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Ano 11 Outubro 20 0 9

105 Textos:

REPORTAGEM: Cooperativismo

Dr. Amaro César Dra. Márcia Andrade

ENTREVISTA: Deputado Leonardo Quintão

20 Anos


EXPEDIENTE Revista MOVIMENTO Cnpj: 03379370/0001-70 Endereço: Av. Brasil, 3.277 - sala 6 Diretora: Lena Trindade Conselho Editorial: Márcio Aguiar, Lena Trindade e Adolpho Campos Jornalista Responsável: Francisco Luiz Teixeira - Profissional : 1305/MG Colaboradores: Adolpho Campos, Darlan Corrêa, José Orlando de Andrade, Zenólia de Almeida, Cláudia Giacomini, Paulo Greco e Marcos Mendes. Revisão: Tarciso Alves Diagramação: Alderson Cunha (Kila) Foto Capa: Marquinho Silveira Fotos: Ramalho Dias, Marquinho Silveira, Lena Trindade Impressão: Lastro Editora As opiniões emitidas em artigos assinados e declarados são de total responsabilidade de seus autores.

CONTATO Comercial: rmovimento@gmail.com (33) 3271-9240 | 9974-8892 | 8403-1434

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En t r e v ista: Lincoln Byrro Neto

Márcio Aguiar

Deputado Leonardo Quintão Renato Fraga teve a gentileza de agendar a entrevista com o deputado federal Leonardo Quintão, que veio a Valadares, a convite da Associação Comercial, visitar a Expoleste. Do aeroporto, os dois foram para o apartamento do casal Lena e Adolpho que, juntamente com os entrevistadores Lincoln Byrro, Paula Greco e Márcio Aguiar, já os aguardavam. Leonardo tinha consigo algumas anotações, uma relação de benefícios conseguidos para Valadares, que ele não chegou a consultar detalhadamente, tendo em vista o dinamismo com que a entrevista se desenrolou, e o clima de descontração do bate-papo, que se estabeleceu poucos minutos de iniciado. A sensação que ficou, terminada a entrevista, é a de que ele conquistou a todos com o seu carisma, seu jeito, ao mesmo tempo simples e confiante, com que desenvolve seus raciocínios. Os leitores da Movimento, na entrevista (páginas 26 a 32) terão a oportunidade de conhecer um pouco mais desse político que teve algo como 530 mil votos para a Prefeitura de Belo Horizonte, e cuja trajetória política impressiona a todos. Boa leitura.

EDITORIAL Amigos leitores, chegamos à edição 105, e a revista Movimento segue firme na sua trajetória, vencendo dificuldades, com muito trabalho e otimismo. Numa cidade como Governador Valadares, onde as iniciativas não costumam durar muito tempo, e os sucessos não são, diríamos, abundantes, orgulhamo-nos de estar vencendo obstáculos com gana e determinação. Ao falarmos de sucesso e de iniciativas vitoriosas, temos que lembrar as cooperativas de nossa cidade: de crédito, de produção agropecuária, de serviços de saúde, todas elas colecionando êxitos. Estamos destacando sua atuação, na reportagem sobre o Dia C - Dia de Cooperar, uma iniciativa de conjunto das cooperativas valadarenses. (Leia nas páginas 59 a 61) Sucesso também é a palavra presente na caminhada política do nosso entrevistado desta edição, o deputado Leonardo Quintão (confira nas páginas 24 a 26). O leitor pode conferir ainda o talento de nossos colaboradores, Darlan Correia, Marcos Mendes, José Orlando, Paulo Grecco, Zenólia Almeida... As seções permanentes estão presentes e a capa foca dois profissionais, igualmente de muito sucesso, o casal Dr. Amaro e Drª. Márcia, que fala de sua experiência e trajetória profissional nas páginas 10 e 11 Divirtam-se, e até a próxima.

Paula Greco

10 Matéria da Capa 12 Qualquer Coisa 14 José Orlando 18 Zenólia de Almeida 22 Adolpho Campos 24 Suruba 26 Entrevista 36 Darlan Corrêa Construindo lideranças

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A mensageira

Tibau do Sul

Slow Life Sinais

Deputado Leonardo Quintão Aí vem Dr. Narigão...

Turismo

54 Empresas e Negócios 62 Marcos Mendes 64 Reportagem 66 Receita A “nova” cara do Brasil

O sucesso das Cooperativas em Valadares

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A maior estrutura para o tratameto do câncer atendendo Valadares e as cidades da região. Todo dia dezenas de pessoas saem de suas cidades para se tratar de câncer em um grande centro. Agora, essa realidade está mudando. Muitos desses pacientes estão fazendo seu tratamento na Oncoleste. Uma grande estrutura projetada para atender aos pacientes da região e, que possui, uma equipe de profissionais da saúde com alta capacidadade técnica. Mas o melhor de tudo é ver que, perto de sua família e de seus amigos, o paciente responde melhor ao tratamento, porque o amor dessas pessoas não está longe do grande centro.

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Grupo empresarial aposta em qualidade de vida

FOTOS DO LOCAL

ara fugir do stress e da agitação urbana, as pessoas buscam os sítios e condomínios rurais, cada vez mais presentes em cidades agitadas como Governador Valadares. É neste cenário que o empresário rural Roberto Cezar de Almeida vislumbrou as perfeitas condições para um bom empreendimento em sua propriedade na região de Santo Antônio do Pontal. Ele não precisou de muitos argumentos para atrair a atenção do arquiteto Adolpho Campos e dos empresários Alberto Monte Alto e Sérgio Sobreira, parceiros em diversos lançamentos imobiliários. Os argumentos para essa iniciativa são muitos, que vão desde a proximidade do centro da cidade, culminando com a beleza bucólica e o grande potencial turístico daquela região. O publicitário Sérgio Sobreira se surpreendeu com o encanto do local já desde o trevo da BR 116, rumo ao Pontal, percorrendo os 9km de estrada tranqüila e cercada de verde.

Segundo ele, aquele é um dos acessos mais atraentes quando se pensa em escapar do stress do dia a dia urbano. Chegando às Quintas do Pontal, um conjunto de 26 chácaras independentes, medindo cerca de 20.000 m2 cada, depara-se um cenário perfeito para reunir a família e os amigos, a menos de 15 minutos do centro da cidade. Dentro desse mesmo conceito, em um imenso vale que se projeta em frente às Quintas do Pontal, esse mesmo grupo já planeja o que será uma verdadeira inovação, quando se pensa em habitação de lazer, em Gov. Valadares. Alí está sendo projetado o mais arrojado complexo de habitação rural da região, reunindo o que há de mais moderno e criativo nesse segmento.


FOTOS DO ACESSO

Novo Acesso Com a perspectiva iminente da extensão da av. Minas Gerais, muita coisa vai mudar para melhor. Com a nova obra, o acesso para o Pontal ficará significativamente reduzido, sem ter que passar pelo stress da BR 116. O projeto executivo da obra já se encontra pronto em Brasília aguardando a liberação de recursos do DENIT. E nesse contexto as Quintas do Pontal vão se consolidando, contando ainda com excelente infraestrutura programada pelos empreendedores, como calçamento, água do SAAE e energia na porta, além de melhoramento significativo no entroncamento. Todas essas iniciativas, somadas às oportunidades que se apresentam, fazem das Quintas do Pontal um empreendimento único em Governador Valadares, especialmente para aqueles que não abrem mão de conforto e tranquilidade nos seus melhores momentos. (33) 3271-7906


Proodonto Ortodontia Uma hist贸ria

Av. Minas Gerais, 883 - Ed. Monterrey - Centro - Gov. Valadares - Tel.: (33) 3271-2975 10


contada em sorrisos ais completa expressão da alegria, um sorriso genuíno tem a capacidade de iluminar tudo à sua volta. Se os olhos são o espelho da alma, o sorriso é a porta através da qual ela se revela ao mundo. Rir é uma arte, e exercitá-la faz bem ao corpo e ao coração. Rir da vida, de si mesmo; rir com os amigos, rir por um sonho conquistado; às vezes rir para não chorar e seguir sorrindo pelo que vale a pena. E é composta de sorrisos a matéria-prima essencial da história que há 20 anos vem sendo construída – literalmente a quatro mãos – pelo casal de odontólogos na Proodonto Ortodontia. Uma história que, mais que contabilizada pelos mais 6.000 atendimentos realizados neste período, pode ser contada através da qualidade proporcionada a cada um desses sorrisos que se tornaram mais bonitos, mais cristalinos, mais fáceis de se repetir. Falar na história da Proodonto é contar sobre um lugar em que o conhecimento científico vem junto com a valorização do ser humano; que por trás de toda técnica bem aplicada estão as mãos, os olhos e o trabalho de muitas pessoas, gente que, mais do que tratar, faz questão de cuidar de quem chega em busca de mais saúde e qualidade de vida. Para contar essa história é preciso falar de profissionais que se pautam pela ética, pela honestidade, primam pelo respeito, educação e gentileza no convívio com os pacientes, e acreditam que o bom atendimento transcende o profissionalismo e se completa com uma dose extra de atenção personalizada. E que sabem que, além dos aparelhos ortodônticos, um belo sorriso se restaura com bom humor e carinho. Uma história que reflete a competência e a personalidade de seus protagonistas – Dra. Márcia e Dr. Amaro – e que se renova a cada bom resultado alcançado, a cada sorriso que se torna novo e saudável. E que por isso mesmo, passadas duas décadas, mostra-se cheia de energia para prosseguir por muitos outros anos, tantos quanto vierem. A história da Proodonto é a história da dedicação, da vitória obtida por acreditar que sempre é possível fazer mais e melhor, que a qualidade reside em cada pequeno detalhe e que trabalhar – e viver – com alegria é o primeiro e decisivo passo para o sucesso. Um sucesso que merece ser brindado, aplaudido e comemorado com o melhor dos sorrisos.

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QUALQUER QUALQUER COISA

Construindo lideranças A

pobre América Latina, com sua fragilidade política, seu atraso institucional sistêmico, cuida de criar, ao longo do tempo, falsos lideres, todos populistas. Peron e Getulio Vargas são as matrizes dos mais recentes “lideres” latino americano, de esquerda (mais freqüentes) ou de direita: Hugo Chaves, Evo Morales Álvaro Uribe etc. As populações em geral aspiram ter um líder. O brasileiro não é exceção também quer ter um. Sente tanta falta de um líder que assumiu o Lula como tal. O pior é o Lula acreditar nisso. O “líder” latino americano se confunde com a figura de “pai dos pobres”. Voltemos no tempo. FHC fez um ótimo governo do pon-

to de vista institucional: patrocinou o Plano Real com a conseqüente estabilização da economia; fortaleceu a democracia e suas instituições; fez aprovar a lei de Responsabilidade Fiscal; promoveu a independência do Banco Central, e criou o Proer- tão criticado pelo PT- um instrumento importantíssimo que agora na crise esta sendo reconhecido ate pelos países de 1º Mundo. Com tudo isso, FHC não soube ser um líder, deixou-nos órfãos. Talvez como Gide ele pediria aos brasileiros: “Não me compreendam tão depressa.” Quando vou a Belo Horizonte pego um taxi e pergunto: “como vai a cidade, o prefeito?” Me dizem: Vai bem. Até o ano passado diziam: “Vai bem, o Fernando Pimen-

tel é bom prefeito. Mas falam sem exclamação (d’aprés Nelson Rodrigues). Nossa capital tem tido bons prefeitos já há algum tempo, tais como Patrus Ananias e Célio de Castro. Fernando Pimentel, o último deles é um exemplo de bom administrador sem carisma. E pior: juntou-se a Aécio Neves e pavimentou a eleição de outra figura sem nenhum carisma: Marcio Lacerda. A cidade vai bem, mas o belo horizontino se sente órfão de líder. Mas eu quero falar é de Valadares, que já teve o Morubixaba, Hermírio, Fassarella. Sim, o Fassarella - a quem homenageio - ao mesmo tempo cordial e distante, com seu jeito manso e agregador - todo líder é agregador - e que mexeu com o imaginário de muito gente. E temos o Mourão. Eles foram prefeitos que independente da maior ou menor competência mexiam com o coração do valadarense. Entretanto os dois, Fassarella e Mourão não criaram espaço e condições para a formação de novas lideranças. E agora? E amanhã? Estamos órfãos. Precisamos construir lideranças - verdadeiras - para a cidade para os valadarenses. Um líder se constrói? Penso que sim, não como construíram Collor e o Obama; falo em construir lideranças sólidas, autênticas, não artificiais. Não sou dos que sentem falta de líderes, mas o valadarense em geral sente. Pergunte ao povo. Nesse momento de nossa trajetória, com a cidade como que se apagando, se extinguindo, talvez ele seja necessário: Necessário para desencadear um processo de desenvolvimento, como fazem os verdadeiros líderes. Necessário para tirar-nos dessa letargia, desse imobilismo suicida. Se não formos capazes de construir lideranças que tal construirmos idéias?!


