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Ano 3 nº 37 MAIO 2010 R$ 8,90

de bem com a natureza Desde 2006, a Fujiro Ecotêxtil já foi responsável pela retirada de 1,5 milhão de garrafas PET do meio ambiente

A empresa fundada por Ana Paula e Bruno Sedrez cresceu 75% em 2009

Indústria criativa Belli Studio ganha espaço no mercado de animações

contabilidade: Daniela Zimmermann Schmitt assume presidência do Sescon


EDITORIAL

A importância da conciliação Banco de imagem

Os empregados e os empresários do comércio de Blumenau dispõem, há 10 anos, de uma ferramenta moderna para amenizar e solucionar conflitos. Há uma década, os Sindicatos Patronal e Laboral investiram, através de conciliadores voluntários, no atendimento das partes na avaliação de prováveis conflitos. A Concilia é um espaço que tem como objetivo agilizar todos os tipos de conflitos entre o setor laboral e o patronal. Na prática, no relacionamento trabalhista, é comum permanecerem pendências a serem negociadas. Na Concilia, de imediato, as partes se entendem evitando demandas judiciais. O funcionário sai satisfeito, dentro do que é considerado justo e os empregadores evitam demandas altamente desgastantes e financeiramente penosas. Nas sessões de conciliação, o acerto é feito de forma rápida, prática e a decisão é definitiva para aqueles itens acordados. É uma prática vista com vantagens pelo Poder Judiciário, pois são assuntos cujo valor inviabiliza até a contratação de advogados. A experiência é um sucesso, foi orientada por competentes juízes, entre eles, o Dr. Leiria, e Blumenau, novamente, demonstra maturidade ao lidar com os assuntos na relação Capital-Trabalho. Ao completar 10 anos, a Concilia agradece a todos que participaram ou participam direta ou indiretamente, notadamente ao setor laboral do comércio, cuja maturidade e correção de atitudes tem contribuído no desenvolvimento social e econômico do setor terciário da economia. Com esta comemoração, o Sindilojas e o Sindicato dos Trabalhadores do Comércio deixam para a história do Judiciário catarinense e, principalmente da região, um exemplo de relacionamento saudável, civilizado e que faz crescer a economia como um todo.

Marco Aurélio Hirt Presidente do Sindilojas 4


SUMÁRIO

Divulgação

Divulgação

JOVEM EXECUTIVO BLUMENAUENSE COORDENA O CADE José Antonio Batista de Moura Ziebarth fala sobre a defesa da livre concorrência no Brasil

Daniel Zimmermann

8 natura é exemplo em sustentabilidade

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BELLI SE CONSOLIDA COMO ESTÚDIO DE ANIMAÇÃO

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Empresa fundada por Rubens e Aline Belli iniciou atuação em 1999 produzindo ilustrações para livros

Empresárias da Acib conheceram os programas mantidos pela empresa paulista de cosméticos

18 Os projetos do Conselho Municipal de Turismo 22 Núcleo setorial reúne lojas de decoração 24 Sescon Blumenau empossa nova diretoria 26 Cooper reinaugura loja do Bairro Água Verde 30 O que muda com o Empreendedor Individual 32 Comércio elege rainha

36 Balanço de Páscoa 40 Acib é notícia 44 CDL é notícia 46 Sindilojas é notícia 48 Memória

EDITOR-EXECUTIVO Sidnei dos Santos - 1198 JP (MTb/SC) - sidnei@mundieditora.com.br EDITORA-ASSISTENTE Gisele Scopel - 02807 JP (MTb/SC) - gisele@mundieditora.com.br REPÓRTERES Beatriz Alves Gaviolli, Jean Laurindo e Mariana Tordivelli; Cristiane Soethe Zimmermann e Juliana Pfau (Institucional) GERENTE DE ARTE E DESENVOLVIMENTO Rui Rodolfo Stüpp - rui@mundieditora.com.br FOTO DE CAPA Alexandre Eggert/Digital Plus EDITORA-CHEFE Danielle Fuchs - danielle@mundieditora.com.br COORDENADOR COMERCIAL Eduardo Bellidio - 47 3035.5500 GERENTE-GERAL COMERCIAL Denilson Mezzadri - 47 3035.5500 denilson@mundieditora.com.br DIRETOR-EXECUTIVO Niclas Mund - niclas@mundieditora.com.br TIRAGEM 4.000 exemplares

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Alexandre Eggert/Digital Plus/Especial Mundi Editora

PRODUÇÃO DE BEM COM A NATUREZA Fujiro Ecotêxtil, de Ana Paula e Bruno Sedrez, fabrica camisetas e bolsas a partir de fios produzidos de garrafas PET recicladas

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Conselho Editorial Acib: Ronaldo Baumgarten Junior, Carlos Tavares D’Amaral, Cristiane Soethe Zimmermann, Charles Schwanke, Solange Rejane Schröder e Rubens Olbrisch CDL: José Geraldo Pfau, Paulo Cesar Lopes, Jorge Luiz Caresia e Ana Paula Ruschel Sindilojas: Márcio Rodrigues, Marco Aurélio Hirt, Rui Felsky e Juliana Pfau

Rua Ingo Hering, 20 – 8º andar CEP: 89010-205 Blumenau – SC 47 3326.1230 www.acib.net

Alameda Rio Branco, 165 CEP: 89010-300 Blumenau - SC 47 3221-5735 www.cdlblumenau.com.br

Alameda Rio Branco, 165 CEP: 89010-300 Blumenau-SC 47 3221 5750 www.sindilojasblumenau.com.br

Mundi Editora: Sidnei dos Santos e Danielle Fuchs

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Entrevista Divulgação

José Antonio Batista de

Moura Ziebarth

O blumenauense José Antonio Batista de Moura Ziebarth é coordenador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autoridade máxima em defesa da concorrência no Brasil. Aos 25 anos, Ziebarth é o mais jovem coordenador da história do Cade, órgão para a qual foi nomeado em dezembro de 2008. Ziebarth zela pela análise de fusões e práticas anticompetitivas de empresas no Brasil e chefia mais de 50 servidores 8

do órgão, sendo, dentre outras funções, o responsável pela elaboração dos pareceres que auxiliam os votos do presidente do Cade, Arthur Badin. Ele foi indicado à presidência do conselho por cinco renomados juristas e economistas do País em razão do trabalho desenvolvido em universidades. Em abril de 2009, foi nomeado diretor do Programa de Intercâmbio do Cade, iniciativa que proporciona aos estudantes experiência com a teoria e

a prática da defesa da concorrência no órgão governamental. É conselheiroadjunto do Fundo Federal de Direitos Difusos, órgão que recebe os recursos de ações civis e públicas propostas pela Justiça Federal. O fundo ainda regula multas impostas pelo Cade, com vistas a financiar projetos de recuperação do meio ambiente, defesa do consumidor e patrimônio histórico. Ziebarth também edita a Revista de Direito da Concorrência.


“O caso Nestlé/Garoto foi um marco na defesa da concorrência no Brasil” Revista Empresário: Qual é a função do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade)? José Antonio Batista de Moura Ziebarth: O Cade é o órgão máximo da defesa da concorrência no Brasil, atuando na análise e investigação de práticas ilícitas, como os cartéis, e no exame de operações de fusão e aquisição. O alvo final das diferentes formas de atuação é a proteção da concorrência, de modo a propiciar um ambiente de negócios mais dinâmico e competitivo. O Cade também tem a intenção de favorecer o crescimento econômico de longo prazo e a competitividade global da indústria nacional, mediante o aumento da eficiência econômica, da flexibilidade dos recursos, da produtividade, da inovação tecnológica e do bem-estar social. RE: Como se dá a atuação do conselho? Ziebarth: O Cade atua em três frentes: prevenção, repressão e educação. O conselho possui o seu plenário, que é composto por um presidente e seis conselheiros, indicados pelo presidente da República, sabatinados e aprovados pelo Senado Federal. O mandato é de dois anos, com a possibilidade de uma recondução, por igual período. Eles só podem ser destituídos em condições muito especiais. Esta regra fornece autonomia aos membros do plenário, o que é fundamental para assegurar a tutela dos direitos difusos da concorrência de forma técnica e imparcial. O Cade é a última instância, na esfera administrativa. É o tribunal administrativo de um sistema composto ainda pela Secretaria de Acompanhamento Econômico e pela Secretaria de Direito Econômico. O Cade desempenha, primordialmente, três papéis: preventivo, que corresponde à análise das

operações de fusões; repressivo, que corresponde à investigação das práticas anticoncorrenciais; e, ainda, a educativa, que corresponde à difusão da cultura da concorrência. Por meio de parcerias com universidades e associações comerciais, o Cade atua de forma pedagógica, realizando projetos de pesquisa, eventos acadêmicos e palestras sobre concorrência, como já ocorreu na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Blumenau, Acib, Furb e Fae.

É importante registrar que o poder econômico, por si só, não representa nenhuma infração econômica RE: Quais são as principais ameaças a uma concorrência livre e justa? Ziebarth: É importante registrar que o poder econômico, por si só, não representa nenhuma infração à ordem econômica. Ele pode ser considerado como uma acumulação de riquezas decorrente do desenvolvimento de uma atividade regular. O principal problema encontra-se quando esse poder econômico passa a ser exercido de forma abusiva, o que pode lesar os interesses da sociedade e do consumidor. Esse abuso pode dar-se, por exemplo, pela dominação de mercado, permitindo à empresa a atuação de forma unilateral, impondo preços de mão de obra, matéria-prima e de produto.

