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Especial: Entrevista exclusiva com o Dr. D’Urso novento de 2011 |

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sumário

entrevista 08 entrevista.08 ponto de vista.14 especial 22 Dr. Marco Luz. 26 Steve Jobs. 30 info auto 49 Lançamentos.55 Curiosidades.58 Destaque.62 info odonto 69 Dia mundial do dentista. 70 Dor de dente. 72 dentes separados. 76 câncer bucal. 80 info mulher 85 Viciadas em sexo?86 Direitos da mulher no trabalho.92 info saúde 97 Boa degustação.98 Diabetes.102 Perdendo a pança!.108

expediente

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Diretoria Executiva:

Matheus Bergara Luz e Ricardo Corrales Jornalista: Sandra Luz Publicitário: Guilherme Pereira Diretor de Tecnologia: André Branco Designer e projeto gráfico:

Guilherme Neptune Marcon Digitador: Felipe Ferraz Comercial: Bianca Custodia e Renato Tecnologia de Envio: MTBrasil - Comunicação Jurídico: MLuz Advogados Colaboradores: Maria Elvira, Silmara, Fernanda, Dr. D’urso, Dr. Percival Maricato,Wilsom Gianulo, Dr. Marco Luz, Kleber C. Nóbrega, Daniel, Breno Aguiar, Jussara de Barros, Ricardo Miguel, Luis Cesar Jum Motoyama, Rodrigo dos Santos, Dr. Francisco Carlos Costanze, Fernanda M.Tojo, Izaara Alvarenga, Marcelo Cardoso, Luis Nassif, José Roberto Romeu Roque e Rodrigo Lagreca.

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O Guia Digital Adv é o guia de negócios do profissional de direito encaminhado para: Advogados, Juízes, Desembargadores, Promotores de Justiça, Bacharéis, Estagiários, Estudantes de Direito outros segmentos profissionais e a sociedade em geral. Criado para interagis com todo o Brasil, atendendo suas necessidades de forma efetiva como só o meio digital possibilita. É um projeto moderno e arrojado, será uma poderosa ferramenta de comunicação para a divulgação de marcas e produtos para este segmento. Publicação mensal que terá que terá em seu conteúdo publicações de diversos segmentos, tais como: Novidades do meio jurídico, lançamentos editoriais/mobiliários, tecnologia, saúde, cursos pós, gastronomia, turismo e outros.

Imagem de Capa: OAB SP

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entrevista

ADV. COM entrevista

Entrevista com o Dr. D’Urso textos e imagens Cedidas pela OAB SP

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entrevista O Tribunal de Justiça de São Paulo editou recentemente a Resolução 551, que regulamenta o processo judicial eletrônico no Estado, dando prazo de 60 dias. A advocacia está pronta para esse momento novo do Judiciário? D´Urso –Sem dúvida, vimos desde 2007, início de minha segunda gestão, trabalhando pela inserção digital do advogado Na época fizemos uma pesquisa e apuramos que 20% dos advogados não tinham computadores e que a maioria dos que possuíam usavam apenas como editor de texto, desconhecendo todos os recursos dos computados e da internet. Por isso, a primeira frente que abrimos foi viabilizar parcerias para que o advogado pudesse comprar seu computador no mercado com desconto. A parceria com a Dell computadores alcançou sucesso absoluto. Até agosto mais de 3 mil máquinas – desktops e notebooks - haviam sido comercializadas a advogados Agora estamos com uma parceria com a Positivo, que tem máquinas a partir de 500 reais. A segunda etapa foi o lançamento do Programa de Capacitação Digital do Advogado da OAB SP, na Escola Superior de Advocacia, em módulos presencial e telepresencial, com o objetivo de dotar o advogado de capacitação para atuar no meio, além de palestras e cursos promovidos pelo Departamento de Cultura e Eventos para preparar os advogados para o processo digital. A terceira 10

etapa foi da Certificação Eletrônica, que também vem sendo implentada, uma vez que a Seccional paulista se tornou certificadora , possibilitando ao advogado ter acesso à sua assinatura digital e peticionar eletronicamente, o que agiliza o processo, trazendo economia de tempo e recursos, tanto para o cidadão como para os operadores do Direito. E, recentemente, firmamos uma parceria com o Tribunal de Justiça para manter uma Central Facilitadora nos fóruns digitais, começando pelo Foro do Butantã, para que as petições sejam digitalizadas. A OAB SP também tem se preocupado com os cortes no orçamento do Judiciário paulista. Por que isso é importante para os advogados? D´Urso – Sem recursos, o Judiciário não pode instalar as 350 Varas já criadas, fundamentais para o bom andamento da Justiça no Estado e para que os operadores do Direito e o jurisdicionado tenham uma Justiça mais rápida. Não é de agora que a OAB SP está nessa luta. No ano passado, a OAB empenhou-se para que o orçamento estadual contemplasse as necessidades do Judiciário, uma vez que em São Paulo a autonomia financeira do Poder Judiciário não é cumprida, como prevê a Constituição Federal. Nos reunimos com o TJSP, com o Conselho Nacional de Justiça, com deputados estaduais, com entidades de magistrados e de servidores e com o governador

Geraldo Alckmin . Esperamos que a Proposta Orçamentária de 2012 do Judiciário já entregue ao governo do Estado, de R$ 13,2 bilhões, não sofra cortes, que no ano passado reduziu de R$ 12,3 bilhões para apenas R$ 5,7 bilhões Enquanto o dinheiro não vem, o que é possível fazer para agilizar a Justiça paulista? D´Urso – Firmamos com o Tribunal de Justiça Termo de Cooperação Institucional , pelo qual Acadêmicos de Direito realizarão trabalho voluntário no Judiciário paulista. Eles vão fazer autuação, triagem de petição, separação de volumes de processos etc, que acaba dispendendo um material humano muito grande do Tribunal, aliviando a carga de trabalho da Justiça. O projeto chamado “De Mãos Dadas pela Justiça” será inicialmente implantado na Vara de Execuções do Fórum da Fazenda Pública. Para a Justiça é um reforço nesse esforço comum para fazer com que os processos sejam julgados mais rápidos e para os estudantes, um aprendizado importante, sendo que receberão um certificado de horas de estágio, para completar as atividades extra-curriculares a que estão obrigados para concluir o curso de Direito. Tem gente, como o professor de Direito inglês , Richard Susskind, autor do “The End of Lawyers?”, vaticinando que a advocacia vai ser extinta. Como o sr analisa essa questão?

D ´Urso - A reflexão de .Susskind trata dos problemas que os advogados deverão encontrar daqui a 10 ou 100 anos com as mudanças que virão, principalmente em decorrência da evolução da tecnologia da informação. Nesse exercício de futurologia, Susskind chama a atenção para as inevitáveis mudanças que o Direito e as profissões jurídicas passarão ao longo do século XXI. Mesmo diante da convicção de que o advogado é indispensável à concretização da Justiça e à defesa do cidadão, devemos nos deter diante de algumas mudanças globais e buscar divisar como elas podem afetar nossa profissão e nos prepararmos para assumir uma atitude pró-ativa frente essa revolução tecnológica e cultural. O que deve mudar no futuro da advocacia? D´Urso – Vejo duas grandes frente. A consolidação de novos ramos do Direito, como os cibercrimes, biotecnologia, entretenimento, direito ambiental, direito internacional, direito empresarial, direito das telecomunicações etc, equiparandose com os tradicionais ramos ,como Civil, Trabalhista, Familia, Penal etc. A segunda frente é a redução do contencioso e ampliação das soluções alternativas de conflito, como a mediação, conciliação e arbitragem, substituindo com muitas vantagens a via do processo, sempre mais morosa, trabalhosa. Esse cenário, por sua vez, também definirá novas atribuições para outubro de 2011 | 11


magistrados e promotores, alterando o perfil da família forense como conhecemos hoje. A mudança de alguns paradigmas da advocacia, com a inserção de novos ramos do Direito e ferramentas tecnológicas, aplicada ao exercício profissional pode gerar certo desconforto para quem está há anos no mercado e pratica uma advocacia tradicional, até porque as dificuldades de se adaptar são comuns , mas não devem ser vistas como um problema insolúvel e ameaçador. É preciso olhar o novo como oportunidade, capaz de nos levar ao aprimoramento e a novos desafios. Como o advogado precisa se preparar para o futuro? D ´Urso - Para garantir a segurança jurídica que as empresas necessitam, o novo advogado precisa estar sempre se atualizando e se especializando, de forma ininterrupta, principalmente em um país onde ainda há duas realidades difíceis: constantes mudanças na legislação e muitos vazios legais sobre novas matérias. Temos ajudado o advogado promovendo cursos de especialização na Escola Superior de Advogados e palestras pelo Departamento de Cultura ( uma média de 8 por dia em todo o Estado) para que o advogado esteja sempre atualizado.Os negócios no mundo atual são globalizados e muito mais complexos, desconhecem fronteiras nacionais, são discutidos em muitas línguas, exigindo diagnósticos rápidos 12

e contratos em tempo real que, na maioria das vezes, envolvem vultosas somas. Como o sr vê a queda na qualidade do ensino jurídico? D ´Urso - A queda da qualidade do ensino jurídico é flagrante face aos resultados obtidos pelos candidatos no Exame de Ordem. Há uma média de reprovação de 80%. O país convive, há mais de três décadas, com a crise do ensino superior, e a área do Direito não é exceção.O ensino jurídico necessita de uma requalificação para equilibrar estas duas facetas de uma mesma realidade. Existe uma grande demanda reprimida por advogados com novos perfis profissionais no âmbito das empresas. Temos hoje no Brasil quase 1.174 faculdades de Direito, número extremamente elevado se compararmos com outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, são cerca de 200 instituições. Diante desse número elevado de instituições de ensino, tememos que o aumento de vagas tenha sido proporcional ao descompromisso com a qualidade do ensino jurídico, em parte dos cursos. Do universo de 87 mil bacharéis que se formam anualmente no Brasil , apenas 17 mil conseguem ser habilitados no Exame de Ordem. Qual o futuro que o sr vislumbra para a advocacia brasileira? D ´Urso - A advocacia é uma das carreiras mais promissoras do país. Não há saturação, como dizem os pessimistas. Vislumbro um futuro muito

bom para a Advocacia porque o Brasil esta em destaque no cenário mundial, atraindo investidores e grandes eventos, como a Copa do Mundo e as Olimpíadas, o que certamente abrirá um campo de trabalho extraordinário para todos aqueles que se dispuserem a investir na carreira. O bom desempenho da economia brasileira, que tem crescido acima da média mundial tende a se refletir na advocacia brasileira, com números favoráveis e perspectivas de crescimento. Somente a Copa do Mundo vai gerar cerca R$ 183 bilhões para a economia nacional, envolvendo obras nos setores de aeroportos, portos, energia, telecomunicações, hotelaria, além de dinamização do consumo, direito de imagem dos esportistas, ou seja, organizações e profissionais que precisarão ter seus direitos assegurados no âmbito legal. São Paulo, lidera o ranking brasileiro em número de advogados inscritos (310 mil) e de sociedades de advogados (13 mil), concentrando desde as maiores bancas com centenas de sócios e estrutura empresarial até escritórios de profissionais autônomos, que devem dar lugar a pequenas bancas, de três ou cinco advogados, porque a sinergia será mais econômica e eficaz. A OAB SP está preparada para esse futuro? D ´Urso - Certamente, a Ordem está modernizada e saneada financeiramente. Quando assumimos, em 2004, encontramos uma

administração ultrapassada, deficitária e burocrática, além de um débito financeiro de R$ 32 milhões à CAASP, e R$ 6 milhões devidos ao Conselho Federal da OAB e apresentava um patrimônio líquido negativo. Estava falida. Buscamos então o saneamento financeiro, por meio de um choque de gestão, a descentralização da administração e a implantação do Sistema de Gestão de Qualidade ISO 9001-2000, que tornou mais eficiente os serviços prestados pela Ordem ao seu público alvo. Com o orçamento participativo, tivemos a contribuição de todas as 223 subseções e dos departamentos, e chegamos ao equilíbrio financeiro e à recuperação das receitas e investimentos. O resultado é que hoje temos patrimônio um positivo de quase R$ 80 milhões. A descentralização deu tão certo que está sendo replicada por outras seccionais da OAB pelo país afora.

