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UMA MÃE TRISTE E CHOROSA Jesus, acompanhado de uma grande multidão e de seus discípulos, entrou na cidade de Naim e deparou-se com um cortejo fúnebre de um jovem, filho único de uma viúva. Ao vê-Ia, o Senhor encheu-se de compaixão por ela e disse: "Não chores!". Aproximando-se, tocou no caixão, e os que o carregavam pararam. Ele ordenou: "Jovem, eu te digo, levanta-te!" O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe (lc 7, 11-15)

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maginea alegria dessa mãe ao receber de volta o seu filho que estava morto. Conforme os relatos bíblicos, este foi o primeiro milagre desse gênero feito por Jesus. Ressurreição era novidade, até mesmo para os seus discípulos. E, conhecendo Pedro como o conhecemos, sabendo como era impulsivo esse pescador, é possível vê-Io dirigindo estas palavras a Jesus: "Mestre, estou impressionado! O senhor reparou no ar de admiração das pessoas e na alegria estampada no rosto da mãe do jovem falecido? Ah, quem dera que nós, seus discípulos, também tivéssemos o poder de ressuscitar. Quem dera pudéssemos devolver vida aos mortos". "Pedro! - deve ter exclamado Jesus - Claro que você pode fazer o mesmo! Todos meus seguidores têm esse poder. Ressuscitar é função do meu discípulo!". Jesus, com seu semblante entristecido, deve ter dito ainda: "Quantas lágrimas foram derramadas sobre a morte natural e visível desse

Só por amor restituiu vida para toda humanidade ...

jovem. No entanto, Pedro, ninguém quer enxergar, nem derrama uma lágrima sequer, diante dos milhares que, de forma invisível, morrem para a verdadeira vida". Não se trata de ficção. Acredito que essa afirmação de Jesus é real. Assim como tantas mães choram a perda de seus filhos para os vícios e prostituição, nossa mãe Igreja também chora o distanciamento e a perda de seus filhos. A família mergulhou no desrespeito entre seus membros. O diálogo e a oração foram excluídos dos lares. Os sacramentos do matrimônio, da reconciliação e da eucaristia são tratados como produtos industrializados que já perderam o seu período de validade. Tudo isso leva a família à morte. Diante daquele morto, Jesus não ficou indiferente. Sua compaixão fluiu de forma natural e gratuita. Só por amor restituiu vida para toda humanidade e delegou esse poder também a você, seu discípulo(a). Lembre-se de que todos nós somos capazes de devolver a vida aos milhares de filhos distantes. Por tudo isso, não fique indiferente! Neste mês em que celebramos São Maximiliano Kolbe, convide mais pessoas para se somarem ao exército de Nossa Senhora! Promova a ressurreição dos "mortos" que nos rodeiam. O seu empenho na dificil tarefa de evangelizar é o único lenço capaz de enxugar as lágrimas de nossa mãe Igreja; uma mãe preocupada, triste e chorosa. JORGE LORENTE É AUTOR DO LIVRO: NÃO BASTA ORAR •.• É PRECISO ACREDITAR! MAIS INFORMAÇ{

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Uma Mãe Triste e Chorosa