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TELECOMUNICAÇÕES

Ousar lutar, ousar vencer! “A história de todas as sociedades até hoje é a história da luta de classes.”

Unidade e Luta em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores

Karl Marx e F . Engels

O Movimento Luta de Classes existe no setor de Call-Centers do Rio de Janeiro desde o inicio de 2010. Surgiu durante a campanha salarial daquele ano e desde então, estimula os trabalhadores, a participar ativamente da luta por melhores salários e melhores condições de trabalho. Nesses 2 anos de construção coletiva, a proposta de trabalho do MLC foi construir uma nova consciência nessa jovem categoria profissional. Disputamos as eleições de CIPA´s (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes), realizamos atos, panfletagens e promovemos encontros para debater a realidade da categoria. Num breve balanço do nosso trabalho, podemos dizer que ainda há muito que fazer. Mesmo sendo uma categoria relativamente recente, os trabalhadores em Call-Centers têm bandeiras históricas como a regulamentação da profissão e a definição de um piso salarial que garanta uma remuneração digna. Mas, enquanto seguimos sem essa regulamentação e sofrendo com a superexploração, os patrões seguem cheios de facilidades lucrando cada vez mais, nos submetendo a duplas ou triplas jornadas de trabalho. Durante nossas lutas, acumulamos experiência e também vitórias significativas, como na eleição da CIPA da Contax, no site Riachuelo. A eleição foi conturbada e cheia de vícios, no último dia da votação tentaram expulsar o companheiro do prédio para que não denunciasse a fraude que estava acontecendo em favor de outro candidato. Mas, com raça e disposição derrotamos esse assédio. Um sindicato classista, das bases e de luta! Para garantir todas essas conquistas o MLC entende que é fundamental a unidade da categoria. Por isso, após discussão em todos os núcleos do Movimento Luta de Classes, decidimos que o melhor caminho seria trabalhar por uma chapa unitária para as eleições do SINTTEL-RIO. Dentro do sindicato, fortalecendo uma diretoria classista, é que poderemos defender melhor os interesses dos trabalhadores e exigir das empresas que respeitem nossas conquistas, como a NR-17, a jornada de trabalho de 6 horas, entre outras questões que a

VOTE

CHAPA

1 NA LUTA ganância patronal insiste em descumprir. A conquista de um piso salarial nacional, que tenha como referencia o piso regional do Rio, para que nenhum trabalhador, em nenhuma região do Brasil receba menos do que outro: trabalho igual, salário igual. O momento é de fortalecer o sindicato. Estamos em meio a uma campanha salarial em que a covardia das empresas já não tem tamanho. Exigimos salário digno e não aceitamos esmola. Para levar a frente um período de conquistas e valorização da categoria precisamos do nosso sindicato. Frequentar os fóruns de debate, garantir a presença nas assembleias, mobilizar nossos companheiros de equipe, ou seja, construir uma GRANDE UNIÃO DA CATEGORIA. A partir de junho desse ano, o sindicato será dirigido por uma diretoria renovada, contará com 30% de mulheres e, principalmente, muita disposição para dirigir os trabalhadores em telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro para grandes vitórias. O MLC conclama todos os trabalhadores e trabalhadoras a construir conosco essa unidade em defesa dos trabalhadores em telecomunicações! Todos ao sindicato!

TRABALHADOR UNIDO JAMAIS SERÁ VENCIDO!