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foto: Divulgação

ponto de vista

Novo ponto eletrônico: mais desperdício e burocracia por Dr. Percival Maricato, diretor jurídico da central brasileira do setor de serviços

J

á pela quarta vez o Ministério do Trabalho adiou a introdução do ponto eletrônico, um crime contra a inteligência. Empresas que têm mais de 10 funcionários e controlam a entrada e saída deles por meio de ponto eletrônico terão, que implantar um novo equipamento eletrônico para essa finalidade. É o que determina a combatida portaria do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em mais um dos muitos equívocos da administração pública que geram custos e incontáveis desperdícios, além de muita perda de tempo e também de recursos. Se muitos perdem, alguns poucos ganham, mas ganham muito: as trocas dos relógios de ponto existentes – cerca de 1 milhão, ao custo mínimo

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unitário em torno R$ 3 mil cada um – movimentarão mais de R$ 3 bilhões. Somados outros custos, como os exigidos pelos programas, certificações, treinamentos, manutenção e tantos outros, eis o Brasil jogando fora mais de R$ 10 bilhões, com a implantação dos novos relógios. Essa parafernália oficial, a pretexto de impedir fraudes, levará empresas idôneas a arcar com altíssimos custos que serão lançados sobre o preço de produtos e serviços. Os consumidores, que de nada sabem, acabarão pagando o preço exigido por S Excia. Burocracia e aumento de gastos que logo alcançarão o próprio governo, exigindo departamentos, equipamentos e mais funcionários para fiscalizar. Empresas fornecedoras de

equipamentos, programas ou certificação deverão registrar-se no MTE, criando mais procedimentos, custos e freios à agilidade e à eficiência. Considerem-se também gastos de manutenção e certificações em equipamentos sofisticados para o armazenamento de informações, impressoras integradas, porta padrão USB externa para captura de dados armazenados por fiscais e baterias capazes de funcionar 1.440 horas, em caso de falta de energia. Para pequenas ou médias empresas, ou mesmo algumas de grande porte, preencherem todos os requisitos da portaria e do Fisco, terão que desviar foco, recursos e equipamentos de suas atividades-fim, canalizandoos para o ponto eletrônico e outras

exigências do Fisco – Equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) e sistemas informatizados de contabilidade. Ou seja, as empresas brasileiras terão que sacrificar seus escassos recursos a fim de cumprir um nível de perfeição absoluta mas nessa área, para atender as excelências, para que o governo evite uma ou outra fraude em marcação de jornadas de trabalho ou no pagamento de uma ou outra soma devida ao Fisco. E terão que fazer isso deixando de investir em iniciativas indispensáveis à sua saudável atuação no mercado, a se tornarem mais competitivas para concorrer com empresas estrangeiras ou até para melhorar o atendimento ao consumidor interno. Haja paciência. novento de 2011 |

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ponto de vista

Município, autonomia e descentralização por Wilsom Gianulo Inegavelmente o Estado brasileiro, dada a sua extensão territorial e as diferenças étnicas e cul turais, não ostenta homogeneidade no trato administrativo seja respei tante aos Estados Membros, seja no atinente aos Municípios. As distâncias não apenas espaciais, mas, sociais e políticas provocam distorções capazes de fazer discriminar inúmeras realidades nacionais tão díspares quanto variadas. Os brasileiros vêm se acostumando com as dificuldades de 16

implantação de políticas públicas voltadas para a resolução ou minimização dos problemas que enfrentam por ocasião das questões de ordem social, de segurança, educacional, saúde e aquelas ligadas ao meio ambiente como a prevenção de enchentes, contenção de encostas e ocupação irregular de áreas, etc. As comunidades de modo geral e em decorrência de suas necessidades e particularidades estão sendo chamadas à participação o que se

traduz na consolidação de tema jurídico da interação do Município que se estabelece segundo tratamento instrumental voltado para a concretização dos denominados direitos de segunda geração (direi tos sociais) e assim atingindo culminância de uma nova geração (terceira geração). Dentro de cada uma das competências administrativas e legislativas o Estado de forma genérica concebe e executa programas governamentais e

de políticas públicas nem sempre de forma ordenada em cada uma das esferas de composição políticoadministrativa entre União, Estados Membros e Municípios, malgrado todos esses elementos possam idealizar e executar programas que atendam a tais primados acolhidos nos direitos de terceira geração (C.F. art. 30, incisos I e II). A questão que se propõe debater neste artigo insere-se na verificação de que o

Município ocupa lugar de diminuta importância na idealização e execução de programas e políticas públ icas adstritos ao seu território e ou terri tórios vizinhos e exercer os meios de controle de sua execução, especialmente por se tratar da unidade da federação de mais intimidade com as populações que receberão as benesses governamentais decorrentes das aludidas políticas públicas. A autonomia municipal no tocante aos demais componentes

da Federação e a descentralização do poder constitui-se de tema de importância destas considerações Indagamse da concepção, desenvolvimento, implantação e controles que se possa exercer no âmbito dos Municípios especialmente em decorrência da possível pulverização e diversidade que cada comunidade municipal possa vi r exercer sobre os agentes que proponham e executem essas políticas. 1. O município na composição da repúbl novento de 2011 |

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ica brasi leira A República brasileira constitui-se de união de Estados Membros, Municípios e do Distrito Federal (C.F. art. 1º), o que importa dizer que apesar de indissolúvel a União mantém elementos de constituição que não se subordinam uns aos outros, gozando de independência legislativa e administrativa, conquanto os meios econômicos estejam vinculados em sua maioria da União aos Estados e somente então aos Municípios. De fato pela sistematização imposta no artigo 30 da Constituição, o âmbito de atuação dos Municípios é bastante dependente dos demais componentes. “O Município brasi lei ro é pessoa jur ídica de Di rei to Públ ico interno (CC. art .41, I I I) e como tal dotado de capacidade civi l plena para exercer di rei tos e contrai r obrigações em seu próprio nome, respondendo por todos os atos de seus agentes (C.F. ar t . 37, § 6º) ”2. Sua estrutura identificase com centralização de poder administrativo e legislativo não se verificando 18

nenhuma outra manifestação local. Em uma palavra, é unidade de governo local exclusiva que detém composição terri torial tanto de áreas urbanas como rurais3. A soma territorial dos municípios resulta no Estado membro e da aglomeração espacial destes incluindo-se aí o Distrito Federal resulta na República. Dadas as suas características jurídicas não está subordinado a nenhum outro órgão não se podendo falar de dependência políticoadministrativa entre os demais membros. Indiscutível a proximidade administrativa e política dos agentes municipais com a população e nessa medida o conhecimento dos problemas anteriormente anotados que acabam por se mostrar mais facilmente resolvíveis desde que a providência imediata pode ser tomada de modo a prevenir em mui tos casos a ocorrência ou minimizar seus efeitos 1.1. Evolução histórica de sua autonomia O Município, especialmente no Brasil , passou a

ter autonomia para criação de rendas e demais fundamentos de autonomia políticoeconômicoadministrativa somente com a Constituição de 1934 em seu artigo 13, uma vez que a experiência republicana da Constituição de 1891 reduziu a experiência municipal em feudo e instrumento de dominação política. Desde a colonização até esse ponto histórico o Município passou por fases distintas, mas, sempre reduzida sua autonomia em decorrência do poder político e administrativo das decisões central izadas dos governantes. Nesse particular autêntico retrocesso se verificou com o Estado Novo que determinou a nomeação dos prefeitos pelo Governador dos Estados (interventores) que cumulava poderes de ordem legislativa e executiva em detrimento das prerrogativas estabelecidas na Constituição revogada. Apenas em 1946 com a promulgação da Constituição pós

queda de Getúlio Vargas que o Município volta a ter autonomia (C.F. art. 7º, inc. VII, letra e, c.c. art. 28). De certa forma, o rigor expresso na Constituição de 1946 acabou sendo mitigado pela Constituição de 1967 e a Emenda Constitucional sobrevinda em 1969, na medida da restrição das eleições diretas para prefeitos das Capitais, estâncias Hidrominerais e áreas de segurança nacional (C.F. art. 16). Foi com a Constituição vigente que o Município reassumiu condição de autonomia e, além disto, de componente formador da República. Claramente até este diploma constitucional o Município apesar de gozar de determinada autonomia submetia-se à teoria federal ista que colocava em pé de igualdade a União e os Estados, deixando o Município em posição subal terna, segundo os fundamentos de descentral ização pol íticoadministrativa em dois graus, com os poderes constituintes existentes nas esferas

federal e estadual, restando a autonomia municipal guindada à competência dos Estados membros e a discriminação de rendas dos Municípios como competência dos Estados. Da forma como anotada na Consti tuição vigente a descentral ização política e administrativa não se dá em dois, mas, em três graus incluindose no último deles o Município. A autonomia é princípio constitucional , bem como o tratamento de discriminação de rendas está inscri ta na Constituição, bem assim os poderes constituintes acometidos aos três graus de composição4. Posta desta forma a condição pol ítica, administrativa e jurídica do Município lhe outorga as prerrogativas técnicas de equivalência em relação aos demais elementos da composição da República Federativa brasileira. Essa contingência expõe o di ferencial calcado substancialmente nas competências constitucionais e legais para legislar e de se auto-organizar administrativamente.

2. Unidade administrat iva descentral izada O menor número de pessoas na esmagadora maioria dos Municípios e área em relação aos Estados membros e ao território nacional parece beneficiar a identificação e resolução dos problemas que afetam as populações. O montante de problemas a serem resolvidos e as possibilidades de sua resolução por número de profissionais que esteja mais próximo de suas características indica certa agi lidade em pôr em prática planos que se destinem à finalidade básica do Estado. Descentralidade nas atividades administrativas mostrou-se pertinente meio de se atingi r objetivo prático e escorreito quanto à verificação e a solução exigida pelo problema. A descentralização da administração parece ser um dos requisitos para a eficiência da execução de quaisquer atividades administrativas que se destinem à promoção do bem comum. Mostra-se veri ficável tal assertiva em todos os novento de 2011 |

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planos da administração pública, especialmente no que concerne às calamidades setoriais de cujos efei tos desastrosos exigem uma pronta resposta da administração e que dependam de verbas federais e ou estaduais. O tempo despendido com providências ordinárias compromete a eficiência dos atos que devem ser praticados para o fim de minimizar seus efeitos e a complexidade, distância e outros fatores de ordem pragmática expõem o problema da lentidão com a qual os órgãos governamentais atuam para remediar tais problemas. No tocante ao Município essa descentralização e a eficiência no serviço público são verdades rigorosas, especialmente na maioria esmagadora dos Municípios brasilei ros que se encontra na faixa populacional abaixo dos quinhentos mil habitantes. Torna-se muitíssimo mais facili tada a tarefa dos administradores tomarem conhecimento e preconizarem soluções para os problemas locais do que aguardar que o 20

poder central, quer estadual quer federal sejam mobi lizados para agir convenientemente. O poder exerci tado por meio do Estado extrapola seus limites administrativos e ou políticos sofrendo influencias de interesses econômicos e corporativos que se servem promiscuamente desse instrumento para obtenção de resultados de proveito próprio em detrimento dos objetivos traçados consti tucionalmente. De fato o preâmbulo da esmagadora maioria das constituições vigentes de que o poder emana do povo e em seu nome há de ser exercido, sofre evidente distorção quando o resultado de seu exercício passa a atender interesses de grupos que agem em favor de objetivos dissociados daqueles instituídos formalmente nos diplomas constitucionais. Essa distorção interfere diretamente na manifestação estatal o que fez o constituinte verificar da necessidade de implementação de nova categoria de direi tos que venham a ser

corporificados em programas e conjunto de ações que viabilizem seu exercício, o que se dá por intermédio das Políticas Públicas. De regra os projetos de políticas governamentais que se enquadram no perfil aqui aludido têm abrangência nacional ou quando pouco estadual situando homogeneamente as problemáticas que envolvem sua implantação. Os dados a seguir examinados provenientes do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística corroboram com a assertiva de que o meio espacial, político e administrativo mais apropriado para a concepção de desenvolvimento do programas que visem a instituir o exercício dos direitos de tercei ra geração seriam mais eficientemente executados se tivessem o Município como unidade de sua execução. Não se quer com tal argumento diminuir a importância de projetos abrangentes típicos emanados dos

governos federal e ou estadual, porque, por óbvio, têm eles méritos evidentes. Todavia dadas as proporções e distribuição da população nos 5565 Municípios brasi leiros e as diferenças entre as inúmeras características das populações desses espaços a regionalização dos problemas aponta para a descentralização das pol íticas a serem desenvolvidas que se mostram substancialmente mais profícuas e eficientes. A realidade de que as proximidades espaciais facil itam a criação e execução de programas governamentais está no fato de que os Municípios entre si celebram consórcios para fins de execução de planos na área de políticas públicas e outros misteres e em 2009 abrangeram em todo o país 847 (15,2% do total de Municípios brasileiros), os consórcios celebrados com os Estados atingi ram 531 e com órgãos governamentais federais 391. Esses dados dão relevo ao volume de iniciativas que os Municípios tomam

entre si em razão das especialidades dos problemas que enfrentam e das soluções que intentam. Por outro lado as parcerias com entidades de direito privado somaram naquele ano 296 e outros 231 foram simplesmente apoiados pelo setor privado da economia. Perto de 3307 Municípios (59,4% do total de Municípios brasileiros) mantêm algum programa que tem por final idade gerar colocação profissional e renda. A ênfase se direciona a erradicação da miséria cujo público de destino é a população de baixa renda atingindo 2389 Municípios (42,9%). A preocupação dos Municípios volta-se frequentemente para atividades destinadas a permi tir que jovens tenham colocação profissional (2206 deles), seguido de 1703 que desenvolvem programas de incentivo ao adolescente e 1652 concebem programas de conquista pelo adolescente de seu primeiro emprego. Os números expressivos

mostram que os Municípios preocupamse especialmente com a evasão de suas populações que podem acabar por migrarem para outros lugares onde se apresentem melhores condições de obtenção de recursos para manutenção da família, instrução, saúde, etc. Entretanto perto de 67% dos Municípios restantes não dispõem de atividades que persigam oferecer meios de obtenção mínima de recursos em seus territórios, culminando, por vezes em quase total abandono de sua área políticoadministrativa. A maioria dos programas e desenvolvimento de políticas públicas origina-se das instâncias federais e estaduais onde repousam a maioria dos recursos arrecadados. Excelente exemplo do que se argumenta aqui são as despesas líquidas com educação realizadas pelos Estados em 2006, que atingiu R$43.464.431.287,005 e os repasses realizados pela União aos Estados chegou a R$.2.167.643.000,00 e novento de 2011 |

