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nº 124 Dezembro de 2019

“Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da Encarnação do Filho de Deus.” Papa Francisco


PALAVRA DO FUNDADOR

Natal: nascimento de Jesus Porque é que Deus encarnou? “Porque é que os céus se abriram e, do seio do eterno Pai, uma palavra omnipotente entrou no mundo, assumiu um rosto, uma alma, um corpo, um nome de homem, superando, assim, a infinita distância e estabelecendo uma união indissolúvel entre o humano e o divino?” A verdadeira resposta pode vir-nos daquele sinal luminoso. É verdade que nós, reflectindo sobre a economia geral do criado e chegando a descobrir o seu sentido profundo, podemos pressentir a razão que moveu Deus a realizar a sua obra suprema: a Encarnação. Mas, uma coisa é pressentir; outra é saber com certeza; outra é compreender. Só a ‘revelação’ nos diz que Deus não é apenas um ser perfeitíssimo; não é apenas a mente suprema, a causa primeira (e isto afirmam filósofos e místicos, mesmo fora do cristianismo) mas é - como afirma São João – o infinito Amor. É difícil falar acerca disto. O amor é acto de vontade. Esta, na realidade concreta do mistério trinitário, termina no Espírito Santo: n’Ele, de facto, Deus quer tudo. Quando dizemos que Deus encarnou do Espírito Santo – e traduzimos: por obra do Espírito Santo - queremos afirmar que foi o Amor o motivo supremo da encarnação… Podemos dizer que a natureza de Deus é Amor, porque isto é bondade, querida e dada. Ora, ao Sumo Bem é essencial que se comunique a si mesmo de um modo extraordinário. Como se comunica isto num máximo grau? No facto de que Ele ‘assume uma natureza criada, de tal modo que numa só pessoa se unem estas três realidades: o Verbo, a alma e o corpo. ‘Encarnou por obra do Espírito Santo’: encarnou, fez-se homem, deu-se em Amor: o eterno e insaciável Amor. (Ascolta si fa sera, pág. 69-70)

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Baptizados em Cristo, Chamados à Santidade! Escolhidos na Oração, Gerados na Cruz e Animados pelo Espírito Santo! 2. Gerados na Cruz (Jo 13, 1-20; 19, 31-37) (Apresentamos uma síntese da reflexão feita pelo Pe Sérgio no Encontro de Animadores a 14 de Setembro de 2019) (Continuação do número anterior) «Fixa os braços abertos de Cristo crucificado, deixa-te salvar sempre de novo. E quando te aproximares para confessar os teus pecados, crê firmemente na sua misericórdia que te liberta de toda a culpa. Contempla o seu sangue derramado pelo grande amor que te tem e deixa-te purificar por ele. Assim, poderás renascer sempre de novo» (CV 123). Contemplar Jesus Crucificado e todo o mistério da Sua Paixão, Morte e Ressurreição sintoniza-nos com o mistério central da nossa fé. Por isso, afirmava o Papa Bento XVI na Encíclica Deus é amor:”A verdadeira novidade do Novo Testamento não reside em novas ideias, mas na própria figura de Cristo, que dá carne e sangue aos conceitos — um incrível realismo. Já no Antigo Testamento a novidade bíblica não consistia simplesmente em noções abstratas, mas na acção imprevisível e, de certa forma, inaudita de Deus.

Esta acção de Deus ganha agora a sua forma dramática devido ao facto de que, em Jesus Cristo, o próprio Deus vai atrás da «ovelha perdida», a humanidade sofredora e transviada. Quando Jesus fala, nas suas parábolas, do pastor que vai atrás da ovelha perdida, da mulher que procura a dracma, do pai que sai ao encontro do filho pródigo e o abraça, não se trata apenas de palavras, mas constituem a explicação do seu próprio ser e agir. Na sua morte de cruz, cumpre-se aquele virar-se de Deus contra Si próprio, com o qual Ele Se entrega para levantar o homem e salvá-lo — o amor na sua forma mais radical. O olhar fixo no lado trespassado de Cristo, de que fala João (cf. 19, 37), compreende o que serviu de ponto de partida a esta Carta Encíclica: «Deus é amor» (1 Jo 4, 8). É lá que esta verdade pode ser contemplada. E começando de lá, pretende-se agora definir em que consiste o amor. A partir daquele olhar, o cristão encontra o caminho do seu viver e amar” (DCE 12). A contemplação do crucificado, manifesta que o serviço por amor é tanto mais verdadeiro quanto mais for marcado por gestos concretos e audazes que anunciam a verdade das nossas palavras. A Cruz de Cristo é a manifestação do amor na sua expressão mais radical. Jesus concretiza de modo radical, na Sua vida, aquilo que as Suas palavras anunciam. Contemplar a Cruz de Jesus, lugar onde fomos gerados e regenerados, pois do lado aberto de Cristo na Cruz, brotou sangue e água, que desde a teologia dos Padres da Igreja é entendida como a Igreja e os Sacramentos. Fomos gerados e regenerados na Cruz e contemplando a entrega generosa de Jesus, tomamos consciência que o animador testemunha o Serviço por Amor com um coração humilde. Jesus é o Servo da Humanidade que disse claramente aos Seus discípulos: «Sabeis como aqueles que são considerados governantes das nações fazem sentir a sua autoridade sobre elas, e como os grandes exercem o seu poder. (»»»»»»)

