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Fechamento Autorizado. Pode ser aberto pela ECT.

ANO 6 • Nº 61 • ABRIL • 2013 • R$ 8,90

Inteligência para inovação Pioneira no Brasil em inteligência setorial, a Knowtec, do fundador e CEO Luiz Alberto Ferla, é uma empresa 100% digital e apresenta soluções personalizadas para clientes

Bate-papo O secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, fala sobre as soluções urbanísticas mais viáveis para a cidade


E DI T O R I A L

Reconhecimento mundial

O envolvimento e a conscientização de todos com a Campanha ReÓleo colocou Florianópolis no Guinness Book como a cidade que mais recicla óleo de cozinha no mundo. A seção Pense Verde mostra o sucesso da campanha, que recolheu 18.670 litros de óleo de cozinha em apenas 30 dias, quase o dobro da meta inicial estabelecida pelo Guinness, que era de 10 mil litros. O livro dos recordes deve chegar em novembro com o nome do programa e da cidade. Pensando em transformar Florianópolis no principal destino gourmet do País, a ACIF, em parceria com o Sebrae/SC e Abrasel/SC, desenvolveu o programa Vias Gastronômicas, lançado em fevereiro. Devem ser desenvolvidos pelo menos 10 roteiros gastronômicos pela cidade. Em uma entrevista exclusiva à revista Líder Capital, o secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho, fala sobre as soluções mais viáveis para a mobilidade urbana da cidade e também sobre a decisão de suspender a emissão de alvarás para novas construções na Capital nos primeiros meses de 2013. Ele diz que a humanização do Centro, com atrativos que vão do Mercado Público à Praça XV, é fundamental para a qualidade de vida em Florianópolis e também para a valorização da cidade. A reportagem de capa desta edição traz a Knowtec, empresa especializada na concepção e implementação de sistemas de inteligência competitiva e gestão do conhecimento. Com o avanço da tecnologia e o boom das redes sociais, além da Knowtec, o CEO Luiz Carlos Ferla fundou mais quatro empresas, todas 100% digitais. A seção Benchmarking mostra que algumas lojas inovaram e descobriram que aguçar os estímulos sensoriais dos clientes pode influenciar positivamente e ser um diferencial na hora das vendas. Confira também uma reportagem sobre as altas taxas cobradas pelas operadoras para a administração de máquinas de cartão de crédito. Boa leitura! Conselho Editorial 3


SUM ÁR I O

16. Destaque Com o avanço da tecnologia e o boom das redes sociais, o fundador e CEO da Knowtec, Luiz Alberto Ferla, percebeu a oportunidade de crescimento de novos negócios e, hoje, está à frente de seis empresas, todas do segmento de inteligência digital

20. Bate-papo À frente da Secretaria de Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, Dalmo Vieira Filho fala sobre a mobilidade urbana e a decisão de suspender a emissão de alvarás para novas construções nestes primeiros meses de 2013

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Associação Comercial e Industrial de Florianópolis: Rua Emílio Blum, 121 Florianópolis/SC - 88.020-010 (48) 3224.3627 - www.acif.org.br

Conselho do Leitor A Líder Capital criou o Conselho do Leitor. Caso você tenha críticas ou sugestões e queira participar, mande seu nome, idade, profissão e contatos para o e-mail comunicacao@acif.org.br. Sua participação é importante!

Regional Sul: Rod. SC – 405, 174 – Rio Tavares – 88.063-000 Florianópolis – SC Fone/Fax: (48) 3237.4388 Regional Continental: Rua Tijucas, 65 – Balneário 88.075-540 - Florianópolis – SC - Fone/Fax:(48)3244.5578 / 3240.8747 Regional Ingleses: Rua Intendente João Nunes Vieira,1683 - Ingleses - 88.058-100 Florianópolis – SC - Fone: (48) 3269.4111 Regional Canasvieiras: Rua João de Oliveira, 743 – Canasvieiras - 88.054-100 Florianópolis – SC - Fone: (48) 3266.2910 – Fax: (48) 3266-2910 Regional Lagoa da Conceição: Rua Nossa Senhora da Conceição, nº 30 - Salas 4, 5 e 6 Lagoa da Conceição – Florianópolis – SC Fone: (48) 3232.0185 Fax: (48) 3232.8326 DIRETORIA EXECUTIVA ACIF 2011/2013 Presidente: Doreni Caramori Júnior • 1º Vice-Presidente: Juliano Richter Pires • 2º Vice-Presidente: Sílvia Hoepcke da Silva • Diretor Administrativo e Secretario: Rodrigo Duarte da Silva • 1º Diretor Financeiro: Jaime Luiz Ziliotto • 2º Diretor Financeiro: Igor Loreno Domit Empinotti • Diretora de Patrimônio: Cristiane Martins Reitz • Diretor de Assuntos Mercadológicos: Luciano Rossi Pinheiro • Diretor de Assuntos Organizacionais: Marcelo Guaraldi Bohrer • Diretor Jurídico: Rodrigo Berthier da Silva • Diretora de Comunicação: Juliana Pamplona • Diretor de Eventos Promocionais: Sanderlúcio Fabiano de Mira • Diretor de Treinamento Empresarial: Adriana Maria Loch • Diretor Geral Reg. Lagoa da Conceição: Gabriel Mazzolli Damiani • Diretor Geral Regional Canasvieiras: Milton Weber Filho • Diretor Geral Regional Ingleses: Thiago Francisco Lewis • Diretor Geral Regional Continental: Maurício Justino • Diretor Geral Regional Sul: Júlio Cesar Trindade Ferreira • Coordenadora da Câmara da Mulher: Fátima Adriano Caponi • Coordenadora da ACIF Jovem: Liandra Nazario Nobrega • Coordenador do Conselho dos Núcleos: Marcelo Bohrer de Almeida

06. A Metrópole Vias Gastronômicas devem transformar Florianópolis no principal destino gourmet do País

DIRETORIA DE COORDENAÇÃO EXTERNA ACIF 2011/2013 Diretor de Relações Governamentais: Bernardo Meyer • Diretor de Assuntos Tributários: Klaus da Silva Raupp • Diretora de Meio Ambiente: Jane Pilotto • Diretoria de Intercâmbio Empresarial: Clotildes Fernandes Campregher • Diretor de Relações com os Empresários: Rodrigo Estrázulas Rossoni • Diretoria de Integração: Maria Cecília Gondran • Diretor de Turismo: Ernesto de Oliveira São Thiago Neto • Coordenador do Programa Reoleo: Luiz Antonio Falcão de Moura • Coordenador do Programa Reciclatec: Thiago Freitas • Diretor de Assuntos Econômicos: Felipe Marcondes de Mattos • Diretor de Tecnologia e Inovação: Guido Ademar Garcia Dellagnelo • Diretor de Assuntos Legislativos: André Porto Prade • Diretora de Assuntos Sociais: Patrícia Moschen • Diretor de Marketing de Soluções: Alexandre Bastos Moreira Lima CONSELHO FISCAL ACIF 2011/2013 TITULARES - Rogério Bravo • Sérgio Faraco • Carlos Jofre do Amaral Neto SUPLENTES - Adailto José Buchner • André Porto Prade • Eduardo Abreu Alves Barbosa DIRETORIA EXECUTIVA REGIONAL LAGOA DA CONCEIÇÃO Diretor Geral: Gabriel Mazzolli Damiani DIRETORIA EXECUTIVA REGIONAL CANASVIEIRAS Diretor Geral: Milton Weber Filho DIRETORIA EXECUTIVA REGIONAL INGLESES Diretor Geral: Thiago Francisco Lewis DIRETORIA EXECUTIVA REGIONAL CONTINENTAL Diretor Geral: Maurício Justino DIRETORIA REGIONAL SUL Diretor Geral: Júlio Cesar Trindade Ferreira Conselho editorial Doreni Caramori Júnior, Juliana Pamplona, Bernardo Meyer, Alex Lima, Felipe Marcondes, Klaus Raupp, Patricia de Freitas, Tamiris Schuelter e Danielle Fuchs. EDITORA-CHEFE: Danielle Fuchs - (47) 3036.5662 danielle@mundieditora.com.br - Fuchs Editorial Ltda. ME EDITORA DE CONTEÚDO: Juliana Pamplona - Apoio: Tamiris Schuelter comunicacao@acif.org.br / publicidade@acif.org.br TEXTOS: Daiani Caroline Coelho, Mariana Tordivelli e All Press Comunicação - Apoio: Manoel Timóteo EDIÇÃO: Francielle de Oliveira