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aos Municípios R$.2.769.863.000,00. Até 2.007, portanto o total de investimentos em educação atingiu 5,1% do PIB nacional 6, mas mostram-se mal distribuídos no que toca à escolaridade elementar como competência municipal (C.F. art. 30, VI), definitivamente atrelado à União e toda a sorte de necessidades que a comunidade local apresenta, muito mais facilmente solucionáveis a partir da constatação em loco. O que tais índices revelam é que em razão da arrecadação de cada componente político da República, os Municípios são, com efeito, os que menos arrecadam, dependendo dos repasses dos Governos Estaduais e da União, assim ocorrendo com os demais ramos de investimentos e prestações estatais, como saúde, saneamento básico, etc. Escolheu-se a educação como tema exemplo destas considerações especificamente porque, nos anos de 1980 houve enorme movimento de municipalização do 22

ensino, especialmente nos Estados da Região Sudeste e os recursos continuam a ser repassados em sua maioria pelos órgãos dos Estados e da União. A questão é que apesar da autonomia constitucional dos Municípios os recursos estão como antanho sob a administração de dos Estados Membros e da União. Há uma crônica manifestação de central idade dos recursos o que parece convergir para uma maior submissão de ordem pol ítico-administrativa posta de cima para baixo na escala de distribuição dos recursos. Essa situação pela simples burocracia necessária à distribuição legal dos recursos impõe períodos temporais mui to maiores para que se decida pela aplicação neste ou naquele Município de recursos necessários à sua gestão do que se estivessem submetidos à orientação local. Os noticiários estão repletos de informações sobre esse processo de distribuição que central iza em poder dos Estados e

da União os recursos e as técnicas administrativas de sua distribuição. 3. Questões a serem consideradas A descentralização das operações estatais não atende apenas uma forma mais rápida de execução de projetos e ou políticas públicas, encerra antes, uma norma de racionalidade e de melhor e mais profícua uti lização do erário para as finalidades a que se destinam. Há uma série de particularidades que a descentralização do comando na concepção e implantação dos misteres governamentais implica. Em primeiro uma maior acuidade administrativa e governamental sobre as necessidades e emergências que a população localizada em dada porção territorial é dotada. Esse primei ro ponto traz a comodidade de se atacar o problema onde ele realmente exista e nas dimensões exatas de sua complexidade. Por segundo é infinitamente mais fáci l reunir a comunidade em torno de um fim a ser

atingido quando esse agrupamento compartilha de opinião comum sobre as prioridades de seu meio social. A integração social e comunitária diante de um problema de ordem social estadual e ou federal pulveriza-se e em expressivo número de ocasiões sequer uma fica sabendo das di ficuldades e anseios das demais, se se estiver falando de um contingente territorial muito extenso. A participação da comunidade não apenas na constatação dos problemas, mais ainda em suas soluções empresta responsabilização aos desígnios del iberados com essa integração. Estima-se que ponto de dificuldade é o de despertar a comunidade para a reinvenção do governo local e que venha a inventar novos formatos de desenvolvimento municipal7. Todavia essa constatação devese a uma dificuldade de participação provocada pelo molde governamental, timidamente envolvido com a participação efetiva dos vários segmentos

sociais de dada porção popular. É preciso que os governos locais no que concerne à divulgação para as formas de participação deixem ao largo a timidez e definamse pela ousadia de compartilhar as decisões com seus munícipes. Nos dias que correm não se pode temer que oposição ou grupos pol íticos venham a minimizar o trabalho do prefeito e da equipe municipal quer administrativa quer legislativa e que avance para a clareza e praticidade de seus projetos e políticas que interessem à comunidade. Os mecanismos de controle da probidade administrativa estarão muito mais aperfeiçoados se o conhecimento das atividades e atos de governo e administrativos ficarem às claras. As insti tuições como o Ministério Público e os Tribunais de Contas estão atentos assim como a opinião pública e todas as modalidades de mídia para as irregularidades eventuais. Haverá maior garantia de sucesso posi tivo nos empreendimentos que

advenham não apenas do conhecimento, mas antes da aquiescência da população local. Um terceiro ponto de convergência para a descentralização do poder de decisão e administração de recursos governamentais está no grau de poli tização e facilidade de comunicação que se apresenta nos dias que correm. O projeto Ficha Limpa foi concebido no meio social e grande parte de sua mobilização deu-se por meios eletrônicos que culminou com aprovação e vigência praticamente imediatas. Daí se vê que hodiernamente os meios de comunicação, por estarem mais acessíveis permitem uma conscientização divulgação de idéias cada vez mais rapidamente. As formas de controle das atividades legislativa e administrativa dos Municípios, por seu turno, são algo facili tadas porque há verdadeira difusão dos vários órgãos destinados a tal finalidade. Assim as Organizações não governamentais, os clubes, instituições benemerentes, Ministério novento de 2011 |

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Público, Partidos políticos, Ordem dos Advogados do Brasil , etc., todos congregados ou individualmente, têm totais condições de manter controle político, social e jurisdicional de todo ato seja ele discricionário ou vinculado dos poderes públicos municipais. Empresta maior relevância a atuação desses órgãos especialmente porque suas subsedes estão frequentemente instaladas em Municípios, muitas vezes de diminuta população o que aproxima tais entidades e insti tuições dos problemas vividos nas comunidades. Ao se veri ficar as formas pelas quais a comunidade pode tomar providências para que se coíbam atos ilegais ou até mesmo inconstitucionais mostrase a descentralidade um instrumento mui to mais eficaz. À facil idade se percebe que os temas afeitos à administração municipal deveriam se equacionar sob o prisma do poder local 8, ainda que se verifique certa pressão entre as esferas de poder tidas no Município a base e a sede onde está tal poder 24

em relação aos Estados e a União. Se por um lado as garantia fundamentais de autonomia presidem a gama de di reitos de cada Município, não menos verdadeira é a restrição de exercício do poder local no que concerne à descentralização e até mesmo desvinculação de determinadas políticas estatais que não se prestam ao desenvolvimento peculiar de cada entidade municipal. Bem conhecida é a discussão da perspectiva de cada município legislar sobre suas peculiaridades9 não havendo nem mesmo entendimento sobre a dimensão e competência para se deliberar sobre o que venha a ser ou não peculiaridade de um Município. Essas peculiaridades devem ser mais bem estudadas e delineadas a fim de que se estabeleçam limites adequados quanto aos reais interesses municipais dentro de determinadas particularidades tanto sobre o ponto de vista jurídico como social em que não se considere integralmente a gama de restrições apontadas

pela doutrina a respeito, uma vez que o complexo municipal não se encerra numa manifestação única. Tais peculiaridades não são exclusivamente urbanas (C.F. art. 182), extrapolam essa medida e permeiam constantemente a situação rural de cuja política está afeita a União (C.F. art. 184). 4. Conclusão Só por essas considerações que ordem genérica, verifica-se a necessidade não apenas de mais precisamente estipular os contornos de autonomia do Município brasi leiro, como também a nortear a descentral ização da concepção e execução dos programas

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especial

“Brasil o país do futebol mas também um país soberano”

Copa do Mundo de 2014, uma conquista do Brasil ou um grande problema? por Dr. Marco Luz

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esde a escolha do Brasil como sede para a Copa do Mundo de 2014 vem acontecendo vários eventos comemorativos para saudar a vinda desta competição de futebol mundial para o nosso país tupiniquim. Infelizmente dentro deste “presente” veio na mesma caixa um monte de presentinhos e surpresas negativas que estavam escondidas “grego”, uma avalanche de problemas, imposições e agressões ao nosso ordenamento

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jurídico vigente colocando a nossa honra e soberania em risco, onde chegamos a triste conclusão que somos apenas mais um picadeiro de circo para ser usado e favorecer a ganância de alguns administradores de instituições sem fins lucrativos que faturam bilhões de dólares, independente de quem prejudicam. A instituição sem fins lucrativo a quem me refiro chama-se FIFA (...), cujo Presidente é o Sr. Joseph Blatter, aquele que o nosso ilustre Sr. João Avelange

apoiou para ser o seu sucessor. Durante meses estamos recebendo informações vindas dos noticiários televisivos, jornais, revistas, internet e outros das afrontas e exigências ilegais que esta instituição particular tenta impor a um país soberano como o nosso. Na primeira semana de outubro de 2011, a Presidente Sra. Dilma Rousseff, acompanhada do Ministro do Esporte Sr. Orlando Silva, tiveram uma reunião em Bruxelas na Bélgica com o secretário

geral da FIFA Sr. Jérônimo Valcke com a estranha ausência do presidente da FIFA Sr. Joseph Blatter, onde a FIFA (instituição sem fins lucrativos) fez muitas exigência e apresentou um super “Trem da alegria do futebol” carregado de verdadeiros absurdos e ilegalidades, que esta totalmente desgovernada que saiu da Alemanha em 2006, passou pela África do Sul em 2010, e se continuar nesta sua rota baterá de frente com o Brasil em 2014, onde durante todo este trajeto novento de 2011 |

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arrebentará e aniquilará com várias leis municipais, estaduais, federais, rasgando a nossa constituição e principalmente enterrando de vez a nossa soberania. Este “Trem da alegria do futebol” de propriedade exclusiva da FIFA vem carregado de absurdos, protecionismo, monopólio de mercado, favorecimento a patrocinadores, mudança de leis, farra fiscal, ilegalidades, uma verdadeira demonstração de poder absoluto, arrogância, prepotência e agressão direta aos direitos conquistados pelo povo brasileiro durante anos de democracia. Esta instituição sem fins lucrativa FIFA, através das suas imposições imperialistas e mão de ferro já conseguiu realizar vários absurdos no nosso país, como destruir uma grande parte da história do nosso futebol quando exigiu de forma grotesca que alguns dos nossos estádios fossem demolidos e transformados em enlatados arquitetônicos dentro de um padrão determinado pela cultura dos seus dirigentes, onde os templos do futebol como o Maracanã que teve o seu anel implodido; o Mineirão que virou pó; entre outros, que estão sendo transformados em palcos comerciais comuns com o nome de modernidade, mas ainda tivemos um pouco de sorte porque os estádios Pacaembu (tombado) e o Morumbi (descartado) escaparam desta destruição cultural em massa. Sou um apaixonado por esporte e principalmente pelo futebol, jogo futebol de campo(perna de pau) desde garoto e no mínimo duas vezes por semana, este esporte global que faz a alegria de 28

todos os povos sem distinção de raça, credo, cor ou nível social, é o esporte mais democrático do mundo que faz parte da cultura do nosso povo, esta enraizado na nossa historia e costume, onde fico indignado ao ler notícias que alguns dirigentes deste esporte não tem compromisso com o povo, mas apenas desejam alcançar o poder para benefício dos seus próprios ganhos que são muitas vezes de origem ilícitas. Infelizmente, toda semana temos conhecimento “através dos noticiários” de denuncias de corrupção que envolvem a Copa do Mundo de 2014, ficaria orgulhoso e honrado que as nossas autoridades mostrassem a sua força e tomassem posições firmes e enérgicas contra esta chuva negra que esta caindo e assolando a terra do futebol, temos que mostrar para a FIFA que não somos uma província para que alguns estrangeiros mal intencionados venham dar ordem e impor suas vontades ilícitas e imperialistas, temos que ser firmes, corretos, honestos, fortes e provar que somos um grande povo de um grande pais de nome Brasil .

