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CINQUENTENÁRIO DA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL LIONS CLUBE COMPANHEIRO OSCAR MALUCHE: ALGUMAS MEMÓRIAS (1996 à 2016)

Brusque - SC 2016


*Nota: Esta obra foi elaborada em comemoração aos cinquenta anos de uma das importante escolas do município de Brusque/SC.

Colaboradora

Maria Izabel Archer Bolda

Autoras

Andréa da Rosa Luz Camila Macenhan Marilene Faria Büttenbender

Organizadoras

Andréa da Rosa Luz Camila Macenhan Marilene Faria Büttenbender Vera Lúcia Gaspar da Silva

Arte Gráfica

Mathias Luz Stotz

Revisão e Formatação Suzane Madruga

Apoio


C575Cinquentenário da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche: algumas considerações (1966 a 2016) / Andréa da Rosa Luz, Camila Macenhan, Marilene Faria Büttenbender; arte gráfica Mathias Luz Stotz; revisão e formatação: Suzane Madruga. - Florianópolis: UDESC, 2017. 110 p. ; 29 cm. ISBN: 978-85-8302Bibliografia: p. 97. <issuu.com/morlockartlab/docs/ebook_113-02> 1. Educação - Hiistória. 2.Professores - Formação. 3. História oral - Santa Catarina.I. Luz, Andréa da Rosa. II. Macenhan, Camila. III. Büttenbender, Marilene Faria. CDD: 370.9 - 20. ed. Ficha elaborada pela Biblioteca Central da UDESC

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SUMÁRIO PREFÁCIO ...........................................................................................................................

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................................

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METODOLOGIA DE PESQUISA PARA ELABORAÇÃO DO TRABALHO ..................

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RECONSTRUINDO A HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO ..................................................... Mudança de nomenclatura .................................................................................................... Espaço Pedagógico Informatizado da escola ........................................................................ Conhecendo os espaços da escola em 2016 .......................................................................... Comemorações da EEF Lions Clube Oscar Maluche ........................................................... Primeiras impressões profissionais na EEF Lions Clube Oscar Maluche ............................ Transformações que ocorreram ao longo dos cinquenta anos e vivenciadas enquanto profissional na referida escola ............................................................................... Práticas que marcaram o trabalho dos professores ............................................................... Impressões iniciais profissionais na EEF Lions Clube Oscar Maluche ................................ Práticas que marcaram seu trabalho pedagógico .................................................................. Impressões iniciais profissionais na EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche ......... Práticas que marcaram seu trabalho pedagógico .................................................................. Transformações que ocorreram ao longo dos cinquenta anos e aquelas que foram vivenciadas pela professora enquanto profissional da referida instituição ...............................................

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CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................................

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POSFÁCIO .......................................................................................................................... Impressões das Autoras e Organizadoras............................................................................... Andréa da Rosa Luz ............................................................................................................. Camila Macenhan ................................................................................................................. Marilene Faria Büttenbender ................................................................................................ Impressões da Organizadora................................................................................................. Vera Lucia Gaspar da Silva ..................................................................................................

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REFERÊNCIAS .................................................................................................................... ANEXOS .............................................................................................................................. MINICURRÍCULO DAS AUTORAS E ORGANIZADORAS ...........................................

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PREFÁCIO   Num dia, próximo ao cinquentenário da Escola Oscar Maluche, recebi da diretora desta escola, Andréa da Rosa Luz – Aluna da disciplina da História da Profissão Docente: memórias de professores, do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC, o convite para escrever este prefácio do livro digital Cinquentenário da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche: Algumas Memórias (1966 a 2016), resultado de uma pesquisa que foi desenvolvida por Andréa da Rosa Luz, Camila Macenhan e Marilene Faria Büttenbender como trabalho final da disciplina inserida no PPGE/UDESC, citado acima. O estudo perpassa pela metodologia da História a partir das memórias orais para evidenciar os aspectos que constituem a história da instituição mencionada. Senti-me honrada com o convite para essa participação neste trabalho, já que os relatos de profissionais que trabalham e trabalhavam na Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche (EEF Lions Clube Oscar Maluche) foram copilados por mim enquanto agente da biblioteca da escola. Este trabalho de solicitação e organização dos relatos ocorreu no decorrer do primeiro semestre de 2016. Os relatos utilizados neste livro fazem parte de um projeto da EEF Lions Clube Oscar Maluche, por meio do qual as homenagens são feitas por inúmeras pessoas que, de alguma forma, contribuíram para construir a história da escola que completa cinquenta anos de existência. Dessa forma, trata-se de relatos de funcionários que atuaram e atuam na escola no período de 1966 a 2016. Estas memórias apresentam opiniões e sentimentos de vários profissionais, demonstrando, assim, parte da evolução e das conquistas acompanhadas ao longo da história da referida instituição. Esta oportunidade proporciona a mim uma viagem no tempo, pois foi nesta escola em que iniciei minha carreira como professora de ensino primário, hoje denominado Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Nesta instituição permaneci até o último ano de atuação como professora e, mesmo depois de aposentada, voltei para esta escola para atuar na biblioteca. Agradeço às autoras/pesquisadoras por esta participação importante e gratificante! Professora Maria Izabel Archer Bolda. Brusque, 24 de junho de 2016

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CONSIDERAÇÕES INICIAIS A elaboração do presente livro teve como objetivo relatar momentos que fazem parte da história da EEF Lions Clube Oscar Maluche, quando esta instituição nos brinda com todas as conquistas ao longo de seus cinquenta anos. Cabe ressaltar que este E-book foi elaborado como trabalho final da disciplina intitulada História da Profissão Docente: memórias de professor, ministrada pela professora Dra. Vera Lúcia Gaspar da Silva no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade do estado de Santa Catarina (PPGE/UDESC). Os profissionais que participaram e ainda participam da constituição da caminhada desta instituição foram convidados para descrever os principais aspectos relacionados à sua atuação desde sua criação, em 19 de maio de 1966. A partir disso, as histórias de vida dos docentes e dos profissionais não docentes foram descritas. A opção por tal metodologia derivou do fato de que as abordagens (auto)biográficas compõem uma forma de renovação dos modos de conhecimento científico, justificando-se pela crise dos paradigmas hegemônicos da sociologia e da ciência (NÓVOA, 1992). Os profissionais convidados destacaram suas experiências na EEF Lions Clube Oscar Maluche e, dessa forma, amparamo-nos em Nóvoa (1992, p. 17) quando defende que o aspecto pessoal e o profissional são indissociáveis. Eis-nos de novo face à pessoa e ao profissional, ao ser e ao ensinar. Aqui estamos. Nós e a profissão. E as opções que cada um de nós tem de fazer como professor, as quais cruzam a nossa maneira de ser com a nossa maneira de ensinar e desvendam na nossa maneira de ensinar a nossa maneira de ser. É impossível separar o eu profissional do eu pessoal.

Ao analisarmos os relatos, ficou-nos perceptível a influência que as experiências dos sujeitos, enquanto alunos, permanecem na caminhada profissional dos mesmos, quando se tornam professores, por exemplo. Um número significativo de depoentes evidencia que, nos dias de hoje, trabalham na escola e lembram quando foram alunos da instituição. A respeito das histórias de vida como uma abordagem metodológica, Nóvoa (1992, p. 19) destaca constitui-se um movimento que “[...] nasceu no universo pedagógico, numa amálgama de vontades de produzir um outro tipo de conhecimento, mais próximo das realidades educativas e do quotidiano dos professores”. Aqui fica-nos evidente a importância de valorizarmos os dados apresentados pelos sujeitos

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que participam da história de uma instituição, pois, em seus relatos estão presentes elementos riquíssimos a desvelarem pontos não contemplados na documentação oficial. Nesta perspectiva, além de relatos sobre a história da instituição mencionada, nossa proposta também envolveu o convite aos professores que estão aposentados, os quais lecionaram grande parte da sua carreira na Escola Oscar Maluche . Este momento envolveu a entrevista com duas professoras, sendo uma delas a primeira docente da instituição e a outra que atuou na direção escolar. Em um segundo momento, realizamos análises sobre a carreira docente por meio da formação de um grupo de discussão composto pelos professores que atuam na referida escola de Ensino Fundamental, estes contratados através de concurso público e que seguem um plano de carreira. Neste segundo momento, os professores expuseram suas considerações referentes à acolhida na instituição e expectativas que possuem ao longo de sua atuação. Ao utilizar as discussões de Nóvoa (1992), identificamos que é possível analisar as abordagens (auto)biográficas a partir de nove categorias, não sendo estas exclusivas, mas sim adotadas com a intenção de possibilitar a construção de alicerces para uma maior compreensão em relação à tal metodologia. A seguir descrevemos as categorias mencionadas por Nóvoa (1992):

1. Objetivos essencialmente teóricos, relacionados com a investigação versus pessoa (do professor)

2. Objetivos essencialmente teóricos, relacionados com a investigação versus práticas (dos professores)

3. Objetivos essencialmente teóricos, relacionados com a investigação versus profissão (de professor)

4. Objetivos essencialmente práticos, relacionados com a formação versus pessoa (do professor)

5. Objetivos essencialmente práticos, relacionados com a formação versus práticas (dos professores)

6. Objetivos essencialmente práticos, relacionados com a formação versus profissão (de professor)

7. Objetivos essencialmente emancipatórios, relacionados com a investigação-formação versus pessoa (do professor)

8. Objetivos essencialmente emancipatórios, relacionados com a investigação-formação versus práticas (dos professores) 9. Objetivos essencialmente emancipatórios, relacionados com a investigação-formação

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METODOLOGIA DE PESQUISA PARA ELABORAÇÃO DO TRABALHO Na segunda quinzena do mês de maio de 2016, após as análises de relatos sobre a EEF Lions Clube Oscar Maluche, os quais foram realizados no fim do ano de 2015 e durante o ano corrente, agendamos entrevistas com duas professoras aposentadas que atuaram ao longo de suas carreiras na instituição mencionada. As professoras foram convidadas, a partir da leitura dos relatos, para exposição de fatos que compõem a história da escola. Uma das profissionais entrevistadas foi a primeira professora da EEF Lions Clube Oscar Maluche, a Professora Marlete Coelho Barg (atuou entre maio de 1966 e setembro de 1981). Também convidamos a Professora Osnita Kuneski Teixeira, uma das gestoras da instituição (no período de 1997 a 2005). Após a análise dos documentos, realizamos a visita inicial à instituição na data de 23 de maio de 2016. Além das entrevistas, propusemos um grupo de discussões com os docentes que ministram aulas na condição de docentes efetivos da instituição que pertence à Rede Municipal de Ensino em Brusque. No primeiro contato com os professores, explicitamos elementos do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Para a obtenção deste documento (Apêndice A), ressaltamos que o processo não envolveria gastos nem remuneração aos participantes. Com base neste processo, apresentamos a seguir os aspectos conceituais sobre os instrumentos utilizados para a coleta dos dados. Para obtenção destes, optamos pela entrevista semiestruturada, a qual se caracteriza pela interação. Dessa forma, Lüdke e André (1986) definem que nas entrevistas não totalmente estruturadas o entrevistado tem a possibilidade de discorrer sobre o tema proposto a partir das informações cujo domínio ele possui, sendo este o principal propósito do instrumento de coleta de dados. Consideramos que, na realização das entrevistas, há a possibilidade de correções, esclarecimentos e adaptações, tornando o instrumento um modo eficaz na obtenção das informações. Nesta perspectiva, os estudos de Lüdke e André (1986, p. 34) ressaltam o seguinte: “Enquanto outros instrumentos têm seu destino selado no momento em que saem das mãos do pesquisador que os elaborou, a entrevista ganha vida ao se iniciar o diálogo entre o entrevistador e o entrevistado”.

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É perceptível a possibilidade de o entrevistador direcionar os momentos aos entrevistados, sempre pensando em não interferir na legitimidade dos dados. O termo entrevista guiada é uma denominação adotada por Richardson et al. (2009) para referir-se à tal técnica de coleta de dados. Os autores citam o fato de a entrevista semiestruturada depender de conhecimentos prévios por parte do pesquisador com relação aos aspectos que deseja perguntar, ressaltando, porém, que a liberdade de expressão do entrevistado não poderá ser abalada. A definição de entrevistas semiestruturadas exige a proposta de um roteiro, contudo, demanda a garantia de liberdade ao entrevistado. Assim, para Hernández Sampieri et al. (2013, p. 426), [...] as entrevistas semiestruturadas se baseiam em um roteiro de assuntos ou perguntas e o entrevistador tem a liberdade de fazer outras perguntas para precisar conceitos ou obter mais informações sobre os temas desejados (isto é, nem todas as perguntas estão predeterminadas).

Desse modo, organizamos as entrevistas com base em um roteiro, considerando as especificidades de cada discurso. Portanto, as questões referentes ao momento de entrevista serviram para balizar o encontro entre pesquisadoras e professores da EEF Lions Clube Oscar Maluche. O grupo de discussão foi proposto aos professores atuantes após a distribuição de questionários. Tais instrumentos foram entregues com aproximadamente dez dias de antecedência aos docentes integrantes do quadro efetivo da EEF Lions Clube Oscar Maluche, sendo este o critério de seleção para participação no estudo. Desse modo, as afirmações realizadas no grupo de discussão são oriundas das questões que naquele momento foram partilhadas. Na condição de entrevistadoras e mediadoras do grupo de discussão, realizamos as gravações com a permissão dos professores e, posteriormente, a transcrição de suas falas1 . Retornamos o material aos participantes do estudo, com as transcrições das falas para a verificação com eles da necessidade ou não de ajustes na forma de descrição e das afirmações efetuadas.

1 Na transcrição das falas (entrevistas e grupo de discussão) os tempos verbais e determinadas expressões próprias da realização dos relatos foram mantidas com o propósito de não descaracterizar os instrumentos utilizados no processo da coleta dos dados. No entanto, alguns trechos foram suprimidos ou modificados (através do recurso colchetes) para fins de adequação linguística.

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CAPÍTULO I

RECONSTRUINDO A HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO POR MEIO DE RELATOS   Neste momento, apresentamos relatos de funcionários que fizeram e fazem parte da história da Escola de Ensino fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche. Os participantes foram convidados a descreverem elementos que constituíram seu percurso profissional na instituição.

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RELATOS

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Adriana Vicente Nomura Crespi Iniciei na escola Oscar Maluche em abril de 2015, como educadora social. Minha função na escola é fazer a ponte entre professor e aluno que apresenta alguma deficiência, auxiliando-o a desenvolver as atividades propostas pelo professor. Esta é minha primeira experiência em uma escola, estou gostando muito. Conheci muitas pessoas e todos os dias é um aprendizado. Fico feliz em fazer parte dessa história. Estarei comprometida e espero poder contribuir para o progresso da escola Oscar Maluche. Parabéns a todos pelos 50 anos! Brusque, 09 de março de 2016.