RE: Quais são os maiores desafios do Cade? Ziebarth: A atual gestão prevê a reestruturação do Sistema Brasileira de Defesa da Concorrência, com a aprovação da reforma do Cade, que promoverá reorganização institucional e ampliação dos quadros; instituição da análise prévia de atos de concentração, com prazos fixos e rápidos para decisão final. A reforma garante também aumento da eficácia da política de defesa da concorrência no Brasil; fortalecimento da execução administrativa e judicial das decisões do Cade, obtendo-se os efeitos esperados no mercado e revertendo-se efetivamente à sociedade o produto da arrecadação de multas; e aprimoramento da análise técnica de atos de concentração de maior complexidade, conferindo agilidade aos casos mais simples. A introdução de modernas técnicas de gestão pública, com foco na valorização e capacitação dos recursos humanos e na preparação do órgão para o Novo Cade, assim como maior transparência, racionalidade e eficiência dos procedimentos administrativos. RE: Em caso de fusões de grandes empresas, como a criação da Ambev, por exemplo, o que o conselho leva em consideração para tomar a decisão? Ziebarth: O Cade leva em conta as características do mercado, a parcela de participação das empresas, as barreiras à entrada naquele mercado, entre outras questões importantes. Assim, avalia se a operação é benéfica para os consumidores e se gera ganhos de eficiência. A diminuição da pressão concorrencial pode, às vezes, ser compensada com ganhos de eficiência tais que, no final das contas, o bem-estar agregado de toda população aumente. 9


Entrevista

Divulgação

Essa análise é sempre feita caso a caso. O que o Cade deve combater é o abuso do poder econômico, que leva ao aumento de preços, restrição da oferta e alocação ineficiente de recursos na economia, o que, no limite, implica diminuição do emprego, da renda e do crescimento econômico. RE: Quais os grandes processos em que o Cade atuou nos últimos anos? Ziebarth: O Cade julgou mais de 5 mil atos de concentração entre 2000 e 2009. Nesse cenário, merecem destaque as fusões da Nestlé e Garoto, a criação da Ambev, e, mais recentemente, Perdigão e Sadia, Oi e Brasil Telecom, Itaú e Unibanco, Pão de Açúcar e Ponto Frio, Banco do Brasil e Nossa Caixa. O Cade julgou ainda mais de 350 processos administrativos entre 2000 e 2009. Vale lembrar o cartel do aço, cartel das britas e cartel de empresas de vigilância do Rio Grande do Sul. RE: A anunciada fusão entre Perdigão e Sadia está sendo analisada pelo Cade. Qual deve ser o desfecho desse processo? Ziebarth: Esse caso ainda está em análise. Foi celebrado, em julho passado, com as duas empresas o Acordo de Preservação da Reversibilidade da Operação (Apro), mantendo separadas as estruturas da Sadia e da Perdigão. Em janeiro, o Cade aprovou dois pedidos da Perdigão e da Sadia para que as empresas possam fazer compras conjuntas de insumos e serviços, como carne in natura, grãos, embalagens e insumos agropecuários. Embora as duas empresas estejam obrigadas a manter separadas as suas estruturas administrativas e comerciais até o julgamento da fusão no Cade, as empresas foram autorizadas a fazer operação conjunta nesses tipos de aquisição. No momento, o Cade aguarda a instrução do processo pela Secretaria de Acompanhamento Econômico e pela Secretaria de Direito Econômico. RE: O que diria para as empresas que estão planejando uma fusão ou aquisição? Ziebarth: O Brasil, assim como todas as economias desenvolvidas e civilizadas, tem lei de defesa da concorrên10

cia e um órgão técnico e independente para aplicá-la. Não importa o peso ou tamanho da empresa. A decisão do Cade no caso Nestlé/Garoto foi um marco na história da defesa da concorrência no Brasil, porque representou um passo importante no sentido do fortalecimento técnico e institucional da autoridade antitruste brasileira. Em 2004, James Amoroso, considerado por duas vezes o melhor analista europeu sobre Nestlé e analista do banco suíço Helvea, afirmou a um jornal brasileiro que a empresa nunca se arriscaria a uma compra desse tipo na Europa e nos Estados Unidos, quanto já tinha

26% do mercado. Para ele, a Nestlé, acreditou que seu peso no Brasil podia mudar isso. Ora, o ‘peso’ da Nestlé no Brasil não a coloca acima ou além do alcance da lei e dos interesses da sociedade brasileira. Na mesma época, os professores Celso Campilongo, Ronaldo Porto Macedo e Afonso Arinos Neto publicaram um artigo em que afirmavam que está na hora de dar um basta aos ataques grosseiros ao sistema brasileiro de defesa da concorrência, prestigiá-lo e defender a lei. Segundo eles, o contrário disso é misturar política, direito e economia, como nas ditaduras e nas repúblicas bananeiras.


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Reportagem de Capa Fotos Alexandre Eggert/Digital Plus/Especial Mundi Editora

Ecológico por

natureza

Jean Laurindo jean@mundieditora.com.br Exposta à ação dos elementos degradáveis do meio ambiente, uma garrafa de plástico com a composição PET levará em média 500 anos para se decompor por completo. Para alterar esse caminho, a reciclagem passou a ser o principal destino destes materiais que, com o tempo, ganharam novas formas de reutilização no mercado. Uma das mais criativas é a produção de camisetas e bolsas ecológicas a partir da fibra de tecido originada das embalagens plásticas. A Fujiro Ecotêxtil, de Blumenau, é uma das primeiras empresas de Santa Catarina a trabalhar nesse mercado. Fundada em 2006, a empresa já foi responsável pela retirada de 12

1,5 milhão de garrafas PET do meio ambiente desde o início das atividades. Com produção atual estimada entre 60 mil e 70 mil unidades por mês, a companhia cresceu 70% no ano passado e amplia o parque fabril para continuar atendendo à demanda. Na cartela de produtos da Fujiro estão, basicamente, camisetas promocionais e bolsas ecológicas. Nessa produção, 90% são feitas com materiais ecológicos. “Temos itens compostos apenas por fio de algodão, mas apenas para os clientes que realmente não desejam apostar nos modelos ambientalmente corretos”, revela o diretor-presidente da companhia, Bruno Sedrez. Para alimentar a produção, a empresa conta com um mercado em franca expansão. Entre 1997 e 2008, a produção nacional de garrafas plásticas saltou de 185,7 mil toneladas para 469,7 mil toneladas por ano. Desse total, cerca de 50% são submetidos à reciclagem.

Perfil Nome: Fujiro Ecotêxtil Ano de fundação: 2006 Fundadores: Bruno Sedrez e Ana Paula Sedrez Ramo de atividade: camisetas, brindes e sacolas ecológicas feitas a partir de fio de garrafas PET Produção: entre 60 mil e 70 mil unidades/mês Área construída: 400 m² (em expansão para 700 m²) Colaboradores diretos: 22 Colaboradores indiretos: cerca de 200 Contato: (47) 3323-0773


Vantagens da composição A maior parte das camisetas da Fujiro é composta por 50% de fios de algodão e 50% de fios de garrafa PET. As principais diferenças são a durabilidade, a suavidade e a maleabilidade do tecido, que dispensa o constante uso de ferro de passar – outra forma de contribuição ambiental. Uma peça produzida pela empresa retira 2,5 garrafas do meio ambiente. No caso das bolsas, aproximadamente 13% do material corresponde aos fios ecológicos. “Além disso, estamos lançando a linha aquarela, na qual as sacolas ecológicas têm 100% de fios de algodão reciclados”, destaca Sedrez. Para esta linha, materiais como restos de malha são reprocessados. O principal foco da companhia são materiais de promoção e divulgação de marcas. Nesse mercado, a empresa já conquistou clientes como Bradesco, ESPN Brasil, HSBC, Petrobras e Vale. Sedrez garante que o objetivo da companhia é investir nas peças também como forma de mídia. “Um material ecológico, bonito e confortável vai agradar ao público, que pode divulgar a marca por quatro, cinco anos. Se as peças forem de baixa qualidade, as pessoas usarão apenas para dormir e, então, vão expor a empresa para quem?”, questiona.

Camisetas da associação SOS Mata Atlântica são produzidas pela empresa Quanto ao custo representado pelas peças desenvolvidas com o material reciclado, o diretor-presidente informa que é de 7% a 10% maior que a produção convencional. “Isso representa pouco pela qualidade do produto e acaba se pagando na medida em que as peças são vistas como mídia alternativa”, assegura. Na maior parte dos casos, a empresa

já recebe os desenhos e modelos prontos dos clientes. De toda forma, empresas que não desenvolvam esses projetos podem contar com o departamento de criação da Fujiro. “Nesses casos, nos reunimos com o cliente para entender o que ele quer expor. A partir daí, elaboramos sugestões baseadas nas cores e marcas da companhia”, explica Sedrez.

Mercado em expansão Consolidado no mercado com quatro anos de existência, o desempenho da Fujiro nesse período surpreendeu até mesmo os fundadores. “Esperávamos esse crescimento para um período entre oito e 10 anos. Alcançamos esse estágio na metade disso”, revela o diretor-presidente Bruno Sedrez. Ele diz ter se surpreendido com a aceitação do mercado ao novo segmento. A tendência têxtil acompanha as ações ambientais. Um exemplo é a nova camisa da seleção brasileira de futebol, composta 100% de fios a partir de garrafa PET. “Acredito que esse fato também vá ampliar a procura por peças ambientalmente corretas”, aposta. Para continuar evoluindo, a empresa prepara projetos para atuação futura. Iniciar a atividade de exportação e buscar o

crescimento sustentável são os principais objetivos. “Queremos crescer, mas sempre com os pés no chão”, garante. O desenvolvimento de uma coleção exclusiva também não é descartado pelo diretor. Outro fator que deve permitir o incremento das vendas é a Copa do Mundo 2010. Segundo Sedrez, essa é uma das principais épocas para a criação de brindes e materiais de promoção. “Quando

fundamos a Fujiro, em 2006, pretendíamos atender a demanda da Copa da Alemanha. Agora, mais estruturados, queremos oferecer mais opções”, destaca. Nos dois primeiros meses de 2010, a empresa já sentiu uma expansão de 70% em comparação com o mesmo período do ano anterior, já em função da proximidade da Copa.