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A Agência Dinheiro Vivo Primeira agência de informações online do país. texto Divulgação

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Internet caminha para se tornar o veículo mais relevante para a formação de opinião. Em países como os Estados Unidos, já superou os jornais e revistas, ficando apenas atrás da televisão. Sob o comando do jornalista Luís Nassif, a AGÊNCIA DINHEIRO VIVO atua no mercado da comunicação e geração de conteúdo há mais de vinte anos. Primeira agência de informações online do país, ela foi criada em 1987, aplicando padrões de qualidade na linguagem e cobertura jornalística pela Internet. Após anos de bem sucedida atuação, tornou-se referência nacional na captação, produção, estruturação, organização e análise de informações de cunho econômico-financeiro. Além disso, desde 2002 a Agência Dinheiro Vivo acumulou larga experiência na discussão de políticas públicas, através do Projeto Brasil - um empreendimento jornalístico independente e multimídiatico, que promoveu a discussão estruturada de temas estratégicos para o desenvolvimento nacional. 30

Atualmente, a Agência Dinheiro Vivo atua nas seguintes frentes: Blog Luis Nassif, Brasilianas.org, Portal Luis Nassif, Jornal Cash e Guia Financeiro. O Blog Luis Nassif On Line foi criado em 2006 pelo Jornalista Luís Nassif a partir das novas ferramentas da web. A premissa básica é a interatividade, ou seja, um ambiente que permita a participação dos leitores em fóruns e grupos de discussão, além de estimular o envio de estudos e colaborações sobre os temas debatidos. Atualmente somam-se mais de 25 mil usuários cadastrados, produzindo conhecimento, selecionando vídeos, participando de discussões variadas, cultivando a democracia e a tolerância. O Projeto Brasilianas.org foi criado com o objetivo de contribuir com a grande discussão das políticas públicas brasileiras, trazendo um novo conceito de jornalismo para a imprensa. Um aglutinador das principais discussões públicas em pauta no país, pensando no desenvolvimento nacional e no papel de cada agente social nesse processo. O projeto atua em três frentes

de debates: Programas Televisivos, Seminários e Internet O Portal Brasilianas.org foi criado com o formato de rede social, com o objetivo de juntar diversos grupos de conhecimento discutindo os temas que serão fundamentais para o desenvolvimento brasileiro na próxima década. Já o Portal Luis Nassif é uma rede social, uma plataforma aberta de discussão e formulação de políticas públicas nacional. São milhares de participantes produzindo conhecimento, selecionando vídeos, participando de discussões variadas, cultivando a democracia e a tolerância. Num único ambiente, reúne todo o conhecimento advindo da discussão de políticas públicas, acrescido de uma série de ferramentas e materiais de apoio, como estudos, artigos, entrevistas, indicadores, pesquisas etc. O Jornal Cash é uma publicação da Agência Dinheiro Vivo, cujo conteúdo é direcionado exclusivamente à pessoas físicas que buscam informações e soluções para o seu cotidiano financeiro. Além desta versão online, a edição

impressa circula semanalmente em cinco Estados, mais o Distrito Federal, com tiragem nacional de 128 mil exemplares. Sua criação foi fundamentada no conceito “Jornalismo de Serviço”, no qual cada matéria deve ser um verdadeiro “manual de instruções” do assunto abordado – ou seja – as etapas a serem cumpridas dentro do passo a passo. Com linguagem simples, didática e concisa, o Cash procura satisfazer as dúvidas financeiras de uma diversa gama de públicos-alvos, tais como microempresários, investidores, empregados, profissionais liberais, donas-de-casa, estudantes, aposentados, entre outros. Finalizando a lista de produtos, o Guia Financeiro é uma publicação semanal que analisa as oportunidades de negócios do mercado. Dados diretos da Ibovespa e colunistas. A cobertura econômica realizada com análise crítica, visão sistêmica e foco centrado nos aspectos de fatos relevantes.

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Semana Diálogo Verde, 17 de Outubro por Marcelo Cardoso - Coordenador Executivo (www.vitaecivilis.org.br)

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processo desencadeado pelos Diálogos Nacionais, estratégia adotada pelo Instituto Vitae Civilis como parte das ações do Green Economy Coalition/GEC, do qual é parceiro no Brasil, tem entre seus objetivos a construção de propostas concretas voltadas para os dois eixos centrais da Rio +20: a transição para a Economia Verde, no contexto da erradicação da pobreza e dos princípios do desenvolvimento sustentável; e a Governança Institucional, que assegure o controle e a participação social nas políticas públicas e nas instituições de mercado, com o objetivo é acelerar a transição para um novo modelo de desenvolvimento. A explicação é de Aron Belinky, coordenador do Segundo Seminário Nacional dos Diálogos Nacionais para a Economia Verde, realizado nos dias 17 e 18 de outubro, em São Paulo. No balanço das iniciativas desenvolvidas desde o primeiro seminário realizado em novembro de 2010 até agora, Belinky citou alguns pontos considerados fundamentais para se chegar ao Quadro Referencial que

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permitirá a construção de uma agenda essencial brasileira, a partir do conjunto de propostas referendadas pelos mais diversos setores da sociedade civil. Segundo ele, o desafio é apresentar alternativas à lógica de mercado que se pauta pela geração de emprego e pela produção de bens de consumo – dentro do novo paradigma de desenvolvimento, proposto a partir de 1992. “A Economia Verde não substitui o conceito de desenvolvimento sustentável, mas ao contrário, se coloca como um instrumento efetivo para a sua implementação. Para que isso aconteça, no entanto, tem que vir acompanhada do processo político da governança. Ou seja, a execução das propostas colocadas pelos diferentes atores sociais como alternativa para a aceleração do desenvolvimento sustentável passa necessariamente pela transversalidade da sua aplicação.” Belinky explica que esta também é a forma de fugir das armadilhas e modismos rotulados como “verdes” ou “sustentáveis”.Como exemplo, ele cita a produção de veículos e combustíveis

considerados eco-eficientes, mas sem a integração com programas que garantam a opção de transporte público de qualidade o que, na prática, só amplia o problema da mobilidade urbana. Dar visibilidade às boas práticas já existentes também faz parte da estratégia adotada pelos participantes dos Diálogos Nacionais, como forma de acelerar a transição para um modelo mais equilibrado de desenvolvimento. Isso exige a disseminação da informação, através de ações eficientes de comunicação, mobilização e educação. Entre as ações em curso, o representante da Vitae Civilis cita o próprio projeto dos Diálogos Nacionais, que reuniu pelo menos 600 pessoas, representando ONGs, universidade e empresas, levando o tema para os diferentes setores da sociedade civil; a participação efetiva nos fóruns disponíveis, entre os quais a própria Rio+20 e nos grandes eventos públicos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olímpiadas de 2016, que atrairão a atenção do mundo todo para o Brasil. novento de 2011 |

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PNBE: Cidadania, Desenvolvimento e Justiça Social

24 anos de luta! por José Roberto Romeu Roque - Coordenador Geral

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m 1987, um grupo de jovens líderes empresariais paulistas decidiu criar um movimento que exprimisse os anseios das bases da iniciativa privada no Brasil moderno que começava a se delinear: - aprofundamento da democracia em todas as instâncias do país; - economia de mercado, combatendo abusos de poder econômico;

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- melhor distribuição da renda; - exercício da cidadania; - opção pela negociação como sendo o melhor processo para a resolução dos conflitos; - aceitação da diversidade como elemento enriquecedor dos processos; - defesa do patrimônio material e humano do país; Esses jovens estavam unidos pela firme

vontade de participar da democracia que se instalara dois anos antes, com o fim do regime militar. E compartilhavam da convicção de que as lideranças das entidades empresariais haviam perdido representatividade, por não democratizar internamente suas associações e manter uma postura estreita e corporativista, em contraposição à desejada atuação comprometida com as grandes questões

econômicas e sociais. Na época, o plano Cruzado havia fracassado no propósito de derrubar a inflação. O ministro da Fazenda, Dilson Funaro, tinha sido substituído pelo economista Luiz Carlos Bresser Pereira, que lançara o plano Bresser. Rapidamente, aqueles jovens empresários convidaram o empresariado para uma audiência pública com o ministro no novento de 2011 |

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Centro de Convenções do Anhembi, em São Paulo. O evento marcaria o lançamento do PNBE. Para surpresa dos organizadores, compareceram três mil empresários que, de forma organizada, puderam questionar o ministro diretamente sobre o novo plano econômico. O exercício democrático da sabatina pública era algo completamente inédito nos meios empresariais, acostumados às conversas fechadas em gabinetes ministeriais, que nunca chegavam às bases. Nascia assim o PNBE, iniciando uma trajetória de lutas que está completando 15 anos em 2005. Entres outros, participaram da fundação os empresários Oded Grajew, Emerson Kapaz, Salo Seibel, Joseph Couri, Paulo Butori, Adauto Ponte, Eduardo Capobianco e outras lideranças da indústria paulista. Rumo ao pacto nacional Durante os primeiros três anos, o PNBE era um movimento informal. Os fundadores reuniam-se alternadamente nas sedes de associações da indústria de brinquedos, fundição e outras. Entre eles, firmou-se a convicção de que o empresariado moderno deveria derrubar um dogma de décadas e articular-se com as lideranças emergentes dos trabalhadores na identificação de causas comuns, como a luta contra a inflação. Foi assim que o PNBE organizou uma missão formada por lideranças empresariais e sindicais, que viajou a Israel com o intuito de conhecer o plano que debelou a inflação naquele país. Dela participaram os fundadores do PNBE e as lideranças da CUT e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo (que 36

mais tarde fundariam a Força Sindical). Em Israel, os integrantes da missão se entrevistaram com os principais integrantes da equipe econômica e com o então primeiro-ministro Shimon Peres. No ano seguinte, missão semelhante organizada pelo PNBE viajou aos Estados Unidos, para conhecer como aquele país equacionou o problema da dívida interna. Em 1989, com a proximidade das eleições presidenciais, o PNBE promoveu audiências públicas com os candidatos, entre os quais, aqueles que chegariam ao segundo turno: Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello. O movimento havia se tornado conhecido graças à ousadia, propostas, e combatividade. O PNBE se institucionaliza em 1990. Redige estatutos e ideário. E se abre à filiação de novos associados. Ingressam lideranças como Helio Mattar e Sergio Mindlin. Realizam-se as primeiras eleições internas, dentro da norma de que o PNBE não terá um presidente, mas um colegiado de 20 coordenadores para liderá-lo de acordo com as determinações das bases. Estabelece-se que os coordenadores terão mandatos de dois anos, e escolherão um 1º e um 2º coordenadores-gerais, com mandatos de seis meses, renováveis por no máximo dois mandatos consecutivos. São eleitos, Oded Grajew para 1º coordenador-geral e Emerson Kapaz para 2º coordenadorgeral. Estruturado e funcionando na primeira sede, à rua Zaíra, no bairro do Sumaré, o PNBE procura articular um Pacto Nacional entre as principais lideranças dos trabalhadores. Consegue interessar

o governo, que envolve nas negociações os ministros Antonio Kandir, Jarbas Passarinho, Ibrahim Abi Akcel e Zélia Cardoso de Mello. Articula as principais entidades empresariais do país – CNI (indústria), CNA (agricultura), CNC (comércio), Febraban (bancos), e CNT (transportes), que pela primeira vez subscrevem um documento conjunto, com compromissos para um pacto nacional de controle da inflação e retomada do desenvolvimento. Entretanto, o governo Collor demonstra que não pretende efetivamente negociar o acordo proposto. Os trabalhadores da CUT e o PNBE retiram-se das reuniões e o fórum do Pacto Nacional é extinto. Por iniciativa do PNBE, no ano seguinte organiza-se um fórum com lideranças dos principais interlocutores do Pacto Nacional no Instituto de Estudos Avançados da USP, para identificar posições comuns em relação às reformas estruturais que o país começaria a fazer somente anos depois. Em meados de 1992, revoltado com a corrupção no governo, o PNBE é a primeira entidade empresarial a entrar no movimento em favor do impeachment de Fernando Collor. O então 1º coordenadorgeral, Sergio Mindlin, discursou para 50 mil manifestantes no Vale do Anhangabaú, no comício organizado pela sociedade civil, que antecedeu o afastamento do presidente. Nos anos que se seguiram, o PNBE empreendeu inúmeras ações em favor das reformas política e tributária, ética e transparência, buscando a eficiência da maquina pública. Continuou sabatinando ministros e candidatos às eleições

em todos os níveis. Participou da implementação do Real, denunciando ao Cade setores oligopolizados que aumentavam injustificadamente os preços. Conseguiu suspender judicialmente a licitação da prefeitura de São Paulo que tentou entregar a um monopólio o serviço de controle de poluição veicular. Hoje continua manifestando-se seguidamente em relação aos principais temas nacionais, sempre na defesa da cidadania, da democracia plena e de um país socialmente justo. O que fazemos A atuação do PNBE tem como base o Projeto Brasil 2022, lançado em 2003, que busca mobilizar a sociedade para transformar o país que temos no país que queremos, socialmente justo, economicamente forte, ambientalmente sustentável, democraticamente estável e eticamente respeitável. Porque o PNBE ao buscar um Brasil melhor contribui para melhorar a situação das empresas, empresários e demais cidadãos: só teremos empresas saudáveis, segurança jurídica, valorização da iniciativa privada, em um país saudável e desenvolvido. Debatemos e agimos dentro de um espaço democrático, apartidário, que apoia políticas públicas e projetos identificados com seus ideais, ao mesmo tempo em que combate os clientelistas, antiéticos, corporativos e ineficientes. Permitindo ao associado ouvir, falar, criticar e fazer sugestões a políticos e formadores de opinião que têm influência nos destinos do país. novento de 2011 |

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ABRASEL

Representante de um setor que hoje congrega cerca de um milhão de empresas e que gera seis milhões de empregos diretos em todo o país, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), desde a sua criação em 1986, busca contribuir de forma efetiva para importantes avanços em prol do desenvolvimento do segmento de alimentação fora do lar no cenário nacional.

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ste setor representa atualmente 2,4% do PIB brasileiro, além disso, o hábito de alimentação fora de casa é cada vez mais crescente e corresponde a 26% dos gastos dos brasileiros com alimentos. É também um setor com enorme potencial na geração de trabalho, principalmente no que se refere a oportunidades de primeiro emprego, absorção de mão-de-obra não especializada (candidata permanente à exclusão), melhoria da qualificação profissional e desenvolvimento de novas carreiras.

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Criada com a missão de representar e desenvolver o setor de alimentação fora do lar, promovendo ações que contribuam para o crescimento sustentável do Brasil, a Abrasel nos últimos anos investiu muito em seu projeto de expansão e hoje está presente com suas seccionais em 27 estados brasileiros e ainda com suas regionais em Juiz de Fora (MG), Três Lagoas (MS), Dourados (MS), Bonito (MS), Porto Seguro (BA), Londrina (PR) e Gramado (RS), Pirenópolis (MS), Ubatuba (SP), Cacoal (RO) e Pelotas (RS).

