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ARTIGO - ANO 2018 - EDIÇÃO 18

a outros jovens com SD de outros países (Ex: Portugal, Holanda e Estados Unidos), o estudo também mostrou diferenças significativas, variando para mais ou para menos, em função da idade e sexo. As curvas e o Movimento Apaeano Em 2012 no primeiro contato da UNICAMP através do pesquisador Dr. Fabio Bertapelli, com a FEAPAES/SP, para promover uma parceria neste projeto de construção da curva de crescimento para pessoas com SD, o Presidente na época Dr. Marco Aurélio Ubiali, aceitou prontamente pela relevância e impacto do estudo, autorizando e criando condições através da Coordenadoria de Educação Física, Desporto e Lazer a colaborar na divulgação, orientação e coleta dos dados. A mobilização teve a adesão de 48 APAES do Estado de São Paulo que entenderam a importância desta ferramenta para a sociedade e também para uma significativa parcela do público que atende em suas unidades. Desde então o vínculo das duas instituições (FEAPAES/SP e UNICAMP) se fortaleceram e, juntas, pesquisam para oferecer o que há de melhor para os profissionais que atuam na rede APAE.

Curvas de Índice de Massa Corporal para crianças e adolescentes com síndrome de Down do sexo masculino na faixa etária entre 2 e 18 anos.

Utilização das curvas As curvas de peso, estatura e perímetro cefálico seguem o mesmo método de utilização. Peso e estatura podem ser avaliados mensalmente até os 36 meses de idade e anualmente até os 20 anos. O perímetro cefálico, até 24 meses. Recomenda-se que sejam utilizados os percentis para a interpretação das curvas. Crianças com peso acima do percentil 95 podem apresentar risco de obesidade. As crianças com peso abaixo do percentil 5 podem apresentar risco de desnutrição. O IMC também é uma curva adequada para monitorar o estado nutricional. O IMC pode ser avaliado anualmente de 2 a 18 anos. Para interpretação do IMC, utiliza-se a fórmula: Peso em Quilograma dividido pela estatura em metros elevado ao quadrado (Kg/m²).

Curvas de Índice de Massa Corporal para crianças e adolescentes com síndrome de Down do sexo feminino na faixa etária entre 2 e 18 anos.

Fabio Bertapelli

Graduação em Medicina (FCM – UNICAMP). Doutor em Pediatria (FCM – UNICAMP). Professor Titular do Departamento de Pediatria (FCM - UNICAMP).

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Roberto Antônio Soares

Graduação em Educação Física (FESC). Especialista em Educação Física Especial e Adaptada (UNICLAR). Coordenador Estadual e Nacional de Educação Física, Desporto e Lazer (FEAPAES-SP/FENAPAES).

Gil Guerra Júnio

Graduação em Educação Física (UNIPAR). Mestre em Atividade Física Adaptada (FEF - UNICAMP). Doutor em Ciências (FCM - UNICAMP). Pós-Doutorando (FAPESP/UNICAMP).

Revista APAE em Destaque 18  
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