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nº 78 Dezembro de 2015

"Se o tomarmos nos nossos braços e nos deixarmos abraçar por Ele, dar-nos-á a paz do coração que jamais terá fim.

Este menino ensina-nos aquilo que é verdadeiramente essencial na nossa vida". (Papa Francisco, 24 dezembro 2015)

Feliz Ano Novo 2016


PALAVRA DO FUNDADOR É Natal… Renasceu, no mundo, o divino Redentor dos homens. Este renascer - entende-se - no fazer memória: recordamos que, há dois mil e quinze anos, nasceu Jesus, em Belém da Judeia. Recordamos que o nascimento de Jesus aconteceu na periferia desta minúscula cidade; num estábulo, no interior de uma gruta, porque, em vão, Maria e José procuraram hospedagem nas casas e, mesmo, no pátio das caravanas: “Não havia lugar para eles” diz, melancolicamente, o Evangelista; para eles que eram pobres na sua aparência; para Maria que, no modesto aspecto, mostrava visivelmente a sua iminente maternidade. Não havia lugar para o Menino Jesus… Por isso, mais tarde, o Evangelista João escreveu: “Veio para o que era seu e os seus não O receberam”. O nascimento – a vinda – que, hoje, recordamos faz-nos pensar na vinda de Cristo ao mundo de hoje. Virá Ele? Sim, virá!... Virá porque são muitos os que O esperam. Quem espera a paz – a paz da alma, a paz nas famílias, a paz nas nações e entre as nações – espera-Te a Ti, Jesus. Porque só tu podes dar a paz que o mundo procura, que o mundo quer mas não encontra e não a sabe dar. Quem procura a verdade – e são tantos! – procura-Te a Ti, ó Senhor… Não foi dito, não está escrito que só Tu tens palavras de vida eterna? Quem procura a justiça – e procuram-na os pobres que têm fome, os inocentes caluniados; procura-a quem é dotado de dons que são menosprezados; procuram-na os povos privados de independência ou amordaçados pela falta de desenvolvimento. Quem procura a justiça, procura-Te a Ti, ó Senhor. Quem procura o amor – o amor, não o desejo de concupiscência – quem procura o amor, procura-Te, ó Jesus. Procura-Te quem anuncia o amor como Teu mandamento, como distintivo dos que querem ser Teus discípulos. Tu és o Amor encarnado. Vem, ó Senhor; vem e não tardes! Vem, ó Senhor, a este mundo que Te invoca como terra árida, sequiosa e implora o cair do orvalho ou a chuva a cântaros. ( cf. Tre minuti per te, pág. 748-749) Crescer on-line - Dezembro de 2015 - Página nº 2


Os nossos Grupos.

“Carimbos de Deus” Os “Carimbos de Deus” são um grupo do Oásis constituído por jovens entre o 9º e o 10º ano. Jovens que viram no movimento Oásis um espaço de partilha, de convívio e aprofundamento da sua relação com Deus. O grupo encontra-se numa fase muito bonita de descoberta do caminho percorrido pelo Padre Rotondi e os pontos da espiritualidade do Movimento Oásis. Jovens que anseiam ser animadores dos mais novos, não porque gostem de mandar mas porque, de facto, querem ser carimbos de Deus, portadores de um sinal e de uma marca para os outros… Jovens que acreditam que o Sim é uma palavra que transforma a vida! Birita

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Testemunho 1

“Reconciliação e Eucaristia: Deus feito perdão, compaixão, ternura e dom” - foi este o tema de reflexão do encontro que ocorreu de 17 a 19 de dezembro. Com o fim do primeiro período escolar, um grupo de 50 adolescentes (paróquias de Ermesinde e Santa Cruz do Douro) juntou-se na casa de Sonhos para uma experiência de oração, formação e reflexão. No caminho que estão a traçar até ao Crisma, muitas vezes, estes adolescentes esquecemse que o foco principal da sua fé é Deus e a relação de intimidade que criam com Ele. Assim, nestes dias, tiveram a possibilidade de redescobrir a eucaristia como um encontro com um amigo muito especial, para o qual se devem preparar com todo o cuidado e amor. Esta preparação deve incluir sempre a reconciliação, que se assume como o momento privilegiado em que o Pai dá a todos os seus filhos o abraço misericordioso do perdão. No final deste encontro, pairava no ar um sentimento de “querer ser mais e melhor” (porque aprenderam que aos jovens quando se pede muito, eles dão tudo), mas acima de tudo de “querer estar mais próximo do Pai”. Acreditámos que os adolescentes que saíram do Oásis no dia 19 são jovens mais comprometidos consigo próprios, com Deus e com o Serviço por Amor.