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Reportagem de Capa

A tecnologia de transformação de garrafas PET em fios é relativamente nova e, atualmente, é feita apenas por uma empresa brasileira, em São Paulo. Ela começa com a compra da matéria-prima junto a cooperativas de catadores de material reciclável. A partir daí, as garrafas são lavadas, moídas, descontaminadas, fundidas e transformadas em flocos – mais tarde, decompostas em fibras de poliéster e em fio, utilizados pela Fujiro em bolsas e camisetas. Essa rede de processos de transformação contribui com a geração de empregos nas companhias do setor. Enquanto a Fujiro emprega diretamente 22 pessoas, mais de 200 profissionais estão envolvidos na produção da companhia desde a busca pela matéria-prima. “Essa, sem dúvida, é outra das grandes vantagens das roupas ecológicas”, afirma Sedrez.

Fotos Alexandre Eggert/Digital Plus/Especial Mundi Editora

Processo de transformação

O PET transformado em fio em São Paulo vira camisetas e bolsas em Blumenau A representatividade da Fujiro no mercado foi responsável pela conquista de três grandes prêmios em 2009. Além do Gustav Salinger na categoria indústria, promovido pela Acib Jovem, a organização levou o tí-

tulo Free Shop Quality, da editora paulista Forma, de melhor empresa nacional de confecções promocionais e, ainda, o Prêmio Expressões da Ecologia, pelo trabalho feito com malha reciclada.

Ações de incentivo Para deixar ainda mais marcada a influência da Fujiro na questão ambiental, a empresa prepara uma programação especial para a semana do meio ambiente, entre 29 de maio e 5 junho. Além disso, a companhia começa a desenvolver uma iniciativa voltada à educação municipal. Ainda em fase de desenvolvimento, a ação pretende levar até as escolas de Blumenau a consciência ambiental e apresentar os projetos de reciclagem já existentes. A campanha “Vamos abraçar o mundo” serviria ainda para reunir unidades de garrafas PET como forma de preservar a natureza e ampliar a fonte de matéria-prima das indústrias do ramo. Atualmente, a Fujiro não coleta materiais para produção dos fios, mas a ideia é que com essas iniciativas a atividade comece a acontecer. “Ainda buscamos parceiros para executar essa proposta, mas acredito que ela pode contribuir muito com a educação e a preservação”, aposta Sedrez.

Vantagens Produto ecológico Conforto Durabilidade Lavagem e secagem rápidas Ampla quantidade de cores Versatilidade para estamparia e tingimento Geração de empregos Conscientização para a reciclagem

Produção limpa Quantidade de materiais retirados do meio ambiente pelos produtos Fujiro Ecotêxtil

Produto

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Garrafas retiradas

Camisetas

2,5 por unidade

Sacolas ecológicas

Uma a cada quatro unidades


Sustentabilidade

Respeito

pelo natural Divulgação

Sede da Natura, em São Paulo, mostra a preocupação da empresa com o meio ambiente Mais do que apresentar soluções em cosméticos e produtos de higiene e beleza, a Natura conserva uma série de ações voltadas à sustentabilidade. Há 41 anos no mercado e com mais de 1 milhão de consultoras, a companhia mantém em paralelo com a atuação comercial projetos como preservação de áreas verdes em centros urbanos e preparação de empreendedores com foco nas questões sociais. A visibilidade das ações é tão ampla que, em novembro de 2009, a Câmara da Mulher Empresária (CME) da Acib visitou a sede da Natura, em São Paulo, para conhecer melhor as ações ambientais da empresa. “O que mais chamou a atenção das empreendedoras que integraram a missão à Natura foi constatar a preocupação que 16

existe na empresa com a sustentabilidade, do presidente ao funcionário”, afirma a coordenadora da câmara, Lucia Helena Victorino. Na sede da Natura, em Cajamar (SP), as empresárias blumenauenses puderam conhecer melhor os projetos ambientais e sanar dúvidas sobre as ações de responsabilidade social e ambiental. “Conhecemos modelos que poderiam ser inseridos em projetos desenvolvidos em nossas empresas”, destaca Lucia. Segundo ela, o propósito de visitar uma empresa referência na área de sustentabilidade foi o de inserir o olhar de cada integrante para analisar possíveis futuros projetos a serem implementados. “A grande contribuição que podemos buscar é a conscientização da importância das ações sustentáveis e dos setores que compõem o tripé do conceito: as questões econômica, ambiental e social”, diz a

consultora da Acib Marilda Steil. “Dezoito mulheres da Câmara da Mulher Empresária da Acibparticiparam da visita, em novembro de 2009. A busca por inovações tecnológicas e qualidade de vida é responsável pelo investimento da Natura em estudos científicos e unidades tecnológicas. As pesquisas feitas pelo programa Natura Campus permitem o uso sustentável dos recursos naturais e a valorização da biodiversidade. O laboratório de pesquisas da companhia é o maior da América Latina e responsável pela elaboração de estudos utilizados nos produtos. “Investir em ciência e tecnologia é indispensável para uma empresa como a Natura”, diz a coordenadora de Meio Ambiente da Natura, Cristiani Raquel Vieira. A expectativa da companhia é manter a política de incentivos e despertar o reconhecimento da comunidade.


Divulgação

Cuidados da fabricação ao descarte das embalagens

Açþes da Natura Com a natureza como matĂŠria-prima, a Natura desenvolve desde a fundação, em 1969, açþes de valorização do meio ambiente e preservação ambiental. Um dos principais destaques ĂŠ o projeto Ă reas Verdes Urbanas, que consiste na preservação de espaços naturais em grandes cidades. A ação oferece Ă população uma relação de proximidade com a natureza e com a biodiversidade. Outra iniciativa sustentĂĄvel de destaque da Natura ĂŠ o Empreendedorismo Social. Por meio de parcerias e incentivos, a companhia apoia ideias e soluçþes que tĂŞm como objetivo beneficiar as pessoas e as comunidades. Um exemplo ĂŠ o patrocĂ­nio ao grupo cultural carioca AfroReggae. “Acreditamos que uma empresa ĂŠ um organismo vivo na sociedade e, por isso, precisa dar sua contribuição para o meio socialâ€?, diz a coordenadora de Meio Ambiente da Natura, Cristiani Raquel Vieira. O programa Carbono Neutro tambĂŠm coloca a empresa de cosmĂŠticos em evidĂŞncia no meio sustentĂĄvel. Desde 2007, a Natura oferece produtos neutros em relação Ă  emissĂŁo de gases poluentes. Os processos internos, que vĂŁo da extração da matĂŠria-prima atĂŠ o descarte das embalagens, sĂŁo gerenciados para nĂŁo agredir o meio ambiente. “SĂŁo essas açþes que nos mostram que a Natura respira sustentabilidadeâ€?, reforça Marilda. Cristiani admite que esse ĂŠ o projeto de maior destaque da Natura nesta ĂĄrea. “Isso mostra a forte crença sobre a questĂŁo da sustentabilidade existente na empresaâ€?, afirma a coordenadora. Ela conta que existem, inclusive, projetos em desenvolvimento referentes Ă  logĂ­stica reversa, que controla o retorno das embalagens e resĂ­duos do consumidor para cooperativas locais a fim de beneficiar as comunidades.

Happy Hour

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Turismo

Ideias para

atrair visitantes

Daniel Zimmermann

Nos primeiros meses de liderança da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), o empresário Paulo Cesar Lopes assumiu também a presidência do Conselho Municipal de Turismo, órgão responsável por ações de fortalecimento do setor em Blumenau. O novo representante, que assumiu o posto em 25 de fevereiro, tem como objetivo ampliar o potencial turístico da cidade.

Este ano, Lopes assumiu a CDL e o Conselho de Turismo

O desafio de aprimorar e ampliar os investimentos na rede hoteleira da cidade é considerado pelo presidente como a principal questão a ser trabalhada em curto prazo. Recentemente, a cidade chegou a perder 600 leitos com o fechamento temporário de hotéis como Baviera, Garden e Grande Hotel. “Seja para o turismo de lazer ou de eventos, uma rede hoteleira forte é primordial para atrair visitantes”, analisa Lopes. Outro compromisso assumido pelo novo presidente do Conselho de Turismo é transformar o Natal e a Páscoa em dois grandes eventos na cidade. A proposta já começou a ser implantada pela CDL. “Queremos fazer com que o turista se interesse em vir a Blumenau nestas épocas de festa e tenha atrações para conhecer enquanto estiver aqui”, afirma. Realizado durante muitos anos em um sábado por mês, o evento Calçadão da XV é outra ideia que empolga o presidente do conselho para estimular o fluxo de turistas e o desempenho do comércio. Tradicionalmente, a Rua XV de Novembro era fechada para veículos e atrações ao longo da via atraíam a população para um dos maiores cartões-postais do Município e, consequentemente, para as lojas. “Não me lembro exatamente porque isso deixou de acontecer, mas pretendemos fazer experiências e, se for possível, retomar esse trabalho que sempre agradou aos lojistas e a população”, garante.

Análise do setor Comandar os trabalhos de um conselho relacionado ao turismo é considerado por Lopes como uma grande responsabilidade. Segundo o presidente, a indústria do turismo cresce muito e Santa Catarina sempre foi um destino em evidência, pelas opções ecológicas e culturais que oferece. “Claro que o Litoral é um dos grandes e fortes destaques do Estado, nacional e internacionalmente, mas temos condições de trabalhar

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os nossos diferenciais e atrair um grande número de pessoas”, assinala. Uma das formas de fortalecer o setor turístico é explorar os roteiros, como o cultural, e as opções gastronômicas locais. “Quando você vai a alguma cidade, o que você espera é que existam boas opções de lazer, gastronomia e atrativos que o mantenham ocupado durante todo o tempo”, diz o presidente. Para Lopes, isso exige investimentos

em opções que mantenham os visitantes na cidade por mais tempo. Para isso, ele considera essencial diálogo existente com a Secretaria Municipal de Turismo. O fato de as cadeiras do conselho serem ocupadas por pessoas neutras politicamente é primordial para o sucesso do órgão, diz Lopes. “Só assim temos a garantia de continuidade nas ações, sem problemas por falta de conversas com uma ou outra pessoa”, assegura.


