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CENTRO ESPÍRITA VICENTE DE PAULO Rua 7 de setembro no. 14-50 - Bauru - Centro – CEP. 17015-030 VOLUME 1

NÚMERO 80

ATIVIDADE NA CASA ESPÍRITA O título deste artigo é o mesmo de uma palestra proferida pelo conferencista baiano Divaldo Pereira Franco. Atividade na Casa Espírita tem por objetivo servir de parâmetro aos dirigentes e colaboradores do Centro Espírita, a fim de que os objetivos da Casa Espírita alcancem o sucesso almejado por dirigentes do mundo visível e invisível. A benfeitora espiritual Joana de Ângelis, pela mediunidade de Divaldo, propõe uma tríade ao dirigente espírita.

1º Espiritizar 2º Qualificar 3º Humanizar Espiritizar: parece paradoxal tocar no assunto espiritizar o Centro Espírita, mas há casas que se rotulam como Centro Espírita, contudo fogem a Kardec, trabalhando distante das diretrizes ensinadas pelo codificador. O Centro Espírita tem como foco principal ensinar Espiritismo, logo, todos os assuntos, inclusive os da atualidade, podem e devem ser abordados no Centro Espírita. Entretanto, importante reforçar que, estes assuntos, sejam eles quais forem, devem ser abordados fazendo o link com a Doutrina Espírita. O Centro Espírita não deve se envolver com terapias alternativas, com todo o respeito que estas merecem. Terapias alternativas devem ser praticadas por quem estudou e pesquisou para praticá-las, em ambientes independentes do Centro Espírita. Como exemplo citamos o caso de dirigente de um centro que se denominava espírita. Ele – o dirigente – começou a promover em “seu centro”, sessões de cromoterapia. Resultado: os freqüentadores nada entendiam o significado do Espiritismo, confundido-o com a cromoterapia. Enxergavam no Centro Espírita tão somente uma casa de recuperação. Imediatistas, queriam a breve cura para seus males, pouco se preocupando em estudar as obras de Kardec, que, saliente-se, atingem a causa das mazelas humanas ao ensinar que os males resultam de nossa invigilância para com as leis que regem a vida. Nada contra a cromoterapia ou qualquer outra terapia alternativa, contudo, que não seja realizada no Centro Espírita para que não se perca o foco do que ensina o Espiritismo. Por isso, como assevera Joana de Ângelis, é de suma importância espiritizar o Centro Espírita. Qualificar: vivemos a época da qualidade

JUNHO DE 2010

total, o Centro Espírita não pode ficar distante dessa realidade. O colaborador do Centro Espírita, inserido dentro do contexto da instituição, deve estar bem preparado para receber os freqüentadores, aperfeiçoando-se constantemente para bem servir. Aliás, a qualificação do trabalhador espírita demonstra solidariedade e respeito ao ser humano. Quanto mais preparado estiver o trabalhador espírita, mais útil será ao semelhante. Se vou dedicar-me ao atendimento fraterno, irei fazer cursos, trocar experiência com companheiros mais calejados que atuam nessa área, enfim, aperfeiçoar-me para oferecer qualidade às pessoas que procuram o Centro Espírita. Por isso, como ensina Joana de Ângelis, é de vital importância a qualificação do trabalhador espírita. Humanizar: o Centro Espírita precisa ser uma casa que exala instrução e amor, esclarecimento e conforto. Daí a necessidade de sua humanização, do carinho ao receber os freqüentadores, da tolerância para com as dificuldades alheias, da intensa luta que se deve imprimir contra o automatismo que muitas vezes caracteriza as relações humanas. Não somos robôs, somos seres humanos, espíritos imortais, com sentimentos, anseios, dificuldades, carências, conquistas... O olho no olho, o abraço fraterno, a conversa amena fazem parte dessa humanização. Lembro-me de famoso escritor espírita que ao ver a fila grande de pessoas que pediam seu autógrafo passou a acelerar o procedimento das assinaturas. Uma senhora, fã da literatura daquele escritor, ao ver a rapidez com que ele assinava, pediu-lhe: “Senhor, por favor, se não for pedir muito, gostaria que olhasse um pouco em meus olhos”.

O escritor então caiu em si. Compreendeu que estava sendo autômato nas relações com o ser humano. Humildemente decidiu rever seus conceitos, e a partir de então se tornou mais humano no trato com as pessoas que o procuravam dentro e fora do Centro Espírita. Por isso, como aconselha Joana de Ângelis, é de grande importância que o servidor espírita humanize sua relação com o semelhante, dentro e fora do Centro Espírita. Vale à pena pensar e refletir no que propõe a notável orientadora espiritual de Divaldo Franco, porquanto são ensinamentos de grande valia para o dirigente espírita que quer melhorar ainda mais o ambiente e os trabalhos que são oferecidos pela instituição que está temporariamente sob sua coordenação. Pensemos nisso. Wellington Balbo

"VOCÊ NUNCA ENFRENTARÁ UM PROBLEMA QUE NÃO ESTEJA CARREGADO DE OPORTUNIDADES."