JOSÉ ORLANDO de andrade

A Mensageira A

maioria das pessoas não escreve cartas. Nem recebe, é claro. Mas, as cartas estão na mesa, ou melhor, no espaço através do tempo. Mensagens que nos chegam o tempo todo assinadas por não sei quem. É preciso prestar muita atenção. A grande mensageira é a luz. É a mais rápida de todas. Ela nos traz noticias desde a criação e agora acompanhada de fotografias. Essa mensageira nos acompanha desde o nosso nascimento até a nossa morte, por dentro e por fora. Mas, um dia ela vai apagar, a de dentro e a de fora. E é aí que mora a Filosofia, desde Sócrates até o Zé da Bé de Pará de Minas. Se sentarmos para observar qualquer época da História, veremos que os mitos sempre estiveram presentes: Deus, os deuses, os anjos, os diabos, os monstros, as lendas, enfim, os estereótipos do espiritualismo humano. Espiritualismo este que vagueia entre a mensageira e a sua ausência, ou seja, a escuridão. Portanto, a espiritualidade é inerente do homem, e é aí que temos um problema: ela é uma necessidade, mas também é um mistério e o homem, desde os primórdios até os dias de hoje, tenta resolvê-lo através da fé, que, principalmente, depois da teoria de Darwin, parece-me uma trava na busca do conhecimento espiritual. Há muitos anos, lá no Abaeté, eu presenciei a cena de dois meninos de dois anos, gêmeos, louros de olhos azuis, acenando com muita alegria para um mendigo débil mental, que retribuía do mesmo modo. Nunca esqueci aquilo. O que 14

extrair dali? Não sei, mas não me digam que foi um ato divino. Não senhor. Foi um ato humano, de esplendor humanístico, mas humano. Nos dias de hoje, observando essa imensa discussão sobre Deus, ateísmo, religiões, Estado laico, não me impressiono. Resguardo-me na humildade perante tamanho desafio. É preciso buscar o caminho do homem, a mensa geira que apaga e acende eternamente. Ela é eterna, o homem não. Mas, não fique triste por isso. Observe as estrelas com bastante atenção, as de dentro e as de fora. Você não sente que sempre esteve lá? Blood Mary Semana que vem vou trocar meu sangue por Blood Mary. Espero, após o fato, rejuvenescer as artrites mentais e emocionais. Voltar a ser jovem importante como Yana Mary, Hosmany Ramos, Cuattrin, Rainier, Fábio Júnior, Vanderléia, Temucorda, Vitrolas, Clores Lage, Pina Morano, Parajara e Adolpho Campos. Artistas são fundamentais na vida. Vida que segue independente deles. Eu não quero nem ser “star”, mas somente o direito de “peidar” arte, qualquer que seja ela. Vou morrer de vida. Vou morrer dos seus olhos azuis, seu encanto que acabou comigo lá em Matozinhos. Seu encanto é quase baiano. Vou viver de novo um pouco do seu corpo gostoso, moreno, cheio de Blood Mary.


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Inscrições: Até 30 de outubro/2009 Provas: 09 de novembro/2009 Informações: (33) 3279.5577 - 3279.5567 www.univale.br

Área de Concentração: Estudos Territoriais Linha de Pesquisa: 1-Território, migrações e cultura 2- Território, sociedade e saúde Público Alvo: Graduados das Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Letras e Artes, Ciência Exatas e da Terra, Engenharias, Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias, que atendam ao edital de seleção (disponível em www.univale.br). 16

Número de vagas: 20 Duração do Curso: 24 meses Mensalidade: R$ 950,00


Todo o prazer de viajar com a

Classe Vip Turismo O

Os empresários Ciene Ribeiro e Eduardo Braga

sucesso de uma viagem começa com a escolha de uma boa agência de turismo. E quem gosta de viajar e faz questão de bom atendimento e serviços de qualidade conhece bem o significado das três letrinhas que formam a palavra VIP: Very Important People (em português: pessoa muito importante). Pois é exatamente assim que os empresários Ciene Ribeiro e Eduardo Braga, proprietários da ClasseVip Turismo, enxergam seus clientes: como pessoas muito importantes, cujas necessidades de viagem, sejam

Ciene e Eduardo com equipe de trabalho, Bruno e Paula

elas a negócios ou a passeio, vêm em primeiro lugar. Cuidados que podem ser observados nos detalhes, como atendimento bilíngüe (português e inglês) e ambiente climatizado. Desde fevereiro deste ano à frente da agência de viagem, eles deram um novo nome e conceito ao empreendimento, proporcionando aos seus clientes uma grande variedade de serviços, com preços e condições de pagamentos que se encaixam nos mais diferentes orçamentos. A ClasseVip Turismo coloca à disposição de seus clientes passagens áreas nacionais e internacionais, pacotes turísticos nacionais e internacionais para viagens individuais e grupos, além de cruzeiros marítimos nacionais e internacionais. Desde os destinos mais procurados, como Porto Seguro e Caldas Novas, passando pela October Fest, Festa do Peão, de Barretos, e outros eventos do calendário turístico brasileiro, até viagens menos convencionais, oferecendo diferentes opções de parcelamento e também o seguro de viagem. Além disso, a Classe Vip tem serviço de agendamento nos consulados para obtenção de vistos para Estados Unidos e Canadá; e também agendamento na Polícia Federal para quem precisa tirar seu passaporte, além de serviço de van com saídas diárias para o aeroporto de Confins. Tudo isso com um único objetivo: dar ao cliente toda a comodidade e agilidade que ele precisa e merece. Afinal, nada é melhor que viajar na ClasseVip.

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Quem quer qualidade, escolhe a Graffite

P

ense em um brinquedo bacana, capaz de agradar em cheio nesse Dia das Crianças. Seja para menino ou menina, de qualquer faixa etária, pode saber que este presente perfeito vai estar na Graffite, que tem a maior variedade em brinquedos da cidade. A nova loja – um amplo espaço na Av. Minas Gerais, quase em frente ao Mergulhão – reflete toda a qualidade e diversidade de produtos que a empresa oferece. Ambientes climatizados (nas três lojas) e a facilidade de estacionamento garantem mais comodidade e conforto aos clientes.

Com 45 anos de tradição em bons produtos e preços baixos, e três lojas muito bem localizadas na cidade, a empresa oferece aos seus clientes o que há de mais moderno em: *móveis e equipamentos para escritório *suprimentos de informática *malas e bolsas *brinquedos *papelaria. Em todos estes segmentos, a Graffite trabalha com as mais variadas marcas, praticando sempre o melhor preço da região. Além do

Av. Minas Gerais, 945 - Centro - Tel.: (33) 3271-8827 Bárbara Heliodora, 486 - Centro - Tel.: (33) 3212-5700 GV Shopping - Tel.: (33) 3271-4042 18

varejo, nos três endereços centrais, a empresa possui um centro de distribuição localizado no Distrito Industrial voltado para o mercado atacadista. No segmento de móveis e equipamentos, a Graffite dispõe inclusive de profissionais que projetam a distribuição do mobiliário e montam todo o ambiente. Em uma iniciativa de grande responsabilidade social, na nova loja, uma parceria com artistas plásticos consagrados da cidade mantém exposição permanente de trabalhos desses artistas como opções decorativas para ambientes de trabalho e domiciliares.


CLÁUDIA GIACOMINI Mestre em Ortodontia Especialista em Prótese e Oclusão Dentária Pós-graduada em Ortodontia Pós-graduada em Odontologia do Sono

Uns dormem outros... nem tanto

N

ão há quem consiga dormir direito quando tem um parceiro que ronca. Relatos dão conta de que, em casos extremos, as paredes do quarto chegam a vibrar devido ao estrondoso som. O inconveniente pode ser pivô de separação, quando não, a opção tem sido dormir em quartos separados.

oxigenação. Como a concentração de oxigênio diminui, o sangue passa pelo pulmão para captar esse oxigênio e leválo para os outros órgãos e tecidos, tornando essa missão menos eficiente. O coração precisa aumentar a freqüência cardíaca, para dar conta da sua tarefa. Como consequência, o indivíduo apresenta hipersonolência diurna, deterioração da capacidade intelectual (memória fraca, dificuldade de concentração, etc.), podendo gerar, também, hipertensão arterial e alterações da freqüência cardíaca.

Curiosidade Uma pesquisa feita pela Universidade de Surrey, no Reino Unido, revela que as mulheres perdem até cinco horas de sono por semana, devido ao ronco do parceiro.

O alerta

Estima-se que a cada 10 pessoas que roncam 9 são homens e somente uma é mulher. O motivo parece ser hormonal e constitucional. A distribuição da gordura masculina é diferente nas mulheres, pois acumula-se na região central do tronco. Mas as mulheres também roncam, às vezes tão alto quanto eles, e a probabilidade aumenta após o período da menopausa, possivelmente pela perda relativa dos hormônios femininos. O ronco pode ser leve (o som é baixo), moderado (som percebido através de uma parede), alto (pode ser ouvido de uma distância longa). A estatística mais utilizada é que 30% da população mundial ronca (ronco primário e como sintoma de Apnéia/Hipopnéia).

O Ronco Ronco é um dos principais sinais da Síndrome da Apnéia/Hipopnéia Obstrutiva do Sono, que é caracterizada pela completa obstrução da passagem do ar pelas vias aéreas. Ocorre inúmeras vezes durante o sono e leva, com isso, a uma fragmentação do sono e diminuição da

Antigamente, roncar era visto como sinônimo de sono profundo e até de boa saúde. Mas isso é uma lenda popular. O ronco é justamente o contrário: mostra que alguma coisa pode estar errada, já que não é normal. Tirando o aspecto genético - quando o indivíduo herda dos pais ou avós uma alteração no aparelho respiratório -, o ruído pode indicar que a pessoa deve ficar atenta aos vícios que possui, e com a própria saúde. O ronco é uma patologia, um aviso de que algo está errado. E somente há pouco tempo as pessoas começaram a perceber isso.

Tratamento Muitas vezes os indivíduos acham que não existe tratamento e se acomodam, tornando o ronco uma rotina. Mais importante que o diagnóstico é a consciência de que existe tratamento. Os aparelhos intraorais têm sido o tratamento de eleição para os diagnósticos de ronco primário (sem envolvimento de apnéia) e de apnéia leve à moderada. Os aparelhos devem estar bem adaptados, avançando a mandíbula do paciente gradativamente, até eliminar totalmente os ruídos. O uso é feito enquanto o indivíduo está dormindo. E o ronco é eliminado tornando o ato de dormir bem menos barulhento.

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Exercite sua beleza ATIVIDADE FÍSICA NO PÓS CIRÚRGICO É ESSENCIAL PARA POTENCIALIZAR RESULTADOS Além da beleza, a opção por uma cirurgia plástica envolve questões como saúde, auto-estima, e por isso mesmo deve ser fruto de um criterioso planejamento. Antes de mais nada é preciso ter em mente que não existe mágica ou milagre, e o processo de recuperação, como o de qualquer outra cirurgia, inclui inchaço, dores, hematomas, sem falar em alimentação controlada, cintas compressoras, faixas, gesso e curativos. Por isso mesmo, alguns cuidados são essenciais para garantir e até ampliar o bom resultado da cirurgia. Fazer drenagem linfática é um desses cuidados. A partir do quarto ou quinto dia, especialmente no primeiro mês, ela é um grande benefício, desde que realizada por profissionais capacitados. Exercícios físicos também são benéficos, desde que iniciados no tempo certo, sob orientação médica e obedecendo um ritmo gradativo. Não é – nunca – o caso de sair do centro cirúrgico para a academia. Geralmente, no caso de lipoaspirações, em torno de quatro semanas após o procedimento já é possível começar a se exercitar. A maior parte das cirurgias prevê um período entre 60 e 90 dias antes de começar a atividade física. A liberação para malhar é uma decisão do médico. Uma vez liberada, é hora de escolher o tipo de exercício. E alguns deles proporcionam benefícios bem específicos. As opções são muitas, como o Power Jump, que utiliza minitranpolins elásticos para séries

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que incluem saltos, movimentos de corrida e movimentos de braço, perna e tronco. O equipamento amortece boa parte do impacto sobre joelhos e tornozelos, e os exercícios realizados beneficiam os membros inferiores, além de queimar até 500 calorias em uma aula. Outra opção é o Body pump, que utiliza barras e anilhas (pesos redondos com um furo no meio) para trabalhar todos os músculos do corpo, com técnicas de levantamento de peso e elevado número de repetições para garantir um corpo magro e modelado, além de melhorar o sistema cardiorepiratório, aumentar a resistência e previnir o enfraquecimento dos ossos. Quem gosta de mais “ação”, pode optar pelo Body Combat, atividade que usa os movimentos de boxe e artes marciais, giros, pulos e balanços do corpo, além de socos e chutes. Os que não temem esforço complementam a atividade com séries dos clássicos abdominais, que feitos de forma correta, ajudam a emagrecer, melhoram o condicionamento físico, dão agilidade e ainda desenvolvem tronco e braços sem proporcionar, no entanto, um aumento exagerado da musculatura. Seja qual for a escolha, uma coisa há de ser observada. Todo exercício deve ser recomendado, orientado e acompanhado por profissionais especializados, para que posso ser obtido o máximo proveito, sem riscos de lesões. Afinal, nada combina mais com beleza do que a saúde.


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ARQUITETURA Adolpho Campos

Sinais E

m maio último, Peter Zunthor foi a Buenos Aires receber o mais importante prêmio de arquitetura, o “Pritzker”, uma espécie de Nobel da arquitetura. Zunthor é um arquiteto suíço que vive e trabalha há mais de 30 anos em Haldenstein, uma minúscula vila suíça. Incluir Peter Zunthor nesse panteão da arquitetura é uma ruptura com a linha das premiações recentes, como Jean Nouvel, Zaha Hadid, Herzog & Meuron e Rem Koolhas entre outros *, que realizam em geral, interferências monumentais e visionárias em suas obras. Zunthor é um artesão da arquitetura, com intervenções minuciosas, em espaços delimitados. Essa ruptura já vinha se mostrando e se cristalizando quando Paulo Mendes da Rocha recebeu o Pritzker em 2006. Nosso arquiteto paulista (na realidade, capixaba) faz uma arquitetura sóbria, limpa e precisa, sem ornamentos. Os critérios de Pritzker devem ter sido influenciados pelo momento da crise econômica. “Back to basics” ou “Less is more.” No mundo inteiro, diversas cidades tinham passado a adotar a arquitetura como marketing: primeiro Paris, depois Dubai, Kuala Lampur, etc, etc. Edificações pantagruélicas se espalharam pelo planeta, e tanto a escala humana, como o conceito de boa arquitetura foram deixados à margem. Alguma coisa me parecia errada. Era uma bolha. Com a crise surgiram as primeiras fissuras do modelo.