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Não deve ser assim entre vós. Quem quiser ser grande entre vós, faça-se vosso servo e quem quiser ser o primeiro entre vós, faça-se o servo de todos. Pois também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por todos» (Mc 10,42-45). Este serviço humilde, generoso e disponível que contemplamos em Jesus é aquele que devemos exercitar e colocar em prática. Podem perguntar-me, mas porquê um modelo tão exigente? Porque essa será a garantia de que estaremos sempre a caminho, de que nunca nos daremos por satisfeitos, querendo sempre fazer mais e melhor, imitando Aquele que será sempre inimitável mas que é a condição de possibilidade para sermos aquilo que Ele nos chama a ser. Como este serviço humilde e por amor que nasce do mistério da Cruz de Jesus tem tantas implicações práticas e concretas na nossa vida de animadores. Acolher com total disponibilidade, sem julgar o outro, mas colhendo-o como é. Quantas vezes já olhamos para o nosso grupo de catequese, de jovens, de encontro no oásis e já pensamos: se aquele tivesse ficado em casa, é que ele estava bem. Porque é que ele veio. Estava um grupinho tão jeitoso e veio este… estes pensamentos não são de Deus, são do diabo e, por isso, é necessário exorciza-los. E depois, tomar consciência que é precisamente esse que és chamado a amar de modo preferencial, esse é que precisa mais do teu amor. Estar disponível para escutar, acompanhar sem julgar, mas servindo como Aquele que se fez servo humilde obedecendo até à morte e morte de Cruz. Por isso, o animador acolhe o outro com disponibilidade, conduzindo-o a Jesus. O nosso serviço há-de ser humilde como o de João Baptista que veio para que ele cresça e ele diminua, que aponta o Cordeiro de Deus e não teme que o abandonem para O seguir.

Quando pensamos um encontro, um tema, uma animação, quando temos um gesto de proximidade, de encontro, de atenção, deve ser sempre moldado por este serviço humilde que conduz a Jesus e que uma vez afastados, aquele com quem nos cruzamos possa viver por Ele próprio uma vida de intimidade com Jesus. Um outro aspecto fundamental que contemplamos na Cruz de Cristo é o Seu dar-se todo, totalmente, até ao fim, generosamente. Este é um caminho muito exigente para nós. Temos muitas coisas para fazer, temos bons e válidos motivos para dizer que não. Num curso, se estamos, estamos a tempo inteiro: colaboramos nas mais diversas actividades, estamos, escutamos, acompanhamos, mesmo que não seja a nossa tarefa. O verdadeiro serviço por amor antecipa-se ao outro, não espera que nos peçam mas generosamente se dá para que o mundo seja um lugar melhor. Padre Rotondi diz: «Empenha-te a fundo naquilo que fazes, ainda que seja uma insignificância, para te habituares ao dever: aquilo que fazes, fá-lo bem, fá-lo com amor, como se sempre, em cada momento, devesses apresenta-lo a Jesus e dar-lhe contas só a Ele. Faz tudo como se tudo dependesse de ti e depois deixa a Deus o sucesso como se tudo dependesse Dele». Este empenho há-de ser a garantia de um verdadeiro serviço por amor, fiel a Jesus e aos desafios que Ele nos lança. Não consigo terminar este apartado sobre a contemplação da Cruz de Jesus sem a referência tão bela e única de padre Rotondi dobre a virtude da contentabilidade. O que diz Padre Rotondi sobre isto: «Contentar-se e contentar. Duas palavras que têm, sem duvida, contribuído para introduzir no clima de um amor efectivo quantos querem servir. Aqueles que querem amar verdadeiramente devem contentar-se sempre com aquilo que os outros dão e deve fazer todo o possível por contentar os outros sempre. Aqueles que amam verdadeiramente aceitam de bom grado aquilo que lhe oferecem, dão generosamente aquilo que se lhes pede. Mais ainda, consideram sempre demasiado aquilo que exigem e consideram sempre pouco aquilo que dão» (Trenta colloqui, p. 159). (Continua no próximo número)

