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nº 96 Junho de 2017

“Queridos jovens, não viemos ao mundo para «vegetar», para passar comodamente os dias, para fazer da vida um sofá que nos adormeça; pelo contrário, viemos com outra finalidade, para deixar uma marca. (…) Para seguir a Jesus, é preciso ter uma boa dose de coragem, é preciso decidir-se a trocar o sofá por um par de sapatilhas que te ajudem a caminhar por estradas nunca sonhadas e nem mesmo pensadas, por estradas que podem abrir novos horizontes, capazes de contagiar-te a alegria...” (Papa Francisco, Discurso aos jovens em Cracóvia, 30.07.2016).


REUNIÃO MENSAL DO GRUPO DE CASAIS “SEMENTE” Mais uma vez se reuniu na casa-mãe do Movimento Oásis o grupo de casais “Semente”. Foi no domingo dia 11 de Junho. Um belo dia para nos reunirmos como família, o dia em que a Igreja celebrava a Solenidade da Santíssima Trindade. Começamos, com habitualmente, com a Oração na Capela. Refletindo, a partir do texto do Evangelho do dia, sobre o mistério de amor que é a Santíssima Trindade, demos graças a Deus pelas famílias que somos e pedimos a graça de sermos sempre sinal vivo do amor de Deus no mundo. Antes do tema do dia, estivemos em “ligação direta” com o hospital, saudando e manifestando a nossa proximidade e comunhão com o casal Luz e Tozé. Este está internado e em recuperação de um problema grave de saúde. O tema de reflexão desta reunião foi o capítulo nono da Exortação Apostólica pós-sinodal, do Papa Francisco “A alegria do amor”, que tem como título “espiritualidade conjugal e familiar”. A apresentação do tema foi feita pelo Padre Araújo. De uma forma sintética ele apresentou algumas características fundamentais desta espiritualidade que o Papa Francisco nos comunica neste documento: “Espiritualidade da comunhão sobrenatural”, “Oração à luz da Páscoa”, “Espiritualidade do amor exclusivo e libertador”; e “Espiritualidade da solicitude, da consolação e do estímulo”. Em seguida, cada casal teve tempo para, entre si, dialogar sobre estas características da Espiritualidade conjugal e familiar. O plenário final foi muito enriquecedor e permitiu um diálogo muito interessante sobre a vivência concreta e em cada família de aspectos tais como: oração, vivência na fé das dificuldades e alegrias, atenção e cuidado pelo outro, consciência das imperfeições na família, etc. E assim, terminamos mais um ano de caminhada, em grupo e em família Oásis… celebrando a Santíssima Trindade, mistério do amor de Deus. “É n’Ele que somos, nos movemos e existimos” (At 17,28)!

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PALAVRA DO FUNDADOR Quem é e o que é o Espírito Santo? Dizemos que é a terceira pessoa da Santíssima Trindade. De facto, acreditamos que Deus não é único; não é unipessoal, mas ‘uno’, isto é, perfeita comunidade de amor - koinonia, como se diz na língua grega: uma comunhão. Ora, o infinito amor que unifica o Pai e o Filho – que faz deles uma comunhão – é, precisamente, o Espírito Santo. Que fez o Espírito Santo na Encarnação, quando Deus entrou na História? Foi pela sua acção, isto é, pelo efeito do infinito amor de Deus, que o Verbo se fez carne. Foi aquele amor – amor pelo mundo – que moveu o Pai a enviar o seu Unigénito; foi aquele mesmo amor que moveu o Filho a vir, a habitar entre nós. Que fez o Espírito Santo pela Igreja? Descendo com aquele ímpeto – com aquele fogo – fez vir a Luz; lançou-a sobre os homens e sobre o mundo, para que a massa humana se tornasse fermento e fosse luz do mundo. Que faz, em nós, o Espírito Santo? Ele ‘justifica-nos’; faz-nos justos, isto é, chama-nos a ser aquilo que devemos ser. Dá-nos uma vida nova; uma força criadora divina; um sopro que nos move… Realiza a unidade mística, mas real, de cada um de nós com Deus e a unidade de todos nós, em Deus. O que Ele faz em Deus Pai e Deus Filho, fá-lo, também, entre nós, para nos tornarmos comunidade de amor e sermos imagem visível de Deus. O Concílio procurou recolher as mais belas expressões da Sagrada Escritura para nos dizer o que é e o que faz o Espírito Santo: santifica continuamente a Igreja; dá a vida; é fonte de água a jorrar até à vida eterna; por Ele, o Pai dá, de novo, vida aos homens mortos pelo pecado, para que, um dia, os seus corpos mortais ressuscitem em Cristo. O Espírito Santo habita na Igreja e no coração dos fiéis, como num templo: assim se reza. Ele guia a Igreja; unifica-a; instrui-a e dirige-a; embeleza-a com os seus frutos; faz rejuvenescer a Igreja; renova-a continuamente e condu-la à perfeita união com o seu esposo: Cristo. Assim, compreenderás o convite que, apaixonadamente, te dirijo. Diz, comigo: ‘Vem, Espírito Santo, e renova a face da terra’. (Ascolta, si fa sera, pag. 105-106)