08. Nossas Bandeiras Administração de máquinas de cartões de crédito/ débito tem custo elevado

GERENTE DE ARTE E DESENVOLVIMENTO: Lucas Gonçalves lucas@mundieditora.com.br FOTO DE CAPA: Michele Monteiro FOTOS: Michele Monteiro, Banco de Imagens e Divulgação PROJETO GRÁFICO: Ferver Comunicação ferver@fervercomunicacao.com.br GERENTE COMERCIAL GERAL: Cleomar Debarba debarba@mundieditora.com.br

12. Pense Verde / 24. Tempo Livre 26. Benchmarking / 30. Vitrine 32. Institucional / 34. Soluções Empresariais 36. Entre Sócios / 38. Artigo

DIRETOR EXECUTIVO: Niclas Mund niclas@mundieditora.com.br IMPRESSÃO: Gráfica Natal (48) 3244.0058 CIRCULAÇÃO: circulação@mundieditora.com.br

mundieditora.com.br facebook.com/mundieditora twitter.com/mundieditora


A MET R Ó P O L E

O caminho da gastronomia Roteiro gourmet da Capital catarinense vai de Norte a Sul

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iversos pontos de Florianópolis se preparam para receber as Vias Gastronômicas. O projeto surgiu de uma parceria entre a Abrasel/SC, ACIF e o Sebrae/SC, que seguiram o exemplo do bairro Santa Felicidade, em Curitiba, já reconhecido como rota da boa cozinha. A largada foi dada com a Via de Coqueiros, que é o roteiro mais avançado e, com as melhorias propostas pelas entidades, é considerado exemplo de benchmarking para o setor. Outras vias também já estão sendo consolidadas, como a da Cachoeira do Bom Jesus e da Ponta das Canas, que com o Núcleo de Gastronomia, pretendem terminar 2013 com um aumento no volume de visitantes. De acordo com o proprietário do restaurante Enseada 42, Reinoldo Miranda, várias atividades vêm sendo realizadas em conjunto, como a divulgação da via, a participação de entidades do governo, como a parceria com o Sebrae. “A união dos restaurantes em um propósito comum prevê também o combate à sazonalidade. Este é o grande benefício e um dos objetivos prin6

cipais do grupo de estabelecimentos participantes”, divulga Miranda. “Durante o Verão, muitos turistas do Norte da Ilha são argentinos. Contudo, com a crise que passa o país vizinho e as dificuldades com o câmbio, nesta temporada percebeu-se a diminuição do número de visitantes daquele país”, revela o proprietário do Enseada 42. Já no movimento de moradores, percebe-se um aumento mensal. O restaurante Enseada 42 precisou passar por adaptações para acatar às recomendações da Via Gastronômica, já que não atendia fora de temporada. Miranda acrescenta que a preparação está sendo feita para atender durante os finais de semana e, para isso, é preciso organizar uma equipe que possa atuar nesses períodos. O cardápio também passa por ajustes ao aproveitar produtos sazonais, como o período da tainha em julho e agosto. As temperaturas baixas e as chuvas estão sendo pensadas para que as acomodações dos ambientes sejam refeitas. O restaurante Paixão de Verão faz parte da Via Gastronômica dos Ingleses. Segundo o sócio-gerente Danniel da Sil-

va, as mídias sociais vêm ajudando na divulgação do roteiro. Ele conta que as ações lançadas no Facebook, na página da Via, variam entre descontos e sorteios de jantar. “Quando realizamos o Festival Gastronômico aqui no bairro, os moradores ficaram sabendo através do jornal local e vieram para os restaurantes conferir os pratos”, recorda Silva, afirmando que a iniciativa trouxe à administração experiência e conhecimento no setor.

Sérgio Cardoso, diretor Administrativo Financeiro do Sebrae/SC; Fábio Queiroz, presidente da Abrasel; e Doreni Caramori Jr., presidente da ACIF


Benchmarking A união entre os empresários, a descoberta de que passam por problemas parecidos e a iniciativa de, juntos, buscarem as soluções foi o que impulsionou a Via Gastronômica de Coqueiros, há quase sete anos. O coordenador da Via e CEO do Grupo Ágape, Clailton Luiz, informa que contam com o apoio de entidades como Sebrae, ACIF e Abrasel na aplicabilidade do projeto Vias Gastronômicas. Para o coordenador, a expectativa é que o roteiro seja conhecido pelos turistas antes mesmo dele chegar ao local. Ele diz esperar que as agências, os taxistas, os profissionais de turismo indiquem a Via para o visitante. “Apesar de nossas praias não serem propícias para banho, temos uma linda paisagem e excelentes restaurantes que tornam este conjunto um forte apelo turístico”, avisa.

Tríplice suporte Por trás de toda a mobilização dos estabelecimentos estão as entidades: Associação Comercial Industrial de Florianópolis (ACIF), o Sebrae/SC e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina (Abrasel/SC). O suporte oferecido pelo Sebrae/SC, por exemplo, envolve o incentivo ao associativismo. “Se cada estabelecimento de uma determinada região decidir tomar rumos diferentes, desejar atrair um tipo de turista ou investir em alguma publicidade sozinho, ficará difícil crescer”, opina Januário Serpa, gestor do Sebrae/SC no programa Vias Gastronômicas. De acordo com Serpa, treinamentos como o Empretec, cursos de gerenciamentos específicos e diagnósticos dos restaurantes fazem parte das ações do Sebrae/ SC. O gestor lembra que os produtos da entidade estão disponíveis aos empresários, inclusive as consultorias da entidade. “Toda a mobilização transformou concorrentes em parceiros, mas isso não quer dizer que todo mundo ficou bonzinho de uma hora para outra. O que foi percebido é que trabalhar junto significa lucrar junto”, destaca. Serpa cita Ribeirão da Ilha e Sambaqui como exemplos de bairros que também

estão se moldando ao programa e adianta que as Vias Gastronômicas de Santo Antônio de Lisboa e da Lagoa da Conceição estão sendo prospectadas. A expertise da Abrasel/SC em alimentação fora do lar é aproveitada na relação entre empresário e fornecedor e nas ações promovidas pela associação. Uma delas,

segundo o presidente do conselho administrativo da Abrasel/SC, Fábio de Paula Queiroz, é o guia que é publicado no Verão e no Inverno. A promoção de festivais gastronômicos é, na opinião do presidente, outra ação que fortalece cada uma das Vias Gastronômicas como destino, tanto para visitantes quanto para conterrâneos.

Como vão funcionar as Vias Gastronômicas O programa vai oferecer ferramentas para o aprimoramento da gestão, ampliando o número de estabelecimentos capazes de oferecer produtos e atendimento de qualidade; para a criação de identidade visual e estratégias de marketing conjuntas; melhoras na infraestrutura; acesso a mercado entre outras, seguindo a metodologia de núcleos setoriais da ACIF, por meio do Programa Empreender, do Sebrae. A Abrasel vai oferecer consultorias e capacitação para empresários, voltados especificamente para o setor. Pelo programa, as Vias serão divididas em três categorias: a de nível 3, caso da Via Gastronômica de Coqueiros, é a mais avançada e, com as melhorias propostas pelas entidades, seria considerada exemplo de benchmarking para o setor. A Via de nível 2 é semiestruturada, como a Via Gastronômica dos Ingleses e Cachoeira do Bom Jesus; e as de nível 1 são as que estão em estágio bem inicial, de formatação e captação de participantes, como a do Ribeirão da Ilha e a de Sambaqui, e as que ainda estão sendo prospectadas como Santo Antônio de Lisboa e Lagoa da Conceição. Conforme forem progredindo dentro do programa, as Vias vão ‘subindo’ de categoria.