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Dubai evidencia tais fissuras. Inúmeros canteiros de obras paralisados, hotéis desertos, inclusive o famoso Burj Al Araf em forma de veleiro de vidro. No Hotel Atlantis, construído numa ilha artificial, ao custo de 1,5 bilhão de dólares, o teto do saguão está caindo aos pedaços. Dizem que Dubai é como uma miragem: você acha que avistou água, mas quando chega perto vê que é só areia. Segundo Johann Hari “Dubai é como uma metáfora viva do mundo globalizado neoliberal, que pode estar desmoronando”. Os sinais da mudança de rumo estão ficando claros. Um pequeno exemplo: a revista “Projeto Design”, especializada em arquitetura, que vinha embalada nessa tendência de somente valorizar arquitetura midiática, na edição de junho-09, começou a se redimir. Traz uma entrevista com o jovem arquiteto paraguaio - sim, paraguaio - Solano Benitez, vencedor do concurso BSI Swiss Architetural Award de 2008. Seu principal mérito: pesquisa, muita pesquisa com materiais tradicionais (tijolos, inclusive) que ele usa em seus projetos sempre muito criativos. A edição traz, também, na contramão do “Star System”, três pequenos centros culturais em cidades do interior do Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais, com arquitetura precisa, correta e plena de boas idéias. “AU”, outra publicação sobre arquitetura, tem seguido o mesmo caminho. Espero que seja uma mudança de rumo que tenha vindo para ficar. Quando a crise passar, não se trataria de voltar ao estágio em que estávamos, mas sim de dar um passo, de verdade, à frente. No auge, pecamos pelos excessos. Quando em baixa, corrige-se. “Ontem não é uma etapa que teríamos ultrapassado, é uma pedra de velhos caminhos repisados pelos anos; faz parte irremediavelmente de nós, que a carregamos conosco, pesada e ameaçadora.” Beckett (*)Niemeyer em 1988 e Paulo Mendes da Rocha em 2006 receberam a honraria.


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SURUBA Adjetivo: bom, excelente, forte, supimpa. Sf: grande cacete, bengalão. S. chulo: namoro escandaloso. S. chulo: orgia sexual em que participam mais de duas pessoas; surubada, bacanal.

Palocci x Francenildo Um leitor da Folha acha, ao contrário do ministro Marco Antônio Mello, que o Supremo Tribunal Federal esteve correto ao livrar Antônio Palocci de ser processado criminalmente pela quebra de sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa. Segundo o leitor, o caseiro, sim, é quem deveria ser severamente punido por quebrar o Código de Ética dos caseiros, revelando segredos sobre farras e arranjos de que Palocci participava “naquela” casa em Brasília. “A Justiça foi leniente com o caseiro”, afirma ele.

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Tem edificações no centro da cidade com 4 pavimentos ocupando quase 100% do terreno, infringindo a legislação. Quero isonomia nos meus próximos projetos. Mas abro mão da isonomia na hora de pagar propina.

Marcelo D2 Um tal Jorge, amigão há muitos anos de Marcelo D2, conta que quando o amigo ainda era um desconhecido, e lhe mostrava uma boa música, ele dizia: “Esta música vai pegar.” E Marcelo D2, animado: “Você acha?” - “Ah vai! Vai pegar uns 20 anos de cadeia.”

Esqueça os sites de relacionamento, Orkut etc. Saia do Twitter, vá se encontrar com alguém de carne e osso.

Por falar em computador, deu na coluna do José Simão: Aviso na internet: Se você receber um e-mail intitulado “Fotos de Dilma Roussef Nua” não abra! Pode realmente conter fotos da Dilma Roussef nua.

Lei desrespeitada

Minha homenagem à Tereza Fabiana, Frederico, Robenízio e colegas da Glopau que nada têm a ver com essa história

Internet I

Internet II

adolpho campos

Imodéstia Frank Lloijd Wright, o grande arquiteto, projetou o paradigma dos museus, o Guggenheim de Nova York. Durante um processo lhe perguntaram quem era e o que fazia. Ele teria dito: “Eu sou o melhor arquiteto do mundo.” O juiz: “É muito modesto.” Wright: “É que eu jurei dizer a verdade, só a verdade, e nada mais que a verdade”.

De um cara com expressão de tédio, ao amigo, num bar quase vazio: “Tem dia que de noite é foda!”


beto sartori

ADOLPHO CAMPOS

Terremoto

Populações

Pré-sal Nosso atraso é desanimador! Agora, temos de novo, no episódio do Pré-sal, aquele nacionalismo idiota que é sinônimo de retrocesso. Samuel Johnson já dizia que patriotismo é o “último refúgio dos canalhas.”

Frase de Peessedebista (Tucano)

“Vingança é um sentimento vil, mas, ainda assim, assistir o PT defendendo o Sarney não tem preço.”

Leio no jornal que, segundo o IBGE, Ipatinga deve alcançar no próximo censo 262 mil habitantes. Já tem, ou terá em breve, população maior que a de Valadares. Ruim para Ipatinga, bom para nós. Aumentar população não traz vantagem alguma. Fiquei sabendo, também, que as populações de Salvador e Fortaleza ultrapassaram a de Belo Horizonte. Bom para BH, grandes populações só trazem aumento de violência, com bolsões de pobreza. Segundo Millor “pobre transa muito.”

Woodstock - 40 anos Vi, dia desses, na TV o depoimento de um velho hipye sobre o Festival de Woodstock que completou 40 anos: “Quem diz que esteve em Woodstock, e se lembra de alguma coisa que aconteceu lá, não esteve em Woodstock.”

Poupança

Escócia

O Governo resolve taxar as maiores poupanças. Sobrou para a Mulher Melancia, Mulher Jaca, Valeska Popozuda...

O whisky Johnnie Walker, que começou a ser fabricado ainda no século XIX na Escócia, já era. Agora, só paraguaio, carinhosamente chamado de Juanito Caminante.

O Centro Sísmico Nacional detecta um terremoto iminente no interior do Ceará. Envia telegrama à delegacia de policia de Icó. - Urgente! Possivel movimento sísmico na zona. Muito perigoso: Richter 7. Epicentro a 10 km da cidade. Tomem medidas e informem resultados. Uma semana depois, o Centro Sísmico recebeu um telegrama com a resposta : - Aqui é a policia de Icó. Movimento sísmico totalmente desarticulado. Richter tentou se evadir e foi abatido a tiros. Desativamos as zonas e todas as prostituas estão presas. Epicentro, Epifania, Epicleison e os outros irmãos estão detidos. Não respondemos antes porque teve um terremoto da porra aqui.

Mineirinho O mineiro foi fazer exame de próstata. Durante o procedimento ele disse: - Num tô guentando, dotô, vô gritá! - Melhor não. A recepção está lotada de pacientes e vai ficar mal pra você. E continuamos o exame. - Dotô, eu vô gritá! O médico, impaciente apelou: - Grita, então! E o mineirinho: - Ô, trem bão, sô!

Outra do Duke

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Leonardo Quintão Acho que todo político tem que sonhar em ser presidente da República. E eu sonho ser.

Márcio – Deputado, a sua origem... sabemos que é evangélico, político...Mas como começou seu projeto político, de onde você vem? Adolpho – Onde nasceu? Leonardo – Nasci em Brasília e depois morei em Coronel Fabriciano, até os 9 anos. Meu pai sempre participou da política local, sempre ajudando, à época, o Carlos Cota, Tancredo Neves... Na época da candidatura de Tancredo ao governo de Minas, meu pai trabalhou muito lá na região, com o Carlos Cota. E eu cresci nesse ambiente, vendo a política. Me lembro que, tendo algo em torno de sete anos de idade, de ter dito: “Ô, pai, quando eu crescer quero ser político”. Aí eu cresci (risos) e virei político (risos).

Adolpho – Tem aquela frase filosófica: “Sem saber que era impossível, fui lá e venci”.

Leonardo – Voltei no ano de 1999. Em 2000 me casei e me candidatei a vereador, em Belo Horizonte. E ganhei...

Leonardo – Acho que é isso. Depois me candidatei a deputado estadual e tive 60 mil votos.

Márcio – Sem um embasamento político... sem um trabalho? Leonardo – O pessoal votou em mim porque fui pra rua pedir voto...meu pai, muito conhecido, me ajudou muito. Tive, em Belo Horizonte, 9.887 votos.

Adolpho- Onde era a sua base? Zona Sul?

Leonardo – Então me mudei para Belo Horizonte, onde morei até os 16 anos. Me mudei depois para os Estados Unidos, onde morei até os 24 anos. Fiz High School, trabalhei num banco...

Leonardo – E não tinha base. Dividi a cidade em suas várias regionais, e montei um núcleo político em cada uma delas. Tive 1.500 votos em uma, 700 na outra...

Leonardo – Só graduação. Estudei um ano

muito conhecido nas igrejas, não sou pastor e nem meu pai é. Meu pai é Batista, e eu sou Presbiteriano. Ganhei aquela eleição porque pedi voto. E eu não sabia das dificuldades da política.

Adolpho – Isso tem que ficar bem claro, porque essa história de currículo acadêmico, ultimamente, está dando muito problema (risos). A Dilma e o Serra que o digam. Mas, e aí, deputado?

Adolpho – Vamos fazer uma cronologia. Em Fabriciano, até os 9 anos...

Adolpho – Você só fez graduação?

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na Suécia, depois de graduado, mas não foi uma pós-graduação – era uma especialização.

Lincoln – Foi um trabalho ligado à igreja, pelo fato de você ser evangélico? Leonardo – Não foi muito, não. Eu não era

Adolpho – Foi em seguida? Leonardo – Em seguida. Dois anos de vereador, e nova candidatura. E fiz do mesmo jeito de quando fui candidato a vereador: comecei a andar por Minas Gerais pedindo voto. Fui deputado estadual por quatro anos e me candidatei a deputado federal, vou me candidatar de novo, e depois me candidatarei a prefeito de Belo Horizonte.

Adolpho – Sua candidatura a prefeito de Belo Horizonte, com a quantidade enorme de votos que você teve, mudou seu patamar político, não? Leonardo – Eu nunca tinha tido exposição na mídia. Como candidato a prefeito de Belo


Se o Hélio Costa não quiser ser candidato ao governo mineiro, eu quero. Horizonte, eu tive 500 e poucos mil votos, no primeiro turno, e no segundo turno, mesmo com todo trabalho político que o adversário fez, tive 530 mil votos. Aumentei minha votação no segundo turno, em cerca de 30 mil votos.

iria enfrentar. Enfrentei e enfrento de novo, sem medo. Pode vir do jeito que vier. Agora, eu não menti para ganhar eleição, não falei que ia fazer “Corta Caminho”, que ia fazer vários túneis em Belo Horizonte... E nada disso vai ser feito. Então, o povo vai ver isso. Agora estou lutando por Belo Horizonte na questão do metrô. Criei, na Câmara, sendo da Comissão de Transportes, uma subcomissão para analisar todo o transporte de passageiros, sobre trilhos, no Brasil. Estou me tornando um especialista em metrô. Visitei o metrô do Rio, de São Paulo... e agora vamos visitar Brasí-

Lincoln – A sociedade reclama uma renovação no plano político, tendo em vista principalmente o desgaste da classe política tradicional. Você está formando uma nova geração, com sua formação profissional em outro país, outra experiência... A sociedade anseia por uma nova forma de fazer política. Como você se enxerga nesse processo, mesmo que, eventualmente, tenha que usar ferramentas da política tradicional? Leonardo – Vejo assim: se for necessário, para ganhar, mentir, usar de artimanhas do poder econômico, eu não vou fazer. Não vou mentir para ganhar. Não vou fazer acordos políticos ilegítimos, ou que não possa cumprir. E foi assim na eleição em Belo Horizonte. E, politicamente, quem ganhou aquela eleição fui eu. Se você olhar a estrutura política que eu tinha, comparada à do prefeito eleito... Ele gastou 30 milhões de reais. Eu gastei R$3,5 milhões. E eu não tinha apoio da Prefeitura, do governo do Estado, e do governo federal, como ele teve...

Márcio – Mas alguns ministros te apoiaram... Leonardo – O Hélio Costa me apoiou. O governo federal, no segundo turno, apoiou o Márcio Lacerda. O Hélio Costa me apoiou desde o primeiro momento. Ele abriu meu programa eleitoral. Era uma campanha difícil, e eu sabia o que

clássico de prioridade administrativa. O governo do Estado priorizou aquela obra, e isso mostra que dinheiro tem. É uma obra que vai juntar toda a administração...

Márcio – R$ 1,2 bilhão... Leonardo – R$ 1,5 bilhão...

