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nº 107 Maio de 2018

MOVIMENTO OÁSIS 60 anos em Portugal

“Preenche-nos a alegria de uma proposta repleta de sentido a ritmar a vida de várias gerações que se deixaram viver em Movimento, numa vida de serviço por amor, no discernimento de um sim generoso a quanto o Senhor diz, dá e pede”. (Pe Adélio)


Celebração dos 60 Anos do Movimento Oásis em Portugal 25 de abril 2018 Foi em clima de grande festa que se celebraram os 60 anos do Movimento Oásis em Portugal. Foi no passado dia 25 de abril, em Ermesinde, na casa-mãe do Movimento em Portugal. Foi tempo para agradecer e louvar o Senhor por todo o bem que tem feito através do Movimento Oásis, ao longo destes 60 anos.

Desde bem cedo começaram a chegar aqueles que quiseram assinalar esta data e festejar. Todos acolhidos de braços abertos, por uma equipa e uma casa ricamente engalanada e pronta para a festa. Divididos em grupos, todos foram convidados a ensaiar e a aprender vários cânticos, quais “hinos” do Oásis, que marcaram estas seis décadas de vida do Movimento.

O momento seguinte foi uma mesa redonda sobre o tema da vocação, moderada pelo Pe Adélio Abreu e com a participação da Irmã Vera (Carmelita do mosteiro de Bande), e das Ancillas italianas Teresa Gentil e Ana Damasco.

O tema da mesa redonda foi “Oásis e vocação”. Foi uma partilha muito interessante das várias intervenientes: a Irmã Vera testemunhou a sua caminhada e descoberta vocacional, que começou num grupo do Movimento Oásis que ela frequentou enquanto estudante, no Colégio Luso-Francês no Porto. As Ancillas Ana e Teresa falaram da sua descoberta vocacional e da importância que teve nesta descoberta, conhecerem e contactarem com Pe Rotondi. “Ele ensinou-me a dizer sempre “sim” a Deus e “sim” aos outros, quando possível”, disse Ana. Teresa referiu que Pe Rotondi “propunha-nos viver com um ritmo de vida espiritual intenso numa atitude de acolhimento ao chamamento de Deus seja ele qual for: disponibilidade e serviço por amor traduzidos num “sim” incondicional a Deus e aos irmãos”. Crescer on-line - Maio de 2018 - Página nº 1


A Mesa redonda foi intercalada com os tais cânticos/hinos ensaiados no início da manhã. “Sem amigos”, “Jesus que eu te conheça”, “Eu caminhava”, “Deus de Amor”, “Grita comigo”, “Ensina-me Senhor a dizer Sim”, foram cânticos que uniram várias gerações e que ajudaram a conhecer as origens e o evoluir do Movimento. Depois de um pequeno intervalo tivemos o momento alto deste dia, a celebração da Eucaristia de Ação de Graças por estes 60 anos de Vida do Movimento Foi presidida pelo Pe Adélio e concelebrada por alguns sacerdotes do Movimento e um diácono. Destacamos aqui algumas afirmações da sua homilia: “reunimo-nos porque abundamos em gratidão pelo que o Movimento Oásis significou e significa na nossa vida e na de tantos. (…) Hoje oferecemos e agradecemos a Deus, conjuntamente com o despontar inicial, a resposta que o Movimento Oásis foi dando aos desafios de cada tempo na fidelidade às intuições primeiras”. Disse ainda que “o Movimento Oásis, partindo da juventude, foi sabendo estender-se às várias idades da vida, dando forma aos ritmos familiares dos que da juventude se fizeram adultos, ou antecipando as propostas para quantos iam aprendendo o sim do exemplo dos seus pais e precisavam de perceber que o Oásis não era apenas uma casa por mais acolhedora que fosse e que seja”. Foi feita ainda memória de todos aqueles que fizeram e fazem parte da vida do Movimento: “Sessenta anos depois da chegada do Oásis a Portugal, concretamente à diocese de Lamego, graças à ação do Cón. Idílio Fernandes, agradecemos aqueles que levaram por diante aquela iniciativa primeira, evocando aqui entre tantos o P. Emílio Silva e o P. Carlos Pereira. Damos graças também por aqueles que declinaram a espiritualidade do serviço lado a lado connosco, convictos de que com o estímulo e o exemplo dos outros é mais fácil aprender e viver o serviço por amor”.