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NO S S A S B A ND E IR A S

Operadoras de cartões têm altas taxas Lucro dos estabelecimentos fica comprometido com os custos elevados para manter as máquinas

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onsiderado o meio mais fácil de pagamento, os cartões de crédito e débito têm cada vez mais participação nas vendas do mercado varejista. Mas, apesar das inúmeras vantagens para lojistas e consumidores, alguns problemas fazem parte da rotina de quem trabalha com essa forma de pagamento. Para os consumidores, são as taxas elevadas, as cobranças indevidas de faturas e até mesmo a clonagem de cartões. Já no caso dos lojistas, o principal problema continua sendo o custo elevado para trabalhar com as maquinetas. Hoje, não aceitar cartões de crédito e débito como forma de pagamento pode ser um ponto negativo na hora de conquistar novos clientes, mas as altas taxas de manutenção acabam prejudi8

cando, principalmente, o pequeno empresário, aquele que trabalha com uma pequena margem de lucro. A advogada Liandra Nazário Nobrega salienta que, atualmente, as regras de mercado têm demonstrado uma alteração na forma de pagamento pelos consumidores, que estão deixando de utilizar cheques – e até mesmo dinheiro em espécie – na hora de realizar uma compra ou adquirir um serviço. “Mesmo o empresário tendo total liberalidade pela aceitação ou não de pagamentos por cartões de crédito e/ou débito, o que se percebe é que a não aceitação de cartões acaba lhe trazendo um diferencial, porém negativo”, destaca. Atualmente, para que os estabelecimentos comerciais possam receber todas as bandeiras de cartões é necessário

manter mais de uma maquineta, já que as credenciadoras trabalham com o conceito de exclusividade. Justamente para tentar mudar um pouco essa realidade, desde 2010, o Banco Central passou a obrigar as operadoras Cielo e Redecard a aceitarem – obrigatoriamente – também as bandeiras Visa e Mastercard. Apesar disso, a Cielo ainda tem exclusividade do American Express (Amex) e do Elo, além dos vales refeição Alelo e do Visa Vale. Já a Redecard é a única que aceita Hipercard, Sodexo e Ticket Refeição. Mais recentemente, no final de 2012, o Governo Federal encomendou também alguns estudos ao Ministério da Fazenda e ao Banco Central, que visam reduzir os gastos com a administração das máquinas de cartões de crédito e débito no Brasil.


Blumenau acaba de ganhar um novo endereço para celebrar a sofisticação:

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NO S S A S B A ND E IR A S

Consumidores estão deixando de utilizar cheques e, até mesmo dinheiro em espécie, para efetuar as compras com cartões

Prejuízo para o consumidor O lucro dos estabelecimentos diminui na medida em que é preciso pagar taxas para as administradoras, assim, muitas vezes, esses valores acabam sendo repassados aos consumidores. O valor aproximado para o aluguel das maquinetas é de R$ 65 e, além dessa taxa mensal, os comerciantes também repassam 4% do valor das operações de crédito e 6% para os pagamentos com vale-refeição. Para Liandra, a avaliação pela aceitação ou não de cartões de crédito ou débito como forma de pagamento depende exclusivamente do empresário, que deve avaliar as expectativas dentro do próprio mercado de consumidores, assim como a própria elaboração do preço final de venda – que sofre considerável alteração com a inclusão do custo de manutenção das máquinas de cartões. “A decisão pela aceitação ou não 10

dessa forma de pagamento deve ser uma decisão consciente do empresário, que deve estar ciente do elevado valor que será agregado ao seu produto ou serviço por esta decisão, sob pena de inviabilizar o seu empreendimento”, explica. No total, são três taxas que precisam, obrigatoriamente, serem pagas ao se trabalhar com cartões de crédito: a taxa de administração, que incide sobre cada operação realizada com cartões no estabelecimento comercial; de aluguel, pela posse de cada máquina; e de exclusividade. Atualmente, existem vários projetos no Congresso Nacional que visam regulamentar o setor, entre os quais estão propostas para aumentar ainda mais a concorrência entre as operadoras de cartão, gerando uma redução nos preços. Liandra destaca que, mesmo que as operadoras de cartões

de crédito e débito tragam garantia ao empresário de que ele irá receber o valor da aquisição de seus produtos ou serviços (já que o comerciante não precisa se preocupar com a inadimplência do consumidor), as taxas cobradas ainda são elevadas. “Os eventuais inadimplementos pelo titular do cartão o sujeitarão a aplicações de juros exorbitantes, muito além dos juros de mercado, que servirão como forma de remuneração pelo serviço que é prestado pela operadora”, diz. Apesar disso, a advogada destaca que a situação em relação às taxas de cartões de crédito e débito já foram piores e que, hoje, por haver concorrência entre as operadoras, é possível obter uma negociação diferenciada. “Acredito que ainda mais poderá ser feito, mas isso dependerá exclusivamente da mobilização unificada dos empresários”, salienta.


PENSE VERDE

ReÓleo no Guinness Livro dos recordes chegará em novembro com o nome do programa e da cidade de Florianópolis

Diretor do ReÓleo, Luiz Falcão de Moura, presidente da ACIF, Doreni Caramori Jr., e a coordenadora do ReÓleo, Renata Seára Schveitzer, entregam certificado para as crianças de uma das escolas que apoiam a coleta do óleo de cozinha

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stá definitivamente no papel, ou melhor, impresso no livro do Guinness. Florianópolis entrou para o livro dos recordes como a cidade que mais recicla óleo de cozinha no mundo. A Campanha Floripa no Guinness, promovida pelo programa ReÓleo, da Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF), teve início em setembro do ano passado e foi um sucesso. A mobilização 12

recolheu 18.670 litros de óleo de cozinha em apenas 30 dias, quase o dobro da meta inicial estabelecida pelo Guinness Book, que era de 10 mil litros. Para Luiz Falcão de Moura, coordenador do ReÓleo, esta foi uma conquista da própria comunidade, que participou efetivamente abraçando a causa. Ele diz que receber o certificado de recorde do Guinness Book é somente o reconhecimento de um trabalho de

conscientização muito forte na comunidade e no comércio da Grande Florianópolis para o problema do descarte inadequado deste resíduo tão perigoso e prejudicial ao meio ambiente. “O Programa ReÓleo festejou a conquista premiando todos os parceiros e escolas que já são conscientes e que, durante o mês de setembro de 2012, exercendo a sua cidadania, coletaram um volume muito expressivo de óleo de cozinha”, celebra.


PENSE VERDE

Crescimento O trabalho não para por aí. O ano 2013 promete ser agitado com o fim da gestão do presidente da Acif, Doreni Caramori Jr., em maio. A data comemora mais de dois milhões de litros de óleo de cozinha usado coletados em quase 15 anos de Programa ReÓleo. Segundo Moura, em julho, será comemorado o aniversário do Programa ReÓleo e, em novembro, o livro dos recordes chegará com o nome do programa e da cidade de

Florianópolis. “Pretendemos, no biênio 2013/2014, ampliar o número de estabelecimentos de coleta para 900, atingir mais de 12 mil crianças no viés educacional e chegar a três milhões de litros de óleo de cozinha usado a serem coletados”, adianta. Para alcançar este outro milhão de litros, o coordenador afirma que o Programa ReÓleo possui pontos de entrega voluntária em vários locais da Grande Florianópolis. São postos de gasolina, supermerca-

dos, associações de moradores, entre outros pontos que possuem uma bombona plástica que recebem da comunidade o óleo de cozinha usado armazenado em garrafas pet. “As pessoas que querem entregar seu óleo nestes pontos devem levar em garrafas de plástico, evitando os recipientes em vidro, pois em contato com outro ele poderá quebrar, espalhando o óleo no local, o que causará também danos ao meio ambiente”, adverte.

Para o biênio 2013/2014, pretende-se ampliar o número de estabelecimentos de coleta para 900, atingir mais de 12 mil crianças nas escolas e chegar a mais de três milhões de litros de oléo de cozinha usado a serem coletados

Bom exemplo O formato do Programa ReÓleo está sendo disseminado a algumas cidades interessadas em implementar o sistema. Moura explica que são associações comerciais que tiveram interesse em levar a conscientização para a cidade e, principalmente, evitar que o óleo de cozinha continue indevidamente sendo despejado no meio ambiente. Para o coordenador, hoje, o ReÓleo é uma marca de destaque da Acif na Grande Florianópolis, bem como dentro e fora de Santa Catarina. Se a implantação do formato do projeto fizer com que outra cidade 14

Faça parte ultrapasse o número atingido por Florianópolis, Moura confessa que se sentirá muito feliz. “Esta é nossa intenção. Que todos tenham consciência deste problema. Temos dificuldades em todas as cidades do Brasil quanto à reciclagem dos resíduos e o óleo de cozinha é uma delas”, declara. “Quando entramos com o processo de recorde no Guinness Book, nossa intenção realmente era que o mundo ficasse sabendo deste problema e que fosse o início de uma nova vertente dentro da preservação do meio ambiente”, completa.

Os estabelecimentos e condomínios podem se cadastrar gratuitamente através do email reoleo@acif.org.br ou pelo telefone (48) 3224-3627. Além da coleta do óleo de cozinha, o programa entrega produtos de limpeza fabricados com este óleo. Trata-se da parceria do ReÓleo com a empresa Ambiental Santos, que fabrica sabão, detergente e água sanitária.