Adolpho – Mas não é uma coisa que dá para comparar, porque aquela obra também é necessária. E também R$ 1,5 bilhão não resolve o problema do metrô... Leonardo – Ajuda bem! As duas linhas que faltam estão orçadas em R$ 3,5 bilhões, mas com R$ 1,4 bilhão o metrô passa a transportar mais 300 mil passageiros. Agora, não dá mesmo para comparar, e espero que a sede administrativa venha trazer mais eficiência para o governo. (Paula Greco chega atrasada, e o Lincoln e o Márcio fazem para ela um retrospecto da entrevista até aquele momento). Lincoln acrescenta:

Lincoln: Começamos a falar de política, e o deputado, agora, depois da campanha vitoriosa em Belo Horizonte, é uma grande liderança, até em nível nacional... Leonardo – Hoje, no PMDB mineiro tem o Hélio Costa, e eu já falei: se o Hélio Costa não quiser ser candidato ao governo mineiro, eu quero (risos). E a gente bota o PMDB no segundo turno. Ganhar tá na mão de Deus. Se me derem oportunidade, eu vou.

Lincoln – E coligação com o PT, vai ter? Leonardo – Vai. O PT vai nos apoiar, vai apoiar o Hélio Costa. lia, Recife, Salvador, Fortaleza, Curitiba, e na semana que vem vou para a Coréia, visitar o trem-bala de lá.

Adolpho – As obras do metrô de B elo Hori zonte começara m em 1981... Márcio – A única coisa que sai a toque de caixa, mesmo, é a sede administrativa do governo... Leonardo – Aquilo é um exemplo

Márcio – Peraí: mas e se o Patrus sair candidato? Leonardo – Não sai, não. O presidente Lula é quem vai decidir a questão em Minas Gerais. E já está decidido.

Márcio – E o PMDB vai apoiar o (a) candidato (a) do Lula à presidência? Leonardo – Vai apoiar o candidato do Lula. Minas Gerais é, hoje, o estado mais importante para o PT. Se o PMDB de Minas não apoiar o presidente Lula, abre-se

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uma dissidência no partido de 70%. Se não houver acordo em Minas, vários outros estados abrem dissidência. Minas é o fiel da balança. Lula já conversou com Patrus, semana passada, chamou o Pimentel e já falou: “Minas Gerais eu é que vou decidir”. Agora, se Hélio Costa for vice da Dilma, aí podemos apoiar o PT em Minas, provavelmente com o Patrus.

Lincoln – Patrus tem mais chance que o Pimentel? Leonardo – Patrus agrega mais. Chega o Ramalho, para fazer fotos;

Márcio- Vamos falar de Governador Valadares? Leonardo – Valadares! Em Valadares eu tive 1.500 votos, quando fui eleito deputado estadual, e comecei a trabalhar pela cidade...

Lincoln – O sogro (Renato Fraga) ajudou? Leonado – Ajudou. Mas naquela época o Renato foi candidato a deputado federal e havia um acordo com o Jayro Lessa. E acordo político tem que ser cumprido. Então, quem me arrumou esses votos foi minha sogra (risos). Logo após isso, o Jayro tinha falado que ia se afastar da política, e o “Seu” Renato passou a não ter aquele compromisso, e passou a me ajudar. E o Jayro é meu amigo pessoal, grande pessoa, grande figura. Mas eu consegui para Valadares a obra do IML, uma demanda antiga, e pela qual eu lutei, e ela aconteceu, com a doação pela Univale, do terreno. Foi um trabalho meu. Consegui também

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recursos da ordem de R$ 300 mil para a Ibituruna (a estrada). Conseguimos, também, R$ 200 mil para o Hospital Municipal. Então, para 1.500 votos, penso que foi bom (risos). Depois, com o apoio do “Seu” Renato, passamos para 7.500 votos, para deputado federal. Aí, aumenta a responsabilidade. Conseguimos aumentar o Pró-Hosp, equipamentos de Raio X, temos sempre ajudado o Hospital Samaritano, conseguimos o credenciamento da Oncologia... e agora estamos tendo a oportunidade de alavancar o projeto do Estádio Universitário. Esse estádio vai trazer muito emprego, muito evento para a cidade. Esse projeto é “a menina dos meus olhos”. Nós vamos conseguir os recursos. A pedido do Almyr e do Edison Gualberto, já conseguimos os recursos iniciais, com o dinheiro já na conta. Consegui, agora, para o Hospital Municipal, R$ 1,5 milhão, uma emenda que, estou certo, vai ser liberada. Vamos credenciar o Samaritano, na área de cardiologia, e na área de implante coclear (ouvido biônico). Renato faz uma descrição do procedimento.

Esse projeto (estádio) é “a menina dos meus olhos”. Nós vamos conseguir os recursos Lincoln – Voltando ao assunto do Estádio, para o qual o Leonardo conseguiu os recursos, entendemos que, no momento, é um grande projeto, e quero ressaltar que é uma arena multiuso, com um foco muito grande na questão da inclusão social. Isso vai dar uma dimensão maior para a cidade. Leonardo – Nós vamos conseguir esse “trem” aqui...

traz retorno para o comércio, o que acaba revertendo em impostos, para o poder público. Veja o caso de Ipatinga: o time foi colocado na primeira divisão.

Adolpho – Estivemos com o vicegovernador, ontem, o Lincoln, o Toninho Coelho, o Edison Gualberto, e o pleito era que Governador Valadares se torne uma das sub-sedes da Copa de 2014. Ele viu o pleito com muita simpatia e disse que vai haver um seminário em outubro, em Belo Horizonte, para tratar dessa questão. Pretendemos ir com uma comitiva até lá, para defender Governador Valadares, e esperamos contar com o seu apoio... Leonardo – Vou lá com vocês. Acho a idéia fantástica. Mais uma vez, uma idéia inovadora do nosso companheiro Edison Gualberto. E ele é do PMDB (risos). Se trabalharmos bem esse projeto do Estádio, isso pode ajudar muito Governador Valadares.

Márcio – Já que você falou em PMDB, você não acha que está passando da hora de o Sarney se afastar do Senado? Leonardo – O presidente Sarney já deu sua contribuição. Eu, na idade dele, já estaria aposentado...

Márcio – Tomando conta dos “Marimbondos de Fogo” dele...(risos) Leonardo – A vida pública exige demais das pessoas, e devemos aproveitar um pouco a vida. Quando eu tiver 70 anos quero estar cuidando do “Seu” Renato (risos).

Márcio – Se o Sarney não tivesse o presidente Lula, ele já teria sido afastado... Leonardo – Se ele não tivesse o Lula ele não seria o presidente do Senado (risos). Acho que, avaliando a história do Sarney, ele tem mais méritos do que deméritos...

Adolpho – Mas não precisava levar “cartão vermelho” com aquela idade provecta (risos)...

Adolpho – O projeto prevê 2.800 metros quadrados destinados à Academia, para fazer laboratórios de nutrição, de fisioterapia, de direito esportivo...

Leonardo – O PMDB, como um grande partido que é, devia ter candidato a presidente da República... e na próxima aí... estou na fila, também...

Leonardo – Valadares pode se tornar um centro de excelência no esporte. Isso traz eventos, com hotéis lotados, sempre... Qualquer investimento desse tipo

Leonardo – Vou fazer no ano que vem. Já posso ser candidato ao Senado. A vida é muito curta. Já aprendi a ser vereador, deputado estadual, e já aprendi o que

Márcio – Você já tem 35 anos?


precisava aprender em Brasília. Se me derem oportunidade, não vou decepcionar. Agora, se for necessário ficar velho para governar, aí eu não quero.

Adolpho – Li no jornal que você está processando o Tom Cavalcanti...É isso mesmo? Leonardo – O processo está tramitando...

Márcio – Eu vi o Tom Cavalcanti, no you-tube, te imitando. Como profissional, ele não pode? Leonardo – O problema é que sei o que estava por trás disso. Sei com quem ele esteve no dia da gravação, tenho fotos. Uma pessoa muito importante, do cenário político de Minas Gerais, dando gargalhada. Mas, enfim, eu perdi. Perdi e ganhei...

Márcio – Você não deve estar com pressa... Leonardo – Estou com muita pressa! (risos) Imagina eu sendo prefeito de BH, o tanto que vou poder ajudar minha querida Valadares...imagina só sendo governador...

Márcio – Como prefeito de Belo Horizonte você não vai poder ajudar muito Valadares... Leonardo – Demais da conta. Bastaria eu dar cinco telefone mas: “Ô, deputado, você vai ajudar Valadares”. Porque Valada res, Ipatinga, Coronel Fabriciano são cidades que estão no meu coração. Em Valadares tenho meu sogro, minha sogra, minha esposa, e as pessoas que sempre me acolheram tão bem. Vou ajudar Valadares, sempre.

Márcio – Qual era a sua coligação em Belo Horizonte? Leonardo – Era a maior que tinha: o PMDB e o PPS, somente. A coligação do Márcio Lacerda tinha mais de 20 partidos.

Lincoln – Na realidade, e a gente vê pela trajetória dele, é que o Leonardo tem carisma, empatia com o público... e é o fato novo, as pessoas te viam como um fato novo na política. Por isso, o perigo de você, daqui a pouco, fazer a mesma política antiga, e tirar da sua imagem o fato novo... Adolpho – Me parece que, na realidade, o Lincoln está é te cobrando... Leonardo – A verdade conquista. Falar a verdade, em qualquer lugar cabe, seja ela boa de ouvir ou não. Ela é imbatível.

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gente, e tendo sido pelo menos vereador, pode se candidatar a presidente da República. O Lula foi torneiro mecânico. Não se trata de ter experiência administrativa. Se você precisa de doutor, você contrata; se precisa de economista, contrata o melhor. Na política você tem que gostar é de gente.

Márcio – Qual a sua avaliação do governo Lula? Leonardo – Avaliação boa. Acho que poderia estar fazendo mais. Acho que lento. Agora, ele cuida do pobre, e pobre você tem que cuidar dele.

Márcio – Você acha que o Serra vai dar chance para o Aécio? Leonardo – Depende da habilidade dele (Aécio). Não sou do PSDB, mas diria que São Paulo é metade do país...

Márcio – Quem era seu marquetei-

Adolpho – Como você avalia o governo do Aécio?

Leonardo – Eu não tinha dinheiro para pagar marqueteiro. Tinha uma pessoa que ficava comigo, me acompanhava, mas ela não é marqueteira. Eu falava assim: “Liga essa câmera aí, hoje vou falar de saúde”. E falava de saúde. E eu conheço bem Belo Horizonte.

Leonardo – Bom. É um bom governo.

ro?

Adolpho – E como você avalia a possibilidade do Anastasia, politicamente, chegar ao governo? Leonardo – Ele é uma grande pessoa. Qualquer um que for apoiado pelo gover-

Lincoln – O problema que vejo nisso é a pressão dos lobbys...

Márcio – Mas faltou. Leonardo – Faltou foi dinheiro para contratar marqueteiro (risos).

Lincoln – Vamos pra Brasília um pouquinho. Como você está vendo este momento político... Pré-sal? Leonardo – Um momento bom para o país. A Petrobras descobriu petróleo a 7.000 mil metros de profundidade... Isso é um orgulho para o país, né? Isso nos dá uma garantia estratégica para o desenvolvimento do país, muito importante. Podemos nos tornar um país mais justo. Acho que 60 dias para discutir isso no Congresso pouco. Até porque é um projeto que vai durar sete anos para explorar o petróleo.

Adolpho – O que você acha da Marina Silva? Leonardo – A Marina, eu acho que é uma excelente candidata. Todo partido deveria ter candidato.

Paula – Principalmente o PMDB... Leonardo – Principalmente o PMDB.

Márcio – Tem nomes no PMDB? Leonardo – Tem, rapaz, claro que tem. Tem eu (risos). Eu me candidato. Põe qualquer cidadão para falar a verdade pro povo, conhecendo gente, querendo ajudar

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para o país: primeiro essa questão do transporte sobre trilhos, de passageiros, nas regiões metropolitanas. Segundo, um novo Código Minerário. Já estou discutindo toda a estrutura do DNPM. Pedi uma audiência pública, vou criar um grupo de trabalho na Câmara, para fazermos um novo código mineral para o Brasil. Nosso código é de 1940. Quero encerrar esse mandato com essas duas contribuições, principalmente. Outra coisa que quero fazer, e já falei para o Michel Temer: vamos criar uma comissão especial para analisar a indústria de cartões de crédito do país. O que os cartões de crédito estão fazendo com o povo e com os comerciantes é muito ruim. E é um duopóllio onde dois cartões detêm 95% do mercado brasileiro. Nós vamos mudar essa questão de cartão de crédito no Brasil. A gente começa a falar e vai se lembrando. É coisa demais: estou participando ainda de duas CPIs, a CPI da Dívida Pública e da CPI da Conta de Energia. Ainda tem o nosso Estatuto de Igualdade Racial. Estou trabalhando pra danar, sô!

O presidente Sarney já deu sua contribuição. Eu, na idade dele, já estaria aposentado... nador Aécio tem chance. E o vice-governador Anastasia é uma pessoa de sensibilidade política. Não passou pelos Parlamentos, mas é pessoa de muitos méritos. Uma pessoa do bem, e uma pessoa importante no governo. Já o Aécio tem uma habilidade muito grande, porque passou pelo Parlamento. Foi candidato a prefeito de Belo Horizonte...

Márcio – Neto de Tancredo Neves... Leonardo – Sim. Neto do Tancredo Neves. E eu sou filho do Chapelão...(risos)

Adolpho – Leonardo, você tendo sido candidato a prefeito de Belo Horizonte e, segundo você, com sua vitória eleitoral, seu trânsito em Brasília melhorou? Leonardo – Demais da conta. Hoje, sou gente lá (risos). Hoje estou participando de dois projetos importantíssimos

Leonardo – Mas a maior pressão é do povo. Quem trabalha contra o povo está fadado a perder.

