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nº 100 Novembro de 2017

100 dezenas de páginas de vida coloridamente partilhada! 100 revistas a expressar o dinamismo de um Movimento Luz e Bússola para quem ousa viver, “sem intermitências” um duplo SIM: a Deus e aos outros. A todos os outros. Os de perto e os de longe! Os que estão e os que chegam, em cada tempo, a esta Escola do Serviço por Amor! 100 “desafios” a Crescer! Sempre! Irmã Amélia Costa


Mensagem para o Crescer número 100

Primeira edição publicada a novembro de 2008, faz este mês 9 anos! GRATIDÃO O Oásis foi, é e será sempre para mim um lugar privilegiado de acolhimento, de encontro, de oração e de descoberta de um Deus Amor que me habita e que me chama a viver, em cada dia e em todas as circunstâncias, ao jeito de Jesus. O Crescer possibilita-me acompanhar o ritmo dos trabalhos que vão sendo desenvolvidos no Oásis e oferece-me todos os meses pistas de oração inspiradas na palavra do Pe Rotondi. Parabéns Crescer! Gratidão!

Parabéns ao nosso Crescer on-line e sobretudo parabéns a todos aqueles que o tornam possível! Uma saudação e agradecimento ao Padre Araújo que desenvolve este trabalho em cada mês com tanta generosidade e dedicação. O nosso Crescer on-line é um precioso contributo para conhecer a vida e actividade do nosso Movimento e dos seus diversos grupos. Para mim é sempre com alegria e curiosidade que abro o nosso boletim on-line para conhecer as diversas actividades, escutar os variados testemunhos de cada encontro, ler a palavra do nosso fundador que nos sintoniza na fidelidade ao nosso carisma. O nosso Crescer on-line torna-se ainda mais precioso quando nos encontramos geograficamente mais longe. Mesmo estando em Roma, sinto-me assim sintonizado e presente pois tenho a oportunidade de sentir os ecos das actividades e do dinamismo de cada grupo. Parabéns e obrigado pelo testemunho de Serviço por Amor também on-line!

Paula Valinhas Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 1

Sérgio Leal


O SIM… Consegui deixar sair de dentro alguma coisa para partilhar nesta 100ª edição do Crescer on line… O SIM! É este o SIM, que me desafia e um dia me fez percorrer os caminhos da minha vida junto do Movimento Oásis. Habituada desde criança a dizer sim a Cristo, um dia descobri que existia um movimento na Igreja em que o seu lema era o sentido belo desta simples palavra. Não é de todo uma caminhada perfeita e está longe de ser a imagem do verdadeiro e total sentido deste SIM…Sinto tanto em mim, que me faz querer continuar a caminhar na sua direção, a sua mensagem faz-me correr nas veias o desejo de conhecer e de experimentar mais, faz me querer ir mais ao encontro e de viver junto de Cristo. Admiro profundamente a forma como Maria disse e viveu este SIM. Ainda não desisti de conseguir um dia aproximar-me da forma como Ela o fez. Paula Dias (Faial – Açores) Crescer online nº 100 Crescer é... transformar-me e deixar-me transformar, num compromisso salvador e fecundo... Foi importante tomar consciência dos talentos reais e começar a realizá-los. Ninguém vos pode substituir na realização desta importante tarefa... A determinação implica a capacidade de fazer projectos e concretizá-los apesar dos riscos... Foi importante a presença regular do CRESCER nos nossos emails, estimulando-nos a voar cada vez mais alto... A gratidão desponta no coração, e faz-se presente a todos os que levaram a cabo este sonho. Bem hajam... Luz Reis

Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 2


Olhares de esperança O papa Francisco, na audiência do dia 20 de Setembro 2017, facilitou-me muito o pedido para escrever sobre a esperança. Ofereceu indicações, que vou comentar. A complexidade do mundo atual requer espírito vigilante e resistência na esperança, sobretudo porque sabemos, pela fé cristã, que, no fim da existência, Deus nos espera de braços abertos. Somos feitos para viver felizes e importa arrumar os pensamentos negativos, não dar-lhes espaço na alma, sob risco de nos dominarem e destruírem. A esperança anima por dentro na construção de caminhos, de saídas sempre possíveis, de realismo que ergue quem está por terra. A rendição diante das dificuldades não serve ninguém. Se algo caiu, seja um projeto, seja uma amizade, seja um sonho, seja uma falha pessoal, importante é levantar-se, deixar-se ajudar e pôr-se a caminho. Quem se sentir paralisado pelo tédio, expulse-o com o bem realizado. Quem se sentir vazio ou desmoralizado peça ao Espírito Santo para preencher o seu nada com a abundância da sua vida.Um dos sinais da falta de esperança é o enorme decréscimo da natalidade no ocidente. Só os judeus e os muçulmanos continuam a crescer porque têm um sentido de esperança no futuro e não fazem os cálculos dos casais cristãos, envolvidos por uma cultura mercantil e de consumo, com um entendimento do bem-estar assente somente no comodismo das condições e não no valor das convicções. Cada criança nascida é promessa de vida. Atitudes corajosas rebentam em pessoas ancoradas em Deus e vencedoras do medo. Numa situação de falta de esperança há a tentação de escutar vozes interiores sugestivas de ódio, de vingança, de divisões.

Só a construção da paz coloca a vida em vias de verdadeira esperança. O Papa Francisco sugere que, em momento de contrastes, a resposta seja a paciência porque “cada um é depositário de um fragmento de verdade”. Daí que decorra da esperança o apelo a amar as pessoas, uma a uma, respeitando o percurso de cada um, seja em itinerário mais linear ou mais complicado, porque cada pessoa tem a sua história. A esperança empresta asas ao sonho e o Papa exorta a sonhar um mundo que ainda não se vê.” Não ter medo de sonhar” será essencial para o próximo futuro. Ainda que à volta só haja desalento e derrota, sem gente sonhadora, homens e mulheres com olhar transformador, a história da sociedade não progride, mas plissa em impasses. As descobertas cientificas e tecnológicas provieram de pessoas com imaginação, bem diferentes dos lamentos fatalistas dos refugiados no presente das aparências impossíveis, ou dos catapultados no passado, dourado pela distância. Sem esperança não se sulcam mares e fica-se no cais dos velhos do Restelo, não se vencem injustiças envolvidas de autojustificação, não se pisa a inovação de métodos, nem se dá séquito a estilos de vida alternativos. (continua na página seguinte)

Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 3


Esperar comporta uma responsabilidade, convoca cada um de nós a assumir as consequências das suas atitudes em relação ao futuro do mundo. somos responsáveis pela bondade da vida de cada ser humano, pela harmonia da natureza e do universo. Se não pensamos, não discernimos, somos arrastados pela vertigem, condutora ao abismo. Num mundo globalizado sente-se melhor a vibração de uma injustiça. A existência de uma ferida nos marginalizados atinge não só a segurança de todos, como está evidente, mas a nossa mais profunda dignidade, como tantas vezes evidencia Papa Francisco. O dom da coragem para corresponder à presente situação da humanidade não nos reveste de prepotência, mas de mansidão como Jesus. As violências, os problemas económico-financeiros, a falta de trabalho não nos devem conduzir ao espanto, a ficar amedrontados, mas a pensar que Deus está connosco neste drama da vida humana e submete a injustiça, o ódio, a violência. Fundamental é crias disponibilidade interior para que Deus atue por nós. Papa Francisco apela a ter “sempre a coragem da verdade”, conscientes que não somos superiores aos outros, ainda que animados por ideais que levantam a vida pessoal e erguem comunidades e povos na opção pelo bem comum. Quando cometemos erros, seguindo atrás de enganos, não temos necessariamente de permanecer engaiolados nos falhanços. Com a energia do Espírito Santo não daremos lugar ao desespero, mas aprenderemos a viver atentos às maravilhas de Deus, a cultivar a admiração pela simples bondade do quotidiano. Essa atitude renova a esperança, rasga olhares de novidade na nossa história e na história do mundo. Carlos Moreira Azevedo 4-11-2017 Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 4