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Seguiu-se o almoço partilhado e o tempo de convívio e festa, com a participação dos vários grupos do Movimento de agora, e de outros tempos (como o grupo de Lisboa).

Neste dia de Festa foi ainda dada a conhecer uma publicação com sessenta testemunhos de diferentes vocações. Como se diz na nota introdutória, “são pedaços de vida que nos falam, acolhimentos e vivências do sim dado a Deus e aos outros”.

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Sínodo dos Bispos Os jovens, a fé e o discernimento vocacional

(Nota: A XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a realizar em Outubro de 2018, será sobre os jovens. Publicaremos ao longo do ano o documento preparatório do Sínodo, proporcionando assim um conhecimento e contacto com as temáticas.)

III A AÇÃO PASTORAL O que significa para a Igreja acompanhar os jovens e acolher a chamada para a alegria do Evangelho, sobretudo numa época marcada pela incerteza, pela precariedade e pela insegurança? A finalidade deste capítulo é pôr em foco o que comporta levar a sério o desafio do cuidado pastoral e do discernimento vocacional, tendo em consideração os protagonistas, os lugares e os instrumentos à disposição. Neste sentido, reconhecemos uma inclusão recíproca entre pastoral juvenil e pastoral vocacional, mas permanecemos conscientes das diferenças. Não se trata de uma visão exaustiva, mas de indicações para completar, tendo como base as experiências de cada uma das Igrejas locais. 1. Caminhar com os jovens Acompanhar os jovens exige sair dos próprios esquemas pré-fabricados, encontrando-os lá onde eles estão, adaptando-se aos seus tempos e aos seus ritmos; significa também levá-los a sério na dificuldade que têm de decifrar a realidade em que vivem e de transformar um anúncio recebido em gestos e palavras, no esforço quotidiano de construir a própria história e na busca mais ou menos consciente de um sentido para as suas vidas. Cada domingo os cristãos mantêm viva a memória de Jesus morto e ressuscitado, encontrando-o na celebração da Eucaristia. Na fé da Igreja muitas crianças são batizadas e prosseguem o caminho da iniciação cristã. Porém, isto ainda não equivale a uma escolha madura para uma vida de fé. Para alcançar isto, é necessário trilhar um caminho que às vezes passa inclusive por sendas imprevisíveis e distantes dos lugares habituais das comunidades eclesiais. Por isso, como recordou o Papa Francisco, «pastoral vocacional significa aprender o estilo de Jesus, que passa pelos lugares da vida diária, se detém sem pressa e, olhando para os irmãos com misericórdia, os conduz ao encontro com Deus Pai» (Discurso aos participantes no Congresso de pastoral vocacional, 21 de outubro de 2016). É caminhando com os jovens que construímos a inteira comunidade cristã. Exatamente porque se trata de interpelar a liberdade dos jovens, é necessário valorizar a criatividade de cada comunidade para construir propostas capazes de reconhecer a originalidade de cada um e de secundar o seu desenvolvimento. Em muitos casos, trata-se também de aprender a dar espaço real à novidade, sem a sufocar na tentativa de a catalogar em esquemas predeterminados: não pode existir uma sementeira de vocações frutuosa, se simplesmente permanecermos fechados no «cómodo critério pastoral do “sempre se fez assim”», sem «sermos ousados e criativos nesta tarefa de repensar os objetivos, as estruturas, o estilo e os métodos evangelizadores das respetivas comunidades» (Evangelii gaudium, 33). Três verbos, que nos Evangelhos conotam o modo de Jesus se encontrar com as pessoas do seu tempo, ajudam-nos a estruturar este estilo pastoral: sair, ver, chamar.

