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Caderno de Atividades V 2011

Universidade de Passo Fundo


O Caderno de Atividades V é uma publicação da série Mundo da Leitura, produzida pelos monitores e professores Beatriz Calegari Segal Elenice Deon Eliana Teixeira Eliana Rodrigues Leite Elisângela de Fátima Fernandes de Mello Lisandra Blanck Lisiane Vieira Lucas Werschedet Rodrigues Mateus Mattielo Nickhorn Paulo Becker Renato Britto Tania Mariza Kuchenbecker Rösing (Org.) Revisão: Liana Langaro Branco / Maria Emilse Lucatelli Criação da capa: Abnel Lima Filho Projeto Gráfico e Diagramação: Sirlete Regina da Silva Impressão: Passografic Tiragem: 3.000 Centro de Referência de Literatura e Multimeios – Mundo da Leitura Coordenação: Tania Mariza Kuchenbecker Rösing Correspondência: Centro de Referência de Literatura e Multimeios Campus I – km 171 – BR 285 – Bairro São José 99001-970 – Passo Fundo/RS Tel. (54) 3316-8148 E-mail: leitura@upf.br Home-page: www.mundodaleitura.upf.br UNIVERSIDADE DE PASSO FUNDO Reitor: José Carlos Carles de Souza Vice-Reitora de Graduação: Neusa Maria Henriques Rocha Vice-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação: Leonardo José Gil Barcellos Vice-Reitora de Extensão e Assuntos Comunitários: Lorena Teresinha Geib Vice-Reitor Administrativo: Agenor Dias de Meira Júnior Caderno de Atividades V: Leitura entre Nós: Redes, Linguagens e Mídias Tania Mariza Kuchenbecker Rösing – organizadora Passo Fundo UPF 2011 Série Mundo da Leitura


Sumário Apresentação 6ª Jornadinha Nacional de Literatura: preparando jovens leitores para o diálogo com escritores, contadores de história, artistas ..................................................................5 Andréa Del Fuego ..................................................................................................................... 7 Sociedade da caveira de cristal (ensino médio) ..............................................................7 Antonio Carlos Vilela ..............................................................................................................11 Coisas que os(as) garotos(as) devem saber (7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental) ......................................................................... 11 Caio Riter................................................................................................................................. 14 O tesouro iluminado (3º e 4º anos do ensino fundamental) .......................................... 14 Christopher Kastensmidt....................................................................................................... 17 O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara (ensino médio) ............................17 Cláudio Fragata ......................................................................................................................19 Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil (7o, 8o e 9o anos do ensino fundamental) ......................................................................... 19 Daniel Kondo ..........................................................................................................................23 Minhas contas (1o e 2o anos do ensino fundamental) .................................................... 23 Giba Assis Brasil ....................................................................................................................26 Houve uma vez dois verões (ensino médio) ................................................................. 26 Elisa Lucinda ..........................................................................................................................30 A menina transparente (3o e 4o anos do ensino fundamental) ...................................... 30 Fábio Moon e Gabriel Bá .......................................................................................................33 O alienista (ensino médio) .............................................................................................. 33 Gustavo Bernardo ..................................................................................................................36 O mágico de verdade (5º e 6º anos do ensino fundamental) ........................................ 36 Heloísa Seixas ........................................................................................................................40 Contos mais que mínimos (ensino médio) ................................................................... 40 Lenice Gomes ......................................................................................................................... 42 Mafuá dos magafamágicos (1º e 2º anos do ensino fundamental)............................... 42 Leonardo Brasiliense .............................................................................................................45 Whatever (ensino médio) ................................................................................................ 45 Luiz Antonio Aguiar................................................................................................................48 Quem matou o livro policial? (6º ao 9º anos do ensino fundamental) ......................... 48 Marcelino Freire ...................................................................................................................... 54 Rasif: mar que arrebenta (ensino médio) ...................................................................... 54 Mauricio de Sousa ..................................................................................................................58 MSP + 50: Mauricio de Souza por mais 50 artistas (1º ao 5º anos do ensino fundamental) ............................................................................ 58 Regina Rennó ......................................................................................................................... 61 Cheiro de mato (1º e 2º anos do ensino fundamental) ...................................................61


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Ricardo Azevedo ....................................................................................................................63 Contos de espanto e alumbramento (5º e 6º anos do ensino fundamental) ............... 63 Rodrigo Lacerda .....................................................................................................................65 O fazedor de velhos (7o, 8o e 9o anos do ensino fundamental)...................................... 65 Roseana Murray ..................................................................................................................... 67 Poemas e comidinhas (1o e 2o anos do ensino fundamental) ........................................67 Sérgio Capparelli ....................................................................................................................69 50 fábulas da China fabulosa (5º ano do ensino fundamental) .................................... 69 Silvana Tavano........................................................................................................................ 74 Como começa? (1º e 2º anos do ensino fundamental) .................................................. 74 Tânia Zagury............................................................................................................................76 O estranho sumiço do morcego (1o e 2o anos do ensino fundamental) ....................... 76 Telma Guimarães Castro Andrade ........................................................................................78 O diário (nem sempre) secreto de Pedro (3º e 4º anos do ensino fundamental) ........ 78 Ziraldo......................................................................................................................................80 O menino quadradinho (3º e 4º anos do ensino fundamental) ..................................... 80

JorNight Chico Caruso ..........................................................................................................................85 Lula lá - Parte 2 - a sucessão! - o humor na história do Brasil de 2006 a 2010 ....... 85 Elisa Lucinda .......................................................................................................................... 87 Parem de falar mal da rotina (ensino médio noturno e cursos técnicos) .......................87 Humberto Gessinger ..............................................................................................................90 Pra ser sincero: 123 variações sobre o mesmo tema ................................................ 90 Paulo Caruso ..........................................................................................................................93 Avenida Brasil - enfim um país sério! .......................................................................... 93 Canção da 14ª Jornada Nacional de Literatura ....................................................................... 96 Orientações para a Pré-Jornadinha ..........................................................................................97 Autores e obras indicados para a Pré-Jornadinha ................................................................... 99


Apresentação 6ª Jornadinha Nacional de Literatura: preparando jovens leitores para o diálogo com escritores, contadores de história, artistas Vozes surgem de todos os lados. Cores vibrantes passam a ampliar olhares, inclusive os menos atentos. Manifestações da escrita emergem de diferentes suportes – no livro, em cadernos de atividades, em cadernos de leitura, na tela do computador, em blogs, em sites, nas redes de relacionamento, nos meios de comunicação mais tradicionais e nos mais complexos e mais contemporâneos como os celulares. Empregos originais da palavra constituem linguagens para o desenvolvimento estético. Vozes de crianças, pré-adolescentes, adolescentes, adultos, sejam professores, sejam pais, interessados no desenvolvimento de uma cidadania cultural mesclam-se às vozes das personagens de textos literários os mais diversos. Dinamizam-se acervos de bibliotecas escolares, de bibliotecas públicas, de cantinhos da leitura, de prateleiras de livrarias. É o anúncio da proximidade da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Agora, em agosto! Nós, que integramos a comissão organizadora interinstitucional – Universidade de Passo Fundo e Prefeitura Municipal – da sexta edição da Jornadinha, no contexto da 14ª Jornada Nacional de Literatura, e melhor, no momento em que estaremos celebrando trinta anos das Jornadas Literárias de Passo Fundo, continuamos a acreditar na movimentação cultural que viabiliza, concretamente, a formação de leitores. Muitas atividades nas escolas de diferentes sistemas de ensino. São professores, alunos, pais interessados no envolvimento com novos livros, no relacionamento com novos autores, na preparação para o grande diálogo que ocorrerá no período de 22 a 26 de agosto de 2011 no complexo do Circo da Cultura, Campus I da Universidade de Passo Fundo, Rio Grande do Sul. Constata-se, ainda, uma grande diversificação de materiais de leitura, do impresso ao digital, que têm estimulado, fortemente, o desenvolvimento da leitura. Aumenta a expectativa pelas manifestações artísticas: pintura, ilustração, teatro, música, contação de histórias, fotografias. O universo da leitura torna-se muito mais amplo, criando novos estímulos no envolvimento com o ato de ler. A trajetória exitosa das Jornadinhas se deve aos professores, aos alunos, aos pais que têm acreditado no poder transformador da leitura literária. Deve-se, também, ao atendimento aos desafios que têm sido apresentados pela comissão interinstitucional coordenadora das Jornadinhas. Em 2009, por ocasião da 5ª Jornadinha, mais de 17 mil alunos desses níveis de ensino participaram de forma entusiástica da programação que centralizou as discussões em torno do tema “Arte e tecnologia: novas interfaces”. Importantes debates foram realizados. Reconhecendo o interesse do público-alvo da Jornadinha pela leitura e escrita realizadas na tela, aliadas às questões de relacionamento nas redes sociais, os debates demonstraram a necessidade de serem aprofundados os estudos que explicam a necessária ampliação dos materiais de leitura em distintos suportes. Torna-se mais que urgente a preparação de mediadores de leitura capazes de acompanhar o ritmo acelerado imposto pelos jovens nesses processos, a fim de compreender os labirínticos caminhos escolhidos por esses leitores hipertextuais e o resultado de suas leituras. Em 2011, estamos preparando uma programação muito diversificada, muito rica, sustentada pelo tema “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias” para oferecer aos jovens leitores do 1º ao 4º ano, do 5º ao 9º ano e do ensino médio que participarem desta grande festa da leitura, a fim de que se envolvam, ainda com maior entusiasmo, com novos materiais de leitura. É necessário que os olhares atentos façam saltar das prateleiras os livros dos autores convidados para o grande diálogo que acontecerá em agosto próximo. É mais que importante navegar em sites que possam suscitar discussões sobre temas transversais que estejam envolvidos com o tema central proposto. Cada leitor, independentemente da idade, é um nó da grande rede em que se constitui a leitura neste país e fora dele. Vivemos tempos de globalização. Envolvendo-se com textos impressos, ou mes-


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mo com textos apresentados nas diferentes mídias, apreciando manifestações artísticas e culturais em distintas linguagens, esses nós ampliarão a rede de leitores, concedendo importância similar a todos os seus integrantes, garantindo uma comunicação em nível de excelência e, o que é melhor, um aprofundamento no processo de construção da cidadania cultural. Talvez vocês estejam querendo saber mais sobre esse processo. Lembrem-se: cidadão é o habitante da cidade. Esse sujeito precisa ter as condições para dar significado a tudo que compõe o seu entorno, às peculiaridades das distintas comunidades de que faz parte, sejam físicas, sejam virtuais, implicando a realização de seus deveres sem que sejam omitidos os seus direitos. Tudo faz parte de uma construção coletiva crítica, na qual o ato de ler é fundamental para que todos sejam sujeitos de seus próprios atos, numa relação de compromisso com o aprimoramento do meio em que vive, com a transformação do mundo para melhor. Conclamamos todos e todas a participarem da preparação de mais uma Jornadinha, agora em sua sexta edição nacional, com vistas a ampliarmos o número de leitores, de leitores literários, de leitores digitais críticos, emancipados. Ler antecipadamente as obras dos autores convidados, nomes reconhecidos pela qualidade de suas obras que estarão no Circo da Cultura em breves meses, é oportunidade singular para contribuir com o processo de desenvolvimento de leitores comprometidos com o seu tempo, com a tradição cultural e com a construção do tempo futuro. Agradecemos o apoio do governo federal por intermédio do Ministério da Educação, do Ministério da Cultura, do Ministério de Ciência e Tecnologia, do Ministério do Turismo, da Lei de Incentivo à Cultura – Mecenato. Da mesma forma, agradecemos a sensibilidade do governo estadual, viabilizado pelas Secretarias de Estado da Educação, da Cultura e de Ciência e Tecnologia e da Lei de Incentivo à Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Ao governo municipal, pela parceria de copromoção desta 14ª Jornada e da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Desejamos destacar o apoio das editoras brasileiras para que pudéssemos constituir um elenco tão importante de escritores convidados. Nossa palavra se dirige a você, caro professor, a você, distinta professora, a vocês, estimados jovens leitores, amigas leitoras: aceitem o convite para se envolverem no universo das sugestões de práticas leitoras multimidiais constantes deste Caderno de Atividades. Ampliem o conteúdo das mesmas com suas próprias sugestões, que poderão ser democratizadas nas exposições de trabalhos que serão realizadas no contexto do Circo da Cultura. Estaremos vibrando com a qualificação do nível de leitura que cada um e cada uma se propõem a desenvolver. Não percam a oportunidade de qualificar a sua cidadania pelo viés de uma educação comprometida com o aprimoramento humano por intermédio do desenvolvimento de uma cidadania cultural e crítica. Seu lugar está reservado no Circo da Cultura. Não deixem que outros ocupem o lugar que é seu. Aguardamos vocês. Prof. Dr. Tania Mariza Kuchenbecker Rösing


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Andréa Del Fuego Andréa Del Fuego (São Paulo, SP, 1975) realizou o curta-metragem Morro da Garça, inspirado nas paisagens de Guimarães Rosa. O vídeo fez parte do Encontro com Guimarães Rosa, realizado no Centro Cultural São Paulo em 1996. Em 1998 trabalhou na Revista da Rádio Cult 89FM, 89F respondendo a dúvidas sexuais dos leitores. Passou, então, a colaborar em sites e revistas, como a inglesa Touch Magazine e Vogue cola RG. RG Além de escrever Sociedade da caveira de cristal (2007), é autora de três livros de contos: Minto enquanto posso (2004), Nego tudo (2005) e Engano seu (2007). Participou das antologias +30 mulheres (2 que estão fazendo a nova literatura brasileira e Os cem menores q contos brasileiros do século, entre outras. Mantém o blog andreac delfuego.wordpress.com. d

Sociedade da caveira c de cristal (ensino médio) O mundo vive uma epidemia causada por um vírus desconhecido, o, o Bola. O vírus já matou muita gente, inclusive o avô de Vítor, um garoto o superesperto de treze anos, magricela, com espinhas na cara, que vive e alienado do mundo na frente de seu computador. Por causa de Samara,, por quem é apaixonado, o jovem descobre um jogo na internet, o Skull, e acaba entrando para a misteriosa Sociedade da Caveira de Cristal. Para avançar no jogo, Vítor tem de deixar o computador ligado, a internet conectada e pegar no sono, pois é em sonho que o jogo continua. Assim, todos os jogadores sonham o mesmo sonho e vivem a mesma aventura. Mas Vítor, Samara e o esperto Jorjão (que é dono de uma lan house) percebem que algo está errado nessa história e que, juntos, poderão defender o mundo do Bola. Materiais e recursos Livro Sociedade da caveira de cristal, de Andréa Del Fuego Material de uso comum Filme A origem, de Christopher Nolan CD Novo Millenium, de Os Mutantes Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Apresentar a autora Andréa Del Fuego. 3. Apresentar o livro Sociedade da caveira de cristal, de Andréa Del Fuego, e solicitar a sua leitura. 4. Questionar os alunos se, dentre os jogos de videogame que preferem, algum é semelhante ao que Vítor joga no livro. 5. Diferentemente de outros jogos, o do livro tem partidas que acontecem nos sonhos de seus participantes. Exibir o filme A origem, que possui uma premissa semelhante. 6. Mostrar aos alunos que a temática dos sonhos faz parte de várias áreas, como do surrealismo nas artes visuais, da música psicodélica, do teatro do absurdo nas artes cênicas, etc. Apresentar-lhes as obras surrealistas do pintor Salvador Dalí, propor a audição da música psicodélica


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“Ando meio desligado”, de Os Mutantes, e fazer a leitura de parte da peça A cantora careca (Anexo 2), de Eugene Ionesco, a qual, apesar do nome, não possui nenhuma cantora entre seus personagens, mas, diálogos e situações incomuns. Trabalho final Sugestão 1 Solicitar que os alunos relatem alguns de seus sonhos, marcantes ou recorrentes, como, por exemplo, sonhos com bichos, de correr sem sair do lugar, com a sensação de estar caindo, voando, etc. Organizados em grupos de quatro ou cinco, os alunos deverão reunir seus sonhos numa histórica única, ou seja, deverão criar uma história que possua elementos dos sonhos de cada um, assim como no livro, cujos personagens precisavam sonhar um mesmo sonho para poderem participar do jogo da Sociedade da Caveira de Cristal. Postar a produção no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura: produção textual Artes visuais: surrealismo Teatro: teatro do absurdo Música: música psicodélica Biologia: vírus. Informática: programação de computadores, vírus, realidade virtual. Na mídia Seguir a autora Andréa del Fuego no Twitter: @andreadelfuego Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências DEL FUEGO, Andréa; COELHO, Rogério. Sociedade da caveira de cristal. São Paulo: Scipione, 2007. A ORIGEM. Direção de: Christopher Nolan. Estados Unidos: Warner. 1 CD. OS MUTANTES. Novo Millennium CD. São Paulo: Universal, 2005. DEL FUEGO, Andréa. Andréa del Fuego. Disponível em: <http://www.andreadelfuego.wordpress. com>. Acesso em: 2 fev. 2011. EDITORA SCIPIONE. Disponível em: <http://www.scipione.com.br/mostra_livro_paradidatico. asp?bt=2&id_livro=1310>. Acesso em: 2 fev. 2011. IONESCO, Eugene. A cantora careca. Disponível em: <http://www.confederacaodascolectividades. com/docs/a%20cantora%20careca.pdf>. Acesso em: 21 mar. 2011. IONESCO, Eugene. A cantora careca. São Paulo: Papirus. MÚSICA PSICODÉLICA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/M%C3%BAsica_psicad%C3%A9lica>. Acesso em: 2 fev. 2011. SURREALISMO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Surrealismo>. Acesso em: 2 fev. 2011. TEATRO DE ABSURDO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Teatro_do_absurdo>. Acesso em: 2 fev. 2011.


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Anexo 1

Os sonhos nas artes Desde tempos remotos, inúmeras criações artísticas apresentaram a temática dos sonhos. Algumas vezes este tema apareceu subentendido, não remetendo diretamente aos conceitos dos sonhos, mas apresentando situações absurdas e alucinógenas semelhantes a eles. Três momentos das artes chamam a atenção neste caso, o surrealismo nas artes visuais e na literatura; o teatro do absurdo nas artes cênicas; e a música pscicodélica no cenário musical dos anos 60. A seguir observaremos algumas de suas características. O surrealismo foi um movimento artístico e literário surgido primeiramente em Paris dos anos 20, inserido no contexto das vanguardas que viriam a definir o modernismo no período entre as duas grandes guerras mundiais. Reúne artistas anteriormente ligados ao dadaísmo ganhando dimensão internacional. Fortemente influenciado pelas teorias psicanalíticas de Sigmund Freud (1856-1939), mas também pelo marxismo, o surrealismo enfatiza o papel do inconsciente na atividade criativa. Um dos seus objetivos foi produzir uma arte que, segundo o movimento, estava sendo destruída pelo racionalismo. O poeta e crítico André Breton (1896-1966) é o principal líder e mentor deste movimento. Teatro do absurdo foi um termo criado pelo crítico austríaco Martin Esslin, que tinha como centro de sua obra o tratamento de forma inusitada da realidade. É uma forma do teatro moderno que utiliza, para a criação do enredo, nas personagens e no diálogo, elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e sociedade. A expressão foi cunhada por Martin Esslin, que fizera dela o título de um livro sobre o tema. As peças dariam a articulação artística da “filosofia” de que a vida é intrinsecamente sem significado, como ilustrado em sua obra O Mito de Sísifo. Embora o termo seja aplicado a uma vasta gama de peças de teatro, algumas características coincidem em muitas das peças: uma ampla comédia, muitas vezes semelhante ao vaudeville, misturada com imagens horríveis ou trágicas; personagens presas em situações sem solução, forçados a executar ações repetitivas ou sem sentido; diálogos cheios de clichês, jogo de palavras e nonsense; enredos cíclicos ou absurdamente expansivos; paródia ou desligamento da realidade e o conceito de well-made play (‘peça bem-feita). A música psicadélica, ou música psicodélica, é um tipo de produção musical “intimista” (ou seja, conota reflexão sobre processos internalistas do comportamento), cujos temas mais centrais exploram bastante “subjetividade”, “loucura”, “obsessão”, “imagens”, “alucinações” e “melancolia”. As principais características do estilo são músicas instrumentais muito longas e efeitos sonoros especiais (tais como vozes repentinas durante movimento de corte do ritmo da música, risos “imotivados” trazendo como referência quadros clínicos de alucinação ou desespero), muitas vezes com harmonias contrastantes e experimentais. Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Anexo 2

A cantora careca Cena 1 Interior burguês de uma casa inglesa, com poltronas inglesas. Tarde inglesa. O Sr. Smith inglês, sentado na poltrona com chinelos ingleses, fuma seu cachimbo inglês, lendo um jornal inglês, perto da lareira inglesa. Usa óculos ingleses e um pequeno bigode esbranquiçado inglês. Ao seu lado, numa outra poltrona inglesa, a Sra. Smith, inglesa, remenda meias inglesas. Um longo momento de silêncio inglês. O relógio inglês dá 17 badaladas inglesas. A SMITH: Veja, são nove horas. Tomamos sopa, comemos peixe, batatas com toicinho e salada inglesa. As crianças beberam água inglesa. Comemos bem esta noite. É porque moramos nos arredores de Londres e o nosso nome é Smith. O SMITH: (continuando a ler, estala a língua). A SMITH: As batatas vão muito bem com o toicinho e o azeite da salada não estava rançoso. O azeite do vendeiro da esquina é de melhor qualidade que o azeite do vendeiro da frente; é até melhor que o azeite do vendeiro da esquina de baixo. Mas isso não quer dizer que para eles o azeite seja ruim. O SMITH: (continuando a ler, estala a língua). A SMITH: Mas, mesmo assim, o azeite do vendeiro da esquina é sempre melhor. O SMITH: (continuando a ler, estala a língua).


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Cena 2 A SMITH: Mary, desta vez, cozinhou bem as batatas. Da última vez, ela não as deixou cozinhar direito. Eu só gosto de batatas quando elas estão bem cozidas. O SMITH: (continuando a ler, estala a língua). A SMITH: O peixe estava fresco. Eu lambi os beiços. Repeti duas vezes. Não, três vezes. Por causa disso tive de ir ao banheiro. Você também repetiu três vezes. Só que da última vez, você comeu menos que das duas primeiras vezes, enquanto eu comi muito mais. Comi melhor que você esta noite. Por que será? Geralmente é você que come mais. Não é por falta de apetite. O SMITH: (estala a língua). A SMITH: Mas a sopa estava um pouco salgada demais. Estava mais salgada você. Ah, ah, ah. O SMITH: (continuando a ler, estala a língua) A SMITH: O yogurt é excelente para o estômago, os rins, a apendicite e a apoteose. Foi o que me disse o Dr. Mackenzie-King, que trata dos filhos dos nossos vizinhos, os Johns. É um bom médico. Podese ter confiança nele. Nunca receita um remédio que não tenha experimentado nele próprio. Antes de fazer a operação no Parker, fez-se operar do fígado, sem estar absolutamente doente. O SMITH: Mas então por que não aconteceu nada com o doutor e o Parker morreu? A SMITH: Ora essa, porque a operação foi bem-sucedida para o doutor e mal-sucedida para o Parker. Fonte: A confederação das colectividades. Endereço: www.confederacaodascolectividades.com/docs/a%20careca.pdf


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Antonio Carlos Vilela Antonio Carlos Vilela (São Paulo, SP, 1966). Após infância e adolescência tranquilas, entrou no curso de Cinema da Universidade de lesc São Paulo, em 1985. Entre 1992 e 1995, trabalhou escrevendo roteiros para vídeos institucionais e de treinamento. Nesses anos todos executou outra atividade, a de tradutor. Entre os muitos livros traduex zidos, destacam-se A pequena cadete espacial, Coisas que toda gazi rota deve saber, de Samantha Rugen, e As aventuras completas de r Sherlock Holmes, de Arthur Conan Doyle.

Coisas que os(as) garotos(as) devem saber (7º, 8º e 9º anos do ensino fundamental) Assim como você, a Mônica, o Cebolinha, ha, o Cascão e a Magali cresceram e passaram a ver Casc os gatinhos e gatinhas do bairro do Limoeiro com ga outros outro olhos. Mas quando o corpo muda de repente, pent é supernormal ficar com dúvidas sobre bre menstruação, TPM, ereção, sexualidade e – men claro! cla – o funcionamento do corpo de garotos os e garotas. Como se fosse uma conversa íng ntima tim entre amigas e grandes amigos, aqui ui você vo vai encontrar informações seguras soobre b saúde, beleza, higiene íntima, compor-tamento e relacionamento para ficar com ta a autoestima lá em cima e se relacionar legal com a galera, seja na esc escola, seja no celular, na internet ou na casa sa de amigos. Pra garantir o clima, o projeto gráfico é moderno e dinâmico, com ilustrações incríveis em estilo mangá. Tudo a ver com a Turma da Mônica Jovem! MaterIais e recursos Livros Coisas que os garotos devem saber e Coisas que as garotas devem saber, de Antonio Carlos Vilela Livro Drogas: uma história que precisa ter fim, de Mauricio de Sousa Filme Kids, de Larry Clark Gibis da Turma da Mônica e da Turma da Mônica Jovem Computador com internet Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Realizar uma enquete com os alunos perguntando se leem ou já leram gibis da Turma da Mônica, criados por Mauricio de Sousa. 3. Mostrar-lhes os gibis da Turma da Mônica e Turma da Mônica Jovem expondo a diferença entre os personagens quando crianças e, agora, quando adolescentes, ressaltando as suas mudanças físicas.


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4. Apresentar os dois livros do autor Antonio Carlos Vilela: Coisas que 4 todo garoto devem saber e Coisas que toda garota devem saber. 5 5. Propor ao professor de ciências uma discussão sobre os assuntos apresentados nos livros, especialmente sobre as doenças sexualmente transmissíveis. 6. 6 Solicitar que os alunos relatem situações relacionadas ao uso de drogas envolvendo amigos, familiares, vizinhos ou conhecidos. Pode-se usar como referência o livro Drogas, uma história que precisa ter fim, de Mauricio de Sousa. 7. Exibir trecho do filme kids, 7 Kids (1995) - Nova York serve de cenário para mostrar o conturbado mundo que mostra a realidade de dos adolescentes, que indiscriminaum jovem que mora na cidadamente consomem drogas e quase nunca praticam sexo seguro. Um garode de Nova York e faz sexo to, que deseja só transar com virgens, sem proteção, transmitindo o e uma jovem, que só teve um parceivírus HIV para outros jovens. ro, mas é HIV soropositivo, servem de base para tramas paralelas, que mostram como um adolescente pode prejudicar seriamente sua vida se não estiver bem orientado. http://www.adorocinema.com/filmes/ kids/

Trabalho final Sugestão 1 Motivar os alunos a pesquisarem entre os jovens da escola ou do bairro onde moram sobre as atividades que praticam para se divertir e sobre o que fazem no tempo livre. Solicitar que produzam um texto relatando o resultado da pesquisa, o qual deverá ser lido e debatido em sala de aula. Sugestão 2 Solicitar uma produção textual na qual o aluno expresse a sua opinião sobre drogas, sexo sem proteção e sobre a vida desenfreada que muitos levam, tomando como exemplo fatos que possam ter vivido com os amigos ou até na própria família. Postar a produção no blog da Jornadinha http:// jornadinha.blogspot.com/. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: produção textual Informática: leitura e produção de textos nas interfaces do computador Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências DOENÇA sexualmente transmissível - Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <pt.wikipedia. org/wiki/Doen%C3%A7a_sexualmente_transmiss%C3%ADvel>. Acesso em: 13 jan. 2011. DROGA - Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Drogas>. Acesso em: 13 jan. 2011. FOLHA.COM - Folhateen - Sexo oral desprotegido coloca você em risco de contrair DST, inclusive HIV - 29/11/2010. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folhateen/837727-sexo-oral-desprotegido-coloca-voce-em-risco-de-contrair-dst-inclusive-hiv.shtml>. Acesso em: 17 jan. 2011. SOUSA, Mauricio de. Drogas: uma história que precisa ter fim.2. ed. São Paulo: Ave-Maria, 2002. 64p. VILELA, Antonio Carlos. Coisas que os garotos devem saber. São Paulo: Melhoramentos, 2010. 95p. (Turma da Mônica Jovem) ______. Coisas que as garotas devem saber. São Paulo: Melhoramentos, 2010. 104p. (Turma da Mônica Jovem) KIDS. Direção de: Larry Clark. Produtor: Gus Van Sant. EUA: Play Arte, 1995. 1DVD. 96min.


