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janeiro 201 | mensal 3,5€ Continente

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EVITA LESÕES Treino para cada desporto

CORRiEs ma R Á P ID O O que deves fazer

20

dicas ciais essen

ALIMENTA-TE MELHOR EM 2014

Tens stress?

Usa-o a teu favor

Guia completo

QUEIMA GORDURA CORPO + DEFINIDO TREINADOR PESSOALI

PEDALAR ANDA EM

TRILHOS TÉCNICOS NADAR TONIFICA GLÚTEOS, ABDOMINAIS E PERNAS FITNESS TREINO ADEQUADO A CADA PROFISSÃO

Melhor performace no ski: Exercícios de preparação

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|SPORT

ATUAL

gente

t Spor e f i L

Hugo Vau

Surfista de ondas grandes

SOUL SURFER Surfou as maiores ondas da sua vida na Nazaré e faz parte do núcleo duro da equipa de segurança de Garrett McNamara. O português Hugo Vau descobriu a paixão pelas ondas grandes há muitos anos atrás e hoje está a viver o sonho mais intensamente que nunca! Por: Marta Leitão

PERFIL Nome: Hugo Vau Data de nascimento: 1 de julho de 1977 Naturalidade: Lisboa E-mail: hugovau@hotmail.com

Como surgiu a tua ligação ao projeto North Canyon?

Surgiu com um convite do Garrett para fazer segurança num campeonato de tow-in na Nazaré... Após o convite, surgiu a oportunidade de participar no campeonato onde supostamente iria fazer segurança, o Zon North Canyon Tow in Trials. Esta participação correu bem e cheguei à final. A partir daí a ligação surgiu naturalmente, cada vez surfámos mais vezes juntos e as sessões épicas com o Garrett e o Andrew Cotton começaram a surgir. Fala-nos do teu percurso no surf até hoje, da paixão pelas ondas grandes e do que mudou na tua vida com este projeto?

Sempre fui um freesurfer, sempre surfei o mais possível e a paixão pelas ondas maiores já vinha dos tempos de infância. Foram sem dúvida anos de grande esforço para conseguir manter o ritmo no surf de ondas grandes e o Tow in Surf, que implica grande investimento em motas

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e combustíveis. Foi com grande orgulho que integrei este projeto em 2011, um projeto completamente inovador e de grande sucesso, que nos proporcionou as melhores condições de segurança, para que se pudessem superar limites e quebrar recordes, minimizando o mais possível o risco enorme que este tipo de surf envolve. Acabei por surfar as maiores ondas da minha vida e como consequência os patrocínios surgiram nomeadamente a ZON, Agent Eighteen Wetsuits Europe, Ocean & Earth, Bjorkvin , Rollei Actioncam e Swox (aos quais deixo o meu agradecimento), logo o sonho de seguir a carreira de surfista de ondas grandes começou a tornar-se realidade. Já tinhas feito segurança de moto de água na Praia do Norte nos campeonatos de bodyboard Special Edition. Apesar de nessas situações as ondas não estarem tão grandes essas experiências contribuíram para que de alguma forma te sentisses mais “à


vontade” nesta praia tão especial?

Sem dúvida alguma que esses dias foram decisivos. Na Praia do Norte – Nazaré, os resgates são sempre um grande desafio, principalmente na maré cheia, mesmo com ondas mais pequenas. O espírito de todos os envolvidos nestes campeonatos de bodyboard, atletas, organização e público fizeram com que me apaixonasse por esta praia e sítio tão especiais e com que a cumplicidade com estas ondas fosse sempre crescendo. No ano passado estiveste nomeado para o Billabong XXL Awards. Fala-nos dessa onda.

Foi uma onda enorme que surfei em novembro... parecia que estava destinada... quando saltei para a água e agarrei no cabo para começar a fazer tow-in entrou o maior set do dia. O Garrett olhou para mim e perguntou-me se queria apanhar a maior onda da minha vida... e eu disse-lhe: Claro que sim!!! Senti que era uma onda gigante, pois o drop nunca mais acabava (risos)!!! Quando finalizei a onda senti muita adrenalina e muita paz de espírito... se é que se podem misturar estes dois sentimentos (risos). Na minha cabeça, em milésimos de segundos, passou a imagem da minha mulher, e de todos aqueles que me apoiaram na Nazaré e ao longo da vida... fechei os olhos e pensei... isto é para vocês...Obrigado!!! Esse foi o momento mais intenso e marcante que já viveste na praia do norte?

Surfar essa onda foi um deles, mas houve outros… as intensas sessões de novembro 2012, de 28 janeiro e esta mais recente a Big Monday em outubro com ondas que mais se assemelhavam a montanhas ficaram na memória. Como te preparas física e mentalmente para estas arriscadas sessões de tow in?