Case de sUcesso

conceitos

materializados Daniel Zimmermann

Rubens Belli iniciou as atividades produzindo ilustrações para livros e hoje trabalha também com animações No mercado de produção de ideias desde 1999, a empresa Belli Studio surgiu para competir com ilustrações editoriais estrangeiras que dominavam o cenário nacional. Com 11 anos completados em 1º de maio, o estúdio idealizado pelo casal Rubens e Aline Belli teve como primeira produção ilustrações para livros infantis da editora Todolivro – cliente da empresa até hoje. De acordo com Rubens, gradativamente, novas oportunidades se desenharam, expandindo o leque de serviços da empresa. “Na área de ilustração, surgiram trabalhos como infografias, ícones, 20

mapas, personagens, quadrinhos, entre outros”, elenca. Com o aumento da equipe de criação, surgiram também novas possibilidades. Em 2001, através de um edital estadual, a Belli Studio ganhou o Prêmio Cinemateca Catarinense com a animação Aventuras na Ilha da Magia. O curta mostra alguns pontos turísticos de Florianópolis. Seguindo a mesma linha didática, a empresa criou a animação Viagem no Tempo em Blumenau. Com o filme, Blumenau ganhou mais uma ferramenta para trabalhar suas histórias nas escolas. O proprietário revela que a empresa alia projetos didáticos, publicitários, institucionais e, atualmente, vem se dedican-

do a produtos próprios para TV e novas mídias. A empreitada da vez é inserir os projetos da Belli Studio em países da Europa, nos Estados Unidos e Canadá. “O mercado internacional de animação é muito forte, diferente do mercado nacional. Nessa nova empreitada, participamos de feiras internacionais onde divulgamos nosso trabalho, que foi muito bem recebido”, celebra. Rubens explica que a liderança internacional, especialmente da Europa, se dá porque as emissoras de televisão não podem produzir material de entretenimento, apenas jornalístico, fomentando, assim, a compra de desenhos animados de estúdios de animação independentes.


Fotos Daniel Zimmermann

Carrapatos e Catapultas Em parceria com uma produtora de Curitiba, a Belli Studio irá produzir a série animada Carrapatos e Catapultas – vencedora da premiação AnimaTV. A animação terá 12 episódios que serão exibidos pela TV Brasil. Criada por Almir Correia, do Paraná, a animação conta a história de carrapatos de uma distante galáxia que adoram se catapultar e sugar tudo que encontram no universo, até explodirem e irem morar no Mundo dos Carrapatos Fantasmas. Processo de criação exige dedicação, além da inspiração artística

Transpiração e inspiração Engana-se quem pensa que trabalhar com desenho, criação e criatividade é brincadeira. Para Rubens, na Belli Studio o prazo de entrega é sagrado. “Aqui não temos tempo para esperar a inspiração chegar. Focamos no trabalho em equipe e sempre desenvolvemos ações em conjunto para resolver os entraves”, destaca. Para driblar a falta de mão de obra especializada, Rubens conta que o treinamento dos desenhistas é feito na própria empresa. A valorização do profissional é assunto levado a sério pelo proprietário. Ele conta que procura oferecer um local de trabalho agradável aos 15 colaboradores e o que mais for necessário para que a satisfação no trabalho transpareça no resultado final. Segundo o empresário, o diferencial da empresa está no talento artístico da equipe aliado ao profissionalismo. Ele afirma que apenas habilidade artística não é suficiente. É preciso desenvolver capacidades de relação interpessoal e administrativas. “Acho que temos essas aptidões, por isso o resultado é sempre um trabalho de alta qualidade”, acentua. Mesmo com tantos afazeres, Rubens garante que se envolve no processo de criação de personagens, roteiros e desenhos. A cartela de clientes conquistada pelo estúdio é extensa. Empresas como Beto Carrero World, Parque Unipraias, Teka, Grupo Positivo, Bunge Alimentos, Kyly, Karsten e Todolivro ilustram suas ideias através do trabalho da Belli.

Perfil Razão Social: Belli Studio Design Ltda. Fundação: 1999 Fundadores: Rubens Belli e Aline Belli Serviços: Ilustração, design e animação Colaboradores: 15

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Núcleos setoriais

Mercado de decoração

em desenvolvimento

Criado em setembro de 2008, o núcleo teve como primeiro compromisso ações de desenvolvimento social, em função da calamidade que atingiu o Município dois meses depois da fundação. Os empresários promoveram o concurso Reforma Solidária, que entregou uma casa totalmente reformada e mobiliada a uma família atingida pela catástrofe. A coordenadora do núcleo ressalta que o desafio encarado logo na sequência foi fortalecer os estabelecimentos e trabalhar na fidelização de clientes. Para isso, o grupo promoveu uma pesquisa junto aos clientes das lojas para detectar as maiores necessidades dos consumidores. “Tivemos uma boa avaliação e pudemos saber o que precisávamos fazer para atender o público com mais eficiência”, conta. Com a avaliação dos clientes em mãos, o núcleo passou a atuar diretamente na capacitação de empresários e colaboradores, de acordo com o que o mercado apontava. “Percebemos que havia uma necessidade muito grande de maior flexibilidade de horário de atendimento. Trouxemos uma palestra específica sobre como lidar com o cliente e mostramos aos nucleados a importância de estender o tempo disponível ao atendimento”, destaca Odete. Com a evolução proporcionada por esse tipo de iniciativa, a empresária coloca o segmento local no mesmo patamar de outras regiões. “Hoje, oferecemos diversos produtos em 10 vezes, com juros baixos e percebemos que lojas vinculadas ao núcleo contam com mais credibilidade por parte do público”. Odete cita o reconhecimento dos mais de 100 anos de atuação da Acib como um ponto favorável ao grupo. Outro diferencial é a grande participação dos proprietários das empresas nucleadas nas reuniões promovidas pelo grupo. “Assim, podemos ter mais poder de decisão e contar com definições mais rápidas, trazendo ações práticas ao nosso núcleo”, conclui a empresária.

Daniel Zimmermann

Quando começou a desenvolver os primeiros trabalhos de criação do Núcleo de Decoração da Acib, a empresária e coordenadora Odete Campestrini tinha como principal objetivo fazer com que as lojas do segmento de Blumenau se tornassem referência no mercado. Desde então, a entidade organiza palestras e ações em geral para fortalecer a atuação do setor e ampliar o potencial e a visibilidade dos estabelecimentos.

Odete Campestrini coordena as ações do Núcleo de Decoração

Nucleados Florense - Euroluce

imaq Movéis para Escritório

Formabella

Vivenda Decore

Inter Design

Novara Iluminação

Julia Decoratus - Gesso e Acabamento

Lusair Colchões

Raffinare Louças e Metais

Interativa Home Cine

Phelipe Mendes Design

Dellano Movéis

Sempre Viva

Berlim Ambientes

Tapetes Persas Orientais

Engetel Soluções Automação e Segurança

Verde Vale Piscinas

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Hering desde sempre

Julia Lemmertz, Alexandre Borges e Miguel doaram seus cachês para a campanha O Câncer de Mama no Alvo da Moda. O Câncer de Mama no Alvo da Moda® é marca licenciada do Conselho de Moda da América - Fundação CFDA Inc., EUA.


Entidades

Sescon Blumenau

tem nova diretoria Divulgação

Eleita para o triênio 2010/2013, a nova diretoria do Sescon Blumenau foi empossada dia 27 de março; uma cerimônia festiva foi realizada no Teatro Carlos Gomes, em 1º de abril Uma instituição de múltiplas abrangências, atuando em diversas frentes. Este é o perfil do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas de Blumenau e região (Sescon Blumenau), entidade que se destaca tanto por atividades de representação profissional como pelas contribuições sociais e de integração comunitária. Com a proposta de dar sequência a esta filosofia, o Sescon empossou a diretoria eleita para o triênio 2010/2013. A empresária contábil Daniela Zimmermann Schmitt assumiu a presidência, no lugar de Leomir Antônio Minozzo. E tem como vice Jefferson Pitz. A posse ocorreu 27 de março. Dia 1º de abril, foi realizada solenidade no Teatro Carlos Gomes. 24

O maior desafio da nova gestão será manter a visibilidade e o reconhecimento que a entidade conquistou em 21 anos de atividades. “Vamos dar continuidade às medidas bem-sucedidas que foram implantadas ao longo dos últimos anos. Estamos engajados e comprometidos na participação de ações que objetivam o bem comum da classe e da sociedade”, ressalta Daniela. No campo institucional, a nova diretoria investirá em políticas corporativas. “Estamos apoiados em iniciativas que nos conduzam a uma maior justiça tributária e fiscal e que sejam capazes de garantir a todos o acesso aos preceitos de cidadania”, acrescenta. Entre as ações do mandato, a nova presidente destaca a busca de qualificação da mão de obra da classe contábil. “Temos o desafio de superar a crônica falta de mão de obra qualificada, que afeta não apenas ao nosso setor, mas também a várias outras ati-

vidades. Para isso, vamos intensificar a oferta de cursos de aprimoramento profissional e pessoal para associados e colaboradores”. As metas da nova diretoria incluem a continuidade da certificação digital, o fortalecimento e a busca de novas parcerias, o incentivo à participação dos associados nos assuntos de interesse da classe e a realização de campanhas de conscientização. Além de intensificar as ações de esclarecimento sobre o Empreendedor Individual (EI), projeto que permite a formalização de pequenos negócios, o Sescon Blumenau vai reeditar no dia 25 de maio o Bolo Tributário. A iniciativa, que conta com o apoio de outras entidades de classe, vai mostrar à população a importância da reforma tributária. “Um bolo gigante, contendo a quantidade de impostos paga anualmente pelos contribuintes brasileiros, será servido gratuitamente no Centro de Blumenau”, antecipa Daniela.