Alessandra Nolli da Silva Minha passagem pela escola Oscar Maluche... Era o ano de 1994 e, pela primeira vez, eu entrava numa escola de Ensino Fundamental não como aluna, mas sim como professora... Apesar de não me sentir uma professora! Eu tinha dezesseis anos de idade e estava no magistério quando veio o convite para lecionar na escola Oscar Maluche. Medo, desafios, mudanças e muito conhecimento seriam necessários ao longo dessa nova caminhada [...] eu era muito jovem e hoje consigo entender os olhares desconfiados dos colegas professores com mais idade, com mais experiências. Eu era uma adolescente aprendiz! Durante essa fase, recebi muito apoio da direção e coordenação, e guardo com muito gratidão todos os ensinamentos. Dona Ivanete Zucco, minha primeira diretora, e a nossa querida coordenadora Tânia foram pessoas muito importantes nesse período de iniciação profissional. Lecionei, primeiramente, para a segunda série e a minha passagem pela educação, que era para ser temporária, acabou virando permanente. Os alunos me conquistaram e a cada dia eu me sentia mais acolhida e incentivada a percorrer o caminho da educação. Confesso que em muitos momentos pensei em desistir, mas havia sempre uma palavra amiga e o sorriso sincero de um aluno! A graduação em Pedagogia foi a minha primeira opção no vestibular!

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Quero agradecer algumas pessoas muito especiais que fizeram parte do meu crescimento pessoal e profissional nessa escola: à professora de matemática, Srª Lúcia, parceira das turminhas da segunda série, com suas dicas sempre valiosas, à minha querida colega Lígia, competente professora de quarta série, professora Claudete que, com seu jeito direto e em alguns momentos rude, agradeço por cada bronca... Me ajudaram a crescer... Enfim, os agradecimentos e gratidão são extensivos a todo quadro de servidores da época. Quero agradecer a oportunidade de fazer parte de uma escola que sempre me acolheu e me incentivou a nunca desistir da educação! Acredito que sempre temos mais e mais a aprender. Mas, reconheço que se me tornei uma professora foi graças aos ensinamentos e encantamentos recebidos por essa equipe... A culpa é de vocês! Parabéns Escola Oscar Maluche pelos seus 50 anos dedicados à educação! Brusque, 16 de maio de 2016.

Alfredo Montanha    Iniciei na Escola o Oscar Maluche em fevereiro de 2007 como servente e permaneço até hoje. Estou muito feliz por fazer parte desta escola. Brusque, 19 de abril de 2016.

Ana Caroline Gobatto    Eu cheguei nessa incrível escola no ano de 2014, na função de professora responsável pela sala informatizada. Encontrei ali uma equipe unida, cheia de vigor e ideias, onde todos sempre estão dispostos a se ajudar, apesar de todas as dificuldades enfrentadas a cada dia. Foi realmente uma passagem inesquecível, onde pude ter novas experiências e também compartilhar meu conhecimento com todos e também aprender muito com cada um que por ali passou. Foi algo único! Brusque, 22 de abril de 2016.

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Ana Maria da Silva Comecei a trabalhar na Escola Oscar Maluche no mês de julho de 2006 até dezembro de 2012, como era Act, tinha os fechamentos de contratos, mas era por curto período de tempo, por isso, logo retornava para o Oscar Maluche. Durante todo o tempo que trabalhei na escola, ajudava a merendeira, dona Roseli, na cozinha. Era uma boa equipe de trabalho. Além de trabalhar, fui aluna e meus filhos também estudaram na escola. Neste momento, tenho uma neta que continua nossa geração na Escola Oscar Maluche. Brusque, 13 de abril de 2016.

Angela Regina Martins    Cheguei na Oscar Maluche em 2013. Fui muito bem recebida pelo grupo, meu primeiro desafio foi o 2º ano.    Em 2014 continuamos o trabalho, dessa vez com o 1º ano. Já em 2015 veio minha tão sonhada efetivação, onde fui colaborar em outra unidade escolar. Ao final do ano, quando tive a oportunidade de escolher minha lotação não tive dúvida, escolhi a Escola Oscar Maluche para ser minha segunda casa!    Fico feliz por fazer parte dessa família. Brusque, 28 de fevereiro de 2016.

Braian Felipe Hochsprung    Sou o professor Braian, de língua inglesa da E.E.F. Oscar Maluche, em 2015 e 2016. Gostei e gosto muito de trabalhar nessa escola, os alunos parecem gostar muito das aulas. Ano passado, eles comentavam que meu trabalho era bem diferente do trabalho do que os outros professores de inglês faziam, que era só focar em tradução. E eu já faço algo mais significativo envolvendo as quatro habilidades do idioma.

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Acho realmente uma escola muito boa para trabalhar, não me arrependi de ter a escolhido e até recomendo quem pensa em escolher ela um ano para trabalhar, pois é uma escolha muito boa, a diretora Andréa é muito competente, realmente um exemplo de profissional a ser seguido por outros diretores e os outros professores são bem amigos. Brusque, 23 de fevereiro 2016.

Camila Jorge    Trabalhei a primeira vez nesta escola em 2009 e agora atuo aqui desde 2012 como professora de Educação Física. Sou professora Act mas sempre que consigo vaga nesta escola prefiro trabalhar aqui, pois adoro os alunos, a comunidade e sinto um clima muito bom e de parceria entre professores e funcionários. Gostaria de aproveitar e parabenizar a escola pelos seus 50 anos. Brusque, 04 de março de 2016.

Clarice Felipim    Eu, Clarice Felipim, trabalhei na escola Oscar Maluche nos anos 1996 e 1997 com as turmas de 3ª séries. Na época, as disciplinas eram divididas entre os professores, sendo que eu fiquei com Matemática, Ciências e Religião, enquanto que a outra professora, Elizabeti Goedert, ficou com as seguintes disciplinas: Português, Estudos Sociais (História e Geografia) e Artes. Ficávamos até a hora do lanche com uma turma e depois com a outra, e dava muito certo esta divisão.    Lembro que, em 1996, a nossa cidade foi sede dos Jogos Abertos de SC (JASC) e nossas turmas de 3ª e 4ª séries foram convidadas para participar da apresentação de abertura dos jogos. Foram várias tardes de ensaios no campo do Brusque e o resultado foi perfeito. As crianças, usando roupas brancas, fizeram bonito na apresentação.

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O grupo de professores da época era unido e empenhado em fazer uma educação de qualidade. Também se destacava o interesse nas crianças em aprender. O tempo passou rápido e estas crianças já são adultos, muitas mães e pais e, hoje, tenho o privilégio de ser professora de filhos de [...] meus alunos. Brusque, 11 de abril de 2016.

Claudia Aparecida Fogaca    Iniciei na Escola Oscar Maluche em fevereiro de 2008. Sou formada em Geografia e História pela UNIVALI e UNIFEB, com pós-graduação em Interdisciplinaridade em história e geografia. Trabalho com turmas de 6º ao 9º ano. Gosto muito de trabalhar nesta escola. Brusque, 01 de abril de 2016.

Cleide Reis Silva    Olá, meu nome é Cleide Reis Silva, sou professora efetiva na matéria de Arte desde 2015, porém meu vínculo com a escola é de muito tempo.    Ingressei na EEFOM primeiramente como aluna em 1990 e, com o passar do tempo, quando estava no Ensino Médio, fui chamada por diversas vezes para substituir alguns professores, o que me deixava muito feliz, sentia que esses profissionais acreditavam em mim.    Certa vez, substituindo uma professora, percebi que a dona Gina, como era chamada, me observava pela janela, quando terminada a aula, ela me procurou e disse: você tem futuro como professora!    Em 2013 ingressei na escola como ACT. Pois bem, o sonho desde os 6 anos de idade em ser professora se tornou realidade, de estudante à professora, com muito orgulho! Sou formada em Artes Visuais, pós-graduada em Educação e História da Arte e, atualmente, [estou] cursando Arteterapia. Brusque, 30 de março de 2016.

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Debora da Luz Scheffer    Me chamo Débora da Luz Scheffer, sou agente administrativo e atuo na secretaria da Escola Oscar Maluche desde o dia 02/03/2016. Meu primeiro dia de trabalho na escola foi muito especial, pois os novos colegas foram muito receptivos e acolhedores.    Espero corresponder às expectativas e somar com o trabalho aqui já existente. Brusque, 07 de março de 2016.

Elizete wippel minuzzi    Iniciei na Escola Oscar Maluche em 30 de janeiro de 2015, quando fui chamada do concurso que prestei para trabalhar na sala multifuncional – AEE. Tenho como função de avaliar, identificar quais os elementos facilitadores e quais as barreiras que estão dificultando a aprendizagem do aluno com ou sem deficiência para que, assim, ele venha participar do atendimento na sala multifuncional 2 vezes na semana com 1 hora de duração. Auxilio também os educadores sociais e monitores que acompanham os alunos com laudo médico, que necessitam de intervenção na mediação da aprendizagem e nas atividades da vida diária.    A Educação Especial é uma modalidade de ensino que perpassa todos os níveis, etapas e modalidades. Realiza o atendimento educacional especializado, disponibiliza os serviços e recursos próprios desse atendimento aos alunos e alunas e orientando professores(as) quanto à sua utilização nas turmas comuns do ensino regular.    Enfim, trabalho em parceria com a equipe administrativa, pedagógica e corpo docente para visar um ambiente mais inclusivo e para que todos possam ter direitos e deveres respeitados e uma escola onde as diferenças existam e possam ser aceitas e respeitadas por todos.    Gostaria de parabenizar esta escola que me acolheu muito bem e desejar muitos anos e que possam continuar fazendo parte desta história. Brusque, 20 de maio de 2016.

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Fernando Luis Merizio    A Escola Oscar Maluche é uma grande referência na minha carreira profissional. Nessa escola, uma das primeiras onde pude lecionar, encontrei grandes profissionais com os quais aprendi muito, e mesmo com uma passagem curta pela escola, muitos desses colegas de trabalho se tornaram amigos para uma vida toda.    Essa escola também sempre foi para mim uma grande referência na área das tecnologias educacionais, onde tenho meu maior campo de conhecimento e de atuação. A Escola Oscar Maluche mantinha uma tradição de grandes projetos em tecnologias educacionais, por meio do projeto Espin (Espaço Pedagógico Informatizado) e de todo o trabalho desenvolvido pelo coletivo da escola. A escola, em suas atividades de tecnologias educacionais, foi sempre muito inspiradora para aquilo que eu almejava enquanto profissional, e sempre será um local de referência para o início e a consolidação dos trabalhos em tecnologias educacionais em nosso município, conduzido brilhantemente pelo professor Rogério Pedroso, pelo professor João Luiz e pela professora Glória. Certamente, há muitos outros nomes de grande importância para citar, mas vou me ater àqueles que, por muito tempo, conduziram esse projeto. Também não dá para mensurar o entrosamento de tantos colegas de trabalho em nossas viagens de final de ano. Eram momentos onde solidificávamos nossos laços profissionais por meio dos laços pessoais, resultando em uma equipe sempre em sintonia. Também não posso deixar de relatar um fato curioso e muito importante para a minha vida, que aconteceu nessa escola. No ano de 2006, estava trabalhando no Espin da escola Prof.ª Augusta Knorring e, por conta de um evento esportivo que iríamos realizar na escola, fui até a Escola Oscar Maluche para pegar emprestado uma trave de futebol para um torneio. Quando fui até o local onde estavam as traves, eis que encontro com a professora Jaqueline cuidando dos seus alunos. Trocamos algumas palavras, mas nada mais. Nem sabia eu que aquela professora se tornaria o amor da minha vida; nos conhecemos efetivamente na Escola Augusta Knorring, no ano seguinte, e começamos a namorar. Quero terminar agradecendo aos colegas e amigos por essa jornada na Escola Oscar Maluche e dizer que sempre há boas lembranças e muitas saudades de todos! Brusque,15 de março de 2016.

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Gisele Smanioto    Trabalhar no Oscar Maluche foi uma grande experiência positiva! Fiquei nessa escola 3 anos, onde ensinei e também aprendi muito!    Uma escola acolhedora e, acima de tudo, amiga. Brusque, 28 de maio de 2016

Gladis da silva vale dos santos    A minha história na E.E.F. Oscar Maluche inicia em 2007, quando fui aprovada no concurso público e tive a oportunidade de iniciar minha primeira experiência como professora de séries iniciais. Havia me formado em 2006 e até aquele momento tinha apenas a experiência adquirida no estágio, durante o curso de Pedagogia. Iniciei com uma turma de 2ª série e, apesar das dificuldades encontradas, foi uma fase de muitos desafios superados e grande aprendizagem, onde encontrei o apoio de toda a equipe da escola, especialmente da diretora Tânia, da orientadora Andréa e da professora Fabiane.    Esse ano a escola completa 50 anos de existência. Felizmente voltei para “casa” depois de passar sete anos em outros espaços, trabalhando com inclusão digital e tecnologias na educação. Estou muito contente pela oportunidade de voltar para a escola e poder comemorar esta passagem de jubileu de ouro, como um ano em que voltamos a nossa atenção aos sucessos e conquistas alcançados pela escola, assim como os desafios enfrentados e os que estão por vir. Brusque, 19 de abril de 2016.

Graziela Maffezzolli    Em 1996 eu tinha 14 anos, quando concluí o Ensino Fundamental na Escola Oscar Maluche (na época correspondia à 8ª série).

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Lembro-me da formatura que a escola costumava realizar para as turmas concluintes ao final do ano letivo. Mais do que uma formalidade, que representava o sucesso em uma etapa acadêmica, a formatura era um ritual que celebrava a prosperidade, tanto no estudo quanto na vida dos jovens. Havia um sentido de progressão pessoal, pois se entendia que, ao concluir a 8ª série, os jovens formados já tinham idade para fazer algumas escolhas como, por exemplo, se continuariam os estudos, ou se priorizariam o trabalho, ou ainda as duas coisas.    Nem todos os meus colegas de classe aspiravam ao Ensino Médio, e alguns interromperam os estudos para trabalhar, para auxiliar no orçamento de suas casas, ou ainda para constituir suas próprias famílias. Mas, independentemente do que cada um seguiria no ano seguinte, a formatura representava um portal, uma passagem entre a nostalgia pela pessoa que éramos e pela história vivida também na escola até aquele momento, e a ansiedade pelo que nos tornaríamos a partir de então. Eu chorei com saudades da escola e das pessoas, da convivência escolar depois da festa de formatura, mesmo estando feliz com as possibilidades que me sorriam.    Segui meu caminho e outras formaturas chegaram, primeiro a do Ensino Médio, depois a da faculdade de licenciatura em História. Entre outras coisas, eu escolhi ser professora e tive a ambição profissional de retornar à Escola Oscar Maluche para trabalhar. Este desejo se concretizou em 2013. Entre 1996, quando eu era estudante, e na atualidade, como professora, percebo que a Escola Oscar Maluche não é a mesma de outrora, e nem poderia ser! Com o passar do tempo, ela se transformou pelas novas leis educacionais, pelas novas políticas, pelas novas pedagogias e, principalmente, por novas pessoas. Hoje, a Escola Oscar Maluche é o retrato da sociedade brusquense, marcada por intensa diversidade sociocultural e pelos desdobramentos que a pluralidade enseja.    Eu me dou conta de que retornar à escola da minha formação inicial para trabalhar representa mais do que um reencontro com minha história pessoal, pois é, também, um reencontro com a história do lugar onde sempre morei, com a comunidade reinventada. Me dou conta de que ser professora na Escola Oscar Maluche é aprender diariamente sobre as relações humanas e sobre as construções sociais que os encontros proporcionam.    Eis que nossa escola completa 50 anos de fundação. Celebrar esta data é também celebrar as vidas que compuseram esta história, e cada aprendizagem, cada sentido formado, cada saber propagado, cada fluxo vital e transformador. Parabéns Escola Oscar Maluche! Que teu legado seja luz em cada um que contigo se faz mundo! Brusque, 23 de maio de 2016

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Ivanete da Silva Mafra    Em fevereiro de 1999 iniciei minhas atividades na referida unidade escolar como professora em atribuição de exercício, [pois] era lotada na E.E.F. Augusta Dutra de Souza, no Bairro Limeira. Logo me adaptei à escola e à comunidade Steffen. Sendo assim, solicitei a remoção. Atuei sempre como professora dos Anos Iniciais, principalmente nos 2º anos e 3º anos. A cada ano que passa, gosto mais do trabalho que venho desenvolvendo. Atualmente, faço parte do Projeto Mais Educação, que tem como objetivo atender às crianças no contraturno escolar. Atuei com vários profissionais, pessoas maravilhosas que contribuíram muito com o meu profissional e pessoal.    Sou formada em Pedagogia com habilitação nos Anos Iniciais e [tenho] pós-graduação em Alfabetização e Gestão Escolar. Brusque, 07 de abril de 2016.

