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nº 125 Janeiro de 2020

O Batismo é a fonte da vida nova em Cristo, donde jorra toda a vida cristã. (Catecismo da Igreja Católica, § 1254)


CATEQUESES DO PAPA FRANCISCO SOBRE O BATISMO (I) O Batismo é o sacramento, sobre o qual se fundamenta a nossa própria fé e que nos insere como membros vivos, em Cristo e na sua Igreja. Juntamente com a Eucaristia e com a Confirmação, faz parte da chamada «Iniciação cristã», a qual constitui como que um único grande acontecimento sacramental, que nos configura com o Senhor e nos torna um sinal vivo da Sua presença e do Seu amor. 1. Pode surgir em nós uma pergunta: mas o Batismo é realmente necessário para viver como cristãos e seguir Jesus? Não é, no fundo, um simples rito, um ato formal da Igreja, para dar o nome ao menino ou à menina? É uma pergunta que pode surgir. E a este propósito, é esclarecedor quanto escreve o apóstolo Paulo: «Ignorais, porventura, que todos nós, que fomos batizados em Jesus Cristo, fomos batizados na Sua morte? Pelo batismo sepultámo-nos juntamente com Ele, para que, assim como Cristo ressuscitou dos mortos, mediante a glória do Pai, assim caminhemos nós também numa vida nova» (Rom. 6, 3-4). Por conseguinte, o batismo não é uma formalidade! É um ato que diz profundamente respeito à nossa existência. Uma criança batizada ou uma criança não batizada não é a mesma coisa. Uma pessoa batizada ou uma pessoa não batizada não é a mesma coisa. Nós, com o Batismo, somos imersos (mergulhados) naquela fonte inesgotável de vida que é a morte de Jesus, o maior ato de amor de toda a história; e graças a este amor podemos viver uma vida nova, já não à mercê do mal, do pecado e da morte, mas na comunhão com Deus e com os irmãos. Muitos de nós não recordam minimamente a celebração deste Sacramento, e é óbvio, se fomos batizados pouco depois do nascimento. Fiz esta pergunta duas ou três vezes, aqui, na praça: quem de vós conhece a data do próprio Batismo, levante a mão. É importante conhecer o dia no qual eu fui imerso precisamente naquela corrente de salvação de Jesus (continua na próxima página). Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 1


E permito-me dar um conselho. Mas, mais do que um conselho, trata-se de uma tarefa para hoje. Hoje, em casa, procurai, perguntai a data do Batismo e assim sabereis bem o dia tão bonito do Batismo. Conhecer a data do nosso Batismo significa conhecer uma data feliz. Mas o risco de não o conhecer significa perder a memória daquilo que o Senhor fez em nós, a memória do dom que recebemos. Então acabamos por considerá-lo só como um evento que aconteceu no passado — e nem devido à nossa vontade, mas à dos nossos pais — por conseguinte, já não tem incidência alguma sobre o presente. Devemos despertar a memória do nosso Batismo. Somos chamados a viver o nosso Batismo todos os dias, como realidade atual na nossa existência. Se seguimos Jesus e permanecemos na Igreja, mesmo com os nossos limites, com as nossas fragilidades e os nossos pecados, é precisamente graças ao Sacramento no qual nos tornámos novas criaturas e fomos revestidos de Cristo. 2. Com efeito, é em virtude do Batismo que, libertados do pecado original, somos inseridos na relação de Jesus com Deus Pai; que somos portadores de uma esperança nova, porque o Batismo nos dá esta nova esperança: a esperança de percorrer o caminho da salvação, a vida inteira. E esta esperança que nada e ninguém pode desiludir, porque a esperança não dececiona. Recordai-vos: a esperança no Senhor nunca desilude. (…) O Batismo ajuda-nos a reconhecer no rosto dos necessitados, dos sofredores, também do nosso próximo, a face de Jesus. Tudo isto é possível graças à força do Batismo! 3. Um último elemento, que é importante. E faço uma pergunta: uma pessoa pode batizar-se a si mesma? Ninguém pode batizar-se a si mesmo! Ninguém. Podemos pedi-lo, desejá-lo, mas temos sempre a necessidade de alguém que nos confira este Sacramento em nome do Senhor. Porque o Batismo é um dom que é concedido num contexto de solicitude e de partilha fraterna. (…) Na celebração do Batismo podemos reconhecer os traços mais característicos da Igreja, a qual como uma mãe continua a gerar novos filhos em Cristo, na fecundidade do Espírito Santo. Peçamos então de coração ao Senhor podermos para experimentar cada vez mais, na vida diária, esta graça que recebemos com o Batismo. Que os nossos irmãos ao encontrar-nos possam encontrar verdadeiros filhos de Deus, verdadeiros irmãos e irmãs de Jesus Cristo, verdadeiros membros da Igreja. (Praça de São Pedro - Quarta-feira, 8 de Janeiro de 2014)

Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 2


O Batismo, sacramento da Iluminação Também nós um dia fomos apresentados à comunidade. Perguntaram o nosso nome! Também nós um dia fomos oferecidos ao Senhor. Também nós um dia viemos ao Templo. No dia do nosso Batismo! No dia do nosso Batismo foi acesa uma vela. A nossa vida estava iluminada por uma luz especial: Cristo Jesus. O sacerdote disse aos pais e padrinhos: «Recebei a Luz de Cristo (...) A vós, pais e padrinhos, se confia o encargo de velar por esta luz para que os vossos pequeninos, iluminados por Cristo, vivam sempre como filhos das Luz, perseverem na fé e, quando o Senhor vier, possam ir ao seu encontro, com todos os santos, no reino dos Céus»... Somos chamados a iluminar os outros, com os nossos pequenos gestos. Com as nossas pequenas palavras. Levar esta luz aos outros, como Maria, que a levou a todos os homens. Assim como um fósforo, aceso no meio do escuro, é o bastante para quebrar a noite, também um pequeno gesto é suficiente para iluminar a nossa vida e a dos nossos irmãos. Sejamos mensageiros desta luz.

Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 3


Movimento Oásis em Portugal (1958 – 2018) 60 ANOS - 60 TESTEMUNHOS Um Oásis num deserto existencial Era muito jovem ainda, em plena adolescência, aluna de um colégio católico. Questões sobre a vida, o bem e o mal, orientação no percurso escolar com vista a futura carreira, interrogações vocacionais que, fortemente, se me colocavam: era um pouco a encruzilhada que eu vivia, quando o Movimento Oásis chegou ao meu colégio. Recordo que fui aos primeiros encontros. Lembro, com particular encanto, um encontro de fim-de-semana em Fontiscos. Dom Carlos Azevedo e Padre Eleutério eram ainda seminaristas maiores... Já lá vão bastantes anos! Foi mesmo “um oásis” que se me deparou no meu deserto existencial de encruzilhadas, ainda sem direcções! Atraía-me o “SIM” como atitude habitual, à semelhança de Maria, a Mãe de Jesus, a “Ancilla Domini”. Comprometi-me no Movimento, pouco depois desse “Encontro” decisivo, em Fontiscos. Fiz o meu compromisso de Pureza e de Serviço. Não foram muitos os anos em que frequentei o Oásis, pois Jesus atraía-me fortemente, e eu tinha pressa de me entregar a Ele. Nesta caminhada vocacional, o Oásis foi mesmo uma fonte de água para a minha sede e um lugar de repouso nesse “meio-dia” escaldante. Hoje, monja Carmelita Descalça desde há 38 anos, olho com muita gratidão e esperança para o Oásis. Sinto a minha vida cheia da Graça de Deus, que não olhou à miséria da Sua serva. Tudo o que foi bom é do Senhor! Ele é a minha felicidade perfeita e alegra, sem cessar, a minha vida! Irmã Vera Maria de Jesus

Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 4


Exortação Apostólica Pós-Sinodal "Christus vivit" Do Papa Francisco Dirigida aos jovens e a todo o Povo de Deus Oitavo capítulo: «A vocação» «O ponto fundamental é discernir e descobrir que aquilo que Jesus quer de cada jovem é, antes de tudo, a sua amizade» (250). A vocação missionária tem a ver com o nosso serviço aos outros. «Com efeito, a nossa vida na terra atinge a sua plenitude, quando se transforma em oferta» (254). «Para realizar a própria vocação, é necessário desenvolver-se, fazer germinar e crescer tudo aquilo que uma pessoa é. Não se trata de inventar-se, criar-se a si mesmo do nada, mas descobrir-se a si mesmo à luz de Deus e fazer florescer o próprio ser» (257). E este “ser para os outros” na vida de cada jovem está relacionado com duas questões fundamentais: a formação duma nova família e o trabalho» (258). No que diz respeito ao «amor e à família», o Papa escreve que os «jovens sentem fortemente o chamamento ao amor e sonham encontrar a pessoa certa com quem formar uma família» (259), e o sacramento do matrimónio «corrobora este amor com a graça de Deus, arraigando-o no próprio Deus» (260). Deus criou-nos sexuados. Ele próprio criou a sexualidade, que é um presente maravilhoso e, portanto, sem tabus. É um dom que o Senhor nos dá. «E fá-lo com dois propósitos: amar-se e gerar vida. É uma paixão… O verdadeiro amor é apaixonado» (261). Francisco observa que «o aumento de separações, divórcios… pode causar grandes sofrimentos e crises de identidade nos jovens. Por vezes, têm de assumir responsabilidades desproporcionadas para a sua idade» (262). Apesar de todas as dificuldades, o Papa diz aos jovens: “vale a pena apostar na família e nela encontrareis os melhores estímulos para amadurecer e as mais belas alegrias para partilhar. Não deixeis que vos roubem a possibilidade de amar a sério» (263). «Julgar que nada pode ser definitivo é um engano e uma mentira... peço-vos para serdes revolucionários, peço-vos para irdes contracorrente» (264). No que diz respeito ao trabalho, o Papa escreve: «Peço aos jovens que não esperem viver sem trabalhar, dependendo da ajuda doutros. Isto não faz bem, porque «o trabalho é uma necessidade, faz parte do sentido da vida nesta terra, é caminho de maturação, desenvolvimento humano e realização pessoal. Neste sentido, ajudar os pobres com o dinheiro deve ser sempre um remédio provisório para enfrentar emergências» (269). E depois de notar como no mundo do trabalho os jovens experimentam formas de exclusão e marginalização (270), afirma a propósito do desemprego juvenil: «É uma questão… que a política deve considerar como prioritária, sobretudo hoje que a velocidade dos avanços tecnológicos, aliada à obsessão de reduzir os custos laborais, pode levar rapidamente à substituição de inúmeros postos de trabalho por máquinas» (271). E aos jovens diz: «É verdade que não podes viver sem trabalhar e que, às vezes, tens de aceitar o que encontras, mas nunca renuncies aos teus sonhos, nunca enterres definitivamente uma vocação, nunca te dês por vencido» (272). Francisco conclui este capítulo falando das "vocações a uma consagração especial". «No discernimento duma vocação, não se deve excluir a possibilidade de consagrar-se a Deus… Porquê excluí-lo? Podes ter a certeza de que, se reconheceres um chamamento de Deus e o seguires, será isso que dará plenitude à tua vida» (276). Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 5