D E S TA Q U E

inteligência competitiva para os negócios Luiz Alberto Ferla, CEO de empresas 100% digitais, está à frente de novos diferenciais de gestão

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ocê sabe o que é inteligência competitiva? Gestão do conhecimento? Estes são importantes conceitos para que uma organização esteja à frente, com a visão estratégica do mercado e alinhada com as expectativas e necessidades dos clientes. A compreensão destes conceitos é utilizada por todas as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, porém no Brasil ainda é pouco assimilada. Atenta a esta lacuna, a Knowtec especializou-se na concepção e implementação de sistemas de inteligência competitiva e de gestão do conhecimento. Pioneira no Brasil em inteligência setorial, a empresa apresenta soluções personalizadas para os clientes, 16

deixando-os em posição vantajosa em relação aos concorrentes. O fundador e CEO da empresa, Luiz Alberto Ferla, conta que a Knowtec tem sedes em Florianópolis, Brasília e São Paulo, além de atuar também no Exterior.

Rapidez e inovação A velocidade do desenvolvimento tecnológico e o crescimento do comércio global mostram que o ambiente de negócios atual já se transformou. Hoje, qualidade e preço não são mais diferenciais competitivos. O tempo de reação às expectativas e necessidades dos clientes e do mercado, aliados à capacidade de inovar, são os novos diferenciais competitivos.

Ferla acrescenta que o trabalho da Knowtec visa fortalecer a atuação de profissionais que se encontram em posição de comando nas empresas. Para isso, monitora, coleta, analisa e entrega informações estratégicas, possibilitando a melhor tomada de decisão. Para ele, decisões assertivas geram maior lucratividade e sucesso para os negócios. Na opinião do empresário catarinense, os executivos não podem mais se dar ao luxo de depender do instinto ou da intuição para tomarem decisões estratégicas em seus negócios. Saber o que está por vir é tão importante para aqueles que tomam decisões em empresas de pequeno ou médio porte quanto para os presidentes das grandes empresas.


Produtos inovadores O amplo portfólio de produtos da empresa oferece serviços de Monitoramento de Mídias e Informações; Relatórios e Sistema de Inteligência Competitiva; Análise da Concorrência e Mercado; entre outros. Entre os mais procurados, o empresário cita a Coleta Estratégica de Informações, que torna possível ao empresário enxergar o seu setor com mais clareza e, assim, ganhar visibilidade diante do público-alvo e também o desenvolvimento de produtos com informações sobre o que de mais novo está sendo produzido e patenteado no mercado, inclusive pelos concorrentes. Outro produto bastante solicitado

apresentado por Ferla é o de Business Process Outsourcing de Inteligência Competitiva, ou a terceirização da área de inteligência das empresas dos clientes, para que a própria Knowtec coordene e realize todas as etapas de um projeto de Inteligência Competitiva, entregando ao cliente e sua equipe de estratégia os produtos prontos para aplicação. “Ainda temos como destaque os serviços do Sistema de Inteligência Competitiva, onde a Knowtec vai descobrir quem são as pessoas que influenciam o mercado no qual determinada empresa está inserida e o que elas pensam. Passamos ao cliente a visão

dos grandes influenciadores e experts sobre os rumos dos negócios pesquisados”, mostra. Ele informa que a Knowtec configura para o cliente uma rede de relacionamento composta por consultores, analistas, colunistas, consumidores e fornecedores. Além disso, Ferla apresenta as métricas e indicadores que vão otimizar as ações no ambiente digital. Segundo ele, a análise desses números possibilita uma avaliação exata do conteúdo que o site de determinada empresa disponibiliza, tanto em sua eficiência visual quanto de navegação. Com essas métricas, é possível planejar com embasamento as próximas ações em ambiente online.

tas de gestão, as empresas institucionalizam uma aprendizagem organizacional, podendo ser mais inovadoras e competitivas. “São essas as ferramentas de gestão da nova economia, necessárias para apoiar a tomada de decisão em um ambiente competitivo de negócios cada vez mais veloz. Para que as informações e conhecimentos estejam disponíveis para a pessoa certa, na hora certa, primeiramente eles devem ser adquiridos nas mais diferentes fontes”, especifica.

Ferla conta que, em seguida, essas informações e conhecimentos – após uma minuciosa triagem feita por um grupo de analistas especializados – são integrados aos repositórios organizacionais, estruturando-se a memória organizacional. “Esse conhecimento que a Knowtec oferece aos clientes poderá, de um lado, estar disponível a todas as pessoas interessadas em acessá-los da maneira que lhes for mais conveniente e, por outro lado, poderá ser disseminado por toda a organização”, delineia.

O portfólio da empresa oferece serviços de Monitoramento de Mídias e Informações; Relatórios e Sistema de Inteligência Competitiva; Análise da Concorrência e Mercado; entre outros

Ferramentas de gestão “A Inteligência Competitiva compreende o processo sistemático de coleta, análise e disseminação da informação sobre atividades dos concorrentes e tendências gerais dos negócios, visando potencializar os lucros”, esclarece Ferla. A Gestão do Conhecimento é explicada pelo fundador como a gestão dos ativos intangíveis organizacionais, que são os novos geradores de riqueza e de valor da economia do conhecimento. Ele aprofunda dizendo que com essas duas novas ferramen-

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D E S TA Q U E

Diariamente, funcionários da Knowtec fazem um levantamento e envio de informações estratégicas e de interesse para seus clientes

Trajetória A Knowtec foi fundada em março de 2001 e acaba de completar 12 anos no mercado. Ferla lembra que a história começou em 1995, quando a internet comercial dava os primeiros passos no Brasil. Ao mesmo tempo, em Florianópolis, o empreendedor iniciava as operações de um centro de excelência em Educação à Distância, o IEA, que chegou a capacitar mais de dois milhões de pessoas. “Mais que um investimento em tecnologia, era o início de um grande investimento em pessoas, talentos com vontade de aprender e realizar coisas novas em um mundo que prometia ser cada dia mais digital”, declara. Para o fundador, o IEA não foi só o embrião de um centro de excelên18

cia em Ensino à Distância – como é conhecido hoje. Ele afirma que foi também o exemplo daqueles que acreditaram no potencial de expansão do mercado digital no Brasil. Atualmente, a consolidada Knowtec tem como principais compradores executivos, com grande influência em suas organizações – presidentes, diretores e gerentes. Em seguida, Ferla aponta os analistas de marketing, área comercial e de vendas, novos negócios, planejadores estratégicos, administrativos e financeiros. O CEO cita o trabalho que a Knowtec desenvolve para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) como exemplo. “Fazemos a inteligência do agronegócio brasileiro.

Diariamente a Knowtec faz um levantamento e envio de informações estratégicas e de interesse para mais de 40 mil usuários. Também criamos para a CNA a Rede Time AgroBrasil, a rede social que reúne o agronegócio brasileiro”, descreve. O Sistema de Inteligência Setorial (SIS), desenvolvido para o Sebrae/SC é outro exemplo apresentado pelo empresário. Trata-se de 856 produtos de inteligência gerados para mais de 1,5 mil empresas atendidas, gerando centenas de cases empresariais de sucesso. Para o Sebrae nacional, a Knowtec faz o monitoramento de oportunidades para os pequenos negócios, nos 10 setores estratégicos – nas 12 cidades sede da Copa do Mundo 2014.


Realidade digital É possível ver de perto no que o mundo se transformou nessas últimas duas décadas. O mercado digital é uma realidade, cresceu como poucos imaginavam e se consolidou como negócio e meio de relacionamento entre pessoas. De acordo com o fundador da Knowtec, a empresa é, hoje, um grupo sólido e 100% digital. “Com visão de futuro, em 2001 criamos a Knowtec e com o avanço da

tecnologia e o boom das redes sociais, percebemos a oportunidade de crescimento de um novo negócio”, expõe. A nova empreitada é a comunicação digital e, assim foi criada a Talk – uma agência especializada na formulação de estratégias de marketing digital, mídias sociais e tecnologias para clientes de vários segmentos. Ferla fala sobre outras duas iniciati-

vas: a Democracia Digital Brasil (DDBR), empresa de comunicação digital para o segmento político e a KeepingUp, dedicada ao comércio eletrônico. “No início de 2013, incorporamos a TechFront, maior estúdio de desenvolvimento de jogos no Brasil, pioneira no segmento e também um dos únicos desenvolvedores brasileiros com certificação da Nintendo DS e licenças de Wii”, revela.

Marca mãe Com este extenso leque de produtos que acaba por abranger diferentes níveis de comunicação e setores, o CEO quer criar uma marca mãe do grupo de empresas, e aproveita para lançar um desafio a estudantes e jovens profissionais. Ele explica que se trata de uma batalha inédita no País que vai gerar, além de premiação em dinheiro no valor de R$ 10 mil, iPads para os três primeiros colocados, pontos no site e reconhecimento empresarial. “E do início de tudo isso, da criação da Knowtec até a criação da marca mãe do grupo, um sonho se mantém: o de promover a união de pessoas entusiasmadas por fazer acontecer, por buscar o novo, por criar e por garantir que o mundo digital, que antes era apenas uma promessa, seja a realidade da vida dos nossos clientes”, acredita.