Jaqueline Medeiros    Nossa.... Quantas recordações!!!    Minha passagem pela Escola Oscar Maluche aconteceu em dois anos: no ano de 2006 e no ano de 2009.    No ano de 2006, trabalhei nos períodos matutino e vespertino com o projeto piloto dos primeiros anos das turmas de Ensino Fundamental de 9 anos. [...]. Em 2009, novamente volto para a escola para trabalhar com o primeiro ano nos turnos matutino e vespertino. Guardo em minhas memórias e no meu coração ótimas lembranças. Desde o primeiro momento foi paixão à primeira vista pela comunidade, pelo grupo de profissionais, pelo projeto educativo. No entanto, o que mais marcou foram os laços afetivos que construímos. Muitos companheiros de trabalho tornaram-se amigos especiais que permanecerão para sempre em minha vida. Ainda hoje, 10 anos depois, encontro os alunos da época, [que] me abraçam carinhosamente e se recordam de momentos que vivemos com brilhos nos olhos. Sem falar das famosas excursões de final de ano, que tive o prazer de participar por muitos anos. Nossa, quanta saudade!! (P.S.: Quanta falta a querida Tânia me faz!) Brusque, 06 de março 2016.

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Jacione da Silva    Iniciei na Escola Oscar Maluche em 06 de abril de 2016, em duas turmas de 3º ano. Minha formação é Magistério, trabalhei no ano passado na Educação Infantil. Está sendo muito desafiador trabalhar com essas turmas, mas com determinação tudo dará certo. Fui muito bem recebida por todos na escola. Brusque, 22 de abril de 2016.

Jenifer Prette Jorge    Sou formada em licenciatura de Música com pós-graduação em Educação Musical.    Trabalhei na escola em 2009 como professora da disciplina de Arte e tive a alegria de retornar nos anos de 2013 e 2014 com o Projeto Encantar de Canto Coral, atendendo alunos do 3º ao 7º ano.    Poder colaborar com a história dessa escola e o crescimento da educação é algo incrível e prazeroso para qualquer profissional. Brusque, 16 de maio de 2016.

Jenifer Raquel Dutra    Iniciei nesta escola em 18 de fevereiro de 2013, como merendeira, continuo na mesma [função], fazendo a merenda para as crianças. Brusque, 02 de março de 2016.

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Jessica A. J. S. Teixeira    Memórias Oscar Maluche...    Meu nome é Jéssica, sou professora dos anos iniciais e tive o prazer de lecionar na E.E.F. Oscar Maluche no ano de 2015 nas turmas do 4º ano A e B. Cheguei à cidade de Brusque no mesmo ano em que lecionei e, por ser uma cidade onde não conhecia, tive algumas dificuldades. Porém, ao iniciar, fui muito bem acolhida pela E.E.F. Oscar Maluche, tanto pelos funcionários quanto pelos alunos e pais. A E.E.F. Oscar Maluche é uma escola acolhedora, possui muita capacidade de formar bons cidadãos, que prevê o melhor para seus alunos, funcionários e comunidade. No ano em que lecionei, pude conhecer um pouco mais da história da escola e da comunidade, pois trabalhamos em sala com os alunos, onde até levamos para o desfile em comemoração ao aniversário de Brusque.    Quero agradecer por todo apoio que a escola me proporcionou, sinto muita saudade. Foi um privilégio fazer parte desses lindos 50 anos. Parabéns pelos 50 anos de história e de muito aprendizado! Brusque, 27 de maio de 2016.

Jurete da Silva    Quero parabenizar a Escola Oscar Maluche pelos seus 50 anos. É com orgulho, pois fiz parte dessa história, uma educação de qualidade na busca da formação do cidadão crítico. É motivo de orgulho, pois me sinto envaidecida por ter sido, por um período, protagonista desta história de sucesso. Parabéns gestão, professores, alunos, enfim... Parabéns família EEFOM! Os meus mais sinceros votos e anseios de que essa propulsora e promissora casa de educação continue trilhando os caminhos árduos da formação de crianças, adolescentes e jovens, que, com toda certeza, formarão [um]a sociedade justa, equilibrada e ética que se almeja edificar.    Como pedagoga tenho um imenso:

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Orgulho de poder prestar os meus Serviços educacionais a esta Comunidade EEFOM tão Amada e Respeitada Momentos e Amizades inesquecíveis surgiram Lembranças para a vida toda Unindo cada um desses momentos Cultivamos a amizade com Honestidade e Emoção... Brusque, 27 de março de 2016. 

Juliana Janjar Casarin    Meu nome é Juliana Janjar Casarin, sou professora de Ciências do 6º ao 9º ano nesta escola.    Sou formada em Ciências Biológicas - licenciatura e bacharelado. Entrei na escola este ano, 2016. Brusque, 02 de março de 2016.

Lidia Pedrini    Formada em Pedagogia e pós-graduada. Iniciei as atividades na Escola Oscar Maluche na função de secretária, nos anos 1999 a 2002. Existem pessoas que desempenham papéis importantes nas nossas vidas e recordo com saudades de todos que fizeram parte dessa caminhada. Muitas conquistas foram alcançadas com dedicação e responsabilidade com os alunos, professores, funcionários e comunidade.

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Sou muito grata porque pude dividir e compartilhar experiências ou vice-versa, e por fazer parte da história dessa escola, pois sempre fica algo da gente e levamos muito dos outros.    A saudade talvez seja uma das mais belas formas de afinidade, sem ela não teríamos a alegria do abraço de alguém, que mesmo distante nos faz bem.    Com muitas recordações e saudades!!!   Parabéns!!!    Escola Oscar Maluche pelos 50 anos e a todos que fizeram e fazem partem dessa história. Brusque,18 de maio de 2016.

Lizandra Emerim de Oliveira    Iniciei minhas atividades na Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche no dia 01 de fevereiro de 2010, na função de agente administrativo.    Foi a minha primeira experiência na área da educação e, quando cheguei aqui, encontrei algumas dificuldades, mas ao longo do tempo, com a ajuda de pessoas muito especiais, fui me encontrando e aprendendo todas as atividades desta função tão importante na escola.    Aprendi a valorizar ainda mais o trabalho dos professores, a compreender a realidade de alguns alunos e, assim, fui fazendo amizades, as quais, algumas delas, se mantém até hoje.    Fiquei na secretaria até setembro do ano de 2014.    Tenho a escola e as pessoas com quem trabalhei no coração. Gostei muito de ter feito parte, mesmo que brevemente, desta história.    Parabéns, Oscar Maluche, pelos 50 anos de existência!! Que continue fazendo uma linda história e deixando boas lembranças nas pessoas que por aqui passarem. Brusque, 27 de maio de 2016

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Lucia da Costa Germano    Estive nesta unidade escolar por alguns anos, trabalhando com turmas de 1º e 3ª séries. Foram anos de aprendizado, trabalho, conquistas e muita amizade, anos de uma feliz convivência com amigos que levaremos para sempre. Que demonstram serem companheiros. Aproveitamos muito essas amizades com encontros, viagens e festas, que ficaram em nossas lembranças. Alguns dos nossos alunos encontro com alegria hoje, trazendo seus filhos para a escola, para nos apresentar e, com alegria, demonstram que gostariam que também eles fossem nossos alunos. E isso é muito recompensador. Parabéns Oscar Maluche e todos nós. Brusque, 16 de março 2016.

Lucinea Aparecida Curilaso Lyra    Sou formada em Pedagogia pela UNIFEBE e pós-graduada pela Unesco em Educação Infantil e Séries Iniciais. Exerço esta profissão entre Act e efetiva há 24 anos. Trabalhei na Escola de Ensino Fundamental Oscar Maluche nos anos de 2002 a 2005, sendo que, no primeiro ano, substituí por um determinado tempo a bibliotecária cuidando da biblioteca e seguindo seu projeto, ao retorno desta, continuei o restante do ano ali mesmo naquele espaço, com alunos em dificuldades de aprendizagem, projeto chamado de Reforço. Atendia alunos do primeiro ano ao quarto ano com horário alternativo. Nos outros anos trabalhei com Artes e Reforço, novamente do primeiro ao quarto ano. Este tempo que trabalhei nesta escola foi pessoalmente uma vida difícil, porém, no profissional, apesar da distância de casa ao trabalho foi muito gratificante. Fui muito feliz neste local de trabalho, onde conheci e fiz amizades, tanto no profissionalismo como com a comunidade. Aprendi muito com todos, era uma escola alegre, tínhamos um bom relacionamento, uma direção compreensiva, dedicada e [que] respeitava o próximo em suas individualidades.    Guardo em minha memória muitas lembranças boas daquele tempo e momentos divertidos das festas que a equipe escolar fazia, tempos bons que não voltam mais, infelizmente, pois hoje em dia está tudo e todos muito diferentes. Aproveito este espaço que me foi dado para parabenizar a Escola Oscar Maluche pelos seus 50 anos. Brusque, 19 de maio de 2016.

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Maria do Carmo Machado Valadares    Eis o breve histórico:    Iniciei como coordenadora pedagógica na Escola de Ensino Fundamental Oscar Maluche no dia 01/02/2016. Brusque, 24 de fevereiro 2016.

Maria Izabel Archer Bolda    Minha atuação na escola Oscar Maluche:    Sou formada em Estudos Sociais com habilitação de segundo grau em moral e civismo. Iniciei minhas atividades em 15/04/1977. Trabalho nesta unidade escolar há 38 anos. Atuei como professora 1ª a 4ª série durante 17 anos. No ano 1992, assumi a orientação da biblioteca da escola, trabalhando com pesquisa e atividades diversificadas de 1ª à 8ª série.    No ano de 1996, implantei, na biblioteca dessa escola, o Projeto Recriateca, que consistia em trabalhar com os alunos de uma maneira agradável e promover o hábito da leitura.    Tornar o gosto pela leitura foi objetivo primordial desse projeto, sendo realizado com a parceria dos professores de 1ª a 5ºano e os professores de Português de 6º ao 9º ano.    Atualmente, continuo atuando nesta escola e desenvolvendo projetos voltados para literatura, contando sempre com a parceria da professora de Aee, Elizete, e demais funcionários, visando a qualidade do ensino. Brusque, 25 de fevereiro 2016.

Maria Ivone Crespi Noldin    Não lembro exatamente o ano em que trabalhei nesta escola, só lembro que foi lá por 2000 a 2005. Foi no início que comecei no município . Foi umas das melhores escolas que trabalhei na época, pois era muito organizada.

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Tínhamos a Tita como diretora e a Ziza como secretária. Era uma escola em que o quadro de funcionários era muito unido, existia uma energia muito boa, eram sempre feitas comemorações e havia muita participação, pois, todas eram ótimas e divertidas. Foi nesta escola que reencontrei minha amiga do Colégio São Luiz, a Tânia, coordenadora. Pessoa extremamente competente e humana. Já está deixando saudades. Alguns professores e funcionários da época ainda estão por lá. Tive o prazer de voltar a trabalhar nesta escola em 2014, por um curto período de tempo.   Brusque, 08 de março 2016.

Maria Luisa Fagundes Ghislandi    Sou Maria Luísa Fagundes Ghislandi, nascida em 20/06/1964, na cidade de Brusque. Formada em Letras e com especialização em Literatura Brasileira e em Tecnologias Educacionais.    Atendendo ao pedido da professora e amiga Maria Izabel Archer Bolda, passo a relatar um pouco de minha vida profissional na Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche, que celebra, em 2016, 50 anos de história.    Iniciei minhas atividades docentes no ano de 1986, como professora de Língua Portuguesa e Língua Inglesa e lá permaneci até solicitar minha aposentadoria no ano de 2014.    No ano de 1995, a convite da então diretora, senhora Ivanete Franco Zucco, assumi a função de secretária escolar, permanecendo na mesma até início de 1999, quando novamente retornei às minhas atividades docentes até o ano de 2001 e, neste ano, voltei a assumir a função de secretária escolar por nove anos. Em 2011, assumi a função de professora do Espin – Espaço Pedagógico Informatizado.    Neste ano, houve pela primeira vez na rede municipal de ensino a eleição direta para a função de diretor escolar e, em conversa e com o apoio de colegas de trabalho, coloquei-me à disposição para concorrer à respectiva vaga, assumindo esta nova função em 1º de agosto.    Desde o final dos anos 1990 pudemos presenciar que o Ministério de Educação tem criado e instituído novas políticas públicas com a finalidade de superar os desafios que se impõem na educação brasileira; avançamos muito, porém, há ainda muito por fazer para superar os atrasos significativos, sobretudo, nas áreas de Ciência e Tecnologias.

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O Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) procurou inovar sua gestão com a finalidade de superar os desafios e criou vários projetos como PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola), PNLD (Programa Nacional do Livro Didático), PNDE (Programa Nacional da Biblioteca Escolar), o PAR (Planejamento de Ações Articuladas), o qual proporcionou às secretarias de educação e, consequentemente, às escolas contribuir para a melhoria da infraestrutura e recursos pedagógicos. E com todas estas ações fomos presenciando melhorias nas escolas. A nossa escola (permitam-me achar que após 28 anos de trabalho, ela também seja carinhosamente minha) teve a oportunidade de melhorar sua infraestrutura, [foi possível] equipá-la com laboratório de informática, tornar suas dependências acessíveis a cadeirantes, equipá-la com os mais diversos recursos pedagógicos e midiáticos.    Enfim, há ainda um longo caminho a ser trilhado por todos os segmentos da sociedade brasileira para que tenhamos um país mais justo e menos desigual, mas sempre tivemos a certeza que é através da educação, e educação de qualidade, que deixaremos um país melhor para as futuras gerações e eu me orgulho muito de ter feito parte da família Oscar Maluche, de ter contribuído para a formação cidadã de muitas crianças e adolescentes e de todos os grandes amigos que conquistei ao longo destes anos.    Salve, salve nossa Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche!    Desejo que seus próximos 50 anos sejam de sucesso e conquistas! Brusque, 21 de março de 2016.

Maria Rosa Luiz    Sou a professora Rosa e vou contar brevemente sobre a minha passagem na Escola de Ensino Fundamental Oscar Maluche.    O meu relato inicia nos tempos de aluna, iniciei meus estudos na escola desde a 1ª série e permaneci até concluir a 8ª série. Muitas lembranças dos meus tempos de aluna ficaram marcadas, os diretores, coordenadores e professores que com carinho e dedicação nos davam todo o suporte necessário. Serventes que mantinham nossa escola limpa e bem organizada, merendeiras preparavam uma excelente merenda e os amigos que curtiram todos os momentos possíveis e ficarão para sempre na lembrança.