Baptizados em Cristo, Chamados à Santidade! Escolhidos na Oração, Gerados na Cruz e Animados pelo Espírito Santo! (Apresentamos uma síntese da reflexão feita pelo Pe Sérgio no Encontro de Animadores a 14 de Setembro de 2019) 3. ANIMADOS PELO ESPÍRITO (Act 2,1-13) Facilmente compreendemos o alcance desta expressão com as palavras do Papa Francisco. Na verdade, no capítulo V da Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, o Papa escolhe como título Evangelizadores com Espírito, para falar da necessidade de sermos homens e mulheres que cheios do Espírito Santo, temos a ousadia de sairmos de nós mesmos para ir ao encontro dos outros, para que todos cheguem ao totalmente Outro que dá sentido à nossa existência. Afirma o Papa: «Evangelizadores com espírito quer dizer evangelizadores que se abrem sem medo à acção do Espírito Santo. No Pentecostes, o Espírito faz os Apóstolos saírem de si mesmos e transforma-os em anunciadores das maravilhas de Deus, que cada um começa a entender na própria língua. Além disso, o Espírito Santo infunde a força para anunciar a novidade do Evangelho com ousadia (parresia), em voz alta e em todo o tempo e lugar, mesmo contra-corrente. Invoquemo-Lo hoje, bem apoiados na oração, sem a qual toda a acção corre o risco de ficar vã e o anúncio, no fim de contas, carece de alma. Jesus quer evangelizadores que anunciem a Boa Nova, não só com palavras mas sobretudo com uma vida transfigurada pela presença de Deus» (EG 259). Não podemos partir ao encontro do outro, sem a certeza de que o Espírito Santo é o grande protagonista da missão que temos de realizar. Como seria diferente a nossa acção se vivêssemos, com verdade, esta certeza. O Espírito haveria de conduzir a nossa acção, moldar a nossa vida, estar presente nas nossas palavras e a nossa missão haveria de ser o ecoar no mundo do amor e da misericórdia de Deus. Na força do Espírito alegramo-nos porque somos pertença de um Povo que vive animado pelo mesmo Espírito e na diversidade de ministérios e carismas, vivemos a alegria da unidade e da comunhão. O animador, que vive iluminado pelo Espírito Santo, acompanha e escuta as dificuldades, sonhos e esperanças. O animador que se deixa guiar pelo Espírito Santo é aquele que descobre a alegria no acolhimento total e generoso, acompanhando cada um como é e como o Senhor o chama a ser e não como eu gostaria que ele fosse. «Os mesmos jovens descreveram-nos as características que esperam encontrar num acompanhador; e fizeram-no muito claramente. «Estes guias deveriam possuir algumas qualidades: ser um cristão fiel comprometido na Igreja e no mundo; uma tensão contínua para a santidade; não julgar, mas cuidar; escutar activamente as necessidades dos jovens; responder com gentileza; conhecer-se; saber reconhecer os seus limites; conhecer as alegrias e as tribulações da vida espiritual. Uma qualidade de primária grandeza é saber reconhecer-se humano e capaz de cometer erros: não perfeitos, mas pecadores perdoados. (continua na próxima página). Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 6