O desafio está lançado Desenvolver a marca mãe das cinco empresas do grupo que abrange a IEA, Knowtec, Keeping Up, Talk e DDBR é o desafio lançado a estudantes e jovens profissionais de todo o País, de qualquer área, com o objetivo de descobrir novos talentos e ideias inovadoras. Saiba mais sobre o Battle of Concepts ao acessar o link www. battleofconcepts.com.br.

Luiz Alberto Ferla Luiz Alberto Ferla, CEO de empresas 100% digitais, foi eleito Líder Empresarial 2012. O resultado é consequência da indicação feita por importantes empresários da Região Sul, que já integram os 1.387 membros da organização. A conquista deste prêmio comprova a abrangência de produtos desenvolvidos para diferentes setores. Saiba mais sobre as frentes de atuação deste business: IEA: www.iea.com.br Knowtec: www.knowtec.com Talk: www.talk2.com.br Democracia Digital Brasil: www.ddbronline.com.br KeepingUp: www.ebakana.com.br TechFront: www.techfront.com.br

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B ATE - VERDE PA P O PENSE

“Cidades devem ser vividas, não apenas percorridas” constatação de que o número e a dimensão das construções erguidas em Florianópolis nos últimos anos colocou a cidade na obrigação de planejar com mais eficiência o desenvolvimento urbano, sob pena de comprometer de forma irremediável a qualidade de vida da população.

Especialista na área de Proteção e Valorização do Patrimônio Cultural, o arquiteto e urbanista Dalmo Vieira Filho assumiu este ano o cargo de Secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Florianópolis, comandando o Ipuf. Antes de assumir o novo cargo, o arquiteto atuava como superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em Santa Catarina. Em sua carreira, Dalmo já contribuiu com diversas pesquisas, inventários, tombamentos e a formatação de leis em prol da preservação do Patrimônio Histórico em todo o Brasil. No Estado, entre as ações de maior destaque que contam com a participação do arquiteto, está a restauração das Fortalezas da Ilha de Santa Catarina, incluindo edificações da Fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim; os tombamentos nacionais de São Francisco do Sul e Laguna; a criação do Museu Nacional do Mar e 20

o tombamento de centenas de imóveis em várias cidades do Estado, parte do projeto “Identidade das Cidades Catarinenses”. Ao assumir a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Dalmo lançou um plano com algumas de suas metas de trabalho para a nova administração em Florianópolis. Em entrevista à revista Líder Capital, o arquiteto fala sobre as soluções urbanísticas mais viáveis para a cidade e também sobre a decisão de suspender a emissão de alvarás para novas construções em Florianópolis nestes primeiros meses de 2013 – o que gerou discussões com o Sindicato da Construção Civil. Líder Capital: Em janeiro, houve a suspensão na emissão de alvarás para prédios com mais de quatro andares em Florianópolis. De onde surgiu a necessidade de tomar essa medida? Dalmo Vieira Filho: Surgiu da clara

Líder Capital: O Sinduscon afirma que, com a não emissão de alvarás, houve prejuízo econômico para o setor. Quais reflexos foram percebidos nestes três meses em que a medida vigorou? Vieira Filho: Muito maior seria o prejuízo resultante de omissões e descompromissos para com o futuro da cidade. O grande número de projetos aprovados logo depois das eleições, vários deles em tempo recorde, garante o prosseguimento da atividade construtiva sem qualquer diminuição de ritmo. Três meses é bem menos do que a imensa maioria dos projetos levava na tramitação interna de análise e aprovação dos licenciamentos na Prefeitura. Líder Capital: A medida deixou de valer desde o dia 8 de abril. Serão estabelecidas novas regras para a emissão de alvarás de construção? Vieira Filho: Sem dúvida. Os exames das capacidades de suporte de vários dos setores da cidade comprovaram a necessidade da adoção de medidas imediatas, ampliando os compromissos das novas construções com os problemas e as soluções que a cidade exige. Líder Capital: Como secretário do Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano, quais seriam as soluções urbanísticas mais recomendáveis para Florianópolis na sua opinião?


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B ATE - VERDE PA P O PENSE

Vieira Filho: Florianópolis precisa direcionar seu crescimento vertical para eixos e núcleos dotados de capacidade de suporte compatíveis, formatados de forma a aproximar residências, comércios e locais de trabalho e bem relacionados com a natureza. A cidade não pode deixar de tornar verdadeira a opção pelo transporte coletivo e de apostar no reforço dos centros de bairros e do centro histórico. A humanização do centro, com atrativos que vão do Mercado Público à Praça XV, é fundamental para a qualidade de vida em Florianópolis e também para a valorização da cidade no imaginário de moradores e visitantes. Líder Capital: Em relação à mobilidade urbana, quais são as maiores deficiências da Capital? Vieira Filho: As maiores deficiências estão na precariedade do sistema de transporte coletivo. A Prefeitura Municipal, através do Ipuf e da Secretaria de Transportes, está trabalhando na proposta de um sistema baseado em trajetos circulares, que significará um novo horizonte para a mobilidade na cidade.

Líder Capital: O senhor desenvolveu um estudo importante sobre a Capital, o “Urbanismo Sensível, uma Nova Modernidade para Florianópolis”. Quais os pontos que serviram de base para a sua criação? Vieira Filho: A constatação de que urbanismo é uma ciência tanto tecnológica quanto humanística e que a sensibilidade para com as diferenças (singularidades) das cidades abre um campo enorme de oportunidades de qualidade de vida para a população. O estudo também contou a percepção de que as cidades brasileiras estão entre as mais problemáticas do mundo, desprovidas de espaços culturais, crescendo desordenadamente, agredindo a natureza, ignorando o patrimônio cultural. A cidade vista como um sistema mecânico é uma tragédia. Cidades devem ser vividas, não apenas percorridas.

“A humanização do Centro, com atrativos que vão do Mercado Público à Praça XV, é fundamental para a qualidade de vida em Florianópolis e também para a valorização da cidade no imaginário de moradores e visitantes” Líder Capital: E o que traz qualidade para uma cidade? Vieira Filho: Nas principais cidades do mundo, o que faz a qualidade não é a sua malha viária. Se fosse assim, várias das cidades norte-americanas estariam entre as mais interessantes e que proporcionam melhor qualidade do mundo para os seus moradores. Londres, Roma e Paris possuem e tiram partido de sua história, seus monumentos, sua natureza etc. São feitas de conquistas e realizações que se somam,

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além de parques, livrarias, museus e galerias de arte. Estão recheadas, por exemplo, de comércios tradicionais, de lojas conhecidas há gerações, de bares e restaurantes considerados partes dessas cidades. Falta notar, talvez principalmente, que nossas próprias cidades – embora muito mais novas –, também possuem, ou estariam em condições de possuir, boa parte desses atributos. É daí que surgem as oportunidades de humanização das cidades, a criação de um modelo de cidades do Século 21 muito mais sintonizado com valores permanentes, como, por exemplo, a valorização do convívio, a fruição da natureza, da arte e da cultura. Líder Capital: A chamada “aposta nas centralidades” é um dos pontos apresentados. O que seria essa aposta? De que forma ela pode ser aplicada em Florianópolis? Vieira Filho: A valorização dos centros de bairros diminui a necessidade de deslocamentos, aproxima moradores, cria facilidades no cotidiano, diminui a pressão sobre as áreas já congestionadas, promove a vizinhança. O mesmo se pode dizer do centro da cidade. O centro é um elemento vital no funcionamento, na imagem e na personalidade das cidades. Se compararmos com uma casa, o centro seria a sala de estar e, se comparado com um organismo biológico, seria o coração, o rosto e o cérebro. É nas áreas centrais que estão os principais elementos simbólicos das cidades, onde se realizam as principais celebrações, os encontros que envolvem toda a sociedade. Líder Capital: Essas metas procuram estimular a busca pela cidade ideal do Século 21. Na sua visão, como seria essa cidade? Vieira Filho: Seria uma cidade humana, que celebra a vida, que vive intensamente seu cotidiano, que proporciona encontros entre cidadãos, que promove a arte e a cultura, que interage com a natureza e estimula o desenvolvimento individual e coletivo dos habitantes.


