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Paróquia de São Bento de Massamá

Reconcilia-te com Ele Aproxima-se a época de reconciliação com o Pai, em que podemos realmente experienciar todo o seu amor por nós através do outro e de nós para com o outro. Falamos da Quaresma como os quarenta dias anteriores às celebrações que recordam ou nos fazem viver o percurso de Jesus desde a última ceia, morte de cruz e ressurreição do Senhor. No entanto, não nos esqueçamos que este período deve ser de reflexão e preparação para que possamos então viver plenamente esta época de amor e de alegria que nos envolve e nos faz querer mais. E é com simplicidade, evitando pôr em primeiro lugar aquilo que nos afasta e nos faz esquecer esta alegria, que nos devemos então preparar para viver esta época na sua plenitude. Recordando as palavras proferidas pelo nosso Papa na mensagem que nos dirigiu para a Quaresma: “Deus não Se revela através dos meios do poder e da riqueza do mundo, mas com os da fragilidade e da pobreza: «sendo

A Guerra e a Paz

rico, fez-Se pobre por vós».” Também em relação a este discurso que se integra no tema ‘[Cristo] fez-se pobre para enriquecer-nos com a sua pobreza’, nos foi dito que “só há uma verdadeira miséria: é não viver como filhos de Deus e irmãos de Cristo.” Imitando-O olhemos para o outro e possamos “ver as misérias (…), tocá-las, ocupar-nos delas e trabalhar concretamente para as aliviar”, tomando também o Santo Padre como exemplo de pobreza, que sendo Franciscano nos tem ensinado a viver com pouco e demonstrar caridade para com o próximo. Deixemo-nos então durante este tempo envolver por esta pobreza de Cristo que nos torna especialmente ricos, oferecendo-se por nós todos os Domingos sobre o altar da Eucaristia onde reside o seu mistério e onde podemos tocar o seu corpo. Daniel Castro

“A miséria não coincide com a pobreza; a miséria é a pobreza sem confiança, sem solidariedade, sem esperança.” Papa Francisco, Quaresma 2014

No nosso dia-a-dia sentimos sérias dificuldades e levantamos questões que nos preocupam seriamente? Será que no meio dessas perguntas, alguma delas se relacionam com atos de guerra? O que consideramos por atos de guerra? Na realidade não é preciso muito… qualquer ato de violência contra o ser humano é um atentado à vida, e por isso é um ato bélico. Imaginemos algumas situações, que a generalidade de nós, não está habituada a enfrentar na nossa vida: - O que sentiríamos se estivesse-mos na pele de um soldado? - O que faríamos e sentiríamos se fossemos acusados de um crime bélico que não comete-mos? - O quão abrangente é o conceito de guerra? Foi a partir de situações e questões como estas que alguns jovens da nossa diocese viram respondidas algumas dúvidas que relacionam a guerra com a ética e responsabilidade cristã. Pessoalmente, foi a conversa mais bonita e verdadeira que tive sobre os cenários bélicos, não por termos falado de coisas leves, mas pelo facto de centrarmos o papel da vida nestas questões marcantes que a perseguem e levam à destruição. O indivíduo que pratica o massacre é transformado ele próprio no massacre, pois na realidade “não há armas”, dizia o orador Doutor Américo Pereira. Docente de Axiologia e

Ética da Universidade Católica, ele próprio explicava a sua afirmação anterior ao dizer que na sua sala de aula seria possível praticar um massacre pegando no cruxifixo que se encontrar sobre o quadro. Basta a loucura humana para o realizar, e esta por vezes tem de ser travada num contra ataque bélico, não positivo ou bom, mas necessário. A célebre frase do filósofo Sócrates: “O mal é a ausência de bem!” foi colocada como problemática, tendo em conta os valores cristãos. Ou seja, um cristão não se pode deixar só fazer o bem sem qualquer tipo de sentimento pelo outro, ou fazer o bem que se restringe à dimensão pessoal, sem criar um mal exterior. A paz cristã não é isso! “A paz cristã corresponde às práticas da plenitude do amor.” Mas os cristãos envolvem-se com o maior dos paradigmas no que toca à situação de guerra: Cristo encarnado é um paradigma, uma imensa ironia, porque é a paz encarnada, mas que levou à maior prática bélica em que a criatura mata o criador na cruz. Como lidamos nós com isto… não há soluções mágicas, mas neste tempo de Quaresma será bom termos especial atenção quando podemos fazer alguns sacrifícios pelos outros, podermos carregar também a cruz dos outros, tal como Jesus e começar por aplicar assim a caridade cristã. André Graça


