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revista

Publicação mensal da unimed blumenau N° 66 l MARÇO DE 2013

amor incondicional Mal de Alzheimer afeta principalmente mulheres após os 65 anos e requer ação especial da família


MOSCAS VOLANTES E DESCOLAMENTO DO VÍTREO

Dr. Marcus Grigato Campos Médico oftalmologista CRM-SC 10034 – RQE 4514

No dia a dia da oftalmologia é muito comum atender pacientes que relatam perceber manchas escuras ou “mosquinhas” flutuantes na visão. Estas alterações são mais percebidas em ambientes com mais claridade e boa iluminação e são conhecidas como “moscas volantes”, pois se movimentam de um lado para o outro e parecem acompanhar a visão. As moscas volantes são opacidades que se localizam no vítreo, que é o gel transparente que preenche o segmento posterior do globo ocular e está em contato com a retina. A sensação do paciente é que as manchas estão do lado de fora do olho, no entanto, o que se percebe é a sombra que essas opacidades projetam na retina. Com o passar do tempo e também por influência de outros fatores como trauma e miopia, o vítreo pode se descolar total ou parcialmente da retina. Este processo é natural na grande maioria dos pacientes, porém, em uma pequena porcentagem dos casos, o vítreo ode se descolar e tracionar a retina

CORPO CLÍNICO

Médicos Oftalmologistas

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provocando rasgaduras e até sangramento no interior do olho. Neste momento, o paciente pode perceber um aumento das opacidades flutuantes ou “mosquinhas” e também fotopsias que são flashes luminosos na periferia do campo visual. O paciente deve estar atento a estes sintomas e procurar um oftalmologista que realizará o exame de fundo do olho com mapeamento da retina e muitas vezes com ultrassonografia, com o intuito de identificar lesões que podem levar ao descolamento da retina ou diagnosticar doenças inflamatórias como as uveítes. Em caso de rasgadura ou ruptura da retina, é indicado como tratamento a fotocoagulação a laser, para diminuir a chance de descolamento e evitar a necessidade de cirurgia. Embora não haja tratamento específico para as “moscas volantes” e, na maioria das vezes, não representem doença grave, o paciente deve ser examinado e orientado sobre os sinais de possíveis complicações.

Dr. Vilmar Müller - CRM-SC 2896 - RQE 1337 Dr. Fernando C. Ludwig - CRM-SC 4508 - RQE 1119 Dr. José Roberto M. Castro - CRM-SC 7460 - RQE 4091 Dr. Luiz Felipe Hagemann - CRM-SC 8014 - RQE 6052 Dr. Paul Francis Saut - CRM-SC 8117 - RQE 2659 Dr. Marcus Grigato Campos - CRM-SC 10034 - RQE 4514 Dr. Giancarlo Simionatto - CRM-SC 8710 - RQE 6776 Dr. Éderson Henrique Engel - CRM-SC 10916 - RQE 7161 Dra. Marta Duwe - CRM-SC 11748 - RQE 7545 Dr. Hermógenes C. S. Renuzza - CRM-SC 15500 - RQE 6852 Dr. Cristiano Coelho Ludvig - CRM-SC 12340 - RQE 8340 Dr. Rodrigo Thiesen Müller - CRM-SC 13196 - RQE 9696 Dra. Larissa C. B. Koerich - CRM-SC 13244 - RQE 9017 Dra. Kathy Dadam Sgrot - CRM-SC 13347 - RQE 10275 Dra. Elise Vivan Taniguchi - CRM 18576 - RQE 10363

Diretor Técnico: Dr. Vilmar Müller – CRM-SC 2896 Médico Oftalmologista - RQE-SC 1337

Rua 7 de setembro, 1300 Centro - Blumenau - Santa Catarina www.hob.med.br - hob@hob.med.br

47 3322-5000


editorial

Amor pela vida Amor, carinho, compreensão e paciência. São palavras que fazem parte do vocabulário de toda família bem estruturada. Por vezes, contudo, os rumos da vida fazem com que estes quatro substantivos abstratos sejam ainda mais arraigados no cotidiano do seio familiar. É o caso de uma família atingida pelo Mal de Alzheimer. A doença, descoberta no início do Século 20 pelo neurologista alemão Alois Alzheimer, requer, muitas vezes, uma transformação para que se possa cuidar do ente acometido pela moléstia. Ainda sem cura, o Alzheimer atinge principalmente mulheres após os 65 anos. Anualmente, 100 mil novos casos são registrados no Brasil e estima-se que, no mundo, 34 milhões de pessoas terão o mal até 2050. Estar atento e compreender esta doença ganham cada vez mais importância com o aumento da expectativa de vida da população. Pois, com mais tempo de vida, maiores as chances de o Mal de Alzheimer aparecer. Para falar sobre a doença, a Revista Unimed conversou com o neurologista Walter Roque Teixeira. Sem cura, sem se saber a origem ou como preveni-la, a recomendação do especialista é que se tenha uma vida regrada e saudável. Segundo Dr. Walter, hábitos que fazem bem para o coração também são benéficos para o cérebro, pois os fatores que causam doenças coronárias também comprometem as artérias cerebrais e isso tem implicações no desenvolvimento do Alzheimer. Então, uma regra básica serve para prevenir o Alzheimer e muitos outros males: levar uma vida saudável, com boa alimentação, exercícios físicos, evitar o estresse e cultivar boas relações. A seção ‘O que comemos’, por exemplo, alerta para os problemas que o consumo exagerado de embutidos pode causar. Alimentação desregrada, aliás, é fator de risco para a surgimento de câncer colorretal, doença abordada nesta edição pelo coloproctologista Roland Dagnoni. Fique bem informado, também, sobre hemofilia, síndrome do olho seco e torcicolo. E, não esqueça, a prevenção é sempre o melhor caminho. Por falar nela, as vacinas são ferramenta importante da ciência para evitar a proliferação de doenças, por isso, é fundamental que crianças e adultos estejam com o calendário de vacinação em dia. Previna-se! Viva mais e com maior qualidade! Boa leitura!

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sumário

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reportagem de capa

Cerca de 100 mil novos casos do Mal de Alzheimer são diagnosticados no Brasil a cada ano. Doença ainda não tem cura Daniel Zimmermann

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Comandante fala sobre segurança em boates

O QUE COMEMOS Saborosos, os embutidos devem ser consumidos com moderação

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HeMOFILIA

MUNDO MELHOR

visão

Doença genética atinge, quase que exclusivamente, os homens

Índice de mortalidade infantil é bem menor que o nacional

Série de fatores pode levar à síndrome do olho seco

A imunização é uma das grandes armas da ciência moderna para evitar a proliferação de doenças infecto-contagiosas

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CÂNCER Má alimentação aumenta chances da doença no intestino

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28 TORCICOLO Sedentarismo é uma das maiores causas

VACINAS


expediente

Saiba mais Você está recebendo mais um número da Revista Unimed Blumenau cuja edição impressa acompanha a versão digital. Na publicação para internet e aplicativos o leitor tem a possibilidade de expandir as experiências de leitura, além de contar com conteúdo que vai além da versão impressa: mais fotos, gráficos, vídeos e áudios das principais reportagens. Como já é de costume, no final da revista digital o leitor pode fazer um teste para conferir o que aprendeu lendo as reportagens. Nesta edição, estão disponíveis os áudios do editorial, da reportagem sobre pulmão, da seção ‘Nosso Corpo’, e da reportagem de capa. A reportagem de capa, que trata do Mal de Alzheimer, também está acompanhada de um vídeo emocionante, que mostra a relação em família quando há um membro com a doença. Na seção ‘Dicas’, também estão disponíveis os trailers dos filmes indicados por leitores da revista. A versão digital está disponível para ser acessada por computador, tablet e smartphone. Acesse, navegue, leia e compartilhe o conteúdo da revista nas redes sociais.

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Boa leitura e boa navegação!

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Veículo de Divulgação da Unimed Blumenau Cooperativa de Trabalho Médico. Conselho Editorial Dra. Ana Cristina de Oliveira Dr. Alfredo Nagel Dr. Fernando Sanches Dr. Odilon Ascoli Luiz Mund HOSPITAIS Unidade Centro Neumarkt Trade & Financial Center, 5º andar • Blumenau/SC Rua Ingo Hering, 20 | Anexo ao Shopping Neumarkt Fone: 47 3037.8500 Unidade Vila Nova Rua Almirante Barroso, 1159, Bairro Vila Nova • Blumenau/SC Fone: 47 3331.8700 Unidade Timbó Rua Pomeranos, 3000, Bairro Pomeranos • Timbó/SC Fone: 47 3281.4000 SOS UNIMED Fone: 0800.6454747 UNIMED BLUMENAU Rua das Missões, 455 • Blumenau/SC Fone: 47 3331.8500 • Fax 47 3331.8570 www.unimedblumenau.com.br Twitter: @unimedblumenau

Editor Sidnei dos Santos - Palavra Escrita Ltda ME sidnei@mundieditora.com.br Reportagem Daiani Caroline Coelho, Francielle de Oliveira, Mariana Tordivelli e Rafael Meira Gerente de Arte e Desenvolvimento / Projeto Gráfico Lucas Gonçalves Diagramação Adriana Baier e Tiago de Jesus Capa Foto: Banco de fotos Editora-chefe Danielle Fuchs - Fuchs Editorial Ltda ME danielle@mundieditora.com.br Gerente Comercial Cleomar Debarba debarba@mundieditora.com.br Diretor-Executivo Niclas Mund niclas@mundieditora.com.br Circulação circulação@mundieditora.com.br Sugestão de Pauta pauta@mundieditora.com.br