A Abrasel cresceu não só em número de seccionais, mas especialmente em prestígio, em força e organização. Um crescimento alcançado por ações estratégicas, pela mobilização por políticas públicas de promoção do desenvolvimento do setor e pela credibilidade que a entidade conquistou com a realização de projetos consistentes de qualificação de serviços e promoção da gastronomia brasileira como um diferencial competitivo para o turismo brasileiro. Por tudo isso, conquistou também o apoio de parceiros de peso,

como o Ministério do Turismo e Sebrae, que temperaram uma das grandes receitas de sucesso: o Movimento Brasil Sabor, um conjunto de ações estratégicas que estão revelando todo o potencial da gastronomia tanto para o setor de turismo como para a economia brasileira. Carro chefe desse Movimento, o festival gastronômico Brasil Sabor, que em 2008 entrará em sua terceira edição, deu novo impulso ao setor e colocou a gastronomia do país em evidência. Mobilizando, simultaneamente, milhares de restaurantes novento de 2011 |

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em todo o Brasil, o festival é foco de atenção dos apreciadores da boa mesa, dentro e fora do país, além de movimentar o segmento durante todo o período de sua realização. Ainda como parte do Movimento Brasil Sabor, a Abrasel concretizou em 2007 a segunda fase de um dos maiores programas de qualificação profissional do setor, o Programa Qualidade na Mesa (PQNM). Implantado com sucesso histórico, o PQNM ofereceu, dentre suas diversas ações, uma ampla programação de cursos e treinamentos que contemplaram temas variados, como gestão financeira, boas práticas na fabricação de alimentos e melhoria do atendimento. Como evolução desse projeto a Abrasel inicia agora uma nova etapa em sua parceria com o Ministério do Turismo com a realização do “Programa Caminhos do Sabor – A união faz o destino”, que buscará a melhoria da competitividade no Turismo. Uma ação criada para estimular o desenvolvimento sustentável em 65 destinos turísticos definidos dentro do Plano Nacional de Turismo. Isto será feito por meio de um maior envolvimento empresarial na governança local e a partir de ações de capacitação, qualificação e promoção dos empreendimentos de serviços de alimentação fora do lar, promovendo a gastronomia como vantagem competitiva para o turismo. A intensa movimentação em todo o setor de alimentação fora do lar é visível. Atenta a esse cenário promissor a Abrasel trabalha firme para incentivar o associativismo, qualificar o segmento e despertar a atenção dos governos para a necessidade de políticas públicas específicas para o 40

segmento de alimentação fora do lar. Você também pode contribuir com esse esforço para a criação de um ambiente de negócios favorável para os empreendimentos do setor. Procure a seccional em seu estado e saiba como se associar!

Prezados (as) Associados (as) e Colegas do Setor de Bares e Restaurantes A ABRASEL SP esclarece que o proprietário tem obrigação de não ser omisso. Não poderá ser punido se algum menor beber no seu estabelecimento, sem que ele saiba ou possa impedir. Se isso acontecer, o departamento jurídico da entidade defenderá o proprietário e o estabelecimento. Ao contrário da lei antitabagista, a infração só ocorre se existir culpa (negligência, imprudência ou imperícia). A entidade também já falou com o governador que não é admissível nada que fira a intimidade e tranqüilidade de

freqüentadores dos estabelecimentos. Posição da ABRASEL SP perante a nova lei que proíbe venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos do ramo Estamos perante mais uma lei estadual que disciplina atividades no setor, esta visando dar mais efetividade a proibição de venda ou fornecimento ou até permissão de acesso de menores a bebidas alcoólicas em nossos estabelecimentos. Trata-se de vedação a que nenhuma pessoa responsável pode ser contra, motivo pelo qual, de uma forma geral, não só estamos apoiando a lei como auxiliando na sua divulgação. Outrossim, desta vez, não há a mesma carga de afronta a responsabilidade do pequeno empresário do setor, como aconteceu na lei antitabagista, onde não faltavam formulários para clientes dedarem clientes, clientes dedarem proprietários, proprietários dedarem clientes e etc. Além disso, entendemos que um adulto pode decidir se quer fumar ou não, o mesmo não acontecendo com o menor, que não pode optar para, em querendo, beber bebidas alcoólicas. Os motivos abaixo (conforme pesquisas apresentadas e aceitação pública), que explicam a lei, deixam isso claro. Também vem esta norma legal acompanhada de ampla campanha de educação, que a nosso ver é essencial nessas situações em que o governo quer atingir um objetivo nobre. A ABRASEL SP participará dessa campanha, procurando falar ao público com que lidamos: empresários, clientes, funcionários. Teremos nossos próprios folhetos. Importante ressaltar que apesar de acompanharmos projetos de lei nos parlamentos, nem sempre conseguimos

mudá-los. No caso desta lei, nossa preocupação se dá com os seguintes dispositivos que a lei obriga: I - afixar avisos da proibição de venda, oferta, fornecimento, entrega e permissão de consumo de bebida alcoólica, ainda que gratuitamente, aos menores de 18 (dezoito) anos, em tamanho e local de ampla visibilidade, com expressa referência a esta lei e ao artigo 243 da Lei federal nº 8.069, de 13 de julho de 1990; (informação do Jurídico da ABRASEL SP; diz o art 243. “Vender, fornecer ainda que gratuitamente, ministrar ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, sem justa causa, produtos cujos componentes possam causar dependência física ou psíquica, ainda que por utilização indevida: Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não constitui crime mais grave” ). II - utilizar mecanismos que assegurem, no espaço físico onde ocorra venda, oferta, fornecimento, entrega ou consumo de bebida alcoólica, a integral observância ao disposto nesta lei; III - zelar para que nas dependências de seus estabelecimentos comerciais não se permita o consumo de bebidas alcoólicas por pessoas menores de 18 (dezoito anos. § 1º - Os avisos de proibição de que trata o inciso I deste artigo serão afixados em número suficiente para garantir sua visibilidade na totalidade dos respectivos ambientes, conforme regulamentação a ser expedida pelo Poder Executivo. Não podemos ser favoráveis a encher nossos estabelecimentos de cartazes. Esta lei trás a novidade de exigir um cartaz em cada ambiente e com dezenas de letras. Certamente destoará das decorações novento de 2011 |

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e sabemos que decoração é muito importante para que as pessoas se sintam bem e felizes. Por sua vez, que se pode entender por “mecanismos” nos espaços físicos, que assegurem o atendimento a lei? Evidente que não podemos colocar câmaras em cada dependência, vigiando clientes, violando o direito a intimidade, que devem existir em um bar, onde as pessoas vão para conversar, chorar, rir, paquerar, 42

namorar, fazer as coisas que a emoção dita. Nesses dois casos, tentaremos junto ao governador colaborar na elaboração do decreto, para que não haja exageros, especialmente que não se fira a intimidade dos consumidores, portanto seus direitos. Não é demais lembrar que existe na Lei das Contravenções Penais norma que proíbe a venda de bebidas a menores e que alguns juízes entendem que o fornecimento de álcool a menor fere o referido artigo 243 do

Estatuto da Criança e do Adolescente, cuja pena de prisão é violenta. A ABRASEL SP acompanhará junto ao governo a aplicação e fiscalização da lei, apoiará fornecendo folhetos e cartazes impressos e que também serão enviados a todo o Estado por e-mail, bastando imprimilos, além de colocar modelos previstos na Lei, no site da entidade. Para tirar dúvidas na aplicação da lei, cartazes, punição e etc, a ABRASEL SP

Está aguardando o agendamento de uma reunião com o Procon, dia 24/10 segunda feira ás 16h, para obter todas as informações da lei e informaremos os próximos acontecimentos. Joaquim Saraiva Presidente – Abrasel SP Percival Maricato Diretor Jurídico – Abrasel SP novento de 2011 |

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Um l铆der, uma lenda

por Kleber C. N贸brega foto Charis Tsevis 44

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especial

U

m líder de uma empresa bem sucedida deve ser democrático? Um executivo considerado autocrático sobreviveria no mundo de hoje? Com a disseminação de conhecimento, uma empresa consegue guardar segredo de seus novos produtos até o dia do lançamento? Uma empresa que adota um excessivo controle do poder e da informação conseguiria ser competitiva no mundo tão acelerado como a informática? Kahney, um aficionado por produtos Apple, considerada a mais revolucionária empresa do mundo, cobre a sua história desde 1997 na condição de repórter e editor da revista wired.com. E este acompanhamento continuado da empresa de Steve Jobs permite-lhe descrever um pouco dos fatos positivos, bem como de aspectos reconhecidamente criticados da história deste organização, considerada um ícone no mundo da computação. No livro, o autor descreve a história da Apple, desde o desenvolvimento do primeiro computador pessoal – Apple I (1976), passando por uma série de lançamentos de produtos altamente bem-sucedidos, como o Macintosh (1984) - o primeiro computador a fazer

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uso do mouse, que tornou a Apple conhecida como a mais inovadora em tecnologia, o iMac (1998), que com o seu design inovador, lançou o sistema “tudo em um” - computador integrado com monitor, drive de CD, o lançamento do iPod (2003), uma revolução no ramo musical (empresa de computador fazendo musica?), em 2007 o revolucionário iPhone smartphone controlado por toque, tela grande, vários aplicativos, conexão wi-fi, e, acima de tudo, um uso altamente intuitivo. O iPod, lançado em 2003, foi o produto que transformou a Apple de uma fabricante de PCs em constante luta pela sobrevivência em uma potência no mercado de eletrônicos. Mas entre 1984 e 1996 a história da empresa teve um hiato, com a “demissão” de seu fundador – Steve Jobs. Por desentendimento com o conselho de administração, Steve foi afastado da vida da Apple, retornando somente em 1996, com a empresa em plena decadência. Com o retorno de Jobs, a empresa adentra um novo ciclo de inovação, renovação e superação. O livro retrata esta fase da empresa, em que Jobs reduz drasticamente o portfólio de produtos a 4: dois desktops

e dois notebooks, concentrandose no que a Apple sabia fazer de melhor: computadores extremamente produtivos e fáceis de usar. O retorno foi marcado por um desafio à equipe, ressaltando a capacidade criativa e inovadora da empresa. A partir de 1996, a empresa retomou os grandes lançamentos, cercados de muito sigilo – os anúncios do lançamento dos novos produtos são eventos muito aguardados, carregados de muita expectativa, o que gera muita mídia espontânea. Os funcionários da empresa são proibidos de comentar sobre os produtos em desenvolvimento até mesmo com a própria família, fazendo esta conduta parte do contrato de trabalho. O controle é considerado excessivo, mas isto faz parte da estratégia de marketing – curiosidade gerando notícias. Uma das razões para o excelente desempenho dos produtos Apple é o controle exercido pela empresa, que desenvolve e/ou aprova desde o hardware, software até procedimentos de distribuição. Em tempos de disseminação de conhecimento, a empresa de Jobs parece andar contra a corrente, pois guarda a sete chaves o que pesquisa.

E tudo é controlado pelo cabeça deste processo, que, em muitos momentos tem postura autocrática. Há um certo folclore na empresa sobre ser “stevado”, que consiste numa entrevista com Steve para eventual contratação. Para alguns, uma reunião com Jobs pode ser uma prova de fogo - ele questiona tudo o que se diz, às vezes de forma extremamente rude. Na verdade, está testando para ver se as pessoas estão bem informadas quanto aos fatos que defendem e se têm argumentos fortes. Para ele, existem apenas dois tipos de pessoas: os gênios e as antas. O esforço dele para ter o melhor pessoal do mundo trabalhando na Apple pode ser visto na afirmação: “sempre considerei como parte das minhas funções manter muito alto o nível de qualidade das pessoas nas organizações em que trabalho” (Jobs). Concluindo, o controle exercido pela empresa, e pelo seu dirigente maior, se por um lado constituem motivo de critica, parece ser, de fato, a estratégia de gestão que tem levado a Apple à posição e conceito atual, fazendo com que se indague – estão certos ou errados?

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lançamentos •Veloster curiosidades •Golf Buggy destaque •Os carros elétricos da feira de Frankfurt

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Veloster!

Novos conceitos e propagandas chocantes sempre foram marcas registradas da Hyundai, e dessa vez eles acertaram em cheio utilizando dos dois para fazer um modelo muito atraente com apenas trĂŞs portas chamado Veloster.

