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BOLHÃO Esse mercado que é quarteirão. Quem por ele anda sozinho se encontra além dos cheiros e cores, perdido nas geometrias. Suas formas em eterna construção. Tentar compreendê-lo num único percuros é tarefa quase impossível. O corpo segue os corredores do pátio, enquanto o olhar desprende-se em inesperadas direções. A aparente simetria revela-se frágil, desconstruída nos acasos da ocupação. Mesmo quando vazio, a presença humana é sentida no ar. No entanto, figuras distantes insistem em o desbravar. Quem é aquele, ao longe? O que procura?


Andr茅 N贸brega Maia Souza


Bolhão