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Enfim, depois de muitos anos retornei à escola como professora, formada e pós-graduada, trabalhei com a turma do 3º ano por 2 anos e meio, e o motivo da minha saída foi a chamada do concurso. Estar na escola durante esse tempo foi um momento de aprendizado e troca de experiências positivas vividas com os colegas professores, demais funcionários e alunos. Ter feito parte desta equipe foi maravilhoso!!! Brusque, 18 de abril de 2016.

Marina Rozi Maurici Montibeller    Em 26 de fevereiro de 1973 fui convidada para exercer o cargo de professora normalista na E.E.F. Lions Clube Comp. Oscar Maluche, em substituição à Sra. Maria Aparecida Moritz Siegel. Em junho de 1973 passei a ser professora efetiva e, mais tarde, atuando no cargo de auxiliar de direção, ficando até 01/04/1996, onde encerrei minhas atividades na Oscar Maluche pois me aposentei. Trabalhei nesta escola 23 anos, escola e comunidade que muito amei e amo. Todos ficarão sempre no meu coração. Saudades. “O caminho percorrido não pode ser considerado o fim, mas como um outro caminhar onde sonhos realizados transformam-se em ideais conquistados que servirão de fundamento para construção de uma educação que fez o espaço ocupado em sociedade desenvolvida”.    Por tudo que vivi nesta escola o meu muito obrigada. Brusque, 01 de abril de 2016.

Maristela Batschauer Pazzini    Desde o início do ano letivo de 2016 atuo como educadora social nesta unidade de ensino.    Senti-me muito bem recebida neste ambiente de trabalho. O relacionamento entre os profissionais é excelente. Identifico-me com essa nova função no Ensino Fundamental, pois minha experiência era na Educação Infantil e na Secretaria de Assistência Social.    Estou muito feliz e satisfeita com os resultados alcançados diariamente. Brusque, 21 de maio de 2016.

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Marlete Coelho Barg    1ª professora da escola Oscar Maluche, atuei em maio de 1966 a setembro de 1981. Em maio de 1966 recebi o convite para a regência de uma nova escola a ser instalada no Bairro Steffen. Na época, atuava como diretora na Escola Carlos Moritz, no Bairro Zantão, e aceitei o desafio. Junto com a merendeira, dona Albertina, visitamos todas as famílias do bairro informando a [respeito da] instalação da nova escola e convocando os alunos. A comunidade aceitou prontamente a novidade e iniciamos oficialmente as atividades da Escola Companheiro Oscar Maluche.    Na época, a escola foi instalada onde atualmente é a igreja do bairro. A procura de alunos foi tanta que precisamos, logo nos primeiros 15 dias de atividades, buscar mais uma professora. Indiquei minha sobrinha, Ivone Coelho, que estava iniciando sua carreira como professora e prontamente atendeu ao convite.    No dia da inauguração da nova escola, o Lions Club Centro promoveu uma grande festa. Toda a renda arrecadada na festa foi em prol da aquisição dos materiais que faltavam para iniciarmos as atividades.    Nossa escola era considerada modelo na época. Isto porque todos os materiais disponibilizados eram os mais modernos, tanto para as salas de aula como no refeitório e demais dependências. Um bom exemplo é que todas as carteiras de madeira que recebemos eram individuais, algo que não se via, já que as escolas costumam usar carteiras duplas. Foi uma grande satisfação ter feito parte do início da história da Escola Oscar Maluche e [ser] responsável pelo aprendizado de tantas crianças do bairro, que até hoje me encontram em algumas situações do dia a dia e relembram os tempos em que eu era professora na escola. Brusque, 21 de março de 2016.

Maristela Batschauer Pazzini    Comecei a trabalhar na Escola Oscar Maluche esse ano de 2016 como servente. Estou gostando de trabalhar aqui. Parabéns Escola Oscar Maluche. Gostaria de permanecer aqui por muito tempo. Obrigada. Brusque, 08 de abril de 2016.

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Neusa Aparecida Wessolwski    Sou professora de Língua Portuguesa, formada em Letras Espanhol, pós-graduada em Gestão e Metodologia do Ensino Interdisciplinar. Trabalhei na Escola Oscar Maluche em 2010 e retornei em 2015 até 2016. Trabalho com as turmas de Ensino Fundamental Anos Finais (6º ao 9º ano). É muito bom trabalhar nesta escola. Brusque, 01 de março de 2016.

Osmerinda Gomes da Silva    Sou professora do Ensino Fundamental, [...] atuando no 2º ano como professora regente. Há mais de um ano faço parte do corpo docente da Escola Oscar Maluche e me sinto honrada em dizer que fui contagiada com a essência educadora. Acredito que seja um dos segredos dos quais esse grupo oferece aos que por aqui passam, pois é muito agradável e gratificante estar aqui hoje. Brusque, 29 de março de 2016.

Osnita Kuneski Teixeira    Iniciei minhas atividades na Escola Oscar Maluche como professora de Português em abril de 1990. Em 1997 assumi a direção e fiquei até 2005. Cada pessoa possui a sua própria caminhada, porém, no caminho encontramos muita gente, fizemos muitas escolhas no campo pessoal e profissional, então, uma das minhas escolhas foi trabalhar como professora na Escola Oscar Maluche. Foram 15 anos emocionantes, onde fiz muitas amizades, vivi muitas alegrias, muitas conquistas, muitas coisas novas, só fiquei triste, e muito triste, no dia em que tive que deixar esta escola querida, mas a vida também nos reserva momentos difíceis. Muitos relatos poderiam se estender nestas lembranças, mas o que mais me fez feliz na Escola Oscar Maluche foi poder ter convivido com pessoas maravilhosas, pessoas do bem, tanto os alunos quanto os funcionários, estão guardados no meu coração.

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Hoje, longe da escola, encontro com ex-alunos que me relatam suas trajetórias e me enchem de orgulho em saber que venceram, atuando na sociedade como enfermeiros, advogados, professores, músicos, administradores e etc.. Certamente, nos seus 50 anos de existência, a Oscar Maluche tem muito para comemorar, muito para lembrar, muito para agradecer. Espero que ela continue cumprindo o seu importante papel social, levando a possibilidade de seus estudantes terem uma vida digna e que sejam plenamente inseridos na sociedade. Parabéns a toda comunidade escolar, parabéns Escola Oscar Maluche! Brusque, 02 de março de 2016.

Regina Maria Marchi Machado    Ingressei no magistério em 1977 na Escola Básica João Hassmam, mas, em 1980, comecei na Escola Básica Oscar Maluche substituindo dona Rosalete, que estava de licença de maternidade. Em 1981 pedi transferência para E.B.O.M, pois [passei a] morar no Bairro São Luiz, que ficava mas perto.    Comecei com a dona Tereza de diretora, dei aula para a 1ª série, 2ª série, 3ª série e 4ª série, fiquei muitos anos pois tinha duas professoras, uma de Língua Portuguesa e Estudos Sociais, outra professora de Matemática e Ciências, que eram a dona Izabel, dona Gisela, dona Lúcia e dona Claudete. Gostava muito de trabalhar com a 4ª série, pois fazíamos passeios de estudos para a capital com os alunos, que era o máximo para eles.    Mas, em 1996 fui convidada para ser secretária na Georgina da Luz, depois na Bateas, e de 1998 a 2000 trabalhei na Secretaria de Educação. Em 2001 retornei à EBOM e fiquei até me aposentar em 2003. Gostava muito de trabalhar na EBOM pois tínhamos muita parceria, fazíamos festas, gincanas e tudo mais. Passei por três diretoras: dona Tereza, dona Ivanete Franco Zucco e dona Osnita Teixeira (Tita).    Foi muito bom trabalhar nesta escola, trabalhava sempre contente. Fiquei nesta escola quase 30 anos e fui muito feliz.    Parabéns Oscar Maluche pelos seus 50 anos! Brusque, 10 de maio de 2016.

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Rita de Cassia Barg    Professora no ESPIN – Espaço Pedagógico Informatizado.    Conheci a Escola de Ensino Fundamental Oscar Maluche muito antes de ir trabalhar nela. Isso porque minha mãe havia sido a primeira professora da escola, sempre contava as histórias da época em que trabalhou lá e frequentamos, em algumas oportunidades, as festas da escola e da comunidade. Em 2001, quando tive a oportunidade de trabalhar na escola, foi um imenso prazer. Atuei no ESPIN – Espaço Pedagógico Informatizado, que, além de oportunizar aos alunos contato com uma nova ferramenta – o computador –, também desenvolvia uma série de projetos pedagógicos com os alunos utilizando as novas tecnologias.    Era um ambiente que os alunos adoravam, pois tudo era novidade. Muitos não tinham acesso à internet em suas casas e tinham no ESPIN a oportunidade de ter maior contato com o computador e com o mundo digital. Os horários para pesquisas no ESPIN eram disputados, tínhamos que agendar com antecedência com os alunos para que todos pudessem utilizar quando necessário. Foi um período de grande aprendizado pessoal e profissional, pois foi meu primeiro emprego e o início da minha vida profissional. Pude conviver com algumas professoras que atuaram com a minha mãe e, apesar do intervalo de 20 anos continuam na escola, tornaram-se também minhas colegas de trabalho. Brusque, 02 de março de 2016.

Rogerio Santos Pedroso    Professor na Oscar Maluche (1984-2004).    Iniciei meu trabalho de docência na Escola de Ensino Fundamental Oscar Maluche em julho de 1984 ministrando aulas de Estudos Sociais (História, Geografia, OSPB e EMC). Em 1989 prestei concurso público municipal de efetivação no magistério e tornei-me professor efetivo na Oscar Maluche. Dei aula para os alunos de 5ª a 8ª séries até 2000. Neste mesmo ano, em parceria com a direção escolar, a orientação pedagógica, os professores e os alunos lançaram o site da Escola Oscar Maluche, que foi o primeiro site de uma escola municipal de Brusque, e em seguida lancei o primeiro trabalho pedagógico multimídia em CD-ROM, “História dos 35 anos da EEFOM”.

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Em 2001 trouxe coordenador do projeto Espin (Espaço Pedagógico Informatizado) que começou na Oscar Maluche, no qual trabalhei até 2004. Brusque, 05 de março 2016.

Rosa Lucia Marchi    Difícil é começar a escrever, pois tenho muito para contar…    Esta escola fez parte da minha vida profissional e esta parte é inesquecível! No dia 07.02.1991 ingressei na Rede Municipal de Ensino de Brusque. Tive a sorte de conseguir uma vaga nessa escola. Na época, a diretora ainda era a d. Ivanete Franco Zucco.    Eu sempre lecionei na primeira série. Nesta época lecionava somente 20 horas na rede municipal. Assim, se passaram 2 anos com muito companheirismo, riso, alegria e trabalho! Essa sempre foi uma equipe que trabalhou “pra Valer”, acreditando na educação e na sua força de transformação.    Alterei minha carga horária para assumir um cargo comissionado. Em 01.01.1999 tive a honra de retornar a esta escola, permanecendo lá até 31.12.2000. A direção havia mudado. Sangue novo no pedaço! Osnita Teixeira, grande Tita!    Posso dizer que foram os melhores anos da minha vida no magistério.    Hoje, os meus melhores amigos são meus colegas de trabalho daquele tempo, como era bom!!!! Nós trabalhávamos, discutíamos sobre o trabalho, brincávamos, ríamos nas horas de folga. Saíamos, cantávamos, viajávamos juntos…    Lembro das reuniões pedagógicas, conselhos de classe, onde primeiro trabalhávamos duro, efetivamente, depois ficávamos lá na escola cantando, rindo, conversando… Nossa equipe era muito boa e a gente era muito feliz!    Tenho muita saudade desse tempo!    Brusque,15 de abril de 2016.

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Rosangela Werner    Entrei na Oscar Maluche para trabalhar como servente em 2007. Saí e fui trabalhar numa confecção. Em 2015 e 2016 me chamaram para voltar e trabalhar como servente até no final do ano. Parabéns Oscar Maluche! Gosto muito de trabalhar aqui. Brusque, 08 de abril 2016.

Rosnei Hoffmann Scherer    Período de outubro a dezembro de 1996. Já em 1997, assumiu a direção a sra. Osnita K. Teixeira, mais conhecida como Tita, que permaneceu durante aquele ano.    Trabalhei ministrando aulas para as turmas de 5ª a 8ª série, que, na época, eram divididos o sexo feminino do masculino. Trabalhei com as meninas, sendo que o professor Luiz Armando Gulini trabalhava com os rapazes. Foi minha primeira experiência no magistério fora da faculdade, pois me formei em dezembro de 1995. Aprendi muito com os colegas professores no trato com os alunos, foi uma experiência muito gratificante.    Lembro de um fato inusitado, que, no primeiro dia de trabalho, estávamos no meio dos jogos escolares municipais (JEM) e tive que acompanhar as alunas na competição de handebol, que estava sendo realizada no ginásio do Sesc, não conhecia nenhuma delas, não sabia nem o nome. Foi muito complicado aquele início, pois entrei como substituto do professor Anderson, que foi transferido para a EEB João Hassmann, e tive que encarar essa missão sem conhecer quase nada das competições, muito menos dos alunos. Trabalhar na EEF Oscar Maluche foi muito importante para minha formação como professor. Foi lá que acompanhamos, com os alunos em 1997, o primeiro título de Gustavo Kuerten em Roland Garros, vibrávamos com todos os pontos do nosso manezinho da ilha fazendo história no esporte mundial.    Usávamos basicamente uma quadra de esportes que estava em péssimas condições. Quando chovia, formava uma enorme poça de água no meio da quadra que levava dias para secar. Tínhamos também um espaço de chão batido ao lado do campo do América (entre o campo e a rua que fica em frente à escola), onde conseguíamos armar uma rede de voleibol para ensinar os

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fundamentos e o jogo deste esporte. Nos dias de chuva usávamos uma sala de Educação Física para jogar tênis de mesa, xadrez e outros jogos de mesa.    Durante o ano, tínhamos que organizar o Jiebom (jogos internos da escola), era uma festa para os alunos e mostrava a competição sadia entre as turmas. Convivi com muitos professores de outras disciplinas, não citarei nomes para não esquecer ninguém, mas foi uma fase muito boa na minha vida profissional e pessoal.    O Bairro Steffen sempre teve uma má fama na cidade, mas nunca tive problemas com o pessoal de lá durante as aulas, sempre respeitavam e valorizavam nosso trabalho. Brusque, 20 de abril de 2016.

Sergio Luis Goncalves    Comecei na escola em fevereiro de 2009, ano muito conturbado devido as enchentes que assolaram a nossa cidade. Nossa escola foi interditada devido a um deslizamento de terra. Neste ano as aulas foram transferidas para a ASSEVIM e com muito esforço conseguimos realizar as aulas de Educação Física num espaço não muito adequado, mais algum tempo e voltamos para a escola, onde algumas coisas me marcaram positivamente: o grande companheirismo entre os funcionários da escola.    A forma como fomos recebidos pela comunidade, cobrando, porém, também elogiando o trabalho realizado com os alunos.    No decorrer dos anos seguintes, as coisas foram melhorando, ganhamos uma quadra de esportes novinha, onde as aulas foram se transformando.    Tenho muito orgulho de, como professor contratado, [...] poder escolher esta escola para trabalhar... Brusque, 19 de abril de 2016.