O inesquecĂ­vel Dodge Viper labores maionse con repeliqui con re sunt alitas nobitat labores maionse con repeliqui con re sunt alitas nobitat labores maionse con repeliqui con re sunt alitas nobitat labores maionse con repeliqui con nobitat

por Daniel fotos Divulgação 54

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nunciado a menos de 1 mês pelas concessionárias e pela CAOA o Veloster já tem mais de 1500 encomendas porem, a Hyundai tinha prometido trazer apenas 400 unidades para o Brasil este ano, vamos ver como ficarão os outros 1100 consumidores, provavelmente irão ficar a ver navios. Com a proximidade do lançamento do Veloster no Brasil a Hyundai, não sabemos se de propósito, começa a liberar mais informações do modelo como fotos exclusivas, motorização, detalhes internos, até chegar ao lançamento em si. Do motor já sabemos que virá um modelo 56

importado que não é utilizado em nenhum dos modelos brasileiros até o momento. O propulsor será um 1.6L com 138 cavalos de potencia e de começo sem a tecnologia Flex. O consumo desse bloco segundo a Hyundai é de até 17 km/l na estrada, o que é uma marca maior do que todos os outros que estão no mercado. Uma versão com turbo desse motor já está sendo desenvolvida, mas só deverá chegar ao Brasil em 2013, e no exterior só deverá chegar no meio do ano que vem. No interior temos o que a de melhor em tecnologia como tela multimídia de sete polegadas, rodas de 17 polegadas

e opcionais de 18 polegadas, farol com sensor crepuscular, câmera de ré, sistema de som com Bluetooth, seis AirBags, farol de neblina, retrovisores externos elétricos, piloto automático, teto-solar opcional, bancos de couro, ar-condicionado digital automático, sensor de estacionamento traseiro, freios ABS, direção elétrica, dentre muitos outros. O novo conceito três portas é novo dentre os carros, já que estamos acostumados com carros de duas ou quatro portas andando pelas ruas. Algumas pessoas estranharam e chamam até de retrocesso, enquanto outras estão encantadas pelo novo

conceito, ame-o ou deixe-o. Mas qual será o preço por todos esses itens disponíveis no Hyundai Veloster? Os rumores iniciais davam conta de um valor de R$ 75 mil para o Hyundai Veloster, mas a realidade que temos é outra, e por incrível que pareça melhor para nós compradores. O preço final do modelo de três portas começa em R$ 63 mil e vai até R$ 69 mil na versão mais top de linha. Claro que no inicio das vendas teremos um preço pouco maior pela novidade, mas nada absurdo. Para as informações completas sobre o Veloster acesse o site oficial do modelo no site da Hyundai. novento de 2011 |

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golf buggy Carrinho de Golf ou TambĂŠm Club Car Golf por Breno Aguiar fotos SXC.hu 58

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carrinho de golf também conhecido como Club Car golf possui outro nome que pode ser chamado de “golf buggy” pelo fato de ser pequeno. Comumente possui a principal função de transportar duas ou mais pessoas por clubes de golf, pequenas estradas de areia ou pelas mediações do campo de partidas de golf. Adotado com a função de amenizar os esforços das pessoas em andar pelo campo de golf principalmente carregando equipamentos pesados. Nos Estados Unidos pode-se dirigir legalmente um carrinho de golf quando se tem mais de 13 anos de idade mas a maioria dos estados adotam que é ter mais que 15 anos de idade para se dirigir um carrinho de golf. Estes pequenos carrinhos são fabricados em diversos formatos e cores e possibilitam os seus passageiros percorrerem velocidades que atingem no máximo em torno de 24 km/h. Possuem normalmente 1.2 metros de largura e 2.4 metros de tamanho. Estes carros podem ser encontrados por preços que variam entre $1,500 e $8,000 para um belo carrinho de golf novinho. Mas se o interesse é o de adquirir um carrinho de golf usado por um preço mais acessível, pode-se conseguir um por preços que vão desde $300 até $1,000. Muitos fatores que determinam o valor de um carrinho é se o mesmo esta sendo comprado para uma frota de carros que será utilizada em grande quantidade para um clube de golf ou um campo de golf privado. Carros de golf podem chegar a custar mais de $10,000 se

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considerarmos outros fatores opcionais como o de exigir um carro de golf que transporte 6 ou 8 pessoas. Antigamente carros de golf ou os club car golf tinham apenas o seu uso à base de eletricidade sendo assim apenas elétricos. Esta era a forma em que estes carros foram primeiramente fabricados em massa. Proporcionando assim para os seus donos um grande uso privado nas comunidades residenciais. Mas com o passar do tempo carros de golf movidos a gasolina começaram a surgir e a ganhar espaço no mercado. Um dos motivos que tais veículos vieram a se tornar tão populares em meio as comunidades privadas é pelo fato de serem de excelente porte, pouco custo e pelo fato de terem suas velocidades controladas internamente no próprio veículo. Sendo assim considerado como veículos inofensivos. Para muitos que ainda consideram que a compra de um carro de golf é desnecessária, existe a possibilidade de procurar por algo como aluguel de carros elétricos. Na medida e proporção que o uso e a demanda para estes veículos elétricos vem crescendo, da mesma forma a disponibilidades de meios para se adquirir um veículos destes está cada vez maior. Se você ainda acha que o uso de um pequeno carrinho de golf é desnecessário, experimente jogar uma partida de golf que dure algumas horas. Na hora de andar de um lado para o outro debaixo de um sol bem caloroso você vai dar graças a DEUS por ter um carrinho de golf bem ao seu lado. novento de 2011 |

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Os elétricos tomam conta do salão de Frankfurt Acontecendo de dois em dois anos, intercalando com o Salão de Paris, o Salão Internacional de Frankfurt ou Internationale Automobil-Ausstellung chega a sua 64™ edição entre os dias 15 e 25 de setembro, servindo como uma grande oportunidade para as marcas mostrarem suas novidades e lançamentos. A eletricidade está sendo bastante utilizada nos automóveis movida pela ideia da sustentabilidade e aqui vamos mostrar alguns carros que serão divulgados este ano em Frankfurt. 62

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Textos e Imgens: Divulgação

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BMW i3

Fotos: Nononono

Primeira máquina elétrica da BMW, o i3 chega para fixar a ideia ecológica da marca. Fabricado para os grandes centros urbanos, o carro possui um porta-malas de 200 litros e pode comportar até quatro pessoas. A recarga de sua bateria dura 6 horas fazendo com que sua autonomia seja de 160Km e a propulsão vem de um motor elétrico com 170cv de potência e 25,4kgfm de torque.

Peugeot HX1

Citroen Tubik Utilizando o sistema Hybrid4 da PSA, a van Tubik acomoda 9 passageiros e possui um motor à diesel com tração nas rodas dianteiras e um motor elétrico que traciona as rodas de tras. Até o momento não se sabe ao certo sobre a propulsão do automóvel, mas a tecnologia usada hoje no 3008 Hybrid4 e no DS5, constituem em um motor 2.0 HDi a diesel com 163cv e um elétrico que soma 37cv, dando 200cv de potência.

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O HX1 é a aposta da Peugeot para o Salão de Frankfurt deste ano. Essa van 4x4 que comporta seis passageiros, conta com um motor Hybrid4 e o destaque vai para os flaps que aparecem nas laterais, na traseira e nas rodas, para favorecerem a passagem de ar pelo carro. O motor 2.2 a gasolina faz 204cv e os dois motores elétricos fazem mais 95cv, que podem andar 30km a partir da propulsão. A média de consumo é de 31,5km/l. As medidas do carro são: 4,95m de comprimento, 1,99m de largura e 1,37m de altura. novento de 2011 |

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Dia mundial do dentista •Breve história da profissão Dor de dente •13 dicas para combate-la dentes separados •O sorriso como cartão de visita... O Câncer bucal •combate ao câncer bucal....

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Dia mundial do Dentista

por Jussara de Barros

Aprimeira escola dentária, para formar dentistas, surgiu em 1840, em Baltimore, nos Estados Unidos. Os dentistas são profissionais capacitados para tratar das gengivas, da boca, dos ossos da face e dos dentes, estruturas duras que utilizamos para mastigar os alimentos. É importante visitar esses profissionais de seis em seis meses, a fim de cuidar da integridade e higiene dos dentes, fazendo limpeza e profilaxia. Os dentes variam de acordo com os hábitos alimentares de cada espécie. Os humanos têm capacidade para rasgar, prender e triturar os alimentos, para que os mesmos passem pelo tubo digestivo em tamanhos menores, aproveitando seus nutrientes e facilitando o processo digestivo. Os seres humanos possuem 32 dentes, divididos em duas dentições. A primeira 70

delas, durante a infância, é chamada de provisória ou “dentes de leite” e é constituída de apenas 20 dentes. O nascimento dos primeiros dentes acontece por volta dos seis meses de idade, indo até os trinta meses. Essa dentição é trocada, variando com a idade e o tipo de dente, até que todos eles sejam definitivos. Os dentes humanos possuem diferentes funções. Os incisivos (dentes da frente) e os caninos (os pontudos) servem para morder os alimentos, fazendo a divisão dos mesmos; os pré-molares e os molares servem para triturar, cortar e esmagar os alimentos. Por volta dos 17 anos de idade, nascem os dentes sisos, bem ao final das gengivas. Porém, esses não têm muita utilidade para o processo de mastigação e normalmente são extraído

para não causarem problemas, como entortar os outros dentes por falta de espaço. É difícil encontrar pessoas que possuam esses dentes. A formação para o exercício dessa profissão tem duração de cinco anos, terminando o curso como clínico geral, capacitado para tratar cáries, fazer restaurações, projetar e instalar próteses, etc... É um curso que requer muita dedicação e estudo, pois possuem disciplinas como anatomia, patologia e fisiologia. Ao término da faculdade, o profissional poderá se especializar em áreas específicas, como cirurgião dentista, odontopediatria, periodontia, traumatologia (quando se machuca a boca), saúde coletiva, além de cuidar da parte estética da boca, dentre várias outras. Antigamente os dentistas eram chamados de dentistas práticos, sem

formação ou com pouco conhecimento, que não tratavam os dentes, mas faziam apenas a extração daqueles que estavam muito estragados. Normalmente eram barbeiros ou ambulantes, que trabalhavam em locais precários e sem a higiene necessária. Hoje em dia a consciência sobre os tratamentos dentários mudou muito. Sabe-se da importância dos trabalhos preventivos, motivo pelo qual a saúde bucal deve começar ainda no recémnascido, com o uso de cotonetes molhados em água limpa. Os primeiros cursos de odontologia do Brasil surgiram no Rio de Janeiro e na Bahia, determinados pelo decreto nº. 9.311, em 25 de outubro de 1884. Em nosso país, o dia do dentista é comemorado nessa data.

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dor de dente

13 dicas para o alivio da dor de dentes por Ricardo Miguel fotos SXC.HU 72

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ores de dentes, pra quem já teve, sabe que é um dos tipos de dores mais difíceis de suportar. Até consultarmos um estomatologista, ou dentista como é mais vulgarmente conhecido, pode acalmar ou até cessar a dor de dentes com algumas dicas. Quando temos dores de dentes, parece que qualquer ação que tomemos, agrava a dor de dentes – quando rimos, comemos, bebemos; quando movimentamos a cabeça e até quando inspiramos e fazemos com que o ar frio vá para o dente. A dor de dentes pode ser causada pela polpa do dente ou pela gengiva infectada, por estar com cáries, por um pedaço de comida entre dois dentes ou até uma dor causada por uma sinusite. De seguida, descrevo algumas dicas que qualquer pessoa pode experimentar para tentar se livrar da dor de dentes, sem nunca esquecer de consultar um dentista posteriormente: Lavar os dentes: Uma lavagem vigorosa dos dentes, com a água à mesma temperatura do nosso corpo, pode eliminar a dor de dentes, se esta for causada por um pedaço de comida que esteja alojada entre os mesmos. Usar fio dentifrício: Passar suavemente um fio dentifrício entre todos os dentes, especialmente naqueles que estiverem com dor pode resolver o problema, caso existam restos de alimentos entre os dentes. Ter atenção de não usar demasiada força para evitar o ferir das gengivas.

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Lavar com água salgada: Quanto a mim, é uma das melhores dicas. Num copo de água morna, juntar uma colher de sopa de sal grosso. De seguida, fazer sucessivos bochechos, depois de todas as refeições e em especial, antes de deitar. Adormecer as dores: Bochechar a boca com um pouco de uísque irá adormecer a dor nos dentes. Bochechar durante algum tempo e no final da operação, deitar fora o bochecho. Massagear a zona dorida e passar gelo: Fazer uma pequena massagem na zona dorida faz passar a dor de dentes na maior parte dos casos. Pegue num cubo de gelo e faça-o deslizar sobre a zona do dentes, durante quatro ou 5 minutos. Não usar o dente para mastigar: Evitar usar o dente dorido para comer, é algo a ter em conta. Aplicar óleo de cravinho: Este antigo remédio pode fornecer um rápido alívio na dor de dentes. Colocar uma gota sobre o dente que tem dor, ou então colocar um pouco deste óleo sobre uma cotonete e fazer passar sobre o dente. O óleo de cravinho é vendido em qualquer farmácia. Tentar não abrir a boca: Se sentir que o ar frio agrava a dor de dentes, tente manter a boca fechada. Tomar aspirina: Tomar um comprimido de 4 em 4 horas ou de 6 em 6 horas, conforme a gravidade da dor. NUNCA colocar a

aspirina sobre o dente, como algumas pessoas poderão aconselhar, já que esta poderá provocar uma queimadura por aspirina. Manter a parte de fora da boca fresca: Além dos bochechos que poderá fazer com água morna, na parte de fora da boca aconselha-se que esteja o mais fresca possível. Colocar gelo enrolado num pano, sobre a parte de fora da boca, na zona da dor nos dentes, pode causar alívio imediato. Se sente dor no dente, apenas quando faz aproximar calor ou frio junto do mesmo, tratar-se de um problema de sensibilidade. Isto sucede quando a dentina fica exposta sob o esmalte do dente, normalmente na orla da gengiva. Este problema pode ser causado pela idade, por cirurgias recentes, por escovar os dentes com demasiada pressão ou até por pastas dentifrícias de pouca qualidade. • Recomenda-se o uso de pastas de dentes indicadas para a sensibilidade dentária, como a Sensodyne. • A escova de dente deve ser macia e é imprescindível o uso de fio dentário para a limpeza regular entre os dentes. • Consultar de 6 em 6 ou no máximo de 12 em 12 meses um médico dentista.