Márcio – A gente percebe correntes religiosas na política. Evangélico vota em evangélico, católico vota em católico, o Crivella é candidato apoiado pela Universal... O que você acha disso? Leonardo – Isso é democracia. É válido. Agora, eu não estou indo por aí na minha carreira política. Tenho minha fé, sou presbiteriano, mas em campanha política nenhuma minha você vai ouvir eu falar que sou evangélico. Na campanha a prefeito de Belo Horizonte eu nem mencionei isso. Minha fé é minha. Agora, antes de falar na TV, eu orava a Deus.

Lincoln – Quem é seu grande ídolo na política? Quem você admira? Leonardo – Na política? Admiro muito o Lula. Ainda sou novo, não lembro do Getúlio, do Juscelino... Agora, você governar hoje é muito mais difícil do que antigamente, quando você podia fazer tudo. Hoje tem Ministério Público, Tribunal de Contas da União, tem o Ibama.

Adolpho – É a democracia.


Márcio – Saiu uma estatística recente que aponta Valadares como a segunda cidade mais violenta, entre os adolescentes do Brasil, proporcionalmente. Depois de Foz do Iguaçu. A solução para isso seria abaixar a idade de responsabilidade criminal, ou investir maciçamente em educação? Leonardo – Investir em educação, em qualificação. Fazer o que estamos querendo fazer com esse espaço multiuso (Estádio) aqui. Dar atividade para o jovem. O grande problema que eu vejo é o desarranjo familiar...

Eu não tinha dinheiro para pagar marqueteiro... Eu falava assim: “Liga essa câmera aí, hoje vou falar de saúde”. Paula – Valadares tem uma situação sui generis, tendo em vista a emigração. E não tem, na verdade, uma ocupação para a juventude. Não existe uma política para a juventude. Adolpho – Penso que o Leonardo falou, aqui, uma coisa importantíssima. A família, aqui no Brasil, está se dissolvendo... Leonardo – Acho que o governo devia investir, agora, na família. Políticas de valorização da família. Em Belo Horizonte estou participando de um projeto

junto com a CDL, onde coloquei R$ 4 milhões. Estamos qualificando 35 mil jovens em Belo Horizonte. Qualificação profissional. O jovem quer um emprego e, para ter, tem que se qualificar. Se você der condição para uma pessoa ela vai. Oportunidade, profissão.

Paula – E existe mercado de trabalho? Leonardo – Tem. Falta mão-de-obra qualificada no Brasil.

Márcio – Fiz uma pesquisa na internet, antes de vir para a entrevista. E vi lá que o Márcio Lacerda, na campanha, te argüiu com relação ao diploma de economista. Sobre a regularização do seu diploma. Leonardo – Realmente, eu não fiz isso, porque inclusive eu não exerço a profissão de economista. Nem tenho a intenção. Tentei fazer isso na UFMG, mas tinha que fazer dois semestres lá. Mandei meu diploma para o Consulado de Miami, eles carimbaram meu diploma, depois de verificar na Faculdade se ele era verdadeiro. Hoje, tenho o diploma carimbado, e no último debate eu o entreguei para o Márcio Lacerda. Sou formado em economia, de fato. A coisa foi tão pesada que eles contrataram “arapongas” aqui no Brasil, grampearam todos os meus telefones, contrataram uma agência de espionagem para atuar aqui no Brasil e nos Estados Unidos. Eles têm um dossiê enorme da minha vida. Só acharam essa questão do diploma. Sou um santo! (risos)

Adolpho – O Márcio, antes da entrevista, falou comigo que ia te perguntar quantas bundas você ia chutar – (referência à frase dita por Leonardo na campanha) – (risos)... Leonardo – Ah, rapaz, esse negócio de chutar bunda (risos) se refere mais a uma expressão que se usa muito nos Estados Unidos. Sou muito extrovertido e, numa Convenção em Ipatinga, estava ao telefone e disse mesmo: “Vamos chutar a bunda dos corruptos, dos ladrões, dos bandidos”. Então, usaram isso, e de fato me atrapalhou. Mas não foi isso que me derrotou. Quem me derrotou foi a “máquina”.

Márcio – Não vejo máquina como grande cabo eleitoral. Todos – Que é isso Márcio? Márcio – O Fassarella e o Mourão perderam com a máquina na mão.

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E eu sou filho do Chapelão... Paula – A máquina tanto pode ajudar como derrubar. Leonardo – Você acha que a Dilma teria a votação que ela apresenta nas pesquisas, sem a máquina? É a máquina.

Adolpho – Pensei que o Leonardo ia falar que os números da Dilma nas pesquisas se devem à sua simpatia... (risos)

FPF, o Toninho Coelho, presidente da Assembléia, o Lincoln Byrro, presidente do Conselho de Curadores, e eu estivemos com o vice-governador Anastasia, numa agenda curta mas proveitosa, providenciada pelo subsecretário Mourão, para falarmos do Estádio. Levamos uma “boneca” do livro que estamos produzindo para “vender” o Estádio, e o vice-governador ficou bem impressionado. Nós dissemos para ele que Governador Valadares não tem uma âncora, e o Vale do Rio Doce está empobrecendo, e que a cidade precisa desse Estádio até para elevar a autoestima do valadarense. Me parece que ele gostou da idéia.

Leonardo – Simpatia ela não tem nenhuma.

Adolpho – O Leonardo está olhando o relógio. Deputado, você teria alguma coisa, em especial, para falar? Leonardo – Valadares, é o seguinte: vou apoiar, aqui, a Univale no que precisar, especialmente no que se refere à Educação a Distância, e este projeto que é a “menina dos meus olhos”, do espaço multiuso que é o Estádio, a Arena Multiuso. Vou trabalahr por isso. Vou apoiar também a saúde com a prefeita e com o Hospital Samaritano. O Samaritano vai “estourar” nos próximos dois ou três anos. Será o melhor hospital da região. Estou trazendo mais recursos para Valadares do que qualquer outro político.

Lena – Por que alguns deputados conseguem mais verbas, e outros não? O Leonardo Monteiro também tem conseguido... Leonardo – O Leonardo trabalha muito...

Adolpho – Como é o seu relacionamento com ele? Leonardo – Excelente. Gosto muito dele. Agora, eu tenho uma peculiaridade: sou votado em grandes centros, Belo Horizonte, Valadares, Ipatinga. Então, fica mais fácil ajudar Valadares, não tenho que dividir muito minhas verbas. Agora, tem que ter projeto. Você vai pedir recursos para o governo: “Tem projeto”? Projeto malfeito não serve. Agora, este projeto aqui da Arena Multiuso (Estádio) é o melhor possível. Não sei quem fez (olhando pro Adolpho) (risos)...

Adolpho – O Edison Gualberto, que é vice-presidente da Assembléia da

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sair desse imobilismo? Leonardo – Temos que ter alguma coisa para atrair atividades para cá. Temos que ter pessoas qualificadas para gerir a cidade. Eu investiria na qualificação técnica...

Márcio – Você acha que tem possibilidade de vir, ainda, o projeto da Aracruz? Leonardo – Tem. Tem sim. A crise afetou muito a Aracruz. E o povo não está bobo, não. O pobre é muito mais esperto do que a classe média. A classe média é influenciada por informação errada, que chega pra ela. Qualquer coisa que a classe média lê no jornal ela acredita. O povo vê e fica matutando. A classe média, não. Lê e diz “Que absurdo! Quintão chuta a bunda” (risos). Perdi em Belo Horizonte na classe média. No primeiro turno tive 38% dos votos da classe média, no segundo turno tive 17%. Mas se eu fosse prefeito de Valadares, a primeira coisa que ia fazer era colocar o Renato Fraga do meu lado.

Adolpho – O Renato tem uma grande capacidade de gestão. Lincoln – Acho que o Brasil está precisando de pessoas com essa garra que o Leonardo está nos mostrando aqui. Parabéns. Acho que a geração que está chegando precisa de políticos assim, mais ousados. Acho que o caminho está aberto.

Leonardo – Vou com vocês no Simpósio para tentarmos fazer de Valadares uma das subsedes da Copa. Veja bem: tem o Leonardo Monteiro, o Leonardo Quintão e, se cada um de nós colocar R$ 2 milhões ou R$ 3 milhões por ano, a gente faz essa obra. Tem deputados estaduais que podem entrar nisso, outros federais. Vamos dar o pontapé inicial. Ano que vem vocês podem contar com mais R$ 1,5 milhão meus.

Márcio – Diz o Leonardo Monteiro que vai colocar R$ 1,5 milhão. Leonardo – Só aí, R$ 3 milhões. Tem deputados estaduais, tem a prefeita, que é amiga da Dilma, tem o Mourão, que é amigo do governador...

Adolpho – Leonardo, ando, como valadarense, muito preocupado com nossa cidade. Se você fosse prefeito de Valadares, qual seria seu foco, em que você investiria prioritariamente para a cidade

Leonardo – Acho que todo político tem que sonhar em ser presidente da República. E eu sonho ser. Outra coisa: Valadares me deu uma das coisas mais preciosas, depois do meu compromisso com Deus, que é a minha esposa. A família do Renato, quem conhece, vê a bênção de Deus sobre eles. Sou muito feliz por Deus ter me dado esse presente, e através do amor que tenho pela Polyana, e pelo “Seu” Renato e a Dona Carmen, só posso ser bom. Conheci minha esposa depois que vim num casamento de um primo aqui em Valadares, e a sogra dele falou: “Tenho uma moça boa demais pra te apresentar”. Naquela época, eu era galã, 17 anos, e fui pegar um livro em Belo Horizonte, e nunca mais devolvi o livro. E sempre vou ajudar Valadares, por essa família maravilhosa: “Seu” Renato, Dona Carmen, a Polyana. O laço afetivo que tenho com Valadares é muito grande. Tudo que Valadares me pedir eu vou fazer. E, para encerrar: peço seu voto.


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Darlan corrêa

Aí vem Dr. Narigão...

Q

uando a minha segunda filha nasceu, a primeira estava com um ano e nove meses. Ficava muito difícil para Stela, com a Juju grudada no peito, cuidar da maior. Foi então, que a Biju grudou no pai! Tive que assumir papel de pai com mais afinco. Era só chegar em casa, tomar um banho e, pronto, lá vinha o grudinho... Dessa época, temos várias fotos dela montada na minha barriga (que não era tão espetacular...). O que fazer para distrair aquela criança? Foi então que eu comecei a inventar estórias. A primeira foi da menininha que encolhia quando chorava, até ficar do tamanho de uma formiguinha. Tiro e queda! Era só começar o chorôrô que eu lembrava da “menininha que encolheu” e ela parava de chorar... Descobri o poder das estórias! Depois vieram estórias para comer, dormir, tomar banho, tomar remédio... Não parou mais! Quando a Juju chegou à idade de ouvir estórias, foi fácil para ela: enganchou-se também na minha barriga, e pronto! Tal um pai canguru, eu ficava horas com as duas penduradas e ouvindo estórias. Todas as vezes que aparecia um primo ou colega da escola, lá ia eu contar estórias: “Mas tem que ser inventada, tá, Pai?” E eu apelava para tudo: piratas, ETs, vampiros, bruxas, gigantes caolhos, anões assassinos... Valia tudo para distrair a criançada. Virei um tio muito popular e o contador de estórias oficial da família. Durante muito tempo, as meninas dispensaram aniversários caros em casas de festas. Elas preferiam passar o fim de semana com cinco ou seis amiguinhas lá em casa, desde que eu, de madrugada,

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contasse alguma estória de terror! Aquela geração hoje está na faculdade (Biju, Juju, Maria Tereza, Mônica, Pim, Lívia, Alice, Vanessa...) ou se formou, como o meu afilhado Pedro. Esta galera vivia me cobrando: “Pô tio, você fica fazendo livro de contos e crônicas... Por que não publica um livro infantil?”. Sempre namorei esta idéia, mas não tinha nada registrado. As estórias inventadas eram orais, nunca as escrevi. Acho até que não eram tão boas... Na verdade, o que importava era a forma de contar, com muita gesticulação, caras e vozes... No fim, claro, um final feliz! No início deste ano, levei à Editora Univale uma estória em versos de um garotinho que adoeceu. O Brian, como sempre, me deu a maior força: “Temos sim um livro infantil!”. Ficou um impasse: eu não tinha coragem e talento para ilustrar o livro. Ousei fazê-lo nos livros anteriores, mas um livro infantil é coisa séria! Tem que ter magia! O desenho é tão importante quanto o texto. Então o Brian teve a brilhante idéia: “Vamos dar o texto para os alunos da Escola de Design Gráfico da Univale ilustrar”. Então a professora Fernanda La Noce e seus pupilos talentosos entraram no circuito. Bingo!!!!! Como num filme infantil, a estória foi se materializando na minha frente! Agora o livro está pronto: DR. NARIGÃO E SEU AVIÃO AZUL E DOURADO. Meu primeiro livro infantil, lindamente ilustrado, graças ao talento dos alunos da Univale. Acho que a meninada vai gostar! Leve seu filho ao lançamento. Será no dia 22 de outubro na Livraria Leitura, às 19h. Vou ficar esperando!


