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Ano 10 - Edição 117 Janeiro/2017

Investimentos Os segredos dos bons negócios

segurança e tecnologia Junior Souza destaca a importância dos lacres que garantem a autenticidade de roupas

Pedem Cadeia metalmecânica quer ser referência em pesquisa e inovação


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editorial

destaques da edição anterior

Começar de novo Começar um novo ano tem vários significados. O próprio ritmo desacelerado que se estabelece nas primeiras semanas de janeiro convida à reflexão. Planos e metas já estão traçados, mas a virada no calendário representa a hora de agir, de dar vazão às ideias e propostas para tornar 2017 melhor que o antecessor. Verdade que não será muito difícil superar 2016, um ano problemático, para dizer o mínimo. Assim, 2017 apresenta-se cercado de expectativas. Nossa economia vai reagir? Que desdobramentos ainda veremos no instável cenário político brasileiro? Prefeitos e vereadores, recém-empossados, contribuirão positivamente ou renderão outras tantas histórias como as que estamos (já quase) acostumados a ver? Difícil prever 2017. O governo federal situou a meta de inflação em torno de 4,5% para o ano que ora inicia, analistas indicam que as taxas de juros devem baixar, ou pelo menos deixar de subir. O mercado sugere que os investimentos devem ser retomados, sobretudo pela necessidade de os bancos voltarem a liberar crédito, ainda que de maneira mais criteriosa. Diante de tais perspectivas, surge uma pontinha de esperança e, com ela, a responsabilidade. Superar a retração de 2016 e voltar à ação em 2017 seria o melhor dos cenários, mas as regras do jogo mudaram e depois de duras lições, todos devemos ter aprendido um pouco. Para o segmento que o Secovi Blumenau e Região representa, o mercado imobiliário e de gestão condominial, 2016 foi um ano exigente. Novas estratégias precisaram ser pensadas, de olho na qualificação cada vez mais essencial para o bom andamento dos negócios. Os cursos e eventos promovidos ao longo do ano impactaram diretamente em mais de mil pessoas, ressoando nas empresas e alcançando o público final, encadeando a melhoria por todo o segmento. Para 2017, a estratégia é ampliar o foco, mas manter esta direção. E se 2017 começa convidando à ação, que sejamos corajosos para tomar as decisões necessárias e retomar o crescimento de nossas empresas, a partir da valorização e da profissionalização das pessoas que nos cercam. Difícil prever 2017, fácil sentir a necessidade de preservar o otimismo que um novo ano traz. Então, vamos ao que nos cabe: agir e torcer. Bem-vindo, 2017!

E se 2017 começa convidando à ação, que sejamos corajosos para tomar as decisões necessárias e retomar o crescimento

Sergio Cunha Presidente do Secovi Blumenau e Região

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“O objetivo é contribuir nos debates e na identificação de alternativas que permitam superar os desafios” Wagner Martos sobre o apoio do Núcleo Acib Consultoria às empresas associadas

“A E-goi oferece soluções dedicadas a grandes envios de campanhas de e-mail” Airton Hilário Schaefer sobre a plataforma de marketing multicanal da Trade Mídia

“Os ingredientes ‘novos e esquisitos’ resultam em pratos deliciosos que fazem bem” Karine Schlindwein sobre as receitas da gastronomia funcional do Âme Restaurante

“Responsabilidade social significa ter um ambiente de trabalho harmonioso e de boa estrutura” Edenilson Tambosi sobre o compromisso socioambiental da Tambosi Contadores

“A iniciativa busca arrecadar recursos e fomentar o mercado literário de Blumenau” Rafael Boskovic sobre a campanha Livro Amigo, desenvolvida em parceria com Rotary Club


sumário

Edição #117

Ricardo Silva/Photuspress

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Entrevista

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Setor estratégico

Analista de Investimento Celson Plácido ensina como aproveitar o momento para investir

Cadeia Eletrometalmecânica é responsável por mais de 10% das exportações de Blumenau

16 Tecnologia contra a pirataria

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Primeira empresa no sul do Brasil a produzir lacres que garantem a autenticidade de roupas, a Ecotag tornou-se referência no país

