uma época, embora as suas raízes, permaneçam até à vinda de Jesus Cristo, as quais têm alimentado, todas as civilizações. Assim, o seu declínio começou, quando o seu vizinho do Norte, a Assíria, a importunava por algum tempo, aceitando algumas alianças, com Marduc- Apaliddina II, conhecido na Bíblia por “Evil merodac – Baladão” A cidade de Babilónia, foi danificada pelo assírio Senaquerib, 704-681 a.C. o mesmo rei que tentou invadir Jerusalém no tempo do rei Ezequias. Mas Deus não lho permitiu, antes pelo contrário, Deus destruiu o seu grande exército. E, voltando envergonhado para a sua terra, os - 92 -


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seus próprios filhos o mataram no templo do seu deus. (2. Crónicas.32:1,21) A este sucedeu Asaradão, que reinou de (681- 660) a.C. Este restaurou a sua independência, mas no reino seguinte, a luta pelo poder entre os seus dois filhos, lançou na terra uma guerra civil, (652648) a.C. Também a Assíria esteve envolvida nesse conflito, quando os filhos de Asaradão lançaram contra a Assíria, o babilónio Shamaschshum-uki, no tempo do rei Asurbanipal. Mas o seu tempo iria terminar, quando o já citado Dário, o medo, invadiu a Babilónia. Foi segundo a Bíblia, nesse tempo, o primeiro passo para que fossem soltos do seu exílio, todos os judeus que quiseram voltar a Jerusalém. (Jeremias. 29:10). Com a entrada de Dário na Babilónia, entrou-se na era da 2ª parte da estátua de Daniel. E este império, que tinha dois braços, o que significa duas nacionalidades, tal como o romano com duas pernas. O império Medo/Persa, prolongou-se por cerca de 200 anos. Este limite, foi traçado pelo novo império que o substitui-o, quando por volta do ano 333, as forças macedónias de Alexandre Magno, o 3º império da história, atravessaram a Europa, e dois anos mais tarde, derrotaram as forças medo/persas, na batalha de Arbela. As muitas vitórias de Alexandre Magno, foram conseguidas sobretudo pela sua inteligente forma de lutar. Porque Alexandre morreu muito novo. Aliás, quando morreu, não tinha filhos. Alexandre terá nascido por volta do ano 356, e terá subido ao trono no ano 336 a.C, depois do assassinato do seu pai, Filipe II, em Aigai. Tinha então 20 anos. A sua dinâmica e habilidade na luta, deixou grandes marcas na sua dinastia. A sua ambição não era menor, mas Alexandre acabaria por morrer sem ter conseguido pôr em prática, as diversas campanhas que planeava empreender. Entre outras, ele pretendia punir os persas, por terem invadido a Grécia. Para esse fim, ele reuniu um exército de cerca de 50.000 homens, um número bastante numeroso no seu tempo, com as quais ele derrotou os persas em 3 batalhas. A última, no ano 331 a.C. Foi esta batalha, que abriu, aquilo que parecia ser para ele, um longo caminho glorioso. Depois da sua primeira vitória sobre os Persas, Alexandre atacou Peropólis, onde outrora, terá vivido Artaxerxes, cujo palácio incendiou. Logo de seguida conquistou a Báctria, depois Sogdiana, nos anos 330- 329. Procurava não perder tempo com a sua força bélica, e avançou nas suas fronteiras até ao Hífaso para Les- 93 -


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te, mas o cansaço das suas tropas começou a manifestar-se, e acabaram por recusar avançar mais para Leste. Mas por outro lado, decidiu avançar em sentido oposto, e dirigiu-se para Oeste, atravessando o difícil deserto Gedrosiano, onde terá pedido muitos homens, durante o Outono do ano 325. Este terá sido talvez, o maior erro de Alexandre. Chegou a Susa em Março do ano 324, e pouco mais fez que algumas previsões para avançar para a Arábia, mas acabou por morrer em Junho do ano seguinte, com a idade de 33 anos. Segundo parece, por uma doença, causada por uma embriaguez. Mesmo morrendo novo, Alexandre Magno, foi sem dúvida o mais notável general Greco-Macedónio, ao preparar o exército que recebeu do seu pai, como uma força quase irresistível, mas também ele foi limitado. Foi assim que, até aqui, foram feitas essas transições que continuam até aos nossos dias. Tanto assim, que, essas profecias, e particularmente referentes à última besta, ainda não estão concluídas. Como visto anteriormente, Daniel anunciou ao rei Belteshazar, filho de Nabucodonosor, rei de Babilónia, aquele que Deus tinha achado em falta, que o seu reino tinha chegado ao fim. Não somente enquanto rei do império babilónico, mas o próprio império, visto que, nessa mesma noite, Deus lhe pôs fim, e o substituiu pelo império dos Medos, e Persas, preparando assim a subida dos judeus de novo para a sua terra: Jerusalém.(Jeremias. 29:10). Ao referir-se a esses acontecimentos, Deus disse a Isaías para escrever o seguinte: Assim diz o Senhor, ao seu ungido Ciro, a quem tomo pela sua mão direita, para abater as nações diante da sua face. Eu soltarei os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. Eu irei diante de ti, e endireitarei os caminhos tortos, quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro”. E te darei os tesouros das escuridões, e as riquezas encobertas, para que possas saber que eu sou o Senhor, Deus de Israel, que te chamo pelo teu nome. Por amor do meu servo Jacob, e de Israel meu eleito. Eu a ti te chamei pelo teu nome, pus-te o teu sobre nome, ainda que me não conhecesses. Eu sou o Senhor, e não há outro. Fora de mim, não há Deus. Eu te cingirei, ainda que tu não me conheças. Para que saibas que desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro. Eu Sou o Senhor, e não há outro. (Isaias.45:1-6). Deus deu a entender a Ciro que o que Ele iria fazer durante o seu - 94 -


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reinado, era por dois motivos. O primeiro, era por amor do seu povo. Deus tinha prometido, que depois de 70 anos em Babilónia, eles voltariam. Ou seja que Deus iria libertar o seu povo, para que ele pudesse voltar a Jerusalém, e o segundo, para lhe mostrar a Sua existência, enquanto Deus, ainda que Ciro passasse a ser o maior rei sobre a terra. Mas que soubesse, que, ainda que o não conhecesse, que além Dele, outro Deus não existe. E Ciro, na verdade aprendeu a lição, porque quando deu ordem a Zorobabel e liberdade a todos os judeus que quiseram subir a Jerusalém, ele sabia que Deus lhe tinha dado o império que agora governava, bem como obedeceu a Deus na missão que lhe revelou. Foi isso que ele declarou, ao ficar escrito no livro de (Esdras.1:2) A partir da queda de Babilónia, nasceu o 2º império o Medo/ Persa, e depois 3º, o Grego Macedónio. Ainda que Alexandre tenha morrido novo, este terceiro império não terminou com a sua morte, tal como tinha sido profetizado. Este império deveria ser dividido em quarto partes. Alexandre, tinha por norma, povoar as terras conquistadas. Foi assim que ele fundou cerca de 70 cidades, espalhando o helenismo numa grande parte do Médio Oriente, aperfeiçoando o tipo de monarquia no mundo grego. O seu modelo de homem de estado, foi copiado por parte dos seus mais próximos generais, mas tudo iria mudar depois da divisão do seu império. Tal como tinha profetizado Daniel, e em menos de 20 anos depois da sua morte, os seus quatro generais dividiram entre si o império grego/macedónio. Inicialmente, Antigono numa espécie de regência, terá tentado manter o império unido em nome do seu sobrinho, agora falecido, mas pouco depois, ele foi dividido entre os quatro generais: Plotomeu, Seleuco, Cassandro e Lisimaco. Estes foram a restauração do chifre forte, que depois de quebrado, deu origem às quatro cabeças, (Daniel.8:8). Este império terá dominado por cerca de 300 anos. Cassandro tomou a Grécia e a Macedónia, e com ajuda de Lisimaco e Seleuco, venceram Antigono 1º, o qual morreu na batalha de Ipso, no ano 301 a.C. Mas esta dinastia durou pouco tempo, porque no ano 276, Antigono 2º, neto de Antigono 1º, destronou Cassandro e estabeleceu a sua dinastia, governando a Grécia e a Macedónia. Mas passados cerca de 130 anos, também este império foi destronado pelo império em crescimento o novo e último império, o império romano, no ano 168, a.C. Assim era absorvida a primeira das 4 cabeças do império grego/macedónio. Quando da sua - 95 -


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divisão, Lisimaco apoderou-se da Ásia Menor, e autoproclamou-se rei, no ano 305 a.C. Mas também a sua dinastia foi curta, ao ser morto pelo seu antigo aliado, Seleuco, na batalha de Curpório, por volta do ano 281, a.C. Euménio 1º, conseguiu tornar-se virtualmente independente dos seleucídas, por volta do ano 260. Por volta do ano 230, o seu sucessor, tomou o título de rei, e, quando Átalos 3º, pouco antes de falecer no ano 133, legou em testamento o seu reino de Pérgamo aos romanos, evitando desta forma a sua tomada pela força. Assim, Roma, tomou a 2ª cabeça, das quatro cabeças do após Alexandre. Seleuco estabeleceu o seu domínio para a Síria e Índia, que permaneceu até ao ano 64. Nesse ano, o general romano Pompeu, fez da Síria, uma província em expansão anexada ao império romano. Quanto à última cabeça, a de Plotomeu, um dos generais de Alexandre que tomou o título de rei, ao mesmo tempo que Cassandro e Lisimaco, e Seleuco terá instalado as suas forças no Egito, e os seus descendentes dominaram, até ao ano 31. Nesse ano, as forças da rainha Cleópatra, e o seu consórcio Marco António, foram derrotados na batalha de Actium, ou Ácio, pelas tropas de Octávio, sobrinho de César Augusto. Foi assim que foi absorvido o Egito, e desta forma tomadas as quatro cabeças, em que o Império Greco/Macedónio tinha sido dividido, depois da morte de Alexandre, ao mesmo tempo que se deu fim à última monarquia Helenista. Agora, as quatro cabeças, simbolizadas pelo leopardo de Daniel 7, faziam parte integrante do império romano.

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A ÚLTIMA PARTE, DA ESTÁTUA DE DANIEL! A estátua de Daniel, era dividida em quatro partes. Cabeça – ouro - Peito e braços – prata - o ventre e coxas eram de cobre - e as suas pernas de ferro - e os dedos de ferro e de barro. Mas esta última parte, as pernas e os pés, foi transformada numa terrível besta. Ao longos dos tempos, foram certamente muitas as formas que foram apresentadas para identificar esta besta. Esta é a célebre Besta do Apocalipse. Mas raras, ou mesmo muito raras, foram aquelas que se aproximaram da verdadeira realidade. Muitos chefes de estado e algumas organizações internacionais, foram vistas, como possíveis Besta do Apocalipse. Essas personagens, algumas delas até foram excepcionais chefes de estado. Isto, porque nalguns casos, esta besta foi aproximadamente vista, como um chefe de estado. Este ponto está correcto. Mas quem terá sido, ou quem será? Até aos nossos dias, ninguém sabe, salvo Aquele que inspirou esta profecia, mas certo é, que ainda não tomou o poder, mas será sem qualquer dúvida, um super chefe de estados. Foi isso que o apostolo João, nesse tempo já avançado em idade, especificou o que será essa terrível personagem. Na sua visão, ele descreveu esta besta, embora se trate de um homem, mas que ele classificou de animal, tendo a sua formação no remanescente das outras três partes da estátua, que, cerca de 700 anos antes, tinha sido profetizada pelo profeta Daniel. Mas o apóstolo, actualizou mais a sua realidade e a sua acção. Ele esclareceu, que a última parte dessa estátua, transformada em besta, viveria em duas épocas diferentes. Uma, quando fazia parte da estátua de Daniel, e a outra, quando após o seu ferimento e cura, ela iria viver um período de tempo disfarçadamente, entre a sexta e a sétima tentativa de ressurreição. É esse o papel que tem desenvolvido, até que por fim desperte para a sua última aparição. Ela reaparecerá, da mesma forma que apareceu inicialmente, de novo em forma de estátua, ou imagem especial do império romano que subjugará todas as nações, porque a sua ferida de morte foi completamente curada. Quando ela surgir pela última vez, ela causará grande admiração aos habitantes da terra. Não somente pela sua força, mas também por todos os seus feitos que surgirão nesse tempo, exactamente como Jesus Cristo profetizou no Evangelho de (Mateus. 24: 24). Serão de tal - 97 -


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modo grandes, que será vista como um deus, que será objecto de adoração obrigatória, (Apocalipse.13:8). Como já aconteceu no passado, ela andará de mão dada com a outra besta, a quem a Bíblia localiza, sentada em cima da outra, que tem o sinónimo de conselheira, ou que conduz, como quando alguém monta sobre um cavalo, e o leva para onde quer. Informa-nos, que será a segunda besta que conduzirá a 1ª besta que sobe do mar, enquanto a condutora, será a outra besta, a que subiu da terra. Será esta última que fará grandes prodígios que convencerão toda a humanidade, vendo nela como sendo um verdadeiro Deus. Se se entendem bem as Escrituras, elas revelam que pouco antes da vinda de Jesus Cristo, Jerusalém terá sido investida por exércitos. Mas também dizem, que esses exércitos serão compostos por exércitos de várias nações. Como nesse tempo quem reinará será a Besta do apocalipse, se sentará num templo de Deus, a lógica é que ela irá sentar-se em Jerusalém. É somente lá que existiu um lugar onde terá existido um templo de Deus, e certamente existirá outro, ainda que seja mais pequeno. A este respeito, Jesus Cristo quando esteve entre os homens disse: «Quando, pois, virdes a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel estiver no lugar santo, quem lê entenda. Porque haverá então grande aflição como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tão-pouco há-de haver» (Mateus 24: 15,21» As Escrituras dizem ainda desta personagem, «que se levantará contra tudo o que se chama Deus, que sentar-se-á num templo de Deus, querendo parecer-se com Deus» (II Tessalonicenses. 2:4). Não devemos esquecer, que este homem será adorado como sendo um deus. (Apocalipse.13:8),. Por isso Deus a qualifica de abominação. Assim se entende melhor, o que o profeta Joel escreveu, quando diz, que naquele tempo, serão muito poucos os que não sucumbirão a essa sedução, e por conseguinte, muito poucos invocarão o nome de Cristo para serem salvos. O mundo terá perdido por completo a fé em Jesus Cristo, porque outro alguém se faz passar por Ele com todos esses sinais a que muitos chamarão milagres. Não é difícil entender. O Messias, Ele mesmo, sabia bem o que dizia, quando em (Lucas. 18:8) deixou a pergunta, se quando voltasse encontraria fé na terra.

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ESCLARECIMENTO EM RESUMO Como já foi analisado, Daniel, segundo a história, teve as suas visões, por volta dos anos 600/ 597 a.C, e João por volta do fim do primeiro século da era cristã, ou seja, quase 700 anos mais tarde. Enquanto que Daniel vê quatro impérios, João vê apenas um. Porque no seu tempo, os impérios babilónico, medo/persa, e grego / macedónio, já tinham passado. João estava vivendo na era do último império, o romano. Era este império que dominava a partir de Roma, e continuou a dominar até por volta do ano 476 d.C. Antes da queda de Roma, vários problemas afectaram o império, e a sua insegurança era evidente, devido à sua grande dimensão, o que dificultava a sua administração. Ou seja que, o império romano, cresceu mais do que aquilo que podia governar. Daí, as diversas invasões, por parte doutros povos a quem chamavam bárbaros. Essas infiltrações, eram na medida do possível repelidas, mas depois de um certo tempo, tornou-se impossível, e a queda aconteceu. Mas antes, o império encontrou, aquilo que pensava ser a solução. Dividir o império. Foi isto que foi executado, quando Roma, sob o imperador Dioclencio, dividiu o império em duas partes por volta do ano 286. A Oriental e a Ocidental. A Ocidental, guardou Roma como capital e a Oriental, estabeleceu Bizâncio como capital, chamada mais tarde por volta do ano 326 por Constantino, a Nova Roma. Bizâncio, também conhecida por Constantinopla, é a actual cidade de Istambul, a capital da Turquia moderna. Para efeitos de administração, esta era a melhor solução, mas o império Ocidental, tinha também ele, o seu tempo contado. Assim, e apesar de todos os problemas, este império passou a ter as duas pernas da estátua de Daniel, a Ocidental e a Oriental. Esta fórmula, permaneceu assim, até por volta do ano 395. Isto tornou-se mais evidente com o declinar da parte Ocidental, que se via cada vez mais com invasores à sua volta. Por volta do ano 400, o império do Ocidente vivia a agonia da morte. Os chamados bárbaros, infestavam com mais frequência, e as diversas campanhas militares do império no estrangeiro, tinham por assim dizer, esvaziado quase toda a Itália de verdadeiros patriotas. Roma, em particular, estava ocupada por outros povos. Povos que o império deslocava para Roma, substituindo inconscientemente a população romana, e assim Roma tornou-se uma cidade cosmopolita. Entre outros povos, haviam cidadãos egípcios, gregos, sírios, babilónios, e muitos samaritanos. Alguns destes povos agora - 99 -


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conquistados por Roma e deportados para Itália, eram descendentes doutros que já tinham anteriormente sido deportados para Samaria e arredores. Visto serem povos que já tinham substituído os israelitas do Norte de Israel, quando a Assíria, levou cativo a Israel, por volta do ano 720 a .C. A esse respeito, a Bíblia diz: “ E o rei da Assíria, trouxe gente de Babel, e de Cuta, de Ava, de Hamat, de Sefarvaim, e as fez habitar, nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel, e tomaram a Samaria em herança, e habitaram nas suas cidades”. (2.Reis.17:24). E porque estes povos agora instalados em Roma, não podiam servir no exército romano por serem estrangeiros, pode dizer-se sem qualquer dúvida, que embora escravos, e mais tarde plebeus, ou seja: escravos livres, muitos tinham mais regalias que os próprios romanos, visto que podiam sem qualquer obstáculo, edificar as suas famílias, e que a mesma coisa, não se pode dizer dos verdadeiros italianos. Estes, na maior parte, eram obrigados a engrossar as fileiras do exército romano, e partiam para as diversas campanhas do império. Além do grande esvaziamento de soldados, o problema era mais profundo, porque os soldados partiam para a guerra, por vezes durante vinte anos, e na maior parte das vezes, esses soldados, nunca mais regressavam à sua terra de origem. Além dos que morriam, muitos preferiam ficar nas terras para onde eram destacados, e muitas vezes ficavam no estrangeiro, onde fundavam uma certa comunidade entre eles. Quando regressavam, os que regressavam, tinham direito a uma pequena pensão de reforma, e uma parcela de terra, mas vinte anos fora, eram muitos anos.

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A QUEDA DOS TRÊS PRIMEIROS CORNOS! Era pois, essa data, o ano 400, e Roma via-se a braços com os bárbaros. Aconteceu porém, que nem tudo corria mal na cidade eterna. Uma outra personagem, muita vez disfarçada, estava em plena ascensão. Tratava-se do bispo de Roma. Enquanto o império decaia, ele pelo contrário, subia. De tal modo, que o poder religioso, acabou por suplantar o poder político. Tudo ou quase tudo, ficava sobre a alçada do bispo de Roma, e era essa personagem que com a sua autoridade, exigia muitas decisões imperiais. É verdade, que noutras ocasiões, foi o contrário que aconteceu, particularmente no tempo de Constantino, quando sendo ele um gentio, decidiu e promulgou certas decisões doutrinais que ainda hoje fazem parte da doutrina da igreja de Roma, e que para sempre, influenciaram a vida da humanidade em todo o mundo. Mesmo no estrangeiro, o bispo de Roma exercia a sua autoridade. Mais tarde o seu título passou a ser papa, o que significa pai. Este título, não foi exclusivamente do bispo de Roma, outras personagens também o utilizaram antes dele, hoje conhecido por sumo sacerdote. Como já referido, quando Átalos 3º, legou ao império romano o seu reino, legou-lhe também o seu título de Sumo sacerdote. O título de Sumo sacerdote de Júpiter, atribuído a Júlio César Augusto, e mais tarde a todos os Augustos, ponto, a partir do qual, era estabelecido uma ponte entre Deus e os homens e que foi sustentado pelos imperadores romanos. É uma profunda aberração, e até blasfémia, pela forma como esses homens gentios, se colocavam no lugar de Jesus Cristo, Ele, segundo as Escrituras, é O único elo de ligação entre Deus e a humanidade. Ele, é o único detentor de um tal título. Muitos outros o utilizaram também, mas o clero romano ficou com exclusividade entre os homens, por volta do ano 800.d.C Durante muitos séculos, os povos conquistados, eram obrigados à sujeição de Roma e à sua religião. Por volta do ano 312 d.C, o imperador Constantino, tinha-se tornado, o primeiro imperador, professo da cristandade, ainda que somente por volta do ano 337, se fez baptizar, mas com o baptismo da sua Igreja Católica, cujo exemplo permanece. Foi ele que no ano 313, publicou o seu famoso édito de Milão, concedendo uma certa liberdade religiosa facilitando a aderência à sua igreja aos que vieram a ser simpatizantes da grande igreja da época, a qual terá sido fundada por um certo Simão de Samaria, ao vir para Roma por volta do ano 44, no tempo do imperador Cláudio. Foi este - 101 -


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homem, que é visto desde há muito, o S. Pedro do Vaticano. Também ele se chamava Simão, tal como o apóstolo de Cristo, e foi naquela cidade à beira do Tibre, que este Simão, samaritano, teve a “honra” de lhe ser erguida uma grande estátua, com a legenda: “ dio santo”, deus santo. A partir de Constantino, o paganismo era tolerado, mas Constantino encorajava o cristianismo da Igreja católica Romana. Foi durante o seu reinado, que foram iniciadas as grandes obras em Roma, entre outras, a 1ª basílica dedicada a Simão, a tal personagem referenciada no livro dos Actos ao capítulo 8. Foi ainda este imperador, que ofereceu ao bispo de Roma, o conhecido palácio de Latrão, vestindo-o com roupas imperiais. Estes elementos, facilitaram em muito, a adesão em massa a esta igreja, ao mesmo tempo que o bispo de Roma, via-se a si mesmo com este mesmo título, o qual guardou até aos nossos dias. Daí, o seu título de Sumo Pontífice. Quanto ao estado de Roma, tornava-se claro que o seu fim estava perto, favorecendo o poder religioso do bispo de Roma. Por volta do ano 409, Alarico chefe dos Visigodos, entrou em Roma e Roma foi saqueada, e pilhada, pela primeira vez na sua história. Antes da queda de Roma, várias incursões por outros povos apareceram, entre eles os Vândalos, Hérulos, os Ostrogodos. Todos eles procuravam uma sucessão legítima, como verdadeiros representantes de Roma do Ocidente. Havia efectivamente, a necessidade de ser restaurada, a ordem e o progresso. Não somente em Roma, mas também em toda a Itália. Porque a Itália, estava bastante fragilizada, mesmo o seu interior, onde haviam grandes problemas entre facções rivais, para alcançarem o poder. Os Vândalos, os Hérulos e os Ostrogodos, procuraram suceder-se, e o bispo de Roma, não era um simples espectador. Os invasores Vândalos, Hérulos, e Ostrogodos, professavam todos uma religião, vista como sendo a católica, mas era sobretudo Ariana. Por isso, era vista como uma ameaça para a unidade religiosa no Ocidente. A queda de Roma acentuou-se, quando em 429, os Vândalos invadiram o Norte de África, e as lutas terminaram por um tratado de paz, em 435. Porém, não satisfeitos com isto, os Vândalos procuraram expandir o seu domínio, e apresentaram-se como os verdadeiros representantes do império no Ocidente. Assim, saquearam Roma no ano 455. Daí foi tomado até hoje, o título de Vândalo, todo aquele que vandalizar os bens de outrem. Este povo era visto e detes- 102 -


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tado pelo bispo de Roma, como sendo ariano. Por isso, foram pressionados para abandonar. Eles saíram, deixando ainda no poder o imperador Ocidental, mas continuaram a exercer o seu poder, em todo o norte de África romano. O seu domínio foi extinto, quando das guerras Vandálicas, 533-548. dC. Em 533, o imperador do Oriente, Justiniano, enviou o seu brilhante general, Belisário, com cerca de 500 barcos de carga e 92 barcos de guerra, para libertar o norte de África, mas anteriormente, dois reinos terão sido estabelecidos em Itália. Em 476, cerca de 20 anos depois dos Vândalos terem saqueado Roma, os Hérulos, sob o comando de Odoácro, depuseram o último imperador romano do Ocidente, Rómulo Augusto. Esta é a data que marca o fim da monarquia do império no Ocidente. Foi a ferida mortal. Odoácro foi reconhecido pelo imperador Oriental, Zeno, em Constantinopla, como legítimo continuador do governo romano, mas este facto desagradou muito ao bispo de Roma. Para pôr termo a este incómodo do bispo romano, Zeno enviou para Roma, o chefe dos Ostrogodos, Teodórico, como seu agente, e acabou por expulsar os Hérulos, no ano 488. Os Bispos ortodoxos de Itália, muito desgostosos com o arianismo de Odoácro, receberam de braços abertos os novos cidadãos romanos, como representantes dos ortodoxos em Roma. Este, em 5 anos, expulsou o poder de Odoácro. Em 493, Teodórico persuadiu Odoácro a um compromisso de paz. Este e o seu filho, foram convidados a um jantar em Ravena, e no final, ele mesmo matou os dois. Assim foi extinguida a influência de Odoácro da cena política, e a era dos Hérulos que terminou naquele dia. O que restou, foi um governo Ostrogodo, mas a sua simpatia na Itália, não era muita. Mas era um mal menor, até porque, estes ainda mantinham uma certa subordinação formal com Bizâncio. O seu papel era fazer respeitar as leis e a autoridade, do quase falecido, império do Ocidente, não obstante ser ariano, continuava a proteger o bispo, e a sua propriedade, bem como o seu culto e a sua igreja. Mas, com o passar dos tempos, tornaram-se impopulares para com a autoridade eclesiástica de Roma e com a população católica. Com tais comportamentos, os católicos penderam para o lado Oriental, onde Justiniano considerado inflexível, não admitia certas tolerâncias, e em 533, durante as guerras Góticas de Justiniano, as forças Bizantinas, conduzidas pelo general Belissário, chegaram a Itália para expulsar os Ostrogodos. Assim começaram as guerras Góticas, que terminaram quando 18 anos mais tarde, Justiniano expulsou os úl- 103 -


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timos Ostrogodos de Itália. Assim terminou a era da transição, como lhe chamou: Fhilip Van Ness Meyers (Ancient History, 1904, Pág 571). Assim foram arrancados por sanção católica romana, os três primeiros chifres da besta de Daniel : Vândalos, Hérulos, e Ostrogodos. Desta forma parece não haver dificuldade em identificar, o pequeno chifre que nasceu por fim, ainda que mais pequeno e diferente dos outros, o qual, ainda que indirectamente, arrancou os 3 primeiros dos 10 chifres. (Daniel.7:20). De salientar, o papel que ele assumiu ao longo da maior parte da sua história. As Escrituras falam dessa personagem ao dizerem através do profeta Daniel: “ Eu olhava, e eis que esta ponta fazia guerra aos santos e os vencia” (Daniel. 7:21) Quando entendemos estas duas passagens entre tantas outras que dão a mesma informação, temos que admitir que há qualquer coisa que parece estar errado. Como é que é credível, que tal igreja, que sempre se apresentou e é efectivamente vista ainda hoje, como sendo a Igreja de Deus, venha a lutar e matar os santos do Altíssimo? E foram muitos! Mas pior ainda, é que Daniel diz ainda. “ E proferirá palavras contra o Altíssimo. (…) (vv25). Cada um tire as suas próprias conclusões, porque a história já muito escreveu sobre estes acontecimentos reais que aconteceram pelo menos durante vários séculos. Quanto às 7 cabeças de (Apocalipse. 13:1) como é que elas apareceram na cena mundial? Quem foram elas e onde estão? Se as Escrituras são a verdade, e se Daniel entendeu bem o que escreveu, essas cabeças terão mesmo existido. Pelo menos, a história confirma. Após a expulsão dos últimos Ostrogodos, o império do Oriente, conseguiu retomar Roma restabelecer a sua independência, e ainda recuperar algumas possessões perdidas.

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A RESTAURAÇÃO IMPERIAL! Justiniano deu início à cura do ferimento mortal, quando em 554 d.C. lançou a primeira das seis tentativas históricas realizadas até hoje, e sempre com a bênção papal para restaurar o império da velha Roma. Mas, visto que restaram 7 cabeças e não somente as seis até agora citadas e já passadas no nosso tempo, obrigatoriamente terá que faltar ainda uma. Por isso, os acontecimentos mundiais, têm que nos levar a esperar ainda por uma última tentativa de ressurreição do velho império, e isso será uma realidade que já hoje não passa despercebida a muita gente, ainda que assim não seja identificado. Essa ressurreição será uma terrível realidade. Ela será sem igual, por isso Cristo, quem profetizou todas estas profecias e conhecendo bem os acontecimentos para os nossos dias, olhando para o tempo presente, disse: “ Porque haverá então grande aflição, como nunca houve, desde o princípio do mundo até agora, nem tão pouco há-de haver. E se aqueles dias, não fossem abreviados, nenhuma carne se salvaria. Mas por causa dos escolhidos, serão abreviados aqueles dias.” (Mateus 24:21,22) É pois, uma certeza, que dias terríveis estão à nossa espera. Na sua luta para restaurar Itália e a sua autoridade, Justiniano, a 1ª cabeça da restauração imperial, conseguiu de um certo modo os seus objectivos. Mas como é que ele iria governar as duas partes, a Ocidental e a Oriental? Não era fácil, e corria o risco de voltar ao passado. Então surgiu-lhe a ideia, que na verdade se encaixou perfeitamente bem, nos seus antigos colaboradores. A ideia, foi numa aliança entre o clero romano, e o estado. Tal aliança, mudou para sempre a Europa Ocidental. Em 554, Justiniano terá promulgado um decreto, requerendo que pessoas aptas e manifestando certas capacidades para administração de governos locais, fossem escolhidos pelos bispos. Obviamente, que, a sua presença enquanto igreja, não era alheia. Este sistema permitiu mais seguramente dar os primeiros passos numa caminhada que se estenderia até por volta do ano 800. Segundo o decreto de Bizâncio, eram os bispos que tutelavam por assim dizer, todo o percurso. Estava assim dado o início para a cura da besta. Estava ali, a preparação do ressurgimento de uma besta com 7 cabeças, da qual no fim dos tempos, surgirá, tendo depois do ano 554, até aos nossos dias, - 105 -


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já passado, as primeiras seis, como iremos analisar. Esta é a mesma besta com 7 cabeças e 10 reis, aqueles que são referenciados no livro do Apocalipse, e a que falta, será a última da história da humanidade. Essa besta será diferente, pois ela destruirá toda a oposição à sua passagem, e apresenta-se transportando analogicamente sobre as suas costas, a outra besta que a dirige. Ou seja, que, será conduzida por uma mulher, como o cavaleiro conduz a sua montada. Mulher, nas Escrituras proféticas, pode ter o sinónimo de igreja como se encontra no livro (Apocalipse. 17:3) “ E levou-me em espírito a um deserto, e vi uma mulher, assentada sobre uma besta de cor de escarlata, que estava cheia de nomes de blasfémia e tinha 7 cabeças e 10 chifres. Esta besta que transporta a mulher, é proveniente da última parte da besta de Daniel, agora somente com 7 cabeças, que representavam 7 dominadores, mas para além destes 7, dos quais seis foram chefes que ao longo da história têm tentado restaurar a velha Roma, haverá mais uma cabeça, e uma série de 10 reis, que somente aparecerão nos últimos anos. Esses reis serão os dez dedos dos pés da estátua de Daniel, que governarão, não um depois do outro sucessivamente como aconteceu com os dez chifres dos quais 3 foram arrancados, mas sim, em simultâneo. Mais adiante, veremos, quando governarão todos esses 10 presidentes de governo ao mesmo tempo, juntamente com a denominada besta do Apocalipse. Quanto às 7 cabeças, eles terão vivido ao longo dos séculos, e têm-se sucedido uns aos outros. Nos anos que se seguiram ao início da restauração imperial no ano 554, os imperadores orientais, concentraram fundamentalmente as suas atenções para os recursos mais próximos do seu império. A segurança e vassalo prestado a Constantinopla, com o tempo tornou-se desleixada. Entretanto a dinastia Carolíngia, governada pelos Francos que é hoje a França, aparecia com as melhores qualidades, para ser a protectora e guardiã da “cristandade” no Ocidente. Para esse fim e com boas perspectivas, deu-se início a várias negociações, que, aparentemente, interessavam a ambas as partes. De um lado, o papado romano, Leão III, e do outro, o novo homem forte da época, Carlos Magno, rei da França. O tempo correu rápido e amistoso para os dois lados. Assim, no dia 25 de Dezembro do ano 800, dC. enquanto que Carlos Magno envolvido de um manto e de sandálias nos pés ajoelhado como bom patrício romano diante do altar de S. Pedro em Roma, rezava, o papa Leão, subitamente se apre- 106 -


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sentou com uma coroa encastrada de pedras preciosas, e colocou-a na cabeça de Carlos Magno. A população, talvez avisada de antemão do acontecimento, actuou de acordo com o ritual do antigo Senatus Populusque Romanus, “Senado do Povo Romano”, e por três vezes aclamaram: Viva o rei Carlos, o Augusto, coroado por Deus, o grande e pacificador dos romanos. E a cabeça real foi ungida com os santos óleos. Por sua vez, o papa saudou Carlos Magno como imperador e Augusto. Mas Bizâncio, somente o reconheceu como imperador de Roma, alguns anos mais tarde. Estava assim Carlos Magno, em acção na segunda cabeça da besta do Apocalipse. Foi esta aliança uma atitude hábil, permitindo com o apoio papal, dar um certo prestigio e restauração do velho império. Mas como todas as coisas, por vezes mudam, foi isso que aconteceu alguns anos mais tarde com os seus sucessores, ao manifestar-se uma certa desintegração do império. Entretanto, uma nova força surgia na Europa, os conhecidos Germanos - Saxões, que por volta do ano 936, tinham-se tornado o grupo mais poderoso na Europa Central. A sua superioridade, não tardou a manifestar-se e Otto o Grande, duque dos Saxã-os e rei dos Germanos, a 3ª cabeça, derrotou os Magiares, que intentavam invadir a Europa Ocidental pelo Leste. Alguns anos mais tarde entrou na Itália a pedido de João XII para lhe restaurar o poder, e em paga disso, recebeu a coroa do império romano da nação Germânica; O primeiro Reich. Recebendo a coroa em Pávia, no ano 962. A coroação de Otto, o Grande, passou a ser o 6º chifre, dos 10, de (Daniel.7:19,20) ou a 3ª cabeça de (Apocalipse 13:1), das 7 cabeças e 10 chifres. Nesse tempo, o império não era visto como um império qualquer. Ele era tido como um regente também espiritual, substituto de Cristo, universal de Deus na Terra. «O Sacro Império Romano». Ele tinha a responsabilidade de aplicar e fazer respeitar a legitimidade do clero, como representante de Deus na terra, cumprir os seus objectivos, proteger a cristandade da Roma Imperial, e visto como uma imagem transitória da Cidade eterna de Deus na terra. Nos símbolos imperiais, isto era bem patente ao mundo inteiro, com o globo imperial na sua mão. O imperador dizia que a sua coroa era” Corona: Urbis et Orbis”. Ou seja: Coroa da cidade de Roma e do globo. Ele via-se a si mesmo, como ainda hoje se vê: “ caput mundi”.(A cabeça do mundo) e - 107 -


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como (urbis et orbis), governador da cidade de Roma e do mundo. Tal como Carlos Magno, Otton recebeu o seu trono, por meio de aclamação papal, visto que Roma, era o único eleitor desde os primórdios do século IV. O sacro império romano retomado por Otton o Grande, a 3ª cabeça, durou quase 300 anos. Ao ficar para traz este período e com o fim do poder desta família, ficava também a 3ª cabeça. Com a morte de Conrado IV, em 1254, a situação voltou ao passado, com diversas facções procurando alcançar o poder. Este estado de coisas, fez com que durante 19 anos, não houvesse imperador. O imperador seguinte, foi Rodolfo 1º, que foi eleito no ano 1273, e uma nova família poderosa que apareceu na Europa, com as possibilidades de dominar. Foi a família dos Habsburgos. O seu momento mais alto aconteceu por volta do ano 1530, quando a Espanha preparava a sua ascensão. Nesse tempo, subiu ao trono para manter a restauração do velho império romano, Carlos 1º de Espanha, como sendo: Carlos V, a 4ª cabeça, imperador do sacro império romano, e como era habitual, com a bênção do papa, desta vez Clemente VII em 1530. Este imperador, governou um grande território. Da sua mãe Joana, herdou todas a suas possessões do Novo Mundo. De seu pai, herdou os vastos domínios Habsburgos da Alemanha, Itália e Europa Central. O seu reinado foi o maior, mas depois da sua morte, o poder imperial declinou. Tanto assim, que por volta do século 18, o título de Imperador do Sacro império romano, era por assim dizer, vazio e sem prestígio. Talvez que esta falta de poder, possa ter dado a origem a várias disputas que culminaram com a Revolução francesa. No seu acordar, um homem hábil e dotado duma grande ambição, subiu ao poder em França. O seu nome foi o famoso Napoleão Bonaparte. Aspirando bem mais alto que o poder em França, o título de imperador de um restaurado império romano, seria a sua cobiça e poderia ter sido. Mas também ele não sabia que uma era da história estava para ser concluída. Ele mesmo, considerava-se o sucessor de Carlos Magno, quando em 18 de Maio de 1804, tinha todo o senado francês a proclamá-lo imperador. E, como sempre acontecia, o bispo de Roma, nesse tempo já cognominado de papa, daria a sua bênção, ao deslocar-se a Paris, nesse tempo Pio VII, e conceder-lhe a sua bênção em 2 de Dezembro do mesmo ano. Mas existia um outro poder, que ainda reclamava o título - 108 -


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de imperador do sacro império romano, eram ainda os Habsburgos da Áustria. Mas os avanços militares e diplomáticos, retiravam-lhe a pouco e pouco, a sua resistência, e o seu fim estava a chegar. Mais evidente se tornou, quando 16 príncipes e seus territórios, se retiram do sacro império dos Habsburgos, e formaram uma confederação, a que chamaram: a Confederação do Reno. Como conclusão, pediram para eles e seus territórios, a protecção de Napoleão. Sem qualquer outra alternativa, Francisco II da Áustria, viria a renunciar ao título de imperador do sacro imperador romano em 6 de Agosto de 1806. Napoleão, a 5ª cabeça agora no novo império europeu, tinha agora diante dele, aquilo que ele tinha ambicionado: “ grandeza”. O seu domínio, estendia-se agora em toda a França, Espanha, Itália, Holanda, Bélgica, Alemanha, e todos os territórios de além mar, tanto da Espanha como da França, e outros. Aquilo que foi conhecido por: Novo Mundo. Porém, não teve tempo de saborear essa grandeza, porque Deus tinha estabelecido, que uma era da história da humanidade iria terminar e dar início a outra, no ano 1814, quando uma coligação chefiada pela Inglaterra, iria obrigar Napoleão, não somente a abdicar de toda essa ambição de grandeza, mas ainda aceitar o exílio. Nesta data, ficava para trás um período de 1260 anos, que fechavam um tempo profético. Estava assim concluía uma parte da profecia de (Daniel.7:25), a cura da ferida mortal, com a continuação dos 42 meses X 30 dias. Esta é também a opinião do historiador: Willis Mason West, que reconheceu, na sua obra: (História Moderna) A Europa de Carlos Magno, ao tempo presente, 1994, p, 377

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A CABEÇA Nº 6 A pós a queda de Napoleão, em 1814, a Itália e a Alemanha permaneceram separadas, mas fracas por cerca de meio século. Ambas tinham que combater muitos problemas internos, o que não facilitava a sua subida na cena internacional, devido a problemas num certo número de estados. Por volta do ano 1871, Bismark, conseguiu unificar a Alemanha, não Habsburgo, sob o governo do rei Prusso: Guilherme, formando assim o 2º Reich germânico. Por seu lado, Garibaldi, conseguia também unificar a Itália, sob o governo do Norte italiano, da Sardenha e Piemonte, rei Vítor Emanuel. Preparava-se assim, o ressurgimento de mais uma cabeça de Apocalipse.13, neste caso a cabeça nº 6. Cinquenta anos depois de Garibaldi, ter conseguido reunificar a Itália, um novo aventureiro surgiu, com os grandes sonhos de restaurar o velho império, e a grandeza da Roma antiga. Foi o fascista Mussolini. No ano 1922, Mussolini, conduziu o seu partido ao poder em Itália, e de novo, o papado romano vai entrar em cena. Isto porque, anteriormente, ele tinha sido desprestigiado ao ser derrotado pelo exército de Garibaldi em 1870, e tinha capturado Roma, sob o reino de Vítor Emanuel, e a partir daí, passou a existir um tenso afastamento entre os papas, e os novos governantes da Itália. Mas, com a chegada de Mussolini, iriam ser feitas as pazes entre o papa, e os fascistas agora no poder. Foi assim que em 1929, foi assinado um novo tratado, a que deram o nome de tratado de Latrão. Este tratado, restabeleceu a soberania papal em Roma na cidade do Vaticano, e o catolicismo, como religião do império romano, como única religião em Itália. Por seu lado, o papa, reconheceu pela primeira vez na história moderna, o governo de Mussolini, o governo oficial de toda a Itália. Após a sua subida ao poder, Mussolini, procurou mostrar o seu valor, organizando novas conquistas. Mas onde? Onde os italianos tinham sido humilhados. Assim, avançou para a Etiópia, donde os italianos tinham sido expulsos da África Leste no ano 1896. No renascer de um novo poder na Itália, Mussolini avançou para África e invadiu a Etiópia e a Somália. Com esta vitória incontestável, Mussolini, via-se também ele, num futuro grande e glorioso. Em 1936, pomposamente proclamou aos italianos, que, o que estavam vendo, era a restauração do velho império da grande cidade das sete colinas, após se terem passado quase 15 séculos. De seguida, entrou numa aliança com o novo chefe das forças armadas e homem forte da Alemanha, Adolfo Hitler, agora no terceiro Reich. Daí, resultou o célebre tratado Roma- Berlim, e as sequências para a 2ª Guerra Mundial. - 110 -


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RESUMO HISTÓRICO Nem sempre é fácil compreender, a questão das diversas bestas, os animais, os chifres e as cabeças. A questão resume-se da forma seguinte: Para apresentar a forma como a história se iria desenrolar, o apóstolo João, teve uma visão, que relatou no livro (Apocalipse. 13:1) Onde ele descreve uma besta, que tinha feito parte da estátua de Daniel, onde as três primeiras partes, já tinham passado na história. O que João vê agora, é a quarta parte dessa estátua, ou sejam: As pernas de ferro, e os pés, também de ferro e barro, que deram lugar a uma terrível besta, que Daniel descreve como sendo o quarto reino da terra. (Daniel. 2:40) Estava-se na época da cura da ferida mortal que teve lugar quando da queda de Roma, e da morte de Rómulo Augusto, no ano 476. dC. Aqui findou a autoridade incontestável, dos 4 primeiros Impérios. Babilónia, Medo / Persa, Greco / Macedónio, e Romano. Mas este último, como já dito, não terminou com a queda de Roma. De uma certa forma, as suas raízes continuaram, embora duma forma completamente diferente, porque a sua existência deveria ser real em duas fases distintas. Aquela que terminou com a queda de Roma e morte de Romulus no ano 476, e o início da sua cura, com Justiniano em 554. A sua cura é hoje uma realidade e ela prepara-se para a próxima reaparição, quando a Europa se erguer para dominar e destruir uma grande parte do mundo. Como a estátua era composta com quatro reinos, permite-nos entender, que ficou um quarto reino, que já foi, que não é, mas que virá. Este quarto reino é-nos apresentado por João em forma de besta (Apocalipse 17:8) é a mesma de (Daniel. 2:40). Ao analisarmos todo o capítulo 13 de Apocalipse, encontramos uma Besta fora do comum, isto porque segundo o versículo, 4, esta besta será refém do dragão, que a Bíblia nos descreve como sendo Satanás. Então que fará a besta? Tudo o que Satanás puder. Será o período da história mais angustiante desde que Deus criou o homem. Mas, porque motivo Satanás se tornou tão feroz agora, quando durante cerca de 6000 anos ele actuou camuflado, procurando não ser visto o sedutor e o culpado número um, de todos os sofrimentos da terra? É que então, ele será expulso do céu onde durante todo este tempo sempre teve livre acesso e a liberdade de viver seduzindo toda a - 111 -


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humanidade, e não nesse inferno imaginário dos nossos dias. Esse inferno nos nossos dias, simplesmente não existe, mas existirá no futuro, pelo menos durante um certo período. Como explicado na obra “O que a Humanidade nunca entendeu e o Futuro do Mundo”, Satanás tem acesso a toda a terra, e também ao céu. Mas nesses últimos tempos, ele será lançado na terra com todos os seus anjos, aqueles que com ele tentaram usurpar o trono de Deus. E como ele sabe que já terá pouco tempo para destruir a humanidade que nunca conseguiu destruir, porque Deus não lho permitiu, vai então aproveitar os últimos tempos da história da nossa civilização, quando Deus lhe permitir que ele se manifeste tal como ele é: «maligno». (Apocalipse.12:3,7-9). Ele influenciará particularmente esse falso profeta e o seu mais estreito colaborador: a Besta do Apocalipse. É aqui que o grande chefe dos últimos dez estados ou governos, irá destruir toda e qualquer oposição, até que Deus ponha termo à sua autoridade, porque ele será preso juntamente com a outra besta de (Apocalipse.13:11), a que a Bíblia descreve como sendo o falso profeta, (Apocalipse 19:20) Esta última cabeça que será apoiada pelos dez reis, irá inclusivamente tentar combater Jesus Cristo, na Sua vinda. Aqui está, a indicação, de quando é que esses dez reis irão governar juntos, sob a autoridade da besta (Apocalipse. 17:12-14) Eles governarão na época da vinda de Cristo, porque eles irão tentar combatê-lO. Este governo imperial, está em formação na Europa, e será chefiado pelas raízes assírias, que nasceram na Babilónia porque as profecias dizem-nos que será a velha Assíria, esse povo descrito neste volume, que é hoje a Alemanha. É somente uma questão de tempo. Já alguma vez ouviram falar na célebre batalha de Armagedão? Certamente que sim! mas somente em ficção. Mas ela será uma realidade. Depois da queda de Roma, em 476, existiram os Vândalos os Hérulos e os Ostrogodos, depois todos os outros já mencionados até ao fim da segunda guerra mundial. Permanecendo desde então, uma espécie de compasso de espera, que são os dias em que estamos vivendo actualmente 2010. Quem quiser guardar este ponto como informação, verá que todos os movimentos da Europa a 27, ou talvez mais, mas todos os avanços e recuo-os, será no sentido da citada remodelação, e o seu número será limitado a dez. Eles não sabem o porquê, e portanto, tudo isso está nesse manual de instruções que Deus deu ao homem, que muitos homens vistos como “sábios” deste mundo, desde há - 112 -


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muito continuam a denegrir. Compreendeis porque motivo a humanidade nunca entendeu, e somente esta pequena Igreja? Deus prometeu dar a Sua compreensão àqueles que lhe obedecem (Actos.5:32). Jesus Cristo sempre lhe chamou o pequeno rebanho, o que significa, que ela nunca seria grande. Os dez chifres transitam da besta de Daniel, e aparecem na besta do Apocalipse de João, porque serão os últimos dez reis da história desta civilização, que governarão juntamente com o célebre grande chefe de estado que está prestes a aparecer, o qual é catalogado de besta que sai do mar. Assim sendo, a partir desse número, apareceu-nos até aos tempos finais, uma besta com 7 cabeças e 10 reis. Das 7 cabeças que foram citadas até agora, a 6ª, refere-se a Hitler e Mussolini. Desta forma, aqui contando Hitler - Mussolini, vistos como sendo a 6ª cabeça, falta-nos somente mais uma que completará o número das 7ª cabeças. Os dez reis, serão os dez presidentes de governo das dez nações ou coligações de nações, que formarão só um governo. Como exemplo sem afirmar, um Portugal com a Espanha, ou um Benelux como no passado. O Benelux, era formado com a Bélgica o Luxemburgo e a Holanda. E porque não outros países com a Turquia? Ela teve um papel preponderante no passado, e é vista como sendo a segunda perna da estátua de Daniel. A Bíblia não diz, que haverão coligações isto aqui é somente um exemplo, não serve de prova. Se por acaso existirem coligações deste género, cada coligação terá somente um presidente de governo. Eles serão no total dez, mas poderão existir mais que dez das nações que fazem parte da actual Europa dos 27. Dependerá do número de coligações, se coligações existirem. Na realidade, ninguém de entre os homens, sabe como e quando ela será formada. Uma afirmação que pode ser tomada como exacta, é que a Inglaterra, não fará parte destes dez reis. A Inglaterra sairá ou será afastada, porque como bem explicada na obra já citada várias vezes: ela perderá a sua soberania bem como os Estados Unidos da América. Porque eles fazem parte de um povo especial da antiga nação de Israel do Norte, quando da separação depois da morte de Salomão. De recordar, que, foram os filhos de José, Efraím a (Inglaterra), e Manassés, os (Estados Unidos), quem receberam o nome de Israel, quando Jacob pai dos israelitas, transferiu o seu nome Israel, para estes dois filhos de José. (Génesis.46:16) E as profecias indicam sem a menor dúvida, que Israel, a não confundir com Judá, os judeus, irá de novo em cativeiro. Assim se entende - 113 -


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melhor, porque motivo a Inglaterra nunca fez parte da moeda única e continua muito reticente quanto a muitas outras questões. No livro do Apocalipse está uma profecia, que devia ser entendida somente num determinado momento. Esta profecia foi entendida pela Igreja de Deus, por volta do ano 1940/45. Foi o responsável naquele tempo pela Igreja de Deus, Herbert Armstrong, que denunciou o que se estava preparando, quando no fim da 2ª Guerra Mundial, quanto ao futuro da Europa, e até do mundo. Ele disse exactamente o que se iria passar. Ele disse durante os anos de guerra fria, que uma super potência, erguer-se-ia na Europa, e ele reafirmou muitíssimas vezes a mesma coisa, dizendo que o muro de Berlim teria que cair, para que a Alemanha Ocidental se reunificasse com a Alemanha de Leste, e que existiria a desintegração da antiga URSS, para permitir a algumas alianças. Foi isso que aconteceu. Ele entendeu, que a Rússia e as suas repúblicas, nunca atacariam a América como tanta vez se pensou e em particular com a questão dos mísseis de Cuba. A América terá um fim, é verdade, mas será como as Escrituras profetizaram. Foi a sua compreensão das Escrituras, que levou a Igreja de Deus, a não ser surpreendida, quando da queda do muro de Berlim. Para ele e para a Igreja de Deus, era somente uma questão de tempo, e para o resto dos acontecimentos profetizados, será a mesma coisa. Ele sempre afirmou e os seus sucessores depois dele, que a Europa, teria um dia que dominar o mundo. Porque sabia ele isso? Porque é isso que as Escrituras explicam, e Deus permitiu-lhe essa compreensão. Provávelmente, ele nunca se terá visto com qualquer mérito em todas as suas afirmações que ele fez através do mundo, onde falou com muitos reis e presidentes e grandes homens de negócios, e de estado. Aos quais explicava o que seria no mundo no fim dos tempos que agora se aproximam. Mas é uma certeza, que ele via-se um homem privilegiado. É desta forma, que a Igreja de Deus explica ainda hoje, que a actual Europa não permanecerá a 27 como nos nossos dias. Ela terá um só chefe, a celebre Besta do Apocalipse que subiu do Mar, que implantará juntamente com o falso profeta, leis que trarão a solução momentânea para a grande crise mundial que se avizinha, mas depois será o seu fim. Quando João escreveu esta profecia no livro do Apocalipse, no fim do primeiro século, nenhum destes 7 reis era nascido. Mas João diz, que 5 reis, já tinham caído. Muitos não vêm esta profecia como talvez - 114 -


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muitas outras, como a prova de inspiração de Deus e da Sua existência, porque na verdade a mente humana é limitada, e não é fácil ver cinco reis caídos, quando na verdade, eles só nasceram passados muitos séculos. Mas o segredo, se assim se poder chamar, está no tempo da compreensão. João não se referia ao tempo em que ele escreveu essa profecia, mas sim ao tempo da sua compreensão. Assim no tempo em que a Igreja de Deus compreendeu essa profecia, realmente cinco reis já tinham passado, e essa profecia estava ao presente nessa data. Diz ainda João, que um (existe) “E são também sete reis (Cabeças). Cinco já caíram”. Justiniano, Carlos Magno, Otto O Grande; Os Habsburgos até Carlos V, e por fim Napoleão. Abrangendo um total de 1260 anos. A tal profecia de 42 Meses, a 30 dias por cada mês. (Daniel 7:25) Como noutras profecias, um dia pode significar um ano. Tomando esse cálculo bíblico, temos 1260 anos. Tempo que foi do ano 554, ano em que a história fez o início da restauração do império romano, quando Justiniano retomou Roma, e o ano 1814, com a capitulação de Napoleão, na Batalha de Waterloo. Até esta data, ficavam para traz 5 reis, e um 6º se seguiria. Segundo o versículo bíblico, este estaria em função nesse tempo da compreensão dessa profecia, porque o versículo diz: “ Um existe “ Quem ? Mussolini e Hitler. Eles reinavam nesse tempo, o tempo da compreensão dessa profecia escrita por João, e eles prolongaram a sua autoridade até ao fim da 2ª grande guerra, em 1945. Nessa altura já era conhecida esta profecia. Assim se entende o que João queria dizer em (Apolcalipse.17:10) Ao olharem para o mundo europeu, e particularmente para Alemanha, quantos imaginaram nesse tempo, que esta nação em ruínas se levantaria nas décadas mais próximas, e menos ainda, ver este velho povo dominar a Europa? É lógico que esta maneira de pensar fosse vista assim, quando sabemos que pelo menos, uma parte do estado em que a Alemanha ficou. Cidades, aldeias, economia, enfim, tudo ou quase tudo em ruínas, bem como a opinião que o mundo tinha desta nação. E portanto, 50 anos mais tarde, ela estava de novo no alto patamar da sua grandeza. A Igreja de Deus, sabia que um dia a velha Assíria, regressaria ao palco de teatro deste mundo nos fim dos dias. As profecias dizem que um terrível ditador voltará e implantará a sua vontade. No fim da 2ª Guerra Mundial, muitos imaginavam que o comunismo soviético, poderia ser o futuro da Europa. Isto porque como se sabe, nesse tempo a bota russa carimbou tanto quanto pode no espaço europeu. Mas dela - 115 -


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individualmente, não estava profetizado nada para esta era. Ela estará bem presente, quando Deus destruir Gog e Magog (Russia, China e outros países asiáticos) no final dos 1000 anos de reino de Cristo, naquele tempo em que Satanás será solto por um curto espaço de tempo. (Apocalipse.20:7-9). O sonho germânico de dominar o mundo, nunca acontecerá por muito tempo, mas ecos antigos, ainda se ouvem nos tempos presentes, e é verdade que isso irá acontecer. Em 9 de Novembro no ano de 1982, o então Sumo Pontífice de Roma disse num discurso que pronunciou em Espanha, que os europeus deviam reviver as suas raízes. Mas as verdadeiras raízes não eram europeias, elas são provenientes de Assur, conhecida mais tarde por Assíria, localizada então no que é hoje o Nordeste do Irak, situada sobre uma pequena colina na margem ocidental do rio Tigre. Esta nação, é identificada com a sua existência, pelo menos, 2.800 anos aC. Esta mesma nação, foi aquela que levou cativo o Israel do Norte, cuja capital era Samaria por volta do ano 720.aC. É a mesma que ordenou o holocausto Judeu, durante a 2ª guerra mundial, hoje a grande Alemanha. Será ela a locomotiva europeia, que dominará o mundo. Os primeiros passos para esta realidade actual, foram dados, quando no ano 1957 foi assinado o Tratado de Roma, onde uma aliança, naquele tempo comercial, chamado CEE, teve lugar entre os países fundadores. Mas olhem quem estava presente. A Alemanha, e a Itália, era a época do ferro. Exactamente o metal que formará essa última besta do Apocalipse. No seu discurso papal, incluía os votos sinceros, de que a Europa, fosse do Atlântico até ao Oral, e como sempre, a bênção papal acompanha todo o processo europeu.