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Padre Rotondi: um Sim que transforma realmente a vida Falar do padre Rotondi é para mim uma alegria e uma responsabilidade. Penso nele, na sua vida, no seu testemunho e logo emerge, como moldura da sua existência, a palavra Sim. “L’uomo del Sì” é o subtítulo do livro que narra a sua biografia, traduzido em língua portuguesa: “O homem do Sim”. O homem do Sim, porque o Sim tornou-se nele “carne, sangue e alma”. O “padre” transfigurava-se a cantar: “Se dizes: Sim; se dás: Sim; se pedes – como quer que me peças – eu respondo Sim”. Entusiasmava-nos, exortando-nos a um Sim, se possível, sorridente. Testemunha de como nos tornamos um só com Jesus no Sim mais difícil, o da aceitação. De manhã acendia de bom grado o interruptor que ilumina o quadro com o Sim colocado na parede exterior do seu escritório. Alegria e obsessão da sua vida e da vida de tantos, sobretudo jovens, que naquele Sim encontravam e encontram as linhas orientadoras do seu caminho. À noite a luz apagava-se, mas não faltava nunca o identificar-se do “padre” com o Sim. Sobrepondo-o à sua pessoa, resultariam quase uma só coisa. Esta identificação não foi repentina, vem de longe. Da sua procura vocacional pessoal (afastado do seminário por vivacidade, interrogou-se se deveria ser missionário, salesiano ou jesuíta); esta identificação cresce juntamente com o seu desejo de procurar e fazer a vontade de Deus; dento do “magis” de Santo Inácio.

Na visão inaciana do mundo não há espaço para a mediocridade; o advérbio “mais” – “magis” – impele a desejar e escolher o que “mais” nos conduz ao fim para que fomos criados [EE, 23]. Não tanto a fazer mais, mas a permitir que Deus faça mais em nós e connosco. Um mais de amor em que o “padre” imergia na oração para que a fé se transformasse em vida. O seu foi um compromisso apostólico vivido na contemplação dos mistérios da vida de Cristo e da Virgem do Sim. Uma chave de leitura que delineia a espiritualidade do serviço por amor, proposta que responde à sede de verdade e de autenticidade própria dos jovens, que sempre foram a sua “pérola preciosa”. Um Sim dado sempre a Deus e, nos limites do possível e do lícito – Sim, se posso – aos outros que são nossos irmãos. Abolir a palavra Não do nosso vocabulário quando Deus nos pede alguma coisa (e frequentemente pede-no-la através das irmãs e dos irmãos, através dos acontecimentos). Preparar-se ao mesmo tempo para dizer um Não decisivo, seco ao diabo, o tentador que nos propõe sempre escolhas e caminhos errados. “Temos de lhe dizer um Não redondo como o meu sobrenome”. Com estas palavras, que pareciam brincadeira mas eram muito verdadeiras e incisivas, o “padre” completava a nossa formação para uma vida cristã autêntica. O Sim é uma palavra breve que parece fácil, parece porque por vezes é mesmo difícil viver todo o significado que esta palavra contém. O Sim não se improvisa, nasce, cresce, desenvolve-se a partir da contemplação de Maria, a Senhora do Sim, a Senhora do Oásis. O padre Rotondi pediu ao escultor Mastroianni que pintasse Maria a dizer o Sim que transformaria a história. Com as suas cores ténues e com os seus contornos não totalmente definidos, o olhar da jovem de Nazaré fala-nos da perturbação, do acolhimento, da escuta, do diálogo e, por fim, da plena adesão de fé: «Eis-me, sou a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). O Evangelho não se perde a fornecer-nos explicações, mas diz-nos que Maria, antes de dar a sua resposta, pede luz para compreender o projeto de Deus; depois diz Sim, com prontidão e disponibilidade total, consciente de que é instrumento nas Suas mãos. Maria Pia (Continua no próximo número)

