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dezembro de 2011 |

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Publicação mensal distribuída gratuitamente entre todos os advogados associados da OABSP. O jornal, que existe há mais de 30 anos, passou por uma grande reformulação. Ganhou roupagem nova, diagramação moderna e design de revista. Seu conteúdo aborda assuntos de interesse geral principalmente na área de direito. Com tiragens mensais de 200 mil exemplares, o índice de leitura do Jornal do Advogado atinge de 600 mil leitores dentro do Estado de São Paulo, sendo 54% na região metropolitana.

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Rua Itápolis, 1468 – Pacaembu – SP 01245-000 Brasil +55 (11) 2691 8164 atendimento@mtbrasilcomunicacao.net


sumário

06 Especial

06 Os novos horizontes do jornalismo 08 A norma no estado de direito 14 Responsabilidade do embarcador 16 O mapa das nossas minas 20 Mais afinal, o que são vinhos de Boutique? 22 A eterna Rainha

25 Info Adv

27 Direito à imagem 30 Novo regime automotivo vai de janeiro de 2013 32 3 dicas de precificação de serviços e uma história

35 Info Odonto

36 Má-escovação dentária pode causar várias doenças 38 Saiba se você é candidato para clarear os dentes

39 Info Saúde

40 Confira 8 mitos e verdades dos alimentos 41 Suco de clorofila limpa e ajuda a emagrecer 42 Vacina protege adolescentes vida sexual 43 Os 10 grandes vilões do rendimento no trabalho 44 Os melhores cruzeiros pelo Brasil 2013 46 Panqueca de Ricota e Espinafre 47 Torta de maçã e pêra

expediente

Diretoria Executiva: Matheus Bergara Luz Jornalista: Sandra Luz Publicitário: Guilherme Pereira Diretor de Tecnologia: André Branco Designer e projeto gráfico: Guilherme Pereira / Felipe Ferraz Digitador: Felipe Ferraz Estagiária Carla de Santi Comercial: Glauber Couto Conselheiro Juridico: Dr. Wilson Gianulo Colunistas: Dr. D’Urso, Dr. Luis Nassif, Dr. Percival Maricato, Dr.Wilson Gianulo, Dr. Marco Luz, Fernanda M.Tojo, Débora Lopes. Colaboradores: Dra. Silmara Marquesini, Kleber C. Nobrega, Breno Aguiar, Jussara de Barros, Ricardo Miguel, Fernanda Barrense, Jussara de Barros, Luis Cesar Jum Motoyama, Rodrigo dos Santos, Izara Alvarenga, Marcelo Cardoso, José Roberto Romeu Roque, Rodrigo Lagrega, GNT, Carol de Castro Jurídico: MLuz Advogados e Consultores Tecnologia de envio: MT Brasil Comunicação A Guia Digital Adv.COM é uma criação da MT Brasil Comunicação dirigida aos profissionais do direito estendida para todos os seguimentos da sociedade, já que trata de assuntos de abrangência global, sendo enviada por endereçamentos de e-mail para todo o território nacional.

49 Info Mulher

50 Excluir carboidrato 2 dias na semana 52 Meia-calça: a grande aliada das mulheres no inverno 54 Prós e contras da reposição hormonal

55 Info Auto

56 Policia Alemã recebe BMW M5 em sua frota 57 KTM revela nova 1190 Adventure 58 Novos Sandero e Logan devem vir para o Brasil

Capa de Setembro: Joaquim Barbosa, o Torquemada do Supremo Portal www.mtbrasilcomunicacao.net MTBrasil - Comunicação Rua Itápolis, 1468 - Pacaembu - SP Fone: 2691-8164 Nextel: 7886-5503


especial

especial

Os novos horizontes do jornalismo Por Luis Nassif Ontem o site Comunique-se realizou sua cerimônia anual de premiação de jornalistas, eleitos pela própria categoria. Foi uma festa majestosa, mas algo nostálgica. Nos próximos anos ocorrerão mudanças radicais no jornalismo, muito mais do que aconteceu até agora, alterando completamente o perfil do trabalho e do profissional. A profissão de jornalista, tal qual se conhece hoje em dia, consiste em uma pessoa com domínio sobre a escrita, sobre algumas técnicas específicas, que trabalha ou nas redações de jornais ou em casa, como freelance. As técnicas são conhecidas há tempos: como escrever o lide (abertura) da matéria, encadear as informações, mencionar as declarações de fontes, escolher o título chamativo etc. Nas redações, o modo de produção pouco mudou, apesar dos avanços da tecnologia. Há o pauteiro, que de manhã ajuda a planejar o jornal do dia. Depois o repórter, que recebe a pauta e vai atrás das informações. No final do dia, o texto é entregue a um redator que o burila e coloca o título. E passa para um editor, que dá a palavra final e seleciona as melhores matérias para as chamadas de capa no caderno ou no jornal. O jornalismo online mudou pouca coisa nesse modelo. Nele, repórteres escarafuncham a Internet, acompanham 6

o que sai nos concorrentes, e reproduzem notícias instantâneas de outros sites, nacionais ou estrangeiros. Mas tanto o modelo de produção quando o de difusão é o mesmo. Com o avanço significativo da Internet, a proliferação de redes sociais, bancos de dados, sites especializados, recursos de multimídia, muda totalmente o espectro do jornalismo. A primeira grande mudança é que o jornalista perde a prerrogativa da notícia. Até agora, para um determinado dado virar notícia, necessita da interferência de um jornalista – ou de um veículo de mídia.

investigação jornalística. A vastíssima quantidade de informações disponíveis na Internet exigirá cada vez mais uma visão de gestão do conhecimento. E, principalmente, a humildade de deixar de ser o protagonista da reportagem para se transformar no mediador, a pessoa capaz de estimular uma discussão pela Internet e extrair dela as conclusões necessárias para escrever a matéria. Serão novos tempos muito interessantes, que alargarão mais do que em qualquer outra época os horizontes do jornalismo. Fonte: http://migre.me/aS7Yx

Daqui para frente, e cada vez mais, não haverá barreiras para a produção de notícias. As associações, ONGs, movimentos sociais, pessoas físicas, todos produzirão suas próprias notícias. Às especialidades atuais do jornalista, se agregarão outras competências: a pessoa que, além de reportar, sabe filmar, editar vídeo, montar aplicativos para prospectar bancos de dados públicos etc. Do lado do empregador, as alternativas não se resumirão mais às empresas tradicionais de mídia ou assessorias de imprensa. Haverá a necessidade de trabalho jornalístico em todos esses novos agentes. Além disso, assim como existem jovens desenvolvedores de aplicativos para iPhone, haverá aplicativos próprios para Foto: Stock.XCHNG

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especial

especial

A norma no estado de direito como elemento metodológico comum Introdução O Estado de Direito que representou evolução do modo de se conceber a proteção a certa gama de direitos não ostenta contornos identificadores que o ponham à distinção de qualquer outra ordem de conhecimentos da ciência jurídica que congregue o mesmo objeto. Sua origem histórica recente, a partir das idéias do Iluminismo repousa em elementos comuns ao constitucionalismo, como meio de enfrentar e controlar o poder e garantir a sustentabilidade jurídica da nação frente ao Estado, o que se deu especificamente no plano individual num primeiro instante, elevando-se ulteriormente para plano social de proteção dos direitos postos na Constituição. Particulariza-se, ou regionaliza-se o Estado de Direito na Europa latina, germânica e anglo-saxã, bem assim nos países americanos que de uma forma ou de outra se submeteram à sua influência, não se podendo aplicar substancialmente suas características ao demais mundial dadas às diferenças estruturais que outros Estados asiáticos médio-orientais, etc. guardam relativamente aos primados identificadores do objeto deste estudo. As meditações que se seguem resultam das dificuldades que o tema apresenta quando submetido ao exame da priorização temática em relação aos sujeitos submetidos à norma jurídica na constante da polarização elaborador-destinatário. O estudo do método prevalente na concepção normativa indica os resultados práticos do ordenamento sobre os destinatários assim entendidos tanto a seção do poder que põe a norma, como aquele que terá seu comportamento regulamentado por ela. O sistema onde tais ordenações se desenvolvem merecem menos destaque que a análise 10 8

do método que se desenha na sua utilização para a consecução e complementação sistêmica. As diretrizes que compõem o todo ordenado autônomo determinam sua apresentação e peculiaridades que prevalecem, sob contextos de minimalização comum entre seus elementos afim de que se expandam as irradiações de um ponto individual para a coletivização das normas no sistema com ampliações indutivas do indivíduo para o coletivo social sempre fazendo preceder de uma sedimentação institucional. As conclusões que se sucedem emanam da contingência metodológica largamente anotada nos textos doutrinários que acabam por imprimir o tom axiológico de cada sistema de Estado de Direito. A abordagem não é inédita, mas apega-se a metodologia empregada em cada um deles para buscar identificar as finalidades que devem nortear o comportamento prático do que se denomina Estado de Direito. 1. As distinções entre os estados e sua configuração O mundo ocidental, como dito anteriormente, esposa o que se pode denominar de Estado de Direito Ocidental. Essa identificação não se sustenta ontologicamente, nem se presta a identificar uma qualidade inerente ao gênero Estado de Direito não se podendo, certamente, designar-se uma ordem comum para todos os países do mundo e, de certa forma, nem ao menos para o corte ocidental do planeta. O fato é que as culturas dentro de suas características psicologias, culturais e sócio-econômicas assumem diferentes concepções onde não se pode avaliar com isenção sobre as particularidades políticas e jurídicas,

sem falar da religiosa dentre os ramos muçulmanos, confucionistas, budistas, hinduístas, para apenas citar uns poucos exemplos. A verdade é que tais culturas colocam-se visivelmente em situação tal que tornam impraticável uma planificação de caracteres comuns que viabilizem o exame do conjunto equiparável entre os vários Estados soberanos. Eis a razão pela qual se utiliza neste trabalho das peculiaridades da Europa e Américas para situar as indagações e considerações que se seguem. 2. A prevalência de interesse do poder As experiências mais significantes estão calcadas no État de droit francês, Rechtsstaat alemão, no rule of Law inglês, e no rule of Law estadunidense. O embate que se trava entre todos os sistemas aqui listados aponta para a questão de prevalência ou não de um setor do poder em relação e preponderância aos demais Para o Estado de Direito francês a origem primeira da legitimidade legislativa, ou de dizer e ditar normas comportamentais emana do poder soberano popular, centralizando no parlamento a concentração de poder supremo de ditar normas jurídicas. Independentemente da distinção entre poder constituinte e constituído , o direito francês estabelece desde a revolução visão de segundo a qual a representação popular centrada no parlamento teria condições de não apenas regulamentar os ditames constitucionais constituídos como também alterar os primados originais como afeitos ao poder constituinte original. A prevalência do poder soberano popular, por assim dizer, fundamenta a legitimidade do parlamento que deve traduzir as designações jurídicas dos governantes de fato da nação.