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PROFECIAS PARA OS NOSSOS DIAS E ALÉM Como já foi visto, as cabeças da Besta escarlate de (Apocalipse .13:1) são 7, as quais representam os sete restauros do Sacro Império Romano, e já analisámos os primeiros seis. Mas as Escrituras, falamnos, num oitavo, mas de seguida diz, que é dos sete. Ou seja que a Besta que conduz a outra é em si mesma, um oitavo chifre. Se recordamos que inicialmente eram 10 chifres (Daniel.7:7) , “ E a besta que era, e já não é” O velho império romano, que foi ferido quando da queda de Roma e da morte de Rómulo. A partir daí, deixou de ser. “ É ela também o oitavo, e é dos sete, e irá à perdição. (Apocalipse. 17:11). Mas o seu domínio será apenas por um curto espaço de tempo em analogia, a Bíblia diz que será uma hora. “ E vi que a mulher (igreja romana) estava embriagada do sangue dos santos, e do sangue das testemunhas de Jesus. E vendo-a, eu me admirei, com grande admiração. E o anjo me disse: Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher, e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres. A besta que viste, foi e já não é. E há-de subir do abismo, e irá à perdição. E os que habitam na terra (cujos nomes não estão escritos no livro da vida desde a fundação do mundo) se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá. Aqui há sentido, que tem sabedoria. As setes cabeças, são sete montes” (montes nas Escrituras, é sinónimo de governo, ou podem ser uma analogia para com a cidade das 7 colinas, Roma) “ Sobre os quais a mulher se assenta” (domina) E são também sete reis, cinco já caíram, e um existe, outro ainda não é vindo, e quando vier, convém que dure um pouco de tempo” (Apocalipse.17: 6-10). Parece claro quando esta profecia foi entendida, estávamos vivendo a época do sexto rei, por volta do ano 1940/45, ou seja na época de Hitler - Mussolini. Actualmente não há império, nem nenhum governo central. Mas ele está em preparação e será uma realidade que será composto por 10 países, ou coligações de países, se coligações existirem, onde haverá somente 10 presidentes, os quais por razões económicas e segurança, entregarão o seu poder à besta, ou seja, que será um super chefe de estado que dará as ordens. Actualmente já existem opiniões que apontam nesse sentido, só que eles não sabem o porquê de tudo isso, e o mundo também não. Estes 10 reis, são o fim da estátua de Daniel, a - 117 -


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parte de barro e de ferro. Mas como diz a profecia, embora façam parte do mesmo corpo, não se ligarão solidamente entre si, ou seja que nem sempre estarão em pleno acordo. Mas noutras ocasiões, eles serão todos do mesmo ponto de vista e terão todos os mesmos pensamentos, e tomarão todos a mesma decisão. Porque no livro Apocalipse, diz, que eles reinarão somente uma hora, o que significa pouco tempo, e que terão todos o mesmo parecer. “ E os dez chifres que vistes, são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a Besta. Estes têm todos um mesmo intento, e entregarão o seu poder e autoridade à besta”. (vv 12,13) São incontestavelmente os últimos dez reis humanos desta história da humanidade que prestarão apoio e fidelidade, à ultima restauração, da décima cabeça da Besta de Daniel, ou da sétima da profecia do apostolo João. Então e depois? Depois será o estabelecimento do Reino de Jesus Cristo. (Daniel. 2:34,35). Mas antes, muitas coisas acontecerão, coisas que ao revelá-las hoje, dificilmente serão aceites pela grande maioria da humanidade. Mas, para chegar até lá, vejamos mais alguns acontecimentos que aconteceram e que todos passaram ao lado da compreensão do homem. Como já vimos, as duas pernas da estátua de (Daniel.2) representam o Império Romano, quando foi dividido em duas partes. A Ocidental com Roma por capital e Bizâncio, com Constantinopla como capital. A profecia centra-se no império do Ocidente, mas certamente a Oriental, a actual Turquia, terá uma palavra a dizer. Pelo que, é muito possível, que a Turquia a 2ª perna, venha a fazer parte da União dos Estados Unidos da Europa. As profecias indicam nesse sentido. O império romano do Oriente, continuou governando em Constantinopla, até ao ano 1453, ano em que os turcos Otomanos, invadiram a cidade e mataram o último imperador, Constantino XI. Mas isto não foi o fim do velho império romano no Oriente. 19 anos mais tarde, depois da queda de Bizâncio, Constantinopla recebeu em 1472, a visita papal, que celebrou o casamento de Ivan o Grande, Duque de Moscovo, com Zoé, sobrinha e herdeira do último imperador do Oriente. O Casamento foi interessante, porque permitia concluir as reivindicações dos governos russos, considerando-se serem os sucessores dos imperadores Gregos, e os protectores da Cristandade Ortodoxa. - 118 -


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Ivan, recebeu como título, Tçar, ou (Czar), com o equivalente de “Kaiser”, do latino César. Desta forma com este casamento, o império continuou unido pelas duas partes, ainda que simbolicamente, na forma das duas pernas. No Ocidente, o título era Kaiser, no Oriente, o de Tçar. Os Kaiseres e os Tçares, já não existem, mas restam várias nações europeias, descendentes destes antigos impérios, e desta forma mantêm as raízes do velho império romano. Nada pois de admirável, que João Paulo II, tenha dito: “revivei as vossas raízes”. Esses países, cuja herança é grega, Eslávica e Ortodoxa, proveniente da perna Oriental, enquanto que a herança latina, Germânica e Católica, é proveniente do império romano do Ocidente. Daniel descreveu bem a realidade dos nossos dias, quando diz que a estátua tinha duas pernas de ferro, e ainda os pés, também compostos da mesma matéria, cada perna com cinco dedos de cada pé. Quando do tratado de Roma, o ferro era a matéria prima talvez mais em jogo quando da sua fundação. Não deve espantar ninguém, que algumas nações das actuais, venham a separar-se por uma razão ou por outra, mas sempre com justificações aparentes. Mas por detrás de tais acontecimentos, existe um grandioso plano que os homens nunca entenderam, e, por conseguinte, a sua vida e o que possa acontecer. Entre outras coisas, bastantes guerras, muita fome, muita doença, muito desastre, insegurança, e um descontrolo quase generalizado que será aproveitado pela autoridade máxima vindoura, a Besta do Apocalipse, que irá impor a sua marca Universal

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O SINAL DA BESTA! Supõe-se, que a questão da marca da Besta do Apocalipse, tenha suscitado muito interesse entre os grandes historiadores e homens sábios, e outros tantos ciclos religiosos, de entre os quais surgiram muitas opiniões diferentes. Mas outra coisa não era de esperar, ainda que alguns, tenham tido uma certa aproximação quanto à verdadeira identidade da personagem em questão. Como já dito, vários chefes de estado foram vistos, como possíveis candidatos a este posto supremo. Mas tais afirmações, não foram outra coisa que tiros na escuridão. Existiu também, quem visse certas organizações, tais como exemplo, As Nações Unidas, ou mesmo os Estados Unidos da América, como sendo a central da besta do Apocalipse. Mas na realidade essas opiniões, são certamente as mais desajeitadas para serem verdade. Esta opinião está evidentemente mais distante da realidade. Como atrás foi explicado, será o grande chefe da actual União dos Estados Unidos da Europa, quando ela estiver totalmente remodelada. Então e a sua marca, qual será ela? O livro que revela essa profecia, diz assim: “ E faz que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos, lhes seja posto um sinal na sua mão direita, ou nas suas testas. Para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tiver o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta, porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis. (666) Apocalipse: 13:16:18) Também aqui existiram muitos palpites, já avançados sobre este número, mas nós não podemos entender isto em forma de palpites. Mas como diz a passagem em questão, deverá ser calculada, mas como esclarece, é necessário sabedoria, neste caso a compreensão que somente Deus permite. Na verdade não temos que utilizar esta fórmula popular, porque, se Deus inspirou tais acontecimentos para que o homem ficasse sabendo, é uma certeza que Ele o fará saber. Mas também é verdade, e isto é algo que devemos guardar em memória, é que, tudo se realizará na forma e no tempo, como Ele estabeleceu esses acontecimentos. Mesmo alguns que escreveram tais profecias, nem sempre as compreenderam, mas no tempo fixado por - 120 -


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Deus, elas tornar-se-ão compreensíveis. Sobre este ponto importante, talvez seja oportuno recordar uma dessas ocasiões, para que o leitor fique com a possibilidade de compreender, que as coisas são mesmo assim. Como já citado neste livro, o profeta Daniel, foi um dos homens muito respeitoso para com Deus. Um homem, que colocava o seu respeito e amor por Deus, acima de qualquer pessoa ou qualquer coisa. Ele sabia que o primeiro mandamento, é focado num tal comportamento, e era um homem que sabia que sem Deus a vida é vã, além de saber que Deus nunca falta à Sua Palavra. Por isso, lhe fazia uma confiança absoluta, confiança que pode facilmente ser traduzida por fé. Ele tinha a convicção absoluta, que Deus não dizia as coisas para simplesmente falar, mas que elas se iriam realizar no tempo estabelecido, e ele sempre mostrou interesse por saber essas coisas, daí a sua máxima atenção. É isso que ele nos faz saber, quando no seu livro escreveu, aquilo que entendeu, e que descreveu da forma seguinte: “ No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Belteshazar. E a palavra é verdadeira, e trata de uma guerra prolongada, ele entendeu esta palavra, e teve entendimento e visão. (…) (Daniel. 10:1) Daniel teve uma visão, ouviu e entendeu a sua realização. Mas Daniel não estava sozinho, mas: “ E só eu, Daniel, vi aquela visão, os homens que estavam comigo não viram. Não obstante, caiu sobre eles um grande tremor, e fugiram escondendo-se. Fiquei, pois, eu só, e esta grande visão, e não ficou força em mim, e transmudou-se em mim a minha formosura em desmaio, e não retive força alguma. Contudo, ouvi a voz das suas palavras, e, ouvindo a voz das suas palavras, eu caí com o meu rosto em terra, profundamente adormecido. E eis que uma mão me tocou, e fez que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos. E me disse: Daniel, homem muito amado e desejado, está atento às minhas palavras que te vou dizer. Levanta-te sobre os teus pés, porque eis que te sou enviado. E falando ele comigo esta palavra, eu estava tremendo.” (vv 7-11). Então me disse: Não temas, Daniel, porque, desde o primeiro dia, em que aplicastes o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras” (vv 12). Daniel aplicou-se a partir de um momento em que a citação situa de, primeiro dia, em que ele começou por querer entender o que se - 121 -


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iria passar, e ele o fazia aplicando o seu coração à compreensão e ao jejum. Nesta passagem, Deus explicou a Daniel o que se iria passar em vários acontecimentos, alguns durante a sua vida, e muitos outros para o futuro. Entre outros, Daniel foi informado que no fim dos tempos, uma época terrível acontecerá, como nunca houve outra. Daniel ficou a saber e escreveu, aquilo que Jesus Cristo quando esteve entre os homens recordou. Daniel disse: “ (…) E haverá um tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nações, até àquele tempo. Mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar inscrito no livro da vida. (Daniel:12:1) Mas nem tudo Daniel entendeu, porque tal como a marca da besta, havia um tempo para a sua compreensão. Numa dessas ocasiões, ele acrescentou: “ Eu, pois, ouvi, mas não entendi, por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas. E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim” (vv 8,9). Mas uma questão pode surgir! Se Deus não deu a Daniel a compreensão, então quem iria receber essa compreensão? Mas Deus deu a resposta a Daniel, ao dizer: “ Muitos serão purificados, e embranquecidos, e provados, mas os ímpios procederão impiamente, e nenhum dos ímpios entenderá, mas os sábios entenderão” (vv 10) Serão então os sábios, segundo Deus, que entenderão. Então quem serão esses sábios? O livro dos provérbios, diz quem serão, ao dizer: “ O temor do Senhor, é o princípio da ciência, os loucos desprezam a sabedoria e a instrução.” (Provérbios. 1:7) “ O temor do Senhor, é o princípio da sabedoria. Bom entendimento têm todos os que lhe obedecem, o seu louvor permanece para sempre”. (Salmo 111:10). São estes que terão essa compreensão. Se na verdade a grande maioria da humanidade ainda não entendeu até aos nossos dias, é uma boa questão a meditar. A marca ou o sinal da Besta, é a marca de um homem. Assim sendo, terá que haver alguém, cuja personagem ou o seu nome, seja comparado, calculando. Muitas opiniões têm surgido, mas na verdade em nada correspondem ao nome, ou a uma determinada personagem. Há quem imagine, que se trata, com a facilidade dos nossos dias, de um chip, que será introduzido na pele de cada homem. Outros associaram esta marca a - 122 -


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um código de cartão de crédito que será imposto, outros ainda, a um eventual código de barras, e por aí adiante. Mas se recordarmos o versículo bíblico, ele diz-nos que se trata de um número de um homem. Então será melhor colocar qualquer especulação de parte, e irmos procurar encontrar esse alguém, que sendo homem, é também catalogado de besta. Por isso, essa marca terá que estar associada a alguém, que possa eventualmente estar relacionada com esse sinal. Existem ainda nos nossos dias, muitas pessoas que aprenderam, que, além dos nossos números que hoje são utilizados em todo mundo, outros existiram no passado. Antes que os números fossem aceites no mundo Ocidental no século 13, as letras do alfabeto, correspondiam também a números e a nomes. Assim, qualquer nome poderia ter também um valor numérico. No alfabeto romano, aquele que nos é mais familiar, também ali o processo é o mesmo, tendo como exemplo: I = 1, V =5, X =10, C =100, L =500, M= 1000 etc. Sabemos que a Bíblia, foi escrita em Hebreu e em Grego, e as duas línguas utilizavam o mesmo sistema. Era pois fácil, no passado, dar um nome a um homem, utilizando a numeração romana, grega ou hebraica. Assim, temos aqui o primeiro elemento que nos pode aproximar do sinal, ou do nome da besta. Mas foi ela no passado, ou será no futuro? O mais lógico é que sejam os dois tempos. Simplesmente, porque, como vimos anteriormente no livro Apocalipse, diz: a besta que foi, que já não é, mas que virá. Por conseguinte, será algo que virá, mas que também já foi. Agora, é somente questão de encontrar esse alguém, que já foi, e associá-lo ao que há-de vir, e não será difícil. Existiram alguns homens, que poderão ter sido esse protótipo do que aparecerá nos fins dos tempos, que será reconhecido através desse sinal que irá impor. Isto, porque, como já analisado, ninguém poderá comprar nem vender, sem ter a sua fidelidade, ligada a essa marca, ou a esse nome. Uma boa parte das Escrituras e sobretudo o Novo Testamento, foi escrito na língua grega. Uma literatura interessante referente a este assunto, terá sido no passado escrita pelo fiel Policarpo, o qual foi discípulo do apóstolo João, e foi um fiel defensor da doutrina original do Cristianismo: Nos seus escritos, este homem, chegou mesmo a grandes divergências com os chamados defensores desta religião, em Roma, mas que na prática, tais homens estavam em contradição com Policarpo, e com as Escrituras ao mesmo tempo. Estes homens, tinham já a sua sede em Roma, mas a Igreja - 123 -


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de Deus, nunca teve nem nunca terá ali a sua sede. A discórdia entre os seguidores dos apóstolos e a futura igreja romana, era pelo facto, entre outras coisas, a causa da data e da forma como e quando celebrar a Páscoa. Bem como pelo verdadeiro dia de repouso, que desde a criação do homem, Deus estabeleceu para sempre. A doutrina que Policarpo aplicava na Igreja de Deus, terá sido guardada por escrito por Iréneus, que viveu durante o século 2º, ainda que não tenha sido inteiramente fiel para com os seus próprios escritos. Este último foi um dos considerados pais da Igreja Católica. Segundo Policarpo, o número 666, o nome da besta, pode ser encontrado somando na língua grega, simplesmente a palavra: “Lateinos” Que em português, será Latino, ou: homem romano. Quer uma forma quer outra, elas ajustam-se à mesma personalidade. E, como latino ou romano, apoia plenamente “ O Império Romano”, parece estarmos no caminho certo. Como? Simplesmente escrevendo cada letra de Lateinos, e dando a cada letra, o respectivo equivalente em numeração grega. Assim, e seguindo a ordem literária, o L tem o valor de 30, – o A = 1 o T = 300 o E = 5 o I = 10 o N = 50 o O = 70 e o S = 200 -- Total = (666). Aqui encontramos as raízes do velho império Romano. Esta é uma possibilidade, mas existem outras que permanecem ligadas à mesma entidade. É importante realçar aqui, que os gregos tinham por costume referirem-se ao império romano, classificando-o de “Reino Latino”, que tem também o mesmo valor numérico. Segundo a história da humanidade e os impérios que nos são conhecidos, nenhum outro em língua Grega, tem o mesmo resultado matemático. Sabemos também, que o livro Apocalipse foi originalmente escrito em grego, esta língua que era falada pelas Igrejas gregas da Ásia Menor. Outra possibilidade, gira em torno do nome do imperador: Neron Kaesar, (Nero César), que terá falecido cerca de 25 anos, antes de João ter escrito o livro Apocalipse. Na forma grega quando chamado em números hebreus, o seu valor numérico adicionado, é também, 666. O fundador da Roma antiga, terá sido Romulus, do qual deriva o nome de Roma, ou romano. Em Hebreu, o seu nome em latim: Romvlvs, e em hebreu, escreve-se Romiit. Em adicionadas estas letras em números hebraicos, têm igualmente o valor 666. (resh = 200, vau = 6, mem = 40, yod = 10, yod = 10, tau = 400). Total: 666. Quer em hebreu quer em grego, as duas línguas na qual foi escrita a Bíblia, totaliza 666. Mas não devemos esquecer e isto é muito importante, que o único império que está destinado a ressurgir, é o império romano. - 124 -


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Não obstante ter morrido, Nero foi uma cópia, do imperador que háde voltar. Nero, foi um dos imperadores mais indesejáveis. Antes de subir ao poder, fez muitas promessas de reformas constitucionais, e o regresso “ à idade do ouro” dos Augustos. Nero e as suas promessas, traduziram-se em comportamentos de um homem terrivelmente cruel. Numa atmosfera de intriga e conspiração, abusou do seu poder e ordenou a primeira perseguição aos cristãos. Como já dito e de acordo com (Apocalipse 13), a besta que subiu do mar, que é o poder civil e a que subiu da terra, que é o poder religioso. Estes serão unidos pelo mesmo espírito, o de Satanás, (vv 4) e as suas decisões serão apenas uma. Será então decretada ainda uma adoração universal (vv 8). Assim se entende que o império será por assim dizer misto, e o que um decretar, o outro aprova. Então que espécie de marca receberão, os que aceitarem adorar e servir a besta no seu comportamento anticristão? Esta acção ou decisão, como todas as outras, partem de dois pontos. Do intelecto, e das mãos. Ou seja que o nosso cérebro, direccionado e localizado na nossa cabeça, a que habitualmente chamamos: Fronte. É dali que por sua vez são transmitidas as informações, que leva qualquer ser, à execução de um determinado trabalho ou de uma decisão. Esta realidade permite-nos entender, porque motivo a Bíblia nos diz, que essa marca será do domínio mental, ou em acção Mas qualquer trabalho, só é executado, quando tal decisão é transmitida pelo cérebro. Assim se entende, porque motivo estes dois elementos estão na profecia, ao dizerem-nos que essa marca será nas suas testas ou nas suas mãos (vv 16). Haverá nos nossos dias algo, que nos permita descortinar alguma coisa que possa ser aproximado com esse sinal que já foi implantado há muitos séculos, que hoje não é obrigatório, mas que virá a ser? Ou será algo de novo? Na realidade e tal como disse Salomão, não há nada de novo, o que é, já o foi no passado, e o que já passou é o que há-de vir. No livro de (Daniel,7:25) ele anuncia uma profecia, que foi vivida desde muito cedo na era cristã, umas vezes mais acentuada do que outras. Como a história relatou, e muito bem, existiu desde muito cedo na era cristã, uma grande intolerância para com as diversas religiões. No que diz respeito à religião cristã, ela terá tido o seu ponto mais grave, por volta do ano 70, quando Roma perseguiu e matou milhares de cristãos e até outros, e destruiu o templo de Deus em Jerusalém, - 125 -


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devido às várias tentativas de revolta por parte dos judeus na Judeia. A conclusão de todas essas tentativas por parte dos judeus, terminaram nessa época, por volta do ano 135, mas o resultado foi um massacre. Mesmo a Igreja de Deus, recentemente fundada, não foi poupada, ainda que não tivesse parte activa nessas revoltas. Aliás, foi por causa da sua considerada passividade por parte dos judeus revoltosos, que os judeus convertidos, foram considerados traidores pelos seus irmãos judeus, pelo facto de não colaborarem com eles nas revoltas contra Roma. Mas a Igreja de Deus, nunca pôde nem ainda pode, como Igreja, juntar-se a qualquer movimento revoltoso. Essa proibição foi dada por Cristo em várias ocasiões, e sobretudo no Sermão da Montanha. E ao longo da sua história, essas mesmas instruções foram escritas nas Escrituras, e qualquer cristão, digno desse nome, tem obrigatoriamente que as respeitar. Caso contrário, entra em contradição com as instruções de Deus. Por isso, nunca os judeus convertidos ao verdadeiro cristianismo, podiam participar a esses actos de revolução. Mas a perseguição à Igreja de Deus, foi uma constante durante muitos séculos. Por vezes, não eram somente eles que eram perseguidos, porque era sempre difícil conseguir distinguir quem era professo de uma ou de outra religião. Isto, porque, todos os que não aderiam à autoridade de Roma, quer civil quer religiosa, eram considerados insurrectos. Daí a perseguição geral. Mas, no que diz respeito aos cristãos, qual era a razão para não se submeterem às instruções de Roma? Era somente na parte religiosa. Porque na parte civil, a Igreja tem muitas instruções, em que exige que os seus membros respeitem toda e qualquer autoridade civil, salvo raras excepções. Então qual era a causa da não submissão da Igreja de Deus, para com a Igreja de Roma. Evidentemente, que a causa era religiosa. (Atos.5:29). A Igreja de Deus, se é que quer continuar a ser a Igreja de Deus, terá infalivelmente que submeter-se às instruções divinas, e isso, foi o que a Igreja de Roma, muito pouco ensinou. Entre tantos pontos, existia um ponto principal, que tal como ainda nos nossos dias, faz distinção entre a Igreja de Deus, e as outras igrejas dispersas pelo mundo. Mas que sinal é esse? Como a história muito escreveu, e que vai simplesmente confirmar a Bíblia, Deus ao terminar a sua criação, deixou para a humanidade a marca da Sua criação, ao criar um dia de repouso, que desde então e para sempre, iria identificar o Criador de todas as coisas. Foi por isso que tornou - 126 -


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diferente esse dia, «Santificando-o». Segundo o termo, colocou-o à parte, tornou-o especial por uma razão especial. Como explicado noutras literaturas disponíveis gratuitamente, esse dia teve desde sempre o significado especial para Deus e para o seu povo já no Antigo Testamento, e tê-lo-á no futuro para toda a humanidade. Mas desde muito cedo este sinal de Deus para todos os homens, foi rejeitado por eles. Daí, a ignorância desta bênção para toda a humanidade, sem a qual a humanidade não tinha razão nenhuma para ter sido criada, pois não haveria futuro para ela. Mas haverá! Mas Deus, não somente criou a humanidade, como ainda, apesar da sua rebelião, colocou diante dela uma oportunidade de salvação, que a humanidade pensa saber. Que significa este dia de repouso, e qual foi ele?

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A MARCA DE DEUS! Quando o povo de Israel saiu do Egito, ele acampou, segundo as instruções de Deus, junto ao Monte Sinai, o povo de Israel encontrava-se a caminho da terra prometida: Ali Deus num momento muito especial disse: «Lembra-te do dia de Sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia, é o dia do Senhor teu Deus. Não farás nenhuma obra. Nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o animal que estiver dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou. Portanto, abençoou o Senhor o dia de Sábado e o Santificou» (Êxodo.20:8-11) Este foi o sinal que Deus deu aqui ao seu povo. Ora, é esta a razão, segundo muitas opiniões, que levou e ainda leva a humanidade a rejeitar este dia como dia de repouso para si, e cada um, pela sedução e à sua conveniência, adoptou outro. Porquê esta rejeição? Simplesmente, porque a humanidade não se vê como pertencente ao povo de Israel. Mas esta, não foi a primeira vez que Deus deu este dia de repouso ao homem. A razão principal, é que a humanidade tem dificuldade em entender que este dia especial vem de muito mais longe, tanto assim, que Deus estabeleceu-o santo desde a Sua criação. Uma prova complementar, encontramo-la nas próprias Palavras de Deus, referindo-se a Abraão, quando ainda não existia o povo de Israel. . Por isso, quando ainda não existiam hebreus, já esse dia era santo. Foi isso que Deus ao inspirar a Moisés lhe disse como tinha criado todo o universo. É Exactamente isto que encontramos, no recito da criação. Ali encontramos o seguinte: “ Assim os céus e a terra, e todo o seu exército foram acabados. E havendo Deus acabado no dia sétimo, a sua obra que tinha feito, descansou no sétimo dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou, porque nele descansou de toda a sua obra, que Deus criara e fizera” (Génesis. 2:1,3) Há, porém, quem argumente, que a primeira vez que os Dez Mandamentos foram dados ao homem, terá sido mesmo no Monte de Sinai. E, como os homens não são todos hebreus, tal mandamento não lhes é destinado. Mas a Bíblia afirma que esta opinião é simplesmente uma ideia humana. Aliás, se não houvesse este Sábado para o resto da humanidade, todos os homens que desde Adão nasceram e morreram sem se terem - 128 -


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convertido durante a sua primeira vida ao verdadeiro cristianismo, nunca mais poderiam ter salvação. Existe documentação livre e gratuita sobre este assunto, além da já citada obra. Quando Deus fez as promessas a Isaac, Ele disse-lhe porque motivo, Ele o iria abençoar, e Isaac viveu muito antes dos judeus, e muito antes ainda, a pessoa a quem Deus faz referência. Deus disse a Isaac: «E multiplicarei a tua semente, como as estrelas do céu, e à tua semente darei todas estas terras, e em tua semente, serão abençoadas todas as nações da terra. Porque Abraão (pai de Isaac) obedeceu ao meu mandado, aos meus preceitos, aos meus estatutos, e às minhas leis». (Génesis.26:4,5) Quando Caim matou o seu irmão Abel, Deus disse a Caim, que a partir daí, ele seria maldito, ou amaldiçoado por ter pecado ao matar o seu irmão. O que deixa entender, que a lei já existia. Por conseguinte, todo ser humano que pensar que foi a partir de Moisés no Monte de Sinai que o Sábado e o resto da lei foi dado ao homem, está totalmente enganado. Porque a questão do Sábado, faz parte da base de toda a lei. Foi ao primeiro casal humano, Adão e Eva, no princípio da criação da humanidade segundo as Escrituras nos informam, que Deus fez saber, que existia um código de vida e uma transgressão para a morte. Caso isso não tivesse acontecido, e que a lei tivesse sido dada somente pela primeira vez, no Monte de Sinai, então Adão não teria morrido por ter pecado, nem o seu filho Caim tinha pecado, quando matou o seu irmão Abel. Isto para não falar da razão pela qual Deus enviou o dilúvio sobre a terra, nem ainda a destruição de Sodoma e Gomorra. Ora a Bíblia não deixa qualquer dúvida nesse sentido. Assim, toda a humanidade ficou desde então abrangida pelo dever de obedecer à lei de Deus, porque é através dela que Deus permite que a humanidade viva. Quando se entende este ponto tão importante, compreende-se finalmente, quanto é grande o amor de Deus para com o homem, ao ter estabelecido um conjunto de regras, que quando aplicadas na vida de cada um, lhe permite uma verdadeira felicidade. O contrário que temos no nosso mundo, é precisamente, porque o homem desde muito cedo desprezou essas instruções fundamentais. Compreende-se que muita gente pense o contrário, porque a questão da lei e do Sábado, inclusivamente, sempre foi ocultada a quase toda a humanidade, e mesmo ainda hoje, como sendo a marca de Deus para com o seu povo. Não devemos esquecer, que o povo de Deus, foi durante muitos séculos, somente o povo de Israel. Mas depois da morte e ressurreição de Cristo, qualquer homem que abraçar - 129 -


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a verdadeira doutrina de Cristo, passará a ser ele também o povo de Deus. E para que não exista qualquer dúvida que o Sábado será para toda a humanidade Jesus Cristo disse: “ O Sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do Sábado” (Marcos 2:27) Deus não diz que foi por causa dos judeus. Porque motivo Cristo diz que o Sábado foi feito por causa do homem, e não diz que foi feito somente por causa dos judeus? Porque a questão dos judeus, deveria também durar somente um tempo, e esse tempo terminou com a vinda de Cristo. E noutras passagens, Deus diz que não faz excepção de pessoas, embora como bem definido no plano de Deus, Ele estabeleceu um tempo para cada coisa. A partir de então, qualquer homem e de qualquer nação, pode fazer parte do povo de Deus. É verdade que existem condições, mas não existe mais exclusividade para um único povo ou uma única raça. Quando Cristo morreu, o mundo não acabou ali, e muito menos a Sua lei. Antes pelo contrário, com a Sua a morte, abriu uma porta para o futuro e a partir daí, Deus colocou à disposição de toda a humanidade, não somente o Sábado, mas também a compreensão de tantas outras coisas que o homem não aceita. Entre outras, a compreensão que a morte e ressurreição de Cristo, permite a salvação a toda a humanidade. Como já dito, o plano de Deus está estabelecido, mas cada coisa deverá ter o seu tempo próprio. Virá um tempo, que já foi profetizado no Antigo Testamento, em que, quem guardar o Sábado, já nesta vida, terá a possibilidade de ter acesso à casa de Deus em Jerusalém, quando Deus Pai voltar à terra, depois do milénio. (Isaías. 56:6,7) Noutras literaturas disponíveis, está bem explicado, que o Sábado representa o próximo milénio, quando Cristo voltar. É nesse milénio, que a humanidade em geral que sobreviver aos terríveis acontecimentos que se avizinham, se desenvolverá e irá viver, 1000 anos de paz e abundância, numa felicidade que ela nunca imaginou. Esses 1000 anos, são actualmente representados pelo dia tão importante, que agora é rejeitado por quase toda a humanidade,«O Sábado» . O Sábado, este dia especial em cada semana, é um elemento importante que em parte, distingue a Igreja de Deus. É esse o sinal que Deus estabeleceu, para por ele ver realmente quem é o seu povo. Dizse em parte, porque somente guardar o Sábado, não é suficiente, como é explicado nas diversas literaturas que se encontram disponíveis e gratuitas, para quem as solicitar. Quando o povo de Israel caminhava para a terra prometida, Deus fez uma grande promessa, e permite - 130 -


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entender, que Ele não estava limitando a Sua marca, para uma parte da vida dos Israelitas. Mas os israelitas iriam suceder-se ao longo da história. Nesse tempo, é verdade, que o seu povo era Israel, mas Deus via as coisas mais longe, porque Ele sabia que Cristo viria um dia, e que o seu povo seria também de entre os gentios. Assim Deus deu esse sinal para sempre ao dizer: “ Tu, pois, fala aos filhos de Israel, dizendo: Certamente, guardareis os meus sábados. Porquanto isto é um sinal entre mim e vós, nas vossas gerações, para que saibais que eu sou o Senhor que vos santifico” (vos separo). (Êxodo. 31: 13) “ Entre mim e os filhos de Israel (o seu povo) será um sinal para sempre. Porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou e restaurouse.(vv 17). É em grande parte esta passagem, que os sábios deste mundo têm utilizado, para dizerem que não lhes diz respeito, porque não são israelitas. Mas o que nunca disseram esses mestres em religião, é que: Fora de Israel, nunca haverá salvação. E isso não foi no dito no Monte Sinai, mas está na Bíblia, e no entanto também não sabem e muitos não querem saber. A salvação propriamente dita, não vem dos judeus, mas sim de um judeu, chamado Jesus Cristo. É este o ponto importante quando Jesus Cristo falando Dele mesmo, no diálogo com a mulher samaritana, disse: “ Vós adorais o que não sabeis, nós adoramos o que sabemos, porque a salvação vem dos judeus” (João 4:22). Mas este dia especial, o Sábado, que Deus deu à humanidade como o sinal para sempre, nunca o império romano o observou, nem a igreja que ele estabeleceu, no ano 325 no Concílio de Niceia. Mas ela estabeleceu um outro sinal, e será esse o sinal que servirá de marca, para a besta do Apocalipse. Esse sinal ou essa marca, foi o dia de adoração ao deus sol, o domingo, como milhares de livros explicam, livros totalmente alheios à Igreja de Deus. Esse dia que já era adorado, tanto do Egito como na Babilónia, antes da existência do nome judeu, e muitos séculos antes da existência do império romano. Esse dia que a história sinalizou, como sendo o dia do senhor Baal. Mas, por detrás desse deus pagão, existe uma personagem que existe muito antes do estabelecimento desse dia de adoração. Noutras literaturas, existe uma explicação, da forma como esse dia ficou estabelecido para ado- 131 -


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rar um certo deus, que era conhecido por estrela da alva, ou estrela da manhã. Essa estrela, cujo nome era Lucifer, um grande anjo de Deus, que Deus tinha colocado na terra, e governava a terra de então, no Jardim do Éden no Oriente. Ele era chamado estrela da manhã, do latino: portador de luz. E como Satanás se personificou com o deus sol, e como o mundo antigo estabeleceu esse seu dia de descanso e de adoração. Assim, santificam ainda hoje, um dia que os antigos povos santificavam ao deus Baal da Mesopotâmia, esse dia que “substituiu” o Sábado, este último que identifica Deus, como sendo o Criador de todas as coisas. À primeira vista, até pode parecer que o mundo tenha uma certa vantagem. Pelo menos, Satanás, não estabeleceu nenhum código de vida, porque ele é o deus da morte. E assim, o homem poderia até um certo limite, viver sob o seu raciocínio, porque Deus tem o controlo absoluto de todas as coisas, mas Deus iria permitir que o homem vivesse como bem entendesse, seguindo a inspiração de Satanás. E assim, faria o que sempre fez, aquilo que bem lhe lembra, aquilo que temos no nosso mundo. Por outro lado, Deus estabeleceu um código de vida perfeito, mas que o homem rejeitou. O resultado está à vista, ainda que muitos não o vejam. Em conclusão destas duas realidades, cada um olhe para o mundo, e veja se consegue entender a diferença. Lucifer, era inicialmente quando da sua criação, um anjo perfeito, com uma beleza e inteligência extraordinária. Daí o motivo porque Deus lhe outorgou a responsabilidade de governar a terra de então. Mas essa beleza, riqueza e poder, levaram-no à vaidade, orgulho e à ganância, um protótipo de uma grande parte da humanidade. Foram esses elementos que o levaram a convencer cerca de um terço dos anjos que estavam sobre a sua responsabilidade, a tentarem conquistar o trono de Deus, mas Deus não lhe permitiu. Não somente o destituiu do seu lugar de honra e glória, como ainda lhe retirou o Espírito de santidade que Deus tinha nele colocado quando foi criado, daí a razão porque ele passou a ser um ser espiritual maligno. Também o seu título de estrela da manhã lhe foi retirado e passou a ser Satanás, o diabo, ou ainda o adversário. Mas ele, por outros meios, usurpou para si essa adoração que lhe é oferecida em cada semana pela humanidade, por esta desconhecer esta trágica história. Não é pois, de admirar, que a humanidade viva desta forma, porque Satanás enganou a humanidade desde quase a sua criação. Os - 132 -


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livros de Ezequiel e Isaías em particular, detalham um pouco mais a criação e a queda de Satanás. O Criador do Sábado santo diz: «E foi precipitado, o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo mundo. Ele foi precipitado na terra, e os seus anjos (demónios) foram lançados com ele» (Apocalipse.12:9). Noutra passagem diz: «Nos quais o deus deste século, (Satanás) cegou os entendimentos dos que não crêem, para que lhes não resplandeça a luz do Evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus» (2 Coríntios.4:4). E o apostolo Pedro conclui esta análise dizendo: «Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar» (1 Pedro: 5:8) É este deus, que é adorado com essa marca, em cada dia de domingo, cuja adoração será imposta dentro de pouco.

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O DIA VENERÁVEL DO SOL, E O QUE DIZ A HISTÓRIA! Esta questão da substituição do Sábado pelo domingo, é muito antiga, e porque poucas pessoas se interessam por saber a verdade bíblica, são muito poucas que procuram encontrar o motivo, porque o grande numero de pessoas faz aquilo que vê fazer a outros. E partem do princípio que: o que foi bom para os seus pais, para os seus avós, e para muitos outros antes deles, também deve ser bom para eles mesmos. Mas em matéria de religião, nada pode estar mais longe da verdade. Mesmo assim, uma realidade permanece. Raros são os que procuram saber que espécie de religião professam ou qual a sua proveniência, mas também é verdade, que é um assunto pessoal. Assim acontece com a questão tanto do Sábado como do Domingo. O Sábado encontra-se dentro das Escrituras, repetido várias vezes, como sendo um dia especial, e sobre o qual repousa um grandioso projecto, enquanto que o domingo, existe também algumas vezes, mas a sua utilidade é totalmente oposta enquanto que observância. Mas só porque a Bíblia fala poucas vezes no domingo, não significa que não exista muita informação sobre o Domingo. Isto da parte de muitos historiadores, que sabem de onde vem a origem entre os homens, da celebração do domingo. Mesmo assim, é sempre muito importante analisar, qual é proveniência de tais escritos, porque é importante que sejam provenientes de departamentos independentes e credíveis, sem serem influenciados por qualquer credo. Entre vários escritos, podemos tomar como exemplo a Enciclopédia Britânica, que geralmente é conhecida em todo mundo, como uma obra de confiança. Sobre a questão do Sol invicto, ela diz que as marcas de contraste das misteriosas religiões antigas, era a veneração, ou a adoração do sol. Na antiga Babilónia, o primeiro dos quatro império do mundo, os reis exerciam-se como altos sacerdotes de Bel-Marduk, o deus sol. «Pegar a mão de Bel-Marduk, era em parte a cerimónia integrante de inauguração real na Assíria e Babilónia». (Enciclopédia Britânica, Religião - Babilónia e Assíria 11ª Edição) . O solstício de Inverno, era uma festa celebrada como sendo o nascimento do sol. Como a humanidade sempre soube que o sol é fonte de vida, é natural que os antigos na sua ignorância das Escrituras, tenham consagrado o sol como um deus. Porque na verdade sem sol, - 134 -


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também não haverá vida, assim como sem Deus, pois é Ele o seu Criador. Mas é importante saber, que Satanás sabia que O Messias viria um dia, e Ele seria a verdadeira luz do mundo, e que sem Ele, também não haverá vida. A grande diferença, é que, enquanto o sol tem uma duração limitada por Deus e destina-se a permitir vida física, Jesus Cristo, dará a vida eterna. Mas, mesmo assim, Satanás inspirou os homens a fazerem uma analogia do nascimento do sol, com o nascimento de Cristo. Mais adiante veremos quando nasceu Jesus Cristo. Quanto ao sol, o mundo necessita do calor do sol, assim lhe celebravam uma festa de boas vindas. Daí o seu comportamento que se prolongou até aos nossos dias. Essa festa era celebrada no dia mais pequeno do ano. Eles sabiam que a partir daí, o sol iria a encontrar-se cada dia mais alto, e desta forma a oferecer mais calor. Calor que sem ele não há vida. Por isso as antigas religiões adoravam vários deuses, e este era mais um. Esta foi a origem da celebração do sol, que era e ainda é feita dissimuladamente, no dia 25 de Dezembro. Essa cerimónia, e não é nada de novo, era feita através de uma árvore verde, onde por tradição, expunham ofertas suspensas nessa árvore, em gesto de agradecimento. Infelizmente, não eram somente as religiões pagãs que assim agiam. Mesmo o povo de Israel, costumava fazer ofertas sacrificiais, debaixo de árvores verdes, tradições que aprendiam com os povos, no meio dos quais eles passavam a viver, sempre que eles eram levados cativos para fora da sua terra. Daí, certamente a razão, pela qual Deus ordenava muita vez, que os bosques em volta do local de residência do seu povo fossem arrancados, para evitar que esse género de comportamento viesse a ser contagioso para o seu povo. A esse respeito e para que isso não acontecesse, Deus mandava destruir tudo, antes do seu povo entrar na terra prometida. Ele disse: “Totalmente destruireis todos os lugares, onde as nações serviam os seus deuses, sobre as montanhas, e sobre os outeiros, e debaixo de toda a árvore verde” (Deuteronómio. 12:2) Não foi só a adoração pagã proveniente de Babilónia que realçou o sol, mas também as religiões provenientes do Egito, onde existia um templo dedicado a Ramom- Ra, o deus sol. Foi ali que Alexandre Magno, foi proclamado - 135 -


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filho real do deus sol, além da Pérsia, da Grécia e bem entendido, Roma. Mas é uma certeza, que estes países assim como todos os que actualmente professam o cristianismo, todos o fazem por uma herança do passado. Na Pérsia, o império sucessor da Babilónia, a maior parte das pessoas, adoravam Mitra, o deus da luz. Contudo, como resultado da influência babilónica, Mitra veio a ser identificado com o deus sol da Babilónia. Os gregos, na Ásia Menor, identificaram Mitra, com o seu antigo deus Hélios, e o culto ao sol, espalhou-se para o Ocidente, com o nome de Júpiter, sendo Roma, sem a menor dúvida, o ponto de encontro para uma grande quantidade de deuses pagãos. Por vezes o seu nome variava, mas o deus era e é sempre o mesmo. Nos dias anteriores ao império, havia um culto devotado ao sol, o Astro-rei. Durante o império, era o imperador que era o foco dessa adoração, daí, muitas vezes a sua deificação. Segundo a Enciclopédia Britânica sobre a rubrica (Mitra: 11 edição) Mitra foi identificado como sendo o (sol invictus), sol invencível, e ter-se-á tornado, o dador de autoridade e da vitória imperial. Outra literatura de confiança, é o Dicionário Clássico de Lemprier, que declara que o sol, o deus sol de Roma, era adorado como Baal, ou o deus Bel dos babilónios. (pág. 590). Na Síria, existe talvez ainda nos nossos dias, uma pequena aldeia, chamada Baalbek, que será o resto das ruínas de dois templos, outrora o orgulho de Heliópolis, a cidade Greco-Romana do deus sol. De acordo com o historiador Wil Durant «Augusto, criou ali uma pequena colónia, e a cidade cresceu como lugar sagrado de Baal, o deus sol. Sob o imperador Antoninun Pius e seus sucessores, arquitectos e engenheiros romanos, gregos e sírios, construíram no lugar de um antigo templo fenício de Baal, um imponente santuário a Júpiter Heliopolitanus». (Volume. 2:- pág- 511). «Num outro importante templo pagão de adoração ao sol em Héliopolis, no Egito, ergueu-se um obelisco consagrado ao deus sol. Cerca de 40 anos mais tarde, o imperador romano, Calígula, transferiu-o do Egito para Roma, sendo erguido no monte Vaticano. Em 1586, por ordem do papa Xistus V, este antigo obelisco pagão, (de cerca de 320 toneladas e de 25,3 m de altura), trazido do Egito e erguido num primeiro tempo no monte Vaticano, foi deslocado para um outro lugar perto dali, e encontra-se desde então, na Praça de S. Pedro, mesmo em frente da basílica com o mesmo nome. Assim, a adoração ao sol e seus símbolos, foram adoptados pelo império romano a partir dos seus predecessores, e legados ao mundo Ocidental» (Worlrl Re- 136 -


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ligions from Ancien History to the Present) (As Religiões desde a História Antiga ao Presente). «É natural que, como o centro de gravidade do império romano se deslocou para Leste, que a adoração ao sol crescesse em dimensão e poder. Era forte a propaganda imperial. A casa dourada de Nero, era uma apropriada residência para o sol, e Antoninus, outorgou ao sol honras especiais. A adoração à marca do império romano, tornou-se dominante sob a dinastia de Severana. Ele era representado com uma característica barba de Severus, e o imperador intitulou-o de INVICTUS. (invencível), o qual era o ímpeto peculiar do sol. Era este símbolo supremo, o elo de unificação e reunidor para todo o império (…) Em 274, Aureliano, estabeleceu o deus sol, como o deus supremo do império romano» (Geoffrey Parrinder. Pág. 175). Aureliano, imperador romano, 214-275, atribuiu muito do caos moral e político de Roma, à desunião religiosa do terceiro século. Ele procurou unir todo o império, em torno da adoração ao sol, e do vigário (substituto) divino na terra (…). Ele ergueu um resplandecente templo ao sol, em Roma, no qual esperava que o deus Baal de Emesa e o deus Mitraismo se unissem. (…) Aureliano avançou esse orientalismo da monarquia, a qual se completaria com Dioclencio, e Constantino. (Wil Durant, V-9, páginas, 307308) Constantino, considerado o primeiro imperador romano, cristão, tal como já vimos, foi ele próprio um devoto do seu deus sol. «Na verdade a cristandade do imperador foi ambígua. A sua família devia fidelidade tradicional ao deus sol. A famosa lenda da visão da cruz, quando ele marchava em Roma, apareceu-lhe vinda do sol. O sol, era cunhado nas suas moedas ao longo da década e no seu arco celeste em Roma, e a sua própria estátua em Constantinopla, sustém a coroa raiada do deus sol». (Parinder. Pág. 175) Para que esse deus não viesse a ser esquecido com o tempo, o império romano atribui-lhe um nome, que permanece ainda nos nossos dias. (Domingo) ou Sunday (dia do sol) em inglês. A semana de sete dias que existe, teve a sua origem na criação,(Génesis. 2:1-3), mas os homens, alteraram para a humanidade quase em geral, a formula, substituindo a numeração, por nomes pessoais. Deus criou-os, dando-lhes a ordem numérica de: primeiro, segundo terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo. Mas os homens deram-lhe nomes como: Sol, Lua, Marte, Mercúrio, Júpiter, Vénus, e Saturno. - 137 -


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Todos, nomes de divindades pagãs, que na realidade são planetas, que as religiões mais antigas já adoravam. O que pode parecer admirável, é: como é que um império grandemente evoluído, utilizou tais elementos pagãos? Mas na realidade, não tem que causar qualquer admiração, porque o que o império fez, foi atribuir-lhe, supostamente um nome cristão a essas crenças e práticas, que eram celebradas pelos povos que o império conquistou. Isto, foi com certeza, uma atitude inteligente, humanamente falando, porque isto lhe permitia um apaziguamento entre as diversas culturas que compunham o seu domínio. Quanto ao respeito por Deus e pelas suas instruções, nunca estiveram na ordem do dia das preocupações do império, ele, que na verdade era gentio como os povos que conquistou, e assim permanece até aos nossos dias. A Enciclopédia Britânica registou: «O primeiro reconhecimento da observação do domingo, como uma obrigação legal, aparece na constituição de Constantino, no ano 321, ordenando a obrigação de todos os tribunais, habitantes das cidades e oficinas, repousarem ao Domingo». «Venerabili die solis» (Domingo: 11ª edição). Com esta expressão latina, mais propriamente traduzida, por: “Venerável dia do sol”. Constantino identificava o primeiro dia da semana, com o dia que desde tempos antigos, por costume pagão, era dedicado ao sol. Foi assim que este “cristão,” professo adorador do sol, infamou o tão apregoado “ Dia do Senhor” da cristandade. O historiador Wil Durant, declara: «A natureza séria do Sábado judaico, foi transferida para o domingo cristão, que o substituiu no século 4º» (pág. 599). Os verdadeiros apóstolos e o povo de Deus, em geral, sempre guardaram o respeito e veneração por Deus, ao guardarem o sétimo dia da semana, o Sábado. Outra coisa não podia ser, visto que não existe qualquer informação dentro das Escrituras, que permita qualquer alteração neste sentido. Embora existam muitas distorções sobre este sujeito, e uma incompreensão por parte dos defensores desta alteração, mas que somente a eles diz respeito. Assim, a Igreja de Deus continua a guardar o Sábado santo, tendo início na sexta feira à tarde, pelo pôr do sol, e vai até ao pôr do sol do dia de Sábado. Outro historiador, escreveu: «podem ler-se as Escrituras de uma ponta até à outra, desde Génesis até ao Apocalipse, que não se encontra uma única citação, autorizando que o Sábado dê lugar ao Domingo. As Escrituras fazem cumprir a observação religiosa do Sábado» (James Cardinal Gibbons, The Faith of our - 138 -


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Fathers, 1917 The Church). Mas por outro lado, em oposto, existe: Por volta do ano 364 no Concílio católico de Laodiceia, foi estabelecida a seguinte ordem: «Os cristãos, não podem judaizar, descansando ao Sábado. Devem trabalhar nesse dia. Antes pelo contrário, devem honrar o dia do senhor, Domingo, repousando como cristãos. Mas se alguém for encontrado judaizando, seja excomungado de Cristo» (Nicene and Post-Nicene Fathers, vol. 14: pág. 18). Isto era verdadeiramente uma sentença de morte para os fieis servos de Deus.

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A Marca Misteriosa! Parece agora ser mais claro, qual será a marca que será imposta no futuro. Essa marca será imposta, o que tornará mais difícil a vida de todos os que na sua fidelidade para com o Deus Criador, ao insistirem na observação do Sábado. É verdade que o povo de Deus, de acordo com a profecia que a este assunto se refere, vai encontrar certamente várias dificuldades, mas elas sempre existiram ao longo da história da Igreja de Deus. Ainda que nas últimas décadas, a tolerância seja uma realidade, mas no futuro, as coisas não serão assim. Nem para a Igreja de Deus, nem para qualquer outra Igreja. É isso que diz o apostolo João no livro Apocalipse. Mas pelo menos uma parte da Igreja de Deus, será protegida, Deus tem em reserva um lugar de refúgio. «E quando o dragão (Satanás) viu que fora lançado na terra, prosseguiu a mulher (igreja) que dera a luz o varão (Jesus Cristo). E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para voar ao deserto (refúgio) ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, tempos, e metade de um tempo» (3 anos e meio) (Apocalipse. 12:13.14) «E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que se levanta pelos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nação, até àquele tempo, mas naquele tempo livrar-se-á do teu povo, aquele que se achara inscrito no livro». (Daniel. 12:1) Mas haverão alguns que não farão parte deste grupo. A Bíblia explica, que a perseguição, será mais ou menos na mesma ocasião, e que alguns irão morrer pela verdade. Ainda assim, será uma grande bênção para aqueles que forem achados dignos de morrer pela verdade das Escrituras, (Mateus. 10:18 – 5:10). Isso significa que permaneceram na sua fidelidade para com Deus, e é isso o mais importante para qualquer homem. É ter a certeza que à vinda de Cristo, irá ao Seu encontro para com Ele estabelecer o Reino de Deus sobre a terra e viver com Ele para toda a eternidade. Falando dos muitos que ao longo da história morreram pelas mesmas razões, e que assim mostraram o seu amor pela Palavra de Deus e ao mesmo tempo por Deus, o apóstolo Paulo disse: «Como está escrito: As coisas que o olho não viu, e o ouvido não ouviu, e não subiram ao coração do homem, são as que Deus preparou, para os que o amam» (1 Coríntios. 2:9). Jesus Cristo disse: «Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o - 140 -


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que me ama. E aquele que me ama, será amado do meu Pai e eu o amarei e me manifestarei a ele. (…) Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada» (João 14:21,23) Ou seja, que, será qualquer coisa de tal modo grande, que ainda até hoje, nenhum homem viu nem ouviu, nem sequer esteve no seu coração. Isto é o mais importante para o verdadeiro cristão. A vida actual, é importante é verdade, mas ela é de um valor relativo, quando comparada com a vida eterna ao serviço de Deus, depois da sua ressurreição. Foi esse o objectivo de todos os que são mencionados na carta aos Hebreus ao capítulo 11, e muitos outros. Então e os outros homens, que não aceitarem a marca de Deus, o Sábado, mas pelo contrário, serão obrigados a aceitar a marca da besta, o domingo? Bem! pelo menos, não serão perseguidos pela besta por esta causa. Isto é fácil de entender. Mas qual será o seu futuro? Viverão felizes e em paz? Acabámos de ver já pela segunda vez no livro de Daniel, que esse tempo será um tempo de angustia como nunca existiu outro. Como nos dizem as Escrituras, a terra será mergulhada na maior desgraça da sua existência. Haverá muita guerra, muita fome, muitas doenças, muitos tremores de terra, muitos desastres naturais, muita insegurança, etc. As profecias testemunham! Será de tal modo grande a mortandade e o medo, que o vivos deixarão de enterrar os mortos, tal será a quantidade de mortos e o temor dos vivos para se ocuparem dos mortos. Quem tiver dúvida, dê uma olhadela no livro Apocalipse, porque o que ali está escrito, acontecerá. Tão certo, como o sol que se levanta e se põe em cada dia. As profecias, não são um jogo de palavras, elas são reais. Pensa-se que será bom, dar aqui um pequeno esclarecimento quanto ao sinónimo de, profecias. Geralmente, este nome é muito vulgar, e na verdade, muitos falam nele. Há, até quem pense, que só porque são profecias, são acontecimentos que não terão possibilidade de ser alterados. É verdade que entre os homens, isso é impossível, mas como diz a Bíblia, a Deus tudo é possível. Outros acham que elas são a causa de todos os sofrimentos, porque na verdade são elas que os anunciam. Mas como já vimos várias passagens em diferentes profecias, elas não anunciam somente os sofrimentos, ainda que seja verdade que Deus dá a co- 141 -


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nhecer esses tempos terríveis através das profecias. Mas para os que vêm com maus olhos as profecias, podem vê-las como uma grande bênção. É aqui que está a grande vantagem de ter-mos as profecias que anunciam tais acontecimentos. Desta forma, o homem só é apanhado de surpresa se quiser. Ou seja que: se o homem prestar atenção àquilo que elas anunciam, e que faça a sua parte para se afastar desse caminho indesejável, que terá como retribuição o cumprimento das profecias, ele não tem que passar por eles. Lembram-se do caso de Ninive? Ninive era a maior cidade dessa época, e eram geralmente povos inimigos de Israel. Por esse motivo, é que Jonas tentou fugir de diante de Deus, para não ir pregar àquela cidade, porque Jonas preferia que Deus destruísse aquela cidade, porque eles eram inimigos do povo de Jonas, Israel. Mas Deus, é um Deus de amor que ama todos os homens, independentemente da sua cor ou nacionalidade. Foi por isso, que Ele ofereceu o seu Filho Jesus Cristo, para que qualquer homem que O aceite por seu Salvador, venha a receber pelo Seu sacrifício, o perdão dos seus pecados e por fim a vida eterna. Assim fez com os habitantes de Ninive, embora neste caso se tratasse de salvar a vida física desta cidade. Quando mais tarde Deus se dirigiu a Jonas, já no fim da pregação de Jonas naquela cidade, e de o povo de Ninive se ter convertido do seu mau caminho, Jonas teve a ousadia de replicar com Deus, e disse-lhe: «Mas desgostou-se Jonas extremamente disso, e ficou todo ressentido. E orou ao Senhor, e disse: Ah! Senhor! Não foi isso que eu disse, quando ainda estava na minha terra? Por isso me preveni, fugindo para Társis (Espanha), pois sabia que és Deus piedoso e misericordioso, longânime e grande em benignidade, e que te arrependes do mal. Peço-te pois, ó Senhor, tira-me da minha vida. Porque melhor me é morrer do que viver. E disse o Senhor: É razoável esse teu ressentimento? Então Jonas saiu da cidade, e assentou-se ao oriente da cidade, e ali fez uma cabana, e se assentou debaixo dela à sombra, até ver o que acontecia à cidade». Jonas, ainda que tivesse ido avisar os habitantes da cidade da sua prevista destruição, e vendo que ela ainda se mantinha de pé, alimentava uma esperança que Deus mudasse de ideia e a destruísse, por isso esperou. E fez o Senhor nascer uma aboboreira, que subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra à sua cabeça, a fim de o livrar do enfado, e Jonas se alegrou em extremo, por causa da aboboreira. Mas Deus enviou um bicho, no dia seguinte, ao subir da alva, o qual feriu - 142 -


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a aboboreira, e esta se secou. E aconteceu que, aparecendo o sol, o sol feriu a cabeça de Jonas, e ele desmaiou, e desejou morrer, dizendo: Melhor me é morrer do que viver. Então disse Deus a Jonas: É acaso, razoável que assim te enfades por causa da aboboreira? E ele respondeu: É justo que me enfade, a ponto de desejar a morte. Então disse o Senhor: Tiveste compaixão da aboboreira, na qual não trabalhastes, nem a fizestes crescer, que numa noite nasceu, e numa noite pereceu. E não hei-de eu ter compaixão da grande cidade de Ninive, em que estão mais de cento e vinte mil homens, que não sabem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda, e também muitos animais? (Jonas. 4: 1-11) Assim pode acontecer com qualquer homem que se desvie do caminho deste mundo oposto às instruções de Deus, como fizeram os habitantes de Ninive. Este mundo desde o seu nascimento tem sido enganado por Satanás. É verdade que a grande maioria, está exactamente como os habitantes da cidade de Ninive sem saberem discernir entre a sua mão direita e a sua mão esquerda. Mas a cidade de Ninive foi poupada, simplesmente porque deu atenção à pregação de Jonas. E as Escrituras dizem-nos que Deus é o mesmo, o de ontem, o de hoje e eternamente. Assim, as profecias são como um toque de alarme, mas poucos se interessam por esse aviso. Num tal comportamento, é normal que muitos se façam a si mesmos vítimas desses sofrimentos, e vejam as profecias da forma que as vêm. Mesmo que o resto da humanidade não respeite o Sábado, submetendo-se à imposição romana e à sua marca, e por conseguinte não venham a ser perseguidos pela besta do Apocalipse, pensais que irão viver em paz? As Escrituras garantem, que o seu tormento será como jamais existiu outro, desde que o mundo existe. Vejamos apenas algumas passagens dessas profecias. “ E subiu da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhante a um cordeiro, (poder religioso) e falava como o dragão.(Satanás) E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença, e faz que a terra, e os que nela habitam, adorem a primeira besta, cuja chaga foi curada. E faz grandes sinais de maneira que até fogo faz cair do céu à terra à vista dos homens. E engana os que habitam na terra, com sinais que lhe foi permitido que fizesse em presença da besta, dizendo aos que habitam na terra, que fizessem uma imagem à besta - 143 -


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que recebera a ferida da espada e vivia. (Império romano 476- 554). E foi-lhe concedido que desse espírito à imagem da besta, para que também a imagem da besta, (estátua memorial) falasse, e fizesse, que fossem mortos todos os que não adorem a imagem da besta” (Apocalipse. 13: 11-15) “ E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho Eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda a nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo, com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória, porque é vinda a hora do seu juízo. Adorai Aquele que fez o céu e a terra, o mar, e as fontes das águas. E outro anjo seguiu dizendo: Caiu, caiu Babilónia, (Roma) aquela grande cidade, que a todas as nações deu de beber do vinho da sua prostituição. E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa ou na sua mão. Também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado no cálix da sua ira. E será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E o fumo do seu tormento, sobe para sempre, e não têm repouso, nem de dia, nem de noite, os que adorarem a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome” (Apocalipse. 14: 6-11) Abordaremos ainda outras passagens, mas estas que ficam para trás, mostram quanto será difícil a sobrevivência nesse tempo. Mesmo nos tempos finais que estão muito perto de nós, tal como para a cidade de Ninive, Deus coloca diante do homem a escolha da sua decisão. No tempo de Jonas, os homens não sabiam quanto eram enganados por Satanás, daí a razão porque Deus diz, que eles não sabiam fazer distinção entre a sua mão direita e a esquerda. Queria dizer que eles nãos sabiam fazer distinção entre bem e o mal. E nos nossos dias constatamos que é a mesma realidade, ainda que existam mais de 500 religiões. Para muitos, pode parecer uma provocação esta opinião. Se assim for considerada, porque não aceitam o desafio de provar a vossa religião com as Escrituras? São elas que são o guia de todo o homem, salvo para todos aqueles que as tratam com desprezo. Ainda que seja esta realidade, Deus vai colocar diante do homem, algo que lhe permitirá poder escapar a esses enormes sofrimentos. Como vimos, Deus coloca diante dos homens, o aviso de não adorarem a besta ou a sua imagem, porque se aceitarem, será uma realidade que receberão também dela, a sua marca. É esse aviso que Deus deixou nas Escrituras, mas a grande maioria - 144 -


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ignora isso e desta forma acomoda-se simplesmente àquilo que houve dizer, mas não será desculpa. Além disso, é um mau princípio. Ninguém, para seu bem, deve acreditar qualquer coisa, Nem mesmo este livro. Se agir com inteligência, o homem que se interesse pelo seu bem estar e dos seus, e se acredita na salvação, irá certamente comparar tudo o que lê e ouve, sem excepção, comparando com a Bíblia. Ela, e somente ela, é o guia de toda a humanidade. Assim, tudo o que não for conforme às Escrituras deve ser rejeitado. Bem entendido, cada um é livre de o fazer ou não. E se o não fizer, não tem que ser criticado por aquele que pensa duma forma diferente. Ninguém é juiz do seu semelhante em matéria de religião, e como já dito várias vezes, cada um receberá segundo as suas obras. As Escrituras guardam uma passagem, que serviu para os verdadeiros cristãos do passado, e se Deus fez para que ela ficasse nas Escrituras, é porque certamente ela é importante para o resto dos homens. Ela encontra-se no livro dos Actos dos Apóstolos, e diz o seguinte: «E logo os irmãos enviaram de noite, Paulo e Silas a Bereia, e eles chegando lá, foram à sinagoga dos judeus. Ora estes foram mais nobres, do que os que estavam em Tessalónica. Porque de bom grado receberam a palavra, examinando cada dia nas Escrituras, se estas coisas eram assim» (Atos.17: 10,11). Os habitantes de Bereia, não eram convertidos, tanto assim, que Paulo não foi entrar em nenhum lugar onde poderia ser, eventualmente, um lugar de culto dos cristãos. Não! Paulo foi à sinagoga dos judeus. E não devemos esquecer, que Paulo, também ele era judeu, mas tinha renunciado a uma parte da sua religião, quando Jesus Cristo lhe apareceu no caminho de Damasco. Paulo era agora um verdadeiro cristão, mas ao ir à sinagoga, não foi para ensinar o judaísmo, isso já eles sabiam, não necessitavam de Paulo, ainda que muito bem instruído nessa religião, lhes pudesse facilmente ensinar o judaísmo. Por esse motivo, é que eles examinavam nas Escrituras, para verem se aquilo que Paulo ensinava, da nova religião levada por ele, e que era em parte contrária ao judaísmo, se estava conforme às Escrituras, ainda que muito pouco existisse escrito nesse tempo do Novo Testamento. A razão principal porque esta passagem de Paulo por Bereia ficou nas Escrituras, foi pela atitude dos judeus. Eles não rejeitaram de imediato o que Paulo ensinava, nem aceitaram cegamente. - 145 -


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Eles foram prudentes, e segundo o texto, terão sido mais nobres, a mesma coisa é dizer, mais inteligentes. É esta atitude que deve ser a de cada um de nós. Uma vez analisado, cada um faça o que entender. Deus não obriga ninguém, mas cada um responderá por si e pelas suas decisões. Assim, nenhum homem o deve fazer com o seu semelhante, mas a besta do Apocalipse fá-lo-á, tal como já o fez no passado. Os acontecimentos finais da vida desta civilização, que não estão muito longe de nós, são apresentados na Bíblia, divididos por secções. Existem 7 eras, 7 selos, 7, trombetas, 7 taças, 7 anjos etc. Cada um destes elementos, tem a sua definição própria e destina-se a uma determinada finalidade. Não irão ser aqui todos analisados, mas somente o essencial para dar uma pequena ideia, do que será no fim dos tempos. “ E, HAVENDO aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhe dadas sete trombetas. E o primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva, e fogo misturado com sangue, e foram lançados na terra, que foi queimada na sua terça parte. E queimou-se a terça parte das árvores, e toda a erva verde foi queimada. O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançada no mar uma coisa, como um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas que tinham vida no mar, e perderam-se a terça parte das naus. E o terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. E o nome da estrela é Absinto, e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram, porque se tornaram amargas. E o quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas, para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilha-se, e semelhantemente à noite. E olhei, e ouvi outro anjo que voava pelo meio do céu, dizendo: Ai!, ai! dos habitantes da terra, por causa das outras vozes das trombetas dos outros três anjos, que hão-de ainda tocar» (Apocalipse)8:1,2,7-13) Quem achar interessante, poderá analisar a continuação através de uma Bíblia. E verá quanta aflição será sobre toda a terra. Essa aflição será tal, que a Bíblia diz na conclusão somente do que diz respeito ao toque das trombetas, o seguinte: «E foi-lhe permitido, não que os matassem, mas que, por cinco meses, - 146 -


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os atormentassem. (aos homens) E o seu tormento, era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. E naqueles dias, os homens buscarão a morte, e não a acharão, e desejarão morrer, e a morte fugirá deles» (Apocalipse. 9: 5,6). Analisando todo o livro Apocalipse, fica-se com uma ideia mais clara, que na verdade é muito mais importante permanecer fiel ao grande Deus, e ser eventualmente morto pela sua fidelidade, do que obedecer e adorar o próximo império romano e a sua companhia. Para o povo de Deus, terá certamente a ocasião de ver a humanidade sofrer como nunca, e certamente vai desejar a vinda de Cristo para pôr fim a todos os sofrimentos da humanidade que duram desde a existência do homem. Cristo virá, mas como sempre, Deus tem um tempo para tudo. O povo de Deus será perseguido, pelo menos uma parte, mas Deus protege o seu povo desta calamidade. Deus fez esta promessa, e como sempre não faltará. «E vi outro anjo que subiu da banda do sol nascente, e que tinha o selo do Deus vivo. E clamou com grande voz aos quatro anjos, a quem foi dado o poder de danificar a terra e o mar, Dizendo: Não danifiqueis a terra, nem o mar, nem as árvores, até que tenhamos assinalado nas suas testas, os servos do nosso Deus» (Apocalipse. 7: 2,3) «E foi-lhes dito, que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus» (Apocalipse. 9:4). «E vi outro grande e admirável sinal no céu, sete anjos, que tinham as sete últimas pragas. Porque nelas, é consumada a ira de Deus. E vi um, como mar de vidro misturado com fogo, e também os que saíram vitoriosos da besta e da sua imagem, e do seu sinal, e o número do seu nome, que estavam junto ao mar de vidro, e tinham as harpas de Deus» (Apocalipse 15:1,2). A Bíblia é repleta de exemplos como estes, que podem ser comparados, mas a grande maioria das pessoas não acredita que isto seja uma realidade, até porque, muito pouca gente e sobre tudo o clero no qual sempre confiaram, nunca falou em tais acontecimentos. Porquê? Seria de admirar, se por de trás disto tudo não existisse um ser maligno que sempre procurou esconder esta grandeza, que poucos homens alguma vez tiveram o privilégio de saber. Pelo menos a partir de agora, existe essa possibilidade, visto que fica aqui escrito. Mas - 147 -


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nós sabemos, que a sedução varreu a terra, e muito poucos se têm refugiado ao longo dos séculos, na observância da Palavra de Deus. Ao longo dos séculos, e tendo em conta a educação que desde muito cedo recebemos, muitos ensinaram e muitos outros acreditaram, que o nosso comportamento não é de grande importância, porque Deus é um Deus de amor, tal como Jonas reconheceu no capitulo aqui citado que lhe diz respeito. Por isso dizem: Deus é tão bom, tão bom, que vai perdoar tudo. Até pode ser verdade, mas para isso existem requisitos, que têm que ser cumpridos. Se na verdade fosse como a grande maioria pensa, porque lhe foi dito que realmente é assim, então as Escrituras não faziam falta, nem sequer a religião. Mas não é isso que a Bíblia diz. Já muito perto do fim desta civilização encontramos nas Escrituras, uma passagem, que é uma repetição de tantas outras que estão na Bíblia, que nos permite entender, que ainda nesse tempo, as coisas serão diferentes daquilo que aprendemos. Essa passagem diz assim: «E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram e o mar já não existe. E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu, adereçada como uma esposa, ataviada para o seu marido. E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens. Pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus. E Deus limpará dos seus olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas. E, o que estava sentado sobre o trono, disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis. E disse-me mais: Está cumprido. Eu sou o Alfa e o Ómega, o princípio e o fim. A quem quer que tiver sede, de graça lhe darei da fonte da água da vida. Quem vencer, herdará todas as coisas. E eu serei o seu Deus, e ele será meu filho. Mas quanto aos tímidos, e aos descrentes, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos devassos, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago de fogo. O que será a segunda morte» (Apocalipse.21:1-8). Quando comparado este texto bíblico, com muitas afirmações populares que são o reflexo da vida da humanidade, existem muitas contradições. Muitas opiniões populares, religiosas e seculares, não dão grande - 148 -


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importância ao comportamento do homem, o qual se acorda com o texto acima citado. É mais ou menos assim a vida moderna do nosso mundo, mas vejamos apenas algumas das últimas linhas, onde se encontra sentenciado o fim dos que não serão salvos. Em primeiro lugar temos os tímidos, os que não se interessam pela religião. Depois temos os que não acreditam. Depois os abomináveis, e se tivesse que ser descrito aqui, tudo o que se faz sobre a terra, e que é abominável diante de Deus, muito teria que ser escrito. É muito possível, que 90% do que se faz no nosso mundo, se não mais, Deus o detesta, mas a humanidade já se habituou, e não vê as coisas desta forma. Quase tudo é permitido. São direitos, dizem eles. São esses direitos que os homens estabeleceram entre si, que colocaram o nosso mundo na desgraça em que já se encontra. Não vale a pena citar os homicidas, tal é a forma variada como tal acontecimento é hoje praticado, que já quase que não choca ninguém. Tal é a forma como nos habituámos, sem mencionar os muitos milhões que voluntariamente são assassinados antes de nascer. Então e os idólatras? Podem haver muitos que não se vejam nesta situação, mas não existe sobre a terra, ninguém, ou quase, que não tenha os seus ídolos, Um ídolo, é tudo aquilo que possa passar antes de Deus. Então, que dizer dos mentirosos? Quanto banal se tornou tal comportamento em todo o mundo, o qual é muita vez defendido como necessário. Por vezes, são os que mais e melhor sabem mentir, que são as grandes personagens da nossa sociedade, cujo exemplo deixam para os outros. Qualquer homem que seja visado por qualquer um destes comportamentos, não pode ser condenado por este trabalho. Este trabalho, destina-se simplesmente a mostrar o que a Bíblia diz sobre tais comportamentos, e se possível alertar, para que o fim de tais pessoas não seja o cumprimento da profecia que lhes anuncia a morte eterna, que será a segunda morte. Como bem detalhado na obra já citada neste livro, ao homem está destinado uma morte, devido à transgressão de Adão e Eva. Não pelo pecado que eles cometeram, mas porque esse pecado originou a separação do homem para com Deus, e a sua consequência, foi que todos os homens sem Deus, pecaram. Aí, o homem ficou sob a pena de morte, que é o resultado do seu próprio pecado. (Romanos 3:9-6:23). Assim, depois da ressurreição que está destinada a todos os homens, haverá uma segunda morte. Mas não para todos, porque como já vimos, haverá muitos que reconhecerão os seus pecados, e se con- 149 -


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verterão, e assim serão salvos. Mas os que não forem achados dignos de salvação, serão lançados no lago de fogo. Não para viverem uma vida eterna num mar de fogo, como ainda é ensinado nos nossos dias, mas para morrerem para sempre. Por isso, Deus, classifica este acontecimento de segunda morte. (Apocalipse.21:8). Sem outros comentários adicionais, o que acabou de ser analisado, demonstra bem, quanto é importante para Deus, a forma de viver de cada ser humano. Assim, a salvação não é tão fácil quanto parece, e que, aparentemente, muita gente se tem acomodado a essa passividade enganosa. A esse respeito, o rei David, homem achado muito especial diante de Deus, escreveu: «Os ímpios, serão lançados no inferno, e todas as gentes que se esquecem de Deus» (Salmo.9:17) . Sabemos que as profecias, raramente representaram ter um grande valor entre os homens, e hoje, ainda menos do que nunca, pelo facto que a ciência parece ter a solução para tudo. Mas uma grande parte dessa ciência, nem sequer consegue acreditar na existência Desse Deus que lhes dá a vida, ou saber porque motivo nasceram, ou porque criou Deus este maravilhoso universo, para a sua criação.

