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nº 73 Maio de 2015

“Estrela da nova evangelização, ajudai-nos a refulgir com o testemunho da comunhão, do serviço, da fé ardente e generosa, da justiça e do amor aos pobres, para que a alegria do Evangelho chegue aos confins da terra”. (Papa Francisco, EG 288)


PALAVRA DO FUNDADOR A propósito dos verdadeiros apelos de Deus, dos verdadeiros chamamentos de Cristo que convida ao sacerdócio, à vida religiosa e, em geral, a todas as formas de vida consagrada, levantam-se algumas questões: - Não faltam vocações: faltam respostas afirmativas. Porquê? O discurso é facilíssimo de pensar; é difícil, dificílimo de se fazer. É difícil ser sincero, sem juízos apressados. Todos padecemos da cobardia que nos impede de falar claro; temos receio de ser tratados como retrógrados, de ser acusados de conformismo. Note-se: este medo – porque de medo se trata – atinge-nos também a nós, padres, quando dialogamos com o mundo. O diálogo com o mundo, para muitos de nós, é feito de timidez, de incerteza, de cedências; se alguns têm medo de reconhecer quanto de humano, de cristão, de santo há noutras formas de ser e noutras realidades que surgem, outros têm medo de dizer ao mundo o que nele há de mau, de maligno, como diria São João. - Porque falta uma resposta afirmativa ao chamamento de Deus? Porque para uma resposta afirmativa é preciso pureza, vida de graça e, hoje, os jovens estão sujeitos aos assaltos mais variados: zombaria, armadilha, tentativa de corrupção orgânica. Porque para tal resposta é preciso profundidade de alma e os jovens, hoje, crescem na escola da superficialidade, da balbúrdia, do ritmo frenético, da confusão. Porque para tal resposta é preciso ter fé e tudo, frequentemente, contribui para lançar dúvidas, até à dúvida universal: o cepticismo sobre a planta frágil que os jovens, ainda, são. Porque para tal resposta é preciso verdadeiros ideais: mas vemos como se vai fazendo tudo para os matar; e vemos como poucos subsistem… Porque para tal resposta é preciso recusar um catolicismo que faz tudo para ser aceite pelos homens; que não choca com os seus hábitos; que se acomoda às suas paixões; que tolera o seu luxo, a sua moleza, os seus erros, a sua ignorância para que eles se dignem subscrever os principais ensinamentos da fé. Porque para tal resposta é preciso não ter medo da solidão que nos eleva, de mãos abertas, cravados à cruz da vida, como Cristo, sós, sem ninguém… Jesus convida-nos a rezar ao dono da seara para que mande trabalhadores para a sua seara. Nós rezamos assim: “Para que estes trabalhadores venham de facto; para que muitos jovens Te sigam. Não Te contentes, Senhor, em chamá-lo: impele-os – como impele o amor! -; pressiona-os, ainda que docemente, a responder SIM. (tre minuti per te, Crescere 3-4, 2015)

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“Ser santo é ser feliz” Experiência no Oásis

A pergunta sobre o que era ser santo, e se o queríamos ser, nunca nos tinha sido colocada antes. Nós nem sequer pensávamos nisso, porque achávamos que para ser santo era preciso ter muitas virtudes que nós não temos: não ter pecados, não ter inimigos, entre outros. No entanto, graças ao retiro que fizemos, percebemos que ser santo não é assim tão impossível para nós, e mais uma vez ficamos com vontade de trabalhar cada vez mais a nossa relação com Jesus para conseguirmos chegar a essa meta. Com este retiro, percebemos não só que é possível ser santo, como aprendemos a saber como o fazer – através do serviço por amor. Mas o Oásis não serviu só para desenvolvermos a nossa aprendizagem. É um lugar onde podemos também divertir-nos sem qualquer problema, conhecendo sempre pessoas novas e fazendo novas amizades. As brincadeiras são sempre animadas e, por nós, ficaríamos durante dias e dias em retiro. É o lugar onde as pessoas são parecidas com Jesus – professor e exigente no serviço e no trabalho, mas também divertido e amigo. Por isso, mais uma vez, agradecemos muito a todos os animadores que nos acolheram, e principalmente à Antónia e à Ana Maria que se esforçam sempre por nos dar um retiro inesquecível! Os jovens do 9º ano de Avintes