Lançamento Verão Arte do Corpo

Arte do Corpo Moda Praia e Fitness

Foi um sucesso o lançamento da nova coleção da marca Arte do Corpo, especializada em moda praia e fitness. Muita gente foi conferir de perto a qualidade do trabalho da empresária Selma Carvalho. E quem esteve por lá confirmou o que as clientes já sabem: impossível não se encantar com a beleza das peças. Biquínis, maiôs, tops e roupas de ginástica de muito bom gosto, caimento perfeito para o corpo da mulher brasileira, e padrão de moda e tendência internacional.

Alessandra Coelho

Selma e Dáustria Furbino Ana Tereza e Mila

Nildéia

Aline Gomes e Ana Carolina

Aline, Ângela e Selma Carvalho

Leatrícia

Rua Bárbara Heliodora, 265 - Centro - Governador Valadares Jamille Lopes

Gilvan Sparks

Aline Gomes e Luciana

Fone:

(33) 3275-3898 / 8413-5510

Andréia


aladares acaba de ganhar uma nova casa de noivas. Josias Noivas Ateliê chega para fazer a diferença, trazendo como marca o talento e o bom gosto do Hair Stylist Josias e seu primoroso staff. “Quando a intenção é dizer sim, o cenário é perfeito”

Sílvia, Josias e Pier Angeli

Josias e Micheline Xibler Eliane Salomão e Ana Clara

Tatiana Amaro Sílvia, Josias e Bebel Tostes

Kiara e Hugo de Paula

Josias e Benenice Magalhães

Quando a intenção é dizer “sim”, o cenário é perfeito.

Letícia, Débora e Evelin

Josias e seu staff

Josias, Ap. José Correia, Pr. Alenice e Sílvia Lena Trindade, Josias, Sílvia, Luíza e Lucas 38

Benício Reis e Almiza


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Minoru Izawa e Marluce Maikon Altera e Joel Lima

Márcio Aguiar e Sayonara Calhau Flávio Dsamu e Marcelo Bueno

S

ayonara Calhau “bombou” de novo com sua tradicional festa Aplauso. As fotos mostram o prestígio da colunista.

Dr. Rosângelo Miranda e Juliana, Ricardo

Cláudia Starling e Marcos Sampaio

Zé do Carmo e Elisa Costa

Aplauso – 2009 Janderson Lima e Pedro

Pedro Vieira e a filha Luiza, e Vera

Marcelo Bueno e Lídia

Mayer Lana e Sara, Andréia Lacerda

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José Roberto e Mônica Machado

Sr. Matusalém Sampaio e Cecília

Adaílson Cunha e Marta

Débora, Ana Lúcia e Marcos Mendes


Alexandre e Ana Angélica

Mírian Santiago

Tininho Machado e Juliana, Bianca

Francisco Silvestre e Tânia

Gabriel Milbratz e Eusana

Lélio Gimenez, Vanessa e Flávio

Edvaldo Filho e Augusto Barbosa

Gilberto Hastenreiter

Marcos Almada

Aldenir, Leon Denis e José G.Sales

Pier Angeli

Shirley Calhau

Paulo Augusto e Flávia

Reges Salomão e Iraceli Sampaio 43


Os anfitriões Adriana Bicalho, a aniversariante Izabella e Alcyr Nascimento

Adriana, Izabella e Renato Nascimento

Os 16 anos de Izabella Bicalho Sâmmya Bicalho

Izabella e Cláudia

A linda Izabella Bicalho festejou seus 16 anos, festa preparada com todo carinho e esmero pela mãe, a advogada Adriana Bicalho. O Salão de Festas do Edifício Júlio Cipriano ganhou decoração impecável de Maristela Chisté, transformando-se em um verdadeiro pedacinho da Índia, onde Adriana e Dr. Alcyr Nascimento recebiam os convidados, junto com Izabella. Um barman preparava drinks e coquetéis para a moçada, e a pista de dança ferveu. O motivo indiano esteve presente também nos trajes dos convidados, todos vestidos a caráter, completando a magia da noite.

Letícia e Paula

Laylla, Sâmmya e Genesis

Kallebe Vieira Gilberto Hastenreiter e Giselle

Izabella e Ingrid (Balada 10)

Laís e Yara 44

As irmãs Sâmmya Bicalho e Izabella

A aniversariante com os amigos

Sâmmya Bicalho e Manu

Bruna e Rayanny

Adriana Bicalho

Brenda Hastenreiter e João Paulo


Marta, Mirian e Eusana

Raquel Faria, Mirian e Priscila

Marieta, Lincoln e os anfitriões

A agradabilíssima residência do casal Mirian e Célio Cardoso ficou ainda mais charmosa decorada por Mirian, para receber muitos amigos em torno do seu aniversário.

Dr. Ronaldo Ramos e Rosário

Alessandra e Roninho Amaral

Lena Trindade e Mírian

Jaqueline

Célio Cardoso e Mírian

Patrícia Leandro Magali Leandro

Marum Godinho e Marli

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Ana Rosalyna e Rodrigo Barbosa

FOTOS: FÁBIO ALBUQUERQUE

Marcílio Cazé e Renata

Paulo Barbosa e Rosa

Dr. Marcílio e Risoná

Marcello Cazé e Candice

cirurgião e político Marcílio Alves e Risoná casaram a filha, a cardiogeriatra Anna Rosalyna, que se uniu ao jovem empresário Rodrigo Barbosa, filho de Paulo Barbosa e Rosa, do Grupo Beija Flor. Cerimônia na Catedral de Santo Antônio e animadíssima recepção no salão de festas do Filadélfia prestigiadas pela sociedade e pela classe médica valadarenses, com a presença de familiares dos noivos, que vieram de Recife, Natal e Goiânia.

Paulo Filho e Roberta

Sílvio Alves e Salete

Antônio Barbosa e Irene

Eduardo Borges e Carmelita

Carlos Simões e Stela

Dr. Ashley e Riviane, Vanessa Lage e Bruno Dutra

Rosalyna, Fernanda e Sandra Machado

Dep. Leonardo Monteiro e Miraci

Cassiano Cazé e Leyde Roque Cazé e Daniele

Bruno Heringer e Catarina Matos

Anna Laura e Thiago, Vanessa e Maurício, João Luiz e Poliana

Desidério Matias e Odila

Entrada de Rosalyna acompanhada do pai, Dr. Marcílio Alves

Dr. José Luiz e Jaqueline

Os noivos com Sérgio Simões e Mariângela

Os noivos com os acompanhantes A elegância de Risoná Alves

Valdir e Rosineide

Dr. Dinaldo, Carlos Simões, Emanoel Poer e Dr. Aroldo Dr. Márcio Silveira e Norma 46

Alexandre Coelho e Cristina

Maria Barra e Dr. Marcílio


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Aconteceu... A Movimento registrou.

Ana Angélica e as filhas Iara e Olívia A Magnífica Reitora da Univale, Ana Angélica Gonçalves Leão Coelho, recebeu o título de Cidadã Valadarense em concorrida cerimônia na Câmara Municipal. Após a cerimônia a autora do projeto, Dilene Dileu, demais vereadores, autoridades, familiares e convidados brindaram em coquetel na Univale.

Com a classe e prestígio de sempre, a empresária Ana Paula Machado lançou a nova coleção Primavera/Verão da marca Arezzo, cuja campanha é ancorada pelas beldades Juliana Paes e Cléo Pires.

A secretária executiva da Fundação Percival Farquhar Suelen Silva casou-se na Catedral de Santo Antônio com Odilberto Neves. Um click da Movimento registrou o momento de rara felicidade do casal.


Memorial Park

Um monumento erguido à saudade busca da qualidade no atendimento tem sido um dos fatores que têm impulsionado o Memorial Park Cemitério Jardim a crescer e a cada dia representar com dignidade a imagem da cidade e, sobretudo, a satisfação de seus clientes, uma vez que são nos momentos mais difíceis que percebemos a importância de sermos bem atendidos. É a hora em que percebemos se a empresa que optamos para nos prestar esse doloroso serviço realmente se importa com nosso bem-estar, ou apenas nos considera como mais um consumidor. Contando atualmente com 4 capelas

velório, amplas, arejadas, com sala de repouso e suíte com roupas de cama e banho, além de ar-condicionado, o Memorial Park inova ao oferecer também a seus clientes TV a cabo e frigobar nas suítes, visando ainda mais o conforto e a comodidade de seus clientes. “Sabemos que não vamos tirar a dor da perda daqueles que contam conosco, mas procuramos amenizar ao máximo o desconforto provocado por tal situação”, diz o gerente administrativo Adílson Ferreira da Silva. E esse desconforto também pode ser amenizado não apenas pelo bom serviço prestado, como também pela beleza ím-

par do local, que conta com muito verde, flores, pássaros, fonte com peixes ornamentais e fácil estacionamento. Além disso, o sepultamento é realizado por profissionais devidamente uniformizados, com terno, o que demonstra nossa seriedade e respeito nesse momento tão crucial. Esses são apenas alguns dos itens oferecidos pelo Memorial Park Cemitério Jardim para ajudar a amenizar tamanha dor. Entendemos que a última homenagem ao nosso ente amado tem que ser digna e respeitosa, e nos honramos por nos escolher na prestação desse serviço.

Faça-nos uma visita sem compromisso ou solicite uma visita de nosso representante. Temos preços e condições de pagamentos que cabem em qualquer orçamento. Financiamento próprio em até 40 vezes no carnê, ou em 10 vezes sem juros no cheque ou cartão VISA.

(33) 3271-3635 ou 3277-1411


Márcio Rezende e Marisa, a aniversariante Beatriz Bicalho, Dona Quequeta e Paulo Bicalho

D. Anita Byrro, Quequeta Bicalho e Zenólia Almeida

ANIVERSÁRIOS DE SETEMBRO

Beatriz Bicalho

Débora Di Spirito recebeu legião de amigas para comemorar seu níver

O gentleman Gerson preparou festa surpresa para sua amada Ilma Barbosa, que mostrou todo seu prestígio, recebendo o top da sociedade.

Diva Ferreira e Alzira Leal

Heloísa Lucca e Elaine

A aniversariante Ilma Barbosa e Gérson

Penha Lucca, Maura Avelar e Cristina

O brinde das amigas Sônia Leão, Ilma e Maria Bretas

Regino Cruz e Márcio

José Lucca

Penha Lucca, Chico Simões e Emi

Biba, filha de Maria Helena Homaidan, preparou surpresa para a mãe, em uma reunião festiva para comemorar o aniversário dela.

Sônia Miranda e Débora Di Spirito Vanessa e Kelly Costa

Adriana e Salete Neves

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Fátima Simões

Ana Cláudia

Maria Perim, Maria Helena, e Penha Vasconcelos

Nelson e Maria Helena

Luciana Leão e a aniversariante


AD LASTRO

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Pizza em Pedaços inaugura a 3ª unidade

P

restigiado pelos clientes, amigos e familiares, o casal Etevani Gonçalves e Sheila, juntamente com o irmão dela, Gilberto Júnior, inaugurou a terceira unidade da rede Pizza em Pedaços, atestando o sucesso do empreendimento. A nova pizzaria, um espaço amplo e confortável, fica na Avenida Brasil, bem no centro da cidade, e conta com uma área especialmente planejada para diversão da criançada, além das qualidades que já são marca registrada, como a variedade de sabores e a rapidez no atendimento, sempre com aquele gostinho especial a cada pedaço.

Gilberto Júnior, Sheila e Etelvani Gonçalves

Turma de amigos: Maycon, Wilker, Guilherme, Niltinho

Gírius e filho

Alejandro e Daniella Cuatrin

Sheila e a mãe Rogéria

Júnior, Sheila e Etelvani

Weverton, Wilce e Júnior

Alisson e Margarete

Etelvani e Tidim

Pastor Mauro e esposa, Sr. Gilberto Luis Pastor Sebastião Arsênio e Esposa Etelvani e Sheila com filhos Victor, Lucas e Igor Ramy Augusta e Neilton

Norberto e Cleonice e filhos Bruno e Sávio Giacomine Sheila e Tathy Mattos

Play ground para a criançada

Do tamanho exato da sua fome!

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Patrícia e Caio

Wemerson e namorada, Rodrigo e Samy Saulo e Esposa

Damian e Silvia Cuatrin

Av. Brasil, 3673 - Centro - Governador Valadares Tel.: (33) 3271-4033 53


empresas e negócios

Tindolelê

Citroën sob nova direção

Empresário Paulo Henrique Picchioni

O grupo Cheverny amplia sua participação no mercado de automotivos na região. Sob o comando do arrojado Paulo Henrique Picchioni, em quatro meses de atividade, já contabiliza várias novas agências da Citroën em Minas Gerais. A primeira foi em Pouso Alegre, seguida pela novíssima loja de Montes Claros. Com a aquisição das concessionárias de Governador Valadares e Ipa- O gerente Alberto Luiz e sua equipe de vendas tinga, e juntando-se ao empreendimento de Varginha, já são cinco lojas espalhadas pelo estado, todas dentro do padrão de qualidade da marca. Em Valadares, a administração da Citroën cabe aos dedicados Alberto Luiz e Thiago Nepomuceno.

Coelho Diniz O grupo Coelho Diniz não para de crescer. Nos próximos dias, é a região da Ibituruna que ganha sua mais nova opção em compras, com a inauguração do supermercado da Vila Isa. Enquanto isso, no “pé” do viaduto Mr. Simpson, as obras do futuro Hipermercado da rede seguem a todo vapor. Pelo tamanho da construção e da área destinada a estacionamento, dá para perceber a qualidade e a magnitude do empreendimento, que mostra a força da marca Coelho Diniz na cidade.