Artigo Juliana Albanez aborda a liderança da mulher no mercado de trabalho

expediente

Diretoria Acib: Presidente: Carlos Tavares D’Amaral, Vice-presidente: Avelino Lombardi, Diretor Administrativo e Financeiro: Manfredo Krieck, Diretor para Assuntos da Indústria: Hans Bethe, Diretor para Assuntos de Comércio e Turismo: Lothar Klemz, Diretor para Assuntos de Desenvolvimento e Planejamento Urbano: Paulo Henrique Herwig, Diretor para Assuntos de Prestação de Serviços: Nélio Abreu Neto, Diretora para Assuntos da Pequena e Micro Empresa: Paulo Kuroski, Diretor para Assuntos Comunitários: Renato Medeiros, Diretora de Núcleos: Maria Denise Ribeiro Ern, Diretor para Assuntos Ambientais e de Energia: Harold Danzberg, Diretor para Assuntos Internacionais: Rui Hansen, Diretora de Relações com Associados: Flavia Kurth, Diretor para Assuntos da Saúde: Guilherme De Toni, Diretor para Assuntos Tecnológicos e Inovação: Markus Blumenschein. Conselho Deliberativo: Alberto Stein, Claudete M. Wanderck, Eliezer da Silva Matos, Paulo Cesar Lopes, Haroldo PabstSérgio Ivan Margarida, Rui Altenburg, Sérgio José Tomio, Alberto Conrad Lowndes. Coordenadores de Núcleos: Academias: Simone Barreto (Planeta Corpo), Acib Jovem: Ana Bilbao (HI Soluções), Acib Mulher: Lilian Schneider Borges (W Borges), Agências de Viagens e Turismo: Diego Laurindo (Sky Tour), Automecânicas: Marcos dos Santos (Automecânica HFK), Comércio Exterior: Luciana Testoni (Senai), Consultoria e Treinamento Empresarial: Lauri Zen (Facilitação Treinamentos), Convergência Digital: Diego Tillmann (Zero Arts), Criação e Design: Maicon Albano (DK2A), Decoração: Cristiane Rutzen (Berlim Ambientes), Desenvolvimento Humano e Organizacional: Taíse Vieira (Taíse Vieira), E-Commerce: Túlio de Mello (Riffel), Emissoras de Rádio: Carlos Alberto Ross (Rede Fronteira de Comunicação), Escolas de Educação Profissional: Miriam Rosi Cardoso (Senai), Gestão Ambiental: Vanesa Pelenz Gruhs (Baumgarten Gráfica), Gestão da Qualidade: Patrícia de Freitas Fernandes Zorzi (Gestão Global), Imobiliário: Alessandro Stupp (Imóveis SC), Inovação: Ricardo Heidorn (Seekr), Mídia Exterior: Vilson Voigt (Bludoor), Responsabilidade Social: Leila Rosa (Cia Hering), Segurança e Saúde do Trabalho: Edson Galisa. Diretoria do Secovi: Presidente Soraia Vasselai, Vice-Presidente Roberto Sérgio Cunha, Diretor de Compra e Venda Carlos Alberto Teles Roesener, Diretor de Condomínios Tadeu Avi, Diretor de Locação Rogério Isnar Patrício, Diretora Secretária Rosemarie Doering Meinicke, Diretor Primeiro-Tesoureiro Ademar Klemz, Diretor Segundo-Tesoureiro Dionilto Bardini, Diretor Suplente Adilson Petry Conselheiro Fiscal: Carlos Martins, Daniel Alves Soares e José Airton Bendini. Suplentes: Rafael Doering Eschenbach, Alexandra Blaesing Beber e Rafael Roncaglio

Publisher: Niclas Mund Diagramação: Pedro P. F. Schmitt Comercial: Aharon Spiess Capa: Ricardo Silva/Photuspress Sugestão editorial

maurilio@mundieditora.com.br

Para anunciar

Ligue: (47) 3036.5659 comercial@mundieditora.com.br

Diretoria da Intersindical Patronal: Coordenador Osmar Ricardo Labes, Vice-Coordenador: João Carlos Müller Conselho editorial: Acib: Carlos Tavares D`Amaral, Charles Schwanke e Cristiane Soethe Zimmermann; Secovi: Soraia Vasselai e Alexandra Beber; Intersindical: Osmar Ricardo Labes; Mundi Editora: Maurílio de Carvalho e Niclas Mund

47 3035.5500 Rua Almirante Barroso, 712 CEP: 89.035-401 | Blumenau - SC mundieditora @mundieditora www.mundieditora.com.br

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mercado

Endividamento Pesquisa realizada pela Fecomércio mostra que o endividamento do catarinense subiu 1,5 pontos percentuais entre outubro e novembro. Na comparação anual, houve queda de 61,4% para 58,5%. Em novembro, o número de famílias com contas em atraso subiu para 18,6%, mas

o percentual daquelas que declararam sem condições de pagar a dívida caiu para 10,1%. A pesquisa aponta também que 64,1% das famílias com renda superior a dez salários mínimos e 58,5% das com renda inferior a 10 mínimos. estão endividadas.

Situação da família

Nov/15

Out/16

Nov/16

Total de endividadas

61,4%

57,0%

58,5%

Dívidas ou contas em atraso

20,4%

17,6%

18,6%

Não terão condições de pagar

11,3%

10,3%

10,1%

ISSQN O Sescon Blumenau propôs à Prefeitura adequações ao recadastramento do regime de tributação fixa do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza). O sindicato classificou de “inesperada” a Instrução Normativa 20, exigindo das empresas enquadradas no regime de tributação do ISSQN Fixo o recadastramento até o dia 6 de dezembro. Alega que, para fazer o recadastramento, é necessário acessar o sistema eletrônico da Prefeitura e “responder ao rol de perguntas”, que geraram por serem confusas e não específicas.

vendas de Natal As vendas de Natal de 2016 em Santa Catarina registraram retração de 3,14%, de acordo com dados divulgados pelo SPC-SC (Serviço de Proteção ao Crédito da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Santa Catarina). Para o presidente da FCDL, Ivan Tauffer, o “índice de confiança ainda está muito abaixo do necessário para que volte a comprar como em anos anteriores”. 8

Ganho de capital Desde 1ª de janeiro, está em vigor a lei que modifica as regras de cobrança do Imposto de Renda sobre o ganho de capital – acréscimos patrimoniais decorrentes de aquisições de ações, bens imóveis ou cotas de capital social, entre outras. A alíquota padrão que era de 15% vai oscilar de 15 a 22,5% de acordo com o volume financeiro envolvido. A lei incide sobre pessoas físicas e empresas tributadas pelo Simples Nacional nos casos de operações de alienação de bens e direitos do ativo não circulante.