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FESTA DA FAMÍLIA OÁSIS 25 de abril 2015 O Movimento Oásis realizou no dia 25 de abril de 2015, no seu Centro de Espiritualidade em Ermesinde, um encontro que reuniu várias gerações da Família Oásis. O encontro pretendeu celebrar três acontecimentos que em 2015 marcam a vida do Movimento. Celebram-se 65 anos de Movimento Oásis, cuja fundação remonta a 1 de novembro de 1950, em Itália. Junta-se-lhe a celebração dos 30 anos do Centro de Espiritualidade Oásis em Ermesinde, onde se realizam as atividades do Movimento e muitos outros encontros eclesiais, e onde tantos têm despertado e crescido no serviço por amor. Cumpriram-se também em 13 de abril 25 anos da morte do P. Virginio Rotondi, o fundador do Movimento Oásis. O encontro evocou todos esses acontecimentos, não tanto para os oasistas se fixarem num passado bem preenchido de acontecimentos fecundos, mas sobretudo para celebrarem o presente que a proximidade e a pertença ao Movimento tornam possível. O Movimento Oásis atravessa hoje as gerações e para ser proposta efetiva não basta conhecer a sua história e os pontos fundamentais da sua espiritualidade. É também necessário reconhecer a sua vivência concreta nas várias gerações, desde a tenra idade dos pequenos amigos de Jesus, aos adolescentes, jovens, casais… O encontro iniciou-se com a projeção de um vídeo sob o título Testemunhos de Vida Oásis, que reúne um conjunto de testemunhos de várias gerações de oasistas sobre o significado da proposta Oásis nas suas vidas. Após algum tempo dedicado à preparação da atividade da tarde, celebrou-se a Eucaristia, presidida pelo P. Eleutério Pais, concelebrada por vários sacerdotes e participada por todos. Após o almoço partilhado, o encontro recebeu a visita de D. António Francisco dos Santos, bispo do Porto, que a todos saudou, fez referências aos acontecimentos celebrados e ao seu próprio contacto com o Movimento no passado, e deixou palavras de estímulo e interpelação, nomeadamente no âmbito vocacional. Desenvolveu-se de seguida a atividade A Alegria do Serviço por Amor: A Criatividade nos Gestos e Palavras. Os participantes tinham sido divididos aleatoriamente em vários grupos para prepararem uma apresentação sobre diversos aspetos da vida e da espiritualidade Oásis, que depois partilharam em plenário. O encontro encerrou-se em clima festivo pelas 17 horas.

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Homília - O Oásis tem de ser um desafio para a missão - no despertar vocacional - no ajudar ao discernimento dos apelos de Jesus - na coragem de responder SIM - no criar disponibilidade para as urgências da Igreja e do Mundo. - Precisamos construir Oásis a partir de dentro do nosso coração para ajudarmos a renovar as realidades em que estamos inseridos. - Precisamos reavivar os nossos compromissos e dizer a Jesus que Ele pode contar connosco. - Se fizermos tudo isto, cumpriremos o sentir de Pe. Rotondi quando nos dizia: “O Movimento Oásis, como o sonhei, vive-se em Portugal”. (Pe Eleutério na Homilia)