EXPOSITORES DE JUNHO 03 - WELLINGTON BALBO 10 - SIDNEY FERNANDES 17 - JORGE LUIZ SALOMÃO 24 - SERGIO LIBÓRIO.

ANIVERSARIANTES DE JUNHO 07 - MARCO ANTONIO BATTAIOLA 11 - DENILSON ANTONIO NETTO 17 - ELISABETH DOMINGUES DOS SANTOS ZULNIE TENDOLO FAYAD 18 - GEISA CRISTINA DE FREITAS - MARIA APARECIDA CALEN 19 - RENÊ MIRANDA MIRAGLIA - RENY ALMEIDA MARONO 20 - IZABEL BOEMER COSTA 21 - LUZIA MIEKO OGUMA MARONO 25 - MAURICIO GONÇALVES DE MOURA 27 - ADELINO FERREIRA LIMA 29 - JOSÉ PEDRO DA L. DE GOUVEIA

A QUEM DEVEMOS DIRIGIR NOSSAS PRECES? "Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai

senão por mim". Jesus (Jo, 14:6)

Um senhor ainda bastante jovem conversava com o amigo a quem revelava as suas angústias. À época, passava por grande tribulação, que se arrastava por vários meses. E desabafou: - Já orei ao santo em quem meus pais confiavam que me ajudasse, mas não logrei o êxito almejado, embora tenha sentido um pouco de alívio. Mais tarde, recebi a sugestão de procurar outra alternativa. Anuí, e para lá dirigime. Observei que durante as suas preces públicas e também ao atender-me recorriam a determinado guia. Além disso, fui orientado a buscar a ajuda dele nos momentos em que me recolhia para orar. Obedeci. Nova melhora, porém sem que os problemas desaparecessem. Depois de ouvi-lo atentamente, disse o amigo: - No templo a que freqüento e nos meus estudos bíblicos, aprendi que as orações devem ser dirigidas a Deus. Podemos recorrer também a Jesus, tendo em vista que o Mestre é o único intermediário entre os homens e o Pai. E ninguém, além deles, pode livrar-nos definitivamente das tribulações. O interlocutor retrucou: - Compreendo que preciso estudar muito mais... Desde a antiguidade, o homem sente

necessidade de contar com a Proteção Divina, mas conserva forte tendência de eleger ídolos, a fim de sentir-se seguro. O exemplo que melhor expressa isso é o que está narrado na Bíblia: o comportamento adotado pelos judeus que viajavam do Egito para a terra prometida. Em inúmeras oportunidades foram amparados por Deus, que não os deixou passar fome nem sede. No entanto, bastou que Moisés permanecesse vários dias isolados no monte, para que se rebelassem e recaíssem na idolatria, representada pelo bezerro de ouro. Apesar de transcorridos milênios, o ser humano ainda não se libertou completamente dessa propensão, embora hoje em dia seja bem diferente. Não mais os deuses de antanho, mas homens, supostamente iluminados, que se desvestiram do corpo físico. Os que adotam esse comportamento sempre têm uma justificativa; alegam que recorrem aos santos ou guias unicamente com o objetivo de solicitar-lhes que intervenham em seu benefício junto ao Criador. Quem pode garantir que tenham evolução suficiente para cumprir esse papel? Quem os elegeu como intermediários não foram homens falíveis? Há no Evangelho do Reino algum ensinamento que corrobora essa conduta? Muitos ficam tão acostumados a apelarem para esses santos e guias que freqüentemente se esquecem de Deus e de Jesus, praticando o contrário do que prescrevem as leis de Deus e os ensinamentos evangélicos. Mais grave ainda quando lhes atribuem os méritos das suas ações, esquecidos de que só a Deus pertence a glória, como nos ensina o Mestre. O rei Roboão fez o que era mau, "porquanto não dispôs o coração para buscar o Senhor (2Cr, 12.14). É muito importante que as nossas preces sejam dirigidas ao Pai de todo o coração, com sinceridade, alegria, arrependimento dos equívocos que cometemos, e com o máximo empenho por nossa transformação moral. É muito tênue a linha que separa a admiração e o respeito da adoração; mais tênue ainda a que se interpõe entre as homenagens e a idolatria. Se não quisermos permanecer algemados às nossas crenças e opiniões, prudente seria deixá-las de lado, e passarmos a orar e buscar ajuda a Deus e a Jesus e estudarmos mais atentamente o que nos ensinam. Para isso, não precisamos deixar de cultivar a consideração que podemos ter para com os homens de bem; não lhes atribuindo, entretanto, virtudes, poderes e méritos que não conquistaram. Jesus foi ungido por Deus com o Espírito Santo e poder. Não deixemos de rever as instruções do Mestre sobre a oração, que se encontra no Evangelho de Mateus (Mt, 6.5-15). Umberto Ferreira.

"A OPORTUNIDADE PARA OS GRANDES ATOS PODE NUNCA CHEGAR, MAS A OPORTUNIDADE PARA AS BOAS AÇÕES SE RENOVA DIA A DIA.”


Maio/2010