TEM P O L I V R E

Dos pincéis às lentes Empresária: Patricia Moschen / Hobby: pintar e fotografar

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esde os tempos mais remotos, o homem usa desenhos como forma de expressão, tanto do modo de vida quanto para exteriorizar os medos, angústias ou paixões. A arte encanta quem a faz e quem a admira. “Sempre que pinto, sinto que saio do meu corpo e vou pra outro mundo explorar as cores, minhas habilidades com o pincel e a mistura das tintas, transformando isso tudo em arte”, diz a arquiteta Patricia Moschen. Pintar faz parte da rotina de Patricia desde pequena. O primeiro contato com os pincéis foi ainda aos cinco anos, em uma aula de pintura em tecidos. A partir daí, mexer com tintas, cores, pincéis sujos e diferentes expressões na tela tornou-se uma paixão. Patricia entrou em um atelier e, com o passar dos anos, desenvolveu várias técnicas que vão desde pintura acrílica e aquarela até desenho à mão livre, monotipia e litografia. Natural de Caxias do Sul (RS), há 16 anos a arquiteta reside em Florianópolis. Ela conta que, para conhecer mais do mundo das telas, estudou História da Arte com um grande historiador e foi até modelo vivo em outras turmas de pintores. “Conheci grandes artistas e convivi 24

com pessoas de idade mais avançada, normalmente da idade dos meus pais, que levavam a arte muito a sério. Apesar da pouca idade, eu também levava; e essa dedicação me rendeu algumas exposições na cidade e arredores”, diz. Depois que ingressou na faculdade de Arquitetura, Patricia acabou definindo um estilo predominante nas criações: são pinturas acrílicas com um traço mais abstrato, geralmente em grandes dimen-

“Sempre que pinto, sinto que saio do meu corpo e vou para outro mundo explorar as cores“ sões – a maneira que encontrou de se expressar melhor. Muitos foram os artistas inspiradores para que a arquiteta encontrasse o seu estilo de criar. Entre eles, estão nomes como Paul Gauguin, Matisse, Cézanne, Monet, Pollock, Schiele e, principalmente, Van Gogh. Para a arquiteta, outra maneira mais prática de estar conectada com as artes é através da fotografia. Ela conta que sempre gostou de fotografar e, mesmo antes de existirem as máquinas digitais,

já registrava paisagens em sua mente. Alguns desses registros mentais são exteriorizados, inclusive, em suas telas. O gosto pela fotografia ficou ainda mais forte quando Patricia teve a sua primeira filha. Depois do nascimento de Laura, hoje com seis anos, a arquiteta sentiu a necessidade de registrar o seu crescimento e evolução. Além disso, o gosto pela pintura também está sendo aprendido pela pequena que, junto com a mãe, cria novas telas, muitas das quais fazem parte da decoração da casa. Como arquiteta e urbanista, a fotografia também se torna uma exigência da profissão, pois, em cada novo projeto é preciso registrar o andamento da obra e ela finalizada. Hoje, Patricia utiliza uma máquina digital semiprofissional. Para aumentar a qualidade das fotos, começou, inclusive, a fazer um curso na área. Enquanto isso, para treinar diferentes formas de olhar, ela tira fotos de seu filho Pedro, de um ano. “Particularmente, gosto muito do detalhe. Atualmente, tenho tirado umas fotos lindas do meu bebê, que tem sido meu modelo e minha inspiração. Com ele, tiro fotos espontâneas e com foco nos sorrisos, nas caretinhas e nos cabelinhos encaracolados”, diz.


BE NCH M A R K I N G

Diferencial nas vendas Estímulos sensoriais no varejo influenciam positivamente na hora de fidelizar clientes

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ada vez mais o varejo é reconhecido no cenário econômico do Brasil como o gerador do maior número de empregos formais no País. Com tanta concorrência, planejar e adequar o ambiente de acordo com o ramo de vendas é fundamental para o desenvolvimento de um bom negócio. Além disso, criar uma atmosfera que atraia o consumidor, através da utilização de elementos sensoriais, pode ser o diferencial na hora de fidelizar clientes. Um bom atendimento ao cliente é fundamental, mas a loja também pode trabalhar com elementos sensoriais, como cores, iluminação, música, aromas, texturas e sabores, de acordo com o ramo do mercado. Esses fatores podem ajudar na hora de se destacar frente à concorrência.

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Lojas que oferecem um ambiente adequado, utilizando diferentes elementos sensoriais, acabam vendendo mais e criam uma relação de afetividade com o consumidor. A iluminação, por exemplo, quando empregada para destacar determinado produto, faz com que ele seja analisado de forma mais atenta. Música no ambiente cria uma atmosfera agradável que pode influenciar positivamente o fluxo de pessoas e também o volume das vendas. Além desses, outro item muito empregado para dar aquele diferencial é o aroma. Essas substâncias liberadas no ar geralmente proporcionam sensações de tranquilidade, e também ajudam, de certa forma, a caracterizar a loja. Um ambiente de serviços adequadamente preparado com estímulos olfativos, além de influenciar a percepção dos consumi-

dores, assume um importante papel na tomada de decisão da compra. A Farmácia Biofórmula, por exemplo, desenvolveu uma essência exclusiva para o estabelecimento. De acordo com Rodrigo Michels Rocha, proprietário da farmácia, o objetivo é deixar o ambiente o mais agradável possível para o consumidor. “A essência fica em um dispositivo que a libera durante todo o tempo. Das pessoas que comentam sobre o aroma, 98% elogiam”, destaca. Rodrigo salienta que, com um ambiente mais agradável, as pessoas também acabam ficando mais tempo no local. “Trabalhamos com uma farmácia de manipulação e, de modo geral, as farmácias têm aquele estigma de que cheiram a remédio. As pessoas ficam até surpresas ao entrarem aqui e ter um aroma agradável no ar”, diz.

A Farmácia Biofórmula deixa o ambiente mais agradável para o consumidor


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AGRICULTURA E DEFESA CIVIL

PROTEÇÃO SOCIAL

COMBATE À SECA E PREVENÇÃO DE ENCHENTES

ERRADICAÇÃO DA EXTREMA POBREZA E QUALIFICAÇÃO PROFISSIONAL PARA INCLUSÃO SOCIAL

O Governo do Estado lançou o maior pacote de obras da nossa história. O Pacto por Santa Catarina. São mais de R$ 7 bilhões que já estão sendo investidos em pontos estratégicos, em todo o Estado, em todas as áreas. É um pacto para levar desenvolvimento para todos os catarinenses. É um pacto por nós. Por você. Um Pacto por Santa Catarina.


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Planejamento visual Assim como aspectos sensoriais são importantes, encontrar uma harmonização visual no estabelecimento também é fundamental. A correta disposição dos móveis e a decoração da loja ajudam na hora de se tornar referência para o cliente. Afinal, cada vez mais, os consumidores procuram experiência ao frequentarem determinado ambiente – e as empresas devem responder a isso, planejando e promovendo essas sensações. “Na Biofórmula estamos sempre investindo na decoração. Em datas especiais, como Páscoa, Dia das Mães etc., trabalhamos com uma decoração que remeta a essas ocasiões. Já quando não há nenhuma data especial próxima, procuramos tornar o ambiente um lugar harmônico, colocando flores, por exemplo”, salienta Rodrigo.

Uma atmosfera que atraia o consumidor, através da utilização de elementos sensoriais, pode ser o diferencial na hora de fidelizar clientes

Atendimento Tão fundamental quanto um ambiente agradável também é o bom atendimento. Não adianta ter uma loja impecável na decoração e com estímulos sensoriais se o consumidor não recebe um atendimento diferenciado. Hoje, o cuidado ao lidar com as pessoas é um dos segredos para o estabelecimento se tornar referência no mercado. Rodrigo diz que, além de manter o ambiente o mais agradável o possível para o cliente, é importante investir no bom atendimento. “Já que ninguém gosta de ter que ir a farmácias, procuramos conquistar o cliente com diferenciais no ambiente. Além disso, é muito importante priorizar a qualidade do atendimento aos consumidores – isso ajuda, e muito, a fidelizar novos clientes”, finaliza.