Sínodo dos Bispos Os jovens, a fé e o discernimento vocacional

(Nota: A XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a realizar em Outubro de 2018, será sobre os jovens. Publicaremos ao longo do ano o documento preparatório do Sínodo, proporcionando assim um conhecimento e contacto com as temáticas.) I OS JOVENS NO MUNDO DE HOJE Este capítulo não traça uma análise completa da sociedade e do mundo juvenil, mas tem presentes alguns resultados de sondagens em âmbito social, úteis para abordar o tema do discernimento vocacional, de forma a «deixar-se tocar por ela em profundidade e dar uma base concreta ao percurso ético e espiritual seguido». O quadro, traçado a nível planetário, deverá ser adaptado à realidade das circunstâncias específicas de cada região: não obstante a existência de tendências globais, as diferenças entre as várias áreas do planeta permanecem relevantes. Sob muitos aspetos, é correto afirmar que existe uma pluralidade de mundos juvenis, e não apenas um.

Entre as numerosas diferenças, algumas sobressaem com particular evidência. A primeira é o efeito das dinâmicas demográficas e separa os países com elevada taxa de natalidade, em que os jovens representam uma porção significativa e crescente da população, daqueles onde o seu peso demográfico se vai reduzindo. Uma segunda diferença deriva da história, que distingue os países e os continentes de antiga tradição cristã, cuja cultura é portadora de uma memória que não pode ser perdida, dos países e continentes cuja cultura é, ao contrário, marcada por outras tradições e onde o cristianismo constitui uma presença minoritária e com frequência recente. Finalmente, não podemos esquecer a diferença entre os géneros masculino e feminino: por um lado, ela determina uma sensibilidade diferente e, por outro, é origem de formas de domínio, exclusão e discriminação das quais todas as sociedades têm necessidade de se libertar. Nas páginas que se seguem, o termo «jovens» ... (Continua na página seguinte)

Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 5


...indica as pessoas de aproximadamente 16-29 anos de idade, com a consciência de que também este elemento deve ser adaptado às circunstâncias locais. De qualquer maneira, é bom recordar que a juventude, mais do que identificar uma categoria de pessoas, é uma fase da vida que cada geração volta a interpretar de modo singular e irrepetível. 1. Um mundo que se transforma rapidamente A velocidade dos processos de mudança e de transformação é a principal particularidade que caracteriza as sociedades e as culturas contemporâneas. A combinação entre elevada complexidade e rápida mudança faz com que nos encontremos num contexto de fluidez e de incerteza jamais experimentado precedentemente: é uma realidade que devemos aceitar sem julgar a priori, se se trata de um problema ou de uma oportunidade. Esta situação exige que se assuma um olhar integral e que se adquira a capacidade de programar a longo prazo, prestando atenção à sustentabilidade e às consequências das escolhas de hoje em tempos e lugares remotos. O aumento da incerteza reflete-se sobre a condição de vulnerabilidade, ou seja, a combinação entre mal-estar social e dificuldade económica, e sobre as experiências de insegurança de amplas camadas da população. No que diz respeito ao mundo do trabalho, podemos pensar nos fenómenos do desemprego, do aumento da flexibilidade e da exploração, sobretudo de menores, ou então no conjunto de causas políticas, económicas, ...