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Anexo 1

Sexo oral desprotegido coloca você em risco de contrair DST, inclusive HIV Chupar bala com embalagem e lamber sorvete através de um vidro são algumas das piadas que aparecem entre jovens quando o assunto é fazer sexo oral com camisinha. Carlos Cecconello/Folhapress

Sexo oral “com embalagem” é o jeito seguro de fazer

O tema, no entanto, não é para brincadeira. Colocar a boca no pênis, na vagina e no ânus sem proteção pode transmitir uma série de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) – inclusive HIV. Uma pesquisa realizada com universitários mostrou que 59,8% deles nunca usavam camisinha para fazer sexo oral. Mais: 48,6% desses jovens nem sabiam dos riscos de contágio. “Quando eles usam camisinha, estão pensando apenas em evitar a gravidez”, explica a ginecologista Maria Eugenia Caetano, autora da pesquisa. “E sexo oral e sexo anal não engravidam.” A prática oral, em alguns casos, não é nem vista como sexo, entre adolescentes. “Você quer transar e a garota não quer. Então, faz oral mesmo”, diz Felipe (nome fictício), 16. “É mais fácil de convencer elas. E, com camisinha, deve ser sem graça.” O uso do preservativo é recomendado inclusive para garotos fazerem sexo oral em garotas. Nos EUA, foi criado um produto só para isso, o “dental dam”. No Brasil, segundo a Folha apurou, as tentativas de introduzir o produto não trouxeram resultados e foram abortadas. Na esperança de que a moda pegue, empresas lançaram no Brasil, neste ano, camisinhas com sabores que vão do morango à banana, passando por chocolate. (Folha de São Paulo, 29 nov. 2010)


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Caio Riter Caio Riter (Porto Alegre, RS, 1962), formado em Jornalismo e Letras, é mestre e Doutor em Literatura Brasileira pela Universidade Federal do d Rio Grande do Sul. É professor de língua portuguesa no ensino fundamental e médio, atuando também como professor universitário em fund cursos de graduação e pós-graduação. É autor de vários livros, com os cur quais conquistou algumas distinções literárias, como os prêmios Açoqu rianos, Barco a Vapor, Orígenes Lessa e o Selo Altamente Recomenria dável. Também teve obras selecionadas para o Catálogo de Bolonha e dá o White Ravens. De sua autoria, citam-se aqui apenas os mais recentes: O tesouro iluminado e Eduarda na barriga do dragão, da editora t Artes e Ofícios. A

O tesouro iluminado (3º e 4º anos do ensino fundamental) Luísa e João moram num lugar legal. Muitas árvores e uma praça bacaacana onde a gurizada brinca solta e, nos dias de vento, empina pipas de todas das as cores e formatos. Pipas coloridas que enfeitam um céu muito azul. Num desses dias de céu bem azul e sol forte, ao recolherem suas as pipas, os dois amigos tiveram uma surpresa e tanto: um pequeno tesouro ro veio dependurado numa das pandorgas, um tesouro iluminado! Muito felizes com o presente que veio do céu, Luísa e João decididiram que aquele seria um segredo só deles. Assim, guardaram sua pequeena relíquia a sete chaves. O que não esperavam é que outra surpresa a viria: o tesouro tão bem guardado, de repente, deixa de brilhar... Materiais e recursos Livro O tesouro iluminado, de Caio Riter Computador com internet Material de uso comum Aparelho de som com CD player Música “Estrela, estrela”, de Vitor Ramil Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Contar a história O tesouro iluminado por meio de teatro de imagens, evitando contar a história de Alva. 3. Solicitar que os alunos criem uma história para a estrela Alva, como propõe Caio Riter em seu livro. Questioná-los sobre o que acham que aconteceu antes de a estrela conhecer João e Luísa. 4. Ler algumas das histórias escritas pelos alunos. Na sequência, contar à turma a história da estrela Alva, de Caio Riter. 5. Propor a audição da música “Estrela, estrela”, composta por Vitor Ramil. Após a audição, perguntar se a estrela da história era como a estrela da música.


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Estrela, estrela Vitor Ramil Tão só, tão só E nunca sofrer Brilhar, brilhar Quase sem querer Deixar, deixar Ser o que se é No corpo nu Da constelação Estás, estás Sobre uma das mãos E vais e vens Como um lampião Ao vento frio De um lugar qualquer É bom saber Que és parte de mim

6. Explicar aos alunos o que é uma constelação, ilustrando por meio de algumas imagens.

Assim como és Parte das manhãs Melhor, melhor É poder gozar Da paz, da paz Que trazes aqui Eu canto, eu canto Por poder te ver No céu, no céu Como um balão Eu canto e sei Que também me vês Aqui, aqui Com essa canção

No senso comum, uma constelação é um grupo de estrelas que aparecem próximas umas das outras no céu, que, quando são ligadas, formam uma imagem de um animal, objeto ou seres fictícios. Em gramática, é o coletivo de estrelas (qualquer conjunto de estrelas pode ser chamado de constelação). http://pt.wikipedia.org/wiki/Constela% C3%A7% C3%A3o

Trabalho final Sugestão 1 Solicitar aos alunos uma pesquisa sobre as estrelas na internet ou em livros. Após, proporcionarlhes um espaço para que socializem as pesquisas realizadas. Sugestão 2 Fazer com os alunos uma estrela de origami, disponível no site http://www.comofazerorigami.com. br/origami-de-estrela-diagrama/. Cada aluno deverá fazer mais de uma estrela, para que seja montado um painel com as constelações da turma. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: produção textual Artes visuais: dobradura/origami Música: Sensibilização musical Ciências: constelações e estrelas Na mídia Participar do blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional


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Referências RITER, Caio Dussarrat. O tesouro iluminado. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2010. RAMIL, Vitor. Estrela, estrela. In: ______. Tambong. Pelotas: Satolep Music, 2000. 1 CD. ARTES E OFÍCIOS EDITORA. Disponível em: <https://arteseoficios.websiteseguro.com/loja/obras_ det.php?id=296>. Acesso em: 4 jan. 2011. CONSTELAÇÃO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Constela%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em: 4 jan. 2011. ESTRELA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Estrelas >. Acesso em: 4 jan. 2011. ESTRELA D’ALVA – Antônio Nóbrega (letra e vídeo). Disponível em: <http://letras.terra.com.br/antonio-nobrega/192475/ >. Acesso em: 4 jan. 2011. ESTRELA D’ALVA – Luiz Marenco (letra e vídeo). Disponível em: <http://letras.terra.com.br/luizmarenco/1238788/>. Acesso em: 4 jan. 2011. ORIGAMI DE ESTRELA – Diagrama – Como fazer Origami. Disponível em: <http://www.comofazerorigami.com.br/origami-de-estrela-diagrama/>. Acesso em: 4 jan. 2011. VITOR RAMIL. Disponível em: <http://www.vitorramil.com.br/menu.htm>. Acesso em: 4 jan. 2011.


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Christopher Kastensmidt Christopher Kastensmidt (Houston, EUA, 1972) vive no Brasil há dez anos, residindo em Porto Alegre. Cursou Engenharia de Computação na Rice University, em Houston, Texas. No Brasil, foi sócio-diretor da empresa Southlogic Studios e diretor criativo da Ubisoft. Criou o conceito original e design do jogo infantil Casamento dos sonhos, o co videogame brasileiro mais vendido de todos os tempos. vi Kastensmidt é finalista do prêmio Nebula, o prêmio mais importante da literatura fantástica dos Estados Unidos, na categoria de p Melhor Noveleta, pela obra O encontro fortuito de Gerard van Oost M e Oludara.

O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara (ensino médio) O conto, originalmente escrito em inglês, foi publicado em edição brasirasileira recentemente pela editora Devir com o nome de O encontro fortuito de Gerard Van Oost e Oludara, num volume, no qual também figura a história ria A travessia, de um dos grandes militantes da ficção de fantasia no Brasil, sil, Roberto de Sousa Causo. Amparado numa ampla pesquisa sobre o Brasil sil colonial e usando o manancial mitológico com o qual tomou contato no o Brasil, Kastensmidt planeja para seus dois personagens, o holandês Van n Oost e o guerreiro africano Oludara, uma série de aventuras ambientadas s num Brasil colonial selvagem, cheio de mistério e de criaturas mágicas. Materiais e recursos Livro O encontro fortuito de Gerard van Oost de Oludara de Christopher Kastensmidt Filme As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de Andrew Adamson Computador com internet Projetor multimídia Atividades propostas 1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias” e o autor Christopher Kastensmidt. 2. Solicitar a leitura da obra O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara. 3. Definir o gênero fantástico e seus três subgêneros: ficção científica, fantasia e horror (ou terror). Ressaltar que a obra de Kastensmidt pertence ao subgênero fantasia. Segundo Tzvetan Tododorv em seu livro Introdução à literatura fantástica, o fantástico é a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, face a um acontecimento aparentemente sobrenatural [...] Há um fenômeno estranho que se pode explicar de duas maneiras, por meio de causas do tipo natural e sobrenatural. A possibilidade de se hesitar entre os dois criou o efeito fantástico (p. 31).


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Ficção científica: A ficção científica é uma forma de ficção desenvolvida no século XIX, que lida principalmente com o impacto da ciência, tanto verdadeira como imaginada, sobre a sociedade ou os indivíduos. O termo é usado, de forma mais geral, para definir qualquer fantasia literária que inclua o fator ciência como componente essencial, e, num sentido ainda mais geral, para referenciar qualquer tipo de fantasia literária. Fantasia: A fantasia é um gênero que usa a magia e outras formas sobrenaturais como elemento principal do enredo, da temática e/ou da configuração. Muitos trabalhos dentro do gênero ocorrem em planos de ficção ou planetas onde a magia é comum. A fantasia é geralmente distinguida da ficção científica e horror pela expectativa de que ela fica longe de temas científicos e macabros, respectivamente, embora exista uma grande sobreposição entre os três gêneros (que são subgêneros da ficção especulativa). Horror: Oficialmente, o horror teve sua primeira definição na literatura como romance gótico ou, como Todorov chama, romance negro. Histórias que possuíam qualidades ligadas à literatura fantástica de provocar medo. Um critério abordado por H. P. Lovecraft, um dos principais nomes do horror literário, é o de utilizar a experiência do medo que o leitor possui para criar o temor. http://pt.wikipedia.org/wiki/Literatura_fant%C3%A1stica

4. Na cultura popular, o gênero da fantasia é dominado por sua forma medievalista, especialmente desde o sucesso de As crônicas de Nárnia, de C.S. Lewis. Exibir trechos do filme As crônicas de Nárnia: o leão, a feiticeira e o guarda-roupa, de Andrew Adamson; após, relacionar os aspectos fantásticos comuns do livro de Christopher com os do filme assistido. Trabalho final Sugestão 1: RPG Na obra de Christopher, a narrativa sugere a realização de um jogo de RPG. Solicitar aos alunos uma pesquisa sobre esse tipo de jogo; em seguida, formar grupos de no máximo seis pessoas para jogar uma partida de RPG. Sugestão 2: Subgêneros fantásticos Propor aos alunos uma pesquisa na qual relacionem obras literárias e filmes com os subgêneros da narrativa fantástica, a ficção, a fantasia e o horror. Em seguida, numa apresentação com slides, deverão apresentar aos demais colegas a pesquisa. Sugestões de interdisciplinaridade Literatura: literatura fantástica Informática: Internet Jogos: RPG Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Acessar o site do autor http://www.eamb.org/brasil/ Acessar o blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/ Referência KASTENSMIDT, Christopher. O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara. São Paulo: Devir, 2010. TODOROV, Tzvetan. Introdução à literatura fantástica. São Paulo: Perspectiva, 1992. AS CRÔNICAS de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa. Direção de: Andrew Adamson. Estados Unidos: Walt Disney pictures, 2003. 1DVD. LITERATURA FANTÁSTICA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia. org/wiki/Literatura_fantástica>. Acesso em: 23 mar. 2011.


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Cláudio Fragata Cláudio Fragata (Marília, SP, 1952) é jornalista e escritor. Atualmencomo repórter da revista gastronômica Gosto. Trabalhou na te trabalha tr divisão divis infantil da Editora Globo, onde foi editor da revista Recreio e desenvolveu o projeto editorial dos manuais da Turma da Mônica. Publicou sen os livros infanto-juvenis Seis tombos e um pulinho, O voo supersônico da galinha Galateia, As filhas da gata de Alice moram aqui e Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil, pela editora Record. pa

Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil (7o, 8o e 9o anos do ensino fundamental) No livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil Cláuláudio Fragata apresenta, com ares de crônica literária e poesia romântica, ca, as pegadas que Saint-Exupéry, autor de O Pequeno Príncipe, deixou pelo elo Brasil. O leitor mergulhará, com prazer e surpresa, na inesperada relação ão entre Exupéry e um simples pescador e descobrirá um pouco mais sobre e esse autor tão querido da literatura mundial. Materiais e recursos Computador com internet Projetor multimídia Livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil, de Cláudio Fragata DVD O Pequeno Príncipe, de Stanley Donen Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”, e o autor Cláudio Fragata. 2. Perguntar aos alunos como são suas relações de amizade e o que consideram uma amizade verdadeira. Após suas considerações, perguntar-lhes se já ouviram a frase “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”, estabelecendo uma relação com os comentários que eles fizeram sobre amizade. Na sequência, o professor deverá complementar, se necessário, citando o nome do autor da frase, Antoine de Saint- Exupéry, e o nome do livro de onde foi retirada, O Pequeno Príncipe (SAINT-EXUPÉRY, 2000, p. 74). 3. Exibir alguns trechos de O Pequeno Príncipe, disponível no site www.cirac.org ou a partir do livro de Saint-Exupéry, em especial o trecho “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. 4. Exibir o filme O Pequeno Príncipe e solicitar que reflitam sobre suas relações de amizade. A amizade, para o filósofo Aristóteles, é uma forma de excelência moral e uma necessidade à vida. O filósofo parece ter razão porque a amizade faz crescer em nós a disposição para a cooperação, o respeito mútuo e a reciprocidade, características que são de fato os alicerces da competência moral. Com os amigos somos mais capazes de pensar sobre as conseqüências de nossas ações no mundo. A disposição para a amizade permite-nos ver o mundo por diferentes pontos de vista, e a isso denominamos “visão descentrada do mundo”, porque não nos fixamos em nós mesmos. Do livro Ética: quem determina nossas escolhas? p. 69.


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5. Levar os alunos a realizar a leitura do livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil, informando que seu enredo é sobre uma história de amizade. 6. Incentivá-los a comentar a leitura do livro, estabelecendo uma relação entre o filme O Pequeno Príncipe e suas relações de amizade. O professor poderá explorar textos da área da filosofia para aprofundar o tema “relações de amizade”.

Pequeno príncipe O adorável e delicado clássico de inocência e descobert tas, do autor Antoine de Saint-Exupéry, chegou às telas pisando firme nas areias do deserto do Sahara, com o olhinhos voltados para as estrelas e espírito brilhante reavivado pelas canções de Alan Jay Lerner e Frederid Loewe (My Fair Lady, Camelot). “A trilha de O Pequeno Príncipe é deliciosa”, diz o New York Times. Deliciosa t também é a história mágica de um piloto perdido no desserto (Richard Kiley) e um menino vindo de um lugar disttante. Juntos, eles compartilham experiências que diverttem, encantam e tocam o coração. Alguém já aprendeu a algo com uma raposa (Gene Wilder)? Já cuidou de uma rrosa por ser a mais especial entre as outras rosas? Já vvisitou um rei distante de tudo e de todos? Observou a m maliciosa dança de uma serpente (Bob Fosse)? O univverso, ou melhor, a vida, é um lugar encantador, ainda mais quando se convive com O Pequeno Príncipe. fonte:www.travessa.com.br/o_pequeno_principe/artigo/c2fe447d-bf1f-4f08-b79e-ca0660b76c10

7. Questionar os alunos se utilizam redes sociais para cultivar suas amizades e solicitar sua opinião sobre elas. Apresentar o texto “Como a internet está mudando a amizade” (Anexo 1) para estimular a reflexão sobre o assunto. Acessar o site da revista Super Interessante http://super.abril. com.br/, da editora Abril, edição de fevereiro de 2011, reportagem “Amizade: por que é impossível ser feliz sozinho” para ter acesso ao texto na íntegra. Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, p principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de quinhentos milhões de usuários, que, juntos, passam b ssetecentos bilhões de minutos por mês conectados ao site – que chegou a ssuperar o Google em número de acessos diários. A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade e está transform mando nossas relações, pois tornou muito mais fácil manter contato com os m amigos e conhecer gente nova. a Trecho do texto “Como a Internet está mudando a amizade” - SUPER 288, T ffevereiro 2011.

Trabalho final Sugestão 1 Orientar os alunos a escreverem um texto sobre as suas relações de amizade. Selecionar alguns textos para serem enviados ao autor Cláudio Fragata no endereço indicado em seu site - http://www. quintaldoclaudio.com.br/ – e postados no blog da 6ª Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/.


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Sugestão 2 Adaptar trechos do filme O Pequeno Príncipe ou do livro Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil para o teatro. O trabalho poderá ser registrado por meio de fotos ou vídeos e postado no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/ Sugestões de interdisciplinaridade Psicologia: relações de amizade Filosofia: Valor das amizades História: a história de Antoine de Saint-Exupéry no cenário de guerras Geografia: localização dos lugares por onde Antoine de Saint-Exupéry passou Literatura e língua portuguesa: produção textual Artes visuais: análise do filme O Pequeno Príncipe Teatro: adaptação e representação Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências FRAGATA, Cláudio. Zé Perri: a passagem do Pequeno Príncipe pelo Brasil. Rio de Janeiro: Record, 2009. SAINT-EXUPÉRY, Antoine de. O pequeno príncipe. Rio de Janeiro: Agir, 2000. O PEQUENO PRÍNCIPE. Direção de: Stanley Donen. EUA: Paramount Pictures: 2004.1 DVD FÁVERO, Alcemira Maria. Ética: quem determina nossas escolhas? Passo Fundo: Méritos, 2009. SUPER INTERESSANTE. São Paulo: Abril, n. 228, fev. 2011. Disponível em: http://super.abril.com. br/cotidiano/amizade-coisas-mais-importantes-nossas-vidas-619643.shtml FRAGATA, Cláudio. Quintal do Cláudio O portal da Literatura Infantil de Cláudio Fragata. Disponível em: <http://www.quintaldoclaudio.com.br/>. Acesso em: 2 fev. 2011. GRUPO EDITORIAL RECORD. Disponível em: <http://www.record.com.br/autor_entrevista.asp?id_ autor=4082&id_entrevista=157>. Acesso em: 2 fev. 2011. O PEQUENO PRÍNCIPE – Tradução em Português por Vinna Fonseca. Disponível em: <http://www. cirac.org/VMF-principe-pt.htm>. Acesso em: 2 fev. 2011. Anexo 1 Como a internet está mudando a amizade Nunca foi tão fácil manter contato e conhecer gente nova pela internet. Graças às redes sociais, nunca tivemos tantos amigos. Mas isso está transformando a própria definição de amizade.

por Camilla Costa Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na internet? Checa seu e-mail, dá uma olhadinha no Twitter, confere as atualizações dos seus contatos no Orkut ou no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao site - que chegou a superar o Google em número de acessos diários. A internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. Mas será que as amizades online não fazem com que as pessoas acabem se isolando e tenham menos amigos offline, “de verdade”? Essa tese, geralmente citada nos debates sobre o assunto, foi criada em 1995 pelo sociólogo americano Robert Putnam. E provavelmente está errada. Uma pesquisa feita pela Universidade de Toronto constatou que a internet faz você ter mais amigos - dentro e fora da rede. Durante a década passada, período de surgimento e ascensão dos sites de rede social, o número médio de amizades das pessoas cresceu. E os chamados heavy users, que passam mais tempo na internet, foram os que ganharam mais amigos no mundo real - 38% mais. Já quem não usava a internet ampliou suas amizades


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em apenas 4,6%. Então as pessoas começam a se adicionar no Facebook e no final todo mundo vira amigo? Não é bem assim. A internet raramente cria amizades do zero - na maior parte dos casos, ela funciona como potencializadora de relações que já haviam se insinuado na vida real. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou que o 20 maior uso do Facebook, depois de interagir com amigos, é olhar os perfis de pessoas de gente que acabamos de conhecer. Se você gostar do perfil, adiciona aquela pessoa, e está formado um vínculo. As redes sociais têm o poder de transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam o mesmo ambiente social que você, mas não são suas amigas) em elos fracos - uma forma superficial de amizade. Pois é. Por mais que existam exceções a qualquer regra, todos os estudos apontam que amizades geradas com a ajuda da internet são mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e crescem fora dela. Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos não. Eles transitam por grupos diferentes do seu, e por isso podem lhe apresentar coisas e pessoas novas e ampliar seus horizontes - gerando uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos, inclusive às amizades antigas. (Revista Super Interessante, n. 288, fev. 2011).


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Daniel Kondo Daniel Kondo (Passo Fundo, RS, 1971) trabalhou nas revistas Capricho, Elle, Cláudia e Superinteressante. Foi finalista do prêmio Jabuti de prich Melhor Melh Ilustrador de 1997, com o livro Domingão jóia, de Flavio de Souza. Com este mesmo escritor realizou o projeto Olha Só, para crianças com deficiência visual. Daniel Kondo é membro da International Board Books def for Young People, organização que promove a integração de autores infanto-juvenis de todo o planeta. Publicou o livro-imagem Tchibum!, com fan concepção do nadador Gustavo Borges, Minhas contas, de Luiz Antoco nio, n e Surfando na marquise, com texto de Paulo Bloise, que integra a ccoleção Ópera Urbana, da editora Cosac Naify.

Minhas contas (1o e 2o anos do ensino fundamental) Minhas contas tematiza a intolerância religiosa ao contarr a história de uma amizade abalada pelo preconceito. O livro revelalase ainda uma bonita celebração da cultura africana, tão importante te para a formação da identidade brasileira. Pedro e Nei são “dois s furacõezinhos” inseparáveis, mas a mãe de Pedro o proíbe de e brincar com o amigo por causa dos fios de contas que ele usa. a. As cores e os objetos do candomblé foram o ponto de partida a para Daniel Kondo conceber as ilustrações, que demonstram as características de importantes orixás. Materiais e recursos Livro Minhas contas, de Daniel Kondo Projetor multimídia Computador com internet Aparelho de som Câmera fotográfica Etapas propostas 1. Apresentar Daniel Kondo aos alunos, ilustrador do livro Minhas contas, e o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Acessar os sites http://www.kondo.com.br/web_2005/index.htm e http://www.operaurbana.com. br/, de Daniel Kondo, para familiarizar-se com o artista e suas obras. 3. Escolher entre as sugestões “África”, do CD Palavra cantada; “Deusa dos orixás”, de Clara Nunes, ou “Canto de Xangô”, de Vinícius de Moraes, para contextualizar o tema abordado no livro. 4. Em círculo, os alunos deverão tecer comentários sobre a ilustração. Em seguida, projetar as ilustrações do livro Minhas contas. 5. Convidá-los para apreciar e realizar uma leitura coletiva da história projetada enfatizando as ilustrações: cores, texturas, linhas e formas que compõem a obra.


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6. Citar outras manifestações artísticas, como música, dança, artes plásticas, teatro, literatura, etc., que retratem o mesmo tema em suas obras. 7. Exibir o vídeo do Youtube Orixás, do grupo de teatro Giramundo, e comentar sobre as várias possibilidades de representar um determinado tema em diferentes suportes. 8. Motivar os alunos a acessar o site http://www.acordacultura.org.br/ para interagir com as histórias, jogos e animações relacionados à cultura africana. Trabalho final Sugestão 1 Convidar os alunos a visitar o site http://www.brincandonarede.com.br/conto/ColecaoBrincando. aspx, para conhecer os contos nos quais aparecem as ilustrações de Kondo e interagir com as atividades propostas, como a foto maluca e ilustrações. As ilustrações e fotos poderão ser relacionadas ao tema explorado em aula. Sugestão 2 Propor uma pesquisa sobre orixás; posteriormente, distribuir aos alunos argila ou materiais alternativos para modelarem uma escultura que represente um orixá. Em círculo, eles deverão dialogar sobre suas pesquisas e serão orientados a contar a história dos orixás por meio do teatro de animação. Sugestão 3 Promover uma intervenção artística na escola convidando, se possível, entidades locais que representem a cultura africana nas diferentes manifestações, como a dança e a música. Registrar por meio de fotos e vídeos as intervenções artísticas e postá-los no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Sugestão 4 Distribuir algumas miçangas/contas para que as crianças comentem sobre seu significado e possibilidades de utilização. Relacionar as contas com o tema ilustrado no livro de Luiz Antonio. Após, incentivar os alunos à criação de histórias, ilustrações e esculturas em estampas com padrões que lembrem a cultura africana ilustrada por Kondo. Registrar por meio de fotos e vídeos e postá-los no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Obs.: Utilizar o livro Eu que fiz, de Ellen e Julia Lupton, para auxiliar nas sugestões de designs e padronagens. Sugestão de interdisciplinaridade História: cultura brasileira Artes visuais: ilustração, intervenção, escultura, produção de instrumentos musicais Música: ritmos brasileiros Teatro: teatro de animação, estátua viva Informática: blog Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências ANTONIO, Luiz. Minhas Contas. São Paulo: Cosac Naify, 2008. BALARDIM, Paulo. Relações de vida e morte no teatro de animação. Porto Alegre: Edição do Autor, 2004. CASTANHA, MARILDA. Agbalá: um lugar- continente. São Paulo: Cosac Naify, 2007.


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LUPTON, Ellen; LUPTON, Julia. Eu que fiz. São Paulo: Cosac Naify, 2008. NADER, Raquel. De alfaias a zabumbas. São Paulo: Paulinas, 2007. OLIVEIRA, Rui de. Pelos Jardins Boboli: reflexões sobre a arte de ilustrar para jovens e crianças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2008. PEREIRA, Edimilson de Almeida. Os reizinhos de Congo. São Paulo: Paulinas, 2004. LIMA, Renato. Chico Rei. São Paulo: Paulus, 2006. PRANDI, Reginaldo. Oxumarê, o Arco Íris: mais histórias dos deuses africanos que vieram para o Brasil com os escravos. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004. SANTA ROSA, Nereide Sichilaro. Religiões e Crenças. São Paulo: Moderna, 2001. NUNES, Clara. A deusa dos orixás. In: ______. Para Sempre Clara. Rio de Janeiro: Som Livre, 2003. 1 CD. TATIT, Paulo; PERES, Sandra. Pé com pé. São Paulo: Palavra cantada, 58’52” : color. 1 DVD. A COR DA CULTURA. Disponível em: <http://www.acordacultura.org.br/ >. Acesso em: 31 jan. 2011. BRAVO AFRO BRASIL: Cultura e Religião Africana. Disponível em: <http://bravoafrobrasil.blogspot. com/2009/11/cultura-e-religiao-africana.html>. Acesso em: 31 jan. 2011. BRINCANDO NA REDE. Disponível em: <http://www.brincandonarede.com.br/conto/ColecaoBrincando.aspx>. Acesso em: 31 jan. 2011. COLEÇÃO ÓPERA URBANA Conteúdo colaborativo inspirado pelos livros – Edições SESC SP e Cosac Naify. Disponível em: <http://www.operaurbana.com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. KONDO, Daniel. Daniel Kondo. Disponível em: <http://www.kondo.com.br/news_cont2.asp>. Acesso em: 31 jan. 2011. KONDO STUDIO. Disponível em: <http://www.kondo.com.br/web_2005/index.htm>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Danças Brasileiras – Candomblé (1 de 2). Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=9dlSVHZtQ_A>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Omolu dança só. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=Wae7JlT n8XQ&NR=1>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Orixás – Grupo Gira Mundo – Marionetes. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=Qqbsq5d8chs>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Paulo Bloise e Daniel Kondo sobre o livro SURFANDO NA MARQUISE | COLEÇÃO ÓPERA URBANA. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=xXES2xFjNl0&feature=relat ed>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – “TCHIBUM!”, de Gustavo Borges e Daniel Kondo. Disponível em: <http://www.youtube. com/watch?v=vBV6o-EMLoA>. Acesso em: 31 jan. 2011.


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Giba Assis Brasil Giba Assis Brasil (Porto Alegre, RS, 1957), montador e roteirista de cinema cinem e televisão, é formado em Jornalismo pela Faculdade de Comunicação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É membro da nicaç Casa Cas de Cinema de Porto Alegre desde sua fundação, em 1987. Membro do C Conselho Superior de Cinema Brasileiro desde 2004, foi professor de Cinema no curso de Comunicação da UFRGS (1994-2004) e é professor Cin do curso de Realização Audiovisual da Unisinos desde 2003. Entre seus trabalhos como diretor e roteirista estão os longas Deu pra ti anos 70 tra (1981) e Interlúdio (1983). Como montador e roteirista, atuou em curtas, (1 longas e minisséries de televisão. Conquistou prêmios nacionais e interlo nacionais por O dia em que Dorival encarou a guarda (1986), Ilha das na Flores (1989), Barbosa (1988), Deus ex-machina (1995), Houve uma F vvez dois verões (2002), O homem que copiava (2003) e Meu tio matou um cara (2005), entre outros.

Houve uma vez dois verões (ensino médio) Chico, adolescente em férias na “maior e pior praia do mundo”,, encontra Roza num fliperama e se apaixona. Transam na primeira noite, oite, mas ela some. Ao lado de seu amigo Juca, Chico procura Roza pela praia, em vão. Só mais tarde, já de volta a Porto Alegre e às aulas de química orgânica, é que ele vai reencontrá-la. Chico quer conversar sobre “aquela noite”, mas Roza conta que está grávida. Até o próximo mo verão, ela ainda vai entrar e sair muitas vezes da vida dele. Materiais e recursos Filme Houve uma vez dois verões, de Jorge Furtado Computador com internet Projetor multimídia Etapas propostas 1. Apresentar o cineasta Giba Assis Brasil comentando sobre sua presença na 14ª Jornada Nacional de Literatura. Exibir o site da Casa de Cinema de Porto Alegre apresentando seus trabalhos e a entrevista postada no blog Cine Com http://programacinecom.blogspot.com/2010/09/ entrevista-giba-assis-brasil.html/. Nesta Giba define o cinema e o audiovisual como linguagem, expressa sua opinião sobre o cinema brasileiro e comenta sobre seus trabalhos de montador e roteirista, conjuntamente com o diretor Jorge Furtado. Como sugestão, o professor poderá explorar a entrevista on-line feita com Giba Assis Brasil pela Revista Universitária Audiovisual. 2. Propor aos alunos uma leitura do texto “Politi- Com a expansão do Youtube e de outras ferramenzando a tecnologia e a feitura do cinema”, de tas colaborativas em rede, surge a perspectiva de se misturarem as questões: quem assiste cinema tamGiba Assis Brasil, retirado do livro Além das bém tem a possibilidade de fazê-lo. Ainda está muito redes de colaboração: internet, diversidade cul- longe o momento em que os filmes produzidos pelos tural e tecnologias do poder, também disponí- consumidores possam ter qualidades técnicas e de comunicação comparáveis aos produtos produzidos vel no site Não 83: Tecnologia e Contracultura pela indústria. Mas o caminho já está desenhado. http://www.nao-til.com.br/nao-83/capa-83.htm. Trecho do texto “Politizando a tecnologia e a feitura do cinema”, de Giba Assis Brasil.