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Ortodontia - Diastemas = Dentes Separados O sorriso é o nosso cartão de visitas... A primeira impressão, ningém esquece... por Luis Cesar Jum Motoyama fotos SXC.HU 76

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uitas pessoas ao sorrir ou falar, coloca rapidamente a mão na frente da boca. Atitude que muitas vezes pode demonstrar uma insegurança, timidez ou alimentos na boca. Tentativa de minimizar algum problema no dentes, principalmente diastemas interdentários, que promovem um buraco negro entre os dentes. Após o fechamento destes diastemas, a personalidade da pessoa até se altera; com largos sorrisos, tornam-se mais expansivas, comunicativas e simpáticas. Na dentadura decídua ou dentes de leite, é importante que a criança apresente diastemas na região anterior superior e inferior, que são chamados de espaços primatas ou primários. Esses espaços serão necessários, pois os dentes permanentes sucessores apresentam uma largura maior que os dentes decíduos. Quando não temos

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esses espaços provavelmente os dentes erupcionarão fora de posição e/ ou ocorrerá um atraso nessa troca. Na dentadura mista, onde foram trocados os quatro incisivos superiores e inferiores, é normal que apresentem diastemas nos superiores, que favorecerá na troca pelos caninos permanentes. Com a troca de todos os elementos permanentes, os diastemas deverão naturalmente ser fechados, mas caso ocorra uma persistência dos mesmos, alguma anomalia deve estar ocorrendo e deverá se corrigida. Causas dos Diastemas 1. – Anomalia da forma dos dentes: pode ser de um ou mais dentes, o mais acometido é o incisivo lateral superior, também chamado de dente colóide devido a sua forma. A correção seria com acréscimos de resina ou uma prótese unitária;

2. – Mesiodens: um dente supranumerário, com forma conóide, impactado entre as raízes dos incisivos centrais permanentes; 3. – Cistos: a presença de cistos odontogênicos entre as raízes dos dentes; 4. – Freio labial: quando apresentam uma inserção baixa e volumosa entre os incisivos permanentes; 5. – Mordida profunda: quando os dentes anteriores superiores recobrem totalmente os dentes anteriores inferiores; 6. – Mordida aberta anterior: quando a interposição de chupeta ou dedo promove uma vestibularização dos dentes superiores; 7. – Perda óssea e Periodontites: devido à perda do osso de sustentação, aumenta a mobilidade dos dentes, ocorrendo a vestibularização devido a movimentos de profusão da mandíbula ou interposição de lábio inferior entre os incisivos superiores e

inferiores, normalmente ocorrem em pacientes adultos. 8. – Outros. O tratamento pode ser a restauração da forma de um ou mais dentes. Na maioria dos casos será necessário um tratamento ortodôntico prévio para correção das más oclusões com posteriores fechamentos dos diastemas, e uma reabilitação protética. A cirurgia para remoção dos cistos e mesiodens será avaliada pelo ortodontista. No caso do Freio labial ser a causa etiológica dos diastemas este deverá ser removido, na idade indicada pelo profissional que executa o tratamento. Consideramos que ele deverá ser removido após a instalação da dentadura permanente. Em casos de Diastemas Generalizados, isto é, em todos os dentes, um estudo aprofundado se faz necessário, e uma reabilitação protética em todos os dentes pode ser indicada. novento de 2011 |

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O Câncer bucal da prevenção à cura

Os cirurgiões-dentistas exercem um papel fundamental na luta contra o câncer bucal no Brasil. De acordo com a Estimativa de incidência de Câncer no Brasil para 2006, serão registrados 10.060 casos estimados entre homens e 3.410 entre as mulheres.  por Jean Rodrigo dos Santos fotos SXC.HU

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O

s profissionais de Odontologia são agentes promotores de saúde e em seu ofício são responsáveis pela minimização de alguns dos principais fatores de risco da doença, como má higiene bucal e próteses dentais inadequadas. O câncer de boca é uma denominação que abrange as neoplasias malignas de cavidade oral - mucosa bucal, gengivas, palato duro (céu da boca), língua, assoalho da boca e de lábio. É mais freqüente em pessoas brancas e tem maior incidência no lábio inferior do que no superior. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer em outras regiões da boca acomete principalmente tabagistas e os riscos aumentam quando o fumante é também alcoólatra. Mistura corrosiva - Os principais fatores de risco são idades superiores há 40 anos, vícios de fumar cachimbos e cigarros, consomem de álcool, má higiene bucal e uso de próteses dentárias malajustadas. Entre outros malefícios provocados

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na cavidade oral, o fumo destrói as enzimas da saliva que combatem substâncias prejudiciais. Isto torna a saliva uma mistura corrosiva de compostos químicos do tabaco na boca, facilitando o surgimento de células cancerígenas. Doença periodontal e perda dental - A literatura científica também sugere forte associação entre as várias formas de consumo de tabaco (cigarros, cachimbo, tabaco mastigável e rapé) e uma alta prevalência e severidade de doença periodontal e subseqüente perda do dente. Do ponto de vista estético, o cigarro também provoca manchas nos dentes. Sintomas - O câncer bucal manifesta-se principalmente pelo aparecimento de feridas na boca que não cicatrizam após alguns dias. Além disso, podem surgir ulcerações superficiais com menos de dois cm de diâmetro e indolores, podendo sangrar ou não, e manchas esbranquiçadas ou avermelhadas nos lábios ou na mucosa bucal. O estágio avançado da

doença caracteriza-se pela dificuldade para falar, mastigar e engolir, além de emagrecimento acentuado, dor e presença de caroço no pescoço (linfadenomegalia cervical). Prevenção e diagnóstico – Recomenda-se a pessoas com mais de 40 anos, tabagistas e usuários de próteses mal ajustadas e dentes fraturados evitarem o fumo e o álcool, promover a higiene bucal, ter os dentes tratados e fazer uma consulta odontológica de controle (exame clínico da boca) pelo menos uma vez por ano. As autoridades em saúde recomendam também a manutenção de uma dieta saudável, rica em vegetais e frutas. Tratamento – Os métodos terapêuticos aplicáveis ao câncer da boca são a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Lesões iniciais são tratadas através de cirurgia ou radioterapia – a cura pode ser obtida em 80% dos casos, segundo o INCA. Daí a importância do diagnóstico precoce. Por este e outros motivos na prevenção de doenças, visite seu dentista regularmente. novento de 2011 |

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info mulher sexo

•Viciadas em sexo? direito da mulher •Direito da mulher no trabalho

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viciadas em sexo?

De acordo com o que a mídia nos diz, o vício sexual é um problema estritamente masculino – ou pelo menos isso é tudo o que ouvimos. Homens traindo suas esposas, homens saindo com prostitutas, homens indo a clubes de strip, de massagem e, claro, homens acessando conteúdo sexual online .

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I

sso significa que não existem mulheres viciadas em sexo? Se há mulheres lá fora tendo as mesmas práticas sexuais, onde elas estão e por que não ouvimos falar sobre elas? Os meios de comunicação dão exemplos intermináveis de maridos que traem suas famosas esposas, muitas vezes resultando em humilhação pública para ambos. Mas e quanto às mulheres que ‘agem por fora’ com sexo e romance? Embora saibamos que as mulheres possam esconder práticas relacionadas à comida, drogas, álcool, jogos ou gastos, a verdade é que há pouca, ou nenhuma, pesquisa sobre sexo feminino e dependência de relacionamento. O que sabemos hoje é que das pessoas que procuram tratamento para dependência sexual, aproximadamente 8 a 12% são mulheres (que curiosamente é o mesmo número de homens que se tratam para distúrbios alimentícios), mas é provável que muitas mais lutem sozinhas contra distúrbios compulsivos sexuais e de relacionamento. É menos fácil para uma mulher procurar ajuda para seu problema de comportamento sexual por uma variedade de razões – a maioria relacionada com a vergonha. O problema, em grande parte, é a nossa referência cultural. Os homens que têm vários contatos sexuais são machões, são sinônimos de virilidade. Já as mulheres que possuem exatamente o mesmo tipo de atividade são sem vergonhas, ou ninfetas.

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Este tipo de rótulo faz com que aquelas mulheres que tem problemas de comportamento sexual ou românticos sejam mais sujeitas à vergonha e ao preconceito – e, portanto, menos propensas a pedir ajuda. Mesmo a mulher cujo comportamento lhe causa problemas profundos (na saúde, família, relacionamento, carreira, etc) não se identifica como tendo um problema sexual. Elas normalmente usam termos como: “problemas de relacionamento” ou “escolha de parceiros errados”. Isso porque as mulheres veem e experimentam a sexualidade de forma mais relacional do que os homens. E mesmo quando elas estão fazendo sexo da mesma maneira e com a mesma frequência de um viciado em sexo, não se identificam como tendo esse problema. A causa primária da dependência sexual masculina é principalmente baseada na negligência emocional, incesto parental ou déficits de apego. As mulheres viciadas em sexo relatam um incidência muito maior de abuso na infância, negligência física e traumas muitas vezes sexuais, o que leva à dependência e problemas de intimidade na vida adulta. Algumas dessas mulheres, inconscientemente, convivem com esses traumas tornando-se profissionais do sexo (prostitutas, strippers, mundo da pornografia, massagistas sensuais, etc), tentando criar uma sensação de “controle”. Como sua vida adulta é baseada em trocar sexo por dinheiro,

por sentimentos de controle e pelo poder que o comportamento sexual lhes oferece, estas mulheres têm pouco acesso a apoio externo ou modelos para autoexame. Nem todas as mulheres que são viciadas em sexo e relacionamento são prostitutas. Muitas são donas de casa, mulheres solteiras e até mesmo adolescentes, que utilizam o sexo e a intensidade romântica como um meio de autoestabilidade e conforto, apesar dos vários riscos associados à dependência de relações sexuais. E nisso o vício delas é muito parecido com o dos homens. Hoje, existem alguns recursos preciosos para as mulheres viciadas em sexo como livros ou programas de recuperação que incentivam a participação do sexo feminino, oferecendo reuniões separadas pelo gênero. O passo mais importante que essas mulheres podem tomar para se recuperar é contar abertamente e honestamente com mulheres adultas e saudáveis, não para o sexo – mas para a amizade, distração e apoio mútuo. Partilhar o passado sexual em detalhes com outras mulheres ajuda a reduzir a vergonha. Além disso, ter uma ligação não sexual com as mulheres ajuda a aliviar a necessidade de usar os homens sexualmente como calmantes. Abaixo segue uma lista abreviada de 20 perguntas “chaves” que podem ajudar uma mulher a descobrir se ela tem esse tipo de problema. Se você responder sim a alguma delas, procure

um especialista para conversar sobre o assunto. Eu sou um viciada em sexo e amor? Você sente que sua vida está se tornando ou está ingovernável por causa do seu comportamento sexual e/ou romântico, ou por causa da sua dependência excessiva? Você se acha incapaz de parar de sair com uma pessoa específica, mesmo sabendo que essa pessoa é destrutiva para você? Você sente que você não quer que ninguém saiba sobre suas atividades sexuais ou amorosas? Você sente que precisa esconder essas atividades dos outros – amigos, família, colegas de trabalho, conselheiros, etc? Você se sente animada quando faz sexo ou quando tem uma relação amorosa e depois desaba quando essa atividade ou experiência acaba? Você faz sexo em momentos inapropriados, em locais inapropriados e/ou com pessoas inapropriadas? Você faz promessas ou cria regras a si mesmo a respeito de seu comportamento sexual ou romântico que você acredita que não pode seguir? Você já fez ou faz sexo com alguém que novento de 2011 |

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você não quer (ou não queria) fazer?

amoroso ou sem sexo?

Alguma vez você pensou que poderia haver mais coisas para fazer da sua vida se você não fosse tão impulsionada pela busca sexual e romântica?

Você sente que você não teria nenhuma identidade se não fosse amante de alguém?

Você se sente arrebatado pela necessidade de um amante, de sexo ou de um futuro companheiro? Você faz sexo independentemente das consequências (por exemplo, a ameaça de ser flagrado, o risco de contrair herpes, gonorréia, AIDS, etc)? Você acha que você tem um padrão de repetir relacionamentos ruins? Você se sente como um fantoche inanimado se não houver alguém com quem você possa flertar? Você sente que você não está “realmente viva” a menos que esteja com o seu parceiro amoroso/sexual? Você já ameaçou sua estabilidade financeira, sua carreira ou sua posição na comunidade na busca de um parceiro sexual?

Você se pega flertando com alguém, mesmo não sendo sua intenção? O seu comportamento sexual e/ou romântico afeta sua reputação? Você se sente desconfortável com sua masturbação por causa da frequência com que você se masturba, das fantasias relacionadas, dos acessórios que você usa e/ou dos lugares em que você faz isso? Você é incapaz de se concentrar em outras áreas de sua vida por causa de pensamentos ou sentimentos que você está tendo sobre outra pessoa ou sobre sexo? Você se sente obsessivo com determinada pessoa ou com ato sexual, mesmo que esse pensamento lhe cause dor, ansiedade ou desconforto?