Ante a desconfiança da Revolução Francesa relativa aos agentes públicos dentre eles os juízes , encontrou-se no parlamento pela sua formação a base de equilíbrio fundante da atuação do Estado em relação aos direitos e garantias a serem acolhidos no ordenamento francês. Assim, é o legislativo que põe a norma, mas, a autolimitação de seu poder está diretamente ligada a periodicidade com a qual os ditames constitucionais deverão ser revistos. A prevalência metodológica para impor o direito advém, de fato, da burguesia vencedora que acaba impondo, ao longo da trajetória política e social da França métodos de restrição à manifestação eminentemente popular, com o voto censitário e a repressão armada como a que se deu em junho de 1848 em Paris. A justificativa de semelhante atitude consiste em negar a ruptura permanente que a revolução engendra, impondo-se a ordem como elemento de progresso e normalidade capazes de permitir a reestruturação francesa em seus primados jurídicos e políticos. O conjunto de direitos fundamentais que se pretende fazer incluir na Constituição revela o movimento de institucionalização da revolução e a sua consequente transformação em Estado jurídico de normalidade, o que se verifica em dois momentos da história francesa particularmente em dois instantes históricos bem delineados; a constituinte do final do Século XVIII e a admissão de direitos sociais depois do levante de Fevereiro de 1848 . De se ver que tais inserções constitucionais de direitos sociais não se estabelecem efetivamente e por inteiro no contexto das motivações que impõem as manifestações quer revolucionárias, quer resultantes das manifestações políticas de pressão social, mas da outubrode de2011 2012| | 9b dezembro


especial imposição de concessão negociada entre a classe média detentora da maior parte do poder político advindo do econômico que acaba sujeitando o grosso populacional no molde do que se tem por possível de ser obtido. O processo é caracteristicamente próprio das conquistas por sedimentação camada por camada, com pouca variabilidade no tempo da acomodação de cada um delas que depende diretamente das variações econômicas conjunturais para que se processe qualquer alteração. A idéia de sedimentação se aplica para explicar a aparente necessidade de que as classes se acostumem com a instituição e posteriormente busquem ampliar seu conteúdo. O que se defende neste curto exame é a constatação de que o Estado não se alinha com iniciativa de implementação de regras voltadas para a ampliação e aprofundamento dos direitos sociais e garantias sobre direitos sociais. O encampar aspirações sociais quanto a proteção de direitos fazendo-os protegidos pelo Estado dependem de extensa manifestação popular que se impõe pelos meios de pressão que no conjunto da estrutura esposada pelo Estado de Direito Francês e Alemão, cada qual de forma particular, mas semelhante, culminaram com modificações político-sociais que alteraram a feição geopolítica da Europa e do Mundo entre os séculos XIX e XX, especialmente em decorrência das feições normativas primeiro legalistas e por conseguinte da possibilidade de que movimentos totalitários se verificassem especialmente no início do último século o que, posteriormente culminou com a constitucionalização dos primados jurídicos do Estado de Direito Processo semelhante, mas, não absolutamente idêntico se passou com o Estado de Direito alemão que a partir de 1848 desenvolve a teoria dos direitos públicos subjetivos de Jallinek, centrando no parlamento a única fonte indiscutida do direito, que se autolimita em razão de complexidade do sistema parlamen10 12

especial tar que passou a oferecer certa quantificação de garantias de não permitir abusos em seu desenrolar. A orientação do sistema alemão se põe clara quando se analisam os postulados de Friedrich Julius Stahl e Roberto von Mohl, especialmente quanto ao ponto central de sua teoria esposada pelo primeiro que o sujeito de direito é o povo na sua unidade e não o indivíduo enquanto tal, o que exclui a política do comportamento estatal que entende deva ser exclusivamente jurídico, ao passo que no ver do segundo dos doutrinadores aqui mencionados o Estado estará indelevelmente vinculado ao indivíduo em seus direitos fundamentais . A controvérsia, de fato, serve para ilustrar o que se vem dizendo nestas considerações, o ponto comum é o método de prevalência da forma pela qual o poder institui o tratamento entre ele e o destinatário individual ou coletivamente considerado. Dessa forma, do ponto de vista de Stahl as relações do Estado com os destinatários é coletiva individuada pela noção de povo enquanto unidade representativa ao passo que para Mohl a designação atende à relação individual e nesse passo atomista e de igual forma dependente de mecanismos conjunturais de agrupamento que anos mais tarde será defendido por Otto Bähr. Sob tais aspectos o que sobra de comum nas dissensões apresentadas conduz o Estado de Direito a uma tratativa institucional de opções comportamentais de caráter evidentemente procedimentais que somente a sedimentação virá a aperfeiçoar ou a indicar alteração encampada na diretriz constitucional apropriada, com prevalência de necessidade inspirada na orientação política dominante. 2.1. O diferencial anglo-saxão e estadunidense A evolução do rule of Law inglês centrado na jurisprudência e na primazia do parlamento

em contraposição parcial do que se verifica na versão norte-americana com o controle jurisdicional da constituição e legalidade dos atos, aponta para o deslocamento neste caso em particular, da manifestação do poder na sua forma de conceber o Direito, tendo por elemento comum o Common Law, enquanto mecanismo de sedimentação que acaba por informar a estruturação das regras normativas do ordenamento A mesma premissa se estabelece sob o aspecto da modificação e incremento do Direito que no conjunto das decisões tiradas das manifestações jurisdicionais necessita de sedimentação a fim de que se consubstancie em novas diretrizes. A maneira pela qual tal ocorre é que parece oferecer uma maior tranquilidade institucional, uma vez que a atividade judiciária tanto num como noutro exemplos em termos individuais atualiza a forma de solução interpretativa das normas norteadoras dos comportamentos num processo de constante renovação e aplicação aperfeiçoada do ditame normativo. Tal proceder implica no aperfeiçoamento da norma em sua aplicabilidade individual com reflexos no conjunto normativo, que passando ao parlamento a ele chega de certa forma, sem a defasagem temporal possibilitando que o conteúdo normativo mantenha-se vigente com incidência regulatória atual a gama de questões nas quais é objeto de indagação jurisdicional. Verifica-se que na aplicação das idéias de instituição e de regularidade dos comportamentos jurisdicionais e de elaboração de regras de padronização comportamental o sistema no qual as questões litigiosas são resolvidas com fulcro em premissas histórico-jurídicas dosadas com o grau de sensibilidade política que cada caso faz impor, acaba por traduzir sentimento de compreensão sedimentada na prática que culmina com o melhoramento do sistema porquanto se faz conhecido bem assim, os ditames pelos quais serão apreciadas as contendas e as objeções num espaço

temporal distendido capaz de padronizar o comportamento. Disso se tira que os fenômenos verificados nos países latinos e até certo ponto no de orientação germânica de certa dificuldade em fazer sedimentar procedimentos ao longo do transcurso de determinado lapso temporal mostraram-se mais suscetíveis de conduzirem a manifestações violentas e voltadas para a ruptura com o contexto contra o qual se objeta anacronismo e incompatibilidade com os anseios populares. 3. Síntese e consequência Do apertado exame feito tem-se que apesar de estruturalmente diversos as modalidades de Estados de Direito diferenciam a forma pela qual põem o Direito, mas não o método pelo qual vêm as normas à lume, que se desenha levando em conta a prevalência do interesse do conjunto social preponderante, o que se estabelece no conjunto econômico e político, já que a distensão é jurídica, após processo de sedimentação o mais lento possível dos embates entre o poder e a consciência popular e as necessidades por elas esposadas. Essa conjuntura se mostra mais ou menos visível dependendo da atualização que as normas jurídicas possam vir a sofrer em contraposição as modificações no campo político e econômico com a ascensão de grupos que não tenham contemporaneamente ocupado postos de influenciação econômico-político-social em concorrência com as necessidades de maior ou menor intensidade nas quais a população esteja submetida. A consequência prática para tal constatação especialmente para sistemas que não contém dispositivos de atualização e sedimentação dos procedimentos de instituições que devem ser apreendidas pelos destinatários das normas é uma maior intensidade da atuação dos órgãos jurisdicionais, outorgando-se conforme o caso ao julgador maior intensidade outubrode de2011 2012| | 11 dezembro b


especial de poder para aplicar a norma constitucional diretamente pela aplicação mediata de princípios em detrimento, muitas vezes do conjunto normativo legal. A atuação de cortes constitucionais, a despeito do que sucede com a Alemanha e Portugal é outra consequência prática da constatação de uma menor atualização cotidiana e institucional do ordenamento normativo. No particular do incremento dos direitos individuais e ou coletivos nos casos de se assegurar constitucionalmente direitos de queixa contra ilegalidades ou inconstitucionalidades como é o que se dá na Constituição Portuguesa (artigo 52, 1), autorizando-se a qualquer cidadão o direito de resistência contra atos que lhe venha aviltar o status social (artigo 21). De certo que no Brasil, em seu sistema híbrido que envolve o controle jurisdicional difuso de constitucionalidade não se tem a figura correlata da constituição portuguesa como se viu acima, a não ser pelo instituto da Ação Popular igualmente acolhida no sistema português, e pelo direito de petição que impõe ao poder público o deve de resposta. Não ostenta de outra parte como ocorreu na primeira constituição brasileira direito congênere ao estabelecido na constituição portuguesa de queixa contra quaisquer ilegalidades ou inconstitucionalidades com se via no artigo 179, inciso XXX. Mantém-se, todavia, fiel o sistema ao direito de resistência, artigo 5º, parágrafo 2º . De toda forma a aplicação da constituição brasileira como norma fundante de resolução de contendas jurídicas apoiada diretamente em sua eficácia e em princípios ocupa espaço importante no mister de atualização do ordenamento jurídico, sem contudo, manter sincronia como o que se passa no Common Law, de forma geral, mas, inegavelmente, se aproxima do desiderato sedimentador do direito e a atualização de sua evolução no que acompanha os sistemas quanto a metodologia aplicada na estruturação do Estado de 12 14

Direito.

5. Referências bibliográficas

4. Conclusão

ARENDT, Hannah. (1972). Crises da república. Editora Perspectiva. São Paulo. BASTOS, Celso Ribeiro et MARTINS, Ives Gandra. (1988). Comentários à constituição do Brasil. Editora Saraiva. São Paulo. BOBBIO, Norberto. (1997). A teoria das formas de governo. Editora UNB. Brasília. BERLIN, Isaiah. (1999) O sentido de realidade. Editora Civilização Brasileira. Rio de Janeiro. BONAVIDES, Paulo. (2006). Curso de direito constitucional. Malheiros Editores. São Paulo. BERCOVICI, Gilberto. (2008) Constituição econômica e desenvolvimento. Revista da FBDE. nº 1. Belo Horizonte. EASTON. David, et alli. (1970). Modalidades de análise política. Zahar Editores. Rio de Janeiro. EMMANUEL KANT, (2000). Doutrina do direito. Forense Universitária. São Paulo. CANOTILHO, José Joaquim Gomes. (1994). Constituição dirigente vinculação do legislador. Coimbra Editora. Coimbra. COSTA. Pietro et ZOLO, Danilo, et alli. (2006). O estado de direito história, teoria, crítica. Editora Martins Fontes. São Paulo. FERREIRA FILHO. Manoel Gonçalves. (2000). Comentários à constituição brasileira de 1988. Editora Saraiva. São Paulo. __________. (2005). Direitos humanos fundamentais. Saraiva. São Paulo. __________. (1974). Direito constitucional comparado – o poder constituinte. José Bushatsky Editor. São Paulo. FERRAZ JÚNIOR, Tércio Sampaio. (2007). Direito constitucional. Editora Manole. Barueri. GARCIA, Maria. (2004). Desobediência civil direito fundamental. Editora Revista dos Tribunais. São Paulo GOMES, Luiz Flávio et LUIS VIGO, Rodolfo. (2008). Do estado de direito constitucional e transacional: riscos e precauções. Editora Premier Máxima. São Paulo. HANS KELSEN. (1979). Teoria general Del derecho y del estado. Unam. Cidade do México; HOBSBAWM, Eric J. (2009). A era das revoluções. Editora Paz e Terra. São Paulo. _________. (2009). A era do capital. Editora Paz e Terra. São Paulo. LIMA, Alceu Amoroso. (1956), Política. Editora Agir. Rio de Janeiro.