Divulgação

Outra ação proposta é a criação da Câmara Setorial de Contabilidade, que terá como finalidade o levantamento e o exame permanente de questões de interesse comum à gestão dos escritórios de contabilidade. “Nossas ações serão norteadas pelo fortalecimento do associativismo e pela participação do profissional na sua entidade de classe, sempre buscando o melhor resultado a todos”, acrescenta.

Perfil Daniela Zimmermann Schmitt é graduada em Ciências Contábeis pela Furb e pós-graduada em Administração com área de concentração em Gestão de Negócios pela FAE Business School. Empresária contábil há 18 anos, é proprietária da DZ Contabilidade e diretora para Assuntos Comunitários da Associação Empresarial de Blumenau (Acib), onde integrou o conselho fiscal por duas gestões. Atualmente, é conselheira da Câmara da Mulher Empresária da Acib, da qual foi coordenadora de 2005 a 2007. Foi voluntária por mais de três anos no Sebrae, como contadora plantonista do Programa de Autoatendimento Negócio Certo. Também integra o Conselho Municipal de Combate à Pirataria. Adepta do voluntariado, já participou de diversas campanhas de responsabilidade social. No Sescon Blumenau, integrou a gestão anterior como diretora de Marketing.

Leomir Minozzo passou a presidência para Daniela Zimmermann Schmitt


Investimento

Cooper investe

R$ 12 milhões em loja Divulgação

No dia em que completou 66 anos de fundação, 16 de março, a Cooper, maior cooperativa de consumo do Sul do Brasil, reinaugurou a filial do Bairro Água Verde, em Blumenau. Com 13 mil metros quadrados de área construída e um investimento de R$ 12 milhões de reais – parcialmente financiados pelo BNDES –, a loja foi totalmente reconstruída e a área ampliada. “Conseguimos realizar a obra em 10 meses, sem interromper o atendimento aos cooperados e clientes”, afirma o diretor-presidente da Cooper, Hercílio Schmitt. A loja, situada em um dos bairros mais populosos da cidade, atenderá aos 26 16

cooperados e clientes com um variado mix de produtos, com cerca de 20 mil itens. A filial Água Verde conta também com uma Cafeteria/Padaria com produção própria, farmácia, lotérica, videolocadora e um estacionamento com 270 vagas (170 delas cobertas). Esta é a sétima filial reformulada seguindo o padrão operacional de qualidade da rede. A loja foi totalmente modificada, restando pouco da construção anterior. O espaço triplicou de tamanho, foram ampliadas áreas como açougue e de hortifruti e criados setores como a adega e de eletroeletrônicos. “Valorizamos o investimento em uma estrutura típica de grandes centros, para atender os moradores dessa região de Blumenau. Agora,

nossos cooperados e clientes têm no seu próprio bairro uma grande loja, sem a necessidade de se deslocar ao Centro”, reforça o diretor-presidente. Seguindo a linha expansiva da cooperativa, ainda esse ano será iniciada a obra da oitava loja da rede, a segunda no Grande Garcia. O local é um terreno com 16 mil metros quadrados, na Rua Amazonas, próximo ao Colégio Santos Dumont. Segundo Schmitt, a intenção é que os cooperados e clientes encontrem nos bairros os mesmos produtos do Centro da cidade. “A região do Garcia, Sul da cidade, é bastante populosa. A Cooper construirá uma filial moderna e confortável, a maior da rede, com uma galeria de lojas de apoio e serviços”, completa.


Investimento

Cooperativa de Produção e Abastecimento A Cooper iniciou as atividades em 16 de março de 1944, formada por um grupo de operários da Indústria Têxtil Companhia Hering. “Na década de 1990, ela passou a atender toda a comunidade, tornando-se independente. Hoje, é a maior cooperativa de consumo do Sul do País e a segunda maior no cenário nacional, mantendo a quinta posição se comparada aos supermercados de Santa Catarina”, aponta o diretor-presidente da cooperativa, Hercílio Schmitt. A Cooper conta com um quadro social de 87 mil cooperados e uma estrutura de sete lojas – quatro em Blumenau, uma em Indaial, uma em Rodeio e uma em Ibirama. Além de quatro farmácias, um restaurante, três cafeterias e ainda a Padaria Central, o Centro de Distribuição e a Administração, em Blumenau.

No sistema cooperativista, os cooperados são responsáveis pela formação da base econômica da cooperativa. Desta forma, as sobras (lucros) retornam para os cooperados e parte é reinvestido na cooperativa, conforme decisão das assembleias anuais. Estas ações são a prática do terceiro princípio do cooperativismo: “Participação Econômica Equitativa”. A política de expansão e crescimento da Cooper vai ao encontro do sétimo princípio: Interesse pela Comunidade. “As cooperativas trabalham para o desenvolvimento sustentado das comunidades. Desta forma, contribuem, significativamente, para tornar a sociedade mais justa e os valores humanos mais respeitados”, diz o diretorpresidente.

Divulgação

Retorno das sobras

Loja do Bairro Água Verde recebeu investimentos de R$ 12 milhões

Programas Sociais da Cooper Cooper Pratic - é através deste programa que a Cooper oferece à comunidade cursos e palestras gratuitamente, para dar apoio, promover a integração e ampliar o conhecimento dos cooperados. Programa Cooper Agro - é realizado em parceria com agricultores cooperados e proporciona maior segurança para o produtor que tem a compra da produção garantida pela Cooper. E os consumidores adquirem produtos de qualidade e origem confiável. Programa Cooper Ação Solidária - tem o objetivo de promover a solidariedade em parceria com a comunidade, beneficiando as entidades credenciadas à Cooper. Campanha Bairro Limpo - preocupada em minimizar os impactos ambientais, a Cooper criou, em 2004, a campanha para desenvolver ações que incentivam os cooperados e clientes a contribuir com a preservação do meio ambiente. Mensalmente, é possível trocar o lixo reciclável nas lojas por bônus vale-compras e também a Cooper recebe o óleo de cozinha usado, destinando o material a empresas da região que trabalham no beneficiamento deste resíduo. Desde 2008, através da parceria firmada com a Faema, a cooperativa elaborou bolsas ecológicas produzidas com 100% de algodão. “O objetivo é incentivar a comunidade a adquirir estas bolsas e utilizá-las em substituição às sacolas plásticas”, afirma Hercílio Schmitt.

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GESTÃO DE

PROJETOS FFM - Fundação Fritz Müller

PESSOAS E ORGANIZAÇÕES MUITO A FRENTE A Fundação Fritz Müller, em parceria com a EUAX, desenvolveu cinco cursos voltados para a capacitação de gerentes, líderes e coordenadores de projetos e profissionais que desejam aperfeiçoar conhecimentos e habilidades para o gerenciamento de seus projetos. Os cursos propõem a otimização na utilização dos recursos de cada projeto como: tempo, custo, escopo, qualidade e comunicação, gerando projetos eficazes e de resultado. Conheça os cursos oferecidos:

Fundamentos de Gestão de Projetos Preparatório para Certificação PMP Gestão Ágil de Projetos com SCRUM Práticas Avançadas de Requisitos em Projetos de Software Gestão de Processos de Negócio Informações sobre estes cursos entrar em contato pelo fone (47) 3340.0566 ou pelo e-mail cursos@ffmblu.com.br

47 3340.0566 comercial@ffmblu.com.br www.ffmblu.com.br

quadroplus

CURSOS


Empreendedor individual

Para tornar o

trabalho formal

De acordo com a diretora para assuntos de pequena e micro empresa da Acib, Solange Rejane Schröder, o EI é a pessoa que trabalha por conta própria e que se legaliza como empresário individual. Ela explica que o trabalhador independente não tem os mesmos direitos que um trabalhador com carteira assinada. “O EI trará inúmeros benefícios aos autônomos, fazendo com que muitos saiam da informalidade, com pouca burocracia”, acrescenta. Pode se enquadrar na categoria quem fatura, no máximo, R$ 36 mil por ano (média de R$ 3 mil por mês), não tem participação em outra empresa como sócio ou titular e tem até um empregado contratado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria. “Respaldado pela lei, o trabalhador informal passa a ter a segurança que antes não tinha e, com condições acessíveis e facilitadas”, explica Solange. A Lei Complementar 128, de 19 de dezembro de 2008, criou condições especiais para que o trabalhador conhecido como informal possa se tornar um Empreendedor Individual legalizado. Entre as vantagens oferecidas por essa lei, segundo a contadora, está o registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), que facilitará a abertura de conta bancária, pedido de empréstimos e emissão de notas fiscais. “Essas ferramentas vão agilizar e criar novas oportunidades para os trabalhadores que até então eram informais. Isso vai contribuir também para

Kakau Santos/Arquivo Mundi Editora

Uma nova categoria de trabalho está surgindo no mercado: o Empreendedor Individual (EI). A categoria veio trazer benefícios e legalidade para os muitos trabalhadores informais espalhados pelo País.

Solange: pode aderir à modalidade o autônomo que recebe até R$ 36 mil por ano aumentar a credibilidade em torno desses profissionais”, acredita. Além disso, o Empreendedor Individual será enquadrado no Simples Nacional e ficará isento dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL). “Ele pagará apenas o valor fixo mensal de R$ 57,10 (comércio ou indústria) ou R$ 61,10 (prestação

de serviços), que será destinado à Previdência Social e ao ICMS ou ao ISS. Essas quantias serão atualizadas anualmente, de acordo com o salário mínimo. Com essas contribuições, o Empreendedor Individual terá acesso a benefícios como auxílio maternidade, auxílio doença, aposentadoria, entre outros”, acrescenta Solange.

A um passo da formalização O processo de formalização não custa nada. Para o trabalhador informal ser enquadrado na categoria Empreendedor Individual, de acordo com orientações da diretora da Acib, ele pode contatar um contador, que fará toda a parte burocrática e dará a assessoria necessária. “Existe uma rede de empresas de 30

contadores cadastrados no Simples Nacional. São profissionais capacitados a esclarecer e auxiliar os novos empreendedores, que irão realizar essas tarefas sem nenhum custo durante o primeiro ano”, afirma. Após o cadastramento, o CNPJ e o número de inscrição na Junta Comercial são

obtidos imediatamente. Para Solange, a legalidade traz benefícios não apenas para os trabalhadores informais, mas também para os empresários. “As empresas deixam de contratar um autônomo e passam a contratar outra empresa. Isso diminui os riscos para ambas as partes”, finaliza.