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compartilhando

Prontoatendimento “Quero deixar registrado meu agradecimento à Comissão de Curativos do Prontoatendimento da Vila Nova. Quando necessitei, fui prontamente atendida. Agradeço pela cordialidade e pontualidade com que fui recebida. Ótimo atendimento.” Joice Colzani Groh Colaboradora da Unimed Blumenau

Fisioterapia “Gostaríamos de elogiar o atendimento da equipe de fisioterapia da Unimed Blumenau. Jorge é muito proativo e já colocou o nosso filho no plantão, nos mandou uma máquina de aspiração em caso de necessidade; e a Camila também está nos fornecendo um ótimo atendimento quando o Jorge não pode vir.” Ricardo de Lucca dos Santos Beneficiários Unimed Blumenau

Atenção Domiciliar “Obrigado à equipe de Atenção Domiciliar pela assistência prestada à Sra. Elza Depiné e familiares. Agradeço pelo serviço bem executado e que possibilitou a medida certa de intervenções necessárias ao bem-estar da paciente e satisfação da família.” Dr. Celso Maeda Cooperado Unimed Blumenau

Qualidade “Vim agradecer imensamente o cooperado Dr. Carlos Ernani Monteiro pelo atendimento prestado com qualidade e, principalmente, por ser uma pessoa super humana, aquele que te atende olhando nos olhos, que te ouve com a maior tranquilidade, que passa segurança quando fala, que se coloca no lugar das pessoas, aquele que te incentiva e te coloca pra frente. Me fez refletir. Também quero agradecer sua secretária Ivone, super prestativa e objetiva, que também nos ajuda bastante aqui na Central de Agendamentos.” Rosana Lima Colaboradora da Unimed Blumenau

Cirurgia “Venho agradecer a atenção e profissionalismo a toda equipe médica do Dr. Ronaldo Marques, anestesistas e corpo de enfermagem do Hospital Unimed Blumenau. Fui agraciado quando de minha cirurgia no ombro, em 30 de janeiro. Com certeza, é a ‘mão de Deus’ guiando o cirurgião, apoiado por uma equipe de anjos (enfermagem).” Renato Montibeller Soares Beneficiário Unimed Paulistana

Presteza “Quero agradecer o profissionalismo da colaboradora Maisa Smaniotto e pela presteza na resolução e esclarecimento de informação pertinente aos valores retidos para minhas contibuições previdenciarias ao INSS. Esta ação foi fundamental para regularização de minha situação junto ao INSS. A colaboradora demonstrou ser ativa e motivada para a resolução e esclarecimento do assunto. Parabéns!” Rogério Freitas Martins da Costa Cooperado Unimed Blumenau.

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pergunte ao doutor Irani Filagrana Ponticelli Beneficiária Unimed desde 1991

Após a cirurgia bariátrica é preciso fazer reposição vitamínica? A pessoa pode voltar a ganhar peso?

Dr. Marcelo Ruppenthal Cirurgia do Aparelho Digestivo CRM 8344 - (47) 3322-3560

“Sim. Todo paciente que faz cirurgia bariátrica e cirurgia abdominal para obesidade necessita fazer reposição vitamínica após a cirurgia. Isso é inerente à perda de peso e também ao tipo de técnica operatória que foi realizada nesse paciente. Os pacientes que têm desvio do trânsito intestinal têm uma necessidade maior dessa reposição e é importante frisar que essa reposição tem que ser entendida como de longo prazo. Nós, na clínica, diariamente orientamos os pacientes sobre essa reposição acontecer para o resto da vida. Preferimos colocar dessa forma no sentido de, futuramente, se o paciente tiver uma dieta adequada e fizer acompanhamento adequado, retiramos em períodos ou definitivamente essa reposição e independendo de como o paciente vem evoluindo com relação a sua perda de peso e o estado nutricional. Com relação ao reganho de peso, existe e ele é relativamente frequente após a cirurgia da obesidade até um determinado valor. Normalmente, os pacientes têm um reganho após o primeiro ano de cirurgia, em torno de 10% do peso mínimo que ele chegou. Isso é considerado normal após a cirurgia, o que não podemos deixar acontecer é esse reganho vir aumentando ao longo do prazo, porque volta à situação inicial dele. Esse reganho de peso está intimamente relacionado com o acompanhamento do paciente após a cirurgia. O paciente necessita passar por um processo de reeducação alimentar. A cirurgia deve levar o paciente a essa reeducação. Se isso não ocorrer, a expectativa, em longo prazo, é que o paciente venha ter reganho de peso inadequado para a cirurgia que ele fez. O acompanhamento pós-operatório com o médico, nutricionista, endocrinologista, psicólogo é que favorece ao paciente essa reeducação alimentar. No começo, logo após a cirurgia, a perda de peso dele está muito relacionado ao ato operatório. Com o passar dos anos, é esse comportamento e essa reeducação alimentar que o procedimento o levou que vai garantir o resultado em longo prazo.”


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“A obrigação de enfrentar

o perigo é do Bombeiro” com o comandante do Corpo de Bombeiro Militar de Blumenau, Júlio César da Silva

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Daniel Zimmermann

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as últimas semanas, a fiscalização de casas noturnas e bares foi intensificada em Blumenau e região. Depois da tragédia que aconteceu em Santa Maria (RS), no dia 7 de fevereiro, quando mais de 230 jovens morreram devido a um incêndio em uma boate, todo o País se mobilizou para que novos acidentes sejam evitados. Em entrevista à Revista Unimed, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar de Blumenau, tenente-coronel Júlio César da Silva, fala sobre a força-tarefa organizada para vistoriar os estabelecimentos da cidade, da segurança de locais como a Vila Germânica e de como a população pode ajudar a evitar acidentes.

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Revista Unimed: Quais medidas de segurança devem ser tomadas pelas casas noturnas e bares para evitar acidentes como o que aconteceu em Santa Maria? Comandante Júlio César da Silva: Primeiramente, deve ser verificada a quantidade de público. Dependendo desse número, são estabelecidos os critérios de segurança. Também deve ser levado em consideração o tamanho da edificação. As edificações pequenas, com até 750 m², precisam ter estrutura de combate a incêndio, saída de emergência, identificação dessa saída e iluminação de emergência. Isso é o básico para qualquer estabelecimento. Quando a edificação é maior, com 750 m² ou mais, deve ter sistema hidráulico preventivo, para-raios, escada enclausurada (quando a edificação tiver mais de quatro pavimentos) – é aquela escada dividida em duas partes, sendo uma antecâmara que serve como chaminé para dissipar a fumaça e a outra, que é a escada propriamente dita. Na questão de público presente em um mesmo local, de acordo com as normas brasileiras do Corpo de Bombeiros, para ambientes fechados é permitido até duas pessoas por metro quadrado e, em ambientes abertos, até quatro pessoas por cada metro quadrado. RU: Quando começaram as vistorias nas casas noturnas de Blumenau? Quem está trabalhando nestas operações? Comte. Silva: Na semana após o ocorrido em Santa Maria, foi organizada uma força-tarefa reunindo o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Defesa Civil e Vigilân-

cia Sanitária. Estes órgãos estão juntos fiscalizando os estabelecimentos da cidade. RU: O que cabe aos Bombeiros, à Prefeitura e a outros órgãos quanto à fiscalização de locais onde há aglomeração de pessoas? Comte. Silva: A Vigilância Sanitária verifica as questões sanitárias, a Prefeitura é responsável pela parte da documentação, a Polícia Civil libera o alvará para o funcionamento do estabelecimento e a Polícia Militar fiscaliza para ver se tem todos os documentos. Nós, os

“Se o que aconteceu em Santa Maria fosse em Santa Catarina, as técnicas aplicadas pelos bombeiros estariam fora do padrão” Bombeiros, vistoriamos a questão da segurança do local e vemos o que pode ser feito para melhorar. Se estiver em situação irregular, comunicamos o Ministério Público, avisamos também a Polícia Civil e o setor de fiscalização da Prefeitura para que eles tomem as devidas providências. O problema é que não há, ainda, uma sincronia entre a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros, pois eles emitem os alvarás de funcionamento para os locais sem antes cobrar uma vistoria nossa. Agora, vamos acertar para que a Prefeitura, antes de emitir alvará, peça um

atestado dos Bombeiros. RU: Nas casas noturnas vistoriadas em Blumenau, quais foram as principais irregularidades encontradas? Comte. Silva: Em 12 estabelecimentos vistoriados (até o fechamento desta edição), oito estavam em situação irregular. A maioria dos locais tinha problema na saída de emergência, que não era adequada ao tamanho do estabelecimento. O dimensionamento dessa saída segue algumas regras de medição e deve ser proporcional ao número de pessoas que frequentam determinado lugar. RU: O que a lei prevê em caso de descumprimento das normas de segurança nesses estabelecimentos? Comte. Silva: O local pode ser fechado, mas o Corpo de Bombeiros não tem poder de polícia para interditar um estabelecimento. Nós comunicamos aos órgãos para que sejam tomadas as providências necessárias. Hoje, quem tem competência para fechar um estabelecimento que não se adéque às normas de segurança é a Vigilância Sanitária, a fiscalização da Prefeitura e a Polícia Civil. RU: Os setores da Vila Germânica estão totalmente de acordo com as normas de segurança? Comte. Silva: A Vila Germânica já possuía condições mínimas de segurança, mas, levando em consideração o público que frequenta o local durante a Oktoberfest e a quantidade de bebida consumida, foram necessárias algumas modificações. Chegamos à conclusão de que uma pessoa em seu esta-