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B rangelina na taça Março foi o mês do lançamento do vinho produzido pelo casal mais badalado de Hollywood – Angelina Jolie e Brad Pitt. O rosé de intenso aroma floral, com notas de morango e framboesa foi desenvolvido em parceria com Marc Perrin, proprietário do Chateau Beaucastel. O vinho é chamado de Miraval, mas o rótulo apresenta os nomes Jolie-Pitt and Perrin. www.beaucastel.com

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I NS T I T U C I O NA L

Orientação

empresarial

Comdes sob

nova direção

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ais uma parceria entre ACIF e Sebrae/SC vai auxiliar micro, pequenos e até médios empreendedores a abrirem e gerirem seus negócios com excelência. É o Centro de Atendimentos Sebrae ao Empreendedor (Case), que a partir de abril vai funcionar em todas as unidades da Associação. O serviço será totalmente gratuito. “O objetivo é levar orientação empresarial para abertura, desenvolvimento e crescimento de um negócio”, explica Luciano Pinheiro, diretor Mercadológico da ACIF. De acordo com o diretor, “com os produtos e serviços da ACIF ofereceremos benefícios e uma rede de relacionamento, buscando o crescimento do associado ou potencial associado, e com os produtos e serviços do Sebrae, oferecemos orientação para a excelência na gestão da empresa”, diz. As orientações serão voltadas para elaboração do plano de negócios e em áreas como marketing, finanças, comercial, mercado, logística etc. Também haverá cursos e palestras, atendimento Atendimentos Case Sebrae do Micro Empreendedor Individual (MEI), entre outros. Segunda-feira - Regional Canasvieiras Os atendimentos do Case Terça-feira - Regional Continental serão realizados por um conQuarta-feira - Regional Lagoa sultor, um dia por semana em Quinta-feira - Regional Ingleses cada Regional ACIF, conforSexta-feira - Regional Sul me agendamento. 32

ACIF é a nova entidade coordenadora do Conselho Metropolitano para o Desenvolvimento da Grande Florianópolis (Comdes), que reúne mais de 30 instituições da região. A entidade comercial assumiu o comando do Conselho no início deste ano, no lugar da Associação FloripAmanhã, que esteve à frente do Comdes em 2012. A ACIF fica no posto até o final de 2013. A viabilização do Anel Viário da BR101 continuará sendo a prioridade do Comdes para este ano. Entre as principais metas estão o fortalecimento da atuação junto a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para o rápido início das obras na rodovia – o traçado foi definido no início do mês de março -, e encaminhamento de licenças. A mobilização para o Anel Viário também já conta com o apoio dos prefeitos da Grande Florianópolis. O presidente da ACIF, Doreni Caramori Jr., que também presidirá o Comdes, espera fortalecer ainda mais o Conselho e ampliar sua representatividade junto à sociedade e ao Poder Público. “A ACIF vai conduzir os trabalhos e colaborar proativamente, como é de sua característica, mas contamos novamente com o empenho das outras organizações parceiras. É esse somatório de forças e ideias que vai continuar gerando os resultados positivos que o Comdes tem alcançado nos últimos anos”, destaca Caramori Jr. Neste ano, o Comdes decidiu adotar o modelo de núcleos de trabalho, com temas específicos. Serão quatro grupos: mobilidade, saneamento básico, governança metropolitana e institucional. As primeiras reuniões com as entidades integrantes já foram realizadas em fevereiro, no dia 1º de março e 5 de abril. Ao todo, serão 11 encontros durante este ano.


Reconhecimento feminino

Destino Gastronômico

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Lorena Sotopietra Nolasco, Neide Shulter e Elizenia Prado Becker

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Câmara da Mulher Empresária da ACIF, mais uma vez, reconheceu mulheres com atuação de destaque nos Negócios, Terceiro Setor e Poder Público em Florianópolis. A terceira edição do Prêmio “Mulheres Que Fazem a Diferença” foi entregue, no dia 6 de março, em evento especial no Teatro Álvaro de Carvalho (TAC). Entre as vencedoras, Lorena Sotopietra Nolasco, empresária e diretora da Rede COC do Córrego Grande, na categoria Negócios; Neide Schulte, professora da Udesc e fundadora do Projeto Ecomoda, no Poder Público; e Zena Becker, presidente do FloripAmanhã, no Terceiro Setor. Além do troféu, cada uma recebeu uma joia da Bergerson Joalheiros e um book fotográfico da Studio A3 Fotografias. De acordo com a coordenadora da Câmara da Mulher Empresária, Fátima Caponi, o prêmio já se tornou referência na cidade. “DivulAs vencedoras por categoria gando e reconhecendo bons exemplos, contribuímos para Negócios que mais mulheres queiram 1º lugar - Lorena Sotopietra Nolasco desempenhar bons trabalhos 2ª lugar - Mari Ferraz e assim contar sua história”, 3º lugar - Adriana Krauss destaca a coordenadora. Ao todo, 32 candidatas Terceiro Setor concorreram à premiação: 19 1º lugar - Elizenia “Zena” Prado Becker no setor de Negócios, nove no 2º lugar - Telma Pereira Lenzi Terceiro Setor e quatro no Po3º lugar - Arlete das Graças Torri der Público. Os relatos de vida e trajetória profissional das Poder Público candidatas foram avaliados 1º lugar -Neide Schulte por três comissões julgadoras, 2º lugar - Salete Silva Sommariva uma para cada categoria, tota3º lugar - Eva Maria Seitz lizando 15 jurados.

elhorar a gestão e o atendimento dos negócios, promover parcerias e ações de marketing são as premissas do programa para criação, estruturação e qualificação de Vias Gastronômicas, desenvolvido pela ACIF, em parceria com o Sebrae/SC e Abrasel/SC. Lançado no dia 26 de fevereiro, com foco nas Vias Gastronômicas de Florianópolis, o programa pretende transformar a cidade no principal destino gastronômico do País. “É mais um produto turístico para a cidade, que vai atrair público o ano inteiro, movimentando a economia local. Os espaços serão pensados de forma conjunta e integrados com as belezas e a vocação de cada região. As ações serão voltadas para a excelência dos serviços e para destacar cada Via como rota de entretenimento e cultura”, explica o presidente da ACIF, Doreni Caramori Jr., destacando que o associativismo é que vai fortalecer o programa, auxiliando no crescimento, principalmente, dos pequenos e médios estabelecimentos. Durante os quatro anos do programa (até 2016), 260 negócios do segmento devem ser atendidos e usufruir dos R$ 1,6 milhão destinado pelas entidades. Deverão ser desenvolvidos pelo menos 10 roteiros gastronômicos na Capital. A Via de Coqueiros será o ponto de partida, mas também estão entre os selecionados para o programa grupos de empresários dos Ingleses, Cachoeira do Bom Jesus, Ribeirão da Ilha e Sambaqui. As Vias Gastronômicas de Santo Antônio de Lisboa e da Lagoa da Conceição também estão sendo prospectadas. 33


SOLUÇÕES EMPRESARIAIS

Crescimento profissional ACIF mantém convênio com centros de ensino e oferece descontos em cursos de graduação e pós-graduação

Nádia Schmitt, da Clínica Veterinária Pet House, já solicitou o benefício para o curso de Direito

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ferecer oportunidades de crescimento e aperfeiçoamento profissional aos associados e colaboradores é um dos focos da atuação da ACIF. Pensando nisso, a entidade mantém convênios com grandes centros de ensino como Senac Florianópolis, Ipog Santa Catarina e Centro Universitário Estácio, que oferecem descontos em cursos de graduação e pós-graduação para associados ACIF. “Estar preparado e preparar seus funcionários para o competitivo mercado de hoje não é mais um diferencial, é quase uma necessidade. Empresas atentas a novidades, que conhecem bem todos os aspectos de seu negócio e que contam com uma equipe prepa-

rada, estão um passo à frente de seus concorrentes”, explica Marília Augusto, gerente de Mercado da ACIF. No convênio da ACIF com o Centro Universitário Estácio há descontos de 20% em cursos de graduação, nas modalidades Bacharelado e Tecnológo (menos Fisioterapia matutino e cursos no período vespertino, com exceção da Psicologia); e para aulas presenciais e à distância da pós-graduação. O benefício vale para funcionários da entidade, associados e dependentes. Já a parceria com o Ipog oferece descontos de 22% para funcionários, associados e dependentes em todos os cursos do instituto de ensino. E no convênio firmado com o Senac, somente para funcionários e asso-

ciados, há redução de até 15% na mensalidade de qualquer curso da instituição. Na unidade Senac Florianópolis, mais de 90 cursos de capacitação estão à disposição dos alunos. Nadia Schmitt, da Clínica Veterinária Pet House, já solicitou o benefício junto ao Centro Universitário Estácio para o curso de Direito. “É ótimo, pois temos ensino de qualidade com custo reduzido ao alcance de todos”, diz. Para ser beneficiado, o aluno precisa apresentar junto às instituições de ensino uma declaração de associado da empresa ou outro documento que comprove seu vínculo com a ACIF (no caso de funcionários da Associação), que pode ser obtida na matriz ou nas regionais da entidade.