VOTE CHAPA 1 – SINTTEL NA LUTA


a luta pelO AUMENTO dos salários e A redução da jornada de trabalho Em sua incessante sede de lucros, a burguesia procura sempre pagar o salário mais baixo possível ao trabalhador e, até mesmo, inferior ao necessário para ele se manter e viver. Por isso, a população trabalhadora vive doente, morre cedo e seus filhos crescem com grandes problemas físicos e mentais. A vida vai se tornando insuportável para todos os que vivem nessa escravidão assalariada. Para deter esse genocídio que o capitalismo pratica, os trabalhadores lutam para elevar os salários e impedir a sua diminuição, bem como para estabelecer um salário mínimo verdadeiro, reduzir a jornada de trabalho e ampliar os seguros sociais, como saúde e educação pública. Não travar essa luta é ceder covardemente à tirania do capital e privar-se da possibilidade de desenvolver movimentos de maior envergadura. Ora, os objetivos dos grandes monopólios capitalistas e dos países imperialistas, através de seus órgãos como OMC, FMI, Banco Mundial, ONU etc., e dos governos capitalistas, são contrários a tudo isso, usam da repressão policial, da justiça burguesa e da corrupção de parlamentares e dirigentes sindicais, para derrotar os trabalhadores e aprofundar a exploração. Pretendem acabar com os programas sociais e eliminar os direitos trabalhistas, como mostram as recentes leis do contrato temporário; as terceirizações; as falsas cooperativas; e todas as tentativas feitas para extinguir o FGTS, 13º,

licença- maternidade, e até ampliar a jornada de trabalho. Um dos meios de que dispomos para lutar pela elevação dos salários, redução da jornada de trabalho e melhoria das condições de vida e de trabalho é a greve. Foram as grandes greves dos operários no início deste século que terminaram por forçar os governos burgueses a aceitar a jornada de oito horas e a fixar um salário mínimo. Hoje, mais uma vez, em todo o mundo, a burguesia tenta acabar com essas conquistas e promover o que, pomposamente, chama de “flexibilização das relações de trabalho”. É aí que a luta econômica dos trabalhadores adquire uma grande importância para enfrentar a cada vez maior ganância dos patrões. Opor uma firme resistência a esses planos dos capitalistas é hoje uma luta central de todos os trabalhadores. Portanto, é fundamental que verdadeiros dirigentes ocupem seus lugares nos sindicatos e trabalhem para fazer avançar a organização e a luta da classe operária e de todos os trabalhadores contra o aprofundamento da exploração capitalista. Os sindicatos sempre foram uma importante escola de luta de classes para as grandes massas trabalhadoras e, neste inicio de século XXI, quando ocorre o aumento da exploração capitalista, ou assumem este papel ou serão ultrapassados pela luta da classe trabalhadora. "Publicado no Jornal A Verdade, nº 6"

rêneo augusto é o candidato do mlc no sinttel-rio Rêneo Augusto é operador do suporte técnico do Velox, trabalha na Contax, onde é representante dos trabalhadores na CIPA do site Riachuelo. Estudou no CEFET/RJ – Maracanã, onde, por seu compromisso na defesa de uma educação pública gratuita e de qualidade foi eleito presidente do Grêmio Livre estudantil.

Coordena a campanha nacional pela aprovação do salário mínimo dos técnicos industriais; Membro da coordenação do Movimento Luta de Classes (MLC), o companheiro Rêneo é comunista, organizado no seu partido, o PCR e está presente nas diversas lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores.

Foto: Camila Palmares

Venha para o MLC! A economia brasileira está organizada para beneficiar unicamente os patrões, os donos das fábricas, das lojas e das terras. Nesse sistema, capitalista, os trabalhadores vendem sua força de trabalho por um salário baixo, trabalham a vida inteira, mas vivem sempre no sufoco. Quando ficam desempregados, não têm onde se amparar, e o sofrimento é ainda maior. Já os patrões, graças à propriedade privada dos meios de produção, continuam sempre ricos, vivem no luxo e na riqueza sem trabalhar. O Movimento Luta de Classes (MLC) surgiu para lutar contra essa injustiça e para organizar os trabalhadores a reivindicar um salário digno, melhores condições de trabalho, igualdade, além de lutar por uma sociedade justa e sem exploração, isto é, pela sociedade socialista. Trabalhador unido jamais será vencido!

movimentolutadeclasses.org CONTATOS:

movimentolutadeclasses@gmail.com 81300973 // 25075752 Jornal

www.averdade.org.br

Um jornal dos trabalhadores a serviço da luta pelo socialismo


ELEIÇÕES NO SINTTEL-RIO