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do normal tem um tipo de raciocínio, de movimentação. Já, quando ela está um pouquinho ou muito alcoolizada, a percepção do ambiente e os reflexos ficam diferentes. Conversamos com a administração da Vila Germânica e resolvemos fazer alguns implementos, como a liberação das vias para sair da rota de fuga. Em emergências, a pessoa deve conseguir transitar de um modo mais fácil, seguro e desimpedido, sem ser barrada por um lixeiro ou um banco, por exemplo. Aumentamos as saídas de emergência; foi mais que triplicada a capacidade de saída dos portões; também foram tomadas providências sobre as catracas, que antes não permitiam a saída; pedimos a instalação do painel com o público pontual na festa e também foi solicitado o aumento das placas de saída, que antes eram de tamanho padrão. Além disso, também estamos em acerto para limitar a quantidade de público este ano durante a Oktoberfest. RU: E em relação aos demais eventos que ocorrem na Vila Germânica, como é possível garantir a segurança? Comte. Silva: O alvará dos Bombeiros da Vila Germânica está em dia. O que acontece é que em eventos transitórios, como a Festitália e a Feira da Amizade, por exemplo, o local sofre algumas modificações no layout. Quando ocorrem esses eventos, o responsável pela organização deve ir até os Bombeiros solicitar uma vistoria para ver se as alterações feitas estão de acordo com as normas de segurança. Em cada evento transitório, que modifique o layout, deve ser feita uma nova vistoria,

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Daniel Zimmermann

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Tenente-coronel Silva comanda o 10º Batalhão do Corpo de Bombeiros, em Blumenau

senão pode ser considerado irregular. O mesmo vale para todos os locais que fazem alguma obra ou mudam a estrutura do estabelecimento. É necessário que procurem os Bombeiros para que seja feita uma nova vistoria. RU: No momento, estão sendo realizadas vistorias através de uma força-tarefa, motivada pela tragédia de Santa Maria, mas é necessário que essa fiscalização mantenha-se constante. Está sendo trabalhado algo nesse sentido? Comte. Silva: Nós estamos em tratativas com o Poder Público municipal para que seja exigido o atestado dos Bombeiros antes da emissão dos alvarás de funcionamento. Esperamos, também, este ano, vistoriar todas as pessoas jurídicas de Blumenau. RU: Como o senhor avalia a atuação do Corpo de Bombeiros na tragédia que acon-

teceu em Santa Maria? Comte. Silva: Cada Estado tem as próprias técnicas na hora de realizar atendimentos em emergências. Se o que aconteceu em Santa Maria fosse em Santa Catarina, as técnicas aplicadas pelos Bombeiros estariam fora do padrão. Soube que no atendimento às vítimas havia cinco bombeiros formados e cinco que ainda estavam em formação, fazendo o curso. Vendo de longe, deu para perceber que eles estavam com problema de material. Vi somente um bombeiro, dos 10 que estavam ali, com equipamento de proteção respiratória. Se fosse em Blumenau ou outra cidade do nosso Estado, chegaríamos no local e isolaríamos, tiraríamos todas as pessoas que estavam ali e, depois, colocaríamos o equipamento de proteção individual, com roupa e equipamento de proteção respiratória, em cada bombeiro. Quem tem a obrigação de enfrentar o peri-


go é o Bombeiro Militar, não é o bombeiro industrial ou o voluntário. Por isso, é necessário ter o melhor material, o melhor equipamento, que não pode falhar na hora que precisamos.

em caso de alguma emergência. Quando vai a casas noturnas, deve verificar ainda se tem iluminação e saída de emergência, além de escada liberada que facilite o acesso.

RU: Depois do que aconteRU: Em caso de incêndios em ambientes fechados, ceu em Santa Maria, a popuqual é o procedimento que lação está mais consciente da as pessoas devem seguir? necessidade de fiscalização? Comte. Silva: Primeiro, é Comte. Silva: O “bandido” tentar sair o mais rápido posdo que aconteceu em Santa Maria foi o forro, que liberou uma sível. Quando tiver fumaça e fumaça tóxica. Se, antes da tracalor, a pessoa deve se abaixar, pois a fumaça e o ar quente sogédia, os Bombeiros de Blumenau fossem a uma casa noturna bem e o ar menos quente está e interditassem embaixo – aso estabelecisim a pessoa mento devido “Estamos em trata- pode respirar um pouco meao forro que não estivesse tivas para que seja lhor. Sempre em situação de que possível, segurança, por exigido o atestado colocar um exemplo, consipano molhado em frente ao derado um simdos Bombeiros rosto, das vias ples detalhe por muitas pessoas, antes da emissão aéreas, e sair o mais rápido seriam tachado local. dos de trucudos alvarás” lentos. Depois RU: Mude morrerem mais de 230 jovens, o Corpo de dando de assunto, aqui na Bombeiros de Santa Catarina região existem muitos rios, riadotou que, se tiver um detabeirões e cachoeiras que são procurados pela população lhezinho fora das normas em no Verão, inclusive crianças casas de reunião de público, ela sem supervisão de adultos. não está autorizada a funcionar. Quais as recomendações do Hoje, as pessoas não contestam Corpo de Bombeiros nesses mais isso. casos? Comte. Silva: Não existe RU: Como os frequentadonenhum rio em Blumenau e reres de casas noturnas e outros locais de aglomeração podem gião que possa ser aproveitado ajudar a evitar acidentes? para lazer. O rio é traiçoeiro, Comte. Silva: A sugestão tem pedra, redemoinho, peque o Bombeiro dá é que, asdaços de pau, entre outros. A pessoa que está ali está sujeita sim que a pessoa chegar a um a vários tipos de risco. O Bomlugar, seja um hotel, restaurante, clube, shopping ou parque beiro recomenda que não se aquático, deve lembrar-se de se utilizem os rios para qualquer localizar e pensar para onde ir tipo de atividade.


HEMOFILIA

Banco de imagens

Tendência a sangrar Doença genética se caracteriza pela impossibilidade de coagulação do sangue, o que resulta em hemorragias. Portadores precisam de cuidados especiais

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O

sangue é composto por diferentes elementos e cada um desempenha uma determinada função, que faz com que o organismo funcione de forma saudável. Alguns desses componentes, por exemplo, ajudam a controlar as hemorragias que podem surgir no corpo. São os chamados fatores de coagulação. Existem vários fatores de coagulação no organismo – numerados, convencionalmente, de 1 a 12 –, que agem seguindo uma sequência determinada. Algumas vezes, surgem problemas em alguns deles e, quando isso ocorre, é diagnosticada a hemofilia.

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A hemofilia é uma doença genética que se caracteriza por um distúrbio na coagulação do sangue, o que incapacita o corpo de controlar sangramentos. Assim, quando um vaso sanguíneo é danificado, o coágulo que iria estancar o sangramento não se forma e o vaso continua a sangrar por um longo período. A doença pode ser dividida em dois tipos, dependendo do fator deficiente. No tipo A, ocorre um déficit do fator 8 de coagulação e, na tipo B, a deficiência está no fator 9. “Existe o que chamamos de cascata de coagulação, que são os mecanismos desencadeados ao longo do processo. Quando existe déficit

em algum desses fatores, essa cascata não funciona corretamente e não se consegue formar o mecanismo correto de coagulação”, destaca o hematologista Alysson Rafael Fabris. A hemofilia é genética e manifesta-se quase exclusivamente no sexo masculino. O gene que causa a doença é transmitido pelo par de cromossomos XX. Em geral, as mulheres não desenvolvem a doença, mas são portadoras do defeito. Quando o homem recebe um cromossomo X com o gene da hemofilia, desenvolve a doença. As mulheres raramente são portadoras, pois é preciso que os dois cromossomos X tenham o gene.


“Sangramentos intra-articulares são característicos da doença. É normal que, ao caminhar, as pessoas tenham microtraumas nas articulações – pequenos sangramentos que se curam rapidamente. Nos hemofílicos, esses microtraumas sangram continuamente e, com o passar

dos anos, a articulação dele vai sendo destruída”, enfatiza o hematologista. Além dos sangramentos internos, também há os externos, ocasionados por cortes ou batidas que demoram para parar de sangrar. As mucosas, como do nariz e da boca, também podem sangrar sem nenhuma razão aparente. Esses episódios de sangramento podem ocorrer logo no primeiro ano de vida do hemofílico, tornando-se mais evidentes quando a criança começa a andar e a cair. “Muitas vezes, a doença é descoberta ainda na infância. Tem aquela criança que se bate e já aparece um hematoma ou equimose, tem dificuldade em parar de sangrar. Em alguns casos, é possível diagnosticar a doença já no nascimento,

quando o bebê apresenta algum estigma, algum tipo de sangramento logo ao nascer”, destaca Dr. Alysson. Nos quadros mais leves da doença, o sangramento ocorre menos frequentemente, como em situações de traumas, cirurgias e extração de dentes. Grandes hematomas são característicos da doença

Divulgação

Nos quadros graves e moderados da hemofilia, os sangramentos ocorrem de forma espontânea. Em geral, são hemorragias intramusculares e intra-articulares que desgastam as cartilagens, podendo ocasionar lesões ósseas. Geralmente, as articulações mais atingidas são joelhos e tornozelos, pois suportam o maior peso do corpo. Entre os sintomas, estão dores fortes e dificuldade ao movimentar-se.