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Terá Deus criado todo o Universo? No nosso mundo ocidental, a vida fácil a que se habituou nas últimas décadas, substitui Deus pelo seu conforto, mas também este está chegando ao fim. Assim, Deus e tudo o que Ele representa em cada dia de vida, passa fora da sua visão, e porque não O vêm, e pressionados pela influência do mundo chamado sábio e intelectual, levam os homens a viver como se Ele não existisse. Há mais de 3000 anos, David escreveu nos Salmos: «Disse o néscio no seu coração: Não há Deus» (Salmos 14: 1). Muitos não acreditam que Deus existe, e muitos outros não se interessam por saber. Mas no dia por Ele já estabelecido, Ele estará lá! Malaquias por seu lado disse: «Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve a Deus, e o que O não serve» (Malaquias. 3:18) Olhando para alguns séculos atrás, é bem claro que muitos intelectuais “inteligentes” que influenciaram o nosso mundo moderno, estavam simplesmente enganados, eles amassaram hipóteses sem inteligência com loucas declarações, mas que muita gente acreditou. E como diz a Bíblia: (Pode um cego conduzir outro cego, não cairão os dois na cova?” (Lucas. 6:39) «O comunista Marx, foi um desastre terrível, culpado de sofrimentos incalculáveis. As teorias de Freud em psiquiatria foram largamente desacreditadas. Enquanto que Freud afirmava que a religião era a causa de doenças mentais, um dos seus estudantes provou que a religião podia ser em muitos casos, importantíssima para o tratamento de indivíduos psicológicamente perturbados». (God: The Evidence, Glinn, 1997, página 69). Na realidade existem vários livros apetrechados de literatura científica, e em várias religiões que mostra, que na verdade a religião pode ter efeitos positivos na saúde. Marx e Freud cujas ideias contribuíram bastante para escolarizar a nossa sociedade, ao se depararem com a religião, manifestaram infelizmente uma grande ignorância em muitos pontos. Pode dizer-se a mesma coisa de Charles Darwin e muitos dos pensadores livres que eram seus contemporâneos. A teoria evolucionista de Darwin, que supunha a ausência para nós de um Criador, veio a ser cada vez mais criticada ao longo das últimas décadas. O número crescente de eruditos, entre os quais os astrónomos, os biólogos, os bioquímicos e paleolíticos, admitem que a evolu- 151 -


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ção não dá nem pode dar uma explicação da origem da Terra, da vida e das suas espécies, nem de uma criação sem um Criador. «As ideias gerais de Darwin e doutros, não se ajustam com o que nos é mostrado através dos fósseis, ou com o que foi descoberto ao longo deste século sobre o universo». (ver: Criation and Evolution, Hayward, 1995; Debating Darwin, Christan Century, 15-22 Julho 1998, páginas 678-681). O vigésimo século, está agora para trás de nós, actualmente entramos num novo milénio e as questões sobre Deus, continuam seriamente a ser colocadas. «Está aprovado por muitos, que o universo visto segundo o conceito dos evolucionistas, era um universo deprimente e vazio, mas as descobertas impressionantes das últimas décadas mostram, que é impossível que não exista um Criador incomparavelmente inteligente». (Newsweek, 20 de Julho de 1998, páginas-47-52; 9 de Novembro 1998, página 88). É igualmente reconhecido que as Ciências Naturais, as quais pareciam ser capazes de fornecer respostas a todas as questões, hoje como sempre, não conseguem ir além de certos limites. A continuação deste estudo mostrará, que todos podemos aprender algo mais sobre o Deus Verdadeiro, examinando ao mesmo tempo, as provas do mundo físico e da Bíblia. A evidência é impressionante, tanto mais que ela é dada pelos eruditos cientificamente inteligentes, e vós podeis provar que Deus existe; Vós não deveis duvidar, nem simplesmente (acreditar tudo cegamente). O Deus Real existe!

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A criação necessita de um Criador A teoria da evolução quer fazer acreditar que a terra e o universo foram formados lentamente em tempos infinitos, ou que o universo existe desde sempre. No passado, certos homens como o astrónomo Carlos Sagan, não viram na criação de Deus, nada que pudesse justificar a existência do nosso universo. Até se pode compreender o seu ponto de vista negativo, porque, tal como tantos outros ainda nos nossos dias, todos eles estudaram no livro errado. Na opinião de alguns, o cosmos é tudo o que há, o que houve e o que haverá. Quanta ignorância existe, numa tal forma de pensar. A cosmologia demonstrou recentemente, que houve uma época em que o universo não existiu. Baseado nesta descoberta, é lógico que o universo teve que ter um princípio. Isto, é exactamente o que as Escrituras nos dizem. (Em Géneses 1:1, Nós lemos: «No princípio Criou Deus os céus e a terra», a Bíblia e as descobertas científicas provam que o universo nem sempre existiu. «Os astrónomos ao estudarem os movimentos galácticos, observaram que o universo está em expansão no exterior de um ponto determinado, mas a uma velocidade proporcionalmente diminutiva. Ainda hoje, muitos acreditam, que o universo terá tido a sua criação a partir de uma explosão, explosão essa, a quem atribuíram o nome de Big-Bang. Segundo alguns cientistas tiveram a possibilidade de detectar os ecos dessa explosão, os quais ressoam ainda através do universo; aos quais deram o nome de: Ecos Radiantes». Stephen Hawking, pesquisador abstracto na Universidade de Cambridge, escreveu que o Big -Bang da cosmologia deixa entender «O pensamento de Deus». Quanto ao astrofísico americano George Smoot, citou esse mesmo eco radiante, como sendo «A escritura de Deus». (Ciência, 15 de Outubro 1997, página 890. Diante de uma tal evidência, obriga os cientistas a reverem as suas teorias naturalistas, desde há muito estimadas. Os físicos também eles formularam leis respeitantes à termodinâmica. A primeira destas leis, mostra, que a qualidade de energia no universo, permanece constante. A segunda indica, que a quantidade de energia, utilizável dentro de um sistema fechado (O universo) vai diminuindo. Esta afirmação significa que o universo vai diminuindo, por conseguinte ele não pode ter existido desde sempre, assim como também não será eterno no futuro (When Skeptics Ask, Geisler and Books, 1996,

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página 220). Houve um princípio. A presença de elementos radioactivos (como o carbono 14) que se enfraquece em proporções possíveis de medir, chamadas (meia vida), indicam igualmente que houve um tempo em que estes elementos não eram radioactivos. Este último elemento não faz que confirmar que o universo teve um princípio, contrariando uma vez mais o que os evolucionistas apresentaram na sua teoria, mas que se encaixa perfeitamente com as Escrituras. Mas, qual é o agente que causou o início da formação do universo? A ciência opera sobre o princípio que, para cada efeito, existe uma causa. Neste caso o que foi que causou a chamada criação de tudo o que existe? Terá sido apenas uma força vinda dum acaso? Uma força cega? Ou um ser inteligente, um Ser Criador que planeou previamente ao mínimo dos pormenores essa criação fantástica, uma vez que se trata de um acontecimento realizado a um momento preciso, o qual não foi observado nem repetido? Os métodos científicos são incapazes de tomar uma decisão correcta a este respeito. No respeitante às origens, é obrigatório ir para além do mundo das investigações científicas, no entanto a Bíblia descreve a origem do universo e do planeta Terra, em termos simples e compatíveis com os factos constatados pelos cientistas. O facto de terem descoberto que o universo teve um princípio definido, corresponde às declarações límpidas da Bíblia. A Bíblia menciona muitíssimas vezes que Deus é o Criador do nosso planeta e do resto do universo. (Génesis 1:1 Isaías 40: 28 Marcos 13: 19 Apocalipse 4: 11 etc. O Deus Criador, é também o Criador das coisas ao de lá da criação física: A Bíblia afirma que existe uma criação divina em progresso, de dimensão espiritual. O apóstolo Paulo afirma, que quando uma pessoa escolhe e decide voluntariamente de se desviar do modo de viver natural egocêntrico, e começa a viver segundo as instruções ditadas por Jesus Cristo, vem a ser «Uma nova criatura».Ou uma nova criação. (2 Coríntios 5:17 e Gálatas 6:15). Como iremos ver mais a diante, Deus projectou um plano incrível para os seres humanos que queiram tomar a decisão desta fantástica “aventura “ espiritual. A Bíblia indica claramente muitas mais formas de vida, que aquelas que a ciência naturalista pode descobrir. Estes diversos aspectos são revelados pelo Criador. O Deus Real do universo, os quais não conseguem ser postos em evidência, através dos métodos científicos em laboratório! A criação em todos os seus aspectos requer um Criador. - 154 -


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A vida necessita de um dador de vida A origem da vida, lança um outro desafio a todos os que procuram afastar a ideia de um Deus sobrenatural. Os evolucionistas têm sugerido que a vida surgiu espontaneamente no meio de uma onda de componentes químicos, há milhões de anos, quando do arrefecimento da Terra. Dizem-nos que a partir do carbono, azoto, hidrogénio e de amoníaco, combinados (por acaso), com a ajuda de energia solar e raios cósmicos, permitiram a formação de ácidos a minados e moléculas do A.D.N. Durante tempos infinitos, células ter-se-ão desenvolvido, (supostamente) a partir desta composição (acidental). Ainda que isto lhes pareça possível, os bioquímicos conhecem mais. Os cientistas que tentaram produzir vida utilizando estes métodos, provaram que é mais difícil a obter na prática que na teoria. Uma molécula do A.D.N contém sozinha, a partir destes métodos, imensas informações, e chegaram à conclusão, que efectivamente era uma tarefa muito difícil e requeria cerca de tantas informações como um volume enciclopédico. Propor esta teoria evolucionista das origens da vida, sem um Criador, não é menos extravagante em analogia, que sugerir que uma explosão no meio de um depósito de ferro velho, possa dar origem a uma carro completamente novo, e que por sua vez esse automóvel seria capaz de se reproduzir por si mesmo. Nos anos 50, Stanley Miller realizou uma simples experiência para verificar se esta teoria poderia funcionar. Conseguindo produzir vários ácidos a minados simples, o seu trabalho foi coroado de grande admiração e aplaudido, como prova que a vida poderia ser gerada a partir de matéria morta, matéria inerte. Todavia, esta afirmação viria a revelar-se prematura e sem fundamento, visto que até ao momento, nunca jamais alguém conseguiu criar vida, a partir de fragmentos ou de uma mistura de produtos químicos chamada (sopa pré biótica). Não obstante, a partir de uma colecção de diversos trabalhos, o astrofísico Hugo Ross fez o seguinte comentário: «Mesmo favorecido pelas melhores condições de reprodução em laboratório, essa sopa nunca produziu absolutamente nada, que se parecesse vagamente a vida. O problema, é que elas produzam uma repartição de moléculas pré-lógico tomadas ao acaso à direita e à esquerda (...) Ora a vida química implica que todas as moléculas não sejam tomadas nem à esquerda nem à direita. - 155 -


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Toda a nossa sabedoria e a nossa tecnologia combinadas não são suficientes para produzir a vida em laboratório» (The Creator and the Cosmos, Ross, 1993 Página 148). Quarenta anos depois desta primeira experiência, Miller declarou: «O problema da origem da vida foi posto de lado por mim e pela maioria dos outros cientistas, por ter-se revelado muito mais difícil a resolver que inicialmente parecia poder-se imaginar» (Scientific American, Fevereiro de 1991, página 117). O Bioquímico alemão Claus Dose, reconheceu que todas as tentativas experimentais contribuíram para : «Uma maior sensibilidade» das questões sobre a origem da vida, em vez de as seleccionar . Actualmente, todas as discussões sobre as teorias principais e experiências a este respeito, acabam num impasse ao constatar-se a ignorância. (The Creation Hypothesis, Moreland, 1994, página 176). Tudo isto, não é espantoso? Alexandre Milet, antigo filósofo grego, já ele tinha especulado em que a vida poderia ser desenvolvida espontaneamente a partir da matéria inactiva. Esta ideia supersticiosa mesmo assim, prevaleceu até aos anos 1800, quando as experiências de Redi e Pastor provaram o contrário. A vida vem da vida e nunca da ausência dela. Esta é a lei conhecida por (Biogénica) origem e desenvolvimento da vida. Durante algumas dezenas de anos apenas, quando os cientistas tentaram desenvolver vida espontânea a fim de verificarem as teorias da evolução, esta lei já anteriormente aceite uma vez por todas, foi ignorada. Uma coisa pode ser afirmada: Nunca foi demonstrado que existem excepções a esta lei que existe. Bem podem especular os seres humanos que a vida possa ser gerada a partir de matéria sem vida, mas são suposições que nunca foram provadas. O homem nunca foi capaz de produzir a vida, mesmo aplicando esforços consideráveis fornecidos pela maior parte dos grandes cérebros. As Escrituras apresentam Deus, o Grande Criador da vida. No livro de (Génesis 2:7) nós lemos : «E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra e soprou em seus narizes o folgo da vida: e o homem foi feito Alma vivente.» Qualquer coisa que os mais sofisticados laboratórios não conseguem começar a copiar. Para haver vida é necessário um dador de vida, não existe nenhuma outra formula.

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As leis necessitam de um Legislador As leis são reconhecidas pelos cientistas e concluíram, que o universo opera de maneira ordenada em função de leis, tais que: da física, da gravidade, da dinâmica, da química, da biologia etc. Alguém escreveu: «Depois de Isaac Neyton, a ciência fez retinir esta mensagem clara: O mundo obedece a regras que são fundamentalmente matemáticas, regras que o homem pode compreender». (Newsweek, 20 de Julho 1998, página 49.). Mesmo os evolucionistas começam as suas especulações, reconhecendo que as regras ou leis naturais, teriam funcionado no princípio como hoje. Se o universo não obedecesse as estas regras, ou leis, ele deixaria de funcionar e lançar-se-ia num caos absoluto. Examinemos alguns exemplos: A gravidade mantém cada um dos planetas na sua órbita, e sem as forças da gravidade, o sistema solar não podia existir. As estrelas e os planetas atravessariam o espaço a uma velocidade e numa desordem sem paralelo. As forças gravicionais, permitem que a distância entre a Terra e o Sol, seja favorável ao desenvolvimento da vida no nosso planeta. Se estas forças fossem mais fortes ou mais fracas, as estrelas tais que o nosso sol, não forneceria calor suficiente, ou forneceria demasiado, a tal ponto, que certos elementos químicos essenciais à vida, deixariam de ser produzidos. Os nossos corpos existem, porque os constituintes químicos se combinam de uma maneira específica. Se as reacções químicas não se produzissem cada vez da mesma maneira, (de acordo com as leis para este fim) a humanidade cessaria de existir. Um elemento que todos conhecemos na perfeição, é o oxigénio. Este bem essencial, sem o qual não existe vida, é o mais abundante no universo. A atmosfera da Terra, é composta de 21% de oxigénio e é uma constante que permite, não somente que o homem possa continuar a viver, mas é uma simples demonstração Do Criador, que o mantém sempre ao mesmo nível. Se ele existisse por exemplo a 25%, permitia que deflagrassem incêndios espontâneos, mas se existisse somente a 15 %, o homem sufocaria. Isso levanta um problema óbvio, tal como alguém ligado à ciência disse: «Não é assim tão fácil manter esse nível, sobretudo no universo. Ele precisa de ser equilibrado, e a 21%, está na perfeição. Se em vez disso existisse a 10% ou a 40%, seria impossível. Nós não entendemos bem outro moderno sistema de controlo». (James Kasting, Universi- 157 -


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dade Estatal da Pensilvânea, David Biello) A Origem do Oxigénio na Atmosfera - Revista Scientific American, 19 de Fevereiro 2009 Há vários anos que os livros de biologia se referem a uma outra lei a que chamam (a estabilidade das espécies). Esta constatação parece mostrar a existência de uma fronteira genética, que as variações no seio das espécies não conseguem ultrapassar. Os criadores de animais e cultivadores conhecem bem esses limites. Charles Darwin era consciente das variedades que podiam ser produzidas a partir explorações de animais. Na sua viagem a bordo do (Beagle) , pôde observar as variações fascinantes entre os peixes das ilhas do Pacífico. Formulando a sua teoria sobre a evolução, emitiu para justificar as suas pesquisa, hipóteses, que com tempo suficiente, essas pequenas variações poderiam eventualmente produzir espécies totalmente novas. A natureza poderia por si só, produzir novas formas de vida sem a necessidade de um Criador. É verdade que essas ideias tiveram um impacto profundo no mundo ocidental, especialmente junto das classes intelectuais, e até nas religiosas, as quais agitaram seriamente a crença em Deus. No entanto, o tempo causou sérios estragos nas ideias de Darwin. Até aos nossos dias, nunca ninguém constatou a aparição de novas espécies na natureza reproduzidas a partir de outras espécies totalmente diferentes. Apesar de várias tentativas, também nunca alguém foi capaz de reproduzir novas espécies seleccionando explorações de animais. Os cães podem mudar de cor e de tamanho e outras características, mas não deixam por isso de ser cães. Os cavalos continuam a ser cavalos, as moscas permanecem moscas, e tudo assim sucessivamente, nem mesmo o homem. Se outros seres existiram, e que possam ter tido uma qualquer aparência com o homem, não eram homens. O primeiro homem a ser criado, segundo as Escrituras, foi Adão e colocado no Jardim do Éden, no Oriente. (Génesis.2:7,8) A Bíblia diz que no princípio, Deus criou cada planta e cada animal «Segundo a sua espécie» (Géneses 1: 11-12,21) Nunca se viu em biologia que certas espécies pudessem ser transformadas noutras espécies totalmente diferentes, embora existam manipulações. Quanto ao homem, esse não foi criado segundo a sua espécie, porque tal espécie não existia. Ele foi criado à semelhança de Deus (Génesis.1:26) A imaginação existe e os seus resultados também. Mas tal transformação radical não é possível. Nunca jamais alguém conse- 158 -


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guiu criar algo, a partir do nada, salvo Deus, que o fez através do Seu porta voz, Jesus Cristo, que a Bíblia identifica como sendo: A Palavra. (João.1:1-3). Esse ser eterno que era a segunda personagem do Hebreu, Élohim, traduzido para português por: Deus. Foi Esse ser que mais tarde veio a ser aquele que hoje é conhecido por Jesus Cristo, O Messias. A informação que encontramos na Bíblia, é que Deus criou o homem «à Sua imagem», e isso gera profundas implicações para o futuro da humanidade. Mesmo as descobertas arqueológicas se acordam com os princípios bíblicos fundamentais. Darwin pensava que era preciso que as formas intermediárias tenham existido, como espécies evolutivas, no entanto ele sabia que isso não era verdade. «Porque razão não encontramos elos intermediários em cada formação geológica em cada camada? Certamente que a geologia não traz sinais de uma ligação orgânica minimamente graduada, isso poderia ser a objecção mais evidente e mais grave lançada contra a teoria» ver: Geisler and Books, página 228). Darwin presumia que se poderiam encontrar elos de ligação, mas mais de 100 anos depois da sua publicação, esses elos continuam a faltar! Esta ausência de formas intermédias foram chamadas: (Segredo profissional da Paleontologia). Quando a geologia revela os sinais de uma espécie, esta já está completamente formada, proveniente de uma origem semelhante, e isto não tem sentido algum, a menos que sejam criadas. As provas fornecidas através das fósseis, acabaram por apoiar o conceito bíblico da estabilidade das espécies e que um Deus Real obra por meio de leis e de regras. A pergunta fundamental é: De onde tiraram estas leis as suas origens ? De onde teriam vindo ? Quem as estabeleceu por ordem? Como permanecem e como podem continuar sob controlo? Ainda que fosse possível que a vida pudesse ter tido início a partir de substância sem vida, quem terá dado origem àquilo que simplesmente podem chamar matéria sem vida? Ter-se-á ela formado por si só, sendo ela mesma já uma substancia inexistente? E o que é mais lamentável, é que, segundo nos querem fazer acreditar, é que essa vida que não existia, deu vida a um universo repleto de vida. Essa vida maravilhosa que é a causa de admiração daqueles que conseguem alcançar esse conhecimento, e que por sua vez, reconhecem que essa vida é governada por leis invisíveis, para que possa subsistir. O que é ainda mais espantoso, é que os grandes evolucionistas, - 159 -


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afirmam que essas leis se conjuram por mero caso, e deram vida a um universo, que se organizou a conta gotas. Os evolucionistas nunca foram capazes de o explicar, nem ainda hoje compreenderam. Quanto aos cientistas não apresentam qualquer sinal concreto. O físico Stephen Hawking, um sábio que faz pesquisas sem ajuda da Bíblia, e procurava respostas às questões que suscita o universo, reconheceu: «A origem das leis da (física) poderão ter sido decretadas por Deus» (Ross, página 91). É interessante, porque a Bíblia não deixa de repetir que o Deus Criador, é o “ Legislador “ (Isaías 33:22) (Tiago 4:12). Na qualidade de Criador, Deus pôs em movimento as leis e as forças que mantêm o equilíbrio do universo (Job 38: 34-39). Aí, a razão, pela qual Deus não tem que fazer correcções todos os dias, para que o universo se mantenha, tal como foi estabelecido, ou que faça algo, para que as estações do ano e tudo o que a elas diz respeito, possa funcionar na perfeição. Na qualidade de Criador, Deus pôs em movimento as suas leis e as forças que mantêm o equilíbrio perfeito do universo (Job 38:34-41). Deus estabeleceu tudo por ordem e por ordem permanecem. Quando certos acontecimentos acontecem, como por exemplo grandes secas ou inundações, tornados, ou outros cataclismos que se tornarão mais frequentes e devastores, também em locais inabituais, foi porque alguém provocou essas alterações climáticas, e esse alguém é o homem, ainda que Deus os possa utilizar para corrigir a humanidade, não intervindo para os evitar. O homem não ignora as consequências das suas decisões, mas os bens materiais primem o respeito por Deus, pela sua natureza e por toda a humanidade. Quando da assinatura do tratado de Quioto, quem foi que o assinou? Aqueles que menos poluem o universo, mas infelizmente, são por vezes os que menos poluem que mais sofrem. Nas Escrituras está escrito, que Deus sustenta todas as coisas (universo). pela Sua Palavra poderosa (Hebreus 1:3). Mas geralmente, Deus não intervém para ter que andar sempre a corrigir a maldade que o homem constrói em cada dia, permitindo assim, que ele colha o que semeia. Deus estabeleceu este mundo maravilhoso, mas as suas leis que estabeleceu para que ele vivesse em paz e abundância, são constantemente transgredidas. Por isso o nosso mundo é como é, e irá continuar a ser, até que o limite traçado por Deus ponha termo a esse comportamento destruidor que não cessa de crescer, mas esse dia está chegando. - 160 -


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A respeito das leis, a Bíblia fala de uma dimensão que ultrapassa o limite do palpável. Deus é descrito como sendo O grande Legislador no sentido do físico e espiritual, contendo as Escrituras as leis espirituais estabelecidas por Deus, para conduzir e dirigir a humanidade: Os Dez Mandamentos, formam a base de toda a lei divina espiritual. É claramente dito, que quem obedecer a essas leis mesmo por ignorância, será abençoado e que desobedecendo colherá os resultados negativos que são as suas consequências (Levítico 26, Deuteronómio 28). No livro dos Provérbios, Salomão escreveu que a vida será difícil para todo o que transgredir as leis de Deus (Provérbios 13:15) Porque razão devia ser assim, caso não existisse um verdadeiro Deus que criou e mantém essas leis ? As teorias evolucionistas não têm qualquer resposta para este enigma portanto tão claro. Uma das razões pela qual as pessoas desejam desconhecer o conceito do Deus Criador, é que sem Ele, não existiriam leis, mas sem leis não haveria vida. Deus criou-as para reger o comportamento do homem, mas Satanás seduziu a humanidade e hoje a maior parte vive segundo a sua consciência do que lhes pode parecer bom ou mau. Mas olhando à nossa volta, podemos constatar facilmente que na realidade são exactamente os efeitos desta filosofia que a humanidade tem que suportar e que vai destruindo a nossa sociedade! O facto da existência dessas leis, implica obrigatoriamente a existência de um Legislador. Com efeito, para que essas leis possam existir continuamente, é indispensável que alguém as mantenha, é desta forma que O Deus Real opera a todo instante, através das Suas leis.!

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Um plano necessita de um Arquitecto Uma das maiores provas da existência de Deus e um dos aspectos mais remarcáveis da Sua presença, é a ordem extraordinária como mantém o ordenamento deste vasto universo, até às coisas mais ínfimas do átomo do Cosmos. É particularmente neste ponto, que os evolucionistas esbarram com qualquer “ prova” da sua teoria. É ainda neste campo, que muitas das grandes descobertas dos últimos tempos, contrariam mesmo as ideias iniciais dos próprios cientistas mais cépticos, em não aceitarem o facto real da existência de um Deus Criador. Salomão escreveu: «O Senhor com sabedoria fundou a terra: e preparou os céus com inteligência» (Provérbios 3: 19). Falando do corpo do homem, David declarou: «Eu te louvarei, porque de um modo terrível e tão maravilhoso fui formado; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem» (Salmos 139:14). Abraham Licoln, um dos grandes presidentes da América terá dito um dia, que conseguia compreender que ao olhar a Terra, um homem pudesse dizer-se ateu, mas não conseguia imaginar que ao contemplar os céus, possa dizer: Não há Deus «Albert Einstein conclui que: Deus não se distrai brincando com o universo». A profunda verdade destas declarações começa a ser uma tomada de consciência bastante séria por parte da comunidade científica, resultante de descobertas surpreendentes, observadas no campo das diversas variedades da biologia molecular e cosmologia. «Darwin reconhecia que os órgãos complexos, entre os quais, os olhos, poderiam dificilmente explicar-se através da sua teoria». Mas o que ele nunca imaginou, é até que ponto, a biologia molecular da visão viria a ser complicada. (Cristian Century, 22 de Julho de 1998, páginas 679-680). O bioquímico Michael Behe escreveu em: «Darwin´s Black (A caixa negra de Darwin) que a incapacidade dos evolucionistas em explicar o desenvolvimento de tais estruturas e processos complicados é «um sinal muito forte que o darwinismo é um quadro inadequado para compreender a origem do sistema complexo da bioquímica» (ibid.) À medida que vão aumentando os conhecimentos humanos referentes ao universo, mais claras se tornam as evidências que este não existe por mero acaso. Quanto aos físicos, encontraram elementos mostrando que o universo foi feito por medida, para que fosse possível o conhecimento

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e a vida. Por conseguinte, os constantes da natureza e os seus valores invariáveis tais que a força da gravidade, a carga de electrões e a massa dum protão permanecem inalteráveis. Apenas uma pequena variação, daria aos átomos um desequilibro entre si, impedindo a luminosidade das estrelas e a vida nunca poderia ter feito a sua aparição. Newsweek, 20 de Julho 1998, página 48). O físico John Polkinghorn, que veio a ser pastor na igreja anglicana escreveu: «Logo que tomardes consciência que as leis da natureza têm necessidade de uma coordenação incrivelmente fina para produzir o universo que nós vemos, fácilmente se implanta a ideia que o universo é outra coisa que um simples constato; É evidente que um grande projecto está escondido por detrás dele»(ibid.). O astrofísico Hugh Ross revela 33 condições para que a terra possa existir. Ver: (The Creator and the Cosmos, Ross, páginas 133-145). Um grande número de cientistas trabalhando no campo da física, da astronomia e cosmologia, admitem aquilo a que chamam do grego “ anthropos “: homem). Este princípio sugerido nos anos 70 pelo físico Brandon Carter, declara, que, para que a vida viesse a existir na Terra, as suas condições tiveram que ser «planeadas antecipadamente,» desde o princípio do cosmos. Também Patrick Glynn da universidade Darward afirma: «Aparentemente a explicação mais fundamental no respeitante ao universo, é que ele é o resultado de um processo bem organizado, para permitir a criação dos seres humanos.» (God : The Evidenc, Glynn 1997, páginas 7, 32). Mais adiante Glynn declara: «Do ponto de vista científico o facto que o universo tenha tido um princípio definido, pode ser perturbador. Mas o que leva práticamente a uma grande parte da cosmologia à confusão, é o princípio (astro piano), é que a terra e o universo foram criados para a humanidade» (ibid., página 42). É, até certo ponto, admirável, opiniões vindas de eruditos actuais! Mesmo que a ideia de um universo planeado antecipadamente possa chocar os ateus e evolucionistas, é no fim de contas o que a Bíblia declara. As Escrituras revelam que Deus criou os homens num objectivo particular. Em (Génesis 1: 26-28,) nós encontramos a afirmação que Deus criou os seres humanos à Sua própria imagem. Igualmente lemos que lhe entregou o domínio sobre a Terra para a governar e gerir. O apóstolo Paulo anunciou aos romanos, que nós podemos vir a ser «herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo» (Romanos 8: 14-17). O que significa que partilharemos por herança o que Cristo já pos- 163 -


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sui, ou seja entre outras coisas, a vida eterna (I Cor. 15:50-53) (Apocalipse 5: 10). Também nos dizem as Escrituras que os seres humanos foram criados com o objectivo principal de virem a fazer parte da Família de Deus (1 João 3: 1-4;), a fim de que, com Jesus Cristo, governem a Terra (Apocalipse 5:10; Daniel 7: 27). Este é o grande objectivo da vida do ser humano, mas esta verdade foi pervertida e sufocada através dos séculos! Não admira, pois, que a grande maioria dos teólogos nunca a tenham compreendido até aos dias de hoje. Comparai agora este futuro maravilhoso que nos revela a Bíblia, com as ideias populares de que uma vez mortos estes vão para o céu, inferno ou purgatório. Se para o céu passarão a sua vida sentados numa nuvem tocando harpa. Se para o inferno, arderão para sempre num fogo abrasador. (Quanto ao Purgatório, nem sequer é referido na Bíblia). É simplesmente mais uma invenção. Comparai ainda o futuro revelado pelo Verdadeiro Deus, com as ideias do reputado zoologista Richard Dawkins que para ele «o universo que observamos é sem plano, sem objectivo, sem mal, sem bem, sem nada, salvo indiferença inútil (...) nós somos apenas máquinas a produzir o ADN(...) é a única razão de vivermos por um objectivo vivo». (Ciênce, 15 de Outubro 1997 página 892). Não é pois de admirar que tais indivíduos, não vejam o objectivo real da vida, ou que não tenham esperança nem entusiasmo pelo futuro. A ciência, a filosofia e a teologia, nunca conseguiram compreender o sentido real da vida! A Bíblia declara claramente, que a humanidade foi seduzida astuciosamente por um ser mentiroso chamado Satanás. (Apocalipse 12:9), mas os teólogos, evolucionistas contribuíram também para o enfraquecimento da fé num Deus Real, e as ideias confusas dos teólogos têm igualmente uma parte na responsabilidade nesta sedução. A responsabilidade é ainda também de homens que por medo de certas oposições, não procuraram saber se Deus existe, no entanto o Deus Verdadeiro preparou e criou este universo, tendo em vista esta humanidade. Os cientistas continuam a descobrir evidências extraordinárias de um plano inteligente no cosmos. As Escrituras, quanto a elas, revelam o fantástico plano e objectivo principal, pelo qual Deus criou o homem. Para quem o compreende, vê um projecto inteligente, eficaz e glorioso, tanto ao nível físico como espiritual, requerendo a sabedoria de um Arquitecto sobrenatural; Um Deus Real. - 164 -


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A Realização das promessas anunciadas Uma das marcas mais admiráveis do poder sobrenatural de Deus, e da Sua existência, é o percurso que a história seguiu, como já vimos, anunciado antecipadamente pelas profecias. Os extraordinários acontecimentos das profecias bíblicas, lança um desafio permanente aos cépticos. É, no entanto de admirar, o facto de que tantas pessoas incluindo muitos eruditos, ignorem como as profecias bíblicas são confirmadas com tanta precisão pela história conhecida. Muito de admirar é ainda, o facto que essas profecias sejam raramente citadas pelo clero, e muitos outros, e no entanto a realização dessas profecias provam incontestavelmente a existência de um Deus Todo-Poderoso. Isaac Newton, um dos mais brilhantes participantes na civilização ocidental, mostrava-se fascinado pelas profecias bíblicas, (Science, 15 de Outubro 1997, pagina 892). O Deus Real das Escrituras desafia qualquer ser, além Dele, para anunciar o que se passará no futuro. O profeta Isaías cita Deus referindo-se às Suas Palavras dizendo: “ Apresentai a vossa demanda, diz o Senhor; trazei as vossas firmes razões diz o Rei de Jacob. Tragam e anunciem-nos as coisas que hãode acontecer: anunciai-nos as coisas passadas, para que atentemos para elas, e saibamos o fim delas; ou fazei-nos ouvir as coisas futuras. Anunciai-nos as coisas que hão-de vir, para que saibamos que sois deuses; (...) Eis que sois menos do que o nada e a vossa obra é menos do que o nada: (Isaías 41: 21-24). Os que estudam as probabilidades, sabem, que é loucura tentarem prever detalhadamente os acontecimentos futuros, particularmente no campo das ciências e políticas sociais. No entanto, as Escrituras fazem-no sempre com um cumprimento perfeito e numa realização absoluta. As profecias ocupam cerca de um quarto de toda a Bíblia, mas esta matéria é raramente tema dos discursos na maior parte das igrejas nos nossos dias. Por este motivo não é de admirar, que o Poderoso Deus da Bíblia não seja Real hoje para a vasta maioria da humanidade. Um dos exemplos entre outros, que aconteceram na história do mundo, encontramo-lo no livro de Ezequiel que data de cerca de 600 anos antes de Cristo. Ezequiel anunciou um futuro diferente para duas cidades, nesse tempo das maiores da Fenícia: Tiro e Sidon. Como se anunciasse 2500 anos antes, o que seria de cidades tais que: São Francisco, Los Angeles, Toronto, Londres, Paris, Moscovo, Pequim - 165 -


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Xangai etc. Nessa profecia, Sidon, viria a ter uma história sangrenta, mas continuaria a existir. (Ezequiel 28: 22-24) Ao contrário, a de Tiro, segundo a profecia de Ezequiel, seria invadida por várias nações como que por ondas do mar, que a saqueariam e matariam os seus habitantes, destruindo as suas fortalezas dando lugar a um enxugadouro de redes para nunca mais ser edificada. (Ezequiel 26:3-5, 12-14). Assim aconteceu a esta grande cidade de grande reputação comercial, como tinha sido profetizado cerca de 600 anos antes. O Deus Real tinha pré-ditado o seu futuro detalhadamente muitos anos antes dos acontecimentos, (Isaías 46:9, 10). Uma outra série de profecias remarcáveis, referem-se ao nascimento, vida, morte, e ressurreição de Jesus Cristo, como já descritas neste livro, e que irão ser provadas no final do mesmo. Também estas foram consignadas vários séculos antes da sua realização. Entre outras, todas estas profecias foram preditas pelo Deus Real e realizadas sem a mais pequena falha. Os acontecimentos proféticos, não são no entanto limitados à história antiga ou aos impérios desaparecidos no tempo. Na realidade, há outras que se encontram em curso de realização, mesmo no momento preciso em que estas linhas são escritas! Como tivemos já a ocasião de analisar, a chave indispensável para compreender as profecias que se aplicam ainda nos nossos dias, estão ligadas à identidade das modernas nações de Israel. O Deus da Bíblia prometeu a Abraão que os seus descendentes viriam a ser poderosos e que seriam uma bênção para todos os povos de toda a terra. (Génesis 12:1-3). Deus anunciou-lhes previamente que os seus descendentes, possuiriam a porta dos seus inimigos. (Génesis 22:17, 24:60). As nações modernas Israelitas, são os descendentes directos do neto, do patriarca Abraão, Jacob, cujo nome foi por Deus mudado em Israel. (Génesis 32:28). Jacob neto de Abraão teve doze filhos entre os quais Judá, pai dos Judeus, mas tinha sido profetizado que os dois netos de Jacob, Efraím e Manassés, deveriam herdar as promessas feitas no passado ao seu vis avô Abraão, pelo facto de ser atribuído a estes, o direito de progenitura. Manassés deveria vir a ser uma grande nação, por sua vez o seu irmão Efraím, deveria vir a ser um grupo de nações. (Génesis 48: 14-20). As bênçãos prometidas a Manassés e Efraím, foram concedidas aos Estados Unidos da América e aos países que fizeram parte do Império Britânico. Esta história extraordinária e o futuro profético para com estas nações do direito de progenitura, estão - 166 -


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mais detalhadamente explicadas na obra já citada. O recito desta história bem como os acontecimentos mundiais actuais, provam de uma maneira absoluta a precisão da realização das profecias anunciadas pela Palavra de Deus. As Santas Escrituras que se encontram a Bíblia, foram inspiradas por um Deus Sobrenatural Todo-Poderoso. As profecias que ela contém, não são o trabalho ou ideias de alguns homens mortais com dificuldade de formular uma filosofia ou uma religião. A realização das promessas proféticas das Escrituras nos interpelam, elas não podem simplesmente ser anunciadas, para depois ficarem ignoradas ou guardadas secretas. Assim, o Deus que as anunciou e que faz que elas se realizem na perfeição, não pode ser outro que um Deus Real !

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Resposta às orações As promessas de Deus em escutar as nossas orações constituem também uma grande prova da Sua existência. Para os que não acreditam em Deus e nunca oraram ao verdadeiro Deus, é normal que isto permaneça matéria de dúvida e de cepticismo. Mas para os que acreditam Neste Deus e que Lhe oram, seguindo as suas instruções, a resposta à oração constitui uma das maiores provas pessoais de que Deus existe. Desta forma os que sabem que as suas orações foram ou são ouvidas, não dão grande importância às opiniões dos cépticos. É através da Bíblia que podemos aprender o que devemos saber a respeito da oração. As Escrituras contêm muitos exemplos de orações atendidas por Deus. A oração de Salomão pedindo a Deus que lhe desse sabedoria, foi acompanhada de bênçãos suplementares (I Reis 3:5-13). Já foi citada uma pequena parte da história de Israel, como sendo a história mais fascinante que já alguma vez existiu sobre a terra. Nem sempre pela melhor razão, mas aqui cita-se uma passagem somente, para que quem ler este livro, possa ter uma ideia da forma múltipla, como tanta vez Deus intervém, mesmo junto de pessoas que por vezes pouco sabem das Escrituras. Não era o caso de Israel, mas sabemos que muitas vezes Deus detestava a forma como Israel se conduzia. Existiu em Judá, um certo rei, que temia transgredir a lei de Deus, o seu nome foi Ezequias. No seu tempo, já a nação de Israel do Norte, tinha sido levada pelo rei da Assíria, e agora esta nação preparava-se para também levar Judá. Mas este rei de Judá, em Jerusalém, mostrou a Deus, quanto desejava aplicar-se na obediência à Sua Palavra, de acordo com os relatos que as Escrituras nos apresentam da sua vida. Aconteceu porém, que o grande rei da Assíria, enviou o seu exército e o seu emissário, para desencorajar o povo de Judá, ao mesmo tempo que ofendeu o grande Deus de Israel. Mas este rei, o de Judá, colocou diante de Deus, as injúrias que esse grande rei da Assíria pronunciou, não somente contra o povo e Jerusalém, mas sobretudo contra Deus. O enviado do rei da Assíria a Jerusalém, Rabsaqué, disse: «Ouvi (escutai) a palavra do grande rei, do rei da Assíria. Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias, porque não vos poderá livrar da sua mão. Nem tão-pouco vos faça Ezequias confiar no Senhor, dizendo: Certamente nos livrará o Senhor, e esta cidade não será entregue - 168 -


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na mão do rei da Assíria. Não deis ouvidos a Ezequias, porque assim diz o rei da Assíria (…) Porventura os deuses das nações puderam livrar, a cada um, a sua terra das mãos do rei da Assíria? Que é feito dos deuses de Hamath e de Arpad? Que é feito dos deuses de Safarvaim, Hena e Iva? Por ventura livraram Samaria da minha mão? Quais são eles, de entre todos os deuses da terra, que livraram a sua terra da minha mão, para que o Senhor livrasse Jerusalém da minha mão»? (II Reis.18: 28-31-35) E Aconteceu, que Ezequias tendo-o ouvido, rasgou os seus vestidos, e cobriu-se de saco e entrou na casa do Senhor. E orou Ezequias perante o Senhor, e disse: Ó Senhor, Deus de Israel, que habitais entre os querubins, tu mesmo, só tu, és o Deus de todos os reinos da terra, tu fizestes os céus e a terra. Inclina, Senhor, o teu ouvido e ouve, abre, Senhor os teus olhos e vê, e ouve as palavras de Senaquerib, que enviou a este, para afrontar o Deus vivo. Verdade é, ó Senhor, que os reis da Assíria assolaram as nações e as suas terras. E lançaram os seus deuses ao fogo, porque deuses não eram, mas sim obra da mão de homens, madeira e pedra, por isso os destruíram. Agora, pois, ó Senhor nosso Deus, sê servido de nos livrar da sua mão. E assim saberão todos os reinos da terra, que só tu és o Senhor e Deus» (II Reis.19:,1,15-19) Deus não precisava que o rei de Judá lhe apresentasse a injúria do assírio, porque Deus tudo houve, mas na sua angústia e por esta afronta, Ezequias implorou a intervenção de Deus. E qual foi o resultado? «Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias. Assim diz o Senhor, Deus de Israel. O que me pedistes, acerca de Sanaquerib, e do rei da Assíria, eu o ouvi. Esta é a palavra que o Senhor falou dele. A virgem, a filha de Sião te despreza, e de ti zomba. A filha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti. A quem afrontastes e de quem blasfemastes? E contra quem alçastes a tua voz e erguestes os teus olhos ao alto? Contra o Santo de Israel? Por meio dos teus mensageiros afrontastes o Senhor, e dissestes: Com a multidão dos meus carros subo eu ao alto dos montes, aos lados do Líbano, e cortarei os seus altos cedros, e as suas formosas faias, e entrarei nas suas pousadas extremas até ao bosque do seu campo fértil. Eu cavei, e bebi águas estranhas, e com as plantas dos meus pés, secarei todos os rios dos lugares fortes. Porventura não ouvistes que já dantes fiz isto? E já desde os dias antigos o formei? Agora, porém, o fiz vir, para que fosses tu que reduzisses as cidades fortes a montões desertos. - 169 -


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Por isso, os moradores delas, com mãos encolhidas, ficaram pasmados e confundidos. Eram como a erva do campo, e a hortaliça verde, e o feno dos telhados, e o trigo queimado, antes que se levante o levante. Porém o teu assentar e o teu sair, e o teu entrar eu o sei, e o teu furor contra mim. Por causa do teu furor contra mim, e porque a tua revolta subiu aos meus ouvidos, portanto, eu porei o meu anzol no teu nariz, e o meu freio nos teus beiços, e te farei voltar pelo caminho por onde viestes». (II Reis.19: 20-28) Apesar da sua enorme supremacia, como veremos, Deus deu a garantia ao rei de Judá, que Jerusalém não cairia nas mãos do rei da Assíria como anteriormente tinha feito com o Israel do Norte, quando a Assíria o levou cativo, segundo a história, por volta do ano 720 aC. Então Isaías disse: «Portanto, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria. Não entrará nesta cidade, nem lançará frecha alguma. Tão-pouco virá perante ela com escudo, nem levantará contra ela tranqueira alguma. Pelo caminho por onde vier, por ele voltará. Porém nesta cidade não entrará, diz o Senhor. Porque eu ampararei esta cidade, para a livrar, por amor de mim, e por amor do meu servo David. E sucedeu, pois, que naquela mesma noite, saiu o anjo do Senhor, e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil deles (185.000). E levantando-se pela manhã cedo, eis que todos eram corpos mortos. Então Sanaquerib, rei da Assíria, partiu, e foi, e voltou, e ficou em Ninive. E sucedeu que, estando ele prostrado na casa de Nisroch, o seu deus, Adram-melech e Sarezer, seus filhos o feriram à espada. Porém eles escaparam para a terra de Ararat. E Esarradon, seu filho, reinou em seu lugar.(2. Reis.19: 29-37) A Bíblia deixa-nos aqui mais um exemplo, que permite entender que mesmo os homens mais pecadores, podem alcançar misericórdia de Deus. Tudo dependerá do seu comportamento. Este rei foi na verdade um rei exemplar, quando comparados com outros, mas mesmo assim, não foi um homem perfeito. Anteriormente, este rei assírio, tinha já pressionado Ezequias, impondo-lhe o pagamento de muito ouro e prata. Para isso, o rei de Judá, em vez de fazer nesse tempo como fez agora, pensou poder resolver a situação pelos seus próprios meios. Para esse fim, ele, o rei de Judá, reuniu toda a prata até 300 talentos de prata, e 30 talentos de ouro. Como não tinha por onde pagar, o rei de Judá, cortou todo o ouro que cobria as portas do templo de Deus, e retirou toda a prata existente no templo, e enviou isso tudo ao - 170 -


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rei da Assíria. Mas o insaciável rei da Assíria queria mais, mas desta vez a atitude de Zedequias e do povo de Jerusalém, fez com que Deus tivesse misericórdia. A atitude do homem é de primeira importância diante de Deus. Além deste caso, muitos outros se encontram na Bíblia, precisamente para os que quiserem possam meditar. A Bíblia diz-nos que Elias foi um homem com a mesma natureza que nós, um dia orou para que não chove-se e a chuva não caiu na terra durante três anos e meio. Depois orou, e a chuva voltou a cair. (Tiago 5:17-18). Também no Novo Testamento há relatos de numerosos exemplos fascinantes de orações atendidas. Jesus orou muito tempo durante uma noite pedindo a Deus de o inspirar na escolha dos seus doze discípulos quando da fundação da Sua Igreja (Lucas: 6:12-13). Jesus orou horas antes de caminhar pelo mar a fim de se juntar aos seus discípulos. (Mateus 14:23-25). Lázaro foi ressuscitado dos mortos, em resposta à oração de Cristo (João 11:41-44).Quando os primeiros membros da igreja do Novo Testamento no seu princípio oraram a fim de receberem de Deus a coragem para pregar o Evangelho, Deus respondeulhes fazendo tremer o local onde se encontravam reunidos. (Actos 4:23-31). A Bíblia ensina-nos igualmente a orar. Devemos pois aprender a orar da mesma maneira que uma pequena criança aprende a caminhar. Os discípulos disseram a Jesus: «Senhor, ensina-nos a orar» (Lucas 11:1). Foi assim que Ele nos deixou um exemplo a seguir. (Mateus 6: 1-15). A partir deste exemplo, podemos compreender que a oração é quase como que uma conversa, mas muito séria com Deus, onde Lhe fazemos parte das nossas preocupações e é uma maneira de Lhe manifestarmos de uma certa forma a nossa gratidão. Não se trata de forma alguma de uma repetição de frases decoradas ou ladainhas, fruto dos pensamentos e opiniões alheias. (vv 7) Deus escuta as orações dos justos e dos que procuram obedecer-lhe. (I Pedro 3:12; I João 3:22). A Bíblia revela-nos, que as orações dos santos dão prazer a Deus, como cheiro agradável do incenso. (Apocalipse 5:8). Jesus disse aos seus discípulos: «Pedi e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis batei e abrir-se-vos-á» (Mateus 7-7). É um desafio aprender a pedir, segundo a vontade de Deus. Quando se aprende a forma como Deus quer, é fácil orar segundo a Sua vontade. (I João 5:14). Para compreender a vontade divina é indispensável estudar as Es- 171 -


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crituras, o manual de instruções de Deus, submetendo-se a elas. Graças à oração, podemos falar com Deus de todas as coisas que nos dizem respeito, e mesmo dos problemas dos outros. Se pensais que a vossa vida é vazia sem objectivo, se tendes a impressão de estar sós e abandonados, porquê não abrir a vossa Bíblia, e particularmente nos Salmos, aprende-se como falar a Deus, expondo os vossos problemas orando ao Verdadeiro Deus. Se sois capazes de ver o sentido errado e a ausência de futuro para o nosso mundo laico materialista, porquê não vos ajoelhardes num local privado e falar ao Deus Criador de todo o universo? Se sois conscientes do vazio e inutilidade da religião organizada, porquê não procurar na Bíblia uma resposta aos vossos sentimentos e partilha-los com o vosso Criador? Pedi-lhe que vos ajude a compreender a Bíblia, assim como o verdadeiro significado da vossa vida. Pedi-lhe que vos conduza, lá onde na verdade Ele obra através da Sua Igreja. Pedi-lhe que vos ajude a ver, a fim de vos ajudar a viver segundo as Suas instruções e recebereis como recompensa já nesta vida as promessas que lhe estão associadas. Aceitai com prazer as instruções de Jesus Cristo e conformai-vos a elas como se encontram no Evangelho de (Mateus 6:5-15 e Lucas 11:1-4) Começai por orar! É muito possível receber por vós mesmo uma prova em resposta às vossas orações feitas de acordo com as instruções divinas. Deus não muda. (Malaquias 3:6). Ele escutou as orações no passado e Ele as escuta no presente assim como o fará no futuro. A resposta às orações é uma prova grandiosa e pessoal, de que Deus é Real! Uma das Suas promessas diz o seguinte: «Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama, e aquele que me ama será amado do meu Pai. Eu o amarei, e me manifestarei a ele». (João.14: 21)

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Um modo de vida eficaz Esta prova que é apresentada aqui neste estudo, de que Deus é uma realidade e que a Sua Palavra é a verdade, reveste-se de um sentido muito particular, para as pessoas que viveram e cometeram erros. No entanto é muito importante para nós, jovens e adultos, que têm «olhos para ver e ouvidos para ouvir,» para todos os que são suficientemente humildes para aprender lições com o que acontece no quotidiano. Esta prova reflecte-se no resultado que é produzido por dois modos de vida opostos. A mensagem que é tolerada pela nossa sociedade moderna, é: Façam o que é justo segundo a vossa maneira de pensar. Ou seja, que não há nada de absoluto para determinar o que é bem ou mal, mas a mensagem que o Grande Deus dá na Bíblia é muito diferente: As Escrituras mostram dois modos de vida diferentes, e entre os dois tem que haver uma escolha. A Bíblia apresenta claramente esta oposição na forma diferente como se pode viver. Moisés um dos grandes homens escolhido por Deus, comunicou à antiga nação de Israel ao dizer: «Vês aqui, hoje te tenho proposto a vida e o bem, a morte e o mal. Porquanto te ordeno, hoje, que ames o Senhor, teu Deus, que andes nos seus caminhos, e guardes os seus mandamentos, os seus estatutos, e os seus juízos, para que vivas e te multipliques, e o Senhor, teu Deus, te abençoará na terra a qual entras a possuir. Porém, se o teu coração se desviar, e não quiseres dar ouvidos, e fores seduzido para te inclinares a outros deuses e os servires. Então eu vos denuncio hoje aqui, que certamente perecereis, e não prolongareis os dias na terra a que vais , passado o Jordão, para que, entrando nela a possuas. Os céus e a terra tomo hoje por testemunha contra vós, que tenho proposto, a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente. Amando ao Senhor, teu Deus, dando ouvidos à sua voz, e te achegando a Ele, pois Ele é a tua vida e a lonjura dos teus dias» (Deuteronómio 30:15-20). Esta regra continua a ser o maior desafio da vida humana. Como os seres humanos são agentes moralmente livres, possuidores da liberdade de escolha de obedecerem ao seu Criador e serem abençoados, ou seguirem a sua forma pessoal de pensar e neste caso terem de suportar as consequências das suas decisões. (Deuteronómio 28 e Levítico 26 Também Jesus faz referência a estas duas escolhas possíveis ao - 173 -


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dizer: «Entrai pela porta estreita; porque larga é a porta, e espaçoso o caminho que conduz à perdição, e muitos são os que entram por ela. E porque estreita é aporta e apertado o caminho que leva à vida, poucos há que a encontrem» (Mateus 7: 13-14). O trágico resumo da história da humanidade, dá-nos conta que a grande maioria dos homens, sempre se deixou levar pela corrente, fazendo como os outros ou aquilo que bem parece aos seus olhos. Em vez de procurarem conhecer O nosso Criador e como aplicar as Suas instruções na sua vida, preferem fazer as coisas à sua maneira. Não admira pois, que o resultado seja aquilo a que vulgarmente se chama: «A dura escola dos sofrimentos.» Se a sua vida continua a ser envolvida de dificuldades e desilusões, em ruas escuras e sem esperança, porquê não experimentar uma outra saída? Examinai a Palavra do vosso Criador e comece a fazer as coisas à Sua maneira, para que tudo possa mudar na sua vida ? Vejamos muito rápidamente a forma como Deus recomenda nas Escrituras, a fim de o porem à prova: Nos tempos antigos Deus deu a Sua Lei ao seu povo israelita no monte do Sinai : (Êxodo 20) e eles prometeram a sua obediência, (Deuteronómio 4: 1-10), mas analisando as Escrituras, verificamos que faltaram ao seu cumprimento o que teve como consequência a invasão do seu país e a deportação para o exílio. (Ver Ezequiel 20.) No Novo Testamento, podemos compreender que Cristo na sua missão na terra, incluía a explicação mais ampla da lei, tendo como base os Dez Mandamentos, (Êxodo: 20 e Mateus 5:1719) Ele deu a explicação de que o homem deve viver no espírito da lei e não somente da letra. (Mateus 5: 21-28). Também aqui é manifestada a vontade de Deus, para que todo o que decidisse conformar-se às Suas instruções, viesse a ser a luz, (exemplo) no mundo. Jesus disse: «Eu vim para que as minhas ovelhas tenham a vida e a tenham em abundância» João 10:10). Ele designou uma melhor forma de vida, mas a diferença entre as suas instruções e a forma como a humanidade sempre viveu, é tal, que pode facilmente ser comparada com a diferença que existe entre a noite e o dia. (João 3:16-21). Quando os apóstolos encorajavam os homens a sair da forma como estes viviam no seu tempo, (2 Coríntios 6: 11-18) eram acusados de provocar distúrbios: (Actos 17:5-6. Como a Bíblia sublinha o modo de viver divino, não é uma aproximação vaga, nebulosa ou diluída, que as pessoas podem modificar segundo as suas conveniências. O modo de viver de Deus, repousa sobre as Suas leis. - 174 -


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Para assim viver, é indispensável atitudes específicas, comportamentos e práticas especiais, às quais muito poucas pessoas hoje desejam aderir, começando por aprender as leis de Deus. É verdade que está escrito que a verdade divina acabará nalguns casos por dividir amigos e até familiares (Mateus 10:34-39), mas não é menos verdade que os que tiverem coragem em seguir Jesus Cristo, vivendo de toda a Sua Palavra (Mateus:4:4), grande será a sua recompensa (Apocalipse 3:10-11). Uma das razões principais que faz com que o cristianismo tradicional tenha naufragado a nível mundial, é que a circulação da verdade divina, foi imensamente substituída pelos teólogos, de tal modo, que hoje os verdadeiros ensinamentos da Bíblia, não têm quase nenhum efeito na vida da maioria dos homens. «As grandes linhas do comportamento ditadas por uma certa igreja, são descritos como : uma instituição livre de pecar sem grandes complexos (...) sem crenças a partilhar (...) sem conceitos comuns (...) sem fundamentos reconhecidos biblicamente válidos (...) sem definições unânimes. Pertencer a este género de igreja, é reconhecer tudo isto. (The empty Church Reeves, 1996, página 10) Qualquer igreja vivendo assim, não pode provar, que ela é aquela que Jesus Cristo fundou, de acordo com o que está escrito no Novo Testamento! A cumplicidade e a diluição das Escrituras, nunca poderão funcionar. Mas cada um é responsável pelo seus actos. Uma coisa é certa: Qualquer igreja mata-se a si mesma, sempre que agir desta forma. Esta é mais uma prova que somente a forma de viver divina é eficaz. Como está escrito: «O que parece justo aos olhos do homem, raramente o é aos olhos de Deus». (Provérbios 14: 12 16:25).

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Um julgamento futuro O Cristianismo moderno oferece ao mundo a imagem de um Deus doce, afável, misericordioso e com uma paciência tolerante. Alguém que aceita tudo sem limite, porque é um Deus de Amor. Ele, segundo uma ideia quase generalizada, tolera aos homens a liberdade de fazerem praticamente o que querem, ficando satisfeito com as orações que fazem de vez em quando. Esta falsa ideia sobre Deus, é apenas uma ideia humana, a qual não oferece qualquer resultado positivo na vida das pessoas, e as conduz à desgraça. Nunca vos perguntastes, porque motivo a humanidade sofre tanto? Se Deus na realidade existe, e se os homens são o seu povo, ou até filhos, como muitos pensam ser, então porque será que a humanidade sofre tanto? Se ao homem foi dada essa liberdade tão apregoada, sem que por isso seja responsável pelas suas más obras, porque motivo então, Deus não intervém, antes que as desgraças aconteçam? Ou então, talvez seja verdade que Ele não exista! Como já explicado em largura e em comprimento, as desgraças da humanidade desde a mais pequena até à maior, são o resultado das transgressões das instruções divinas. Por isso, a realidade profunda, é que o Deus Real da Bíblia, é completamente diferente da ideia que as pessoas possam fazer sobre Ele. O Deus que transparece das Escrituras, é um Criador Todo-Poderoso, um Arquitecto inteligente, um Dador de vida e de leis. Ele intervém no curso da história sempre que o deseje, Ele escuta as orações do seu povo, mas detesta as transgressões dos Seus mandamentos. A Sua Palavra é a luz de um modo de viver que conduz à vida eterna. Sendo um Deus grandiosamente misericordioso, não impede que também seja Um Deus de justiça e julgamento, que permite à humanidade colher os frutos do seu comportamento. Na Sua paciência permite ao homem fazer as suas escolhas que depois colherá aquilo que semeou segundo o caminho que tomou. Para que o homem possa escolher o bom caminho, tem que ter o conhecimento das suas leis, para que viva segundo elas, porque somente elas garantem a verdadeira felicidade. Por esse motivo o Deus da Bíblia diz aos seus servos: «Clama em alta voz, e não te detenhas, levanta a tua voz como uma trombeta e anuncia ao meu povo a sua transgressão, e à casa de Jacob os seus pecados» (Isaías 58:1). É verdade, que Deus refere-se - 176 -


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aqui ao seu povo do Antigo Testamento, mas como já dito várias vezes, depois da morte e ressurreição de Cristo, todos os homens podem ser seu povo. Deus não lhes diz de pregarem coisas agradáveis, aquilo que o homem em geral gosta de ouvir, coisas que se acomodem aos seus desejos, com as quais se enganam a si mesmo, (Isaías 30:9-10). O Todo - Poderoso, Deus de Israel, quer que a humanidade compreenda o que é a vida e o mundo em que vive, a fim de fazer a melhor escolha, única forma durável de encontrar aquilo que ela procura, quais coisas tão preciosas que somente de Deus as pode receber. Na Sua infinita misericórdia Deus perdoa, quando existe um sincero e profundo arrependimento, ou seja: quando reconhecemos as nossas transgressões, as quais são a transgressão da lei. (I João:3-4) demonstrando-o depois pela nossa atitude, procurando não as repetir. Mas se o homem não conhecer a lei de Deus, como é que ele pode saber o que é a transgressão? Deus agrada-se plenamente, logo que o homem reconhece o seu erro e procura viver duma forma diferente, seguindo corajosamente com prazer as instruções divinas. A Bíblia diz que Deus trabalha na terra seguindo um plano preciso. Diz ainda que brevemente Ele enviará de novo o Seu Filho Jesus Cristo sobre a terra para estabelecer o Seu Reino. Esta é a mensagem central do Seu Evangelho, a qual foi ensinada por Cristo e depois proclamada pelos seus discípulos. (Marcos 1:1415; Lucas 9:1-2 ; Actos 8:12; 28:23-31). Esta mesma mensagem deverá ser proclamada ao mundo pela sua verdadeira Igreja, e concluída pouco antes dos últimos dias e da vinda de Cristo. (Mateus 24: 14)Esta é a razão principal da existência deste livro. Com a Sua vinda, Cristo mudará o curso da história da humanidade. Ele julgará a terra em justiça, segundo a lei divina (Salmo 96:13 Apocalipse 19:11). Será somente a partir da Sua vinda que terão fim os sofrimentos e a negativa forma de governar e viver. O apóstolo João fala da época em que Deus fará demonstração do Seu grande poder e reinará sobre as nações, recompensando os seus servos, ao mesmo tempo que destruirá os que corrompem e destroem a terra. (Apocalipse 11:15-19). Deus fará nesse tempo distinção dos seus fiéis, quando da ressurreição dos seus santos, aqueles que durante a sua vida física decidiram conformar-se às Suas leis e mandamentos. (Mateus 25: 31-46). A diferença será feita entre os que conhecem - 177 -


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as Escrituras e se conformam às suas instruções, e os que seduzidos pelos falsos ensinamentos não sentiram a necessidade de procurar a verdade para obedecer ao Seu Criador: Este período de julgamento já desponta no horizonte. Na Sua vinda, O Messias reorganizará a humanidade no caminho da paz, da verdade e da justiça (Isaías 9:67; Apocalipse 11:15-18), com a colaboração dos seus santos (Daniel 7:27). O profeta Miquéas relata o seguinte: «E julgará entre muitos povos, e castigará poderosas nações, e converterão as suas espadas em enxadas, e as suas lanças em foices: uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra» .(Miquéas.4:3). Em Ezequiel 39:7-8) diz: «E farei conhecido o meu santo nome no meio do meu povo Israel, e nunca mais deixarei profanar o meu santo nome, e as nações saberão que eu sou o Senhor, o Santo em Israel. Eis que é vindo, e se cumprirá diz o Senhor Todo-Poderoso: Este é o dia de que tenho falado». O que tem sido explicado, parece em muitas ocasiões, algo que parece ultrapassar a realidade, visto que a maior parte desta boas notícias, nunca outro alguém as apresentou em tão grande quantidade e com um apoio verídico absoluto. Mas tudo é oferecido pelo Criador dos céus e da terra. Ele disse: «Assim diz o Senhor, Rei de Israel, e seu redentor, O Senhor dos Exércitos. Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim, não há Deus. E quem chamará como eu, e anunciará isto e o porá em ordem perante mim? Desde que ordenei um povo eterno, esse, que anuncie as coisas futuras, e as que ainda hão-de vir» (Isaías. 44:6,7) Esse povo, é o seu povo. Compreendeis, porque nunca tais coisas foram anunciadas, e ainda as que irão completar este volume? A sedução, a dúvida e o cepticismo para com Deus orquestrada por Satanás e implantada pelo homem, desaparecerão para sempre. O Deus Real da Bíblia ordenou que nenhum outro deus devia ser adorado. (Êxodo: 20:1-7). Explicou as consequências que implicariam para o homem (Deuteronómio 8:1120). Aos santos que estavam em Roma, Paulo explicou igualmente, as graves consequências em que incorreriam, caso os homens começassem a criar ideias sobre Deus segundo a sua própria imaginação, seduzidos por Satanás. (Romanos 1:18-22). Igualmente deu o mesmo aviso à Igreja que se encontrava em Corinto, (II Coríntios 11:2-4), mas a triste realidade, é a grande abundância dessas contrafacções. Graças à sedução de Satanás que exercendo a sua influência em grande parte sobre muitos teólogos mal instruídos, e muitos outros homens vistos sábios e talentosos deste - 178 -


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mundo, estes escolheram rejeitar as chamadas provas físicas da existência do Criador, insistindo na fé pessoal e da presença de Deus na consciência humana, e outros até na Sua inexistência. Com esta infiltração liberal moderna, teve como resultado uma humanidade mutilada quanto ao conhecimento do Deus Real. Como o fim desta era chega ao seu fim, não vos deixeis continuar a seduzir! Muitas são as vezes que O Messias nos avisa a todos contra esse desastre. (Mateus 7: 15-20; 24:4-5, 11 e 24). O apóstolo Paulo deu um grande conselho a todos os membros da Igreja do Novo Testamento ao dizer: «Examinai todas as coisas, retende o bem». (I Tessalonicenses 5:21) Vós podeis provar que Deus existe. Vós não tendes necessidade nem deveis aceitar tudo com uma fé cega. Pelo contrário, podeis se assim o decidirdes ter uma verdadeira fé, uma fé que salva, baseada em provas reais e numa relação íntima com o vosso Criador, o Deus do universo, aquele que inspirou As Sagradas Escrituras. Esse, É o Deus Real, o grande Arquitecto, a fonte de toda a sabedoria, o dirigente do Cosmos, o Deus Vivo. Ele não faltará com tudo o que profetizou na Sua Palavra, Ele estabelecerá o Seu Reino sobre a Terra, governando com autoridade, justiça, amor e verdade sobre todas as nações. Esta é finalmente a grande mensagem que veio trazer à terra, para que toda a terra tenha finalmente uma vida que valha verdadeiramente a pena ser vivida. Este é o verdadeiro Evangelho. Vós podeis fazer parte destas maravilhosas promessas e deste futuro magnífico. Vós podeis conhecer O DEUS REAL.