Melhor para se trabalhar O Guia da revista “Você S/A” coloca a Coteminas entre as 150 “Melhores Empresas para Trabalhar”. Com Índice de Felicidade no Trabalho de 72,8%, a empresa destaca-se pelo ambiente de trabalho, “clima de coleguismo”, “respeito pelos funcionários” e “a proximidade com os executivos”. O Grupo Coteminas, com sede em Minas Gerais, tem fábrica em Blumenau, na Paraíba e Rio Grande do Norte, cinco unidades nos Estados Unidos e uma na Argentina, além de escritórios em Xangai (China).


mercado

Olimpíada do Conhecimento

O Senai de Santa Catarina ficou em terceiro lugar no ranking geral da Olimpíada do Conhecimento 2016 – torneio de educação profissional realizado em Brasília, reunindo mais de 1,2 mil es-

tudantes de todo o país. A entidade do Sistema Fiesc conquistou duas medalhas de ouro, seis de prata e três de bronze, nas competições que simularam situações reais da indústria e focaram

em competências profissionais e inovação. Mais de 20 estudantes, professores e pesquisadores do Senai e do Sesi catarinenses receberam algum tipo de premiação.

Diretor da Abcred O presidente da BluSol (Instituição Comunitária de Crédito Blumenau Solidariedade), Ido José Steiner, assumiu a diretoria-administrativa da Abcred (Associação Brasileira de En-

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tidades Operadoras de Microcrédito e Microfinanças). A escolha dos novos diretores da associação ocorreu em reunião extraordinária, realizada em Santo André (SP). Na oportunidade,

foram realizados workshops sobre microcrédito e autorregulação, além de definir o planejamento estratégico da instituição para os próximos cinco anos e um novo orçamento para 2017.


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agenda

Benefícios aos associados Produtos e serviços Secovi

- Negociações e celebrações de Convenções Coletivas de Trabalho; - Uniodonto (Plano dentário) - Medicina do Trabalho (Sindilojas); - Portal de Imóveis Secovi Brasil (Chave Fácil); - Colaboração com as autoridades federais, estaduais e municipais no estudo e na apresentação de soluções de problemas; - Envio periódico de todas as informações de interesses relacionadas ao setor; - Assessoria Jurídica; (Consulta) - Cursos e eventos para os profissionais do setor com desconto; - Disponibilização de dados da pesquisa referente ao mercado imobiliário no site do SECOVI; - Parceria SECOVI x CDL (para condomínios); - Disponibilidade da infraestrutura do SECOVI (sala de reunião, data show).

06/02

06/02

06/02

Curso Técnico em Modelagem do Vestuário Objetivo: capacitar o profissional para desenvolver e aplicar as bases de modelagem, confecção e avaliação de protótipos Data: 6/02 Horário: de segunda a quinta-feira, das 18h30 às 22h Local: Senai Blumenau e Indaial Duração: 3 semestres Mensalidade: R$ 380,00 Informações: 3321-9600 e 3281-6400 Curso Técnico em Manutenção Automotiva Objetivo: ensinar a executar diagnóstico de sistemas e componentes automotivos e a executar a desmontagem, manutenção e montagem de sistemas Data: 6/02 Horário: de segunda a quinta-feira, das 18h30 às 22h Local: Senai Blumenau Duração: 4 semestres Mensalidade: R$ 420,00 Informações: 3321-9600 Curso Técnico em Manutenção e Suporte em Informática Objetivo: capacitar para a montagem, instalação e configuração dos mais diversos equipamentos de informática, além de executar suporte em informática e consultoria Data: 6/02 Horário: de segunda a quinta-feira, das 18h30 às 22h Local: Senai Timbó Duração: 4 semestres Mensalidade: R$ 360,00 Informações: 3394-1716

Área da Saúde - Acib Cardioblu até 33% (conforme tabela) Cardioprime até 50% DentalPrev/DentalPlus a consultar Hospital do Pulmão 20% Pulmoclínica até 30% União Saúde 20% Uniodonto de SC a consultar Genolab Análise Genética 10% Informe-se 47 3326-1230 falecom@acib.net Cartão de benefícios Útil Alimentação Facilita a relação colaborador, empresa e comércio. Totalmente online, o sistema otimiza as operações de controle dos setores de RH e Financeiro, tornando a gestão de benefícios simples e ágil. Taxas, emissão e reemissão a custo zero. Informe-se 47 3326-1230 comercial@acib.net