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OLHARES DE ESPERANÇA Um olhar de esperança sobre o incêndio de Pedrógão Grande Por estes dias, muito tenho pensado em tudo o que aconteceu em Pedrógão Grande... Ainda não compreendo totalmente como é que uma tragédia desta dimensão assombrou o nosso pequeno Portugal, mas é certo que a nossa vida não pode continuar igual! Passei horas a rezar: “Deus, onde estavas naquele momento?”; “O que sentiram aqueles pais, aquelas crianças na hora da morte ?”, “Que sentido tem tudo isto?”; ”Que posso eu dizer, como cristã, a estas pessoas que estão a sofrer de forma atroz?”. Elas vão dizer-me “quem é este teu Deus que supostamente ama a todos e permite que crianças sofram ?” Estes irmãos, tal como Job sentem que falar é fácil quando não se está na situação: “Eu poderia falar como vós se estivésseis no meu lugar. Mas ainda que fale, a minha dor não desparece; ainda que me cale, ela não se afasta de mim“ (cap 16, 4-6). Job, como sabeis, passou pelas maiores provações familiares e os seus amigos acusavam-no de “se estás a passar por isto é porque fizeste alguma coisa para merecer”. “Estou farto de provocações. Os meus olhos estão consumidos pela tristeza. Os meus dias passam, e fracassam os meus projectos e os desejos do meu coração. Onde está a minha esperança?” (cap 17, 1- 15. Adaptado). Job sabia que nada disso era verdade, tal como as pessoas de Pedrógão, ou seja, sendo tementes a Deus e que nada fizeram para merecer tal sofrimento! Na certeza, numa primeira fase, quererão discutir com Deus, e Ele acolherá as suas queixas calmamente, porque Deus sabe que não criou o incêndio. Mas as nossas atitudes enquanto sociedade, levaram a uma falta de respeito pela natureza que acabou por ter consciência naqueles que Deus mais ama, os seus filhos. Contudo, aqui se encontra a verdadeira beleza do nosso Pai: dar-nos a liberdade total mesmo, sabendo que a sociedade pode estar a fazer asneiras sérias, acolhendo da mesma forma, os falecidos, as famílias que sofrem e os responsáveis que ao longo de anos foram negligentes. A minha esperança está em que os irmãos falecidos encontrem a Graça diante de Deus e que os familiares encontrem o abraço acolhedor de Deus e a paz neste mundo: “Eu reconheço que tudo podes e que nenhum dos teus projectos fica sem realização. Eu conhecia-Te só por ouvir. Agora, porém,os meus olhos vêem-Te. (cap 42, 2 e 5) e que “O Senhor abençoou Job, mais ainda do que antes”(cap 42,12). E que nós, cristãos, consigamos ser os braços que abraçam nestes dias, as pessoas que rezam pela paz e doação de bens. Façamos o bem nosso papel, que Deus certamente continuará a fazer o seu bom papel! Ana Rita Vieira Crescer on-line - Junho de 2017 - Página nº 4


Testemunho (Adolescentes de Escariz – Arouca) No dia 16 de Junho partimos da paróquia de Escariz rumo a Ermesinde... Apenas sabíamos que íamos para um retiro do Movimento Oásis... não imaginávamos o que nos esperava, achávamos que era só para rezar...rezar... Éramos 20 catequizandos do 7º e 8º anos e a catequista Rosa que nos acompanhou nesta aventura. Foi mesmo uma aventura fantástica.. um grande grupo com momentos de oração, de jogos, de espírito de equipa, de convívio, de trabalho, muitas amizades e de umas noites com poucas horas de sono... Adoramos todas as pessoas da casa e a comida era muito boa mesmo.... Durou pouco mas valeu a pena e queremos sem dúvida voltar... Obrigada a todos por nos receberem tão bem... O nosso carinho!