Acontece frequentemente que os guias são colocados num pedestal e por isso, quando caem, provocam um impacto devastador na capacidade que os jovens têm de se comprometer na Igreja. Os guias não deveriam levar os jovens a serem seguidores passivos, mas sim a caminhar ao seu lado, deixando-os ser os protagonistas do seu próprio caminho. Deveriam respeitar a liberdade do processo de discernimento de um jovem, fornecendo-lhe os instrumentos para realizar adequadamente este processo. Um guia deveria confiar sinceramente na capacidade que tem cada jovem de participar na vida da Igreja. Por isso, um guia deveria cultivar as sementes da fé nos jovens, sem pressa de ver os frutos do trabalho que vem do Espírito Santo. Este papel não deveria ser circunscrito aos presbíteros e aos religiosos, mas também o laicado deveria poder exercê-lo. Todos estes guias deveriam poder beneficiar duma boa formação permanente» (CV 246). Contudo, uma boa síntese aparece no número 211: «A linguagem que os jovens entendem é a de quantos dão a vida, a daqueles que estão ali por eles e para eles, e a de quem, apesar das suas limitações e fraquezas, se esforça por viver coerentemente a sua fé». Por isso, para mim, paradigmática é a passagem dos discípulos de Emaús. Acompanhar para Jesus e com Jesus é ser capaz de acolher as suas desilusões, alegrias e esperanças e iluminá-las com a Palavra, aquecer-lhes o coração com a Eucaristia e enviá-los em missão na certeza de que Deus os ama incondicionalmente e conta com eles para a sua obra de amor. Deste modo, o animador que vive guiado e iluminado pelo Espírito Santo é óptimo fermento, amando o mundo pelo qual Jesus deu a vida. Como dizia o Padre Rotondi: «o mundo amado apaixonadamente por Deus não pode deixar de ser amado por nós», por isso, devemos amar o mundo, as pessoas, aqueles que se encontram connosco na estrada da vida e amar aqueles que Deus ama, privilegiar aqueles que Deus privilegia e a todos conduzir para o coração de Deus. Deste modo, poderemos oferecer a este mundo tantas vezes árido, a frescura do Evangelho, do amor de Jesus e ser lugar e tempo de amizade para quantos nos encontram. Por isso, ser animador é transforma-se em Oásis e ser lugar onde Jesus pode reclinar a cabeça. Assim dizia Padre Rotondi, que falava do Oásis como uma nova Betânia, lugar de amizade onde Jesus pode descansar e onde aqueles que são presença de Jesus pode encontrar refúgio, conforto e esperança: «a palavra Oásis começou a significar para mim uma realidade de pessoas que se oferecem como “lugar onde Jesus pode reclinar a cabeça”» (Padre Rotondi). Queremos ser Oásis, queremos fazer florir os desertos deste mundo, queremos oferecer a água fresca do Evangelho e para isso, queremos ser Betânia, isto é, lugares de amizade, onde cada um se sabe e sente amado, não obstante o seu passado, os seus pecados, a sua história, o seu contexto… Saber-nos amados sem nos julgarem mas disponíveis para nos acompanharem. Alguém me dizia há pouco tempo: preciso de falar contigo porque és o único que não se vai andar a preocupar com o que eu fiz e porque fiz, mas como posso sair desta situação. (continua na próxima página). Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 7


Deste modo, ser animador é abraçar a radicalidade da proposta evangélica e, por isso, como diz Padre Rotondi: Irmão, deves amar assim! Deves amar sem colocar limites ao teu amor: - Sem limite de tempo: amar sempre. - Sem limites de quantidade: amar totalmente. - Sem limite de espaço: amar em toda a parte. - Sem limite de pessoas: amar a todos. Está aqui a radicalidade da revolução cristã! Aqui nos situamos como animadores e aqui nos sentimos sempre no princípio, pois somos pequenos, frágeis e todos juntos a caminho. Podem dizer que falta aqui a perspectiva vocacional assim dita claramente, contudo, ela esteve sempre presente, pois todo aquele que assim agir há-de testemunhar a alegria de servir por amor e descobrir o projecto do amor de Deus. Contudo, termino com um belíssimo texto de padre Rotondi que quero partilhar convosco: «Tu és um sonho do amor de Deus. Deus pensou-te desde toda a eternidade. Quis que tu percorresses a aventura da tua existência precisamente agora, precisamente aqui: neste ponto em particular da terra, neste momento inquietante e promissor da história humana. Porquê? Eis a resposta: existe um plano de Deus para ti e é certamente um plano de plenitude e alegria. Mas tu deverás procurá-lo pacientemente, tenazmente, com ardor, ao longo do arco de toda a tua vida. Descobrir as directrizes do plano de Deus sobre nós, procurar a nossa vocação pessoal: saber o que Ele quer que tu sejas, onde Ele quer que tu estejas, aquilo que Ele quer que tu faças; momento após momento, estando tu convencido que não existe desafio mais sério e propósito mais entusiasmante do que este. É este um aspecto do nosso empenho existencial. Depois, sabemos, vem a actuação, o crescimento, o florescer, o frutificar, e – Deus o queira – o multiplicar-se da planta que cada um de nós é no campo de Deus, para glória Dele» (Padre Rotondi). Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 8