Foi com enorme choque e alguma emoção que recebemos a notícia do falecimento de D. José Policarpo. Acho que nesse momento, parámos para termos a certeza que tínhamos ouvido as palavras certas e que tínhamos realmente perdido um grande Homem. Fui crismada por D. José e foram as suas palavras que tantas vezes me tocaram no coração e me encheram da alegria do Senhor. Ainda me lembro do momento em que me ajoelhei perante o Cardial Patriarca e recebi o Sacramento da Confirmação. Lembro-me do seu sorriso e da forma cuidada como dizia o nome de cada crismando, parecendo recordar a sua própria celebração do Sacramento do Crisma.

Relembro também, com muito alegria, as suas palavras no encontro com os jovens portugueses, nas Jornadas Mundiais da Juventude em Madrid, onde nos contou histórias das sua vida, revelandonos os seus momentos de fraqueza e mostrando-nos que não faz mal ter dúvidas e que as podemos ter, desde que nunca abandonemos o caminho do Senhor. Foi com D. José que compreendi a importância do Temor a Deus e do respeito que é prostrarmonos perante Ele e confirarmos-Lhe tudo o que somos e tudo o que temos. Foi este Homem, que por toda a parte, revelou ter a alegria do amor a Deus e o dom da palavra que, mesmo cansado e com o peso da idade, nunca deixou de ser testemunha viva de fé.

D. José Policarpo 1936 –2014 Agora é evangelizar e seguir as pisadas deste Senhor tão simples, como são os grandes homens, tão bondoso e tão cheio do amor de Deus. Obrigada, D. José, por ser um exemplo para nós. Descanse em paz. Margarida e Mariana Abreu

Telegrama do Santo Padre: EXCMO E REVMO DOM JOSÉ MANUEL MACÁRIO DO NASCIMENTO CLEMENTE Com pesar recebi a notícia do falecimento do Cardeal José da Cruz Policarpo e desejo expressar a minha união de oração com o Patriarcado de Lisboa, a família do defunto e quantos choram a sua morte inesperada. Confio à misericórdia de Deus o amado cardeal, recordandome da sua preciosa colaboração nos diferentes organismos da santa sé e dos meus encontros com este pastor apaixonado pela busca da verdade. Ele era solícito em colocar os dons recebidos do Senhor ao serviço do povo de Deus e dos seus irmãos bispos sobretudo nos anos que o viram presidente da conferência episcopal. Dou graças ao Pai do Céu pelo seu ministério episcopal em que ele se prodigalizou com generosidade conduzindo pelos caminhos do evangelho o povo que lhe fora confiado, com o mesmo zelo com que realizara os seus serviços precedentes, nomeadamente na Universidade Católica Portuguesa. Enquanto confio à materna proteção da Virgem Maria os seus doridos bem como o senhor patriarca, quantos o coadjuvam no seu ministério e todos os fiéis do patriarcado, de coração lhes concedo extensiva aos participantes nas exéquias confortadora bênção apostólica. FRANCISCUS PP.

Dia 20 de Março de 2014, às 21h30, na nossa igreja, haverá a recitação do Terço em memória de D. José Policarpo Estamos no grande combate - da fidelidade, de afirmar num mundo tão desviado a grandeza de Jesus e do seu ato redentor. * Aprendei a escutar o Senhor. E não vos assusteis. Por vezes Ele chama-nos por caminhos que nunca nos tinham passado pela cabeça. Mas vale a pena! * Desafio-vos a escutar a voz do nosso Pastor. Perceber em cada circunstancia o que o Senhor quer de nós. D. José Policarpo, JDJ 2013 O Movimento Juvenil de Massamá é formado por jovens crismados, cheios de alegria e vontade de crescer na fé, no seio da nossa comunidade da Paróquia de São Bento de Massamá. www.facebook.com/movjm


Movimento Juvenil (Março 2014)