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Sair Neste sentido, pastoral vocacional significa aceitar o convite do Papa Francisco a sair, antes de mais nada daquelas formas de rigidez que tornam menos credível o anúncio da alegria do Evangelho, dos esquemas em que as pessoas se sentem catalogadas e de um modo de ser da Igreja que às vezes resulta anacrónica. Sair é também sinal de liberdade interior em relação a atividades e preocupações habituais, de maneira a permitir que os jovens sejam protagonistas. Julgarão a comunidade cristã tanto mais atraente quanto mais a experimentarem acolhedora no que diz respeito à contribuição concreta e original que eles mesmos podem oferecer. Ver Sair para o mundo dos jovens exige a disponibilidade a passar tempo com eles, a ouvir as suas histórias, as suas alegrias e esperanças, as suas tristezas e angústias, para as compartilhar com eles: este é o caminho para inculturar o Evangelho e evangelizar todas as culturas, inclusive a juvenil. Quando os Evangelhos narram os encontros de Jesus com os homens e as mulheres do seu tempo, põem em evidência exatamente a sua capacidade de estar com eles e a fascinação que sentem quantos fitam o seu olhar. Nisto consiste o olhar de cada pastor autêntico, capaz de ver nas profundezas do coração, sem ser inoportuno nem ameaçador; é o verdadeiro olhar do discernimento, que não quer apoderar-se da consciência de outrem, e nem sequer predeterminar o percurso da graça de Deus a partir dos seus próprios esquemas. Chamar Nas narrações evangélicas, o olhar de Jesus transforma-se numa palavra, que é uma chamada a uma novidade a ser acolhida, explorada e construída. Chamar quer dizer em primeiro lugar despertar o desejo, tirar as pessoas daquilo que as mantém bloqueadas ou das comodidades em que elas se instalam. Chamar quer dizer formular perguntas para as quais não existem respostas pré-fabricadas. É isto, e não a prescrição de normas a respeitar, que incentiva as pessoas a colocar-se a caminho e a encontrar a alegria do Evangelho. (Continua)

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PALAVRA DO FUNDADOR

Sou filho da tua serva Confiar-te-ei, irmão, alguns pensamentos que me vieram ao coração, enquanto meditava o Salmo 115. Li: “Ó Senhor, sou teu servo; teu servo e filho da tua serva”. (v. 7) “Servo” quer dizer: disponível, pronto a fazer tudo o que queres que faça, pronto a fiar-me de ti e a confiar em ti, a entregar-me a ti, para que tu peças, desponhas e digas. Sou teu servo com todas as obrigações de um servo. Eu sou teu “servo” não “por acaso”, não “adquirido”, comprado, mas, por natureza, filho da tua serva. Nasci em estado de serviço: sou servo desde o primeiro momento do meu existir. Sou inteiramente servo. Não há nada em mim que não seja para o teu serviço, destinado ao teu serviço. Sou filho da tua serva. A tua serva é Maria: que pensaste, quiseste e plasmaste servindo-te da tua omnipotência, da tua sabedoria, do teu amor; fizeste-a como era teu poder fazê-la. É verdade que nada lhe falta do que uma criatura pode ter. A tua serva é Maria: tua mãe, porque no seu seio te formaste, te fizeste homem, entrando na história, fazendo-te como nós, tornando-te um de nós. Sou filho desta serva. Sinto-me filho. A alegria inunda a minha alma com este pensamento. Trata-se, então, de ver, de saber se imito a minha mãe – a tua mãe – nesta totalidade, espontaneidade, generosidade e alegria do serviço. Trata-se de ver se, da nossa mãe, eu tenho a atitude humilde: a inefável atitude que encanta quando a descobrimos ao ler o Evangelho de Lucas. Trata-se de saber sei apagar-me, se reconheço as maravilhas, mas as atribuo, espontaneamente, Àquele que tudo pode; se sei calar-me para escutar, para conservar a sua palavra, para reflecti-la e, sobretudo, para a pôr em prática a todo o custo. Trata-se de ver se sirvo a Deus como serve Maria. Ela, entrando na minha vida, confere tons gentis, delicados e, todavia, calorosos à minha relação com Deus, verdadeiro Senhor absoluto e, porém, meu Pai amantíssimo. (in, Ascolta, si fa sera, pág. 57-58) Crescer on-line - Maio de 2018 - Página nº 6


