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2010

RADAR JOVEM Por Ana Márcia Aaron

Radar jovem é um jornal universitário voltado para saber as opiniões e ideologias da juventude, porém entender um pouco o que se passa na cabeça deles é nosso objetivo. Essencial mesmo é ouvir seus sonhos, as suas dúvidas, rebeldias que se manifestam, ou seja, aqueles turbilhões de idéias que acontecem tudo ao mesmo tempo. Cesar- Como estudante de jornalismo não

Hoje vamos conhecer um estudante do curso de jornalismo da Uninove, Cesar Augusto de Fázio, 22 anos que aceitou meu convite para um bate papo livre. Nasceu e cresceu em São Paulo, a lendária terra da garoa. Não tem emprego fixo no momento. Gosta de ler diversos livros de variadas áreas, embora tenha uma leve aversão a alguns tipos de livros de ficção, preferindo os mais técnicos. Tem prazer em estimular a criatividade das pessoas e é aí que no decorrer da entrevista vamos saber o porquê disso. R.J. Você como estudante de jornalismo como se sentiu vendo a ' morte quase anunciada do diploma’?

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sentir absolutamente nada. Primeiramente, porque não planejo ser jornalista pro resto da vida. É apenas um degrau na minha história. E em segundo lugar, porque a morte do diploma representa uma imensa vantagem àquele que tem um diploma, que será favorecido entre aqueles que nada sabem sobre o assunto. Além do mais, considero uma vitória significativa para os especialistas em outras áreas que não são versados na técnica editorial, mas apenas escrevem artigos ou crônicas para publicação em impressos especializados.

R.J. O jornal impresso vem sofrendo uma queda em todo mundo, você acredita realmente que um dia vai acabar? Cesar- Não. Os livros deixaram de serem manuscritos e passaram a ser impressos e essa é a única coisa que realmente acabou exceto os diários das meninas, continuam sendo escritos. O jornal digital veio para somar, ser lido durante um tempo em que você está em frente ao computador. É diferente você pegar um impresso, físico, nas mãos e poder ler onde quiser. Por mais que você faça isso com o digital, nos celulares, as máquinas quebram, tem bugs,


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RADAR JOVEM Por Ana Márcia Aaron ou seja, podem quebrar e apagar toda a sua biblioteca. Acredito que ambas as mídias trabalharão juntas, mas é difícil definir qual será o papel de cada uma no futuro.

R.J. Com a tecnologia mudando todo dia, você acha que ficamos refém dela? Cesar- Certamente. Agora, quando foi que não fomos reféns da tecnologia? O que um homem das cavernas podia fazer para caçar um mamute sem sua lança? Como os egípcios construiriam suas obras faraônicas sem a ajuda de determinados instrumentos? Quando uma ferramenta quebra, o homem deve adquirir outra. Isso não mudou. O que mudou é a velocidade em que a tecnologia está se desenvolvendo. Contudo, se você precisa de um celular, você pode usar um modelo simples e não um touchscreen. O modelo simples não é supérfluo, ele é adequado às necessidades de uma determinada camada da população.

R.J.- Falando em tecnologia não posso deixar de citar que a TV também vem mudando. Fernando Barbosa Lima, diretor e jornalista teve vários trabalhos na TV cultura, Manchete e Bandeirantes como o 'Sem Censura', 'Canal Livre', 'Cara a Cara' e outros, disse em entrevista para o site Observatório da Imprensa em 2005 - 'que a TV de antigamente tinha pouca liberdade e tecnologia, porém era mais criativa e inteligente. Hoje com o alto padrão técnico e liberdade que temos, fazemos uma

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TV de alta qualidade, mas pouco inovadora. Se ganharmos na técnica, perdemos no conteúdo. Você concorda com isso e por quê? Cesar- Discordo. A TV tem um péssimo histórico, em todos os países, de função alienante. Dizer que ela era mais criativa e

“Jornalismo é interessante até certo ponto. É difícil dizer o que me atrai nela...”, diz Cesar. inteligente pode ser uma verdade se você disser isso àqueles que produzem os programas. Para a população, não mudou nada daquele tempo para cá. A televisão dá tudo o que pessoa quer: imagem e som. Com a imagem e o som, ela nem sequer precisa criar ou desenvolver qualquer tipo de inteligência. Existem exceções. Mas são exceções que confirmam a regra. TV Cultura, Futura, Discovery... Canais que não são assistidos pela população, independente de terem ou não TV a cabo. A maior parte das pessoas prefere canais onde, justamente não precisem criar ou desenvolver qualquer coisa. Usam-na com fins de entretenimento e esquece-se que criar e pensar também podem ser bem divertidos e relaxantes.

R.J. Os ipads estão chegando e os livros vão ser esquecidos? Você acredita nisso, qual a sua opinião? Cesar- Da mesma maneira que o jornal impresso não será esquecido, o livro impresso não será esquecido. Além disso, o ipad tem uma série de inconveniências,


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RADAR JOVEM Por Ana Márcia Aaron como ausência de suporte a Flash, não possui modo multitarefa... É mais um protótipo que caiu nas mãos do consumidor aguardando ser renovado. Mais: a pirataria de net books vai assegurar a existência dos livros físicos. Por que eu pagaria uma taxa, mesmo que em centavos, se posso ter o livro de graça pirateando-o? A facilidade de manuseio do impresso me encoraja a pagar por aquele livro.

R.J. O que você espera da profissão de jornalista e o que te atrai nela? Cesar- Jornalismo é interessante até certo ponto. É difícil dizer o que me atrai nela. Talvez o idealismo romântico dos bons jornalistas que derrubam tiranos e dão acesso à informação ou ainda a facilidade com que posso ganhar dinheiro em Assessoria de Imprensa. Mas não é isso que planejo ser para o resto de minha vida. Quero criar cenários de RPG e estimular a criatividade das pessoas, em especial à dos jovens. ☻

Ana Márcia Araújo de Aguiar RA:2208108076- 3º semestre UNINOVE - Memorial

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