FESTA DE NATAL CASAIS OÁSIS “SEMENTE” E foi no Domingo da Epifania do Senhor, 05 de janeiro, que chegou mais um momento muito especial da agenda deste ano pastoral do Grupo de Casais Oásis-Semente. A Festa de Natal da Família Casais Oásis Semente faz parte do nosso caminho… Individual, em casal, em família, em grupo de casais, em Movimento Oásis, em Diocese, em Igreja, “como os ramos da videira”. A nossa Festa de Natal é sempre um dia fantástico… As famílias foram chegando, pelas 16 h, à nossa casa para colocar a conversa em dia e para preparar a celebração que teve início às 18 h e foi presidida pelo nosso Pe. Araújo. Estava um final de tarde agradável e o pôr do sol foi lindo, recebendo em beleza a família que chegava. Como sempre, cada Casal fez-se acompanhar dos filhos que puderam vir (com os respetivos instrumentos musicais) para preparar e animar a celebração da eucaristia (vozes bem cuidadas para melhor celebrarmos); de uma pequena prenda para cada filhote; de uma prenda simbólica para a troca de prendas dos casais; de iguarias e especialidades natalícias de cada família para partilhar no lanche ajantarado; de boa disposição e de muita alegria para celebrar e repartir neste tempo em que ainda se celebra a Festa do Nascimento de Jesus.Os filhos, mesmo os que já assumiram as suas próprias vocações (e alguns também vieram), já sabem que são sempre convidados e interpelados a festejar connosco esta profunda e íntima partilha que também celebra o que nos une ao longo de todos estes anos: o Amor por Jesus, pelo Oásis e uns pelos outros… Como dizia um deles: “é muito bom poder voltar às raízes e sentirmo-nos em casa no regaço desta enorme família”. (continua na próxima página). Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 9


A celebração foi um momento único… Simultaneamente, muito universal e muito nossa e personalizada na oração universal e no ofertório por famílias, com um símbolo e uma intenção para o novo ano. Desde o acolhimento “Vem Senhor Jesus. Maranatha, maranatha!”, da apresentação dos dons “Nas tuas mãos, Senhor, Eu ponho a minha vida”, da comunhão “És alimento para a nossa caminhada” e do envio “Alegrem-se os céus e a terra / Cantemos com alegria | Já nasceu o Deus Menino / Filho da Virgem Maria”… foi um recarregar de energias e um ir à fonte beber da Água Viva. Que o menino que (re)nasce nos traga a alegria para sermos felizes e fazermos os outros felizes em cada momento deste novo ano de 2020! Matilde e Fernando

Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 10


Testemunho 1 Nos dias 18 a 20 de dezembro de 2019 realizou-se um encontro de preparação para o crisma. Participaram 45 jovens das paróquias de Ermesinde e do Santíssimo Sacramento, do Porto. Refletimos e celebrámos os sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação. Abordámos ainda o sacramento do Batismo e o mistério da Encarnação. O encontro iniciou com um jogo de apresentação, para nos conhecermos melhor e de seguida, em grupo, realizamos uma atividade, com a finalidade de percebermos a importância do batismo e o que ele significa na nossa vida. Terminámos o dia com a oração da noite, o gesto de lavarmos a cara, como simbolo do batismo e de nos olharmos ao espelho, como se estivessemos a ver o nosso “eu, puro”. Isto ajudou-nos a refletir sobre o nosso ser batizados. No dia seguinte refletimos sobre o pecado, o perdão e o sacramento da reconciliação com a ajuda do padre Vasco. Celebramos o sacramento da reconciliação e vivemo-lo com maior profundidade. A Irma Maria Amélia, ajudou-nos a refletir sobre a importância do Natal e sobre o valor da nossa caminhada e das nossas escolhas. Cada grupo preparou uma atividade mais lúdica para comunicar o que tinham vivido durante o dia, pudemos “reviver” o nosso batismo, procurando entender a seriedade do acontecimento. No último dia, refletimos sobre a Eucaristia. Fomos alertados para a importância de celebrarmos este sacramento para vivermos como cristãos. Terminámos com a celebração da Eucaristia, no final recebemos o “coração”, que nos acompanhou todo o fim de semana, para escrevermos nele as palavras ou frases que mais nos tocaram para ao relê-las possamos viver o que nos tocou neste encontro. De salientar que na abordagem dos diferentes temas foram usadas estratégias diversificadas como vídeos, cânticos Símbolos, jogos… Partimos mais conscientes de que ser cristão é algo que nos compromete e deve orientar as nossas decisões e as nossas escolhas. Grupo Ermesinde Matriz

Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 11


Testemunho 2 Neste retiro (18 a 20 de dezembro 2019) alguns de nós foram como uma folha branca para ser preenchida, enquanto outros foram com a esperança de ter um momento de encontro e aproximação com Deus.