Tento passar o maior tempo possível em contacto direto com o Mar e a Natureza. Os treinos que realizo são na maioria ao ar livre, caminhadas, corridas, caça submarina, apneia, longas remadas e natação no mar e por vezes com golfinhos. A minha mulher, família, amigos, a equipa a que pertenço, e patrocinadores são os grandes incentivos para treinar cada vez mais e mais com o objetivo de me tornar um surfista profissional de ondas grandes. Apesar de toda a preparação e segurança envolvida, quando se desafiam condições tão extremas como estas há sempre coisas que podem correr mal. Quais os sentimentos que imperam lá fora?

São intensos, mas acima de tudo impera a diversão, e o facto de ser uma bênção poder surfar ondas e rebocar amigos para ondas tão magníficas que ficam na memória. É a nossa paixão, é para isso que treinamos e surfamos, contudo o foco total no que se está viver é imprescindível, precisamos de estar focados no momento e garantir ao máximo a segurança dos nossos companheiros de equipa, essa é a prioridade. Tiveste uma prova de confiança, ao teres sido convidado para participar neste projeto. Como tem sido trabalhar com o McNamara?

Tem sido uma experiência magnífica, consolidar os meus conhecimentos com a experiência de alguém com uma atitude tão inspiradora como o Garrett é um privilégio. É um grande surfista e ser humano, a amizade é um dos principais fatores de motivação da nossa equipa. Consideras a vinda de um surfista tão experiente como ele uma condição sine qua non para o sucesso deste projeto?

Claro está que os 20 anos de experiência do Garrett nas maiores e mais arriscadas ondas do planeta foram determinantes para o sucesso deste projeto, principalmente ao nível da segurança. Esse conhecimento aliado ao profissionalismo de todos os que envolvem este projeto desde os organizadores Paulo Caldeira à Equipa do Zon North Canyon e da Nazaré Qualifica fazem com que este projeto seja um sucesso a nível mundial. De ano para ano, continua-se a querer bater recordes na praia do norte. O que achas deste aparato todo à volta do tamanho das ondas e qual o teu grande objetivo pessoal neste projeto?

É natural que surja este aparato em redor da medição das ondas, o que até se torna engraçado e por vezes surreal. Não me compete medir ondas, sou simplesmente um surfista que procura adrenalina, diversão, e surfar ondas cada vez melhores e maiores. Relativamente ao surf e a este projeto, é esse o meu objetivo, a minha paixão e a minha vida. Fora os meses passados na Nazaré em busca de ondas gigantes, como é o teu dia a dia?

O meu dia a dia é passado com a minha cara metade, a Inês Borges, pelos Açores na Ilha Terceira. Lá criámos juntos uma empresa, a “Gigante Expeditions”, cujas atividades incluem pesca-turismo, passeios de barco, boat trips, observação de baleias e golfinhos e birdwatchig. Estas atividades permitem que o nosso dia a dia durante os meses de verão seja passado totalmente no Mar e na Natureza, sendo esta a grande preparação física e espiritual para as grandes ondas de inverno. www.sportlife.com.pt | 017


S SAÚDE

Se ardes no fogo do stress, não deites as culpas para o trabalho, para o chefe ou para os filhos. Salvo em casos extremos em que a tua vida ou a da tua família estão em perigo, tu podes decidir as coisas que te stressam. Este mês ensinamos-te a controlar o stress para que este não te queime. Por: Patricia Loebffer, psicóloga desportiva

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APAGA ESSE FOGO! H

á pessoas que só de ouvirem falar em stress, ansiedade, nervos já ficam stressadas. É um mal comum da nossa sociedade. As pessoas assustam-se quando o coração bate depressa sem motivo aparente, quando têm tremores ou lhes falta a respiração. O stress provoca a ativação de uma série de respostas fisiológicas que podem ser mal interpretadas e confundir-se com “está-me a dar um ataque”, “estou a perder o controlo”… Além disso acompanha-se de dificuldade em dormir, rigidez nas pernas e braços e muitos outros sintomas que estão presentes no estômago, pele, visão e inclusivamente na resposta sexual (a maioria dos problemas têm origem na ansiedade e não de uma dificuldade biológica para manter a ereção.) Convivemos diariamente com estes sintomas. São os sinais da ansiedade e stress. Quando os sentes significa que o teu sistema nervoso está ativado e que está a tentar defender-se de alguma ameaça. O que é uma ameaça para ti pode não o ser