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3. Dialogar com os alunos sobre o texto, relacionando-o ao tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 4. Conceituar a profissão de montador, na qual Giba Assis Brasil vem se destacando no cinema brasileiro, apresentando o vídeo da série No estranho planeta dos seres audiovisuais – montagem, exibido no Canal Futura, para que os alunos possam entender a função da montagem e da edição no vídeo, na televisão e no cinema. 5. Para ampliar o conhecimento dos alunos sobre cinema e capacitá-los a fazer uma leitura crítica ao assistir a audiovisuais, eles deverão acessar os sites: http://portalbrasileirodecinema.com.br/ e http://www.mnemocine.com.br/. 6. Exibir o filme Houve uma vez dois verões, de A boa montagem Jorge Furtado, com montagem de Giba Assis Brasil. Com base nos textos e nos vídeos A grande sacada da montagem é a coerência. A monsobre montagem citados, solicitar aos alunos tagem não é boa porque tem sacadas ou porque que observem como foi realizado o trabalho de tem cortes, ela é boa se for coerente com a histómontagem desse filme, observando os planos, ria, quanto mais coerente e apropriada, melhor. As contraplanos, planos-sequência e a relação pessoas acham que o filme está muito bem montado entre as imagens que dão sentido à narrativa. quando vêem o filme e a montagem aparece, mas, Posteriormente, o professor poderá ampliar a geralmente, ela é muito boa quando não aparece; se experiência exibindo os curtas-metragens Ilha você tem um bom filme e vê que a montagem não das Flores e Barbosa para otimizar o olhar crítiaparece, quer dizer que ela é excelente. A grande co em relação ao audiovisual, sobretudo sobre função da montagem é não deixar perceber o corte, a montagem. Os curtas-metragens poderão é fazer você entrar na história sem perceber que se ser encontrados no site http://www.portacurtas. está cortando de um take para outro. É evidente que com.br/busca.asp e no Youtube. a maneira como você organiza as coisas, a maneira 7. Questionar os alunos sobre os filmes vistos, como monta a narrativa, tem que ajudar a sentir onde solicitando-lhes que comentem as cenas que é que você tem que chegar quando está contando mais lhes chamaram a atenção, especialmente a história, mas o espectador não precisa necessariaem relação à montagem. Complementar as obmente perceber a montagem. servações dos alunos, resgatando as reflexões Daniel Rezende, montador.– Portal brasileiro de cinefeitas por Giba Assis Brasil em seus textos ma http://www.heco.com.br/montagem/01.php e entrevistas sobre a importância do cinema brasileiro como instrumento de formação política, social e cultural, assim como sobre a influência das novas tecnologias para produção, execução, distribuição e exibição dos filmes. Trabalho final Sugestão 1 Organizar os alunos em grupos e solicitar a criação de um roteiro para um curta-metragem. Posteriormente, eles deverão desenvolver o storyboard a partir do roteiro. Como referência para pesquisa, poderão rever a entrevista com Paulo Caruso no vídeo No estranho planeta dos seres audiovisuais – montagem, no qual se fala sobre storybord, e nos sites: www.mnemocine. com.br - memória e imagem e Desenhos animados - roteiro, storyboard e personagens http://imasters.com.br/artigo/3769/teoria/desenhos_animados_-_roteiro_storyboard_e_personagens. Os desenhos poderão ser enviados em papel ou escaneados e enviados para o blog da Jornadinha.

Storyboard é um filme contado em quadros, um roteiro desenhado. Lembra uma história em quadrinhos sem balões. Mas existe uma diferença fundamental: apesar da semelhança de linguagem e recursos gráficos, uma história em quadrinhos é a realização definitiva de um projeto, enquanto que um storyboard é apenas uma etapa na visualização de algo que será realizado em outro meio. O story é um desenho-ferramenta, um auxiliar do cineasta.

Sugestão 2 Solicitar que, em grupos, os alunos criem um roteiro para a execução de uma cena; posteriormente, deverão representá-la por meio de uma sequência de fotos com câmera fotográfica ou com celular. Os alunos deverão organizar as fotos no computador, editando as que farão parte da sequência a


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fim de narrar a cena de forma coerente e significativa. A apresentação poderá ser feita no Power Point e apresentada para a turma. O trabalho deverá ser postado no blog da Jornadinha. Sugestão 3 Propor a produção de um curta-metragem pela turma, delegando aos alunos as funções de roteirista, produtor, diretor, cinegrafista e editor. Os alunos poderão gravar as cenas com câmeras profissionais, amadoras ou celular. Para a edição das imagens, deverão dispor de um programa próprio para esta função. Por fim, deverão organizar uma seção de lançamento do curta, apresentando-o para as demais turmas da escola. Este trabalho deverá ser enviado para o blog da Jornadinha. Sugestões de interdisciplinaridade História e sociologia: conteúdo social dos filmes exibidos Artes visuais: estética da linguagem audiovisual Língua portuguesa: linguagem nos meios audiovisuais Referências BARBOSA. Direção de: Jorge Furtado. Rio Grande do Sul: Casa de Cultura de Porto Alegre, 1988. HOUVE UMA VEZ DOIS VERÕES. Direção de: Jorge Furtado. Rio Grande do Sul: Casa de Cultura de Porto Alegre, 2002. CASA DE CINEMA DE PORTO ALEGRE. Disponível em: <http://www.casacinepoa.com.br/node>. Acesso em: 1o mar. 2011. CINECOM (Entrevista com Giba). Disponível em: <http://programacinecom.blogspot.com/2010/09/ entrevista-giba-assis-brasil.html/>. Acesso em: 1o mar. 2011. COMPARATO, D. Da criação ao roteiro. Rio de Janeiro: Rocco, 1995. CURTA – Barbosa. Disponível em: <http://www.viddler.com/explore/elliott13/videos/4/>. Acesso em: 1o mar. 2011. CURTA METRAGEM – Ilha das flores. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v= KAzhAXjUG28>. Acesso em: 1o mar. 2011. CURTA METRAGEM – Barbosa. Disponível em: <http://www.viddler.com/explore/elliott13/ videos/4/>. Acesso em: 1o mar. 2011. HARRIS, Watts. On Camera: o curso de produção de filme e vídeo da BBC. Ed. Summus,1990. ILHA DAS FLORES. Direção de: Jorge Furtado. Produção: Giba Assis Brasil. Rio Grande do Sul: Casa de Cultura de Porto Alegre, 1989. METZ, Christian. A significação no cinema. São Paulo: Perspectiva, 1968. EISENSTEIN, Sergei. A forma do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. EISENSTEIN, Sergei. O sentido do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2002. CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1995. METZ, Christian. Linguagem e cinema, São Paulo: Perspectiva, 1971. XAVIER, Ismail. O cinema brasileiro moderno. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2001. LAPIS – Laboratório de Pesquisa em Imagem e som. Disponível em: http://lapisufsc.wordpress. com/biblio/#animacao LEONE, Eduardo; MOURÃO, Maria Dora. Cinema e montagem. São Paulo: Ática, 1987. NÃO 83: Tecnologia e contracultura. Disponível em: <http://www.nao-til.com.br/nao-83/capa-83. htm>. Acesso em: 1o mar. 2011. NO ESTRANHO PLANETA DOS SERES AUDIOVISUAIS – montagem. Disponível em: <http://vimeo.com/15924844>. Acesso em: 1o mar. 2011. REVISTA UNIVERSITÁRIA AUDIOVISUAL. Disponível em: <http://www.ufscar.br/rua/site/?page_ id=307>. Acesso em: 1o mar. 2011. PORTA CURTA PETROBRAS. Disponível em: <http://www.portacurtas.com.br/busca.asp>. Acesso em: 1o mar. 2011. XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico. Rio de Janeiro: Paz e Terra. 1977. YOUTUBE – MONTAGEM. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=SFNkTsXCHws&fea ture=related>. Acesso em: 1o mar. 2011.


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YOUTUBE – Factor corte: A Magia Da Montagem No Cinema. Disponível em: <http://www.youtube. com/watch?v=4v-0n5-qWFk&feature=related>. Acesso em: 1o mar. 2011. YOUTUBE – Documentário montagem cinematográfica. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=62crjs_5R20&feature=related>. Acesso em: 1o mar. 2011. YOUTUBE – Curta metragem. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=iFAtMO2AIBE&fe ature=player_embedded>. Acesso em: 1o mar. 2011. PORTA CURTAS PETROBRAS. Disponível em: <http://www.portacurtas.com.br/buscaficha. asp?Tecni=2417>. Acesso em: 1o mar. 2011. DESENHOS ANIMADOS – Roteiro, Storyboard e Personagens – iMasters. Disponível em: <http:// imasters.com.br/artigo/3769/teoria/desenhos_animados_-_roteiro_storyboard_e_personagens/>. Acesso em: 1o mar. 2011.


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Elisa Lucinda Elisa Lucinda (Vitória, ES, 1958) cursou Jornalismo e Interpretação Teatral na Casa de Artes de Laranjeiras (CAL). Dedicou-se a apresentações Teatra teatrais em formato de saraus poéticos. Sua paixão pela poesia motivouteatra a a ccriar no Rio de Janeiro uma associação de estudo de declamação que promove saraus – Escola Lucinda de Poesia Viva. Na sua carreira como atriz, fez algumas peças, trabalhou em novelas das redes Globo com Manchete e também no cinema. “A menina transparente”, poema que eM marca sua estreia na literatura infantil, conquistou o Prêmio Altamente ma Recomendável da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. Dentre Re seus se mais recentes livros, citam-se Cinquenta poemas escolhidos pelo autor, Contos de vista, A fúria da beleza e Parem de falar mal da rotina, au editora Leya. ed

A menina transparente (3 e 4 anos do ensino fundamental) o

o

Uma menina que mora na música, no mar, na comida da panela, la, nas flores e no coração dos apaixonados. Mas, às vezes, ela aparece e tão de mansinho que tem gente que nem percebe e a deixa de lado. o. Primeiro livro da coleção Amigo Oculto, A menina transparente propõe e um reencontro com a sensibilidade, com a brincadeira. Materiais e recursos Aparelho de som Gravador Celular Materiais transparentes (tecido, água, plástico...) Projetor multimídia Computador com internet Câmera filmadora Etapas propostas 1. Organizar na sala de aula um ambiente de sensibilização, com ruídos de água, com símbolos que remetam à transparência (tecidos, bolhas de sabão, plástico, espelho, água, entre outros elementos). 2. Selecionar alguns versos da obra A menina transparente para gravar em áudio e reproduzir no ambiente, juntamente com algumas ilustrações do livro projetadas sobre o tecido. 3. Orientar os alunos para que explorem diferenO jogo poético, além de estimular o “olhar de tes sensações ao transitar pelo ambiente. Na descoberta” nas crianças, atua sobre todos os sequência, propor que expressem suas percepsentimentos, despertando um sem-número de sensações: visuais (imagens plásticas, coloridas, ções sobre o ambiente. acromáticas, etc.), auditivas (sonoridade, música, 4. Utilizar o áudio do início da atividade para introruídos...), gustativas (paladar), olfativas (perfumes, duzir a leitura da obra A menina transparente. cheiros), tácteis (aspereza, relevo, textura...), de Propor uma brincadeira de adivinha, levando os pressão (sensações de peso ou de leveza); teralunos a sugerir hipóteses sobre quem e como mais (temperatura, calor ou frio): comportamento é a menina transparente (dinâmicas, estáticas...) (Coelho, 2000).


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5. Apresentar a escritora Elisa Lucinda, bem como outras obras que fazem parte da coleção Amigo Oculto, como, por exemplo, O órfão famoso, Lili a rainha das escolhas e O menino inesperado. 6. Incentivar os alunos a continuar a brincadeira utilizando a música “O que é, o que é”, do CD Pé com pé, do grupo Palavra Cantada. Em seguida, desafiá-los a responder à adivinha proposta na letra da música.

O que é, o que é O que é o que? Não desgruda do seu pé, cresce, engorda e estica. Vou te dar mais uma dica. Não tem cheiro, nem sabor. Não tem peso, nem valor. Não tem brilho, mas se vê. Não consegue se esconder. caminhando pelo chão anda sem lhe dar a mão. E na sua brincadeira é super companheira. o que é o que é? Se parece com você. Tem até um gesto igual, mas é bidimensional. Se você ainda não descobriu. Eu garanto que você já viu E agora o que eu vou dizer com certeza vai esclarecer. Só na luz é que ela dança. dança rumba, dança samba. dança o que você dançar, só você é o seu par. O que é o que é?

7. Posteriormente, levar os alunos a observar a forRima é o nome que se dá à repetição de sons ma como a escritora escreve seu texto. Questiosemelhantes, ora no final de versos diferentes, ná-los sobre a presença de rimas nos versos do ora em posições variadas, criando um parentesco fônico entre palavras presentes em dois ou mais poema e na música do grupo Palavra Cantada. versos (Goldstein, 2003). 8. Sensibilizá-los a criar outras possibilidades de rima, observando o ritmo e os sons das palavras. 9. Selecionar um poema do site Escola Lucinda http://www.escolalucinda.com.br/ e exibir um dos vídeos em que Elisa Lucinda interpreta um poema, ou, ainda, sua performance em A natureza do olhar, a fim de que os alunos se familiarizem com a escritora e apreciem suas experiências com poesia. 10. Desenvolver a percepção visual dos alunos por meio da exibição do DVD Pequeno cidadão, de Arnaldo Antunes, levando-os a observar o modo como o autor representa suas obras. Trabalho final Sugestão 1 Interagir no site do autor Sérgio Capparelli, http://www.ciberpoesia.com.br/ Sugestão 2 Incentivar os alunos a dar continuidade ao poema “A menina transparente”, por meio da criação de outras rimas, como sugere a autora no último verso. Posteriormente, gravá-los em áudio e criar um blog no qual eles possam compartilhar as suas experiências. Propor ao receptor da mensagem o desafio de criar outras possibilidades para o poema, compartilhando no espaço e criando, assim, uma rede de conhecimentos.


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Sugestão 3 Produzir ritmos para o poema “A menina transparente”, tendo como referência as oficinas de instrumentos musicais do site do Programa Mundo da Leitura http://mundodaleitura.upf.br/programa/ oficina/index.html. Sugestão 3 Fazer uma releitura do poema “A menina transparente” por meio de um jogo dramático. Como sugestão utilizar o livro Improvisação para o teatro, de Viola Spolin. Sugestão de interdisciplinaridade Língua portuguesa: rimas Música: ritmos Teatro: jogos dramáticos Na mídia Seguir a autora Elisa Lucinda no Twitter: @lucindaelisa Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências COELHO, Nelly Novaes. Literatura infantil: teoria, análise, didática. São Paulo: Moderna, 2000. SPOLIN Viola. Improvisação para o teatro.São Paulo: Perspectiva,1963. GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003. LUCINDA, Elisa. A menina transparente. Rio de Janeiro: Record,2010. ______. Lili a rainha das escolhas. Rio de Janeiro: Record, 2002. ______. O menino inesperado. 4. ed. Rio de Janeiro: Record, 2006. ______. O órfão famoso. 2. ed. Rio de Janeiro: Record, 2005. MEIRELES, Cecília. Ou isto ou aquilo: Luz da cidade, 2004. Audiobook GOLDSTEIN, Norma. Versos, sons, ritmos. 13. ed. São Paulo: Ática, 2003. FRAZATTO JR, Reginaldo. Canto das águas. São Paulo: MCD, 2005. 1CD. PEQUENO CIDADÃO. Arnaldo Antunes. Optical Media, 2010. CIBER&POEMAS. Disponível em: <http://www.ciberpoesia.com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. ESCOLA LUCINDA DE POESIA VIVA. Disponível em: <http://www.escolalucinda.com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. MÚSICA & POESIA: Clássica Infantil de Vinícius e Toquinho em Animação. Disponível em: <http:// musicapoesiabrasileira.blogspot.com/2010/05/classica-infantil-de-vinicius-e.html>. Acesso em: 31 jan. 2011. MUNDO DA LEITURA. Disponível em: <http://mundodaleitura.upf.br/programa/oficina/index.html>. Acesso em: 30 mar. 2011.


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Fábio Moon e Gabriel Bá Os gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon (São Paulo, SP, 1976) já publicaram trabalhos nos Estados Unidos, Itália e Espanha. Foram publ os primeiros brasileiros a conquistar o prêmio Eisner de Quadrip nhos. nho O primeiro trabalho dos irmãos foi o fanzine independente no estilo underground chamado 10 pãezinhos. Também lançaram mais três revistas independentes no Brasil: Rock’n’roll, em parceria com Bruno D’Angelo e Kako; Um dia, uma noite e 5, pa em e conjunto com a americana Becky Cloonan, o grego Vasilis Lolos e o gaúcho Rafael Grampá. A revista 5 conquistou o EisL ner n Award 2008 de Melhor Antologia. Em 2007, lançaram uma adaptação de O alienista, livro de Machado de Assis, premiada a com o prêmio Jabuti de Melhor Livro Didático e Paradidático de Ensino prê Fundamental ou Médio. Moon Moo e Bá têm uma tira dominical na Folha de São Paulo, chamada Quase Nada, e uma página de quadrinhos na revista mensal Época São Paulo.

O alienista (ensino médio) A história é do mestre Machado de Assis sobre Simão Bacamarte e suas experiências científicas em Itaguaí. Uma obra que transcende o temmpo, agora contada numa primorosa graphic novel, roteirizada e desenhada a pelos gêmeos Gabriel Bá e Fábio Moon. Materiais e recursos Livro O alienista, de Machado de Assis por Fábio Moon e Gabriel Bá Livro O alienista, de Machado de Assis Filme O alienista e as aventuras de um barnabé Computador com internet Aparelho de DVD Filmadora Etapas propostas 1. Realizar com os alunos a leitura do conto de Machado de Assis O alienista. 2. Dialogar sobre Machado de Assis, sua importância para a literatura brasileira e sobre a obra em questão, contextualizandoa histórica e socialmente. Informar que, primeiramente, os contos eram publicado em folhetim. Explicar a dinâmica deste suporte. O folhetim televisivo é um gênero televisual do campo da ficção, próximo da série televisiva, com a diferença de que o folhetim é uma história parcelada, cujos segmentos são chamados capítulos, sendo cada um a continuação do precedente, contrariamente à série televisiva, que é uma sucessão de histórias independentes (chamadas episódios), com um único laço a presença de um ou vários personagens recorrentes. Folhetins de longa duração, com muito capítulos, são chamados de telenovelas. Folhetins de duração curta, com pouco capítulos, são chamados de minisséries. (Wikipédia. Acesso em: 18 de jan. 2011)

conto m.s. (sXIII) 1 LIT narrativa breve concisa, contendo um só conflito, uma única ação (com espaço ger. limitado a um ambiente, unidade de tempo, e número restrito de personagens < os c. de As mil e uma noites>< os c. de

Machado de Assis> [...]

O folhetim (do francês feuilleton, folha de livro) é uma narrativa seriada dentro dos gêneros prosa de ficção e romance. Possui duas características essenciais: quanto ao formato, é publicada de forma parcial e sequenciada em periódicos (jornais e revistas); quanto ao conteúdo, apresenta narrativa ágil, profusão de eventos e ganchos intencionalmente voltados para prender a atenção do leitor.


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O folhetim surgiu na França em 1836, junto ao nascimento da imprensa escrita. Foi importado para o Brasil logo depois, obtendo enorme sucesso na segunda metade do século XIX. Eram publicados diariamente em jornais da capital do Império (Rio de Janeiro) e jornais do interior, em espaços destinados a entretenimento. (Wikipédia – acesso em 18 de jan. 2011) 3. Apresentar aos alunos os autores Gabriel Bá e Fábio Moon e a sua obra, O alienista, assim como o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 4. Solicitar a leitura da obra. Logo após, questioná-los quanto à adaptação realizada pelos quadrinistas por meio de perguntas norteadoras: • Houve modificações no enredo? Se sim, quais? • Que mudanças ocorreram no âmbito da linguagem verbal e não verbal? • As ilustrações auxiliam na interpretação da obra ou dificultam? • A descrição física dos personagens condiz com o que você imaginou? 5. Dialogar com a turma sobre a linguagem quadrinizada, fazendo uma breve explanação sobre sua história, seguindo os seguintes tópicos: • origem da linguagem quadrinizada; • estilos de quadrinhos (cartuns, charges, tiras cômicas, mangás, biografias, etc.); • histórias em quadrinhos brasileiras (Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, Disney, etc.); • leitores de quadrinhos (somente crianças leem quadrinhos?). 6. Exibir o filme O alienista e as aventuras de um barnabé, de Guel Arraes. 7. Observando as obras de Machado de Assis, de Bá e Moon e o filme, questionar os alunos sobre: • Quais as adaptações feitas para a filmagem do O alienista e As aventuras de um Barnabé longa-metragem? • Que papel tem o repórter/narrador no filme? • Qual das adaptações, a dos gêmeos quadrinistas ou a cinematográfica, é mais fidedigna à obra de Machado de Assis? • As diferenças em relação à obra original de Machado de Assis, em sua opinião, desvalorizam a obra ou a modernizam? Por quê?

Cem anos após sua morte, Machado de Assis continua atual, moderno e surpreendente. Considerado por muitos o maior escritor brasileiro de todos os tempos, o bruxo do Cosme Velho teve sua obra revisitada em DVD com humor, e a inteligência típicos de sua literatura. São 3 programas inspirados em 3 diferentes obras de Machado. Cada um pertence a um momento da televisão brasileira. Com direção geral de Guel Arraes, o clássico O Alienista exibido em 93 min parece ter sido feito sob encomenda para a sociedade de hoje, cada vez mais vigiada e delirante. http://www.2001video.com.br/detalhes_produto_extra_dvd.asp?produto=17886

Trabalho final Sugestão 1 Em pequenos grupos ou individualmente, os alunos deverão quadrinizar uma cena de sua preferência do conto O alienista, de Machado de Assis. Na sequência, os trabalhos serão expostos à turma durante um seminário. As obras também podem ser exibidas para toda a escola e para os pais numa pequena feira.

Sugestão 2 Em pequenos grupos, os alunos deverão selecionar uma parte do conto O alienista, de Machado de Assis, para dramatizá-la e filmá-la. A cena poderá ser adaptada ou ser fidedigna ao livro. Os alunos apresentarão seus trabalhos para a turma num seminário, no qual poderão dialogar sobre as adaptações que produziram. Postá-los na conta da Jornada Nacional de Literatura no Youtube, a fim de compartilhá-los com um público maior.


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Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: linguagem quadrinizada Literatura brasileira: adaptação literária Artes visuais: adaptação cinematográfica Na mídia Seguir os quadrinistas Gabriel Bá e Fábio Moon no Twitter: @Gabriel_Ba e @fabiomoon Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências ASSIS, Machado de. O alienista. São Paulo: FTD, 1994. 94 p. (Grandes Leituras). BÁ, Gabriel; MOON, Fábio. O alienista. São Paulo: Agir, 2007. 72 p. MOON, Fábio; BÁ, Gabriel. Histórias em quadrinhos. Disponível em: <http://10paezinhos.blog.uol. com.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011. FLICKR: 10paezinhos. Disponível em: <http://www.flickr.com/people/10paezinhos/>. Acesso em: 31 jan. 2011. GOIDA. Enciclopédia dos quadrinhos. Porto Alegre: L&PM, 1990. MENDONÇA, Márcia. Ciência em quadrinhos: imagem e texto em cartilhas educativas. Recife: Bagaço, 2010. 281p. : (Coleção teses) MYSPACE – 10paezinhos. Disponível em: <http://www.myspace.com/10paezinhos>. Acesso em: 31 jan. 2011. O ALIENISTA E AS AVENTURAS DE UM BARNABÉ. Direção de: Guel Arraes Rio de Janeiro: Globo Marcas, 2008. 2’10”. TWITTER – @fabiomoon. Disponível em: <http://twitter.com/fabiomoon>. Acesso em: 31 jan. 2011. _______ – @gabriel_ba. Disponível em: <http://twitter.com/Gabriel_Ba>. Acesso em: 31 jan. 2011. WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/>. Acesso em: 31 jan. 2011. YOUTUBE – Canal de 10paezinhos. Disponível em: <http://www.youtube.com/user/10Paezinhos>. Acesso em: 31 jan. 2011.


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Gustavo Bernardo Gustavo Bernardo Galvão Krause (Rio de Janeiro, RJ, 1955) é mestre em Literatura Brasileira e especialista em Literatura Comme parada. Atualmente é professor de Teoria da Literatura no Instituto para de L Letras da Universidade do Rio de Janeiro. Estuda as relações entre ent a filosofia e o ceticismo. É autor de muitos ensaios, resenhas e artigos e, desde 1975, dedica-se à escritura de livros, como Pála pebra (1975), Pedro Pedra (1982), Me-nina (1989), Alma de urso pe (1999), O mágico de verdade (2007), entre outros. (1 O autor conquistou muitos prêmios, como o prêmio Orígenes Lessa, o Jabuti, em 2000, e a Menção Honrosa em 2003, na categoria “Teoria da Literatura”. Com o livro A filha do escritor, obteve indicação para o 7º Prêmio Portugal Telecom de Literatura 2009 e para o 6º Prêmio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura Literatu 2009. Participou em 2007 do Projeto Livro do Mês em Passo Fundo - RS com a obra Desenho mudo. Em 2010 publicou O gosto do apfelstrudel, pela Escrita Fina, e o Livro da metaficção, pela Tinta Negra. Tornou-se um dos autores mais recomendados em se tratando de literatura para crianças e jovens. Mantém em www.dubitoergosum.xpg.com.br, um site chamado Dubito Ergo Sum.

O mágico de verdade (5º e 6º anos do ensino fundamental) Em O mágico de verdade, o escritor brinca com o fascinante conceito de ilusionismo para questionar a realidade em que vivemos hoje, oje, levando reflexões aprofundadas para o público jovem por meio de uma ma narrativa ficcional. O livro, todo em diálogos, reproduz um programa de auditório semanal em que a plateia e os telespectadores são desafiaados a descobrir os truques de um mágico em troca de um prêmio de e um milhão de reais. Um apresentador falastrão conduz a narrativa e arrasta o leitor-telespectador de um bloco a outro do programa, sem perder o fôlego. Logo de início, percebe-se que o escritor faz uma crítica à sociedade do espetáculo e ao automatismo do pensamento, ou mesmo à ausência dele, no mundo atual. Materiais e recursos Livro O mágico de verdade, de Gustavo Bernardo Programa Mundo da Leitura na TV, episódios 57 e 58, 2007 Etapas propostas 1. Apresentar aos alunos o autor Gustavo Bernardo e o livro O mágico de verdade, assim como o tema da 14a Jornada Nacional de Literatura e da 6a Jornadinha Nacional da Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Solicitar a leitura da obra; após, realizar uma discussão sobre as percepções de cada um sobre o texto. Para promover a discussão o professor poderá questionar: • Quem é o narrador da história? • O autor faz algumas críticas sociais, por exemplo, à situação da educação pública nos dias de hoje. Que outras críticas são apresentadas ao leitor? • A obra ficcional interage com o mundo atual. Como se percebe isso na obra trabalhada?


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3. Introduzir algumas informações: • tipos de narrador na obra literária; • a intertextualidade na obra O mágico de verdade; • linguagem coloquial 4. Propor aos alunos, em pequenos grupos, a realização de uma pesquisa sobre as informações apresentadas pelo autor no decorrer da narrativa: • a biblioteca de Alexandria; • as diferentes interpretações da Bíblia; • o Cristo Redentor, do polonês Paul Landowski, e O pensador, de Auguste Rodin. 5. Socializar na turma as pesquisas realizadas, ampliando, dessa forma, o universo cultural dos alunos. Trabalho final Sugestão 1 Propor à turma um jogo sobre a obra, a exemplo do realizado no programa Mundo da Leitura na TV nos 57 e 58. Organizar duas equipes e formular perguntas sobre o livro e o autor. Sugestões de perguntas Equipe A Pergunta 1: Por que todos os mágicos de verdade são órfãos de mãe? Pergunta 2: Em que material foi esculpido o revestimento da estátua do Cristo Redentor? Pergunta 3: Qual é o nome artístico do melhor mágico de todos os tempos, na opinião do Apresentador? Pergunta 4: De quantos episódios do Programa de Domingo o Mágico de Verdade participa? Pergunta 5: Por qual motivo o Mágico chora, uma única vez, ao longo da história? Pergunta 6: Como o Mágico sai de cena, após reconstruir a Biblioteca de Alexandria? Equipe B Pergunta 1: Ao longo de toda a história, o Mágico de Verdade não revela seu nome nem sua idade exata. Falso ou verdadeiro? Pergunta 2: Quem esculpiu a famosa obra O Pensador? Pergunta 3: Qual defeito físico apresenta o Mágico de Verdade? Pergunta reserva: À qual personagem o Apresentador compara o Mágico de Verdade, por ambos serem órfãos? Pergunta 4: Segundo o Mágico de Verdade, o que significa a palavra “peripatético”? Pergunta 5: O Apresentador convida três mágicos para virem ao Programa desmascarar o Mágico de Verdade. Qual a nacionalidade dos três? Pergunta 6: De qual tempo o Mágico de Verdade diz que veio?

Sugestão 2 No trecho a seguir Gustavo Bernardo faz uma crítica às tentativas de coibir a liberdade de expressão: [...] Como viram, o Presidente procurou tranqüilizar a população a respeito da apresentação de hoje. Explicou para os brasileiros que, em respeito ao princípio da liberdade de expressão, decidiu permitir esta apresentação. Mas não disse, porém pode-se deduzir que ele sofreu fortes pressões para proibir a transmissão do programa deste domingo. [...] acho que o Mágico de Verdade não fez nada de errado. Fazer sentar a imagem do Cristo Redentor nunca foi proibido por lei - até porque nunca se imaginou que isso fosse possível [...] (Bernardo, 2006, p. 47-48).