Recomendações

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• Os pais devem procurar um médico se o filho apresentar sangramentos ou manchas frequentes e desproporcionais ao tamanho da lesão. • A prática regular de exercícios que fortaleçam a musculatura é fundamental para quem tem hemofilia. Porém, devem ser evitados esportes de muito impacto, como futebol ou judô. • Quando ocorrerem sangramentos, deve-se receber tratamento o mais depressa possível, evitando sequelas musculares e articulares que podem surgir devido à hemorragia.

Tratamento contínuo

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Além dos sinais clínicos, o diagnóstico da doença também ocorre por meio de um exame de sangue, pelo qual se mede o nível dos fatores 8 e 9 de coagulação. Ainda não há cura definitiva para a hemofilia, apenas tratamentos que controlam a doença e permitem ao hemofílico levar uma vida praticamente normal. Quando a doença não é tratada adequadamente, cau-

sa dor, limitação funcional e atrofia muscular. Hoje, o tratamento da hemofilia evoluiu e, basicamente, consiste na reposição intravenal (pela veia) do fator de coagulação deficiente. Pacientes com hemofilia tipo A recebem a molécula do fator 8 e com a doença tipo B recebem a molécula do fator 9. Quanto mais precoce for o início do

tratamento, menores serão as sequelas decorrentes dos sangramentos. “É recomendado que o hemofílico leve a vida da maneira mais saudável possível. Não podem praticar atividades de impacto, mas, mesmo assim, podem se exercitar, praticando natação, hidroginástica ou outros exercícios de menor impacto”, salienta Dr. Alysson.

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HEMOFILIA

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Segundo a Federação Brasileira de Hemofilia, as primeiras referências sobre a doença são do Século 3 e foram descritas no Livro Sagrado judeu, o Talmud. O rabino Judah, o Patriarca, dispensa o 3º filho de uma mulher da circuncisão e o Rabino Simon Bem Gamaliel proibiu a circuncisão em outro menino porque os filhos de três irmãs mais velhas de sua mãe morreram após o procedimento.

ram alguns trabalhos científicos acrescentando dados novos, mas apenas nos últimos 50 anos a ciência apresentou formas de intervenção no tratamento da hemofilia. Em 1965, Judith Pool apresentou, nos Estados Unidos, o procedimento de obtenção do “crioprecipitado” à partir do plasma fresco, que é utilizado até hoje para fornecer globulina anti-hemofílica para tratamento rotineiro.

Vários relatos que podem ser relacionados à doença são encontrados através dos séculos. Em tempo menos distantes, a Rainha Vitória (1819 - 1901), da Ingraterra, teve nove filhos, entre eles, um hemofílico e duas portadoras do gene. Estas se casaram e transmitiram a três dos netos e seis bisnetos reais.

Ao observar uma parte de plasma congelado em processo de degelo, Dra. Pool verificou que pequenos flocos estavam sedimentados no fundo da bolsa. Estes flocos foram analisados e detectou-se que continham uma grande quantidade de Fator 8, recebendo o nome de crioprecipitado. “Crio” significa frio e “precipitado” significa algo que fica sedimentado. Assim, surgiu uma técnica para isolar o Fator 8 do plasma humano: do plasma congelado, isola-se o crioprecipitado/globulina anti-hemofílica.

Entre os descendentes, o que ficou mais famoso historicamente foi o filho de Nicolas Romanoff, da Rússia, e Alexandra (neta de Vitória). Alexis (1904 - 1918) foi assassinado junto com a família real durante a Revolução Soviética. Pierre Gilliard, tutor de Alexis escreveu: “A doença do Czarevitch lançou uma sombra sobre todo o período final do reinado de Nicolas 2º e só por si pode explicá-la. A hemofilia pode ter sido uma das principais causas da queda de Nicolas 2º, pois ela tornou possível o fenômeno Rasputin, que resultou num isolamento fatal para os soberanos que viviam num mundo à parte, totalmente absorvidos numa ansiedade que devia ser ocultada”. Dando um salto maior no tempo, a partir de 1960, surgi-

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Fotos banco de Imagens

História da hemofilia Especula-se que a doença do filho contribuiu para a queda de Nicolas

Os hemofílicos, normalmente, se dirigiam a bancos de sangue quando apresentavam episódios hemorrágicos. Entretanto, os cientistas fizeram outra descoberta que veio mudar este procedimento. Descobriram uma maneira de transformar o Fator 8 em pó, chamado concentrado de Fator 8 Humano. Este tratamento é utilizado até os dias de hoje.

Dr. Alysson Rafael Fabris Hematologia e Hemoterapia CRM 10583 • (47) 3326-4328


Mundo Melhor

Bem-vindo

ao mundo O 4º Objetivo do Milênio prevê a redução na mortalidade infantil e a Unimed Blumenau tem feito a sua parte

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A

redução da mortalidade infantil está entre os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), definidos em 2000, por 191 países que abraçaram a proposta de Kofi Annan, então, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Segundo o Ministério da Saúde brasileiro, a expectativa é de que o índice-geral do país seja reduzido para 14,4 mortes para cada grupo de mil crianças menores de um ano de idade. Dados da Secretaria de Saúde de Santa Catarina apontam que, no Estado, o risco de morrer antes de completar um ano foi reduzido em 24% na última década. Em Blumenau, a mortalidade infantil apresenta um coeficiente de 14,8 mortes por mil recém-nascidos, bem próximo da meta nacional. No Brasil, a mortalidade de crianças com menos de um ano foi de 47,1 óbitos por mil nascimentos, em 1990, para 19 em 2008. A expectativa é de que esse objeti-

vo seja cumprido ainda antes do prazo, mas, de acordo com dados da ONU, a desigualdade ainda é grande: crianças pobres têm mais do que o dobro de chance de morrer do que as ricas, assim como as nascidas de mães negras e indígenas têm maior taxa de mortalidade. Entre as medidas sugeridas para atingir índices mais baixos estão a distribuição de vacinas que protegem o bebê, conscientização de que a higiene pode evitar algumas doenças e de que a nutrição adequada é essencial para o bebê, além de salientar a importância do aleitamento materno. Na Unimed Blumenau, as mamães de primeira viagem recebem instruções valiosas, que vão desde como preparar a água para o banho a como limpar o umbigo que ainda não caiu. Temas como amamentação, nutrição, cuidados e outros são abordados

por especialistas no Curso para Gestantes. Obstetras, pediatras, nutricionistas, psicólogos, fonoaudiólogo, educador físico e enfermeiros revezam-se para apresentar tudo que uma mãe precisa saber sobre o recém-nascido. A pediatra Rosana Fialho é uma das palestrantes e conta que aborda as características físicas e funcionais da primeira fase da vida de um bebê. “Mostro o que é normal e quais são os cuidados que o bebê precisa para permanecer saudável”, explica. A especialista reforça sobre a importância da amamentação e apresenta técnicas de como amamentar. Segundo a médica, pais bem informados podem fazer escolhas adequadas e não deixarem-se influenciar por mitos.

Pais e filhos

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A Unimed Blumenau também oferece aos pais Oficinas de Valorização da Infância e Adolescência, que têm como objetivo contribuir para o desenvolvimento dos pequenos através de ações de promoção à saúde e prevenção de riscos e doenças. “A faixa etária abrangida pelas oficinas é de zero a 19 anos. Através de equipe multidisciplinar são oferecidas oficinas para os pais com temas de interesse para cada faixa etária”, esclarece a coordenadora do Serviço de Atenção à Saúde da Unimed Blumenau, Jany Luz.

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reportagem de capa

Exercícios e amor

ajudam a minimizar o mal de alzheimer Atividades para o corpo e para a mente são recomendadas para frear a evolução desse mal ainda sem cura

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C

om o avanço da medicina, a expectativa de vida tem crescido a cada ano e o desafio é garantir que as pessoas envelheçam com qualidade. Por isso, doenças que, normalmente, atingem pessoas acima de 60 anos são cada vez mais estudadas, visando minimizar os impactos na saúde e na autonomia dos idosos. Banco de imagens

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De acordo com dados do IBGE, o Brasil tem aproximadamente 21 milhões de habitantes na terceira idade e estima-se que 6% do total sofram do Mal de Alzheimer, sendo que 100 mil novos casos são identificados anualmente no País. A doença foi descrita pela primeira vez no início do Século 20,

pelo neuropatologista alemão Alois Alzheimer. Ele detectou em um paciente a proteína beta-amiloide, que descreveu como “uma patologia neurológica de causa desconhecida que envolve déficit de memória, alterações de comportamento e incapacidade para as atividades rotineiras”. Em 1910, a doença ganhou o nome do médico.


Apesar de permanecer sem cura e ainda não se saber ao certo a causa ou como preveni-la, alguns especialistas acreditam que a tradicional regra – alimentação, exercícios e hábitos saudáveis, que funciona para evitar diversos problemas de saúde –, até o momento tem sido um bom antídoto contra o Alzheimer. O neurologista Walter Roque Teixeira lembra que hábitos que fazem bem para o coração também são benéficos para o cérebro, pois os fatores que causam doenças coronárias também comprometem as artérias cerebrais e isso tem implicações no desenvolvimento do Alzheimer. O médico cita como fatores de risco para a doença a hipertensão arterial sistêmica, o diabetes, a obesidade, a dislipidemia e, consequentemente, a doença vascular cerebral. “Os cuidados alimentares têm papel importante na prevenção, pode-se dizer, de qualquer doença. Contudo, nos últimos anos, a questão da atividade física tem sido bastante estudada e revistas médicas conceituadas têm publicado trabalhos científicos indicando que o exercício físico regular é, provavelmente, o melhor meio de prevenção e da diminuição da evolução do Mal de Alzheimer, superior até que a atividade intelectual, suplementos ou dietas”, afirma Dr. Walter.