Você já teve um relacionamento sério ameaçado ou destruído por causa de atividade sexual fora da relação? Você sente que a vida não teria sentido sem um relacionamento 90

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Direitos da mulher no trabalho

O direito das mulheres trabalhadoras ainda carece de uma legislação, mais ampla para defesa dos seus interesses, principalmente no aspecto da insalubridade e do direito da amamentação. por Dr. Francisco Carlos Costanze fotos Divulgação 92

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É

importante ressaltar que só com o advento da Revolução de 1930, abriuse uma nova perspectiva para os trabalhadores brasileiros. Então o saudoso Ministro do Trabalho Lindolfo Collor, então espediu a primeira Lei que cuidava da mulher trabalhadora, ou seja o Decreto n º 24.417-A de 17 de maio de 1932. Ainda pelo mundo todo ouve várias conquistas da mulher, ou seja, mais especificamente em 28 de novembro de 1919, se regulamentou na Convenção nº 4 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que se tratou em regulamentar o trabalho noturno e limitar a jornada de trabalho bem como o tão merecido descanso. Ainda no mesmo ano, ou seja, em 29 de novembro de 1919, tivemos outro grande avanço, ou seja na proteção da mulher antes e depois do parto, desde que ocorrese a gravidez devidamente atestada por medico. A atual legislação foi contemplada pelo Artigo 5º da Constituição Federal, que reproduziremos abaixo: “Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindose aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade”. Ocorre que, o salario sempre deve ser o mesmo para funções de igual complexidade e principalmente de extensão, exercitadas entre homens e mulheres. Deve-se lembrar que os direitos são iguais em relação a salário sem distinção de sexo, que a Constituição Federal, garante que o salário mínimo, piso

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salarial, salário irredutível, que os salários nunca poderão ser inferior entre homens e mulheres. Salienta-se que o único caso que é permitido a diferença salarial entre homens e mulheres é por convenção coletiva, pelo Sindicato da classe. Ainda para não ocorrer qualquer discriminação da mulher trabalhadora o legislador propôs normas internas obtevese a Lei 5,4,7,3 de 1968. I-LOCAIS INSALUBRES OU PERIGOS Para a trabalhadora não é recomendável laborar em locais insalubres ou perigosos mas no entanto, não existe qualquer proibição por lei na jornada de trabalho da mulher A jornada de trabalho da mulher é igual a do homem, ou seja, a duração máxima de tempo ou de período de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Ocorre que a jornada de trabalho pode ser diminuída mediante a um acordo individual entre patrão e empregado ou ainda por dissidio coletivo. II-MATERIAL DE PROTEÇÃO Outro sim, o empregador deve sempre fornecer, gratuitamente, o material necessário à proteção da mulher trabalhadora quando o local de trabalho for insalubre ou perigoso. A mulher trabalhadora tem a obrigação de observar todas as normas sobre segurança, higiene do local do labor e usar os materiais de proteção fornecido pelo empregador, podendo ser demitida por justa causa se desobedecer as respectivas normas.

III-PROTEÇÃO À MATERNIDADE A mulher em hipótese nenhuma será proibida de engravidar ou de se casar seja, pelo contrato individual de trabalho ou convenção coletiva restringira o seu direito. IV-GARANTIA DE EMPREGO DA MULHER TRABALHADORA GRÁVIDA Vale lembrar que, a trabalhadora não pode ser dispensada do labor com a confirmação da gravidez até 5 (cinco) meses após o nascimento do seu filho ou seja, do parto. Se faz necessário que, ocorra a confirmação da gravidez por exames de laboratório que a empregada apresente ao empregador o respectivo comprovante de exame e essencialmente exija recibo de entrega ou protocolo do mesmo. A mulher trabalhadora se desejar, pode pedir seu desligamento do trabalho e pode ser demitida por justa causa, mesmo estando gravida ou ainda no período de licença maternidade. Observa-se ainda que o contrato de trabalho for por prazo determinado o empregador não tem o dever de permanecer com a mulher trabalhadora quando terminar o prazo do contrato A licença-maternidade ocorre quando o empregado tem 5 (cinco) dias contados a partir do dia que apresentar ao empregador a certidão de nascimento de seu filho. o aborto pode ocorrer em casos que a mulher tem direito de 2 (duas) semanas de repouso recebendo seu salario normalmente durante esta época previsto no Artigo 395 onde transcreveremos: “Em caso de aborto não criminoso, comprovado por atestado, médico oficial,

a mulher terá um repouso remunerado de duas (2) semanas, ficando-lhe assegurado o direito de retornar à função que ocupava antes de seu afastamento”. A mãe adotiva tem o direito da licençamaternidade, paga pela previdência social, a trabalhadora que obtevê a guarda judicial para fins de adoção nas seguintes condições: Adoção até um 1 ano de idade: Licença de 10 dias + de 1 ano até 4 anos de idade: Licença de 60 dias + de 4 anos até 8 anos de idade: Licença de 30 dias O direito da licença-maternidade da mãe adotiva é prevista pela lei que regulamenta, ou seja, Lei 10.421/02. V-AMAMENTAÇÃO É necessário trazer a baila que a mulher trabalhadora tem o direito a dois descansos especiais, de 1/2 (meia) hora cada um, durante o período da sua jornada de trabalho para amamentar a criança até 6 meses de idade. Acrescenta-se ainda que este período poderá ocorrer a ampliação se a saúde da criança assim necessitar ou exigir mediante a atestado médico. No caso em tela, nos estabelecimentos comerciais que tem pelo menos 30 (trinta) mulheres com mais de 16 (dezesseis) anos deverá ter um local próprio no trabalho, ou um espaço para amamentação de seu filho neste período.

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Boa degustação! •Catena Zapata Diabetes •Prevenção e tratamentos Perdendo a Pança •Dietas e receitas para perder o calo sexual.

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Boa degustação! A história sobre uma das maiores e melhores vinículas argentinas, Catena Zapata por Fernanda M. Tojo fotos Divulgação 98

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vinícola que foi construída em formato de pirâmide chama a atenção pela qualidade e exuberância de seus vinhos. Pertencida pela família Catena por três gerações e conhecida mundialmente, a vinícola Catena Zapata esta localizada na região de Mendonza, região esta selecionada pela qualidade de seu terror, tendo uma altitude entre 900 e 1500 metros, muito requisitada por grandes enólogos, A história da bodega tem mais de cem anos, chegando na 100

Argentina pelo ano de 1898. Vale muita a pena saborear qualquer uma das preciosidades produzidas pela família de imigrantes italiana. Grandes rótulos como o saboroso DV Catena, o Catena Malbec, o fantástico Angélica Zapata, rótulos perfeitos para aprimorar a sua adega. Outro muito bem recomendado é o chamado Saint Felecien adquirido apenas na região, ainda não disponível no Brasil, pela quantidade pequena para exportação. novento de 2011 |

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Conhecendo o Diabetes por Izaara Alvarenga fotos Divulgação 102

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e acordo com a Organização Mundial da Saúde - OMS, em 2006 havia cerca de 171 milhões de diabéticos e esse índice aumenta rapidamente. Estima-se que, em 2030, esse número dobre. É importante ressaltar que o diabetes está na lista das cinco doenças de maior número de mortes no mundo. Há quem pense que o diabetes é

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uma doença simples e por isso ela é tratada como um “probleminha banal de açúcar alto no sangue”, mas na verdade, infelizmente não é bem isso. O diabetes é disfunção no metabolismo que, se não tratada e bem controlada, pode gerar, com o passar do tempo, lesões graves e até mesmo fatais como: infarto, derrame cerebral, cegueira, impotência,

neuropatia e úlceras entre outras. Por outro lado, quando bem tratada e controlada, todas as possíveis complicações podem ser evitadas e o portador dessa doença pode ter uma vida perfeitamente normal. Segundo conclusão de estudo realizado nos Estados Unidos, pelo Diabetes Control and Complications Trial, o único caminho para evitar

as complicações do diabetes é o controle adequado. DISCERNINDO OS TIPOS Diabetes Tipo 1: nesse caso, o pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidades muito baixas. Na falta de insulina, a glicose não consegue entrar nas células, permanecendo na circulação sanguínea em grandes quantidades. novento de 2011 |

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Este tipo atinge na maior parte, adultos e jovens. Diabetes Tipo 2: a produção de insulina está normal, mas neste caso, como os receptores não estão funcionando direito ou estão em pequenas quantidades, a insulina não consegue promover a entrada de glicose necessária para dentro das células, aumentando também as concentrações da glicose na corrente sanguínea. A esse fenômeno, os cientistas chamaram de “resistência à insulina”. Ela acomete adultos e está associada à obesidade. TRATAMENTO E PREVENÇÃO O tratamento é baseado em 5 conceitos básicos: conscientização e educação do paciente, alimentação adequada, atividade física, medicamentos e monitoração dos níveis de glicose. Na prevenção em relação ao diabetes tipo1, segundo estudos, 106

a amamentação tem efeito de prevenção, já os riscos da diabetes tipo 2 podem ser reduzidos com mudanças na dieta e com o aumento da atividade física. DICAS IMPORTANTES Para melhor controlar o diabetes: 1. Varie sempre os alimentos; 2. Reduza o consumo de alimentos gordurosos, fritos e com alto teor de sal; 3. Opte por alimentos integrais, ricos em fibras, vitaminas e minerais; 4. Evite o consumo de alimentos que contenham açúcar; 5. Realize as refeições em horários regulares, distribuídas durante todo o dia, comendo devagar e mastigando bem os alimentos; 6. Coma frutas, verduras e legumes. Quanto mais natural o alimento, melhor; 7. Evite bebidas alcoólicas; 8. Leia sempre os rótulos dos produtos dietéticos para conhecer os ingredientes. novento de 2011 |

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Perdendo a pança!

A melhor forma para perder a barriga é ter um plano de dieta adequado para queimar a gordura abdominal e ganhar músculo. 108

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nquanto você estiver a trabalhar num plano de dieta, você tem de entender alguns factos sobre nutrição que o pode ajudar a perder a barriga e a definir os abdominais rapidamente. Aqui estão 4 dicas para perder a barriga e acelerar o processo para uns abdominais definidos: 1. Evite estar muito tempo sem comer durante a dieta Não passe fome como um esforço para perder a barriga. Reduzir drasticamente o consumo de calorias causará um abrandamento no seu metabolismo. Como consequência deste efeito, o seu corpo perderá massa muscular e água em vez de perder a gordura. Isto é a última coisa que deve fazer

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quando está a tentar perder a barriga. A melhor forma para perder a barriga é fazer 5 ou 6 refeições por dia, ingerindo pequenas porções de cada vez. Ao alimentar o seu corpo frequentemente com proteína e refeições baixas em gordura ao longo do dia, você evitará estados de fome. Isto otimizará o desenvolvimento de massa magra e a perda de gordura. 2. Coma a combinação correta de alimentos para queimar gordura Sabia que as células do seu corpo passam por um ciclo de renovação a cada 28 dias? Por isso, num ano, todas as células da sua pele, músculos e órgãos são

regenerados e você é tecnicamente uma pessoa “nova”. No sentido de percorrer este ciclo de degeneração e regeneração, você necessita de um abastecimento constante de nutrientes no seu corpo. Para ter a certeza que o seu “novo” eu ganha músculo, você tem que fornecer-lhe alimentos de qualidade que queimam a gordura e alimentam os músculos como a proteína. Portanto, é importante escolher a combinação correta de alimentos para queimar gorduras e para fornecer ao seu corpo todos os nutrientes necessários para renovar o seu corpo. Lembre-se de incluir na sua dieta fruta e vegetais. A fibra presente

nos vegetais ajudam na digestão e controlam a absorção dos nutrientes pelo corpo. Beba também muita água ao longo do dia. 3. Planeie a sua dieta Planeie sempre quando come. A maior parte das pessoas só come quando tem fome, ou pior, quando é conveniente. Esta forma de se alimentar provocará uma catástrofe no seu metabolismo. Se o seu objetivo é perder gordura e ganhar músculo, terá de planear as suas refeições. Planear o que precisa de comer assegura-lhe que irá manter-se fiel ao seu plano de dieta para perder a barriga e minimizará a sua tentação aos snacks ou comida não saudável. É também bom manter registos

do seu progresso, as pessoas que mantêm estes registos têm mais sucesso que aquelas que não o fazem. Uma dieta adequada e equilibrada com um bom valor nutricional, ajudarálhe a construir músculo e a perder a barriga. 4. Pratique exercício físico regularmente Se conseguir uns abdominais definidos é a sua prioridade número um, então estes deveriam de ser treinados logo no início do treino, quando você está mais fresco. Este simples ajuste na sequência do seu treino irá fazer uma enorme diferença nos seus resultados. Você terá um foco maior quando está a treinar os abdominais, e

será capaz de se esforçar mais, uma vez que estará completamente fresco. Se está habituado a exercitar um par de conjuntos abdominais no fim do seu treino, você irá literalmente dobrar a sua taxa de progresso no sentido de definir os abdominais. Além dos benefícios mencionados em cima, a prioridade do treino abdominal irá também fornecer-lhe um excelente aquecimento para o resto do treino. A única exceção para esta regra é quando você treina com o peso máximo. Experimente esta sequência de treino e perca a barriga mais rápido do que você achava possível.

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