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Testemunho 2 Estes dias que passamos na casa do Movimento Oásis foram mais uma grande experiência daquelas a que já nos habitou. Uma experiência que nos permitiu conhecer novas pessoas, divertir-nos, comer bem e, o mais importante, encontrar-nos com o nosso grande amigo Jesus. Tivemos momentos mais descontraídos, em que deu para nos conhecermos melhor uns aos outros. Aprendemos vários jogos que serviram para descontrairmos. Houve também, vários momentos musicais, aqueles em que ensaiamos para os momentos de oração e outros em que cantávamos para relaxar, sempre acompanhados por guitarra. Em contraste, também houveram momentos mais sérios, próprios de um retiro. Tivemos oportunidade de ouvir os padres Cláudio, André e Sérgio, que partilharam connosco as suas experiências. Podemos concretizar o sacramento da reconciliação, refletindo sobre o significado do perdão, do amor e da misericórdia. Aprofundamos todo o que ouvimos nas orações da manhã, da noite e na vigília. Devido ao empenho de todos, as refeições eram deliciosas e eram agradáveis. Por fim, trabalhamos todos para a realização da eucaristia, preparando a sala, cantando, lendo as leituras e escrevendo as orações. No final da eucaristia, desfrutamos do lanche partilhado em que cada um levou algo. Gostamos muito desta experiência e convidamos todos a participar, pois é algo bastante enriquecedor tanto na nossa vida cristã, como no dia-a-dia. Testemunho 3 O meu nome é Inês e fui convidada juntamente com o restante grupo da catequese a participar num encontro, nos dias 17,18 e 19, na casa “Oásis”. É uma tarefa difícil passar para palavras tudo o que foi vivido, foram três dias muito especiais. Deixo o convívio para último lugar e começo por falar dos momentos de conversa e reflexão com os Padres que passaram por nós. Muitos dos presentes tinham apenas uma ideia geral de temas como a misericórdia, o sacramento da reconciliação e a eucaristia. Mas, tenho a certeza, que depois de todos os ensinamentos que nos foram dados, fomos embora muito mais sábios e esclarecidos. Para isso, contribuíram todas as atividades feitas, tanto as práticas como as escritas, que fomos realizando ao longo do dia. Senti que todos estávamos a trabalhar para o mesmo e essa união era notável quando nos reuníamos para os momentos de oração. Sem dúvida que se conseguiram ocasiões muito especiais e de uma espiritualidade tamanha. Além disso, muito do tempo foi passado a cantar para o nosso Jesus: uns mais tímidos que outros mas sempre com muito entusiasmo e dedicação. Sim, dedicação é a palavra certa para sintetizar os último dias. Tudo o que nos foi pedido foi feito com dedicação e muito empenho, e sei que no meu lugar todos diriam o mesmo. Nos intervalos destes momentos de fé, todos se reuniam para conviver e dar umas gargalhadas. Perdi a conta de quantos jogos foram feitos e de quanto tempo foi passado à volta da lareira a cantar. Além de servir para descontrair, também serviu para conhecer novas caras, novas pessoas que acreditam no mesmo que nós! Aproveito para elogiar as refeições da casa que nos faziam comer e “chorar por mais”. Confesso que no momento da despedida, senti vontade de passar na casa o resto da semana. É um lugar em que nos sentimos bem e é um encontro que tenciono repetir sempre que possível. Não nos podiam ter recebido melhor! Falando por mim, ao voltar à minha casa, tive a sensação que regressava muito melhor do que quando fui. Senti que tinha deixado para trás a banalidade e o egoísmo da vida e trazia uma ideia fixa: “Servir por amor”. Obrigada! Inês Gomes

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Testemunho 4 Por mais anos acumulados que alguém tenha em experiências de retiro, com duração de semanas, de um dia apenas, perto de casa ou do outro lado da europa, há algo que nunca muda. O encontro com Jesus é sempre novidade, boa nova. Foi com essa certeza que acompanhei o retiro dos grupos do 10ºano de catequese. Ao falar com o meu grupo, uns dias antes, fazia-lhes uma provocação em forma de objetivo: a comunhão. Juntar tantos jovens dos diferentes centros de catequese deveria ser, antes de mais, um sinal vivo de fraternidade na fé. E dessa forma “auto” desafiei-me também num único testemunho: a presença. Com o decorrer dos três dias (e de duas noites) sobressaía a condensação de uma outra identidade coletiva: com o olhar em Cristo, pelos gestos de amizade genuínos e por uma atitude madura nos momentos de oração. Fosse pelas dinâmicas que tantos risos provocavam, fosse pelos cânticos mais ou menos tímidos, fosse pelos momentos de reflexão ou na partilha das refeições, aqueles jovens já não eram vários grupos distintos e sim uma pequena comunidade ao estilo dos apóstolos. No fim do encontro, alguém que me dizia em jeito de despedida “não houve tempo para fotografias”. Ainda bem, disse eu, ainda bem.