O diagnóstico precoce permite ao paciente ter uma sobrevida maior, com retardamento significativo dos impactos da doença. Porém, os primeiros sintomas são, muitas vezes, falsamente relacionados com o envelhecimento natural ou estresse, o que retarda o início do tratamento e diminui o tempo de vida dessas pessoas consideravelmente. Dr. Walter diz que é comum a família confundir a doença com problemas relacionados à idade, mas ressalta que as pessoas estão mais atentas e, hoje, procuram fazer consultas preventivas cada vez mais cedo. “As consequências do atraso do diagnóstico, em minha opinião, são mais na esfera sócio-psico-familiar, com pessoas sendo submetidas a tratamentos não muito adequados por julgar-se ser ‘mania’ ou ‘atitudes provocativas propositais’. Do ponto de vista médico, sempre dizemos que qualquer tratamento deve iniciar o mais precocemente possível, embora no caso da Doença de Alzheimer os tratamentos medicamentosos ainda não influenciem de maneira categórica na evolução em médio e longo prazo”, observa. Entretanto, o neurologista afirma que o diagnóstico precoce permite o uso de recursos que podem influenciar nessa evolução, como o estímulo à atividade físi-

ca e à participação social, oficinas de memória, educação familiar, entre outros. O tratamento tem como objetivo minimizar os sintomas, proteger o sistema nervoso e retardar o máximo possível a evolução da doença. Exercitar a mente, fazer palavras-cruzadas, ler, conversar com os amigos é tão bom para os neurônios quanto uma caminhada diária, aulas de musculação, hidroginástica ou uma caprichada sessão de ioga. Os exercícios para a mente estimulam a formação de novas ramificações entre as células nervosas cerebrais, fortalecendo as conexões entre os neurônios; enquanto as atividades físicas favorecem a melhor irrigação do cérebro. “Quaisquer atividades que estimulem o raciocínio e a interação possibilitam o aumento das conexões entre as boas células neuronais, como uma rede de computadores (a rede neuronal é como a internet), aumentando a capacidade cerebral e protelando a dependência”, explica o neurologista. Estatisticamente, as mulheres acima dos 65 anos estão mais propensas a desenvolver o mal – 12% a 19% no sexo feminino e 6% a 10% nos homens –, porém, os motivos ainda não estão claros, pois não há estudos que expliquem qual é o fenômeno responsável por essa disparidade.

Alzheimer em números

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• O Mal de Alzheimer representa 85% dos casos de debilidade em todo o Planeta. No mundo são 18 milhões de pessoas com algum tipo de demência • Estima-se que 34 milhões de indivíduos terão Mal de Alzheimer em 2050 • A doença afeta, principalmente, idosos acima dos 60 anos. Depois dessa idade, o número de vítimas dobra a cada cinco anos • Mulheres são mais atingidas do que homens. Uma das razões apontadas é que elas vivem mais do que eles • Entre pessoas de 80 a 90 anos, uma em cada cinco sofre de algum tipo de demência

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Cartilha de atividades

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A sub-regional da Associação Brasileira de Alzheimer (Abraz) de Blumenau lançou, recentemente, uma ferramenta inédita no auxílio aos portadores da doença. A Cartilha de Atividades Abraz oferece uma série de exercícios mentais para auxiliar no tratamento dos pacientes.

Fotos banco de imagens

reportagem de capa

Ter um membro com o Mal de Alzheimer muda a rotina de uma família. Os portadores necessitam de cuidados especiais, compreensão e amor para conviver com a doença

O livro será vendido para sub-regionais de todo o País e nele há diversas sugestões de atividades que vão desde o jogo de argolas até letras de música, cruzadinhas e cálculos matemáticos. A capa foi produzida pelo artista Ottomar Theilacker, de Timbó, que convive com a doença há uma década e vem utilizando a arte como terapia. A entidade organiza, quinzenalmente, reuniões com cuidadores, familiares e com os próprios pacientes, com apoio do Programa de Educação Permanente (Proep). Os encontros ocorrem sempre às terças-feiras, das 18h às 20h, na sala 1 do Bloco H, no Campus 1 da Furb.

Estágios da doença

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• Leve: simples lapsos de memória relacionados a fatos recentes. A pessoa passa a ter dificuldade para se expressar ou fazer cálculos, no entanto, a maioria ainda tem percepção das dificuldades. • Moderada: várias funções são prejudicadas, como orientação espacial e raciocínio. O doente precisa de supervisão para executar tarefas que exigem mais atenção, como preparar uma refeição, fazer uma ligação telefônica ou praticar algum jogo. Crises de depressão e de agressividade tornam-se comuns. • Avançada: deixar o doente sozinho já não é uma opção, pois todas as funções cognitivas são gravemente afetadas. Ele não interage com as pessoas e, muito raramente, as reconhece. Normalmente, torna-se acamado, incontinente e sem capacidade de deglutição. Acaba falecendo de alguma complicação clínica relacionada à imobilidade.

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Alois Alzheimer (1864 - 1915)

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O descobridor do Mal de Alzheimer foi um psiquiatra e neuropatologista alemão nascido em Marktbreit, Bavária. A descoberta ocorreu em 1907. Estudou medicina nas universidades de Aschaffenburg, Tübingen, Berlim e Würzburg onde se graduou (1887). Naquele mesmo ano, defendeu tese doutorado, com um estudo sobre as glândulas produtoras de cera do ouvido, baseada em pesquisa experimental desenvolvida no laboratório do histologista suíço Rudolf Albert von Kölliker (1817-1905).

Dr. Walter Roque Teixeira Neurologia CRM 2113 (47) 3322-8229

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CÂNCER COLORRETAL

O melhor tratamento

é a prevenção

Aparecimento da doença está associado à idade e a hábitos pouco saudáveis. Por isso, o melhor é cuidar-se desde cedo

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O

De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (Inca), em termos de incidência, o câncer colorretal é a terceira causa mais comum de câncer em todo o mundo, em ambos os sexos. “Essa doença apresenta íntima relação com o envelhecimento da população, sendo mais comum após os 60 anos. Ele é também o terceiro câncer mais frequente na Região Sul do Brasil entre os homens e o segundo entre as mulheres”, destaca o coloproctologista Roland Dagnoni. Em geral, esse tipo de câncer está relacionado ao seden-

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Os pólipos surgem na parede interna e, ao tornarem-se malígnos, podem se espalhar para outras parte do corpo

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câncer do intestino – ou colorretal – pode ser definido como o crescimento de tumores que afetam o intestino grosso e o reto e, dependendo do grau de invasão, também podem acometer outros órgãos, através das metástases. Muitos desses tumores se iniciam a partir de lesões benignas que aparecem na parede interna do intestino, os chamados pólipos que, com o tempo, desenvolvem-se em tumores malignos. O câncer colorretal é tratável e, quando diagnosticado precocemente, é curável na maioria dos casos.

Sintomas

• Dores abdominais • Anemia • Fraqueza • Presença de sangue ou muco nas fezes

tarismo, obesidade, dieta rica em carnes vermelhas, entre outros. “Uma dieta baseada em gorduras animais, baixa ingestão de frutas, vegetais e cereais, assim como o consumo excessivo de álcool e o tabagismo são fatores de risco para o aparecimento da doença. A idade também é considerada um fator de risco, uma vez que tanto a incidência

• Obstrução intestinal • Náuseas e vômitos • Sangramento anal • Alteração do hábito intestinal

quanto a mortalidade elevam-se com o passar dos anos”, salienta Dr. Roland. Além de fatores dietéticos, ambientais e a idade, a genética também é muito importante. Se há casos de câncer na família, há também o aumento do risco da doença aparecer, inclusive com incidência em pacientes jovens.


Quanto antes melhor

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A análise da incidência do câncer colorretal sugere que o sedentarismo, aliado a uma alimentação de altas calorias, rica em carne vermelha, aumenta os riscos de se ter a doença. Por isso, praticar atividades físicas e manter uma dieta saudável pode diminuir entre 60% e 80% esses riscos. Outro fator decisivo de prevenção são consultas médicas regulares, que possibilitam o tratamento rápido caso apareçam lesões no intestino, impedindo que se transformem em tumores malignos. Quando já existe a doença, diagnosticá-la precocemente também aumenta as chances de cura. Os sintomas do câncer colorretal são mais rapidamente percebidos dependendo da localização do tumor no intestino. De forma geral, alguns dos sintomas são semelhantes aos de outras doenças, como dores abdominais, náuseas, vômitos e anemia. Além desses, também há sinais mais específicos, como

a alteração no hábito intestinal e sangramento anal. Para identificar eficientemente a doença e tratá-la de forma satisfatória, é necessária a realização de exames especializados. Pessoas com mais de 50 anos – grupo de risco da doença – devem fazer, anualmente, o exame de pesquisa de sangue oculto nas fezes, que verifica se há sangramento em alguma parte do trato gastrointestinal. “Na existência de queixas específicas, como emagrecimento inexplicável, sangramento retal, diarreia e anemia, os exames são dirigidos ao possível diagnóstico, sendo indicado, preferencialmente, a colonoscopia associada ou não aos exames de imagem”, enfatiza Dr. Roland. O principal objetivo desses procedimentos é o tratamento das

lesões precursoras do câncer, os pólipos, antes deles se tornarem malignos; ou mesmo o diagnóstico do câncer nas fases iniciais. Quando diagnosticada a doença, a cirurgia é o tratamento inicial e pode ser seguida por quimioterapia ou radioterapia, dependendo do desenvolvimento do câncer. Quando detectado em estágios avançados, quando metástases já estão presentes, as chances de cura do paciente diminuem significativamente. “Em casos de diagnóstico do câncer, cuja terapia proposta deva ser cirúrgica, temos excelentes condutas terapêuticas. Apesar disso, enfatizamos que a melhor terapia para o câncer colorretal é, realmente, a prevenção sistemática”, enfatiza Dr. Roland.