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Curso de Idiomas Matrículas abertas em Blumenau e Timbó Informações: 3231-5258 Curso de Robótica Matriculas abertas em Blumenau e Timbó Informações: 3231-5258 Grupo de Emagrecimento Saudável In Company O trabalho desenvolvido em grupo e conta com o apoio de uma nutricionista, uma psicóloga e um educador físico Informações: 3231 5212 Sesi Clube de Verão Período: até 5 de março Horário: de terça a sexta, das 13h às 20h, sábados e domingos, das 9h às 20h Informações: 3231-5213 ou 3231-5212


entrevista Revista Empresário - O que o momento econômico influencia na escolha do investimento? Celson Plácido - A economia está em queda, sem perspectivas de crescimento. A taxa Selic mantém os juros reais muito altos, acima de 8%, quando deveria ser de 4 ou 5%. Nesse cenário, quem tem dinheiro para aplicar vai ganhar muito. A crise gera distorção social, essa é a grande verdade. Empreender no Brasil é complicado por conta da taxa de juros, mas investir não. Existem alguns investimentos interessantes, principalmente os pré-fixados em CDB, em taxas de juros e a própria NTN-B, título do governo atrelado à inflação, que está pagando uma taxa muito alta. Aproveitar o momento para investir é muito propício. Empresário – Quais as dicas que o senhor dá para quem quer investir no mercado? Celson Plácido

momento é propício para

investir

Em tempos bicudos como os atuais, em que a crise econômica persiste, saber analisar cenários permite escolher com mais segurança a melhor opção de investimento. O investidor está mais cauteloso, pois quer ter uma visão mais real da situação. Segundo o analista de Investimento Celson Plácido, entender a macroeconomia e como ela afeta os setores e as empresas é imprescindível para fazer bons investimentos. Formado em administração pela Universidade Federal Fluminense, Plácido atua no mercado financeiro há 17 anos. Começou fazendo auditoria interna no Banco Icatu e, mais tarde, foi para o setor de Investimentos. Sócio da XP Investimentos, é estrategista-chefe e responsável pela área de Análise. Fornece suporte ao investidor e o auxilia na tomada de decisão, a partir da análise das condições e do horizonte da economia e do balanço das empresas. No final do ano passado, Plácido fez palestra em Blumenau, abordando o cenário econômico e perspectivas, evento promovido pela Patrimono, com apoio da Acib e da XP Investimentos. Explicou a influência dos principais indicadores econômicos, como câmbio, inflação, desemprego e PIB, na avaliação dos riscos e ajudou a entender melhor o processo de investimentos. Para falar um pouco mais sobre o assunto, Celson Plácido concedeu a seguinte entrevista:

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Plácido - Para um perfil conservador, CDBs pré-fixados, usando o limite máximo do Fundo Garantidor de Crédito, de R$ 250 mil, títulos do Tesouro Nacional, atrelados à inflação e uma pequena parcela em fundos multimercados. E evitar a caderneta de poupança. Para o perfil mais moderado agressivo e agressivo, um percentual em bolsa, sem olhar para o índice Bovespa, mas para alguns ativos, setor financeiro, que tendem a beneficiar esse cenário. Empresário - Como avaliar a empresa em que se pretende investir e o melhor momento? Plácido - É preciso avaliar o setor em que ela está inserida e os resultados operacionais, principalmente, pensando em longo prazo. O melhor momento é quando o mercado demonstra estar avaliando mal a empresa e as ações ficam com preços baixos em relação aos resultados que a empresa pode obter. Empresário - Dólar e bolsa de valores são boas opções de investimentos? Plácido - Dólar não pode ser visto como investimento, mas sim como proteção para pessoas e empresas que negociam na moeda. Portanto, quem tem custo em dólar, precisa desse tipo de proteção. Existem investimentos que são títulos de empresas brasileiras que remuneram em dólar. Não tem essa de comprar dólar e deixar em casa. Já a bolsa de valores é uma boa opção, mas é preciso cautela, pois não são todos os setores da economia que estão com bons resultados. É preciso avaliar as empresas e os setores para essa tomada de decisão.


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capa

Tecnologia a serviço da autenticidade Ecotag Solução em Segurança de Produto é a primeira empresa no sul do Brasil a produzir lacres que impedem a pirataria e ilegalidade

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maioria dos consumidores desconhece os caminhos percorridos pelos produtos do vestuário, desde a fabricação até chegar às lojas. Sabe-se, porém que existe muita falsificação, principalmente das marcas mais famosas. Para combater a pirataria e garantir que os clientes adquiram peças realmente autênticas, criouse os lacres de segurança personalizados para roupas. É isso que a Ecotag Solução em Segurança de Produto faz, tornando-se referência quando se trata de garantir a 16

autenticidade de roupas. A fabricação de produtos do vestuário exige criatividade, inovação e muito trabalho e dedicação, desde a pesquisa, passando pela modelagem, até a confecção em si. E nada mais importante do que proteger todo o processo, inclusive os direitos autorais e intelectuais. “Nosso compromisso é com a segurança. Por isso trabalhamos com tecnologia de ponta, o tipo da fita e o processo usados são robotizados, garantindo a autenticidade dos produtos”, conta o diretor da empresa, Junior Souza,

lembrando que o combate à falsificação sempre foi uma das maiores preocupações das empresas. Segundo ele, diferente da maioria das empresas, que importa os lacres, a Ecotag produz as próprias peças. Dados do Fórum Nacional Contra a Pirataria e Ilegalidade mostram que, entre 2012 e 2015, o Brasil registrou perdas de R$ 115,6 bilhões – metade do PIB de Santa Catarina – em piratarias, contrabando e sonegações. Números referentes apenas aos setores do vestuário, cigarros e TV por assinatura.