Sonia Mara Maurice da Silva   Professora aposentada.    No ano de 1984, eu trabalhava no escritório das lojas Hermes Macedo (antiga HM).

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Minha irmã, Marina, era professora da 2ª série na Escola Oscar Maluche. Vendo que eu não estava satisfeita com o meu trabalho, foi até a loja me convidar para substituí-la, pois estava grávida e precisava de uma professora para substituí-la, já que eu tinha o magistério. Em seguida, me indicou para substituir a professora Lizete Benvenutti, que também estava grávida. Foi o que aconteceu, fui substituí-las e, quando terminou, não tinha mais vaga na Escola Oscar Maluche, onde fomos conversar com a Secretária da Educação, senhora Ana Soprano Leal, na qual ofereceu a FUCABEM da Santa Terezinha para terminar o ano letivo. Quem coordenava a FUCABEM era o Márcio.    No ano seguinte, fui convidada para voltar para a Escola Oscar Maluche para assumir como professora do Jardim “Tia Vera”, no lugar da professora Joseane Caetano, que passaria como secretária da Escola Oscar Maluche. Em 1990 participei do concurso público da prefeitura e me efetivei como professora, escolhi vaga no Cei Tia Emília Floriani, saindo então da Escola Oscar Maluche.    A Escola Oscar Maluche foi para mim uma escola de referência, onde consegui um grande aprendizado, com professores maravilhosos e com muita dedicação. Foi maravilhoso fazer parte do quadro de professores desta unidade escolar.    Parabéns para todos nós! Brusque, 07 de março 2016.

Tania Luiza Graupner de Modesti    Eu, Tânia, sou formada em Pedagogia, Matemática, [com] pós em Administração, Orientação e Gestão Escolar. Iniciei minhas atividades na EEFOM em 2011 como orientadora pedagógica, no qual exerci a função por 1 ano, retornando como professora de Matemática em 2013, 2014 e no corrente ano.    Sempre gostei da administração escolar, dos colegas de trabalho, dos alunos e da comunidade. Espero que a admiração, o carinho e a alegria que tenho por fazer parte desse grupo [...] permaneça por muito tempo. Brusque, 07 de abril 2016.

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Thiago H. de Faria    Minha história com a Escola Oscar Maluche começou em 2007, quando fui chamado para substituir uma professora que estava aplicando um projeto em outra escola. Devido ao baixo salário e uma proposta de estágio na faculdade, trabalhei apenas três meses nesse ano. Mais tarde, em setembro de 2009, após terminar meu estágio, volto a trabalhar como professor da rede municipal em três escolas de Brusque, uma delas Oscar Maluche. Devido à minha falta de experiência para controlar as turmas e o fato de as turmas serem bem agitadas nessas três escolas, comecei a usar um sistema de som para ter mais volume de voz e preservar minhas cordas vocais.    Já em 2015, pude ter a felicidade de voltar para a Escola Oscar Maluche fazendo parte, agora, do quadro de professores efetivos. Nesse tempo de Oscar Maluche pude aprender muito e ainda aprendo com todos os meus colegas de trabalho e alunos. Me sinto em casa nesta escola! Brusque, 18 de abril de 2016.

Venicio Bottamedi    Venício Bottamedi, profissional de Educação Física, formado em Joinville em 1985. Passei no concurso público em Brusque em 1990 e escolhi ministrar aulas na Escola Básica Municipal Companheiro Oscar Maluche. Trabalhei de 1990 a 1993, ministrando aulas no período matutino de 5ª a 8ª série. Ainda em 1993, fui convidado a trabalhar na Secretaria de Educação, no setor de esportes, para programar atividades relacionadas ao esporte comunitário. Hoje ainda atuo na Fundação Municipal de Esportes, cedido pela Secretaria de Educação, mas continuo lotado na Escola Oscar Maluche.    A passagem na Escola Oscar Maluche foi muito bacana. Apesar da fama que o Steffen tinha na cidade, nunca tive problemas com os alunos, pelo contrário, eram muito participativos. O relacionamento com os colegas professores e demais colaboradores da escola sempre foi muito bom. Algumas [das] coisas que marcaram muito para mim [foi] a criação dos JIEBOM – Jogos Internos da Escola Básica Oscar Maluche – foi muito bacana. Fizemos abertura com acendimento da pira e

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tudo mais. A outra [coisa marcante] foi uma excursão com a 8ª série para São Paulo. Sensacional poder ver a alegria daqueles adolescentes, a maioria saindo pela primeira vez de Brusque. O segundo lugar no Moleque Bom de Bola, perdendo somente a final para o Cônsul. Outra lembrança que tenho é dos bolinhos de banana ou de chuva que fazia nas horas de folga para os professores, com o apoio da Zildinha, nossa querida e já falecida merendeira. Enfim, foi muito bom ter contribuído um pouco na vida destas crianças e adolescentes que passaram pela escola neste período. Brusque, 22 de abril de 2016.

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CAPÍTULO II

REMEMORANDO ACONTECIMENTOS QUE CONSTITUEM A HISTÓRIA DA INSTITUIÇÃO

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Primeira escola “Oscar Maluche”

Ampliação do número de alunos na primeira escola

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Construção da escola em novo local

A Escola Oscar Maluche com sua primeira ampliação

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A Escola Oscar Maluche no

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Anos 80 Alunos

Espaço interno

Professoras que fizeram parte da história da EEFOM: da direita para esquerda, professoras Marlete Coelho Barg, Ivanete Franco Zucco e Osnita Kuneski Teixeira, as duas últimas ex-diretoras (Finais dos anos de 1990)

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Mudança de nomenclatura Denominação da instituição como Escola Básica – Até início dos anos 2000

Mudança na denominação como escola fundamental – A partir de 2002

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Participação em desfiles comemorativos Anos 2000

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Escola Oscar Maluche comparece em projeto em evento municipal nos anos 2000

Homenagem realizada pela Escola Oscar Maluche

Momento de interação entre alunos da Escola Oscar Maluche - 2005

Comprometimento profissional na aprendizagem discente.

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Espaço pedagógico informatizado da escola ESPIN Práticas efetuadas – 2008

Espin recebe novos computadores

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Novas propostas pedagĂłgicas visam compartilhar experiĂŞncias

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Prรกticas pedagรณgicas efetuadas no espaรงo da biblioteca

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Profª Mª Izabel, agradecemos sua colaboração neste trabalho !

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Conhecendo os espaรงos da escola em 2016

Hall de entrada da escola

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Hall central

Varanda do pรกtio central

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Cozinha da escola - diretora com as merendeiras: da direita para esquerda, a merendeira Rosângela Werner, a diretora AndrÊa da Rosa Luz e a merendeira Jenifer Raquel Cunha

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Refeitório – espaço de convívio

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Pátio da escola – Espaço de brincadeiras

Aula de educação física no pátio da escola

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Comemorações da Escola Oscar Maluche Ano 2000

Ano 2016

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CAPÍTULO III NARRATIVAS DOS PROFESSORES QUE TRABALHARAM NA INSTITUIÇÃO E DOS PROFESSORES ATUANTES.

GRUPO DE DISCUSSÃO Imagens daquele momento ENTREVISTA COM A PROFESSORA OSNITA KUNESKI TEIXEIRA Imagens daquele momento ENTREVISTA COM A PRIMEIRA PROFESSORA DE ANOS INICIAIS DA E.E.F. LIONS CLUBE COMPANHEIRO OSCAR MALUCHE – MARLETE COELHO BARG Imagens daquele momento

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GRUPO DE DISCUSSÃO Realizado em 23/05/2016 Brusque/SC

   A dinâmica do grupo de discussão dos professores que integram o quadro permanente da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche teve como objetivo demonstrar as representações dos atuais docentes sobre a instituição e iniciou com a apresentação dos sete professores participantes deste momento.    Assim estabelecemos três eixos de discussão, os quais compreendem as impressões/imagens dos professores em relação à instituição, as práticas que marcam o trabalho pedagógico e as transformações acompanhadas por meio da atuação na escola.

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Primeiras impressões profissionais na EEF Lions Clube Oscar Maluche Eu fui muito bem recebida nesta escola e estava muito ansiosa. Eu me senti muito bem acolhida [...]. Eu não conhecia a instituição e era o meu primeiro ano como regente. Era um desafio. O acolhimento e a minha expectativa [...] foi compensada aqui pela gestão também e pelo grupo entusiasmado que eu encontrei. Eu cheguei a ter duas impressões aqui da escola, porque eu trabalhei em dois momentos. A primeira, mais ou menos em 2007, como ACT, e era uma escola em que os professores eram bem animados, a gente fazia atividades juntos, só que os alunos pareciam ser muito agitados. Como eu estava iniciando na graduação, mas o corpo pedagógico ajudou bastante, aprendi muito com eles. Tanto é que na hora de me efetivar escolhi aqui, pelo fato de já conhecer, só que eu já vim preparado. Eu pensei que iria pegar os mesmos alunos. A impressão que eu tive da segunda vez, já quando eu me efetivei no ano passado, foi diferente, além de o grupo estar mais unido, os alunos pareciam estar mais centrados. Parece que teve uma grande mudança na escola neste tempo de cerca de oito anos mais ou menos. Esta impressão que ele teve, eu também tive, mas eu nunca soube se foi pela minha falta de experiência. Eu também vim em 2007 e foi a primeira escola que eu comecei a lecionar. Eu achei muito agitada. Depois, quando eu voltei agora este ano, eu já tinha o contato com as pessoas e eu acho que se manteve. É uma escola muito parceira de quem chega, mas os alunos em si eu acho que mudaram bastante. Tem mais disciplina, as coisas acontecem de uma maneira mais organizada.

Transformações que ocorreram ao longo dos cinquenta anos e vivenciadas enquanto profissional na referida escola Trabalhamos com os alunos e verificamos que não adianta querer somente passar a matéria para eles. Querendo ou não, temos que trabalhar de outra forma, estar agindo de outra forma, ensinar limites para eles. Uma das coisas que eu vi foi que tentar da mesma forma conseguir o respeito e mostrar que eles podem estar contando com a gente. Outra coisa bem interessante é a forma que estaremos trabalhando com os alunos, eles precisam ter o respeito, mas temos também que notar a situação, a vida de cada um deles, para que possa estar fluindo depois para a turma. Eu fui aluna da escola, fiz o Ensino Fundamental aqui. Quando eu retornei à escola para trabalhar foi com muita felicidade, mas a gente vem pensando que vai encontrar aquela escola que nós deixamos há vinte anos atrás e a escola [se] modifica. A escola é muito o retrato do que acontece em Brusque como um todo, que é a questão da migração, da diversidade cultural que a gente tem. O bairro não é o mais o mesmo de quinze ou vinte anos atrás e a escola também não. Uma das coisas que me surpreendeu quando eu cheguei aqui para trabalhar como professora foi esta diversidade dos alunos. Uma das coisas que a equipe de trabalho fez foi realizar um projeto em 2014 para verificar esta questão da diversidade sociocultural da escola e havia turmas com oitenta por centro (80%) de crianças migrantes e vinte por cento (20%) de crianças de Brusque

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e região. Então, eu acho que isto também se constitui como um grande desafio para a equipe, porque a gente tem que rever nossas posturas diariamente. É o tempo todo quebrando os próprios paradigmas e as nossas limitações de entender o outro, de compreender o outro. E isso me instiga, é um tema que me instiga. A minha prática, pessoalmente, está muito baseada nisto, para tentar compreender esta diversidade e conseguir de alguma forma atingir esses alunos. Este projeto que a professora citou foi um projeto que dividiu águas. Depois [dele] se questionou que, na verdade, mais de trinta por cento (30%) de todos os funcionários e alunos [...] não eram de Brusque. As características que eram colocadas foram se transformando. Com este projeto, não se ouve mais tanto sobre as características, mas se tenta pelo menos compreender. Eu achei muito interessante esta nova visão que realmente a escola se transforma a cada ano, novos professores que vêm e a cada nova gestão que se instala. Uma das questões que eu sempre coloco, principalmente para os alunos, é que a primeira coisa para se aprender, para viver em sociedade, em grupo, é o respeito. Na verdade, eu cheguei três vezes aqui. Eu cheguei e logo acabei desistindo, mas eu sou muito persistente. Eu continuei a faculdade, até mudei o curso, e quando eu retornei então para a escola pela segunda vez já foi bem diferente. Não era mais aquele “sonho de menininha”, não, ali já era outra realidade. Eu passei por algumas dificuldades, mas sempre tentei buscar ajuda. A terceira vinda então já foi como professora efetiva, já com a Especialização. Então, hoje eu vejo, assim, tudo muito de outra forma, tudo muito diferente da época em que nós estudamos. Quando eu vim para cá, a impressão foi diferente, mas hoje eu só tenho a agradecer. Eu amo esta escola, é a minha segunda casa. Gosto mesmo de estar sempre envolvida e adoro a Educação Especial. Adoro o que eu faço e, na verdade, não é que a gente não faça a escolarização, mas a gente faz de outra maneira. Eu não tenho problema de faltas e quando eles não vêm, [...] eles ligam ou avisam. Realmente, eles gostam de vir para cá e gostam do que estão fazendo. Eles vêm para cá com outro olhar. E assim, outra coisa importante sobre o trabalho da Educação Especial é que a gente precisa de professores especializados para estar trabalhando. A inclusão aqui funciona e consegue fazer um trabalho diferenciado.

Práticas que marcaram o trabalho dos professores Para mim foi tão bom poder ouvir os colegas de trabalho. Às vezes, a gente enfrenta tanta coisa, às vezes, problemas com alunos e falta de materiais, e a gente não para com a intenção de conversar. Foi isso que eu senti quando eu li os relatos. Eu também me senti tão contente de fazer parte desta história, de pessoas que gostaram de estar aqui, seja na época que tenha sido. E sobre o trabalho que nós vamos fazer, eu fiquei bem contente por ficar na memória da escola e dos professores. A gente vai colocar esta importância e acredito que divulgar ao máximo esses nossos trabalhos, tanto do “Livro viajante”, da história que a gente irá construir. Mostrar mesmo, para o bairro, para a sociedade. É um momento muito interessante de reflexão como profissional. A questão mesmo de retomar estas coisas. Foi um momento bem interessante para mim, de retomada. O olhar do professor precisa ir além dos conteúdos programáticos e conseguir chegar mais ao lado humano. Eu penso que a inclusão, a escola em uma perspectiva da educação inclusiva, ela vislumbra isto. Além de respeitar todas as diferenças, é a gente pensar nos conteúdos além dos programáticos. E me passou um sentimento muito gostoso ao chegar e depois de tudo que a

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gente já tinha lido, a escola é muito acolhedora.    Uma coisa que eu acho também importante colocar é que nem tudo é só a nossa vivência na sala de aula. Eu tenho mexido em muitas caixas, em muitas coisas da escola há dois anos, para estar colocando este projeto fora do papel, até intitulado “Um olhar pela janela do tempo”. E eu fico me deparando, às vezes, com aqueles livros velhos, todas aquelas pessoas, [...] atualmente já estamos em mais de duzentos e sessenta ex-funcionários e passa um filme em nossa mente. Se todos eles pudessem relatar algo, o que será que cada um falaria? O que cada um poderia falar? Eu acho tão gostoso este resgate.

IMAGENS DAQUELE MOMENTO

Fotos realizadas com professoras e pesquisadoras, no momento da proposta do grupo de discussão.