De entre todos os momentos que tivemos a oportunidade de experienciar, os mais marcantes para o grupo foram o sacramento da reconciliação visto que este nos permitiu refletir sobre as nossas falhas e sobre o que poderemos fazer para as melhorar. Outro momento que também nos marcou, foi tudo aquilo que nós fomos colhendo sobre o Batismo, através dos testemunhos reais que nos foram proporcionados. Concluindo, achamos que as nossas expectativas foram superadas e mais uma vez todas as pessoas do Oásis fizeram o melhor para nos proporcionar o melhor retiro possível e um fim de semana incrível. Grupo “Deus até ao fim” Paróquia de Avintes Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 12


Testemunho 3 Olá somos o grupo do 10º ano de Vale de Cambra e queremos contar-vos a nossa experiência no Oásis. Nos dia 3, 4 e 5 de janeiro, tivemos a oportunidade de experienciar um fim de semana cheio de emoções. O tema do nosso retiro foi o batismo. Descobrimos que não é só um acontecimento da nossa história mas uma escolha para a vida, na qual devemos ter orgulho, e procurar levar connosco no nosso dia a dia. Fomos acolhidos com o maior dos carinhos e sem dúvida que podemos dizer que nos sentimos em casa. Adoramos as orações, os animadores, as dinâmicas, as reflexões, os nossos grupos, a convivência e… a comida! Voltaremos! 10 ano de Vila Chã (Vale de Cambra)

Crescer on-line - Janeiro de 2020 - Página nº 13


Encontro de animadores Foi entre sorrisos rasgados e muitos abraços que fomos acolhendo cada um e cada uma que chegava… estavamos ainda a celebrar a entrada no novo ano, com muita vontade de celebrar a alegria do encontro, da amizade e de caminhar no “Serviço por Amor”. Iniciamos o Encontro de Animadores (11 de janeiro de 2020) com um momento de oração. Com as palavras do evangelista São Mateus recordamos o batismo de Jesus e as palavras do Pai, vindas do Céu «este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência». Fomos convidados a recordar o dia do nosso batismo. Dia em que fomos enxertados na videira que é Cristo. Simbolicamente colocamos uma vela numa videira com a data do nosso batismo, sendo chamados a recordar e comemorar assim esta data tão significativa. Posteriormente, ajudados pelo padre Cláudio, fizemos uma reflexão sobre o ritual do batismo. Cada um dos elementos que o constituem foi muito bem explanado e exemplificado. Esta reflexão sobre o ritual foi enriquecida com alguns excertos de textos do Padre Rotondi que nos recentraram no essencial do nosso batismo: «Qual é de facto a meta a que devemos queremos - atingir? Deus: o Santo, a Santidade. Essa por um lado - enquanto” dom” gratuito, graça santificante diz respeito ao nosso ”ser” e que recebemos no momento do batismo consiste na união do Pai, através da identificação com Cristo, no/por obra do Espírito Santo que nos convoca e nos Faz Igreja; por outro - enquanto é “ conquista” que diz respeito ao nosso “viver”- consiste no esforço que cada um deve fazer, com a graça atual, com a ajuda divina.» (Cartas Simples, Vol 12). Ouvimos também o testemunho de um casal da equipa de batismos de uma paróquia que partilhou o trabalho que desenvolvem no sentido de ajudar a formar os pais e padrinhos neste caminho de consciencialização e valorização do Sacramento. Foi à volta da mesa que encerramos o encontro, com o propósito de valorizarmos o nosso batismo vivendo e agindo nos meios onde nos movemos como verdadeiros batizados. Antónia Moreira

Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com Crescer on-line - Maiol de 2019 - Página nº 1

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Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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