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Exortação Apostólica Pós-Sinodal "Christus vivit" Do Papa Francisco Dirigida aos jovens e a todo o Povo de Deus Sétimo capítulo: «A Pastoral dos Jovens»

O Papa explica que a pastoral juvenil foi abalroada pelas mudanças sociais e culturais e os jovens não encontram resposta para as suas inquietações, necessidades, problemas e feridas» (202). Os próprios jovens «são agentes da pastoral juvenil, acompanhados e orientados mas livres para encontrar caminhos sempre novos, com criatividade e ousadia». Por conseguinte, «trata-se de mobilizar a sagacidade, o engenho e o conhecimento que os próprios jovens têm da sensibilidade, linguagem e problemáticas dos outros jovens» (203). A pastoral juvenil precisa de adquirir outra flexibilidade, «convidando os jovens para acontecimentos que, de vez em quando, lhes proporcionem um espaço onde não só recebam uma formação, mas lhes permitam também compartilhar a vida, festejar, cantar, escutar testemunhos concretos e experimentar o encontro comunitário com o Deus vivo» (204). A pastoral juvenil só pode ser sinodal, isto é, capaz de dar forma a um "caminhar juntos", mediante um dinamismo de corresponsabilidade. A pastoral juvenil implica duas grande linhas de ação: a primeira é a busca, a segunda é o crescimento. Para a primeira, Francisco confia na capacidade dos próprios jovens de «encontrar os caminhos atraentes para convidar»: «devemos apenas estimular os jovens e dar-lhes liberdade de ação». No que diz respeito ao crescimento, Francisco chama a atenção de propor aos jovens tocados por uma experiência intensa de Deus «encontros de “formação” » (212). Mas isso não chega. Qualquer projeto formativo «deve, certamente, incluir uma formação doutrinal e moral». De igual modo é importante que «estejam centrados» sobre o querigma, isto é «a experiência fundante do encontro com Deus através de Cristo morto e ressuscitado», e sobre o crescimento «no amor fraterno, na vida comunitária, no serviço» (213). Por isso, «a pastoral juvenil deveria incluir sempre momentos que ajudem a renovar e aprofundar a experiência pessoal do amor de Deus e de Jesus Cristo vivo» (214). E deve ajudar os jovens a «crescer na fraternidade, viver como irmãos, auxiliar-se mutuamente, criar comunidade, servir os outros, aproximar-se dos pobres» (215). As instituições da Igreja devem tornar-se, portanto «ambientes adequados», desenvolvendo «a capacidade de acolhimento cordial»: «Nas nossas instituições devemos oferecer lugares que eles possam gerir a seu gosto, com a possibilidade de entrar e sair livremente, lugares que os acolham e onde lhes seja possível encontrar-se, espontânea e confiadamente, com outros jovens tanto nos momentos de sofrimento ou de tédio como quando desejam festejar as suas alegrias» (218). Francisco descreve então «a pastoral das instituições educacionais», afirmando que a escola «precisa duma urgente autocrítica». (»»»»»)