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A História da Igreja de Deus Jesus Cristo disse: Fundarei a minha igreja e as portas do inferno «ou da morte» do grego «hades» não prevalecerão contra ela: (Mateus. 16:18) Qual é essa Igreja e que foi feito dela? Sempre que a Bíblia se refere à Igreja, nunca é feito referência a um edifício em particular, ou a uma organização puramente humana colocada sob uma autoridade laica. A palavra Igreja, é traduzida da palavra grega «ekklésia», derivando de duas palavras gregas significando literalmente «0s chamados (chamados de ou fora de), referindo-se a um grupo de cidadãos que foram escolhidos do meio dos habitantes da cidade para se ocuparem de assuntos importantes. Foi com frequência utilizada na tradução grega do Antigo Testamento para fazer referência à congregação de Israel, ou assembleia do povo de Deus. Congregação e Assembleia, são igualmente o termo exprimido habitualmente por «ekklésia» no Novo Testamento. Para os «chamados» o significado da palavra ekklésia é fundamental para compreenderem o que é a Igreja. No livro de (Génesis 12), podemos ler que Abraão foi «chamado» por Deus a sair de Úr na Caldeia. Em (Êxodo 12), vemos que os descendentes de Abraão, os filhos de Israel, foram chamados por Deus a sair do Egipto. A partir desse momento passaram a ser a «Assembleia no deserto» (Actos 7:38). Uma das últimas advertência que Deus faz ao seu povo, consiste numa chamada feita, convidando-o a sair de Babilónia. (Apocalipse 18:4). Babilónia, há muito que deixou de existir, mas permanece essa civilização que se enraizou nesse território, que faz parte actualmente do Iraque. Babilónia, tem nos nossos dias como sinónimo, a forma corrupta como vive uma grande parte da humanidade. Os santos de Deus não devem associar-se à mentalidade pecaminosa e corrompida da civilização em que viverem, particularmente depois da sua conversão, a fim de serem achados dignos de escapar ao enorme cataclismo que se abaterá sobre o Mundo, simbólicamente «Babilónia». Nas Suas palavras, Cristo dá-nos a entender claramente, o que é necessário para fazer parte do seu povo, hoje a Sua Igreja. Para dela fazerem parte, cada um deve ser chamado pelo Pai (João 6:44, 45, 65). Somente os que respondem favorávelmente a essa chamada da parte do Pai, manifestada pelo arrependimento, pela obediência e pelo baptismo, recebem depois o Espírito Santo (Actos. 2:38), quando Cristo passa a viver no novo baptizado. É somente a partir da recepção deste - 180 -


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dom, espiritual, que qualquer pessoa vem a ser membro a parte inteira da Igreja que Jesus Cristo fundou. (Romanos 8:9, I Coríntios 12:13). Não porque a pessoa passe a ser invisível, mas porque nela foi colocado o Espírito Santo que Deus dá aos que lhe obedecem.(Actos.5:32). Mas que foi feito dessa igreja que Cristo fundou? Será que ela se terá adaptado e modificado por uma espécie de revelação progressiva nas diversas alterações doutrinais conhecidas ao longo dos séculos? Terá Deus ordenado a alguém que a desviasse da Sua verdade, para ser transformada através de ideologias de homens tais como Martin Luter, Jean Calvin, Sócrates, Platão, Constantino, Ireneus, Justino entre tantos outros? Ou terá ela resistido às heresias ao longo dos séculos em pequenos grupos formando um todo, onde se continuou a acreditar e a praticar as doutrinas ensinadas por Jesus Cristo e pelos apóstolos do primeiro século? Ao examinar-se a história da Igreja tradicional, dita cristã através dos séculos, descobre-se uma Igreja bastante diferente daquela descrita nas páginas do Novo Testamento. A Igreja de Deus, contrariamente ao que se pode imaginar, não depende do grau de intelectualidade ou género de chefes dominantes, mas somente segundo as leis, nas quais são obrigatóriamente fundadas as doutrinas que a regem, de acordo com o seu fundador. Qualquer ideologia que seja acrescentada, ou algo que seja retirado, destrói automaticamente a pureza da doutrina real, tornando-a inútil e sem qualquer valor. Isto é o que encontramos ao longo de toda a Bíblia. A história da Igreja de Deus, é qualquer coisa de tão extraordinário, que na maioria das vezes o mundo não consegue entender o seu comportamento. Ao analisar-mos o livro dos Actos, nós vemos que a Igreja de Deus celebrava os dias santos dos “judeus” (Actos. 2:1; 13:14,2742,44) (Levítico 23) O povo de Deus acreditava na vinda de Cristo para restaurar o Novo Mundo. (Actos 3:20,21; 17:31). Ela creditava no estabelecimento do Reino de Deus sobre a Terra. (Actos.1:3,6 28:23), Apoc. 20:4. Mas apenas menos de três séculos mais tarde, encontramos uma Igreja pretendendo ter a sua origem apostólica, observando o «culto do dia do sol» em vez do Sábado santo, sétimo dia da criação. Vemos ainda que quando do concílio de Niceia em que foram reunidos os seus bispos para discutir questões doutrinais, este concílio foi presidido por nenhum outro que um imperador romano, Constantino! Como é que uma transformação tão espectacular pode ter acontecido em tão - 181 -


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pouco tempo? Que terá acontecido? A história reconhece esta alteração dramática que aconteceu no final do 1º século. Durante os cinquenta anos depois da morte de S. Paulo, um véu cobriu a Igreja através do qual os historiadores sempre tiveram dificuldade em descortinar o que se passou durante este período, e logo que ele se levantou por volta do ano 120 da nossa era com os escritos dos primeiros Pais da Igreja (Católica), encontramos uma Igreja sobre muitos aspectos, muito diferente daquela dos tempos de S. Pedro e S. Paulo. A Igreja de Deus tem uma marca e uma forma de viver que a distingue, que o mundo nunca entendeu. Os pais da Igreja acima referidos, foram um grupo de filósofos, que elaboraram uma ideologia adoptada pela grande Igreja, dos quais nenhum foi verdadeiramente cristão, mesmo que alguns vivessem no meio cristão e até que alguns tenham mesmo sido baptizados na Igreja de Deus. Mas no fim das suas vidas, com os seus escritos, era manifesto que a doutrina cristã era superficial na sua compreensão. A história da Igreja cristã entre o Pentecostes do ano 31 e o concílio de Niceia no ano 325, é uma história fascinante, uma história que relata a maneira como a ortodoxia doutros tempos veio a ser as heresias de hoje e onde essas heresias acabaram por vir a ser consideradas doutrinas cristãs ortodoxas. É uma clara demonstração que nos permite compreender, como é que as tradições e os ensinos dos bispos acabaram por substituir a Palavra de Deus, única fonte de verdadeira doutrina. Actos 2:1 declara: «E, cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos num mesmo lugar. E sobre eles veio o Espírito Santo como o Senhor tinha anunciado»: (Lucas 24:49, Actos 1:5). Após esse acontecimento memorável, cerca de três mil pessoas foram baptizadas. (Actos. 2:41). Apenas algumas semanas depois, esse número já tinha multiplicado várias vezes (Actos 6:1). Era uma época de milagres espectaculares e de um enorme crescimento da Igreja. Foi também uma época de união doutrinal em que a Igreja era em grande parte composta por judeus que observavam a lei divina É um cenário que ultrapassa a ficção, mas históricamente é bem conhecida.

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Simão e outro evangelho Estudando as Escrituras, podemos verificar que mesmo depois da rebelião de Satanás, este tinha ainda acesso ao trono de Deus. (Job 1:6). Tal como Satanás se infiltrava fácilmente no meio dos Anjos de Deus, também vemos que em Actos 8 um homem utilizado por Satanás se infiltrou astuciosamente na Igreja de Deus a fim de a destruir. Este homem foi Simão o mágico de Samaria, mais conhecido na história profana por: Simão, o bruxo de Samaria. Os Samaritanos tinham por este homem um grande respeito, considerando-o um enviado de Deus, divinamente escolhido por Ele.(Actos 8:9, 10). Esta é a real razão, porque motivo foi tão fácil a Simão de Samaria, fundar uma igreja em Roma. Ou seja que, o império romano deslocava para Roma, muitos dos povos que conquistava, e muitos desses povos, eram samaritanos. Assim, Simão de Samaria encontrava-se em Roma entre os seus, entre muitos samaritanos. Eles já o conheciam, e continuaram a apoiar as artes mágicas de Simão que ele misturava com algumas terminologias cristãs, como o caso de ter reconhecido Jesus Cristo como Salvador. Assim nasceram as raízes da grande igreja romana. O próprio Simão, apresentava-se como um enviado de Deus, manipulando os seus admiradores com os seus actos de magia. Ele veio a ser baptizado no ano 33, passando a ser cristão de nome assim como outros samaritanos, mesmo que o apóstolo Pedro tenha reconhecido os verdadeiros motivos e objectivos de Simão. Em (Actos. 8: 22-23) Pedro repreende Simão utilizando termos fortes ao dizer-lhe que o via em fel de amargura e em laço de iniquidade. Noutro estudo, existe uma explicação, que nos permite compreender, como foi tão fácil a Simão conquistar tantos simpatizantes em tão pouco tempo. Quem eram os Samaritanos? No segundo livro dos reis, como já mencionado noutras passagens, encontramos a informação que, após a deportação das dez tribos de Israel do Norte, com a capital em Samaria levados em cativeiro pelo rei da Assíria, os babilónios ocuparam os lugares deixados pelos Israelitas. Por sua vez os Samaritanos babilónios, continuaram a praticar o paganismo, próprio da sua cultura, agora inserindo-lhe uma terminologia bíblica, a fim de encobrirem, conscientemente ou não, o seu comportamento religioso. (II Reis 17:33-41). Mesmo que professando a sua elegância ao Deus de Israel, contudo, não se submetiam aos seus mandamentos (V: 34). - 183 -


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Com efeito, segundo os livros de Esdras e Neemias, esses povos acabaram por vir a ser abertamente inimigos da verdadeira obra de Deus. Após as conquistas de Alexandre o Grande, os Samaritanos tal como os Judeus, foram dispersos através do mundo. Existiam várias colónias de Samaritanos nos diversos centros principais do Império romano, incluindo Alexandria, Egipto, e mesmo em Roma. Entre esses povos encontravam-se muitos admiradores e seguidores de Simão o Mágico de Samaria. Os «Samaritanos» fundados sobre o paganismo babilónico e a sua aparente atitude para com o Deus de Israel, eram ainda muito influenciados pela filosofia grega. A tudo isso, Simão misturou o reconhecimento de Cristo como Salvador da humanidade. No entanto tal como disse Cristo: «Nem todo o que me diz Senhor Senhor ! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus»(Mateus. 7:21). Simão utilizou o nome de Cristo, proclamando uma mensagem diferente, na qual dispensava a necessidade da obediência profunda a Deus e aos Seus Mandamentos! No seu HandbooK to the History of Christianity, Eerdman diz: Os primeiros escritores cristãos, viram em Simão a fonte de todas as heresias. (Pag. 100) No seu artigo sobre Simão o mágico, a Enciclopédia britânica na sua IIª edição identifica-o como o fundador duma escola de agnósticos e o pai de heresias. Quanto a Edward Gibbon historiador de renome mundial, diz que os agnósticos inseriram à fé em Cristo, muitos princípios elevados mas obscuros vindos da filosofia oriental. (The Triumpf of Christendom in Romam Empir. pag.15). O agnosticismo (termo que vem do grego por: conhecimento) era um modo de vida altamente intelectual. Ele representava uma mistura de religião dos mistérios babilónicos com a filosofia grega. Junto desta classe, os recites bíblicos não eram tomados no seu sentido literal, mas tratados como alegorias e utilizadas para ensinar “verdades” mais profundas. O recito de Moisés sobre a criação, foi tratada pelos agnósticos com uma profunda ironia. (Gibon pág 13). Também o agnosticismo introduziu um dualismo pagão com as suas insistências sobre a imortalidade da alma. Também a eles se deve a introdução de vãs especulações sobre a natureza de Deus, nos quais não acreditavam, e do reino espiritual. Vários são os livros do Novo Testamento incluindo Colossenses, o Evangelho de João e I João onde se consagram muitos versículos desmentindo as heresias dos agnósticos que Simão o mágico e tantos outros procuravam impor. A cultura helenística que prevaleceu nas - 184 -


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regiões do Médio Oriente e no Mediterrâneo tinha uma visão alternativa do mundo, oposta à perspectiva e aos valores da Bíblia. Ela consistia na insistência da supremacia da razão e da lógica e não sob as revelações divinas. Mais tarde os gregos confundidos com os escritos de Homèr e d’Hesidode sobre as banalidades tribais dos seus deuses e dos seus heróis do passado, tentando explicar as Escrituras no sentido de as fazer passar por grandes alegorias. Estas opiniões ridículas face aos seus escritos “inspirados” foram tomados pelos judeus helenistas, como Filon de Alexandria atribuí-o às Escrituras. O facto de dar ao Antigo Testamento uma dimensão alegórica, foi um argumento prático para que os agnósticos e os que quiseram fugir à obediência dos Mandamentos, os quais Deus declarou serem eternos. (Mat. 5: 17,18). Uma vez que esta era a opinião dos considerados “sábios” dessa época, a utilização das alegorias era necessária para alcançarem a aprovação dos que no primeiro e segundo século, estavam responsáveis pela evolução da classe “educada”. Cerca de quinze anos depois do baptismo de Simão, o mágico, o apóstolo Paulo achou necessário advertir a Igreja de Tessalónica, avisando-a de que (o mistério da iniquidade) (dissolução) já operava (II Tessalonicesses: 2:7). Cerca de cinco anos mais tarde, foi a vez da igreja que estava em Corinto ser avisada, advertindo-a de que esta corria o risco de ser corrompida, pela infiltração astuciosa de falsos apóstolos que ensinavam um outro Jesus e “ outro evangelho.” Simão e os seus simpatizantes eram na realidade ministros de Satanás transfigurados em ministros de Cristo. (II Coríntios 11: 3-4, 13-15). Por volta dos anos 60 da nossa era, o apóstolo Judas, irmão de Tiago e de Jesus Cristo, todos filhos de Maria, exortava os cristãos sobre a necessidade de «Combater pela fé que uma vez foi dada aos santos» (Judas: 3). Ele continua na sua carta avisando que certos homens, se tinham furtivamente infiltrado no seio da organização da Igreja, procurando mudar a graça em dissolução, ensinando que a lei tinha sido abolida e por consequência, tinha deixado de ser necessária a sua aplicação. (V.4) Como vimos, no tempo de Judas a graça de Deus já tinha sido dada aos santos uma vez para sempre. Os eruditos modernos que pretendem que ela foi apenas para os teólogos do segundo e do terceiro século, para que estes pudessem obter uma formalização para uma boa compreensão da natureza de Deus, fariam bem se estudassem melhor Judas 3. No texto de Judas, ele não apresenta uma revelação progressiva. Escrevendo muito perto - 185 -


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do fim do primeiro século, cerca de vinte cinco anos antes da redacção final do Novo Testamento, o apóstolo João, já velho, viu-se na obrigação de combater heresias agora muito mais divulgadas que no tempo do apóstolo Paulo e de Judas. Ao lermos as epístolas de João, vemos a enorme insistência sobre a necessidade e o valor de guardar os mandamentos de Deus. (I João. 2:3-,22-24 5:3) Em (II João 1: 7) Afirma que muitos sedutores já tinham entrado no mundo. Mais adiante referindo-se a um falso apóstolo que tomara o controlo de algumas congregações na Ásia Menor, o apóstolo João diz que essa personagem, Diotrefes, expulsava os verdadeiros cristãos respeitáveis e fiéis (III João. 9, 10).

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A Igreja em transição Um acontecimento cujas consequências foram consideráveis para a Igreja do Novo Testamento, aconteceu cerca de vinte e cinco anos antes dos últimos escritos de João. Esses acontecimentos foi a destruição de Jerusalém no ano 70 da nossa era pelas tropas romanas conduzidas por Titus. A igreja de Deus de Jerusalém, sob a direcção do sucessor de Tiago, Simeão, primo de Tiago e de seu irmão Jesus Cristo, fugiu na sua maioria de Jerusalém para Péla, cidade afastada no deserto, na actual Jordânia. Depois da conquista de Massada pelos Romanos no ano 70 o templo foi reduzido a um monte de ruínas, o mesmo aconteceu à beleza e opulência da própria cidade? Após o seu restabelecimento em Jerusalém, a Igreja encontrou-se numa grande pobreza e num isolamento relativo, jamais ela voltou a retomar a sua autoridade incontestada do passado, a fim de poder de novo encorajar e conduzir firmemente o movimento cristão. Simeão viveu até à idade de cento e vinte anos, antes de ser martirizado às ordens do imperador Trajan por volta do ano 107 da nossa era. Depois da morte de Simeão, a Igreja de Deus conheceu uma grande instabilidade, tendo tido treze dirigentes principais, nos vinte e oito anos que se seguiram. Muitas heresias promulgadas anteriormente ressurgiram e se manifestaram abertamente e era manifesto um grande desencorajamento e confusão. Possivelmente, os acontecimentos não se terão desenrolado como muitos tinham previsto. Foi desta forma que a Igreja passou a ser composta por uma mistura de pessoas convertidas e gentios da segunda ou mesmo da terceira geração. Durante a última parte do primeiro e o início do segundo século, o mundo romano era cada vez mais hostil e opressor para com os judeus. Leis extremamente duras e impostos pesados, eram directamente impostos como castigo por parte do Império romano. Entre a primeira revolta judaica (66-73) da nossa era e a segunda (132-135), muitos pregões anti-semitas violentos, tiveram lugar em diversos lugares como Alexandria e Antióquia. Para darem resposta, os judeus revoltaram-se na Mesopotâmia, na Palestina e no Egito. Muitas vezes os cristãos eram vítimas por parte das autoridades locais, sendo considerados como uma seita judaica. Por outro lado, os judeus “combatentes da liberdade,” consideravam os cristãos como traidores para com o judaísmo e às aspirações judaicas, pelo facto dos cristãos não contribuírem nas lutas ao lado de Israel contra Roma. - 187 -


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Durante essa época, dezenas de milhares de membros da sinagoga e da Igreja, esses que observavam o Sábado, que estudavam e viviam as Escrituras, morreram às mãos dos romanos, ou das multidões. Durante esse período perigoso, a Igreja romana dirigida pelo seu responsável, o bispo Sixte, começou a celebrar o domingo, ao mesmo tempo que cessou de observar a Páscoa anual, substituindo-a pelo domingo das Páscoas romanas e pela eucaristia. Esta afirmação é dada por Eusébio de Cesareia, um erudito do fim do século III e do princípio do século IV da nossa era, o qual veio a ser conhecido por: «pai da história da igreja» . O próprio Eusébio tirou esta informação a partir de uma carta que Iréneus, bispo de Lyon, (130-202) enviou a Vítor bispo de Roma. Evidentemente que, os que não falavam as línguas latinas, não compreenderam que os romanos não utilizaram o termo Páscoas no plural para a sua nova celebração, mas a palavra latina (paschalis) com o significado de Páscoa. Este abandono oficial da lei de Deus, foi a confirmação da porta aberta para a entrada fácil no seio da igreja do «mistério da iniquidade». Desde os dias de Simão, o mágico de Samaria, que tornou confusa a graça com a dissolução, ensinando que a observância da lei deixara de ser necessária, porque somos salvos pela graça. À medida que se intensificava o conflito entre o judaísmo e o Império romano, muitos “cristãos” de Roma conduzidos pelo bispo Sixte encontraram a forma para evitar de serem vistos como sendo judeus, e não serem perseguidos com eles. No ano 135, no fim da segunda revolta judaica, o imperador romano Adriano (Publius Aelius Hadrianus) tomou medidas drásticas contra os judeus. Ele reconstruiu modestamente a cidade de Jerusalém no seu próprio nome e do seu «deus» Jupiter Capitolinus - Aelia Capitolina- impondo a pena de morte para qualquer judeu que entrasse na cidade. Nesse mesmo tempo, Marcus, um Italiano veio a ser bispo em Jerusalém. Edward Gibon confirma tudo isto no décimo quinto capítulo do seu célebre livro «O Declino e a Queda do Império Romano». Fortemente persuadido por este bispo, a maior parte desse grupo abandonou a lei de Deus, a qual eles tinham seguido durante mais de um século. Sacrificando os seus costumes religiosos, a seita dos Nazarenos obteve entrada livre na colónia de Adriano e fortaleceram mais firmemente a sua união com a igreja católica (vol.1 Pág 390). Mas que terá acontecido ao resto da igreja, aqueles que continuaram a ver a lei divina como o elo de ligação para os cristãos e o Verdadeiro Deus? Que terá acontecido ao resto dos fiéis? Gibon escreve: «Foram acusados de cismáticos e - 188 -


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heréticos, o resto obscuro dos Nazarenos, pelo facto de não aceitarem seguir o seu bispo Latino, (Marcus). Poucos anos depois do regresso da Igreja a Jerusalém, uma questão apareceu e que veio a ser um assunto duvidoso e controverso. Tratava-se de decidir, se um homem que reconhecesse sinceramente Jesus Cristo como O Messias, mas que persistindo em observar a lei de Moisés, poderia esperar a salvação».Pág 390. Bem cedo, os agora considerados cristãos após terem cessado de observar o Sábado, chegaram ao ponto de: «não somente privavam os seus irmãos de “judaizar” da esperança da salvação, mas ainda na vida quotidiana os desprezavam nas suas relações, na amizade e na hospitalidade, recusando terem para com eles qualquer tipo de comunicação.» (pp 333-334). Parece inacreditável, quando apenas alguns anos antes todos juntos celebravam as festas de Deus. No entanto após a instauração de supostas novas verdades por parte de Marcus, a maior parte das pessoas censurava os que tinham permanecido fiéis à doutrina de Deus, considerando-os a causa da divisão, pelo que rejeitaram qualquer outro contacto entre eles.

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Uma teologia Oposta à verdade Muitos escritos considerados cristãos do 2º século, apresentavam uma teoria dita cristã, bem diferente daquela escrita por João cerca de 20 anos antes. O Dr. Bacchiochi afirma, que Inácio, Barnabé e Justino, dos quais os seus escritos constituíram a fonte principal de informação para a primeira metade do II século, foram testemunhas e participaram na amplificação da cisma que levou a maior parte dos cristãos a abandonar a celebração do Sábado e a adoptarem o domingo, como o novo dia de culto, (Pág.213) Inácio de Antióquia escreveu por volta do ano 110 da nossa era: «è monstruoso falar de Jesus Cristo e continuar a praticar o judaísmo» (O Sábado) (Magnésiens, p. 10) Este homem refere-se aos judeus convertidos, esses que se convertiam ao verdadeiro cristianismo, e que permaneciam, rejeitando a tentação das heresias que se manifestavam cada vez mais, agora a serem inseridas no seio da Igreja de Deus. Fazem ainda outros comentários sobre a agora não observância do Sábado, quando apenas quinze anos antes o apóstolo João escreveu o seu Evangelho, onde sublinha o facto que Cristo observou as mesmas festas que os judeus observavam (João 7:2; 11:55,56), as quais nunca até aos nossos dias foram abolidas por Deus. (Barnabé de Alexandria) a não confundir com o apóstolo Barnabé, na sua epístola por volta do ano 130, pretende afirmar que o Antigo Testamento é apenas uma alegoria pelo que não deve ser tomado no seu contexto literal. Ele considerava que a lei que proíbe os alimentos impuros para o povo de Deus, é uma metáfora, para mostrar o tipo de pessoas que os cristãos deviam evitar. (Epistola de Barnabé cap. 10). Ao fazer igualmente do Sábado uma alegoria ele diz: «Nós observamos o oitavo dia» (Oitavo dia?) Bem entendido, o dia depois do dia de repouso este último instituído por Deus em (Géneses 2:1-2,3 Êxodo 20:8-11 Actos 18:4 I João 5-1-3 Isa:56:2,4,6 58:13) pelo facto de querer fazer acreditar que Cristo ressuscitou num domingo. Barnabé de Alexandria faz do domingo o oitavo dia da semana, procurando assim apoiar as suas afirmações não fundadas nas Escrituras: Segundo ele, «para nos alegrar-mos também do facto que Jesus ressuscitou dos mortos num domingo.» (Epístola de Barnabé cp.15). Terá Cristo ressuscitado num domingo como ele afirma? Vê-lo-emos no fim deste trabalho. Justino o Mártir (95 -167) e Iréneu (130-202) da nossa era, - 190 -


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dois distintos teólogos do século segundo, tiveram um papel especial no abandono da teologia Bíblica em favor da teologia católica romana, ambos baptizados em assembleias administradas pelo fiel Policarpo. Este último (69-155) da nossa era, sendo ele um discípulo do apóstolo João e um dos raros dirigentes fiéis do seu tempo à verdade divina. Justino e Iréneu mesmo guardando algumas verdades aprendidas de Policarpo, procuraram também misturá-las com a nova orientação da teologia romana em nome de: «A união da Igreja». Iréneu mesmo abandonando a maior parte dos ensinos de Policarpo, testemunhou sempre por ele uma grande admiração, admitindo que se tratara de um homem de Deus. Justino era um Grego de Samaria, filósofo, grande simpatizante das doutrinas de Platon, mas que mais tarde influenciado por Policarpo e seus discípulos, foi baptizado em Éfeso por volta do ano 130. Passados alguns anos veio para Roma por volta do ano 151 onde fundou uma escola, vindo a ser martirizado por volta do ano 167. Na sua vinda para Roma, Justino procurou simplificar a questão da lei, Henry Charwick escreveu: «Justino acreditava que um cristão judeu, era completamente livre da lei Mosaica, sem por isso comprometer a sua fé cristã, assim como um cristão, não judeu, podia praticar os costumes judaicos, caso ele tivesse sido influenciado por um cristão judeu, bastando para tal que um tal comportamento fosse considerado como uma questão de indiferença e de consciência pessoal. Para com este estado de coisas, Justino admitiu que outros cristãos não judeus, não viam do mesmo ponto de vista liberal, acreditando que, os que observavam a lei Mosaica não se podiam salvar». (The Eealy Church, pág.22-23). Quanto a Iréneu, cresceu na Ásia Menor e quando adolescente ouviu Policarpo pregar. Ainda jovem veio para Roma e mais tarde por volta do ano 179, foi nomeado bispo de Lyon em França. Iréneu foi considerado um dos maiores teólogos católicos, aplicando-se profundamente a promover a paz num espírito de reconciliação, mas no seu grande desejo de reconciliar a unidade da igreja, não impediu que a verdade Bíblica fosse contaminada com doutrinas pagãs, a fim de manter a unidade da Igreja. Na sua vida, Policarpo manteve nas Igrejas da Ásia Menor, a observância do Sábado e dos dias santos Bíblicos. Iréneu depois da sua vinda para Roma, aceitou com uma certa facilidade a prática romana da observância do domingo e da festa das Páscoas romanas. Em Lyon alguns observavam a Páscoa no dia catorze Abib, enquanto outros observavam o Domingo das Páscoas, - 191 -


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havendo tolerância para os que segundo as Escrituras continuaram a celebrar a Páscoa no 14 Abib. Examinemos mais atentamente a mudança teológica que aconteceu na Igreja do II século. Justino o Mártir ocupa um lugar importante na história do pensamento cristão do II século. Justino aceitou como verdade a visão e o pensamento de Iréneu, bispo de Lyon (Chadwick, pg.79). Apesar de Justino ter sido um cristão praticante em Éfeso, não compreendeu porém, que isso significava o dever de se afastar de procurar e aceitar qualquer tipo de filosofia estranha e abandonar tudo o que tinha aprendido do Platonismo» (pág.75). Ele acreditava que o deus de Platon era o mesmo Deus da Bíblia. «Nunca se manifestou firmemente quanto à revelação divina aos Hebreus, tal como a abolição de outras fontes de inspiração. Para ele, tanto Abraão como Socrates, eram cristãos antes da era de Cristo. (pag.76). Esta ideologia foi a base para a reforma teológica cristã com vista a adoptar uma boa parte da filosofia grega respeitante à natureza de Deus. Apesar de tudo isto, Justino reconhecia a autoridade do livro do Apocalipse, acreditando que «Cristo voltaria à terra para reconstruir Jerusalém, a fim de reinar com os seus santos durante mil anos», (pág.78) Iréneu, mesmo que grandemente influenciado por Justino, guardou algumas parcelas da verdade, ainda que na prática bem entregue nas práticas romanas acreditava e com justa razão, que «o objectivo da nossa existência na terra, é o de aperfeiçoar o nosso carácter, dominando a sua própria natureza, mesmo que, através de diversas dificuldades e tentações da vida real» (pág 81). Esta crença na esperança num milénio mundial, durante o qual Cristo ira reinar sobre a terra, levou-o a pregar contra a interpretação de uma esperança de um Milénio como sendo apenas simbólico do céu, mesmo tendo moderado a sua insistência nos seus trabalhos ulteriores.

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A verdade abandonada a favor de uma unidade de tradições Foram dois os grandes erros fundamentais que separaram os chamados cristãos, e aqueles que na verdade representavam a continuação da Igreja fundada por Jesus Cristo. Esses erros foram por um lado o facto de procurarem saber se sim ou não a lei de Deus continuava de actualidade para os homens, e por outro, a questão da verdadeira identidade de Deus. Estes dois erros sobre estes dois pontos, fez aumentar as divergências entre a grande chamada Igreja cristã e a verdadeira Igreja de Deus. A importância da lei foi o ponto iniciador deste conflito, a partir do ano 50 até por volta do ano 200 da nossa era. Esta situação não encontrou solução até que o Estado romano se implicou neste assunto quando do concílio de Niceia em 325 da nossa era e no ano 364 no concílio de Laodiceia. O ponto culminante desta oposição deu-se no ano 190, entre Policrate da Ásia Menor e Victor bispo de Roma. Policrate era o sucessor de Policarpo o qual tinha sido discípulo do apóstolo João. Iréneus menciona Policarpo referindo-se a ele quando da sua viagem a Roma no meado do II século, a fim de persuadir Anicet nesse tempo bispo de Roma, a retomar a verdadeira data da Páscoa pela tarde do 14 Abib. Anicet pretendia ter sido ligado à tradição dos seus antecessores a partir do bispo Sixte, enquanto que por sua vez Policarpo afirmava que sempre tinha observado a Páscoa com João, o qual era discípulo do Senhor, assim como o resto dos Apóstolos com os quais se associava. (Eusébio. hist. ecclés.,xxiv). Cerca de cinquenta anos depois da viagem de Policarpo a Roma, Víctor de Roma procurou intimidar as igrejas da Ásia Menor, a conformarem-se à pratica das Páscoas (ao domingo). Policrate escreveu a Víctor: «Nós observamos a verdadeira data da Páscoa sem nada acrescentar e sem nada retirar. Porque na Ásia, as grandes luzes adormeceram, as quais se levantarão de novo no dia em que o Senhor aparecerá, dia do seu grande poder do céu e ressuscitará todos os santos. Filipe um dos doze que dorme em Hiérapolis,(...) João que se inclinou no peito do Senhor, (...) Policarpo de Semirna...) Todos esses observaram o dia da Festa, em que as famílias já terão retirado o fermento das suas casas no (décimo quarto dia do mês Abib.) segundo as - 193 -


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Escrituras. Irmãos, estando assim no Senhor desde há sessenta e cinco anos, tendo discutido com os irmãos através do mundo e estudando todas as Escrituras Sagradas, não ficamos de modo algum alarmados com essas coisas com as quais somos ameaçados para nos intimidar, porque os que foram maiores do que eu disseram: Devemos obedecer primeiro a Deus do que aos homens» (Eusébio,xxiv). Visto que eram grandes as controvérsias ao longo do II século uma nova decisão governamental da Igreja iria ter repercussões colossais. Esta nova decisão tratava da sucessão apostólica. No primeiro século, o apóstolo Paulo elogiou os habitantes de Bereia pelo seu zelo, ao analisarem as Escrituras em cada dia, a fim de verificarem se o que lhes era ensinado era mesmo a verdade. (Actos 17:11). Igualmente encorajou os Tessalonicesses a «examinarem tudo e a reterem, o que era bom» (1 Tessalonicenses 5: 21). Estas duas passagens dão-nos a entender, que era hábito ao longo do primeiro século recorrer às Escrituras para encontrar a verdade, mas a partir dos escritos de Clemente bispo de Roma, descobre-se um discurso diferente. Por volta do ano 100 da nossa era, Clemente escreveu uma carta à igreja de Corínto, provávelmente logo depois da morte de João. A partir de então, as decisões tomadas para eleger a chefia da Igreja, passaram a ser humanas. Para quem entender as Escrituras, não causa admiração, sendo mais uma prova da ausência da inspiração de Deus para tomar tais decisões, como nos explica o apóstolo Paulo na sua carta a Timóteo. Os redactores de Masterpieces of Christian Literatura resumem desta forma a ideia principal de Clemente: «O caminho da paz e da harmonia, está na obediência às autoridades estabelecidas, os anciãos. Cristo dirige a sua Igreja por intermédio de apóstolos, de bispos escolhidos por eles e de sucessores aprovados pelos bispos». Alguns anos mais tarde, Iréneu apoiava o mesmo ponto de vista dizendo: «A unidade da paz na Igreja assim como a sua validade, são conseguidas por uma verdadeira fidelidade para com o bispo» (Masterpieces pag.15). Nos meados do século seguinte estas alegações tinham-se expandido de tal forma, que Cipriano da África do Norte declarou: «O centro da unidade é o bispo, abandoná-lo é abandonar a Igreja, não se pode ter Deus por Pai, se não se tem a Igreja como mãe (Chadwick pág.119). Estas alegações foram feitas a fim de reter os irmãos numa organização que evoluiu rápidamente que culminou com o que hoje conhecemos : «A igreja católica romana». Como são diferentes estas doutrinas das do apóstolo Paulo e doutros dirigentes do Novo Testamento, que para au- 194 -


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tenticar os verdadeiros servos de Deus, recorriam às Escrituras e aos frutos do ministério. Não podendo continuar a referir-se às Escrituras, os dirigentes da igreja em transição do II e do III século, exigiam a lealdade dos irmãos sob o pretexto que tinham sido escolhidos e ordenados na qualidade de sucessores dos apóstolos e dos bispos que lhe sucederam. À medida que abandonavam o que tinham aprendido dos apóstolos, tais homens procuravam reter os irmãos em união através de apelos à unidade em memória dos apóstolos, deixando para segundo plano a importância da verdade. No capítulo seguinte iremos examinar como a Trindade e a imortalidade da alma assim como a utilização de imagens foram inseridas no culto da chamada igreja cristã. Veremos ainda o que acontecia aos que recusando as ordens de Roma, preferiam continuar na doutrina dos apóstolos.

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Uma Religião de comodidade – E um sentimento anti - semita Como é que tanta gente se afastou tão rápidamente da verdade? Esta é a grande questão que nos atravessa a mente quando examinamos a história da Igreja primitiva. Quando da morte do apóstolo João, ao romper da aurora do II século, o movimento cristão, mesmo que grandemente prejudicado e com bastantes problemas causados por parte dos falsos pastores, era em número bastante considerável, ao ponto de ser bem visível e bastante próximo em número com a Igreja mencionada no livro dos Actos. Mas a partir do início do III século, essas mesmas congregações continuando a considerar-se a «Igreja de Deus» podiam comparar-se muito mais no respeitante às suas doutrinas e práticas, com a Igreja católica da época medieval, do que com a Igreja de Deus dos tempos dos apóstolos, Pedro, Tiago, Paulo e João entre outros. No decorrer do II século, as alterações sucessivas apareciam com frequência tanto nas doutrinas como na prática na maioria das congregações. O terreno para essas grandes alterações terá sido preparado, muito cedo, mesmo pouco depois da morte e ressurreição de Jesus Cristo. As ideias raramente não produzem os seus efeitos. Um forte sentimento anti-semita manifestou-se grandemente no mundo grego durante o fim do primeiro e princípio do segundo século da nossa era. As revoltas judaicas na Palestina, foram em grande parte a causa desse sentimento manifestado. Por outro lado, os imperadores aproveitaram para encontrar um bode expiatório sobre o qual iriam lançar as culpas pelo agravamento da situação económica e política do Império em decadência. Como já verificámos, reinava uma confusão referente à lei e à graça no seio da Igreja, a partir do meado do primeiro século. Já antes da morte de João, alguns dirigentes negavam a necessidade para os cristãos da observância dos mandamentos. Para eles, ter um serviço religioso no dia de Sábado, era visto simplesmente como um costume vindo das origens judaicas, e da Igreja cristã. O Dr. Samuel Bacchiochi descreve o papel que os acontecimentos políticos contemporâneos tiveram na formulação dos ensinos dos “ pais” da Igreja do II século mencionados no capítulo anterior. Ele declara: «Esta breve análise dos textos de Inácio, Barnabé e Justino, confirmam a existência nas suas respectivas comunidades; (Atióquia, Alexandria e Roma) de um importante sentimento anti-semita reforçado por tensões so- 196 -


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ciais e convicções teológicas. Este conjunto de coisas criou a necessidade de manter uma certa distância para com o judaísmo. «Inácio de Antióquia condenava abertamente o judaísmo de certos cristãos, em particular a sua observância do Sábado à maneira dos judeus. Por outro lado, exortava os cristãos a viverem “segundo o Senhor”. Esta condenação mostra que a separação para com os judaísmo estava a tornar-se urgente». Em Alexandria, Barnabé esforçava-se por neutralizar a influência e os costumes judaicos pelo seu método alegórico, rejeitando radicalmente os valores históricos das práticas e crenças judaicas, negando profundamente que a prática literal no sábado tenha alguma vez sido objecto de um mandamento de Deus.» Então que dizer de (Êxodo 20:8-11) ? Desta forma procurava esvaziar o Sábado do seu significado e do seu valor irreversível, para apresentar um oitavo dia como seu substituto legítimo, manifestando uma flagrante ignorância e ofensa para com Deus por esta transgressão da Sua lei. Finalmente o testemunho de Justino de Roma confirma o nosso inquérito: «Existia na capital um verdadeiro sentimento anti-semita, que aparentemente foi a causa para que Justino atribuísse ao sábado uma prova válida para a rejeição do povo judeu. A opção de um novo dia de culto parece ter sido motivado pelo facto de se ter encontrado a necessidade de marcar uma grande distância entre cristãos e judeus.» «As causas primárias que contribuíram à substituição do Sábado pelo domingo, foram em grande parte de ordem social e política e a tensão existente entre judeus e cristãos, assim como a política anti-semita do império, influenciava fortemente os cristãos no seu julgamento negativo sobre as instituições significativas no Antigo Testamento. (Foram Sabat to Sunday, The Pontifical Gregorien Press University, Roma 1997).

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Um outro evangelho Ao longo de todo o seu ministério, Jesus Cristo anunciou o estabelecimento do governo de Deus sobre a terra. «Jesus foi para a Galileia pregando o Evangelho de Deus» (Marcos 1;14). Essa mensagem incluía o arrependimento e a fé. «Arrependei-vos e acreditai no Evangelho» ((Marcos 1:15) O Evangelho de Cristo insiste no facto que a nossa fé é aperfeiçoada pela nossa observância da verdade, cujos frutos nos transportam para o mundo futuro, para a vida eterna, ainda que esta seja alcançada pela fé. «Aquele que perseverar até ao fim será salvo» (Mateus 24:13). Se nós nos arrependermos profundamente dos nossos pecados e se acreditarmos no Evangelho permanecendo fiel na verdade até ao fim dos nossos dias, nós herdaremos a vida eterna e o Reino de Deus, na qualidade de filhos de Deus nascidos do Espírito. «Quando o Filho do Homem vier na sua glória com todos os santos anjos com ele, então se assentará no trono da sua glória (...) Então dirá aos que estão à sua direita: Vinde vós os que sois benditos de meu Pai, tomai possessão do Reino que está preparado para vós desde a fundação do mundo» (Mateus 25:31-34). Cristo ensinou que: «se o homem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus, o que é carne é carne, o que é Espírito é Espírito». (João 3:5,6). ver igualmente (I Coríntios 15:44, 50,54). Cristo consagrou uma grande parte do seu ministério a pregar a Boa Nova do governo de Deus que brevemente virá sobre a terra para substituir os governos humanos opressores e injustos. Os seus discípulos perguntaram-lhe quais os sinais que anunciariam a «sua vinda e do fim do mundo» (Mateus: 24:3 No fim do ministério de Paulo do qual existem vários documentos, vêmo-lo igualmente a pregar sempre o Reino de Deus em toda a liberdade e sem obstáculos» (Actos 28:31). Mesmo ainda no último livro inspirado do cânon do Novo Testamento, Jesus Cristo deu ao apóstolo João, visões sobre esse mesmo estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra». (Apocalipse 19:11-21; 20:4, 6,). Mesmo sendo autêntica a revelação acima confirmada, analisando a epístola de Paulo aos Coríntios, vemos que menos de vinte cinco anos depois da fundação da Igreja do Novo Testamento, existia já uma certa infiltração de falsos pastores no seio da Sua Igreja, pregando um evangelho adulterado. (II Coríntios 11: 3-15). A partir do II século, o Evangelho que Cristo tinha anunciado e que deixou para continuação através da Sua Igreja, era agora considerado como; «uma mensagem duvidosa» por parte dos dirigentes da Igreja dita cristã orto- 198 -


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doxa em plena expansão e no III século era considerado pelos mesmos uma grosseira heresia. Durante o II e III século o evangelho por eles pregado, era uma mensagem quase na sua totalidade centrada sobre a pessoa de Cristo, uma mensagem sentimental. Também no mesmo tempo os conceitos pagãos sobre a imortalidade da alma, o céu e o inferno, vieram a ser cada vez mais populares. A compreensão correcta sobre o Reino de Deus, permaneceu até ao II século bem clara, mesmo por parte de Justino o Martyr e por Iréneu. Mas no final das suas vidas, manifestaram uma certa desarticulação sobre vários sujeitos, inclusivo sobre a lei de Deus. A propósito disso Edwuard Gibbon escreveu: «Até S. Justino e S. Iréneu, os quais conviveram amigavelmente com os discípulos secundários dos apóstolos, todos os pais da Igreja tiveram o cuidado de anunciar esse milénio, mas quando o edifício da Igreja estava quase construído, foram postas de lado as ferramentas que serviram para a sua construção. A doutrina do Reino de Jesus Cristo sobre a terra tratada num primeiro tempo como uma alegoria profunda, passou depois em vários períodos, como uma coisa incerta e inútil. Finalmente foi rejeitada por ser considerada uma invenção absurda e heresia fanática» (História da decadência e da queda do Império Romano, vol. 1, cap.15, pág 344). Uma boa parte desta progressão negativa, era proveniente da influência das doutrinas de Origéno. Este, era como iremos ver mais adiante, um dos indivíduos de espírito menos são entre todos os que alguma vez foram aceitos como teólogos católicos. Origéno, teve um papel essencial na preparação das doutrinas e ensinos católicos sobre: A trindade, a imortalidade da alma e o Reino de Deus. A decadência da compreensão fundamental do verdadeiro objectivo do Evangelho e do Reino de Deus, teve diversas consequências desastrosas. Uma de entre outras, foi a participação dos membros da Igreja de Deus, nos assuntos políticos e militares. Os historiadores são quase unânimes ao reconhecerem que os primeiros cristãos evitavam a sua ingerência nestes assuntos. Na prática era encorajada a obediência passiva às autoridades, mas recusavam participar activamente na administração civil e defesa militar do Império. (Gibbon, The Triumph of Christendom in the Roman Empire, pág.41). Mas, com o passar do tempo, verificou-se que por volta do fim do III século, já existiam legiões de cristãos ao serviço do exército romano, convencidos que estavam estes grupos, que o militarismo era aceitável. - 199 -


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A imortalidade da alma A doutrina da imortalidade da alma quase universalmente aceite no paganismo, nunca foi ensinada pelas Escrituras. Nem no Novo nem no Antigo Testamento. A este respeito vejamos o que nos diz o (Interpreter’s Dictionary of the Bible. «Na versão King James do Antigo Testamento a palavra “soul” «alma» representa quase exclusivamente a palavra hebraica «nephesh». A palavra «alma» é muita vez mal compreendida e provoca muitas vezes significados diferentes provenientes principalmente da filosofia grega, das ideias «platónicas» assim como do agnosticismo, e estão ausentes da palavra nephesh. No Antigo Testamento, jamais essa palavra significa alma imortal, mas principalmente «princípio de vida ou ser vivo». No Novo Testamento a palavra «psychê» corresponde à palavra «nephesh» do Antigo Testamento. (King James vol 4 pág 428). Como é que a crença de alma imortal foi introduzida na doutrina “ cristã? ” A partir do ano 200 antes de Cristo, algumas seitas judaicas, começaram a aceitar esta ideia, proveniente da influência grega, procurando incluí-la no ensino bíblico referente à ressurreição. Esta crença é ausente do apoio bíblico, tanto mais que se trata de uma derivação apócrifa, particularmente do livro de Jubileu, o 4º livro dos Macabeus e mesmo por Filon e Joséfo. Escritos que nunca fizeram parte do Cânon das Sagradas Escrituras. Os agnósticos teimando na fórmula de dualismo, insistiram na imortalidade da alma em vez da ressurreição do corpo. A (Internacional Standard Bíble Enciclopédia) declara: «Existe uma diferença entre crença platonissense da imortalidade da alma, e o ensino bíblico referente à ressurreição dos mortos» Tertuliano e Origéneo, tiveram um papel importante na elaboração da futura religião católica referente ao céu , ao inferno e imortalidade da alma. A IBS Enciclopédia afirma: «Os primeiros cristãos, eram influênciados pelas ideias judaicas e gregas. Como exemplo vários foram influênciados pelos ensinos de Pyhtagore à cerca da divisão da alma em várias partes na sua transmigração; (reencarnação). Os filósofos platonizantes e neo-platonizantes, particularmente Platão, que concordou plenamente com Origéno vol.4 pág,588). Quanto à (Enciclopédia Of Religiões) informa que muitos teólogos católicos influentes posteriores interpretavam os conceitos bíblicos da alma, segundo a perspectiva platonizante habitual de Origéno e da sua escola na divisão da alma, enquanto que Tertulieno preferiu a filosofia difundida pelo estoicismo. - 200 -


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A trindade Este assunto foi objecto não somente de uma heresia, mas de várias e contraditórias. Segundo parece existiram tantas ideias diferentes tantas quantos instrutores e escolas de filosofia existiam. A crença popular católica da qual saiu o ensino protestante ortodoxo sobre o assunto, não é outra coisa que a simples forma de heresia que prevaleceu sobre as outras. Assim sendo, este ensino que, com várias modificações suplantou todas as outras até à nossa época, é esta que irá ser examinada mais pormenorizadamente. O passado da ortodoxia do III século sobre a Trindade, não se encontra em parte alguma nos textos bíblicos, esta invenção é o fruto da filosofia grega. A The Roman Catholic New Theological Dictionary, faz certas confissões sinceras interessantes. Falando do ensino bíblico sobre a natureza do Espírito Santo no seu artigo «Trindade» os redactores reconhecem que: «O Espírito nunca foi objecto explícito de adoração particular no Novo Testamento, nem existe nenhuma declaração como sendo alguém, individual, tendo com o Pai e o Filho uma acção recíproca duma maneira interpessoal». Mais adiante no mesmo artigo os eruditos católicos modernos discutindo de antecedentes nos ensinos ortodoxos sobre a trindade, confessam a influência pagã na sua teologia. «Os cristãos (...) familiarizados com a filosofia dominante do platonismo médio, agarraram a ocasião para proclamarem e elucidar a mensagem cristã na forma de pensamento que era significativa para as classes educadas da vasta sociedade helénica. Este movimento que a teologia católica geralmente considerava positiva, viria a ter um enorme impacto na evolução da teoria cristã. (...) Confiantes que o Deus que eles (os filósofos gregos pagãos) pregavam, era o Pai de Jesus Cristo e que a salvação que proclamavam era aquela de Jesus. Os apologistas adoptaram uma boa parte da visão helénica mundial (...) Tertuliano fez a primeira utilização conhecida da “Trindade.” «Origéno apropriou-se da filosofia do platonismo médio duma maneira mais sistemática do que Tertuliano e os apologistas. Com efeito, o seu conceito de uma posteridade eterna era uma aplicação do platonismo médio segundo o qual, todo o universo de seres espirituais seria eterno. O filho derivava eternamente do Pai sendo como Ele, mas inferior ao Pai. Tanto Origéneo como Tertuliano inventaram um termo genérico para as três pessoas da tríada divina, respectivamente: O Pai o Filho e o Espírito Santo como sendo três pessoas distintas. (...) A - 201 -


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principal colaboração de Origéno na formulação da doutrina trinitária é a noção de uma geração eterna. O seu termo genérico para as três hipostases terá sido melhorada no decorrer do século IV» (pág 1054). Quando se olha de perto sobre a evolução da teologia “ cristã” do fim do segundo e princípio do terceiro século, os nomes de Origénio e de Tertuliano voltam constantemente à superfície. Tertuliano (150225) da nossa era, foi considerado pai da teologia latina e um dos mais poderosos escritores dessa época, e quase tão influente como Agostinho na evolução da teologia no Ocidente. (Eerdman, Handbook to the History of Christianity, pág, 77). Tertuliano viveu em Cartago, sendo ele também um dos primeiros a ensinar um inferno ardente depois da morte. Perto do fim da sua vida, cortou relações com Roma e passou a ser «Montanista», o que significa que aceitou as afirmações de duas mulheres endemoninhadas consideradas profetas. Elas caiam na exultação frenéticas e «falavam em línguas» pretendendo ser o “Consulador” (termo utilizado para o Espírito Santo no Evangelho segundo João) ensinando uma mensagem a que chamavam “a nova verdade profética”. Origénio que viveu de (185-254) foi um dos grandes eruditos e o autor prolífero da igreja do seu tempo (Eerdman, pág 104). Por volta do ano 203, Origéno sucedeu a Clemente de Alexandria para dirigir uma escola célebre que afirmava preparar os cristãos para o baptismo, oferecendo em geral um curso de filosofia e de ciências naturais, apesar da sua grande notoriedade e erudito em ensino de teologia. Até onde ia a compreensão de Origéno? Segundo Eusébio de Cesareia, historiador eclesiástico do século IV, pouco depois de ter tomado a responsabilidade da escola de Alexandria, Origénio imputou pessoalmente os seus órgãos genitais. Esse gesto foi baseado sobre a incompreensão das palavras de Cristo contidas no Evangelho segundo (Mateus (5:-29-30). Esta profunda ausência de um espírito são, sobre o significado da intenção verdadeira das Escrituras, foi grandemente manifestada na maior parte dos seus trabalhos teológicos. «Origéno introduziu a possibilidade da existência de um inferno purificador» (purgatório). (International Bible Enciclopédia, art. “ Hell ”. Também participou na preparação do que veio mais tarde a ser a adoração de Maria, apresentando inicialmente a ideia de que Maria permaneceu virgem depois do nascimento de Cristo, mas a Bíblia diznos que ela veio a ter vários filhos e filhas.

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A introdução no culto de artífices religiosos Uma das mudanças mais drásticas no seio da igreja depois do primeiro século, foi a introdução de artífices e imagens no culto. Esta inovação reveladora de uma pura idolatria proibida pelo primeiro e segundo mandamento foi tal, que levou bastante tempo antes de ser definitivamente oficializada. Tertuliano e Clemente de Alexandria viram nesta proibição de uso, um dever para os cristãos. As imagens e estátuas no culto pertencia ao mundo demoníaco do paganismo. Com efeito, os únicos “cristãos” conhecidos no II século a terem utilizado este género de imagens de Cristo, foram os agnósticos radicais. No entanto, antes do fim do II século, os cristãos exprimiam livremente a sua fé em termos artísticos, (Henry Chadwick, The Pelican History of the Chuch). Pág 277 O mais antigo exemplo duma Igreja que elevou imagens nos seus muros, foi num edifício do século III situado em Durá junto ao Eufrates. Mesmo aí, tratava-se num primeiro tempo apenas de cenas do Antigo Testamento. Com a “conversão” de Constantino, a Igreja não tinha necessidade de reticências para exprimir a sua fé. As Igrejas passaram a ser edifícios públicos e os símbolos do cristianismo e os temas do Evangelho, foram utilizados como matéria rica aproveitada para a expressão artística; arquitectura, esculturas e decoração em cerâmica e pinturas. Mesmo na época do imperador Constantino, muitos dos dirigentes da presumida Igreja cristã, exprimiam a sua reprovação e escândalo sobre a ideia de utilizarem imitações da imagem de Cristo. «Por volta do ano 327 o sábio historiador Eusébio de Cesareia recebeu uma carta de Constância irmã do imperador, pedindo-lhe que lhe enviasse uma imagem de Cristo, à qual Eusébio respondeu severamente. Ele sabia claramente que era fácil encontrar no comércio as imaginárias imagens de Cristo e dos apóstolos, pois eram vendidas nos bazares na Palestina, pois ele mesmo já as tinha observado. Mas o que Eusébio ignorava, é que entre os pintores e comerciantes dessas pinturas encontravam-se também cristãos, visto ter imaginado que esse género de produto era fabricado e vendido aos peregrinos por comerciantes pagãos e nunca por cristãos». (Pág. 280-281). Epifânio de Salamine, um chefe da Igreja católica do IV século, ficou grandemente irritado quando descobriu numa escadaria na Palestina um cortinado no qual tinha sido pintado uma espécie de imagem de Cristo. Não somente protestou mas ele mesmo - 203 -


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a arrancou e destruiu. No entanto logo depois da sua morte por volta do ano 403, as “imagens” de Cristo e dos santos eram abertamente comercializadas. A este acto seguiu-se a adoração de Maria, e, desde então, não cessou de crescer num comércio em pleno desenvolvimento nas devoções pessoais.

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A Igreja Imperial Depois de quase três séculos de perseguições intermitentes por parte do governo romano, um édito de tolerância foi tornado público em Milão no ano 313. Pouco depois o cristianismo, que até então era condenado passou a ser tolerado, sendo logo de seguida, adoptado passando a ser a religião oficial do Império. Este facto, terá sido uma vitória da Igreja fundada por Jesus Cristo? O verdadeiro cristianismo, terá ele triunfado do Império Romano? Longe disso! Com efeito, o que nós vemos na realidade, é uma Igreja influênciada pelas preocupações políticas dos pagãos, que atribuindo-se a si mesma uma terminologia cristã, retendo na prática as tradições pagãs, reforçadas agora pelo apoio Imperial de Roma. (Constantino). Esta Igreja, era completamente diferente daquela Igreja Judia cristã sempre perseguida, fundada por Cristo no ano 31 da nossa era. Constantino reconheceu plenamente a importância e o papel que ela poderia desempenhar na unificação do seu império, dando ao povo uma identidade comum. Motivado primeiramente pelas preocupações políticas, Constantino fez uma aliança com o bispo de Roma e deu início a um processo com vista à criação de uma «marca estandardizada» de “cristianismo” sobre todo o território do seu império. Quando se entendem as profecias, pode facilmente ver-se este decreto imperial, como um protótipo para os tempos do fim. A única diferença será a sua dimensão. Constantino, homem que deixou grandes marcas na cristandade, em muito contribuiu para a preparação de um concílio, o qual foi realizado na cidade de Niceia no ano 325, do qual ele em pessoa, foi o presidente honorário. De recordar aqui, que Constantino nunca foi cristão. O seu acto do baptismo sempre foi por ele retardado até ao seu leito de morte, quando já velho e muito doente e inconsciente para a sua conversão e por conseguinte tarde para ter um baptismo cristão por imersão. Foi então que recebeu um “baptismo” por aspersão, do qual foi retirado o exemplo e guardado ao longo dos séculos, em abandono do verdadeiro baptismo por imersão. Assim, este homem nunca foi baptizado. No concílio de Niceia, procurou-se primeiramente a resolução dos pontos litigiosos que nunca antes tinham encontrado solução. Entre outros, existiam várias controvérsias no respeitante à natureza de Deus e sobre a celebração das Páscoas ou da Páscoa e do Sábado. Na conclusão dos trabalhos e - 205 -


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com o apoio das forças imperiais, os pontos de vista da Igreja romana foram oficializados e qualquer outra oposição era reprimida. Também Constantino foi um dos principais responsáveis pela instituição do dia destinado «à adoração do Sol» na qualidade de dia de honra e festa legal (domingo). E durante o qual os tribunais e a maior parte dos comércios deveriam permanecer fechados. Este imperador romano já tinha sido um fervoroso adepto do Sol Invictvs (o sol invencível) e com a sua “conversão” vários motivos para adorar o sol tais que os artifíces, a cruz e a circunferência solar foram introduzidos no “cristianismo”, o que abriu a larga porta para a conversão em massa. Para reforçar tudo isso, as festas populares pagãs tais que as Saturnais e Lupercais, entre outras, foram convertidas em novas práticas “cristãs” chamadas a partir de então: Natal e S. Valentino. Os próprios chefes da Igreja romana afirmavam que tudo isto permitia facilitar o acesso ao cristianismo e tornar a Igreja menos «judaica».O anti-semitismo foi uma força motivadora, no cristianismo romano.

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Onde estava então, a Igreja que Cristo tinha fundado? Que terá acontecido à Igreja que tinha sido estabelecida pela descida do Espírito Santo, no dia de Pentecostes do ano 31 da nossa era? Onde se encontraria então essa Igreja que tinha guardado e continuado a praticar os ensinos e costumes deixados por Cristo, A Cabeça viva da Igreja? A Igreja católica romana do IV século dominante através do Império Romano, representava ela uma fase avançada no crescimento e na evolução desta igreja do primeiro século? Onde estavam os cristãos verdadeiramente convertidos? Estariam eles continuamente sentados nas congregações organizadas pela Igreja de Roma e Alexandria resignando-se à autoridade do bispo de Roma esperando que Cristo viesse repor a ordem religiosa? Ou terão eles preferido aceitar as alegações decididas no concílio de Niceia como se se tratasse de novas verdades? Onde estava Cristo e que fazia Ele durante todo este tempo? Nos três primeiros capítulos do livro do Apocalipse encontram-se mensagens que Jesus Cristo enviou às sete Igrejas da Ásia Menor. No primeiro capítulo o apóstolo João numa visão, vê Cristo glorificado no meio dos sete castiçais, de ouro. Estes castiçais representam a Igreja de Deus na sua totalidade desde a sua fundação no ano 31 até à próxima vinda de Cristo, dando fim aos Cerca de 6.000 anos alegados aos governos dos homens sobre a terra. Este período de tempo em que existe a Igreja de Deus, Cristo dividi-o em sete tempos distintos ou em 7 épocas distintas. (Apocalipse 1: 12-20). As setes cidades mencionadas na Ásia Menor, das quais fala Apocalipse continuamente, têm um duplo significado profético. Nesse tempo, existia um percurso entre as tais cidades onde se efectuava uma distribuição de correio postal ao serviço do Império Romano. Neste serviço eram incluídas as cartas entre as sete Igrejas da Ásia, cada uma com o próprio nome da sua cidade. Que significam estes sete oráculos? (Palavra de Deus). Existe na verdade, uma explicação histórica das sete mensagens dirigidas às sete igrejas existentes no primeiro século mencionadas neste capítulo, mas essa explicação é de grande importância também para nós. Visto que as atitudes ali descritas revelam o comportamento, o tipo de vivencia do povo de Deus e dos problemas que caracterizou a comunidade cristã, particularmente depois da época do apóstolo João, a chamada era apostólica. - 207 -


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Ver (Apocalipse. 2:7). Mas logo que se examina todo o contexto do livro do Apocalipse, deve reconhecer-se antes de mais, que este é destinado à profecia. Apocalipse 1:1 indica que o objectivo do livro era o de anunciar num primeiro tempo aos servos de Deus, as coisas que já nessa era deviam acontecer no seio da Igreja. Mas igualmente deve-se reconhecer, que por certos acontecimentos distintos presentes em cada uma das sete Igrejas, não podiam ter sido contemporâneos. Assim se entende, que as sete Igrejas da era dos apóstolos, representavam ainda cada uma delas, uma época no tempo. Por exemplo: Semirna, não podia ter sofrido terríveis perseguições romanas durante «dez dias» ou sejam dez anos, (303-313) um ano por cada dia, segundo a fórmula de (Números 14:34 Ezequiel 4:6), enquanto que apenas a algumas dezenas de quilómetros dali, na mesma província e na mesma época, dominada pelo mesmo império, Filadélfia tinha a plena liberdade de pregar o mesmo Evangelho que Semirna. Deus sabia que a época da Igreja de Semirna, cujo nome é sinónimo de (amarga) era uma época em que também existiam outras congregações noutras cidades e até noutros países, e não se resumia a uma cidade em particular. A Igreja de Deus em geral, iria ter nessa época grandes dificuldades, incluindo a morte. Apocalipse 2.10) Ao contrário, a Igreja de Deus, em qualquer parte do mundo com o comportamento da Igreja da era de (Filadélfia), tem pela sua obediência a promessa de protecção de uma sedução universal quando do momento da grande tribulação, que antecipará o regresso iminente da vinda de Cristo. (Apocalipse 3:10) (Apocalipse 12:23,14) (Mateus. 24: 21-22). Mas no passado, tal como Semirna e as outras, todas tiveram problemas, porque o temperamento religioso de toda a Igreja dessa era, faz parte de uma reprimenda da parte de Deus. O que Ele diz à Igreja de Semirna, refere-se a toda a Igreja dessa época, e não individualmente a esta cidade. À Igreja de Filadélfia, refere-se a um comportamento de aplicação de pregação da verdade em todo o mundo, e a sua permanência nela. Quando? No seu tempo profético, segundo as Escrituras, a sexta época da era da Igreja, a penúltima antes da vinda de Cristo. Desta forma é clara a compreensão, que estas sete igrejas representam toda a história e o comportamento global da Igreja de Deus desde a sua fundação no ano 31 até à vinda de Cristo, passando por sete eras distintas e sucessivas, onde a Igreja de Deus teve comportamentos diferentes, tal como Deus as distingue.

