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Especial

Vaccinar

Estratégias nutricionais frente à alta do milho e do farelo de soja Existem estratégias bastante acessíveis para contornar o aumento do milho e da soja, como o uso de alimentos alternativos com critério, bem como a utilização de aditivos enzimáticos Equipe Vaccinar

E

m tempos de dólar alto, a maior valorização de commodities principalmente milho e soja é inevitável. Este quadro impacta diretamente nos custos de produção do setor avícola, haja visto que a alimentação corresponde à aproximadamente 70% da formação dos custos. Logo, para manter-se no mercado com lucratividade, é necessário implementar ações adequadas.

Entre os custos de alimentação do setor avícola, as fontes energéticas e proteicas são as parcelas mais representativas dentro da formação do custo de fórmula 20

Revista do Ovo

O que não é uma tarefa simples, mas há estratégias adotadas na formulação de ração que podem auxiliar no processo. Independente da capacidade de cada empresa quanto a negociação, compra e armazenamento das commodities, as possibilidades para minimizar o impacto financeiro devem ser avaliadas criteriosamente, buscando aquela que possa se adequar melhor à realidade do negócio. O fato é que não existe uma “receita de bolo”, o ideal é fazer uma análise caso a caso de cada empresa e, assim, definir qual a melhor estratégia adotar para buscar a redução de custos sem impactar negativamente o resultado zootécnico dos lotes. Entre os custos de alimentação do setor avícola, as fontes energéticas e proteicas são as parcelas mais representativas dentro da formação do custo de fórmula. Dessa forma, o maior desafio da nutrição está em estabelecer níveis e fornecer alimentos capazes de atender à exigência animal sem que haja falta ou excesso de nutrientes. Logo, as estratégias nutricionais são as grandes aliadas da produção, pois o fornecimento de uma ração ajustada em níveis e ingredientes irá auxiliar que os planteis expressem

todo o seu potencial. Vale destacar que a composição das fórmulas varia de acordo com características intrínsecas a cada granja, disponibilidade de matérias-primas, a idade dos animais e com a meta de produção do avicultor. A grande parte das rações para aves são compostas por cereais, como milho, sorgo, soja e seus subprodutos (soja extrusada, óleo de soja, etc.), farinhas de origem animal (caso seja uma produção convencional), além de fontes de minerais e suplementos vitamínicos. Aditivos como probióticos, prebióticos, ácidos orgânicos, óleos essenciais e enzimas entram na elaboração da ração para contribuir com melhoria de questões relativas à saúde e equilíbrio intestinal e alguns no aproveitamento de nutrientes. Dentre as alternativas para redução dos custos de formulação, a mais buscada é a utilização de ingredientes alternativos, dentre eles podemos destacar: milheto, sorgo, farelos de algodão, canola e girassol, além de grão seco de destilaria (DDG). A escolha de qual ingrediente utilizar se baseará na qualidade nutricional, disponibilidade no decorrer do ano, custo da matéria-prima frente as outras fontes e capacidade de armazenamento que o produtor dispõe.

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