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Beleza

Comércio elege rainha

e princesas de 2010 Fotos divulgação

O Sindicato do Comércio Varejista de Blumenau e Região (Sindilojas) promoveu, em 17 de abril, mais uma edição do concurso Rainha e Princesas do Comércio. O evento foi realizado no Clube de Caça e Tiro Blumenauense e reuniu cerca de 800 pessoas, entre jurados, empresários, convidados, torcidas e imprensa. Francieli Borges Ventura, do Supermercados Angeloni, é a Rainha 2010, ao lado das princesas Amanda Luiza Ferreira (Conceito Moda) e Andréia Bollmann (Farmácia Usirede).

As vencedoras Rainha do Comércio 2010 Francieli Borges Ventura (C) 1ª Princesa Amanda Luiza Ferreira (E) 2ª Princesa Andréia Bollmann (D) Melhores torcidas 1° lugar: Pittol Calçados 2° lugar: Centro Comercial Fortaleza 3° lugar: Lígia Lucianna

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“Sentimos orgulho em realizar este concurso em Blumenau e é muito gratificante perceber a integração dos nossos associados em uma noite de festa e beleza”, disse o presidente do Sindilojas, Marco Aurélio Hirt. O título de mais bela representante do comércio de Blumenau foi disputado por 14 representantes de estabelecimentos comerciais da cidade. O concurso vem se destacando como revelador de destaques da beleza feminina blumenauense, como a Rainha do Comércio de 2008, Vanessa Christine Chacorowiski, que foi eleita Rainha da Oktoberfest, e a 1ª Princesa de 2006, Cíntia Goldacker, que recebeu também o título de Miss Blumenau. Para promover a 9ª edição do evento, o Sindilojas contou com o apoio do Sistema Fecomércio/SC (Sesc e Senac), da CDL de Blumenau, do Sindicato do Comércio Atacadista e Sindicato do Comércio Varejista de Farmácias do Vale do Itajaí e do Sindicato dos Empregados no Comércio de Blumenau.


Amanda Luiza Ferreira (Conceito Moda)

Andréia Bollmann (Farmácias Usirede)

Beatriz Alline Hoffmann (Lígia Lucianna)

Francieli Borges Ventura (Angeloni)

Vanessa Regina Souza (Shopping H)

Juliana da Conceição (Grendelli Calçados)

Juliana Hang (Casa dos Alfaiates)

Juliana Marció Zambam (Pittol Calçados)

Kelly Santini (Colchões Ortobom)

Simone Natalia Schena Bento (Tarpan)

Premiação Rainha R$ 2.000,00 Book fotográfico do Cine Foto Carlos Final de semana com acompanhante no Sesc (Cacupé ou Pousada Rural em Lages) Transformação completa do salão Studio A Curso profissionalizante do Senac

Raquel Kohl (BGO Textil)

Samara Bizarri (Centro Comercial Fortaleza)

1ª Princesa R$ 1.500,00 Final de semana com acompanhante no Sesc (Cacupé ou Pousada Rural em Lages) Hidratação Fotânica do salão Studio A Curso profissionalizante do Senac 2ª Princesa R$ 1.000,00 Final de semana com acompanhante no Sesc (Cacupé ou Pousada Rural em Lages) Hidratação Fotânica do salão Studio A Curso profissionalizante do Senac

Marília Machado (Susistel Telecom)

Juliana Basile (Cortinarte)

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Promoções

Prestação de contas

da Páscoa 2010

Daniel Zimmermann

A CDL, em parceria com a Prefeitura, através da Secretaria de Turismo, do Parque Vila Germânica e da Fundação Cultural, com o apoio do Blumenau Convention e Visitors Bureau e do Sindilojas, coordenou e promoveu a decoração de Páscoa no Município. O evento teve início em 17 de março, com uma carreata seguida de solenidade na Casa do Comércio.

Decoração temática embelezou a cidade no período da Páscoa

O objetivo da ação, a exemplo do que aconteceu no Natal, foi proporcionar lazer à comunidade blumenauense e promover decoração especial alusiva à Páscoa, instalada nos principais pontos do Centro, como Prefeitura, Rua XV de Novembro, Prainha, Teatro Carlos Gomes, entre outros. A programação dos eventos da Páscoa em Blumenau contou com outras ações como feira de artesanato e apresentações culturais. O evento contou com patrocínio do Blusol, Altona e Acib.

Balanço financeiro ENTRADA DE RECURSOS Verba Secretaria de Turismo via BC&VB Verba Venda de Patrocínios

60.000,00 6.000,00

Verba Casa do Comércio

26.660,00

TOTAL

93.260,00

SAÍDA DE RECURSOS

REALIZADO

Figuras (Esculturas em Isopor e Pintura)

35.000,00

Figuras (Impermeabilização e Revestimento)

20.030,00

Portais da Rua XV (Estruturas e Adesivos)

19.670,00

Árvore de Páscoa da Prainha

13.880,00

Estrutura p/ Coelhos da Rua XV e nas Floreiras

13.280,00

Restauração de Figuras (Coelhos, Ovos, Pirulitos, etc.)

9.000,00

Material p/ Restauração (Tintas, Resina, Isopor, etc.)

4.500,00

Tecidos e Flores para Bases dos Coelhos

3.000,00

Guindaste para Decoração (Torre da Catedral)

3.000,00

Mão de Obra de Colocação do Material Decorativo

1.500,00

Frete de Materiais

1.500,00

Elaboração do Projeto

1.000,00

TOTAL

36

REALIZADO

125.360,00


balanço financeiro (continuação) ENTRADA DE RECURSOS

93.260,00

SAÍDA DE RECURSOS

125.360,00

SALDO A RECUPERAR

(32.100,00)

CUSTO DE DECORAÇÃO POR LOCAL

TOTAL

Rua Xv De Novembro

62.445,00

Casa Do Comércio

26.660,00

Prefeitura

21.140,00

Prainha

13.915,00

Vila Germânica

600,00

Fundaçao Cultural e Mausoléu

600,00 125.360,00

TOTAL

ODORIZZI


ACIB É NOTÍCIA

Associações enaltecem participação política Silvia Chioca/Divulgação

A Reunião Plenária Regional do Vale do Itajaí da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc) reuniu, em Blumenau, em 14 de abril, 30 lideranças empresariais da região. O evento aconteceu no Tabajara Tênis Clube e foi realizado em parceria entre a Facisc e a Acib. Os empresários discutiram como as associações empresariais podem contribuir para que as próximas eleições tenham reflexo direto no desenvolvimento econômico das cidades. O vice-presidente regional da Facisc para o Vale do Itajaí e vice-presidente da Acib, Carlos Tavares D’Amaral, ressaltou a importância de votar em candidatos da região e comprometidos com as causas do empresariado. “Não podemos votar naqueles que foram a favor do salário mínimo regional”, lembrou ele. O presidente da Facisc, Alaor Tissot, completou: “Temos que votar em candidatos da nossa região, pois eles estão mais perto de nós e poderemos cobrar deles os compromissos com as nossas cidades”.

Tissot e Amaral assinam convênio

Atuação local Os presidentes das associações apresentaram as ações de cada entidade. Logo depois, as entidades também apresentaram suas moções. A associação de Itajaí pediu o apoio Facisc para o Seminário do Milênio, que visa ao desenvolvimento da responsabilidade social. A AciBr, de Brusque, pediu providências em relação à rodovia SC-456 (Antonio Heil), entre outras. A Acib solicitou atenção especial quanto à duplicação da BR-470. Durante o evento, o Conselho Estadual do Jovem Empreendedor de SC (Cejesc) e a Acib Jovem fizeram uma apresentação da estadualização do Prêmio Gustav Salinger. Inscrições e mais informações estão disponíveis no site do Cejesc (www.cejesc.org.br) . A vice-presidente regional do Cejesc, Vanessa Niels, falou sobre as ações do Conselho, sobre o lançamento do novo site do Conselho e o 16º Congresso Nacional de Jovens Lideranças, de 18 a 20 de agosto, em Florianópolis. O Conselho Estadual da Mulher Empresária (Ceme) também divulgou as ações. A próxima reunião regional da Facisc será em julho, em Brusque. Util Card A Associação Empresarial de Navegantes apresentou o case de utilização do Útil Card. A secretária-executiva da entidade, Vânia Vailatti, ressaltou as promoções e as ações realizadas. “Já circularam mais de R$ 3 milhões no Util Card em Navegantes. Nós também fazemos parcerias com patrocinadores para incentivar a utilização do cartão”. Em Navegantes, são 180 comércios credenciados e 1973 cartões ativos em três anos de implantação. Na ocasião, a Acib e a Facisc assinaram o contrato para implantação do Util Card em Blumenau. “Agora é acreditar e fazer acontecer”, ressaltou Tissot, lembrando que a iniciativa de aderir ao cartão deve começar pelas empresas da diretoria da entidade.

Serviços Acib CAPACITAÇÃO A Acib realiza constantemente eventos de aprimoramento de recursos humanos, como palestras, seminários e debates em parceria com associados, Sebrae e Banco do Brasil. No site www.acib.net você pode conhecer a agenda completa de cursos oferecidos com condições especiais para associados da Acib. Informações com Aline pelo email eventos@acib.net.