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E recorda que «há escolas católicas que parecem ser organizadas somente para conservar o existente…A escola transformada num “bunker”, que protege dos erros “de fora”: tal é a caricatura desta tendência». Quando os jovens saem advertem «um desfasamento insanável entre o que lhes ensinaram e o mundo onde lhes cabe viver». Na realidade, «uma das maiores alegrias dum educador é ver um aluno constituir-se como uma pessoa forte, integrada, protagonista e capaz de se doar» (221). Não se pode separar a formação espiritual da formação cultural: «Eis a vossa tarefa: responder aos estribilhos paralisantes do consumismo cultural com escolhas dinâmicas e fortes, com a investigação, o conhecimento e a partilha» (223). Entre as «áreas de desenvolvimento pastoral », o Papa indica as «expressões artísticas» (226), a «prática desportiva» (227), e o compromisso pela salvaguarda do meio ambiente (228). Serve «uma pastoral juvenil popular», «mais ampla e flexível que estimula, nos distintos lugares onde se movem concretamente os jovens, as lideranças naturais e os carismas que o Espírito Santo já semeou entre eles. Trata-se, antes de mais nada, de não colocar tantos obstáculos, normas, controles e enquadramentos obrigatórios aos jovens crentes que são líderes naturais nos bairros e nos diferentes ambientes. Devemos limitar-nos a acompanhá-los e estimulá-los» (230). Pretendendo «uma pastoral juvenil asséptica, pura, caracterizada por ideias abstratas, afastada do mundo e preservada de toda a mancha, reduzimos o Evangelho a uma proposta insípida, incompreensível, distante, separada das culturas juvenis e adaptada só a uma elite juvenil cristã que se sente diferente, mas na verdade flutua num isolamento sem vida nem fecundidade» (232). Francisco convida a ser «uma Igreja com as portas abertas. Não é necessário sequer que uma pessoa aceite completamente todos os ensinamentos da Igreja para poder participar em alguns dos nossos espaços dedicados aos jovens» (234): «deve haver espaço também para «todos aqueles que têm outras visões da vida, professam outras crenças ou se declaram alheios ao horizonte religioso» (235). O ícone desta abordagem é-nos oferecido pelo episódio evangélico dos discípulos de Emaús: Jesus interroga-os, escuta-os com paciência, ajuda-os a reconhecer o que estão a viver, a interpretar à luz das Escrituras o que viveram, aceita ficar com eles, entra na noite deles. São eles mesmos que escolhem retomar sem demora o caminho na direção oposta. (237). O Papa lembra que não há necessidade de fazer um longo percurso para que os jovens se tornem missionários»: «Um jovem que vai em peregrinação pedir ajuda a Nossa Senhora e convida um amigo ou um companheiro para que o acompanhe, com este gesto simples está a realizar uma valiosa ação missionária» (239).A pastoral juvenil «deve ser sempre uma pastoral missionária» (240). E os jovens precisam de ser respeitados na sua liberdade, «mas necessitam também de ser acompanhados» pelos adultos, a família deveria ser o primeiro espaço de acompanhamento (242), e também pela comunidade: «Isto implica que se olhe para os jovens com compreensão, estima e afeto, e não que sejam julgados continuamente ou lhes seja exigida uma perfeição que não corresponde à sua idade» (243). Adverte-se a carência de pessoas especializadas e dedicadas ao acompanhamento (244) e «e algumas jovens notam uma falta de figuras femininas de referência dentro da Igreja» (245). Os mesmos jovens «descreveram-nos» as caraterísticas que esperam encontrar num acompanhador: «ser um cristão fiel comprometido na Igreja e no mundo; uma tensão contínua para a santidade; não julgar, mas cuidar; escutar ativamente as necessidades dos jovens; responder com gentileza; conhecer-se; saber reconhecer os seus limites; conhecer as alegrias e as tribulações da vida espiritual. Uma qualidade de primária grandeza é saber reconhecer-se humano e capaz de cometer erros: não perfeitos, mas pecadores perdoados» (246). Devem saber «caminhar juntos», ao lado dos jovens respeitando a sua liberdade.

