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Jerimum sem Jaba aqui o nordeste toca

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Jerimum sem Jaba aqui o nordeste toca

O Nordeste Brasileiro Ainda desconhecido Não é só pedra e sertão Solo seco e ressequido É faixa de terra extensa Onde se produz e pensa Cultura em todo sentido. Além disso, o nordestino Desde que o Brasil nasceu Empreendeu a viagem Em busca do sonho seu No Norte foi seringueiro No Sudeste foi pedreiro Cumpriu o que prometeu

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Quando o Rio abriu seus braços Recebendo os nordestinos Abriu-se à sua influência, Selaram-se os dois destinos Complementaram-se as vidas E as diferenças banidas Da vida dos severinos. E agora a Rádio Globo Abre janela no espaço Anunciando um programa Que vem apertar o laço Entre o Rio e o Nordeste Nova roupa que se veste Para selar o abraço. Na frequência da FM Oito, nove, ponto, cinco (89.5) A ciranda encontra o samba No ritmo se faz um vinco O jongo encontra o baião A sanfona e o violão Na mala passando o trinco.

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Os animais e as plantas, As comidas mais gostosas A boa literatura Poesias, dramas, prosas Casos, cordéis e repente, O humor inteligente Provérbios, pulhas e glosas. Boa música, instrumentistas, Do presente e do passado Dialogando seus sons Sonata, canção, dobrado, Notícias, caso verdade, A emoção e a saudade Em um programa arretado. É o Jerimum sem Jabá Que no Rio desemboca Nas ondas da Rádio Globo Que em todo canto pipoca Com seu lema em alto astral Aumente o som no dial Que aqui o Nordeste toca!

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Cordel  

um pequeno cordel sobre um novo programa da radioglobo