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Retrospectiva e perspectiva postura / Sindicato Rural de Bastos – SP

“Hoje a galinha come em dólar e bota o ovo em real” Os produtores de ovos, cuja produção depende basicamente do milho e soja, estão sofrendo grande impacto econômico, existindo um aumento no custo na produção de ovos em aproximadamente 50%.

O

mês de fevereiro mostrou uma tendência de recuperação de preços, puxado pelo reflexo da diminuição de alojamento que vem ocorrendo desde o mês de novembro de 2020. Não obstante o país tenha produzido milhões de toneladas de grãos, toda essa matéria prima já se encontra vendida no mercado internacional até o ano de 2022, desabastecendo assim o mercado interno e obrigando que o empresário da avicultura tenha que se socorrer aos altos custos dos produtos no mercado internacional. Em Bastos, a média de preços, em fevereiro, da saca de milho paulista CIF fechou em R$81,50, e da tonelada de soja CIF em R$2.950,00. Neste mesmo período em 2020, o preço da saca de milho paulista CIF era de R$52,00 e da tonelada de soja CIF era de R$1.380,00. Ou seja, os produtores de ovos, cuja produção depende basicamente do milho e soja, estão sofrendo grande impacto econômico, existindo um aumento no custo na produção de ovos em aproximadamente 50%, preocupando assim, significativamente os empresários do setor. Trocando em miúdos, hoje a galinha come em dólar e bota o ovo em real, estando o empresariado bastense suportando um severo impacto negativo. Não bastasse, é importante lembrar que todo esse impacto econômico negativo ocasionado pelo aquecimento das exportações de grãos, está vindo na sequência de uma desestabilidade econômica ocasionada pelo Coronavírus. Portanto, o empresariado da avicultura vive um momento muito delicado, com grandes desafios pela frente, na busca de alternativas para preservar as empresas e empregos. Com informações do Sindicato Rural de Bastos - SP

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