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Símbolos Litúrgicos Senhor, trazemos ao Vosso altar este vaso florido. Com esta planta, queremos crescer tornando realidade as capacidades que semeaste na nossa vida, tornando-nos homens e mulheres inteiros, que em cada dia desenvolvem as suas capacidades, para que nos lugares onde somos enviados saibamos fazer florir a alegria do Serviço por Amor. Senhor, trazemos ao Vosso altar este globo. Queremos ter os olhos e o coração abertos sobre o mundo. Queremos fazer do mundo a Civilização do Amor e, por isso, queremos viver atentos à realidade que nos rodeia e envolve, numa atenção ao mundo que significa um olhar transfigurador w transformador ao jeito de Jesus. Queremos mergulhar na realidade em que vivem os homens e as mulheres do nosso tempo, para sabermos responder numa atitude permanente de serviço por amor. Senhor, trazemos ao Vosso altar esta imagem de Maria. Como Maria queremos ter um coração humilde e generoso para o acontecer de Deus na nossa vida. Queremos aprender com Ela, a ter um coração manso e humilde como o Mestre, para que reconhecendo aquilo que somos e temos, saibamos viver a nossa condição de filhos muito amados de Deus, que manifestam na sua fragilidade e humildade a grandeza do amor de Deus. Senhor, trazemos ao Vosso altar esta Tua imagem que em cada encontro, vigília ou oração nos interpela e chama. Queremos dizer Sim, ao que dizes, dás ou pedes. Queremos dizer SIM ao Teu apelo de amor e anunciar com as nossas vidas a alegria de servir por amor dizendo um SIM cada vez mais total, pleno e generoso. Senhor, trazemos ao Vosso altar estas mãos, símbolo do nosso Movimento e da nossa casa. Mão na mão contigo, queremos partir na aventura de dizer SIM aos irmãos. Todo aquele que diz SIM ao amor de Jesus vive a alegria de um SIM que se concretiza no amor e na disponibilidade para com todos aqueles que em cada dia se encontram connosco. Senhor, trazemos ao Vosso altar o Pão e o Vinho que se irão tornar Corpo e Sangue de Cristo. Eles são fruto da criação e do trabalho de tantos homens e mulheres, mas transformados pelo Teu amor, na força do Espírito Santo vão tornar-se para nós alimento que sacia a nossa sede e a nossa fome e nos enviam fazendo da nossa vida pão partido e repartido, levando aos irmãos a alegria do Serviço por Amor. Crescer on-line - Maio de 2015 - Página nº 6


Música: free dos oásis Coro: Humilde, Pra seres o que Ele quiser Descobres bem atento o teu lugar O serviço que o mundo aflito aguarda Que possas por amor desempenhar Lá, lá, lá…. O que Ele quiser… Abre o teu coração Vive do Evangelho a alegria Ao irmão dá a mão Não vivas o egoísmo que distancia O caminho é servir Gratuita e livremente, só por amor É dizer sim a Cristo, Dizendo sim aos outros, como o Senhor O deserto do mundo Anseia o homem-cântaro que sacia A sede de esperança E a fé que alicerça a alegria

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PALAVRAS DE D. ANTÓNIO FRANCISCO Eu conheci o Pe Rotondi quando ele veio a Portugal. A minha terra de origem é Lamego e foi através de um sacerdote de Lamego que o Pe Rotondi veio a Portugal, e que o Movimento foi trazido para Portugal, que era Monsenhor Ilídio Fernandes. Trabalhei muito com ele, fui a muitas reuniões de grupo com ele… procurei também ler os livros e conhecer esta espiritualidade do Sim, a alegria do Serviço… de sermos, a exemplo de Nossa Senhora, testemunhas do Evangelho de Jesus Cristo e de sermos disponíveis para servir. (…) Quero dizer-vos quanto gosto, quanto estimo a Espiritualidade do Oásis e quanto agradeço o bem que aqui se faz…tanta gente por aqui tem passado… tantos momentos vividos e tanta força encontrada, tanta graça recebida e tanta bênção disponibilizada… (…) Gostaria de dizer uma palavra a vós jovens: o Pe Rotondi foi capaz de ir ao encontro da juventude, de criar Oásis neste deserto, que tantas vezes é tão árido na vida do mundo… Precisamos de levar este olhar e espírito de primavera que o Oásis sempre nos trás e faz florir… Eu acredito nas vocações e o Oásis foi berço de vocações para muitos de nós. Deixo aqui também o desafio de rezar pelas vocações! Contamos muito com os jovens. Os jovens ensinam-nos a andar mais depressa… (…) Estamos na Rua Mirante dos Sonhos… Que daqui seja um mirante onde encontramos os sonhos de Deus para aquilo que Ele quer da nossa Igreja do Porto. Que daqui se veja, se entenda o sonho de Deus para a nossa Diocese. Movimento Oásis Centro de Espiritualidade Rua Mirante de Sonhos, 105 4445-511 Ermesinde - tel. 229712935 http://www.movimentooasis.com Contactos : padrearaujo@sapo.pt / oasis@movimentooasis.com

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Boletim do Movimento Oásis em Portugal

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