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O Carácter do Povo de Deus Como é que se pode entender os tempos proféticos de cada uma das épocas, e saber ao mesmo tempo se sim ou não estamos actualmente nos tempos do fim? As Escrituras são totalmente silenciosa cronológicamente. Como já esclarecido noutros capítulos, ninguém sabe quando será o dia da vinda do Senhor. Mas pelo comportamento dos seus membros e da situação mundial à qual as profecias se referem, permite-nos entender se estamos ou não, perto dos tempos do fim. Não existe nenhuma outra luz que nos permita entender esse acontecimento. Jesus Cristo disse, que fundaria uma Igreja, mas a história prova, que ainda que existam centenas de Igrejas, existe apenas um determinado grupo, que, pela sua dimensão, por vezes nem é visto como uma Igreja, mas sim uma seita, que tem um comportamento único no mundo. Bem como é a única com um conhecimento por excelência, que diverge de todas as outras Igrejas e grupos religiosos. Mas, ao fundar essa pequena Igreja, que, pela sua dimensão pode fácilmente ser vista como uma seita, Jesus Cristo atribuí-lhe um conhecimento único, e é particularmente aí, que faz toda a diferença. Esse conhecimento, tal como já demonstrado em várias outras passagens, e o veremos ainda, só é possível através do mesmo pensamento de Deus. Como disse o apostolo Paulo, pelo Espírito de Deus. (I Coríntios. 2: 11). Essa Igreja nunca foi perfeita! Infelizmente, ao longo da sua história, ela viveu com os seus altos e baixos, mas uma coisa a distingue! Ela sempre guardou uma boa parte da verdade bíblica, e a marca de Deus. Porquê uma boa parte e não a totalidade? Porque esta Igreja também ainda é física, e nalgumas ocasiões, não teve o zêlo que devia ter tido, pelo facto de se deixar envolver em certas circunstâncias, por ideologias e doutrinas doutros povos no meio dos quais vivia. Esse comportamento adverso às instruções divinas permitia-lhe ainda que temporáriamente, passar ao lado de certas perseguições na sua história, e assim, dalgumas dificuldades para com outros grupos ou governos que lhe eram hostis. É um facto de tal modo importante para Deus, que nalgumas ocasiões, Ele teve que a corrigir. É esta realidade que facilmente entendemos, quando Ele fala das sete cartas enviadas às sete Igrejas. É importante entender, que não existe qualquer contradição, entre as Palavras de Cristo quando diz que fundaria uma Igreja, e no livro Apocalipse, onde Ele se refere - 209 -


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a sete Igrejas. Na realidade, Ele só fundou uma igreja, mas as sete a que Ele se refere, são sete congregações, ou assembleias nas diversas cidades que deram o seu nome, a cada uma dessas congregações, com temperamentos diferentes que se iriam manifestar ao longo de toda a história da Igreja de Deus. Mas no seu conjunto, elas são apenas uma, a Igreja do Deus Vivo. (1 Timóteo 3:15) Outro pormenor importante, é que essas Igrejas, para além da sua existência no passado, elas representavam ao longo da sua história, uma certa forma de viver de todos os seus membros nas diversas épocas da sua história. Como já explicado, a Igreja de Deus, nem sempre teve aquele comportamento que devia ter tido, mas sempre foi a Igreja de Deus, pelo facto de ser a única que ao longo dos séculos ter guardado a marca de Deus, e de ter tido uma compreensão como nenhuma outra. É verdade que existem outros grupos que detêm eles também certas verdades, como por exemplo a importância de guardar o Sábado, o verdadeiro baptismo, sabem da questão do Reino de Deus, entre outras, mas isso não é suficiente. A Igreja Do Deus Vivo, tal como é o seu dever, respeita qualquer grupo cujas ideologias sejam diferentes. A primeira igreja à qual Cristo se dirige em Apocalipse 2 é à Igreja de Éfeso. Esta Igreja caracteriza a época apostólica. Era o início da Igreja que inicialmente não tinha oposição, mas logo de seguida ainda na mesma época em vários pontos do mundo, doutrinas opostas começaram a ser infiltradas, mesmo em Jerusalém. Sobretudo por Simão, a quem chamaram Nicolau como já explicado. Aliás, Jesus Cristo Ele mesmo, elogia a Igreja desta época, precisamente por esta época da Igreja, não aceitar no seu seio, ideias de homens que já viviam essa prática, ao dizer: «Tens, porém, isto: Que aborreces as obras dos nicolaitas, as quais eu também aborreço.» (Apocalipse: 2:6) Quem estiver interessado, faça uma análise dessas doutrinas, comparandoas com muitas que ainda hoje existem. Para esta época, a Igreja tinha que saber fazer distinção dessas doutrinas, e obviamente afastar-se delas. Nesse tempo, vários tomavam o lugar de chefes da Igreja. Com que doutrina? Ao versículo 2 nós lemos que o grande teste para esta primeira época consistia em fazer distinção entre os verdadeiros apóstolos de Cristo e os mentirosos. Ver também: (II Coríntios 11:34, 13-15). Foi nesta época que Simão de Samaria, fez a sua aparição, como querendo fazer parte do ministério, o qual foi afastado pelo apóstolo Pedro, como já referido no livro dos (Actos:8) Este homem era um grande feiticeiro, de tal modo e como dizem as Escrituras, (há - 210 -


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muito que seduzia os povos de Samaria). Os verdadeiros cristãos da era de Éfeso, foram os que desprezaram e abandonaram as práticas dos Nicolaitas. (os discípulos de Simão, o mágico de Samaria). No entanto depois da destruição do templo de Jerusalém no ano 70, o desencorajamento e a indolência era muito visível. Muitos irmãos esperavam que Cristo viesse pouco depois do cerco de Jerusalém pelo exército romano, mas as profecias indicavam que muitas outras coisas deviam ainda acontecer, antes da vinda de Cristo. Não há dúvida que houve uma certa precipitação, e até mesmo incompreensão por parte de alguns membros. Nesse tempo, a maior parte da Judeia e da Galileia estava em ruínas e ocupada pelo exército romano, e ainda não eram conhecidas várias profecias que se encontram no livro Apocalipse. Por isso não admira, a precipitação de muitos, e até de alguns responsáveis. Foi a partir do último livro das Escrituras, escrito depois do ano 70, que João pôde entender que a vinda de Cristo ainda estava para tempos longínquos, depois de realizados os acontecimentos que ali se encontram, embora para as Escrituras, esse tempo fosse o início dos tempos do fim. Quanto aos cristãos, judeus, estes eram considerados como traidores pelos seus compatriotas, e provavelmente vistos como os causadores de distúrbios, por parte das autoridades romanas. Muitos deixaram-se absorver pelo desânimo e o mais fácil era submeterem-se a essas doutrinas impostas, mas que assim agindo, evitavam a perseguição. Esta era, é caracterizada pelo desleixo pelo seu primeiro amor, o zelo pela continuação da obra e pela obediência a Deus. Desta forma os membros começaram a perder de vista aquilo que lhes tinha permitido uma identidade comum e objectivos verdadeiramente importantes. A mensagem de Cristo para esta época, era que se não se arrependessem e não voltassem às suas primeiras obras a fim de proclamarem com zelo a obra do Evangelho do Reino e permanecessem na verdadeira doutrina cristã, Cristo iria retirar-lhes o seu castiçal. Muitos viram a enorme apostasia da grande maioria da Igreja de Jerusalém no ano 135 da nossa era, quando a segunda revolta judaica contra Roma, foi completamente esmagada, marcando assim o princípio do fim da era de Éfesos. Quanto aos restantes que prevaleceram na sua fidelidade nesses últimos tempos difíceis, foram cognominados de «Nazarenos» (Actos: 24:5) e de Ebionitas ou «pobres» por parte da grande Igreja. Como é ainda o caso nos nossos dias, coexistiam com a Igreja uma grande variedade de pessoas, muitas vezes com - 211 -


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as suas próprias ideias, e quando implantadas confundiam a verdade. Nessa época existiam grupos, que eram por vezes confundidos com a Igreja, os nazarenos ou (os pobres) e considerados cúmplices pela Igreja romana. A igreja de Semirna é a segunda das sete Igrejas do Apocalipse à qual Cristo faz referência. O apóstolo João morreu segundo se pensa, em Éfeso no fim do primeiro século. O fiel dirigente, seu sucessor na Ásia Menor já mencionado no capítulo anterior, foi Policarpo bispo de Semirna. Muito jovem Policarpo tinha sido um discípulo de João, com o qual muitas vezes celebrou a Páscoa. Ele teve grande influência nos primeiros vinte anos do século II. Sob a sua direcção foi quase o único período onde a Igreja continuou a celebrar as festas de Deus. Na sua velhice, Policarpo fez uma viagem a Roma a fim de tentar convencer Anicet, bispo de Roma, a reconhecer o seu erro ao não celebrar a Páscoa segundo a data Bíblica, mas em seu lugar, celebrar o habitual domingo das Páscoas romanas, e uma celebração diária da «eucaristia.» Como já vimos também que no decorrer desses tempos, existiu na Igreja ainda outro servo fiel chamado Policrate, o qual tinha sido pessoalmente formado por Policarpo. Este foi único a ficar fiel como dirigente cristão importante no seu tempo, com exemplo dos apóstolos da Igreja de Deus de Jerusalém. Policrate ensinava o verdadeiro Evangelho do estabelecimento do Reino de Deus sobre a terra, o estado de inconsciência dos mortos esperando uma ressurreição, bem como a importância da obediência à lei divina e a celebração das Festas Bíblicas. Perto do fim do II século, Victor, bispo de Roma, considerou Policrate e os seus simpatizantes como sendo heréticos e causadores de discórdias e de divisões na Igreja. Apesar da pressão constante e da antipatia a que era submetido por parte dos chamados «irmãos cristãos», ou da perseguição crescente e hostilidade por parte da sociedade pagã das redondezas, Policrate permanecia fiel. Depois da sua morte, não mais se ouviu falar de um outro dirigente sólidamente firme na verdade e influente junto das Igrejas da Ásia Menor. Segundo as opiniões populares, os verdadeiros cristãos foram práticamente esmagados pela influência da igreja imperial, mais popular e conciliante. Assim, os membros da Igreja de Deus diminuíram progressivamente e cada vez mais isolados. Desprezados e tratados de «Ebionitas» pela Igreja popular, os indivíduos e grupos de famílias - 212 -


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que permaneceram fiéis procuraram estabelecer-se noutras paragens, em regiões afastadas da Ásia Menor. Já no fim do primeiro século, eram efectuadas expulsões de verdadeiros cristãos das congregações dirigidas por chefes apostates. (III João 9:10). No decorrer do II século outros como os que tinham permanecido fiéis recusando aceitar ” novas verdades ”vindas do bispo Marcus de Jerusalém, foram obrigados a retirar-se das congregações das quais eram membros. Isso acontecia porque os dirigentes desleais tinham conduzido a Igreja para uma apostasia contínua em plena expansão. O grande teste para a Igreja da era de Semirna, consistia em duas fazes. Uma, era na sua aptitude em fazer distinção entre a continuação da verdadeira Igreja de Deus e o que na realidade era a sinagoga de Satanás.(Apocalipse 2:9). A outra, residia na sua determinação em aceitar as perseguições até à morte, se necessário, a fim de permanecerem fiéis a Deus. (vv 10). Fisicamente os cristãos desta época, foram tornados pobres e perseguidos. Eram rejeitados e considerados como heréticos pelo movimento «ortodoxo» que crescia rapidamente, e vistos como apóstatas pelos judeus da sinagoga e a sociedade romana pagã que os rodeava não tinha por eles que desprezo e desconfiança. Mas aos olhos de Deus, todos os que permaneceram fiéis durante este período muito difícil, eram vistos como uma coisa de grande valor. Por esse motivo, receberão a coroa da vida eterna à vinda de Cristo quando da primeira ressurreição: Apocalipse 20: 4). Por isso Deus lhes diz que são pobres, mas isso aos olhos dos homens, por serem pessoas que mantinham uma fidelidade para com uma doutrina considerada sem valor, mas Deus diz-lhes que na realidade eram ricos, por precisamente guardarem essa doutrina que o mundo desprezava, que lhe permitirá receber a vida eterna. Muitos dos verdadeiros cristãos foram martirizados durante todos esses anos, enquanto outros fugiam para manterem a sua firmeza à não adoração idólatra ao imperador romano. Depois que Constantino adoptou e deu início à aplicação do sistema de teologia romano no ano 325, o resto dos membros da verdadeira Igreja na sua maioria foi obrigada a fugir para além das fronteiras do Império Romano, mais particularmente para as montanhas da Arménia e mais tarde para as regiões dos Balcãs na Europa. Era um povo mais ou menos numeroso, mas não tinha nem prestígio nem riqueza. Por outro lado, eram considerados inimigos do Império Romano agora considerado “cristão.” Mas como já vimos, - 213 -


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diante de Deus este povo era considerado como uma coisa preciosa e segundo as Escrituras, não estava nas intenções de Deus que a Sua Igreja já nessa época, viesse a ser uma grande organização que cristianiza-se o Mundo. A Igreja de Deus deveria continuar a ser comparada com a humanidade, a um pequeno rebanho. (Lucas 12:32). A sua continuidade estava assegurada, não através de uma sucessão de bispos católicos e poderosos numa cidade em particular, mas por uma sucessão de pessoas verdadeiramente convertidas, que mesmo perseguidas e rejeitadas pela sociedade em geral, iriam continuar a adorar ao Pai em Espírito e em verdade. (João 4:23-24). Sempre existiram épocas, em que Deus suscitou dirigentes fiéis a fim de revitalizar o Seu povo, e continuarem uma obra que seria visível ao mundo em certas regiões localizadas. Noutras épocas, a Igreja de Deus continuou a existir numa quase total obscuridade, não sendo visível que a Deus. No entanto, ela nunca deixou de existir, pouco importavam as circunstâncias, mas os que permaneceram fiéis no seio da verdadeira Igreja de Deus através dos séculos, são os que provaram a sua fidelidade, numa promessa profunda e durável para com Deus, ao procurarem viver de toda a Sua Palavra. Eles guardaram os Seus Mandamentos, aceitando nalguns casos, permanecer fiéis até à morte.

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A Igreja na Clandestinidade Após o concílio de Niceia, o imperador e os seus sucessores procuraram esmagar no seu território, toda e qualquer oposição não conformista. Grupos que não se conformaram com os ensinos e práticas da igreja oficialmente estabelecida por Roma, foram não somente considerados heréticos, mas ainda inimigos do próprio estado Romano. A verdadeira Igreja de Deus simbolizada em Apocalipse 12, foi obrigada a fugir para o deserto durante 1260 dias representando nas profecias nalgumas circunstâncias: 1260 anos. Um dia por cada ano. (Números. 14:34 - Ezequiel. 4:6). Assim, depois do concílio de Niceia, a Igreja de Deus deveria permanecer por assim dizer isolada, por um período de 1260 anos e históricamente provado, foi o que aconteceu. Neste capítulo da história da Igreja, iremos analisar a história do povo de Deus desde a antiguidade até à Idade Média. Foi um período de trevas, por vezes a sua luz vacilava, mas nunca se apagou. Qualquer erudito ou historiador que procurou ou procura retraçar ainda hoje as idas e vindas da verdadeira Igreja durante este período de 1260 anos, vê-se confrontado com vários obstáculos, visto que a verdadeira Igreja nunca foi identificada, como sendo uma organização humana contínua. A história preservada da Igreja de Deus, aquela que é identificada com o sinal original do Sábado, foi quase na sua totalidade escrita pelos seus inimigos, considerando-a como uma seita herética. Falam dela referindo-se a grupos estrangeiros hóstis cognominados de Nazarenos, Paulinos, Bogomis, Cátaros Valdenses e Albigenses, dos quais por vezes em números diferentes, terão sido em épocas diversas os únicos cristãos segundo o modelo da Igreja de Deus de Jerusalém do primeiro século da nossa era. Outro obstáculo, foi o facto que mesmo na Igreja de Deus, aparecia por vezes um certo desleixo, e, com o tempo, alguns desses diversos grupos desleixados, mudavam passados uns tempos, aproximando o seu comportamento com os ensinos dos seus vizinhos. Pode ainda verificar-se que os escritores reuniam por vezes vários grupos «heréticos» catalogando-os com o mesmo nome incluindo a Igreja de Deus, não discernindo a diferença dos seus ensinos. Um dos grandes problemas na história da Igreja, era o de determinar quando é que a Igreja pelo seu abandono da verdade deixava de reflectir o comportamento da verdadeira Igreja e quando Deus a deslocava para outra região. Durante os três primeiros século - 215 -


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da nossa era, a Igreja de Deus teve que enfrentar períodos alternados de perseguições, mas mesmo assim durante estes períodos os seus membros não se desassociavam, visto que se juntavam com os judeus uma vasta diversidade de seitas presumidas cristãs. Essas perseguições eram temporárias e mais ou menos localizadas. O imperador romano Dioclêncio organizou a pior de todas as perseguições da era antes do concílio de Niceia que durou do ano 303 a 313, a já citada profecia de Cristo em (Apocalipse 2:10), referindo-se aos dez dias e referentes à época de Semirna. Mas logo que Constantino consolidou o seu domínio no império, as coisas mudaram significativamente. Referindo-se a este imperador, Gibbon escreveu que Constantino no seu fervor religioso, era fácil ver que a sua fascinação, era orientada para com o sol. Ele sentia-se deslumbrado quando representado com os símbolos do “deus” da luz e da poesia. Os traços manifestados desta divindade maravilhavam o seu olhar, parecendo designá-lo como o patrono de um jovem herói. Vários altares de Apolion foram coroados com ofertas votivas de Constantino, o que levava as multidões a creditar que era permitido ao imperador com os seus olhos físicos, ver a majestade invisível da sua divindade protectora, sendo o sol universalmente celebrado como protecção e guia de Constantino. (The Triumph of Christendom, pág. 309). Quatro anos antes do concílio de Niceia, Constantino promulgou para o império romano uma lei que iria ter consequências consideráveis para o povo de Deus. A mais antiga atestação da observância do domingo, é uma constituição de Constantino do ano 321 da nossa era, determinando que os tribunais, todos os habitantes das cidades e os comércios, deveriam passar a repousar-se ao domingo, (venerabilis dies solis) dia venerado ao sol. Este foi o primeiro de um longo conjunto de decretos imperiais, dos quais a maior parte foi incorporado no código Justiniano». (Enciclopédia Britânica, 11ª edição artigo ”Sunday.”) Cerca de quarenta anos mais tarde a Igreja católica inspirada destes decretos redigiu o Cânon 29 do concílio de Laodiceia no ano 364, no qual interditava aos cristãos de judaizar, isto é: repousarse no dia de Sábado, encorajando-os mesmo a trabalhar nesse dia. «artigo (“ Sunday ”). Parece lógico, que o facto de que no fim do século IV a igreja católica ver-se na necessidade de legislar contra a observância do Sábado, dá a entender claramente, que o Sábado era efectivamente o dia de repouso cristão, observado entre outros, pelos verdadeiros cristãos, muitos dos quais tinham permanecido fiéis à - 216 -


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verdade, particularmente na Ásia Menor. A igreja imperial que crescia em poder, insistia no facto que todos, sem excepção, deviam aceitar a Marca “ cristianizada” do culto romano dedicado ao sol. Os que recusavam este culto eram facilmente identificados, sobre tudo se residiam nas regiões urbanas do império romano. Nesta situação, era-lhes muito difícil continuarem a exercer as suas profissões. Dadas as circunstâncias, os verdadeiros cristãos catalogados de nazarenos, viram-se obrigados a abandonar a Ásia Menor a partir do século IV, onde a Igreja de Deus tinha permanecido durante cerca de três séculos. Mas devido a este decreto dominical por parte do imperador Constantino, nada lhes restava que partir, a fim de manterem vivo o sinal que os distinguia perante Deus, do resto da humanidade.

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Os «Paulinos» Chegam à Arménia A época seguinte, é aquela denominada de era de Pérgamo. No início do quinto século, a Igreja começou a aparecer nas regiões afastadas a leste da Ásia Menor junto ao Eufrates e nas montanhas da Arménia. (Cálcado). Quem eram estes povos ? Segundo Nina Garsoian, erudito da Arménia, «aparentemente os Paulinos eram considerados os sobreviventes da forma primitiva do cristianismo na Arménia». (The Paulicien Heresy, pág.227). O autor declara também, que estas gentes foram acusadas de serem piores que as outras seitas por terem aderido ao judaísmo» (identificados pela sua observância Sabática). (Pág. 213) O facto de aderirem a esta observância vista como comportamento judaico, foi com o passar dos séculos uma acusação corrente aplicada ao resto da verdadeira Igreja de Deus. Como descrito no capítulo anterior, esta linha de ataque tira a sua origem na opinião dos Pais da Igreja católica do II século, particularmente de: Inácio, Barnabé de Alexandria e Justino Mártir. Nos nossos dias, o Mundo não discerne claramente as verdadeiras diferenças entre o «judaísmo» e a religião praticada pela Igreja de Deus de Jerusalém do primeiro século da sua fundação, pois que a observância do Sábado e dos dias santos Bíblicos prática comum entre eles, tornava-os indiferenciáveis. A mensagem de Cristo para esta terceira fase da Igreja de Deus «Os Paulinos» é caracterizada pela Igreja de Pérgamo.(Apocalipse 2:1217). A palavra Pérgamo significa «lugar forte» e os membros desta era da Igreja foram definidos por gentes habitando regiões afastadas e montanhosas. Em (Apocalipse 2:13) Cristo diz, referindo-se aos cristãos desta época, que eles habitavam lá, onde se encontrava o trono de Satanás. Pergumum era o centro da antiga religião dos mistérios babilónicos. No ano 133 antes de Cristo, morreu o último “rei deus” de Pérgamo; Átalos III . No seu testamento doou o seu reino aos romanos assim como o seu título «Pontifex Maximus» (soberano edificador de pontes entre o homem e Deus). Os dirigentes romanos guardaram esse título até que em 378 o imperador Graciano o transferiu ao papa Damásio I. Foi assim que os papas receberam e mantêm esse título até aos dias de hoje. Historicamente o termo «trono de Satanás» também se refere ao reino de Nimrod, que numa antiguidade longínqua incluía a Arménia e a parte norte do Eufrates. (Génesis 10). Foi para esta região que geograficamente a Igreja de Deus, os «Paulinos» se deslocou depois do decreto de - 218 -


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Constantino que instituía o domingo como dia de repouso obrigatório na extensão de todo o seu império. Já no século V podemos encontrar em documentos católicos onde os Paulinos eram condenados e acusados como sendo uma seita herética, mas o primeiro grande dirigente que teve grande influência entre este povo e cujo nome nos é familiar, foi Constantino de Mananali por volta de (620-681) da nossa era. Constantino de Mananali era um homem bastante instruído, ao qual foi entregue uma cópia das Escrituras, aplicando-se ao seu estudo parecendo-lhe quase inacreditável o que descobria, tal foi o seu empenho e admiração que por volta do ano 654 começou a pregar, ajudando assim a reviver a Igreja. Anteriormente ao ministério de Mananali, a maior parte da Igreja era composta por pessoas descendentes de cristãos que cerca de dois séculos antes tinham fugido da Grécia, na Ásia Menor. Eles tinham conservado os nomes das suas congregações iniciais, mesmo que habitassem a centenas de quilómetros dos seus lugares de origem, continuando a considerarem-se a Igreja da Macedónia ou a Igreja de Éfesos . Constantino de Mananali foi executado no ano 681 pelos soldados bizantinos (romanos orientais) conduzidos por um oficial de nome Simeão, o qual admirado de tal modo pelos ensinos de Mananali, regressou mais tarde no ano 684, não como oficial do exército bizantino, mas como cristão convertido. Simeão veio a ser um pregador Paulino zeloso, que por sua vez foi martirizado e executado pelas tropas do imperador bizantino Justiniano II. Em 1828 foram descobertos na Arménia manuscritos dum livro antigo que foi traduzido para a língua Inglesa com o nome: (The Key of Truth Dos fragmentos desse livro (a chave da verdade) com informações de cerca de oitocentos anos depois de Cristo, surgiram os maiores elementos de informação referente aos paulinos. Nessas informações, nota-se que os paulinos eram completamente opostos ao uso da cruz e outros artigos religiosos no seu culto, os quais qualificavam de instrumentos malditos. Também condenavam a guerra e observavam a Páscoa no décimo quarto dia do calendário Hebreu. Os paulinos rejeitavam as reivindicações da igreja católica de ser ela a Igreja de Deus, a «sucessora apostólica» e outras pretensões. Para eles a Trindade, o purgatório a intercessão aos santos, era contrário às Escrituras. Na introdução do seu livro o Dr. Coneybeare fornece antecedentes históricos dum grande valor sobre os costumes dos primeiros paulinos. «Nós sabemos também a partir dum documento preservado por Ana- 219 -


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nias de Shirak, escritor e geólogo da Arménia do século VII, que os Paulianis, numa época muito afastada, eram os mesmos povos os Quatrodécimaliens e que observavam a Páscoa pela tarde do dia catorze do primeiro mês do ano judaico, segundo o costume primitivo na data dos judeus. João, da língua d’Otzun, supõe que os antigos crentes da Arménia durante o século VII eram os Quatrodécimaliens como também nós supomos». (Coneybeare, introdução, Clii). Mais adiante o Dr. Coneybeare declara: «O sábado era provavelmente observado e não havia para eles observância especial do domingo» (Pág. Cxliii). Ele continua dizendo que os paulinos eram «provavelmente o resto de uma velha Igreja Judia cristã que se dispersou a partir de Edesse para Siuniq e depois para a Albânia. (pág. clxii). Infelizmente a um certo momento da sua era, muitos paulinos cometeram um erro fatal, como sempre aconteceu ao longo da história. A fim de evitarem a perseguição religiosa imperial, pensaram que enquanto guardassem a verdade no seu coração, poderiam aceitar uma duplicidade religiosa, conformando-se aos ensinos e às doutrinas proibidas para o povo de Deus. Este caminho de compromisso conduziu-os a deixarem baptizar as crianças, e os adultos participavam nos actos solenes e missas. Cristo isso profetizou repreendendo a igreja de Pérgamo, referindo-se aos que iriam deixar-se envolver pelas doutrinas contrárias às Suas instruções.(Apocalipse 2: 14-15). O resultado deste comportamento foi que Cristo permitiu que severas perseguições se abatessem sobre eles. Quando tiveram lugar estes acontecimentos muitos decidiram que a solução para uma diminuição destes problemas seria uma associação com os Árabes muçulmanos, que nesse tempo invadiam uma parte importante do império Bizantino. Todas estas controvérsias que reinavam entre os paulinos durante esses anos gerou a desordem entre o grupo. Antes do ano 800 da nossa era, uma personalidade dirigente da Igreja, um homem chamado Baannes, tomou a direcção dos paulinos na Arménia e exigia a aplicação de represálias militares. Mas pouco depois surgiu um outro de nome Sérgius também pastor, ocupando um lugar de relevo entre os paulinos, o qual desaprovava a posição de Baannes. Sérgius foi acusado de ser a causa de desentendimento entre o grupo, e apesar das dificuldades encontradas durante o seu ministério, Sérgius permaneceu durante mais de trinta anos. No entanto depois da morte de Sérgius a maior parte dos seus simpatizantes acabou por aprovar o militarismo.

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A chegada do povo bogomil ! Durante o oitavo e nono século, muitos paulinos foram obrigados pelas forças bizantinas a povoar os Balcãs. Estes povos foram colocados ali como que uma primeira frente de protecção contra as invasões das tribos búlgaras. Devido a sua localização nos Balcãs, os paulicenses acabaram por vir a ser cognominados de: (O povo Bogomil) (ou Bogomilha). A origem deste nome foi encontrada na utilização frequente das palavras búlgaras Bog, Deus, e mil, amigo (Bogomil). Amigos de Deus. Uma outra explicação possível é o facto de também poder derivar de um nome pessoal. Com efeito, outros dois antigos manuscritos búlgaros foram descobertos e ambos concordam no mesmo ponto de vista, ao afirmarem que um papa bogomil, um dirigente, foi o primeiro a promulgar a heresia na língua popular, durante o reino de Pierre Tsar, búlgaro, 927 a 968 da nossa era. (James Hastings, Encyclopedia of religion and Ethics, Vol.2 pág. 784). Quais eram entre outros os ensinos do povo bogomil ? O baptismo não devia ser administrado que a pessoas adultas. As imagens e a cruz eram ídolos repugnantes. (Enciclopédia Britânica décima primeira edição artigo «bogomil»). Ensinavam ainda que a oração devia ser feita em casa e não em edifícios públicos, e que são os eleitos e não outros, que formam a Igreja de Deus e cada um deve procurar a perfeição ao nível de Cristo. Diz-se desse ministério que haviam muitas curas milagrosas e que se expulsavam demónios. No X e XI século, uma parte do povo bogomil dirigiu-se para Oeste, estabelecendo-se na Sérvia, mais tarde por volta do fim do século doze, este mesmo povo refugiou-se na Bósnia. «Este povo não era outro que uma variante de um grupo de seitas chamadas heréticas aparentadas, que durante a Idade Média se desenvolveu através da Ásia Menor e sul da França cognominados de vários nomes. Os mais conhecidos foram os: Patarénos, os Cátaros e Albigenses». (Enciclopédia Britânica 15ª edição volume 29 pág 1098). A condenação deste povo como heréticos foi em particular por acreditarem que o mundo era governado por dois princípios; o bem e o mal, e que o mundo visível era coordenado por Satanás. A influência do povo bogomil a partir das suas bases nos Balcãs, inicialmente formando um grupo de comerciantes, estendeu-se até ao Piemont no norte da Itália e mesmo até ao sul da França. Que ensinavam ainda - 221 -


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estes povos? Uma das coisas mais importantes era a observância da lei de Moisés no Novo Testamento, (à excepção dos sacrifícios de animais.) Assim eles praticavam a circuncisão e abstinham-se de comer alimentos impuros. (Levítico. 11) Eles observavam o santo dia de Sábado (Êxodo 20 Isaías 58) e outros dias santos bíblicos (Levítico:23) . (Eles não aceitavam a teoria das três pessoas distintas presentes na natureza de Deus.) (John von Mosheim, Institute of Ecclesiastical History, Ancien and Modern, vol. pp. 463-465,477-478). Era também um facto que a situação do povo bogomil na Bósnia não era pacífica, pois discordavam abertamente com a autoridade religiosa estabelecida. Assim, os poderes ortodoxos e católicas romanas, lançaram campanhas apoiando perseguições contra a Igreja, mas a liberdade oferecida pelos Turcos (otomanos) despertou bastante interesse entre o povo. Foi assim que a maior parte do povo bogomil aceitou o Islão e uma importante proporção da aristocracia seguiu-lhe os passos, vendo nessa conversão a possibilidade de conservarem os seus títulos e as suas terras (Enciclopédia Britânica 15ª edição pág: 1100). Em 1463, Mehmed II o sultão ottoman conquistou a Bósnia com a ajuda do povo bogomil apostate. Um dos factos surpreendentes é o de que alguns muçulmanos bosníacos recentemente sitiados na ex Yuguslávia, eram descendentes do povo bogomil apostaste. Antes que os Turcos otomanos, tomassem o poder na Bósnia, a semente da verdade andava espalhada em várias regiões entre outras nas regiões europeias do Piemont na província dos Alpes. Quando da sua reaparição na história, o povo de Deus era catalogado de: Cátaros, Albigenses e Valdenses.

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Os Cátaros e os Valdenses No início do século XII com a chegada da época seguinte da Igreja, existiu na sua direcção um homem de nome Pierre de Bruys, o qual contribuiu muito para a revitalização da Igreja na parte sul da França. Esta etapa é caracterizada pela era da Igreja de Tiatira em Apocalipse 2. Durante o seu pontificado, o papa Urbano descreveu o vale de Piemont no sudoeste da França, como uma região infestada de «heresias» Foi num desses vales, o Vale Luísa, que Pierre de Bruys se levantou em 1104 pregando o arrependimento, despertando o interesse de vários simpatizantes e mais tarde o público em geral. Os Cátaros, nome que significa os «puritanos» ou «Os perfeitos», «homens bons» entre os quais Pierre de Bruys pregava inicialmente, eram descendentes do povo bogomil anterior. Verificou-se no entanto nessa época, que uma parte aceitou aquilo a que chamaram novas doutrinas e estranhas, visivelmente opostas entre si. A pregação de Pierre de Bruys e dos seus sucessores, permitiu que nos vales do Sudoeste da França durante a primeira parte do século XII, renascesse uma nova vitalidade da Igreja de Deus. A preocupação primária de Bruys, era a de restaurar na Igreja a sua pureza original. O seu ministério durou cerca de vinte anos, após o qual foi queimado vivo. Depois dele surgiram numa sucessão rápida, dois pastores fiéis; Arnold e Henri. Depois da morte de Henri em 1149, a Igreja mergulhou de novo numa sonolência, até que alguns anos mais tarde um rico comerciante de Lyon, chamado Pierre Valdo, foi surpreendido por um acontecimento estranho e em 1161 começou a pregar o Evangelho, depois de ter sido transtornado por um trágico acontecimento com a morte de um seu grande amigo. Ao considerar o sentido real da vida, vendeu todos os seus bens e procurou um exemplar das Escrituras e aplicando-se profundamente ao seu estudo, Pierre Valdo viu-se chocado ao verificar que a Palavra de Deus dizia quase a totalidade do contrário do que tinha aprendido durante a sua educação católica. O historiador Peter Allix, baseando-se sobre um documento dos Valdenses; (The Noble Leson) diz: «O autor pensando que o mundo chegava ao seu fim, procurava exortar os irmãos à oração e vigilância (...) Relendo os diversos artigos da lei, não esquecendo as passagens referentes aos ídolos» Ecclesiastical History of Ancien Churches of Piedmont). pág. 231, 236-237). Mais adiante o Dr. Allix escreve: «Os dirigentes Valdenses, - 223 -


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afirmavam serem eles os sucessores dos apóstolos tendo a autoridade apostólica e as chaves para ligar e desligar. Entre outras, lançavam acusações afirmando que a Igreja de Roma era a prostituta de Babilónia» (Ecclesiastical History l. pág. 175). Foi na cidade de Lyon, que Pierre Valdo instalou a sua sede de 1161 até 1180, mas devido a perseguições teve que a transferir para o norte da Itália. De 1210 e até à sua morte sete anos mais tarde, Valdo consagrou a sua vida a pregar na província da Bhoème e na Alemanha e tal como Francisco de Assis, Valdo adoptou uma vida de pobreza a fim de poder mais facilmente pregar o Evangelho. (Enciclopédia Britânica, edição 11ª). Quais eram algumas das doutrinas que pregavam os Valdenses? Existem algumas provas que eles observavam o Sábado? um dos nomes pelo qual eram conhecidos era o de: «Os Sabbatati». No seu livro com a data de 1873, History of the Sabbath, o historiador J.N.Andrew cita um extracto de uma literatura anterior do historiador calvinista suíço; Goldastus que escreveu por volta do ano 1600 falando dos Valdenses ao dizer: «Insabbatati, (assim era chamado este povo, não por ser circunciso, mas porque observavam o Sábado dos judeus». (Andrew pág. 410). O Dr, Andrew refere-se um pouco mais longe ao testemunho do bispo de Ussher (1581-1656) que afirma «muitos pensavam que eles, os cognominados: Sabbatati ou Insabbatati, nomes que foram dados aos Valdenses, porque oficializavam no dia de Sábado dos judeus» pág.410. Com toda a evidência, é uma realidade que muitos eruditos protestantes notáveis do fim da Idade Média, reconheciam que os Valdenses observavam o respeito pelo dia de Sábado, ao se repousarem no sétimo dia. No seu livro datado de 1845, William Jones escreveu: «Vários espiões confirmaram a Luís XII rei de França (que reinou entre 1498 e 1516), que nas suas visitas a todos os locais de culto não foram encontrados: «Nem imagens ou sinais dessas cerimónias, nem objectos habitualmente utilizados nos sacramentos da Igreja católica romana». Eles observavam o dia de Sábado, praticavam a cerimónia da Páscoa cristã e dos mandamentos de Deus. «Os Valdenses podiam recitar de cor uma boa parte do Antigo e do Novo Testamento. Não consideravam como dignas de respeito as afirmações e exibições dos homens santos, (dirigentes da Igreja católica romana) exigindo como prova de veracidade, o testemunho - 224 -


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das Escrituras (...) para eles as tradições da Igreja (romana) não eram melhores que a dos fariseus e que (Roma) insistia mais nas tradições dos homens do que na observância das leis divinas. Reprovavam as festas das Páscoas romanas.. (Handbook of Church History, pág. 234, 236, 237)

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O desleixo pela verdade continua Uma vez mais uma boa parte do povo de Deus, vai tomar decisões erradas até ao fim da Idade Média, tal como tinham feitos os seus irmãos Paulinos. Como a situação tinha tendência a tornar-se mais difícil, uma parte do povo de Deus tomou o caminho mais fácil. A fim de escaparem à perseguição por parte das autoridades religiosas de Roma, muitos Valdenses aceitavam uma duplicidade religiosa, acabando por permitir entre outras coisas, que fossem baptizados os seus recém-nascidos, mesmo conscientes que tais cerimónias eram inúteis para a salvação, mas com uma aparência de falsa conformidade, pensavam evitar confrontos com Roma e assim teriam a possibilidade de praticar a verdade em privado. Era uma simples forma pessoal de pensar. Esta tendência foi profetizada para a 4ª época da Igreja, a de Tiatira em (Apocalipse 2: 20-24). Do ponto de vista de Deus, isso não era outra coisa que cometer a fornicação espiritual, ao participarem à comunhão católica, participando dos sacrifícios da eucaristia. Que aconteceu com o resto dos Valdenses? Os Valdenses que permaneceram fieis, desapareceram lentamente dos centros principais habitados para se refugiarem nos vales retirados dos Alpes em França. A igreja da época de Tiatira, eram pequenos grupos pouco numerosos, mas a sua existência permanecia real. Na região do Piemont instalou-se uma colónia de Valdenses, os quais deram os nomes a esses vales. Várias tentativas por parte da Igreja imperial foram organizadas para eliminar o resto dos Valdenses, mas devido a acontecimentos estranhos e várias dificuldades em atingirem esses locais montanhosos e o seu isolamento, essas tentativas fracassaram, mas muitos deixaram-se absorver pelos protestantes.(Enciclopédia Britânica décima primeira edição). Deus não permitiu a sua exterminação, tal como Cristo tinha prometido. No ano 1487, o papa Inocêncio III, publicou uma bula encorajando a exterminação do resto dos Valdenses, e uma perseguição teve lugar. No entanto, um intenso nevoeiro impediu que os perseguidores conseguissem chegar à cidadela. As forças do exército papal foram assim impedidas de destruir o povo de Deus. Com a aproximação do século XVII, a era seguinte da Igreja de Deus, a era de Sardo, estava prestes a fazer a sua reaparição. Outro grupo de Valdenses alemães chamados Lombardos pelos estrangeiros, já se tinha estabelecido na Holanda e na Inglaterra nos - 226 -


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séculos XIV e XV. Mas foi somente na última década do século XVI que a Igreja pôde começar a aparecer de novo abertamente na Alemanha e na Inglaterra. No capítulo seguinte iremos analisar os «anabaptistas» e veremos como congregações que observavam o Sábado apareceram como que vindas de parte alguma e se espalharam até ao de lá do Oceano Atlântico, indo até ao estado de Rhode Islande.

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Que terá acontecido à Igreja fundada por Cristo? Ela viveu e ultrapassou admiráveis acontecimentos, homens e mulheres os quais foram os antepassados espirituais do actual povo de Deus, dando grandes e excelentes exemplos de coragem e de fé. Muitas vezes através dos séculos, tiveram que abandonar tudo, mudando de região e até de país, a fim de fugirem à apostasia e permanecerem na sua fidelidade para com o seu Criador. Mas muitos ficavam pelo caminho da apostasia. Nesses tempos, sempre que a chama da verdade divina parecia vacilar, Jesus Cristo suscitava um dirigente fiel, a fim de reencaminhar o Seu povo e reanimar a obra que confiou à Sua Igreja até à Sua vinda. Durante a Idade Média tal como no passado com os profetas, o povo de Deus passou muito do seu tempo no deserto e pelas cavernas das montanhas. (Hebreus 11:38) Eles constituem uma boa parte dessa nuvem de testemunhas fiéis, que nos devem encorajar a correr com perseverança na carreira que nos está aberta. (Hebreus 12:1).

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(As raízes no Novo Mundo) O XV século, conheceu a passagem do mundo medieval para o mundo moderno. No fim dos anos 1400, dois acontecimentos mudaram o mundo para sempre; A utilização com enorme sucesso por Gutenberg do processo de imprensa ao utilizar letras móveis em 1456, abrindo assim o caminho ao crescimento de um conhecimento do qual falou o profeta Daniel, «E tu Daniel fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo: muitos correrão de uma parte para outra e a ciência se multiplicará. (Daniel 12:4). O primeiro livro de imprensa a ser publicado com este novo sistema foi a Bíblia. Com a viagem de Cristóvão Colombo menos de quarenta anos mais tarde, a história do Novo Mundo ficou definitivamente ligada com a Antiga. Estes dois acontecimentos remarcáveis, a imprensa e a colonização europeia, marcaram o início de uma nova era na história da Igreja de Deus. No fim dos anos 1500, várias congregações a quem o mundo chamava: «Anabaptistas sabáticos» apareciam em crescimento na Europa, particularmente na Alemanha e na Inglaterra. Eram chamados deste nome pelo facto de ensinarem a observância do Sábado, O sétimo dia. Eram chamados anabaptistas, que significava que era necessário um segundo baptismo, visto não considerarem válido outro que o baptismo por imersão de acordo com as Sagradas Escrituras. Ensinavam ainda que o baptismo é apenas para pessoas adultas e não para crianças que ignoram completamente o que é e para que serve, somente para pessoas que alcançaram a compreensão do Evangelho, pessoas que se arrependeram dos seus pecados e enveredaram por um caminho novo, o da conversão. (Actos. 2:38). Enquanto o mundo se transformava de medieval em moderno, que se passava com a Igreja de Deus, aquela que Cristo fundou no ano 31 da nossa era? Que fazia ela? A fascinante história da migração do povo de Deus a partir da Europa até terras longínquas como a América, preparava a aparição da obra da Igreja de Deus no século XX para os tempos do fim.

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A História dos «Anabaptistas» No princípio do século XVI, um grupo de pessoas chamadas «anabaptistas» por parte dos estrangeiros, surgiu do resto dos Valdenses na Europa Central. Entre eles homens de grande carácter: Oswald Glaidt, Andreas Fischer e Andreas Eossi. O seu território ministerial começou inicialmente na Alemanha, Polónia, Hungria e em certas regiões conhecidas mais tarde como Eslováquia e Roménia. Eles ensinavam todos a importância para Deus e para o seu povo, que o seu povo observasse o Sábado, os dias santos Bíblicos, ao mesmo tempo que rejeitavam o baptismo de crianças e a doutrina que ensinava a existências de três pessoas distintas: «a trindade». Deus utilizou-os a fim de fortificarem o resto dos fiéis e para servirem de testemunho da verdade, ao mesmo tempo que esta mesma região era varrida pela reforma protestante, e pelas muitas perseguições a que estes estiveram sujeitos, por parte da grande igreja, a igreja romana. Oswald Glaidt e Andreas Fischer conheceram-se quando de uma viagem sobre o rio Danúbio em 1527. Ambos tinham escrito diversos livros defendendo o respeito pelo Sábado e a lei de Deus. Em resposta aos que os acusavam de ensinarem o alcance da vida eterna pelas obras pondo em prática os Dez Mandamentos, Oswald Glaidt respondeu: «A lei moral diz: Não matarás; Ora certamente que ninguém ousará dizer seriamente que esta lei deixou de existir, ou que o simples facto de se abster de matar é uma tentativa para alcançar a vida eterna pelas obras». (Daniel Liechty, Sabbatariansism in the Sixteenth Century, pág.31). Glaidt foi executado em Viena em 1546. Pouco antes da sua morte disse: «Mesmo que me afoguem jamais renunciarei a Deus e à Sua Verdade, Cristo morreu por mim, pois continuarei a segui-lo, prefiro morrer pela verdade do que abandoná-lo» (pág. 35). No final dos anos 1500, Andreas Eossi, Hungaro de nascimento nobre, publicou livros e brochuras sobre o Sábado e outros sujeitos bíblicos. Eossi que tinha adquirido a sua teologia directamente da Bíblia, criticava abertamente os métodos e ensinos dos seminários do seu tempo. O clero dirigente dos seminários, procurava aplicar em grande escala o estudo da antiga lógica e filosofia grega. Eossi disse um dia a respeito dos respeitosos teólogos católicos e protestantes que o criticavam: «Eles perguntamme como foi que eu descobri o verdadeiro caminho da salvação, visto não ter passado o meu tempo em Pádova ou Paris? Como se o verdadeiro conhecimento residisse em vários escritos e linguagens pagãs». (Prof. W. Bacher, The Sabbatarians of Hungary). - 230 -


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Por volta do meado do século XVII, os que subsistiam da Igreja na Europa Central, eram cada vez mais perseguidos por uma Igreja católica renascida, conseguindo retomar o controlo depois da agitação da reforma. Os verdadeiros cristãos estavam diante de uma escolha: Ou aceitavam a perseguição cruel que lhes era imposta, ou imigravam para regiões distantes afastados dos olhares das autoridades onde poderiam mais facilmente praticar as suas crenças. As regiões montanhosas distantes da Tanscarpácia, a qual já era o refúgio dos Valdenses que tinham ficado, passaram então a ser também o exílio para outros. No século XVIII a maior parte dos Alemães «observadores do Sábado» imigraram para a Pensilvânia. Existiram também outras gentes que mesmo associadas ao «movimento dos anabaptistas» acabaram por se resignar aos ensinamentos dos protestantes vindos da reforma. Deles descendem os grupos modernos actualmente chamados (baptistas, menonitas e os amichs). Durante este tempo, o resto da verdadeira Igreja deslocava-se para Inglaterra. Tudo estava agora preparado para a chegada de uma nova época da Igreja de Deus a era 5,ª a era de Sardo. Os primeiros registos claros fazendo alusão às congregações que guardavam o Sábado na Inglaterra, datam do ano 1580. No início do século XVI, um debate público foi organizado, a fim de ser discutido o importante assunto da santificação do Sábado e encontrar a resposta se de facto o Sábado bíblico continuava ou não, um dever para a igreja de Deus. Durante este período vários livros foram escritos sobre a questão da lei e do Sábado de Deus, dos quais alguns ainda existem nos nossos dias. John Traske foi um dos primeiros a publicar em Inglaterra, um livro sobre o Sábado. Tendo-o escrito por volta 1618, foi depois preso pelo esforço do seu trabalho e convicção.. Havia quem lhe atribui-se a fundação de uma congregação em Mill Yard em Londres, esta foi a mais antiga congregação que guardava o Sábado, de onde se expandiram depois todas as futuras Igrejas ou congregações, não somente em Inglaterra, mas também para os Estados Unidos. Mesmo que alguns historiadores considerem esta fundação no ano 1580, mesmo ainda antes da época de Traske, onde ele terá sido um pastor no princípio do século XVII, vindo a ser preso, mas na prisão renegou à sua missão a fim de obter a liberdade. Em contrapartida a sua esposa, manteve-se fiel a Cristo e ali morreu cerca de 15 anos mais tarde. Em 1661, John Ja- 231 -


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mes, pastor da Igreja de Deus da região de Londres, também ele foi preso por pregar a verdade. Antes da sua execução, pediu ao tribunal para que lhe deixassem ler as passagens bíblicas: (Jeremias 26:14-15 e o Salmo 116:15). Depois da sua morte arrancaram-lhe o coração e queimaram-no, enquanto que o seu corpo partido em quatro partes foi suspenso à porta da cidade e a sua cabeça espetada numa cana na pequena ruela que dava entrada para a Whitechapel (Capela branca) a sala de reuniões. Este foi um exemplo do preço a pagar a que muitos se dispunham na Inglaterra do século XVII, a fim de obedecerem ao seu Criador. (Ivor Fletcher, The Incredíble and Sharing Publishing, Neck City, MO, Pag, 176). Um outro dirigente remarcável foi Francis Bampfield, do qual uma cópia da sua auto biografia, The Lif of Shem Acher foi preservada na livraria do Museu britânico. De 1662 até à sua morte em 1683, ele passou a maior parte da sua vida ora preso ora fugindo das autoridades Inglesas. Mesmo durante a sua detenção na prisão de Dorchester, as pessoas juntavam-se para o ouvir pregar. Foi durante esse tempo de perseguições, que um grande acontecimento teve lugar. Stephen Mumford e sua esposa, deixavam a Inglaterra para o Novo Mundo, a fim de se estabelecerem em Rhode Island em 1664. No Princípio do século XVIII, a Igreja de Deus na Inglaterra estava práticamente morta. A maior parte dos pastores desse tempo além de pregarem no dia de Sábado, pregavam também ao domingo com o objectivo financeiro.

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A Igreja no seu princípio na América Ao chegar a Rhode Island, a única colónia americana fundada então sobre o princípio de liberdade religiosa, os Mumford começaram a fraternizar com os baptistas de Newport. No seu comportamento esta família não se mostrou discreta quanto às suas crenças relativas ao Sábado. Em 1665, menos de um ano depois da sua chegada Tacy Hubbard, começou a observar o Sábado com eles, vindo a ser a primeira convertida na América e pouco depois também o seu marido Samuel se juntava ao grupo. Em 1671, a primeira Igreja a observar o Sábado na América, começava oficialmente apenas com sete membros. William Hiscox foi o primeiro pastor de 1671 até à sua morte em 1704. Em 1708, uma nova Igreja ou congregação, foi legalmente organizada em Westerly no Rhod Island, denominado mais tarde por(Hopkinton). Ao longo do século XVIII, Rhode Island, Pensilvânia e New Jersey, parecem ter sido as principais regiões onde o Sábado era celebrado. Durante esses tempos, também os Alemães observadores do Sábado imigravam para a Pensilvânia, onde Piter Miller foi o pastor mais conhecido dos Alemães na Pensilvânia, o qual veio a ser um amigo pessoal do presidente Americano Benjamim Franklin. A época da revolução Americana, foi um período difícil para uma grande parte do povo de Deus. Também aqui vemos que durante esta época alguns pastores, assim como vários membros, acabaram por vir a ser espiritualmente mortos. Existiam entre várias congregações, diversas divergências sobre as questões militares e políticas. Jacob Davis, pastor da igreja de Deus de Shrewsbury na New Jersey, juntou-se ao exército na qualidade de capelão, dando exemplo a outros membros que seguiram os seus passos. Existiu porém um caso em que um membro de nome Simeon Maxon se opôs energicamente, o qual qualificava de (filho de Satanás), todo membro da Igreja que apoiasse a guerra). (Richard Nichels, Six Papers on the Church of God, pág 60). A este comportamento a igreja reagiu expulsando-o da congregação, visto ele manter a sua intransigência. Os membros da região de Shrewsbury foram fortemente atingidos pela pobreza e divididos com a guerra. Depois da revolução vieram a estabelecer-se na Pensilvânia e mais tarde ainda antes de 1800, a maior parte deslocou-se para Salem na Virgínia, chamada mais tarde a (Virgínia Ocidental). Foi na região de Salem a partir de 1800 e até ao século XX, que existiu a

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maior concentração de membros da Igreja de Deus. Mas, apesar disso, não reinava muito a união entre eles nem a obra teve grande expansão. Pelo contrário, tal como no passado, foi uma época de divisões, apostasia e letargia espiritual, por parte da maioria dos membros dessa época. Segundo parece este estado de coisas, teve como causa a grande influência da família Davis, da qual saíram vários pastores e dirigentes durante os séculos XVIII e XIX. A situação atingiu uma dimensão tal, que a cegueira espiritual levou a que uma grande parte dos membros seguisse os seus pastores apóstatas a aderirem ao protestantismo,. Muitas doutrinas contraditórias foram introduzidas rapidamente no seio da igreja na América, sempre sobre a influência da família Davis, este nascido no País de Gales em 1663, passando da Igreja de Inglaterra situada em Quakers, para pouco depois vir a fazer parte da igreja Baptista. Em 1706, aceitou o Sábado como santo dia de repouso, pediu a sua entrada como pastor da Igreja de Newport, mas o seu pedido foi recusado, pelo facto de as suas doutrinas serem contraditórias Finalmente foi-lhe concedida a sua entrada como membro em 1713, sendo-lhe concedida mais tarde, a autorização de pregar e de baptizar. Apesar da sua aparente conversão, acreditava numa Trindade e na imortalidade da alma, bem como pensava que os mortos iam para o céu depois da morte, todos princípios que são contrários aos ensinos Bíblicos e que não eram ensinados já no seu tempo. Durante os últimos tempos da sua vida, várias vezes foi excluído da Igreja para depois voltar a ser reintegrado. Davis teve também uma grande influência na preparação do futuro dos Baptistas sabáticos. Segundo parece, William Davis sempre teve um descendente directo como pastor ou dirigente na Igreja dos Baptistas do sétimo dia. (Nickels, pág.55). No princípio, não havia grande preocupação em definir a Igreja com um nome oficial. As congregações para corresponderem entre si, referiam-se a si próprias designando-se como exemplo: (A Igreja de Deus que está em Newport). ou: (A Igreja de Deus que está em Piscataway). Ou ainda a maior parte dizia-se simplesmente ser a Igreja de Deus. Quanto aos estrangeiros referiam-se a elas cognominando -as de sabatários ou ainda, Baptistas sabatários), mas quando a Igreja de Newport recebeu em 1819 uma carta oficial do Estado, ela tinha sido estabelecida em 1671, devendo obrigatoriamente proceder-se a um registo oficial o qual foi efectuado dando o nome de : (Igreja de Cristo do sétimo dia). Já em 1803, tinha sido organizada uma conferência geral no Nordeste, com a presença de sete congregações que celebravam o Sábado, à qual deram o nome de (Conferência geral dos - 234 -


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sabatários ou sabáticos) a fim de unirem esforços para a evangelização e colaboração na publicação de documentos. Em 1805 eles adoptaram o nome de (Conferencia Geral dos baptistas do sétimo dia. Os frutos destas reuniões manifestaram-se positivos, ao ponto das congregações crescerem, incluindo congregações que se encontravam noutras regiões. Com a continuidade, várias alterações contraditórias foram sendo aplicadas no decorrer desta época. Por exemplo, passaram da posição de não trinitários à de trinitários, sempre com o apoio da família Davis e de outros. Em 1811 uma declaração foi redigida onde se afirmava que os Baptistas sabatários acreditavam que o Espírito Santo é a força de Deus, ou o Espírito de Deus (....) haveriam poucos que acreditavam que o Pai o Filho e o Espírito Santo, fossem três pessoas distintas sendo iguais, mesmo sendo um Deus (Nickels pág. 91). Mas vinte e dois anos mais tarde na «apresentação de crenças fundamentais» em 1833, a posição oficial era a seguinte: «Nós acreditamos que existe uma união entre o Pai o Filho e o Espírito Santo, que os três são iguais e que por isso merecem o mesmo grau de adoração» (Nickel pág 91). A Edição do jornal The Westerley Sun de 18 de Novembro de 1883 descreve a celebração do aniversário da mais antiga Igreja nos Estados Unidos a observar o Sábado com o seguinte título: (A Igreja celebra 275 anos marcados por diversas alterações: O artigo do jornal dizia que a «Igreja celebrava 275 anos nesse fim-de-semana, com uma experiência que foi marcada por muitas alterações devido às pressões sociais, apesar do costume de observar o Sábado». Essas alterações aconteceram, pelo facto do profundo desleixo pela verdade. Com efeito, a Igreja dos baptistas do sétimo dia, à em Rhod Insland, há muito que deixara de abrigar a genuinamente Igreja de Deus. Existem arquivos da Igreja de South Fork na Virgínia Ocidental do início dos anos 1800, onde se verifica que observavam a Páscoa e se abstinham dos alimentos impuros. Esses pequenos grupos foram obrigados a retirar-se da confraria da Conferência Geral dos Baptistas do Sétimo Dia, devido às suas divergências doutrinais. (Nickels pág 68). Em 1870 no seio dos pequenos grupos restantes fieis, uma nova geração aparecia a qual tomando a liderança da Igreja em South Fork, acabando por aceitar as ideias dos Baptistas do sétimo dia. Um outro grupo nomeando-se: Igreja de Deus em Wilbur, foi organizada em 1859, pelo ancião J.W.Niles da Pensilvânia. Este grupo ainda no ano 1930, foi chamado por Andrew Dugger no seu livro (A história of the True Religion) «A mais antiga Igreja de Deus no Estado da Virgínia ocidental» (Pág. 311). - 235 -


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O Movimento Adventista Nos anos 1830, surgiu de entre as igrejas protestantes do Estado de Nova Yorque, um movimento que se concentrava sobre o regresso de Jesus Cristo e do estabelecimento do Reino de Deus. Essa mensagem começou num primeiro tempo a ser proclamada com vigor por William Miller, a qual era bastante diferente das doutrinas protestantes reconhecidas até então. Essa mensagem sobre a profecia despertou um enorme interesse, o que facilitou um rápido crescimento de popularidade, pelo facto da aproximação da data predita para a vinda de Cristo, que seria 1844. Depois desta data sem que nada tenha acontecido, essa grande expectativa tornou-se numa grande decepção, gerando ao mesmo tempo uma grande confusão entre os adventistas. Ridicularizados pelos protestantes e pela profecia popular, muitos abandonaram completamente a religião, enquanto outros não cedendo ao fracasso aplicaram-se ainda mais profundamente a folhear as Escrituras, a fim de tentarem encontrar a falha do tanto anunciado acontecimento. Esta situação preparou desta vez o caminho para o restabelecimento da verdade. Por volta do ano 1844, Raquel Oakes, viúva de um membro da Igreja Baptista do sétimo dia de Verona do Estado de Nova Yorque, veio a Washington, no New Hampshire, em visita à sua irmã. Esta última frequentava uma igreja da qual o pastor era Frederick Wheeler um metodista que tinha aceitado a mensagem dos adventistas referente (à segunda vinda de Cristo e ao estabelecimento do Seu Reino). Ao escutar M. Wheeler, exortando a sua congregação à obediência a Deus guardando os Seus Mandamentos, a senhora Oakes foi encontrá-lo no fim da pregação, confrontando-o com a verdade Bíblica, de que a observância do Sábado, era indispensável para a obediência aos Mandamentos de Deus. Com um ar de surpreendido prometeu que iria estudar a questão e apenas algumas semanas mais tarde convencido da veracidade doutrinal, reconheceu esse facto e a partir de então começou a ensinar esta verdade Bíblica que até então lhe era incompreensível. Esta nova verdade que acabara de compreender e que agora ensinava, foi como uma bola de neve entre os Adventistas que ainda não havia muito tempo, tinham passado por uma grande desilusão. Mas tal revelação desta verdade, originou a que em muito pouco tempo, várias centenas de membros começassem a guardar o Sábado como dia santo de acordo - 236 -


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com as Escrituras, o qual é a base do Evangelho e da obediência a todos os Mandamentos de Deus. Roswell Cottrell, um pastor de longa data e observador do Sábado, juntou-se à confraria dos Adventistas sabatários zelosos. A sua família fazia parte dos primeiros membros da Igreja de Deus em Rhode Island, mas por uma questão doutrinal tinha-se retirado da confraria que se chamava agora, Igreja Baptista do sétimo dia. Era a época das mudanças, tal como a Trindade, a imortalidade da alma, e outras doutrinas que tinham sido adoptadas como «doutrinas oficiais». Cerca de quinze anos depois de ter integrado a confraria dos adventistas sabatários, Roswell voltou de novo a encontrar-se no meio de controvérsias. James White, um ancião que tinha surgido como principal dirigente entre as Igrejas Adventistas de Deus, observadoras do Sábado, pressionou grandemente a fim de ser organizada uma conferência organizacional e um nome oficial: (Igreja adventista do sétimo dia). Vários opuseram-se a esta nova alteração, considerando-a não ser Bíblica, recusando acrescentar fé às “visões” de Helena G. White, esposa de James White. Roswell Cottrel não hesitou a opor-se aos movimentos organizacionais da senhora White. No Revieuw and Erald de 3 de Maio de 1860 escreveu: «Não acredito no papismo, nem na anarquia, mas acredito na ordem, na disciplina e no governo da Igreja de Deus, segundo as Escrituras» (Nichel, pág.162). Em Outubro de 1860, quando da conferência em Battle Creek no Michigan, a grande maioria da assembleia não aceitou o nome de «Igreja de Deus», e no seu lugar, designaram-na de: «Adventista do sétimo dia», nome descritivo segundo as suas crenças. Este foi o nome segundo o qual a família White insistia. As visões da senhora White eram cada vez mais aceites como novas verdades para a Igreja. Ao longo de todo o ano de 1860, o descontentamento entre a maioria que seguia a família White e os restantes membros dispersos que os não seguia, foi aumentando. Durante a guerra da sucessão, os membros da Igreja de Deus contrariamente aos adventistas do sétimo dia conduzidos pela família White, tomaram firmemente a decisão de se declararem objectores de consciência. Uma delegação da Igreja de Deus encontrou-se com o presidente Abraham Lincoln em 1863, a fim de prepararem o estatuto de objectores de consciência para os homens da Igreja de Deus. Uma cópia de uma circular dos membros de Marion no Estado d’Iowa foi publicada na revista The Hope of Israel de 7 de Setembro de 1864, essa publicação da Igreja, dá-nos uma ideia do que se passava nesse tempo. - 237 -


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«No dia 10 de Junho mais de cinquenta membros do meio do grupo, adoptou uma espécie de carta da Igreja redigida pelo Sr. M.E.Cornell (...). Quase um ano e meio mais tarde o mesmo delegado exibiu publicamente ao lado da Bíblia, vários outros volumes (...) exortando os membros a aceitarem estes ensinamentos como princípios de fé e de disciplina. «Alguns de entre os membros recusaram aceitar esses novos escritos na carta da nossa igreja (...). O resultado final foi que cerca de metade aceitou esses volumes como Escrituras válidas e desviaram-se de nós, ou melhor dizendo, afastaram-nos considerando-nos rebeldes (...) o que na realidade não somos e que afirmámos energicamente. Nós não nos revoltámos contra a constituição que antes tínhamos adoptado, e continuamos a defende-la firmemente(...) A acusação cai assim sobre os que lançaram a confusão, sendo eles que abandonaram a sua primeira posição, para adoptarem uma segunda. (Robert Coulterm, The Story of the Church of God Seventh Day, pág.16). Em Outubro de 1863, o pequeno jornal da Igreja chamado The Hope of Israel imprimido no Michigan, teve início com menos de quarenta inscrições, mudando depois para Marion no estado de Iowa, e mais tarde par Stanberry no Missouri em 1866. Com os anos o jornal mudou de nome, passando a ser chamado: (The Bible Advocate). Uma das mais importantes personagens na Igreja nessa época, foi Jacob Brinkerhoff. Este dirigiu o jornal de 1871 a 1887 e de 1907 a 1914. Em 1874, A.F. Dugger Sr. do Nébrasca, passou a pastor a tempo completo na Igreja de Deus. A partir dos anos 1870 e até aos anos que antecederam a 1ª Guerra mundial, os anciãos Brinkerhoff e Dugger, colaboraram na redacção de vários artigos que ajudavam a clarificar e a firmar as doutrinas da Igreja. Artigos sobre a profecia, os alimentos impuros, os dízimos, bem como a maneira correcta de praticar a Páscoa e o significado do «nascer de novo». Tudo isso era explicado através das páginas do The Bible Advocate durante todos esses anos. Em 1866, os artigos sobre as profecias que anunciavam o regresso dos judeus à terra prometida, bem como certas verdades tinham sido restauradas e ensinadas, mas mesmo assim, os esforços da Igreja eram mínimos e não atingiam que pequenos grupos, particularmente nas zonas rurais do Midoeste americano. O comportamento da Igreja nesse tempo e sobre o qual nos concentrámos, é mais bem definido com a mensagem dirigida por Cristo - 238 -


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à Igreja de Sardo em (Apocalipse 3:1-6). Ali está escrito que a Igreja (dessa era) mesmo permanecendo viva estava quase espiritualmente morta. «Sê vigilante e confirma os restantes que estavam para morrer» (Apocalipse 3:2). Apesar da Igreja que na sua maioria era desleixada na sua obediência, existiam mesmo assim alguns membros que se mantiveram fiéis e dos quais Cristo diz: «Mas também tens em Sardo algumas pessoas que não contaminaram os seus vestidos e comigo andarão de branco, porquanto disso são dignas» (vv:4) Ao longo desses últimos séculos, homens e mulheres permaneceram fiéis para com Deus apesar do que se passava à sua volta, enquanto que por outro lado, muitos dos que se consideravam cristãos, não o eram para além do nome, por isso Cristo lhes diz: «Tens nome de que vives e estás morto» (vv: 1). Uma boa parte deixou-se invadir por um comportamento que demonstrava uma aplicação desleixada e sem apreço pelas valiosas instruções divinas. Este é o carácter que identifica a Igreja dessa época. Quanto ao pequeno grupo zeloso, eles participarão à primeira ressurreição, quando da vinda de Cristo. (vv 4,5) O povo de Deus dos nossos dias, pode e deve retirar várias lições pelos erros cometidos pela Igreja dessa época, cronologicamente a (5ª fase) a Igreja de Sardo. Sejamos pois prudentes em considerar de muito importante os avisos que Cristo dá ao dizer: «Quem tem ouvidos, ouça, o que o Espírito diz às igrejas». (vv:6)

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A Igreja em transição O século XX foi sem dúvida alguma a época das grandes transformações e descobertas tecnológicas no espaço de tempo mais curto jamais alcançado. Ele começou com os transportes movidos por cavalos com luzes à base de velas de cera, quando apenas em menos de setenta anos mais tarde, o homem conseguia ir à Lua e voltar. Este incrível desenvolvimento científico, não apareceu surpreendentemente, pois dele tinha Deus profetizado através do profeta Daniel, caracterizando o fim dos séculos do domínio do homem.«Daniel.12:4» Este século conheceu duas grandes guerras mundiais, bem como a fabricação de armas altamente destruidoras, ao ponto de ser possível hoje, a destruição massiva de várias vezes de toda a superfície terrestre, tal como Cristo tinha profetizado em (Mateus. 24:22). Uma outra profecia que caracteriza de uma forma especial a chegada do fim dos séculos, é a pregação do Verdadeiro Evangelho a todas as nações para servir de testemunho. Será então que Deus intervirá activamente nos assuntos da humanidade. (Mateus. 24:14) Vejamos com atenção a história do povo de Deus nos tempos do fim e aprendamos algumas lições com os erros do passado. As tácticas de Satanás para dispersar, confundir e desencorajar o povo de Deus, sempre foram preparadas com astúcia e subtileza, utilizando todos os meios possíveis, por vezes nas coisas mais simples da vida. Ao longo de toda a sua existência, a Igreja de Deus teve que proteger-se às vezes dos falsos pastores no interior das congregações afastando-se deles, e suportar as pressões do exterior.