Compromisso com a sustentabilidade Após duplicar a capacidade produtiva, a Ecotag investiu na verticalização do processo, com a produção interna das ferramentas utilizadas para a produção, com máquinas próprias que garantem mais agilidade aos clientes. Segundo o diretor da empresa, Junior Souza, os investimentos são fruto da demanda do mercado por produtos nacionais e sustentáveis. “Quando se compra de um fabricante nacional, além do dinamismo das operações, o cliente fica mais seguro em relação à credibilidade do fornecedor. Isso tem aumentado a procura pela Ecotag”, destaca, informando que todos os resíduos dos lacres são triturados e tornam-se matéria-prima outra vez e das linhas que sobram são produzidas almofadas.

A renda obtida com a venda das almofadas é revertida para o projeto de ensino do empreendedorismo nas escolas. Assegura que a Ecotag mantém uma cultura sustentável bem disseminada. “Queremos satisfazer as necessidades do presente sem comprometer o futuro”, completa, informando que a produção usa materiais reciclados em mais de 75% dos processos e a empresa adota móveis com a reutilização de paletes. Recentemente a empresa também fechou parceria com o Instituto do Bordado Filé de Alagoas (Inbordal) e está enviando lacres para as bordadeiras do Estado. O bordado filé é uma especialidade daquela região considerada Patrimônio Imaterial de Alagoas e tem registro de indicação geográfica do Inpi.

PESQUISA O diretor lembra que o lacre, de tecnologia de produção bastante específica, era fabricado apenas na Ásia. Então foi à China e descobriu que, não só a segurança na produção era mínima, mas também as condições da produção não estavam alinhadas com o que muitas empresas brasileiras desejavam social e ambientalmente.

Das pesquisas surgiu, em 2015, a Ecotag, a primeira empresa a produzir lacres de autenticidade no sul do Brasil. Atualmente, fabrica aproximadamente 7 milhões de lacres/mês na unidade de Blumenau. “São fabricados em uma estrutura robotizada que foi recentemente ampliada e caminha para o modelo de indústria 4.0”, garante Junior Souza. 17


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O futuro Apesar da crise econômica, Junior Souza aposta num cenário promissor para os próximos anos, já que a Ecotag é voltada para o mercado da confecção, atendendo aproximadamente 300 marcas. “Outros

setores como de cama, mesa e banho e de audiovisual devem entrar no radar da empresa. Eles também têm muitos problemas com a pirataria, por isso vamos atuar mais próximo", revela.

Reconhecimento nacional Apesar do pouco tempo de atividade, a Ecotag desponta no cenário nacional como uma empresa inovadora. No ano passado, foi classificada entre um dos finalistas da InovAtiva Brasil. O programa é uma realização do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que acelera em larga escala negócios inovadores de qualquer setor ou lugar do país.

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"Protegemos as marcas dos clientes com uma produção brasileira, sustentável e com segurança. Caminhamos para um processo totalmente verticalizado, atuando desde o ferramental até a ressignificação do resíduo. Não temos nenhuma margem para que os falsários comprem os lacres da marca que falsificam", garante Junior Souza.

Apesar do pouco tempo de atividade, a Ecotag desponta no cenário nacional como uma empresa inovadora


Pedem

Base de apoio e

modernização Cadeia Eletrometalmecânica tem como proposta ser referência internacional em pesquisa, desenvolvimento e inovação

U

m dos cinco eixos estratégicos definidos pelo Pedem (Plano Estratégico de Desenvolvimento Econômico Municipal de Blumenau), a cadeia Eletrometalmecânica é responsável por mais de 10% das exportações do município, com destaque para os produtos ligados ao setor elétrico. É base de apoio e modernização de diversas atividades econômicas da cidade. Por requerer investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento

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para se manter competitivo no mercado, o setor é o que mais sente os efeitos de crises econômicas e é impactado por constantes inovações. Diante do cenário desafiador, a cadeia definiu alguns pontos que devem ser desenvolvidos até 2030. “É um setor estratégico no desenvolvimento das demais atividades econômicas de Blumenau, pois por meio de novas máquinas, insumos, ferramentas e inovação tecnológica aplicada alcançamos uma economia mais moderna e dinâmica”, enaltece o presidente do

Simmmeb, Hans Bethe”, afirmando que a inclusão do setor Eletrometalmecânico no Pedem comprova a força e o crescimento no município. A visão de futuro da cadeia é ser referência internacional em pesquisa, desenvolvimento e inovação. Também na melhoria de processos, fabricação de novos produtos, instrumentos, máquinas e equipamentos de tecnologia agregada, para diversos setores e alavancadora de atividades socioeconômicas estratégicas para o Blumenau e região.