Do que se viu até aqui a gama de elementos comuns entre as formas de Estado de Direito mais estudadas e conhecidas do mundo ocidental afora os caracteres de ordem formal como secularização, supremacia da lei, etc., ostenta uma constante metodológica que se prende à sedimentação das instituições jurídicas passando pelo influxo de concepção e formalização do Direito pelo poder sob a influência estreita de grupos preponderantemente influentes dadas as condições de ordem política, econômica e social em relação de tensionamentos projetados entre os sujeitos destinatários das normas. O método incidente aponta para uma sedimentação jurdíco-comportamental e institucional que aproxima da atualização da norma contemporaneamente a atuação do poder em estabelecer inovações sobre seu conteúdo sempre com o intuito minimizador das dissensões. Como se disse algures em todas as formas de expressão do Estado de Direito incrementa-se procedimento de atualização da prática da atuação normativa, quer por meio do sistema da Common Law, quer por intermédio de outras diretrizes que atribuam ao sujeito meios de resolução dos casos contrapostos aos interesses dos envolvidos nas relações jurídicas, mas sempre com a projeção do individual para o coletivo o que se dá por finalidade do próprio sistema.

LOPEZ CALERA, Nicolas Maria. (1969). La estructura lógico-real de La norma jurídica. Mundo científico, Madrid. MIGUEL HERRERA, Carlos. (2007). Estado, constituição e direitos sociais. Revista da Faculdade de Direito da universidade de São Paulo. Editora Usp. São Paulo. MIGUEL REALE. (2005). Teoria do direito e do estado. Editora Saraiva. São Paulo. MILIBAND, Ralph (1982). O estado na sociedade capitalista. Zahar Editores, Rio de Janeiro. 1982 MIRANDA, Jorge. (2000). Manual de direito constitucional. Coimbra Editora, Coimbra. MIRKINE-GUETZÉVITCH, Boris. (1957). Evolução constitucional européia. José Konfino Editor. Rio de Janeiro. PRADO KELLY, (1966). Estudos de ciência política. Editora Saraiva. São Paulo. WOLKMER, Antonio Carlos. (1990). Elementos para uma crítica do estado. Sergio Antonio Fabris Editor. Porto Alegre. ZIPPELIUS, Reinhold. (1997). Teoria geral do estado. Fundação Caloustre Gulbenkian, Lisboa.

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especial

Responsabilidade do embarcador

O Ministério Público Federal tem movido ações civis públicas em face de embarcadores de carga em razão de excesso de peso apurado nos eixos dos caminhões. As empresas defendem-se sustentando, entre outros argumentos, que (i) os embarques obedecem aos limites da regulamentação, mas, com a movimentação do caminhão, as cargas acomodam-se de maneira não homogênea, concentrando-se em algum dos eixos, e (ii) não há hoje consenso sobre mecanismo técnico eficiente de contenção dessa acomodação. O Código Brasileiro de Trânsito prevê que o embarcador é responsável pela infração relativa ao transporte com excesso de peso nos eixos ou no peso bruto total quando, simultaneamente, for o único remetente da carga e o peso declarado na nota fiscal, fatura ou manifesto for inferior àquele aferido. Quanto ao peso total a questão é mais simples. Se houve embarque em excesso, a infração é claramente atribuível ao embarcador. No peso por eixo, porém, é necessário aprofundar a reflexão. De início vale lembrar estudos como o relatório de junho de 2010 da Secretaria de Política Nacional de Transportes que aponta que, numa amostragem de cento e setenta e 14

cinco multas aplicadas por excesso de peso por eixo, em nenhum dos casos o peso bruto total dos veículos superava os limites legais. Isso indica que os caminhões saíram dos estabelecimentos dos embarcadores atendendo a regulamentação. Logo, eventual sobrepreso nos eixos foi provocado por fato alheio ao embarque, não tendo relação com a conduta do embarcador. Sendo assim, não está presente um pressuposto básico para responsabilizá-lo: um ato ilícito. Contra esse entendimento alguém dirá que o embarcador assume o risco do transporte e, de qualquer modo, deve ser responsabilizado. A afirmação talvez fizesse sentido se fosse tecnicamente viável evitar, no procedimento de embarque, a movimentação sobre os eixos da carga em trânsito. Contudo, na ausência de uma solução, não se pode dizer que o risco é do embarcador, porque ninguém assume álea que não pode controlar ou evitar. Sequer é razoável exigir que ele remeta quantidades menores, pois o resultado pode ser desastroso: com mais espaço para a carga se movimentar, maior será o deslocamento e o efeito inercial pode até desgovernar o caminhão. Soma-se a isso o custo da capacidade ociosa, que será refletido no frete. Foto: Stock.XCHNG

Desse modo, medidas como as ações civis públicas referidas acima e outras com objetivo punitivo não encontram respaldo na matriz básica do conceito de responsabilidade civil. Falta a ocorrência de um fato imputável ao embarcador. Nesse contexto, responsabilizálo corresponde a um desvio de finalidade da punição. Esta, que deve ter um fundo pedagógico, torna-se ferramenta exclusivamente sancionatória, sem o condão de conduzir à resolução do problema. As multas passam, pois, a representar apenas mais um encargo da atividade do embarcador, que deverá ser acrescido aos preços dos produtos ao longo do tempo.

especial

Faculdade de Direito da USP. Dr. Kleber é professor do LLM do Insper Direito, do GVLaw e da FIA (MBA), além de diretor do Viva o Centro (SP).

Evidente que o excesso de peso por eixo é uma preocupação. Contudo, antes de se iniciar uma “caça às bruxas”, o mais racional seria a organização de um trabalho conjunto de todos os atores envolvidos (embarcador, transportador, Poder Público etc.) a fim de validar um mecanismo que mitigue os impactos do peso excedente ou revise as referências de cálculo desse peso. · Dr. Kleber Luiz Zanchim (sócio SABZ Advogados) - Especializado em Infraestrutura e Imobiliário, o sócio do escritório SABZ Advogados é doutor em direito civil pela outubro de 2012 | 15


especial

curiosidade

O mapa das nossas minas Segundo maior produtor mundial de ferro e manganês, o Brasil faz a conta de quanto tempo as atuais reservas irão durar enquanto procura por novas jazidas Piercings, motores de jatos e oleodutos têm algo em comum. Todos levam nióbio em sua composição. Resistente e raro, esse metal é um presente geológico para o Brasil, que concentra 98% da oferta mundial. Caso novas jazidas não sejam encontradas, esse quase monopólio nacional tem prazo para acabar. Ao ritmo atual de exploração, em 57 anos não será encontrado mais um grama de nióbio em solo brasileiro. Com preocupações desse tipo, os maiores geólogos e especialistas em mineração do mundo se reúnem em Santos (SP), entre 30 de setembro e 5 de outubro, durante o 46º Congresso Brasileiro de Geologia. Além de encontrar formas de beneficiar as populações das áreas exploradas, os pesquisadores vão expor ideias que garantam matéria-prima para que as gerações futuras também possam ter seus piercings, jatos e oleodutos. Especialistas na área são unânimes em afirmar que estão distantes os dias em que os recursos minerais estarão extintos. Muito mais do que se preocupar com o fim das reservas conhecidas, engenheiros e geólogos devem descobrir como explorá-las com mais eficiência e procurar por novas jazidas. “No Brasil, podemos e precisamos encontrar muitas outras reservas. O problema é que gastamos em pesquisa geológica o mesmo que Argen16

tina e Chile, que têm território muito menor”, pondera Fábio Braz Machado, presidente da comissão organizadora do congresso. Contrário às previsões mais alarmistas sobre o fim de nossas reservas, o geólogo David Siqueira Fonseca, do Departamento Nacional de Produção Mineral, lembra o cenário da crise do petróleo em meados dos anos 1970. “Diziam que o mundo teria óleo, no máximo, até 1985. Mas as técnicas de prospecção evoluíram tanto que ninguém mais estipula uma data para o fim do petróleo na Terra”, diz. Para ele, um dos maiores problemas da mineração nacional é o baixo conhecimento que o País tem sobre suas próprias formações geológicas. Um fator que impede estudos mais aprofundados são as áreas de proteção ambiental ou indígenas. Nelas, os cientistas são impedidos de lançar as suas sondas. Mas isso não gera um conflito entre geólogos e ecologistas. “Essas áreas são uma espécie de reserva para o futuro. Quando as jazidas atuais estiverem esgotadas, será a hora de discutir o momento de começar a explorar essas áreas”, afirma Fonseca. Outra dificuldade da pesquisa geológica nacional é a falta de engenheiros e geólogos. Estimular a formação e preparação de profissionais especialistas em mineração é uma das preocupações do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). Desde o início Foto: Stock.XCHNG

deste século, a mineração nacional passou por um boom e chegou a uma situação de pleno emprego, o que obriga as empresas do ramo a prospectar engenheiros e geólogos como se fossem ouro. Mesmo com essa deficiência de pessoal, o Brasil comemora a descoberta de jazidas com metais supervalorizados e raros nesses tempos em que a tecnologia exige materiais cada vez mais versáteis. Em 2011, foi encontrada na Bahia uma grande reserva de tálio, metal usado em contrastes de exames cardiológicos e como supercondutor na transmissão de energia. Outra descoberta, também na Bahia, ocorreu neste ano. O geólogo João Carlos Cavalcanti encontrou no oeste do Estado uma reserva estimada em 28 milhões de toneladas de neodímio – um dos 17 elementos que compõem o grupo de minerais chamado de terras raras, usados em equipamentos como carros elétricos, smartphones e tablets.

público que for ao congresso em Santos terá várias portas de entrada para o mundo da geologia. A 800 metros do Centro de Convenções Mendes, sede do evento, será montada a Praia das Geociências, espaço para que leigos e curiosos conheçam a variedade geológica do Brasil. Os frequentadores também poderão adquirir o livro “Brasil Geológico”, do geólogo Ricardo Siqueira, que juntou ciência e fotografia para investigar as mais fascinantes formações rochosas brasileiras. Por fim, quem comparecer volta para casa com uma amostra da nossa riqueza mineral: um vidrinho contendo 1,8 ml de petróleo vindo diretamente do pré-sal. Fonte: http://migre.me/aS9B4

Enquanto os estudiosos debatem soluções e comemoram descobertas como essas, o outubro de 2012 | 17


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especial

Mais afinal, o que são vinhos de Boutique?