Nos últimos meses temos assistido, pelos meios de comunicação, a várias denúncias envolvendo diferentes governantes do mundo todo. Pode-se citar o caso WikiLeaks, cujo fundador é Julian Assange, como um exemplo das potencialidade da comunicação em rede. A partir de uma pesquisa sobre o episódio WikiLeaks, o professor poderá propor um debate em sala de aula sobre prós e contras do vazamento de informações sigilosas na rede.


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Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura brasileira: narração Tecnologias da informação e comunicação: internet Na mídia Seguir a Jornada Nacional de literatura no Twitter: @jornadanacional Referências BERNARDO, Gustavo. Gustavo Bernado. Disponível em: <http://www.germinaliteratura.com.br/ gbernardo.htm>. Acesso em: 9 mar. 2011. _______. O mágico de verdade. Rio de Janeiro: Rocco, 2006. Dubito Ergo Sum: sítio cético de literatura e espanto. Disponível em: <www.dubitoergosum.xpg.com. br/>. Acesso em: 9 mar. 2011. WIKILEAKS – WIKIPÉDIA, A ENCICLOPÉDIA LIVRE. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ WikiLeaks>. Acesso em: 9 mar. 2011. Anexo COMO INTERPRETAR BEM UM TEXTO? Gustavo Bernardo A interpretação dos textos não é uma atividade inventada pelos professores para desespero dos alunos. Antes da gente, as cartomantes, os quiromantes, os astrólogos e outros jogadores de búzios, entre tantos outros decifradores de mensagens ocultas, dedicam-se a interpretar imagens, indícios, coincidências, cartas, linhas das mãos, estrelas, conchas, cinzas e sonhos. A interpretação se torna uma atividade nobre, porém, quando se torna uma tarefa religiosa: instituir o significado da palavra de Deus através da interpretação dos livros sagrados, por exemplo, a Bíblia. No princípio, só poderia haver uma interpretação correta do texto bíblico, restava encontrá-la. Esta origem do ato de interpretar deixou alguns problemas para o presente. Há leitores que ainda acham que só se possa encontrar uma e apenas uma interpretação correta para cada texto. Há outros leitores que defendem com ardor o seu direito à interpretação livre, entendendo que cada pessoa tem a sua interpretação, pessoal e intransferível. Ambos os grupos de leitores incorrem em equívoco. Por um lado, não há uma interpretação única sequer para a própria Bíblia. Por isso surgiram as religiões protestantes, que por definição protestavam contra a interpretação dominante dos católicos. Por esta razão, elas traduziram os textos sagrados para as línguas vulgares de modo a permitir a leitura e, consequentemente, a interpretação dos fiéis. Por outro lado, construir uma interpretação pessoal de um texto não é uma tarefa automática. Depende de respeito ao texto que se lê e aos contextos, quer do texto, quer do momento em que se lê. Na maioria das vezes, o que se chama de “minha interpretação” não passa de um aglomerado desorganizado de clichês e citações alheias lidas ou ouvidas sem digestão, sem trabalho pessoal de construção. Que a obra seja aberta, como mostrou Umberto Eco, não implica que ela seja escancarada. Ou seja: não vale tudo. O próprio Eco alertou: “dizer que um texto potencialmente não tem fim não significa que todo ato de interpretação possa ter um final feliz.” As palavras do texto configuram um conjunto embaraçoso de evidências materiais que o leitor não pode deixar passar. Se não há, para cada texto, uma única interpretação correta, e se a interpretação de cada leitor também não é necessariamente correta, o problema de como interpretar bem persiste. Os filósofos antigos já se depararam com o fato perturbador de que cada livro possui alguma verdade, e que esta verdade é contraditória em relação à verdade de outros livros. Ora, se os livros falam a verdade mesmo quando se contradizem entre si, cada um deles deve ser compreendido como parte da mensagem: é a leitura de todos os livros que contém a mensagem. A verdade da interpretação se encontra no processo global de leitura, jamais neste texto ou naquele leitor. A popularização da interpretação dos textos bíblicos foi obviamente um avanço, mas trouxe de contrabando um atraso, a saber: a multiplicação das seitas. Como boa parte das interpretações se esforça


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por excluir as demais, muitos religiosos de origem protestante negam a origem e a denominação de sua própria religião, aproximando-se do catolicismo (palavra que deriva de “universal”, sugerindo a ideia de uma única religião possível) que combatiam no começo de tudo. Ora, se a interpretação dos textos literários vai por esse caminho, entra em conflito frontal com a própria literatura, que pressupõe a suspensão momentânea de quaisquer verdades para melhor perspectivar as possibilidades de saber. Preocupada com este conflito, a escritora Susan Sontag dedicou-se a escrever contra a própria interpretação, questionando a tendência dos interpretadores a separar a forma do conteúdo para atribuir caráter acessório à primeira e essencial ao segundo. Essa tendência leva à formulação da pior de todas as perguntas: “o que o autor quis dizer?”. Encontramos essa pergunta pouco inteligente em muitas aulas e muitos manuais didáticos. A resposta do aluno mal educado pode ser, infelizmente, a mais correta: “sei lá, pô!”. O autor não se encontra presente, em alguns casos faleceu há séculos, logo, deveria ter respeitado o seu direito mínimo de não ter mensagens postas na sua boca à revelia. O máximo que o leitor pode entender do texto é o que ele mesmo se tornou capaz de entender. É para esta condição que Oscar Wilde alertava, quando disse: “It is the spectator, and not life, that art really mirrors” – é o espectador, e não a vida, que a arte realmente reflete. Quando o leitor interpreta um texto, fala tão-somente do que pode falar: a verdade da sua leitura. A não ser para desqualificar todos os outros leitores e todas as outras leituras do mundo, não se pode falar da verdade intrínseca ou absoluta de um texto literário. O intérprete corre sempre o risco da arrogância, quando escava debaixo do texto para desenterrar o tal do “Sentido” maiúsculo que ali se encontraria soterrado. Para Susan Sontag, há uma minoria de casos em que a interpretação configura-se como um ato liberador que revê e transpõe valores. No entanto, a maioria das interpretações atuais seria “reacionária, impertinente, covarde, asfixiante.” Neste caso, a interpretação deveria ser condenada, porque “a Arte verdadeira tem a capacidade de nos deixar nervosos. Quando reduzimos a obra de arte ao seu conteúdo e depois interpretamos isto, domamos a obra de arte.” Nas palavras de Sontag, é preciso manter-se nervoso, perturbado, inquieto, depois do contato com a arte. Nas minhas palavras, é preciso preservar o enigma levantado pelo poeta, sem jamais resolvê-lo. O personagem de um romance de Isaías Pessoti declarava: “nenhum amor sobrevive à palavra, mas nenhum poder prescinde dela”. Nenhum amor sobrevive à palavra que se quer completa, ao “conteme tudo não me esconda nada”, à insistência em escavar as verdades mais íntimas, em perguntar diariamente “mas o que é que você está pensando agora?”. Essa insistência não é amor, ou pelo menos não é só amor, se vem melada de um certo tipo de desespero que se traveste de suficiência para melhor esconder a necessidade de controle, isto é, a necessidade de exercer poder sobre o outro. Ora: o que vale para o amor vale para toda leitura – dos livros ou do mundo. Um exemplo sofisticado se encontra na interpretação usual dos narradores dos romances de Machado de Assis. Muitos críticos os consideram “unreliable” (em inglês, para parecer mais chique) – isto é, “não-confiáveis”. De fato, Machado escreve muitos dos seus romances contra o próprio narrador – por tabela, contra o próprio leitor, uma vez que o leitor é forçado a tomar como sua a perspectiva da narrativa. Todavia, quando considera não-confiável o narrador do escritor, o crítico finge que ele mesmo não seria também um dos alvos prioritários da ironia machadiana. Desta maneira, o crítico sugere que só ele mesmo, “o Crítico”, seria confiável. Na verdade, os narradores machadianos em primeira pessoa são tão confiáveis ou não-confiáveis quanto qualquer narrador em primeira pessoa ou, mais amplamente, quanto qualquer pessoa. Bento Santiago, ao mesmo tempo que nos força a pressupor a traição de Capitu, mostra tantos indícios de que ela o traiu quanto de que não o fez. Brás Cubas mostra a si mesmo como um canalha, mas através das suas próprias palavras também podemos ler a decadência do sistema patriarcal do qual Brás Cubas é vítima e não causa. Todas estas restrições não nos permitem, entretanto, condenar a interpretação à morte, se este é o seu tempo. Condenada, a interpretação rirá de nós outros e ainda por cima nos obrigará a interpretar o seu riso. Como solucionar, então, o conflito entre a interpretação, que pressupõe tudo-dizer e tudoesgotar, e a literatura, que pressupõe a suspensão momentânea das verdades justo para não esgotá-las? Como sói acontecer, a formulação do problema contém a sua solução. Deve-se manter a questão e o conflito ativos e abertos. Um projeto inteligente de interpretação recua diante da solução final e protege a dúvida, preservando tanto o enigma do texto quanto a leitura do outro. Revista Eletrônica do Vestibular da UERJ, 07/01/2011


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Heloísa Seixas Heloísa Seixas (Rio de Janeiro, RJ, 1952) é tradutora, romancista e cronista. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal Fluminense. croni Foi d diretora da Rio-Gráfica Editora e trabalhou como jornalista na agência de n notícias United Press International UPI. De 1990 a 1997, foi assessora de comunicação da representação da ONU no Rio de Janeiro-RJ. Em 1995 199 estreou como escritora ao lançar o livro de contos Pente de Vênus: histórias do amor assombrado. Um ano mais tarde lançou seu primeiro his romance, A porta. Desde então, Heloísa Seixas tem escrito romances, ro contos e novelas. Além disso, mantém uma coluna na revista Domingo co do d Jornal do Brasil, intitulada “Contos Mínimos”. Dentre as suas obras citam-se Diário de Perséfone, Através do vidro, Contos mínimos , Péc rolas absolutas, Sete vidas: sete contos mínimos de gatos, Histórias de Bicho Feio, Frenesi: história de duplo terror e O lugar escuro.

Contos mais que mínimos (ensino médio) Em Contos mais que mínimos, a autora, que com grande performanmance literária transita por romance, conto, crônica e relato, apresenta esses es pequenos, mas nem um pouco superficiais, contos mais que mínimos. os. Acompanha a fase em que estamos vivendo esse desejo do imediatismo mo e segue a linha do Twitter e minicontos, porém aqui são permitidos mais s de 140 caracteres. Materiais e recursos Livro Contos mais que mínimos, de Heloísa Seixas Material de uso comum Aparelho de DVD Filme Lua nova, de Chris Weitz Filme Romeu e Julieta, de Baz Luhrmann Computador com internet Aparelho celular Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6º Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. Um incidente na festa de aniversário de Isa2. Exibir o filme Lua nova. bella “Bella” Swan (Kristen Stewart) faz com 3. Ler o conto o “Segredo da cômoda”, do livro Con- que Edward Cullen (Robert Pattinson) vá emtos mais que mínimos, de Heloisa Seixas. bora. Arrasada, Bella encontra consolo ao lado 4. Solicitar a leitura da peça teatral Romeu e Julieta, de Jacob Black (Taylor Lautner). Aos poucos ela de William Shakespeare, e exibir o filme Romeu e é atraída para o mundo dos lobisomens, ancestrais inimigos dos vampiros, e passa a ter sua Julieta, adaptação moderna da obra. lealdade testada. Quando descobre que a vida 5. Fazer um cotejo entre a peça, os filmes exibidos e de Edward está em perigo, Bella corre contra o tempo para ajudá-lo no combate aos Volturi, um o conto, por meio de questões norteadoras: dos mais poderosos clãs de vampiros existentes. • Que traços em comum podemos observar no filme Lua nova e no conto de Heloísa Seixas?


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• O amor impossível está presente nas quatro obras apresentadas. Como aparece nos diferentes suportes? • Como a obra de Shakespeare aparece nos dois filmes exibidos? 6. Falar sobre contos mais que mínimos e minicontos. No miniconto muito mais importante que Questionar os alunos se já conheciam essa forma de mostrar é sugerir, deixando ao leitor a taescrever e ler contos pequenos e, se não a conhe- refa de “preencher” as elipses narrativas e entender a história por trás da história ciam, o que acharam. escrita. Não tem nenhuma definição rígi7. Solicitar a leitura dos demais contos do livro Contos da quanto ao número de caracteres, emmais que mínimos. bora acredita-se que deve ter até 140 caracteres para poder ser enviado via SMS ou portagem de Twitter. http://pt.wikipedia.org/wiki/Miniconto

Trabalho final Sugestão 1 Solicitar que cada aluno escreva um miniconto, que deverá ser enviado para a professora por meio de SMS ou da internet. Sugestão 2 Criar um Twitter da turma para que cada aluno possa escrever um miniconto. Solicitar que esse Twitter seja alimentado pelas produções da turma. Sugestão 3 Propor que os alunos criem um texto sobre o Romeu e Julieta modernos, assim como no conto “Segredo da cômoda” e no filme Lua nova. Em pequenos grupos, eles deverão escolher o melhor conto e criar uma peça de teatro. Promover um dia de Romeu e Julieta modernos na escola, quando os alunos apresentarão as peças produzidas para os demais alunos da escola. Sugestões de interdisciplinaridade Artes visuais: criação de uma peça teatral, filme Língua portuguesa: produção de texto, miniconto Informática: criação no Twitter Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências MEYER, Stephenie. Lua nova. 2. ed. Rio de Janeiro: Intríseca, 2008 SEIXAS, Heloisa. Contos mais que mínimos. Rio de Janeiro: Tinta Negra Bazar, 2010. SHAKESPEARE, William. Romeu e Julieta. Porto Alegre: L&PM, 2006. LUA NOVA. Diretor: Chris Weitz. EUA: Paris Filmes 2009. DVD. ROMEU E JULIETA. Diretor: Baz Luhrmann. EUA: Fox Microservice. 1996. DVD. A SAGA CREPÚSCULO: LUA NOVA – Trailers, imagens, sinopse, críticas... | AdoroCinema – Filmes. Disponível em: <http://www.adorocinema.com/filmes/lua-nova/> Acesso em: 31 de jan. 2011 MINICONTO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Miniconto>. Acesso em: 11 jan. 2011. MINICONTOS COTIDIANOS. Disponível em: <http://minicontos.blogspot.com/>. Acesso em: 31 jan. 2011. VEREDAS – revista de minicontos e micronarrativas – literatura de Brasil e Portugal. Disponível em: <http://www.veredas.art.br/>. Acesso em: 31 jan. 2011.


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Lenice Gomes Lenice Gomez (Japi, PE, 1953) é graduada em História, especialista em Literatura Infanto-Juvenil, pesquisadora e contadora de histórias. Há quase qua trinta anos Lenice escreve e conta histórias para crianças. Tem 16 llivros publicados, dentre os quais Amores em carnavais: mistério dos papangus, Brincando adivinhas, Na boca do mundo e Pelas ruas da orapap lidade, publicados pela editora Paulinas. lida

Mafuá dos magafamágicos (1º e 2º anos do ensino fundamental) Um caminhão vermelho-alaranjado estacionou na porta da bodega ega do Ambrósio e fez descer a engraçada Trupe Piolin. Os magafamágicos cos não querem deixar morrer as riquezas do folclore. Então, em sua parada da são como lumes guias, apresentam brincadeiras, cantorias, quadrinhas, as, parlendas e adivinhas, para não deixar ninguém parado num canto. Materiais e recursos Livro Mafuá dos magafamágico,de Lenice Gomes Livros de adivinhas e quadrinhas CD para gravar Sulfite 60 Giz de cera Nanquim ou tinta guache Esponja Etapas propostas 1. Ler para os alunos a obra Mafuá dos magafamágicos, de Lenice Gomes. 2. Para a compreensão da história, questioná-los: • O que significa mafuá? • Quem eram os magafamágicos? • O que aconteceu quando o caminhão chegou à bodega do seu Ambrósio? • O que você mais gostou na história? 3. Apresentar as características das parlendas, quadrinhas e ou adivinhas. 4. Pesquisar quadrinhas para serem lidas em aula. O professor recita uma quadrinha e suprime a última rima, para ser completada pelos alunos, que, por sua vez, devem mencionar palavras que rimem e que sejam coerentes com o texto num todo. 5. Propor aos alunos uma leitura conjunta com o professor e levá-los a memorizar algumas quadrinhas. 6. Produzir uma caixa com cartões coloridos, nos quais esteja escrita uma palavra. O aluno deverá escolher um cartão, ler e escrever palavras que rimem com aquela. Cada aluno deverá ter uma lista de palavras. Após, os alunos poderão trocar as listas entre si, o que poderá contribuir para a ampliação do seu vocabulário. 7. Entregar uma folha com quadrinhas em que algumas palavras foram retiradas. Desafiar os alunos para que completem as lacunas mantendo a coerência do texto. Exemplo:


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Quadrinha Você diz que sabe muito, borboleta sabe mais vira de perna pra cima, coisa que você não faz. Quadrinha com lacuna Você diz que sabe muito, borboleta sabe _______ vira de perna pra cima, coisa que você não _____.

Sugestão de Quadras Laranjeira pequenina carregadinha de flor eu também sou pequenina carregadinha de amor

Tanto limão, tanta lima, tanta silva, tanta amora, tanta menina bonita e meu pai sem uma nora.

Sete e sete são catorze Com mais sete, vinte e um Tenho sete namorados E não gosto de nenhum

Todos nós temos defeitos digo isto sem ar de riso alguns são tortos do corpo outros aleijados do juízo

Lá no fundo do quintal Tem um tacho de melado Quem não sabe cantar versos É melhor ficar calado.

Quem será que pendurou Tantas estrelinhas no céu? Eu também vou fazer estrelinhas Recortadas de papel.

Palavra fora da boca É pedra fora da mão Tu tens me dito palavras De cortar-me o coração

Ó minha mãe, minha mãe Ó minha mãe, minha amada Quem tem uma mãe tem tudo Quem não tem mãe não tem nada!

8. Solicitar que os alunos pesquisem junto aos familiares quadrinhas e adivinhas. 9. Organizar um momento para que os alunos possam ler as quadrinhas que trouxeram. Cada aluno escolhe uma para ilustrar, utilizando a técnica do nanquim raspado ou da pintura esponjada. Expor os trabalhos na escola. 10. Reunir os alunos para fazer um momento de desafios de adivinhas. Após a brincadeira, solicitar que eles registrem as adivinhas em seus cadernos.

Técnica da pintura esponjada 1. Escrever a quadrinha em folha sulfite 60 e ilustrá-la como desejar. 2. Recortar vários formatos pequenos de esponja. A esponja pode funcionar como um carimbo, se recortada na forma da figura desejado. 3. Molhar a esponja na tinta e bater delicadamente sobre o papel.

Técnica do nanquim* raspado 1. Utilizar uma folha sulfite 60. Cobrir toda a superfície da folha com o giz de cera. O giz deve ser precisamente pressionado sem deixar pontos brancos na folha.

2. Molhar o pincel na tinta e pintar sobre a folha colorida com o giz. Passar uma camada e deixar secar. Após, verificar se as partes coloridas do giz de cera foram completamente cobertos pela tinta. Se necessário, passar mais uma camada de tinta e esperar secar. 3. Desenhar (raspar) sobre a tinta com uma ponta seca. * o nanquim pode ser substituído por tinta guache.


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Trabalho final Sugestão 1 Apresentação de quadrinhas na escola. Os alunos deverão memorizar quadrinhas e apresentá-las para outras turmas da escola. Gravar um CD com o áudio das quadrinhas recitadas pelos alunos. Postar os áudios no blog da Jornadinha. Sugestão 2 Criar um álbum de adivinhas ilustrado e postá-lo no blog da Jornadinha. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: leitura e escrita Artes visuais: técnicas de desenho e expressão oral Educação física: brincadeiras populares Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências FERREIRA, H.; GOMES, L. Pelas ruas da oralidade. 2.ed. São Paulo: Paulinas, 2006. GARCIA, Rose Marie Reis; MARQUES, Lilian Argentina. Brincadeiras cantadas. Porto Alegre: Kuarup, 1989. GOMES, L. Escuta só... o que é? o que é? (adivinhas de brincar). São Paulo: Cortez, 2007. _______. Mafuá dos magafamágicos. São Paulo: Paulinas, 2007. CONSTRUIR NOTÍCIAS. Disponível em: <www.construirnoticias.com.br/asp/materia.asp?id=42>. Acesso em: 7 jan. 2011.


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Leonardo Brasiliense Leonardo Brasiliense (São Gabriel, RS, 1972) começou a escrever dedicando-se ao miniconto. Em 2005, escreveu Adeus conto de fadas, livro dedic dedicado ao público juvenil, pelo qual obteve o prêmio Jabuti de Melhor dedi Livro Livr Juvenil em 2007. É também autor dos livros O desejo da psicanálise, Meu sonho acaba tarde, Desatino, Olhos de morcego, este último vencedor do prêmio Livro do Ano 2008, concedido pela Associação Gaúcha de Escritores na categoria Conto; Whatever e Três dúvidas – novela. Vem Es publicando contos, minicontos e artigos em periódicos, antologias e sites pu literários. lite

Whatever (ensino médio) O livro traz dez contos protagonizados por João Pedro, jovem que frequenta os últimos anos na escola. Porém nada, nem mesmo a proximidade do fim de uma etapa e a necessidade de decisão sobre que ue profissão seguir ou, no mínimo, para que curso prestará o vestibular, paarece provocar qualquer reação em João Pedro. Tanto faz. Nada parece e animá-lo ou dar sentido à sua vida de adolescente classe média-média. a. Tudo é igual a tédio e desinteresse. Whatever... Materiais e recursos Livro Whatever, de Leonardo Brasiliense Miniconto “O vizinho”, de Leonardo Brasiliense Música “O quintal do vizinho”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos Computador com internet Etapas propostas 1. Apresentar aos alunos o autor Leonardo Brasiliense e Whatever sua obra, Whatever, assim como o tema da 14a Jorna- Pron 1 (tudo) o que: give whatever you can. da Nacional de Literatura e da 6ª Jornadinha Nacional Dê o quanto você puder. 2 whatever happens o que quer que aconteça 3 que diada Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e bo: Whatever can it be? Que diabos pode mídias”. ser? 4 (coloq, irôn) tanto faz: “What would 2. Ler com a turma o conto “A vida dos outros”, contido you like to do today?” “Whatever.” – O que no livro citado anteriormente (p. 33-44). Após a leitura, você gostaria de fazer hoje – Tanto Faz. analisar a atitude curiosa de João Pedro, por meio de Oxford, dicionário escolar. Ed: Oxford, 2007. perguntas norteadoras: • No início, João Pedro sequer pegava os binóculos que sua mãe lhe dera, mas depois tornouse um hábito espiar pela janela. O que provoca a curiosidade em João Pedro? • A expressão popular “o quintal do outro é sempre mais verde” pode ser relacionada com o conto? Como? • Por que João repreende a senhora quando vai, assim como ele, espiar pela janela? • Vocês já espiaram ou tiveram curiosidade de espiar seus vizinhos? 3. Posteriormente à discussão sobre o conto, ler o miniconto “O vizinho”, também de autoria de Leonardo Brasiliense, fazendo um cotejo com o conto anterior.


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O vizinho Meu vizinho do outro lado da rua passa a vida olhando a vida - dos outros - pela janela. É um homem velho e acho que doente: não imagino outro motivo para ele ficar o tempo todo assim. E ali onde o vejo deve ser o seu quarto. Uma pessoa como ele não deve sair nunca do quarto. Há de receber muitos cuidados, por uma enfermeira particular, talvez, ou por alguém que o ame. Fico mais tranquilo se pensar que ele é amado. Assim fica menos triste ver passar a vida, ele lá, da sua janela, e eu aqui, da minha. (Publicado em 27/09/2010).

4. Debater com os alunos os dois textos lidos, relacionando-os: • Qual a diferença entre os dois textos em relação à abordagem do assunto? • Qual a diferença em relação ao gênero literário? • Qual lhes chamou mais atenção: o conto ou o miniconto? • Por que, em sua opinião, o autor escolheu escrever um como conto e outro como miniconto? 5. Posterior à discussão, esclarecer aos alunos as diferenças entre conto e miniconto por meio da definição do miniconto, segundo refere Tatiana Capaverde: “todos aqueles contos que não ultrapassam duas páginas de extensão, chamados também de microconto, microrrelato, minificção, conto brevíssimo ou conto de miniatura.” (2004, p. 31).

Quanto ao conto, apresentam-se o verbete do Dicionário Houaiss e uma análise, também de Capaverde: conto m.s. (sXIII) 1 LIT narrativa breve concisa, contendo um só conflito, uma única ação (com espaço ger. limitado a um ambiente, unidade de tempo, e número restrito de personagens < os c. de As Mil e uma Noites>< os c. de Machado de Assis> [...] (Dicionário Houaiss, p. 536) O conto tem seu nascimento marcado pela missão de transferir um conhecimento de uma pessoa a outra. Possui, portanto, em sua gênese, a missão de contar, de noticiar fatos ocorridos, de relatar acontecimentos passados, tendo, desta forma, uma íntima relação referencial com a realidade. A história do conto está marcada, portanto, com essa relação de contar. Porém, o conto literário não tem compromisso com o evento real, não é um documento. (CAPAVERDE, 2004; p. 20)

6. Propor a audição da música “O quintal do vizinho”, de Roberto e Erasmo Carlos. Em seguida cotejar a temática da música com os dois textos lidos. Trabalho final Sugestão 1 Propor aos alunos a composição de minicontos sobre a temática vizinho/vizinhança, estabelecendo um limite de 140 caracteres para as produções. Apresentar a rede social Twitter aos alunos para que, após a produção dos minicontos, possa-se criar um Twitter da turma para postar seus trabalhos. Sugestão 2 Propor aos alunos a criação de uma música com a temática vizinho/vizinhança. Os alunos deverão gravar suas performances e postá-las num canal da Jornada no Youtube. Sugestão 3 Propor que os alunos produzam um conto também com a temática vizinho/vizinhança. Após a produção, os contos poderão ser postados num blog da turma. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura brasileira: conto, miniconto e produção textual Música: produção musical


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Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências BRASILIENSE, Leonardo. Whatever. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2009. CAPAVERDE, Tatiana da Silva. Intersecções possíveis: o miniconto e a série fotográfica. 2004. Dissertação (Mestrado em Literatura Comparada) – Instituto de Letras, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2004. HOUAISS, Antonio. Dicionário Houaiss de língua portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. TEMPLE, Mark. Dicionário Oxford escolar: Para estudantes brasileiros de inglês. 2. ed. Oxford: Oxford, 2007. CARLOS, Roberto; CARLOS, Erasmo. O Quintal do Vizinho In: CARLOS, Roberto, CARLOS, Erasmo. Quero que vá tudo pro inferno. São Paulo: CBS, 1965. 1 CD. BRASILIENSE, Leonardo. O vizinho. [miniconto]. Disponível em: <http://www.leonardobrasiliense. com.br/?apid=1660&tipo=2&dt=0&wd=&titulo=O%20vizinho>. Acesso em: 6 jan. 2011.


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Luiz Antonio Aguiar Luiz Antonio Aguiar (Rio de Janeiro, 1955) é escritor. Mestre em Literatura Brasileira pela PUC-RJ, é autor de artigos sobre a obra de Machado de A Assis e de livros sobre o escritor. É um dos fundadores e membro da Associação dos Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil. Asso Foi inscrito na Lista de Honra do International Board on Books for Young People 2008 pela tradução de Os corvos de Pearblossom, de Aldous Peo Huxley, e selecionado para o White Ravens 2008 por Sonhos em amaHu relo, o garoto que não esqueceu Van Gogh. Além do prêmio Jabuti re 1994, Confidências de um pai pedindo arrego também conquistou o 19 UBES – Adolfo Aizen. Também conquistou menções “Altamente ReU comendável” da FNLIJ, com Confidências de um pai pedindo arrego, c Eles são sete (contos), O fantasma do barão de Munchausen, Contos de Copacabana, Alqueluz, Assim tudo começou, Que haja a escrita, O mundo mun é dos canários, O que é qualidade em literatura infantil? (ensaios), O cavaleiro das palavras e Sonhos em Amarelo, Brincos de ouro e sentimentos pingentes e Almal i d l S naque Machado de Assis. Conquistou em 2009 o prêmio Malba Tahan de “Melhor Livro Informativo” de 2008, pela FNLIJ. Pela editora Galera Record lançou em 2010 Quem matou o livro policial?

Quem matou o livro policial? (6º ao 9º anos do ensino fundamental) A obra é um divertido thriller sobre detetives, assassinatos e como mo escrever um romance policial. Um serial killer em atividade há 130 anos, os, um gabinete de leitura, que oculta o maior mistério já investigado por or qualquer detetive das novelas policiais: o assassinato a sangue frio do último livro de Raven Hastings, cometido na Capital Brasileira da Liteeratura. No decorrer da história, o autor Luiz Antonio Aguiar nos fornece e informações sobre escritores e obras de narrativa policial. Materiais e recursos Livro Quem matou o livro policial?, de Luiz Antonio Aguiar Romances policiais Televisão e aparelho de DVD Computador com internet Etapas propostas 1. Apresentar aos alunos o autor Luiz Antonio Aguiar e o livro Quem matou o livro policial?, assim como o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional da Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Solicitar a leitura da obra informando aos alunos que se trata de um romance policial. O romance policial é um tipo de narrativa que expõe uma investigação fictícia. Toda narrativa policial apresenta um crime e alguém disposto a desvendá-lo, o detetive. 3. Debater com os alunos, após a leitura do livro, a seguinte questão: - O detetive Marco Polo faz uso somente da tecnologia para realizar as suas investigações. Os detetives mais famosos da história das narrativas policiais fazem uso de outros métodos de investigação, estes citados no decorrer da obra. É possível elucidar um crime fazendo uso somente da tecnologia?