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O primeiro quarto do século XX No início do século 20, a igreja de Deus era pequena e dispersa com menos de mil membros que viviam na sua maioria no Midoeste Americano. A conferência da Assembleia da Igreja de Deus, foi legalmente reconhecida em 1900 no Estado do Missouri. Neste mesmo ano, o jornal da Igreja mudou de nome para se chamar como já foi dito no capítulo anterior, The Bible Advocate. Em 1903, Gilbert Crammer, pastor de longa data e um dos principais reorganizadores da Igreja dessa época, depois da ruptura com a Igreja dos Baptistas do sétimo dia por volta do ano 1860, morria com a idade de 87 anos. Em 1910, Alexandre Dugger que tinha servido na qualidade de director da conferência geral desde a sua fundação e como director do jornal The Bible Advocate, morria também. Um terceiro pioneiro fiel, Jacob Brinkerhoff, morria por sua vez em 1916. Este tinha servido descontinuamente como director do Advocate, de 1871 a 1914. J. Brinkerhoff foi considerado por muitos, como sendo o dirigente mais remarcável da sua época, servindo a Igreja durante mais de quarenta anos, chegando ao ponto de preferir utilizar o seu dinheiro na obra de Deus, em vez de comprar uma casa. Segundo se disse, ele evitou a decadência quase total da obra em 1874, ao utilizar esse dinheiro comprando equipamentos de tipografia para o jornal. (Advent and Sabbath Advocate, Richard Nickels History of the Seven Day Church of God, pág.85, Andrew N. Dugger (filho) de Alexandre Dugger, começou o seu ministério na Igreja de Deus em 1906. Quando Jacob Brinkerkoff se retirou do lugar de director de Advocate em 1914, Dugger passou a ser presidente da Conferência geral e redactor-chefe do jornal da Igreja. Quando exercendo as suas funções, Dugger teve grande influência sobre a Igreja, e sob a sua direcção, a Igreja teve um período de estabilidade e crescimento rápido» Robert Coulter, The Story of the Church of God Seventh Day, (pág.41-42) Andrew Dugger conservou o seu posto desde Junho 1914 até 1933. Pouco depois de Andrew Dogger ter tomado a direcção do jornal The Bible Advocate em 1914, rebentou a Primeira Guerra mundial. Desta forma ia abrir-se a porta aos judeus para poderem voltar à sua Terra prometida, conforme às profecias ensinadas desde 1860. Este acontecimento parece ter sido um elemento determinante para o despertar no seio da Igreja, de uma obra missionária efectuada pela Igreja nos anos seguintes.» (Nickels página 88) A questão referente à - 241 -


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organização do governo era desde há muito um sujeito de controvérsias na Igreja de Deus. Reconhecendo que nenhuma obra poderia ser efectuada com as medíocres somas financeiras que entravam na sede central em Stanberry no Missouri, (menos de 1.000 dólares em 1917), Andrew Dugger tomou as medidas necessárias a fim de solucionar o problema. Em 1922 fez uma sondagem junto dos membros a fim de saber o montante dos dízimos pagos e a quem eles tinham sido pagos. A resposta foi que a maior parte desses dízimos tinham sido recolhidos por ministros particulares e mesmo um certo pastor que «tinha trabalhado pouco» tinha recebido a maior parte desse dinheiro. Diante desta situação foi decretado que todos os dízimos seriam a partir de então entregues à conferência de cada um dos Estados, e que um dízimo do dízimo seria enviado à Conferência geral. Em 1923 na Conferência geral em Stenberry foram recolhidos 18.000 dólares. Por volta do ano 1904, entrou no ministério da Igreja de Deus um homem de nome G.G. Rupert. Anteriormente, ele tinha feito parte da Igreja dos Adventistas do Sétimo dia, e como pastor, tinha estabelecido nesse nome algumas congregações na América do Sul. Mas tendo existido divergências doutrinais nessa igreja, acabou por se retirar em 1902. Tendo chegado à compreensão do significado do Sábado e da sua observância bem como os outros dias santos os quais são em parte um elo de ligação da Igreja do Novo Testamento. Em 1913 Jacob Brinkerhoff publicou vários artigos do Sr. G G. Ruperrt no jornal The Bible Advocate, através dos quais ensinava que as Escrituras demonstravam claramente que a observância dos dias santos mencionados no livro do: Levítico 23, desvendavam o plano de Deus para a Humanidade. Ao verificar que uma parte dos americanos adventistas não tinha demonstrado grande interesse por estes ensinamentos, o senhor Rupert não somente abandonou os Adventistas, como também apoiou as congregações da América do Sul que ele tinha fundado e que o acompanharam, as quais passaram a observar os dias santos de Deus. Algum tempo mais tarde não havia um acordo absoluto entre o Sr. Rupert e o Sr. Dugger a respeito do governo e organização da Igreja pelo que o Sr. Rupert embora pastor, mas independente, passou a publicar a sua própria revista «The Remnant of Israel» O resto de Israel, que continuou até à sua morte em 1922.

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Anos 30 e 40 Discórdia, divisões e um novo reinicio No fim dos anos 20 princípio dos anos 30, a Igreja de Deus estava por assim dizer, paralisada. Ora por diversas lutas políticas internas, ora por discordâncias doutrinais. A Conferência de 1929 ficou marcada por enormes discordâncias e confusões. Estas discussões ocupavam particularmente sujeitos tais que: nascer de novo, os alimentos puros e impuros, a utilização do tabaco, a data da Páscoa, se no 14 ou no 15 Nissan e a obra do Espírito Santo (pentecotismo). Este estado de desacordo levou a que a obra da Igreja tenha ficado práticamente imobilizada. Foi nesse período, no Outono de 1926, que a vida de Herbertw Harmstrong iria ser totalmente transformada, e iria ficar ligada para sempre à Igreja de Deus. Reconhecido mesmo por pessoas estranhas à Igreja de Deus, como a personagem religiosa mais importante e mais influente do século XX. Herbert Armstrong terá tido maior impacto a nível mundial, que qualquer outro pastor depois do primeiro século da era da Igreja de Deus. Desafiado pela sua esposa a provar qual era o dia de repouso cristão, assim como por uma cunhada a provar que o mundo existia por uma criação e não por evolução, Herbert Armstrong iniciou um estudo intensivo durante 6 meses. Na Primavera de 1927, tinha compreendido que a maior parte das crenças que tinha aprendido durante toda a sua vida, não eram Bíblicas. Compreendeu que o Sábado, o sétimo dia da semana, assim como todos os outro dias santos anuais, tinham a sua razão de ser, ainda que a Igreja desde há muito tivesse perdido uma certa compreensão da sua prática. Além disso, ele entendeu, que cada um desses dias representava algo no plano de Deus. Foi essa compreensão que o levou a procurar a Igreja de Deus. Após esse estudo intensivo, Herbert Armstrong começou por questionar-se sobre a Igreja de Deus e onde se encontraria. Finalmente entrou em contacto com os membros da Igreja de Deus do sétimo dia no Vale de Willamete em Oregon, pelo facto, segundo ele, estes possuíam mais verdades que qualquer outro grupo. Em 1928 o Sr. Armstrong começou a remeter os seus artigos a fim de serem publicados no jornal The Bible Advocate. Como nesse tempo não havia pastor em Oregon, os irmãos de Eugéne solicitavam os seus conhecimentos bíblicos, pedindo que pregasse na congregação. No mês de Junho de 1931, foi ordenado pastor na Conferência da Igreja em Oregon,

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aceitando assim um ministério que iria durar cerca de 55 anos. Entre tanto a desordem seguia o seu curso, piorando ainda mais quando na Conferência geral em Outubro de 1933. Nesse ano, Andrew Dugger, o principal dirigente durante os últimos vinte anos, perdia o seu lugar da direcção por apenas um voto. Este acontecimento precipitou uma crise tal, que acabou por dividir uma vez mais a Igreja em dois grupos. Dum lado, Andrew Dugger e alguns pastores que se uniram para reorganizar a Igreja, ensinando a absterem-se dos alimentos impuros, do tabaco e que a Páscoa devia ter lugar sempre no 14 Abib. Por outro lado, Burt F.Marrs colocava-se à frente de um grupo independente que autorizava precisamente o contrário e que a Páscoa devia ser celebrada no dia 15 e não a 14. A questão da data da Páscoa foi debatida durante três dias, culminando numa confusão e separação» (Nickels, pág 15). Andrew Dugger retirou-se da conferência geral com a sede central em Stanberry, e organizou de imediato uma reunião a fim de reorganizar a Igreja em Salem em Novembro de 1933: Foi então escolhida uma nova estrutura organizacional constituída por doze apóstolos setenta anciãos e sete outros membros destinados a gerir a parte financeira. As diversas funções foram atribuídas por sorteio em vez de voto, e Herbert Armstrong, de Oregon, foi escolhido um de entre os setenta. Ele, bem como a maior parte dos irmãos de Oregon, abandonaram Stanberry para se afiliarem com a organização de Salem. Herbert Armstrong aceitou a chefia ministerial de Oregon, submetendo regularmente os relatórios à central de Salem. A divisão da Igreja de Deus no interior da Igreja do sétimo dia, causou muito mal tanto à direcção como aos membros. Alguns membros efectivos e potenciais ficaram desencorajados pelas diversas divergências entre os dois grupos, o que era impróprio, no seio da Igreja de Deus. Nalguns casos os próprios pastores mudavam de organização, o que era muito desagradável para os membros. Noutros casos os membros eram o centro das disputas por parte dos pastores, a fim de conseguirem dos membros a sua lealdade e apoio. O crescimento dos anos 20, não pode compararse aos anos 30 e 40, nem sequer um pouco» (Coulter, pág.55) Com efeito durante os anos 20, o número de membros diminui-o. Enquanto tudo isto se passava, era colocado o fundamento para que a obra de Deus se preparasse para uma obra gigantesca como nunca antes, depois da era apostólica de Jerusalém. Em vez de utilizar o seu tempo em conflitos políticos no seio da Igreja, Herbert Armstrong trabalhava noutros campos. - 244 -


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Muito cedo, começou a preparar emissões radiofónicas diárias, orientadas sobre a pregação do Evangelho, às quais deu o nome de: Rádio Church of God, (A Igreja de Deus na Rádio.) Estas emissões tiveram o seu início no primeiro domingo de Janeiro de 1934, através de uma estação emissora de 100 watts Kore de Eugéne e em Fevereiro Herbert Armstrong dava início a uma revista que viajou através do mundo titulada «The Plain Truth» «A Pura Verdade» distribuída gratuitamente, como o foi durante toda a sua existência, na altura distribuída pela primeira vez a cerca de duzentas pessoas. Cristo estava agora a preparar a 6ª era da Igreja, a era de Filadélfia (Apoc. 3:7-13), por intermédio Herbert Armstrong. Outra emissão radiofónica diária, com a qual Herbert Armstrong organizou campanhas de evangelização através de várias regiões, a qual permitiu que outras congregações se viessem a desenvolver, mas essas novas igrejas não foram de muita duração por falta de pastores fiéis para continuarem esse trabalho apoiando biblicamente essas novas pessoas que eram postas em contacto com a verdadeira mensagem bíblica. Durante este período um certo desacordo cresceu entre Herbert Armstrong e a central de Salem, devido às explicações que Herbert Armstrong apresentava referente à identidade de Israel e sobre os dias santos anuais. Mesmo tendo confessado aceitar como exactas estas afirmações sobre «as dez tribos perdidas de Israel» por parte de Herbert Armstrong através de uma carta pessoal que lhe enviou, Andrew Dugger nunca aceitou publicar tais informações no seu jornal The Bible Advocate. Com tudo isto, a questão sobre os dias santos Bíblicos atingiu o seu ponto culminante em 1937. O que se segue é um resumo da conclusão final da reunião de assuntos que teve lugar em Destrói no Michigan, de 5 a 10 de Maio de 1937 pelo conselho dos doze apóstolos da Igreja de Deus do sétimo dia da central em Salem, Virgínia Ocidental. A oposição de opiniões sobre vários assuntos entre Herbert Armstrong e a direcção da Igreja, tornava difícil o bom funcionamento da obra de Deus, mas como nos informa a passagem de Apocalipse sobre a 5ª era da Igreja, a era de Sardo, esta época não foi das melhores referente à integridade na doutrina. Por isso Jesus Cristo, a classifica de parcialmente morta espiritualmente. Não admira, pois, que uma transição estivesse em marcha, para uma forma bem diferente, como aliás devia ser, tendo em conta que a nova era, a de Filadélfia, foi, segundo as Escrituras, a época em que a Igreja agiu na maior fidelidade na verdade divina, depois da era apostólica. Por isso Cristo diz que começando - 245 -


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ela com pouca força, como facilmente se entende quando analisados os últimos relatos da época de Sardo, ela iria atingir o mais elevado estado em número e qualidade antes da fase final. Mas Satanás voltou a ruminar a estabilidade da central terrestre do corpo de Cristo. Mas o homem que Deus utilizou, era homem de carácter e decisões firmes. Para isso, elaborou um conjunto de elementos, sobre os quais iria fundar a base das suas decisões, tendo entendido que a era de Sardo chegava ao fim. Herbert Armstrong, era um homem rico antes de conhecer a Igreja de Deus, depois conheceu quase a pobreza profunda, até que bastante mais tarde entendeu que Deus o chamava para chefiar a sua obra, e que a riqueza das muitas centenas de milhares de dólares que ganhava com a sua empresa publicitária nos anos 20, não tinham qualquer valor comparando o futuro que Deus tinha para lhe entregar, e que levou a bom porto até aos últimos dias da sua vida em 1986. Diante da direcção da Igreja da época de Sardo, ele não vacilou, nem tinha a menor dúvida que Deus estava com ele na tarefa a que se propôs. Assim, em 7 de Maio de 1937, diante do conselho dos doze ele apresentou as razões porque discordava da direcção da Igreja. Às 13 horas tomou a palavra para leitura da carta que, na qualidade de ancião pastor apresentou aos doze. A leitura feita em períodos de 20 minutos, cada um dos artigos de Herbert Armstrong, sobre a festa dos pães ázimos, a Páscoa, a festa de Pentecostes e dos Tabernáculos (...). Uma decisão foi tomada pela direcção, com a seguinte conclusão: «Visto que alguns semearam a confusão nas Igrejas ensinando a observância da festa dos Pães sem fermento, os Sábados anuais (...) nós reafirmamos que os ensinamentos da Igreja de Deus sobre estes pontos (…) (decidiram que nós não observaremos tais práticas» (John Kiesz, History of the Church of God, pág 180). Segundo documentos arquivados por Virgínia Royer, responsável pelos arquivos da Igreja de Deus em Salém, foi em 1938, que foi retirada a licença que a Igreja de Sardo tinha dado a Herbert Armstrong para que pudesse pregar na Igreja dessa época. Mesmo não possuindo as cardênciais da Igreja de Deus do sétimo dia, Herbert Armstrong continuou a pregar e a ensinar com um vigor como nunca antes: Como é mencionado no relatório da revista Good News de Avril de 1939, a emissão radiofónica diária da Rádio Church of God atingiu o número de 100.000 auditores no Noroeste americano. Nesse ano foi a primeira vez que teve lugar o renascer da Festa dos Tabernáculos que se realizou em Eugéne, onde se reuniram 42 pessoas, as quais - 246 -


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celebraram a festa durante oito dias consecutivos. De 1933 a 1938, as assembleias sabáticas só tinham lugar durante os dias santos anuais. Durante vários anos Herbert Armstrong assim como outros pastores entre os quais John Kiesz, eram convidados a tomar a palavra durante as festas, isso aconteceu até por volta do ano 1945. Foi no meado do ano de 1942 que o nome da emissão até então de Rádio Church of God, passou a chamar-se The World Tomorrow.«O Mundo de amanhã». Nessa altura um período de ensaio quotidiano foi iniciado na região de Los Angeles. Em 1942, mais de 1700 pessoas assistiam à campanha de evangelização que Herbert Armstrong organizava no Teatro Biltmore em Los Angeles. A obra que Deus efectuava por intermédio de Herbert Armstrong, não cessava de crescer. Em Agosto de 1942 a emissão do World Tomorrow escutada primeiramente ao domingo de manhã nas ondas da estação WHO Des Moines Iowa, passava agora ao serviço da Igreja de Deus. Em 1943 a estação de emissores de WOAI de Santo António foi acrescentada e em 1944 a circulação da Plain Truth atingia 35.000 exemplares. Durante este período em que a obra de Deus se desenvolvia a um ritmo excepcional por intermédio de Herbert Armstrong, a Igreja de Deus do sétimo dia continuava como no passado com divisões e reagrupamentos de pequenos grupos. Apesar desta situação não deixava ao mesmo tempo de se procurar uma certa estabilidade e com muitos esforços chegaram a uma reunificação entre Salem e Stanberry em 1949. Paradoxalmente esta fusão dos dois grupos, acabou por minar a continuidade duma estabilidade desejada ao ponto de em 1969. De acordo com a primeira publicação desta Igreja o jornal The Bible Advocate, a sua tiragem pouco passava dos dois mil exemplares. A Igreja de Deus do sétimo dia representava a fase final a que o Apocalipse 3 chama a era de Sardo. De recordar que ela é descrita como estando espiritualmente morta, mesmo se alguns dos seus membros eram achados dignos de caminhar com Cristo.

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As portas abrem-se a um crescimento espectacular Em 1946, Deus começava a posicionar a obra que era chefiada por Herbert Armstrong através da emissão The World Tomorrow, a fim de vir a ter um crescimento espectacular. Face às dificuldades que implicavam o facto das emissões deverem continuar a passar diariamente através dos equipamentos ultramodernos postos à disposição da Igreja por parte de Hollywood e a necessidade de criar um colégio para ajudar na formação de pastores educados e fiéis, Herbert Armstrong projectava mudar as instalações para a Califórnia. Nessa perspectiva foram iniciadas negociações referentes a uma propriedade em Passadena, com o objectivo de a adquirir e que veio acontecer mais tarde. Nesse mesmo tempo, Herbert Artmstrong via mais longe e deslocou-se à Europa, a fim de examinar as possibilidades de fundar também ali um colégio, a fim de ali serem preparados pastores para que se consolidasse da melhor forma uma obra de pregação Mundial. Pelo empenho demonstrado por Herbert Armstrong, ninguém pode acusar esta personagem de ver curto, embora nesse tempo poucos acreditassem que tal coisa fosse possível, quando recordando que em 1946, apenas 50 pessoas tinham assistido à Festa dos Tabernáculos em Belkanap Springs e nem sequer ainda existia o colégio nos E.U. O que existia, era um sonho e grande coragem e fé, para além de uma propriedade com dois edifícios num estado deplorável, que a associação da Igreja procurava comprar. Para a maior parte, vista de fora e mesmo no interior da Igreja, tendo em conta todas as dificuldades para um tal projecto, falavam do momento em que tudo se iria desmoronar. Mas Herbert Armstrong, era movido por uma grande fé, e essa fé e coragem, levava-o a ver longe e grande. Foi nessa determinação que o Embaixador Colégio em Passadena abriu as suas portas em 1947, mesmo somente com quatro estudantes e oito professores. Quanto à ideia de um colégio na Europa, esta devia concretizar-se apenas alguns anos mais tarde. Em 1949, dois jovens estudantes do Embaixador Colégio, Raymond Cole e Raymond McNair, davam início às primeiras visitas a pedido do público, que após terem compreendido em profundidade o valor da conversão real segundo as Escrituras, tomaram a decisão voluntária de serem baptizadas. Esta primeira série de baptismos foi altamente positiva e permitiu um aumento significativo de membros e a sua presença na Festa dos Tabernáculos, não - 248 -


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somente nesse ano, mas mais notável nos anos seguintes, com 150 pessoas em 1951 e 450 em 1952. Em Dezembro de 1952, Herbert Armstrong procedeu à primeira ordenação dos primeiros evangelistas na Igreja de Deus da era de Filadélfia. Estes novos evangelistas foram respectivamente: Richard Armstrong, Raymond Cole, Herman Hoeh, C. Paul Meredith e Roderick C. Meredith. Em Fevereiro de 1953 dois novos evangelistas foram ordenados a esse grau: Raymond e Marion McNair atingindo assim o número de sete evangelistas. Todos estes acontecimentos eram a demonstração clara dum grande crescimento e desenvolvimento na obra da Igreja. Depois que os estudantes da duas primeiras classes foram diplomadas no Embaixador Colégio, foi também criada uma faculdade de teologia segundo as Escrituras, onde diplomas foram instituídos: Herbert Armstrong aproveitou esta ocasião e a profundidade dos estudos e da compreensão Bíblica, para esclarecer vários sujeitos, entre eles, o referente à natureza de Deus e o da razão pela qual Deus criou o homem. Ao longo de toda a sua história, a Igreja de Deus foi sempre de uma opinião oposta à opinião quase universal, segundo a qual, Deus é uma Trindade, rejeitando no seu todo as ideias formuladas nos primeiros concílios católicos e reconhecidos ali como guias válidos para os cristãos. No entanto, não foi antes de 1953 que Herbert Armstrong bem como outros evangelistas obtiveram a lucidez de uma compreensão mais clara dos ensinos bíblicos, segundos os quais Deus é uma família, na qual entrarão os seres humanos criados à Sua imagem, depois da sua conversão e ressurreição. À primeira vista, parecia ser uma utopia, algo que ultrapassava o espírito humano, mas apoiados sobre as Sagradas Escrituras, tiveram que ceder à realidade, que aliás é demonstrada ao longo de toda a Bíblia. Mesmo que esta realidade tenha sido profundamente entendida e ensinada numa boa parte dos ensinos anteriores ao longo dos séculos, era no entanto devido à sua imensa importância, difícil de aceitar tanto por parte de Herbert Armstrong como doutros seus colaboradores, e portanto é uma verdade simples e profundamente importante. A compreensão do facto de que temos diante de nós a possibilidade de nascer de novo no seio da Família de Deus. Esta revelação terá sido talvez a verdade mais maravilhosa que Deus permitiu a Herbert Armstrong de restaurar no seio da Igreja de Deus. Dois gigantescos passos em frente tiveram lugar em 1953, para a pregação do Evangelho. Nesse ano, Herbert Armstrong obteve tempo de antena para difusão de uma emissão - 249 -


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diária cobrindo a área da estação radiofónica ABC Radio Network. O ano começou com a abertura de uma das maiores portas da história da Igreja. No dia 1 de Janeiro, a maior estação de rádio mundial, Rádio Luxemburgo, começou a apresentar a emissão de The World Tomorrow para toda a Europa. Em Fevereiro de 1953, Dick Armstrong (o filho mais velho de Herbert Armstrong falecido num acidente de viação em 1958) abria um escritório em Londres, dando início a uma campanha de evangelização na Inglaterra em 1954. No ano seguinte, acompanhado de sua esposa Loma e de Roderick C. Meredith, Herbert Armstrong voltou a Inglaterra para mais uma campanha de evangelização em 1957, na revista a Pura Verdade de Junho de 1960, Herbert Armstrong anunciava aos Ingleses várias conferências naquele país, onde afirmava que tinha para eles coisas, que em mais parte alguma eles ouviriam e que seria surpresa fantástica. Jamais nas suas vidas teriam ouvidos tantas vedardes religiosas, como poderiam ouvir numa só noite.(Fletcher pág. 256). Em 1960 o segundo colégio abria as suas portas em Briched Wood na Inglaterra e em 1964 um terceiro colégio em Big Sandy no Texas. À medida que o número de pastores ia aumentando, novas campanhas de visitas pedidas e baptismos iam tendo lugar, bem como um ministério cada vez mais vasto, a fim de organizarem congregações, e a organização de conferências e estúdos bíblicos, no desenvolvimento da obra. Era desta forma que se via claramente a confirmação das afirmações de Cristo em Apocalipse, 3. A participação de membros da Igreja nas Festas dos Tabernáculos não cessava de aumentar rapidamente. De 750 participantes em 1953, passou a 2000 em 1957 e em 1961 o número subiu para cerca de 10 000 ultrapassando o número 40 000 em 1967. Por sua vez a revista The Plain Truth atingia o número de meio milhão em 1946 e de um milhão em 1967. No fim dos anos 60, a emissão The World Tomorrow era difundida diariamente e escutada por muitos milhões de indivíduos através do mundo. Em 1967, faleceu Loma Armstrong com a idade de 75 anos. Nessa mesma época, começou a sentir-se que algo de mau se começava a desenhar no seio da Igreja de Deus, e que acabou por se confirmar com o passar dos anos. Como aconteceu no passado, muitas vezes quando os filhos de Deus se juntavam, no seu seio Satanás se infiltrava igualmente (Job. 1:6). Em Janeiro de 1972, a Igreja foi sacudida pela destituição de Garner Ted Armstrong das suas funções tendo sido reintegrado quatro - 250 -


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meses mais tarde. Durante os anos 70 na América, tal como noutros locais no seio da Igreja de Deus, começou a manifestar-se uma vaga de liberalismo e em 1974, um grupo de pastores e membros laicos, abandonaram a Igreja. A confusão doutrinal crescente ligada a esse liberalismo, acabou por afectar a obra. Mas Herbert Armstrong depois de recuperar de uma enorme crise cardíaca em 1977, destituiu definitivamente o seu filho Garner Ted Armstrong de todas as responsabilidades na Primavera do ano seguinte, e da Igreja em Junho do mesmo ano. Em 1979, a Igreja teve que fazer face a uma tentativa de liquidação judicial, mas a obra de Deus, estava na Sua mão. Nesse mesmo tempo, Herbert Armstrong agora em recuperação desse grave problema de saúde, aplicou-se profundamente a repor a Igreja no bom caminho em matéria doutrinal, particularmente a parte que tinha sido tentada liberalizar nos anos 70. Durante os últimos anos da sua vida, Herbert Armstrong deu estabilidade na obra de Deus, e o crescimento parecia ter voltado ao seio da Igreja. Com efeito, quando da sua morte em Janeiro de 1986, a revista a The Plain Truth (Pura Verdade) tinha uma circulação de oito milhões de exemplares publicada e distribuída gratuitamente, mensalmente em sete línguas, e a participação na Festa dos Tabernáculos estava muito próxima de 150. 000. Quando Joseph Tkach tomou a responsabilidade de Igreja Universal de Deus à morte de Herbert Armstrong em Janeiro de 1986, a Igreja parecia ser um corpo unido seguindo o caminho da verdade no desenvolvimento da obra de Deus. Mas debaixo dessas aparências, escondiam-se graves problemas que sendo menos evidentes que inicialmente, acabariam por se manifestar mais tarde totalmente desastrosas

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A Fase Final da História da Igreja Em Apocalipse 3 encontramos as duas últimas fases ou épocas da história da Igreja de Deus. A primeira destas duas, a Igreja de Deus a era de Filadélfia, é caracterizada por um zelo no cumprimento das verdade e da obra que Deus lhe confiou, na preservação da autenticidade doutrinal. Diante dela foi posta uma porta aberta para a pregação (Versículo 8), assim como a promessa da sua protecção da sedução de Satanás nos tempos do fim. Quanto à segunda fase final mencionada no mesmo capítulo, a Igreja de Laodiceia, é caracterizada pelo seu desleixo espiritual como em várias fases da sua história. (Versículo 15-17). É denominada como uma Igreja que se enquadra em parte, com as ideias permissíveis dos tempos modernos. Mesmo que Herbert Armstrong tenha feito muito para colocar a Igreja de Deus no seu devido lugar durante os últimos sete anos da sua vida, é bem claro que, a partir dos anos 70, dois «espíritos» distintos coabitaram juntamente no seio da mesma organização, sem que a sua personalidade de líder forte tivesse sido o suficiente para evitar uma tal coexistência até à sua morte. Cerca de um ano depois da morte de Herbert Armstrong, a tendência regressiva para a liberalização dos anos 70, começou a subir à superfície, e em poucos anos essa mudança catastrófica, ultrapassou em muito os ensaios dos anos 70. Assim terminou numa apostasia, quase total da verdade por parte de vários responsáveis, ao ponto de retomarem como ensinos os ensinos anti-bíblicos. Como exemplo, a obediência à lei não tinha a sua razão de existir, incluindo a santificação do Sábado e os outros dias santos. Os alimentos considerados impuros por Deus para o seu povo, era qualquer coisa sem importância e voltaram a admitir a Trindade entre muitas outras doutrinas opostas. Em 1992, vários responsáveis que se opuseram a esse liberalismo, ou eram expulsos da Igreja ou eles mesmo se separavam da central de Passadena. Vários responsáveis e seus ministros tanto na Américae noutras partes do mundo, foram obrigados a separar-se da central da Igreja Universal nos Estados Unidos, rejeitando categoricamente as ordens da nova direcção, que tomava agora o seu novo rumo para um caminho totalmente oposto ao conteúdo das Escrituras, melhor resumido por (apostasia).Tal como no passado, só afastandose desse grupo de dirigentes liberais, a Igreja de Deus podia continuar a praticar e ensinar o ensino único das Sagradas Escrituras. A Europa - 252 -


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também sofreu, e a divisão de Satanás esteve bem activa. Mas a maior parte dos membros europeus, beneficiaram também da mão forte do seu dirigente, e das provas bíblicas que ele apresentava através das Escrituras, para que os cristãos compreendessem qual o caminho que livremente deviam escolher. Hoje, uma grande parte do povo de Deus, encontra-se de novo divido em vários grupos através do mundo, onde aparentemente todos ensinam a mesma doutrina, embora cada grupo tenha a sua própria organização. Ainda hoje existem algumas divergências entre os diversos grupos, mas é uma certeza que a obra de Deus irá continuar, pois que Cristo prometeu que as portas da morte não a arrebatarão, e que ela continuará até à Sua vinda. Com esse liberalismo, a sedução foi enorme, e uma grande parte da Igreja pouco vigilante, acomodou-se a essa nova doutrina. Para muitos outros, foi uma enorme desilusão, outros ficaram sem pastor, e as dificuldades e o desânimo acabaram por dominar. Outros que não entenderam muito bem o que se tinha passado, o mundo acabou por absorve-los de novo. Mas um resto, resistiu às dificuldades e Deus na Sua fidelidade, restaurou através de alguns pastores juntamente com os restantes membros, a Sua nação, a Igreja fundada no ano 31 da era actual. Efectivamente existiram algumas controvérsias entre os próprios dirigentes independentes, mas sabe-se no entanto, que essas divergências não põem em causa a identidade da Igreja, ou a sua missão, e a sua unificação num só corpo como deve ser a Igreja de Deus, certamente que acontecerá antes da vinda de Cristo. Até porque essas divergências devem ser eliminadas para bem de toda a Igreja. Outra coisa não pode acontecer na Igreja de Deus, sobretudo nos tempos do fim que se avizinham. O Corpo de Cristo, segundo as afirmações do apóstolo Paulo, não pode ter divisões. Mas sabemos também, que estamos vivendo da última era, a era de Laodiceia. A Igreja de Deus tem que manter-se um único corpo com o mesmo Espírito e a mesma doutrina à vinda de Cristo. Cristo não está dividido, e Ele disse que permaneceria com a Sua Igreja até ao fim e certamente sabia do que falava. Satanás uma vez mais conseguiu destabilizar a Igreja de Deus, porque ele conhece bem os planos de Deus para esta humanidade criada à Sua imagem. O povo de Deus sabe que o seu futuro grandioso o espera, por isso irá certamente continuar nesse caminho estreito que o leva à vida, continuando a obra que Deus lhe confiou. Actualmente esta obra tem crescido imenso, muitos - 253 -


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milhões de homens através do mundo vão estando em contacto com a sua obra, hoje facilmente visível através, dos muitos meios colocados à disposição da humanidade particularmente das inúmeras estações de televisão através do mundo, Internet, e mesmo escrita, incluindo este livro. Por aquilo que se sabe, a Igreja de Deus está aberta a todos os que acharem útil as suas instruções, mas não se implica em campanhas de angariação de membros. A Igreja de Deus não pode fazer proselitismo, porque a sua compreensão, é, de que é Deus quem chama os que acha que deve chamar. Jesus disse: «Eu sou a Verdade o Caminho e a Vida» (João.14:6) E já antes tinha dito: «Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer. E eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto: Todo aquele que do meu Pai ouviu, e aprendeu, vem a mim» (João 6: 44,45). Cabe pois a cada um dar a sua resposta a uma eventual chamada. Este pequeno rebanho continua levando por diante a obra dos tempos do fim. Tal como o povo de Deus no primeiro século, também hoje este resto deve continuar a lutar espiritualmente pela fé que uma vez foi dada aos santos (Judas 3). «Deus disse: «Porque o Senhor executará a sua palavra sobre toda a terra, completando-a e abreviando-a. (Romanos, 9: 28) Mesmo que não seja fácil em certas ocasiões da vida do cristão, será de enorme recompensa, aos que continuam servindo o seu Criador. «Daniel 11:32-33 (...) Mas o povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas. E os entendidos de entre o povo ensinarão a muitos (...) Onde se encontra a Igreja que Cristo fundou? Ela não é muito grande, mas ela não morreu. Ela continuará a combater a sepultura (a morte) e continuará firme até à vinda de Cristo. A verdadeira Igreja de Deus, continuará bem como a obra de Deus, incluindo a proclamação do verdadeiro Evangelho para servir de testemunho a um mundo que se tem dirigido cegamente ao longo dos séculos e que se encontra agora a um passo da sua destruição. Será o leitor um dos próximos que também servirá a Deus, participando da Igreja de Deus nos tempos do fim? Será você um dos que abrigará uma atitude da era de Filadélfia motivado pelo amor por toda a humanidade, para avisar com vigor o mundo inteiro levando até ele a mensagem da verdade e de esperança? Mesmo no seio da Igreja de Deus, a sua continuidade não será totalmente pacífica, pois que dois carácteres diferentes coabitarão nos - 254 -


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tempos do fim, tal como já aconteceu no passado. As duas últimas eras da Igreja, têm carácteres diferentes, como nos explica o Apocalipse. Uma era, a de Filadélfia, é vista por Cristo sendo um grupo zeloso no comportamento e na obra, a outra era, com um carácter permissivo e desinteressado. É uma realidade, que certos pastores tomaram para si e para os seus membros, certas liberdades para com a verdadeira doutrina, tal como já os nossos apóstolos sabiam no seu tempo. Aos homens e particularmente para alguns dos membros da Igreja de Deus, tal comportamento, demonstrando pouco zelo, Deus diz-lhes: «Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente! Assim porque não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.» (Apocalipse. 3:15,16). Mas para o resto que mantiver o zelo de Filadélfia, Deus diz-lhes: «Eu sei as tuas obras, eis que diante de ti pus uma porta aberta, e ninguém a pode fechar. Tendo pouca força, guardaste a minha palavra, e não negaste o meu nome. Como guardastes a palavra da minha paciência, também eu te guardarei da hora da tentação, que há-de vir sobre o mundo, para tentar os que habitam na terra» (Apocalipse 3:8,10). Como já referido, qualquer homem sobre a terra só pode vencer, se existir nele o Espírito Santo, e como já visto também, essa oferta por Deus é condicionada à obediência. É este género de comportamento e os acontecimentos descritos no livro Apocalipse, que nos permitem entender que na verdade estamos vivendo os últimos tempos antes da vinda de Cristo. Ele disse para esta última época: «Eis que estou à porta e bato: Se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo» (Apocalipse 3:20) Esta ceia a que se refere, faz alusão às bodas do Cordeiro no Reino de Deus. É nesta última época que Cristo diz que bate à porta, o que significa que está de volta como prometeu. Em vários momentos ele diz: «Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono» (vv21). E finalizando repete mais uma vez dizendo: «Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas» (vv22). Qual será a vossa prioridade? Qual é o valor que é atribuído à vida eterna no Reino de Deus? Será importante a advertência que deve ser dada referente à chegada muito próxima dos tempos de angústia para toda a humanidade? Qual é o valor a que se pode estimar a obra de Deus comparada com o nosso conforto por vezes excessivo? Satanás procura hoje, como sempre o fez no passado, tentar dividir a força do povo santo. Nestes tempos - 255 -


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de turbulência, ireis ocupar-vos mais das personalidades do que dos princípios? Esta obra está aberta a todos os que nela voluntariamente queiram participar, tendo como regra a aplicação de todas as instruções de Deus. Jesus Cristo pouco antes de morrer disse: «Convém que eu faça as obras daquele que me enviou enquanto é dia; a noite vem quando ninguém pode trabalhar, (João, 9:4).

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Conclusão final! Ao concluir-se esta informação, ainda que parcial, ela permite que muitos dos que a lerem, fiquem informados do que foi o passado e como será o futuro. Podem até não acreditar. Mas, para os que deram atenção ao que fica escrito, não fica aqui qualquer promessa de vida fácil. Seria um paradoxo, e ao mesmo tempo contrário às Escrituras. Deus faz inúmeras promessas que serão uma realidade, mas também diz que alguns da Igreja de Deus, passarão por dias difíceis. Mas quando analisado todo o historial da Igreja de Deus, sempre foi assim. Épocas mais fáceis, outras mais difíceis, mas uma das grandes promessas de Deus, é que nunca abandonará, todo aquele que decidir voluntáriamente seguir as Suas instruções. E Como Ele não faltará nunca à Sua Palavra, esse tal, ainda que nalguns momentos da vida lhe pareça abandonado, mas ao persistir no caminho do seu Senhor, ele o levará ao Reino de Deus quando Jesus Cristo voltar. Ele mesmo enquanto viveu fisicamente entre os homens, sempre disse que nalgumas ocasiões, a vida daquele que decidir seguir o seu Criador, nem sempre será fácil, e que para salvar a sua vida física, muitos O deixariam de seguir. Durante a sua vida pública, muitos pensavam em segui-lo, mas muito poucos o fizeram. Depois da sua morte, muitos outros pensaram fazê-lo e o terão pensado talvez com muita sinceridade, mas pouco mais fizeram do que isso. Na passagem que se segue, está uma das demonstrações mais claras do que tem sido a humanidade até aos nossos dias. Numa ocasião, Jesus «E, pondose a caminho, correu para ele um homem, o qual se ajoelhou diante dele, e perguntou-lhe: Bom Mestre, que terei que fazer para herdar a vida eterna? E Jesus disse-lhe: Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um que é Deus. Tu sabes os mandamentos: Não adulterarás, não matarás, não furtarás, não dirás falsos testemunhos, não defraudarás alguém, honra teu pai e tua mãe. Ele porém respondendo disse-lhe: Mestre, tudo isso guardei desde a minha infância. E Jesus olhando para ele o amou e disse-lhe: Falta-te uma coisa: Vai, vende tudo o que tens, e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu. Então vem e segue-me. Mas ele, pesaroso desta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades. Então, olhando em redor disse aos seus discípulos. Quão dificilmente entrarão no Reino de Deus os que têm riquezas! E os discípulos admiraram-se destas suas palavra. - 257 -


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Mas Jesus tornando a falar disse: Filhos, quão difícil é, para os que confiam nas riquezas, entrar no Reino de Deus. É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha, do que entrar um rico no Reino de Deus. E eles ainda se admiraram mais, dizendo entre si: Quem pois poderá salvar-se? Jesus porém, olhando para eles disse: Para os homens é impossível, mas não para Deus, porque para Deus, todas as coisas são possíveis. E Pedro começou a dizer-lhe: Eis que nós, tudo deixamos e te seguimos. E Jesus respondendo, disse: Em verdade vos digo, que ninguém há, que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos, ou campos, por amor de mim e do Evangelho. Que não receba cem vezes mais já nesta vida, em casas e irmãos, e irmãs, ou pai, ou mãe, ou mulher, ou filhos e campos, mesmo com perseguições, e no século futuro a vida eterna.» (Marcos.10:17-30) A citação bíblica que acabámos de ver, nem sempre foi bem entendida. Isto porque muita gente ensina e muitos acreditam, que basta acreditar em Cristo, ou reconhecê-Lo por seu Salvador, ou ainda darlhe o seu coração, e até a sua vida, e tudo está feito para que possa receber a vida eterna. Assim, a questão dos mandamentos, aparentemente parecem não ser necessários. Ora Cristo foi bem claro, e mostra que além da não obediência aos mandamentos, existem ainda outras causas que podem afastar o homem de entrar no Reino de Deus, e por consequência, não receber a vida eterna. As palavras de Cristo referindo-se aqui ao mancebo, mostram que o amor pelas riquezas, ou mesmo por uma certa forma de viver, podem ser uma das grandes causas, pelas quais o homem pode não receber a vida eterna. Não que os cristãos tenham que vender os seus bens para os dar aos pobres ou à Igreja, mas que o homem, qualquer que seja ele, não deve colocar esses bens, muitos ou poucos, antes de seguir a Cristo. A mesma coisa é dizer as suas instruções. Os bens físicos, podem ser a causa que nos desviam de seguir todas as suas instruções. Instruções tais, que somente elas garantem uma vida feliz já nesta vida, e a vida eterna no seu Reino. É esta a grande lição desta passagem bíblica. Os cristãos, não têm que vender os seus bens, mas o que devem fazer, é sabê-los gerir, de tal modo, que eles não sejam nunca um obstáculo para que na sua vida, possam aplicar aquela forma que Deus estabeleceu, e infelizmente são muito poucos os que o conseguem fazer. Por isso disse: «De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro, se no fim perder a sua vida? (Mateus. 16:26)» - 258 -


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Ele referia-se aqui à vida eterna, essa vida que Ele dará aos seus servos de todos os tempos, dentro de pouco tempo quando voltar para estabelecer para sempre o seu Reino sobre a terra. Ele disse ainda: «Os céus e a terra tomo hoje por testemunha contra vós, que vos tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe pois, a vida, para que vivas, tu e a tua semente para sempre» (Deuteronómio. 30:19

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O Maior Mistério Nunca entendido Na civilização avançada dos nossos dias, e com os meios mais sofisticados de que dispomos, o que é que pode ainda existir, que o homem não tenha descoberto? Sobretudo quando este sujeito tem passado entre os dedos e os olhos de muitos milhões de pessoas de todas as classes? Essas tantas personagens de diferentes raças e culturas, desde pelo menos há de 2000 anos? Não dá para acreditar que algo tenha escapado, não é verdade? E no entanto, foi o que aconteceu até aos dias de hoje. Nunca outro mistério tão importante existiu, com o qual se possa comparar, e portanto tão fácil de compreender. Fácil, se essa compreensão estivesse na mão do homem, e é aí que reside o grande Mistério. Se não acredita, então esteja atento, e verá que assim aconteceu. Foi exactamente que o apostolo Paulo disse que iria acontecer. Ele disse: « Porque, qual dos homens sabe as coisas dos homens, se não o espírito do homem que nele habita? Assim, também ninguém conhece as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus. O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura, e não podem entende-las, porque elas se discernem espiritualmente» (1 Coríntios. 2:11,14) . Esses misteriosos acontecimentos, fazem-nos uma narração do nascimento de Jesus Cristo, o dia exacto da sua morte e o da Sua ressurreição. Mas isso já toda a gente sabe, dirão talvez. Não! Não somente não sabem, como também não sabem, porque não sabem. São muito poucos os que sabem, porque é que esses acontecimentos tão importantes, são desconhecidos de quase toda a humanidade, e somente um pequeno grupo de homens e mulheres tiveram o privilégio de entender. Esse pequeno grupo, é aquele a quem Cristo chamou o pequeno rebanho, a Sua Igreja. As Escrituras que encerram tais informações, foram inspiradas por Deus, e somente pela mesma ordem de pensamento, é possível a sua compreensão. Ao longo das Escrituras, é manifestado que a compreensão da Palavra de Deus, permaneceu condicionada. Foi isso que o apostolo Pedro disse no dia de Pentecostes ao dizer: « E nós somos testemunhas destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem» (Actos. 5:32). A compreensão ficou condicionada à presença do Espírito Santo naqueles que obedecem a Deus. Não é uma ideia humana, ela está nas Escrituras. Não é porque uns sejam superiores aos outros, - 260 -


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mas é uma condição estabelecida por Deus, que não necessita de qualquer comentário. No mundo em que vivemos, muitas coisas acontecem, sem que muita gente saiba porquê. Inclusivamente o comportamento da maioria, que acaba muitas vezes, por contagiar grandemente a indiferença de outros. E, porque muitas vezes nós gostamos de fazer como todo mundo, então agimos muitas vezes para acertar o passo dos outros, fazendo imprudentemente como muitos, que muitas vezes fazem o que fazem em matéria de religião, sem na realidade, ainda que sinceros, saberem a profundeza das consequências dos seus actos, ainda que os considerem normais. O que vai ser apresentado, como já tantas vezes foi dito, é apenas uma informação, como aliás, todos os outros sujeitos. Não serve nem pode servir de modo algum, como censura e muito menos um juízo contra quem quer que seja. Como tem sido relembrado, cada um é livre de aceitar como interessante, ou simplesmente rejeitar. Quando Deus criou o homem, Ele não o criou para uma vida de sofrimento e injustiça na qual ele sempre viveu. Para isso, Deus estabeleceu um determinado conjunto de regras, que mais tarde vieram a ser reunidas num manual de intrusões a quem foi dado o nome de Santas Escrituras, resumidas por Bíblia. Nessa Bíblia, foi pelo seu Autor, estabelecido um conjunto de Festas, as quais simbolicamente desvendam todo o plano Magistral para toda a humanidade, e que esta NUNCA entendeu. Na continuação deste trabalho, vamos analisar à luz das Escrituras, especialmente duas festas. Sendo estes dois acontecimentos dos mais “importantes” para o nosso mundo dito cristão, iremos procurar entender, a simulação entre o popular e a realidade. Estes acontecimentos importantes, são a Páscoa, e o nascimento de Cristo, morte e ressurreição. Não se farão comentários alargados sobre todas as outras festas que o mundo celebra, ainda que superficialmente sejam mencionadas, para podermos comparar, entre a ilusão em que a humanidade tem vivido, e a realidade das Escrituras. Falemos em primeiro lugar, do nascimento de Jesus Cristo. Para muitos, depois de tudo o que se sabe, e que preencheu milhões de páginas desde tempos remotos, aparentemente não há mais grande coisa a acrescentar, visto que tanta gente tem falado e quase todos chegaram à mesma conclusão. Basta analisar essa imensa literatura e fazer uma comparação. Mas para o cristão, o seu guia não pode ser outra coisa que as Sagradas Escrituras, e não aquilo que nos disseram ser assim, sem que provas irrefutáveis bíblicas fossem apresentadas - 261 -


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e tudo o que com elas estiver em sintonia. É ao agir assim, que se pode ter a certeza absoluta de compreender finalmente, a conclusão errónea a que tanta gente tem chegado ao longo dos últimos dois mil anos. Como sabemos, as opiniões são inúmeras, mas o consenso não existe, e no entanto tudo está dentro da Bíblia. Não necessitamos pois, de agir insensatamente, apresentando opiniões e comentários que têm denegrido as Escrituras, catalogando-as por vezes, como algo sem valor, ou até mesmo vendo-as como literaturas contraditórias. É verdade que nem sempre a sua tradução é correctamente a mais desejada, mas mesmo aí, existem explicações noutros pontos no desenvolvimento do mesmo sujeito. Para os que se interessam pela verdade, faz-se aqui um convite, para que tudo seja analisado à luz das Escrituras. Não significa porém, que seja aceite, mas se aceitarem, ficarão a saber um pouco mais. A tomada de notas, é sempre importante, o que permite depois, aprofundar esta análise. Esta é na realidade a forma inteligente de agirem, e é uma certeza que ficarão muito surpreendidos. A primeira informação dada pelas Escrituras sobre o nascimento de Jesus Cristo, é de que ele nunca aconteceu no mês de Dezembro. É verdade que ninguém sabe o dia exacto do seu nascimento, porque as Escrituras na verdade não o dizem. Mas a afirmação feita é verdadeira. A Bíblia, não se refere literalmente a nenhum mês, nem a nenhum dia específico. Mas o que ela diz, é que Cristo, também não nasceu em Novembro. Se isto pode causar estranheza e admiração, saibam que, Jesus Cristo, nasceu no fim de Setembro ou início de Outubro. Ainda que a Bíblia não nos dê um dia e um mês específico, ela detalha claramente a semana aproximativa, o que nos permite entender que terá sido num destes dois últimos meses. Porque terá Cristo ocultado este dia, para que o dia do seu nascimento não ficasse na Bíblia? Um dia, poderemos fazer-lhe a pergunta, e certamente que Ele nos dará a resposta. A data exacta do seu nascimento até aos nossos dias, nunca ninguém o soube. Podemos no entanto colocar-nos algumas questões. Quando analisamos o que se faz e diz em Seu nome na ocasião desta festa celebrada numa grande parte do mundo, poderíamos eventualmente pensar, que Deus estará de acordo. Ou não quererá Ele que a humanidade se alegre? Certamente que sim! Deus detesta o sofrimento em que a terra sempre esteve envolvida. Mas aprovará Ele o Natal? A resposta absoluta, é não! - 262 -


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Deus detesta esta festa, e tem boas razões para o fazer. Porquê? Porque a celebração de aniversários de nascimento, como já vimos noutros artigos, é uma tradição pagã. E de acordo com vários historiadores, a primeira festa de aniversário de nascimento terá sido seguramente feita ao deus sol. Como históricamente documentado, o nascimento do sol, embora com outro nome, era celebrado no antigo mundo no dia 25 de Dezembro. Dia em que o sol nascia para um novo ano, e quando ele começava a dar mais calor, pelo menos na região da Babilónia. Daí, verem este dia, como sendo o do seu nascimento. Por isso celebravam o seu nascimento em cada ano. Com o tempo, os povos celebravam outros aniversários, mas sempre aos deuses pagãos. Talvez aqui, se comesse a entender, porque motivo Jesus Cristo não deixou qualquer informação, para que não fosse possível que a Sua personalidade: «Deus», fosse colocada em paralelo com os deuses pagãos, esses deuses da antiguidade. Mas é precisamente isso que o nosso mundo dito cristão faz. Já antes de Cristo, eram esses deuses que eram celebrados, e com o tempo, essa adoração passou para os imperadores. E se nos recordarmos, eles eram muitas vezes vistos como deuses. Daí, a adoração obrigatória, vindo a serem Sumos Sacerdotes de Júpiter. Somente muito mais tarde, o aniversário de nascimento passou a ser celebrado universalmente pelo cidadão comum, e visto como uma coisa normal. E é verdade que assim é nos nossos dias, mas a sua origem é pagã. Assim, todo e qualquer aniversário de nascimento, é simplesmente a continuação dessa tradição de adoração aos deuses, que na verdade não existem. Se Cristo não deixou qualquer informação para celebrar o Seu aniversário, é impossível que tal se possa fazer correctamente, visto que nunca alguém soube exactamente esse dia, salvo pouco mais que a sua família. Por este motivo, a humanidade devia procurar, não celebrar tal aniversário, ainda que sejam livres de o fazer. O Messias deixou muitas instruções para o homem, e entre tantas Ele disse: « Não acrescentarás à palavra que vos mando, nem diminuirás dela. Para que guardes os mandamentos do Senhor vosso Deus, que eu vos mando.» (Deuteronómio. 4:2) A Bíblia, apresenta-nos alguns aniversários de nascimento, e todos eles acabaram em tragédia. O mais importante de todos para este sujeito, foi aquele em que foi celebrado o dia do nascimento de Herodes, o Retrarca. Sobre ele, a Bíblia diz o seguinte: « E festejando-se porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes. Pelo que - 263 -


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prometeu, com juramento, dar-lhe tudo o que pedisse. E ela, instruída previamente por sua mãe, disse: Dá-me a cabeça de João Batista. E o rei afligiu-se, mas, por causa do juramento e dos que estavam à sua mesa, ordenou que se lhe desse. E mandou degolar João no cárcere. E a sua cabeça foi trazida num prato e dada à jovem, e ela a levou a sua mãe» (Mateus:14:6-11). A festa de Natal, é uma mistura de personagens, místicas e reais, onde nenhuma tem qualquer relação com o nascimento de Cristo. Somos muito poucos os que sabemos, que, tudo isto, é o fruto de imaginação humana, que desde muito cedo foi influênciada pelo mesmo autor, que tem influenciado tantas outras festas em paralelo. Uma das personagens que usurpou para si a “honra” deste aniversário, e que nos nossos dias é conhecido por pai Natal, é a mesma que faz a alegria de grandes e pequenos, mas nem sempre teve esse nome. Mas o que quase ninguém pensa, é que essa história sobre ele, é uma das primeiras grandes mentiras que os pais em pleno conhecimento, ensinam ainda hoje aos seus filhos. A mentira nos nossos dias, tornou-se de tal forma banalizada, que mentir ou dizer a verdade, o valor é quase o mesmo. Como é que os pais podem exigir aos seus filhos que lhes digam a verdade, se são eles mesmo que ensinam a mentir aos seus filhos? É sem importância, dizem eles! Isto é o que o homem pensa. Mas Deus vê as coisas duma forma bem diferente. Deus tem as Suas Festas, e Ele as citou no livro do Levítico ao capítulo 23. Esta festa do 25 de Dezembro, existe há cerca de 2000 anos antes de Cristo. Nesse tempo, já era celebrada a festa à mãe e ao filho. Saibam que, quando os educadores da Igreja católica partiam através do mundo para as suas missões, eles tinham muita dificuldade em suprimir essas festas, das quais eles sabiam a sua origem. Eles sabiam que existiam várias datas que tinham sido avançadas como presumivelmente datas do nascimento de Cristo. Algumas eram as seguintes: 25 de Dezembro, 6 de Janeiro, 10 de Março, 25 de Março e 29 de Maio. Estas eram as datas que os “entendidos”, já nesse tempo, apresentavam como prováveis datas do nascimento de Cristo, e durante cerca de um século, foram debatidas todas estas possibilidades, mas nenhuma se acorda com a realidade como veremos mais adiante. Em Roma, um século antes de Cristo, tinha-se implantado um culto proveniente da Pérsia, a que deram o nome de Mitrha. Este, é aquele que já foi guardado, como sendo o culto do sol. O deus sol invencível, - 264 -


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lutando contra as forças do mal. É importante entender, que estamos falando de imaginações dos homens, e meditando um pouco, entende-se que não era possível que um deus pagão, lutasse contra o mal, sendo ele mesmo o mal. Mas quem não der atenção, poderá pensar, que havendo uma luta contra o mal, um será o bom. Esta é a parte de sedução nesta história. Tal foi a popularidade de um tal culto, que os imperadores geralmente agiam como uma espécie de referendo. Quando havia muita gente de acordo com um certo culto, os imperadores estabeleciam-no. Isso tornava-os populares, e as pessoas ficavam satisfeitas. Esta prática sempre existiu e irá continuar na Igreja católica, ainda que alguns responsáveis por vezes se mostrem menos flexíveis em certas matérias, mas ela sempre acompanhou a evolução desta civilização. Não será pois de admirar, que mais tarde ou mais cedo, ela acabe por aceitar a forma mundana que hoje se vive, no que respeita à sexualidade livre e depravada. Ainda que em muitas outras ocasiões, certas crenças fossem impostas por interesses imperiais. Foi assim que Aureliano declarou Mitrha como religião de estado no ano 274 da era actual, e assim decidiu que esse deus, passaria a ser celebrado no dia 25 de Dezembro. Mas outras festas existiam em paralelo, tal como nos nossos dias. Por volta do ano 353, particularmente no mundo latinizado, continuavam a celebrar as Saturnais, no dia 17 de Dezembro. Outros, segundo a Enciclopédia Católica THEO, explica, que existia o costume de celebrar a festa ao deus AION, no dia 6 de Janeiro. Este deus era por vezes identificado com grego Hélios, o sol, que terá nascido de uma virgem, sendo ele também um salvador. Ainda nos dias de hoje, pouca gente dá importância às tradições que adopta, e são realmente livres de o fazer, sem que os outros que pensam o contrário, tenham o direito de contestar. Mas, o que muita gente não sabe, é que, aquilo que podemos pensar de nós próprios, na qualidade de observadores de uma determinada religião, não a tornamos, ainda que seja a nossa, mais ou menos cristã, só porque pensamos que é. Segundo Deus, ela será, se respeitar os requisitos para tal, esses requisitos que Deus estabeleceu através das Suas ordenanças. Isto é reafirmado várias vezes pelo fundador da religião cristã: Jesus Cristo. É verdade que todos somos livres de pensar o que pensamos e fazer o que fazemos, mas quem determina o grau de cristandade, é Deus, através das suas instruções. É fundamental que assim seja, e neste caso, não necessitamos de perder tempo inútil a qualificarmos - 265 -


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esta ou aquela festa como cristã, ou mesmo as que celebramos. Há muito quem pense, que só porque se é simpatizante de Cristo, logo se é cristão, ou que aquilo que festejamos com boa intenção, também o pode ser. Seria bom que essas pessoas dessem pelo menos uma olhadela nas Escritura sobre este assunto, e ficariam sabendo um pouco mais. Para os defensores do místico pai Natal, e que gostam de um pouco de magmática, fica aqui para reflexão, uma pequena estatística, deste que, apesar de muito velho até, é o mais dinâmico de todos os deuses. Nunca nenhum outro deus pagão “fez” igual. Esse pai Natal, a quem nalguns países chamam o S. Nicolau, tem uma capacidade incrível, para satisfazer toda a gente. De onde surgiu tal personagem? Existem muitas lendas da sua origem, e geralmente procuram aproximar o seu prestigio, o mais possível para o seu país. Mas para não andarmos aos ziguezagues, vamos localizar uma das suas origens no Ocidente, com a sua história nos Estados Unidos, onde parece ter nascido na ponta da Pena e do tinteiro, de Clark Moore, na cidade de Nova Iorque, no ano 1822. Mas a sua aparição oficial em público, terá sido no dia 1 de Janeiro do ano 1881, desta vez sob a pena de Thomas Nasch, no Harper’s weehy. Ele foi adoptado pela imaginação popular, e introduzido na Europa depois da primeira guerra mundial. Ele impôs a sua marca comercial, acabando mesmo por suplantar a lenda e suposta adoração do pequeno menino Jesus.