Tudo começou na década de 90 na França, região de Bordeaux, onde um grande conhecedor chamado Jean Luc Thunevin resolveu produzir um vinho específico e especial, este nomeado como Château Valandraud. A ideia era uma produção muito reduzida e de extrema qualidade, com conceito bem artesanal, desenvolvidos dentro mesmo de sua garagem, porém, com todo o cuidado e delicadeza como mandam os grandes vinhos franceses. Desta produção foram produzidas 1,5mil garrafas em barricas novas. Claro que a princípio sua ideia havia sido criticada por ilustres especialistas no assunto, porém, seus vinhos ficaram tão especiais e harmoniosos que o mito virou fonte de inspiração para a nova geração de produtores de vinhos de altíssima qualidade. Assim nascem então os vinhos de Garage ou Boutique, com o propósito de uma produção limitada, porém de muita qualidade, com expressão única de todo o terroir. Alguns produtores de vinhos de Garage ou 20 22

Boutique existentes no mercado: Produtor “La Fortuna” Chileno Produtor “Pericó” Brasil Produtor “Villa Francioni” Brasil Produtor “Dunamis” Uruguai

Além de outros como: Von Siebenthal, Chocalán, Portal del Alto, além de Laura Hartwig e El Huique. Fernanda M. Tojo Personal Wines | Site Madame Champagne

dezembro de 2011 |

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especial

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A eterna Rainha Hebe fez várias cirurgias e tratamentos após descobrir câncer em 2010. Consagrada como apresentadora de TV, ela começou a carreira cantando. A apresentadora Hebe Camargo morreu em São Paulo, neste sábado (29), aos 83 anos. Ela lutava contra o câncer desde 2010 e morreu, segundo a assessoria do SBT, após sofrer uma parada cardíaca, ao se deitar para dormir, nesta madrugada. Hebe é um dos maiores ícones da televisão brasileira e ficou internada pela última vez por quase duas semanas em agosto. Nos últimos dois anos passou por cirurgias e tratamentos contra o câncer. O velório começa nesta noite no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado de São Paulo, no Morumbi. Inicialmente, o velório estava marcado para às 18h – o carro funerário chegou à casa da apresentadora por volta das 16h15 e deixou a residência perto das 19h. Já o sepultamento está marcado para as 9h30 deste domingo (30), no cemitério Gethsemani, afirmam funcionários do local e o governo do Estado de São Paulo. A morte da diva causa repercussão entre artistas e políticos brasileiros nesta tarde. A presidente Dilma Rousseff divulgou nota oficial em que se refere a Hebe como “minha querida amiga” e diz que ela foi “uma das mais importantes personalidades da televisão brasileira.” A apresentadora Ana Maria Braga publicou no Twitter uma homenagem: “Os amigos do Sorriso da TV brasileira, Hebe, choram a Estrela que se vai. Saudade”, escreveu.”Uma mulher estupenda, corajosa, e uma entrevistadora franca e leal. Vai deixar muitas saudades. O exemplo dela foi dignificante”, declarou o deputado federal pelo PP de São Paulo, Paulo Maluf. Já o apresentador Jô Soares comentou a impressão que Hebe causava nas pessoas: “Uma vez, eu fui intérprete de uma entrevista dela com várias pessoas. E todas se refe22

riam a ela como uma grande senhora, uma grande estrela. Ela realmente tinha uma certeza do que fazia que era sensacional. Ela estava acima do bem e do mal”. Em mais de 60 anos de história na televisão brasileira, a apresentadora tinha um estilo próprio de entrevistar as pessoas. Ela se tornou popular com a expressão “gracinha”, usada para elogiar convidados. Outra marca registrada de Hebe era dar selinhos nos entrevistados que passavam por seu famoso sofá. Estamos perdendo uma mulher que é um marco da televisão brasileira (...). Nos acostumamos a têla como uma de nós”, disse a atriz Irene Ravache, completando que estar com Hebe era “uma festa”. Já a atriz Lolita Rodrigues, uma das melhores amigas de Hebe, se emocionou ao falar da morte da apresentadora e comentar o estado de saúde dela. “Eu estive com ela há um mês. Ela ainda estava no hospital. Ela estava muito triste, e eu fiquei muito admirada porque a Hebe era a alegria em pessoa. Ali, eu tive certeza de que nada mais era... Era esperado, mas dói muito. Perder um amigo sempre dói muito.”

Biografia

Nascida em Taubaté (SP), a 130 km da capital, Hebe Maria Monteiro de Camargo Ravagnani começou a carreira cantando. Entrou para a TV logo após a fundação da primeira emissora brasileira, a TV Tupi, onde ela fazia aparições nos programas como cantora. Estreou como apresentadora em 1955, no programa “O mundo é das mulheres”, na TV Paulista, a primeira atração voltada especialmente para mulheres. Antes disso, havia substituído Ary Barroso no programa de calouros apresentado por ele. Depois disso, a apresentadora ficou afastada da TV por um período, até que em 1966 estreou o dominical que levava seu nome na TV Record. A atração contava com o músico Foto: Stock.XCHNG

Caçulinha e era líder de audiência. Foi responsável por dar espaço para novos talentos ligados à Jovem Guarda. Para dedicar-se ao filho, Hebe ficou afastada da televisão por cerca de dez anos, quando voltou a aparecer na TV Bandeirantes. Em 1985, aceitou o convite do SBT para comandar uma atração na emissora. Em quatro de março de 1986, entrava no ar o “Programa Hebe”, comandado por ela até 2010. Em dezembro do mesmo ano, Hebe assinou contrato com a RedeTV e estreou na emissora em março de 2011, onde ficou até este mês, quando acertou retorno ao SBT. Segundo a assessoria do SBT, ela estava muito feliz com a volta à emissora.

Carreira musical

Famosa como apresentadora, ela não deixou de lado a carreira musical. Após lançar três discos entre 1959 e 1966, compilou suas canções mais conhecidas no CD “Maiores sucessos”, de 1995. Depois, lançou mais quatro discos. “Pra você” (1998), “Como é grande meu amor por você” (2001), “As mais gostosas da Hebe” (2007) e “Hebe mulher” (2010, ano em que participou do Grammy Latino). O último álbum da carreira contou com participações de Daniel Boaventura e Roberto Carlos. Em todos os discos, o repertório foi abastecido por canções românticas.

‘Morrer feliz da vida’

A apresentadora foi diagnosticada com câncer no peritônio, membrana que envolve os órgãos do aparelho digestivo, em janeiro de 2010. Em sua primeira gravação após 12 dias internada para a retirada de nódulos e para o início do tratamento quimioterápico, Hebe mostrou gratidão com fãs e celebridades que a apoiaram. “Posso até morrer daqui a pouco, que vou morrer feliz da vida”, comentou em março de 2010, ainda no SBT.

Na ocasião, Hebe subiu ao palco ao som de Ivete Sangalo, Ney Matogrosso, Leonardo e Maria Rita cantando juntos. “Vocês são a causa disso tudo. Me colocaram nesse pedestal que eu não mereço. É impossível encontrar palavras para descrever esse momento”, disse para a plateia. Depois, entoou “Ó nóis aqui traveis”, samba do grupo Demônios da Garoa.

Novas internações

Em setembro de 2011, Hebe iniciou um novo tratamento contra o câncer, com sessões de quimioterapia preventivas. “Não estou doente, apenas continuo me tratando pra poder ficar com vocês muito tempo ainda”, disse. Por conta do retorno ao tratamento, ela havia voltado a perder cabelo e, consequentemente, a usar perucas. “Evidentemente, todo remédio forte causa algum problema. O meu problema é que eu, de novo, fiquei carequinha. Eu não estou careca, mas quase. Então, evidentemente, estou de peruca”, afirmou, em comunicado enviado à imprensa. Ela ainda brincou, referindo-se ao ator Reynaldo Gianecchini, que fazia um tratamento contra um câncer no sistema linfático. “Vou sair linda, igual ao Reynaldo Gianecchini”, disse. Nos últimos dois anos, Hebe passou por várias cirurgias e tratamentos contra o câncer. Em janeiro de 2010, a apresentadora ficou 12 dias internada para retirada de nódulos na região do peritônio e iniciou tratamento quimioterápico. Em 2011, fez novas sessões de quimioterapia preventivas. Em março de 2012, passou por uma cirurgia de emergência para retirar um tumor que causava obstrução intestinal, ficando 13 dias no hospital. Em junho, realizou uma nova cirurgia de emergência para retirada da vesícula. No mês de julho, segundo o sobrinho Claudio Pessutti, ficou internada por cinco dias para a realização de exames. Fonte: http://migre.me/aWQTi

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info adv D i re i t o à i m a gem Novo regime automotivo vai de janeiro de 2013 a dezembro de 2017 3 dicas de precificação de serviços e uma história 20

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Direito à imagem O direito à imagem é um dos direitos da personalidade dos quais todos os seres humanos gozam, facultando-lhes o controle do uso de sua imagem, seja a representação fiel de seus aspectos físicos (fotografia, retratos pintados, gravuras etc.), como o usufruto da representação de sua aparência individual e distinguível, concreta ou abstrata.

Características fundamentais O direito à imagem, como atributo irrenunciável da personalidade, não se confunde com o do direito autoral do fotógrafo ou do criador intelectual da representação da imagem (concreta ou abstrata) de um indivíduo. Portanto, o direito do criador da imagem diz respeito à autoria, já o direito do retratado encontra-se no uso de sua imagem, sendo dois direitos distintos, exercidos por pessoas distintas e com existência jurídica distinta. O uso da imagem de um indivíduo ocorre, basicamente, de uma maneira, sendo ela autorizada, em hipótese nenhuma sem autorização. O uso consentido pode se dar em três modalidades: 1. mediante pagamento e com consentimento tácito, sendo permitido a gratuidade com consentimento tácito 2. mediante pagamento e com consentimento expresso, sendo permitido a gratuidade com consentimento expresso 3. paga mediante consentimento condicionado 8

à gratificação financeira A primeira modalidade de uso (paga ou gratuita com consentimento tácito) ocorre quando a imagem é utilizada por veículos de informação (periódicos, emissoras de televisão, livros) e representa personalidades públicas ou notórias (e pessoas que estejam por sua livre vontade próxima a elas, quando o consentimento é presumido). Sendo assim, o uso da imagem, mesmo quando se trata de personagem notória, para fins publicitários (com finalidade eminentemente econômica) não pode gozar da exceção ao exercício do direito de imagem, diferentemente do uso meramente informativo. A segunda e a terceira modalidades dão-se mediante autorização pessoal do retratado, a única característica que as diferencia é a troca financeira. O uso não autorizado configura-se basicamente em duas modalidades: o uso contra a vontade do retratado e o uso contra a vontade para motivo torpe. Ambas as modalidades sofrem sanções penais, sendo a segunda naturalmente mais grave que a primeira. outubro de 2012 | 27


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Finalidade informativa Como já apontado, o uso da imagem de pessoas públicas para fins informativos (incluídos os fins educacionais) é lícito na maioria dos países como desdobramento do direito coletivo à liberdade de informação que, desta maneira, limita o direito à imagem. Tal interpretação baseiase no direito direito de informar e de ser informado. O jurista Antônio Chaves assim resume o uso da imagem: “não se pode impedir que outrem conheça a nossa imagem, e sim que a use contra a nossa vontade, nos casos expressamente previstos em lei”

No Brasil 28

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No Brasil, o direito à imagem é contemplado de maneira expressa no novo Código Civil, em seu capítulo II (Dos direitos da personalidade), artigo 20: Salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais. Portanto, o direito à imagem é resguardado de forma clara, feitas as ressalvas ao uso informativo e que não atinjam a honra ou a respeitabilidade do indivíduo.