Estratégias para alcançar as visões de futuro

• Criar arranjo produtivo local para o setor • Aproximar universidades do setor produtivo • Maior integração entre os setores produtivos • Agilidade e padronização na regulamentação de licenças e certificados

o setor As indústrias eletrometalmecânicas abrangem os subsetores metalúrgico, mecânico, material elétrico e de comunicação. Englobam tanto à produção e à transformação de metais, destacando-se os produtores de bens e serviços intermediários, como fundições, forjarias, oficinas de corte, como também os produtores de bens finais, como os eletrodomésticos, equipamentos, maquinarias, veículos e

material de transporte. “As empresas com maior participação no VAF (Valor Adicionado Fiscal) e ISS são as de fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos que contribuem com 40% do VAF e 78% do ISS do setor. São em 54 no município e juntas empregam 2.581 pessoas”, informa o secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcos Ruediger

Para fortalecer a economia O Pedem é um projeto da Prefeitura que tem como objetivo identificar e planejar eixos estratégicos que promovam o desenvolvimento econômico sustentável de Blumenau e a melhoria da qualidade de vida da população. Foi Elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, com o suporte técnico do Sebrae, que fez um diagnóstico preliminar do perfil econômico da cidade. Também contou com o apoio do Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social. Envolveu o Poder Público, entidades de empresariais e de

classe e universidades. Lançado em meados de fevereiro, o programa foi entregue à comunidade no dia 16 de maio. Os fatores considerados mais críticos ao desenvolvimento da indústria eletrometalmecânica em Blumenau foram: infraestrutura para produção e escoamento e o desafio de aproximar mais o setor produtivo das universidades. Para o próximo ano, o Simmmeb pretende avançar nas discussões e construções de politicas que possam auxiliar no crescimento do setor Eletrometal-mecânico em Blumenau.

• Disponibilizar cursos de mestrado e doutorado focado no setor • Agregar valor à indústria explorando a cultura local • Qualificação do empresário • Desenvolver a cultura bilíngue • Estruturação dos distritos industriais • Criação de linhas de fomento • Criação de estrutura logística para escoamento do setor • Finalização da duplicação da BR-470 no trecho de Blumenau • Criação de comitê fiscalizador

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é notícia acib.net

Núcleo de Rádios recebe prefeito Napoleão Bernardes Divulgação

Prefeito reeleito Napoleão Bernardes falou sobre nova gestão ao Núcleo de Emissoras de Rádio da Acib.

O Núcleo de Emissoras de Rádio da Acib se reuniu com o prefeito reeleito Napoleão Bernardes em dezembro, para falar sobre a nova gestão. Também estiveram presentes o vice-prefeito eleito, Mário Hildebrandt, e o secretário de Comunicação, Marcelo Althoff. O prefeito falou das ações de transparência implantadas no seu governo e na campanha eleitoral e reconheceu que o rádio, como veículo, é um instrumento de utilidade pública, porque é onde a informação é transmitida em tempo real, com dinamismo. “Em muitos casos, o rádio é o único veículo que chega à população, sobretudo em momentos delicados como nas catástrofes climáticas. Por isso temos uma ligação estreita com as rádios e queremos avançar em termos de entrosamento e integração”, apontou.

Napoleão citou que a gestão passada foi difícil porque em razão da instabilidade econômica e política do país, mas citou diversos avanços em questões sociais e de infraestrutura no município. Segundo ele, as projeções apontam para um segundo semestre de 2017 mais otimista. Porém, a principal fonte de receitas da Prefeitura é o recolhimento do ICMS, tendo como base a média dos últimos dois anos. O vice-prefeito eleito, Mário Hildebrandt, ratificou a importância do rádio como veículo de comunicação e agradeceu pelo espaço aberto e pelo tratamento que os candidatos tiveram durante a campanha eleitoral. Os representantes das emissoras de rádio expuseram questões relacionadas à divulgação e deram sugestões para a próxima gestão.

acesse: acib.net 22

NOVOS ASSOCIADOS HIRE APP (47) 3234 0227 www.hireapp.com.br MARTINS & REIS (47) 99951-3161

Entra 21 Os diretores da Acib Charles Schwanke e Markus Blumenschein estiveram reunidos com o secretário de Estado da Casa Civil, Nelson Serpa, em Florianópolis, no final do ano passado, para pleitear a manutenção de recursos financeiros para garantir a continuidade do Programa Entra 21 em 2017. Neste ano, o Governo do Estado aportou R$ 600 mil e a expectativa é de que no próximo ano sejam destinados R$ 800 mil. A resposta do secretário foi positiva quanto à participação do Governo do Estado no programa, porém, Serpa afirmou que o valor será confirmado apenas na segunda quinzena de janeiro.

Relações Internacionais Em dezembro, o Núcleo de Relações Internacionais da Acib recebeu o Núcleo do mesmo setor da Acij - Associação Empresarial de Joinville. Na reunião, foram apresentados os trabalhos de 2016 e cases de sucesso de empresas nucleadas. Pela Acib, foi apresentado o case da UP Comex, empresa instalada em Blumenau, que destacou o associativismo como uma premissa para o sucesso das empresas. Pelo Núcleo de Relações Internacionais da ACIJ, a empresa Eurosonics, de Joinville, instalada no Perini Business Park, falou sobre o novo trabalho desenvolvido de logística integrada, um sucesso em pouco tempo de aplicação.


