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Dear Science Tv On The Radio, 2008

Depois do marcante Desperate Youth, Bloodythirsty Babes, recordado por faixas como Dreams , King Eternal, Staring at the sun, nasce em 2006, o mais sombrio Return to Cookie Mountain. Nesta fase, aparecem uns Tv On The Radio mais sorumbáticos. É assumidamente triste para uns, mesmo que com um pano de fundo coberto de letras mais optimistas. Dear Science aparece, então, em finais de 2008. Ponto de partida: fasquia alta. Ponto de situação: mantém-se a qualidade. É claro que há aqui milagres

Reconhecidos pelo rock híbrido e pela inegável massa sonora, os novaiorquinos expandem-se por ambiências igualmente vibrantes, mas revestidos de camuflagem mais positiva a que nos conduziram com o registo anterior. Já se tinha percebido que eram de difícil definição, que5 «they're not here to rock!», como nos dizia um sítio reconhecido. Que esta banda volta a dar provas do seu carácter, não há a menor dúvida.

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Há um ciclo constante assegurado pela bateria, há refrões assumidos quer pela força das letras, quer pelo loop sugerido. Há Tv On The Radio em todo o álbum, em todos os álbuns. Em Dear Science, o grito é comandado ininterruptamente ao longo de todo o trabalho – em Crying levanta-se a primeira voz sonante do álbum e prova-se o fruto da pasta sonora viciante, aquela que nos faz voltar a carregar no play. A letra adensase, há experiência e sarcasmo sofrido, há uma tolerância constante entre os vocais e a instrumentalização.

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Cantam-se sequências fonológicas docilmente encavalitadas, joga-se com a ordem da infra-estrutura crescente de cada música.

Com passagem pelas sensações mais groovie como em faixas como Golden Age, este álbum encarna uma passagem de estação. Nasce no Outono, sabe bem nuns dias chuvosos de Abril, que de primaveril, só mesmo na rima. Sabe bem em qualquer altura, por mais característico que assuma ser, ou determinados moods que possa sugerir. O álbum perpetua-se na memória – há ritmos refrescantes a compasso acelerado como em Dancing choose, surpreendem sublimes agressividades textuais por entre os ritmos agradáveis de Red dress. O cansaço e a revolta, algo que social e sempre presente ao longo dos seus trabalhos, permanecem de forma quase que ébria, pelo que o grito de alerta é melodioso entre as marchas aparentemente menos ordenadas. Quer pelas camadas de som, quer pelo alternativo conseguido pela densidade sonora exagerada.

Há suspiros suspensos, há acordes nostálgicos em Shout me out, e depois há a corrida pelo clímax familiar. Há a marca deles pelos trilhos do rock, do experimentar dentro do que eles próprios já sabem conseguir atingir. Lover’s day traja o hino de esperança: «Yes here of course there are

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Lover’s day traja o hino de esperança: «Yes here of course there are miracles», uma música transversal à evolução durante Dear Science. O álbum cresce e cresce em nós. Será que depois dele regressarão uns Tv On The Radio mais escuros, que voltam a provar a receita do costume? Fazer do mesmo, sempre de forma diferente.

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