Fotos: Stock.XCHNG

Em Portugal

decorrido publicamente.

Em Portugal, o direito à imagem é tratado no artigo 79 do Código Civil:

3. O retrato não pode, porém, ser reproduzido, exposto ou lançado no comércio, se do facto resultar prejuízo para a honra, reputação ou simples decoro da pessoa retratada. Na legislação portuguesa, o Código Civil explicita em que circunstâncias o direito à imagem pode ser gozado pelo retratado, deixando clara a excepção do uso para fins informativos de imagens que representem pessoas notórias.

1. O retrato de uma pessoa não pode ser exposto, reproduzido ou lançado no comércio sem o consentimento dela; depois da morte da pessoa retratada, a autorização compete às pessoas designadas no n.º2 do artigo 71.º, segundo a ordem nele indicada. 2. Não é necessário o consentimento da pessoa retratada quando assim o justifiquem a sua notoriedade, o cargo que desempenhe, exigências de polícia ou de justiça, finalidades científicas, didácticas ou culturais, ou quando a reprodução da imagem vier enquadrada na de lugares públicos, ou na de factos de interesse público ou que hajam

Fonte: http://migre.me/aWYTG

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Novo regime automotivo vai de janeiro de 2013 a dezembro de 2017 O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, anunciou as regras do novo regime automotivo que irá vigorar entre 2013 e 2017. O modelo inclui condições diferenciadas de habilitação para as empresas que ainda irão se instalar no Brasil e para aquelas que já estão operando. Os objetivos são aumentar conteúdo regional, que será medido pelo volume de aquisições de peças e insumos no País, o investimento em pesquisa e desenvolvimento, os gastos com engenharia e tecnologia industrial básica e aumentar a eficiência veicular. Pimentel disse que as empresas poderão ter uma redução dos 30 pontos porcentuais que houve de elevação do IPI caso cumpram o acordado com o governo e, ainda, poderão conseguir um extra de dois pontos porcentuais se alcançarem metas de pesquisa e desenvolvimento e de engenharia industrial. As montadoras ainda não instaladas no Brasil terão que apresentar projetos de novos modelos e receberão um crédito tributário, que poderá ser de até 50% da capacidade de produção prevista no projeto. O modelo também prevê cota de importação pelo setor. 30

Pimentel, disse que o regime automotivo prevê que a partir do ano que vem as empresas do setor invistam pelo menos 0,15% de sua receita operacional bruta em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). “Quem não conhece o setor, pode achar que é pouco, mas, infelizmente, a maior parte das empresas investe menos do que isso e a média mundial é de 0,30%”, comparou durante anúncio no Brasil Maior. A expectativa é de que essa exigência suba para 0,5% em 2017. “Isso é muito acima da média do setor mundial”, comentou. A partir de 2013 também entrará a exigência de investimento de 0,5% da receita operacional bruta das empresas de engenharia e tecnologia industrial básica em P&D, segundo o ministro. Em 2017, esse porcentual estará em 1% da receita operacional bruta. Em relação às etapas fabris, o Plano Brasil Maior conta com a realização de oito etapas das 12 etapas no caso de veículos leves com componentes domésticos, enquanto na de veículos pesados, serão DEZ de 14. Em 2017, serão 10 de 12 para veículos leves e 12 de 14 no caso dos pesados. “Há um grande esforço de internalização de empresas e produtos”, disse Pimentel. Foto: Stock.XCHNG

O ministro destacou que não há nenhuma alteração do IPI este ano porque o regime só vale a partir de janeiro de 2013. Ele enfatizou, porém, que poderá haver redução da base de cálculo do IPI em até 30 pontos porcentuais com base nas compras internas e de insumos. “Pode chegar a 30% e anular o IPI adicional que foi criado, desde que o volume de compras no País ou no Mercosul chegue até os limites que serão acordados em decreto”, disse Pimentel. Ele disse ainda que poderá haver uma redução adicional de dois pontos porcentuais no IPI com base no cumprimento de metas de gasto em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

das empresas e dos trabalhadores. “Talvez, nunca tenha havido uma ferramenta tão poderosa de construção de política industrial. Certamente, algum crítico desavisado chamará a iniciativa de perda de tempo, argumentando que isso poderia ser feito mais rápido dentro de um gabinete”, disse. “São críticos saudosos do período autoritário, mas nós vivemos a plenitude democrática, que se faz com a busca do consenso”, completou. Fonte: http://migre.me/aRwEm

O ministro disse que o novo regime automotivo brasileiro busca internalizar o conhecimento na cadeia produtiva do setor. “O Brasil é o quarto maior mercado produtor de automóveis e o segundo em produção em caminhões. Queremos assegurar que as empresas que estão aqui ou queiram vir, estejam à altura desse mercado que se diversifica e busca novos produtos”, disse o ministro. Pimentel também elogiou a formação dos conselhos de competitividade setoriais, empossados hoje no Palácio do Planalto. Os conselhos terão representantes do governo, outubro de 2012 | 31


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3 dicas de precificação de serviços e uma história

Normalmente dar preço a um serviço não é uma tarefa fácil. Diferente de um produto, em que podemos avalia-lo em custos de uma maneira mais clara e objetiva, serviços em geral são complexos de precificar. Três questões devem ser levadas em conta na precificação de um serviço: Custo, concorrência e o valor agregado ao cliente. Custo Você sabe quanto custa o seu escritório/negócio? Você divide estes custos por área de atuação? Você sabe quanto custa uma ação do início ao fim, tendo incluído o valor de horas dedicadas? Se a resposta foi não, então você não sabe o custo do seu negócio. Se não sabe o custo, como vai repassar ao cliente? Conhecer a si mesmo, e idem ao seu negócio, é a base de tudo. Inicie o seu processo de gestão pelo autoconhecimento. Concorrência Conhecer o preço da concorrência não quer dizer fazer o mesmo de uma forma mais barata. Conhecer o preço da concorrência é um balizador de mercado, ou seja, ter uma noção se o seu preço está na média, mais alto, mais baixo e quais atrativos outros ofertam ao mercado. Se alguém cobrar um valor mais alto que o mercado, irá justificar pelo nome, tradição, marca, 32

serviços agregados, entre outros. Ninguém se mantém no mercado com preços baixos e com preços elevados de mais a toa. Valor para o cliente Este item sim, o principal, digo eu. Quanto mais o cliente vê o valor daquilo que fazes, mais ele paga. Se o seu trabalho for tido como simples, o cliente quer pagar pouco. Se for complexo, ele aceita pagar mais. Não podemos esquecer que quem vende o serviço é você, então se você já diz na primeira conversa que tudo é muito simples, o valor vai com a simplicidade da venda. A negociação do serviço é fundamental para estipular o preço. Faça apresentações, demonstre seus diferenciais, escolha sempre soluções práticas e diretas, ou seja, sendo simples sem ser simplificado ou simplório. Mostre ao cliente que para ele o valor agregado é enorme. Demonstre os benefícios para ele. Isto faz toda a diferença.

História Esta história atribuída a Picasso retrata muito bem o que foi dito até agora: Uma história do Picasso: Ouvi uma história do Picasso, que não sei se verídica, mas extremamente pertinente e ilustrativa sobre o que estamos colocando. Picasso foi contratado para fazer um retrato de uma senhora da alta sociedade. E assim ela foi ao estúdio, onde o Picasso começou a fazer o retrato. Uma hora e meia depois, Picasso concluiu a tela com o retrato da senhora. A senhora ficou deslumbrada com seu retrato feito pelo mestre e perguntou quanto é que era. Ao que Picasso respondeu: - “São US$ 6.000,00, minha senhora.” - “Mas isso não é muito, por somente uma hora e meia de trabalho? -, arguiu a senhora.” - “Minha senhora, eu não estou cobrando pela uma hora e meia de trabalho, eu estou cobrando pela minha vida inteira de dedicação e estudo à pintura, que me permitiu pintar esse quadro em uma hora e meia!!!” -, respondeu Picasso.

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uma ação??? Só aceita quem realmente não tem a bagagem ou não consegue demonstrar ao cliente o seu potencial. Advogados! Sejam profissionais! Vamos defender os honorários do advogado, que são sua fonte de subsistência. Vamos parar de nos comparar a simplicidade de outras profissões. Vamos cobrar o valor conforme nossa habilidade, soluções e entrega ao cliente. Enfim, Vamos precificar nosso serviço como a história contada: Não apenas pelo nome de quem a fez, mas pela inteligência da defesa dos seus honorários. Fonte: Artigo escrito por Gustavo Rocha – Sócio da Consultoria GestaoAdvBr www.gestao.adv.br | gustavo@gestao.adv.br

Ao trazer ao mundo jurídico, vejo esta história como perfeita: Anos e anos de estudo, amadurecimento e inteligência emocional, processual e de vida para cobrar mil reais por outubro de 2012 | 33


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Má-escovação dentária pode causar várias doenças

Saiba se você é candidato para clarear os dentes 36

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Má-escovação dentária pode causar várias doenças

É sabido pela maioria das pessoas que é preciso escovar os dentes freqüentemente para que se obtenha boa saúde bucal. Além disso, o mau hálito pode ser evitado com uma boa escovação, principalmente aquela realizada na língua, e quase nunca o odor desagradável vêm do estômago, como as pessoas costumam pensar.

causam dor, o que faz com que o cliente não procure o atendimento do dentista, agravando o quadro. “Por isso, é bom ficar atento aos sinais da instalação de doenças gengivais, como o sangramento ao escovar ou passar o fio dental ou a retração gengival, o inchaço da gengiva e, em casos isolados, até mesmo alguma dor”, diz.

Porém, o que muitos não sabem é que uma escovação mal feita leva a doenças gengivais, como a gengivite e a periodontite. “A gengivite é a inflamação da gengiva devido à higienização deficiente, quando o paciente não faz a escovação adequada ou não usa fio dental. Ela causa inchaço, vermelhidão e sangramento gengival. Somente em suas formas mais agudas, graves, causa dor. Já a Periodontite é um problema mais sério, que pode levar à perda dos dentes”, explica Amanda Gonçalves Pinto, dentista da Odontoclinic.