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Movimento Oásis em Portugal (1958 – 2018) 60 ANOS - 60 TESTEMUNHOS Movimento Oásis e o discernimento vocacional Conheci o Movimento Oásis, há 7 anos (tinha eu 15). Era uma adolescente que esperava cumprir a catequese para ter o “diploma” do Crisma - e, assim, um dia mais tarde, poder vir a ser madrinha (realidade transversal a muitos dos jovens), - a quem foi proposto fazer um retiro (ideia que me assustou muitíssimo porque eu achava que não conseguia rezar durante 3 dias). Felizmente, aceitei esse desafio e, desse primeiro retiro, o que mais me marcou foi o contacto com um género de felicidade que eu nunca tinha visto antes. Venho de uma família muito feliz mas, quando conheci a Ana Maria (e as outras Ancilla Domini), percebi verdadeiramente qual é a luz que brota de quem encontrou um tesouro: ter Jesus ressuscitado no centro da sua vida! E esta luz concretizava-se, por exemplo, no abraço fraterno de quem acolhe os jovens, no início do retiro, e no amor de quem, escondido na cozinha, prepara as refeições, pensando em cada um de nós (e atentando nos pequenos pormenores: como passar a minha sopa, porque só como sopa como a dos bebés). Estes pormenores podem parecer menos importantes na caminhada de fé, porém, fizeram-me perceber que aquelas pessoas viviam, de verdade, o lema do seu movimento: servir por amor. Se repararmos, era assim que Jesus chegava às pessoas: partia do concreto do dia-a-dia, suprimia as suas necessidades físicas e depois passava-lhes uma mensagem Evangélica. Com os jovens de hoje, esta continua a ser a melhor abordagem, na minha opinião: partir de gestos concretos e verdadeiros para, depois, uma conversa mais profunda. Na altura, a forma como eu conseguia exprimir tudo isto que presenciei, era dizendo: “eu quero ser assim feliz!” Houve, então, uma autêntica viragem na forma como eu via a catequese. Deixou de ser uma obrigação para passar a ser, em cada semana, uma oportunidade de conhecer este Jesus que continua a apaixonar pessoas. Seguiram-se mais retiros e fui ganhando o gosto pela oração, através de um momento que marca todos os que passam pelo Oásis: a vigília de sábado, à noite. Este é um momento de paragem, em que o céu e a terra se tocam, na simplicidade da capela, proporcionando ao jovem um encontro consigo mesmo e com este Jesus vivo que tem um projeto de amor, pensado desde a eternidade para si. Este projeto parte, sempre, do infinito amor de Deus, mas precisa do meu SIM para se concretizar. A proposta é sempre audaciosa porque, como dizia o fundador do Movimento, Padre Rotondi, “quando pedimos aos jovens pouco, eles não dão nada. Mas quando pedimos muito, eles dão tudo.” Por isso, o Oásis propõe-nos alcançar a santidade através do serviço por amor: tornando as nossas cidades realidade, estando atento às necessidades do mundo, sendo humilde, dizendo SIM a Cristo e SIM aos irmãos, à semelhança do SIM radical de Maria, na Anunciação. Vindo beber desta espiritualidade do Oásis, o objetivo é partir e ser “fermento no meio da massa”. Seja em que vocação for! Importa salientar a liberdade com que o discernimento é feito no Oásis, porque, ainda que seja de extrema importância que haja pessoas que se consagrem a esta obra, as Ancillas e os sacerdotes do movimento, querem sempre que cada jovem encontre o projeto que Deus tem para si, seja ele qual for. Por isso, temos muitos casais que também são oásis, irmãs franciscanas que são oásis, irmãos maristas que são oásis… Porque, no fundo, é Oásis todo aquele que serve por amor, na sua vocação! Hoje, tento ir à Eucaristia diariamente; estou a terminar de ler o Antigo Testamento; rezo a Liturgia das Horas; e o terço é, muitas vezes, o meu companheiro nos transportes… Mas não tenho mérito nisto! Tive a Graça de ter quem me mostrasse que Deus me ama e me fizesse querer retribuir este amor! Isto para realçar que os jovens conseguem ser muito profundos, mas temos de saber chegar ao seu mundo (fazendo com que eles queiram amar a Deus, na Igreja, e que as atividades não sejam um conjunto de obrigações que eles não compreendem) e isso consegue-se sempre com muita verdade. Ana Rita Vieira

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O SINAL ADMIRÁVEL DO PRESÉPIO

O Papa Francisco apresentou, no domingo 01 de dezembro, a carta apostólica Admirabile Signum, sobre o significado e valor do presépio. O texto, divulgado na localidade italiana de Greccio, a cerca de 100 quilómetros a norte de Roma, refere que o nascimento de Jesus foi um «acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história». Foi nesta localidade italiana que São Francisco de Assis fez a primeira representação do nascimento de Jesus, um presépio vivo, em 1223. «Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos, como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado», escreveu Francisco. O Santo Padre recorda-nos que «armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém». Uma carta apostólica é um dos meios mais comuns dos pontífices falarem de um determinado tema de forma objetiva e específica. O sinal admirável do presépio, do Papa Francisco, prefaciada pelo Cardeal D. Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, é um convite aos fiéis e a todos os homens e mulheres de boa vontade para construir e montar esses presépios, não só dos mais belos e refinados materiais, ou também simples elementos, mas, sobretudo, construir a realidade nova que o Verbo incarnado trouxe à humanidade. Esta carta é um convite à renovação do amor, presente na vida que nasce e recria todas as coisas.

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RETIRO DE CASAIS Movimento Oásis Olá caros casais, Vimos fazer uma proposta que vos pode interessar. Nos dias 25 e 26 de Janeiro de 2020, na Casa do Movimento Oásis, em Ermesinde, haverá um encontro de casais com o Tema "Desce daí". Este encontro é uma oportunidade de excelência, para parar, estar e rezar em casal! Não é para dar soluções, mas são proporcionados momentos para pensar e, com isso, aprender, fazer caminho e crescer enquanto casal. Querem aceitar este desafio? Tema: Desce daí! Data: 25 e 26 de Janeiro de 2020 Local: Movimento Oásis - Ermesinde Valor: 50€ por casal (com direito às refeições, feitas na própria casa, dormida e todas as actividades a desenvolver no fim-de-semana. É necessário levar roupa de cama e toalhas) *mais informações e inscrições: E-mail: oasis.sim1958@gmail.com Telemóvel: 966757615 (Ana Maria)

Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com Crescer on-line - Maiol de 2019 - Página nº 1

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Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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