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Quem tem filho, sobrinho, afilhado ou “coruja” os pimpolhos dos amigos sabe o quanto está cada vez mais fofa e sofisticada a moda infantil, que As empresárias Simone deixa as crianças Coelho e Flávia Plácides fashion da cabeça aos pés. E quando se trata de deixar estes pezinhos na moda, a Tindolelê, das empresárias Simone Coelho e Flávia Placides, tem as opções mais bacanas para meninos e meninas que já pisam firme em matéria de charme e bom gosto.

Boutique do Turismo

Lara Freitas e Gilvan Soares

Agora em Valadares, um novo conceito em viagens a Boutique do Turismo. Em espaço moderno e aconchegante para atender com exclusividade, com direção de Lara Freitas e Gilvan Soares, ela oferece os melhores destinos, com tarifas reduzidas e excelentes condições de pagamento. Venha conferir!


Haifa - Artesanato feito à mão Na Haifa - Feito à mão é possível encontrar peças ar tesanais confeccionadas com fibras natur a i s, p a l h a d e café, cerâmica, papel reciclado, vidros, madeira, ferro, alumínio e acrílico. Também Os empresários Bruno Maikel e encantam as flo- Suellen Ribeiro Maikel. res de escama de peixe e de conchas, porta-jóias, caixas e diversos artigos para presente. A loja trabalha, com exclusividade, com o artista plástico Isnaldo Reis, que executa peças em PVC, apresentando um design moderno e arrojado. Ela apóia um projeto social do designer Beto Kelner, projeto este profissionalizante para comunidades carentes, que aprendem o oficio-arte de confeccionar as várias peças elaboradas com fio de alumínio, com mix de acessórios, decoração, bordados e utilitários – Gatos de Rua.

A empresária Zuleika Guerrieri tem muitos motivos para comemorar, agora em outubro, os 11 anos da Mega Piter, uma loja que se apresenta diferenciada desde a organização do espaço físico, com seções de enxovais e móveis para bebê, moda infantil e infanto-juvenil, além de roupa e acessórios para adultos. E enquanto a “gente grande” faz compras, a “gente pequena” pode se divertir no parquinho, com os bichinhos, os dançarinos, saborear um algodão doce e ainda tatuar – de brincadeira – seus heróis preferidos, com a Tia Soninha.

Liceu

Especialista em Direito Administrativo Municipal, o advogado Alexandre Salmen participou, em Belo Horizonte, do III Congresso Brasileiro de Direito Municipal e 1º Fórum Brasil-França de Direito Administrativo, Dr. Alexandre Salmen e o Ministro do STF, Eros Grau onde estiveram presentes grandes nomes do Direito Administrativo Municipal Brasileiro, como o Ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Eros Grau, com quem Alexandre teve a oportunidade de conversar sobre a instituição por ele presidida, considerada o “Guardião da Autonomia Municipal”.

O Centro Cultural Liceu promove, no dia 24 de outubro, das 8h às 18h, o evento “Diez Horas de Español”, com um dia de imersão na língua espanhola, através de cursos e oficinas de música, dança, fonética, literatura, gramática, história e gastronomia, entre outras atividades desenvolvidas por alunos e professores. A partir das 15h30, haverá também apresentações e exposição de trabalhos abertas ao público.

Dr. Bruno Silva Fernandes

No visual Quem precisa de banners, troféus em acrílico e inox, placas de inauguração ou de homenagem, adesivos e personalização de veículos, tem endereço certo onde encontrar o que quer, com preço competitivo, bom atendimento e qualidade 3M. Na Braz Silk Comunicação Visual quem garante tudo isso é o empresário Tenilson.

Estacionamento próprio

Aquário

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Congresso & Fórum

Mega Piter

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|

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ZENÓLIA DE ALMEIDA Membro da Academia Valadarenses de Letras

Slow Life (*)

S

diano, o Slow Food contrapõe-se ao fast food (estilo de vida low Life é uma opção de vida. Oficialmente citada que surgiu na América), que valoriza a velocidade e atende às no relatório do Ministério do Meio Ambiente do Japão exigências da vida moderna aceitando o domínio do relógio, no ano de 2003, foi adotada pela cidade de Kakecujo ponteiro não se detém a nos esperar. Em outras palavras, gawa em 2002. A declaração que se segue esclarece e jusa ordem é desacelerar. tifica seus objetivos: Para minha família e amigos, sempre fui uma pessoa “No final do Século XX, o Japão valorizava e buscava um ‘apressadinha’. Na verdade, tenho pouca ou nenhuma paciênestilo de vida ‘rápido, barato, conveniente e eficiente’, que cia com quem caminha devagar, formula movimentos pausaproporcionasse prosperidade econômica. Porém, esse estilo dos, age calmamente, sem atropelos. Confesso que já tentei também causou problemas tais como a desumanização, doser mais paciente, mas herdei de minha mãe o atabalhoamenenças sociais e poluição ambiental. Desejamos avançar no to e a pressa, tal como se o mundo não fosse conceito de Slow Life, para alcançar estilos de esperar por mim... vida calmos, relaxados e confortáveis, e passar Ao fazer uma releitura do passado, me vejo de uma sociedade de produção e consumo em em meio a rodopios de horários e compromissos massa para uma sociedade não agitada, mas sempre cumpridos na íntegra, numa entrega que valoriza os bens e valores do coração”. (...) total e sem reservas. Assim levei a vida até que, “A vida humana dura aproximadamente recentemente, a saúde me cobrou os acelera700.800 horas (considerando uma expectativa dos anos vividos priorizando o trabalho, esquemédia de vida de 80 anos). Desse tempo, (John Lennon). cendo de mim mesma... dedicamos algo como 70.000 horas trabalhanAo reduzir minhas atividades neste ano de do (considerando 40 anos de trabalho). As 2009, inicialmente pensei tal como se expressou o poeta Car630.000 horas remanescentes são utilizadas em outras atilos Drummond de Andrade: “Stop. A vida parou ou foi o autovidades, tais como alimentar-se, estudo e lazer, incluindo móvel?” Refletindo, percebi que a vida não parou. Pararam as 230.000 horas dormindo. Até agora, as pessoas usualmente exigências descabidas de um trabalho sem horário, com dedifocam suas vidas nessas 70.000 horas dedicadas ao trabalho, cação total e exclusiva, tal como sempre aconteceu, também, devotando suas vidas aos seus empregos, Todavia, com o durante minha vida na Universidade. Não posso culpar ninguém; Movimento Slow Life, devemos agora dedicar mais atenção assumo que é exclusivamente minha a culpa, só minha, porque, às 630.000 horas em que estamos fora de nossos trabalhos, em tudo que faço, não sou parte, sou inteira... a fim de atingir verdadeira felicidade e paz mental”. (**) Confesso que estou me esforçando para aprender a lição. A partir de uma visão holística da sociedade, o Slow Life Tal como os adeptos do Slow Life, não quero mais guiar a vida, busca manter a vida saudável, a autoconfiança, o respeito aos quero deixar a vida me guiar, pois, querendo ou não, “la nave recursos naturais e a sustentabilidade do planeta. Sua prática va”… alcança várias áreas da cultura com o objetivo de um definitivo retorno aos valores essenciais que orientam e dão sentido (*) Slow Life: Desacelerar para se reconectar a si mesmo, às pessoas e ao lugar em que se vive. à vida: família, amigos, local onde vivemos, etc. Ao valorizar (**) Texto extraído do “Simplicity and Social Change”, Schuo prazer de viver com delicadeza e sem pressa o nosso cotimacher College (Inglaterra).

“A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro”.

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Prof. Giovanne, Vereador Chiquinho, Profa. Simone e o Diretor Prof. Rogério Primo

Prof. Giovanne Carvalho, Prefeita Elisa Costa e o DiretorGeral Prof. Rogério Primo

A impactante apresentação dos alunos de Educação Física

Quizz Unipac e Sebrae - Criatividade e Sucesso

Unipac/GV atrai grande público na Expoleste 2009

M

Prof. Giovanne, Prof. Rodlon, Profa. Harúzea, Rogério Primo e Profa. Etna

Profa. Alexsandra e alunos de Administração

Grande Movimentação no Stand

Prof. Cláudio, Prof. Danilo, Rogério Primo e alunos - ação curso Farmácia

Alunos da Escola do Sebrae

ais uma vez, a Universidade Presidente Antônio Carlos (Unipac/GV) se fez presente na 12ª Mostra Empresarial do Leste Mineiro (Expoleste), que ocorreu de 9 a 13 de setembro, para apresentar os cursos oferecidos pela instituição. O Quizz foi uma das atrações do estande, que chamou a atenção dos visitantes. Ao participar do jogo, com perguntas de conhecimentos gerais, as pessoas ganhavam brindes como canetas, squeeze e porta-retrato, com fotografia impressa na hora. Somando a participação de alunos da Universidade e da Escola do Sebrae foram quase 600 pessoas desenvolvendo várias ações durante a Feira. “A seriedade do compromisso firmado entre a Universidade e os nossos alunos desperta neles o sentimento de pertencer de fato à instituição”, ressalta o diretor-geral da Unipac/GV, Prof. Ms. Rogério Vieira Primo. Cada curso teve uma participação especial. Um espetáculo à parte ficou por conta de 40 alunos do curso de Educação Física da Unipac/GV, que, devidamente caracterizados com chapéu, coloriram a Feira ao embalo de um samba. O público que passou pelo estande também recebeu sessões de massagens e aplicação de cosméticos pelos alunos dos cursos de Farmácia e Enfermagem. O estande da Unipac/GV também foi palco de ações solidárias. Estudantes do curso de Engenharia de Produção da Unipac/GV fizeram a entrega de pouco mais de uma tonelada de alimentos à Casa de Recuperação Dona Zulmira. E os alunos da Escola do Sebrae também marcaram presença. A participação deles se deu no estande com informações, além de terem orientado os visitantes que participavam do Quizz.

Alunos do Curso de Farmácia e Enfermagem

Prof. Giovanne e Profa. Mariáurea

Futuros empreendedores da Escola do Sebrae, coordenando o Quizz

Os publicitários Éber, Robson e Luís Gustavo

Prof. Humberto, Rogério Primo e alunos entrega solidária - Eng. de Produção Diretor Rogério Primo, Prof. Giovanne e alunos da Escola do Sebrae

Profa. Rosely Oliveira e os alunos do curso de Educação Física

Elaine Cristina e Prof. Paulo

Diretor Rogério Primo e Prof. José Francisco 57


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TURISMO por Paula Greco

Tibau do Sul: Um espetáculo da natureza

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m um país com mais de 7.000 km de litoral, ainda é possível, em pleno século 21, encontrar recantos pouco explorados, praias de beleza selvagem, onde a interferência do homem ainda é pequena, e, sobretudo, respeitosa. Um bom exemplo é o município de Tibau do Sul, no Rio Grande do Norte, uma mistura de paisagens, cores e formas de tirar o fôlego do turista. Esta mistura inclui areias fofas e brancas, conchas, pedras e coqueirais, molhes e recifes. Um pedaço preservado de Mata Atlântica se junta ao rio e ao mar, em contraste com gigantescas falésias que abrigam praias de rara beleza, formando alguns dos mais belos cartões-postais do país. Apesar do perfil de paz e tranqüilidade, o pequeno município – de pouco mais de 6.000 habitantes – é de fácil acesso e fica a cerca

de 80 km da capital, Natal. Desde vans até táxis, o que não faltam são opções de transporte para chegar a essa maravilha natural. O local conhecido e freqüentado, sobretudo, pelos praticantes de esportes como surfe, kitesurf, fliynboat, caiaque e adeptos de outras aventuras ao ar livre, entre passeios de barco, de buggy, de bike, rapel, cavalgadas e caminhadas. Grande parte da orla é Área de Proteção Ambiental (APA), sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema-RN), e é considerada pelo IBAMA como área de extrema importância biológica, prioritária para a conservação da biodiversidade dos mamíferos marinhos. Por isso, em alguns pontos das praias de Tibau é possível observar e até nadar lado a lado com golfinhos.

O AGITO MORA AO LADO Que ninguém vá a Tibau do Sul esperando agito ou noitadas. O negócio lá é sossego e harmonia com a natureza. A cidade encanta pela simplicidade e hospitalidade genuína do seu povo, transformando-se no lugar ideal para se ir com a família ou com os amigos, para se refrescar com uma bebida gelada e provar um peixinho fresco. A praia de Malembá, bela e intocada, é deserta por excelência. Junto ao mar aberto, é reta, com recifes, ondas fracas, areia clara e fofa. Boa para pesca, tem sido muito procurada ultimamente para kitesurf. Outras praias praticamente desertas cultuadas pelos surfistas e turistas de aventura são as do Giz e da Bóia. Já a Lagoa de Guaraíras oferece a possi-


:

bilidade de conhecer os manguezais, os viveiros de camarões, fazer observação de golfinhos na maré alta, ver os pescadores tarrafeando e comer um peixinho frito no ponto de encontro dos pescadores. O cinematográfico pôr-do-sol às margens da lagoa é um deleite para os românticos. Na Cacimbinha, a atração é a vista belíssima do alto das falésias. Areias brancas e fofas, conchas, pedras e dunas, com acesso feito por escadarias. A melhor vista geral da região é parada obrigatória, antes de se chegar a Pipa. Isso mesmo, a “Ibiza” do Nordeste, uma das mais badaladas e agitadas praias brasileiras, é, na verdade, o mais famoso distrito de Tibau do Sul, distante cerca de oito quilômetros da cidade. Em poucos minutos, é possível ir da calmaria à “tempestade”, sem perder a beleza do cenário.