Cáries, placa bacteriana e tártaro

A dentista alerta para o fato de que as doenças gengivais, na maioria das vezes, não 36

Mais conhecidos, o tártaro, a placa bacteriana e as temidas cáries também são provocados pela má-escovação. “A escovação ineficiente permite o acúmulo e o aumento da placa bacteriana, que é um a massa de bactérias que causa cáries. Já o tártaro, ou cálculo dental, nada mais é do que a placa bacteriana que é calcificada pelos sais existentes na saliva. A placa bacteriana que não é removida devido à escovação incorreta ou insuficiente se transforma no tártaro, que então só pode ser removido pelo dentista através de raspagens”. Foto: Stock.XCHNG

Mau hálito: um problema que vem, em geral, da língua A halitose é o odor desagradável emitido pela boca. Em 90% dos casos, esse mau cheiro é provocado pelo acúmulo de resíduos de alimentos na língua (saburra) que, se não forem removidos corretamente, fermentam, criam bactérias e liberam o enxofre (o causador do mau cheiro). 90% dos casos de halitose são causados pela boca. Além do acúmulo de saburra, dentes cariados, periodontite, gengivite e placa bacteriana podem causar o odor. Os outros 10% podem estar ligados a doenças como o diabetes e insuficiências renal e hepática. Dicas de saúde bucal - Não deixe de fazer visitas constantes ao dentista: ele saberá qual é o seu problema e como tratá-lo da melhor forma. - Se você é portador de diabetes, insuficiência renal ou hepática, redobre os cuidados com

sua saúde. - A higiene é o melhor tratamento: escove os dentes ao menos três vezes por dia. Use sempre o fio dental e um raspador de língua. A escova de dentes não é suficiente para limpar a língua. Se você já tem halitose, use o raspador também três vezes ao dia. - Balas, chicletes e anti-sépticos bucais somente disfarçam o problema. Não há nada mais eficiente que a higienização. - As pessoas acordam com mau hálito porque à noite há menor produção de saliva e, portanto, maior fermentação e liberação de odores de enxofre. - Beba bastante água e coma alimentos fibrosos: a água aumenta a produção de saliva e as fibras ajudam a limpar a língua. - Quem sofre de halitose passa por isolamento social, perdendo chances de emprego e até de relacionar-se em sua vida pessoal. O problema é sério, mas simples de resolver. Procure sempre um dentista. Fonte: http://migre.me/aRuey outubro de 2012 | 37


Saiba se você é candidato para clarear os dentes

Quase todas as pessoas, que têm dentes naturais e permanentes, podem ser candidatos ao clareamento dental. Seu dentista poderá avaliar sua saúde bucal e recomendar o método de clareamento que é mais adequado para você. Dependendo do tipo e da gravidade das manchas, a sugestão poderá ser um ou mais dos seguintes tratamentos: - Uma limpeza profissional para a remoção de manchas externas causadas por alimentos e pelo tabaco. - O uso de um creme dental clareador para auxiliar na remoção das manchas superficiais no intervalo entre as visitas odontológicas. - Para melhores resultados, utilize um gel clareador que seja apropriado e economicamente acessível ou fitas de clareamento. - Clareamento (no consultório ou em casa) de manchas mais teimosas ou amareladas. - Facetas de porcelana para restaurar dentes irregulares e danificados, ou para obter outros resultados específicos. Pergunte ao seu dentista qual a técnica de clareamento mais indicada para você. 38

Dentes amarelados reagem melhor ao clareamento: no entanto os dentes amarronzados ou acinzentados, raiados ou mosqueados - devido à tetraciclina ou excesso de flúor - podem não clarear uniformemente. Pessoas com doenças periodontais ou que possuem dentes particularmente sensíveis provavelmente deveriam evitar técnicas de clareamento com substâncias químicas, pois podem irritar gengivas sensíveis.

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Confira 8 mitos e verdades dos alimentos Suco de clorofila ajuda a emagrecer

O clareamento não é recomendado se houver restaurações da própria cor natural dos dentes, coroas, jaquetas ou facetas em seus dentes incisivos - o clareador não alterará a cor desses materiais, e ficarão aparentes no seu sorriso recém clareado. Você poderá investigar com o seu dentista outras opções. Em alguns casos, onde houver sérios problemas dentários ou mandibulares, uma coroa ou jaqueta, recomendado para corrigir problemas ortodônticos, talvez possa resultar em um sorriso mais branco e mais atraente. Fonte: http://migre.me/aRvYO

Vacina protege adolescentes outubro de 2012 | 39


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Confira 8 mitos e verdades dos alimentos Os alimentos sem agrotóxico são mais saudáveis mas também mais caros

Suco de clorofila limpa organismo de toxinas e ajuda a emagrecer O suco de clorofila ajuda a emagrecer já que contém muitas fibras, que demoram mais para serem digeridas pelo organismo, dando a sensação de satisfação por mais tempo

Consumir alimentos livres de agrotóxicos ainda é um tabu na mesa do brasileiro. Além dos preços altos, que ainda pesam no orçamento, existe ainda o problema da falta de variedade dos produtos orgânicos pelos supermercados - que fazem a chamada venda pulverizada, uma vez que é preciso buscar um frango aqui, um hortifruti ali. Como se não bastassem todas estas questões, ainda existe muita falta de informação. Os orgânicos são, de fato, mais saudáveis? Por quê? Fazem perder peso mais facilmente? Para responder estas e outras dúvidas, a reportagem do Terra ouviu a nutricionista funcional Flávia Cyfer e o idealizador da rede Organomix, Marcelo Schiaffino, para desvendar os mitos e esclarecer as verdades acerca dos alimentos produzidos sem agrotóxicos. Confira. São mais caros? Sim, são bem mais caros. Por serem produzidos em baixa escala e terem tempo de colheita superior aos plantados com produtos químicos que agilizam o crescimento e combatem as pragas, os alimentos orgânicos seguem a cadeia econômica clássica da lei da oferta e da procura. A baixa produção eleva os valores. São mais saudáveis? Muito mais saudáveis, uma vez que são colhidos sem a utilização de agrotóxicos, ou hormônios de crescimento (no caso de frangos e peixes, por exemplo). É um investimento que você faz em você, em função do alto preço, mas imagine também que, de forma indireta, pode estar economizando 40

em remédio no futuro. Ajudam o meio ambiente? Ajudam, absolutamente, a forma de cultivo sustentável em relação ao meio-ambiente. Só pelo fato de não estar contaminando o solo com os produtos químicos, já valida a questão. Todos fazem perder peso? Uma coisa não tem a ver com outra. Por mais saudáveis que sejam, o emagrecimento vai depender de uma dieta balanceada, de preferência com orientação de um nutricionista. Aumentam o risco de intoxicação alimentar? De jeito nenhum. Não é por estar exposto a intempéries e eventuais pragas que vá causar essa intoxicação, uma vez que você não vai se alimentar de algo estragado. Além disso, os orgânicos são in natura, sem adição química, nem nada. Mito! Podem ser consumidos sem lavar? Não, eles têm a sujeira e os micro-organismos de praxe. Tem que lavar a desinfetar bem, como qualquer alimento que é levado à mesa. Eles são colhidos prematuramente para evitar gastos? Não, seguem uma cadeia de comércio como qualquer produto. Podem ser consumidos crus? Os alimentos vegetais podem. A única diferença é a vantagem de não ter agrotóxico. Fonte: http://migre.me/aRyC1

A clorofila é o pigmento verde das plantas, substâncias existentes nas células vegetais e é muito importante para a saúde, pois sua ação é antibacteriana, limpa nosso organismo de todas as impurezas e toxinas. Também conhecida como suco da luz, a bebida ficou popular nos últimos anos por ser difundida entre as artistas que buscam uma boa forma, mas também pelas suas inúmeras propriedades. Entre os benefícios do suco de clorofila estão o de eliminar as toxinas do sangue e aliviar a irritabilidade, deixando a pessoa mais relaxada. O suco de clorofila ajuda a emagrecer já que contém muitas fibras, que demoram mais para serem digeridas pelo organismo, dando a sensação de satisfação por mais tempo. Também ajuda a reduzir a retenção de líquidos no corpo. Os ingredientes do suco de clorofila são: uma maçã, duas colheres de grãos germinados, três folhas de couve (se não gostar de couve pode substituir por espinafre, maxixe, chicória ou almeirão), um legume inteiro (que pode ser cenoura, abobrinha ou beterraba). folhas de hortelã, aipo e mel a gosto. O modo de preparo do suco de clorofila é bastante simples. Primeiro, bata a maçã com a casca, tirando apenas as sementes, no liquidificador. Em seguida acrescente os grãos germinados, as folhas e o legume e então bata novamente. Quando terminar, coloque o aipo e o mel. Depois é só coar, caso sinta necessidade, e beber. O ideal é tomar o suco todas as manhãs em jejum. Fonte: http://migre.me/aRyjx outubro de 2012 | 41


Curiosidade

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Vacina protege adolescentes que estão prestes a iniciar vida sexual Imunização contra HPV é eficaz contra diversas doenças, incluindo câncer

O vírus do HPV é transmitido por contato sexual e é capaz de provocar lesões de pele ou mucosa, verrugas genitais e até favorecer o aparecimento de câncer de colo de útero, pênis, ânus e vagina. O câncer de colo do útero é considerado a quarta causa de morte por câncer no Brasil, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA). O INCA também revela que 19 mil novos casos de câncer de colo uterino e 4 mil mortes pela doença são registrados por ano no país. A boa notícia é que existem vacinas contra diversos tipos de HPV. O fato é que muitas mulheres desconhecem esse recurso ou não se previnem, especialmente as jovens que estão perto de iniciar a vida sexual. A vacina provoca reação imunológica, promovendo a formação de anticorpos contra tipos específicos de HPV. Segundo Tatiana Pfiffer, ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a forma mais efetiva de prevenir a população é vacinar antes da primeira exposição ao vírus, ou seja, antes de iniciar atividade sexual. A vacina é oficialmente indicada para meninas e mulheres entre 9 e 26 anos. Ainda não existe uma recomendação oficial quanto à aplicação em meninos no Brasil, mas o 42

Center for Disease Control, nos Estados Unidos, recomenda a sua aplicação para meninos entre 11 e 26 anos, acrescenta. Mulheres que desejam a imunização, o ideal é passar por uma consulta com seu médico. Gestantes e pessoas alérgicas a componentes da vacina são as únicas contraindicações. Mulheres que estejam amamentando, imunodeprimidas e pacientes que já tiveram resultados positivos para os vírus ou mesmo alguma lesão e verrugas genitais, também podem ser vacinadas", explica Tatiana. E, claro, nunca se esqueça de usar a camisinha. Ainda é um dos meios mais eficazes de prevenção. Tipos de vacinas e proteção Atualmente, dois tipos de vacinas estão disponíveis no país. A vacina Quadrivalente, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do vírus, e a vacina Bivalente, também chamada de Vacina contra HPV oncogênico, protege contra os vírus tipo 16 e 18. Fonte: http://migre.me/aTrMB

Fotos: Stock.XCHNG

Os 10 grandes vilões do rendimento no trabalho Conheça os principais erros que matam sua produtividade no dia a dia