Fotos realizadas com professoras e pesquisadoras, no momento da proposta do grupo de discussão.

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ENTREVISTA COM A PROFESSORA OSNITA KUNESKI TEIXEIRA DIRETORA EM: DE 1997 ATÉ 2005. Realizada em 23/05/2016 Brusque/SC

  No dia vinte e três de maio foi realizada entrevista com a professora Osnita Kuneski Teixeira, diretora as Escola Lions Clube Companheiro Oscar Maluche no período de 1997até 2005.   Estabelecemos três eixos principais como roteiro, os quais compreendem as primeiras impressões da professora em relação à instituição, as práticas que marcaram o trabalho pedagógico e as transformações acompanhadas por meio da atuação na escola.

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Impressões iniciais profissionais na EEF Lions Clube Oscar Maluche Passei num concurso público e fiquei em quarto [lugar]. [...]. Chamaram até a terceira. Eu trabalhava num colégio no centro, aqui, no Feliciano Pires, [como] ACT. [...] A professora que estava lá a Prefeitura tirou e me chamaram. A história e a fama do bairro era[m] horríveis, todo mundo falava que tinha pessoas ligadas ao crime, ligadas ao alcoolismo, famílias desestruturadas. Eu fiquei muito apreensiva, no começo, de aceitar, e eram, na verdade, só umas aulas de manhã, de português. [...]. Eu aceitei, mas já fui com receio. Então trabalhei um tempo e depois percebi que não era nada daquilo do que as pessoas falavam. As famílias lá (no Bairro Steffen, onde localiza-se a referida escola) são famílias normais, como todo mundo que têm as dificuldades sociais que todo bairro tem, mas hoje pode ser mais forte do que naquela época, porque na época [o problema] era mais ligado ao alcoolismo, homens que batiam em mulheres, homens violentos. Hoje, já tem drogas, tem uma porção de coisas, prostituição também se falava um pouco. Hoje, acho que está [...] mais difícil, até acredito pela estrutura que está o bairro hoje, muita gente que veio de imigração. Então, no começo eu fiquei apreensiva, depois, na verdade, desde o primeiro momento que eu trabalhei na escola como professora. Entrei em 1990, fiquei até 1996, se não me falha a memória. Como professora eu era muito crítica, eu brigava muito pelos meus direitos, sempre fui assim. Então vi que o bairro não era aquilo, a escola não era aquilo. Gostei da escola e alterei minha carga (horária) e fiquei lá até a minha aposentadoria, que foi precoce. Em 1996 a diretora se aposentou. Aí eles [governo municipal] fizeram uma comissão organizadora para escolher, na verdade chamava-se “Tripé”, naquela época começou a história de “Tripé da educação”. Fizeram uma comissão na escola de professores, de alunos, de pais para escolher a nova direção, [...] era um governo que tentava ser democrático, mais ou menos, que era uma escolha tríplice, os professores, a Andréa (atual diretora da instituição) não estava lá nesse momento, os professores naquela reunião, eles pediram muito que eu fosse a diretora, mas eu não estava nem imaginando, foi uma reunião em janeiro, dia 6 de janeiro, todo mundo de férias, fomos convocados, [...] os efetivos, alguns pais, a APP. Eles pediram que eu fosse, mas eles pediram que eu fosse, assim, em virtude de algumas pessoas que poderiam assumir, que os professores não gostaram muito da ideia. E [...] eu falei que não estava preparada para isso, “eu só sou professora daqui mas se vocês querem...”. E [...] eu assumi. De 1997 a 2005. Em março de 2005 eu saí para uma cirurgia e não voltei mais. Naquele ano eles (a escola) ficaram com uma administração, cada um ajudando um pouco. A intenção era voltar, mas não deu para voltar. Então eu me afastei. Sofri um monte, mas tive que largar a gurizada e as professoras lá. Eu acredito que nós tínhamos a melhor equipe profissional da cidade na rede (municipal). Porque eram professores fantásticos. Talvez a escola vai durar 300, 500 anos. Não vai mais existir um grupo como aquele. Primeiro que é assim, não estou falando mal de ACT (professores contratados por tempo determinado), não é isso, era um grupo, a maioria tinha recém-formado, recém-assumido, pessoal que estava ainda com gás “legal” para a educação e que acreditava em projetos, acreditava em mudanças. Então, era um grupo muito bom. Naquela época não havia tido um concurso, as pessoas tinham ingressado em 1991, 1992. E [o concurso] era mais difícil naquela época, demorava, hoje também demora, mas demorava-se muito mais para fazer um concurso. Mas, [retomando], as pessoas [...] estavam recém-formadas, com pós, com ideologias, sonhos, isso que a gente, no começo, acredita mais. E era um pessoal muito bom intelectualmente falando. [...] no momento em que assumi a direção eu fiquei [...] um pouco confusa, porque não consegui me desvincular do que eu era como professora. Eu sempre achava que eu era a professora ainda. Então tinha um amigo, uma amiga minha que falavam: “- Não! Mas tem momentos que tu

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tens que entender que passa um pouquinho além de ser professora, porque é a gestora”. Aí isso demorou um pouquinho para [entender]. Como eu era um ser muito crítico como professora, eu achava que não podia “pisar na bola” como diretora. Não podia fazer o que os meus diretores fizeram. E assim foi. No primeiro ano foi difícil, mas depois, como todo começo, depois engrena e vai. Foi bom.

Práticas que marcaram seu trabalho pedagógico Como professora, na verdade, assim, eu sempre amei ser professora. Primeiro porque eu sempre tentava me diferenciar um pouco do que havia, não com relação aos outros professores, mas da minha disciplina. Então, eu sempre fui professora de “bagunça”, de levar os alunos para fora, de sentar na árvore, de escutar música e aí eu perturbava um pouquinho o sossego da escola e dos diretores. Eu gostava muito, assim, que os alunos participassem das aulas, que os alunos não fossem só ouvintes. Eu tentava pesquisar, não tinha internet, mas eu tentava levar, assim, o que eu achava que era mais produtivo, mais dinâmico, porque português é uma disciplina, convenhamos, [...] um tanto chata, e eu sempre gostei muito de produção de texto. Então, eu queria que eles produzissem texto e o aluno não gosta muito de escrever, eles têm aquele receio que não sabem escrever e eu sempre procurei trazer ideias boas, trabalhar bastante com música, com imagem, enfim, para que eles pudessem participar mais. E essa prática da participação eu também levei para a gestão. Porque [...] eu penso assim, não há gestão sozinha, isso não existe. E depois [...] se não tens as pessoas contigo no mesmo projeto, a escola não funciona. Então, eu sempre pensei assim, que a escola tinha que ter um pouquinho do perfil daquilo que eu era. E [...] isso no começo é difícil, mas depois os professores vão entendendo. Eu achava muito interessante, por exemplo, que a gente tinha reunião sábados, tinha que fazer sábados para cumprir calendário, não sei se hoje ainda tem?! É difícil levar professor; acho até injusto levar professor para trabalhar aos sábados, ele não é remunerado, ele vai porque ele quer, mas, às vezes, há uma necessidade de discussão, porque tem um professor que trabalha de manhã, outro trabalha à tarde, um trabalha na terça, outro trabalha na quinta, nem todos estão no mesmo dia e para haver, assim, uma unificação de projetos, de ideias, tem que ser no conjunto... foi uma dificuldade, então eu pensei, nós temos [...] todas essas ideias, esses projetos tem que partir do coletivo. Então, a primeira coisa é pensar no começo do ano. O calendário não era eu que fazia, era o coletivo que fazia. Festa, como é que nós vamos fazer? O coletivo decidia; reunião, que dia vai ser? O coletivo decidia.

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Transformações que ocorreram ao longo dos cinquenta anos e aquelas que foram vivenciadas pela professora enquanto profissional da referida instituição.    Ah! Eu acho que foram muitas. A mais importante, assim, não a mais importante, [...] a que trouxe uma carga [...] de orgulho para nós...Nós fomos a primeira escola a ter informática, ter... posso chamar informática? Na época era assim. A primeira escola a ter internet. A primeira escola a ter projeto digital. Era sempre a primeira escola, mas eu não era uma ignorante assim, eu até meio sou, só que os projetos vinham. As pessoas trabalhavam com isso. - Vamos fazer? - Vamos fazer. A gente chegava até ir à Florianópolis, na Federal (UFSC) atrás de informação, o professor Rogério (professor efetivo em História na EEFOM), vocês do Espin (pesquisadora Andréa já fez parte deste projeto), o grupo todo para poder [aprender]. E essa modificação tecnológica fez uma diferença grande. Assim, uma professora, que eu lembro, do conjunto que resistia muito, no mais, aderiram assim. Era uma coisa fantástica. Se a gente falar isso em 1999, 2000, 2001, por ali. Mas, assim, isso trouxe uma dinâmica diferente na escola. A gente conseguiu fazer com que os professores também fossem entendendo que teria que haver esta mudança [...]. Até os alunos cobravam quando eles não eram levados para este ambiente (ESPIN), mas não era uma questão assim só de. - Ah! Vou lá ligar o computador! Não. Tinha um projeto, uma proposta. Foi a primeira escola [a informatizar-se]. Nós recebemos dois computadores do Lions Clube, velhos. Fizeram até uma cerimônia para entregar. Imagina! Fizeram a entrega solene. E aí já conseguimos uma internet discada, na época discada, mas ela funcionava um pouquinho. E aí já começamos a trabalhar. Eu, assim, mais que dava apoio, diretor, gestor não tem muito tempo para ficar participando de todos os projetos, pois é muita coisa para tocar. Se tu queres te envolver com a escola, não, se tu queres ser um diretor de mesinha, aí não, mas eu nem gostava de ficar sentada naquela cadeira. Não sei se ela existe ainda (risos). A cadeira está lá, mas a preferência era circular pela escola, era participar das coisas da escola, respeitando sempre os limites, que isso a gente tem que entender em qualquer ambiente de trabalho. Eu acredito sempre, assim, o professor tem que ser respeitado. Chega lá vou impor?! [...] tu não consegues nada. E [...] eles vão, se tu vais devagarinho. A gente é meio teimosinho como professor, acho até pela formação que a gente tem na universidade. Sobre os pais: Às vezes “eles” (pais) chegavam berrando na secretaria e saiam de lá beijando a gente. Porque pai está na razão dele, desinformado, às vezes tem uma versão só, claro que têm uns que saem xingando mais, mas, a maioria eu conseguia. Eu acho que as famílias estão muito divididas, fragmentadas, não sou nem um pouquinho tradicional, mas, digamos assim, vai perguntar quem é tua mãe, quem é teu pai, às vezes a pessoa nem tem mãe, nem tem pai, está com a vó, está com o tio ou são casais do mesmo sexo, é uma confusão, isso para a escola também, não é uma questão de preconceito, mas traz, não sei! É. Que às vezes tem que, nossa! Ter um jogo de cintura para resolver. Mas eu penso sempre, assim, [que] ouvir o professor é uma coisa muito importante. Sobre os jovens:    Mas isso é interessante, eu vejo [...] alguns jovens políticos, eu acho que não é demagogia: [...] eu tenho que fazer muito por esse país. E, às vezes eu acredito nisso, que tem pessoas que são assim, tem na educação, tem na saúde, desvinculados de questões de salários, não estou

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falando de mim, mas ainda bem que tem pessoas assim que acreditam nos seus sonhos, vão fazer a diferença. Sobre os conselhos escolares:    Mas o Estado (escolas estaduais) também tem. Só que, normalmente, eu participava quando minha filha estudava aqui em baixo, no Dom João Becker (colégio), só que normalmente as direções levam para questões financeiras. [...] eu falei: - Não, eu não [estou] aqui para esta questão, se eu puder melhorar com alguma ideia, alguma prática, porque financeiramente tem outra, mas eu acho que ainda tem salvação. Quanto mais pessoas acreditando na escola, trabalhando por ela.    Lá na comunidade, sei lá. Eu sempre fui apaixonada por aquela escola. Eu até, quando alguém falava mal da escola, aquilo era como fosse falar da minha família, dos meus filhos, e quando você gosta do ambiente de trabalho já é diferente, sempre carrega aquela emoção do amor, do companheirismo. Momento difícil:    Um momento traumático para mim daquela escola [...] foi o dia que eu tive que sair dela. Foi muito traumático. Eu levei uns três anos para entender que eu não estava mais indo para lá. Eu fico até emocionada, porque é uma coisa que as pessoas que estavam [lá entendem]. Mais pela questão, não física, porque a escola podia ser, mas, assim, a construção daquilo tudo que a gente fez.    E mesmo pelo lado humano. Eu acredito muito no ser humano. Eu acho que vocês vão fazer muita diferença fazendo tudo isso aí, estudando, levando ideias novas. Desculpa, mas eu me emocionei por causa da escola.

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IMAGENS DAQUELE MOMENTO

Retratos realizados durante a entrevista com a Professora Osnita e as pesquisadoras.

AGRADECEMOS PELA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO!

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ENTREVISTA COM A PRIMEIRA PROFESSORA DE ANOS INICIAIS DA E.E.F. LIONS CLUBE COMPANHEIRO OSCAR MALUCHE – MARLETE COELHO BARG: DE 1966 ATÉ 2000 Realizada em 23/05/2016 Brusque/SC     No dia vinte e três de maio de 2016 foi realizada a entrevista semiestruturada na casa da professora Marlete Coelho Barte, primeira professora da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche, lecionando no período de 1966 até 2000.   A entrevista contou com a participação das três pesquisadoras. Objetivamos com esta entrevista conhecer suas representações sobre a instituição e estabelecemos três eixos principais como roteiro, os quais compreendem as primeiras impressões da professora em relação à instituição, as práticas que marcaram o trabalho pedagógico e as transformações acompanhadas por meio da atuação na escola.

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Impressões iniciais profissionais na EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche Eu vim de uma outra escola, da Escola Carlos Moritz, nesta escola eu tinha a direção e fui convidada para vir para EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche para começar a escola, porque a escola começou do nada. Não tinha nada na escola, quando cheguei a escola ainda não tinha sido limpa. Nós ajudamos, a mão de obra foi nossa, ajudamos a faxinar para poder começar. A gente saiu nas casas a procura de alunos, fomos de casa em casa eu e a merendeira, que era do bairro, então conhecia o bairro inteiro. Apresentamos para as famílias o que estava acontecendo, que a escola ia começar, que eu era a professora e ela era a merendeira. Que eu estava vindo, para a segurança deles, de outra escola. Esses relatos eram para que as famílias ficassem mais tranquilas, para explicar que a gente não estava vindo assim do nada, que eu tinha tempo de experiência na Escola Carlos Moritz como diretora e que deixei lá e vim para cá como professora regente. A inauguração aconteceu no dia 19 de maio de 1966. Esses alunos e essas famílias vieram de outras escolas, da Escola Feliciano Pires, da Escola Dom João Becker e lá da Escola Cerâmica Reis, dessas três escolas. As famílias aceitaram e confiaram em nós, e lá vieram eles, vieram muitos alunos, para surpresa nossa. Eu não sabia o que fazer com isso tudo. Eu fui para a prefeitura e disse: “- Olha apareceram muitos alunos, as famílias confiaram no nosso trabalho, eu acho que eles vêm”. A Escola realmente era uma escola bonitinha, escola nova, isso tudo marca, era uma Escola Modelo, estava escrito inclusive, Escola Mista Municipal Modelo Companheiro Oscar Maluche. Os alunos iam chegando cada vez mais. E para a prefeitura eu disse que não dava conta de jeito nenhum. E me disseram: “- E agora não tens outra professora?” A minha sobrinha na época fazia magistério. [Disse, então]: “- Minha sobrinha está interessada!”. [Disseram:] “- Chama, chama ela!” A primeira professora que apareceu foi minha sobrinha e ela veio ajudar, mas logo tivemos que trazer outras e outras professoras. A escola era mais perto e as famílias transmitiam que valia a pena, muitos não vieram na hora, diariamente chegavam mais crianças. A servente era uma sobrinha minha, a Ivone Coelho Custódio. E no dia da inauguração, a Ivone já estava comigo, porque esses alunos vieram uma semana antes para que, no dia da inauguração, tivéssemos alunos e para fazer o hasteamento da bandeira.