é notícia

intersindicalpatronal.com.br

Sintex debate mudanças no comércio exterior com a China Divulgação

Sintex (Sindicato das Indústrias de Fiação, Tecelagem e do Vestuário de Blumenau) participou, em dezembro, do seminário que discutiu as mudanças nas regras de comércio exterior da china. Promovido pela Fiesc, o evento abordou a prescrição de um dispositivo de prevenção ao dumping existente no Protocolo de Acessão da China à OMC (Organização Mundial de Comércio) pode ter reflexos no comércio internacional do Brasil e dos demais países. As mudanças envolvem o reconhecimento da China como economia de mercado – o que significa que as investigações de casos de práticas desleais de exportadores daquele país sejam tratadas da mesma maneira que as de outros países –, além da inversão do ônus da prova (até aqui cabia à parte chinesa e

agora passa a ser do acusador). “O governo brasileiro ainda não sinalizou que medidas adotará; é uma questão de sensibilidade extrema, porque a China é o principal parceiro econômico do Brasil”, destaca a presidente da Câmara de Comércio Exterior da Fiesc, Maria Teresa Bustamante. O presidente do Sintex, Ulrich Kuhn, informou que tanto a federação quanto a CNI (Confederação Nacional da Indústria) defendem, com o governo, que sejam buscadas medidas de manutenção das regras atuais. O ponto central do debate está na forma de constatação do dumping, que é a venda de produtos ao exterior a preços menores que os praticados no mercado doméstico, prejudicando a concorrência. “As mudança nas regras de comércio exterior da China preocupam a indústria”, admite Kuhn.

1º Beer Break supera as expectativas O Simmmeb, em parceria com a Faculdade Épica e Escola Superior de Cerveja e Malte de Blumenau, realizou em dezembro, o 1º Beer Break. O objetivo foi apresentar o crescimento do mercado cervejeiro e as oportunidades de negócios que o setor pode oferecer às indústrias metalmecânicas. Todas as 40 vagas disponibilizadas para os associados foram preenchidas, superando as expectativas. O Simmmeb já estuda realizar o 2º Beer Breack no primeiro semestre deste ano. “Um mercado que cresce mais de 20% ao ano, movimenta bilhões de Reais no Brasil e que tem grande potencial de negócios pode ser melhor explorado pelas indústrias”, diz o presidente do Simmmeb,Hans Bethe.

7ª TMT SC tem 80% das vagas preenchidas Mais de 80% das vagas para a 7ª edição da TMT SC (Turnê do Mercado Têxtil Santa Catarina) já foram preenchidas. O evento, que será realizado entre os dias 6 e 10 de fevereiro, nos showrooms das indústrias que integram o projeto, tem como objetivo de aproximar as empresas têxteis de Blumenau e região dos respectivos clientes. A TMT SC vai reunir representantes de grandes lojas e redes de varejo nacionais em visitas às empresas Atlântica, Bella Janela, Bouton, Buddemeyer, Copa&Cia, Fibrasca, Hedrons, Karsten, Lepper e Teka. Oportunidade para apresentar os lançamentos, o processo produtivo e promover um ambiente propício à realização de negócios.

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é notícia

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Mercado imobiliário aposta na retomada de crescimento em 2017

O Brasil espera a retomada do crescimento econômico como consequência de um novo cenário político, se não federal, mas que se estabelece com a posse de novos prefeitos e vereadores. Alguns fatores indicam possibilidades concretas de que essa expectativa venha a ser realidade, entre eles as projeções do Banco Central em relação ao PIB e à inflação. De 10,7% de inflação em 2015, o país deve fechar 2016 com índice próximo de 7,2% e a projeção para 2017 é de 5,07%. Acima da meta estabelecida pelo governo de 4,5%, mas sensivelmente melhor. Também de acordo com o Banco Central, publicado no Relatório Trimestral de Inflação, o PIB brasileiro deve crescer 1,3% em 2017. A previsão do FMI é menos otimista e situa o avanço do PIB em 0,5%, mas melhor que a projeção de

crescimento do Fundo para 2015 e 2016, que foi nula. As taxas de juros também devem se situar em patamares mais atrativos e, para 2017, a estimativa é de juros em torno de 11%. “Taxas mais atraentes impulsionam o consumo das famílias e injetam capital nas empresas, duas condições importantes para aquecer o mercado imobiliário”, avalia o presidente do Secovi Blumenau e Região, Sergio Cunha. A melhora dos índices de inflação e a redução da inadimplência também contribuem com o mercado imobiliário, na avaliação do presidente. “Sobretudo pelo novo cenário político que viveremos, 2017 tende a representar uma boa oportunidade para a retomada do crescimento e o mercado imobiliário precisa estar atento às oportunidades e, sobretudo, otimista”, observa Cunha.

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CONTRIBUIÇÃO SINDICAL A Contribuição Sindical deve ser recolhida anualmente, em janeiro, por todos aqueles que participam de uma categoria econômica ou profissional, ou de uma profissão liberal, independentemente de serem ou não associados a um sindicato. Está prevista nos artigos 578 a 591 da CLT, a Consolidação das Leis do Trabalho. O valor recolhido é calculado de acordo com o capital social da empresa. O arrecadado é distribuído, também na forma da lei, aos sindicatos, federações, confederações e à conta especial emprego e salário, administrada pelo Ministério do Trabalho e Emprego e que integra o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador).