Para quem vive atrasado, como o coelho de Alice no País das Maravilhas (lembra?), o especialista em administração de tempo e produtividade Christian Barbosa (SP), autor do livro Você, Dona do Seu Tempo, dá dicas para fazer o seu dia render muuuito. 1. E-mail aberto na tela Controle a ansiedade definindo momentos para lidar com as mensagens. 2. Não ter clareza Você sabe 80% do que deve ser feito hoje? Não? Então vai se perder nas tarefas... 3. Reuniões Pesquisas mostram que 1/3 das reuniões podem ser canceladas. Se o encontro for fundamental, que tenha duração máxima de duas horas. 4. Redes sociais Utilize intervalos no dia (como a hora do almoço) para checar Facebook, Instagram, Twitter... 5. Desânimo Leva à perda de concentração e rouba horas do seu dia. Eleve a energia com exercícios, vá ao médico, alimente-se em horários regulares e faça

sexo (com frequência). 6. Perda de foco Se a tarefa for grande, quebre-a em pequenas partes e coloque o celular no modo silencioso. 7. Falta de planejamento Anote os afazeres em uma agenda ou no celular. O ideal é planejar a rotina semanalmente ou com antecedência de três dias. 8. Messenger, GTalk... Está ocupada? Mantenha o status invisível/ offline. Tranquila? Ligue o sinal ocupado. Tem tempo para conversar? Aí, sim, fique disponível. 9. Interrupções Se muita gente chama você, sua comunicação não anda lá muito adequada. Revise como envia e-mails, dá informações e delega atividades. 10. Tarefas imprevistas Responda NÃO de forma concreta (baseada em seu planejamento X disponibilidade). Se muitos imprevistos surgem na rotina, seu plano pode não estar adequado. Fonte: http://migre.me/aSlNz outubro de 2012 | 43


Turismo

Turismo

Os melhores cruzeiros pelo Brasil 2013

Os melhores cruzeiros do Brasil 2013 você encontrará na Web, e poderá começar a planejar suas próximas férias com todo tempo e dedicação do mundo. Com amigos, em família, sozinho ou em casal, os cruzeiros no Brasil 2013 tem tudo para oferecer a seus passageiros de modo a garantir uma experiência simplesmente inesquecível. Pensar em viajar em um cruzeiro ao Brasil 2013 é muito mais que tomar umas simples e corriqueiras feria. Embarque em um cruzeiro e faça parte de um mundo simplesmente fantástico onde todos seus sonhos podem ser realizados. Já que os cruzeiros Brasil tem sido cuidadosamente pensamos e desenhados para garantir a seus passageiros experiências maravilhosas. Os Barcos Utilizados nos cruzeiro pelo Brasil 44

2013 se encontram completamente equipados com magníficas comodidades e instalações que te permitirão desfrutar como um rei durante seus dias a bordo. Alem do mais todos os barcos são diferentes, em termos gerais, as embarcações contam com academia, piscina, bar, restaurante, salão de jogos, SPA, e confortáveis cabines completamente equipadas para garantir a seus hospedes o descanso necessário. Porem isso não é tudo, um cruzeiro pelo Brasil 2013 também oferece a seus passageiros múltiplas alternativas de entretenimento para desfrutar tanto durante o dia como durante a noite. Com Atividades planejadas para os passageiros de todas as idades, tanto os mais velhos como crianças poderão divertir e desfrutar ao máximo de seus dias a bordo. Foto: Stock.XCHNG

Entre os principais destinos que poderá percorrer a bordo de um dos espetaculares cruzeiros ao Brasil 2013 é possível mencionar a magnífica e imponente cidade de Rio de Janeiro, um dos destinos mais fascinantes não só do Brasil, mas também do mundo inteiro. Outras cidades como Florianópolis, Búzios, Recife e Maceió se encontram entre os destinos mais populares que as pessoas escolhem para visitar em sua viaje de cruzeiro ao Brasil. Atente-se para as promoções e ofertas disponíveis, e comece a sonhar com o que será sem duvida umas férias para recordar a bordo de um cruzeiro no Brasil 2013. Fonte: http://migre.me/aWIzO

outubro de 2012 | 45


gastronomia

Panqueca de Ricota e Espinafre

Torta de maçã e pêra

Ingredientes:

Modo de preparo:

Ingredientes:

Modo de preparo:

Ingredientes Massa - 3 ovos - 2 xícaras (chá) de leite desnatado - 1 xícaras (chá) de farinha de trigo - sal a gosto - molho de tomate a gosto - queijo mussarela light ralado a gosto

Bata os ovos, com o leite, a farinha de trigo e o sal no liqüidificador. Adicione uma porção da massa (aproximadamente 5 colheres de sopa) numa frigideira antiaderente. Com uma escumadeira, vire a massa, para que doure dos dois lados. Reserve as panquecas. Refogue a cebola e o alho no azeite. Junte o espinafre cozido e a ricota. Refogue por alguns minutos. Recheie as panquecas. Coloque-as em uma fôrma e cubra com molho de tomate e queijo mussarela light ralado. Leve ao forno por alguns minutos.

- 1 limão - 3 maçãs - 3 pêras - ¾ xícara de açúcar mascavo - ½ colher de chá de canela em pó - 2 xícaras de farinha de trigo - 1 ovo - 100g de margarina light - 2 colheres de sopa de aveia - Mel

Misture a farinha, a margarina e o ovo. Deixe descansar na geladeira por 30 minutos. Enquanto isso pique e descasque 2 maçãs e 2 pêras, acrescente o limão, o açúcar e a canela e leve ao fogo por 15 minutos. Abra a massa numa assadeira e fure a massa com um garfo, coloque para assar até dourar. Depois coloque as frutas que foram no fogo. Fatie e coloque as frutas restantes, regue com mel e polvilhe aveia. Sirva a seguir.

Recheio - 200 g de ricota - 200 g de espinafre cozido com sal - 1 colher (sobremesa) de azeite - 1 dente de alho 46

gastronomia

Fonte: http://migre.me/aTuC5

Fonte: http://migre.me/aTueH Foto: Stock.XCHNG

Foto: Stock.XCHNG

outubro de 2012 | 47


Info

Mulher

Excluir carboidrato 2 dias na semana é alternativa à dieta da proteína

Meia-calça: a grande aliada das mulheres no inverno Prós e contras da reposição hormonal 50

outubro de 2012 | 49


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Excluir carboidrato 2 dias na semana é alternativa à dieta da proteína O novo cardápio, como um método não tão agressivo e acelerado, sobrecarregaria menos o corpo da abstinência de componente encontrado em alimentos como massa, arroz, batata e doces

Uma pesquisa feita pela Genesis Prevention Center, de Manchester, na Grã-Bretanha, e divulgada em novembro de 2011, concluiu que excluir carboidratos durante dois dias na semana, priorizando os alimentos ricos em proteínas - carnes e queijo, por exemplo - poderia gerar os mesmos resultados do que adotar uma dieta regular semanal. Com isso, surgiu uma nova alternativa à conhecida dieta da proteína, que elimina totalmente o consumo de carboidratos por quinze dias, gera perda de peso rápido, mas não é muito recomendada pelos médicos. O novo cardápio, como um método não tão agressivo e acelerado, sobrecarregaria menos o corpo da abstinência de carboidratos – componente encontrado em alimentos como massa, arroz, batata, doces e, em menor quantidade, em frutas e verduras. “A ideia é a mesma entre as duas dietas, mas a perda de peso tende a ser menor ou mais lenta, pois nos dias que for incluído o carboidrato na dieta, o organismo irá estocar mais energia para momentos de necessidade de glicose como fonte de energia. Porem é necessário mais estudos para podermos afirmar qual a diferença que elas podem causar a curto, médio e longo prazo”, explicou o nutricionista clínico do Hospital Sírio-Libanês, Dr. Danilo Hessel Sanches do Prado. 50

A nutricionista especialista em nutrição clínica funcional, fitoterapia e ortomolecular, Dra. Roseli Rossi, concorda que a exclusão de carboidratos por um período menor pode ser menos agressiva ao sistema metabólico. “Com certeza é um pouco mais amena que a dieta proteica restrita. Mas por sofrer restrições, qualquer que seja ela, o corpo sempre vai sofrer estresse”, explicou. Uma nova dieta? No entanto, há médicos que dizem que este cardápio pode ser considerado um novo tipo de regime e, não, uma vertente da dieta da proteína. “Com certeza, ficar dois dias sem comer carboidrato apresentará menos sintomas do que quinze dias. Mas, neste caso, você está perdendo peso porque está comendo menos do que costuma comer, menos calorias do que gasta e não está seguindo o mesmo princípio da dieta da proteína”, explica o especialista em endocrinologia e metabologia pela USP, Dr. Bruno Halpern. A ideia também é a mesma da Diretora da Abeso (Associação Brasileira do Estudo de Obesidade), Dra. Claudia Cozer. “Este novo método é mais fácil de aderir porque o paciente não considera como uma dieta regular. Por isso, consideramos uma outra dieta, na qual você modera a quantidade”. Foto: Stock.XCHNG

Ela acrescentou ainda que restringir o super consumo de proteína para dois dias na semana pode atenuar os efeitos negativos no organismo. “Os efeitos diminuem com certeza. A pessoa sentirá menos fraqueza, dor de estômago, por isso fica mais fácil de tolerar este cardápio alternativo”, comentou a Dra. Claudia Cozer. Dieta da proteína convencional No geral, os médicos evitam a dieta da proteína porque ela sobrecarrega o organismo, principalmente o rim e o sistema cardiovascular, além de poder causar prejuízos no trabalho devido a dificuldade de concentração, dores no corpo, dor de cabeça, náuseas e mau hálito. Pessoas que praticam exercícios físicos com frequência devem evitá-la devido à necessidade de energia gerada pelos carboidratos. A dieta da proteína, que restringe alimentos da família dos pães, massas, doces e bebidas que contenha açúcar e priorizam as comidas proteicas, como carnes, leite e queijo, gera mais saciedade por isso garante resultados rápidos. “A proteína dá mais saciedade, as pessoas ficam com menos fome, mas ao mesmo tempo não ingerem muitas frutas e verduras e podem faltar sais minerais e vitaminas e outros”, explica Dr. Paulo Rosenbaum, endocrinologista e metabologista do Hospital Albert