Práticas que marcaram seu trabalho pedagógico O nosso método de trabalhar era bem diferente de hoje. Não tinham as apostilas, que hoje é muito prático para o aluno também. Os alunos tinham cadernos, um para História, um para Geografia e a gente fazia prova disso tudo e corrigia todos esses cadernos. Trazia um monte de cadernos para casa, eram quatro horas na escola e quatro horas em casa trabalhando, era muita atividade. Era tudo escrito no quadro, porque o aluno não tinha livro. Então, nós escrevíamos tudo no quadro, toda a matéria era escrita no quadro a giz, eles copiavam nos seus cadernos para depois

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estudar para as provas. Nós que tomávamos a iniciativa do que íamos fazer, a gente preparava aula, inclusive como vocês fazem hoje. Nós íamos com aula preparada também, tínhamos o caderno que levávamos diariamente, escrito o que nós íamos falar para o aluno, a matéria que ia ser dada no dia. A gente chegava lá com tudo pronto, a primeira, a segunda, a terceira aula e as demais. Depois que nós tivemos diretora, quando a escola passou a ser Reunida, com 95 alunos, foi bem melhor. A partir de então, cada professor tinha sua turma, pois antes tínhamos que trabalhar com duas turmas, eu trabalhava com 3ª e 4ª séries, enquanto dava leitura para uma turma, a outra tinha Matemática, mas não atrapalhava e era o que tinha que ser feito, não podia ser diferente. Uma vez que passou a Reunida, com uma diretora, era tudo mais fácil, foi dividido tudo em classe. Eles me convidaram para ser diretora nesta escola e eu já estava ali como professora regente, e eu era tudo na escola. Muitos pais vinham aqui em casa para eu fazer a transferência dos filhos, eles davam o meu endereço para eles virem aqui quando eu não estava na escola. Eu, na época, já trabalhava no Estado também, eu já era formada no Magistério. E para ser diretora e não mais regente, eu teria que atender a escola nos dois períodos. Aí eu optei em não assumir a direção, porque assim eu teria dois ordenados, um do município e outro do Estado. A gratificação para ser diretora era mínima e tinha toda uma responsabilidade, então, fiquei só como professora. Trabalhei até me aposentar em duas escolas, esta municipal e outra estadual, Escola Theodoro Becker, no Bairro Bateas. Sobre o dia de Homenagem à Bandeira: O sábado que era a luta, era o dia de homenagem à Bandeira, como dizíamos nós, começava às 7 horas e 30 minutos até, mais ou menos, 9 horas, os alunos faziam homenagem à bandeira, todos os alunos juntos, quem teve aula estava dispensado, quem não teve, entrava para aula. Nas duas escolas que eu trabalhava era o mesmo esquema. No momento das homenagens as professoras ficavam com meus alunos lá na filinha e eu pegava o meu carro e me mandava para a outra escola. Eu chegava lá na hora da homenagem também, e as professoras, que eram amigas de todo mundo, já estavam cuidando dos meus alunos naquela filinha. Essa atividade acontecia todos os sábados, mais ou menos entre 9 horas e 9 horas e 30 minutos era o momento cívico em todas as escolas. Cada sábado era uma turminha encarregada da homenagem, como dizíamos nós, então era versinho, poesia e leituras. Sobre o Planejamento Escolar: Nós tínhamos objetivos a serem seguidos até o final do ano e nós tínhamos que chegar lá. Ensinávamos na matemática, um exemplo, na 1ª série tinha que ter conhecimento em número até 99, noção de 100. E na 2ª série ela ia fazer um relato do ano anterior e começavam a seguir adiante. A prefeitura dava para nós o que teria de ser dado durante o ano para o aluno, os conteúdos.

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Transformações que ocorreram ao longo dos cinquenta anos e aquelas que foram vivenciadas pela professora enquanto profissional da referida instituição Não havia lá grandes mudanças, era sempre o mesmo esquema. A escola, quando começou, iniciou com duas salas de aula, uma sala de professores, cozinha e banheiro. Depois, precisou ser ampliada a ponto de o espaço físico não comportar mais o que nós tínhamos de alunos e professores, tudo foi ampliado. E [...] nós fomos para o prédio onde a escola está hoje. Nós estávamos lá onde está a Igreja hoje, este espaço foi doado para construção de uma capela, pois o espaço físico ficou pequeno e tinha que ser construída outra escola, [...] o terreno era em um morro e não tinha mais o que fazer. Uma pessoa doou o terreno, acho que foi o Rodolfo Steffen. O marido da Dona Ideltrudes Steffen, que iniciou o Bairro. Mas para lá fomos com quatro salas de aula. A gente entrava na escola, eram duas salas para cada lado, banheiro, sala de direção, que já foi feito na época porque a escola estava crescendo, até hoje está no mesmo lugar. Eu soube que nas chuvas de 2008 desceu parte do barranco da escola, eu encontro sempre o professorado de lá, alguns estão lá desde a minha época, como a Isabel. Quando a gente se encontra, eu pergunto como está a escola? Eu quero saber da escola, foi lá que eu comecei, aquilo lá é meu, lá é minha casa. Então, ela me passou que vocês estavam lá na UNIASSELVI, na ASSEVIN, para a reforma acontecer. Sobre a visita na escola no ano de 2006: Outro dia fui na lá escola, fui convidada para uma festa, eu fui lá. Fiquei [surpresa], a escola esticou para tudo quanto é lado. Provavelmente, a pergunta dos alunos ao me verem, que eu ainda estava viva foi: - Ela ainda vive? Faz mais ou menos uns 10 anos, quando minha filha trabalhava na escola, no dia 19 de maio, ela estava lecionando lá e então foi lembrado de mim, pois a escola fazia 40 anos e me convidaram para eu ir até [lá]. Disseram: “- Traz a mãe da Dona Rita!” Então eu fui lá, me contaram elas depois que os alunos, quando eu cheguei, todo mundo me olhava e eu fiquei assim toda sem graça, pois eu não conhecia mais ninguém. Eu cheguei, assim, quem são vocês? E eles provavelmente, quem és tu criatura? E aí depois os alunos comentaram com as professoras, mas essa é a professora e a escola já tem 40 anos? Eles esperavam uma velhinha de bengala. Quando eu comecei lá eu tinha 17 anos, em maio, e em novembro deste ano eu fiz 18 anos. Minha sobrinha, a Ivone, era uns dois anos mais nova que eu, eu tinha 18 e ela tinha 16 anos. Sobre a reunião com o professorado na casa da professora Isabel:    Outro dia, a Isabel resolveu reunir o professorado na casa dela. [...] E eu fui convidada, fiquei muito feliz! Tinha tanta gente que eu não conhecia, que eu ficava perguntando para a Isabel quem eram as professoras. Sobre a aposentadoria:    Eu me aposentei mais ao menos com 34 anos. Eu comecei com problemas de saúde, aí fiquei dois anos de licença e o prefeito, na época era o Doutor Celso Bonatelli, dizia ele para mim: “Por que tu não deixa [...] para outra professora, que tem tanta gente querendo entrar.”    Eu levava os atestados para ele assinar na prefeitura. A escola era tudo para mim e eu não queria sair. Depois de dois anos, o médico me deu um atestado para aposentar. E fui levar o atestado para o prefeito e ele disse: “- É isso aí, dá lugar para outras!”. Eles queriam colocar outra e eu ficava naquela, ia um mês, dois não ia. Para eu deixar a escola, foi muito difícil.    Todos os anos, quando eu encontrava as crianças com pasta na mão e o professorado de

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guarda-pó, eu tinha crise forte de nervos. Porque eu não ia mais e eu queria. Eu ia para o neurologista, mas demorou a passar, todo março, durante uns seis, sete anos dava crise de nervos, era a mesma história porque eu sabia que não ia voltar. Deixei com muito pesar, eu era realizada como professora.    Nesse mesmo período, eu me aposentei nas duas escolas. Com 34 anos de idade eu me aposentei por invalidez, por problemas de saúde, infelizmente eu tive que me afastar, minha aposentadoria não foi por tempo de serviço.

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IMAGENS DAQUELE MOMENTO

Retratos realizados durante a entrevista com a Professora Marlete e as pesquisadoras.

Retratos realizados durante a entrevista com a Professora Marlete e as pesquisadoras.

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Retratos realizados durante a entrevista com a Professora Marlete e as pesquisadoras.

AGRADECEMOS Ã&#x20AC; PROFESSORA MARLETE POR SUA ACOLHIDA !

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CONSIDERAÇÕES FINAIS

  A realização deste livro proporcionou-nos o privilégio de retornarmos no tempo e, assim, conhecermos de modo aprofundado elementos que constituem a história da EEF Lions Clube Oscar Maluche. Neste processo de coleta das informações e análise das fontes históricas da instituição, nosso grupo de pesquisadoras foi acolhido pelos profissionais que trabalham e trabalharam no local. Como mencionamos, no processo de investigação dos elementos históricos da Escola Oscar Maluche, assim denominada pelos alunos e funcionários, contamos com a participação intensa dos professores convidados para a composição do grupo de discussão. Ficou nítida a compreensão sobre a importância de unirmos esforços para expor os aspectos centrais da Escola, desde 1966 até 2016, de forma a constituirmos um resgate de momentos marcantes em comemoração aos seus cinquenta anos. No momento em que apresentamos a proposta referente à elaboração do livro Cinquentenário da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche: Algumas Memórias (1966 a 2016) em formato digital para publicação como e-book, recebemos considerações que demonstraram a valorizaram da nossa iniciativa. Diante da exposição sobre a intenção de copilarmos e analisarmos imagens, juntamente aos relatos escritos e orais, identificamos o interesse dos profissionais de realizar um trabalho coletivo nesta perspectiva.   Algo que nos motivou bastante na realização do trabalho descrito foram as falas dos professores ao salientarem, no momento do grupo de discussão a partilha entre o grupo e um olhar diferenciado sobre a história do local onde trabalham, reconhecendo-se também como sujeitos desta história.   Por meio dos dados, percebemos que as professoras entrevistadas descrevem o processo de criação da instituição e, desde o princípio de suas atuações na EEF Lions Clube Oscar Maluche, identificam as conquistas que esta obtém ao longo da caminhada de seus cinquenta anos. Na entrevista com a professora Marlete, a primeira professora da escola, ela relata que no dia da inauguração da escola, dia dezenove de maio de 1966, esta tinha no nome Modelo: “... A Escola realmente era uma escola bonitinha, escola nova, isso tudo marca, era uma Escola Modelo estava escrito inclusive, Escola Mista Municipal Modelo Companheiro Oscar Maluche. Os alunos iam chegando cada vez mais...”. Já em determinados momentos das entrevistas, as profissionais, que já trabalharam na gestão da escola, mencionam que esta participou de projetos para o desenvolvimento da sala de informática e, assim, a consideram realmente como uma escola modelo. O sentimento de orgulho por fazerem parte da constituição da história desta instituição compõe os relatos dos profissionais e eles nos brindam com as memórias sobre as constantes conquistas do grupo.

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POSFÁCIO

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ImpressĂľes das Autoras e Organizadoras

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Andréa da Rosa Luz A participação na elaboração deste trabalho, que resultou um livro digital intitulado Cinquentenário da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche: algumas memórias (1966 a 2016), foi de aprendizagem científica e profissional, além de importante em diversos aspectos como a valorização dos relatos como fonte histórica e da prática de copilar e analisar informações para compor um trabalho coerente. Na apresentação do livro Memória Docente: Histórias de Professores Catarinenses (1890 -1950), a professora Neide Almeida Fiori traz à tona uma realidade sobre a história oral que relacionei em vários momentos vivenciados por mim e pelas demais autoras deste trabalho: [...] não temos condições de relatar o passado em todas as nuances e detalhes e o mesmo ocorre em situações relacionadas com a História Oral. Mesmo assim, não há como negar o interesse que sempre despertam por colocarem em evidência trajetórias pessoais: “É da experiência de um sujeito que se trata; sua narrativa acaba colorindo o passado com um valor que nos é caro: aquele que faz do homem um indivíduo único e singular em nossa história, um sujeito que efetivamente viveu – e, por isso dá vida a – as conjunturas que de outro modo parecem tão distantes.” 1

É nesta perspectiva que percebi o quanto valorosos foram os relatos inseridos neste trabalho e como as entrevistas e o grupo de discussão “deram-lhe vida”, já que os cinquenta anos completados pela EEF Lions Clube Oscar Maluche são repletos de memórias, para não dizer, ou melhor dizendo, de histórias. As questões a respeito da profissão docente foram salientadas nos relatos/falas das entrevistas e do grupo de discussão, posteriormente confrontadas por mim e demais colegas com os conteúdos teóricos estudados na disciplina de História da Profissão docente (PPGE/ UDESC). Como diretora da EEF Lions Clube Oscar Maluche, fiquei muito feliz de realizar este livro digital, que traz parte da história desta 1 ALBERTI, Verena. O lugar da história oral: o fascínio do vivido e as possibilidades de pesquisa. In: ______. Ouvir contar: textos em história oral. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2004, p. 14.

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instituição, e por proporcionar um crescimento profissional diante da observação e análise a partir dos posicionamentos dos profissionais da escola. Diante de opiniões e declarações pude ver situações e momentos da instituição que, anteriormente, eram vistos com um outro olhar. Este trabalho incentivou a transformação de minha postura profissional docente e fortaleceu a ideia da importância do trabalho em grupo. Como pesquisadora, sou agradecida às colegas Camila e Marilene, pois muito aprendi na companhia delas, e aos colegas de trabalho da EEF Lions Clube Oscar Maluche, meus parceiros do dia a dia. Finalizo minhas impressões orgulhosa de fazer parte da história da EEF Lions Clube Oscar Maluche!