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Agenda Debate – Redução de Custos nas Empresas Quando: 11 de maio Local: Acib Horário: 18h45min Inscrições: gratuitas Workshop Teatro e Expressão Corporal Quando: 11 e 12 de maio Horário: 19h Local: Sede da Acib Inscrições: associados R$ 120,00 e não-associados R$ 180,00 Palestra - O Caminho para Motivação Quando: 12 de maio Horário: 19h Local: sede da Acib Inscrições: associados R$ 50,00 e não-associados R$ 60,00 Palestra – Cenários Econômicos para 2010 Quando: 19 de maio Local: Acib Horário: 19h Inscrições: gratuitas Curso - Drawback Quando: 20 de maio Horário: das 8h às 18h Local: sede da Acib Inscrições: associados R$ 260,00 e não-associados R$ 280,00 Palestra - Técnicas de Vendas de Sucesso Quando: 25 de maio Horário: 19h Local: sede da Acib Inscrições: associados R $40,00 não-associados R$ 50,00 Workshop – Dominando o Photoshop CS5 Quando: 29 de maio Onde: Viena Park Hotel Horário: das 9h às 18h Inscrições: R$ 120,00, até 7 de maio Palestra Motivacional com Artur Ximenes Promoção: Núcleo de Automecânicas da Acib Quando: 19 de maio Horário: 19h30min Local: sede da Acib As inscrições podem ser feitas pelo e-mail eventos@acib.net ou pelo telefone (47) 3326-1230, com Aline.


ACIB É NOTÍCIA

Núcleo de Segurança no Trabalho no sinduscon Divulgação

Jorge Strehl e o coordenador André Ricardo de Melo

Empresários e profissionais de diferentes setores estiveram reunidos no dia 13 de abril, na sede do Sinduscon/Seconci, para analisar formas de disseminar a cultura e a importância da segurança no trabalho. Todos integram o Núcleo de Segurança no Trabalho da Associação Empresarial de Blumenau. O Núcleo, coordenado por André Ricardo de Melo, técnico em segurança do Seconci, cumpre um calendário de reuniões quinzenais. Desta vez, recepcionados pelo presidente do Sinduscon, Jorge Strehl, o grupo aproveitou para aumentar a troca de experiências e discutir a implantação de hábitos seguros. Para o presidente do sindicato e também empresário do setor, é importante a troca de experiências dos diversos setores produtivos da região com o foco na segurança do trabalhador. Strehl aproveitou para convidar os presentes para uma visita em obras de empresas filiadas ao Sinduscon.

Núcleo Web faz parceria

Novos Associados

O programa Entra21 ganhou um novo parceiro: o Núcleo Web da Acib. Em abril, foi oficializado o acordo pelo qual as empresas do núcleo irão adquirir cotas do programa. Em contrapartida, elas puderam dar sugestões de alterações no conteúdo programático dos cursos de Web Designer e Web Developer que serão oferecidos pelo programa neste ano. O coordenador-geral do Entra21, Sérgio Tomio, participou da reunião do núcleo e fez uma apresentação do programa. As sugestões das empresas nucleadas foram acatadas pela equipe. A intenção é que os profissionais obtenham formação voltada para o mercado de trabalho e a mão de obra possa ser aproveitada pelas empresas do núcleo após o término dos cursos. O Programa Entra21-Blusoft visa à formação em Tecnologia da Informação de jovens de baixa renda do Vale do Itajaí. Além da inclusão social, empresas de Blumenau e região suprem a necessidade de mão de obra especializada na área. O Entra21-Blusoft tornou-se também um atrativo para empresas se instalarem no Vale. O treinamento é totalmente gratuito (incluindo material didático e transporte).

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Reunião Regional do Ceme

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Divulgação

A Regional Vale do Conselho Estadual da Mulher Empresária (Ceme) esteve reunida no dia 16 de abril, na Acib. Coordenadoras de Câmaras da Mulher Empresária de cinco entidades estiveram presentes: Brusque, Navegantes, Itajaí, Timbó e Blumenau. A vice-presidente regional do Ceme, Rosangela Machado Balzan, falou sobre a importância e o papel da mulher no associativismo e fez uma releitura da metodologia aplicada nos núcleos setoriais.

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As mulheres empresárias reunidas

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CDL É NOTÍCIA

Manual do Consumidor O Procon de Blumenau, em parceria com a Secretaria de Educação, lançou, em 16 de abril, o Manual do Consumidor, que contém os direitos e deveres básicos. Segundo Alexandre Caminha, coordenador-geral do Procon, o órgão fará uma campanha em parceria com a Secretaria de Educação para esclarecer e mostrar aos consumidores seus direitos e deveres na hora das compras. “De nada adianta todas essas leis se o consumidor não tem um acesso mais didático a elas”, disse Caminha. Foram impressas 25 mil cartilhas que serão entregues gratuitamente aos consumidores interessados após as palestras de esclarecimento. A finalidade é realizar a conferência em todas as escolas municipais. O Manual do Consumidor é mais uma das metas atingidas para a campanha Educação e Consumo do Procon de Blumenau. O arquivo pode ser baixado no site da CDL (www.cdlblumenau.com.br).

A CDL participou, de 18 a 20 de abril, do Encontro Nacional de Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). O presidente Paulo César Lopes e o executivo Jorge Luiz Caresia estiveram em Brasília e fizeram parte das discussões sobre a regulamentação do SPC. O encontro aprovou, por unanimidade, o Regulamento Nacional Institucional e o Regulamento Nacional Operacional de SPCs. Além de debater a regulamentação, o encontro serviu para apresentar o novo portal da instituição e novas parcerias. “Revisões anuais são necessárias para adequarmos a qualidade dos nossos serviços. Reuniões como esta são importantes para podermos trabalhar da mesma forma, no mesmo padrão e sob as mesmas regras”, explica Lopes.

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Reunião esclarece dúvidas sobre mudanças no trânsito

Debate ocorreu na Casa do Comércio Lojistas da Rua São Paulo, Avenida Martin Luther e transversais, representantes do Seterb, da Secretaria de Obras e da Secretaria de Planejamento Urbano e diretores da CDL participaram, em 15 de abril, de reunião, na Casa do Comércio, para debater o projeto do corredor preferencial do transporte público urbano e o estacionamento rotativo (Área Azul) na rua São Paulo. A proposta é criar vias de fluxo do transporte coletivo para facilitar o trânsito de ônibus e demais veículos coletivos. A intenção é diminuir o tempo gasto em des-

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Encontro Nacional

locamentos dentro da cidade. Para o secretário de Planejamento, Walfredo Balistieri, o encontro serviu para sanar dúvidas e explicar detalhes para aqueles que estão se sentindo prejudicados. “Queremos apresentar alternativas, porque temos que atender lojistas, motoristas, usuários do transporte público e pedestres”, disse. O secretário de Obras, Alexandre Brollo, afirmou que os trabalhos devem começar já em abril, com conclusão até o final do ano. A expectativa é realizar as mudanças gradativamente pare diminuir os impactos. O diretor-presidente do Seterb, Rudolf Clebsch, reforçou que Blumenau tem 1,6 veiculo por habitante e sofre com o trânsito, um problema mundial. Este foi o segundo encontro entre os responsáveis pelo projeto e lojistas. As próximas reuniões deverão ser agendadas para continuar essa fase de esclarecimentos. O presidente da CDL Blumenau, Paulo Cesar Lopes, acredita que a reunião teve um resultado positivo. “Serviu para orientar melhor todos os envolvidos”, concluiu.

Novos associados Condomínio Jardim Blumenau I Gassenferth Mercado Novelletto August Cosméticos M1 Auto Peças Lilo Máquinas Trial Auto Center Mario Filmagens Everani Malhas Doce Cantinho Maison Maina Maga Boutique Hytec Corpo a Corpo Augusta Tecidos Auto Mecânica LG Manuela Calçados Marcenaria LS anny Bijus Auto Mecânica Goiás Sonos dos Deuses Kliral Comércio de Vendas Chapeação e Pintura Maquinaria A Fortaleza Atacado e Varejo Central de Parafusos Cybernet Lan Hause Sign Suprimentos Vale Auto Peças Auto Mecânica Oscaneli Ondder Nai Nai Sushi Bar Kajunn Gabel Cosméticos


Campanha do Dia das Mães Considerada a melhor data promocional comemorativa do ano depois do Natal, o Dia das Mães é tema de uma campanha das entidades do comércio nos meses de abril e maio. As empresas associadas receberam cartazes de vitrine alusivos à data e a divulgação também foi reforçada por uma programação de mídia que contou com outdoors, além de inserções comerciais em emissoras de TV e de rádio. O objetivo da CDL e do Sindilojas é fomentar o movimento no comércio, sempre lembrando que as lojas de Blumenau oferecem opções completas e atrativas em presentes para as mães.

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Reunião-plenária da CDL

Encontro no Carlos Gomes Em 23 de março, a CDL realizou a primeira reunião-plenária do ano, reunindo cerca de 300 lojistas associados, no Teatro Carlos Gomes. Participaram

Calendário CEV Técnicas de Vendas Dias 10, 11, 12 e 13 Apresenta os conceitos mais atuais e modernos referentes à área comercial, abordando os aspectos relacionados à personalização do contato, negociação e pós-vendas.

do evento os associados da entidade que puderam conferir diversos assuntos de interesse do segmento, como os lançamentos do Posto de Atendimento e Conciliação Extrajudicial (Pace) e da AD Exitum – Recuperadora de Ativos. Os lojistas também participaram da palestra com o professor e consultor Nelson Barrizzelli, que abordou como tema as tendências futuras para o varejo brasileiro. A próxima reuniãoplenária da CDL será em 20 de maio, no Teatro Carlos Gomes. Todas as empresas associadas podem participar.