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Testemunho 5 Os momentos que eu mais gostei no Oásis foram os tempos de reflexão e os de grupo. Nos tempos de reflexão, teríamos de pensar onde por vezes na nossa vida não pensaríamos em tais assuntos, onde iriamos á procura de uma resposta do nosso ser em nós próprios e que descobriríamos algo que não saberíamos porque na vida nós, por vezes, podemos não ter consciência de quando estes momentos de reflexão são importantes para o nosso ser. Nos tempos de grupo ficamos a conhecer pessoas com pensamentos diferentes dos nossos e outras que pensam como nós, por vezes o ser humano não aceita tão bem as opiniões diferentes da dele então trabalhos de grupos são importantes para desenvolver esse lado do ser humano e levar a aceitar. Tudo é melhor quando temos interajuda uns com os outros pois podemos aprender mais com as pessoas á nossa volta. Concluo assim que estes foram os dois aspetos que eu sobressai mais, uma vez que eles são fundamentais na vida do ser humano. Os momentos que eu mais gostei nesta experiência de passar uns dias no Oásis, em retiro, fizeram-me ver de uma outra forma as coisas, aprendi a relacionar-me com outras pessoas, os trabalhos de grupo foram excelentes, gostei bastante dos temas e histórias de Jesus abordados. Os padres que foram convidados eram muito divertidos e gostei dos seus dons de falar para nós! Mas sem dúvida que os momentos que me marcaram mais foram os de oração na capela e o canto de músicas! Queria agradecer aos guitarristas como o Marco, o Carlos e o Francisco, também animadores e também a Sara que nos ajudou bastante nos trabalhos. Uma crítica construtiva, é que achei que fizemos muita coisa em cada dia, o pessoal com o chegar da noite já se sentia sem forças para pensar. Mas, em suma, foi uma experiência inigualável, que vou querer repetir. Sinto-me preparado, agora, para o crisma! Muito obrigado a todos, que realizaram este marco! Bom natal!

Crescer on-line - Dezembro de 2015 - Página nº 7


ANO JUBILAR DA MISERICÓRDIA

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Descrição do Logotipo

O logotipo e o lema colocados juntos oferecem uma feliz síntese do Ano jubilar. O lema Misericordiosos como o Pai (retirado do Evangelho de Lucas, 6,36) propõe viver a misericórdia no exemplo do Pai que pede para não julgar e não condenar, mas perdoar e dar amor e perdão sem medida (cfr. Lc 6,37-38). O logotipo – obra do Padre jesuíta Marko I. Rupnik – apresenta-se como uma pequena suma teológica do tema da misericórdia. Mostra, na verdade, o Filho que carrega aos seus ombros o homem perdido, recuperando uma imagem muito querida da Igreja primitiva, porque indica o amor de Cristo que realiza o mistério da sua encarnação com a redenção. O desenho é feito de tal forma que realça o Bom Pastor que toca profundamente a carne do homem, e o faz com tal amor capaz de lhe mudar a vida. Além disso, um detalhe não é esquecido: o Bom Pastor com extrema misericórdia carrega sobre si a humanidade, mas os seus olhos confundem-se com os do homem. Cristo vê com os olhos de Adão e este com os olhos de Cristo. Cada homem descobre assim em Cristo, novo Adão, a própria humanidade e o futuro que o espera, contemplando no Seu olhar o amor do Pai. A cena é colocada dentro da amêndoa, também esta figura cara da iconografia antiga e medieval que recorda a presença das duas naturezas, divina e humana, em Cristo. As três ovais concêntricas, de cor progressivamente mais clara para o exterior, sugerem o movimento de Cristo que conduz o homem para fora da noite do pecado e da morte. Por outro lado, a profundidade da cor mais escura também sugere o mistério do amor do Pai que tudo perdoa.

Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com Crescer on-line - Julho de 2015 - Página nº 2

Crescer On-line - dezembro de 2015  

Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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