Einstein, de São Paulo. Além disso, ele explica que não há muita perda de gordura, o que pode significar maior recuperação dos quilos perdidos depois. “Os indivíduos perdem massa muscular e líquido, elas desincham, enquanto o ideal é perder gordura. Além disso, a curto prazo eles perdem massa muscular, componente muito importante para o metabolismo, e depois podem levar as pessoas a terem o metabolismo mais lento. Além disso, e quando tem uma dieta muito restritiva, quando volta a comer, a pessoa normalmente exagera muito e a longo prazo pode não funcionar”, explicou o Dr. Rosenbaum. O endocrinologista Dr. Bruno Halpern também concorda que o grande nível de restrição pode deletar os efeitos a longo prazo. “Não que seja uma dieta proibida, é que pode ser simplesmente inútil porque quando voltar a comer carboidrato, vai exagerar”, concluiu. Fonte: http://migre.me/aSbWW

outubro de 2012 | 51


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Meia-calça: a grande aliada das mulheres no inverno Quando a temperatura cai, dá para se manter aquecida sem sair de moda. Meia calça garante pernas quentinhas e ainda é super fashion! No inverno, o grande desafio das mulheres é adequar o guarda-roupa à temperatura sem perder o estilo e elegância. Nessas horas, acabamos recorrendo a uma antiga aliada, que desde o tempo de nossas avós salva a pele da ala feminina e fashionista da população. Estou falando, é claro, da velha e boa meia-calça. As mulheres de pernocas finas podem se jogar nas meias coloridas e/ou estampadas. Não há mulher que se preze que não tenha pelo menos um exemplar dessa peça coringa estrategicamente armazenado em suas gavetas, só esperando os primeiros ventos gelados para ganhar as ruas. Além de manter as pernas aquecidas, a meia-calça é um recurso eficiente contra o ar sisudo e rigoroso geralmente encontrado nas vestimentas de inverno. Modelos, estampas e cores para todos os gostos! De uns tempos pra cá, pudemos notar uma verdadeira revolução no design da meia-calça. Para alegria geral da mulherada, a peça, que antes era encontrada apenas na santíssima trindade clássica (preto, nude e cinza), ganhou versões nas mais diversas cores, estampas e texturas. O que era bom ficou ainda melhor! Claro que ampliando as possibilidades de combinação, aumentamos proporcionalmente 52

a chance de cometer erros no look. Por isso, aqui vão umas dicas básicas para que a meiacalça não se torne a vilã da produção: As donas de coxas grossas devem evitar modelos muito estampados e de cores fortes, eles achatam o look e engrossam ainda mais as pernas. Já as pernocas finas podem abusar das peças estampadas e coloridas, que aumentam o volume. Usar sapato e meia-calça de tons parecidos causa um bom efeito para as baixinhas que querem esticar a silhueta. Atente-se para o clima: se estiver muito frio prefira as meias de fio 80 e se o dia estiver com a temperatura mais amena, aproveite para usar as de fio 40. As mais finas conferem um ar mais sofisticado à produção. Se escolheu uma meia-calça com personalidade forte deixe que ela brilhe sozinha e maneire no resto do look, optando por cores mais neutras e sem estampas. Dessa forma você evita o excesso de informação e mantém a harmonia do visual. Para não desfilar por aí com uma meiacalça desfiada, a não ser que faça parte do look, tome alguns cuidados ao vesti-la. De preferência, retire todos os objetos que possam enroscar nela, como relógios, anéis e pulseiras. O truque é enrolar a meia nas mãos, sentar e vestir um pé de cada vez, e depois desenrolar suavemente as duas pernas até o quadril. Vale lembrar que para uma peça delicada como essa, o ideal é lavar manualmente e nunca usar o ferro de passar. Bom, e se depois de tudo isso você ainda não sabe como usar a meia-calça sem acarretar um fracasso no visual, aqui vai a última dica: na dúvida, escolha a cor preta, nunca sai de moda! Fonte: http://migre.me/aUhKo Fotos: Stock.XCHNG

outubro de 2012 | 53


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Prós e contras da reposição hormonal Conheça os principais riscos que envolvem a reposição hormonal ao longo da menopausa

Primeiro, vem o climatério, que marca o término do período reprodutivo, em média a partir dos 45 anos. Depois, a menopausa, o fim definitivo da menstruação, por volta dos 50. Cerca de 60% das mulheres sofrem dos principais sintomas da baixa hormonal: ondas de calor, sudorese noturna, insônia, alterações no humor, diminuição da libido, fadiga e ressecamento vaginal. Em geral, os desconfortos duram entre um e dois anos. Mas, para 25% delas, a angústia pode chegar a cinco anos. Para combater os inimigos da qualidade de vida, dá-lhe reposição hormonal. Mas, atenção, há alguns riscos que devem ser ponderados: · Na ânsia de oferecer sensação de bemestar, muitos ginecologistas chegam a receitar a reposição para todas que chegaram à menopausa. A prática foi reavaliada. Agora, vale o princípio básico da medicina: nenhum tratamento serve indiscriminadamente para todos. · A reposição ficou reservada àquelas que sentem os desconfortos da menopausa e que não tenham contraindicação, como histórico familiar de câncer de mama.

dos hormônios estrogênio e progestagênio ou de substâncias com a mesma ação, como a tibolona e as isoflavonas. Sempre em diferentes dosagens, variando conforme o perfil clínico da paciente. Podem ser usados por via oral, transdérmica, adesivo ou gel, e transvaginal, com implantes ou spray. · Não há dúvidas de que a reposição hormonal melhora o ressecamento da pele e a lubrificação vaginal, normaliza a libido, reduz a queda e melhora a textura dos cabelos, diminui a insônia e aumenta a qualidade dos ossos.

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Policia Alemã recebe BMW M5 em sua frota

KTM revela nova 1190 Adventure Novos Sandero e Logan devem vir para o Brasil assim como minivan

· Mas estudos clínicos relatam o aumento de risco de câncer de útero devido ao uso exclusivo de estrogênios. O problema praticamente desaparece quando associado à progesterona. Também há relatos dos riscos de diagnóstico de câncer de mama em mulheres que se submeteram à reposição hormonal por vários anos. · A terapia de reposição pode provocar ganho de peso de, em média, 2 quilos, em razão do aumento do apetite e da retenção de líquidos. Fonte: http://migre.me/aSw99

· O tratamento de reposição é feito com o uso 54

outubro de 2012 | 55


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Policia Alemã recebe BMW M5 em sua frota

Em alemão “Polizei”, significa Polícia, isso é quase obvio. Mas não pense que essas coincidências ficam só no nome. Aqui no Brasil e em alguns outros países, o policial não tem carros rápidos e potentes para combater a criminalidade com eficiência. Já na Alemanha o negócio é bem diferente. Lá podemos encontrar alguns Porsches, Mercedes e vários BMW. Mas a policia acaba de receber um novo reforço para capturar e prosseguir os ladrões de carros nas estradas e ruas alemães. Sob o capô, a nova BMW M5 a frota da policia alemã carrega um motor V8 de 4.4 litros TwinPower Turbo com 560 cv de potência e 680 Nm de torque. Com esse propulsor, o sedã esportivo faz de 0 aos 100km/h em apenas 4,3 segundos. 56

O modelo foi apresentado ao público num dia muito especial, um dia onde foram entregues 24 BMW M5, no BMW Welt, que para quem não sabe, é o local onde existem uma mistura de museu e centro de entregas da BMW, em Munique. Fonte: http://migre.me/aTodF

KTM revela nova 1190 Adventure

Para disputar mercado com a BMW R 1200 GS, a KTM vai lançar a nova 1190 Advennture, que tem sua estreia agendada prevista para o Salão de Colônia, que acontece entre os dias 2 e 7 de outubro, na Alemanha. Com uma proposta de uso misto terra/asfalto e pretensão de fazer longas viagens, a 1190 vêm para ampliar a gama Adventure da empresa austríaca, que já conta com a 990 aventure em sua gama de opções. Ela possui motor de dois cilindros, que alcança 152 cv de potência e torque de 12,74 kgfm.

mercado europeu em fevereiro de 2013. Fonte: http://migre.me/aTp45

Segundo a marca, o intervalo para as revisões é de até 15.000 km. Além da Adventure, a 1190 possui a versão R, com apelo mais off-Road, como as roda de 21 polegadas na dianteira - ante as 19 de sua versão original. A moto traz freios ABS, controle de tração e suspensão eletrônica - não presente na versão R. A 1190 Adventure chega ao Foto: Stock.XCHNG

outubro de 2012 | 57


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Novos Sandero e Logan devem vir para o Brasil assim como minivan Modelos renovados e van Lodg y devem estrear no ano que vem. Nova geração do Clio é cara para ser produzida para o mercado brasileiro.

Apesar de a quarta geração do Clio ser a principal atração da Renault no Salão de Paris, que começou nesta quinta-feira (27) para a imprensa, o hatch renovado ainda está longe do Brasil. onde ainda é vendida a segunda geração. A marca francesa é mais representada no país pelos modelos de seu braço romeno, a Dacia, como Logan e Sandero, que fazem parte da linha “emergente” da montadora francesa. Eles apareceram em Paris com uma nova cara e receberam inclusive um motor mais moderno e econômico para a Europa, mas não têm data marcada para chegar ao Brasil. Fontes ligadas à marca, no entanto, confirmaram durante o salão que estão na lista de estreias para o mercado brasileiro. Outro modelo previsto para o país é o novo Lodgy, uma minivan que brigará com o Chevrolet Spin, provavelmente no ano que vem, segundo uma das fontes da Renault. O modelo serve até como 58

um substituto do Kangoo pelas características, mas não há nada confirmado oficialmente pela montadora. s vendas da Dacia no mundo cresceram oito vezes desde 2008, segundo a empresa. Na Europa, o Sandero sai por 7.900 euros e vem com sistema multimídia com tela sensível ao toque e Bluetooth. A versão Stepway, também vista no salão, custará no mercado europeu 10.590 euros. Já o sedã Logan sai por 10.590 euros. Novo Clio é caro para o Brasil O pequeno Clio é o carro que mais se destaca neste primeiro dia do Salão de Paris. Linhas modernas e preço a partir de 13.700 euros roubam a atenção dos jornalistas no enorme e laranja estande da marca, que tem até cheiro de doce de criança. O novo visual, como descreve o CEO do grupo Renault, o brasileiro Carlos Ghosn, traduz o ânimo da marca francesa para fazer a diferança e Foto: Stock.XCHNG

crescer em vendas e em lucro. “Nosso novo Clio é sedutor, caloroso”, afirma. “Nossas inovações são acessíveis a todos”, diz Ghosn, sobre o popular da marca. O carro também promete ser econômico, com média de consumo de combustível de 3,2l/100 km. Com nota máxima dada pela EuroNCap, organização independente que realiza testes de segurança em carros na Europa, o modelo traz de série airbags frontais e laterais, ESP (distribuição eletrônica de frenagem), controle de subida, além de sistema multimídia, entre outros itens. No salão, o Clio é mostrado ainda na versão esporte e stationwagon. Para o Brasil, a nova geração é considerada um carro caro e não tem previsão de chegar, como já havia afirmado anteriormente o executivo da Renault Jerôme Stoll. No Salão de São Paulo, que começa no final de outubro, a Renault deverá revelar uma reestilização do Clio atualmente vendido no

Brasil. Nem tanto ânimo assim Embora o tom no salão dado por Ghosn seja de animação com o novo produto, protagonista da recuperação da empresa, em entrevista a jornalistas o executivo brasileiro confirmou sua preocupação com a crise na Europa. Como já havia declarado ao jornal francês “Le Figaro”, na opinião de Ghosn, a crise continuará no ano que vem. Com esta visão, ele ressaltou a busca pela competitividade, como caminho essencial para a sobrevivência da marca. Fonte: http://migre.me/aT6Ws

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(11) 2691-8164 62


Revista 25