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Informe Técnico-Comercial

Como melhorar a eficiência alimentar atuando em três pilares Da seleção de matérias-primas à absorção de nutrientes pelo animal, cada passo deve ser considerado para otimizar a eficiência alimentar Autor: Departamento Técnico da Adisseo

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indústria animal não está buscando apenas aprimorar o desempenho dos seus lotes, mas sim uma produção de proteína animal de qualidade, sustentável e lucrativa. É por isso que os nutricionistas trabalham no desenvolvimento de novas soluções para uma melhor eficiência alimentar. Nas últimas décadas, a melhoria da eficiência alimentar foi baseada em um aumento da ingestão de ração durante um curto período de tempo, desafiando o nutricionista a tirar o máximo proveito da alimentação ingerida. Da seleção de matérias-primas à absorção de nutrientes pelo animal, cada passo deve ser considerado para otimizar a eficiência alimentar.

Considerando a variabilidade dos ingredientes Para alcançar o melhor desempenho dos animais, as exigências dos mesmos devem ser atendidas. E para isso, é necessário conhecer os valores nutricionais dos ingredientes da ração. Os ingredientes podem variar muito de um local para outro (Figura 1) devido a muitos fatores, como sazonalidade, colheita e condições de armazenamento. Essa variabilidade pode exercer um grande impacto no desempenho dos animais. Diferentes lotes de matérias-primas não têm o mesmo valor nutricional; portanto, saber lidar com a variabilidade das matérias-primas é

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Figura 1: Comparação do teor de lisina digestível (%) do farelo de soja em 3 países produtores crucial para satisfazer os requerimentos nutricionais dos animais e alcançar o melhor desempenho sem aumentar os custos. Avaliar cada lote de matéria-prima em tempo hábil é fundamental para otimizar a formulação de alimentos e, portanto, o desempenho animal.

Ajustando a formulação alimentar A Avaliação para Nutrição de Precisão (Precise Nutrition Evaluation PNE) é a solução ideal para lidar com essa variabilidade. A plataforma NIRS permite identificar, em tempo real, o teor dos nutrientes dos ingredientes da ração. As predições do PNE (para Energia Metabolizável Aparente e

Aminoácidos Digestíveis) são baseadas em medições in vivo, que permitem determinar precisamente a variabilidade dos ingredientes da ração. Além disso, essa ferramenta pode ser usada para acompanhar a variabilidade ao longo do tempo, origens e fornecedores, ajudando assim o produtor na tomada de decisão para a compra de ingredientes ou na formulação da sua ração.

Avaliando a fração indigestível da ração para extrair todos os benefícios de enzimas exógenas Embora bem formulada, a ração ainda contém componentes que os animais não conseguem digerir. Esta

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