Movimento Oásis em Portugal (1958 – 2018) 60 ANOS - 60 TESTEMUNHOS Alicerçar o presente no carisma e na fidelidade “Crescei na alegria e na esperança. Rasgai caminhos novos no deserto.” (da canção) Na celebração do 60º aniversário do Movimento Oásis em Portugal, quero lembrar todos aqueles que deixaram a sua marca no meu coração e na vida do “nosso” movimento. Numa prece, envolvo de saudade o P. Rotondi, o Cónego Ilídio, o P. Parente e tantos outros que deram a vida semeando Oásis no mundo, e agora vivem o Oásis eterno, em Deus. Quero agradecer o testemunho e o serviço do P. Emílio, do P. Carlos Pereira e de quantos continuam a dar vida ao “serviço por amor” e a cantar a alegria da “Espiritualidade do SIM”. Uma lembrança, muito especial, para Villa Sorriso, a sede do nosso encantamento, para a Virgínia e as ‘Ancillas’ que testemunharam primeiro o valor da entrega humilde a Cristo e revelaram, com a vida, a beleza do Sim de Maria, ‘Ancilla Domini’. Sessenta anos de vida, de encontro, de dedicação, de exigência, de oração e de confiança no amor fizeram a nossa marca de serviço a Cristo, à Igreja e aos outros, sobretudo, aos mais jovens. Foram tantos, nestes anos, os que, através da sua generosidade, das suas capacidades, da sua dedicação, ajudaram a cumprir o desafio e a proposta de P. Rotondi. Lembro a sua canção: ‘Siamo arrivati da mille strade diverse, in mille modi diversi, in mille momenti diversi, perchè il Signore ha voluto così”. Tantos caminhos, tantos modos, tantos momentos… vontade de Deus!... Ouvi falar do Movimento Oásis, no Seminário Maior do Porto: o Padre Carlos Pereira, o Carlos (D. Carlos Azevedo) … e alguns sorrisos dos rapazes que achavam graça… Por acaso, conheci gente do Oásis, do chamado ‘Grupo do Porto’, na Capela da Boa Nova, junto ao Palácio de Cristal, no Natal de 1973. Foram a música, a viola e o cantar o caminho escolhido por Jesus para rasgar o “meu deserto” e fazer assentar a “minha tenda” onde era seu desejo encontrar-me. Aqui, começou muita coisa e muito caminho: o primeiro Curso de Espiritualidade, o primeiro encontro com P. Rotondi, a primeira ida a Villa Sorriso, a inserção no ‘Grupo’, os trabalhos no Bom Pastor, as idas a Lisboa, Elvas, Sousel, a azáfama do ‘Crescer’ - que envolvia tantos, no Seminário -, a Ordenação Presbiteral, a primeira Paróquia, o Ancilla Domini, os Açores, o Brasil, Ermesinde… O Movimento Oásis era dinamismo de vida; desafio da vocação; alegria do encontro, do estudo, da partilha e da dedicação; compromisso de uma pastoral voltada para a juventude. A Espiritualidade do ‘serviço por amor’ fermentava a vida e transformava corações que se abriam a Jesus para responder SIM: os Sins da fé, da esperança e da caridade. Que alegria sentir-me parte desta história marcante, servidora, humilde e contagiante. Recordar o passado serve para alicerçar o presente no carisma e na fidelidade. Recordar as coisas do passado é conquistar novos rumos; aderir a novos ritmos; projectar novas dinâmicas; redescobrir novos campos de missão; ganhar coragem para enfrentar os desertos que, hoje infelizmente, secam a esperança, aprisionam a vida, matam o amor. Parafraseando o Papa Francisco, o deserto de hoje é mais feroz, mais escravizante, mais dominador do que aquele experimentado por P. Rotondi e que o motivou a sonhar o Oásis. Há muito caminho a fazer, muitas estradas a percorrer, muita missão a sonhar e a concretizar. ‘A meta é sempre mais além’… Nos desafios que, hoje, se levantam, precisamos reinventar a exigência da vocação à santidade, do serviço por amor, da alegria de responder SIM. Hoje, o Movimento Oásis, em Portugal, conta com a generosidade e o empenhamento de muitos: jovens, casais, sacerdotes, religiosos e consagrados seculares. Moldados no espírito de P. Rotondi, atravessaremos o deserto e construiremos o verdadeiro Oásis de Jesus. Obrigado e parabéns! P. Eleutério

Crescer on-line - Maio de 2018 - Página nº 7


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Vem!... Vem g ar n o n ação d ur di -a-di , de a t a s o , de o d i is al s sa s, pa so r sa ri et ve d i iz , se ríti , se “ol s-de-la ”, Vem!... Vá lá, não h es!... Não f e í, es do!... Con

!... De x a ta-te ós s u t ,a só nós e , ve !...

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e i l i d re !...

…Dos 15 a s 18 an … …De 19 a 24 de A t 2018…

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de E r u da Oási )

Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com Crescer on-line - Julho de 2015 - Página nº 2

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Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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