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4. Distribuir aos alunos a reportagem “Detetives à moda da casa”, da revista Época (Anexo 1). Na sequência, sugerir a leitura de romances policiais brasileiros e estrangeiros. As obras podem ser selecionadas dentre as referidas na reportagem. 5. Socializar em aula as leituras realizadas com o objetivo de ampliar o repertório de leitura desse gênero narrativo. Trabalho final Sugestão 1 No livro a protagonista Ágata Maria Malovan participa de um clube de leitura. O professor poderá propor a criação de um clube de leitura, agrupando os alunos preferência de leitura. Por exemplo, poesia, romance de aventuras (ficção científica, mitologia e magia, super-heróis), contos, histórias em quadrinhos, entre outros. Sugestão 2 Promover na escola uma sessão de filmes de detetive (Anexo 2) com a intenção de mostrar aos alunos os métodos de investigação utilizados pelos escritores desse gênero narrativo. Após, realizar um debate, incentivando-os a comentar sobre os filmes. Os comentários poderão ser publicados num blog específico sobre o assunto: Filmes de detetive a que eu assisti. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e Literatura brasileira: gêneros narrativos Artes visuais: filmes Internet: blog Referências AGUIAR, Luiz Antonio. Quem matou o livro policial? Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. Luiz Antonio Aguiar. Disponível em: <http://www.luizantonioaguiar.com.br/>. Acesso em: 1o abr. 2011. REVISTA ÉPOCA. Disponível em: <http://epoca.globo.com/edic/20000724/cult1a.htm>. Acesso em: 1o abr. 2011. OS 10 DETETIVES MAIS GENAIS DOS LIVROS, filmes e HQs. Disponível em: <http://veja.abril. com.br/blog/10-mais/diversao/os-10-detetives-mais-geniais-dos-livros-filmes-e-hqs/>. Acesso em: 1o abr. 2011. Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Acessar o blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/


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Anexo 1 Detetives à moda da casa Ao atrair novos autores, o romance policial brasileiro começa a ganhar perfil próprio e a conquistar cada vez mais leitores Procurar um traço biográfico comum entre o filósofo Leandro Konder, o psicanalista Luiz Alfredo Garcia-Roza, o roqueiro Tony Bellotto, o compositor Aldir Blanc e o frade dominicano Frei Betto soa como charada para detetive resolver. Elementar, diria o mais famoso deles, Sherlock Holmes: todos arriscaram a reputação adquirida na respectiva profissão para escrever histórias policiais. Apaixonados pelo gênero, esses escritores de segunda opção reforçaram o time do romance policial no Brasil. É uma equipe ainda pequena, mas em crescimento. “Não dá para montar um clube do crime, como se faz na Inglaterra, mas já podemos nos reunir em uma mesa. Era algo impensável até poucos anos atrás”, diz Garcia-Roza, tema de recente reportagem do jornal The New York Times. O psicanalista é o criador do detetive Espinosa, um quarentão carioca, culto e solitário, protagonista de O Silêncio da Chuva, Achados e Perdidos e Vento Sudoeste. O gênero policial não desfruta tradição na literatura brasileira, mas está deixando de ser território proibido para os autores do país. Já existe uma oferta razoável de títulos inspirados em histórias ambientadas nas ruas do Rio de Janeiro, de São Paulo e de Porto Alegre. Obras nacionais e estrangeiras chegam às prateleiras das livrarias todos os meses. Além disso, duas editoras mantêm selos exclusivos para enredos policiais: começaram com lançamentos de escritores americanos e europeus, mas acabaram se rendendo também aos talentos da casa. A Coleção Negra, da Record, editou três autores brasileiros: Flávio Moreira da Costa, com Modelo para Morrer, Rubens Figueiredo, com Essa Maldita Farinha, e Tabajara Ruas, com A Região Submersa. Pelo menos outros três já estão confirmados para este ano, entre os quais o romance de estreia do compositor e cronista Aldir Blanc, cuja trama se desenrola no bairro carioca da Tijuca, uma das paixões do autor. “Policial é um gênero emergente no Brasil”, avalia Luciana Villas-Boas, da editora Record. “Supunha-se que encalhavam, mas provamos o contrário.” A Companhia das Letras também criou uma série para o mundo do crime, com edições em formato diferenciado, e outra chamada Literatura e Morte, composta de histórias fictícias de celebridades literárias. Alguns autores brasileiros, como Tony Bellotto (Bellini e a Esfinge), Patrícia Melo (O Matador) e Rubem Fonseca (O Doente Molière), vêm tendo sucesso superior ao obtido pelas estrelas estrangeiras da editora. Em setembro deve sair O Inferno, novo romance policial de Patrícia Melo. O campeão de vendas da editora – entre nacionais e estrangeiros – é Garcia-Roza. Seu livro de estreia, O Silêncio da Chuva, vendeu 15 mil unidades. A multiplicação de exemplares de um gênero tratado por muitos anos como exclusivo de americanos, franceses e ingleses deixaria intrigado até Hercule Poirot, o detetive de faro fino criado por Agatha Christie. “O gênero policial era considerado de segunda categoria no Brasil, e isso contribuiu para não se desenvolver”, afirma Luiz Schwarcz, da Companhia. “Essa visão mudou de alguns anos para cá. Diversão não é incompatível com qualidade literária.” Um dos sinais do aumento de prestígio desse segmento é a presença de autores de sólida formação intelectual, como Garcia-Roza e o filósofo Leandro Konder. Tiraram folga dos ensaios teóricos para escrever – com imenso prazer – sobre situações mais acessíveis, concretas e palpáveis. Além da queda do preconceito em relação a seu perfil popular, o filão se beneficia de fatores que transcendem a literatura. “A violência está batendo forte nas pessoas, e a literatura reflete esse espírito”, avalia Konder, autor de A Morte de Rimbaud, um dos poucos livros da coleção Literatura e Morte com o binômio tipicamente policial: sangue e mistério. O fenômeno cultural, portanto, tem raízes sociais. “O mundo mudou muito nos últimos anos”, afirma Frei Betto. “E o romance policial é uma forma de expor o mal-estar gerado pelo fim das utopias, pela crise de valores éticos e pelo crescimento da violência.” Ligado a movimentos sociais, o religioso estreou no gênero com Hotel Brasil. “Enfim, um frade no policial”, diz. O livro narra a investigação de um crime no bairro da Lapa, no Rio, onde desfila um grupo de deserdados sociais. “Tinha intenção de romper com as amarras políticas e religiosas de minha formação para divertir o leitor”, continua. O outro desafio, não só dele, é ainda maior: criar uma identidade brasileira em uma categoria literária com fortes referências estrangeiras. “Temos de imaginar nossas próprias fórmulas”, afirma o tradutor Rubem Mauro, autor de O Executante, a sair pela Coleção Negra, da Record. “Os brasileiros têm de brigar com o modelo anglosaxão, de crimes e investigações muito diferentes dos nossos”, reforça o jornalista Geraldo Galvão Ferraz, outro aficionado da categoria.


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Mestres de todos Arthur Conan Doyle - (1859-1930) O escritor escocês foi o criador de Sherlock Holmes e seu assistente, Watson. Tornou-se um dos nomes mais expressivos do romance investigativo ao evidenciar o poder de dedução de seu herói perspicaz Agatha Christie - (1890-1976) A autora inglesa deu ao mundo dois dos maiores investigadores da literatura: Hercule Poirot e Jane Marple. Notabilizou-se por cultivar vários suspeitos para um crime e finais surpreendentes Raymond Chandler - (1888-1959) O escritor americano começou a carreira aos 45 anos. Colaborou com a revista Black Mask, publicada com papel barato. Sua maior criação foi o detetive Philip Marlowe, protagonista de sete romances. É considerado o maior escritor da literatura policial Georges Simenon - (1903 - 1989) Jules Maigret é o personagem mais popular do escritor belga. O comissário não tira o cachimbo da cabeça e tenta entender a mente dos criminosos. Simenon escreveu ao todo 425 livros Dashiell Hammett – (1894-1961) Antes da literatura, era detetive da agência Pinkerton, a mais famosa do planeta. Usou os colegas para criar Sam Spade, um dos personagens mais célebres do gênero policial A necessidade de produzir uma literatura policial autêntica, livre das convenções seguidas em outros países, está entre as questões mais caras a todos esses escritores. Detetives de chapéu na cabeça, charuto na boca, bons de briga com bandidos e cheios de lábia com mulheres têm muito a ver com o universo dos livros e filmes americanos, mas pouco com a realidade brasileira. Uma opção a esse modelo tem sido a paródia. O exemplo mais famoso e debochado é Ed Mort, o investigador trapalhão inventado por Luis Fernando Verissimo. Mort divide com uma família de baratas a espelunca usada como escritório. É a caricata versão de Terceiro Mundo para personagens míticos como Philip Marlowe, o herói burilado por Raymond Chandler, um dos grandes autores do ramo. “Paródia é uma forma de buscar o incomum em um universo de lugares-comuns”, afirma Flávio Moreira da Costa, seguidor desse caminho em Modelo para Morrer, um dos maiores sucessos da Coleção Negra. “Mas escritor brasileiro é acomodado e tem medo de tentar inovar.” Moreira da Costa tentou. Seu livro funde o processo criativo de um escritor de segunda categoria, cheio de histórias vendidas em bancas de jornal, com os passos do detetive americano criado por esse mesmo autor. A matriz dos noirs americanos vira alvo de chacota. O humor é uma das vias possíveis, mas nem de longe a única. Alguns autores escolheram abordagens sérias e realistas adaptadas à realidade do país. O gaúcho José Clemente Pozenato criou um atípico delegado, Hilário Pasúbio, protagonista de três livros, invariavelmente situados na região serrana do Rio Grande do Sul: Loteamento Clandestino, O caso do martelo e O caso do e-mail. Pasúbio é ex-seminarista, possui valores morais rigorosos e cultiva a honestidade. “Uso as investigações dele para fazer um estudo sobre o ambiente em que os crimes acontecem”, diz Pozenato. Explorar as zonas sombrias da natureza humana e da sociedade é comum nesse tipo de livro. Tabajara Ruas utilizou o mesmo recurso em A Região Submersa, escrito no fim dos anos 70, na Dinamarca, e relançado recentemente. A investigação aparentemente simples de Cid Espigão, um fracassado detetive particular de Porto Alegre, sem carro, sem casa e sem telefone, deságua nos bastidores da repressão militar. Paraninfo do gênero no Brasil, Rubem Fonseca superou limites. Usou o modelo investigativo em alguns contos e romances para expor o lado perverso da alma e da sociedade brasileira. “Ele é o pai de todos por aqui”, elogia Garcia-Roza. “Transformou a pulp fiction em pop fiction”, brinca. Embora seja um gênero de apelo popular, o romance policial sempre atraiu a chamada alta cultura. Um dos pilares da psicanálise, o francês Jacques Lacan analisou em um seminário A carta roubada, de Edgar Allan Poe, considerado o conto fundador do gênero policial. O ensaísta Franklin Goldgrub dedicou todo um livro, Freud, Marlowe & Cia, ao parentesco entre o pai da psicanálise e o detetive criado por Chandler. Essa fronteira entre a literatura de finas letras e aquela dirigida apenas ao entretenimento às vezes é embaralhada. “Autores refinados como os argentinos Ricardo Piglia e Jorge Luiz Borges também usaram a linguagem dos policiais para tratar de temas variados com sofisticação”, lembra Sonia Coutinho.


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Com Os seios de Pandora, uma investigação em tons psicológicos centrada na figura da jornalista Dora Diamante, que atua como legítima detetive, a escritora ganhou o Jabuti de 1998. Além de ter conquistado o mais respeitado prêmio literário do país, o romance policial brasileiro anda flertando com a imortalidade. Amigos de Rubem Fonseca articulam a candidatura do escritor à Academia Brasileira de Letras. (http://epoca.globo.com/edic/20000724/cult1a.htm)

Anexo 2 Os 10 detetives mais geniais dos livros, filmes e HQs Seja perseguindo pistas e pegadas com a ajuda de uma lupa na mão ou bolando teorias entre uma baforada e outra de cachimbo, eles desvendaram os mistérios mais intrigantes dos policiais. Conheça quem são os melhores detetives da ficção: 1. Sherlock Holmes Não precisa ser nenhum Sherlock para saber quem é o mais popular detetive da ficção mundial. Entre uma e outra baforada de cachimbo, o personagem criado pelo escocês Sir Arthur Conan Doyle ficou famoso por desvendar mistérios através de métodos científicos, da observação detalhada e da lógica dedutiva. E tudo sempre na companhia de seu fiel colaborador, o doutor Watson. O cenário de suas aventuras era uma Londres urbana do final do século XIX, onde o detetive vivia em um endereço na rua Baker Street – hoje um museu. Entre as histórias mais famosas de Sherlock Holmes estão Um Estudo em Vermelho e O Cão dos Baskervilles. 2. Hercule Poirot Considerado um dos mais importantes personagens da literatura policial, o lendário Hercule Poirot foi criado em 1916 pela eterna rainha do crime, Agatha Christie. O metódico detetive belga protagonizou a maioria dos livros da escritora, entre eles o famoso Assassinato no Expresso Oriente. Sempre vestido de forma elegante e com seu bigode inconfundível, chegou a ser interpretado em peças de teatro, séries de TV, filmes e programas de rádio. Mas Poirot não gostava de perseguir pistas como pegadas ou impressões digitais. Em vez disso, preferia resolver os mistérios sentado em sua poltrona, com a ajuda da “massa cinzenta”. 3. Inspetor Clouseau Personagem da série cômica A Pantera-Cor-de-Rosa, o atrapalhado policial francês provocava confusão por onde passava. Como inteligência não era o seu forte, sempre elaborava teorias absurdas sobre os crimes e acabava resolvendo os mistérios apenas por acidente. A encarnação clássica do inspetor Clouseau foi feita pelo ator Peter Sellers, que aparece em seis filmes da série. Uma delas é A Nova Transa da Pantera Cor-de-Rosa, de 1976, onde as trapalhadas de Clouseau o impedem até de entrevistar as testemunhas de um crime. A sequência de filmes fez tanto sucesso que acabou originando uma famosa animação. 4. Dick Tracy Criado em 1931 pelo cartunista Chester Gould, o ágil Dick Tracy se tornou um dos mais célebres detetives das histórias em quadrinhos. Em cada tira, ele aparecia sempre com seu indefectível relógio – que em plena década de 30 já recebia e emitia sons e imagens -, perseguindo vilões de forma implacável. As histórias costumavam mostrar a violência urbana de Chicago, cidade onde Gould vivia. Em 1990, Dick Tracy foi parar nas telas de cinema interpretado por Warren Beatty – o mesmo ator do clássico Bonnie e Clyde. No filme, o principal papel feminino é de Madonna, que interpreta a cantora de cabaré Breathless Mahoney. 5. Miss Marple Criação da britânica Agatha Christie, uma das maiores romancistas policiais de todos os tempos, a velhinha Jane Marple era uma detetive amadora e solteirona que vivia no vilarejo fictício de St. Mary Mead. A personagem aparece em doze obras da escritora, entre elas, O assassinato na casa do Pastor, Os treze problemas e Nêmesis. Embora tenha sido representada por diversas atrizes no cinema e na televisão, a astuta investigadora acabou sendo imortalizada pela interpretação da inglesa Joan Hickson. No vídeo abaixo, a atriz faz o papel de Miss Marple no filme Um corpo na biblioteca, feito em 1984 especialmente para a TV.


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6. Comissário Maigret O paciente inspetor francês é obra do escritor belga Georges Simenon, que ambientou seu personagem na Paris dos anos 1930 até o final dos anos 1960. Nas histórias, Jules Maigret era descrito como um detetive pouco ortodoxo que trabalhava em um escritório de investigações criminais no Quai des Orfèvres, na capital francesa. Fumante inveterado de charuto, ele vivia em um apartamento no boulevard Richard-Lenoir ao lado de sua companheira, a Madame Maigret. Seu método de trabalho se caracterizava pelo uso da intuição em detrimento das evidências factuais. Em vez de descobrir como se deu um crime, Maigret preferia saber o que motivou o criminoso. 7. Gil Grissom Interpretado pelo ator William Peterson, o genial líder da equipe de investigações da polícia científica americana analisava intrincadas cenas de crime e resolvia diversos mistérios de CSI: Crime Scene Investigation. A série da emissora CBS mostra os bastidores de um laboratório de perícia criminal de Las Vegas, tendo o médico-legista Gil Grissom no papel principal. Em janeiro de 2009, no entanto, o personagem teve de abandonar o enredo devido à saída de Petersen, que resolveu se dedicar ao teatro. A despedida de Grissom do seriado foi ao ar no dia 15 de janeiro, deixando uma legião de fãs inconsoláveis pelo mundo. 8. Ed Mort Como uma paródia dos romances policiais americanos, surgiu o brasileiro Ed Mort, detetive particular trapalhão criado por Luís Fernando Veríssimo. Sempre com problemas financeiros, o personagem dividia seu escritório – situado em uma galeria sórdida do Rio de Janeiro – com 17 baratas e um rato albino chamado Voltaire. Em 1997, o fracassado investigador virou filme na pele de Paulo Betti, com direção de Alain Fresnot. Participaram do elenco artistas como Chico Buarque, Zé do Caixão, Gilberto Gil, Luiza Tomé, Cláudia Abreu e Ary Fontoura. Mas por uma questão de economia de orçamento, Ed Mort foi transferido para uma sala no centro de São Paulo. 9. Philip Marlowe O detetive durão criado pelo americano Raymond Chandler acabou se tornando um dos maiores personagens da literatura policial. Philip Marlowe apareceu pela primeira vez em 1939, para solucionar um mistério no romance O sono eterno. O personagem era um investigador beberrão, sarcástico e melancólico, muito mais humano e contraditório que o clássico modelo de detetive das ficções de então. Entre um e outro cigarro, Marlowe investigava desde as mansões de Beverlly Hills até os bairros pobres da periferia de Los Angeles, sempre relutante na hora de aceitar um trabalho e nunca deixando de lado uma atitude contemplativa e filosófica. 10. Auguste Dupin Na narrativa Os assassinatos da rua Morgan, publicada em abril de 1841 na Graham’s Magazine, Edgar Allan Poe dá vida ao Chevalier Auguste Dupin, o primeiro entre os detetives mais famosos da literatura mundial. Dotado de um raciocínio extremamente lógico, o investigador francês acabou protaganizando duas outras histórias de Poe: A carta roubada (1845) e O mistério de Marie Roget (1845). E em todas elas, mostrava como a inteligência – com a ajuda da colheita de pistas e muita observação – era capaz de solucionar mistérios e apontar os culpados de determinado crime.


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Marcelino Freire Marcelino Freire (Sertânia, PE, 1967) passou boa parte da infância e juventude em Recife, onde participou de um grupo de teatro escrevendo juven textos para algumas peças. Em 1991, mudou-se para São Paulo, onde texto reside até hoje. Foi idealizador e editor da coleção 5 Minutinhos, distriresi buídos gratuitamente com textos inéditos de nomes como Moacyr Scliar, buí Luis Fernando Verissimo, Haroldo de Campos, entre outros. Organizou Lui a antologia Os cem menores contos brasileiros do século e escreveu a Angu An de sangue, eraOdito, BaléRalé, Contos negreiros (vencedor do prêmio Jabuti 2006) e Rasif - mar que arrebenta. Alguns contos de p seus livros Contos negreiros e Rasif - mar que arrebenta foram adaps tados para a dança e para o teatro, produzidos, respectivamente, pet los grupos Visível Núcleo de Criação e Coletivo Angu de Teatro de Pernambuco.

Rasif: mar que arrebenta (ensino médio) Um homem leva um travesti para casa depois de uma noitada. Um menino quer ser poeta, mas o sonho do pai é que ele se torne jogador de futebol. Uma balconista apaixonada por um cliente e que faz tudo para ra conseguir um final feliz. Marcelino Freire cria em Rasif – mar que arrerebenta contos para ler em voz alta. Neles fala dos excluídos com graça, a, dos desvalidos, deixando um riso irônico como recordação. Neste Rasiff – mar que arrebenta, Marcelino constrói histórias que lidam com finais s dos tempos particulares, como o apocalipse dos dias atuais, a guerra cotidiana. São narrativas de amor cruel e de ódio apaixonado. No livro, o autor retoma sua prosa lírica, oral, onírica, por vezes satírica e sarcástica. Materiais e recursos Computador com internet Projetor multimídia Livro Rasif - mar que arrebenta, de Marcelino Freire DVD: Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá Etapas propostas 1. Convidar os alunos a fazerem uma leitura coletiva, por meio do projetor multimídia e/ou de textos impressos, dos contos “Trabalhadores do Brasil” e “Totonha”, de Marcelino Freire, do livro Contos negreiros. O conto “Totonha” está disponível no site (http://culturadetravesseiro.blogspot. com/2010/05/marcelino-freire.html) e o conto “Trabalhadores do Brasil”, no site (www.sararau. com.br/2009/01/marcelino-freire-mar-que-arrebenta) Para potencializar a leitura coletiva, os contos poderão ser lidos por toda a turma ao mesmo tempo, porém oralizados por um dos alunos ou pela professora, respeitando o tom e o andamento dramático do texto.


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Trabalhadores do Brasil Enquanto Zumbi trabalha cortando cana na zona da mata pernambucana Olorô-Quê vende carne de segunda a segunda ninguém vive aqui com a bunda preta pra cima tá me ouvindo bem? Enquanto a gente dança no bico da garrafinha Ode trabalha de segurança pega ladrão que não respeita quem ganha o pão que o Tição amassou honestamente enquanto Obatalá faz serviço pra muita gente que não levanta um saco de cimento ta me ouvindo bem? Enquanto Olorum trabalha como cobrador de ônibus naquele transe infernal de trânsito Ossonhe sonha com um novo amor pra ganhar 1 passe ou 2 na praça turbulenta do Pelô fazendo sexo oral anal seja lá com quem for ta me ouvindo bem? Enquanto Rainha Quelé limpa fossa de banheiro Sambongo bungo na lama e isso parece que dá grana porque o povo se junta e aplaude Sambongo na merda pulando de cima da ponte ta me ouvindo bem? Hein seu branco safado? Ninguém aqui é escravo de ninguém. Totonha Capim sabe ler? Escrever? Já viu cachorro letrado, científico? Já viu juízo de valor? Em quê? Não quero aprender, dispenso. Deixa pra gente que é moço. Gente que tem ainda vontade de doutorar. De falar bonito. De salvar vida de pobre. O pobre só precisa ser pobre. E mais nada precisa. Deixa eu, aqui no meu canto. Na boca do fogão é que fico. Tô bem. Já viu fogo ir atrás de sílaba? O governo me dê o dinheiro da feira. O dente o presidente. E o vale-doce e o valelingüiça. Quero ser bem ignorante. Aprender com o vento, ta me entendendo? Demente como um mosquito. Na bosta ali, da cabrita. Que ninguém respeita mais a bosta do que eu. A química. Tem coisa mais bonita? A geografia do rio mesmo seco, mesmo esculhambado? O risco da poeira? O pó da água? Hein? O que eu vou fazer com essa cartilha? Número? Só para o prefeito dizer que valeu a pena o esforço? Tem esforço mais esforço que o meu esforço? Todo dia, há tanto tempo, nesse esquecimento. Acordando com o sol. Tem melhor bê-á-bá? Assoletrar se a chuva vem? Se não vem? Morrer, já sei. Comer, também. De vez em quando, ir atrás de preá, caruá. Roer osso de tatu. Adivinhar quando a coceira é só uma coceira, não uma doença. Tenha santa paciência! Será que eu preciso mesmo garranchear meu nome? Desenhar só pra mocinha aí ficar contente? Dona professora, que valia tem o meu nome numa folha de papel, me diga honestamente. Coisa mais sem vida é um nome assim, sem gente. Quem está atrás do nome não conta? No papel, sou menos ninguém do que aqui, no Vale do Jequitinhonha. Pelo menos aqui todo mundo me conhece. Grita, apelida. Vem me chamar de Totonha. Quase não mudo de roupa, quase não mudo de lugar. Sou sempre a mesma pessoa. Que voa. Para mim, a melhor sabedoria é olhar na cara da pessoa. No focinho de quem for. Não tenho medo de linguagem superior. Deus que me ensinou. Só quero que me deixem sozinha. Eu e minha língua, sim, que só passarinho entende, entende? Não preciso ler, moça. A mocinha que aprenda. O doutor. O presidente é que precisa saber o que assinou. Eu é que não vou baixar minha cabeça para escrever. Ah, não vou.

2. Perguntar aos alunos o que mais lhes chamou atenção durante a leitura dos contos, seja em relação ao conteúdo, seja às características de linguagem, como a ironia, a rima, o coloquialismo, o sarcasmo, as metáforas, etc. 3. Exibir os vídeos do Youtube, nos quais Marcelino Freire oraliza seus textos, “Trabalhadores do Brasil” e “Totonha”, observando a expressividade da leitura do autor. 4. Familiarizar os alunos com a trajetória literária do autor, apresentando no projetor multimídia a biografia de Marcelino Freire e também um breve comentário sobre o livro Rasif: mar que arrebenta. 5. Apresentar as características do conto. O conto é a forma narrativa, em prosa, de menor 6. Solicitar aos alunos a leitura da obra Rasif: mar extensão (no sentido estrito de tamanho). Entre suas principais características, estão a concisão, que arrebenta. Após, orientá-los a comentar a precisão, a densidade e a unidade de efeito. O com os colegas sobre as temáticas abordadas conto precisa causar um efeito singular no leitor; em cada conto e sobre o que mais lhes chamou muita excitação e emotividade. Inicialmente, fazia a atenção quanto à forma como foram escritos. parte da literatura oral e Boccaccio foi o primeiro O professor também poderá distribuir alguns a reproduzi-lo de forma escrita com a publicação de Decamerão. Ao escritor de contos dá-se o contos impressos para otimizar a atividade. nome de contista. 7. Perguntar aos alunos se já vivenciaram direta Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Conto ou indiretamente em suas famílias, bairro ou cidade alguma situação semelhante às citadas


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nos contos, tais como conflitos indígenas, analfabetismo, pedofilia, miséria, preconceito racial, desigualdade social, consumismo, violência, homossexualismo, trabalho escravo, turismo sexual, prostituição infantil, entre outros. 8. Exibir o documentário: Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá, dirigido por Sílvio Tendler, que traça um paralelo com a obra de Marcelino Freire. O documentário também poderá ser encontrado no Youtube. Solicitar aos alunos que estabeleçam uma relação entre os assuntos abordados nos contos e as questões tratadas no documentário. Após a exibição, conduzilos a expressar suas observações. Questioná-los sobre os motivos que, na opinião deles, levam a sociedade a enfrentar os conflitos citados nos Quando o mundo estava pautado pelo pensamento contos e no documentário e quais seriam os camiúnico da globalização o professor Milton Santos foi a voz discordante denunciando as perversidades do nhos a serem seguidos para melhorar a vida em que chamou de globalitarismo, sistema econômico sociedade. que provoca concentração de riqueza entre os ricos 9. Ampliar a discussão relacionando alguns contos e que distribui mais pobrezas para os desfavorecidos. de Marcelino Freire com o cinema, música, teatro O filme Encontro com Milton Santos ou o mundo global visto do lado de cá apresenta a última entrevista e dança, para que estabeleçam uma relação endo geógrafo Milton Santos, na qual ele traça um paitre a literatura e outras linguagens. Como sugesnel das desigualdades entre o norte rico e o mundo tão, o professor poderá exibir filmes como: Anjos do sul saqueado, apresentando alternativas e um do sol, dirigido por Rudi Lagemann; Céu de Suely, prognóstico otimista sobre o futuro da humanidade. dirigido por Karim Aïnouz; Cronicamente inviável, Fonte:www.eovideolevou.com.br dirigido por Sérgio Bianchi, e Última parada 174, dirigido por Bruno Barreto. O professor poderá aproveitar esse momento para estabelecer uma relação com o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. Como sugestão para relacionar os contos com a dança, música e teatro, poderá ser exibido o vídeo do Youtube, onde o conto “Trabalhadores do Brasil” é musicado e cantado pelo grupo Cordel do Fogo Encantado; ou o vídeo no qual esse mesmo conto foi adaptado para um espetáculo de dança-teatro Negro de estimação, idealizado pelo Visível Núcleo de Criação de Pernambuco, com a participação do ator e bailarino Kleber Lourenço no site do Youtube – Negro de estimação http://www.youtube.com/watch?v=HfiL7nitVTA&feature=related)PROMO TAPE. Já os contos do livro Rasif – mar que arrebenta foram a inspiração para o grupo Coletivo Angu de Teatro de Pernambuco, que adaptou doze contos da obra para o teatro, também disponível no Youtube. (http://www.youtube.com/watch?v=V_33HjfkDYc&feature=related) O Mundo Global Visto do Lado de Cá dirigido por Sílvio Tendler

Trabalho final Sugestão 1 Propor aos alunos a adaptação de um dos contos de Marcelino Freire para o teatro, a dança, a música, o audiovisual, o desenho (quadrinhos, cartoon ou charge) ou fotografia (registrar situações relacionadas aos contos), tendo como referência as experiências apresentadas anteriormente. Utilizar os recursos da fotografia e vídeo para registrar as apresentações, que, posteriormente, deverão ser postadas no blog da Jornadinha. Sugestão 2 Incentivar os alunos a escrever um conto sobre as questões que mais lhes chamaram a atenção nos textos de Marcelino Freire, ou sobre outros conflitos que não tenham sido abordados. Os contos deverão ser postados no blog da Jornadinha.