sociais e até ambientais, que explicam o aumento exponencial do número de refugiados e migrantes. Face a poucos privilegiados que podem beneficiar das oportunidades oferecidas pelos processos de globalização económica, muitos vivem em situações de vulnerabilidade e de insegurança, o que tem um impacto sobre os seus itinerários de vida e sobre as suas escolhas. A nível global, o mundo contemporâneo é marcado por uma cultura «cientificista», muitas vezes dominada pela técnica e pelas infinitas possibilidades que ela promete abrir, mas em cujo âmbito «parecem multiplicar-se as formas de tristeza e solidão em que caem as pessoas, incluindo muitos jovens». Como ensina a encíclica Laudato Si', o enredo entre paradigma tecnocrático e busca frenética do lucro a curto prazo está na origem daquela cultura do descartável que exclui milhões de pessoas, entre as quais numerosos jovens, e que leva à exploração indiscriminada dos recursos naturais e à degradação do meio ambiente, ameaçando o futuro das próximas gerações (cf. nn. 20-22). Além disso, não podemos esquecer que muitas sociedades se tornam cada vez mais multiculturais e multirreligiosas. Em particular, a presença simultânea de diversas tradições religiosas representa um desafio e uma oportunidade: podem aumentar a desorientação e a tentação do relativismo mas, ao mesmo tempo, crescem as possibilidades de confronto fecundo e de enriquecimento recíproco. Aos olhos da fé, parece que este é um sinal do nosso tempo, o qual exige um crescimento na cultura da escuta, do respeito e do diálogo. (continua)

Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 6


REUNIÃO DE GRUPO DE CASAIS “SEMENTE” No passado dia 29 de Outubro, reuniu-se na Casa-Mãe do Movimento, o Centro de Espiritualidade Oásis, em Ermesinde, para a primeira reunião de trabalho do ano pastoral 2017-18, o Grupo de Casais “Semente”. Depois do habitual café, e de “posta a conversa em dia”, iniciamos na Capela, com a oração da tarde. O mote da oração, que introduzia o tema da tarde, foi a meditação de S. Mateus 5, 43-48: “sede vós perfeitos, como é perfeito o vosso Pai que está nos céus”. Pedimos: “Ensina-me Senhor a dizer sim, a tudo quanto dizes dás ou pedes”. A reflexão da tarde foi preparada pelo casal Isabel e Sérgio. O tema foi “A perfeição na família”. A base para o diálogo e partilha foi um conjunto de textos do Padre Rotondi e do Papa Francisco que nos ajudaram a tomar consciência de que não há famílias perfeitas, mas há um caminho a fazer rumo à perfeição, à Santidade. Sendo famílias cristãs e oasistas somos chamados à Santidade, como casais e como famílias. As palavras do Padre Rotondi neste sentido são esclarecedoras: “Todos, sem exceção, devem ser perfeitos. Não perfeitos em absoluto, nem em igual medida, entenda-se, mas relativamente àquele grau de perfeição do qual Deus os tornou capazes e ao qual quer que cada um chegue”. E ainda “Ser tudo o que devo ser; viver como devo viver; fazer o que devo fazer, e fazê-lo como e onde o devo fazer. Em plenitude”. Foi muito rica a reflexão e a partilha de experiências feita pelos vários casais. Cada um vai fazendo o seu caminho, em casal e em família, com dúvidas, imperfeições, mágoas, mas também com amor, perdão, comunhão e a graça do Sacramento do Matrimónio que ajuda a curar e a caminhar rumo à meta (Santidade). Como diz o Papa, “A família precisa de ser lugar de vida e não de morte, território de cura e não de adoecimento, palco de perdão e não de Culpa”. A reunião terminou à volta da mesa, com o jantar. Em convívio e festa, cantamos os Parabéns à Cilita, que nesse dia completava mais um aniversário natalício. Crescer on-line - Novembro de 2017 - Página nº 7


PALAVRA DO FUNDADOR “Confia ao Senhor a tua vida e Ele realizará a sua obra” (Sal.36) É verdade… Mas, qual é o meu caminho, o caminho que devo percorrer? Por vezes, sei o que Ele quer de mim; mas, outras vezes, não sei, não consigo saber o que Ele quer. Qual será o meu caminho? Ficar onde estou? Mudar? Mas, para onde? Para fazer o quê? Já ou depois de ter reflectir um pouco mais? E por quanto tempo? Continuando a rezar, encontro: “Espera no Senhor; segue os seus caminhos”. Ele parece divertir-se a indicar o caminho passo-a-passo, dia-a-dia; muitas vezes, hora-a-hora, momento a momento…” (Crescere Ancilla Domini, nº 5)

Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com Crescer on-line - Julho de 2015 - Página nº 2

Crescer On-line - novembro de 2017  
Crescer On-line - novembro de 2017  

Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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