Gestão de pessoas e competências gerenciais Dias 12, 13 e 14 Capacita os participantes com os conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para realizar de forma eficaz a gestão de pessoas das suas organizações. Relacionamento Interpessoal Dias 17, 18, 19 e 20 Oportuniza o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes necessárias para o relacionamento interpessoal eficaz.

palestra sobre Fraudes Divulgação

As fraudes e golpes no varejo dificultam o crescimento seguro das empresas, bem como geram prejuízo e comprometem a saúde dos estabelecimentos. Visando a orientar os lojistas de maneira correta e atualizada, o CEV promove a palestra “Prevenção a Fraudes e Golpes no Varejo”. O palestrante Arnaldo Ferreira dos Santos vai apresentar informações para uma correta e segura identificação de ações de estelionatários. Também vai traçar um panorama dos riscos e das soluções mais eficientes encontradas pelas empresas e profissionais da área de segurança para capacitar colaboradores das atividades de caixa, crediaristas, atendentes, gerentes, auditores, inspetores, controladores internos e advogados. O evento será no dia 20 de maio, às 19h, no Teatro Carlos Gomes. Informações: (47) 33215715 e (47) 3221 5724 / secretaria.cev@cdl-sc.org.br.

Comunicação persuasiva para vendas Dias 24, 25, 26, 27 e 28 Orienta sobre como vender idéias, produtos e serviços de maneira convincente e utilizar a voz, o olhar e a expressão corporal. Sobre os cursos Aulas das 19h às 22h, na Casa do Comércio CDL Inclui: Certificado, apostila, estacionamento e cofee-break.

Arnaldo dos Santos

Informações e Inscrições (47) 3321 5715 / 3221 5724 / secretaria.cev@cdl-sc.org.br Desconto garantido para associado CDL. Informe-se sobre condições especiais para grupos e in-company 45


SINDILOJAS é notícia

Coluna Jurídica Redução de jornada de trabalho

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Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Emenda Constitucional (PEC) que visa a reduzir a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. Tal projeto conta com a aprovação quase unânime da população, por ser sua destinatária, não havendo previsão de redução proporcional dos salários. Neste contexto, aparentemente, empregados seriam os maiores beneficiários e o governo não sofreria perdas em suas arrecadações, ficando a classe patronal com o ônus decorrente. Segundo o Dieese, o referido ônus não representará mais que um aumento de 1,99% no custo de produção das empresas, apresentando-se como ínfimo ante aos benefícios que terão os empregados. Ocorre que este “ínfimo” aumento de custo de produção (1,99%), que está no início da cadeia produtiva, corresponde a quase 50% de toda a inflação acumulada em 2009, que foi de 4,11%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. Se aprovado o projeto, os custos serão repassados para os preços, causando inflação que, aí, sim, será paga pelos consumidores que, na esmagadora maioria, são os próprios empregados, que acabarão financiando o próprio benefício. Mas, como fazer deste projeto um real benefício à sociedade? Duas poderiam ser as alternativas: a primeira ocorreria pela contrapartida do governo que, com o desoneramento da folha de pagamento, reduziria a carga tributária, já que no Brasil o empregado ganha pouco, mas, justamente pelos encargos incidentes, custa caro. A segunda alternativa remete a questão às negociações coletivas de trabalho entre os sindicatos patronais e laborais, os quais, sem dúvida, são, se não os únicos, os mais bem preparados interlocutores

para tratar das relações que envolvem capital e trabalho. Outro aspecto que preocupa a classe patronal é que a redução de jornada, para a maioria das empresas, principalmente para aquelas que possuem reduzido quadro de empregados, comprometerá a manutenção dos horários de atendimento ao público, por absoluta impossibilidade de contratar mais pessoas, ocasionando, em muitos casos, a nefasta informalidade. Verifica-se neste Projeto de Emenda Constitucional, assim como em outras leis que passaram a viger sem a efetiva consulta das partes envolvidas, que, se aprovado, por não ter sido melhor avaliado no seu contexto, de forma apartidária, concreta e responsável, resultará na prática indevida e odiosa de ingerência do Estado nas relações trabalhistas. Por estas razões, deve a classe patronal se posicionar contrária à aprovação do PEC 231/95 não por negar à classe trabalhadora melhores condições de trabalho e qualidade de vida, mas pelos ônus e dificuldades que irão ser gerados, considerando o projeto um lamentável equívoco, na medida em que a mesma mão que concede este aparente benefício, por vias transversas, o tira.

Sindilojas participa de encontro Aconteceu em Aracaju (SE), de 21 a 23 de abril, o 26° Encontro Nacional dos Sindicatos Patronais do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. O evento, que teve como tema geral “Eficiência com Gestão Participativa”, foi realizado pela primeira vez no estado nordestino e contou com a presença de aproximadamente mil participantes de todo o País. Dentre os temas discutidos no en46

contro, destaque para “Desafio da gestão na conquista de resultados”, “Gestão pública – impactos sobre o comércio” e “Desoneração tributária sobre o faturamento e seus resultados sobre a cadeia produtiva”. Além disso, foram formados grupos temáticos de discussões sobre “Shopping Center – mudanças da lei do inquilinato”, “Desenvolvimento de polos comerciais”,

“Contribuições sindicais”, “Negociação coletiva” e “Comércio informal e suas consequências”. No último dia do encontro, a programação foi encerrada com a apresentação do resumo dos trabalhos das reuniões de assessores jurídicos e executivos e com a entrega da premiação. O Sindilojas de Blumenau participou do evento com o gerente-executivo Márcio Rodrigues.


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Maior oferta de crédito A oferta de crédito nos meses de março e abril foi maior para o consumidor catarinense. E, embora a condição de crédito favorável tenha íntima relação com o endividamento, a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) mostra que houve uma queda de 11,4% no índice de endividamento dos catarinenses, em abril. O número de famílias endividadas ou inadimplentes, que em março registrou 25%, também diminuiu, chegando a 20%. Outro dado significativo levantado na pesquisa da Confederação Nacional

do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) é o crescimento no número de famílias que ficarão inadimplentes em Santa Catarina, passando de 10% para 13%, em abril. Segundo o presidente da Fecomércio/SC, Bruno Breithaupt, das famílias entrevistadas que recebem acima de 10 salários mínimos, 75% estão endividadas e 8% estão inadimplentes. “A abertura do crédito no mercado é um facilitador do endividamento. Então, apesar do elevado nível de segurança dessas famílias em relação ao emprego, 12% têm contas em atraso”, afirma Breithaupt. O número de famílias mais ou me-

nos endividadas em março somou 23,3%. Em abril, o número chegou a 48,5%, um aumento do comprometimento com novas dívidas de 108%. Quanto às famílias com menos de 10 salários mínimos, 41,3% não possuem dívidas com cheque pré-datado, cartões de crédito, carnês de loja, empréstimo pessoal, prestações de carro e seguros. A forma de endividamento também modificou de março para abril. Antes, os carnês se destacavam como principal tipo de dívida, com 61,4%. Em abril, o cartão de crédito, com 55,6%, lidera a forma de pagamento dos endividados. (Fonte: Fecomércio)

Coluna Concilia

A Câmara de Conciliação Trabalhista é a mais prática solução para os conflitos entre empregados e empregadores. Gera imediata satisfação das partes, com garantia jurídica, celeridade e redução de custos. Em toda edição podem ser conferidas informações, depoimentos e novidades sobre este serviço. Para Marcos Schroeder, empresário no segmento de concessionárias de veículos, o grande diferencial do sucesso da Concilia, ao longo destes anos, se baseia, entre outras razões, nas seguintes características: na predispo-

sição permanente das entidades sindicais para mediar e consensar as diferentes posições; presença e participação de voluntários da classe laboral e patronal, com o objetivo comum de solucionar o conflito; ambiente mais informal, menos tenso, que acaba gerando condições mais propícias para uma argumentação mais ponderada e evitando o acirramento das diferenças de opiniões; e, por último, a consciência das partes que o procedimento na Concilia é mais ágil e simples, reduzindo o tempo na solução dos conflitos.

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MEMÓRIA

A economia

planificada Arquivo Histórico/Divulgação

O aumento do mercado consumidor brasileiro fez com que as indústrias de Blumenau crescessem Na década de 1950, o Brasil passou a experimentar uma nova fase de relacionamento entre o setor produtivo e o governo. O crescimento da economia deixou de ser espontâneo para tornar-se deliberado, com planejamento e incentivos do Poder Público. As mudanças começaram a se acentuar no segundo governo de Getúlio Vargas, que saiu do exílio voluntário no interior do Rio Grande do Sul para voltar à Presidência da República “nos braços do povo”, como ele mesmo classificara seu retorno à política. Vargas adotou uma política expansionista e nacionalista, reforçada posteriormente pelo Plano de Metas de Juscelino Kubitscheck. Criou os mecanismos creditícios, tão reivindicados pelos empresários, 48 38

como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Bando do Nordeste, em 1953. O BNDES tinha como função financiar diretamente as indústrias e também os investimentos em infraestrutura básica, como estradas, ferrovias, hidrelétricas e telefonia. O governador catarinense, Irineu Bornhausen, seguiu a trilha aberta pela União, criando o Plano de Obras e Equipamentos (POE), em 1951. Prova da necessidade de investimentos em infraestrutura foi a grande seca que assolou Santa Catarina naquele ano, prolongando-se por seis meses. O fornecimento de energia elétrica foi seriamente prejudicado, obrigando as empresas de Blumenau a paralisar as atividades, trabalhando apenas uma ou duas horas por dia. O racionamento estendeuse de 21 de maio a 14 de outubro. A ascensão de Juscelino Kubitscheck

solidificou o planejamento de incentivo à substituição das importações. Sua política desenvolvimentista, calcada no Plano de Metas, lançado em 1956, priorizava a produção local de bens de consumo duráveis, intermediários e de capital. O Brasil passou a atrair capitais estrangeiros, investidos na instalação de multinacionais e na construção de obras públicas de infraestrutura. As empresas estrangeiras foram atraídas pelo potencial de consumo da crescente população brasileira e pelos incentivos dados pelo governo. Uma complexa estratégia de incentivos foi montada, incluindo financiamento oficial, infraestrutura bancada pelo Poder Público e a possibilidade de remessas dos lucros para as matrizes das multinacionais. Começaram a ser instaladas no País indústrias até então inexistentes, como a automobilística e a naval.


Empresário Acib / CDL / Sindilojas - Ed. 37  

Revista empresarial das associações Acib, CDL e Sindilojas. Produzida Pela Mundi Editora. Blumenau / SC

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