para outra pessoa. Porque é que o nosso sistema nervoso responde desta maneira se à partida nos faz sentir mal e não nos ajuda? Porque a resposta de medo está nos nossos genes, quando o homem vivia nas cavernas há milhares de anos. Nas cavernas os animais eram a ameaça, e a resposta que permitiu a sobrevivência do homem foi o medo. O cérebro recebia o sinal de perigo quando o homem identificava o animal e o cérebro enviava um sinal ao sistema nervoso simpático para se ativar. Como se defendia de uma fera? O cérebro fazia uma avaliação rapidíssima sobre os recursos disponíveis para lutar contra o animal e ganhar. Se a avaliação era positiva, atacava. Se não, fugia. Tanto para a luta como para a fuga era necessário que o coração batesse rápido, o sangue é distribuído pelos músculos periféricos, o pulso e a respiração aceleram… a mesma resposta do nosso organismo quando pratica exercício. O stress e a ansiedade são teus amigos, precisas deles para sobreviver. Mas não

são necessários diante de perigos que não ameaçam a tua vida. Imagina que vais na rua e alguém se aproxima com más intenções. Vais precisar de correr ou pedir ajuda, ou seja, ficar a salvo da ameaça. Se estivesses completamente relaxado não terias capacidade de reação. Portanto, a ansiedade e o stress continuam a ser teus aliados. Mas tu deves decidir quando têm de ser ativados e quando não. Em suma, és tu que decides quais são as tuas batalhas. Se transformas o dia a dia numa ameaça contínua, se falar em público é perigoso, se uma entrevista de trabalho te desespera, se esperar numa fila te deixa ansioso, se preparar essa prova tem um efeito stressante… o teu mundo vai estar cheio de “stressores” que te irão provocar ansiedade. Precisas de um nível de ativação que te permita competir bem, estar em estado de alerta e responder às perguntas numa entrevista de trabalho, mas tens que aprender a autorregular-te. Procura o teu ritmo na vida e no desporto. Esse www.sportlife.com.pt | 033


|TREINADOR

PESSOAL

FITNESS

PREPARAÇÃO FÍSICA Caem os primeiros nevões e começa a vontade de esquiar. Mas será que estás preparado? Com o treino que te propomos, esta temporada vais desfrutar das pistas mais do que nunca. Por: Iñaki López, treinador de esqui alpino

PARA ESQUIAR

A

ntes das primeiras descidas da época, vamos propor a introdução de uma série de exercícios nos vossos treinos com o objetivo de preparação específica para que possam desfrutar muito mais do esqui. Quando colocamos os esquis e deslizamos entram em jogo muitíssimos fatores que uma vez postos em prática ao mesmo tempo se complicam: coordenação, equilíbrio, força, resistência, etc. Treinar certas condições físicas básicas e habilidades motoras terá uma melhoria significativa no nosso nível de esqui e com isso também reduziremos o risco de lesões.

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A TREINAR! 1. AGACHAMENTOS PROFUNDOS: É um dos exercícios mais importantes e completos para o esqui, porque o movimento é muito semelhante de uma curva quando esquiamos. De forma específica iremos trabalhar a força máxima. Se além disso realizamos este exercício com diferentes cargas e a velocidades diferentes iremos recrutar um número maior de unidades motoras (terminação nervosa unida a uma fibra muscular). Para trabalhar com diferentes cargas,

Toma nota destes exercícios e não te esqueças de os incluir nos treinos semanais.

Uma vez sistematizada a técnica básica do agachamento, segue estes pequenos passos que deves ir automatizando para te pores em pé sobre a bola suíça. > Primeiro, coloca a bola sobre uma superfície mole (como um colchão) e tenta manter o equilíbrio sentado sobre ela. Conselho: leva as mãos à frente, deslocando a bacia ligeiramente para trás enquanto a apertas com os calcanhares.

> Depois de dominado o primeiro passo, trata-se de aumentar o grau de dificuldade: ficar de joelhos em cima da bola mantendo o equilíbrio.

> O último passo e mais difícil: segura a bola com ambas as mãos, depois coloca um pé sobre ela e depois o outro, mantendo bem o equilíbrio. E por fim, lentamente mas com segurança vai-te levantando. Um bom truque para conseguir é pensar no apoio dos pés, não nas pernas.

é bom fazer o teste de 1RM (teste de força para averiguar o peso máximo com o qual só conseguimos fazer uma única repetição de um exercício). Desta maneira personalizaremos muito mais o treino e obteremos melhores resultados. Também podemos fazer agachamentos sobre uma superfície instável como a bola suíça, trabalhando além disso a nível propriocetivo e o equilíbrio. Mas estas variáveis significam um controlo maior, pelo que sugerimos que primeiro domines a técnica do exercício.

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Sport Life 142  

Em dezembro de 2013 realizou-se a maior competição de Corridas de Aventura, na Costa Rica, e a Sport Life esteve lá. Fomos ainda conhecer An...

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