SURPRESA GASTRONÔMICA A proximidade da badalada Praia da Pipa com a supersossegada e quase intacta Tibau do Sul não é a única surpresa local. Na verdade, na faixa de 8km entre os dois locais é que se concentra a estrutura turística da cidade, com pousadas ecologicamente corretas e restaurantes, a maior parte deles primando pela simplicidade e dedicação à culinária regional. E é aí que se destaca uma outra surpresa. Instalado em uma antiga casa de fazenda, o Camamo tem um ambiente aconchegante, romântico e bastante exclusivo. São apenas oito lugares na casa e os privilegiados freqüentadores de cada noite são contemplados com louça inglesa, talheres alemães, taças austríacas, xícaras japonesas e acessórios de design italia-

no. Tudo muito exótico, tal qual a comida do chef pernambucano Tabeu Lubambo, o dono do local, que serve pessoalmente seus clientes, oferecendo-lhes um autêntico “ritual exótico gastronômico”, a começar pelo ambiente onde, apesar do requinte, imperam a descontração e a informalidade. O cardápio é um caso a parte, e inclui drinks exóticos, como caipirosca de flor de cactus, batinga, Marguerita de murici. Os pratos são de impressionar qualquer gourmet. Só para exemplificar, no menu Confiance é possível degustar salada com dois tipos de alface, roquefort, pêra, castanha de caju, a griã o pica nte, balsâmico, mel de engenho, pimenta rosa; Creme de manga gelada com camarões; Ostras gratinadas com gorgonzola, majericão e Contreau; Camarões com fios de alho poró, mel de caju picante, arroz com gengibre, castanha e passas de caju; Blinnis de fiviado de lagosta, coco e cinco especiarias. Para acompanhar, somente o melhor vinho. No mínimo, uma noite inesquecível.

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Marcos Mendes * Marcos Mendes é jornalista, professor da Univale e assessor de comunicação da Câmara Municipal

A “nova” cara do Brasil

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renda dos 10% mais pobres aumentou 34% nos últimos quatro anos. A dos 10% mais ricos, 12,2%. A taxa de desemprego de 7,2% é a mais baixa em 12 anos. O fosso que separa ricos e pobres caiu 9,17% nos últimos 12 anos. A taxa de 1,89 filho por mulher é a mais baixa da história. Em 1940, era de 6,16. Os dados acima fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios (Pnad) divulgada pela imprensa nacional em meados de setembro. Com renda maior, o brasileiro passa a ter mais conforto em casa, e em cada três casas brasileiras uma tem computador e 23,8% têm acesso à internet. O número de lares com PC aumentou 4,7% em 2008, são quase 18 milhões de lares. Porém, a desigualdade digital brasileira ainda é grande. Dos quase 18 milhões de casas com acesso ao computador, 56% está na região sudeste, a região norte tem 17% e a nordeste apenas 15,7%. Do total de residências com computador no país, 23,8% tinham acesso à internet no ano passado. Mas a desigualdade continua: a região sudeste apresenta o maior número de domicílios conectados, com 31,5%, a região sul tem 28,6%, o centro-oeste 23,5%, o nordeste 11,6% e a região norte, 10,6%. Relacionado à telefonia as posições se invertem. A região norte lidera com 49% dos lares que utilizam somente o celular. Na sequência vem a região centro-oeste com 47,7%, a nordeste com 43,9%, a região sul com 40,8% e a sudeste com 29,3%. Os dados revelam que a telefonia fixa está longe dos lares nas regiões mais pobres. Em relação aos serviços básicos o Brasil tinha, em 2008,

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30,3 milhões de domicílios ligados à rede de esgoto, uma participação de 1,4% maior que no ano anterior. Na região norte apenas 9,5% das famílias contam com o serviço, que teve redução de 0,5 % em 2008. A água tratada chega a 83,9% dos lares brasileiros. Já a energia elétrica continuava a ser o serviço público com maior alcance no país com 98,6%. Para manter um novo padrão de vida as famílias brasileiras têm encolhido cada vez mais. A taxa de fecundidade é a menor da história do Brasil. Na década de 90 a taxa era 2,85, em 2008 foi de 1,89 filhos por mulher. Quanto à renda, segundo a PNAD, em 2008, 52% dos brasileiros ganhavam até um salário mínimo e 9,5 milhões de famílias não têm nenhum rendimento ou ganham até um quarto do salário mínimo, o que não chega a R$120,00 mensal. Na educação, 88% das crianças estudam o ensino fundamental na escola pública, assim como 86,5% dos alunos do ensino médio estão matriculados na rede pública. Quanto ao ensino superior, 76,3% de todos os universitários brasileiros são alunos de instituições particulares. Os dados divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE foram levantados até setembro do ano passado, portanto, antes da crise financeira mundial. Naquele cenário a economia brasileira apresentava recordes na criação de empregos, crédito sem restrição e investimentos em todos os setores. Espera-se que a crise não tenha alterado muito os dados apurados no ano passado, porque a desigualdade brasileira é severa e o fosso entre as classes sociais no Brasil ainda permanece abissal.


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REPORTAGEM por Adolpho Campos

O Sucesso das Cooperativas em Valadares AC Credi, Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce, Credicoop, Sicoob Crediriodoce, Unicred e Unimed se unem para o Dia C

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abemos que as cooperativas em Governador Valadares são um caso de sucesso. Todas elas. Sejam de crédito, de produtos agropecuários ou de profissionais da saúde. Agora elas estão se unindo num trabalho de voluntariado, o Dia C - Dia de Cooperar, iniciativa do Sistema OCEMG - SESCOOP/MG, com o apoio das cooperativas de Minas Gerais. O dia 17 de outubro é o Dia C. Trata-se de um conjunto de ações desenvolvidas por uma ou mais cooperativas com o fim de incentivar o envolvimento dos cooperados, colaboradores e familiares em atividades voluntárias na comunidade. Segundo dados da ONU, o Brasil tem, hoje, 40 milhões de voluntários. Com iniciativas como o Dia C, um dia reservado para fazer o bem, em que equipes de voluntários realizarão atividades que ajudem a transformar para melhor a vida das pessoas, o número de voluntários em nossa cidade tende a crescer significativamente.

Parceria da Univale A Univale - Universidade Vale do Rio Doce já desenvolve há algum tempo o projeto Balcão da Cidadania, quando disponibiliza toda uma estrutura para atendimento ao público em geral, com emissão de documentos de identidade, carteira de trabalho, casamentos coletivos e outras ações, envolvendo voluntários. Houve, então, uma proposta para que esse projeto se transformasse em Balcão da Cooperação e Cidadania, envolvendo as Cooperativas de Valadares. A Univale se juntou a um projeto maior, onde o Dia C (17 de outubro) vai ser o 64

início de um conjunto de ações que vai culminar, no dia 24 de outubro com o Balcão da Cooperação e Cidadania. Com isso, Valadares vai contar com uma semana inteira de ações, envolvendo voluntariado.

Cooperativistas do Futuro A reportagem ouviu o Agente de Controle Interno da AC Credi, Tiago Antunes, que é o coordenador da Comissão da Cooperativa. Ele nos falou do projeto Cooperativistas do Futuro, inicialmente desenvolvido pela AC Credi, e que foi incorporado por todas as Cooperativas da cidade, passando a contar, agora, com o apoio do conjunto delas. Segundo ele, nos dias 17 de outubro na Praça dos Pioneiros e 24 de outubro no Unicentro, o projeto Cooperativistas do Futuro, que é coordenado pela Agente Cooperativista Mirian Abelha, vai promover Oficinas de Artes em conjunto com a Casa da Menina, que já faz parte do projeto. Durante a semana, de 17 a 24 de outubro, outro projeto com foco no esporte, e de início adotando o tênis, será desenvolvido com a participação de todas as cooperativas. Esse projeto já tem parceiros importantes como o Clube Aeté, e sua a abrangência inicial são os bairros da região denominada Niterói Valadarense, tais como Vila Isa, São Raimundo etc.

Mais uma vitória Todas essas ações visando o incremento do voluntariado é mais uma vitória das cooperativas de Governador Valadares.


A revista Movimento ouviu diretores das cooperativas

Ivo de Tassis

Essas ações contínuas e auto-sustentáveis são muito mais viáveis quando as cooperativas se unem como agora. E então passa a haver o intercâmbio de recursos, já que cada uma tem ferramentas próprias, peculiares de suas ações.

Guilherme Olinto Rezende

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alamos com o Sr. Guilherme Olinto Rezende, presidente da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce, um entusiasta do projeto: Guilherme destaca a importância de, pela primeira vez, as Cooperativas estarem se unindo para ações conjuntas. Ele espera que isso seja uma postura permanente. Diz que a Cooperativa que preside já firmou parcerias com a Emater, IEF, IBAMA etc. A intenção é focar na questão ambiental. Assim, a Emater, no Dia C, vai instalar tendas na Praça dos Pioneiros para palestras abertas ao público, e vai distribuir sementes, entre outras atividades. Também, no Dia C, se dará a assinatura de protocolo de intenções entre IEF e IBAMA com cerca de 50 produtores rurais, para fornecimento de mudas e insumos, com acompanhamento técnico, visando o reflorestamento. Gilmar Oliveira, gerente geral da Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce, que esteve presente na entrevista de Guilherme, acrescentou que no 17 de outubro, às 8h30, sairá uma carreata do Parque de Exposições com destino à Praça dos Pioneiros, onde se darão as ações do Dia C. Gilmar fala com entusiasmo da adesão ao projeto, das TVs Univale, TV Leste, Inter TV, TV Rio Doce, e das emissoras de rádio da cidade.

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diretor ddministrativo da AC Credi, Ivo Tássis, considera que a importância maior de iniciativa da Ocemg ao criar o Dia C, para nós valadarenses, foi ter demonstrado de forma clara todo o potencial das cooperativas e sua capacidade de se aglutinar, promovendo a intercooperação, que é um dos pilares do cooperativismo. Como Governador Valadares é uma cidadepólo, haverá uma irradiação da força do cooperativismo para cerca de 70 cidades, já que a Cooperativa Agropecuária Vale do Rio Doce atua em 63 localidades, a Sicoob Crediriodoce, em 18 cidades, a AC Credi em 12, etc. Espera-se que, com a criação do Dia C, surjam ações contínuas e autossustentáveis que melhorem as vidas dos pessoas, comenta Ivo, que completa: “Essas ações contínuas e autossustentáveis são muito mais viáveis quando as cooperativas se unem como agora. E então passa a haver o intercâmbio de recursos, já que cada uma tem ferramentas próprias, peculiares de suas ações”.

Silas Dias Costa

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uvimos o diretor financeiro da Sicoob - Crediriodoce, Silas Dias Costa, sobre o Dia C. Silas fala com muito entusiasmo sobre cooperativismo em geral, pois tem consigo a cultura do cooperativismo. Conta-nos que conheceu no Rio Grande do Sul - estado onde, segundo ele, foi criada a 1ª Cooperativa de Crédito do Brasil, em 1902 - um belíssimo programa, “União faz a vida”, que tem um viés educativo e que está, hoje, presente em cerca de 10 mil escolas do estado. Segundo ele, a idéia embutida no programa é provocar a criança e o adolescente para eles próprios tomarem as iniciativas depois de se conscientizarem da importância do cooperativismo, e não simplesmente ensinar cooperativismo. Quando surgiu a iniciativa do Dia C, pensou em formatar algo semelhante, mas havia o problema crucial da falta de tempo para tal. Mas, do seu ponto de vista, esse projeto deve ser retomado. A idéia imediata é que as cooperativas firmem, no Dia C, um protocolo de compromisso de juntas desenvolverem um programa sócio-educacional para a cooperação. Ele aplaude a idéia do programa “Cooperativistas do Futuro”, que deverá ser adotada pelo conjunto das cooperativas, mas quer mais. No campo ambiental, pretende que se faça um acordo entre promotoria do Meio Ambiente, IEF, Supran, Policia Florestal e as entidades representativas do setor rural, para simplificação do processo de regularização ambiental, inclusive da Reserva Legal das propriedades rurais. Nesse mesmo segmento, ele conta que conseguiram a adesão do Consórcio Baguari, que no Dia C vai doar 1.000 mudas para distribuir para a comunidade. 65


Receita

Carne Suíça 6 bifes ½ xícara de chá de farinha de trigo ½ colher de chá cada, de: mangericão, folhas de orégano, folhas de tomilho e sal. ¼ colher de chá cada, de: pimenta (vermelha) em pó, páprica, pimenta 3 colheres de sopa de óleo de açafroa 1 xícara de chá de cogumelos em fatias 1 xícara de chá de pimentão verde em rodelas 1 xícara de chá de cebola em rodelas 2 xícaras de chá de tomates picados ½ xícara de chá de água ½ colher de chá de molho inglês

Modo de Preparo: Peça ao açougueiro para preparar e amaciar os bifes ou bata-os com batedor de carne até ficar fino. Misture a farinha com os temperos e passe os bifes na farinha temperada. Numa frigideira grande aqueça o óleo e doure os bifes. Retire e coloque numa caçarola grande. Refogue os cogumelos, pimentão verde e cebola no óleo. Acrescente o tomate, água e molho inglês. Cozinhe em fogo brando por 5 minutos. Despeje sobre os bifes, tampe e asse em forno pré-aquecido a 180º C por 1 a 1 hora e meia. Retire do forno e sirva com pilaf de arroz.

Bom apetite!

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Revista Movimento - outubro 2009