Dr. Roland Amauri Dagnoni Coloproctologia - CRM 4114 (47) 3326-9557

Fatores de risco

Banco de imagens

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• Acima de 50 anos: tanto a incidência quanto a mortalidade aumentam com a idade. A maioria dos casos ocorre em pessoas entre 60 e 70 anos. • Pólipos: pólipos no cólon são lesões que poderão se tornar tumores malignos. A remoção desses pólipos pela colonoscopia reduz o risco subsequente de câncer. • Hereditariedade: histórico familiar de câncer de cólon ou de reto, especialmente em parentes próximos. • Cigarro: fumantes têm mais chances de morrerem por câncer colorretal do que os não fumantes. • Dieta: dietas ricas em carnes vermelhas, com baixo teor de cálcio, aumentam o risco de câncer colorretal. • Álcool: ingerir bebidas alcoólicas, principalmente em grande quantidade, pode ser fator de risco para o aparecimento precoce de câncer colorretal. • Sedentarismo: pessoas sedentárias ou obesas têm maior risco de desenvolverem câncer colorretal.

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o que comemos

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E

saborosos, mas prejudiciais

les surgiram da necessidade de conservar as carnes e, graças à correria do dia a dia, os alimentos embutidos passaram a ser cada vez mais utilizados na alimentação das pessoas. A base dos embutidos é a carne suína, porém, é possível encontrar variedade destes produtos à base de aves, como o frango e o peru. Outros ingredientes muito utilizados são gordura, sal, açúcares, nitratos e nitritos, especiarias, conservantes e tripas de animais. Apesar de serem práticos e saborosos, esses produtos possuem grande quantidade de gordura saturada, colesterol, conservantes

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e sódio. De acordo com a nutricionista Pollyanna Flávia Manetti, da Unimed Blumenau, por apresentarem alto teor de gordura, principalmente saturada, com grande concentração de sal, além dos conservantes e corantes, os embutidos não devem ser consumidos com frequência, pois podem ser prejudiciais à saúde, aumentando o risco de doenças cardiovasculares, obesidade, hipertensão arterial, colesterol alto, entre outras males. “A alta ingestão de embutidos pode ser um fator de risco para doenças cardiovasculares, hipertensão e retenção de líquidos. Também pode causar câncer, pois os nitratos podem se transformar em nitritos que

levam à síntese de nitrosaminas cancerígenas. Como esses conservantes são usados para dar a cor rosa/vermelho nas carnes, preste atenção a todos os tipos de carnes que continuam com a cor rosa depois de cozida, pois isso é sinal da presença dessas substâncias”, explica Pollyanna. Mas não se pode esquecer a utilidade que tais produtos têm na gastronomia. Com eles, várias preparações saborosas podem ser feitas. Os embutidos mais comuns são: mortadela, salame, salsicha, presunto, linguiça, bacon e kani-kani. Os embutidos podem ser utilizados como frios, no preparo de sanduíches e risotos, associados a mostarda, pistache, picles, saladas, chutneys, legumes


e molhos e podem ser usados também em diversos tipos de massa. Eles são muito consumidos atualmente, principalmente por crianças e adolescentes na hora do lanche. Fazem parte do cardápio de todas as classes sociais e são cada vez mais expressivos no uso culinário. Porém, o ideal é tentar diminuir a ingestão desses alimentos para, futuramente, não prejudicar a saúde. “O ideal seria que esse tipo de alimento fosse evitado. Para quem não consegue, o melhor é consumir moderadamente, até duas vezes na semana, alternada com outras fontes proteicas, como ovos, queijos e derivados. Ao comprá-los, prefira os com menor teor de gordura, por exemplo, peito de peru, blanquet de peru, peito de chester ou o presunto magro. Utilize de uma porção (uma fatia, uma unidade de salsicha etc) para compor a preparação desejada”, salienta a nutricionista.

Como comprar e conservar

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• Embutidos com maior quantidade de sódio (sal) ficam conservados por mais tempo. Já os frios, como peito de peru, devem ser mantidos em refrigeração. Consuma rápido. • Procure consumir produtos inspecionados com a marca da Inspeção Oficial (SIF – Serviço de Inspeção Federal, por exemplo). • Verifique as condições de armazenamento, como refrigeração, e evite comprar produtos a granel, colocados em balcões frigoríficos sem proteção ou com outros alimentos • Evite os fatiados pelo mercado, sem identificação de inspeção. • Prefira produtos embalados a vácuo, mas observe se não apresentam falhas no vácuo, como bolhas de ar. • Jamais consuma produtos com manchas, odores estranhos, variação de cor. Confira a presença de bolor. • A durabilidade não depende só da data de validade, mas, sim, da data de fabricação e, principalmente, das condições de armazenamento no comércio e também em casa. • Se o produto for de sua confiança, ele deve estar sob refrigeração e ainda apresentar boas características. Este é o embutido ideal para o consumo. • Após abertos, os embutidos devem ser consumidos dentro de aproximadamente cinco dias e mantidos sob refrigeração. Precisam estar armazenados na geladeira, bem embalados. O objetivo é que não haja risco de contaminação com outros produtos, bem como bactérias. • Alguns tipos de salames podem ser mantidos fora da geladeira, desde que estejam ainda fechados. O mais importante é sempre ficar atento às orientações do fabricante, que devem estar visíveis na embalagem.

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Visão

Síndrome do olho seco A

sensação de olho seco ou de que algum corpo estranho incomoda os olhos pode ser causada por uma anomalia na produção ou na qualidade da lágrima. De acordo com a oftalmologista Marta Duwe, o ressecamento da superfície do olho pode ser ocasionado por diversos fatores, sendo o ambiente um deles. “Clima seco, com vento e ensolarado, fumaça de cigarro, poluição, calefação e ar-condicionado são condições que favorecem este ressecamento”, explica. A oftalmologista acrescenta que queimaduras causadas pela exposição a agentes químicos como produtos de limpeza e materiais de construção podem ser Fotos banco de imagens

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causa da sensação de olho seco. “A sensação também pode aparecer por causa do uso de medicamentos, como descongestionantes e anti-histamínicos, tranquilizantes, antidepressivos e pílulas para dormir, diuréticos, pílulas anticoncepcionais, alguns anestésicos, medicamentos para tratamento da hipertensão arterial e para transtornos digestivos”, ilustra. Há ainda o uso da lente de contato que, de acordo com Dra. Marta, pode causar ou agravar a sensação de olho seco. Outro fator apontado pela oftalmologista é a idade. A produção de lágrimas diminui com o passar do tempo e a especialista conta

que, aos 65 anos, por exemplo, uma pessoa produz 60% menos lágrimas que aos 18. As mulheres, frequentemente, têm esse problema agravado quando estão na menopausa por causa das mudanças hormonais. “Doenças da tireoide, sarcoidose, Parkinson e doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren, que pode ser primária ou secundária e quando está associada a outras doenças reumatologias como artrite reumatoide, Lupus e esclerodermia são exemplos de patologias que contribuem para esse quadro”, explica a médica. Anormalidades nas pálpebras também favorecem a condição.


Areia nos olhos

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Uma vez que muitos fatores podem causar a sensação de olho seco, é preciso ficar atento aos sinais. Dra. Marta aponta ardor, queimação, irritação, olhos vermelhos, secreção de muco nos olhos, visão borrada que melhora com o piscar, lacrimejamento excessivo, desconforto após ver televisão, ler ou trabalhar em computador são os indícios mais comuns de ressecamento dos olhos. Os sintomas ainda incluem sensação de corpo estranho, queimação, fotofobia (sensibilidade à luz) e embaçamento. “O quadro clínico varia dos casos mais brandos aos mais graves,

por vezes, com sérias complicações, como úlcera e perfuração da córnea”, relata. Segundo a oftalmologista, o tratamento é basicamente sintomático. Recentemente, novas modalidades têm sido introduzidas, como lágrimas artificiais aquosas ou viscosas para os quadros mais severos. Dra. Marta cita a oclusão dos pontos lacrimais que pode ser feita com plugs provisórios de colágeno ou permanentes de silicone e que permanecem dentro dos dutos lacrimais. Outra opção é a cauterização ou oclusão cirúrgica dos pontos lacrimais de drenagem.

“Existe também a terapia antiinflamatória, que é feita através do uso adequado e controlado de corticoide tópico e da ciclosporina tópica. A ideia é minimizar o efeito do processo imune nas glândulas lacrimais e superfície ocular”, menciona. Ela prossegue dizendo que alguns estudos estão sendo realizados para avaliar a importância da dieta no tratamento do olho seco; nesse sentido, o Ômega 3, encontrado no óleo de linhaça, verduras, nozes e peixes, possui propriedades antiinflamatórias. A terapia hormonal, ainda em estudo, visa a utilização de hormônios andrógenos orais ou tópicos.

Simples busca

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Ao perceber os sintomas, a oftalmologista reforça que é importante procurar um especialista, uma vez que com um simples teste é possível confirmar o diagnóstico e identificar o tipo de olho seco, além de descartar com segurança a presença de eventual corpo estranho, alergias, infecção ou outras doenças. Dra. Marta alerta para os perigos da automedicação, pois, a maior parte dos colírios adquiridos por conta própria possuem agentes vasoconstritores que, além de não atuarem na causa, podem ter efeitos colaterais.

