Page 7

apresentou diretrizes que deveriam ser observadas para a escolha de conteúdos curriculares. Nos anos seguintes, o MEC deu um grande passo ao desenvolver os Parâmetros Curriculares Nacionais e, mais recentemente, o Conselho Nacional de Educação elaborou as Diretrizes Curriculares Nacionais. Nesse mesmo período, diversos estados e municípios desenvolveram e implantaram currículos locais. É a partir dessas ricas e importantes experiências que o Brasil começa agora o processo de construir a sua Base Nacional Comum. O documento – que representa um avanço por ser parte integrante dos currículos de todas as escolas do país e por trazer um detalhamento claro, ano a ano, dos conhecimentos e habilidades que todos os alunos têm o direito de aprender – é entendido como o principal movimento que faltava na política curricular do país. É chegado, afinal, o momento de debater e responder: o que todos os alunos brasileiros precisam e têm o direito de aprender? A hora é agora O Plano Nacional de Educação, aprovado no final de 2014, estabeleceu o prazo legal para a criação do documento: junho de 2016. Para aqueles que estão à frente das salas de aula e redes de ensino, a Base parece ser uma demanda urgente. Mais de 90%, nos dois grupos, concordam que saber o que é esperado que o aluno aprenda a cada ano facilita o trabalho do professor (leia o quadro). Quase 30 anos depois da promulgação da Constituição, o país tem o desafio e a responsabilidade de construir uma Base que ajude a garantir a todos “o pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”.

A base quer a Base Pesquisas mostram que os professores acreditam que ter uma base comum facilita seu trabalho. Gestores também apoiam sua adoção PROFESSORES

93%

concordam que saber o que é esperado que os alunos aprendam a cada ano ajuda o trabalho do professor

74%

concordam que os conhecimentos trabalhados com os alunos de uma mesma série variam muito de uma escola para outra e de um município para outro

82%

concordam que os currículos de todas as escolas do Brasil deveriam ter uma base comum

gestores

98%

concordam que saber o que é esperado que os alunos aprendam a cada ano ajuda o trabalho do professor

74%

concordam que os conhecimentos trabalhados com os alunos de uma mesma série variam muito de uma escola para outra e de um município para outro

87%

concordam que os currículos de todas as escolas deveriam ter uma base comum

Fontes: Pesquisa Conselho de Classe (Ibope e Fundação Lemann, 2014), Pesquisa Consensos e Dissensos (Cenpec e Fundação Lemann, 2014) e consulta a gestores do Fórum Nacional da Undime, 2014.

A Base Comum dará uma meta para todo mundo. Quando você tem um objetivo claro e uma meta a cumprir, fica muito mais fácil você atingir aquilo. Para o professor também. Professora do ensino fundamental, em entrevista para a pesquisa Consensos e Dissensos, Cenpec, 2014

A Construção da Base Nacional Comum do Brasil

(7

A Construção da Base Nacional Comum do Brasil  

Ideias, reflexões e evidências para a criação do documento que definirá o que todos os alunos têm o direito de aprender

A Construção da Base Nacional Comum do Brasil  

Ideias, reflexões e evidências para a criação do documento que definirá o que todos os alunos têm o direito de aprender

Advertisement