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Sugestão 3 Propor aos alunos a criação de uma “balada literária” na escola, inspirada na balada organizada por Marcelino Freire, (http://baladaliteraria.zip.net). A balada poderá envolver música, dança, apresentação artística, cinema, teatro, artes plásticas, fotografia e outras linguagens, cujos conteúdos tenham alguma ligação com a obra literária de Marcelino Freire. Sugerir que os alunos selecionem alguns contos de Marcelino Freire para oralizá-los utilizando os elementos do teatro para interpretálos. Utilizar os recursos da fotografia e vídeo para registrar as apresentações, que posteriormente deverão ser postadas no blog da 6ª Jornadinha. Sugestões de interdisciplinaridade História: conflitos sociais, culturais, religiosos, políticos e econômicos no Brasil Música: linguagem e ritmo do rap e do cordel Língua portuguesa e literatura: gêneros literários Artes visuais: conflitos sociais no cinema nacional Teatro: transposição e representação teatral Na mídia Seguir o autor Marcelino Freire no Twitter: @MarcelinoFreire Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Acessar o blog do autor Marcelino Freire http://www.eraodito.blogspot.com/ Acessar o blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/ Referências FREIRE, Marcelino. Contos negreiros. Rio de Janeiro: Record, 2005. _______. Rasif: mar que arrebenta. Rio de Janeiro: Record, 2008. ENCONTRO COM MILTON SANTOS OU: O mundo global visto do lado de cá. Diretor: Sílvio Tendler. Brasil: Caliban. 2006. 1 DVD. BALADA LITERÁRIA – UOL Blog. Disponível em: <http://baladaliteraria.zip.net/>. Acesso em: 2 fev. 2011. BALADA LITERÁRIA: sobre a balada. Disponível em: <http://baladaliteraria.blogspot.com/2006/09/ sobre-balada.html>. Acesso em: 2 fev. 2011. MARCELINO FREIRE – RASIF. Disponível em: <http://www.verbo21.com.br/v1/index. php?option=com_content&view=article&id=77:marcelino-freire-rasif&catid=100:entrevistasjunho2008&Itemid=94>. Acesso em: 2 fev. 2011. TRABALHADORES DO BRASIL – Cordel do fogo encantado (letra e vídeo). Disponível em: <http:// letras.terra.com.br/cordel-do-fogo-encantado/1609064/>. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – Encontro com Milton Santos. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=ZXdD kDwTUxc&feature=related>. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – Marcelino Freire lê “Contos negreiros”. Disponível em: <http://www.youtube.com/watc h?v=WIv1KfwIstQ&feature=related>. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – Marcelino Freire lê “Trabalhadores do Brasil”. Disponível em: <http://www.youtube. com/watch?v=Tes1GKmA0_k&feature=related>. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – Milton Santos - Globalização 1/9. Disponível em: < http://www.youtube.com/watch?v= yRsRH4Pky18&feature=related >. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – Negro de estimação – promo tape. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v =HfiL7nitVTA&feature=related>. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – Negro de estimação. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=XEh6yYKK9 CQ&feature=related>. Acesso em: 2 fev. 2011. YOUTUBE – RASIF vídeos. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=V_33HjfkDYc&featu re=related>. Acesso em: 2 fev. 2011.


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Mauricio de Sousa Mauricio de Sousa (Santa Isabel, SP, 1935) é um dos mais famosos cartunistas do Brasil, criador da Turma da Mônica. Começou a desenhar cartun cartazes e ilustrações para rádios e jornais de Mogi das Cruzes, onde carta viveu. viveu Passou cinco anos escrevendo reportagem policial, que ilustrava com desenhos bem aceitos pelos leitores. Iniciou a publicação de histórias em quadrinhos em 1959, quando criou crio uma história do Bidu. As tiras em quadrinhos com um cãozinho Bidu Bid e seu dono, Franjinha, deram origem aos primeiros personagens conhecidos da Turma da Mônica. Bidu é o símbolo da sua empresa, a co Mauricio de Sousa Produções. Na revistas Lostinho-Perdidinhos nos M Quadrinhos e no primeiro número da revista Saiba Mais, no entanQ to, to é revelado que a primeira criação de Mauricio foi um personagem super-herói chamado Capitão Picolé. s Os quadrinhos de Mauricio de Sousa, atualmente publicados pela multinacional Panini Panini, têm fama internacional, tendo sido adaptados para o cinema, para a televisão e inte para videogames.

MSP + 50: por mais 50 artistas (1 ao 5o anos do ensino fundamental) o

Sequência de MSP 50, também idealizado pelo editor e jornalisalista Sidney Gusman em homenagem aos cinquenta anos de carreira de Mauricio de Sousa, reúne mais de cinquenta representantes do traço ço brasileiro interpretando os personagens de Mauricio, em diferentes estilos e gêneros. Entre os diversos autores estão Rafael Albuquerque, e, Roger Cruz, Marcatti, Rafael Grampá, Wellington Srbek, Allan Sieber, r, Mozart Couto, Rafa Coutinho, Caco Galhardo, entre outros. Materiais e recursos Livro MSP + 50 Material de uso comum Filme Karatê Kid (2010), de Harald Zwart Filme Karatê Kid, de John G. Avildsen Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”, e o cartunista Mauricio de Sousa, que estará presente na 6ª Jornadinha. 2. Solicitar a leitura da obra MSP + 50. 3. Questionar os alunos sobre seus personagens preferidos criados por Mauricio de Sousa: Que histórias eles leem? Que outros quadrinhos gostam de ler? 4. Apresentar em slides parte de umas das histórias contidas na coletânea. Uma sugestão é a história “Sessão da tarde – parte 2: primeiro período”, de Rafael Albuquerque. 5. Mostrar aos alunos releituras usadas em outros meios artísticos, como a do quadro de Leonardo DaVinci A última ceia, reinventado em propagandas publicitárias, séries de TV e em enquadramentos de histórias em quadrinhos.


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Última Ceia – Da Vinci

Última Ceia – Lost

Última Ceia – Liga da Justiça

Última Ceia – Lego

Última Ceia – Simpsons

6. No cinema são frequentes as releituras ou refilmagens, algumas muito semelhantes às originais, como Psicose (1960), refilmado em 1998. King Kong, Um professor aloprado e Fúria de Titãs Exibir o filme Karate Kid (2010) e apresentar trechos do original, de 1984, a fim de que percebam as diferenças entre os dois. Trabalho final Sugestão 1 Solicitar que os alunos escolham uma das criações de Mauricio de Sousa para reinventar o visual do personagem. Numa folha A4 recriar, individualmente, as roupas e as características físicas; em seguida, em duplas, unir suas releituras numa história em quadrinhos de até duas páginas. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura: interpretação textual Artes visuais: história em quadrinhos, história do cinema, refilmagem, releitura


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Na mídia

Postar no blog da Jornadinha http://jornadinha.blogspot.com/. Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências ALBUQUERQUE, Rafael et al. MSP + 50. São Paulo: Panini, 2010. KARATE KID. Direção de: Harald Zwart. Estados Unidos: Sony Pictures, 2010. 1 CD. KARATE KID. Direção de: John G. Avildsen. Estados Unidos: Sony Pictures, 1984. 1 CD. UNIVERSO HQ | Quadrinhos | Reviews | MSP + 50 – Mauricio de Sousa por Mais 50 Artistas. Disponível em: <universohq.com/quadrinhos/2010/review_MSPmais50.cfm>. Acesso em: 21 mar. 2011. MAURÍCIO DE SOUSA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Mauricio_de_Sousa>. Acesso em: 21 mar. 2011.


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Regina Rennó Regina Rennó (Itajubá, MG, 1955) é artista plástica, ilustradora, escritora, roteirista e diretora de cinema. Formada em Artes Plásticas pela crito Fundação Escola Guignard e em Cinema pela Escola Livre de Cinema de Fun Belo Be Horizonte, tem 46 livros publicados, entre os quais Mãe terra, Doce água ág doce e Cheiro de mato, indicados para 6a Jornadinha Nacional de Literatura. Conquistou o prêmio Octogones e várias indicações “AltaL mente Recomendável” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil. m

Ch Cheiro de mato (1º e 2º anos do ensino fundamental) A tranquilidade e a simplicidade da vida rural são celebradas por esta história, contada em versos e ricamente ilustrada pelas belas paisasagens do campo. Uma viagem de férias de uma família, aparentemente nte vinda da cidade, fica mais interessante com as descobertas de que o cheiro do bolo de fubá, da pamonha e do mato são muito bons. Esta é uma história para enaltecer os hábitos simples e lembrar que preservar ar esse ambiente é essencial. Materiais e recursos Livro Cheiro de mato, de Regina Rennó Projetor multimídia Aparelho de som Objetos para compor o ambiente Etapas propostas 1. Apresentar a autora Regina Rennó relacionando suas obras com tema da 6a Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes linguagens e mídias”. Exibir o site de Regina Rennó http://www.reginarenno.com.br/, para que os alunos conheçam o trabalho da autora como artista plástica. 2. Ambientar o espaço com sons, imagens, aromas e elementos relacionados à vida no campo para contar a história Cheiro de mato. O professor deverá projetar as ilustrações do livro durante a contação, para que os alunos possam fazer a leitura coletiva das imagens. 3. Incentivar os alunos à percepção das texturas, cores e formas das ilustrações, solicitando que expressem suas impressões. 4. Conversar com os alunos sobre a obra Cheiro de mato, perguntando se, assim como a narradora, eles também têm lembranças: Vocês já foram a um sítio ou a algum lugar parecido com sítio? Já tomaram banho de cachoeira? Subiram a árvores? Já pescaram? Colheram fruta do pé? Já comeram alimentos citados na história, como rapadura e biju? Já viram marrecos, vacas, bezerros, galinhas, entre outros? Sabem de onde vêm o leite, o queijo e os ovos que comemos? 5. Após suas respostas, comentar sobre a importância de se estar em contato com a natureza, conhecer a origem de nossos alimentos, preservar o meio ambiente, além da experiência prazerosa que a vida no campo nos proporciona por meio dos gostos, sons, cores, cheiros e texturas.


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6. Exibir o vídeo do Youtube Chico Bento – Na roça é diferente, para que percebam as diferenças entre a vida na cidade e a vida no campo. Trabalho final Sugestão 1 Propor aos alunos a produção de tintas naturais com elementos da natureza. Incentivá-los a coletar terra, folhas, cascas, flores e frutos, dos quais possam ser extraídos pigmentos de diferentes cores. O professor poderá pesquisá-los no livro Vivências do fazer pictórico com tintas naturais, da artista plástica Maria Lucinda Busato. Os alunos poderão criar diferentes pinturas. O trabalho poderá ser fotografado e postado no site da Jornadinha ou enviado para o endereço da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Sugestão 2 Incentivar os alunos a criar uma maquete de um sítio, com árvores frutíferas, bichos, rios, cachoeiras, etc., utilizando elementos da natureza, como folhas secas, terra, casca de árvores entre outros. Se possível, organizar um passeio no campo com os alunos, atividade que poderá ser fotografada e postada no site da Jornadinha. A maquete poderá ser enviada para o endereço da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Sugestão 3 Organizar uma festa na escola para a degustação da culinária do campo. Alguns alimentos poderão ser preparados na escola juntamente com os alunos. O professor deverá utilizar alimentos citados anteriormente, como leite, ovos, etc. Algumas receitas poderão ser os doces que fizeram parte da história, como biju e rapadura. Essa atividade deverá ser fotografada, ou gravada para ser postada e/ou enviada para o endereço da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura Sugestões de interdisciplinaridade Artes visuais: pintura, leitura de imagem, produção de maquete Música: produção de instrumentos musicais para exploração dos sons da natureza Ciências: preservação do meio ambiente Temas transversais: vida no campo e vida na cidade Referências BUENO, Maria Lucina Busato. Vivências do fazer pictório com tintas naturais. Passo Fundo: Ed. Universidade de Passo Fundo, 2005. RENNÓ, Regina. Cheiro de mato. São Paulo: Editora do Brasil, 2010. _______. Regina Rennó. Disponível em: <http://www.reginarenno.com.br/>. Acesso em: 7 abr. 2011. YOUTUBE – Chico Bento – Na roça é diferente. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=X588TuX1Wv0>. Acesso em: 7 abr. 2011. ARTE RAIZ – Grupo de Pesquisa em Artes Visuais – SITE OFICIAL. Disponível em: <http://arteraiz. vilabol.uol.com.br/tintasnaturais.htm tintas naturais>. Acesso em: 7 abr. 2011.


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Ricardo Azevedo Ricardo Azevedo (São Paulo, SP, 1949), escritor e ilustrador, escreveu mais de cem livros para crianças e jovens, entre eles O livro dos pontos de vista, Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões, Contos de b bichos do mato, A hora do cachorro louco, Contos de enganar a morte, Contos de espanto e alumbramento, Ninguém sabe o que é um poema, Co Feito Fei bala perdida e outros poemas e Contos e lendas de um vale encantado. Conquistou quatro vezes o prêmio Jabuti com os livros Alguma ca coisa, Maria Gomes, Dezenove poemas desengonçados e A outra encico clopédia canina. Tem livros publicados na Alemanha, Portugal, México, cl França e Holanda. É bacharel em Comunicação Visual pela Faculdade F de d Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado e Doutor em e Letras pela Universidade de São Paulo. É pesquisador na área de cultura popular. c

Contos de espanto e alumbramento (5º e 6º anos do ensino fundamental) O livro reúne nove contos populares, nos quais o maravilhoso e a vida concreta se comunicam. Os contos trazem a essência da narrativa va oral, mas são descritos com tantas particularidades que permitem ao leieitor vislumbrar a história e partilhar de temas próximos de sua realidade, e, como paixão, violência, inveja, amor, esperteza e rivalidade. O título o conquistou o prêmio FNLIJ Altamente Recomendável na categoria Re-conto em 2005 e foi selecionado no Programa Nacional Biblioteca da Escola – 2006. Materiais e recursos Filme Pequenas histórias, ou vídeos disponíveis no You tube sobre o conto “Façanhas do Zé Burraldo” Livro Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões, de Ricardo de Azevedo Livro Contos de espanto e alumbramento, de Ricardo de Azevedo Aparelho de DVD Televisão ou projetor multimídia Computador com internet Etapas propostas 1. Organizar a sala de aula de maneira que o ambiente seja propício e agradável para a leitura da história. 2. Ler em voz alta o título do conto “Façanhas do Zé Burraldo”. Antes de prosseguir a leitura, questionar, a partir do título, sobre que história poderia ser essa. 3. Escrever no quadro as ideias dos alunos, para que possam confrontá-las durante e ao final da leitura. Prosseguir com a leitura do conto com expressividade. 4. Assistir ao filme Pequenas histórias, em especial o conto “Façanhas do Zé Burraldo”. 5. Para o entendimento do conto, questioná-los: • Quem são as personagens principais? • Onde se passa a história? • O que o pai pediu para Zé Burraldo?


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• O que Zé Burraldo fez após o pedido? • Quais foram as estratégias utilizadas pelos personagens para enganar o Zé Burraldo? • O conto representado no filme foi como você imaginou durante a leitura? Por quê? 6. Apresentar as características do conto popular e solicitar a leitura da obra Contos de espanto e alumbramento, enfatizando a pesquisa realizada pelo autor Ricardo Azevedo no resgate das narrativas orais. 7. Propor, em grupos de três ou quatro alunos, a leitura de um dos nove contos do livro, levando-os a perceber na história até que momento vigora a normalidade, quando surge o conflito e qual é a solução ao final. 8. Proporcionar espaço para que os alunos expressem suas considerações a respeito dos contos lidos. 9. Solicitar que eles pesquisem com seus familiares, vizinhos, pessoas idosas, etc. histórias e causos. Socializar na turma as histórias recolhidas. 10. Expor aos alunos o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. Trabalho final Sugestão 1 Coletar, reescrever e ilustrar as histórias observando as características do conto. Publicar os textos no blog da Jornadinha. Sugestão 2 Gravar em áudio os contos coletados e reescritos pelos alunos. Disponibilizar as gravações no site da escola ou em CD. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura: narrativas orais Artes visuais: ilustração Informática: criação de sites e blogs Na mídia Postar no blog da Jornadinha. Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências AZEVEDO, Ricardo. Contos de espanto e alumbramento. São Paulo: Scipione, 2005. 167p. _______. Contos populares literatura e formação. Belo Horizonte: Revista Releitura. Publicação da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. Abril, nº 21, 2007. Disponível em: <www. ricardoazevedo.com.br/palestras.htm>. Acesso em: 6 jan. 2011. _______. História de bobos, bocós, burraldos e paspalhões. São Paulo: Ática, 2009. 88p. RATTON, Helvécio. Pequenas histórias. Brasil: Imagem Filmes, 2007. DVD. Sugestões de sites www.ricardoazevedo.com.br www.youtube.com/watch?v=74DQMES7fdw&NR=1 (parte 1 do conto Façanhas do Zé Burraldo) www.youtube.com/watch?v=vaViKn9slbA&feature=related (parte 2 do conto Façanhas do Zé Burraldo) www.youtube.com/watch?v=W4hbdCsPOLs&NR=1 (parte 3 do conto Façanhas do Zé Burraldo) www.jangadabrasil.com.br/revista/setembro82/apresentacao.asp


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Rodrigo Lacerda Rodrigo Lacerda (Rio de Janeiro, RJ, 1969) é graduado em História pela Universidade de São Paulo, com mestrado pela mesma universidade, e é Doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada. Pesquisador, Rodrigo organizou e coordenou grupo de estudos sobre Shakespeare e o teatro de sua época, começando a publicar textos de ficção ficç e não ficção em diversas revistas. Publicou, entre outros, Os desencantados, Vista do rio e Imagens fiéis, pela editora Cosac Naify. São se de sua autoria também A dinâmica das larvas, Fábulas para o século XXI e o livro de contos Tripé. Em 2008 publicou o romance juvenil O fazedor de velhos, vencedor do prêmio da Biblioteca Nacional, prêmio de “Med lhor Livro Juvenil” da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, do lh prêmio Jabuti e também foi incluído no catálogo White Ravens. p

O fazedor de velhos (7 , 8 e 9 anos do ensino fundamental) o

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Rodrigo Lacerda narra neste livro a passagem de Pedro à vida aduldulta. O adolescente descobre que a vida pode não ser tão doce quanto oa primeira paixão. Aos vinte anos, arrasta-se pelo curso de história sem m nenhum ânimo e muitas dúvidas e traz no currículo de suas conquistas as um grande amor não correspondido. É com a ajuda de um professor or misterioso que ele busca as respostas para suas confusões existenciais s e acaba encontrando na literatura um caminho para solucionar seus problemas. O fazedor de velhos nos conta, de maneira terna, bela e generosa, como Pedro resolve esse murundu existencial, que é saber o que fazer com a vida. Materiais e recursos Livro O fazedor de velhos, de Rodrigo Lacerda Livro Rei Lear, de William Shakespeare Projetor multimídia Computador com internet Etapas propostas 1. Apresentar aos alunos o autor Rodrigo Lacerda e a obra O fazedor de velhos. 2. Exibir a entrevista de Rodrigo Lacerda concedida ao programa Entrelinhas, da TV Cultura, discorrendo acerca de sua vida e principais obras. Em seguida, discutir o vídeo com os alunos. 3. Solicitar aos alunos que falem sobre o tema central da obra e sobre o sofrimento da personagem Pedro. Questionar se já passaram por situações de indecisão ou se conhecem alguém que vivenciou a mesma angústia da personagem. 4. Discutir o porquê de a obra se chamar O fazedor de velhos. 5. O personagem Pedro começa a descobrir sua verdadeira carreira a partir de um estudo realizado de uma obra específica. Solicitar aos alunos que descrevam quem o auxiliou a realizar essa descoberta e a partir de que obra ele se descobriu escritor.


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6. O autor, numa entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo, se diz um grande apaixonado por Shakespeare. Realizar uma pesquisa sobre a vida e as obras de Shakespeare. Em seguida, realizar a leitura da obra Rei Lear, citada no livro de Lacerda. Trabalho final Sugestão 1 - Rei Lear Realizar uma apresentação do texto dramático da obra Rei Lear em sala de aula, ou montar um trecho da obra. Posteriormente, apresentá-la aos demais alunos da escola. Sugestão 2 - O que mais gostei da atividade Propor aos alunos que, a partir das atividades realizadas em sala de aula, formem grupos de quatro a cinco para organizar uma apresentação de slides sobre os tópicos que consideraram mais importantes no decorrer da atividade. Sugestões de interdisciplinaridade Teatro: leitura dramática e esquete Informática: internet Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências LACERDA, Rodrigo. O fazedor de velhos. São Paulo: Cosac Naify, 2008. SHAKESPEARE, William. Rei Lear. São Paulo: Martin Claret, 2001. ENTREVISTA PARA O ESTADO DE S. PAULO – Rodrigo Lacerda. Disponível em: <http://www.rodrigolacerda.com.br/entrevista-para-o-estado-de-s-paulo>. Acesso em: 24 mar. 2011. ENTREVISTA PARA O PROGRAMA ENTRELINHAS – Rodrigo Lacerda. Disponível em: <http:// www.rodrigolacerda.com.br/entrevista-entrelinhas>. Acesso em: 24 mar. 2011.


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Roseana Murray Roseana Murray (Rio de Janeiro, RJ, 1950) é poetisa e escritora de obras obra infanto-juvenis. Graduou-se em Literatura e Língua Francesa pela Universidade de Nancy/ Aliança Francesa. Começou a escrever poesia Univ para crianças em 1980, com o livro Fardo de carinho, influência direta de par Ou isto ou aquilo, de Cecília Meireles. Com mais de sessenta títulos publicados, tem dois traduzidos no México, Casas e Três velhinhas tão veblic lhinhas. Seus poemas estão em antologias na Espanha, e alguns deles lhi foram traduzidos para várias línguas. Conquistou o prêmio “O Melhor de fo Poesia” da FNLIJ em 1986, com Fruta no ponto, em 1994, com Tantos P medos e outras coragens, em 1997, com Receitas de olhar. Entre oum tros prêmios conquistados, cita-se o da Associação Paulista de Críticos t de d Arte em 1990 para o livro Artes e ofícios. Entrou para a Lista de Honra do The International Board on Books for Young People em 1994 com o livro Tantos medos e outras corag coragens, tendo recebido seu diploma em Sevilha, Espanha. Conquistou o prêmio Academia Brasileira de Letras em 2002 para o livro Jardins, como o “Melhor Livro Infantil” do ano.

Poemas e comidinhas (1 e 2 anos do ensino fundamental) o

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Entre ilustrações e receitas alimentícias apropriadas para crianças, ças, mescla a arte culinária com a arte da poesia. Depois de saborear os poeoemas de Roseana, os leitores poderão se divertir preparando as receitas as de André, todas feitas com um toque de poesia: salada arco-íris, puudim de nuvens, bruxarias de goiaba, sanduíches lunares. As receitas s são apropriadas para serem feitas pelas crianças, ou, em alguns casos,, com a ajuda de adultos. Materiais e recursos Livro Poemas e comidinhas, de Roseana Murray Utensílios como bacias, colheres e formas Programa Mundo da Leitura na TV, no 73 Projetor multimídia Atividades propostas 1. Apresentar à turma o livro Poemas e comidinhas e a autora Roseana Murray. Realizar a leitura da obra com os alunos. 2. Questionar os alunos sobre o poema e receita de que eles mais gostaram e sobre o que as imagens e o título lhes sugerem. 3. Solicitar que observem as ilustrações do livro e que, com base nessa observação, façam uma lista com os elementos da natureza: • animal: • vegetal: 4. Exibir o “Fique-esperto” sobre obesidade infantil do programa Mundo da Leitura na TV, no 73. Fazer as seguintes questões para os alunos: • Com que frequência você consome balas, salgadinhos e refrigerantes? • Segundo a reportagem, esses alimentos fazem bem ou mal para a saúde? Por quê? • Por quais alimentos poderíamos substituir as balas, salgadinhos e refrigerantes? • O que é, em sua opinião, comer bem?


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5. Solicitar que cada aluno escolha um produto utilizado numa receita do livro de Murray para realizar uma pesquisa que informe sobre quais são seus nutrientes e que benefícios esse produto traz à saúde. Trabalho final Sugestão 1 - Dia do chef Escolher uma das receitas da obra Poemas e comidinhas. Encarregar cada aluno de trazer um dos ingredientes necessários para a receita. No dia estipulado, na cozinha da escola, professor e alunos deverão fazer a receita. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: poema e poesia Ciências naturais: saúde, nutrição, componentes do alimento Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências MURRAY, Roseana; MURRAY, André. Poemas e comidinhas. São Paulo: Paulus, 2008. (Arteletra) PROGRAMA MUNDO DA LEITURA. Direção de: Carlos Teston. Série 6. no 73, 2008.


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Sérgio Capparelli Sérgio Capparelli (Uberlândia, MG, 1947) é graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, tendo sido um dos criadores do programa de Doutorado em Comunicação da UFRGS. Tem cri Doutorado em Ciências da Comunicação pela Université de Paris II e PósDo Doutorado pela Université de Grenoble e pela Université de Paris VI. É D professor aposentado da Faculdade de Bibliotecnomia e Comunicação p da d Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Escritor, com mais de quarenta livros publicados, sobretudo para o público infantil e juvenil, conquistou quatro vezes o prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, três vezes de Literatura e uma vez de Ensaio em Ciências Humanas - Televisão. De 2005 a 2007 trabalhou em Pequim, China, numa agência Tele de notícias. publicados no Brasil e no exterior nas áreas de comunicação e litenotícias Tem ensaios ensa ratura. Estreou na literatura infanto-juvenil em 1979, com a novela Os meninos da rua da Praia, que já vendeu mais de 750 mil exemplares.

50 fábulas da China fabulosa (5º ano do ensino fundamental) Na China, Márcia Schmaltz e Sérgio Capparelli entraram em contato ato com as fábulas chinesas e passaram a colecioná-las e traduzi-las. O livro vro traz cinquenta fábulas de diversos períodos históricos e em diversas dinasastias chinesas, contadas por autores que eram também poetas, mandarins, ns, historiadores – sábios em geral. Muitas fábulas espelham o momento hisstórico e as preocupações da época na qual se originaram, e várias – tal al como as histórias do grego Esopo e do francês La Fontaine – valem-se e de figuras de animais para representar e discutir o mundo dos homens. Materiais e recursos Livro 50 fábulas da China fabulosa, de Sérgio Capparelli Computador com internet Livros de pesquisa sobre a China Etapas propostas 1. Anteriormente à leitura da obra: • pesquisar sobre as dinastias da China, em especial as citadas na obra: Han, Song, Yuan, Wei Jing Nan Bei, Ming, Qing, Nan Bei e o período dos Estados Combatentes; • explicar o que é fábula e comentar sobre a vida e obras de Esopo e La Fontaine; • apresentar a biografia do autor Sérgio Capparelli; • incentivar a leitura da obra 50 fábulas da China fabulosa tendo como base o texto de introdução do livro. Lembrar que são textos, em sua maioria fábulas, da cultura popular chinesa transmitidos oralmente. 2. Encaminhar a leitura do livro 50 fábulas da China fabulosa, ressaltando aos alunos que, leiam também as notas de rodapé para entender as palavras utilizadas nos textos. 3. Solicitar que os alunos destaquem as fábulas de que mais gostaram. 4. Compartilhar a leitura para compreender os textos lidos e buscar neles elementos que evidenciam as dinastias nas quais foram escritos.


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5. Selecionar os textos que trazem animais como personagens. Fazer um cotejo entre as fábulas do livro e as fábulas de Esopo. Para tanto, sugerem-se as fábulas A raposa e o macaco, de Esopo, e A raposa e o tigre, presente na obra em estudo. A raposa e o macaco Esopo Numa grande reunião, entre todos os animais, que fora organizada para eleger um novo líder, foi solicitado que o Macaco fizesse sua apresentação. Ele se saiu tão bem com suas cambalhotas, caretas e guinchos, que os animais ali presentes ficaram contagiados. E entusiasmados, daquele dia em diante, resolveram o eleger como seu novo rei. A Raposa, que não votara no Macaco, estava aborrecida com os demais animais, por terem eleito um líder, a seu ver, tão desqualificado.

Um dia, caminhando pela floresta, ela encontrou uma armadilha com um pedaço de carne. Correu até o Rei Macaco e lhe disse que encontrara um rico tesouro, que nele não tocara, porque por direito pertencia a sua majestade, o Macaco. O ganancioso Macaco, todo vaidoso com sua importância, e de olho na prenda, sem pensar duas vezes, seguiu a Raposa até a armadilha. E tão logo viu o pedaço de carne preso a ela, estendeu o braço para pegá-lo, e assim acabou ficando preso. A Raposa, ao lado, deu uma gargalhada. “Você pretende ser um Rei,” ela disse, “mas é incapaz de cuidar de si mesmo!” Logo, passado aquele episódio, uma nova eleição foi realizada entre os animais, para a escolha de um novo governante.

Moral da história: O verdadeiro líder é aquele capaz de provar para si mesmo suas qualidades. 6. Expor no quadro três textos: uma fábula de Esopo ou de La Fontaine, uma parábola da Bíblia e o apólogo de Machado de Assis. A cigarra e a formiga Jean de La Fontaine Tendo a cigarra cantado durante o verão, Apavorou-se com o frio da próxima estação. Sem mosca ou verme para se alimentar, Com fome, foi ver a formiga, sua vizinha, pedindo-lhe alguns grãos para aguentar Até vir uma época mais quentinha! - “Eu lhe pagarei”, disse ela, - “Antes do verão, palavra de animal, Os juros e também o capital.” A formiga não gosta de emprestar, É esse um de seus defeitos. “O que você fazia no calor de outrora?” Perguntou-lhe ela com certa esperteza. - “Noite e dia, eu cantava no meu posto, Sem querer dar-lhe desgosto.” - “Você cantava? Que beleza! Pois, então, dance agora!” (La Fontaine, 1996)


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Parábola do joio e do trigo Evangelho de Mateus 13, 24-30 Propôs-lhe outra parábola, dizendo: o reino dos céus é semelhante ao homem que semeia boa semente no seu campo; mas, dormindo os homens, veio o seu inimigo, e semeou joio no meio do trigo, e retirou-se. E quando a erva cresceu e frutificou, apareceu também o joio. E os servos do pai de família, indo ter com ele, disseram-lhe: Senhor, não semeaste tu no teu campo boa semente? Por que tem então joio? E ele lhes disse: um inimigo é quem fez isso. E os servos disseram: queres pois que vamos arrancálo? Porém ele lhe disse: Não; para que ao colher o joio não arranques também o trigo com ele. Deixai crescer ambos juntos até à ceifa; e, por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: colhei primeiro o joio, e atai-o em molhos para o queimar; mas o trigo ajuntai-o no meu celeiro.