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As contas que ninguém faz! Se o pai Natal, existir realmente, é importante que os pais da Igreja católica cheguem a um consenso. Se os cristãos e os protestantes aceitarem a visita do pai Natal na noite do 25 de Dezembro à qual chamam festa cristã, os cristãos ortodoxos gregos, turcos e russos, só a recebem no dia 6 de Janeiro. Dá pelo menos para perguntar, qual deles recebe a visita fora da boa data. A menos que existam dois salvadores populares, e cada um com a sua data de nascimento, ainda que muito próximas. Falando somente no mundo católico e protestante, têm cerca de 1,3 mil milhões de aderentes, o que representa uma média de 325 milhões de famílias. Ainda que não seja exacto este cálculo, mas pode calcular-se mais ou menos, que o pai Natal teria que percorrer uma distância de cerca de 1.500.000 km. Ou seja, uma distância equivalente a 4 vexes a distância entre a terra e a lua. Isto, se ele tiver toda a sua bagagem num inter-posto na Terra. É verdade que segundo a tradição, ele o poderia fazer ao longo de cerca de duas semanas, visto que o Natal tem várias datas, mas mostra que esta desarticulação entre as igrejas, obriga-nos a concluir, quanto fictícia é tal celebração. Suponhamos que, para ele entregar em cada casa uma média de 2kg, ele terá que distribuir tanta carga, como a carga de 15.000 Boeing, 747, ou então um comboio, com cerca de 550.000 toneladas. Na realidade o que é importante em tudo isto, é meditar sobre o que isto tudo representa para Deus, e qual o benefício espiritual para cada homem que se deixa envolver por esta tradição. Geralmente, esta festa é considerada uma festa cristã, mas é na verdade uma total contradição com os mandamentos de Deus. O que prova que na verdade esta festa para além do nome, não tem nada de cristã. Isto porque os primeiros mandamentos em (Êxodo 20), condenam qualquer espécie de idolatria, e esta festa é isso mesmo. O que não deixa de ser um pouco curioso, é que muita gente que celebra este género de festa, sabe, que Jesus Cristo nunca nasceu no dia 25 de Dezembro. Então porque não rejeitam tal festejo? Simplesmente porque não entendem o que significa paganismo. Este pequeno estudo, não tem intenção de desviar as pessoas de um tal comportamento, porque as Escrituras informam, que até à vinda de Cristo, Satanás será o deus deste mundo, ao qual uma tal festa é dedicada. Como veremos nesta terceira parte deste livro, tal festa não tem absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isto - 267 -


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aqui é somente para reflexão, mas é exactamente isto que as pessoas não fazem, e inconscientemente é ensinado aos pequenos inocentes em cada ano, com a cumplicidade directa dos adultos, e das igrejas que dão tal apoio. Ainda que muitos não entendam, mas o Natal está na origem de uma enorme fraudulência, que impediu que os homens consigam entender porque Deus criou a humanidade. Mas se Deus permitiu que Satanás engane toda a terra, Ele lá sabe porquê. Existe uma explicação bem detalhada na obra já citada neste livro.

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A Páscoa Tradicional Uma grande parte do mundo dito cristão, aceita uma festa a que chama: Páscoa. Essa festa popular que conhecemos, como veremos mais adiante, é outra festa que não se acorda com as Escrituras. As intenções podem ser as melhores do mundo, e tal como para outros casos, cada um é livre de agir como bem entender. Mas, porque estamos falando de coisas muito sérias, irá ser explicado a diferença entre a Páscoa de Cristo, e a tradicional festa da Páscoa, que a humanidade celebra. É importante esclarecer, que todas as festas de Deus são 7, e todas elas nunca acontecem num dia específico, salvo a Festa de Pentecostes que acontece sempre ao domingo. Todas as outras, podem acontecer em qualquer dia da semana, porque é a data das luas que comanda o calendário. Só que o calendário em questão, não é o calendário gregoriano, mas sim o calendário hebraico. Além da data, a festa da Páscoa não celebra a ressurreição de Cristo, como tradicionalmente se faz no mundo dito cristão. A Páscoa celebra a Sua morte. A questão da celebração ao domingo, já foi vista noutras literaturas de onde é proveniente. Todas as instruções de Cristo devem ser observadas tal como Ele as estabeleceu. O homem, qualquer que seja ele, não tem qualquer autoridade para alterar tais instruções, mais conhecidas por leis, porque existem muitas passagens que nos informam sem a menor dúvida, que elas são eternas. (1 Pedro.1:23) E, como atrás vimos, Deus proíbe que algo seja acrescentado ou retirado. Qual é então a vantagem de afirmarem-se cristãos, discípulos de Cristo, não seguindo os seus exemplos e a sua doutrina? Noutras literaturas, já foi analisado à luz das Escrituras, que é simplesmente uma ilusão. Observais vós as festas que nem Cristo nem os apóstolos observaram? Festas que diferem totalmente daquelas que são mencionadas nas Escrituras e que são classificadas: «As Festas de Deus »? Essas festas que, segundo as mesmas Escrituras, foram dadas para sempre? O que aprendestes sobre Deus e o que acreditais saber sobre Ele, tendes a certeza absoluta que é verdadeiramente sobre Ele e sobre a Sua Palavra inspirada? O que acreditais, terá vindo directamente das Escrituras e as guardais intactas sem ideias pré-concebidas, ou as recebestes das pessoas com quem convivestes, do que ouvistes ou lestes sobre Ele? É quase uma certeza em grande parte, que foi da educação que recebestes dos vossos pais e do meio em que vivestes e daquilo que vos disseram ser certo. - 269 -


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Ou ainda da abundante literatura que existe, que na grande maioria dos casos, pode ser considerada contraditória para com as Escrituras. Que representa para si, a verdade de Deus? Somente por ela haverá a salvação! Mas de onde aprendemos as nossas crenças? Tal como para todos os homens, daquilo que ouvimos, lemos ou vimos e que tomamos por verdadeiro, mas raramente foram comparadas com a única fonte de verdade, «A Bíblia ». Toda a humanidade passou por esta situação. Inúmeras literaturas falam das Escrituras, mas quantas delas tantas vezes fora do seu contexto. Para muitos, pode parecer um exagero, ou mesmo uma provocação, mas se as coisas não são assim, porque existem tantas igrejas diferentes? Este estudo tem dois objectivos. O primeiro, é apresentar a verdade tal como ela se encontra nas Escrituras. O segundo, é lançar um desafio a qualquer que achar um exagero ou incorrecta esta afirmação, a folhear a Bíblia e provar o contrário pelas Escrituras. Porque, se basearmos as nossas provas sobre qualquer outra filosofia ou teologia, então não estamos falando do mesmo sujeito, nem da Bíblia. Jesus Cristo disse a Seu Pai pouco antes de morrer: «A tua Palavra é a verdade» (João.17:17). Em geral ninguém gosta de admitir, mas nós somos criaturas de hábitos e muitas vezes nós seguimos tradições e costumes da sociedade, sem dar a importância de saber o que isso muitas vezes significa, ou mesmo as suas origens. Uma das coisas mais difíceis a aceitar, enquanto humanos, é que podemos não ter razão. Pior ainda, é a nossa ignorância da importância da verdade aos olhos de Deus. Mas se o mundo tomasse o cuidado e se se aplicasse a fazer uma análise honesta recorrendo à Palavra de Deus, o que hoje é uma cultura de costumes e tradições, não existiria, nem esta panóplia de crenças e religiões diferentes. Muitos antigos costumes e práticas pagãs, que apresentam uma aparência cristã, foram adoptados pelo mundo hoje considerado cristão. Examinando o Novo e o Antigo Testamento, nós constatamos que essas crenças mundanas, reflectem quase uma totalidade de ausência dos ensinos dados por Jesus Cristo, os quais foram seguidos pelos seus apóstolos e pela sua Igreja depois deles. Crenças que hoje, mais do que nunca, se distinguem fácilmente do cristianismo tradicional. Mas porque essas tradições à primeira vista têm uma aparência cristã, isso deixa a impressão que é a verdadeira doutrina de Cristo, tal como um negativo tem aparência de uma foto real. No entanto, se nos aplicarmos num exame honesto das Escrituras - 270 -


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e se deixarmos que elas se expliquem sem qualquer outra interpretação pessoal, concluiremos fácilmente que essas crenças ditas cristãs, nunca tiveram lugar nos ensinos da Igreja de Jerusalém, quando da fundação da Igreja primitiva no ano 31 da nossa era. Elas não fazem parte dos ensinos dos apóstolos. A Palavra de Deus, é a única fonte da verdadeira religião cristã. É uma realidade que o que por vezes é mentira, pode parecer-se com a verdade, pois não é novo que alguém que pretenda apresentar uma mentira credível que seja consciente ou não, procurará apresentá-la de forma a que a mentira pareça verdade. Foi desta forma subtil, que as antigas lendas pagãs foram acrescentadas aos ensinos de Cristo, sendo muitos conscientes, que a sua proveniência era oposta à doutrina cristã. Assim, deixaram voluntáriamente a religião cristã, optando por outra religião. E porque a maioria das igrejas modernas ensina e pratica uma coisa contrária ao ensino bíblico, passa por verdade, o que induz as pessoas a desobedecer a Deus. Que sejam conscientes ou não, mas é indispensável para o bem de todo o homem que diz ser cristão, verificar a fonte das suas crenças, comparando-as com as Escrituras o que certamente o surpreenderá. Se houver sinceridade da parte do que aceitar esse desafio, constatará por si mesmo que o chamado mundo cristão segue as doutrinas que eram já praticadas na antiguidade na antiga Babilónia. Mas não é menos verdade, que sempre houve o cuidado de se ocultarem essas origens pagãs, reforçando a sua incompreensão nas suas sinceras convicções. É possível que, muitas pessoas pensem, que as religiões pagãs foram eliminadas durante e logo depois o ministério de Cristo, mas não se deixem iludir! Porque segundo a história, séculos depois da morte de Cristo, eram ainda vários os templos que eram dedicados a Apolion, Dionysios e Diana, entre os gregos, outros a Hércules, Vénus, Júpiter, entre outros deuses romanos, ou ainda outros como Mythra, Bal e Astaroth muito respeitados na Babilónia. Isto, sem serem mencionados aqui muitos outros, sendo Mythra, um dos deuses mais conhecido no antigo mundo pagão. Nesse mundo, ele “terá” tido o mesmo papel, que o nosso Salvador, Jesus Cristo, no seio da verdadeira cristandade. Até por coincidência, parece ter nascido de uma virgem, e o que ainda é mais espantoso, é que ele terá nascido num dia 25 de Dezembro. Só que este deus, já devia ter longas barbas brancas quando Jesus Cristo nasceu, porque segundo a história e a tradição, ele terá nascido na Babilónia mais de - 271 -


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2000 anos antes de Cristo, mas a história localiza-o em Roma no ano 65 a.C. Entendeis o que isto significa? Apesar do afastamento geográfico, é surpreendente constatar que as práticas, cultos e cerimónias, têm entre si uma semelhança fantástica, mas ainda, uma aparência perturbadora com o verdadeiro cristianismo. « Conhecem-se onze deuses principais em sete países, os quais se relacionam entre si, todos têm a mesma finalidade e até a mesma data de nascimento: 25 de Dezembro. Todos têm o mesmo dia de Natal. Todos nasceram de uma virgem e todos eram chamados portadores da luz, o deus que dá a saúde, mediador e salvador. Segundo a lenda, todos eles terão vencido o poder das trevas, razão pela qual terão descido às profundezas da terra, mas que, depois de ressuscitarem, subiram ao céu, vindo assim a serem os pioneiros para a salvação da humanidade. É desta forma que Krishna deus Hindu, foi considerado um verdadeiro precursor de Cristo. (Pagan & Christian, e E. Carpentier). O conceito de um deus que sacrifica o seu filho para salvar a humanidade, é um conceito tão antigo, que se encontra nas religiões mais antigas. É de admirar, não é verdade? Estas coisas levam-nos a perguntar-nos: Quem terá inspirado ao mundo de então, coisas que na realidade só iriam realizar-se muitos séculos mais tarde e que iriam entretanto implantar elementos contrários aos ensinos bíblicos? Tais elementos, predominaram desde então e hoje entre toda a comunidade cristã ao longo dos séculos, e permanecerá até à próxima vinda de Cristo. Existem outros escritos que explicam tudo.

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Satanás, o Sedutor! A humanidade desde muito cedo ouviu falar num ser, ao qual se habituaram de tal modo, que falar dele ou em Deus, a distinção é mínima. É certo que muitos admitem que esse ser a quem chamamos Satanás, é um ser maligno, mas muito poucos acreditam na sua verdadeira existência e muito menos na sua acção. E no entanto, ela sempre foi desastrosa pata toda a humanidade sem excepção. Desta forma, ao não darem grande importância à actividade desse ser maligno, facilitam o plano desse ser que na realidade existe, e que martiriza toda a humanidade. Deus diz em (Apocalipse 12:9), que ele seduz toda a terra. Lucifer, era um arcanjo criado por Deus. Ele foi criado e colocado na Terra, segundo a Bíblia no Jardim do Éden, para reinar e manter ali o governo de Deus. O profeta Isaías confirma-nos que Satanás se revoltou contra o seu Criador, tentando colocar o seu trono acima do trono celeste, ou seja: conquistar o trono de Deus. (Isaias. 14:12-14). Ele tinha sido estabelecido a manter o governo de Deus sobre a terra, como nos confirma o apóstolo Lucas, que na sua narração sobre a tentação de Cristo, ao falar da sua autoridade sobre os reinos do mundo, diz: E o diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo, todos os reinos do mundo. E disse-lhe o diabo: dar-te-ei a ti todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue, e dou -o a quem quero. Portanto se tu me adorares, tudo será teu. E Jesus respondendo, disse-lhe: vai-te Satanás, porque está escrito: Adorarás o Senhor, teu Deus, e só a Ele servirás. Ver ainda (Ezequiel 28). Ao dizer neste contexto, que todos os reinos do mundo lhe pertencem, Cristo não negou, aliás, como já citado, Satanás reina sobre o mundo e seduz toda a terra. (Apocalipse 12:9). Ao dizer: « Adora-me », Satanás tentava persuadir O Messias a sujeitar-se à sua autoridade e transgredir os primeiros mandamentos. Quando analisamos com atenção as Escrituras, nós vemos que Satanás não expõe as suas mentiras abertamente, mas com uma espécie de camuflagem, não retirando completamente o verdadeiro sentido às palavras, mas adulterando a sua veracidade. É assim que ele consegue fácilmente através de certos homens, seduzir a humanidade por intermédio de tanta gente. O apóstolo Paulo conhecedor desta artimanha disse: « Porque se alguém for pregar-vos outro Jesus, que nós não temos - 273 -


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pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho, que não abraçaste, com facilidade o sofrereis. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. Não é muito pois que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça o fim dos quais será segundo as suas obras». (II Cor. 11: 4, 13-15). (Mateus. 16:27) Com efeito, foi esta táctica que Satanás utilizou quando da tentação de Eva no jardim do Éden, ao torcer o sentido das palavras de Deus, que ele conseguiu facilmente convencer Eva. Vejamos esta passagem, quando Deus instruiu Adão e Eva, concedendo-lhes a plena liberdade das suas decisões, ao dizer-lhes: « Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim disse Deus: Não comereis, nem nele tocareis, para que não morrais. Então a serpente disse à mulher: Certamente, não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal » (Géneses 3: 3-5) Eva cobiçou esse fruto e seguiu os conselhos de Satanás deixando de lado as ordens de Deus. Quanto a Adão com pleno conhecimento, aceitou das mãos de Eva o fruto, seguindo o mesmo caminho, colocando de lado a sua responsabilidade de chefe de família. As consequências deste acontecimento trágico, é-nos comentado pelo apóstolo Paulo que diz: « Não sabeis vós que, a quem vos apresentardes por servos, para lhe obedecer, sois servos, daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça » (Romanos 6: 16). A oportunidade de alcançar a vida eterna, acabava de escapar a Adão e Eva, mas Deus é misericordioso. Foi então que anunciou a vinda de um Salvador. Vejamos o que Ele diz à serpente! « E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar». (Génesis. 3:15) Todos os que viveram na lei e na obediência a Deus, tinham os seus sentidos centrados para a época em que esse Salvador devia vir, esperando também o momento do seu grande sacrifício. Quanto a nós, devemos cada um olhar para o passado, mas com os olhos postos no futuro, para aceitar esse sacrifício que aconteceu há muito, o sacrifício do nosso Salvador. Depois do pecado dos nossos primeiros pais, Satanás dedicou o seu tempo a seduzir toda a humanidade e constatamos facilmente que ele conseguiu os seus objectivos. - 274 -


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Qual era a situação do mundo, já na época de Noé? « E viu Deus a terra e eis que estava corrompida; porque toda a carne havia corrompido o seu caminho sobre a terra». (Génesis. 6:12) Quanto a Noé, as Escrituras dizem-nos que era um homem justo e integre, por esse motivo ele foi salvo com toda a sua família do desastre que aniquilou todo o ser vivo dessa época, salvo ele, e os que com ele estavam na arca. O apóstolo Pedro refere-se a Noé, dizendo: « E não perdoou ao mundo antigo, mas guardou Noé, pregoeiro da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios». (II Pedro 2:5) Porque motivo Noé, é chamado por Pedro um pregoeiro de justiça? O (Salmo 119) informa-nos, que todos os Mandamentos de Deus são justiça. Ora se Noé era pregador da justiça, é normal que se chegue à conclusão que ele pregava a obediência a Deus, aos seus Mandamentos. Noé foi sem dúvida um homem que depois do dilúvio continuou a ensinar a obediência à lei de Deus. Essa lei que existia muito antes do encontro no monte do Sinai. Após o dilúvio, Noé viveu trezentos e cinquenta anos (Génesis. 9:28). É óbvio que os seus primeiros descendentes, também eles tenham recebido essa instrução, visto saberem o motivo pelo qual eles eram em pequeno número e o que tinha acontecido ao resto da humanidade dessa época. Certamente que dessa gente, alguns temiam praticar o mal, o que os levava a viverem em conformidade com a lei de Deus, pelo menos até que a natureza humana uma vez mais veio implantar a discórdia entre eles, logo na geração seguinte. Esse grupo começou a imigrar das montanhas de Arart dirigindose para Leste. Nesse tempo: « E Era toda a terra de uma mesma língua e de uma mesma fala. E aconteceu que, partindo eles do Oriente, acharam um vale, na terra de Sinear; e habitaram ali». (Génesis . 11: 1-2). Foi este território que foi chamado Babilónia, o actual Iraque. Apesar das abundantes colheitas, nem tudo era fácil, pois deviam proteger-se cuidadosamente dos animais ferozes que também abundavam na região. As gerações seguiram-se, tal como as nossas, e a evolução tomou os seus primeiros passos. Não existem muitos detalhes quando comparando os muitos anos que se passaram, mas sabe-se que evoluíram na sua forma de viver. Cedo começaram a crescer em número e começaram a fundar uma cultura. O primeiro homem que é mencionado de uma importância física individual, foi um homem que se destacou pela sua - 275 -


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idolatria. O seu nome foi Nimrod, que era descendente de Cush, neto de Noé, cujo nome significa: (Negro). Nimrod começou por chefiar a população, organizando a sua defesa contra os animais selvagens o que lhe permitiu de uma certa forma, tomar o comando e mais tarde o respeito pela sua autoridade. Foi igualmente Nimrod quem tomou a iniciativa da construção de pequenas cidades, as quais ele protegia com um muro servindo de fortaleza, que lhes permitia uma melhor protecção. Mas o dilúvio já datava de algumas centenas de anos, e como a natureza humana costuma ter muita vez a memória curta, esta geração, a segunda depois do dilúvio, não foi excepção. Foi assim que esta nova geração agora chefiada por Nimrod, decidiu lançar um desafio a Deus projectando construções, algumas delas excepcionais. « E disseram uns aos outros: Eia, façamos tijolos e queimemo-los bem. E foi-lhes o tijolo por pedra e o betume por cal » (Génesis. 11:3). Foi assim que deram início às suas cidades. Mas ao longo dos séculos, a natureza humana sempre foi insaciável, pelo que decidiram estabelecer o seu próprio governo, concluindo que não havia necessidade de obedecer a Deus, tanto mais que temiam ser espalhados pela face de toda a terra. A fim de mais facilmente poderem resistir a Deus, decidiram juntar-se e construir uma cidade ainda maior, no meio da qual ergueriam uma enorme torre, cujo cume devia tocar no céu. Desta forma talvez imaginassem poder escapar a um novo eventual dilúvio. « E disseram: edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamos um nome, para que não sejamos espalhados sobre a face da terra». (Géneses 11:4) Tal como Adão e Eva, também estes povos começavam a fazer exactamente a mesma coisa. Eles e só eles a decidir o que devia ser bom ou não, o que os levava insensatamente, a desinteressarem-se pelas instruções do seu Criador. Supondo talvez, que, ao construir essa desejada torre, possivelmente ficariam longe do alcance da mão de Deus. « Então desceu o Senhor para ver a cidade e a torre que os filhos dos homens edificavam; E disse: Eis que o povo é um, e todos têm uma mesma língua; e isto é o que começam a fazer; e agora não haverá restrição para tudo o que eles intentarem fazer. «Eia, desçamos e confundamos ali a sua língua, para que não entenda um a língua do outro. Assim o Senhor os espalhou dali sobre a - 276 -


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face da terra; e cessaram de edificar a cidade. Por isso se chamou o seu nome Babel, porquanto ali confundiu o Senhor a língua de toda a terra, e dali os espalhou o Senhor sobre a face de toda a terra» (Géneses. 11: 5-9). Esta mesma passagem é-nos apresentada também em parte pelo apóstolo Lucas ao dizer: « E, de um só, fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; (Actos 17:26). O profeta Isaías relata, que, quando Satanás preparava a sua rebelião contra Deus, Satanás declarou: « Subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo». (Isaías. 14:14) Não é difícil compreender que os pensamentos são provenientes da mesma fonte de inspiração, visto que tanto uns como outros, ambos rejeitaram a autoridade divina. Para o verdadeiro cristão, pelo menos, isto deve servir-lhe de exemplo, não esquecendo que a nossa maneira de viver, deve ser aquela que se encontra codificada dentro da Bíblia. Ninguém nos pode indicar claramente o caminho a seguir, salvo Deus. Foi baseado nesta forma de pensamento que o apóstolo Pedro e os outros disseram: « Mais importa obedecer a Deus do que aos homens » (Actos 5: 29). Nos tempos que correm tal como no passado, não é frequente agir desta forma, porque a grande maioria das crenças e práticas pagãs, foram adoptadas pelo mundo dito cristão, e como se pode verificar, não correspondem nem aos ensinamentos de Cristo nem à prática e crenças da igreja primitiva.

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Quem está na origem do paganismo ? Quem sabe porque razão o cristianismo tradicional nunca compreendeu o significado e a importância da observância das festas instituídas por Deus, á perpetuidade? Estas Festas que tiveram a sua origem no Antigo Testamento, que foram observadas por Cristo e por todos os apóstolos e continuaram depois da fundação da igreja de Deus do Novo Testamento? Vejamos o que a Bíblia diz a respeito de Nimrod, o qual reinou sobre a cidade de Babel: « E Cush gerou Nimerod; este começou a ser poderoso sobre a terra. E este foi poderoso caçador diante da face do Senhor; pelo que se diz: Como Nimrod, poderoso caçador “diante” do Senhor ». (Géneses. 10:8-9). O nome Nimrod, significa « rebelde» « ou aquele que encoraja a rebelião » Ele foi o primeiro político sobre a terra e ao mesmo tempo o primeiro tirano. O livro Génesis, diz-nos que ele foi um poderoso caçador diante do Senhor, mas esta tradução não traduz correctamente o texto original. Com efeito, a palavra « poderoso », é traduzida do hebreu gibbôr que tem o significado de: « guerreiro » « ou tirano ». Era a sua forma de impor as suas leis, que o levaram a ser classificado desta forma. Quando lemos que ele foi um poderoso caçador diante do Senhor, a palavra «diante » é traduzida do hebreu « pânîym que também significa: « contra ». Nimrod foi um aberto opositor para com Deus, embora a decisão fosse pessoal, no entanto compreende-se que era certamente influenciado por Satanás. Nimrod veio efectivamente a ser um homem poderoso, o que satisfazia a segurança do povo que ele dominava, visto que esta geração desejava ter alguém de importante diante de si. Foi assim que este rei não somente tomou em mão o poder civil, mas também o religioso do qual ele era a personagem central. Depois da sua morte, ele próprio veio a ser objecto de adoração por parte do seu povo, tomando assim um lugar que somente pertencia e pertence a Deus. (As duas Babilónias de Alexandre Hislop capítulo II , informa muito sobre este homem e toda a religião que ele fundou com o seu pai Cuch, e a sua mãe e esposa, Semiramis. Uma certeza permanece, é que depois do dilúvio, os que ficaram, tinham o conhecimento de Deus. Sabemos que Noé foi um pregador da justiça, por isso é muito - 278 -


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claro que Noé não deixaria de continuar essa pregação durante os trezentos e cinquenta anos que viveu depois do dilúvio, mas o povo preferiu a desobediência a Deus. Então para que deus se viraram as gerações futuras? Viraram-se para a serpente do jardim do Éden, Satanás. Não foi graças a ele que o homem obteve prematuramente o conhecimento do bem e do mal? Ao contrário de Deus, a serpente não lhe dera nenhum mandamento, nem qualquer ordem que deviam seguir. Ao seguirem a sua inspiração, ele tornou-se para os homens a luz que os conduzia, que iluminava o seu caminho, vindo a ser a sua luz, aquele que devia mostrar o seu caminho a seguir. Satanás teria muito cedo destruído a humanidade, mas Deus não lho permitiu, porque Deus tinha e ainda tem para o homem um plano glorioso. Uma vez que ele passou a iluminar os homens, espiritualmente falando, sendo ele a sua luz, o sol veio a ser o seu símbolo, porque o homem sabia que sem sol não havia vida. Não foi só essa geração antiga que foi seduzida, porque essa mesma sedução nunca deixou de crescer como se vê claramente nos nossos dias. Esta, é a forma como a humanidade ingenuamente tomou esse astro por seu deus. Ou não é verdade que se encontram com enorme facilidade imensas divindades com o disco ou raios solares em volta das suas cabeças? «O sol sempre foi visto como fonte de luz, do calor, fonte de vida, mesmo noutras culturas fora do catolicismo. Daí a razão da sua adoração desde o passado e que predomina hoje, sem que as pessoas saibam o que fazem e de onde veio esta adoração que praticam». (Hislop, pp. 128-129), dá outros detalhes. O simples arco solar ou os raios solares que decoram um crucifixo ou rodeiam a cabeça de qualquer imagem, perpetuam a adoração da serpente do jardim do Éden. No seu livro na página 234 titulado As duas Babilónias, Alexandre Hislop vê no cálice das hóstias, o emblema solar. A Nova Enciclopédia Católica « Theo » dá a seguinte definição que é citada sem qualquer comentário. « Ela é destinada a apresentar a adoração dos fiéis a hóstia consagrada (....) ela pode ser apresentada de várias formas (...) A forma mais conhecida nos nossos tempos é a forma solar; é um disco mais ou menos enfeitado, em geral rodeado de raios solares, (…) ao centro do qual é colocado a custódia de vidro contendo a hóstia». (Página 932) Satanás que continua a seduzir toda a terra, inspirava as pessoas a adorar a luz. Não esqueçamos que o nome de Lucifer, antes de ser - 279 -


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Satanás, em hebreu era; hêylêl, cujo significado é « astro brilhante » « portador de luz », ou ainda: «estrela da aurora». (o sol) O fogo que dá o calor e a luz, está associado ao sol. (Hislop acrescenta: « Como o sol nos céus era um grande objecto de culto, assim o fogo era adorado como seu representante na terra. (....)Nesse tempo, o sol era o grande deus do fogo, e a serpente identificava-se com ele e tinha também o seu culto » (Pág. 344). Nimrod era rei. A Bíblia declara: « E o princípio do seu reino foi Babel, Erech, Acad e Calne, na terra de Sinear.» (O actual Irak) (Génesis 10:10) Ele foi sacerdote do sol ou: Bol-Kahn, sacerdote de Baal. Resumindo, ele foi sacerdote do fogo devorador ao qual ele oferecia sacrifícios e muitos outros depois dele, vitimas humanas, particularmente crianças, como é provado pela Bíblia, e pela História, e inúmeras descobertas particularmente em Cartago, que são relatados no livro: Grece and Rome, editado pela National Geographic Society. Alexandre Hislop referindo-se a Nimrod escreveu: « Não foi no entanto que depois da sua morte, que terá sido deificado, vindo a ser mais tarde adorado como filho do sol ou o sol incarnado. Durante a sua vida ele não teve outras pretensões que a de ser o Bol-Kahn, o sacerdote de Baal » (pág. 347.) Depois da morte violenta de Nimrod, sua esposa Semiramis agarrou-se à promessa da vinda de um salvador anunciado a Adão e a Eva. Esta é a promessa: « Então o Senhor disse á serpente: Porquanto fizeste isto, maldita serás mais que toda a besta do campo: sobre o teu ventre andarás (símbolo de inferioridade,) (Salmo 72:9 Isaías 49:23, 65:25, Miquéas 7:17) e pó comerás todos os dias da tua vida. E porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente: esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar». (Génesis . 3:14-15). Nesta passagem a mulher simboliza a Igreja de Deus. Ela começou pela antiga nação de Israel que foi a Assembleia no deserto. (Actos 7:38.) A sua posteridade é Cristo, da genealogia de Maria e do seu pai adoptivo José, passando por Abraão e David. O Messias devia esmagar a cabeça de Satanás, ou seja; vencê-lo, e foi o que aconteceu quando da tentação do deserto, (Lucas 4: 1-13). Enquanto que, por outro lado, Satanás iria ferir o calcanhar da Igreja, e é o que tem acontecido ao longo dos séculos em que a tem perseguido, e irá intensificar a sua luta dentro de um tempo muito curto. Cristo, adquiriu a honra de vencer e eliminar para sempre Satanás - 280 -


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e o seu poder sobre a humanidade. (Hebreus 2:14), Mas este acontecimento terá somente a sua conclusão quando da Sua vinda para governar a terra.(Apocalipse. 20:2-3) Não podia no entanto ser excluída deste facto, a necessidade da morte do vencedor, porque a humanidade não pode ser libertada da sua maldição, que não seja pela morte do seu Salvador, porque o homem ao transgredir a lei de Deus, ficou sob a pena de morte, (Romanos 6:23). E visto que a vida de Cristo é mais valiosa do que a vida de toda a humanidade, assim pôde pagar a culpa de todos os homens. Só assim essa pena podia ser paga com algo de maior valor. No momento do nascimento de Caim, Eva sua mãe, imaginava talvez ter dado ao mundo essa posteridade: O Messias, ao dizer: « Alcancei de Deus um varão ». (Génesis 4:1). Quanto a Semiramis mulher de Nimrod, agarrou esta promessa da vinda de Cristo para fazer acreditar que o seu marido iria reencarnar na criança que tinha no seu ventre e que viria a ser ele o Salvador prometido. Ela afirmava, que essa criança que tinha no seu ventre, tinha sido gerada por milagre divino, associando o seu filho ao astro brilhante, o sol, a luz do mundo. Esse filho, dizia ela, era comparado com o sol, que morria à noite e que nascia de madrugada. (Hislop II, art. II Sec.I e V). Deus espalhou os homens por toda a face terrestre após a tentativa da construção da torre de Babel. Nimrod que tinha sido o seu herói, morrera, e com o tempo, estas pessoas continuaram na sua migração e fundaram outras nações, mas nunca esqueceram o seu ídolo que eles tinham chorado e que continuavam a chorar de ano em ano e de geração em geração. Na história do Japão, da China, das Índias, da Escandinávia e da Islândia, encontramos ainda hoje esses que têm um historial da sua vida e que se assemelha em muito com Nimrod, mas os nomes dessas divindades mudam segundo a região . Segundo as tradições na Islândia e na Escandinávia, se cada humano chorasse a morte de Balder, este voltaria à vida . (Hislop pág. 84 e 472). No Egipto choravam Osiris, o deus egípcio similar a Nimrod. Na Fenícia e na Assíria o deus Tamuz. Na Grécia e Roma, as mulheres choravam o deus Bachus. Na visão que Deus dá a Ezequiel sobre a casa do Israel antigo, Deus proíbe ao seu povo qualquer tipo de adoração do sol. Apesar dessa proibição, muitos da antiga nação de Israel, mesmo no seio sacerdotal adoravam o astro solar, visto que este povo aprendeu este conhecimento no Egipto. Por isso, Deus vai mostrar ao profeta Ezequiel, o que este comportamento representa para Ele. - 281 -


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« E levou-me à entrada da porta da casa do Senhor, que está da banda do norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas, chorando por Tamuz. E disse-me; viste filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam á entrada do templo, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, (sacerdotes) de costas para o templo de Senhor e com os rostos virados para o Oriente; e eles adoravam o sol, virados para o Oriente». (Ezequiel. 8:14-16). A profecia diz: « Em todos os vossos lugares habitáveis, as cidades serão destruídas e os altos assolados; para que os vossos altares sejam destruídos e assolados e os vossos ídolos se quebrem e cessem, e as vossas imagens do sol sejam cortadas, e desfeitas as vossas obras. E os trespassados cairão no meio de vós; para que saibais que eu sou o Senhor. Mas deixarei um resto, para que haja alguns que escapem da espada entre as nações, quando fordes espalhados pelas terras». (Ezequiel. 6: 6-8). São muitos os que se enganam quando pensam que esta passagem que acabamos de ver, se refere somente ao povo conhecido hoje, como sendo ao antigo Israel. Assim pensam por desconhecerem, que a antiga nação de Israel, é muitíssimo maior do que a actual nação de Israel. Por isso dizem que estes acontecimentos foram concretizados pelos Caldeus, referindo-se também ao livro de Baruch. Este livro é apócrifo e não faz parte do Cânon das Escrituras. Com esta afirmação concorda a Nova Enciclopédia Católica « Theo » ao dizer: Baruch: Foi posto no nome deste discípulo e secretário de Jeremias, o profeta, cinco capítulos sem grande unidade e por vezes incluído nalgumas edições bíblicas juntamente com as Lamentações anexado ao livro de Jeremias. Trata-se na realidade de uns escritos de II século antes de Cristo e que chegou até nós na edição da Bíblia dos (setenta-Septuaginta)». (P-246). Ezequiel escreveu esta última profecia destinada ao povo de Israel por volta do ano 592 a.C, quando na verdade o povo de Israel já tinha sido levado em cativeiro pelo rei da Assíria, Salmanasar, cerca de 130 anos antes, 718/ 720 a C. como é confirmado pela mesma Enciclopédia Pág.209). Este povo nunca mais voltou à sua terra, a Israel, cuja capital era Samaria. Depois da sua deportação acima mencionada, outros povos tomaram o seu lugar. Tratava-se também doutros povos - 282 -


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deportados e foram obrigados a habitar as cidades de Samaria, tal como nos confirma o segundo livro dos Reis. ao dizer: « E o rei da Assíria trouxe gente de Babel, e de Cuta, e de Ava., e de Hamate, e de Sefarvaim, e a fez habitar nas cidades de Samaria, em lugar dos filhos de Israel: e tomaram em herança, e habitaram nas suas cidades». (II Reis 17:24). Se as cidades tivessem sido destruídas nesse tempo, como nos diz Ezequiel na sua citação acima referida, é óbvio que estes novos povos não se podiam ter ali implantado. Por outro lado, Ezequiel diz-nos que ele mesmo estava cativo junto com os judeus, cuja capital era Jerusalém. Os quais também foram levados cativos pelo rei de Babilónia, mas estes cerca de 130 anos depois das dez tribos do norte de Israel, pelo rei da Assíria. Além da destruição das suas cidades, Deus decretou também o fim das imagens de escultura. Ora todos sabemos que elas se continuam a propagar, mesmo no mundo israelita. Confirma-nos assim, que essa destruição ainda não aconteceu. Assíria e Babilónia foram impérios diferentes e em épocas diferentes. Depois dessa época da deportação de Ezequiel e dos judeus de Jerusalém, o próprio domínio Assírio já tinha sido derrotado pelo rei de Babilónia, e os próprios Israelitas do norte que a Assíria tinha levado, já tinham abandonado a Assíria e a autoridade dessa nação que os tinha subjugado durante vários anos, e imigraram lentamente na direcção da Europa Central. Nestas circunstâncias não é difícil compreender, que Ezequiel nunca conseguiu entregar essa profecia às dez tribos do Norte, visto que ele estava prisioneiro com as tribos do Sul. Mas, de uma forma ou doutra, ela teria que ser entregue, pois tratava-se de uma ordem de Deus. Assim se entende que se tratava de uma profecia para os tempos futuros, e como esses acontecimentos que lhe dizem respeito ainda não se realizaram, entende-se que elas estão ainda para serem concretizadas, como explicado mais em detalhe na obra já citada noutros artigos. Ao contrário do que a humanidade pensa, a nação de Israel a do Norte cuja capital era Samaria, não desapareceu. É verdade que a história os perdeu de vista, mas eles existem e em grande número. Assim é a eles que esta profecia é destinada e é a este povo, que ela tem sido entregue em maior percentagem sem que eles mesmo o saibam, visto que eles desconhecem as suas origens. Mas tais consequências afectarão o resto da humanidade, ainda que hoje pouca gente acredite numa tal eventualidade. Mas se recordarmos que hoje o mundo é uma - 283 -


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cidade virtual, dá para entender um pouco melhor. Além disso, não estão ainda muito distantes as crises financeiras dos últimos séculos onde a terra tremeu, e no futuro será bem pior. Por enquanto vivemos sentados num falso conforto, onde tudo pode mudar de um momento para o outro. É essa espécie de conforto que dá ao homem, o pouco interesse por uma análise da sua forma de viver, e ver quanto é oposta para com as instruções divinas. É aí que reside a desgraça de toda a humanidade. Satanás continua hoje como sempre fez, seduzindo toda a terra, porque ele sabe que a grandeza e autoridade que poderia ter sido a sua na terra, vai ser entregue ao povo de Deus. A grande maioria dos homens, também nunca soube a realidade porque Deus criou o homem. Esta causa, está relacionada com este facto, e é a razão pela qual a humanidade nunca compreendeu e os cristãos modernos não respeitam as festas instituídas por Deus. Mas no seu lugar observam um conjunto de festas que não são outra coisa que as tradições pagãs vindas de longe, as quais Deus detesta e classifica de abominação.

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Como Tudo Aconteceu A religião babilónica estendeu-se a muitos países ao longo dos séculos. Os seus deuses são dotados de nomes diferentes, devido à diversidade das línguas, mas práticamente, todos têm a mesma origem. As suas festas foram adoptadas e até o conceito da Trindade surgiu na mesma época. O livro de Génesis diz-nos que o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas. A palavra Espírito vem da palavra hebraica « ruwach » e no texto grego é traduzida de «pneuma».Porque motivo Deus utiliza o hebreu ruwach e o grego pneuma significando ambos « ar » « «sopro» «vento e fogo, para designar o Espírito Santo, invisível! Nas Escrituras Deus utiliza símbolos como « ar » (João 20:22) « vento » « Fogo » (Actos. 2:1-2) « água » (João 7: 38-39) «óleo» (Mateus. 25:1-8). Porque são elementos compreensivos para o homem. O Espírito Santo é invisível mas vivificante e Ele pode manifestar-se por toda a parte tal como o vento. Deus vê todo o universo. É esta mesma força, a presença de Deus, por Jesus Cristo, que Ele coloca naqueles que chama e que aceitam a sua chamada. Sem essa força, não é possível que o homem compreenda e se submeta integralmente à Sua obediência. É esta mesma Santidade que Deus espalhará um dia sobre toda a carne como anunciou ao profeta Joel. « E há-de ser que depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões, e também, sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias, derramarei o meu Espírito ». (Joel. 2:28-29). Actualmente a família divina é composta de duas pessoas, compostas de uma essência comum com vida inerente. « Espírito Santo». Esta família não é uma Trindade e o Espírito Santo, não é um ser independente de Deus. Jesus Cristo disse. « Eu e O Pai, somos um ». Eles são um, no sentido da: Sua essência, no desejo, modo de viver, força, sabedoria decisão etc. Mas o Pai é superior ao Filho. Quem é afinal o Espírito Santo? Quando analisadas várias passagens das Escrituras, elas apresentam-nos a criação de todas as coisas pelo poder de Deus, a que muita vez designa como sendo O Espírito Santo. Mas em muitas outras passagens, Jesus Cristo é apresentado como sendo o Criador. Nós sabemos que Deus pai e o Seu Filho Jesus Cristo, são Espírito. Deus diz ao seu povo: Sede santos porque eu SOU Santo. Como acabámos ver, Jesus Cristo diz que Ele e O pai são um. Parece não ser difícil compreender, que Jesus Cristo é Esse Espírito Santo ao serviço do Pai, através do qual Ele criou o mundo, e por seu intermédio Deus Pai nos dará a ressurreição e a vida eterna. - 285 -


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Alguns símbolos da trindade que não existe! Um emblema trinitário da divindade suprema da Assíria, mostra uma cabeça; um ancião, (o “Pai”) com um circulo em forma de texto caldeu com a seguinte inscrição: « O que foi é a descendência. (O filho) seguida de um rabo e asas de uma pomba que para muitos, representam o Espírito Santo, Aquele que Semiramis terá afirmado, que foi nela incarnado e que deu à luz o seu filho: deus. O espírito incarnou nela e que ela mesma no passado terá sido uma pomba, que mais tarde, quando do baptismo de Cristo, é referenciada no Evangelho de Mateus, para dar a entender, a forma como o Espírito Santo desceu. «Afirmava ainda que fazia parte da trindade, vindo assim a ser semelhante a Deus». (As duas Babilónias Hislop, pp. 26-28, e art.III, p. 109). (Outras vezes a trindade é representada por uma forma corpora com três cabeças em forma de triângulo, alguns dos quais são ainda dotados de um olho no centro. (Ibid)., pp. 25-26. Mais tarde o Pai foi afastado como sendo um ser invisível e não intervindo nos assuntos da humanidade, passando a ser adorado somente em silêncio. Nos nossos dias, algumas religiões dão a maior importância à mãe, enquanto que o filho, Cristo, depende desta última. É desta forma simples que um ser humano é colocado a cima de Deus. Sem que entendam o que fazem, é muito comum ajoelhar-se diante do sol, o senhor Baal. Esse deus que como já explicado, supostamente terá nascido num dia 25 de Dezembro. Toma-se este exemplo, porque este têm-se grandemente expandido no decorrer dos últimos séculos, essa festa a chamada natividade de Cristo, o Natal. Como esta festa não é bíblica, haverá uma explicação em detalhe, bem como o dia exacto da morte e da ressurreição de Cristo. O dia 25 de Dezembro é o dia a partir do qual o sol começa a ganhar altura, permitindo fornecer cada vez mais calor sobre a terra. Os dias que começaram a diminuir a partir do 24 de Junho, começam agora a crescer a partir do dia 25 de Dezembro. Quanto ao dia 24 de Junho é também chamado o dia do nascimento de João Baptista. Nessa noite acendem-se fogueiras, como a tradicional fogueira de S. João. Como já vimos, o fogo é quem fornece o calor e a luz, o qual representa o sol sobre a terra. Foi desta forma que certas festas pagãs receberam uma etiqueta supostamente cristã. Mas como foi isso possível? O papa Gregório 1º « o Grande», tinha decidido encontrar os pagãos a meio caminho das suas crenças, a fim de os levar para o seio - 286 -


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da sua igreja. A Nova Enciclopédia Católica « Theo » diz: « Para evangelizar os habitantes das aldeias, os missionários cristãos tentando convence-los com a sua pregação, procuravam desviá-los das suas práticas pagãs. Para isso, (ao contrário do passado) não procuravam destruir os seus lugares de culto nem as imagens das suas divindades, mas pelo contrário, santificá-las.(pág. 330) Noutros casos aplicavamse a dar-lhe uma consistência cristã, particularmente às sua festas (...) (pág. 330)». Constatou-se que a observância do 24 de Junho era muito popular em muitas regiões do mundo. Tamuz era um deus da Mesopotâmia mencionado em (Ezequiel 8:14). Os pagãos não abandonaram esse costume e mantiveram até hoje a observância dessa festa. Mas por outro lado a Igreja católica, não podia tolerar a presença de um nome de um deus pagão, o qual deixaria entender a origem real dessa festa. Foi desta forma que foi dada a essa festa pagã um nome cristão. Este é apenas um caso entre tantos outros. Como foi decidido dar a esta data do 25 de Dezembro a data do nascimento de Cristo, quando na realidade a Bíblia nos diz que Ele nasceu no princípio do Outono, teria agora que se encontrar outra coisa para o 24 de Junho. Nas Escrituras encontramos a informação que Cristo era mais novo seis meses que seu primo João Baptista. A solução não foi difícil. Foi assim que o 24 de Junho ficou como sendo o dia do nascimento de João Batista, ou seja, seis meses de diferença entre o nascimento de um e do outro. Foi desta forma que a festa do deus Tamuz foi “cristianizada”. « Os Druidas acendiam um grande fogo em honra do seu deus Baal, e este costume é ainda observado nos nossos dias. Os costumes referentes ao S. João, estão relacionados com as festas Gaulesas dedicadas ao solstício do verão em honra do seu deus Belen, deus do sol e ao culto do sol observado pelos Gregos e Romanos (...). Esses saltos que se dão por cima das fogueiras são muitas vezes interpretados como rituais de fertilidade, mas as pessoas não sabem isso. As fogueiras da noite de S. João do 24 de Junho, comemoram o sol que se encontra no ponto mais alto e é a partir desse dia que vai começar o seu declínio. «A Igreja Católica durante muito tempo, combateu esse costume, mas como não tenha conseguido o seu objectivo, procurou dar-lhe um verniz cristão, graças à presença do clero » (Europa, Mitos e tradições, sob a direcção de André Akoun, Tipografia Brepols, pp. 349 e 370. A tradição nos países Escandinavos, Inglaterra, Irlanda e mesmo entre nós, é de saltar a fogueira quando - 287 -


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esta começa a perder a sua força de calor. Porque é que este costume ainda existe e que representa ele? « Também profanou a Tfeth, que está no vale de Hinom, para que ninguém fizesse passar a seu filho, ou a sua filha, pelo fogo a Muloch». (II Reis. 23:10 « E edificaram os altos a Baal que estão no vale dos filhos de Hinom, para fazerem passar os seus filhos e as suas filhas pelo fogo a Moloch; o que eu nunca lhes ordenei, nem subiu ao meu coração que fizessem tal abominação; para fazerem pecar a Judá». (Jeremias. 32:35). E, quando ofereceis os vossos dons, e fazeis passar os vosso filhos pelo fogo, não é certo que estais contaminados com todos os vossos ídolos, até este dia? (Ezequiel.20:31) . Em 1921 foi descoberto em Cartago, na Tunísia, um cemitério onde foram encontrados milhares de pequenas urnas, onde se encontravam as cinzas dos corpos de crianças que foram queimadas. Nalgumas estavam gravuras que diziam: « Isto foi dedicado ao deus Baall-Hammon ». Existem ainda gravuras dos sacerdotes sustendo nas suas mãos os recém nascidos. Eram sempre os primogénitos que eram oferecidos em sacrifício, a fim de apaziguar o deus Baall-Hammon em tempos difíceis ». (Grece and Rome National Geografphic Society, pp.284 a 287). Assim o saltar a fogueira de S. João, é perpetuar a recordação dos sacrifícios que eram feitos com essas crianças ao deus Tamuz ou Baal, o deus sol. É importante meditar o facto que depois da morte de Cristo, passaram mais de três séculos até que essa festa fosse celebrada no seio da cristandade. A festa do chamado nascimento de Cristo de 25 de Dezembro, só começou a ser celebrada por Roma no ano 354, sob a direcção de Libério, bispo e papa de Roma, o qual lhe concedeu uma etiqueta cristã. No princípio ninguém celebrava a festa do seu aniversário, essa “honra” era reservada aos deuses. Mas como não existe nenhum deus verdadeiro além do Criador de todas as coisas, este acto era e continua a ser uma ofensa ao Deus Verdadeiro. Dois astros celestes eram objecto de uma adoração particular: Júpiter, cujo aniversário era celebrado em Setembro e Saturno em Dezembro. Durante os três primeiros séculos do Império Romano, os filósofos e os místicos vindos do Leste, pregavam a natureza divina do sol, a qual já era aceite em Babilónia e no Egipto desde há muito. Esta mesma adoração era também muito respeitada na Síria e na Pérsia. Esta tradição espalhou-se no Império Romano não somente por intermédio dos visitantes e imigrantes vindos do Leste, mas tam- 288 -


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bém pelos soldados romanos, que depois de terminarem as suas campanhas nessas regiões onde se acostumaram a esses costumes, os que regressavam acabavam por continuar a festejar nos seus lugares de onde tinham partido. Tacite, historiador Romano do primeiro século, dizia num dos seus artigos, que antes da batalha de Bétriacum ou de Brédia no ano 69, os soldados do imperador Vespasiano saudaram o sol erguendo um grande grito ao sol nascente da terceira legião conforme ao costume sírio. Procope, historiador bizantino e principal historiador de Justiniano, relata no seu « Livro das Guerras » que era habitual para os Persas, prostrarem-se cada dia diante do sol nascente, e que nos templos os adoradores dirigiam as suas orações à força da luz, três vezes por dia. De manhã, ao meio dia e ao pôr do sol e sempre virados para o sol. Os Romanos viram neste costume uma fascinação que entusiasmados por esta nova divindade solar, não mais a abandonaram. Mesmo os imperadores pouco tempo mais tarde, também eles sucumbiram a esta nova religião vinda do Oriente. Cómodo, e Severo Alexandre, foram dois imperadores que manifestaram um vivo interesse pela religião da adoração solar. Logo que Sextus Varius se sentou no seu trono imperial, decidiu afastar Júpiter do seu trono celeste e substituí-lo por uma estátua do deus sol Sírio, logo após à sua visita à Síria, onde restaurou um templo ao deus solar de Emése. Antes disso, este imperador tinha mudado o seu nome em Élagabal, a fim de que o nome do seu deus sol, Baal, pudesse ser incorporado. O grande Dicionário Larrousse Enciclopedico escreve: « Emése Cidade da Síria sobre o Oronte. Emése foi o berço dos imperadores romanos e da família Síria. Ela foi célebre particularmente pelo seu templo dedicado ao sol e onde o imperador Élagabal foi um grande sacerdote (...) O culto do deus de Emése desenvolveu-se através de todo o império romano no III século. Durante o domínio de Sextus Varius, a mesma Enciclopédia declara: Sextus Varius Avitus Bassianus, saudado pelos soldados, pelo nome de Marcus Aurelius Antonius, chamado Élagabal, imperador romano (218-222) fervoroso adorador do sol em Emése (Síria). Ele foi ainda muito novo um grande sacerdote desse deus, adorado sobre a forma de uma pedra negra e sobre o nome d’El Gebal. (...) Ele proclamou Baal d’Emése o deus supremo do império e depositou no Palatino a Pedra negra d’Emése. (O Palatino é uma das sete colinas da Roma antiga.) - 289 -


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Este jovem imperador retirou temporariamente a supremacia de Júpiter sobre os deuses romanos, substituindo-os pelo deus Baal, mas a maioria dos romanos permaneceu fiel às suas antigas crenças. Após o domínio de d’Élagabal, os antigos deuses foram repostos nos lugares onde antes se encontravam, mas cinquenta anos mais tarde, Aureliano subia ao trono de César. Nascido na região do mar Negro, onde sua mãe era sacerdotisa do deus sol. Aureliano passou uma grande parte da sua vida nesses territórios de Leste, a fim de consolidar as conquistas dos seus predecessores. Na Síria, ele foi conquistado pelos adoradores do sol. Durante uma campanha militar, ele solicitou a ajuda do deus sol, e depois de obter a vitória, ofereceu ofertas de agradecimento no templo de Emése que tinha sido reconstruído cinquenta anos antes por Élagabal. De regresso a Roma, Aureliano exaltou o invencível sol e institui-o acima de todos os deuses, incluindo Júpiter. A Roma pagã esteve quase a deixar-se conquistar por esta divinda-de solar: O deus Baal ou o senhor Baal. O Grande Larrouse Enciclopédia escreve: « Aureliano colocou-se sobe a protecção do seu patrono sol, o “ sol invictus, “ que ele destinou a dominar e conciliar todos os cultos pagãos. O imperador no pensamento de Aureliano, ocupava o mesmo lugar de honra na terra, que o sol no universo e participa da sua natureza. Aureliano foi o primeiro imperador que instaurou para si, o mesmo grau e nome de deus e “dominus” deus e senhor, durante a sua vida. (...).

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Cristianizar o que é pagão No que já foi analisado, vê-se até que ponto o culto do deus Baal teve enorme influência na religião ao longo dos séculos. É a razão pela qual muitos rituais pagãos se encontram na liturgia dita cristã, mesmo no século XXI. É uma realidade que a grande parte das pessoas desconhece e por isso acredita em mitos, lendas e folclore vindos do paganismo. Uma etiqueta supostamente cristã, foi dada a esses costumes pagãos a fim de facilitar a entrada em massa para o seio do cristianismo tradicional, que na prática, muito difere daquilo que foi ensinado por Jesus Cristo e pelos seus Apóstolos. É claramente demonstrado segundo as Escrituras e a história, que um “cristianismo” foi fabricado à medida do desejo da grande maioria, o que facilitou o seu ingresso no seio da grande Igreja. A Nova Enciclopédia « Theo » escreve a respeito do Natal na sua página nº 928: « Desde o primeiro e o segundo século, celebrava-se no dia 6 de Janeiro o baptismo de Cristo » (...) Porquê o 6 de Janeiro? Segundo diversos autores do IV ao VI século, era celebrada em várias cidades do Oriente a data natalícia do deus Aion por vezes identificado com Hélios, o sol, que, segundo o mito, nascera de uma virgem. Tratava-se provávelmente de um culto ligado ao solstício do Inverno. No Ocidente começou-se então lentamente a seguir essa mesma celebração instaurada no Oriente, mas pouco tempo depois essa mesma celebração mudou de data e começou a ser celebrada no dia 25 de Dezembro a qual passou a ser a data oficial para o Ocidente em 354 d.C. Os cristãos adoptaram outras celebrações para celebrar o regresso do sol, dando-lhe o sentido da vinda da luz, a de Cristo a verdadeira luz. Assim, “o seu nascimento” e não mais o seu baptismo, passou a ser celebrado sempre no dia 25 de Dezembro. A ser cristã esta festa, no mínimo o que se pode dizer, é que levou muito tempo a ser oficializada como festa cristã, permitindo neste caso, que todos os apóstolos tivessem “ transgredido, “ esse mandamento, visto que nenhum deles alguma vez fez alusão a uma tal celebração. A ser verdade, Cristo terá fundado a sua Igreja, permitindo que ela permanecesse na ignorância desta prática e da sua execução, o que pode ser entendido como uma séria falta de respeito. Mas Cristo sabe o que fez, e a Sua Igreja também. Além disso, seria uma enorme contradição para com os dois primeiros mandamentos, celebrar esta festa, tal como nós a conhecemos. - 291 -


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Na ordenança para as suas festas, Deus estabeleceu as instruções bem claras em (Levítico 23:1,2,4). Também aqui, não carece de qualquer explicação adicional. Quando se analisa esta teoria, apoiada ainda pela história que apresenta claramente informações tão detalhadas da origem dessa celebração, dispensa qualquer comentário. Caso permaneçam ainda algumas dúvidas, este estudo dará a conclusão final segundo as Escrituras. Nem mesmo os teólogos considerados cristãos até ao terceiro século, alguma vez se referiram à festa de Natal em honra de Jesus Cristo. Mas porquê querer cristianizar as festas pagãs, quando Deus diz que para Ele são uma abominação? Porquê querer transferir a devoção das massas para com o sol como se fosse para Cristo, em vez de ensinarem o que são e qual o seu significado das festas de Deus e que segundo as Escrituras, foram instituídas para sempre? Todos esses rituais pervertem o ensino do Deus verdadeiro. Compreendeis vós a origem dos rituais e costumes que hoje são tão populares, mesmo entre muitos que dizem não ser cristãos? Vejamos o que Deus diz ao seu povo: « Guarda-te que te não enlaces após elas, (nações) depois que foram destruídas de diante de ti; e que não perguntes acerca dos seus deuses, dizendo: Assim como serviram estas nações os seus deuses, do mesmo modo, também eu farei». (Deuteronómio. 12:30). Depois da morte dos últimos Apóstolos, as festas de Deus não mais foram celebradas como antes, e com o tempo uma parte delas foram esquecidas. Na maior parte dos casos, deveu-se a uma perseguição e dispersão serrada, a que a Igreja de Deus foi submetida ao longo dos séculos. Essas festas eram vistas como festas dos judeus por parte daqueles que perseguiam os verdadeiros cristãos, e até mesmo aos judeus, e outras festas tomavam o seu lugar. À medida que aumentava a suposta conversão dos gentios, eles introduziam as suas crenças, os seus dias de festa, os meses, os tempos e os anos. Esta situação era já vista e ao mesmo tempo censurada pelo apóstolo Paulo, quando escreveu a sua carta aos Gálatas ao dizer-lhes, que eles voltavam de novo àquilo que tinham deixado, o que lhe parecia ter trabalhado em vão para com eles, visto que não se firmavam da doutrina de Cristo que lhes tinha ensinado. (Gálatas.1:6-3:1; e 4:8-11). Que dizer da cruz, esse instrumento de suplício na qual Cristo morreu? Será esse instrumento qualquer que seja a sua forma, digno de - 292 -


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veneração ou símbolo de protecção, e até de redenção, e que é exibido com grande orgulho por muitos milhões de cristãos? Noutras literaturas existem outras explicações detalhadas que permite ver o que é realmente esse objecto de suplício, mas hoje é de adoração. Uma vez que os nossos pecados são a causa da morte de Cristo, devemos nós guardar como relíquia um instrumento representando aquilo sobre o qual Cristo agonizou durante horas ou prestar-lhe qualquer tipo de honra? Instrumento cuja forma tem o símbolo pagão? No alfabeto original dos Caldeus, (Babilónia), a letra «T» apresenta-se com a mesma forma da cruz venerada nas igrejas ditas cristãs. Trata-se com efeito, da inicial do deus Tamuz o deus sol. Esta mesma letra T era desenhada na fronte de todos os iniciados nas escolas de « Mistérios » na religião babilónica. Mistério é ainda o termo utilizado para encerrar passagens incompreensíveis para muitos, o que na verdade não é de admirar o facto de não compreenderem. Muitas dessas igrejas têm dificuldade em compreender o que na realidade é a alma, a trindade, a reencarnação, a redenção, a graça, a salvação, o Reino de Deus, O Espírito Santo, entre tantas outras coisas. Elas justificam essa incompreensão com a palavra: « Mistério » O Dicionário Enciclopédico da Bíblia traduzida pela Abbaye Maredesous declara: « O plano “ misterioso” de Deus, permanece parcialmente desconhecido aos santos. Será o julgamento final que irá manifestar a completa clareza da sua realização. (...). (Pág. 881) Então que significa a afirmação de Cristo quando diz: « Mas quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade: porque não falará de si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há-de vir». (João . 16:13). Cristo referia-se aqui à sua Igreja, lá onde Ele iria estar para a conduzir em toda a verdade. Se as muitas Igrejas não compreendem, é um caso muito importante a meditar. Os que falam de mistérios é uma certeza que não sabem que são as festas divinas que explicam todo o plano que Deus estabeleceu para toda a humanidade. Mas se estas festas foram substituídas por festas do mundo, como é que se pode compreender ou explicar esse plano? Impossível! É pois normal que esse magistral plano permaneça um mistério. No seu livro titulado: « O Berço da Civilização, escrito em 1969 da colecção « As Grandes Épocas do Homem » publicado por Time-Life, o professor Kramer escreveu o seguinte: « A respeito de

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religião, os documentos mais antigos que possuímos, referem-se aos que abundaram na Mesopotâmia. Esta religião apoiava-se sobre as crenças Sumérias (...) e veiculavam toda uma herança de concepções mitológicas altamente coloridas, que influênciaram grandemente as religiões posteriores. (...). Durante muitos séculos, a.C. a predominância D’Erech, An, o deus do céu, era o mais importante entre os deuses. Foi Enki que organizou o universo. (...) Ele foi destronado pela sua própria filha, Inanna, a deusa que iria servir de protótipo de Afrodite dos Gregos e da Vénus dos Romanos. Inanna, nome que significa rainha dos céus, era a deusa suprema D’Erech, a qual tomara a firme decisão de fazer da cidade o grande centro cultural do país de Sumer e do mundo civilizado. Distantes e inacessíveis, Enlil, Enki e outros como eles, tinham deixado de se interessar pelo futuro dos homens e pelas suas dificuldades. O homem sentia assim a necessidade de recorrer a divindades de um grau inferior (...) (Abre-se aqui entre parentes para recordar que é uma analogia ao culto dos “santos” a quem tanta gente recorre como veremos mais adiante.) Voltando ao livro de Kramer diz: « As festas sagradas do Novo Ano duravam vários dias, e tinham como episódio principal, o “Casamento Sagrado” (....) que unia o rei, no papel de Doumouzi (Nas Escrituras Tamuz) um dos primeiros monarcas D’Erech (Nimrod) e uma grande sacerdotisa (Semiramis) sua mãe, que representava Inanna » (Páginas 98 a 108). Recorda-se que a Bíblia diz-nos que Nimrod reinou primeiro em Babel, Erech etc. (Génesis.10:10). É interessante rever aqui, que já nesse tempo havia uma mulher chamada rainha dos céus, a mesma que existe nos nossos dias, e adorada mundialmente. Quanto à Assunção, já era um culto praticado na Babilónia. Dizia-se que Bachus teria descido ao inferno e teria arrancado a sua mãe às forças do inferno e a tinha levado triunfante aos céus. Já desde um tempo memorial, os Chineses celebram uma festa em honra de uma mãe que foi arrancada pelo seu filho do poder da morte e da sepultura». (As duas Babilónias, Hislop pp. 185-186. O Dicionário das religiões edição 1984, Presses Universitaires de France, escreveu o que se segue a respeito de Maria e a assunção. « A igreja primitiva não lhe prestou qualquer culto: Maria não foi venerada no culto cristão que a partir do século IV. Pio XII designou como cristão esse culto, no dia 1 de Novembro 1950, por: Assunção de Maria. A definição - 294 -


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bem escrutinada, faz abstracção de qualquer tipo de fabrico de imagens ou mitologia». Ela não prova quando ou como, nem sequer se Maria morreu ou não. Ela diz simplesmente o seguinte: « No termo da sua vida sobre a terra, a Imaculada Maria mãe de Deus foi tomada, corpo e alma na glória celeste». A Palavra assunção não significa um movimento local para cima, mas somente que Maria foi tomada por Deus». (pp.1049,1050). De realçar que o editor não consegue certificar que Maria morreu, mas o apóstolo Paulo sabia, e diz o seguinte: « Porque, como todos morrem em Adão, também todos serão vivificados em Cristo« (I Coríntios. 15:22). O apóstolo João, ao qual foi confiada por Cristo a protecção de Maria, sua mãe, escreveu cerca de 25 anos depois da morte de Maria o que se segue: « Ora, ninguém subiu ao céu, senão O que desceu do céu, o Filho do homem que está no céu». (João 3:13). Se na realidade a assunção aconteceu, devia ser este apóstolo que melhor devia saber e mesmo Deus ter-lho-ia revelado. Porquê esperar até 1950 para ser feita esta revelação ao mundo, pela Igreja católica? No seu livro « O nascimento da Europa publicado em 1969 pela colecção Time-Life, Gerald Simon explica o que se passou durante o pontificado de Gregório 1º o grande. « Na época em que a influência cristã conseguia estabilizar um pouco a sociedade contemporânea e mesmo a melhorá-la, as práticas cristãs foram contrariadas pelo facto de permanecerem as tradições. Este facto, deve-se ao frágil entendimento entre as massas na sua maioria analfabetas. Foi necessário à Igreja alguns séculos de paciência e muito trabalho para espalhar a verdadeira fé, e levar as práticas dos seus fieis a um acordo com a verdadeira fé cristã. O problema destas campanhas, tornou-se desencorajadora para a Igreja a partir das primeiras conversões dos povos germânicos. Esses guerreiros supersticiosos aceitaram com entusiasmo o cristianismo que eles considera-vam ser uma superioridade cultural. Mas uma grande parte deles continuou a venerar os seus tradicionais deuses da guerra e os espíritos da natureza. Os zelosos propagadores da fé, muito cedo compreenderam que de nada lhes valia a destruição dos altares pagãos. As antigas crenças e a nova religião tinham tendência a coexistir juntas. Os fieis recorriam a formas de adoração de uma ou de outra forma, umas vezes alternadamente e outras vezes simultaneamente. Durante o pontificado de Gregório o Grande (590- 295 -


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604), a Igreja adoptou uma política oficial do acomodamento sem formalismo. Realista e inteligente, o papa comparava a implantação do cristianismo, a uma grande montanha que era preciso subir passo a passo e não de um enorme salto.» Nesta forma de abordar a situação, deu instruções para que os seus missionários renunciassem à atitude que consistia em destruir duma só vez as tradições pagãs. Pelo contrário, os missionários deviam procurar infiltrar um espírito cristão às suas práticas pagãs, tentando adaptar os santuários pagãos à adoração do verdadeiro Deus. Progressivamente esta política transferiu às Igrejas locais, a fidelidade religiosa, e assegurava ao cristianismo romano um progresso contínuo e vigoroso. Como resultado, obteve-se uma religião popular quase folclórica, numa mistura dinâmica de sobrevivência pagã com aparência de cristianismo, e de práticas cristãs adaptadas aos costumes que datavam dos tempos dos primeiros cristãos de Roma. Esta fusão conduziu à instituição de festas altamente coloridas. As cerimónias pagãs do solstício do verão, foram incorporadas às de S. João, e durante estas festas a exortação do demónio conservou uma grande importância. O nascimento de Cristo passou a ser celebrado no dia 25 de Dezembro, dia da festa pagã do «Solstício do Inverno» e passou a ser um dia de repouso e festa popular. Os trabalhos do ano chegavam agora ao seu fim, matavam os animais que não podiam continuar a alimentar durante o período invernal e as famílias juntavam-se alegremente e comiam em abundância segundo as suas possibilidades. Para os reis, o Natal, era um momento apropriado para a realização de conselhos de estado, ou para coroação de reis. Esta religião folclórica centrava-se sobre a veneração dos santos, costume vindo do tempo das primeiras conversões na velha Roma. Ela apoiava-se sobre a crença a que permaneciam agarradas as diversas formas de veneração tradicionais, por vezes personalizadas ou íntimas. Tanto os grandes como a classe baixa, acreditavam nos milagres e no poder da magia. À fértil imaginação das pessoas da idade média, misturava-se entre a metáfora e a realidade. Gregório, bispo de Tours, um dos homens mais eruditos do seu tempo, afirmava que a intervenção do S. Martinho padroeiro daquela cidade, o tinha protegido das mãos de um bando de malfeitores, o que fazia acreditar que as orações feitas aos considerados santos já falecidos, eram particularmente eficazes em casos bem específicos, para proteger certas classes de pessoas. Como - 296 -


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exemplo, os pescadores que noutros tempos suplicavam os deuses pagãos do mar, dirigiam agora as suas preces ao S. Nicolau, porque este bispo do Oriente terá viajado muito durante a sua vida. Os contos relativos aos mártires, substituíram as invocações dos actos de bravura dos célebres guerreiros, e forneceram matéria favorita para os contos das grandes noites de Inverno nas cozinhas ou nas granjas. Ao longo dos séculos, o número de santos cresceu de tal modo, que quase não têm cálculo possível. Os eruditos modernos recolheram nomes e ultrapassaram o número de 25.000 santos diferentes. O culto dos santos revestia um fervor e uma intensidade extrema sobre a forma duma veneração das relíquias dos santos. Até ao fim do século V, a Igreja tentou impor-se vigorosamente a esta prática. Santo Agostinho, bispo de Hippone, (não sendo ele uma personagem de segunda classe) opôs-se de tal forma que chegou a declarar: « Não devemos tratar os santos como a Deus, nós não queremos imitar esses pagãos, que veneram os seus mortos.« A fusão de elementos cristãos, romanos e germânicos, pendiam para favorizar a criação de uma religião popular e à instituição do direito formando uma primeira corrente que levava a uma unidade e à criação de uma cultura de base, apoiada sobre os costumes» (Páginas 88 a 90). Este relato, é bom que seja relembrado, é feito por alguém que nunca entendeu as Escrituras. Nós constatamos que a adopção de divindades pagãs, na grande igreja, a levou a ter que efectuar uma modificação, contrária às Escrituras. Os deuses pagãos conhecidos nos percursos percorridos pelos missionários, foram transformados em santos cristãos. Eles foram incorporados na liturgia e ainda se mantêm nos nossos dias. Qual foi e continua a ser o resultado para o cristianismo moderno? É simples! Sempre que alguém invoca um defunto, invoca um deus pagão. Alguém que morreu e permanece simplesmente inconsciente no lugar onde se encontra. Duma maneira ou doutra, invoca-se alguém que faleceu e que nada pode fazer pelo mundo dos vivos, visto que permanecem inconscientes, como no dia que morreram. Nenhum dos mortos pode interceder por alguém, pois nenhum, à excepção de Cristo, jamais subiu ao céu, como já vimos em (João. 3:13) Cristo é o único mediador, o único ser que pode interceder entre os homens e Deus Pai. Dizer o contrário, é contradizer a Palavra de Deus. O apóstolo Paulo que foi instruído por Deus, escreveu: « Porque há um só Deus, e um só Mediador entre - 297 -


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Deus e os homens Jesus Cristo, homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos para servir de testemunho a seu tempo» (I Timóteo 2:5-6). Cerca de trinta e cinco anos depois da morte de Cristo, Paulo escreveu falando de todos os que nessa época já tinham morrido em Cristo. E referindo-se particularmente aos Santos dos quais o próprio Cristo fala como de: Moisés, Abraão, Isaac, Jacob, Abel, João Batista, Daniel David entre tantos outros, que foram torturados, serrados, lapidados etc.: Ele disse: « Todos esses tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, Provendo Deus alguma coisa de melhor a nosso respeito,(para os que estarão vivos à vinda de Cristo) para que eles, (os já falecidos) sem nós, não fossem aperfeiçoados ». (Hebreus.11:39-40). Quando é que o verdadeiro cristão atingirá a perfeição? Segundo as Escrituras, no momento da primeira ressurreição, quando da vinda de Cristo sobre a terra, representado pela Festa das Trombetas. É essa a perfeição, na esperança da qual morreram os santos do passado, e é a mesma para os santos que desde sempre morreram em Cristo. É uma ressurreição simultânea, é uma transformação ao som da sétima trombeta como nos é explicada no capítulo 20 do Apocalipse, e na 1ª carta de Paulo aos Tessalonicenses.