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Camila Macenhan Eis-nos de novo face à pessoa e ao profissional, ao ser e ao ensinar: Aqui estamos. Nós e a profissão. E as opções que cada um de nós tem de fazer como professor, as quais cruzam a nossa maneira de ser com a nossa maneira de ensinar e desvendam na nossa maneira de ensinar a nossa maneira de ser. É impossível separar o eu profissional do eu pessoal. (António Nóvoa)

Com esta afirmação sobre a indissociabilidade dos aspectos profissionais e pessoais do docente, iniciamos as discussões em relação às impressões obtidas ao longo do trabalho com as demais autoras, no processo de constituição do presente livro. A escolha de declarações neste viés da relação entre as perspectivas profissional e pessoal deve-se à realidade encontrada por meio da pesquisa, sendo que nela estiveram presentes as falas dos professores sobre a caminhada enquanto alunos na escola, a qual comemora seus cinquenta anos, e o reflexo destes momentos em sua atuação na carreira docente. Assim, destaco que participar desta elaboração constituiu-se um momento de grande aprendizagem sobre a rede municipal de Brusque, de modo a identificar as especificidades deste município do Estado de Santa Catarina, em relação ao Estado do Paraná, por meio do contato com uma das instituições da região, neste caso, a EEF Lions Clube Oscar Maluche. Saliento tal aspecto pelo fato de residir no Município de Ponta Grossa/PR e nesta região o Ensino Fundamental da rede pública organizar-se a partir da divisão entre instituições municipais (anos iniciais) e instituições estaduais (anos finais). Conforme observei, por meio do contato com a organização da instituição citada, esta divisão não ocorre em Brusque. Além de conhecer as características organizacionais da rede pública de Brusque, o livro, em comemoração aos cinquenta anos da referida escola, permitiu a realização 90


de um trabalho na perspectiva coletiva entre as pesquisadoras e os profissionais da instituição. Senti um acolhimento muito grande ao visitar a instituição para a realização do grupo de discussão com os professores efetivos na escola. Os profissionais demonstraram-se participativos e destacaram a importância que atribuem à iniciativa de organização deste livro. Saliento que a partilha e a coletividade são características muito evidentes na instituição, pois os professores e funcionários descrevem em seus relatos sobre a composição deste ambiente colaborativo na escola. O trabalho com os relatos orais, a partir das entrevistas com a primeira professora da escola e com uma das gestoras, proporcionou um conhecimento mais amplo sobre a história da EEF Lions Clube Oscar Maluche. Assim, as narrativas orais foram os meios elencados para tecermos as descrições com posteriores análises a partir de categorias sobre a caminhada histórica da escola mencionada. As vozes dos diferentes sujeitos da instituição foram essenciais para recriar e reelaborar a descrição histórica. Nesta direção, há a constituição de um mosaico de discursos dos profissionais que atuaram e atuam no período de 1966 a 2016, por meio do qual surge a possibilidade de análise da realidade a partir de diferentes óticas. Membros da EEF Lions Clube Oscar Maluche, parabéns pelo trabalho que realizam no Município de Brusque!

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Marilene Faria Büttenbender   Conhecer e registrar parte da história da educação catarinense me permitiu, enquanto pesquisadora, uma aproximação com o campo historiográfico, demarcada a partir da História Oral dos professores da EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche.   Ao mesmo tempo em que me encantei com a trajetória desta instituição, que comemora seus cinquenta anos, tive o privilégio de poder fazer parte deste trabalho, com as professoras Camila Macenhan e Andréa Luz. Foram bons momentos de reflexão e aprendizagem que marcarão nossas vidas acadêmicas e profissionais.   A organicidade atual da instituição é traduzida nos relatos orais como um lugar gostoso de se conviver. Os relatos que vivenciamos no grupo de discussão com os professores, que hoje atuam na escola, nos trouxeram esta perspectiva. Além de otimistas, o professorado busca na coletividade acertos para a reinvenção da escola, apresentando o mundo aos alunos de maneira interessante e envolvente. A escola conta em seu quadro de professores com ex-alunos e estes relatam o quanto é prazeroso voltar a este espaço escolar, hoje atuando como docentes.   “A participação e a democratização num sistema público de ensino é a forma mais prática de formação para a cidadania. A educação para a cidadania dá-se na participação no processo de tomada de decisão” . (GADOTTI, 1999, p. 49). Envolver o coletivo da escola neste trabalho, nos evidencia que a participação na construção uma escola pública, gratuita, laica, democrática, universal e socialmente referenciada é possível. Conhecer uma nova realidade e um contexto escolar me proporcionou, enquanto professora também de uma Rede Pública Municipal, no município de Florianópolis/ SC, algumas reflexões, as quais emergem nos cotidianos escolares. O papel do Gestor Escolar foi uma das questões que chamou a atenção, pois foi possível constatar que o envolvimento da diretora Andréa Luz na EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche não se resume meramente à administração do estabelecimento de ensino, mas sim expõe a importância de uma agente responsável por

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mudanças, preocupada com a contemporaneidade e a coletividade.   Elenco aqui uma das representações sobre a instituição, trazidas pela 1ª professora que atuou na EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche, para elucidar e nos fazer (re)pensar acerca dos perfis profissionais dos professores que encontramos hoje em nossas escolas: “A escola era tudo para mim! ...Eu era realizada como professora...”. O encantamento e a paixão pelo ofício da profissão são visíveis em sua fala.   Resgatar a história desta instituição, que compõe a Rede Municipal de Ensino de Brusque/SC, através deste registro documental, é, sem dúvida, fazer história. Contribuirá para o acervo e para a história dos professores catarinenses, bem como será fonte histórica para todos os profissionais que hoje atuam na escola e a todos aqueles que estão por vir.   Este livro, que nos propomos a produzir em formato digital, é, sem dúvida, um presente a todos que conosco estiveram envolvidos nesta produção, além de a toda comunidade escolar da EEF Lions Clube Companheiro Oscar Maluche.   Finalizo minhas considerações agradecendo pela oportunidade de, através da disciplina História da Profissão Docente: Memórias de Professores, do curso de Pós-Graduação em Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGE/UDESC), ministrada pela professora Dra. Vera Lúcia Gaspar da Silva, passar por esta experiência rica e muito significativa. Agradeço o carinho e o espírito colaborativo das minhas duas colegas, que se envolveram comigo neste trabalho: à Andréa Luz, gestora da instituição homenageada, comprometida e muito envolvida com a educação, e à Camila Macenhan, pós-graduanda, como eu, que nos trouxe grandes contribuições teóricas e práticas de sua atuação profissional.   Enfim, agradeço a receptividade e a acolhida que os ex-professores e os atuais docentes desta instituição tiveram com todas nós! Foi um trabalho belíssimo!

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IMPRESSÃ&#x2022;ES DA ORGANIZADORA

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Vera Lúcia Gaspar da Silva

   Vista de fora uma escola, ou sua fachada, pode parecer apenas uma peça de alvenaria (ou madeira), imóvel, muda. Mas, quando profissionais habilidosas como Andréa da Rosa Luz, Camila Macenhan e Marilene Faria Büttenbender lançam um olhar que transforma esta alvenaria em moldura dentro da qual circulam vidas, a edificação se transforma em espaço dinâmico. São aqui 50 anos recebendo pessoas de diferentes idades, cores, corpos, crenças; crianças que carregam nas mochilas esperanças, desejos, medos. Pais que, ao deixar os filhos na escola levam consigo sonhos, acreditando que, ao deixá-los estão garantindo parte do futuro (dos seus e seus). Trabalhadoras e trabalhadores que, por desejo ou necessidade, por opção ou por falta de, ali se encontram para dar materialidade a uma das experiências mais universais do mundo contemporâneo: a escolarização.    Ao registrar histórias, assim mesmo, no plural, Andréa da Rosa Luz, Camila Macenhan e Marilene Faria Büttenbender registram experiências de vida. Para fazê-lo, recorrem a documentos em diferentes formatos, registros iconográficos e vozes, muitas vozes que trazem para o presente imagens de um passado. E tecem, com os recursos que cada uma traz e que se misturam sem mais se distinguir, um texto que marca o Cinquentenário da Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche: Algumas Memórias (1966 a 2016).    A tessitura exigiu encontros, recursos, recuos, ajuda, e, ao final, temos um trabalho não mais construído a à seis mãos; muitas outras foram convocadas e deram forma, cor, vírgulas, crases, informações. Olho o resultado com satisfação, com o prazer de ter contribuído para este encontro e ter acompanhado muitos dos momentos agora materializados nas páginas deste livro.    Parabéns Andréa da Rosa Luz, Camila Macenhan e Marilene Faria Büttenbender, que o trabalho de vocês inspire! Dezembro, 2016

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REFERÊNCIAS

FIORI, Neide de Almeida (2010). Apresentação. In.: GASPAR da SILVA, VERA LUCIA & SHUEROFF, Dilce (Orgs.) (2010). Memória Docente: Histórias de Professores Catarinenses (18890-1950). Florianópolis/SC: UDESC Editora (pp.01-24). http://zip.net/bxsZ10. HERNÁNDEZ SAMPIERI, R. et al. Metodologia da pesquisa. 5. ed. Porto Alegre: Penso, 2013. LÜDKE, M.; ANDRÉ, M. E. D. A. Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU, 1986. NÓVOA, A. Os professores e as histórias da sua vida. In: NÓVOA, A. (Org.). Vidas de professores. Porto: Porto Editora, 1992. p. 1130. RICHARDSON, R. J. et al. Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. 10. reimpr. São Paulo: Atlas, 2009. GADOTTI, Moacir. Escola Cidadã, São Paulo: Editora Cortez, 1994, p. 49 *FOTOS RETIRADAS DO ACERVO DA ESCOLA OSCAR MALUCHE - E.E.F.O.M Brusque, 29 de julho de 2016.

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ANEXOS

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ANEXO A TERMO DE CONSENTIMENTO

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ANEXO B ROTEIRO DAS ENTREVISTAS

ROTEIRO REFERENTE ÀS ENTREVISTAS SEMIESTRUTURADAS COM PROFESSORAS QUE LECIONARAM NA INSTITUIÇÃO

A) Primeiras impressões profissionais na Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche. B) Práticas que marcaram seu trabalho pedagógico. C) Transformações que ocorreram ao longo dos cinquenta anos e vivenciadas enquanto profissional da referida escola.

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ANEXO C QUESTIONÁRIO PARA CARACTERÍSTICAS DOS PROFESSORES PARTICIPANTES DO GRUPO DE DISCUSSÃO

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ANEXO D ROTEIRO PARA A PROPOSTA DO GRUPO DE DISCUSSÃO

ROTEIRO REFERENTE ÀS QUESTÕES NORTEADORAS DO GRUPO DE DISCUSSÃO COM PROFESSORESS ATUANTES NA “ESCOLA OSCAR MALUCHE” A) Primeiras impressões profissionais na Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Companheiro Oscar Maluche. B) Práticas que marcaram seu trabalho pedagógico. C) Transformações que a atuação nesta instituição lhe possibilitou ocorrer em seu desenvolvimento enquanto profissional da educação.

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APÃ&#x160;NDICES

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FICHA DE MATRÍCULA DA ESCOLA ONDE CONSTA AUTORIZAÇÃO PARA USO DE IMAGEM E SOM Prefeitura Municipal de Brusque - Secretaria de Educação E.E.F. Lions Club Comp. Oscar Maluche

14 / 06 / 2016 - 11:28

Ficha de Matrícula Identificação Nome do Aluno: Nascimento: Natural de: Nacionalidade: Cor/Raça: Tipo sangüineo: Responsável por busca-lo: Documentos Identidade: Data Expedição: Certidão de Nasc. Termo nº: Cartório Data emissão da Certidão Nasc. CPF: Cartão SUS: Endereço Endereço : Bairro: Cidade: CEP: Telefone: Referencia: Distancia até a escola Utiliza Onibus? Identificação do Pai Nome do Pai: Profissão: Contato: Local de Trabalho: Renda: Identificação da Mãe Nome da Mãe: Profissão: Contato: Local de Trabalho: Renda: Outras Informações

Bolsa família: Recebe Benefício de Prestação de Serviço Necessidades Educacionais: Religião: Autoriza uso de imagem e som: Autoriza dentista: Matriculado(a) na: Período:

_____________________________________________________ _____________________________ _____________________________ UF :______ _____________________________ Sexo ___________ ( ) Amarelo ( ) Branco ( ) Indígina ( ) Pardo ( ) Preto ( )A+ ( )A- ( )B+ ( )B- ( )AB+ ( )AB- ( )O+ ( )O-

_____________________________________________________ _____________________________ _____________________________ ____________ Livro nº __________ _____________________________ _____________________________ _____________________________ _____________________________

______ ______ Folha nº ______ UF ______

Orgão Exp.

UF

_____________________________________________________ _____________________________ _____________________________________________________ _____________________________ UF ______ _____________________________ Celular ______ _________________________________ ____________ Estrada Pavimentada? Sim ( ) Não ( ) Coletivo Urbano ( ) Onibus Escolar ( )

_____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________________________________ _____________________________ ( ) Sim

( ) Não

( ) Sim

( ) Não

_____________________________________________________ _____________________________ ( ) Sim ( ) Sim

( ) Não ( ) Não

______ Série/Ano ______ ( ) Matutino

( ) Vespertino

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Ano Letivo: ___________ ( ) Noturno


MINICURRÍCULO DAS AUTORAS E ORGANIZADORAS

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Andréa da Rosa Luz Aluna especial da disciplina de História da Profissão docente, do Programa de Pós-Graduação em Educação pela Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGE/ UDESC). Pedagoga e Profissional de Educação Física pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Professora da Rede Municipal de Ensino da cidade de Brusque/SC na Escola de Ensino Fundamental Lions Clube Oscar Maluche, atualmente diretora nesta escola. Contato: prodea.rl@gmail.com

http://lattes.cnpq.br/8090093425246121

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Camila Macenhan Licenciada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG/PR), Mestre em Educação e Doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Estadual de Ponta Grossa. Atua como professora colaboradora no Departamento de Pedagogia (UEPG). É integrante do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho Docente (GEPTRADO). Contato: camila.macenhan@hotmail.com http://lattes.cnpq.br/8090093425246121

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Marilene Faria Büttenbender Mestranda em Educação do Programa de Pós-Graduação em Educação, Comunicação e Tecnologia pela Universidade do Estado de Santa Catarina (PPGE/UDSC). Pedagoga pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Professora da Rede Municipal de Ensino de Florianópolis/SC. Integrante do Grupo de Pesquisa e Pesquisadora no Projeto em Rede: “A Escolarização de alunos com Deficiência Intelectual”. Bolsista de Mestrado do Programa (OBEDUC/CAPES). Contato: marifariab@gmail http://lattes.cnpq.br/9341518649781619

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Vera Lucia Gaspar da Silva Graduação em Pedagogia (FESSC / UNISUL, 1983), Mestrado em Educação (PPGE / UFSC, 1993), Doutorado em Educação: História da Educação e Historiografia pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo ? FEUSP (2004) tendo realizado doutorado sandwich na Universidade de Lisboa. Estágio pós-doutoral em História da Educação realizado na Universidade de São Paulo com inserções internacionais: Argentina, Uruguai e Espanha (bolsa CNPq). É Professora Associada do quadro permanente da Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC, atuando no Centro de Ciências Humanas e da Educação, no curso de Pedagogia e no Programa de Pós-graduação em Educação (Mestrado e Doutorado), na linha de pesquisa História e Historiografia da Educação. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em História da Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: escola primária, cultura material escolar, patrimônio educativo, estudos socio-históricos comparados e história da profissão docente. Integra vários projetos e grupos de pesquisa com inserções nacionais e internacionais. É líder do Grupo de Pesquisa &quot;Observatório de Práticas Escolares &quot;, sócia fundadora da Sociedade Brasileira de História da Educação, associada da ANPEd, Editora da Revista Linhas, membro do Conselho Editorial da Revista de História e Historiografia da Educação, Revista Brasileira de Pesquisa (Auto)Biográfica, Cadernos de Pesquisa em Educação (UFES). Bolsista Produtividade do CNPq. Contato: vera.gaspar.udesc@gmail.com http://lattes.cnpq.br/8881750759405221

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