CONHEÇA O OLHO

Dra. Marta Duwe Oftalmologia - CRM 11478 (47) 3322-5000

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Torcicolo

Uma condição

incômoda

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ocê acorda, levanta-se da cama e, ao movimentar-se, sente que o pescoço está dolorido e enrijecido. Você sabe que, naquele dia, seus movimento serão limitados, pois está com torcicolo. De acordo com o ortopedista Fábio Kazuo Soejima, isso ocorre devido à contração de músculos do pescoço – a cabeça se inclina para um dos lados e o queixo projeta-se para o lado oposto. Esse movimento pode ser doloroso ou absolutamente indolor. Dr. Soejima explica que há vários tipos de torcicolo, sendo o muscular o mais comum.

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Desde causa congênita até sedentarismo e má postura, o torcicolo causa dores, incômodo para realizar tarefas simples e pode ser sinal de algo mais grave

“Nesse caso, a hipertonicidade dos músculos cervicais leva à rigidez do pescoço. Este tipo de torcicolo pode ser causado por tensão emocional, sobrecarga física, trauma por deslocamento súbito ou permanência na mesma posição por períodos prolongados”, explica. Há também o tipo congênito, causado pela fibrose congênita unilateral, quando há o encurtamento permanente do músculo. Há também o torcicolo dermatogênico, que é causado por retrações cicatriciais na pele – limitação de movimento do pescoço produzida por lesão extensa da pele. O ortopedista cita também o torcicolo vestibular, que é causado pela compensação de desequilíbrio do corpo por disfunção do labirinto – órgão do equilíbrio localizado no

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Dr. Fábio Kazuo Soejima Ortopedia e Traumatologia CRM 9767 (47) 3336-6961 ouvido interno; e o torcicolo ocular, causado por paralisia de músculos que controlam os movimentos dos olhos, frequentemente associado à rotação e inclinação da cabeça. “Existe o torcicolo reumático, cau-

sado por doenças reumatológicas que afetam os músculos do pescoço, e o torcicolo espúrio, que é causado por fraturas ou degenerações nas vértebras cervicais”, menciona o médico.


] • • • •

Como evitar Manter boa postura Atentar-se à ergonomia no local de trabalho Procurar uma posição confortável e adaptada durante o sono Fazer regularmente exercícios que promovam o relaxamento e alongamento do corpo

Cuidados e complicações

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Segundo Dr. Soejima, quando a incidência de torcicolos é constante o tratamento é feito com medicamentos anti-inflamatórios, calor local, tratamento fisioterápico e, em alguns casos, os colares cervicais são prescritos. As medidas servem para diminuir

a dor e trazer normalidade para os movimentos do pescoço. O ortopedista explica que o torcicolo muscular é, geralmente, benigno. Porém, salienta que nos outros tipos de torcicolo, se não tratados, podem surgir com-

plicações, como anomalia permanente da coluna ou, ainda, hérnia de disco. “Pode também afetar o bom funcionamento do sistema nervoso, causar dor de cabeça, problemas respiratórios, visuais ou auditivos”, aprofunda o médico.

Alongue sempre

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• Os exercícios de alongamento muscular podem evitar o torcicolo. Cada exercício deve durar um minuto e não deve causar incômodo Passo 1: Sentado numa cadeira, com os pés apoiados no chão, braços ao longo do corpo e as costas apoiadas na cadeira Passo 2: Gire lentamente o pescoço em todas as direções Passo 3: Tente apoiar o queixo no peito, esticando a nuca Passo 4: Incline o pescoço de lado, como se quisesse apoiá-lo no ombro direito Passo 5: Incline o pescoço de lado, como se quisesse apoiá-lo no ombro esquerdo Passo 6: Vire o pescoço para o lado direito, aproximando o queixo do ombro direito Passo 7: Vire seu pescoço para o lado esquerdo, aproximando o queixo do ombro esquerdo

Procure um médico se:

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• O torcicolo for acompanhado de outros sintomas, como febre, fraqueza ou alteração de sensibilidade nos braços ou nas pernas • A dor impedir você de dormir ou se permanecer por mais de 48 horas

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Proteção para crianças e adultos

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VACINAS

Além do calendário do sistema público, outras vacinas são importantes para prevenir uma série de doenças

o momento em que chegamos ao mundo até a vida adulta, as vacinas fazem parte do nosso desenvolvimento. Nem sempre agradáveis, as picadas para injeções têm a contribuição preponderante para levarmos uma vida saudável. As vacinas servem para induzir o sistema imunológico a criar meios de defesa contra os microorganismos causadores de doenças. Logo nos primeiros minutos de vida, os bebês recebem a imunização contra tuberculose (BCG) e também a primeira dose da vacina contra hepatite B. Durante a infância, os pais acompanham rigorosamente o preenchimento

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da carteirinha de vacinação. Depois de cumprido o calendário obrigatório, geralmente, a carteirinha cai em desuso, sem ter a importância que deveria. A maior parte das vacinas requer a administração de mais de uma dose para garantir maior proteção. As vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde estão disponíveis gratuitamente na rede pública, mas também há a opção de fazer a prevenção em clínicas particulares. Entre elas estão: BCG, hepatite B, tetravalente (tríplice bacteriana), poliomielite, oral de rotavírus, pneumocócica, meningocócica e, depois dos nove meses, a de febre amarela e tríplice viral, sen-

do que, apenas a imunização de BCG é aplicada em dose única. Alguns efeitos colaterais, como dor, inchaço no local, febre e mal-estar são comuns após a vacinação. Existem também vacinas combinadas, em que a criança recebe proteção contra várias doenças com uma única aplicação (tetra, penta e hexavalente), que são encontradas exclusivamente em clínicas particulares. Essas são administradas com quantidades menores de endotoxina, minimizando as reações adversas e tornando-as mais benignas, sem deixar de fornecer a mesma eficácia das convencionais.


Vacinas do calendário

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• BCG: protege contra as formas graves de tuberculose e deve ser dada logo após o nascimento, em dose única. • Hepatite B: administrada em três doses – ao nascer, com um e seis meses de vida ou, ainda, em adultos de qualquer idade que não foram vacinados. • Tetravalente (tríplice bacteriana): é contra difteria, tétano e coqueluche. Deve ser feita aos dois, quatro, seis e 15 meses e entre 4 e 6 anos, seguida de reforço com a vacina dupla (contra difteria e tétano) a cada 10 anos. • Poliomielite: proteção contra a infecção pelo vírus da pólio e suas complicações (paralisia infantil). São três doses aos dois, quatro e seis meses de idade, um reforço aos 15 meses e outro reforço aos 4-5 anos. • Oral de rotavírus: protege contra a infecção gastrointestinal. A primeira dose deve ser administrada entre seis e 12 semanas de vida e as seguintes doses, com intervalos de 4 a 10 semanas. A última dose precisa ser administrada antes da 32ª semana de vida. • Pneumocócicas conjugadas: Crianças de dois a seis meses de idade: três doses mais reforço – primeira dose o mais precocemente possível, a partir de dois meses de vida; segunda dose dois meses após a primeira; terceira dose quatro meses após a primeira. Reforço aos 15 meses. • Tríplice viral: oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola. Deve ser dada no primeiro ano de vida e repetida entre quatro e seis anos de idade. • Varicela (catapora): para a prevenção maior da doença, recomenda-se duas doses da vacina, uma a partir dos 12 meses e outra entre 4 e 6 anos. • Meningocócica C conjugada: proteção contra as meningites causadas pelo meningococo tipo C. Crianças de dois a seis meses: três doses – primeira dose o mais precocemente possível, a partir de dois meses de vida; a segunda dose dois meses após a primeira e um reforço aos 15 meses. • Febre amarela: indicada para residentes de áreas endêmicas ou para viajantes que se dirigem para essas áreas. Rotina para crianças a partir de nove meses de idade, adolescentes e adultos em áreas endêmicas. Administrar a vacina a cada 10 anos. • Dupla Tipo Adulto (dT): proteção contra a difteria, tétano e coqueluche. A primeira dose deve ser tomada aos dois meses de idade; a segunda com quatro meses e a terceira com seis meses. Um reforço aos 15 meses e outro reforço entre quatro e seis anos. Após isso, reforço de 10 em 10 anos com a vacina dT ou, preferencialmente, com a vacina dTpa (tríplice bacteriana acelular do tipo adulto). • Gripe (influenza): Recomendada a crianças a partir de seis meses, adultos e idosos. Acesse o calendário completo de vacinas no link : http://portal.saude.gov.br/portal/saude/profissional/area.cfm?id_area=1448

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VACINAS

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Responsabilidades

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Na vida adulta, as principais vacinas aplicadas são praticamente as mesmas de quando criança: contra a gripe, hepatite B, difteria e tétano, tríplice bacteriana, entre outras. As prevenções de meningite C e hepatite A, que surgiram recentemente, também devem ser consideradas. “Embora sejam mais frequentes na infância, viroses como rubéola, sarampo, varicela (catapora), hepatite A e caxumba também acometem adultos, que podem tanto transmiti-las quanto contraí-las. Portanto, adultos em contato com crianças têm um motivo a mais para manter a caderneta de vacinação atualizada”, destaca a pediatra Ana Cristina de Oliveira. Os idosos, por sua vez, devem receber três doses da vacina de hepatite B, uma dose a cada 10 anos da febre amarela (residentes em áreas endêmicas) e da

dupla tipo adulto contra difteria e tétano, uma dose anual da influenza sazonal (gripe) e uma dose única da pneumocócica. Em abril, inclusive, é quando são feitos as campanhas de vacinação aos idosos, com o objetivo de proteger a população com maior idade das complicações da gripe, bem como de outras doenças preveníveis. As pessoas precisam ficar atentas a doenças como o tétano, por exemplo. Conforme Dra. Ana Cristina, esta vacinação deve ser levada a sério ao longo da vida, com um reforço a cada 10 anos. Outra imunização recomendada a mulheres entre 9 e 26 anos é a vacina de HPV, que ajuda a evitar casos de câncer de colo de útero e também de verrugas genitais. Pessoas que costumam viajar também devem se atentar, pois vacinas como a de febre amarela são recomendadas nestes

casos. Em viagens ao Exterior, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informa as restrições sanitárias do país de destino e também faz recomendações de imunização. De acordo com as normas de Assistência Pré-Natal, do Ministério da Saúde, a única vacina recomendada para todas as gestantes é a dupla tipo adulto (dT), que visa imunizar contra tétano e difteria. Em casos de risco, também podem ser recomendadas as vacinas contra febre amarela e hepatite B, para impedir a contaminação das crianças e danos após o nascimento. As gestantes precisam prestar atenção junto aos médicos sobre as vacinas que são contraindiciadas durante a gravidez, como é o caso da rubéola, sarampo, caxumba, HPV, rotavírus, pois todas contêm vírus vivos, capazes de prejudicar a formação do feto.