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Testemunho II (Adolescentes de Escariz – Arouca) Inicialmente, aquando da nossa ida para o retiro pensavamos que iria ser só um momento apenas de oração mais formal, o que nos surpreendeu, pois foi bastante diferente. O retiro foi uma experiência construtiva na qual aprendemos várias coisas tais como: - Aprender a dizer o “SIM” do amor e do serviço; - Descobrir o projeto de Deus. Foi um fim de semana de convívio no qual conhecemos pessoas novas e fizemos novas amizades. Uma das coisas que contribuiu para este convívio foi a distribuição dos guardanapos pois a distribuição destes de uma forma aleatória fez com que partilhássemos estes momentos com pessoas diferentes das habituais. Uma das coisas que mais gostamos nestes dias foram os jogos pois foram jogos que conseguiram despertar o nosso interesse e nos puseram mais à vontade. As atividades realizadas foram um contributo para o trabalho em equipa pois estas não poderiam ser feitas sem este aspeto. Concluindo, consideramos que esta foi uma oportunidade inesquecível da qual tiramos muito proveito e muito conhecimento.

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RENOVAR A ALEGRIA DE DIZER SIM, NO SERVIÇO POR AMOR Tendo em consideração o lema proposto para as actividades do Movimento Oásis, neste ano pastoral de 2016/2017, foram realizados 14 encontros de fim-de-semana. Demos cumprimento ao Plano de actividades elaborado no início do ano. Abrangendo as diferentes faixas etárias – pré-adolescentes, adolescentes, jovens e adultos – o número de participantes ultrapassou, sempre, o previsto para cada encontro, tendo sido necessário realizar mais dois encontros, além dos programados. Tem aumentado o número de Paróquias que pedem os nossos serviços. Participaram as seguintes Paróquias: Fornos, Real, Bairros (Castelo de Paiva); Gove, Santa Cruz do Douro (Baião); Avintes, Vilar de Andorinho, Canelas (V.N. de Gaia); Sanfins, Escapães, Arrifana (Santa Maria da Feira); Vale de Cambra; Escariz (Arouca); Gondomar; Burgães (Santo Tirso); Silva Escura, Nogueira (Maia); Lagares, São Martinho de Recezinhos (Penafiel); Areosa, Santíssimo Sacramento (Porto); Ermesinde; Vila Cova de Carros (Paredes); Silvares (Lousada); Ul, Loureiro (Oliveira de Azeméis). Queremos agradecer o trabalho dedicado e empenhado dos catequistas que motivam, acompanham e animam a participação dos seus grupos. Congratulamo-nos com a presença e a participação das famílias que, preocupadas com a formação espiritual dos seus filhos, são um estímulo e um desafio constante ao dinamismo do Movimento Oásis. Devemos uma palavra de profundo reconhecimento aos que, generosa e empenhadamente, dão corpo às actividades do Movimento com a sua disponibilidade e entrega na programação e concretização de todas as actividades. O seu testemunho, o seu dinamismo e o seu compromisso em Oásis fazem de cada fim-de-semana um encontro de alegria, de festa, de profundidade espiritual e humana que enriquece os que podem apreciar a sua presença. Com o ‘serviço por amor’ partilhado por todos, vamos construindo a família Oásis. Ana Maria P. Eleutério

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FESTA DA FAMÍLIA OÁSIS 25 de Abril 2017

Regresso às Raízes”

Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com Crescer on-line - Julho de 2015 - Página nº 2

Crescer On-line - junho de 2017  

Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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