Um apólogo Machado de Assis Era uma vez uma agulha, que disse a um novelo de linha: — Por que está você com esse ar, toda cheia de si, toda enrolada, para fingir que vale alguma cousa neste mundo? — Deixe-me, senhora. — Que a deixe? Que a deixe, por quê? Porque lhe digo que está com um ar insuportável? Repito que sim, e falarei sempre que me der na cabeça. — Que cabeça, senhora? A senhora não é alfinete, é agulha. Agulha não tem cabeça. Que lhe importa o meu ar? Cada qual tem o ar que Deus lhe deu. Importe-se com a sua vida e deixe a dos outros. — Mas você é orgulhosa. — Decerto que sou. — Mas por quê? — É boa! Porque coso. Então os vestidos e enfeites de nossa ama, quem é que os cose, senão eu? — Você? Esta agora é melhor. Você é que os cose? Você ignora que quem os cose sou eu e muito eu? — Você fura o pano, nada mais; eu é que coso, prendo um pedaço ao outro, dou feição aos babados... — Sim, mas que vale isso? Eu é que furo o pano, vou adiante, puxando por você, que vem atrás obedecendo ao que eu faço e mando... — Também os batedores vão adiante do imperador. — Você é imperador? — Não digo isso. Mas a verdade é que você faz um papel subalterno, indo adiante; vai só mostrando o caminho, vai fazendo o trabalho obscuro e ínfimo. Eu é que prendo, ligo, ajunto... Estavam nisto, quando a costureira chegou à casa da baronesa. Não sei se disse que isto se passava em casa de uma baronesa, que tinha a modista ao pé de si, para não andar atrás dela. Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha, e entrou a coser. Uma e outra iam andando orgulhosas, pelo pano adiante, que era a melhor das sedas, entre os dedos da costureira, ágeis como os galgos de Diana — para dar a isto uma cor poética. E dizia a agulha: — Então, senhora linha, ainda teima no que dizia há pouco? Não repara que esta distinta costureira só se importa comigo; eu é que vou aqui entre os dedos dela, unidinha a eles, furando abaixo e acima... A linha não respondia; ia andando. Buraco aberto pela agulha era logo enchido por ela, silenciosa e ativa, como quem sabe o que faz, e não está para ouvir palavras loucas. A agulha, vendo que ela não lhe dava resposta, calou-se também, e foi andando. E era tudo silêncio na saleta de costura; não se ouvia mais que o plic-plic-plic-plic da agulha no pano. Caindo o sol, a costureira dobrou a costura, para o dia seguinte. Continuou ainda nessa e no outro, até que no quarto acabou a obra, e ficou esperando o baile. Veio a noite do baile, e a baronesa vestiu-se. A costureira, que a ajudou a vestir-se, levava a agulha espetada no corpinho, para dar algum ponto necessário. E enquanto compunha o vestido da bela dama,


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e puxava de um lado ou outro, arregaçava daqui ou dali, alisando, abotoando, acolchetando, a linha para mofar da agulha, perguntou-lhe: — Ora, agora, diga-me, quem é que vai ao baile, no corpo da baronesa, fazendo parte do vestido e da elegância? Quem é que vai dançar com ministros e diplomatas, enquanto você volta para a caixinha da costureira, antes de ir para o balaio das mucamas? Vamos, diga lá. Parece que a agulha não disse nada; mas um alfinete, de cabeça grande e não menor experiência, murmurou à pobre agulha: — Anda, aprende, tola. Cansas-te em abrir caminho para ela e ela é que vai gozar da vida, enquanto aí ficas na caixinha de costura. Faze como eu, que não abro caminho para ninguém. Onde me espetam, fico. Contei esta história a um professor de melancolia, que me disse, abanando a cabeça: — Também eu tenho servido de agulha a muita linha ordinária! Texto extraído do livro Para Gostar de Ler - v. 9 – Contos - São Paulo: Ática, 1984, p. 59.

7. Ler os textos com os alunos e comparar as diferenças entre os textos. Explicar os conceitos de fábula, parábola e apólogo. Fábula: texto com uma analogia entre a realidade humana e a situação vivida pelas personagens, com o objetivo de ensinar algo ou provar alguma verdade estabelecida (lição moral). O fato narrado é algo fantástico, não corriqueiro ou inusitado. Parábola: narrativa curta alegórica que se utiliza de situações e pessoas para comparar a ficção com a realidade e através dessa comparação transmitir uma lição de sabedoria (a moral da história). Diferencia-se da fábula e do Apólogo por ser protagonizada por seres humanos, aborda geralmente questões religiosas e éticas. Apólogo: gênero que ilustra um ensinamento de vida através de situações semelhantes às reais, envolvendo pessoas, objetos ou animais, seres animados ou inanimados. Aborda lição de vida, mesmo que esta não seja a adotada pela maioria como a maneira correta de agir. Wikipédia, a enciclopédia livre.

8. Formar grupos para que pesquisem outros textos da cultura chinesa. Agendar um dia para a socialização das sua ideias em sala de aula. Trabalho final Sugestão 1 Escolher uma das fábulas da obra 50 fábulas da China fabulosa para teatralizar. Enviar as fotos e os vídeos, juntamente com a ata, para o Centro de Literatura e Multimeios – Mundo da Leitura. Solicitar que os alunos comentem no blog da Jornadinha sobre a obra do autor Sérgio Capparelli, mencionando o que mais lhes agradou na atividade realizada na escola sobre a obra. Sugestões de interdisciplinaridade Geografia: transformações socioeconômicas da China atual Religião: A lenda chinesa dos doze animais e o horóscopo chinês Artes visuais: kirigame Tecnologia/informática: filmes de animação. Sugere-se A viagem de Chihiro, de Miyazaki. Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional


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Referências CAPPARELLI, Sérgio; SCHMALTZ, Márcia. 50 fábulas da China fabulosa. Porto Alegre: L&PM, 2007. ______. Contos sobrenaturais chineses. Porto Alegre: L&PM, 2010. ESOPO. Fábulas. São Paulo: Cultura, 1943. LA FONTAINE, Jean de. Fábulas de La Fontaine. São Paulo: Paulus, 1996. LISPECTOR, Clarice. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1994. 96p. LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo: Brasiliense, 1986. MIYAZAKI. A Viagem de Chihiro. Japão: Studio Ghibli , 2001. 124min. SMOLKA, Neide. Esopo: fábulas completas. São Paulo: Moderna, 1994. FABULA, PARÁBOLA E APÓLOGO. Disponível em: <http://www.infoescola.com/redacao/fabula-parabola-e-apologo/>. Acesso em :11 fev 2011.


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Silvana Tavano Silvana Tavano (São Paulo, SP, 1957) formou-se na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Desde 1980 vem tramu balhando em jornais e revistas, tais como Folha de São Paulo e Vogue, e bal desde 2000 é editora na revista Marie Claire. A partir de 2004 lançou váde rios títulos voltados ao público infanto-juvenil, como Creuza em crise – 4 rio histórias de uma bruxa atrapalhada, Encrencas da Creuza – 4 e ½ novas hi ccrises de uma bruxa em apuros, O mistério do tempo, Faz de conta que é verdade, As namoradas do meu pai e Longe. Diariamente publica crônicas, contos e poesias no blog http://diariosdabicicleta.blogspot.com n

Como começa? (1º e 2º anos do ensino fundamental) Será que o mundo começou num dia 1º de janeiro? E o mar começa ça ou acaba na areia? Instigando a curiosidade e a reflexão, os versos desse livro proropõem indagações simples, porém repletas de mistério, como as quesstões que todas as crianças costumam fazer. Publicado em 2008, Como o começa? conquistou a menção “Altamente Recomendável” da Funda-ção Nacional do Livro Infantil e Juvenil e será publicado na Coreia. Materiais e recursos Livro Como começa?, de Silvana Tavano Música “O começo de tudo”, de Hélio Ziskind Papéis de diversas cores Barbantes coloridos Sulfite 60 Etapas propostas 1. Preparar uma contação de histórias utilizando figuras. Antecipadamente, montar um cenário (ou um livro grande) onde as figuras possam ser fixadas enquanto o professor conta a história. 2. Organizar o ambiente para que os alunos possam se sentar no chão e contar a história, interagindo com eles. Ao final da contação, solicitar que eles recontem a história; se possível, registrá-las em áudio ou vídeo sem que eles percebam. Após, apresentar o vídeo à turma. 3. Propor que, com recortes de papel, os alunos montem a parte da história de que mais gostaram. Quando finalizarem, o professor poderá apresentar as ilustrações do livro criadas por Elma. 4. O livro traz diferentes possibilidades de se trabalhar o “começar”. Sugere-se que se inicie a reflexão com o começar da vida. 5. Escutar a música “O começo de tudo”, de Hélio Ziskind. Depois, cantá-la com os alunos. O começo de tudo Hélio Ziskind Era uma vez a mão da minha mãe Tocando em mim Os dedos quentes de carinho Deslizando sem fim O começo de tudo O começo do mundo pra mim


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6. Montar, em sulfite 60, um trabalho que ilustre o começo da vida. Os alunos poderão fazer referência ao seu nascimento. Enquanto desenham, deixar tocando a música “O começo de tudo”, de Hélio Ziskind. 7. Solicitar aos alunos que relacionem as palavras que lhes chamaram atenção na obra de Tavano; após, listá-las no quadro. Se necessário, reler a obra. Fazer o mesmo com a música “O começo de tudo”. Identificar com os alunos as letras inicial e final das palavras listadas. 8. Analisar com os alunos a imagem do cartaz da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, na qual círculos coloridos (nós da rede) se unem para formar o rosto de uma pessoa. Propor que ilustrem a rede da turma. Distribuir círculos coloridos para os alunos escreverem seu nome. Disponibilizar uma cartolina e barbante para que montem a rede. Trabalho final Sugestão1 Analisar com os alunos situações que tenham início e fim: • Como começa o lanche? Como termina? • Como começa o recreio? Como termina? • E as histórias como começam? Como terminam? Explicar que as histórias também têm início, meio e fim. Propor uma produção textual com início e final iguais, mas com o desenvolvimento diferente. Escolher com os alunos uma frase para iniciar e uma para terminar o texto, sem citar personagens. O trabalho deverá ser individual. Compartilhar as histórias com os colegas. Sugestão 2 Iniciar na turma um projeto intitulado “Família o começo de tudo”, para buscar a aproximação dos pais com a escola. Sugere-se que, na reunião de lançamento do projeto aos pais, os alunos o apresentem. Convidar pais ou outras pessoas que tenham habilidades artísticas, literárias ou artesanais para que compareçam à escola para fazer uma oficina com os alunos, em data a ser agendada. As atividades deverão ser fotografadas e relatadas na ata. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: leitura e produção textual Ciências: começo da vida Educação física: expressão corporal Artes visuais: desenho, pintura, música Tema transversal: amizade, sentimentos Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências TAVANO, Silvana. Como começa? 2. ed. São Paulo: Callis, 2009. ZISKIND, Hélio. Trem maluco e outras cantigas. São Paulo: MCD, 2001.


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Tânia Zagury Tânia Zagury (Rio de Janeiro, RJ) graduou-se em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro e concluiu o mestrado em Educação ver na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Vem mantendo em todos os seus livros uma linha de trabalho que se caracteriza pela pesquisa científica empreendida a partir da percepção e estudo de fenômenos da ci realidade social e sua tradução em linguagem clara e objetiva, de forma re a atingir leitores de qualquer nível cultural. Assim, Sem padecer no paraíso, Educar sem culpa e O direito dos pais enfatizam a importância r da ética na educação; O adolescente por ele mesmo e Encurtando a adolescência revelam o adolescente brasileiro e a necessidade de responsabilizar os jovens na busca da cidadania; Limites sem trauma: construindo ccidadãos, livro de educação mais vendido em 2001, trouxe embasamento aos pais na difícil tarefa de d dar limites aos filhos. O professor refém é seu décimo terceiro livro. Também é autora de A coleção ecológica, idealizada para instruir, de forma lúdica e divertida, sobre questões ambientais.

O estranho sumiço do morcego (1 e 2o anos do ensino fundamental) o

Certo dia, quando mamãe estava sentada na espreguiçadeira, a, lendo feliz e olhando o voo dos beija-flores, pegou no sono. Ao se e acordar, derrubou o livro e, ao se abaixar para pegá-lo, ouviu um ruído às suas costas. Rapidamente se virou, tendo tempo de ver um morcego entrando em sua casa. Mas será mesmo que era um morcego? No quinto volume da coleção Ecológica, Caquinho, Bibito e Lelo têm um grande mistério para resolver, e Tânia Zagury aborda lições de respeito à natureza sem perder a diversão. Materiais e recursos Livro O estranho sumiço do morcego, de Tânia Zagury Materiais de uso comum Computador com internet Etapas propostas 1. Apresentar às crianças o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Apresentar a autora Tânia Zagury. 3. Questionar se os alunos gostam de histórias e apresentar o livro O estranho sumiço do morcego, de Tânia Zagury. 4. Comentar que, assim como a mamãe de Caquinho e Bibito, Conde Drácula é um personamuitas pessoas não têm muito conhecimento sobre os morce- gem fictício que dá título ao livro de Bram Stoker escrito em 1897. gos e por isso também acreditam que morcego pode ser um O personagem é o mais famoso vampiro. Explicar para os alunos quem é o conde Drácula. vampiro da ficção, e é, segundo o Livro dos Recordes, o mons5. Apresentar a eles o filme Turma da Mônica em o vampiro e tro fictício com maior número de outras histórias para estimular a curiosidade sobre o assunto. aparições na mídia, diretas ou indiretas.


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6. Mostrar as verdadeiras características, habitat, dieta, etc. dos morcegos. Várias dessas informações podem ser encontradas no final do livro. 7. Conduzir os alunos para a sala de informática para que realizem uma pesquisa sobre os mamíferos. Os mamíferos (do latim científico Mammalia) constituem uma classe de animais vertebrados, que se caracterizam pela presença de glândulas mamárias que, nas fêmeas, produzem leite para alimentação dos filhotes (ou crias), e a presença de pelos ou cabelos.

O Vampiro Em O Vampiro o terrível conde Drácula acorda depois de 100 anos e decide atacar logo quem? A Mônica!

Trabalho final Sugestão 1 Solicitar aos alunos que tragam figuras de animais mamíferos para que em aula seja confeccionado um cartaz. Para tanto, dividir a turma em grupos e, com base nos conhecimentos adquiridos nas aulas e utilizando as figuras trazidas, eles deverão fazer cartazes sobre os mamíferos. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e Literatura: contação de histórias, produção textual, oralidade Geografia: distribuição territorial dos animais Ciências: animais, classe animal, frutas, verduras, legumes Sociologia: cuidado dos pais com os filhos Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências ZAGURY, Tânia. O estranho sumiço do morcego. Rio de Janeiro: Galerinha Record, 2010. CONDE DRÁCULA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Conde_Dr%C3%A1cula>. Acesso em: 27 jan. 2011. GRUPO EDITORIAL RECORD. Disponível em: <http://www.record.com.br/autor_sobre.asp?id_autor=1644>. Acesso em: 27 jan. 2011. MAMÍFEROS – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Mam%C3%ADferos>. Acesso em: 27 jan. 2011.


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Telma Guimarães Castro Andrade Telma Guimarães Castro Andrade (Marília, SP) é autora de livros infantis, fant formada pela Universidade Estadual de São Paulo em Letras Vernáculas e Inglês. Foi docente por 16 anos na rede estadual de ensino, na nác cidade de Campinas. Desde 1995, dedica-se exclusivamente ao trabalho cid com co a palavra, fazendo adaptações de clássicos e criação de histórias originais. Telma já publicou mais de 150 títulos infantis e juvenis, em poror tuguês, inglês e espanhol, por várias editoras. tu

O diário (nem sempre) secreto de Pedro (3º e 4º anos do ensino fundamental) O diário (nem sempre) secreto de Pedro é um relato bem humorado do de um garoto de 12 anos, filho único de uma família de classe média bem em estruturada. Com perspicácia e ironia, esse “típico adolescente rejeitado” do” revela suas dúvidas e desejos à medida que narra seu cotidiano na cidade enorme, iluminada e sombria ao mesmo tempo. Mas é na volta de e um contato mais demorado com o singelo mundo rural que Pedro vai se e descobrir mais inteiro, abandonando o universo infantil. Materiais e recursos Livro: O diário (nem sempre) secreto de Pedro, de Telma Guimarães Computador com internet Etapas Propostas 1. Treinar a escrita, solicitando que os alunos escrevam algumas lembranças que lhes sejam embaraçosas, alegres, tristes, divertidas, etc. 2. Apresentar o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura e 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes linguagens e mídias”, e a autora Telma Guimarães Castro Andrade. 3. Solicitar a leitura da obra O diário (nem sempre) secreto de Pedro. Após, ler alguns trechos da obra em sala de aula. 4. Trabalhar com os alunos o conceito de “diário”, mostrando alguns exemplos famosos, listados a seguir, ou outros que o professor conheça: • O diário de Anne Frank, de Anne Frank; • Minha vida de menina, de Helena Morley; • As viagens, de Marco Pólo; • Diário da Segunda Guerra Mundial, de Edson Dias Soares; • Nada e assim seja, de Oriana Fallac; • Diário de um banana, de Jeff Kinney; • O diário da princesa, de Meg Cabot. 5. Explanar aos alunos sobre o conceito e as funções de um blog. 6. Comparar diários e blogs, questionando se é possível, por meio de blogs, fazer um diário online.


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Trabalho final Utilizando um computador, propor que os alunos criem o seu “diário virtual”. Incentivá-los a postar no seu blog as lembranças que escreveram na primeira etapa da atividade ou outras que tenham lembrado. Sugerir que anexem fotos e vídeos que gostariam de compartilhar. Propor que acessem os blogs dos colegas e comentem sobre esta experiência e sobre as lembranças que tenham vivido juntos. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa: produção textual Laboratório de informática Multimídias Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências ANDRADE, Telma Guimarães Castro. O diário (nem sempre) secreto de Pedro. São Paulo: Atual, 2009. 80p.: (Entre Linhas: Adolescência) BLOGGER. Disponível em: <http://www.blogger.com>. Acesso em: 31 mar. 2011. DIÁRIO – Wikipédia, e enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rio_ (agenda) >. Acesso em: 31 mar. 2011. DIÁRIO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL – Wikipédia, e enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rio_da_Segunda_Guerra_Mundial_de_Edson_Dias_Soares>. Acesso em: 31 mar. 2011. MINHA VIDA DE MENINA – Wikipédia, e enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/ wiki/Minha_Vida_de_Menina>. Acesso em: 31 mar. 2011. NADA E ASSIM SEJA – Wikipédia, e enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/ Nada_e_Assim_Seja>. Acesso em: 31 mar. 2011. WORDPRESS. Disponível em: <http://pt-br.wordpress.com>. Acesso em: 31 mar. 2011.


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Ziraldo Ziraldo Alves Pinto (Caratinga, MG, 1932), formado em Direito, começou meç a carreira na revista Era Uma Vez... Em 1954 trabalhou no jornal A Folha Fol de Minas com uma página de humor. Foi no mesmo jornal que publicou, em 1939, o seu primeiro desenho, quando tinha apenas seis anos. blic Em 1957, começou a publicar seus trabalhos na revista A Cigarra e, posteriormente, em O Cruzeiro. Fez cartazes para inúmeros filmes do cinema brasileiro, entre os quais, Os fuzis, Os cafajestes, Selva trágica c e Os mendigos. Ziraldo é também pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. Nos anos 60, seus cartuns e charges políticas começaram a aparecer na revista O Cruzeiro e no Jornal do Brasil. Personagens como Jeremias, o Bom; a Supermãe e, posteriormente, o Mineirinho Mineirinh tornaram-se popularíssimos. A partir de 1979, Ziraldo passou a dedicar mais tempo à sua antiga paixão: escrever histórias para crianças. Publicou O planeta lilás, um poema de amor ao livro, no qual mostra que ele é maior que o Universo, pois cabe inteirinho dentro de suas páginas. Em 1980 Ziraldo recebeu sua maior consagração como autor infantil, na Bienal do Livro de São Paulo, com o lançamento de O menino maluquinho. Este livro se transformou no maior sucesso editorial da feira e conquistou o prêmio Jabuti da Câmara Brasileira do Livro, em São Paulo. A obra foi adaptada para o teatro, o cinema e a web e teve uma versão para ópera infantil, feita pelo maestro Ernani Aguiar. O menino maluquinho virou um verdadeiro símbolo do menino nacional. Em 1989, começaram a ser publicadas a revista e as tirinhas em quadrinhos esse personagem. Ziraldo foi convidado, em 2000, para montar um parque de diversões temático em Brasília. No Ziramundo, as crianças podem rodar dentro da panela do Menino Maluquinho e subir à Lua com o Flicts. Em 2004, Ziraldo conquistou, com o livro Flicts, o prêmio internacional Hans Christian Andersen.

O menino quadradinho (3º e 4º anos do ensino fundamental) O Menino Quadradinho era assim chamado porque vivia preso so le dentro das histórias em quadrinhos, mas isso não era verdade, pois ele a, tinha muitos amigos, os heróis que lá habitavam. Contudo, certo dia, m este menino acordou do lado de fora de seus quadrinhos coloridos, em omeio às letras, palavras e pontos. Confuso nesse novo mundo, o personagem passa a entender o novo universo em que vive. Materiais e recursos Livro O menino quadradinho, de Ziraldo Trecho do curta O menino quadradinho, de Diego Lopes Computador com internet Filme Menino maluquinho - o filme Etapas propostas 1. Apresentar o autor Ziraldo, que estará presente na 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, cujo tema será “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Realizar a apresentação do livro O menino quadradinho e propor a leitura coletiva da obra. Solicitar que os alunos participem da história: o que vai acontecer agora? O que vocês imaginam quando olham estas imagens? 3. Comentar que foi produzido um curta-metragem com base no livro.


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4. Apresentar o conceito de storyboard comentando que o filme O menino quadradinho foi produzido por meio desse processo, assim como outros filmes e desenhos animados. 5. Mostrar o exemplo do storyboard O menino maluquinho e exibir o trecho do filme.

Storyboard é um filme contado em quadros, um roteiro desenhado. Lembra uma história em quadrinhos sem balões. Mas existe uma diferença fundamental: apesar da semelhança de linguagem e recursos gráficos, uma história em quadrinhos é a realização definitiva de um projeto, enquanto que um storyboard é apenas uma etapa na visualização de algo que será realizado em outro meio. O story é um desenho-ferramenta, um auxiliar do cineasta. Wikipédia – a enciclopédia livre.

Trabalho final Solicitar aos alunos a criação de uma história em quadrinhos por meio do site Toondo http://www. toondoo.com. As histórias poderão ser postadas num blog da turma e compartilhadas na rede ou, ainda, publicadas num livro, no qual constaram todas as produções da turma. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura: produção textual, linguagem verbal e não verbal Informática: site, blog Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências CINECLUBE UFMG. Disponível em: <http://www.eba.ufmg.br/midiaarte/projetos/maluquinho/08. htm>. Acesso em: 1º abr. 2011. EDUCACIONAL. Disponível em: <http://www.educacional.com.br/ziraldo/biografia/detalhada.asp>. Acesso em: 1º abr. 2011. SPACCA TUTTO. Disponível em: <http://www.spacca.com.br/educacao/storyboard.htm>. Acesso em: 1º abr. 2011. TOONDOO – World’s fastest way to create cartoons. Disponível em: <http://www.toondoo.com>. Acesso em: 2 mar. 2011. ZIRALDO. O menino quadradinho. São Paulo: Melhoramentos, 2005. MENINO MALUQUINHO - O FILME. Direção de: Helvécio Ratton. Brasil: Europa Filmes: 1994. 1 DVD.


JorNight


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Chico Caruso Francisco Paulo Hespanha Caruso (São Paulo, SP, 1949) é caricaturista, turis ilustrador e chargista. Formado em Arquitetura, iniciou como chargista gist e ilustrador em 1968, no jornal Folha da Tarde. Após o ato institucional no 5 (AI-5), de 1968, Caruso parou de fazer charges políticas, só cio retomando o tema na revista universitária Balão, em 1972. Em 1976, foi ret convidado a fazer charges para a revista IstoÉ. Em 1980, lançou os lico vros vr Natureza morta e outros desenhos, editado pelo Jornal do Brasil, e Pablo mon amour, uma biografia em caricaturas do pintor Pablo Picasso, editada pela Funarte. Escreveu a peça O amigo da onça, que c teve, em 1988 encenação dirigida por Paulo Betti. Com o irmão Paulo, t forma a banda Muda Brasil Tancredo Jazz Band, com participações de Cláudio Paiva, Aroeira, Luis Fernando Verissimo, entre outros, a qual int interpreta composições de cunho humorístico e com sátira política. Mais recentemente, lançaram o CD Pra seu governo, uma seleção musical de suas recentemente Chico e Paulo Pa composições apresentada pelo Conjunto Nacional, sua nova banda, onde Paulo Caruso toca piano ao lado de Aroeira, Luis Fernando Veríssimo toca saxofone e Chico no vocal. Seus trabalhos mais recentes são Lula lá – a (o)missão e Lula lá – parte 2 – a sucessão.

Lula lá - Parte 2 - a sucessão! - o humor na história do Brasil de 2006 a 2010 Uma coletânea com mais trezentas charges de Chico Caruso publiublicadas diariamente no jornal O Globo do Rio de Janeiro. A história do Brasil asil entre 2006 e 2010 contada com humor e ironia: desde o início do segundo ndo mandato de Lula, passando pelo Pré-Sal, as incontáveis viagens internanacionais do presidente, a gripe suína, a fusão dos grandes bancos, o fraracasso na Copa do Mundo na África, até o resultado da eleição que definiu iu o novo presidente da República. Materiais e recursos Livro Lula lá – parte 2 – a sucessão, de Chico Caruso Folhas A4 Material para desenho CD Nova série, Ultraje a Rigor Revistas Tesoura e cola Filme Lula – o filho do Brasil, de Fabio Barreto Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 6ª Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”, e o cartunista Chico Caruso, um dos convidados para a JorNight. 2. Propor a leitura da obra Lula lá – parte 2 – a sucessão, de Chico Caruso. 3. Realizar uma discussão com os alunos relembrando fatos marcantes e momentos significativos ocorridos durante o período no qual Lula foi presidente do país. 4. Exibir o filme Lula – o filho do Brasil, de Fabio Barreto, para aprofundar o debate sobre a figura do ex-presidente.


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Trabalho final Assim como seu irmão Paulo Caruso, Chico é músico. Propor que os alunos criem uma letra de música que responda à seguinte questão: E se eu fosse presidente, o que faria?. Podem-se elaborar também paródias de letras de músicas conhecidas. Sugestão de interdisciplinaridade Geografia: política nacional Filosofia: expressão de opiniões próprias Português e literatura: leitura da imagem e da imagem unida ao texto Artes visuais: charges, caricaturas História: trajetória dos presidentes brasileiros Na rede Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências CARUSO, Chico. Lula lá – parte 2: a sucessão. São Paulo: Devir, 2010. LULA - O FILHO DO BRASIL. Direção de: Fabio Barreto. Brasil: Europa Filmes, 2009. 1 DVD. ULTRAJE A RIGOR. Nova série. São Paulo: Warner. 2007. 1 CD.


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Elisa Lucinda Elisa Lucinda (Vitória, ES, 1958) cursou Jornalismo. Mais tarde ingressou no curso de Interpretação Teatral da Casa de Artes de Laranjeigress ras (CAL). Dedicou-se a apresentações teatrais em formato de saraus ( poéticos. Brilhou nos espetáculos O semelhante e Eu te amo, em ambos poé declamando poemas de sua autoria. Fundou a Escola Lucinda de Poedec sia Viva. Na sua carreira como atriz, fez algumas peças, trabalhou em novelas das redes Globo e Manchete e também no cinema. A menina no transparente, obra que marca sua estreia na literatura infantil, conquistra tou o Prêmio “Altamente Recomendável”, da Fundação Nacional do to Livro Infantil e Juvenil. Dentre seus outros livros citam-se Cinquenta L poemas escolhidos pelo autor, Contos de vista, A fúria da beleza e p Parem de falar mal da rotina, da editora Leya.

Parem de falar mal da rotina (ensino médio noturno e cursos técnicos) Parem de falar mal da rotina é uma adaptação do espetáculo que ue já foi visto por mais de um milhão de pessoas. No livro encontramos os crônicas e poesias que falam sobre coisas por que passamos e sequer er percebemos. É uma forma divertida de nos fazer refletir sobre o que ue fazemos da nossa rotina, sobre o quanto a culpamos por algum mal al na nossa vida, tanto que em alguns momentos fazemos dela a vilã ã da história. Elisa propõe que, ao invés de falarmos tão mal da rotina, a, pensemos sobre ela e no que a faz ser boa ou ruim. Materiais e recursos Livro Parem de falar mal da rotina, Elisa Lucinda Material de uso comum Computador com internet Aparelho de som Etapas propostas 1. Apresentar o tema da 14º Jornada Nacional de Literatura e 6º Jornadinha Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 2. Exibir a propaganda da Natura “Todo dia”, disponível no Youtube. Rotina (Comercial da Natura) A ideia é a rotina do papel O céu é a rotina do edifício O início é a rotina do final A escolha é a rotina do gosto A rotina do espelho é o oposto A rotina do jornal é o fato A celebridade é a rotina do boato A rotina da mão é o toque A rotina da garganta é o rock O coração é a rotina da batida

A rotina do equilíbrio é a medida O vento é a rotina do assobio A rotina da pele é o arrepio A rotina do perfume é a lembrança O pé é a rotina da dança Julieta é a rotina do queijo A rotina da boca é o desejo A rotina do caminho é a direção A rotina do destino é a certeza Toda rotina tem a sua beleza.