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criatividade na confecção de embalagens, cartões, molduras, entre outros pode ser colocada em prática na GM2 Papéis Especiais, loja que vende os mais diferentes tipos de papéis para o segmento gráfico, publicitário e Home Office. Lá podem ser encontradas variadas texturas, cores, gramaturas, recortes e formatos. Ao todo, são mais de 200 tipos disponíveis para pronta entrega. Em funcionamento há nove anos, a GM2 é a primeira distribuidora de papéis especiais em Florianópolis. “Nosso objetivo é ser referência em papéis para qualquer tipo de trabalho, tanto para quem deseja confeccionar uma luminária, como para quem vai fazer um relatório anual, um cartão de visita ou outro material corporativo”, explica Carla Timbó, proprietária da empresa. Na GM2, é possível adquirir os papéis no varejo e no atacado, em formatos gráficos e “cutsize” (cortado em

A4 ou A3). Também há uma linha de produtos como pastas, envelopes e papéis artesanais e produtos de papelaria. A loja ainda oferece atendimento personalizado aos clientes. “Pelo telefone ou pessoalmente auxiliamos quem tem dúvidas sobre qual o melhor material a ser utilizado e seu custo-benefício”, explica a proprietária.

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e nada adianta ter um excelente produto ou serviço se o público consumidor de uma empresa não sabe se eles existem. Ou pior, oferecer tal produto ou serviço ao consumidor ‘errado’, que não se encaixa no perfil da empresa, fazendo com que o empresário acredite que seu produto é um problema, quando na verdade está

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apenas mal posicionado. Para evitar este tipo de distorção na hora de expor um produto ou uma marca no mercado, entra ‘em cena’ o trabalho da Pronovo Soluções em Marketing. Com a Pronovo, que atua em toda Santa Catarina, com destaque para Florianópolis, empresas e profissionais autônomos podem traçar corretamente um plano de marketing e de comunicação, contratar pesquisas de mercado, avaliar seu serviço por meio de cliente oculto, criar e implementar programas de relacionamento com os clientes, analisar a atuação dos concorrentes, entre outros serviços. “É comum encontrar empresas com dificuldade em responder perguntas simples referentes a público-alvo, diferencial, satisfação dos clientes, entre outras questões fundamentais para o sucesso de qualquer empresa, independentemente do tamanho”, explica Marcela Viegas Graziano, proprietária da Pronovo. É aí, segundo ela, “que entra nosso trabalho, que é posicionar a empresa, o produto ou a marca; e criar estratégias inovadoras de marketing, de forma que o público alvo perceba que aquele produto ou marca foi feito pra ele, aumentando sua satisfação e, assim o resultado financeiro da empresa, que é nosso maior objetivo”, destaca.


Informação com confiança A empresa Gestão atua nos segmentos de Sistemas de Informação e Consultoria de Negócios

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istemas de informação, se bem implementados e utilizados adequadamente, fazem a diferença entre empresas que prevalecem e as que apenas sobrevivem. É nisso que a Gestão, empresa que atua nos segmentos de Sistemas de Informação e Consultoria de Negócios, acredita. “O negócio da Gestão é informação com confiança. A consultoria desenvolve um modelo adequado de gestão e os sistemas geram informação que garantem o sucesso de nossos clientes”, afirma Jorge Luiz Carlos Weiss, gerente Comercial da unidade de Palhoça. Estrategicamente instalada em Blumenau, Joinville, Palhoça e Taió, a Gestão adota um modelo de compartilhamento dos recursos entre as unidades para atender empresas da região Sul do País. Por meio da consultoria, procura fazer com que o conhecimento em sistemas, processos e pessoas permaneça na organização, seja de fácil acesso e disponível sempre que necessário. Já na área de sistemas de informação, oferece aos clientes o uso da capacidade plena dos sistemas que implementa.

“O know-how da Gestão é entender a necessidade de informação do empresário e estruturar os sistemas para atender a esta demanda. Somos homologados para vender, implantar e dar atendimento nos sistemas de Gestão Empresarial – ERP, Gestão de Pessoas, Acesso e Segurança e BI (Business Intelligence) da Senior Sistemas, uma das três maiores empresas de software do Brasil”, destaca Weiss.

Mais informações Gestão Contato: (48) 3093-1600 - Unidade Palhoça Na internet: www.gestao.com.br

Sustentabilidade no dia a dia Bonlogado Engenharia utiliza um aplicativo próprio durante a construção e pós-ocupação

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conceito de sustentabilidade já disseminado em vários setores empresariais, no segmento da construção civil é uma prática que merece cada vez mais atenção. Isso porque a quantidade de entulho gerado durante uma obra, além de gerar um gasto excedente, pode causar inúmeros danos ambientais. E essa é uma preocupação da Bonlogado Engenharia. Utilizando um aplicativo próprio, a empresa consegue representar gráfica, numérica e conceitualmente o desempenho funcional da habitação desde o projeto, evitando desperdícios e melhor aproveitamento dos espaços. “Muitas vezes, mesmo antes de ocupar a habitação, os futuros moradores já planejam possíveis ‘melhorias’. Isto desencadeia demolições e novas construções, que facilmente podem ser identificadas na fase de projeto”, explica Luiz Carlos Rifrano Leite, engenheiro civil e especialista em Ergonomia da Bonlogado. Segundo o engenheiro, “com nossos ajustes, um projeto social com 36 metros quadrados evitaria a produção potencial de mais de 330 mil toneladas de entulhos de demolições pós-ocupação”, exemplifica. O aplicativo rendeu a empresa o Prêmio Expressão de Ecologia, em 2009. Além de evitar desperdícios e entulhos ‘extras’ na fase do projeto, a ferramenta criada pela Bonlogado também pode ser utilizada durante a construção e a pós-ocupação. “Nesta última fase, avaliamos as condições de consumo coletivo dos espaços, que pode ser alterada sempre que se incorporam novos equipamentos ou modos de morar”, destaca Leite.

Mais informações Bonlogado Engenharia Contato: (48) 9962-3772 ou contato@bonlogado.com Na internet: www.bonlogado.com

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ARTIGO

Contratos built to suit Kelton Vinícius Aguiar Advogado da Aguiar & Costa Filho Advogados Associados

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ão é sempre que o empresário encontra um imóvel com as características necessárias para o bom desenvolvimento de sua atividade. Do mesmo modo, firmar um contrato de locação de um imóvel que necessita uma grande reforma, ou mesmo a construção, de acordo com as necessidades da empresa, torna-se desvantajoso, visto que a imobilização do ativo empresarial resultará no comprometimento do fluxo de caixa, bem como exigirá tempo e desviará o foco do empresário da sua atividade-fim (core business). No entanto, já existe uma solução adequada para tal necessidade. Largamente utilizado nos Estados Unidos e na Europa, o contrato built to suit, também conhecido como locação por encomenda, é uma modalidade contratual onde um investidor viabiliza um empreendimento imobiliário para um futuro usuário, o qual irá locar por um determinado prazo, garantindo o retorno do investimento realizado. Nessa modalidade contratual, o investidor procede à aquisição, construção ou substancial reforma de um bem imóvel, a fim de que o mesmo se ajuste às necessidades do locador, que nele instalará sua atividade. As necessidades podem ser livremente pactuadas, sendo elas as mais diversas: tipo de construção, tamanho, localização, prazo etc. Na prática, o futuro usuário espera que o investidor ofereça um 38

imóvel com base em um projeto voltado à sua ocupação, mediante um prazo e valor pré-determinado. O investidor, por outro lado, busca o retorno dos investimentos realizados no projeto e na execução, mediante a permanência do usuário por longo tempo. O prazo, regra geral, varia de 10 a 20 anos, tendo em vista que, se firmado em curto prazo, a modalidade não seria atrativa às empresas locatárias, pois despenderiam altíssimos valores na locação, comprometendo a própria atividade empresarial. Em dezembro de 2012 entrou em vigor uma lei dispondo sobre a matéria. A lei consignou, de forma clara, que poderão ser convencionadas livremente as cláusulas contratuais, sendo o contrato regido especificamente por elas. As únicas ressalvas foram relativas ao valor máximo da multa contratual, bem como na possibilidade de o locatário renunciar ao direito de revisar o valor do aluguel pactuado. Os contratos built to suit são, como a grande maioria dos contratos, instrumentos que devem prever as mais diversas obrigações, a fim de que, quando uma delas ocorra, já exista uma previsão consignada pelas partes, evitando a discussão acerca de quem deveria cumpri-la. Tendo em vista que a relação nessa modalidade contratual se dará por vários anos, uma análise apurada de profissionais qualificados e de confiança é de extrema importância para se garantir uma maior segurança ao contratar.

“O contrato built to suit, também conhecido como locação por encomenda, é uma modalidade contratual onde um investidor viabiliza um empreendimento imobiliário para um futuro usuário, o qual irá locar por um determinado prazo, garantindo o retorno do investimento realizado”


Líder Capital - Ed. 61  

Produzida pela Mundi para a Associação Empresarial de Florianópolis (ACIF).

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