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Lúcia Endriukaite

"Em relação à alergia infantil, estudos apresentam que o processo é transitório e apresenta resolução com o crescimento da criança"

Ainda assim, o ovo não deve ser descartado da alimentação infantil. A partir do sexto mês, os alimentos são introduzidos na alimentação do bebê para atender uma nova demanda de nutrientes decorrente do desenvolvimento da criança. O ovo é fonte de proteínas, contém uma dose significativa de colina, importante para o desenvolvimento cerebral. Além disso, fornece luteína e zeaxantina, carotenoides facilmente absorvidos pela presença de gordura na gema do ovo. Vitaminas do complexo B, vitaminas lipossolúveis A, D, E, K e minerais também estão presentes na gema do ovo sendo, portanto, um alimento importante para o bebê. Existem algumas maneiras capazes de minimizar os efeitos negativos do ovo no processo da alergia alimentar. A desnaturação da proteína através do cozimento é uma alternativa importante que melhora a tolerância ao alimento; assim, o ovo cozido apresenta maior tolerância quando comparado ao alimento cru. Existem estudos que apresentam a associação do ovo a outro alimento com farinha em preparação como o

muffin, por exemplo, aumenta a tolerância. Isso acontece porque a combinação de proteínas, carboidratos e gorduras interferem na identificação pelo anticorpo (6). O ovo é um alimento de baixo custo e de fácil aceitação, que pode estar presente como ingrediente em preparações ou simplesmente ser oferecido como alimento principal da refeição, a popular mistura. O fato é que conforme mencionado acima, o ovo é um alimento que contribui para a promoção da saúde. É importante ressaltar que quando o assunto é alergia alimentar ou intolerância, é fundamental que as pessoas responsáveis pela alimentação da criança sejam orientadas pelo profissional de saúde – médico e/ou nutricionista para o manejo da refeição e assim garantir o bem-estar da criança.

Referências: 1-Solé D, Silva LR, Cocco RR, Ferreira CT, Sarni RO, Oliveira LC, at al. Consenso Brasileiro sobre Aergia Alimentar: 2018- Parte 1- Etiopatogenia, clinica e dignostico. Documento conjunto elaborado pela So-

ciedade Brasileira de ediatria e Associaão Brasileira de Alergia e Imunologia. Arq Asma Alerg Imunol.2018;2(1):7-38 2- Associação Brasileira de Alergia e Imunologia ( ASBAI), https:// asbai.org.br acesso em 14/01/2021 3- Senna SN, Scalco MF, Azalim SP, Guimaraes LL, Filho W. Achados epidemiológicos de alergia alimentar em crianças brasileiras: Analise de 234 testes de provocação duplo -cego placebo-controlado (TPDCPCs). Arq Asma Alerg Imunol.2018;2(3):344-3504 4- Ferreira CT, Seidman E. Food allergy: a practical update from the gastroenterological viewpoint. J. Pediatr. (Rio J.), Porto Alegre , v. 83, n. 1, p. 7-20, Feb. 2007 . 5- Urisu A, Kondo Y, Tsuge I. Hen's Egg Allergy. Chem Immunol Allergy. 2015;101:124-30. doi: 10.1159/000375416. Epub 2015 May 21. PMID: 26022872. 5- Leonard SA. Debates in allergy medicine: baked milk and egg ingestion accelerates resolution of milk and egg allergy. World Allergy Organ J. 2016;9:1. Published 2016 Jan 26. doi:10.1186/s40413-015-0089-5 Revista do Ovo

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