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Nada de Novo A religião cristã tal como ela era na época de Cristo e dos apóstolos, foi substituída ao longo dos séculos, com o início ainda na época dos apóstolos, inserindo-se-lhe muitos mitos e costumes provenientes do paganismo. Uma terminologia cristã lhe foi dada, e desde então e até aos nossos dias, as pessoas não conseguem ver o valor da diferença, nem a importância da sua veracidade. Mas é importante saber, que essas alterações que foram na verdade feitas, permaneceram sempre ausentes de serem inscritas nas Sagradas Escrituras, ainda que muitos não consigam discernir esta simulação. É desta forma dramática que a humanidade em geral, inconscientemente celebra aquilo que nem Cristo nem os seus Apóstolos celebraram nem ensinaram, deixando a verdadeira doutrina cristã de lado à qual pouca gente presta a valiosa atenção. Não é verdade que uma grande parte das religiões que nos são mais familiares encorajam a celebração do domingo, primeiro dia da semana? Não foi já demonstrado, para além de muitas outras provas que não estão aqui referidas, que este dia é o primeiro dia da semana e que é o dia dedicado à adoração do sol, o deus Baal ? Não é verdade ainda que o quarto mandamento ordena o repouso do sétimo dia da semana? O sétimo dia é o Sábado, mas muito pouca gente se interessa pelo que este dia representa para Deus, e o valor incalculável que ele abriga. Foi esse o dia que Deus santificou para sempre, o qual é de uma importância capital para o verdadeiro cristão já hoje, e para o resto da humanidade num futuro próximo. Ou não seja ele um sinal entre O Deus Criador e todos os homens, como dizem as Escrituras. Há já alguns anos este dia foi alterado nos calendários, e segundo foi dito pela Organização Internacional do Comércio, para facilitar os intercâmbios, embora ele tenha sido oficialmente declarado sem importância no ano 325 pelo imperador Constantino. Mas quem era Constantino, ou qualquer homem sobre a terra para modificar algo que Deus tenha declarado Santo para sempre? O Sábado permanece o único dia semanal como dia de repouso obrigatório, além dos sete dias santos anuais, aos quais Deus chama dias de festividade, as Suas festas. Se o domingo é o dia do senhor, não é outro senhor que o senhor Baal, o deus solar, o deus sumério que nasceu na Babilónia. Nalguns idiomas é denominado da seguinte forma: Em Inglês, holandês e ale- 299 -


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mão, SUNday, Zondag, SONN tag. (Dia do sol). Para muitos, a celebração do domingo é especial, pois segundo eles é pelo facto de Cristo ter ressuscitado num domingo, por conseguinte é um dia santo. Mas onde está escrito nas Escrituras que Cristo ressuscitou no Domingo? Terá Ele mentido? As Escrituras dizem-nos que Ele foi o único ser humano que viveu sobre a terra sem ter cometido pecado. Por outro lado, se o domingo é o sétimo dia da semana, então o dia da Páscoa romana, deveria acontecer à segunda feira, visto que as Escrituras dizem-nos, que quando da visita das mulheres ao túmulo, despontava o primeiro dia da semana. A meditar! O domingo da Páscoa romana, não tem nada de comum, além do nome, com essa Páscoa que Cristo tomou com os seus discípulos antes de morrer e cujo exemplo deixou para a humanidade. As Páscoas traduzidas de Easter Inglês e Ostern do alemão, têm a sua origem no Leste e estão relacionadas com o nascer do sol. Observar as Páscoas é adorar o sol. Vejamos uma vez mais o que o profeta Ezequiel nos diz em (Ezq. 8:14-16) « E levou-me à entrada da porta da casa do Senhor, que está da banda do norte, e eis que estavam ali mulheres chorando por Tamuz. E disse-me: Viste filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas. E levou-me para o átrio interior da casa do Senhor, e eis que estavam à entrada do templo do Senhor entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e os seus rostos virados para o oriente ». Este costume de se virarem para o nascer do sol, foi introduzido no cristianismo, como nos confirma a Enciclopédia católica (Theo). « Duma regra geral, no passado, as igrejas eram construídas com uma forma de implantação, de modo que as pessoas ao ajoelharem-se se inclinassem para o nascer do sol. Analisando bem, verifica-se que é o caso de muitas antigas igrejas e catedrais ainda hoje, mas o desenvolvimento urbano deixou de facilitar este tipo de situações. (Página 640) Porque motivo as mulheres choram Tamuz, cujo nome foi dado a Osiris ou Nimrod? (As duas Babilónias p. 372.) Porque segundo a crença pagã, este era o messias que terá sido morto e que ressuscitou num domingo. Os católicos observavam a quaresma, choravam na sexta feira e alegravam-se no domingo de manhã, dia das páscoas, do Easter ou Ostern. Tudo isto parece fantástico não é verdade? Mas Deus declara que para Ele é uma abominação. (Ezequiel. 8:15). - 300 -


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Alexandre Hislop escreveu: « Qual é o significado real de Easter ? « Não é um nome cristão. Ele tem com ele mesmo a sua origem, este nome é um nome Caldeu. Páscoas em Inglês, igual a Easter, não é outra coisa que Astaroth, um dos títulos de Beltis, a rainha dos céus, cujo nome, tal como era pronunciado na antiguidade pelos habitantes de Ninive. É, evidentemente idêntico ao que hoje é pronunciado na Inglaterra» Este nome é, segundo a afirmação de Layard na sua pesquisa em vários monumentos dos Assírios, o mesmo nome de “ Ishtar “. O culto de Bel e Astaroth foi introduzido muito cedo na Grande Bretanha pelos Druidas, “sacerdotes de Bocages”» (As duas Babilónias p. 154) As páscoas precedidas da quaresma, não tem origem cristã. Esta festa que diz querer comemorar a ressurreição de Cristo, enquanto que a Páscoa de Cristo, a que Ele instituiu, é a prefiguração da sua morte, a morte do Cordeiro de Deus e não a sua ressurreição. Foi esta Páscoa que Cristo observou com os seus discípulos na tarde antes de ser preso. Foi durante essa Páscoa que Ele mudou os símbolos pascais, visto que o sacrifício do cordeiro do Antigo Testamento, iria ser concretizado para sempre pelo sacrifício do Filho de Deus. Este acontecimento levou o apóstolo Paulo a escrever: « Cristo nossa Páscoa » « foi sacrificado por nós ». De realçar a palavra Páscoa ao singular e não no plural, esta última não é bíblica mas sim de origem pagã, adoptada por Roma e que tem lugar sempre ao domingo. Várias são as tradições desta época, entre outras existe a dos ovos pintados, ou mesmo escondidos pelas crianças nos jardins. Mas de onde vem este costume? Nas páginas 49 e 50 do livro « Cozinha Russa » pode ler-se : « A tradição do ovo pintado, é anterior ao cristianismo, e atingiu certamente o seu ponto mais alto na Rússia no século XIX . (.....) A arqueologia provou que a fabricação de ovos pintados na Ucrânia existia milhares de anos antes da era cristã. (Cozinha através do Mundo, colecção Time- Life). Numerosas civilizações antigas, consideravam os ovos como algo sagrado e eram utilizados nas suas cerimónias religiosas, como exemplo no Egipto e no Oriente. Os ovos faziam ainda parte dos rituais secretos dos mistérios da antiga religião babilónica. Alexandre Hislop escreveu: « No passado os ovos eram utilizados nos rituais religiosos no Egipto e na Grécia, os quais eram suspendidos nos templos para as cerimónias místicas. (....) Esta é uma história que segundo a tradição do Egípcio, Hyginus. Diz-se que um ovo de uma dimensão extraordinária vindo do céu, - 301 -


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caiu no rio Eufrates. Depois, os peixes empurraram-no para fora, e que as pombas pousaram sobre ele e o cobriram. E, pouco depois, saía de dentro dele a deusa Siríaca, « Astaroth». (Venus, deusa síria, chamada Astarte). Parece ser desta lenda que vem a origem do ovo das páscoas como símbolo de Astarte ou Easter (As duas Babilónias p.161,162). Como se testemunha, não há nada de novo, como era, assim é. Hoje como no passado, sempre que alguém se dirige a uma imagem da rainha dos céus, ou que se associa em qualquer tipo de tradição, qualquer que seja a sua intenção, que seja consciente ou não, é à antiga Astaroth que se dirige, ou diante da qual se prosterna. A mesma coisa acontece com Baal ou qualquer outro símbolo do exército dos céus. É diante disto que uma grande parte da humanidade se ajoelha, e inconscientemente, transgride pelo menos, o 1º e o 2º mandamento. (Êxodo.20:1,2)

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Que dizer dos bolos festivos? Quem conhece um pouco da história de certos povos, sabe um pouco dos seus costumes, bem como as raízes dos seus rituais ainda nos nossos dias. Inspirado por Deus o profeta Jeremias escreveu:»: Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à rainha dos céus, e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira ». (Jeremias. 7:18). Inconfundivelmente, são os pratos culinários ligados aos costumes, que muitas vezes marcam a diferença das diversas festas do ano. Ainda no século XIX , na véspera do dia dos mortos, vendiam-se “ bolos dos espíritos” e copos de vinho para as almas dos trespassados. Pois acreditavam que estes já falecidos, visitavam a sua antiga morada durante essa noite. Os bolos que se preparam para uma festa, têm quase sempre decorações de origem religiosa ou mística, o que deixa entender de uma forma flagrante a sua ligação ao paganismo. Os gregos e os romanos tinham muitos símbolos do sol e do fogo, com os quais decoravam muitos bolos» (A cozinha nas Ilhas Britânicas, colecção Time-Life, p.188 a 193) O autor explica que o bolo da Páscoa de Shrewsbury decorado com doze bolas de massa de amêndoa, já existia nos costumes romanos e era servido no dia da festa dedicada a Junon, o patrono da habitação. Poderia falar-se de tantas outras festas que a cristandade supõe serem festas divinas, quando na verdade elas têm a sua origem no paganismo. É certamente a opinião da maioria das pessoas diante de um tal comportamento, que pensa não haver mal nessas coisas! No fim, pensam elas; acabamos por adorar o mesmo Deus. Mas isto, é o que as pessoas pensam. Outras dizem: Que mal há em celebrar uma festa de origem pagã, se a nossa intenção é de adorar Deus Pai e Jesus Cristo ? Quem assim pensa, não compreende que as nossas pobres opiniões sobre o que é bom ou mau, não têm qualquer valor diante de Deus. O que conta, é o que Ele diz ser mal ou ser bem. Deus Diz: « Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem maligno os seus pensamentos, e se converta ao Senhor que se compadecerá dele; torne para o nosso Deus, porque grandioso é em perdoar. Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Porque, assim como os céus são mais altos do que terra, assim são os meus cami- 303 -


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nhos mais altos que os vossos caminhos e os meus pensamentos mais altos que os vossos pensamentos ».(Isa. 55: 7-9) (Provérbios 14: 12). A antiga nação de Israel abandonou YHWH, Esse Deus que a tinha escolhido para que ela fosse uma nação exemplar aos olhos das outras nações. Deus tinha-lhes dado a ordenança das Suas festas perpétuas.(Levítico 23). Essas festas foram observadas por Cristo e pela Igreja primitiva incluindo o apóstolo Paulo, ele que diz: «Sede meus imitadores, como também eu de Cristo.(I Cor.11:1). Mas depois do fim do primeiro século e particularmente depois da destruição de Jerusalém no ano 70 e com a dispersão da Igreja, essas festas que Deus estabeleceu foram quase esquecidas pela sua falta de prática. Ainda hoje existe muita gente que tem conhecimento da sua existência, mas são raros os que no mundo as guardam e que sabem o valor inestimável do seu significado. Noutra obra existe uma explicação em detalhe de cada festa e da sua grande importância. São essas mesmas pessoas, algumas das quais, dizem ser discípulos de Cristo, que com o resto da humanidade, não lhes atribuem qualquer valor, porque segundo dizem; são festas Judaicas e por conseguinte, são coisas do passado supostamente abolidas por Cristo. Mas quando bem analisadas, vemos que Deus diz serem festas perpétuas, mas a sedução de Satanás levou a humanidade a celebrar outras festas. Essas sim, vindas do paganismo e sobre as quais Deus diz: « Aborreço, desprezo as vossas festas, e as vossas assembleias solenes não me dão nenhum prazer »: Amós.(5:21). O apóstolo Paulo escreveu: « Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial ? Ou que parte tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei, e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo ». (II Cor. 6: 14-16). É importante recordar as palavras de Cristo, para todos os que pensam que o simples facto de acreditar na Sua existência e aceitá-lo como seu Salvador pessoal, é o suficiente para ser salvo. Ele disse: « Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus » (Mateus, 7:21).

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Quando Nasceu Jesus Cristo ? Como já vimos, existe uma data em que é comemorado o nascimento de alguém, mas essa data não é a data do nascimento do nosso Salvador. Um dos grandes problemas da humanidade dita cristã, é o facto que as pessoas interpretam as Escrituras cada um à sua maneira, e muitas vezes acrescentam outros preceitos, conhecimentos e opiniões próprias, contrariando as instruções de Deus. Outras simplesmente aceitam o que ouvem, sem se darem ao trabalho de analisar o que lhes é ensinado, como se não fossem responsáveis por aquilo que fazem, dizem ou pensam. Daí o resultado da existência de tantas religiões, cada uma com uma compreensão diferente. A maioria dos homens ignora que Deus prometeu pela Palavra de Cristo, que daria à humanidade um meio para compreenderem as Escrituras sem que tenha que viver enganada, aceitando aquilo que muitas vezes supostamente é verdade. Essa compreensão está livre e disponível para todo o ser, mas existem condições para a obter, como já explicado noutro capítulo. Cristo prometeu à Sua Igreja de lhe enviar O Consolador, a fim de a guiar em Toda verdade? É caso para perguntar: Então porque não compreendem? Uma prova complementar que apoia o que é dito neste estudo, é o que vai ser explicado nas próximas páginas. O nascimento de Cristo não tem uma data do dia específico, mas as Escrituras desvendam detalhes que mostram, que se esse acontecimento tivesse que ficar registado nas Escrituras, ele teria ficado. Mas Cristo, certamente que sabia que essa forma de agir existia desde há muito, e que a mesma era uma tradição pagã, como é facilmente demonstrado através de inúmeras obras literárias que foram escritas ao longo da história. Ora Jesus Cristo, que sempre ordenou ao seu povo de se distanciar delas, e conhecendo perfeitamente bem a natureza do homem, como aceitaria ser celebrado em pé de igualdade com os deuses pagãos? As Escrituras, apresentam-nos exemplos de aniversários que foram celebrados, cujos acontecimentos ficaram nas Escrituras, e todos eles se saldaram por conclusões trágicas. O mais conhecido foi o aniversário natalício de Herodes, onde foi decretada e aplicada a decapitação de João Batista. Por conseguinte, o dia e a data do nascimento de Cristo, não foi desvendado a ninguém, assim, não inspirou que alguém a notificasse como dia de adoração. Antes de terminar este capítulo em que foram tratadas algumas das festas pagãs às quais foi - 305 -


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dado uma etiqueta cristã, vão ser esclarecidos três dos muitos factos que aconteceram, a que muitos chamam mistérios, visto não terem compreendido. Mesmo se a grande maioria dita cristã, qualquer que seja a sua confissão, diz saber. Esses grandes acontecimentos são exactamente: A data aproximativa do dia do nascimento de Cristo, o dia exacto da sua morte e o da sua ressurreição. É obvio, que, também esta explicação é como tudo o que está escrito neste livro, só deve ser aceite por quem assim o entender. Ninguém tem de aceitar algo que acha incorrecto, ou contrária à sua crença, porque como está escrito: cada um será julgado segundo as suas obras. Para chegarmos à conclusão bíblica quanto aos três assuntos citados, temos antes de mais, considerar o princípio do ministério de Cristo. Muito antes do seu nascimento, o profeta Daniel referindo-se já à sua morte disse: « E ele firmará um concerto, com muitos, por uma semana: e na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares » (Daniel 9:27). Esses sacrifícios, eram feitos na comunidade judaica, instruções que Deus tinha dado ao povo de Israel por intermédio de Moisés, quando esse grande povo estava a caminho da terra prometida. Esses sacrifícios, continuaram ainda depois da morte de Cristo, mas no templo eles tiveram fim no ano 70, quando da destruição do templo pelo general do exército romano, Titus. É verdade que depois da morte de Cristo, tais sacrifícios pelo pecado, já não tinham razão de ser, mas os judeus não compreenderam isso, porque não aceitaram O Messias como sendo O Salvador. Mas se reparar-mos na passagem de Daniel, ele não diz que esses sacrifícios seriam substituídos para todos. Ele diz que eles o foram para muitos. É bem possível que ele estivesse a excluir aqui, os que em Jerusalém iriam ainda continuar a fazer esses sacrifícios. E se ele tivesse dito que Cristo iria pôr fim a esses sacrifícios e que na prática física, eles continuassem na comunidade judaica, poderia tornar-se incompreensível e até oposto às suas declarações. Esses muitos, a que Ele se refere, são certamente todos os homens e mulheres que ao longo da sua existência na Igreja de Deus, aceitaram o sacrifício de Cristo. E é isso que tem acontecido até aos nossos dias, porque o sacrifício de Cristo o Salvador, ainda não foi tornado uma realidade para a grande maioria da humanidade. Mas Sê-lo-á em tempo oportuno. De qualquer modo, a partir da morte de Cristo, tais sacrifícios deixaram de ser necessários pelo pecado, porque Cristo tornou-se o Possível - 306 -


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Salvador para todos os homens. Daniel disse que esse sacrifício cessaria, ao fim de metade de uma semana, ao fim dos primeiros três anos e meio. Recorda-se que em certas ocasiões, a Bíblia apresenta-nos um dia igual a um ano. Assim aconteceu aqui neste contexto. Daniel referese ao tempo do ministério de Cristo que durou três anos e meio, e o resto da semana, ou sejam os outros três anos e meio, estão ainda por se realizar, como nos explica o livro Apocalipse, concluindo assim a semana setenta, que Daniel anunciou. (Daniel 9:24) Jesus Cristo devia pregar o Seu Evangelho durante três anos e meio, o equivalente a metade de uma semana, e que depois devia ser tirado. Foi exactamente o que aconteceu. É indispensável guardar em mente as palavras (meio da semana) e não metade de sete dias. Porque o meio da semana, designava o limite de tempo do ministério de Cristo, assim como designa o dia da sua morte, começando esta semana a partir do primeiro dia da criação, domingo, como nos diz o texto. Daniel ao falar de uma semana de sete dias, referia-se a um período de sete anos, ao meio dos quais, três anos e meio, o ministério de Cristo devia ter fim. A relação de um dia por cada ano, nós encontramo-la entre outros em: (Números 14:34) « Segundo o número dos dias em que espiastes esta terra, quarenta dias, por cada dia um ano, levareis sobre vós as vossas iniquidades, quarenta anos»: « E quando cumprires estes tornar-te-ás a deitar do teu lado direito, e levarás a maldade da casa de Judá quarenta dias: um dia te dei por cada ano ». (Ezquiel.4:6). Nesta passagem a formula é a mesma, mas ao inverso. O princípio da compreensão deste sujeito, encontramo-lo em Daniel. É suposto que estamos todos de acordo, quando dizemos, que o ministério de Cristo teve fim na Páscoa do ano 31 da nossa era. Por conseguinte, três anos e meio antes da Primavera do ano 31, leva-nos ao princípio do Outono do ano 27. Mas que nos prova isto? A Bíblia diz-nos que Cristo tinha cerca de trinta anos, quando começou o Seu ministério. « E o mesmo Jesus começava a ser de quase trinta anos, quando começou o seu sacerdócio, sendo como se cuidava, filho de José». (Lucas 3:23) Esta idade era exigida para poderem dar início a uma função na tenda da congregação. « Toma a soma dos filhos de Coath, do meio dos filhos de Levi, pelas suas gerações, segundo a casa dos seus pais: Da idade de trinta anos e para cima, até aos cinquenta anos, todo aquele que entrar - 307 -


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neste exército para fazer obra na tenda da congregação. » (Números, 4: 2,3) Convém esclarecer aqui um pormenor, que pode ser utilizado para denegrir a autenticidade dos factos. Quando analisamos a citação acima, em que é referida a idade de trinta anos até aos cinquenta, não é a idade limite para que os sacerdotes pudessem administrar a sua função. Esta idade era a idade que marcava a sua entrada, no ministério. Ou seja que podiam entrar para o ministério, desde os trinta até aos cinquenta. Porque quando analisamos o texto da aparição do anjo a Zacarias quando exercia o seu sacerdócio, tanto ele como a sua esposa, tinham mais de cinquenta anos. O início do ministério de Cristo, é de uma importância capital para a compreensão deste sujeito. Se Cristo tinha quase trinta anos quando começou o seu ministério, no princípio do Outono do ano 27, é porque Ele terá nascido no princípio do Outono do ano 4 a.C., ou seja: os cerca de trinta anos antes. Vários pontos provam que na realidade foi assim que aconteceu. Se Cristo tivesse nascido numa época anterior ao Outono, como a primavera ou o verão, neste caso Ele teria mais de trinta anos quando começou o Seu ministério, mas se por outro lado, Ele tivesse nascido depois do Outono e neste caso seria no Inverno, não podia ter quase os trinta anos no princípio do Seu ministério, mas esta probabilidade está fora de questão, porque as Escrituras dizem-nos, que na data do seu nascimento os pastores guardavam os rebanhos. O que quer dizer, que os rebanhos ainda não tinham sido recolhidos para os abrigos próprios existentes em Israel, no tempo frio de Inverno. « Hora havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo, e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho ». (Lucas 2:8). Para qualquer pessoa conhecedora dos tempos e dos hábitos em Israel, sabe que durante o Inverno, os pastores não guardavam os rebanhos no campo por causa das muitas chuvas e frio. (Esdras.10:9,13) (Jeremias. 36:22). Por este motivo os rebanhos eram guardados em abrigos próprios mais ou menos desde o meio do mês de Outubro até meado de Março. Tendo em consideração a certos momentos específicos, Cristo referese a dois momentos especiais em (Mateus 24:20) dizendo: « E orai para que a vossa fuga não aconteça no Inverno, (tempo frio) nem no dia de Sábado ». (dia santo). Uma outra prova vamos encontrá-la na divisão das classes que serviam no templo. - 308 -


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Na época de Cristo, o ministério de Aarão em Jerusalém, estava dividida em 24 turmas, e cada uma delas tinha um chefe escolhido à sorte. Ele devia oferecer os sacrifícios da tarde e da manhã, bem como as ofertas de perfumes. Esta divisão do ministério, era a continuação da divisão do tempo do rei David, mas no seu tempo haviam tantos sacerdotes, que tornava impossível servirem todos ao mesmo tempo. Assim, foi determinado que cada turma deveria servir durante uma semana no templo, após a qual era substituída pela turma seguinte. Essas vinte e quatro turmas cada uma com o seu nome próprio, encontramo-las em: (I Crónicas 24: 3-4, 7-11) E David os repartiu, como também a Zadoc, dos filhos de Eleazar, e a Aimelech, dos filhos de Itamar, segundo o seu ofício, no seu ministério. Achou-se que eram muitos mais os filhos de Eleazar, entre os chefes de família, do que os filhos de Itamar, quando os repartiram (....). E saiu a primeira sorte a Joiarib, a segunda a Jedias, a terceira a Harim, a quarta a Seorim, a quinta a Malaquias, a sexta a Miamim, a sétima a Haços, a oitava a ABIAS, a nona a Jesua, (...). Os escritos judaicos dizem-nos que essas turmas entravam no sábado ao meio dia e que saíam no sábado seguinte também ao meio dia. É também o que nos confirma o historiador eclesiástico Joséfus, o qual viveu no tempo do apóstolo Paulo. As turmas serviam bianualmente, ou seja, duas vezes por ano. Assim sendo, a primeira turma entrou ao serviço na primeira semana do calendário do ano judaico, seguindo-se depois a segunda e terceira até que as doze terminassem o seu primeiro ciclo. Após este primeiro ciclo, elas retomavam o segundo ciclo, logo que a décima segunda terminasse o seu primeiro ciclo. Assim, as vinte e quatro turmas efectuavam o seu serviço. Depois no decorrer do Outono, a primeira turma retomava o serviço, para a segunda ronda da sua turma e todas as outras turmas se seguiam segundo a sua ordem. Desta forma as vinte e quatro turmas serviam duas vezes por ano, e assim se completavam as quarenta e oito semanas do ano. No entanto, as estas quarenta e oito semanas, devem ser acrescentadas três semanas durante as quais, todas as turmas deviam servir, devido à grande afluência a Jerusalém durante os três períodos de festas. Uma semana, a da Páscoa e pães sem fermento, uma semana, a do Pentecostes e uma semana, a da Festa dos Tabernáculos. Desta forma as cinquenta e uma semanas do calendário Hebraico - 309 -


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estavam completas. E, quando um décimo terceiro mês era acrescentado a fim de permitir que as épocas lunares calhassem no ciclo devido, os sacerdotes que oficiavam no décimo segundo mês, deviam continuar no décimo terceiro mês. Com estas informações, podemos facilmente determinar quando cada uma das classes entrava ao serviço no templo, o que nos permite encontrar sem a mínima dúvida, a data muito próxima do dia do nascimento de Cristo. O Evangelho segundo Lucas, diz-nos que um sacrificador de nome Zacarias servia no templo, quando qualquer coisa de extraordinário lhe aconteceu. Um anjo lhe apareceu para lhe anunciar que apesar da sua avançada idade bem como a da sua esposa, ele iria ser pai de um filho e que o seu nome seria João. « E existiu no tempo de Herodes, rei da Judeia, um sacerdote chamado Zacarias, da ordem de Abias, cuja mulher era das filhas de Aarão; e o seu nome era Isabel. E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade. E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma, segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor, para oferecer o incenso. E um anjo do Senhor lhe apareceu, posto de pé, à direita do altar do incenso. E Zacarias vendo-o turbou-se e caiu de temor sobre ele. Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João ». (Lucas 1: 5,7-9,11-13) Zacarias pertencia à classe de Abias, ou Abija em hebreu, e ele desempenhava a função daquele dia, de acordo com a sorte que tinha sido estabelecida por ordem, e como a cima vimos, era a oitava turma, (I Crónicas 24:10). Mas esta era a nona semana. Mas porquê a nona e não oitava, visto que Zacarias pertencia à 8ª turma? Porque a Páscoa nesse ano calhou na terceira semana do primeiro mês, semana durante a qual todas as classes deviam servir, e por conseguinte, a sua semana passou a ser uma semana mais tarde. Este acontecimento aconteceu no ano 5 a.C. Nesse ano o primeiro Nisan, o primeiro dia do ano sagrado, foi ao Sábado. Precisamente no dia em que os sacerdotes deviam tomar as suas funções. Neste caso, a primeira turma a de Joiarib. Segundo o calendário romano, este mesmo dia calhou no dia 6 de Abril e como Zacarias servia no templo na nona semana, que era a dele, esta data leva-nos facilmente calculado à semana do 27 Yvar, ao 5 Sivan, ou seja do 1º ao 8 de Junho. - 310 -


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E como Zacarias não podia voltar para sua casa ao fim da sua semana, visto que na semana seguinte, a décima, ele devia continuar a servir com todas as outras classes porque era a semana da festa de Pentecostes, um dos três períodos onde deviam servir todas as classes. Desta forma ele devia permanecer ao serviço até ao 12 de Sivan, 15 de Junho. Somente a partir desta data, o fim da décima semana, ele podia voltar para casa. « E sucedeu que, terminados os dias do seu ministério, voltou para sua casa. E depois daqueles dias Isabel sua mulher, concebeu, e por cinco meses se ocultou, dizendo:(…) (Lucas 1: 23, 24). O Anjo tinha dito a Zacarias que ele ficaria mudo até ao dia do nascimento do seu filho. « Disse Zacarias ao Anjo: Como pois saberei isto? Pois eu já sou velho, e minha mulher avançada em idade. E respondendo o anjo disse: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falarte e dar-te estas alegres novas; E eis que ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam (...). (Lucas. 1:- 1820). Pode supor-se e como é natural, que ele desejaria ficar naquele estado o mínimo de tempo possível, por outro lado, eles desejariam imenso ver o filho que tanto desejavam. Assim, é normal, que Deus tenha permitido esta fecundação milagrosa, e que esta, a de João Baptista, tenha acontecido na semana do 15 ao 22 de Junho do ano 5, a.C. Ora como para uma criança em tempo normal permanece no ventre materno 280 dias, (nove meses e 10 dias) acrescentando este tempo ao 16 Sivan do ano 5 a.C, encontram-nos por volta do 1º Nisan (27 de Março do ano 4 a.C). Foi por volta desta data que nasceu João Baptista. E Cristo? O Evangelho informa-nos que Ele era mais novo seis meses que seu primo João. « E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, desposada com um varão, cujo nome era José, da casa de David; e o nome da virgem era Maria. Lucas. 1:26,27) (...). E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho, na sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que se chamava estéril » (Lucas 1:36). Acrescentando seis meses ao primeiro Nisan, encontramo-nos por volta do 1º Tishri, ou seja no princípio do Outono do ano 4 a.C. Assim vemos que Cristo terá nascido no fim de Setembro, ou princípio do Outono, bastante longe do 25 de - 311 -


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Dezembro. Esta é a simples conclusão dos cálculos precedentes. Pode-se ainda provar que Cristo terá nascido no ano 4 a.C ? A resposta está em (Daniel. 9: 25) « Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas: as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos de angústia.» Sete semanas e mais sessenta e duas semanas, totalizam sessenta e nove semanas. Sessenta e nove semanas vezes sete dias, dão-no o total de 483 dias, um ano por cada dia segundo a norma bíblica, totalizam 483 anos. Desde que Artaxerxes deu ordem no ano 457 a.C. ver Esdras 7:1 e 7:8, acrescentando 483 anos, chegamos ao ano 26 da nossa era. Como não existe ano 0, passando da era antes para a era depois de Cristo, temos que acrescentar um ano, assim encontramo-nos no ano 27 da nossa era, e foi exactamente nesse ano que Cristo foi baptizado. Foi também nesse ano que Ele foi tentado por Satanás no deserto e foi ainda nesse ano que escolheu os seus discípulos, e começou o seu ministério. Há quem suponha que Cristo nasceu no ano 1 da nossa era, mas esta suposição não tem apoio bíblico. No ano 27 da era actual, Cristo tinha aqui quase 30 anos: Cristo, segundo a profecia, devia começar o Seu ministério no ano 27 e foi exactamente isso que aconteceu. E como Cristo devia pregar durante três anos e meio, ao fim do qual devia ser retirado, (Daniel 9:27) leva-nos à Primavera do ano 31. Nesse ano a Páscoa calhou numa quarta feira e na quinta, era um grande dia: 1º dia da Festa dos pães ázimos (sem fermento.) (Lucas. 23:54)

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Quando morreu Cristo e ressuscitou? A humanidade nunca compreendeu e sempre foi atribuída segundo a compreensão dos homens, o dia da morte de Cristo, numa sexta feira, visto que nas Escrituras está bem claro, que, no dia da sua morte por voltas das três horas da tarde, Cristo agonizava e aproximava-se o momento da sua morte, (Mat.27:46). E aproximava-se o Sábado. (Lucas. 23:54). Pouco antes do principio do sábado, o qual começava ao pôr do sol, (Levítico 23: 32) Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto que era a preparação (para um dia santo) (pois era grande o dia de sábado) rogaram a Pilatos que lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados (João 19:31). Porquê a referência grande dia de Sábado e não somente dia de Sábado? Porque esse dia era um Sábado, mas um Sábado anual. (1º dia da festa dos pães asmos.,) « E aos 15 dias deste mês, é a Festa dos asmos. Sete dias comereis asmos. No primeiro dia, tereis santa convocação, nenhuma obra fareis (…). (Levítico. 23: 5) Por isso José de Arimateia, veio apressadamente e pediu o corpo e o sepultou com a ajuda de Nicodemos, este último que numa noite foi encontrar-se com Jesus. (João.19: 38-39). A chave da incompreensão da grande maioria da humanidade, é que ela não considera as festas de Deus como dias santos, mesmo ainda nos nossos dias. Esta é a razão, porque fora da Igreja de Deus, nunca ninguém entendeu, a cronologia exacta, dos três dias e das três noites, que Cristo tinha prometido ficar na sepultura. Prova, que demonstrava que Ele era efectivamente o Filho de Deus, o Salvador do mundo. (Mateus.12:40). Se a humanidade obedece-se a Deus, ela beneficiaria de: (Actos. 5:32)

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O Enigma dos perfumes A partir do ponto anterior, já se torna mais fácil o cálculo que nos leva à conclusão perfeita dos acontecimentos. Quantas formas e fórmulas de cálculos foram avançadas desde esse tempo, e quantas respostas lógicas e exactas foram apresentadas? A Bíblia dá a resposta! A cronologia dos acontecimentos são dados pelas Escrituras, o que nos leva a repetir o que diz o apóstolo Pedro, quando nos diz que elas não devem ser interpretadas, mas que elas explicam--se a si mesmas. Porque ao serem interpretadas, cada um faz segundo a sua própria lógica, segundo a compreensão humana. Ora para se compreenderem as Escrituras, estas que são de inspiração divina, somente pela mesma ordem de pensamento podem ser compreendidas, e isto é o que escapa aos grandes eruditos em matéria Bíblica e à humanidade em geral. « Ora o homem natural (somente com o seu espírito humano) não compreende as coisas de Deus, porque lhe parecem loucura. E não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. » (Pelo pensamento de Deus) (I cor. 2: 11-16) Esta compreensão espiritual é condicional: (Actos. 5:32). Cristo morreu na véspera de um sábado Anual, como já foi dito, 1º dia da festa dos pães sem fermento, ao pôr do sol, e não, numa sexta feira, véspera de um sábado semanal. Segundo a lei de Deus, esse dia é um dia de festa e de descanso obrigatório. (Levítico 23:6,7) Terminado esse dia santo, era noite, e os estabelecimentos comerciais permaneceram fechados como durante qualquer outro dia santo na época. Estamos assim, no fim da quinta feira, que terá sido o primeiro dia, da Festa dos pães asmos, o tal Sábado, que era um grande dia.(Lucas. 23: 54). Este Sábado nalgumas traduções, é chamado: Dia de Pascareve, tradução (Paulinas) que tem uma relação directa com a Páscoa, mas já não é Páscoa, esta já tinha acontecido na tardinha, ou entre as duas tardes, da terça para quarta feira. É importante recordar aqui mais uma vez, que os dias para Deus, ainda hoje começam ao pôr do sol, e terminam também ao pôr do sol. Por isso, as Escrituras dizem que a Páscoa deve ser observada (À Tardinha), ou seja no princípio do dia, qualquer que seja o dia da semana em que ela calhe. Na sexta feira, dia depois do primeiro dia Sábado, visto que nesta semana existiram dois Sábados, daí a razão que algumas traduções, chamam a este primeiro Sábado, Sabatons, o que quer dizer o primeiro Sábado - 314 -


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da mesma semana, 1º dia dos pães ázimos que foi nesse ano, a antevéspera do sábado semanal. Depois do primeiro Sábado anual, que foi a Festa dos pães asmos que calhou numa quinta feira, as mulheres foram comprar os perfumes, e os prepararam. Esse dia era a sexta feira, mas Marcos diz-nos que elas compraram os perfumes, depois do Sábado. (Marcos. 16:1) Qual Sábado? O que já foi visto, o primeiro dia dos pães sem fermento, quinta feira. Se foi depois desse Sábado, lógicamente que os compraram na sexta feira, caso contrário, seria no domingo. Se os tivessem comprado no domingo, como poderiam elas ter tido o tempo para os irem comprar e preparar, para irem ao tumulo no domingo, quando ainda mal aclarava o dia? (Lucas. 24:1), e a essa hora, os comércios ainda estavam fechados? Não era somente comprar os perfumes, porque alem de os terem de ir comprar, teriam que lhe dedicar algumas horas para a sua preparação. Outro ponto interessante a reter em memória, é que Lucas diz-nos que: « e no Sábado, repousaram, segundo o mandamento». (Lucas. 23:56) Qual Sábado? Neste caso aqui, o Sábado semanal, depois de comprarem as especiarias na sexta feira, e os prepararem. Além desta tarefa na sexta depois de irem comprar os perfumes, e os haverem preparado, elas tinham ainda a preparação do sábado, visto que nesse dia não podiam cozinhar. Assim, elas esperaram pelo domingo para ir ao túmulo. Ainda que elas decidissem ir ao túmulo, logo que terminaram de preparar os perfumes na sexta feira, seria inútil, porque elas sabiam que não poderiam entrar, porque o tumulo estava guardado e selado até ao terceiro dia. A selagem e a guarda do túmulo, foi uma precaução tomada pelos judeus, (Mateus. 27:62-66), porque eles recordavam-se que Cristo tinha dito que ressuscitaria no terceiro dia, e eles receavam que os discípulos de Jesus roubassem o corpo de Cristo durante uma noite. Aliás, foi isso que os soldados do templo disseram, depois de terem sido subornados pelos chefes da sinagoga (Mateus. 28:11-15). Assim, as coisas passaram-se simplesmente da forma seguinte: Cristo tomou a Páscoa com os seus discípulos no dia 14 pela tarde, ou seja, no início do dia catorze. (quarta feira). Para Deus, os dias começam ao pôr do sol. Esse dia era terça para quarta feira! Nessa mesma noite, da quarta feira, Cristo foi preso e levado à presença das várias individualidades aos diferentes pontos que as Escrituras explicam. Nessa quarta feira, - 315 -


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Cristo foi condenado pela manhã, e morreu por volta das três horas da tarde, mas só foi sepultado já perto do pôr do sol. Esse dia era a véspera de um dia santo, (Marcos. 15:42) ao que as Escrituras chamam Sábado, 1º dia da Festa dos Pães sem fermento. (Levítico. 23: 4-8). Esse dia de Festa, foi numa quinta feira! Passado esse Sábado anual, as mulheres foram comprar as especiarias no dia seguinte, sexta feira, e prepararam os perfumes, (Marcos 16: 1) e repousaram no dia seguinte; Sábado, segundo o mandamento (Lucas23:56). No domingo de manhã, quando ainda fazia escuro, (João 20 :1) (Mateus. 28:1), as mulheres foram ao sepulcro, mas encontraram o sepulcro vazio, o que é normal, visto que o tempo predito por Cristo, tinha terminado no Sábado, pouco antes do pôr do sol. Ou seja exactamente como ele tinha dito. (Mateus.12:40) (Mateus. 20:19) (Marcos. 8:31) (Mateus. 28:6) Depois da sua ressurreição, O Messias recorda que tudo o que sobre Ele estava escrito, teria que ser cumprido (Lucas: 24:44,45). Ele sempre disse que seria depois de três dias e três noites. Cristo ao morrer numa quarta feira, foi colocado na sepultura, pouco antes do pôr do sol desse dia, onde ficou durante três dias e três noites ou seja passadas; setenta e duas horas. Leva-nos assim a concluir claramente e sem qualquer especulação ou erro possível, que Ele ressuscitou no sábado também pouco antes do pôr do sol. Motivo pelo qual quando no domingo ainda cedo as mulheres foram ao sepulcro já o não encontraram na sepultura. Não há mistério! Porque motivo então a humanidade e sobretudo a grande igreja católica nunca entendeu, ela que diz ser a representante de Deus na terra? Ela que diz, que fora dela não há salvação? A razão é mais que evidente. A Igreja Católica, muito cedo na era cristã e de acordo com tantas informações históricas de fácil acesso, tomou poder sobre a verdadeira Igreja de Deus. Esta, que muito cedo foi perseguida e dispersa através do mundo. Essa pequena Igreja, que a um determinado momento parece ter desaparecido, mas sempre guardou a marca de Deus. É verdade que o seu zelo nem sempre foi como deveria ter sido, mas Deus sabia que era isso que iria acontecer. Por esse motivo no livro do Apocalipse, Jesus Cristo informou a João o que ele escreveu às sete Igrejas citadas no início do Apocalipse. Esses grupos que se reuniam nas sete cidades citadas, e cada grupo recebeu como referência, o nome da sua cidade. Mas estes grupos, desenvolviam um carácter e um trabalho e zelo, ou não, que se iria manifestar ao longo da história na Igreja de Deus, o que demonstrava - 316 -


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que em eras diferentes, ela seria mais zelosa do que noutras, e isto até à vinda de Cristo. Há muito pouca gente que entenda isso, porque todas as informações fundamentais, nunca foram entendidas fora dessa pequena Igreja e em momentos determinados por Deus. Qual então o motivo da incompreensão da grande humanidade? A resposta simples! É que Deus disse, que a Sua Palavra é eterna e que ninguém tem qualquer autoridade para poder acrescentar nem retirar, e a Igreja Católica como tanta gente sabe e os que não sabem facilmente podem saber, que esta grande Igreja substitui quase todas as instruções de Deus, por outras doutrinas que já foram citadas que são conhecidas, e que fazem parte do seu credo, as quais ficaram como sendo a religião cristã. Entre outras, substituiu as Festas de Deus, incluindo a Festa dos Pães sem Fermento, esse tal grande dia, que é citado em (João 19:31). Não se trata de fazer aqui qualquer espécie de critica a quem quer que seja, porque todos fomos seduzidos por Satanás, tal como esta igreja. Simplesmente é a realidade da história. Não cabe ao homem condenar o homem em matéria religiosa, somente Deus o pode fazer, pois somente Ele é O Grande Juiz. Mas Ele o fará certamente! João, foi o último a concluir a sua Escritura que encerrou o total das Sagradas Escrituras, e ele sabia muito bem passados mais de 60 anos depois dos acontecimentos, que a Igreja de Deus, guardava aquele dia santo. Ora a Bíblia classifica-o de Sábado e está correctíssimo, porque todas as Festas de Deus, que são 7, através das quais Ele nos desvenda o seu grande plano para toda a humanidade, têm sinónimo de Sábado, que significa : « dia de repouso». O facto do corpo de Cristo não ter sido encontrado no sepulcro no domingo de manhã quando as mulheres lá chegaram, não prova que ele tenha ressuscitado nesse dia. Simplesmente, tal como diz a Bíblia, já a li não estava. A ocorrência doutra forma, seria contrariar as Escrituras, e tornava nula a Palavra de Cristo. Antes pelo contrário, qualquer cristão de boa fé, aceita as informações das Escrituras, e não a interpretação de opiniões de homens, quem quer que sejam, homens que nunca entenderam plenamente as Escrituras, ou mesmo os que as entenderam. Que pensar ainda de tantos outros que as têm denegrido, tanto quanto podem? Esta é a realidade profunda, essa verdade imortal que ninguém conseguirá destruir. O que é ainda dramático, é que o mundo que se possa opor ao que acaba de ser explicado e provado pelas Escrituras, opõe-se directamente a Jesus Cristo, porque foi Ele quem - 317 -


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inspirou as Sagradas Escrituras. Afirmarem o contrário, é fazer Dele mentiroso. Infelizmente é assim que o mundo O trata desde há muito, mas quem quiser reconhecer humildemente o seu erro, pode faze-lo em pleno conhecimento das Escrituras. Basta para isso, analisar com muito cuidado, todas as citações que para trás ficam, comparando-as com a Bíblia. Com o que ficou escrito, já não há a partir de agora, qualquer justificação para que o leitor que entendeu, assim continue a agir, embora seja plenamente livre de o fazer. Estas e outras provas, indicam, que contrariamente ao que se possa pensar, o Espírito de Deus, não tem influenciado a humanidade, de modo que ela entenda o que na realidade as Escrituras explicam. Assim, Aquele Consolador que de Deus foi enviado à Sua Igreja, parece não ter produzido o efeito prometido no mundo. Isso, porque muito poucos homens entenderam o que acaba de ser esclarecido. Recorda-se uma vez mais, que os que compreendem, não são superiores aos outros. Mas este é um assunto de Deus, pois somente Ele permite tal compreensão. É a Ele que se deve toda a glória da compreensão das Escrituras, não é um mérito humano. Deus achou que devia ser assim, Ele tem um tempo para cada coisa. Porque tem que ser assim? A razão é simples. Como demonstrado através doutras literaturas, Ele tem um plano bem detalhado para toda a humanidade, e a oferta desse dom especial, O Espírito Santo que só Deus É, e que só através Dele permite a compreensão das Escrituras, como já foi analisado, é condicionado. Como nos diz o Apóstolo Pedro entre outros, essa condição é a obediência a Deus através das suas Leis e Mandamentos. O apóstolo Pedro disse: « E nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo que Deus deu àqueles que Lhe obedecem. » (Actos.5:32.) Sem o Espírito Santo, ninguém pode entrar no Reino de Deus. Foi o que Cristo disse ao doutor da lei judaica: « Na verdade na verdade te digo, que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, o que é nascido do Espírito é Espírito» (João. 3:5,6) Assim se entende, que não há a menor necessidade das igrejas se qualificarem a si mesmas, ou detestarem-se, e muito menos entrar em conflitualidades entre elas. Deus sabe quem é o seu povo, Ele sabe a quem dá a Sua força, a Sua compreensão. É Ele quem ditará no seu julgamento de justiça, e dirá quem são os que farão parte do seu Reino, quando da próxima vinda de Cristo! « Então, vereis outra vez a diferença entre o justo e o ímpio, entre o que serve Deus, e o que o não serve» (Malaquias. 3:18) - 318 -


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Complemento adicional No cálculo anteriormente utilizado para encontrar o ano do nascimento de Cristo, foi utilizado o tempo do reino do rei Artaxerxes. Mas antes que este rei desse ordem, para a reconstrução de Jerusalém, depois de passados os anos da deportação em Babilónia, outro rei tinha dado as mesmas instruções antes dele. Este rei, foi Ciro, que a Bíblica titula, de rei da Pérsia. (Esdras. 1:1) À primeira vista, parece haver aqui uma contradição, mas analisando especialmente este livro, facilmente se chega à conclusão porque motivo Deus enviou Esdras a Jerusalém depois da primeira subida de Zorobabel. Durante a vida de Zorobabel, os inimigos dos israelitas, (Esdras. 4:1- 24) dificultaram ao máximo, sobretudo a construção do templo em Jerusalém. Esdras veio mais de 50 anos mais tarde, particularmente para reconstruir os muros da cidade, enquanto que Zorobabel, tinha a responsabilidade do templo. Os adversários de Israel, à partida não eram contrários à construção do templo, mas tornaram-se depois. Não porque eles não quisessem a existência do templo, mas porque também eles queriam participar, porque como noutras ocasiões fizeram, queriam parecer israelitas. E como os israelitas não queriam a sua participação, visto que Deus lhes tinha ordenado que fossem eles, os judeus, os construtores, é lógico que a recordação da sua deportação permanecesse ainda bem viva no seu espírito. Assim, não desejavam outra coisa que obedecer a Deus. Por isso sempre rejeitaram a ajuda estrangeira, e foi mesmo necessária a intervenção de Dário, outro rei depois de Ciro, para que as obras pudessem continuar. (Esdras. 6: 1- 22). É importante que se saiba pois, porque motivo as 69 semanas contam para a data do nascimento de Cristo, e porque motivo a contagem foi feita a partir de Artaxerxes, e não de Ciro.

FIM

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Bibliografia O DEUS REAL, MANIFESTA-SE ATRAVÉS DAS SUAS OBRAS........ Página10 O DESTINO DA HUMANIDADE........................................................................ 14 UMA RELIGIÃO SUPERFICIAL......................................................................... 17 A RAZÃO SE SUBSTITUI À RELIGIÃO............................................................ 19 6000 ANOS DE PROFECIAS, PROVAM A EXISTÊNCIA DE DEUS................ 23 1ª PROFECIA: A TRANSGRESSÃO, DARIA A MORTE!.................................. 25 2ª PROFECIA: SATANÁS, O INIMIGO DA HUMANIDADE!........................... 26 O FIM DE UMA ERA............................................................................................ 29 AS DIFERENTES ÉPOCAS DO PLANO DE DEUS........................................... 32 3ª PROFECIA: UM POVO ESPECIAL!................................................................ 33 4ª PROFECIA: UMA GRANDE NAÇÃO, E VÁRIAS NAÇÕES........................ 39 A ASTÚCIA DE JOSÉ!.......................................................................................... 46 A HUMILDE SÚPLICA DE JUDÁ!...................................................................... 47 JOSÉ DÁ-SE A CONHECER!............................................................................... 48 5ª PROFECIA: DEUS ANUNCIOU 40 ANOS ANTES!....................................... 52 6ª PROFECIA: LOCAL DE NASCIMENTO, VIDA E MORTE E RESSURREIÇÃO DO MESSIAS!.............................................................................................. 54 QUE DIZIAM ESSAS ESCRITURAS?................................................................. 55 7ª PROFECIA: OUTRO MISTÉRIO NUNCA ENTENDIDO.............................. 56 AS DUAS NAÇÕES.............................................................................................. 66 9ª PROFECIA......................................................................................................... 68 10ª PROFECIA....................................................................................................... 73 O PASSADO, O PRESENTE E O FUTURO!....................................................... 75 TRANSIÇÃO IMPERIAL...................................................................................... 91 A ÚLTIMA PARTE, DA ESTÁTUA DE DANIEL!............................................... 97 ESCLARECIMENTO EM RESUMO.................................................................... 99 A QUEDA DOS TRÊS PRIMEIROS CORNOS!................................................ 101 A RESTAURAÇÃO IMPERIAL!........................................................................ 105 A CABEÇA Nº 6................................................................................................... 110 RESUMO HISTÓRICO........................................................................................111 PROFECIAS PARA OS NOSSOS DIAS E ALÉM.............................................. 117 O SINAL DA BESTA!.......................................................................................... 120 A MARCA DE DEUS!......................................................................................... 128 O DIA VENERÁVEL DO SOL, E O QUE DIZ A HISTÓRIA!.......................... 134 A MARCA MISTERIOSA!.................................................................................. 140 TERÁ DEUS CRIADO TODO O UNIVERSO?................................................. 151 A CRIAÇÃO NECESSITA DE UM CRIADOR.................................................. 153 A VIDA NECESSITA DE UM DADOR DE VIDA............................................. 155 AS LEIS NECESSITAM DE UM LEGISLADOR.............................................. 157 UM PLANO NECESSITA DE UM ARQUITECTO............................................ 162 A REALIZAÇÃO DAS PROMESSAS ANUNCIADAS..................................... 165 RESPOSTA ÀS ORAÇÕES................................................................................. 168 UM MODO DE VIDA EFICAZ........................................................................... 173

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UM JULGAMENTO FUTURO........................................................................... 176 A HISTÓRIA DA IGREJA DE DEUS................................................................. 180 SIMÃO E OUTRO EVANGELHO...................................................................... 183 A IGREJA EM TRANSIÇÃO.............................................................................. 187 UMA TEOLOGIA OPOSTA À VERDADE......................................................... 190 A VERDADE ABANDONADA A FAVOR DE UMA UNIDADE DE TRADIÇÕES...........................................................................................................................................193 UMA RELIGIÃO DE COMODIDADE – E UM SENTIMENTO ANTI - SEMITA. 196 UM OUTRO EVANGELHO................................................................................ 198 A IMORTALIDADE DA ALMA.......................................................................... 200 A TRINDADE...................................................................................................... 201 A INTRODUÇÃO NO CULTO DE ARTÍFICES RELIGIOSOS........................ 203 A IGREJA IMPERIAL......................................................................................... 205 ONDE ESTAVA ENTÃO, A IGREJA QUE CRISTO TINHA FUNDADO?....... 207 O CARÁCTER DO POVO DE DEUS................................................................. 209 A IGREJA NA CLANDESTINIDADE................................................................ 215 OS «PAULINOS» CHEGAM À ARMÉNIA........................................................ 218 A CHEGADA DO POVO BOGOMIL !............................................................... 221 OS CÁTAROS E OS VALDENSES..................................................................... 223 O DESLEIXO PELA VERDADE CONTINUA................................................... 225 QUE TERÁ ACONTECIDO À IGREJA FUNDADA POR CRISTO?................ 228 (AS RAÍZES NO NOVO MUNDO).................................................................... 229 A HISTÓRIA DOS «ANABAPTISTAS»............................................................. 230 A IGREJA NO SEU PRINCÍPIO NA AMÉRICA................................................ 233 O MOVIMENTO ADVENTISTA........................................................................ 236 A IGREJA EM TRANSIÇÃO.............................................................................. 240 O PRIMEIRO QUARTO DO SÉCULO XX........................................................ 241 ANOS 30 E 40 DISCÓRDIA, DIVISÕES E UM NOVO REINICIO................. 243 AS PORTAS ABREM-SE A UM CRESCIMENTO ESPECTACULAR............. 248 A FASE FINAL DA HISTÓRIA DA IGREJA...................................................... 252 CONCLUSÃO FINAL!........................................................................................ 257 O MAIOR MISTÉRIO NUNCA ENTENDIDO.................................................. 260 AS CONTAS QUE NINGUÉM FAZ!.................................................................. 267 A PÁSCOA TRADICIONAL............................................................................... 269 SATANÁS, O SEDUTOR!................................................................................... 273 QUEM ESTÁ NA ORIGEM DO PAGANISMO ?.............................................. 278 COMO TUDO ACONTECEU............................................................................. 285 ALGUNS SÍMBOLOS DA TRINDADE QUE NÃO EXISTE!.......................... 286 CRISTIANIZAR O QUE É PAGÃO.................................................................... 291 NADA DE NOVO................................................................................................ 299 QUE DIZER DOS BOLOS FESTIVOS?............................................................. 303 QUANDO NASCEU JESUS CRISTO ?.............................................................. 305 QUANDO MORREU CRISTO E RESSUSCITOU?........................................... 313 O ENIGMA DOS PERFUMES............................................................................ 314 COMPLEMENTO ADICIONAL......................................................................... 319

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Informação Este livro teve a colaboração indirecta das obras e seus autores citados neste livro, através das seguintes obras literárias: As Duas Babilónias de Alexandro Hislop (Editado pela livraria Fischbacher- Paris. Edição 1972 Vários Estudos de Jean Jules Fidel Carion - Evangelista da Igreja de Deus - Bélgica, 1923 – 2008, fundados nas obras: A Ressurreição não aconteceu num domingo – De: Herbert W. Armstrong – Editado No Canadá. 1961. O Livro do Apocalipse. De: Herbert W. Armstrong- Ambassador Colége U.S.A 1973 A simples verdade sobre o Natal - De: Herbert W. Armstrong - U.S.A 1962 A História da Igreja de Deus - De: Joh H. Ogwin - U.S.A 2004 O Deus Real – De: Douglas S. Winnail - U.S.A 2004 Tradução para português, pelo autor desta obra. A Bíblia utilizada para este trabalho, foi a versão de João Ferreira de Almeida, 1981 Para outras questões: mundo.de.amanha@gmail.com

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A PURA VERDADE QUE A HISTÓRIA NUNCA ESCREVEU!  

«Anda em minha presença e sê perfeito». (Génesis. 17:2) Conheceis este Deus? Tendes a certeza que Ele existe? Grandes surpresas vos esperam!

A PURA VERDADE QUE A HISTÓRIA NUNCA ESCREVEU!  

«Anda em minha presença e sê perfeito». (Génesis. 17:2) Conheceis este Deus? Tendes a certeza que Ele existe? Grandes surpresas vos esperam!

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