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3. Incentivar os alunos a tecerem comentários sobre o texto publicitário exibido. 4. Ler a crônica “A rainha diaba”, do livro Parem de falar mal da rotina, de Elisa Lucinda, e, na sequência, apresentar a escritora e a obra citada. 5. Propor aos alunos a discussão sobre o tema “rotina”. 6. Realizar a audição da música “Tédio”, da banda Biquíni Cavadão. Tédio Biquíni Cavadão Composição: Sheik / Miguel / Álvaro / Bruno Alô!

Sabe esses dias Em que horas dizem nada E você nem troca o pijama Preferia estar na cama Um dia, a monotonia Tomou conta de mim É o tédio Cortando os meus programas Esperando o meu fim... (Refrão) Sentado no meu quarto O tempo voa Lá fora a vida passa E eu aqui à toa Eu já tentei de tudo Mas não tenho remédio Prá livrar-me desse tédio... Vejo o programa Que não me satisfaz Leio o jornal que é de ontem Pois prá mim, tanto faz Já tive esse problema Sei que o tédio

É sempre assim Se tudo piorar Não sei do que sou capaz... Vejo o programa Que não me satisfaz Leio o jornal que é de ontem Pois prá mim, tanto faz Já tive esse problema Sei que o tédio É sempre assim Se tudo piorar Não sei do que sou capaz... Tédio! Não tenho um programa Tédio! Esse é o meu drama O que corrói é o tédio Um dia eu fico cego Me atiro deste prédio...

7. Abrir um espaço para debaterem sobre a letra da música. Solicitar que acrescentem outros fatos que se encaixem no tema “rotina”. 8. Apresentar os conceitos de crônica e poesia, exemplificando com os textos apresentados. 9. Exibir o vídeo Dormindo com o inimigo, de Elisa Lucinda, interpretado por Ana Carolina. Trabalho final Sugestão 1 Solicitar a criação de um blog e/ou Twitter da turma, no qual os alunos poderão discutir sua rotina e as de outras pessoas, que não necessariamente precisam ser da turma. Postar no blog da Jornadinha comentários sobre a obra Parem de falar mal da rotina e sobre a autora Elisa Lucinda. Sugestão 2 Propor aos alunos que escrevam um texto sobre a rotina e o postem no blog da Jornadinha. Sugestão 3 Em pequenos grupos, solicitar que criem um vídeo utilizando uma das crônicas do livro Parem de falar mal da rotina. O vídeo pode conter fotos, desenhos, dramaturgia ou os alunos recitando os textos. Postar os vídeos no Youtube e no blog da Jornadinha.


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Sugestão 4 Criar uma crônica colaborativamente no Google Docs. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura: produção textual, poesia e crônica Artes visuais: audiovisual Música: sensibilização musical Informática: internet, blog, Twitter, Google Docs Na mídia Seguir a autora Elisa Lucinda no Twitter: @lucindaelisa Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências LUCINDA, Elisa. Parem de falar mal da rotina. São Paulo: Leya, 2010. Biquíni Cavadão - Site Oficial. Disponível em: <http://www.biquini.com.br/index.cfm/home/> Acesso em: 07 jan. 2011. BIQUÍNI CAVADÃO. Tédio. In: ______. Remixes. Rio de Janeiro: Universal, 1998. 1 CD. CAMINHOS – Raul Seixas (letra e vídeo). Disponível em: <http://letras.terra.com.br/raul-seixas/83547/> Acesso em: 7 jan. 2011. ESCOLA LUCINDA DE POESIA VIVA. Disponível em: <http://www.escolalucinda.com.br/> Acesso em: 7 jan. 2011. TÉDIO – Biquíni Cavadão. Disponível em: <http://letras.terra.com.br/biquini-cavadao/44605/> Acesso em: 7 jan. 2011. YOUTUBE – Ana Carolina lendo o texto “Dormindo com o inimigo.” 14/12/210. Disponível em: <http:// www.youtube.com/watch?v=2PyncZ7fnIU>. Acesso em: 6 jan. 2011. _______ Na casa de Elisa Lucinda. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=08ZGsZSwX0&feature=fvsr> Acesso em: 7 jan. 2011. _______ natura todo dia (propaganda)Léo. Disponível em: <http://www.youtube.com/ watch?v=bVvbcx0VfNY> Acesso em: 7 jan. 2011. _______ Parém de falar mal da rotina. Disponível em: <http://www.youtube.com/watch?v=EiuUXxjDVxs> Acesso em: 7 jan. 2011.


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Humberto Gessinger Humberto Gessinger (Porto Alegre, RS, 1963) é vocalista, guitarrista e bai baixista. Já escreveu para colunas em jornais, apesar de não ser profissional sion da área, pois cursou a Faculdade de Arquitetura na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em 1986 gravou seu primeiro disco com Fed Engenheiros do Hawaii, banda que surgiu em meio ao boom do rock Eng nacional na década de 1980. A banda gaúcha obteve destaque com nac músicas de sucesso como “Pra ser sincero”, “Infinita highway” e “Somú mos m quem podemos ser”. Em 2008, juntamente com Duca Leindecker, vocalista e guitarrista da banda Cidadão Quem, os líderes de ambas vo as a bandas se reuniram e montaram o Pouca Vogal, projeto que vem se s apresentando com grande frequência no interior do Rio Grande do Sul e nos demais estados do Brasil. Atualmente Engenheiros do Hawaii e Cidadão Quem estão longe dos palcos[1], mas pretendem em 2011. Em 2009, lançou E pra ser sincero – 123 variações sobre voltar e o mesmo tema, tema segunda segun incursão de Humberto Gessinger pela literatura. A primeira foi o livro infantil Meu pequeno gremista. E pra ser sincero, nas suas 304 páginas, traz fotografias inéditas, informações sobre cada um dos dez discos lançados pela banda, letras comentadas e um diário de 1984 a 2009. Em 2011 lançou Mapas do acaso: 45 variações sobre o mesmo tema

Pra ser sincero: 123 variações sobre o mesmo tema Com fotos inéditas e anotações feitas por Humberto Gessinsinger de 1984 a 2009, o livro conta em detalhes toda a trajetória da banda Engenheiros do Hawaii, que surgiu para a realização de um m único show, mas acabou escrevendo um capítulo da história do rock ck brasileiro, mesmo estando longe das capitais. Os leitores também m terão acesso a letras de 123 canções, com comentários de Gessinnger sobre cada uma das composições, incluindo os sucessos “Toda a forma de poder”, “Terra de gigantes”, “Infinita highway” e “Refrão de bolero”, além de revelar curiosidades e histórias dos bastidores das gravações. Materiais e recursos Livro Pra ser sincero: 123 variações sobre o mesmo tema, de Humberto Gessinger Músicas da banda Engenheiros do Hawaii Música “Sagração da palavra”, de Humberto Gessinger Etapas propostas 1. Apresentar aos alunos, através da audição da canção “Pra ser sincero”, da banda Engenheiros do Hawaii, o músico Humberto Gessinger. 2. Realizar um bate-papo sobre o grupo, perguntando quais são as músicas preferidas, o que eles sabem sobre a banda. Na sequência, propor a audição das músicas preferidas e apresentar o livro Pra ser sincero: 123 variações sobre o mesmo tema, escrito por Gessinger, que narra a trajetória dos Engenheiros do Hawaii. 3. Informar aos alunos a participação do músico na 14ª Jornada Nacional de Literatura e na JorNight, atividade paralela dirigida aos jovens. Salientar que Gessinger compôs a música-tema da 14ª Jornada “Sagração da palavra”.


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4. Distribuir aos alunos a letra da música “Sagração da palavra” e ouvi-la. Após a audição, propor uma discussão, a partir da letra, sobre o tema da 14ª Jornada, “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. 5. Propor aos alunos que, em grupos pequenos e conforme seus interesses, realizem uma pesquisa sobre: • bandas de rock que surgiram nos anos 1980, no Brasil; • história do rock (surgimento nos EUA, nos anos de 1950); • instrumentos musicais utilizados na criação do rock; • polêmicas envolvendo grupos de rock. 6. Socializar na turma as pesquisas realizadas, ampliando, dessa forma, o universo cultural dos alunos. Trabalho final Sugestão 1 Propor uma apresentação de bandas de rock da escola ou da cidade. Após, realizar um bate-papo com os integrantes das bandas sobre o seu trabalho, as dificuldades encontradas, as realizações pessoais, as bandas de rock que admiram. Sugestão 2 Elaborar questões sobre a trajetória do músico Humberto Gessinger, para posterior participação, em agosto, na JorNight, quando o autor estará conversando com o público presente. Sugestões de interdisciplinaridade Língua portuguesa e literatura brasileira: autobiografia, almanaque. Música: rock, história. Na mídia Seguir Humberto Gessinger no Twitter - @1bertoGessinger Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter - @jornadanacional Referências GESSINGER, Humberto. Mapas do acaso: 45 variações sobre o mesmo tema. Caxias do Sul: Belas-Letras, 2010. ______. Pra ser sincero: 123 variações sobre o mesmo tema. Caxias do Sul: Belas-Letras, 2009. ENGENHEIROS DO HAWAII. Disponível em: <www.engenheirosdohawaii.com.br>. Acesso em: 9 mar. 2011. JORNADA DE LITERATURA – UPF. Disponível em: <www.jornadadeliteratura.upf.br>. Acesso em: 9 mar. 2011. POUCA VOGAL – GESSINGER + LEINDECKER. Disponível em: <www.poucavogal.com.br>. Acesso em: 9 mar. 2011.


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Anexo Pra ser sincero

Humberto Gessinger Pra ser sincero Não espero de você Mais do que educação Beijo sem paixão Crime sem castigo Aperto de mãos Apenas bons amigos... Pra ser sincero Não espero que você Minta! Não se sinta capaz De enganar Quem não engana A si mesmo... Nós dois temos Os mesmos defeitos Sabemos tudo A nosso respeito Somos suspeitos De um crime perfeito

Mas crimes perfeitos Não deixam suspeitos... Pra ser sincero Não espero de você Mais do que educação Beijo sem paixão Crime sem castigo Aperto de mãos Apenas bons amigos... Pra ser sincero Não espero que você Me perdoe Por ter perdido a calma Por ter vendido a alma Ao diabo... Um dia desse Num desses Encontros casuais Talvez a gente Se encontre

Talvez a gente Encontre explicação... Um dia desses Num desses Encontros casuais Talvez eu diga: -Minha amiga Pra ser sincero Prazer em vê-la! Até mais!... Nós dois temos Os mesmos defeitos Sabemos tudo A nosso respeito Somos suspeitos De um crime perfeito Mas crimes perfeitos Nunca deixam suspeitos...

Sagração da palavra Paulo Becker / Humberto Gessinger pelo espaço-tempo viaja a palavra deletando os vácuos do esquecimento das placas de barro de antigos sumérios chega ao livro impresso salta pra internet mas cadê você que não me tecla mais a rede emudeceu sem tuas palavras mas cadê você, refaça a conexão crie outros nós entre nós a palavra lava as mágoas da alma a palavra leva a clandestina ideia a palavra louva o soberbo amor a palavra cria nós entre nós mas cadê você que não me tecla mais a rede emudeceu sem tuas palavras mas cadê você refaça a conexão crie outros nós entre nós a palavra livra o grito oprimido a palavra luta contra a força bruta a palavra cria nós entre nós a palavra cria nós entre nós


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Paulo Caruso Paulo Caruso (São Paulo, SP, 1949), durante o período da ditadura militar, milit trabalhou com ilustração e a tira “Pô”, publicada na Folha da Tarde. Na década de 1980, voltou à grande imprensa – Veja, Careta, Senhor e IstoÉ – na qual passou a ser o responsável pela sua última página, onde Isto assinava a charge da semana com o título “Avenida Brasil”, que tratava as principalmente de aspectos da política brasileira. Seus trabalhos tampr bém aparecem em publicações especializadas, como Circo, Chiclete b com Banana e Geraldão. Com o irmão Chico, formou a banda Muda c Brasil Tancredo Jazz Band, com participações de Cláudio Paiva, AroB eira, Luis Fernando Verissimo, entre outros, que nos shows interpretava composições de cunho humorístico e com sátira política. Mais recentemente, os irmãos lançaram o CD Pra seu governo, uma seleção musical de suas composições apresentada pelo Conjunto Nacional, sua nova banda, na qual Paulo toca piano, ao lado de Aroeira e Luis Fernando Verissimo, nos saxofones, e Chico Caruso, no vocal. Atualmente publica suas charges na revista Época e desenha no programa Roda Viva, na TV Cultura. Entre as suas publicações constam os títulos: Bar Brasil (com a colaboração do jornalista Alex Solnik, 1985), As mil e uma noites (1985), Bar Brasil na Nova República e sete títulos da coleção Avenida Brasil, sendo o mais recente Avenida Brasil - Conjunto Nacional.

Avenida Brasil - enfim um país sério! A Avenida Brasil e a nossa interminável transição pela via das dúvidas (quem diria?) terminam aqui, nesta coletânea de trabalhos hos publicados durante o segundo mandato do operário-padrão Luis Inánácio Lula da Silva. Eleito e reeleito presidente ao longo desses últimos os anos, Lula, o filho do Bar Brasil, não deixa dúvidas de que o país atiningiu definitivamente a maioridade democrática. Os medos e receios os de que a transição rumo à democracia voltasse à estaca zero se e distanciaram, quadras e mais quadras, daquele botequim comandaado pelo general Figueiredo, que prendia a arrebatava quem fosse e contra a abertura oferecida por ele. Antigamente era pior, depois piorou. Hoje, somos um país sério. O clã dos Sarney, a CPI dos cartões corporativos, a Operação Navalha, o Castelo Mona Lisa do Edmar Moreira e até o panetone do Arruda nos demonstram que escândalos em nosso país são permanentes; apenas os governos é que são passageiros. Preparando o terreno adiante a ponto do Bar Brasil Brasil, nosso operário-patrão também apresenta sequelas típicas do dono do botequim. Por querer fazer Dilma Mãe do PAC sua sucessora a qualquer custo, nem se importa que dossiês e mais dossiês sejam atirados contra outros pretendentes, contraditando sua crença naquela lei inexorável da oferta e da procura chamada “democracia”. Materiais e recursos Livro Avenida Brasil - enfim um país sério!, de Paulo Caruso Jornais e revistas atuais Folhas A4 Material para desenho CD Nova série, Ultraje a Rigor


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Etapas propostas 1. Conversar com os alunos sobre a importância de estarmos atentos aos conteúdos dos jornais, revistas, telejornais ou jornais digitais. Questionar sobre os meios que eles utilizam para se manterem informados, seções que eles preferem ler nesses periódicos, fatos que os interessaram recentemente. 2. Ressaltar que, entre outras profissões, o chargista precisa estar sempre atualizado quanto aos acontecimentos recentes para poder criar suas charges ou caricaturas, além de informar que a charge ou a caricatura são formas de expressar a opinião por meio do desenho. 3. Propor a audição da música “Hino aos cafajestes”, do grupo Ultraje a Rigor, que, de forma satírica, opina sobre a política do seu período. 4. Apresentar o tema da 14ª Jornada Nacional de Literatura, “Leitura entre nós: redes linguagens e mídias”, e o autor Paulo Caruso, convidado para a JorNight. 5. Propor a leitura da obra Avenida Brasil - enfim um país sério!, de Paulo Caruso, e refletir sobre o tema abordado . 6. Levar os alunos a expressar suas opiniões sobre acontecimentos recentes, principalmente os relacionados à sua cidade e/ou ao seu bairro. Outra forma é levar jornais da cidade e, com base na leitura de algumas reportagens, levá-los a debater em grupo sobre os fatos. Trabalho final Sugestão 1 Em duplas ou individualmente, os alunos deverão criar uma colagem que expresse suas opiniões em relação a um fato ocorrido na sua cidade ou em seu bairro. Sugestão de interdisciplinaridade Geografia: política nacional Filosofia: expressão de nossa opinião Português e literatura: leitura da imagem, a imagem unida ao texto Artes visuais: charges, caricaturas História: trajetória dos presidentes brasileiros Na mídia Seguir a Jornada Nacional de Literatura no Twitter: @jornadanacional Referências CARUSO, Paulo. Avenida Brasil : enfim um país sério! São Paulo: Devir, 2010. ULTRAJE A RIGOR. Nova série. São Paulo: Warner. 2007. 1 CD. PAULO CARUSO – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Paulo_Caruso>. Acesso em: 6 de jan. 2011. CARICATURA – Wikipédia, a enciclopédia livre. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/wiki/Caricatura>. Acesso em: 6 de jan. 2011.


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Anexo Caricatura é um desenho de um personagem da vida real, tal como políticos se artistas. Porém, a caricatura enfatiza e exagera as características da pessoa de uma ma forma humorística, assim como em algumas circunstâncias acentua gestos, vícios se hábitos particulares em cada indivíduo. Historicamente a palavra caricatura vem do italiano caricare (carregar, no senentido de exagerar, aumentar algo em proporção). A caricatura é a mãe do expressionismo, onde o artista desvenda as impresssões que a índole e a alma deixaram na face da pessoa. e A distorção e o uso de poucos traços são comuns na caricatura. Diz-se que uma boa caricatura pode ainda captar aspectos da personalidade de uma pessoa através do jogo com as formas. É comum sua utilização nas sátiras políticas; às vezes, esse termo pode ainda ser usado como sinônimo de grotesco (a imaginação do artista é priorizada em relação aos aspectos naturais) ou burlesco.

História e caricaturistas [...] É comum vermos caricaturas políticas em nossos jornais ou revistas. Entretanto, as sátiras sociais através de caricaturas já existiam principalmente a partir do século XVIII, realizadas por artistas de renome. Os ingleses James Gillray (1757-1815) e Thomas Rowlandson (1756-1827) eram alguns desses artistas considerados brilhantes caricaturistas, que faziam o observador logo reconhecer a personalidade que estava sendo estereotipada. [...] Artistas como Tiepolo, Puvvis de Chavannes e até Picasso, também têm trabalhos de caricatura. Monet, por exemplo, era caricaturista no início de sua carreira. É comum ainda o uso de elementos caricaturais nas artes gráficas contemporâneas. Nos dias atuais, são vários os caricaturistas que se destacam internacionalmente, fazendo exposições e publicando na mídia impressa. Os maiores nomes são Sebastian Kruger, Jan Opdebeeck, Mulatier entre outros. No Brasil A primeira caricatura publicada no Brasil foi uma charge política de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre, em 1836, durante o período regencial, sendo lembrado como o pioneiro da caricatura brasileira. [...] Wikipédia, a enciclopédia livre. - http://pt.wikipedia.org/wiki/Caricatura


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CANÇÃO DA 14ª JORNADA NACIONAL DE LITERATURA

SAGRAÇÃO DA PALAVRA Paulo Becker / Humberto Gessinger pelo espaço-tempo viaja a palavra deletando os vácuos do esquecimento das placas de barro de antigos sumérios chega ao livro impresso salta pra internet mas cadê você que não me tecla mais a rede emudeceu sem tuas palavras mas cadê você, refaça a conexão crie outros nós entre nós a palavra lava as mágoas da alma a palavra leva a clandestina ideia a palavra louva o soberbo amor a palavra cria nós entre nós mas cadê você que não me tecla mais a rede emudeceu sem tuas palavras mas cadê você refaça a conexão crie outros nós entre nós a palavra livra o grito oprimido a palavra luta contra a força bruta a palavra cria nós entre nós a palavra cria nós entre nó


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ORIENTAÇÕES PARA A PRÉ-JORNADINHA Apresentamos as obras e os autores indicados para a 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Temos certeza de que a 6ª Jornadinha será para as crianças e adolescentes uma experiência singular, proporcionada e incentivada por professores, diretores, coordenadores, pais e, especialmente, pelo poder público, por meio das secretarias de Educação e Cultura e das Coordenadorias Regionais de Educação. A Universidade de Passo Fundo e a Prefeitura Municipal de Passo Fundo, imbuídas do objetivo de incentivar a leitura do texto literário em diferentes linguagens e suportes e em consonância com o desenvolvimento tecnológico, apresentam o tema “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”, com o intuito de trazer para o Circo da Cultura uma reflexão atual e urgente a ser realizada por diferentes segmentos da sociedade preocupados com a educação e a cultura de crianças e adolescentes. No entanto, a efetivação dessa discussão pressupõe o conhecimento prévio, por parte de professores e alunos, dos autores e dos livros indicados para a 6ª Jornadinha. Dessa forma, a Pré-Jornadinha – metodologia utilizada desde a 1ª Jornadinha em 2001 – configura-se como um diferencial adotado a partir das experiências exitosas de Pré-Jornadas ocorridas desde 1981. Como participar Constitui-se na leitura de uma ou mais obras dos autores que estarão presentes na 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. É o momento no qual os alunos do ensino fundamental e do ensino médio, com a mediação dos professores, serão incentivados a conhecer previamente os autores e suas respectivas obras, bem como desenvolver discussões sobre o tema “Leitura entre nós: redes, linguagens e mídias”. Seleção de obras Compete aos professores de uma ou mais áreas do conhecimento, juntamente com os alunos, a escolha das obras a serem trabalhadas dentre aquelas indicadas de cada um dos autores que estarão presentes à 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Caderno de Atividades V O Centro de Referência de Literatura e Multimeios – Mundo da Leitura –, com o intuito de contribuir com os professores e alunos na realização desse processo, elaborou o Caderno de Atividades V, no qual constam práticas de leitura das obras dos autores presentes à 6ª Jornadinha. Todas as atividades sugeridas no Caderno de Atividades exigem a elaboração de um trabalho final pelos alunos e professores. Avaliação das atividades As atividades de leitura serão avaliadas pela comissão organizadora a partir da entrega de apenas um trabalho final por turma, juntamente com a ata impressa. • Apresentações artísticas (teatro, música, dança, entre outras) deverão ser registradas e entregues em CD, DVD ou fotografia impressa, devidamente identificados com nome da escola, do professor e dos alunos envolvidos. • Textos escritos e artes plásticas (pintura, desenho, escultura, entre outros) deverão ser enviados para a Universidade Passo Fundo até 22 de julho de 2011. Os trabalhos serão expostos em local público durante a 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Registro em ata As atividades desenvolvidas deverão ser registradas em ata, disponibilizada no site da 14ª Jornada Nacional de Literatura (www.jornadadeliteratura.upf.br). Clicar no ícone Pré-Jornadinha e, após, em Ata on line.


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Ata on line (disponível no site da 14ª Jornada) 1. Dados gerais - nome da escola, endereço, telefone, e-mail; - nome dos professores, série, número de alunos. 2. Atividades - síntese das atividades desenvolvidas; - síntese da participação dos professores por área de conhecimento. 3. Participantes - nome por extenso dos professores; - nome por extenso dos alunos de ensino médio que desejam obter certificado; - número de pessoas diretamente envolvidas com a atividade; - número de pessoas indiretamente envolvidas com a atividade; - nome e função do responsável pela ata, com data e assinatura.

Certificado Professores: o certificado de Pré-Jornadinha será de 40 horas, emitido após a verificação da entrega da ata sobre a atividade, do trabalho final e a inscrição na 6ª Jornadinha Nacional de Literatura. Somente um certificado será emitido por pessoa, mesmo que o professor realize atividades com mais de uma turma. Alunos de ensino médio: o certificado de Pré-Jornadinha será de 40 horas, emitido após a verificação da participação nas atividades registradas em ata pelo professor, o nome por extenso e a inscriç��o na 6ª Jornadinha. Período para entrega da ata e do trabalho final • de 18 a 22 de julho de 2011

Local • Centro de Referência de Literatura e Multimeios – Mundo da Leitura Horário • Das 8h às 12h; das 13h30min às 17h 30min e das 18h30min às 22h20min Endereço para entrega de atas e trabalhos Universidade de Passo Fundo Centro de Referência de Literatura e Multimeios – Mundo da Leitura Campus I – BR 285 - Km 171 – Bairro São José 99001-970 – Passo Fundo/RS – Brasil


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Autores e obras indicados para a Pré-Jornadinha Autor Andréa del Fuego

Antonio Carlos Vilela

Título Sociedade da caveira de cristal http://andreadelfuego.wordpress.com O que eu faço da vida? Mais coisas que toda a garota deve saber Mais coisas que todo garoto deve saber Turma da Mônica jovem: coisas que as garotas devem saber

Editora Scipione

Público ensino médio

Melhoramentos

6º ao 9º ano

Artes e Ofícios

1º ao 5º ano

Galera Record

6º ao 9º ano

Devir

6º ao 9º ano/ ensino médio

Cosac Naify

1º ao 5º ano

Turma da Mônica jovem: coisas que os garotos devem saber O tesouro iluminado Caio Riter

Eduarda na barriga do dragão

Cláudio Fragata

Zé Perri: a passagem do pequeno príncipe pelo Brasil

Christopher Kastensmidt

O encontro fortuito de Gerard van Oost e Oludara

Daniel Kondo (Ilustração)

Minhas contas

Elisa Lucinda

A menina transparente Parem de falar mal da rotina

Record

1º ao 5º ano

Lua de papel

JorNight

Agir

ensino médio/ JorNight

Fábio Moon e Gabriel Bá

O alienista

Giba Assis Brasil

www.casacinepoa.com.br/a-casa/os-sócios-da-casa/giba-assis-brasil-currículo

ensino médio

Pedro Pedra Gustavo Bernardo

O mágico de verdade

Rocco

6º ao 9º ano

Heloisa Seixas

Contos mais que mínimos

Tinta Negra

ensino médio

Humberto Gessinger

Pra ser sincero: 123 variações sobre um mesmo tema Mapas do acaso: 45 variações sobre um mesmo tema

Belas Letras

JorNight

Irmãos Caruso - Paulo Caruso

Avenida Brasil - enfim um país sério! Devir

JorNight

Paulinas

1º ao 5º ano

Artes e Oficios Galera Record

ensino médio 6º ao 9º ano

Record

ensino médio

Panini Books Abacatte Editora do Brasil Mercuryo Jovem

1º ao 5º ano

Irmãos Caruso - Chico Caruso

Lenice Gomes

Lula Lá - Parte 2 - a sucessão! - o humor na história do Brasil de 2006 a 2010 Pelas ruas da oralidade Quando eu digo, digo, digo Brincando adivinhas Mafuá dos magafamágicos Na boca do mundo Amores em carnavais: mistério dos papangus

Leonardo Brasiliense Luiz Antonio Aguiar Marcelino Freire Mauricio de Sousa Regina Rennó

Whatever Quem matou o livro policial? Rasif – mar que arrebenta Contos negreiros MSP +50 -Mauricio de Sousa por mais 50 artistas Terra mãe Cheiro de mato Doce água doce

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Ricardo Azevedo

Rodrigo Lacerda Roseana Murray Sérgio Capparelli Silvana Tavano

Tânia Zagury

Telma Guimarães Ziraldo

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Contos e lendas de um vale encantado: uma viagem pela cultura popular do vale do Paraíba Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões O livro dos pontos de vista Feito bala perdida e outros poemas Ninguém sabe o que um poema A hora do cachorro louco Contos de bichos do mato Contos de enganar a morte Contos de espanto e alumbramento O fazedor de velhos Poemas e comidinhas 50 fábulas da China fabulosa Poesia visual Como começa? O desmaio do beija-flor A visita da cigarra O estranho sumiço do morcego O mistério da lixeira barulhenta O macaquinho da perna quebrada Coração na rede O diário (nem sempre secreto de Pedro) romeu@julieta.com.br O menino quadradinho Os meninos morenos

Ática

6º ao 9º ano

Scipione Cosac Naify Paulus LP&M Global Callis

1º ao 5º ano

Record

1º ao 5º ano

Saraiva/Atual

6º ao 9º ano

Melhoramentos

1º ao 5º ano

6º ao 9º ano 1º ao 5º ano 6º ao 9º ano


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Programa Mundo da Leitura na TV

Mundo da Leitura na TV é um programa produzido pela Universidade de Passo Fundo e exibido nacionalmente no Canal Futura. As aventuras de Gali-Leu e sua turma são elaboradas por uma equipe interdisciplinar que envolve os cursos de Letras, Artes e Comunicação, Educação, Ciências Exatas, e a UPFTV. De forma lúdica e dinâmica, as diversas linguagens apresentadas - manipulação de bonecos, leitura e encenação de textos infantis, artes gráficas, música, entre outros - servem de incentivo para o desenvolvimento da criatividade, do raciocínio lógico e, principalmente, para a criação do hábito da leitura entre as crianças. Assista ao programa Mundo da Leitura na TV

Canal Futura Quarta - 10h30min Reprises: Sábado – 11h Domingo – 9h Segunda – 12h30min

UPF TV Sábado – 11h Domingo – 19h Como sintonizar os canais Canal Futura Se você tem antena parabólica, sintonize na polarização vertical 20. Na TV por assinatura, em parceira com a Globosat, estamos nos seguintes canais: - no canal 26 da Net - no canal 37 da Sky - no canal 163 da DirecTV • Em São Gonçalo - RJ: canal 18 UHF Canal: UPF TV - Canal 4 VHF Alcance: Passo Fundo, Sertão, Mato Castelhano, Pontão, Coxilha, Ernestina, Tio Hugo, Ibirapuitã, Soledade e Carazinho [RS]. • Em Marau - RS: canal 54 UHF • Em Carazinho - RS: canal 20 UHF


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