Dra. Ana Cristina de Oliveira Pediatria CRM 7441 (47) 3322-4109

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unimed na rede

Doação de imposto de renda ao FIA supera meta O Projeto Unimed Vida é realizado pela Unimed Blumenau desde 1998 e, em 2010, quando passou a ser gerido pelo Instituto Unimed SC – Filial Blumenau, obteve autorização para captar recursos via lei de incentivo fiscal. Em 2012, as campanhas de doação do Imposto de Renda ao Fundo da Infância e Adolescência (FIA)/ Projeto Unimed Vida, superaram a meta estabelecida e arrecadaram R$ 266.338,49. A primeira campanha, sobre o IR de 2011, arrecadou R$ 98.129,78, e a segunda, sobre o imposto de 2012, R$ 168.208,71. Enquanto a campanha sobre o IR de 2011 mobilizou 111 doadores

(80 cooperados, 16 colaboradores e 15 pessoas da comunidade), a campanha que aconteceu de 25 de outubro até 27 de dezembro de 2012 contou com 115 doações: 104 de pessoa física, (sendo 97 de cooperados, 11 colaboradores e 1 cooperado da Unimed Brusque) e seis doações de pessoa jurídica.

sensibilizando e agindo em prol da promoção da qualidade de vida e prevenção de acidentes”, destaca a gerente de Responsabilidade Social e Instituto Unimed SC – Filial Blumenau, Jeane Tomaz Pinheiro.

O recurso captado vai beneficiar 13.220 crianças e adolescentes de 20 escolas da cidade que são integrantes do Projeto Unimed Vida 2013. “Serão promovidas ações motivadoras de transformações nos hábitos de crianças e adolescentes

Unimed Blumenau sobe 8% na avaliação da ANS

Incentivo à atividade física

A Unimed Blumenau está com status verde, de baixo risco assistencial, segundo avaliação de dezembro de 2012 da ANS. Além de permanecer no grupo verde, a avaliação da Unimed Blumenau subiu 8%, passando de 0,6854, em setembro, para 0,7406, em dezembro, na soma dos indicadores (1 é a nota máxima). Quanto mais próximo do zero, maior o risco assistencial, segundo a ANS.

Para você ter mais qualidade de vida, a Unimed Blumenau investe na promoção da saúde e prevenção da doença. Com este objetivo, iniciam no dia 5 de março as atividades do Grupo de Caminhada e Corrida, que acontecerão no Parque Ramiro Ruediger todas as terças-feiras, às 18h30min, e quintas-feiras, às 19h45min, com duração de uma hora. O grupo será dividido em três níveis, conforme a aptidão física do praticante: grupo de caminhada e corrida nível 1 e 2.

O monitoramento é trimestral e, dessa vez, apenas 550 operadoras, entre as mais de mil operadoras avaliadas, ficaram com o status verde. Em setembro eram 865. Para a composição da nota, as operadoras são avaliadas por um conjunto de indicadores. A metodologia é aplicada desde junho de 2011 e vem sendo aprimorada. No último trimestre de 2012, houve alterações nas dimensões que compõem o índice: na dimensão Estrutura e Operação todos os indicadores de dispersão da rede foram excluídos, permanecendo apenas o indicador do índice de doenças e lesões preexistentes. Na dimensão Reclamação permaneceu apenas um indicador, não havendo mais separação das notificações de investigação preliminar e reclamações. As outras dimensões avaliadas são Assistencial, Atuarial e Informação.

Cada grupo recebe periodicamente uma planilha de treino com acompanhamento especializado. A ação é gratuita e para participar basta ser beneficiário da Unimed Blumenau e se inscrever pelo telefone (47) 3331-8790 ou pelo e-mail sobmedida@unimedblumenau.com.br. É necessária a apresentação de atestado médico de atividade física sem restrições e ler e assinar o Termo de Adesão ao Grupo. Aproveitando o Espaço de Saúde instalado pela Unimed Blumenau no Parque Ramiro Ruediger, em 2013 permanecem as Orientações à Atividade Física nos aparelhos de ginástica, realizadas por um educador físico, as segundas, quartas e sextas-feiras, das 7h15min às 8h15min.

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dicas

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filmes

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A viagem “Seis histórias intercaladas, acontecendo em lugares e tempos diferentes. Entre questões abolicionistas do Século 19 e um futuro de ficção científica, as histórias se alternam em ritmo crescente, exigindo que o espectador permaneça atento aos pequenos detalhes. Ao final dos caracteres, há uma lista dos atores e recortes das cenas onde aparecem. Uma grande surpresa, pois muitos estão irreconhecíveis.” Tânia Baier Beneficiária desde 1994

O fazendeiro e Deus “Um fazendeiro muda-se para a África do Sul com a família e sofre uma série de perdas que julga ser incapaz de superar. Mas, ele descobre o verdadeiro propósito da sua vida e uma fé inabalável. A história de vida comovente de um homem que desenvolve as raízes da fé que só se tornam visíveis quando chega a hora da colheita. Nos extras há um pouco mais da história real e depoimentos da família que inspirou o filme.” Naiara Regina da Costa Pereira Telefonista Unimed Blumenau

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livros

O homem que queria salvar o mundo “Sérgio Vieira de Mello foi um dos mais corajosos diplomatas de sua geração. Carioca, viu-se obrigado a viver fora do País a partir dos 17 anos, quando seu pai, também diplomata, foi punido pela ditadura militar. Tornou-se funcionário da ONU. Preferia ir ao campo de ação em vez de exercer cargos burocráticos e foi descrito como mistura de James Bond com Bobby Kennedy.” Ana Paula Correa Beneficiária desde 1993

Marley e eu “O livro do escritor John Grogan conta a história de vida e amor ao lado do pior cão do mundo. Você vai rir, chorar e se surpreender com a história de um labrador que entra na vida de um casal para suprir a necessidade da mulher de ser mãe. Todos os amantes de cães adorarão conhecer as confusões de Marley, um labrador que fugiu um pouco do conceito dessa raça, que dizem ser muito calma.” Daniela Fernanda Azevedo Recepcionista Unimed Blumenau


Informe publicitário - Orientando 03/13

Clinica Dr.Martins De Cirurgia Maxilofacial S/S Reface Centro Clínico Santa Catarina - Blumenau - SC (47) 3322 4389 / 3035 4350 www.martinsjr.com.br

Médico CRM 18281 Cirurgião Dentista CRO 7549 José C. Martins Jr.

Dores de cabeça e DTM Qual a relação?

Fotos divulgação

Muitos pacientes que sofrem com dores de cabeça e na face querem de seus médicos, além de um tratamento, uma explicação para tais dores. Frequentemente consultam diversos especialistas e se submetem a tratamentos que nem sempre lhes trazem alívio. Um problema que deve ser considerado nesses pacientes, entre tantos que podem causar dores de cabeça, é a presença de uma doença chamada Disfunção Temporomandibular ou DTM. Em frente aos ouvidos temos um par de articulações da mandíbula com a base do crânio que se movimenta ao abrirmos e fecharmos a boca e são cercadas por músculos da face e do crânio, podendo estar inflamados, sendo que algumas vezes, a própria articulação pode ser o problema.

“Dores de cabeça crônicas, dores em volta dos olhos, nos ouvidos, no pescoço e maxilares, sensação de estalos e zumbido nos ouvidos, cansaço no rosto, além de limitações da abertura bucal e mastigação, podem estar entre os principais sintomas de problemas das articulações Têmporomandibulares.” O diagnóstico desta patologia se dá através do exame clínico especializado das articulações e, geralmente, exames de tomografia computadorizada e ressonância magnética são necessários somente em casos especiais. Fiquem aliviados! O tratamento geralmente é conservador e normalmente o problema pode ser amenizado ou resolvido com terapias não invasivas, como infiltrações, fisioterapia, laser, toxina botulínica e agulhamento da musculatura craniofacial. A cirurgia está reservada para os casos de degeneração das articulações, lesões tumorais ou doenças articulares avançadas. Converse com seu médico para mais informações.

Articulação e músculos Craniofaciais


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Unimed Blumenu - Ed. 66  

Revista da Unimed Blumenau. Traz reportagens com foco na prevenção de doenças, qualidade de vida, promoção da saúde e medicina. Produzida pe...

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