OBJETIVOS e BENEFÍCIOS O objetivo da contribuição é o custear as atividades sindicais. “A contribuição sindical é essencial, pois permite que sejam realizadas atividades em prol do crescimento e da sustentabilidade do setor, promovendo melhorias e benefícios que impactam em toda a economia”, destaca o presidente do Secovi de Blumenau, Sergio Cunha. As guias para o recolhimento da contribuição foram encaminhadas às empresas e condomínios representados pelo sindicato na sua base territorial, formada pelos municípios de Blumenau, Gaspar, Pomerode, Indaial, Timbó, Apiúna, Ascurra, Benedito Novo e Rio dos Cedros, Rodeio e Ilhota.


Alternativo

A procura por energias renováveis Domus Solar desenvolve sistemas fotovoltaicos capazes de converter energia do sol em elétrica, utilizada para o consumo instantâneo

O

sol é uma fonte inesgotável de energia, mas ainda pouco explorada pela maioria dos países. O Brasil é ainda mais privilegiando, com altos índices de irradiação solar durante todas as estações do ano. Em Santa Catarina, por exemplo, os índices de irradiação são, em média, 30% maiores do que na Alemanha. Para aproveitar todo esse potencial energético, a Domus Solar tem desenvolvido sistemas fotovoltaicos capazes de converter energia irradiada pelo sol em elétrica, utilizada para o consumo instantâneo. O diretor da empresa, engenheiro eletricista Mathias Kremer, garante que o sistema é uma tecnologia

“madura” e confiável. “Já é empregada na Europa há mais de uma década e os Estados Unidos, Canadá e Austrália também vêm investindo no uso dessa energia”, ressalta. Segundo Kremer, uma das principais vantagens da geração de energia fotovoltaica é que permite ao consumidor produzir a própria eletricidade, reduzindo o valor da fatura de energia elétrica. Informa que com o dimensionamento do sistema para atender todo o consumo médio de energia, é possível reduzir o valor da conta em até 95%. “Nesses casos, o consumidor passa a pagar apenas pela chamada taxa mínima. Além disso, o sistema tem outros benefícios, entre eles o de não gerar danos ambientais”, completa.

Utilização A implantação do sistema ainda contribui para redução de outras fontes de energia, como carvão e petróleo. Pode ser utilizado em residências, comércios, indústrias e até mesmo em usinas de grande porte. O engenheiro eletricista lembra que o sistema fotovoltaico funciona também em dias nublados. “Ele capta toda a radiação solar, que é capaz de ultrapassar as nuvens em dias chuvosos e nublados. O volume gerado é diretamente proporcional à intensidade da luz que os painéis recebem, sendo que em dias claros a geração será maior do que nos dias nublados”, explica. A blumenauense Domus Solar, fundada em 2013, atua desde 2015 com Engenharia Elétrica e energia solar fotovoltaica. Por ano, a empresa instala aproximadamente cinco sistemas fotovoltaicos. “No último semestre, a procura pelo sistema cresceu 40%”, informa Kremer.

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artigo

Seja na mídia, no trabalho, em todos os lugares, nunca tivemos tantas mulheres em posições e lugares de destaque e evidência. Nossa época é um marco na história feminina, afinal, pela primeira vez as mulheres não são criadas apenas para se casar e serem mães. Se por um lado já tivemos aquele estereótipo da mulher de avental e bobes no cabelo que aguardava o marido com bolo no forno e jantar na mesa, hoje temos muitas vezes o outro extremo, mulheres exageradamente autoritárias, que resolvem seus conflitos no grito, que batem na mesa e que se vestem como homens. Não se pode negar que ainda se espera de uma mulher um comportamento mais brando e conciliador. Quando um homem assume um comportamento mais agressivo em sua equipe, para muitos é considerado normal, como parte da essência masculina. A mulher, que deveria ser mais sentimental e carismática, causa estranhamento quando assume uma “postura inesperada”. Mas como funciona a liderança entre homens e mulheres? Será que somos mesmo tão diferentes?

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Estados emocionais são incontroláveis e não mudam. O que muda é a forma com que isso se externa. E é aí que mora a diferença. Nós, mulheres, lidamos com emoções de forma bem diferente. Temos uma preocupação maior em harmonizar e acolher pessoas e ambientes pela sensibilidade. Percebemos logo que existe algo estranho no ar. Talvez por necessidade de tomar decisões seguras, também ouvimos mais. E nossa vida e corpo que vivem em constante mudança, nos fazem mais adaptáveis! Mas nem tudo são flores. Por mais que nossa realidade seja melhor do que a de nossas mães e avós, ainda temos muito que caminhar. O primeiro passo é desmistificar a mulher que precisa agir como homem para ser respeitada ou ter autoridade. Felizmente, cada vez mais o olhar feminino dá o tom nas organizações. Outro caminho pode ser a democratização das tarefas do cotidiano. Homens, maridos e filhos podem arrumar a casa e lavar roupas, ao passo que mulheres podem lavar carros e trocar a lâmpada.

Divulgação

Por que ter uma mulher na liderança? Juliana Albanez Personal & Professional Coach

Nossa realidade é melhor que a de nossas mães e avós, mais ainda temos muito que caminhar


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Edição 117 - Janeiro

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